A história de Rand
‘A morte era o mínimo que ela merecia’, diz Abdel-Qader. ‘Não me arrependo. Tive o apoio de meus amigos, que também são pais e, portanto, sabem o que é aceitável ou não para qualquer muçulmano que honre sua religião’, ele disse.
Sentado em frente à sua porta, cercado por gérberas e margaridas brancas que ele plantou no jardim da família, Abdel-Qader se justifica.
‘Não tenho mais uma filha e prefiro dizer que nunca tive uma. Essa menina me humilhou na frente da família e dos amigos. Ao conversar com um soldado estrangeiro, ela perdeu o que há de mais precioso para uma mulher. Talvez as pessoas do ocidente se choquem, mas nossas meninas não são como as filhas de lá que podem dormir com o homem que quiserem e às vezes engravidar sem ter casado. Nossas meninas devem respeitar sua religião, sua família e seus corpos.’
‘Agora, só tenho dois filhos. Aquela filha foi um erro em minha vida. Sei que Deus me abençoa pelo que fiz’, ele disse, sua voz soa honrada. ‘Meus filhos estão do meu lado e eles foram homens o suficiente para me ajudar a terminar a vida de alguém que nos trouxe vergonha.’
A filha de Abdel-Qader se chamava Rand. Tinha 17 anos. Foi espancada e morta por seu pai em Basra, no Iraque, por ter conversado com um soldado britânico. Para uma amiga, ela disse que estava apaixonada pelo rapaz. Era seu primeiro amor. Não trocou mais que palavras. Horrorizada, a mãe da Rand, pediu o divórcio. Foi espancada, teve o braço quebrado. Está escondida. Os irmãos mais velhos da moça ajudaram o pai. São muçulmanos xiitas.
Abdel-Qader ficou detido por duas horas na delegacia. Aí foi liberado. Os policiais o congratularam.
Ainda sobre o assunto:
- Uma história do Hamas A indignação de parte a parte é importante. E compreensível. Mas há vários sinais ocorrendo em Gaza que boa parte...
- O Corão visto pela história Sabemos muito pouco a respeito do Corão, livro sagrado dos muçulmanos. Mas uma nova descoberta fará com que isso mude...



chesterton,
com todo respeito mas você é chato pra burro com esses off-topics.
:-)
Por que no Brasil ainda se acredita no oposto? É a junção do mofo intelectual com a vigarice. Marx já cometia erros de interpretação da realidade quando escrevia seu Manifesto Comunista e O Capital, há 150 anos. O que se aplicava àquela realidade histórica, porém, não se aplica à nossa – o capitalismo mudou, e muito, neste século e meio. O período do início da Revolução Industrial era, sim, uma época em que a competência necessária ao trabalhador era mínima e sua jornada de trabalho era desumana. Para apertar parafusos em uma linha de montagem esfumaçada por dezesseis ou vinte horas por dia, em repetição incessante, era apenas necessário alguém que soubesse ler, se tanto. O capitalismo do século XXI, porém, é outro. O conjunto de habilidades e conhecimentos necessários é muito maior – até para trabalhar em uma linha de montagem de uma fábrica é preciso capacidade analítica para lidar com um maquinário cada vez mais sofisticado. E, quanto mais capitalista e desenvolvido um país se torna, mais diminui a importância das áreas fabril e de produção de commodities e aumenta o peso de setores de serviço e de alta tecnologia, em que o principal insumo é o cérebro das pessoas. Não é por acaso que alguns campeões do capitalismo, como Coréia do Sul e Estados Unidos, hoje se aproximam da massificação da matrícula de ensino universitário, com taxas beirando os 90%. O profissional de sucesso do mercado internacional de hoje é a antítese do proletário da Inglaterra de Marx: precisa ser altamente capacitado em sua área e, ao mesmo tempo, ter uma formação multidisciplinar e abrangente. Enquanto isso, nossos pensadores continuam recebendo soldo dos nossos impostos para suas análises em que até hoje, quase vinte anos depois da falência do socialismo, tentam mostrar como Marx tinha razão. A essa incapacidade de alguns, soma-se o oportunismo de muitos. Esse tipo de análise reverbera no professorado porque o seu corolário é simples: o insucesso educacional é resultado de uma sociedade corrompida pelo capitalismo. Eu quero ensinar, mas a superestrutura não me permite. A única maneira de produzir uma mudança efetiva na educação é através da revolução social, e acreditar que o esforço individual de um professor ou diretor pode fazer qualquer diferença diante de forças sociais e históricas tão poderosas já seria uma rendição ao espírito atomista, ilusório, que é a marca do capitalismo. A falência intelectual pavimenta o caminho do conformismo e cinismo de cada um.
