A Atlantic Monthly publica, este mês, uma resenha de A biblioteca à noite, do argentino Alberto Manguel, que está saindo enfim nos EUA. (A edição brasileira é de 2006.) É uma delícia para quem gosta de livros:
Ao mergulhar profundamente na vida dos livros, Maguel destila seu assunto com anedotas maravilhosas: o método de catalogação da China no século 10, que consistia em ordenar os autores por sua posição social; um dicionário mesopotâmio trazia inscrito um alerta a possíveis ladrões sobre a vingança de Ishtar; o excêntrico colecionador alemão Aby Warburg reorganizava sua biblioteca continuamente para que refletisse a composição de sua mente. A história mais comovente que conta é a do empréstimo clandestino de livros na ala para crianças de Auschwitz-Birkenau.
A biblioteca à noite é uma lembrança de tudo aquilo que livros – reais, físicos – representaram ao longo do tempo. São amigos, memórias, consolos, fugas para o pensamento. Enquanto objetos, carregam histórias e seu envelhecimento é, por si, uma lembrança de nossa mortalidade. Choramos, com Manguel, a destruição da civilização asteca durante a queima de livros da inquisição mexicana de Juan de Zumarraga. Também celebramos a sobrevivência de um pequeno livrinho de orações judaicas que ele encontrou num mercado de Berlim. ‘Do fogo, da água, do percurso do tempo, de leitores negligentes e das mãos de censores, cada um de meus livros sobreviveu para contar sua história.’ Sua impertinência nos ensina a respeito da importância de lembrar.
Os livros talvez estejam acabando. Não que acabarão para o todo sempre – mas são já, e cada vez menos, as fontes que consultamos para este ‘importante lembrar’.





61 Comentários até agora ↓
1 confetti et le chien aveugle* // 14/May/2008 às 9:43
os livros ainda vao durar séculos !
os e books sao efemeros demais, nao tem cheiro, nem fazem barulhinho de papel virando a pagina, nem mancham com lagrimas alguns poemas….
depender de mim, livros terao vida eterna….))
2 Dom Casmurro Patriarca // 14/May/2008 às 9:46
Cada livro é uma carta que alguém faz para toda a humanidade.
Não sei se esse pensamento já existe, se existe, parabéns ao seu autor, se não existe, fica registrado como meu.
É claro que esse pensamento se refere apenas aos livros “sinceros”, aqueles que o autor realmente sentiu “necessidade” de escrever.
Porque também há muito livros feitos apenas para ganhar dinheiro, mas esses não podem ser considerados como “verdadeiros livros” e sim como mais um artigo de consumo, que, inclusive, às vezes, pode ser mutio bom.
Muitos livros foram perdidos pela ação fanatismo através da histórias, mas eu tenho a teoria pessoal que “a mente coletiva da humanidade” recupera tudo, de um jeito ou de outro.
Aprender a “conversar” com as grandes mentes, disponíveis nos livros, é a experiência mais fantástica que alguém pode experimentar.
3 confetti et le chien aveugle* // 14/May/2008 às 9:54
o objeto “livro” é simbolico demais pra desaparecer…a escola, a aprendizagem, os segredos, mil descobertas !
e viajar num livro ainda é uma das melhores coisas que existe…
nunca mais autos da fé ! ((
4 aiaiai // 14/May/2008 às 10:22
Confetti,
se depender de mim também…só que nós duas somos mortais e em breve não vamos ler mais nada kkkkkkk
As novas gerações vão aprender a ler em outras mídias e plataformas, não acho isso ruim. É a história tendo seu curso e sendo registrada de alguma forma.
Agora, eu acho que a tendência é aumentar o número de livros republicados, já que hoje é muito fácil publicar. Além disso, também acredito que muitas pessoas sempre vão querer guardar e preservar edições antigas…então, os livros não vão ser a principal plataforma de leitura, mas também não vão deixar de existir.
5 Mr X // 14/May/2008 às 10:23
Tampouco acho que os livros acabarão. São objetos demasiado práticos. E-book ou similar precisa de pilha, etc. Não dá pra levar um ebook pruma ilha deserta.
Os jornais e as enciclopédias sim que vão acabar, estão acabando, já acabaram.
6 anrafel // 14/May/2008 às 10:23
Pois é, o CD acabou e os livros continuam aí firmes.
Esse do Manguel é maravilhoso.
