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Hillary e Obama se encontram. De novo

May 6th, 2008 · · 34 Comentários

Há duas primárias importantes em jogo hoje à noite – as duas últimas primárias importantes. A contar pelas pesquisas, Barack Obama deve vencer na Carolina do Norte e Hillary Clinton tem chances de levar, por uma diferença pequena, Indiana. Não é o resultado antecipado pelas mesmas pesquisas algumas semanas atrás – Indiana também ia para a conta de Obama. Esta não é uma perda que ele gostaria de ter.

Ainda assim, como os delegados são distribuídos proporcionalmente conforme os votos, faz pouca diferença se um ganha e o outro perde por margem miúda. O resultado prático é o mesmo.

Até o dia 3 de junho, acontecerão mais seis primárias. Passadas as primárias de hoje, não chega a 300 o número de delegados em disputa. A não ser que leve algo como 85% dos votos que sobram, Hillary Clinton não vai alcançar Obama.

Esta é a terceira eleição norte-americana que acompanho profissionalmente. Na primeira não entendi nada – mas, enquanto Bush e Gore brigavam na Flórida, ninguém entendia nada de qualquer jeito. Na segunda, entendi tudo. Tive certeza de que Howard Dean seria o candidato democrata. Depois, acreditei nas pesquisas e achei que John Kerry se elegeria presidente por uma margem mínima.

Agora é a parte do texto em que o analista mostra o quanto aprendeu com os erros passados. Infelizmente, muito pouco. Após a vitória de Hillary Clinton em New Hampshire, achei que ela sairia galgando de estado em estado para confirmar o que toda a imprensa já desconfiava: sua candidatura era inevitável. Não aconteceu. Daí que tive certeza de que o apoio de Ted Kennedy moveria votos hispânicos para Obama na Califórnia. O apoio de Kennedy não fez qualquer diferença.

A quantidade de vezes, nesta campanha, em que analistas vários apontaram para determinados estados e disseram: aqui é que será decidido para nada ser decidido é incontável. E inúmeros mitos de análise se construíram para serem repetidos por todos – cá este blogueiro inclusive.

Os mitos correntes são dois. O primeiro diz que, matematicamente, não tem jeito, Obama é o candidato. Mas o fato de que ele não consegue decidir a eleição logo dá mostras de como é um candidato fraco. O segundo sugere que a temporada democrata tem sido tão longa que só fortalece John McCain, que provavelmente terminará consagrado presidente dos EUA em novembro.

Talvez aconteça. Só não custa lembrar: os analistas não acertaram uma até agora. E não acertaram por um motivo. Análise, em última instância, é história comparativa. Você vê o que aconteceu no passado, traça paralelos com o presente, e aponta um caminho. Na maioria das vezes, funciona. Num momento em que o mundo está mudando, acontece isso. A dinâmica social muda.

Quer dizer que não é possível dizer nada a respeito das primárias democratas?

Algumas poucas relações têm-se mostrado constantes de estado em estado. Onde as primárias são fechadas e só afiliados ao Partido Democrata votam, Hillary Clinton leva vantagem. Onde eleitores não ligados a nenhum partido podem votar também, a tendência é pró-Obama. Outra diferença crucial é de geração. Os eleitores com mais de 50 anos preferem Hillary. Os mais novos, Obama.

Há outras constâncias, sim, mas elas não são tão relevantes para a eleição nacional. As mulheres preferem Hillary, os negros Obama, os hispânicos Hillary, por aí vai. Mulheres que votaram nas primárias democratas, negros e hispânicos votarão em quem vencer. Estes votos não representam um risco.

O mais impressionante destes dois cortes estatísticos que levam os mais velhos a Hillary e os jovens a Obama, os independentes para Obama e os democratas militantes para Hillary, é que ele se apresenta no país inteiro de norte a sul.

Se houve um padrão nacional constante nas últimas várias eleições é que o sul é mais conservador e, o norte, liberal. O primeiro vota republicano e o segundo, democrata. Ser conservador, neste sentido aqui, vai além de um rótulo ideológico, quer dizer uma coisa muitos específica: medo de mudança. Não é um medo irracional, ao contrário. É um desejo bem concreto e racional. É um achar gosto das regras do mundo como elas são, não quero alguém reinventando tudo.