Essa prisão mental em que nos encontramos acaba por prender em amarras o próprio país. Esperando pela revolução social, abandonamos a possibilidade da revolução mais maravilhosa que existe: a que se dá pelo conhecimento. Silenciosa e pacífica, é a verdadeira redentora: perto de dominar a eternidade representada pelo saber, desapropriar uma fábrica ou fazenda parece brincadeira de criança.
E essa é uma revolução em que não há perdedores. Todos os setores se beneficiam de uma população mais instruída. Em um mundo globalizado, a idéia de que a elite gostaria de confinar a população à ignorância para não ver sua posição ameaçada é fajuta. Se o empresário não tiver trabalhadores competentes, será destruído pela competição das empresas de outros países, com gente qualificada. Só há, estranhamente, um único tipo de organização, que eu saiba, que se beneficie de uma população iletrada: são os partidos de esquerda. Nas últimas eleições presidenciais, segundo o Datafolha, Lula só perdeu em um grupo: o dos eleitores com ensino superior. Entre eles, em pesquisa de 17 de outubro – doze dias antes da eleição, portanto – Lula tinha 40% das preferências, contra 50% de Alckmin. Felizmente, para ele, a maioria de nossa população só tem ensino fundamental, grupo em que o petista liderava por 57% a 28%.
Andrew Fox, vai dormir.
estou tentando explicar a você , Fucs, porque o fabio Passos não consegue raciocinar direito.
Colombiano exilado no Brasil é o elo dos bandidos das Farc, revela jornal
“Padre Medina”, homem das Farc no Brasil.O colombiano Francisco Antonio Cadenas Colazzos, o “padre Medina”, com status de exilado no Brasil desde 2006 por ser casado com uma professora brasileira, é o responsável pela troca de cocaína por armas e recrutamento de simpatizantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, revela hoje El Tiempo, o mais importante jornal da Colômbia, acrescentando que Peru e Brasil são locais de trânsito para milicianos, armas e cocaína, o Equador é bastião financeiro e de refúgio e Venezuela, Costa Rica e México, servem de “lavanderia” de narcodólares e apoio ideológico, segundo apurou o serviço secreto colombiano, após análise dos computadores do vice-bandidão das Farc, Raúl Reyes, morto em março numa operação militar da Colômbia. O jornal descreve a estratégia dos narcoguerrilheiros em sete países latino-americanos, com quatrocentos grupos envolvendo “revolucionários puros”, ONGS defensoras dos direitos humanos e partidos políticos oficiais. Um economista argentino, codinome “Bernardo”, com menos de 50 anos e ex- assessor da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) entre 1990 e 1996, é um dos “testas-de-ferro” das Farc no continente – o mesmo papel exercido no Brasil, segundo El Tiempo, por Cadenas Colazzos, o “Camilo”. Outros testas-de-ferro atuam no México, Chile, Venezuela, Equador, Costa Rica e Peru. O jornal espanhol El País, por sua vez, revela na edição de amanhã – a partir dos documentos encontrados no computador de Raúl Reyes – que a Coordenadoria Continental Bolivariana (CCB), com delegações de dezessete países, entre eles Alemanha e Suíça, cria apoios e células clandestinas em congressos e encontros internacionais, como o “Encontro dos Povos” e o “Foro de São Paulo”. O jornal espanho não cita Lula, presidente honorário do Foro, do qual se afastou nos últimos anos. Mas destaca que, classsificada como “terrorista” pela União Européia em 2002, a narcoguerrilha colombiana abriu espaço na América Latina com um “aliado providencial”, o presidente venezuelano Hugo Chávez.
Este post do Pedro é mais uma demonstração do quanto ele é tendencioso, quando o assunto é Oriente Médio. Ele pega um caso que aconteceu com uma família miserável lá do Iraque, durante o inferno da invasão americana, para tentar passar a visão mais que deturpada de que os árabes são um bando de fanáticos e sanguinários Não colou, Pedro!!!
