O Hizbolá e o futuro do Líbano
De Robert Fisk, no Independent:
Quando o Hamas foi eleito para o governo palestino, o Ocidente o rejeitou. Então o Hamas tomou Gaza. Quando o Hizbolá foi tomar parte do governo libanês, os norte-americanos o rejeitaram. Agora, o Hizbolá tomou parte de Beirute. Os paralelos não são exatos, claro. O Hamas venceu as eleições de forma convincente. O Hizbolá era minoria no governo do Líbano. Quando o Hizbolá deixou o gabinete do premiê Fouad Siniora foi por conta das políticas pró-EUA deste e porque, com poucos votos, não tinha como mudá-las. Assim como os palestinos, os libaneses não querem uma república islâmica. Mas quando Sayed Hassan Nasrallah, líder do Hizbolá, falou que uma ‘nova era’ estava surgindo no Líbano, ele falava seriíssimo.
Nada está certo no futuro do Líbano. O governo, no entanto, se sustenta por um fio e o Hizbolá terá muito mais espaço no próximo regime. (Isto, se não decidir partir para o golpe e assumir o governo completamente.)
O Hizbolá representa os xiitas. Mas responder quantos são os xiitas, no Líbano, não é trivial. O último censo oficial foi há mais de 70 anos. O New York Times estabelece assim: 35% muçulmanos xiitas, 25% cristãos maronitas católicos, 25% muçulmanos sunitas, 10% cristãos outros, 5% muçulmanos drusos. Os xiitas, portanto, são maioria. Mas sunitas, drusos e cristãos costumam ter mais facilidade de se entender entre si.
Um Líbano dominado pelo Hizbolá teria que conseqüências para a região? (Por enquanto, Israel treme.)
O Hizbolá vem sendo financiado por Irã e por Síria. Os dois países têm interesses distintos. A Síria tem uma disputa territorial e geopolítica com Israel. Israel atrapalha militar, diplomática e financeiramente a influência síria sobre o Líbano e há uma velha briga pela posse das Colinas de Golan.
O problema do Irã, por sua vez, é ideológico, religioso e de uma geopolítica mais ampla. Teerã nega a Israel o direito de existir e vê sua oposição ao país como uma peça num conflito maior, com os EUA. Além do mais, o Hizbolá, como o governo iraniano, é xiita.
A população xiita, na Síria, é pequena e o governo, uma ditadura secular, usa com muita cautela qualquer discurso religioso. Prefere insuflar o espírito nacionalista. O Hizbolá o interessa porque mantém pressão indireta sobre Israel. Em outras palavras, a ligação Hizbolá-Síria é mais frágil do que a Hizbolá-Irã.
Já há em Israel quem defenda uma negociação com a Síria. Em troca de a Síria abrir mão de Golan, Israel não se opõe a uma tomada do Líbano. Melhor do que ter no vizinho um representante do Irã.
Hoje, é um cenário improvável.
Que Hizbolá seria esse no comando do Líbano? Um Hizbolá mais sírio ou mais iraniano? Para os países árabes, Egito, Arábia Saudita e outros tantos, a conversa com os sírios é amena; com o Irã, tensa. Um Irã potencialmente nuclear com o Líbano e boa parte do Iraque sob sua área de influência é ver surgir uma nova potência no Oriente Médio. Um cenário talvez bizarro que poderia fazer do mundo árabe e Israel curiosíssimos parceiros.
A ‘nova era’ prometida por Nasrallah não é apenas libanesa. Algo de muito diferente pode surgir nos próximos meses.
A única coisa certa: o Líbano segue sendo um peão no jogo de outros.
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o casting desse post :
mrx, dracula, dr andré, athalyba, moises, albin, dino, elias, gabriel, branca, fredin, ray, doc farao,hrp, dom cp, rw nao pq ta de férias na guadaloupe…..
A gente (ocidente) devia deixar esses caras de lado…se a terrinha lá não fosse recheada de petroleo (120 US$ , agora) a gente nem ia lembrar que eles existem.
nao da “pra deixar os caras de lado” aia….o libano é muito estrategicamente situado…
“Em troca de a Síria abrir mão de Golan, Israel não se opõe a uma tomada do Líbano.”
putz pd, mais ocupaçao ? ((
syria, fora do libano !!
pd, nao gostei de sua analise nao…
Bem então vejamos:
Líbano hoje e Palestina amanhã?
