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Ainda sobre os drusos

May 14th, 2008 · · 69 Comentários

Um bom amigo que, muçulmano xiita, não só entende do assunto como já escreveu um livro sobre o tema, enviou a seguinte mensagem a respeito dos drusos e outros grupos minoritários do Islã:

Os drusos são considerados pelos estudiosos do Islamismo como ‘Extremist’ Shi’a ou ‘ghulat’ Shi’a. Ghulat é sinônimo de radicais, extremistas. São um desvio, portanto. Ao lado dos drusos, há os alawitas da Síria, Líbano e Turquia. Também é uma seita ultra-secreta. Seus membros não podem sequer falar da religião entre si, mas apenas com o seu tutor. Um pai não pode falar dos segredos da seita para um filho. Deve entrega-lo aos cuidados de um tutor aos oito anos para que o seu catecismo seja ensinado (vai até os 17). Tudo, tudo é secreto. Oficialmente, eles se declaram xiitas.

O negócio engraçado é que Hafez Assad, ditador da Síria, quase não se empossa presidente porque a Constituição síria, desde a independência, determinava que a presidência é cargo exclusivo para muçulmanos. E criou-se a polêmica: os alawitas eram muçulmanos? Os sunitas, majoritários, diziam que não. Assim também os xiitas. Os alawitas, ao longo dos séculos, foram perseguidos por todos: sunitas, xiitas, todo mundo. Daí tudo ser secreto. Com os drusos é a mesma coisa. A melhor fonte para o assunto é o livro de Matti Moosa, Extremist Shiites: the Ghulat sects. Ali você vai encontrar tudo, ou quase, sobre drusos e alawitas. Quase tudo, porque tudo nas seitas é secreto.

É um bom complemento à discussão e dica de onde obter mais dados.

Tags: Islã

69 Comentários até agora ↓




  • 1 Nhé! // 14/May/2008 às 8:26

    Eu até faria um comentário definitivo sobre os Drusos, mas por motivos de força maior não posso declarar absolutamente nada. ;-)

  • 2 Elias // 14/May/2008 às 8:54

    Secreto?

    Segredo de polichinelo…

    Tanto que é possível dizer que eles representam 5% da população.

    Ou não.

    Vai que a coisa é tão secreta que 80% dos libaneses são drusos e ninguém sabe.

    Nem eles.

  • 3 Pedro Doria // 14/May/2008 às 8:57

    Elias – Quem é alawita, ou druso, não costuma esconder sua condição. Dá para contar. O segredo é a real natureza de suas crenças, rituais etc.

  • 4 Rodrigo // 14/May/2008 às 9:12

    Caramba, que doido!

  • 5 confetti et le chien aveugle* // 14/May/2008 às 9:12

    sentando na primeira fila pra aprender…)))

  • 6 Rodrigo // 14/May/2008 às 9:12

    Voltei!

  • 7 confetti et le chien aveugle* // 14/May/2008 às 9:13

    fala h do plano !!

  • 8 André Gonçalves // 14/May/2008 às 9:17

    não é a toa que eles vivem se pegando por lá. ninguém é capaz de entender completamente essa confusão.

  • 9 Dino 5,4 % // 14/May/2008 às 9:44

    Então vou complicar mais um pouco, no filme “A noiva síria” a filha de uma família de druzos de Israel, vai casar com um comediante sírio. Bom, deixando o enredo do filme pra lá, no caso concreto de um casamento misto desse, os filhos seguiriam qual religião-etnia? O que sei é que ao atravessar a fronteira ela perde a condição de israelense.

  • 10 André // 14/May/2008 às 9:45

    Os drusos são é abstrusos, he, he.

    E lá vem mais um capítulo na eterna briguinha de comadres inter-árabes/muçulmanos e árabes/muçulmanos-Israel. Beirute seria um lugar bem melhor sem esses idiotas todos se matando.

    Eu, se fosse acreditar em alguma coisa, acho que seria um gnóstico.

    Obrigado pela dica do livro do Matti Moosa, Extremist Shiites: the Ghulat sects.

    “Não aceitam conversões. Quem nasceu druso, não deixa de sê-lo; quem não nasceu, jamais virá a ser. Quando há perseguição política, é aceito que um druso renegue sua religião.”

    Perfeito. São bastante práticos, discretos e não enchem o saco de ninguém, não fazem proselitismo.

    Robert Fisk é um falastrão, escreve aqueles tijolos ilegíveis sobre o Oriente Médio, mas até que nesse artigo não disse a cota normal de bobagens. Mas prefiro o supostamente “de direita” Bernard Lewis.