Por que você não mostra os defeitos da sociedade israelense. Quer um bom começo? Leia e discuta esse artigo, escrito por um israelense sobre o caráter anormal do estado de Israel:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/05/080507_israel60escritorgf.shtml
“crime de honra” tem mesmo em todo lugar e nao é reservado ao islam ! aposto que em cidades do interior brasileiro acontecem igualmente ! aquela velha historia da moça “que se perdeu” e é chutada ou enviada pra convento ou algo semelhante !o nome honra enlouquece muitos e “justifica” aberraçoes ! na comunidade turca alemanha, em traz os montes portugal, no suburbio parisiense, na argélia, os malasios e indonesios de tooting bec, em londres, no iran, as montanhas colombianas, etc…familias justificam costumes barbaros pela religiao, honra é o caralho ! a mulher continua sendo oprimida e violentada em nossas sociedades hipocritas, é uma constataçao ! ai dracula, nao vai me xingar de “feminista” ?
entendi a “perspectiva” do fabio passos…nada à ver, mas tudo !
Já vi Tribunal do Juri no BRASIL aceitar a tese (e absolver) por legítima defesa da honra. Ou seja: Mulher morre baleada e o corno alegou que estava defendendo sua honra. O advogado já tinha sido Ministro do STF.
O Indívíduo X é desonesto, pra dizer o mínimo.
Primeiro, um longo, mas necessário texto sobre as palavras em árabe fhuza (na qual o Alcorão foi escrito). Infelizmente o conteúdo está em inglês:
http://islamic-answers.com/does_islam_really_allow_wife_beating___
Ao contrário do Indivíduo, antes de vomitar bílis por aí e comprar qqer coisa que dê suporte aos meus preconceitos, pesquisei. A sura que o Indíviduo cita é usada há anos para difamar o islamismo, mas eu já esperava que ele usasse desse expediente.
A propósito, Indivíduo: de onde vc tirou essa tradução canestra ??? Do http://www.orthodoxjewsthathatemuslins.org ??? Ou do http://www.ithinkmuslinsdangerous.com ???
Não estou em casa, lá tenho uma versão traduzida para o português pelo prof. Emil Nasr e aí eu posto uma tradução que seja honesta e não espelhe a minha vontade de ganhar uma discussão no grito.
Stay tuned.
André,
Em primeiro lugar, kd a foto da Miss Líbano que foi escolhida aí na Cangurulândia ??? (rs)
Em segundo, acho que não me entendeu perfeitamente: não estou negando os crimes de honra, nem negando a b*sta que imãs semi-analfabetos bancados pelo dinheiro do Ocidente (via Arábia Saudita) colocam na cabeça de analfabetos. Há poucos anos atrás tivemos um desses crimes, perpetrados por uma família libanesa sunita em Foz do Iguaçú, bem pertinho,portanto. Tenho consciência do lamaçal onde caminho.
Minha batalha é atentar para o fato de que há uma clara manipulação das hadiths para justificar o injustificável … Sem contar a manipulação das traduções grosseiras do próprio Alcorão, que não é exclusividade deste ou “daquele” indivíduo …
Beleuza ???
No mais, fui comer hummus no Jaber e estava ótimo (rs)
Moisés, você é um radical.
Uma das características de radicais é que eles não sabem distinguir os níveis de quem está do outro lado (que é quase todo o resto). É claro que vc vai me considerar tendencioso. Qualquer coisa que não seja a plena reprodução daquilo em que vc acredita é ‘deturpação’.
Mas assassinatos de honra não foram inventados ou incentivados pela invasão norte-americana. Fazem parte do cotidiano do Iraque e sempre fizeram. A cultura iraquiana é uma cultura de brutalidade. Já era assim antes de Saddam Hussein, antes do reino Hashemita, antes de Lawrence, é assim há séculos.
o comentário 46 ,óbviamente, quer por a culpa em Deus……mas se ele é a justificativa, caro Guilherme, deveria haver provas de ele em sua doutrina manda alguém cometer atos de barbarie….ach que voce para defender seu ateismo junta o pé e a cabeça….e deixa o corpo de fora……mas tá…..a maldade está em nós e nossos desejos….não está em Deus….Jesus e em nada que o evangélio prega e ensina….caridade, amor, paz, firmeza de carater….respeito a todo ser humano……..seja ateu…..mas não queira manchar o bom nome de Deus……
Não ter religião….achar que os tribais e ignorantes e maldosos islamicos são monstros podem ajudar a enfrentar essa coisa louca toda…..mas Deus nada tem a ver com isso……alguemempenhar o nome de Deus sem provas não é justificativa para execra-lo.