7 Radical Livre // 14/May/2008 às 10:30
pode ser que o objeto livro acabe, se o virmos no suporte atual: papel, traças, árvores mortas etc.
No entanto, a literatura não acaba nunca. Sempre haverá uma história para contar…
Já li outros livros do Manguel, gosto muito dele. Não posso recomendar este, que ainda não li, mas até agora não me decepcionei com ele.
8 confetti et le chien aveugle* // 14/May/2008 às 10:36
rad, papel reciclavel…))
9 anrafel // 14/May/2008 às 11:05
Existem dados confiáveis sobre queda ou aumento no hábito da leitura, venda de livros didáticos ou ficção e não-ficção não didáticos? Sobre o quanto os livros da moda (auto-ajuda e esotéricos) empurram as vendas para cima?
Porque a impressão que se tem é que nunca se publicou tanto no Brasil quanto agora. Estaríamos virando um país com mais escritores do que leitores?
10 Pedro Doria // 14/May/2008 às 11:08
anrafel, não lembro os números de cabeça, mas lê-se e publica-se muito mais no Brasil, hoje, do que jamais se leu e se publicou. O livro também jamais foi tão barato em média (embora às vezes não pareça).
Isto nada tem a ver com a qualidade do que se lê…
11 Antonio M // 14/May/2008 às 11:29
E no tange ao preço do livro, ainda é muito caro para o poder aquisitivo do brasileiro. As tais reformas tributárias, fiscal, trabalhista que podem dimunir a carga de impostos e aumentar o poder aquisitivo, dariam um enorme impulso ao mercado editorial.
Outra coisa, o governo perde tanto tempo e dinheiro com ministérios e seus encargos, campnhas na tv etc.. Ao invés disso para incentivar a leitura e a cultura de modo geral, por que não retira os impostos sobre os livros, ingressos de teatros etc. de uma vez por todas ?!?!?!?!?
12 Rodrigo // 14/May/2008 às 11:34
Acho que o dia que criarem um dispositivo que seja mais barato que um radinho de pilha, que caiba uma biblioteca dentro dele, seja prático e confortável de usar e que não irrite tanto os olhos como o monitor do pc (a mim me irrita), ai o livro como conhecemos pode acabar.
Só pra lembrar, o que acabou com o Cd fpi o mp3.
13 Mr X // 14/May/2008 às 11:35
Antonio M,
Campanhas pra “promover a leitura” e tais, dão emprego e grana a gente inútil que vive disso! Tirar imposto do livro, reduz a grana dos políticos!
14 Burn the Witch! // 14/May/2008 às 11:40
Curioso o livro se chamar “A biblioteca à noite”. Eu sempre reorganizei minha biblioteca de madrugada, quando não conseguia dormir. Separo por assunto mesmo. Quando me mudei a primeira coisa que arrumei foram os livros. Roupas e outras tranqueiras têm menos importância. Ontem comprei “A Guerra do Futebol”, do Kapuscinski. Não conseguiria ler o mesmo em e-book. Livros sempre foram uma paixão de família. Começando com meu pai, que ainda hoje tem uns 2.000 livros - eu tenho um pouco menos da metade. Quando cada um foi crescendo e saindo de casa, levava os seus embora. O que provocava brigas estilo “família ACM pela herança” por cada título. Hoje todo mundo empresta do outro e tenta não devolver - possuir o livro é quase tão bom quanto ler.
15 Rodrigo // 14/May/2008 às 11:50
Este negócio de ficar botando culpa de tudo nos impostos, choradeira de rico. Existem livros ótimos po R$20, existem sebos, existem (pouquíssimas, mas existem) bibliotecas públicas. Tem muita gente que R$100 em um DVD e que quase nuncâ compra um livro, e ainda vem com esta estória de imposto.
A verdade é que o brasileiro, independente da classe social, tem pouco hábito de leitura. O problema é educacional.
16 Antonio M // 14/May/2008 às 12:08
Rodrigo, tenha a curiosidade de ver um livro importado (vai na Livraria Cultura !!!) e veja o mesmo título traduzido e editado aqui. Geralmente perceberá que até o preço original do importado está impresso na contra-capa e compare-o em preço e qualidade. Melhorou muito sim, inclusive percebe-se isso em publicações como as coleções de Jazz e Literatura da Folha de São Paulo. Lembro apenas que se tratam de estratégias de mkt mas, não deixa de ser melhora de acesso e qualidade editorial porém, destinada a um público diferenciado.