    Bom, o Líbano deve mergulhar em outra guerra civil e/ou ser engolido de novo pelos parasitismo sírio.

    E, quanto ao Abdel-Qader, o iraquiano que matou a filha, a morte era o mínimo que ELE merecia.

    Oliver Stone já fez coisas boas. Até que o Alexandre dele não ficou ruim. Mas quando ele se mete na política americana… JFK, Nixon, agora isso daí… bom, paciência.

  • 11 Dino 5,4 % // 14/May/2008 às 9:50

    Só mais uma perguntinha que não tem muito a ver com o tema. Se o hizbollah foi à única facção “autorizada” a permanecer armada no Líbano com o fim da guerra civil, com quem mesmo é que eles estavam combatendo agora por ultimo?

  • 12 Leave a Comment // 14/May/2008 às 9:52

    E eu que pensei que “xi ita” fosse a “ma acaca” do “ta arzan”.

  • 13 Dino 5,4 % // 14/May/2008 às 10:15

    Bernard Lewis mentor intelectual das atrocidades imperialistas bushinianas, criador do plano de balcanização do OM e que no governo Jimmy Carter foi apoiador do plano de provocar rebeliões fundamentalistas no sul da União Soviética cujo resultado pratico foi o fortalecimento dos grupos extremistas. Abaixo as perolas de seu pensamento colonialista. Para quem gosta de merda é um prato cheio…

    O Iraque, por exemplo, seria dividido em dois estados, um sunita e o outro xiita; o Irã daria abrigo a três (Turcomenistão ao norte, Pérsia ao centro e Arabistão ao sul); o mesmo se dando com o Afeganistão (dividido entre o Beluquistão e o Puchtunistão). Todo o mapa do Oriente Médio seria pois redesenhado, provocando a balcanização (fracionamento dos territórios) e sua libanização (todos eles envolvidos em guerras civis internas nas quais os grupos étnicos disputariam o poder uns contra os outros).
    1 - Retomar a ancestral política do Império Romano que exercia sua autoridade sobre amplos territórios fracionados, controlados por grupos “romanizados” favoráveis ao controle externo.
    2 - A atomização do Oriente Médio é possível devido o fracasso do pan-arabismo impulsionado por Gamel Nasser nos anos 50 e 60 do século XX, surgindo no seu vácuo uma miríade de pequenos estados, dilacerados internamente por conflitos étnicos- religiosos e hegemonizados pelas potencias anglo-saxãs.
    3 - Fazer desaparecer o Líbano, partilhado por uma Grande Síria e por um Grande Israel.
    4 - Impedir que algum estado-nacional do Oriente Médio, totalmente “desconstruído”, fosse forte o suficiente para impor uma política petrolífera que ameaçasse os interesses dos consumidores ocidentais e das companhias que os abastecem. O desenvolvimento econômicos deles, com o fim da independência, estaria inteiramente nas mãos das potências externas (isto é, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha), formando uma “comunidade de princípios”.

  • 14 aiaiai // 14/May/2008 às 10:17

    O pior é saber que a maioria das pessoas leva esse tipo de coisa a sério. A humanidade merece mesmo um fim. Não deu certo, ponto final!

    Quando a gente achava ( segunda metade do século passado) que essa história de religião ia acabar em breve, a coisa volta com força para ocupar um monte de espaço, até em um blog bacana como esse…

  • 15 Pedro Doria // 14/May/2008 às 10:17

    Leave a Comment, quase engraçado, tudo o mais, só que a religião dos outros a gente respeita. Meu amigo acabará lendo os comentários. Para que uma agressão gratuita?

  • 16 Rodrigo // 14/May/2008 às 10:26

    Tem gente que é chamada de “falastrão” por que vai na linha de frente, correndo risco de levar tiro, e fala o que viu enquanto outros é que falar a verdade com o traseiro sentado em uma salinha com ar-condicionado…

  • 17 Leave a Comment // 14/May/2008 às 10:30

    Desculpe aí Pedro, por favor apague o comentário.

    Mas tipo assim, foi com intenção de fazer uma graça com o fonema, “ii”, e a palavra “chita”, não de agressão contra religião.

    Sinto muito.

  • 18 Mr X // 14/May/2008 às 10:34

    Pô, o PD tem um amigo xiita? Mas xiita mesmo ou só dos “xiitas” do PT? :-P

    aiaiaia, vc acredita em astrologia? socialismo? homeopatia? acupuntura?

    dino, volta pra união soviética! “sírio” não é religião!

    pergunta: quando vão acabar com os “campos de refugiados” de gente que não é refugiada de coisa nenhuma, que nasceu lá e tudo? porque não dão cidadania normal pra essa gente?