Bom dia…….
Claro… A culpa é da “tradução”, como sempre…
Onde diz “bater”, na verdade diz “oferecer-lhe flores”…
Assim como o Amadinehjad, ídolo de alguns aqui, não disse “vamos destruir Israel”, mas (segundo o expert Juan Cole), “amemos uns aos outros”.
Ora Athalyba! Seja honesto! A tradução da sura 4:34, como eu falei, é de um site muçulmano, com comentário do Dr. Ahmad Shafaat.
http://www.themodernreligion.com/women/dv-4-34-shafaat.html
“Difamar o islamismo”… Como se precisasse! Basta ler o jornal e ler sobre atentados, decapitações, mutilação genital, etc. Quero distância! Eles que façam o que quiserem, basta que não se metam com minha vida.
Infelizmente, em alguns lugares do mundo, parece que nascer mulher é sinônimo de castigo, e a sua “honra” pertence à toda família… Mas, não é exclusividade do Islã, está presente em várias “culturas” pelo mundo, no entanto no Islã ela vem sobressaindo mais em razão de esta religião estar em evidência desde o 11 de setembro, é só isso mas, tragicamente não é a única que trata as mulheres como criminosas pelo simples fato de pertencerem à este gênero. No entanto, apesar de não conhecer à fundo os ensinamentos da religião muçulmana, não dá pra acreditar que esta como qualquer outra forma de crença, pregue o direito ao assassínio ou mutilação… Não sei se é um avisão romântica mas, prá mim religião não tem nada a ver com isso, os “líderes” é que a desvituam…
Realmente é um absurdo, não tem como falar nada, só acho triste, que algumas pessoas aqui colocam a culpa no alcorão, na religião, no islã.
Vamos pegar só o Brasil como exemplo:
aqui um jovem é capaz de matar o outro por causa de futebol, por causa de briga de transito, banda de música, pq um olhou feio pro outro, ou até pq olhou pra mulher do outro tudo isso aqui no Brasil é motivo pra matar.
Mas já que estamos falando de pai que mata filha, um dia desses aí em são paulo teve um pai que jogou a própria filha do sexto andar.
De quem é a culpa? da igreja, da sociedade, desse povo brasileiro primitivo e tribal????
Fucs,
Não, não Fucs, não é minha a “teoria”.
A “teoria” é uma constatação da OMS…
Parabéns por encontrar as estatísticas… que corroboram exatamente o que escrevi.
não ha no mundo nenhum fanatico, fundamentalista ou maniaco serial que se compare com a insanidade dos nossos homens bomba do “varejo”: 50.000 mortes violentas por armas, homicidios de todo tipo..e mais outro tanto provocado por acidentes com veiculos.Nenhuma guerra ou revolução foi tão letal.
complementando: esses numeros absurdos referem-sea ocorrencias/ano segundo estatiticas de fontes diversas.
O islam nunca saiu da idade media. E quer reconduzir para a barbarie e o feudalismo toda a humanidade.
Acredito que está havendo uma confusão premeditada, entre fanatismo religioso e machismo de sociedade pobres, ignorantes e recalcadas. Bom vai ter que ir longe.