Nos tempos em que vivemos, esse tipo de conservadorismo tem um problema – é aquilo que Alvin Toffler chama de choque do futuro. O mundo está mudando e as novas regras estão sendo criadas muito rápido. Está além do alcance de qualquer líder político a manutenção do mundo como ele foi. Resistir às mudanças estruturais na sociedade e na estrutura de distribuição de poderes no mundo é inútil. Não quer dizer que todas as mudanças precisam ser abraçadas. É possível tentar domar umas ou outras. Mas não resistindo e sim compreendendo.

É evidente que Hillary Clinton sabe disso. Se ela adota uma linha mais conservadora, um pouco do passado contra a ‘change’ vaga de Obama, é porque sabe que há eleitores que desejam isto.

Mas, fundamentalmente, as primárias democratas talvez estejam mostrando que algo de mais profundo mudou nos EUA. A diferença não se dá mais entre o norte e o sul. A polarização mudou o foco. São os eleitores de 40 para baixo contra os de 50 para cima. E os independentes querem mudanças. É cedo ainda para fazer uma afirmação dessas. É preciso ver como o eleitorado reagirá durante o pleito nacional, que inclui todos os cidadãos aptos ao voto.

Por enquanto, poucas coisas estão claras. Nenhuma pesquisa nacional é confiável. Nenhum analista é confiável. E as chances de Hillary Clinton são ínfimas.

(Por que Hillary insiste? Talvez porque ache que, mesmo que mínima, alguma chance há de ter; talvez porque já saiba que não tem chances mas lançou o olhar para daqui a quatro anos e decidiu que sabotar a campanha de Obama é uma boa idéia.)

Tags: EUA

34 Comentários até agora ↓




  • 1 Dom Casmurro Patriarca // 6/May/2008 às 9:19

    A Hillary citou o Brasil como um país que está no caminho certo e que poder servir de exemplo para os Estados Unidos.

    O que seita de adoradores dos Estados unidos têm a dizer a respeito?

  • 2 Quasimodo. // 6/May/2008 às 9:24

    Já pensou em relacionar todos os golpes da Senhora Clinton no Obama? Só faltou chamar de preto, pobre e favelado. Pastor, mulçumano, amigo pisando bandeira, etc…. Merece um post em particular.
    Obama leva. (A indicação democrata). Mas a Senhora Clinton deu uma tremenda mão ao canditado republicano para o play off.

  • 3 Dom Casmurro Patriarca // 6/May/2008 às 9:28

    Acho uma pena que a Hillary parta para essa campanha de terra arrazada, se realmente passa pela cabeça dela sabotar a campanha de Obama.

    Seria ótimo para o mundo que os Estados Unidos colocassem como presidente um mestiço e como vice uma mulher.

    “Humanizaria” e melhoriaria a Imagem do povo americano de forma bem rápida.

  • 4 Luiz // 6/May/2008 às 9:37

    E a Hillary é pé-frio de doer.

    A égua na qual ela apostou no Kentucky Derby (a mais famosa corrida de cavalos dos EUA) chegou em segundo, porém após a linha de chegada acidentou-se, quebrou as patas dianteiras e teve de ser sacrificada.

    O vencedor da corrida: Big Brown…

  • 5 Pax // 6/May/2008 às 9:40

    Há outra constatação que não percebi no bom texto do jornalista. Nas últimas semanas o Obama parece mais abatido e a Hillary mais combativa. A história do pastor do Obama não foi boa.

  • 6 Quasimodo. // 6/May/2008 às 9:46

    Big Black. Do modo como os EUA são doentes em relação a sexo (e muitas outras coisas). Com um negão na Casa Branca a relação com o mundo poderia ser diferente.
    A indústria armamentista ficou louca com a intenção do Sr. Obama de conversar com Síria e Irã.

  • 7 confetti et le chien aveugle* // 6/May/2008 às 9:47

    é reta final de campanha, ainda nao acabaram os golpes baixos ! anyway, go hillary go !!

  • 8 Luiz // 6/May/2008 às 9:49

    Pax, sem dúvida o lance do pastor abateu o Obama. Acho que ele não esperava ter que romper com seu guia espiritual de forma tão brusca.
    Mas o tal de Jeremiah também parece só querer aparecer. Depois da primeira onda de críticas e do famoso discurso do Obama sobre racismo, o chato resolveu fazer um tour de entrevistas e tudo voltou à estaca zero. Parece até de propósito. Será?