  • 19 Mr X // 14/May/2008 às 10:37

    Rodrigo,

    Por mim o Fisk podia muito bem ficar em sua casa mesmo…

    No mais, olha só, a maioria desses jornalistas que “cobrem Gaza” e tais, na verdade cobrem tudo desde um bar de hotel em Tel Aviv, com um copo de uísque na mão, sob a proteção do “estado sionista”.

  • 20 Rodrigo // 14/May/2008 às 10:48

    É Mr X. Quem diz a verdade incomoda, não é mesmo?

  • 21 Mr X // 14/May/2008 às 10:51

    Hein? Tá louco Rodrigo? Acho que não estamos falando do mesmo Fisk… :-/

  • 22 Rodrigo // 14/May/2008 às 10:53

    Não, não estou não…

  • 23 Pedro Doria // 14/May/2008 às 11:02

    Leave a Comment, acredite, não há problema. É só que devemos sempre lembrar que há um público muito variado, aqui. Algumas cautelas não custam ;-)

    Mr X, noves fora sua aversão religiosa, vc não teria qualquer problema com meu amigo xiita. Aliás, vc o respeita.

  • 24 Mr X // 14/May/2008 às 11:05

    Ah, bom, que susto!

    Só acho o Fisk muito ruim, um péssimo jornalista, não sei porque querem me convencer do contrário!

    Aqueles textos piegas e lacrimosos sobre as pobres criancinhas do Iraque ou da Palestina, oprimidos pelos malvados americanos ou sionistas, que estão por trás de tudo que acontece no Oriente Médio, enquanto os árabes são meros joguetes inocentes nas suas mãos… Bleh. Há quem goste.

  • 25 Mr X // 14/May/2008 às 11:09

    Aversão religiosa? Eu? :-(

  • 26 Pedro Doria // 14/May/2008 às 11:10

    Não, Mr X, vc não tem qualquer implicância com o Islã… =P

  • 27 Chesterton // 14/May/2008 às 11:16

    PD, qual sua religião?

  • 28 Rodrigo // 14/May/2008 às 11:20

    Queisso Mr. X! Ninguém quer te convencer de nada. Só digo que este tipo de crítica ao Fisk vem de alguém que obviamente não leu nada de Robert Fisk, não conhece a história do Oriente Médio e somente critica o repórter por que este critica o papel de Israel e do Ocidente no Oriente Médio….

  • 29 Rodrigo // 14/May/2008 às 11:23

    PD faz parte do movimento gayzista-satanista-islâmico-gamsciano-vascaíno…

  • 30 Rodrigo // 14/May/2008 às 11:24

    PD, desculpa te chamar de vascaíno .

  • 31 Chesterton // 14/May/2008 às 11:33

    Fisk gostaria que o papel de Israel no Oriente Medio pegasse fogo….

  • 32 Rodrigo // 14/May/2008 às 11:40

    Quem quiser que o Oriente Médio pegue fogo só precisa ficar calado. Aliás, esse negócio de não poder falar a verdade para que determinada coisa não “pegue fogo” é tão típico…

  • 33 Mr X // 14/May/2008 às 11:46

    O papel de Israel:

    http://www.aipm.co.il/

    É de boa qualidade, e inclusive em grande parte reciclado, são recicladas cem mil toneladas por ano.

  • 34 Mr X // 14/May/2008 às 11:48

    Quem está dizendo que é a “verdade” é só você, Rodrigo…

  • 35 Rodrigo // 14/May/2008 às 11:52

    É mesmo Mr. X? Legal…

  • 36 Pedro Doria // 14/May/2008 às 12:01

    Chesterton – sou ateu. Não acredito em Deus. Também não acredito em vida após à morte, ressurreição ou reencarnação.

    Quanto à minha religião… cara, com toda franqueza, não sei te responder.

  • 37 Andre Fucs // 14/May/2008 às 12:34

    demorou para apelar para uma fonte especialista anônima. George Bush perde…

    :-)

  • 38 Dino 5,4 % // 14/May/2008 às 12:43

    Mr xirico, como estava falando com pessoas normais, parti do pressuposto que o cidadão sírio, não é druzo e sim muçulmano, mas isso quando se trata de pessoas de compreensão normal, que é lógico não é seu caso. Mas se quiser posso desenhar, estou acostumado, tenho filha de 3 anos…

  • 39 Pedro Doria // 14/May/2008 às 12:49

    Andre Fucs, às vezes as pessoas preferem não revelar seus nomes, têm n motivos para a discrição.