Hindus vendem suas filhas, até matam quando nascem meninas, africanos animistas, tribos, varias, chineses, não são muçulmanos, mas sim sociedades altamente machistas. Será que Doca Stret, Lindomar Castilho, o promotor Igor Ferreira da Silva eram muslin? São pessoas de criação extremamente machista que se acreditam donos da vida da esposa, das filhas, das fêmeas em geral, acreditam que existem para seus serviços. Vejam o texto do PD, não fosse o PD de ascendência judaica, o que justifica ele ser tendencioso, diria que ele é simplesmente ignorante. O Iraque era um estado laico sob Sadam Hussein e continua sendo. O juiz que irá julgar esse pai, não irá se basear em sharia alguma, se ele foi solto na delegacia lembre que nosso famoso “defenestrador” também o foi. Se existe uma grande desordem institucional, que cria o sentimento de impunidade neste pai, os EUA são culpados SIM, pois o que possibilita este tipo de atitude em sociedades com segmentos extremamente machistas como o Iraque, é o sentimento de impunidade, o Gabriel mesmo atesta que em Israel que tem segmentos religiosos altamente machistas é possível isso ocorrer, porque não ocorre com tal intensidade? Pois a certeza do julgamento e castigo é certa. Mas que lá existe bastante deste componente é certo que existe. Veja o Fucs por ser judeu, feliz da vida por ser um país islâmico o 1º em espancamento de mulheres, inteligente que é, incapaz de perceber que logo encostado está o Canadá. Porque logo os canadenses, picolés de chuchu que são? Alcoolismo? Sei lá, requer estudo bastante aprofundado.
Porque a Rússia não desponta nesse quesito? Vivi lá, sei que por causa do socialismo e da 2ª guerra, às mulheres são totalmente independentes, não de faz de conta, são de verdade. Então me digam se espancar e matar mulheres e filhas são um dos pilares do islã, porque nesta estatística não desponta então somente países islâmicos, Arábia Saudita à frente?
“A cultura deles estabelece que num pai pode espancar até a morte sua própria filha? então vamos respeitar. ”
Brancaleone, esse tipo de “respeito” que vc prega nos leva a um tremendo vale-tudo relativista, com jeito de “multi-cultural”, que ajuda a justificar a barbárie no mundo. Claro que essa barbárie só encontra justificativa contra mulheres, negros, homossexuais, indíos, pq duvido que alguém queira usar desse argumento “cultural” pra justificar qq tipo de violência contra os homens/brancos/europeus. Esse é o tipo de violência que não se justifica em nenhuma cultura, que chora seus soldados mortos como heróis/varões perdidos para sempre em nome do amor à pátria. Tenha santa paciência!!!!
Caríssimos,
Peço encarecidamente a todos que leiam a página linkada pelo Indivíduo X e vejam: o sujeito só leu a primeira parte , a que interessava pra sustentar o argumento dele !!! Shame on him !!! (rs)
Aos que entendem a língua inglesa:
“Beat them”. If even separation fails to work, then it is suggested that men use beating. To this suggestion of the Holy Qur’an there have been two extreme reactions on the part of some Muslims. The first reaction is being apologetic or ashamed of the suggestion. The second is to use it as a justification for indulging in habitual wife battering. Needless to say that both these reactions are wrong. The Quran as we believe is the word of God and is thus every word in it is full of wisdom and love. To be apologetic about any part of the Quran is to lack both knowledge and faith. As for the second response, the suggestion to use beating is made specifically to deal with nushuz on the part of the wife, that is, to deal with her deliberately nasty behaviour that poses a threat to the marriage. Beating is to be done after due admonition and separation in beds and therefore by husbands who have some moral standards and have sufficient control over their sexual passions. Moreover, this beating is not to go on and on but is to be tried as a last step to save the marriage. Once it is clear that it is not working it is to be abandoned in favour of some other steps involving relatives of the husband and the wife mentioned in the next verse (4:35). There is therefore, absolutely no license here for the type of regular and continual wife beating that goes on in some homes, where each time the husband is angry with his wife or with someone else he turns against her and beats her up.
E agora, papudo ??? Quem tomou ???
> Porque logo os canadenses?
Acho que deve ser porque no Canadá hoje tá cheio de imigrante muçulmano… Se bem que eu não confio em nenhuma estatística, e certamente o Canadá é um lugar melhor para as mulheres do que qualquer país muçulmano, não é preciso estatística pra provar isso…
O resto é tentar provar que 2+2 = 5. Tática corrente dos esquerdistas por aqui!
PS: claro que eu não concordo (culturalmente) com o princípio da sura. Mas ela está anos-luz de justificar espancamentos e morte de mulheres. Além do mais, a sura é clara: ela refere-se ao relacionamento marido-esposa … Nada a ver com a morte de adolescentes …
Atalhyba,
a “primeira parte ” que eu citei é justamente, vejam só, o Corão.
O que segue abaixo é a típica equivocação muçulmana tentando explicar que não é bem assim, que o que quer dizer é outra coisa, que deve sere interpretado assado, etc e tal.