Fico cá conjumirando que aquela região não precisa de Israel para ter guerra. Se não tivesse Israel por lá eles achariam outros motivos.
Uma pena que a maioria silenciosa e ordeira dos árabes tenha que ficar à mercê destes liderecos que se locupletam em cima do nacionalismo e fé duma minoria otária…
É confetti… A Síria ocupava militarmentre o Líbano até 2005, quando foi expulsa pela combinação das manifestações internas contra o assassinato do Hafik Hariri, e pressão externa. Eles estão tentando voltar desde então. Nos últimos anos, cerca de uma dúzia de libaneses notórios pro sua oposição à presença síria foram assassinados. Note ainda que, apesar da liderança geral do Hizbollah, os grupos que efetivamente mais se envolveram no golpe foram o Amal (xiita, apoiado pela síria) e o SSNP (de inspiração nazista (!), favoravel à anexação do Líbano pela Síria). Foram estes últimos que pregaram fotos do Bashar al Assad por toda Beirute.
Manter a hegemonia no Líbano é muito mais importante para a Síria que recuperar Golan.
eu sei bruno…a syria tem manipulado ha anos….
O Hizbollah é um câncer no Líbano. Melhor mesmo seria que fosse extirpado. Mas, por quem? As forças da ONU no máximo podem intervir em situações de conflito étnico ou para a manutenção da paz em determinada nação.
Infelizmente, só o que resolveria hoje a situação do Líbano seria uma 2a. guerra civil, com mais trágicas conseqüências ao país, porém, desta vez, com a eliminação total do Hizbollah.
Para mim isso tem um quê de armação da própria Síria, os jornais descreveram que vários extremistas espalharam cartazes do presidente sírio.
O Libano como unidade autonoma e soberana não existe. O país é de quem for mais forte no momento. E no momento o Hezbollah está mais forte.
A questão é até onde os EUA está disposto a se sacrificar pelo Líbano. Seja com a construção de uma base militar ou com o aumento do aparelhamento do fraquíssimo exército libanes.
Penso qe tudo vai depender basicamente de quando a Arábia Saudita vai dar o basta, vai dizer pro Irã “por que no te callas?”
O Irã esta querendo provocar uma guerra para se meter, de um jeito muito parecido com o Hugo Chavez aqui do lado. E acho que ou o Irã destitui o Ahmadinejad, ou a guerra será inevitável.
Queira quer sim, queira quer não, isso é, entre outras coisas, uma consequência da recente ação israelense no Líbano.
Não estou dizendo que o Estado de Israel não tenha tido razões para agir no Líbano partindo do pressuposto que o Hizbolá era (e hoje é mais do que nunca) uma ameaça para sua segurança, mas eu questiono duramente a forma como isso foi feito; Ter destruído a infra-estrutura libanesa só colaborou para enfraquecer mais ainda o país, desmoralizar mais ainda o exército e criar um terreno ainda mais fértil ainda para o terrorismo.
Quando se combate uma organização dita terrorista se faz uso de espionagem, dissuasão e ataques cirúrgicos e não ataques megalomânos com uso de pesado da aviação de combate, tanques pesados e o escambau; Ou isso é muita burrice ou é desonestidade de algum modo.
De um jeito ou de outro está se fortalecendo a figura do Irã no Oriente Médio; Derrubaram Sadam, o filhotinho do império, na hora errada, se apóia cegamente a monarquia saudita que muito breve estará incapacitada de manter a si mesma e ainda por cima destruíram o pouco do que havia no Líbano.
Não obstante o fato de que as estratégias do Ocidente para o Oriente Médio desde o fim da Primeira Guerra passam ao largo de serem minimamente legítimas, as táticas que estão sendo usadas para tanto são um desastre e vão meter aquela região numa guerra sem precedentes.
Agora só resta observar os desdobramentos da relação entre o fascismo sírio com a teocracia iraniana, é daí que vai se definir a situação do Oriente Médio no curto prazo.