  • 40 as jipax // 14/May/2008 às 13:11

    o problema na eleição síria era que o atual presidente era mnor de 40 anos, e não podia ocupar o cargo de presidente.
    Não era porque era alawita.
    Esquece as religiões.

  • 41 Pedro Doria // 14/May/2008 às 13:19

    as jipax: vc está confundindo Hafez al-Assad, pai, ditador morto, com o filho e atual ditador, Bashar al-Assad, que de fato teve problemas com a idade.

  • 42 Andre Fucs // 14/May/2008 às 13:20

    O tema do filme é justamente a questão dos drusos divididos entre as fronteiras fechadas de Israel com (Líbano) e Síria… Vai ver estamos falando de outro filme! Gênio…

    mas voltando aquele assunto do qual você saiu de fininho… Os árabes israelenses e palestinos morando em assentamentos/bairros israelenses na Cisjordânia , são eles colonos sionistas??????

  • 43 Andre Fucs // 14/May/2008 às 13:22

    naturalmente o comment 42 foi pro dino que se auto extinguiu no meio da discussão… assim naquela cara de pau que só ele, o fábio passos e o moisés conseguem ter.

    :-)

  • 44 Daniel Soares // 14/May/2008 às 13:53

    O Hafez al-Assad era alawita ou não? Não ficou claro no texto.

  • 45 Chesterton // 14/May/2008 às 13:56

    perai, Rodrigo, não distorça o que eu digo.

  • 46 Rodrigo // 14/May/2008 às 14:28

    Falar a verdade é fazer que o papel de Israel no Oriente Medio pegasse fogo? Então tá…

  • 47 Pedro Doria // 14/May/2008 às 14:38

    Daniel Soares, Hafez al-Assad era alawita e seu filho o é. Mas terminaram por chegar à conclusão de que alawitas são muçulmanos.

  • 48 Mr X // 14/May/2008 às 14:59

    Rodrigo,
    Pare de falar em “verdade”. O Fisk é um dos jornalistas mais opinadores que existem. Nada contra opiniões, mas são isso, opiniões. A verdade é outra coisa…

  • 49 Rodrigo // 14/May/2008 às 15:19

    Grandes coisa o Fisk ser opinativo, logo você vai critica-lo por causa disso, comédia…

  • 50 Rodrigo // 14/May/2008 às 15:31

    Aliás, eu pelo menos li os livros para poder falar…

  • 51 Mr X // 14/May/2008 às 15:54

    Bom, alguns de nós tem mais o que fazer. :-P

    Se precisasse ler todo um livro ou mais de um pra decidir se gosta ou não gosta, não daria tempo pra mais nada…

  • 52 Rodrigo // 14/May/2008 às 16:25

    Mas pra falar do que não sabe sempre dá pra arrumar um tempinho, né?

  • 53 Carlos Magno // 14/May/2008 às 17:53

    Tentei achar as origens etimológicas da palavra Druzo ou Druso. Achei, no máximo, drusus = druso, nome próprio de alguns romanos notáveis.

    Mas coloco trechos de duas pesquisas acerca dos Drusos:

    1. Os Druzes são uma das quatro comunidades étnicas principais do Líbano, as outras são Maronites Cristãos, Sunita e Muçulmanos Xiitas. O número de Druzos é de aproximadamente 300.000 no Líbano mas também vivem na Síria, Jordânia e Israel e como imigrantes em outros países. A religião Druza geralmente é considerada um subgrupo dentro do Islã com sua origem localizada no século 11, mas às vezes é considerado como independente do Islã (Abu-Izzeddin, 1993; Makarem, 1979). Os Druzos tende a manter sua religião em segredo e difere dos Muçulmanos da corrente principal em muitos aspectos importantes, tais como suas escrituras, e por não mostrar nenhuma observância dos cinco princípios fundamentais islâmicos. Suas escrituras religiosas são mantidas em segredo dos não-Druzos assim como a grande maioria dos Druzes (os juhhal, talvez 90% da comunidade) que não foram iniciados em sua religião. Ao redor de 10% dos Druzos (os uqqal), passam por treinamento religioso e são iniciados em sua religião, normalmente na vida posterior, e então obtém o título honorífico de Sheikh [1] ou de Sheikha no caso de mulheres. Abstêm-se de álcool e tabaco e são esperados levar uma vida mais virtuosa e usam uma vestimenta que os distinga do restante da população, embora o último requisito não seja sempre observado entre os Druzes que trabalham em posições mais altas em Beirute. Platão, o filósofo grego que pré-data o Islã por muitos séculos, possui grande estima nas escrituras dos Druzos, e nos seus escritos o conceito de reencarnação exerce um papel importante. A reencarnação é um princípio importante da religião Druza.