Mas, pra dizer uma coisa a favor do Corão: não acho que os maridos muçulmanos consultem lá pra saber se podem ou não bater na(s) mulhere(s), dão porrada e pronto.
E, além disso, a violência doméstica é um caso diferente dos “assassinatos de honra”, que é outra coisa: é a moça que “envergonha” a família por não ser mais virgem ou namorar com infiel, e deve portanto ser sacrificada para “limpar a honra da comunidade”. É uma coisa cultural. Para mais informações, leiam o poema “Lavar a honra”, da Al-Malaika, que citei.
Para acabar com a babaquice se esse é o Islã, se é a sociedade ou se é a peversão do que esta no Alcorão.
Favor assistir o documentário
Islã - O que o ocidente precisa saber !
Depois decidão se o Islã é uma maravilha ou merda.
Doc. em inglês.
http://waronjihad.blogspot.com/
Ok, vejo que concordamos em algo, Athalyba! In-crí-vel! :-)))))))))
Olha, meu amigo, assassinatos de honra existiam não faz muito tempo, e ainda existem, em muitas sociedades ocidentais. Barbaridades, sejam elas cometidas por questões de honra à família, sejam elas cometidas para honrar a pretensa superioridade racial ou religiosa de certos povos sempre existiram em todas as sociedades humanas.
A questão é outra. Você é jornalista e sabe muito bem disso.
Bom, que o tal do “ser humano”, esse que se acha o mais evoluído dos animais, é capaz de barbaridades, já se sabe faz tempo. Tem “ser humano” que mata, que estupra, que tortura, que mutila, etc,etc,etc.
Só tem uma coisa: se um cara mata e alegar bebedeira, convicção pessoal, ideologia política, etc., vai ser condenado por todos e provavelmente julgado e condenado pelo sistema judicial do país onde vive. Agooooora, se o sujeito mata e alega motivo religioso, aí um monte de gente vai apoiá-lo e justificar sua atitude, outro monte de gente vai sair pela tangente em nome da tolerância ou do multiculturalismo, e outro monte de gente vai citar outro crime que não tem nada a ver com a história para dar a entender que o cara nem é tão criminoso assim…
Já que todo mundo anda citando suas fontes, eu andei lendo Richard Dawkins
Pedro Dória está errado…
Negar que a derrubada do regime secular pelos invasores tem vínculo com o aumento da opressão das mulheres no Iraque é erro crasso.
Esta é exatamente a justificativa das tropas invasoras, para não interferir nas opressão crescente promovida por milícias religiosas e sectárias contra as mulheres.
A opressão contra as mulheres aumenta devido ao obscurantismo em que o Iraque foi mergulhado pelos invasores…
“violence and oppression practiced against women in Basra have weakened women’s participation in key positions. Many women now prefer to isolate themselves, to stay in their homes. They refuse to work, fearing the unknown that awaits them.”
Mr.Xucro,
Por falar em religião violenta, você precisa ler o antigo testamento ou o talmud. Lá está sobrando.
PD,
vc daqui a pouco tá igual ao bourdoukan, relatando cada furto que ocorre em israel…..
Esse bárbaro monstruoso está exatamente no mesmo patamar que o Josef Fritzl e o Alexandre Nardoni. A atitude bestial destes seres revela o quão atroz pode se mostrar a condição humana. Porém, o que está sendo tratado no post não é a psicologia de assassinos psicopatas &associados, e sim o quanto uma porção significativa da população local endossa a barbárie. A Europa se escandalizou com a história do carrasco estuprador. No Brasil, a indignação das pessoas com o caso da menina brutalmente assassinada é evidente. Mas em certos antros do obscurantismo perpretado por tradições irracionais, um pai pode ter o direito (e até o dever) de tirar a vida do próprio filho. Tolerância cultural PRECISA ter limite.
Moisés:
O Velho Testamento tá sim cheio de violência.
Mas poucos cristãos saem por aí matando seus filhos após lê-lo…
A jovem morta é culpa do Bush.
Merda!!! cada vez que abastecer meu carro vou sentir-me culpado porque Bush invadiu o Iraque para pegar petróleo e daí a mocinha foi assassinada…
Ouvi dizer que na copa da França, Bush foi visto dando uns comprimidos prô Ronaldinho.