Em um país onde trabalhamos 4 meses por ano somente para pagar impostos e isso aflige principalmente a camada mais pobre da população que tem problemas até para por comida na mesa, o que disse é preconceito de sua parte Sr. Rodrigo.
17 Brancaleone // 14/May/2008 às 12:10
Livros…
Não que internet esteja matando os livros. Na verdade a internet esta praticando genocídio intelectual à medida que é possivel reescrever o passado e o presente a cada segundo através de sites e blogs, numa coisa bem 1984 de Orwell.
A imensa maioria da população não lê e quando lê, lê mal tanto na leitura em sí quanto no conteúdo e isso está matando os livros. Os que lêm são raça em extinção ( exceção aos leitores de paulos coelhos que pululam por aí como mosquitos da dengue e mais ou menos os mesmo efeitos destes…)
Tenho livros. Muito livros de tudo que é coisa, tema e assunto. Nunca considerei nenhum escritor genial, mas considero alguns livros geniais, afinal ninguem é genial 100% do tempo e aliás, quase todos os artistas ( inclusive escritores) são geniais em uns 10% ou menos de suas obras. O resto é fama…
Hoje é muito mais fácil dizer aqui que a terra é quadrada e colocar um monte de links que provam isso do que afirmar que ela é redonda e correr em casa buscar seus Copérnicos, Galileus e aquele grego que eu esqueci o nome para provar no papel que isso é verdade.
Livrois tem compromisso com a verdade ou o que supomos ser a verdade. A internet não está nem aí para varedade…
18 Antonio M // 14/May/2008 às 12:11
Pois é Mr.X, nossos políticos poderiam contribuir com a leitura, sendo prensados e cortados para serem distribuídos como marcadores de páginas, e olhe lá !!! rsrsrsrsrsr !!!!!
19 Brancaleone // 14/May/2008 às 12:13
E completando:
Existem umas 5 coisas gostosas, interessantes e importantes na vida que se pode fazer vestido e sózinho. Ler é uma delas.
20 MATA HARI // 14/May/2008 às 12:18
Correndo o risco de ser saudosista, acho que o e-book não substitui o prazer que é ler um bom livro (mesmo aquele que você já leu mais de uma vez) na cama, na sua cadeira preferida, virando as páginas… Esse contato pra mim é muito importante mas, acho que as futuras gerações realmente não vão experimentar essa sensação. Enfim tudo muda.
21 MATA HARI // 14/May/2008 às 12:20
PD,
Estou censurada?
22 confetti et le chien aveugle* // 14/May/2008 às 12:23
( banner com novo edit…mcsame, hamas, hezbollah…))
23 Rodrigo // 14/May/2008 às 12:45
Antonio,
Vou repetir, existem livros que são clássicos da literatura mundial por menos R$20 em qualquer livraria, é só querer. Não tem nada a ver com promoção de folha ou nada disso. Existem as coleções de pockets-books, baratíssimos. Sem falar em sebos e bibliotecas públicas. Isto é fato, onde está o preconceito?
A Argentina, que é um país tão pobre quanto o nosso, tem um consumo per capita de livros umas cinco vezes maior que o nosso.
Tem que fazer campanha de leitura mesmo, tem que melhorar os acervos das bibliotecas públicas e escolares, aumentar o número de blibliotecas públicas, tem que ensinar a criançada a gostar de ler desde pequena.
24 Pedro Doria // 14/May/2008 às 12:48
MATA HARI – Às vezes alguns comentários travam… mas já liberei.
25 Mr X // 14/May/2008 às 12:53
As campanhas de leitura do PT querem ensinar as crianças a gostar de Marx… :-((((((
Acho que campanha de leitura não resolve patavinas, isso vem da família, não da escola.
26 Antonio M // 14/May/2008 às 12:54
Rodrigo, nem por isso a Argentina mostrou saber escolher direito seus governantes e ser um país com menos corruptos.
E também livros a R$ 20,oo (os da Folha são 13,90) não quer dizer que são tão acessíveis assim. Eu disse que melhorou mas, R$ 20 são 5% de um SM !!! E os livros universitários e técnicos? Considero-os caríssimos para um paíss que precisa melhorar muito a sua educação e a formação e aperfeiçoamento profissioanl das pessoa. E se não pouderem ser comprados novos, nunca chegarão aos sebos.