O ideal seria que a ONU tivesse poder pra intervir na região, mas como sabemos isso é utópico. Só fica o alerta de que se quisermos evitar coisas muito graves ao longo do século 21º será necessário fortalecer as Nações Unidas, por enquanto, só resta assistir e esperar que pessoas que notoriamente são insensatas tem um momento de lucidez.
A força dos grupos radicais no Oriente Médio aumenta diretamente em função desta política imperialista e genocida promovida pelos EUA no Oriente Médio. Salta aos olhos.
A reação é natural e causa espanto que Israel e EUA não percebem que quanto mais violência e arbítrio promovem… maior e mais radical é a reação.
Plantaram vento… e colhem tempestade.
Mahmoud Ahmadinejad não é perigoso.
O Irã atacou alguma nação no passado recente?
Não!
Já os EUA do genocida George Bush…
“Sr. George Bush, presidente dos Estados Unidos da América (…) Será que um homem pode ser um seguidor de Jesus Cristo, o grande mensageiro de Deus, se sentir obrigado a respeitar os direitos humanos, apresentar o liberalismo como modelo de civilização, anunciar oposição à proliferação de armas nucleares e de destruição em massa, fazer da guerra contra o terrorismo o seu lema e, por fim, trabalhar para o estabelecimento de uma comunidade internacional unificada - comunidade que Cristo e os virtuosos da Terra um dia governarão–, mas ao mesmo tempo determinar ataques contra outros países, causar a destruição de vidas, reputações e posses?”
Mahmoud Ahmadinejad
Robert Fisk é tão previsivel que dá dó.
Tédio.
ma
O PD tá cada dia piorando, agora chamou os druzos de muçulmanos……
era o que faltava……
Por isso que o Iran deve ser neutralizado.
Olha, podem dizer o que for mas, não acredito de jeito nenhum que todos os xiitas sejam a favor do Hizbolá.
Deve ter muita gente que quer paz.
Vou um pouco mais longe, queria ver se o pessoal do Hizbolá teria culhão de fazer isso em Jerusalém.
Não tem, virariam presunto no segundo tiro.
Intão, tá faltando alguma coisa no exército libanês pra acabar com essa festa.
:-/
Pedro,
Reforço às palavras do Theo… muçulmanos druzos é dureza de ler.
Abraços.
O diabo é que não está faltando alguma coisa no exército libanês, não. Está faltando é o exército libanês.
Pedro,
Eu sinceramente acho essa sua leitura um tanto tosca e levemente super embasada na opinião do London.
Lendo opiniões de jornalistas libaneses de diversas correntes, nota-se um claro descontentamento interno com as ações do Hezballah.
Uma coisa que eu considero muito curiosa é a comedida reação do Jumblatt… Como um dos mentores da crise, diretamente envolvido nas ações que antecederam a crise, não me parece que ele não conhecesse a onça que ele cutucou.
De fato, lendo a reação de diversas mídias libanesas parece que ele conseguiu o que queria:
Jumblatt tells “Al-Jazeera:” we have no issues with the army if it wants to search for arms depots in the mountains , but we will not allow under any circumstances any other party or group organization to take part in this matter. The people of the mountains, and Beirut have their own dignity will not allow anyone to violate it or undermine it. Our response to Hezbollah’s actions will only be political… we have not asked for any outside military help and we do not want any American destroyers to come to our defense but let me say this the destruction and occupation of Beirut by Hezbollah has ended the myth that the Hezbollah arms were for resistance against Israel.
Por sinal o uso de uma imagem de fraqueza por parte dos Druzo, encurralados no Monte Líbano, afirmando sua vulnerabilidade frente a um adversário tão mais poderoso e custeado por governos estrangeiros ecoa o tradicional choro palestino frente à Israel e o qual sabemos atrai simpatia.
Eu acredito mais na sensível perda de suporte do Hezbollah e Amal pela parte dos Sunitas libaneses que os viam com simpatia desde 2000 e 2006.