  • 9 confetti et le chien aveugle* // 6/May/2008 às 9:50

    loosing ground…..

    http://www.newsweek.com/id/134389

  • 10 Pax // 6/May/2008 às 9:52

    Vai saber Luiz. O poder é corrupto lá também. Não sei de nada, mas que é corrupto é. Só que em níveis menos escrachados que aqui. Lá, mão na botija dá algema. Aqui dá na coluna social como exemplo de sucesso.

  • 11 H.Romeu Pinto na Rapoza do Sol! // 6/May/2008 às 9:55

    Hillary……já vai tarde…..Bush de saias!
    Negão olha lá ehin?!
    Estamos contando com voce pra por um pouco de paz de verdade nesse mundo!

  • 12 confetti et le chien aveugle* // 6/May/2008 às 9:57

    hr, sem essa de torcida ….hillary vai ser eleita pq tem mais talento e experiencia politica…obama vai ter que esperar

  • 13 Dom Casmurro Patriarca // 6/May/2008 às 10:13

    confetti,

    respeito a sua torcida mas a Hillary não tem mais a menor chance.

    E seria muito bom se ela tivesse a “grandeza” de apoiar o Obama.

    Resolveria todos os problemas do Partido Democrata.

  • 14 confetti et le chien aveugle* // 6/May/2008 às 10:26

    dom cp,
    respeito a sua torcida mas o Obama nao tem mais a menor chance
    e seria muito bom se ele tivesse ” a grandeza” de apoiar a Hillary
    resolveria todos os problemas do Partido
    Democrata !

  • 15 Mr X // 6/May/2008 às 10:30

    Acho que depois de Stanford, o PD vai parar de falar tanta bobagem e virar conservador de carteirinha… Se bem que, não sei, lá como aqui as universidades são antros de comunistas. :-P

  • 16 Dom Casmurro Patriarca // 6/May/2008 às 10:34

    Só que você não está se apoiando em dados concretos.

    Eu estou.

  • 17 Dom Casmurro Patriarca // 6/May/2008 às 10:35

    Veja a opinião do Pedro Doria:

    “Por enquanto, poucas coisas estão claras. Nenhuma pesquisa nacional é confiável. Nenhum analista é confiável. E as chances de Hillary Clinton são ínfimas.”

  • 18 confetti et le chien aveugle* // 6/May/2008 às 10:41

    pois é dom cp…respeito suas opinioes, mas à essa altura da campanha, tudo é possivel ! continuo achando, sem torcer, que hillary tem mais competencia….o resto é loteria….))

  • 19 confetti et le chien aveugle* // 6/May/2008 às 10:42

    leu aquele artigo que linkei ali no 9 ? é interessante…

  • 20 aiaiai // 6/May/2008 às 11:24

    Confetti e DCP,

    essa torcida de vocês, como bem coloca o PD, é válida, mas não faz sentido. Ninguém acertou nada até agora nessas eleições. Por isso gostei muito do post, é claro e não faz torcida, destaca inclusive os pontos que se tornaram “mitos” e que podem vir abaixo no final das apurações.

  • 21 confetti et le chien aveugle* // 6/May/2008 às 11:44

    aia, se é “valida” faz sentido….fora isso, nao se trata de torcida…jogo de palavras é facil né chérie…))

  • 22 Guilherme // 6/May/2008 às 11:46

    “…as primárias democratas talvez estejam mostrando que algo de mais profundo mudou nos EUA.”
    Taí um trecho do post que me chamou a atenção. O que de profundo pode ter mudado por lá? Se foi algo pra melhor, ótimo. É esperar pra ver.

  • 23 confetti et le chien aveugle* // 6/May/2008 às 12:48

    o que esta mudando profundamente é a nova ordem mundial guillerme ! re-linko a reportagem de capa da newsweek da semana, excelente artigo ” the post american world”….

    http://www.newsweek.com/id/135380

  • 24 Nassau // 6/May/2008 às 13:38

    Muito boa a análise do PD, realmente é muito difícil entender o sistema eleitoral estadunidense, fazer previsões então, com tantas variáveis e a dinâmica de uma campanha autofágica como a democrata é um fator a mais.