Se a nossa carga tributária fosse decente e direcioanda e inflada para tapar os buracos negros dos governos, o tal livro de R$ 20, não chegaria a custar r$ 10…….
27 Antonio M // 14/May/2008 às 12:59
E mais. Se os argentinos lêem tanto assim (e é verdade), não deveriam ser tão pobres nénão?!!? E quanto a literatura técnica/acadêmica, tendem a se desatualizar muito mais rápido portanto, nem sempre se faz um bom negócio comprando-os em edições mais antigas……
28 Antonio M // 14/May/2008 às 13:01
errata: “…carga tributária fosse decente e NÃO direcionada e inflada para tapar os buracos negros dos governos …”
desculpem.
29 Rodrigo // 14/May/2008 às 13:20
Antônio
Como voce mesmo disse, o argentino lê mais que o brasileiro em média, ponto. A probreza deles ou os políticos que eles escolhem é outra discussão.
Você acha vinte reias muito caro? Acha que quem ganha só salário mínimo está disposto a gastar apenas dez reais por mês com aquisições de livros? Pois muito bem. Tal pessoa leria, no mínimo, um total de 6 livros por ano!. Quantidade que é muito maior que a média que o brasileiro consome. Ainda acha que o problema é o preço?
Eu até sou a favor de diminuir o impostos dos livros, acho ótima idéia, mas não é por isso que o brasileiro lê tão pouco.
30 MATA HARI // 14/May/2008 às 13:25
PD, Obrigadinha…
Amo ler na cama e não vou perder esse hábito só por causa dos e-books mas, acho que as futuras gerações não vão achar assim tão interessante. Pena…
31 Antonio M // 14/May/2008 às 13:35
“…A probreza deles ou os políticos que eles escolhem é outra discussão …
Não é não, tem tudo a ver ou seja, nada a ver !!! Pois é um povo que lê mais e mesmo assim tem as mesmas mazelas que nós!
E não disse exclusivamente por causa de impostos que o brasileiro não lê, é um dos motivos mas, um dos principais. Um dos outros é o cultural sim, sempre concordo. Mesmo entre as classes mais pobres, a preferência se dá pela televisão, basta olhar quantas antenas nas favelas e até carros mas, jornais e livros parecem ser mais despesas e incômodo (não tem lugar para guardar !!) do que outra coisa.
32 Rodrigo // 14/May/2008 às 13:56
Antonio
Os argentinos, apesar de lerem mais que os brasileiros, tem as mesmas mazelas que nós. E daí? Não tem nada aver com que a gente tá falando aqui. A gente tá falando de acesso ao livros, só isso.
Você mesmo disse, quem mora em favela, por exemplo, prefere pagar bem mais que dez reias por mês em uma TV, sem nem se importar em quanto imposto está pagando do que comprar um livro…
33 Antonio M // 14/May/2008 às 14:12
Então tá Rodrigo, nada a ver. Leitura com educação e discernimento, nada a ver. Como queira….
Mas quem é mais esclarecido, sabe que apesar da melhora, livro ainda é caro e os eletrodomésticos além de estarem muitos mais baratos do que tempos atrás, podem serm pagos em 24X ou mais. Com certeza serão a preferência desse pessoal, até pelo “status” que livros e educação parecem não trazer pois, não corresponderiam diretamente a conforto material.
Um livro escolar qualquer custa em média R$ 60 ( e são preciso uns 6, um para cada matéria) e há aparelhos de DVD por menos de R$ 100, e o próprio DVD de R$ 100 que comentou, sai 3 unidades por R$ 10 nas barraquinhas de piratas na Sta. Ifigênia e periferias. E o pior, parece que as pessoas não se divertem com os livros, por isso que também são preteridos.
E nunca desconsiderei o fator cultural, do costume. Preferem ver na TV a novela (muitas baseadas em livros!!) e futebol; tem a ver com a nossa educação, e essa é a parte mais difícil, mudar costumes e mais uma vez concordo que preço baixo não resolverá mas, os preços altos afugentam os compradores, e como afugentam …..
34 Rodrigo // 14/May/2008 às 14:26
Olha Antonio, a discussão de que se a leitura tem a ver com educação e discernimento é uma discussão sua, somente sua. Não discuti e nem que discutir isto. Só estou discutindo o porque das pessoas não terem o hábito da leitura no Brasil.