    ERLENDUR HARALDSSON
    Department of Parapsychology, University of Iceland, Reykjavik, Iceland

    MAJD ABU-IZZEDDIN
    Beirut, Lebnrzon
    http://br.geocities.com/existem_espiritos/nazih

    2. OS DRUSOS (EM ÁRABE: DURUZ? , PL. DUR?Z) SÃO UMA PEQUENA COMUNIDADE RELIGIOSA AUTÓNOMA QUE RESIDE SOBRETUDO NO LÍBANO, ISRAEL, SÍRIA, TURQUIA E JORDÂNIA (PEQUENAS COMUNIDADES EXPATRIADAS EXISTEM AINDA NOS EUA, CANADÁ, AMÉRICA LATINA, AUSTRÁLIA, E EUROPA). ELES USAM A LÍNGUA ÁRABE E SEGUEM UM MODELO SOCIAL MUITO SEMELHANTE AO DOS ÁRABES DA REGIÃO. NÃO SÃO CONSIDERADOS MUÇULMANOS PELA MAIORIA DOS MUÇULMANOS DA REGIÃO, APESAR DE ALGUNS DRUSOS DIZEREM QUE A SUA RELIGIÃO É ISLÂMICA. A MAIORIA DOS DRUSOS CONSIDERA-SE ÁRABE, APESAR DE ALGUNS DRUSOS ISRAELITAS NÃO SE CONSIDERAREM COMO TAL. EXISTEM CERCA DE 1 MILHÃO DE DRUSOS EM TODO O MUNDO, A MAIORIA DOS QUAIS VIVENDO NO MÉDIO ORIENTE.
    OS DRUSOS AUTO-INTITULAM-SE AHL AL-TAWH?D “O POVO DO MONOTEÍSMO”. A ORIGEM DO NOME DRUSO É DEBATIDA MAS COSTUMA SER LIGADA COM MAOMÉ AL-DARAZI, UM ANTIGO MENSAGEIRO DA COMUNIDADE QUE É CONSIDERADO UM HERÉTICO PELOS DRUZOS HOJE.
    A RELIGIÃO DESENVOLVEU-SE A PARTIR DO ISLÃO ISMAELITA, UM MOVIMENTO FILOSÓFICO BASEADO NO CALIFADO FATIMIDA, NO SÉCULO X, NUMA ALTURA DE UMA PARTICULAR RIQUEZA CULTURAL. A RELIGIÃO NÃO TENTOU REFORMAR O ISLÃO MAS TENTOU CRIAR UM NOVO CORPO RELIGIOSO INFLUENCIADO PELA FILOSOFIA GREGA, A GNOSE E O CRISTIANISMO, ENTRE OUTROS. OS PRINCIPAIS ACTORES FORAM TARIQ AL-HAK?M, TAMBÉM CONHECIDO COMO AL-HAK?M BI-AMR AL-L?H, O CALIFA QUE CLAMOU SER DEUS, E HAMZA IBN-’ALI IBN-AHMAD, O PRINCIPAL LÍDER DO MOVIMENTO. FOI HAMZA QUE PROCLAMOU PUBLICAMENTE PELA PRIMEIRA VEZ QUE HAK?M ERA DEUS. HAK?M FOI OPOSTO POR MUÇULMANOS ORTODOXOS POR AQUILO QUE ELES CONSIDERARAM COMO APOSTASIA. ELE FOI DESDENHADO PELA SUA VIOLÊNCIA EXTREMA, E MINORIA RELIGIOSAS (TAIS COMO OS CRISTÃOS) FORAM PERSEGUIDAS POR ELE; EM 1010, HAK?M DESTRUIU A IGREJA DO SANTO SEPÚLCRO EM JERUSALÉM.
    PORQUE OS DRUSOS CONSIDERAM TARIQ AL-HAK?M COMO A ENCARNAÇÃO DE DEUS, FORAM PERSEGUIDOS PELOS MUÇULMANOS ORTODOXOS, EM ESPECIAL DEPOIS DA MORTE DE HAK?M EM 1021. OS DRUSOS USARAM ENTÃO A TAQIYYA (”DISSIMULAÇÃO”), UMA PRÁTICA PELA QUAL ELES ESCONDEM AS SUAS VERDADEIRAS CRENÇAS E ACEITAM FORMALMENTE AS CRENÇAS RELIGIOSAS DAQUELES COM QUEM VIVEM, MANTENDO A SUA CRENÇA EM SEGREDO. OS DRUSOS ACREDITAM QUE HAK?M DESAPARECEU E IRÁ REGRESSAR NO FINAL DO TEMPO.
    OS DRUSOS TIVERAM UM PAPEL IMPORTANTE NA HISTÓRIA DO LEVANTE. ELES ESTAVAM ESPALHADOS PELO MONTE LÍBANO, QUE ERA CONHECIDO COMO A MONTANHA DOS DRUSOS, E MAIS TARDE NA IGUALMENTE CHAMADA JABAL AL-DUR?Z (MONTE DOS DRUSOS) NA SÍRIA.
    OS DRUSOS TAMBÉM TIVERAM UM PAPEL IMPORTANTE NA GUERRA CIVIL LIBANESA (1975-1990). ORGANIZARAM UMA MILÍCIA (PROVAVELMENTE A MILÍCIA MAIS FORTE DA GUERRA NO LÍBANO) SOB O COMANDO DE WALID JUMBLATT, (FILHO DE KAMAL JUMBLATT), EM OPOSIÇÃO À MILÍCIA CRISTÃ MARONITA FALANGISTA DE BACHIR GEMAYEL. ELES ESTAVAM BASEADOS NA ÁREA DO MONTE LÍBANO (ESPECIALMENTE O SHOUF).
    HTTP://MANZANILHA.BLOGSPOT.COM/2006_08_01_ARCHIVE.HTML