De fato como bom é ver o circo pegar fogo e o palhaço correr em chamas, nada como ver o choque e desapontamento com o qual muitos “hezbloggers” de 2006 agora sentem-se traídos pela “resistência”, ah se arrependimento matasse, o Líbano nesse momento perderia um bom terço da população…
1º - O exercito Sírio não estava no Líbano como invasor, estava porque foi chamado e saiu quando era opinião da maioria que deveria sair, se fosse um exercito invasor não sairia pacificamente. São povos irmãos de tradição histórica.
2º - Essa conversa de troca do Líbano pelas colunas de Golan é uma babaquice sem tamanho, primeiro porque Israel em caso de uma invasão do Líbano pela Síria, tem pouco ou quase nada a fazer. Segundo que Israel NUNCA irá devolver as colunas de Golan roubadas da Síria, como é a nascente do Jordão e de boa parte da água de Israel, alem de altamente estratégicas. Terceiro porque gostaria de saber quem iriam conduzir essa negociação tão bizarra por parte de Israel.
3º O PD só enfoca questão religiosa, quando o assunto é árabes e muçulmanos, não sabe? que o principal componente da aliança do hezbolah com a Síria é FINANCEIRO por isso o apoio é condicional a interesses Sírios e do Hizbolah. Em caso de uma tentativa de invasão por parte da Síria provavelmente teriam de combater contra os antigos aliados (Hizbolah) com resultado imprevisível vide o que aconteceu com as FDI, com a agravante que caso isso acontecesse o Bashar al Assad pode pedir o boné que a dinastia Assad já era.
4º Acreditem se quiser o Hizbolah é um partido político e não quer o poder através de golpe e guerra civil, se quisesse por esses meios já teria tomado, a questão é que não adianta tomar o poder e reacender ódios e destruir o país que eles amam, queiram vocês acreditar ou não.
5º O que o anrafael disse no #19 está correto, vide a dificuldade de derrotar uma meia dúzia de palestinos extremistas no campo de refugiados Ein el-Hilweh.
Perguntinha: O que o governo acreditou que ia acontecer quando garfou os interesses do hezbolah? Se, era previsível a reação armada, então não passou de uma provocação adrede calculada para desacreditar o Hezbollah perante a opinião publica. Um jogo pra lá de canalha e perigoso por parte do governo.
Dino, vc acha que os diversos politicos e jornalistas assassinados se explodiram sozinhos?
O apoio da síria ao HA é logístico, não financeiro, mas, simplificando um pouco, eles são uma o braço mediterraneo dos pasdaram. Os sírios tem seus próprios prepostos locais: facções minoritarias maronitas (marada), druzas (Arslam e cia.), além de serem bastante próximo do Amal. Não podemos esquecer, obviamente, dos cripto-nazistas do SNSP, partidarios descarados da anexação.
O HA vai lutar contra a Síria quando o Irã mandar, i.e., nunca. Os baathistas na Síria consideram o Libano como parte do seu próprio pais, que foi injustamente particionado para criar um pais de maioria (então) cristã pelos franceses. A Síria consequentemente se recusa a abrir uma embaixada em Beirute, ou a delimitar uma fronteira comum.
O Hizbollah justifica atualmente a continuidade da ‘resistencia’ afirmando que Israel ocupa as minúsculas fazendas de Sheeba e mantém prisioneiros libaneses (o simpático Samir Kuntar + guerrilheiros da ultima guerra). Pois bém. A Síria para todos os efeitos nem considera o líbano um país independente, mantém centenas de prisioneiros libaneses desde a guerra civil, e seus agentes matam oponentes dentro do Líbano quase a vontade. Não Dino, o HA não vai lutar contra a Síria *se* a Sïria invadir. A Síria *já* invadiu e o HA está pouco se fudendo.
Os xiitas não podem controlar o Líbano sozinhos. Nenhum dos sectos que tentou fazer isto no passado foi bem sucedido. Vide a surra que o Hizbollah levou dos Drusos no Monte Líbano. Os drusos leais ao líder pró-sírio mudaram de lado, e pela primeira vez desde que esta nova guerrinha começou, o HA usou sua artilharia (morteiros e foguetes).
Fisk, Pedro Dória… FISK?!?