Agora, se pra você vale DVD pirata, então para ser coerente tem que falar de livro xerocado então.
Você mesmo tá falando que as pessoas preferem pagar R$100 em um DVD player do que R$20 em um livro. O livro está a disposição, mas se não querem ler, a culpa não de imposto…
35 Antonio M // 14/May/2008 às 14:40
“Um homem que não lê bons livros não leva vantagem alguma sobre o homem que não sabe lê-los.” - Mark Twain
“A leitura após certa idade distrai excessivamente o espírito humano das suas reflexões criadoras. Todo o homem que lê de mais e usa o cérebro de menos adquire a preguiça de pensar.” - Albert Einstein
Concordo com eles e ainda diria que, quem lê muito mas, mas não leitura de qualidade, também não leva vantagem sobre ninguém. Seria esse o problema dos argentinos ?!?! rsrsrsr!!!!
E não defendi pirataria. Dê uma voltinha por aí e veja a realidade.
E repito, não culpei exclusivamente imposto e sim seu excecivo e desnecessário peso sobre os preços dos livros, que poderia ser facilmente resolvido. Não sou a favor da abolição de impostos sobre tudo, e sim das reformas.
Livro xerocado? Oras, que atire a primeira pedra quem nunca usou desse artifício no colégio ou faculdade……
36 Antonio M // 14/May/2008 às 14:41
errata: excessivo.
37 Rodrigo // 14/May/2008 às 14:58
Não disse que você defende a pirataria, só disse que se você leva em com a pirataria para o consumo de DVDs, também deveria levar em conta para o consumo de livros, pois ambos existem. Só isso, não estou julgando ninguém.
Eu digo que, mesmo com a pirataria e os impostos, clássicos da literatura conseguem chegar às livrarias custando vinte reais. E ainda assim pessoas, mesmo as mais pobres, preferem pagar por coisas mais caras que isto do que comprar um livro. Apenas isto que eu estou dizendo.
38 Burn the Witch! // 14/May/2008 às 15:09
Existem ótimos livros por 20 reais, sim. Mas aqueles que queremos custam muito mais. É fato. O exemplo da Livraria Cultura é bom para criticar o mercado editorial brasileiro. O mesmo livro em inglês, que veio de navio até aqui (e é em dólar, moeda que está apodrecendo, mas ainda mais valorizada que o real), na maioria das vezes custa menos que a edição brasileira. A carga tributária sobre papel, salários etc. é, sim, um problema. Outro são as edições equivocadas que aparecem. Olhem só “O Banqueiro do Sertão”, do Caldeira. Caixa, 2 vs., página com margem enorme. Custa 170 reais. Não precisava dessa frescura toda. Colecionadores podem gostar, mas também poderia sair numa edição mais barata. Paperback mesmo, uma opção.
39 Antonio M // 14/May/2008 às 15:10
Ok Rodrigo. Quantos aos clássicos, seriam mais uma diversão concorda? Por isso que eu disse que não compram pois, não gostam. Eu compro mas, comparia muito mais se não fossem pelos preços, já que não lemos apenas clásicos da literatura mundial.
Para mudar isso falta incentivo, dos pais e nas escolas e baixar preços não deixa de ser um desses incentivos.
E a piratira levo em conta pelo seguinte, é um dos argumentos que usam para não baixar os preços de muitas coisas.
Quanto a xerocópia, recentemente vi uma iniciativa interessante de fabricantes e editoras em universidades : Muitas leituras que são pedidas por professores, não necessitam de que tenham o livro inteiro. Máquinas copiadoras acopladas a microcomputadores ou com armazenamento próprio tem esses livros e o aluno paga pela cópia somente do que venha usar em aula. Copiá-se o que precisa e legalmente a preço justo.
Essa e outras idéias como a redução/isenção de impostos precisam ser implantadas e estimuladas para que não percamos mais um bonde principalmente quando se trata de educação……
40 Nhé! // 14/May/2008 às 15:22
Adoro livros, acho-os um pouco caros em livrarias, em sebos costumam ser muuuito mais em conta.
Mas uma vez comprei um livro no sebo e no meio da leitura faltava algumas folhas. Voltei no sebo para reclamar e me disseram: “também, por R$5,00 queria o quê? Nota fiscal?”
….