  • 54 Dino // 14/May/2008 às 18:33

    Fucs, que ridículo, você colocou uma sopa de letrinhas na confiança que ninguém ia investigar e disse que eram assentamentos de palestinos em Israel deixando subentendido que eram fazendeiros palestinos em terra israelense. Depois que eu verifiquei, você veio desconversar com essas babaquices. Cara! São construções habitacionais (milhares), em bairro árabe-palestino, construções essas que não passam de invasões que são condenadas até pelo bush e pela ONU, o que mais você quer debater sobre o assunto?
    Sem falar que você reclamou de eu ter te chamado de cínico que é uma corrente filosófica, tendo antes me chamado de bestalhão e baiacu… Coisa de judeu que gosta de se fazer de vitima sempre…

  • 55 Bruno Mota // 14/May/2008 às 19:36

    “O Hafez al-Assad era alawita ou não? Não ficou claro no texto.”

    Era. Os Alawitas controlam o governo Sírio, embora sejam minoria (a maioria dos sírios é sunita). Uma das razãoes pelas quais os Alawitas tendem a apoiar doutrinas seculares (como o Baathismo) é exatamente para fortalecer uma identidade nacional que os inclua (árabes), e legitimize o seu poder.

    Por falar em Sunitas e Alawitas, o pau está comendo entre as duas comunidades perto de Tripoli, Líbano. Os sunitas, furiosos com a naba que levaram em Beirute dos xiitas apoiados pela Síria, estão descontsando a raiva nos co-religionarios libaneses do Bashar al Assad. Este, por sua vez, provavelmente deve estar contemplando se este não sera o seu futuro, e o da sua comunidade.

    PS: Além de Drusos e Alawitas, existem ainda os Ismaelitas, que são outra dissidência xiita. A região do Líbano e Síria é alias o aparente refúgio das dissidências religiosas do oriente médio. E.g., os Maronitas são tecnicamente hereges monofisistas (acho) cristãos, e existem também outras seitas cristão dissidentes menores pela região.

  • 56 Limo // 14/May/2008 às 19:37

    Cara! São invasões… não são assentamentos. vc é muito burro, Fucs! olha como a palavra é diferente, repete comigo: in-va-são. Agora a outra: as-sen-ta-men-to. Pronto. Percebeu o som? É diferente.

  • 57 Andre Fucs // 14/May/2008 às 19:43

    Dino,

    Você é maluco hein rapaz… sopa de letrinhas? Pelo visto o seu problema não é a falta de caráter mas maluquice mesmo.

    Nunca falei em assentamento palestinos em Israel mas de palestinos em assentamentos israelenses(afinal posso até estar enganado mas Pisgat Ze’ev não me soa muito árabe) Também não me lembro de ter falado em fazendeiros palestinos. Lhe desafio a encontrar a palavra fazenda ou fazendeiros em qualquer um dos meus posts sobre esse assunto.

    Por sinal é impressão minha ou você tem uma versão estereotipada do “colono israelense” como fazendeiro e do assentamento como uma fazenda??? Larga o Bang-Bang e volta pra realidade. Ariel um dos maiores assentamentos pouco tem a ver com fazendas. Ma’ale Adumim, o terceiro maior é outro “bairro habitacional” de subúrbio.