    Lembro-me de que no começo destas discussões aqui no blogue alguém que sinceramente não me lembro comentou que a candidatura Obama não teria a menor chance num país de WAPS, o que não é bem verdade, o país é muito diversificado, acredito que 50% da população seja católico romana. No entanto, Obama se tornou uma avalanche.

    Fala-se muito das declarações de seu ex-pastor, no entanto, não precisa ser muito entendido nos assuntos dos gringos para saber que existe uma grande diferença cultural e de identidade entre brancos e negros por lá, inclusive entre as igrejas negras e de brancos. Lembro-me de uma ocasião em que Fidel Castro foi falar na ONU e todo o embaraço pois para isto ele teria que pisar em território dos EUA, não queriam deixá-lo, mas ele acabou conseguindo. O único lugar que ele foi convidado fora da ONU para falar, não me lembro se ele conseguiu, foi em uma igreja negra do Harlem. Não é à toa que o reverendo e senador democrata Jesse Jackson já havia visitado Cuba e inclusive sorridente fumado um charuto ao lado de Fidel com direito a fotos sem qualquer constrangimento.

    Os ministros das igrejas negras norte-americanas predicam com fortes críticas ao sistema social e ao stablishment. Li de um analista recentemente que um branco ficaria muito incomodado em participar de um serviço religioso na maioria das igrejas negras norte-americanas. Com certeza foi lá que Obama foi formado em grande parte, sem querer negar a influência de sua mãe, mas foi a partir destas igrejas e destes sermões que ele se lançou em trabalhos de organizações comunitárias e se projetou como liderança política e político-partidária. Romper com o seu ex-pastor, que celebrou seu casamento e batizou seus filhos e com certeza o influenciou enormemente, deve estar sendo um sacrifício difícil e amargurante para obaminha paz e amor galgar o cargo majoritário de maior expressão e ramificação como o é a presidência da república.

    Lula para chegar onde está teve que se aproximar do centro para sair dos seus tradicionais 30% e atingir as grandes massas mais conservadoras, rompeu com os seus radicais, com os seus antigos e mais aguerridos militantes e grupos de esquerda e se afastou até da Igreja Católica “progressista”, seu grande esteio social e político. Não custa lembrar do rompimento de D. Mauro Morelli com fome zero, e da saída de frei Beto, embora Lula não parecesse nada amargurado.
    Lá como cá, política é política.

  • 25 Luiz // 6/May/2008 às 14:25

    Hora de dar meu palpite pra hoje:

    North Carolina - Obama por 8 a 10 pontos
    Indiana - Hillary por 6 a 8 pontos

    Ou seja, Obama abre um pouquinho mais a vantagem nos delegados.

    Pra conferir amanhã.

  • 26 Mr X // 6/May/2008 às 17:14

    Well Nassau,
    É por isso que os negros lá tão em média a crime, violência e ignorância, e os brancos na média tão melhor.

    Leia a coluna do Thomas Sowell, um negro muito bom. Obama e seu pastor só trazem discurso de coitadismo e de “a culpa é dos branquelas”, que é bacana de ouvir mas não arruma o problema de ninguém.

  • 27 Alba // 6/May/2008 às 18:17

    De maneira geral, acho que o PD está certo. É muito difícil prever as eleições americanas. Lembro-me claramente da campanha de Bush X Kerry, que eu considerada favas contadas para Kerry e deu no que deu.

    Esta campanha, pra lembrar o filminho sobre o Darth Vader aí abaixo, parece marcar a autofagia do Partido Democrata, com a Sra. Clinton usando todos os meios, lícitos ou não para, se não assegurar a indicação, impedir que Obama a tenha, o que acho triste de observar e na minha modesta, depõe contra qualquer alegação de liderança ou experência que ela empunhe em sua defesa, por mais que política seja feita de golpes sujos.

    Por outro lado, o Idelber Avelar escreveu um post interessantíssimo, com o detalhe de que vive nos EUA, levantando as leis propostas por Obama, que vão bem mais longe do que propostas genéricas. O link está abaixo:

    http://www.idelberavelar.com/archives/2008/04/o_curriculo_de_obama_no_senado.php

  • 28 Alba // 6/May/2008 às 18:38

    Também no Aliás de domingo, Sérgio Augusto, que escreve soberbamente sobre cinema, mas também se arrisca (e muito bem) por outras áreas - lamenta o que aconteceu com uma campanha que parecia ser de início, a campanha que devolveria o poder aos democratas depois do desastre Bush (avaliado com 70% por cento de desaprovação, alcançando assim o título de pior presidente dos EUA até hoje, segundo notícia do mesmo Estadão do dia anterior).