41 Antonio M // 14/May/2008 às 15:44
E por falar em SM, mais uma comparação:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080514/not_imp172229,0.php
“14/05/2008 - Metrô de SP: mais caro que o de 9 países
om salário mínimo, argentino paga 1.079 bilhetes, enquanto paulistano consegue comprar 172 passagens …
Na Cidade do México, andar de metrô custa R$ 0,33. Considerando que a renda mínima lá é de R$ 188,15, o poder de compra é de 570 passagens….
Em Tóquio, onde há 304 km de metrô, o usuário consegue comprar 339 passagens com o seu salário mínimo de R$ 1.758,22. São Paulo oferece menor possibilidade de deslocamento, com 61,3 km de linhas, e ainda um valor de passagem que pesa mais no bolso do que para os japoneses….”
Se fizerem a comparação com livros não será diferente …..
42 Rodrigo // 14/May/2008 às 16:23
Botar a culpa de tudo em imposto é choradeira de rico. Se mesmo com todo esse imposto ainda existem opções, pra que ficar insistindo nisto?
As decisões de marketing das editoras e grau de escolaridade do povo são muito mais importantes no desempenho da oferta dos livro do que pura e simplesmente a quantidade paga de imposto. Você mesmo disse que existem coisas muito mais caras que livros que pessoas de baixa renda preferem pagar. Abaixar o imposto não vai adiantar, até porque o livro não é o único produto taxado com imposo no mercado…
43 confetti et le chien aveugle* // 14/May/2008 às 16:30
josua 19…se quiser, enquanto vc lê todo vestido, posso sentar nua no seu colo….nao vou atrapalhar, so fazer uns carinhos …sem te distrair da leitura….
putz, tou off - pd vai deletar - e oferecida pra caramba !! kkk
44 confetti et le chien aveugle* // 14/May/2008 às 16:33
ele odeia isso… vai fingir que nao leu…nem responde….((
45 Antonio M // 14/May/2008 às 16:44
Isso Rodrigo, vamos abandonar a idéia das reformas para lá e manter assim. Reformas são idéias pra retrógrados nénão ?!?!
Competitividade com melhores oportunidades para quê, não é mesmo? Além do mais, Lula precisa garantir em cima dos contribuintes o ervanário para manter seu companheiros alocados em cargos de confiança, e que não são poucos, coitadinhos ……..
46 Antonio M // 14/May/2008 às 16:47
Deve se lembrar que decretaram o fim do Brasil, da assistência social, do bolsa-esmola-família se não prorrogassem a CPMF, não lembra?!?!?
Não prorrogaram e a arrecadação não diminui, inclusive aumentou.
Mas, voltando ao tema, reformas para quê ?!? Diminuir os impostos e deixar mais dinheiro no bolsa da gente para ficar gastando dom DVDs, livros, cursos e outras porcarias não é mesmo ?!?!?!?!?!?!? O Estado sabe o que é melhor para mim afinal de contas …..
47 Rodrigo // 14/May/2008 às 17:30
Cara, você tá falando do que afinal? Reforma tributária, liberalismo ou hábito de leitura do brasileiro? Pô, parece maluco…
48 Rodrigo // 14/May/2008 às 17:32
Não tem nada a ver com imposto de DVD e livros. Se houve insenção total de impostos para estes dois produtos, qual devles você acha que vão ser mais consumidos? É disso que eu estou falando, você está misturando tudo.
49 Rodrigo // 14/May/2008 às 17:37
Livros são produtos com as menores cargas tributárias:
http://web.infomoney.com.br/templates/news/view.asp?codigo=866210&path=/suasfinancas/jovens/lazer/
50 Antonio M // 14/May/2008 às 17:38
O assunto está esgotado Rodrigo e me recuso a isolar os problemas brasileiros, que estão tão interligados que é impossível desmembrar. Se puxarem o fio dessa meada como se deve, o negócio deseenrrola, engrena e se refletirá em tudo que estamos falando.
Mas se o DVD for melhor que o livro, até eu ….
51 Rodrigo // 14/May/2008 às 17:58
Reduzir o imposto, não que eu seja contra, é a solução de todos os problemas pra esses fanáticos…
52 anrafel // 14/May/2008 às 18:53
Se os impostos sobre livros, teatro, cinema, etc. baixassem, os preços dis ingressos continuariam os mesmos.