    Você do alto da sua sapiência e conhecimento, bate o pé como se essa fossem “construções habitacionais em bairro árabe-palestino”, de fato demonstrando total incapacidade de compreensão e inaptidão ao debate. Dizer que Pisgat Ze’ev é um bairro “árabe palestino” beira a insanidade.

    A ANP diz que são assentamentos israelense. O Peace Now diz que são assentamentos israelenses. Você Dino sapiência mor e especialista no assunto bate o pé e diz que são bairros habitacionais árabes-israelenses!!!!. Ok, como eu já fui rotulado de cínico e vou ser irônico e te contar um segredo… TODO SIONISTA TAMBÉM DIZ QUE AQUELES SãO APENAS BAIRROS! HAHAHAHAHAH

    A pergunta portanto é:

    Em março de 2008 a ANP denunciou que a expansão do assentamento de Pisgat Ze’ev era uma ameaça ao processo de paz. Pisgat Ze’ev, citado como um assentamento é segundo o governo Israelense e você Dino, nada mais do que um bairro/subúrbio de Jerusalém. Ainda assim o outro lado os considera assentamentos.

    Dentro desse cenário, são os árabes israelenses e palestinos com direito de residência moradores de tal assentamento, colonos sionistas?

    Afinal, eles - assim como os demais israelenses que lá habitam - moram estão em terra conquistada da Jordania após 67 e considerada um entrave para o processo de paz.

    Antes de me despedir, assim como quem não quer nada… “Coisa de judeu” soa um tanto…. hmmm… estereotipado… Posso até apostar que você não é anti-semita, não tem nada contra judeus e até tem amigos judeus e se dá super bem com eles! Aqui no blog é algo bem comum…

  • 58 Moisés // 14/May/2008 às 19:47

    Aqui vai uma dica bem interessante sobre os drusos, escrito por um druzo, cuja intenção é divulgar a história de seu povo.

    http://www.druzehistoryandculture.com/

  • 59 Dino // 14/May/2008 às 21:11

    Fucs, já o seu problema é o inverso, não é maluquice, é falta de caráter mesmo. Assentamento ou bairro qual a diferença, quando o problema é geopolítico? Que é subúrbio de Jerusalém agora até as pedras sabem, mas repare só…

    “Os palestinos que moram nos assentamentos como Pisgat Zeev, seriam eles também terríveis ocupadores?”

    Se a conversa tivesse acabado por aí, ficaria a impressão que há um assentamento com colonos palestinos cultivando flores em território israelense. Pois estávamos falando de posse de terra em Israel.
    Depois que eu levantei que eram bairros de ocupação ilegal, condenados até pelo BUSH, a conversa passou para a masturbação semântica.
    No mais não tenho nada contra judeus, após a campanha do desarmamento, tudo que tinha o governo tomou… huahuahuahuahua
    E o vitimismo crônico persiste. Cara, encare a realidade, vocês passaram de vitimas a algozes há muito tempo…

  • 60 Mr X // 14/May/2008 às 22:01

    Uma coisa que eu acho engraçada é o seguinte.

    A princípio os esquerdistas (ou progressistas, como gostam de se chamar agora) são a favor de direitos para os gays, das mulheres, etc.

    Aí o único país no Oriente Médio onde tem parada gay, direitos iguais para as mulheres, etc, é Israel. Druzos, cristãos e bahai, perseguidos em certos países muçulmanos, não são perseguridos. É de longe o país mais “progressista” do Oriente Médio. Tanto que tá cheio de esquerdista lá.

    Mas os esquerdistas do resto do mundo, como o Dino, odeiam Israel. Em seu lugar, torcem pelos países onde gays e mulheres têm a vida mais desigual e difícil possível. Gays em Gaza levam tiro.

    Alguém me explica?

    A vida de um esquerdista israelense, aliás, deve ser muito difícil. Ser odiado pelos colegas esquerdistas mundiais por querer a mesma coisa que eles…

  • 61 Andre Fucs // 14/May/2008 às 23:40

    Dino,

    é impressão minha ou você não respondeu a pergunta?

    “são os árabes israelenses e palestinos com direito de residência moradores de tal assentamento, colonos sionistas?”

  • 62 Cesar Sartorelli // 15/May/2008 às 0:16

    Olá,

    Sou curador da única Mostra de Cinema e Religião brasileira, que procura expor os vários olhares sobre o religioso. Gostei da conversa sobre os Drusos nesse blog. Na pós em Ciências da Religião nunca falou-se dos Drusos e aprendi um bocado aqui.
    Queria saber de mais filmes sobre eles. Vcs sabem?
    Abs.