Pelamordedeus, renove suas fontes… Não passe vergonha…
Com todo respeito, mas esse Fisk aí devia ser amarrado em um poste de Sderot e deviam soltar uma dúzia de Katiuchas e Qassams no seu rabo…
“O Hamas foi rejeitado pelo Ocidente, por isso tomou Gaza”… Ó, tadinhos… Ora, isso passa por análise séria? Tenha dó! Esse sujeito é muito ruim.
Mr X, o primeiro axioma do Fisk diz que ‘a culpa é sempre dos EUA/Israel’*. Mas depois que vc releva das lamúrias pretensiosas, o que ele escreve sobre o Líbano costuma ser interessante. As reportagens que ele escreveu em 82 sobre Sabra & Chatilla e sobre Hama, e.g., ainda valem a pena.
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* Não que várias vezes não seja; mas este tipo de reducionismo obsessivo tem mais de fetiche do que de análise
A frase que vc citou, ““O Hamas foi rejeitado pelo Ocidente, por isso tomou Gaza”, é um bom exemplo do que eu chamei de lamúria pretensiosa. O Fisk parece ser incapaz de imaginar que algo importa mais para o Hamas que a aceitação ou rejeição por parte do Ocidente. Guardadas as devidas proporções, é um etnocentrismo egocéntrico a lá Cecil Rhodes, com o sinal de aprovação moral trocado: Nem um nem outro consegue imaginar que uma folha caia de um árvore no terceiro mundo sem que alguém em Londres, (ou Tel Aviv ou Washington) seja responsável.
Hizbollah é a “única” facção que foi autorizada a permanecer armada após o termino da guerra civil…Esta é uma frase interessante! Já li em diversos lugares.
Bruno,
Além do constante “A culpa é de EUA/Israel/Ocidente”, me incomodam noo texto do Fisk:
a) sua análise superficial e distorcida;
b) seu texto melodramático, piegas, coisa que não suporto no jornalismo;
c) seu narcisismo, o cara claramente se acha o rei da cocada libanesa.
E desde que teve aquela que ele achou justo ter apanhado de afegãos por ser ocidental, não consigo NEM TENTAR levá-lo a sério. A reportagem é paródica desde o título, “If I Was an Afghan I Too Might Have Attacked Robert Fisk”:
http://www.counterpunch.org/fiskbeaten.html
Mr X, pelo menos nisso eu concordo com o Fisk ;^) . Se eu fosse Afegão (ou americano, ou nepales), eu também iria querer dar uns cascudos nele. Só para ele deixar de ser besta.
Eu concordo totalmente com vc quanto aos items b) e c). Mas acho que o que ele escreve muitas vezes é informativo.
O que o Hezbollah quer mesmo é o controle total do Líbano, virando uma espécie de Talibã do Levante, impondo uma ditadura de partido único numa primeira fase, e numa segunda fase caçando impiedosamente aqueles de quem ele não gosta dentro daquele país — na ordem, os cristãos maronitas, os drusos, e por fim os sunitas. Israel ficaria para a cereja do sundae.
Na boa, não dá para negociar com esses fanáticos do Hezbollah, simplesmente porque, por serem fanáticos, não se sentem a cumprir de fato nenhum acordo que não atenda 100% de seus interesses. Tipo Munich 1938.
Esses caras só entendem a linguagem do contra-ataque de balas, bombas e aviões bombardeiros. O resto é conversa mole para boi dormir.
Pronto, falei.
Outra coisa: o Líbano só vai ter alguma chance de paz em sua existência quando o estado tiver o monopólio da violência, liberdade de expressão e eleições não-denominacionais, isto é, acabar com a reserva eleitoral de cotas para os grupos religiosos de lá (mesmo porque isso também exclui qualquer possibilidade real de liberdade religiosa e de que ateus, agnósticos e secularistas em geral participem do poder político).
Não creio que para Israel fosse problema ter um Libano tomado pela Siria, afinal Israel e Siria tem uma fronteira muito maior que a do Libano com Israel.