(Em algumas cidades, como Salvador, o valor alto do preço de teatro, cinema e shows de música deve-se à proliferação das carteiras de estudante. Perguntem a qualquer produtor de eventos).
53 Burn the Witch! // 14/May/2008 às 19:02
Quem falou que diminuindo impostos vai aumentar o número de leitores? Francamente, eu não dou a mínima para isso. Quem lê é que deveria pagar menos. Não me interessa no momento que o povão vá correndo até a Livraria Cultura ou Saraiva - ou se ele prefere DVD pirata ou Domingão do Faustão. Seria ótimo se isso acontecesse, mas no momento, eu, que sou comprador e leitor, quero pagar menos. Quando é seu bolso, não há nada de errado em ser egoísta.
54 Harun al-Rachid // 14/May/2008 às 19:56
Livros … livros … livros
É disso que o povo gosta. Paulo Coelho 65 milhões de exemplares vendidos. Recorde mundial. Veja em:
http://jn.sapo.pt/2005/04/14/cultura/paulo_coelho_persegue_novos_recordes.html
55 Harun al-Rachid // 14/May/2008 às 20:02
Livros … livros … livros…
Paulo Coelho, 65 milhões de exemplares vendidos. Recorde mundial. É disso que o povo gosta. É o que importa.
Apreciadores de obras qualificadas, minoria insignificante, vão a reboque do ‘‘Alquimista’’, da ‘‘Profecia Celestina’’ e assemelhados.
56 Ricardo Cabral // 14/May/2008 às 22:15
Semanas atrás comprei um livro que me chamou muitíssimo a atenção, e que espera para ser lido logo: “Uma história íntima da humanidade”, do historiador inglês Theodore Zeldin. Talvez eu já devesse ter a obrigação de conhecê-lo — em função da temática (as “… mudanças que os sentimentos e as relações pessoais sofreram ao longo dos séculos”) e da interessante forma como o autor resolveu abordá-la —, mas nunca nem tinha ouvido falar dele. O que importa aqui é que, para a sorte do meu combalido bolso, foi o livro mais caro da lista da editora BestBolso, que tb não conhecia: custou a “fortuna” de R$ 19,90.
Tenho visto aumentar sobremaneira a quantidade de edições de bolso por aqui. Já há uma grande variedade de bons títulos, coisa muito difícil de se ver até pouco tempo atrás.
57 anrafel // 14/May/2008 às 22:56
Mas sempre foi assim. Jorge Amado dava condições à editora dele (a Record) de investir em novos autores sem nome no mercado ou naquela tradução de venda duvidosa.
Talvez eu seja o único brasileiro que não pode falar mal de Paulo Coelho como escritor. Nunca li um livro dele.
58 Antonio M // 15/May/2008 às 8:34
“..Em algumas cidades, como Salvador, o valor alto do preço de teatro, cinema e shows de música deve-se à proliferação das carteiras de estudante..
#52
Concordo mas, isso não é reduzir impostos pois, o estabelecimento continua pagando os mesmos encargos sobre a venda, salários, serviços etc. e aumentam o valor pois alguém tem pagar a bondade.
#53
Assino embaixo.
59 Antonio M // 15/May/2008 às 8:56
“15/05/2008 - Pobres pagam 44% mais impostos do que ricos
Os impostos no Brasil pesam mais sobre os que têm menor renda. Os 10% mais pobres pagam 44,5% mais do que os 10% mais ricos, de acordo com pesquisa elaborada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). …”
Por isso que assino embaixo do #53. Se os mais pobres tivessem noção disso como temos, se sentiriam mais incomodados e dispostos a saber os motivos e consequencias das reformas que precisamos que, além do preço de livros e entradas de teatro, se refletiria em todos os aspectos de nossas vidas ….
60 Antonio M // 15/May/2008 às 9:00
E mesmo que o IPEA esteja tão aparelhado e não seja preciso concordar com tudo o que propõe, a questão da carga tributária é real.
61 Guilherme // 15/May/2008 às 13:47
Argentino lê muito. Mas lê O QUÊ ? Paulo Coelho? “O Senhor dos Anéis”? Temos que saber isso, porque em matéria de escolha de governantes, perdem até pra nós.
Aliá, lembrei-me de uma lista, de algumas dezenas de livros que o Paulo Francis fez uma vez, respondendo a um leitor. Segundo ele, era uma lista imprescindível para alguém que quisesse um dia considerar-se um intelectual.
Cada coisa!
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