  • 63 Bruno Mota // 15/May/2008 às 3:14

    César, um filme que trata dos Drusos de Golã, separados entre os territórios controlados por Israel e Síria é ‘A noitva síria

  • 64 Theo // 15/May/2008 às 12:14

    fonte anônima PD?????

    Vamos analisar sua fonte,
    primeiro ele é muçulmano xiita
    segundo ele é seu amigo,
    terceiro ele é respeitado pelo mr x.

    calculando…………….

    Ali Kamel.

    muito fácil, só lembrei do único muçulmano que o X respeita.

  • 65 Moisés // 15/May/2008 às 18:16

    MrXucro,

    O que você acha de Israel dar cidadania para todos os refugiados palestinos e unificar Israel+Cisjordânia+Faixa de Gaza?

  • 66 Moisés // 15/May/2008 às 18:27

    MrXucro,

    Drusos, Armênios, Circassianos, Curdos, e etc vivem, faz tempo, e, muito bem, em países como a Síria. Em Israel, os não-judeus são discriminados no dia-a-dia, por boa parte da sociedade israeli. Crianças árabes em israel, estudam em escolas de segunda categoria. Aldeias beduínas em Israel, simplesmente, não existem perante os olhos do estado. Isso é reflexo da ideologia do “povo escolhido”.

  • 67 Andre Fucs // 16/May/2008 às 4:06

    Moisés,

    Não vou nem entrar no mérito de defender israel pois você é safado o suficiente para sair correndo sem citar as fontes mesmo quando desafiado.

    Mas sobre a sua afirmação sobre a armonia em países como a síria… Total non-sense!!

    Os kurdos nem cidadãos são:

    “The 1.5 million Kurds, who represent about 12% of the total population do not enjoy any of the rights stipulated by the constitution. For over 50 years they have been subjected to an aggressive Arabisation policy, denied the right to speak or be taught in the Kurdish language or to practice Kurdish traditions.”
    Fonte: Society for Threatened Peoples, “Kurds and Assyrian Christians discriminated
    Minorities in Syria”

    O massacre de 30 mil sunitas pela ditadura Alawita é mais um desses exemplos de tolerância?

    Por sinal basta ver a quantidade de maronitas libaneses vivendo no Brasil e cristãos palestinos que deixaram belém e Nazaré para saber que você está mentindo.

    E o êxodo de cristãos do Iraque pós guerra/invasão?

    Podemos até constatar sem misturar religião no meio… e a expulsão dos palestinos do Kuwait?

    Não pára por aí, veja só o que diz a Anistia Internacional sobre o Irã

    “Despite constitutional guarantees of equality(2), individuals belonging to minorities(3) in Iran, who are believed to number about half of the population of about 70 millions(4), are subject to an array of discriminatory laws and practices. These include land and property confiscations, denial of state and para-statal employment under the gozinesh criteria(5) and restrictions on social, cultural, linguistic and religious freedoms which often result in other human rights violations such as the imprisonment of prisoners of conscience(6), grossly unfair trials of political prisoners before Revolutionary Courts, corporal punishment and use of the death penalty, as well as restrictions on movement and denial of other civil rights.

    Iran’s ethnic minority groups include Arabs, Azeri Turks, Baluchis, Kurds, and Turkmen, all of whom are mostly either Shi’a or Sunni Muslims. There are also religious minorities, of which only three – Christians (including Armenians, Assyrians, Chaldean Catholics and various Protestant denominations), Jews and Zoroastrians – are allowed under Article 13 of the Constitution to practise their religious faith. By contrast, adherents of unrecognized religions, such as Baha’is, the Ahl-e Haq, and Mandeaens (Sabaeans), are not permitted the freedom to practise their beliefs and are particularly at risk of discrimination or other violations of their internationally recognized human rights.”

    Em suma, você é um fanático, toma já o seu gardenal ou vou te colocar de volta na jaula!

  • 68 Andre Fucs // 16/May/2008 às 4:11

    opa, a fonte da Anistia Internacional é “Iran: New government fails to address dire human rights situation” de Fevereiro de 2006. disponível no site deles (Index Number: MDE 13/010/2006)

  • 69 Andre Fucs // 16/May/2008 às 4:12

    OPA. SEGUNDA NOTA:

    Onde se lê “Os kurdos nem cidadãos são:”

    leia-se “… cidadãos plenos…”

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