Parece tambem que foi visto um mariner americano sair correndo do apartamento da pai da Isabela.
Puxa!! O feijão aqui em casa acabou de queimar!! Só pode ser coisa do cretino do Bush!!!
pelamordedeus, fala sério né!!!
carla - 172.
Carlinha!!! não entendeu santa???
Ironia querida, fiz uma ironia, fui cínico apenas…
Na próxima eu desenho.
Ok, vejo que concordamos em algo, Athalyba! In-crí-vel! :-)))))))))
Nunca é tarde para a concordância kkkkkkkk
Qto à questão da tradução, o link abaixo vai mais fundo na fililogia das palavras em árabe antigo e tempera com umas hadiths, para explicitar que a violência (sem aspas) está restrita ao casamento e que a palavra “bater”, apesar de estar corretamente traduzida, tem uma pegadinha quase como na língua japonesa, que muda o sentido exato da palavra de acordo com o contexto.
Aspectos a destacar nessa sura:
1) O “bater” vem após conversar e abandonar a cama da esposa. Por incrível que possa parecer, essa parte da sura é uma orientação para salvar 0 casamento. Não tem nada aver com nossa cultura, mas a intenção desse versículo é essa mesma.
2) A sura 4, conhecida como Sura das Mulheres, lista uma série de atitudes de valorização das mulheres (dotes, heranças, e um adendo à sugestão que uma testemunha feminina vale metade de uma masculina) Antes do Islã, a coisa era muuuuuuuuuuuuito feia para as mulheres árabes.
3) Interessante notar que em dois versículos existem punições à adulteros (ambos os sexos) e idólatras/detratores que são revogadas depois.
E chega, pq eu não sou um imã (não o metálico, mas o “sacerdote”)
E chega, pq estou cheio de trampo.
Abcs a todos
http://islamic-answers.com/does_islam_really_allow_wife_beating___
Ups, esquecí do “link abaixo” …
O Fabio Passos persiste em defender o indefensável a todo custo, isso sim um preconceito evidente.
Que a invasão babaca do Iraque pelo titio Bush pavorosamente provocou e provoca tsunamis de sangue pelo país, sem dúvida. Horror absoluto. Que era mantido com mão de ferro por Saddam, ok. Mas nem de longe isso torna Saddam a belezura que você parece defender. Ele matou só 150 pessoas? Então tá.
Fabio, o que não dá é creditar ao desmantelamento do país pelos bad boys um costume bárbaro característico dos países daquele pedaço do mundo.
Vamos lá: quando da expulsão do Talibã de Cabul, as mulheres puderam tirar a burka fedorenta, freqüentar escolas, exercer um trabalho. No entanto, com o passar dos meses a maioria preferiu continuar como durante a opressão tallibã ~ e mesmo algumas que persistiram em aderir à nova liberdade, pelo habito social incrustrado no tecido social, retornaram às antigas amarras.
Continuaram a não poder sair de casa a não ser acompanhadas por alguém da família ou por algum menino (pago) da vizinhança; a serem negociadas para casar, a submeterem-se à autoridade absolutista do marido, as mães a curvar-se às ordens do filho primogênito, a adolescentes serem dadas a homens com o triplo ou quádruplo de sua idade, a ter difuculdades imensas em seguir uma profissão e ao assassinato de filhas pela família por terem conversado - note bem- eu escrevi conversado, nem falei em trocar beijos - com algum rapaz fora da família. Esses assassinatos, se bem que não incentivados pela letra pura do Corão, nao são nada espantosos ante os olhos de sua sociedade e quando alguma mulher “se perde” e seus parentes anunciam sua morte devido a algum acidente ou doença, à boca pequena comenta-se as reais causas da morte. O resto é silêncio. Assim é porque a mulher fica “bichada” para futuras alianças matrimoniais vantajosas. Em sociedades fechadas como essas, todos cuidam da vida de todos.
Isso não só entre famílias menos esclarecidas, mas também nas famílias com bom padrão de vida e algum acesso cultural. O papel da mulher parece resumir-se a serem parideiras e a cuidar exclusivamente da casa. Quanto mais filhos, mais honrada é a esposa. As irmãs mais moças, quando ainda não casadas, são encarregadas de todo o trabalho da casa, servindo à geralmente numerosa familia. e ponha aí pais, avós, irmãos, cunhadas, tios solteiros, sobrinhos, todos dentro da mesma casa, elas cozinhando, lavando, limpando e sendo xingadas até pelos irmãos mais moços se seus “serviços”não estiverem a contento. Pra onde vai toda toda a energia sexual represada nos jovens? Adivinhe.