Mr X, se vc me permite, o Bruno Mota está certo. É preciso saber ler as análises do Robert Fisk. Desconte sua conclusão anti-EUA, anti-UK, anti-Israel que é previsível e parta para o que ele diz sobre as movimentações internas no Líbano. Disso ele entende muito bem.
São muito poucos os jornalistas ocidentais que falam árabe como ele e que não estão na região a passeio. Ele conhece todo mundo sobre quem escreve, de Osama bin Laden ao vendedor da esquina. Descartar quem convive com a política local dese jeito é dispensar conhecimento importante.
Acho que o Libano, lindo de alguns de meus parentes ,vai ter paz quando essa besteira de religião muçulmana deixar de existir……quanta hipocrisia e falso moralismo….
Em tempo: Israel não é problema para o Libano moderno e laico…….é um parceiro para fazer a região moderna e civilizada…..Israel só precisa parar de tomar o pouco de terra que resta aos palestinos……
Mané,
Concordo contigo: essa besteira de religião islâmica (acho que foi isso que você quis dizer) só faz atrapalhar. Mas porque o islamismo é uma besteira e o espiritismo não?
EEEEEEEEE
:-)
Nem te digo Darwin….o espiritismo não amordaça pra começar….não tras viloencia, muito menos solidão e tragédia……e seu coração e só ele te dirá qual a diferença……entre amor, caridade e despreendimento a tradicional hipocrisia conveniente de nossos dias…..
Mas eu acho que voce não quer estar e não está preparado para compreeender o quão maravilhoso é o ensinamento de Jesus.
A verdade é que o Irã quer a hegemonia ideológica do Oriente Médio. E não importa quantos milhões devam morrer para isso. É inacreditável como o ser umano pode ser tão influenciado e estúpido quando se usa o artifício da religião para manipulá-lo e atingir objetivos nada sagrados.
Aquela região será foco de problemas por muito tempo ainda. Só uma guerra definitiva, com a derrota final de um ou de outro, acabará com as tensões locais.
Infelizmente, não há outra saída.
Ainda tem quem de atenção aos bostejos do cheese? Ele só sabe do Robert Fisk, esse evento que ele repete a exaustão, é um verdadeiro panaca, o que ele acreditava que o Fisk ia fazer? Amaldiçoar o povo ignorante que deu umas bolachas nele?
Me diga X, você conhece algum jornalista que vai aos pequenos vilarejos do sul do Líbano para conversar com a população para levantar a denuncia que as vilas estavam vazias de jovens pois foram supostamente ao Irã obter treinamento militar? Você sabia que apesar do discurso corretamente anti-EUA e etc, ele sequer nutre simpatia pelo Líbano e pelos paises árabes em geral? Ele é um profissional e como disseram não está a passeio, é uma fonte de grande qualidade.
[...] o Theo (que é muçulmano) quanto o André Fucs (que morou e entende da região) reclamaram de eu [...]
Dino,
Não gosto do texto brega do Fisk, da cara do Fisk, da ideologia do Fisk, da boiolice do Fisk… Acho que cada um tem direito a gostar ou não gostar do que quiser!
Quanto à surra que levou, minha única reclamação é que foi pouco.
Outro jornalista no Líbano? Sei lá, tem o Michael Totten. É um pouco menos primário. Tem alguns blogs legais. O Fisk está muuuito longe de ser a única fonte.
Assim como a Al Quaeda, o Hexbolah foi invenção dos Eua e Arabia Saudita
Gostaria de saber, à parte a insanidade fundamentalista religiosa, judaica ou islâmica, e outros aspectos da geopolítica, qual o peso que a questão da água tem ou terá nessa questão que envolve particularmente o Líbano.
Desculpem tanta ‘questão’.
A água é o mais importante.
Israel tem recursos naturais escassos.
Líbano e Síria não têm problemas quanto a isso.
Síria não desiste de Golã ou do Líbano.
Síria é nação. Não se matam muçulmanos ou cristãos. Lutam juntos pelo país.
ninguem assume abertamente sua s posições, deve aver libaneses pro srael e americanos pro siria irã etc…..
situação complicada,quem esta errado? enquanto não agirmos com cautela haverá sempre conflitos. o Brasil é um exemplo a nivel de tolerancia religiosa. viva Brasil