Novamente recomendo O Livreiro de Cabul.
Os mestres do relativismo desenrolaram exemplos de que em todo o mundo ocorrem crimes de honra, quando a questão que o post parece propor não é o crime de honra em que o marido/companheiro agride ou mata a mulher, ainda bastante comum por todo lado, infelizmente. O cerne da questão é que nos lugares que foram citados pelos tergiversadores, o Estado tende a não continuar respaldando esse tipo de crime. Pra mim viver em lugares onde prevalece essa cultura é puro pesadelo orwelliano.
Então Fabio Passos, fidelidade canina à qualquer posição, seja da esquerda ou da direita, é merda emburrecente. Só os muitos sacanas ou os muito estúpidos conseguem aderir às diretivas ideológicas cegamente. Você mesmo é o exemplo óbvio dos que não conseguem admitir o que está gritando diante de seus olhos.
Se outras culturas em estágio agrário ou feudal praticam as mesmas atrocidades, pelo menos não têm o peso ou a força para ficar apregoando ao resto do mundo que seus costumes e fé são o certo e o desejável pra todos.
Theo, quanto a comparar o Doria ao Burdukan é disparate colossal ou má fé. Aquele senhor, não mantém propriamente um site, mas uma “célula” militante. Aliás, antes de jornalismo, ele pratica ativismo político. Tudo bem. Há lugar pra todos e pra tudo, só não misture as coisas.
A caixa de comentários do Burduka, tanto em números quanto em conteúdo é pobrinha, pobrinha, constituída quase que exclusivamente de vaquinhas de presépio, que, de antemão, escreva o que ele escrever, conta com a aprovação irrestrita dos leitores. As exceções são expelidas do blog a pedradas pelos habitués e acabam desistindo. Aqui se conversa, se concorda ou discorda, virulentamente até, mas as pessoas voltam e os inconciliáveis de ontem hoje trocam algumas figurinhas, para amanhã se xingarem novamente.
Aliás, Fabio, você é egresso daquelas bandas e parece ter aterrissado aqui pra exercer o mesmo tipo de militância, não é? Abra o olho, rapaz.
Scorpio,
Não perca seu tempo tentando fazer crer que o aumento do sectarismo religioso no Iraque não tem vínculo com a recente (e ainda em andamento…) destruição do país promovida pelos invasores… simplesmente não cola.
Pedro Doria: “Mas assassinatos de honra não foram inventados ou incentivados pela invasão norte-americana. Fazem parte do cotidiano do Iraque e sempre fizeram. A cultura iraquiana é uma cultura de brutalidade. Já era assim antes de Saddam Hussein, antes do reino Hashemita, antes de Lawrence, é assim há séculos.”
Pedro, eu acho que estás errado. Primeiro, porque não acredito muito nesta história de “cultura de brutalidade”. Todas as culturas são capazes de brutalidade. Mas principalmente porque a situação da mulher sob Saddam era provavelmente uma das melhoras entre os países do Oriente Médio. E isto, com todo o horror que tenho a Saddam, e descontando os estupros como forma de tortura e pressão sobre as famílias, que eram uma realidade no Iraque tanto quanto na Guatemala durante a repressão.
Mas certamente conheces o blog de uma guria chamada Riverbend (riverbend.blogspot.com). Eu acompanho o blog dela desde o início da Guerra e tem algumas semelhanças com Persépolis, a graphic novel. A gente vê como uma jovem mulher (bastante ocidentalizada, por sinal, excelente inglês), com um emprego, e interesses em computação, se torna pouco a pouco uma prisioneira na sua própria casa.
Vale a pena ler. A família acabou imigrando para a Síria. Mas junto com Juan Cole, foi para mim um dos blogs mais ilustrativos da região.
E uma etoria horrivel e triste.
Tenho lido muitas estorias escritas por este jornalista que apesar de ter um nome Arabe e Brazileiro e tem acompanhado de perto a guerra no Iraque, coisas que a maioria da famosa Globo nao fez…