    Como não consegui link para deixar, vou transcrever algumas passagens:
    Sobre Hillary

    “Metida até o laquê numa campanha negativista e fratricida, que só fez piorar seu elevado índice de rejeição, Hillary já confessou que considera McCain ‘mais qualificado’ que Obama para assumir a Casa Branca. Como, a exemplo de McCain, apoiou no Senado a invasão do Iraque, é possível que seu conceito de competência presidencial tenha mais testosterona e húbris que do que serenidade e bom senso”

    Sobre o pastor Wright:

    ” Culpabilidade por associação é uma tática sórdida de difamação. O senador Joseph McCarthy fez carreira empunhando essa chibata.”

    Há mais, mas acho que é suficiente pra dar uma idéia do parece ser a maior diferença entre os candidatos.

    De toda forma, faço coro com ele e, apesar de pensar em primeiro lugar nos interesses do Brasil, seja quem for o presidente americano, parece-me que os EUA estarão melhor servidos com Obama.

  • 29 marco // 6/May/2008 às 19:11

    “…as primárias democratas talvez estejam mostrando que algo de mais profundo mudou nos EUA.”

    Claro, claro…

    Ao contrário das eleições inglesas aonde, segundo PD, nada de importante ocorreu, as eleições obamisticas são profundas pacas…

    Sei…

    ma

  • 30 Ricardo // 6/May/2008 às 19:35

    Confetti, acho que este parágrafo do link que você indicou sintetiza bem minha opinião:

    “But America’s hidden secret is that most of these engineers are immigrants. Foreign students and immigrants account for almost 50 percent of all science researchers in the country. In 2006 they received 40 percent of all PhDs. By 2010, 75 percent of all science PhDs in this country will be awarded to foreign students. When these graduates settle in the country, they create economic opportunity. Half of all Silicon Valley start-ups have one founder who is an immigrant or first generation American. The potential for a new burst of American productivity depends not on our education system or R&D spending, but on our immigration policies. If these people are allowed and encouraged to stay, then innovation will happen here. If they leave, they’ll take it with them.”

    E acredito que continua sendo assim apesar do artigo argumentar que o país esteja se fechando, usando premissas esdrúxulas ou pouco fundamentadas para tal. Prédio ou shopping maior? O artigo cita mas não custa reforçar que isto é muito irrelevante. E o mesmo ainda se contradiz ao destacar a posição privilegiada americana sob diversos parâmetros muito mais cruciais:

    “The United States is currently ranked as the globe’s most competitive economy by the World Economic Forum. It remains dominant in many industries of the future like nanotechnology, biotechnology, and dozens of smaller high-tech fields. Its universities are the finest in the world, making up 8 of the top ten and 37 of the top fifty, according to a prominent ranking produced by Shanghai Jiao Tong University. (…)”

    Além disto, o crescimento da China e da Índia ainda são bastante relativos (para nem falarmos da África). A título de ilustração, a Microsoft sozinha é maior que toda a “famosa” indústria de software indiana.

    Claro, sem dúvida há transformações ocorrendo e é inegável o papel do BRIC no processo. Mas não creio que os EUA esteja “loosing ground” como você colocou. Pelo contrário, acho que ele ainda dita boa parte destas transformações, como bem expõe AnnaLee Saxenian em um livro recente (http://www.amazon.com/New-Argonauts-Regional-Advantage-Economy/dp/0674022017) abordando o caso das tecnologias de ponta.

  • 31 Guilherme // 7/May/2008 às 0:47

    Deu o previsto: Hillary venceu em Indiana, e obama na Carolina.

  • 32 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 7/May/2008 às 1:45

    Apesar de o senador Obama se apresentar como um candidato das coisas novas – usando o mantra “mudança” indefinidamente – a verdade pura e simples é que virtualmente tudo o que ele diz sobre política doméstica vem diretamente dos anos 1960 e virtualmente tudo o que ele diz sobre política externa vem diretamente dos anos 1930.

    A proteção a criminosos, o ataque a empresários, o aumento de despesas governamentais, a promoção do sentimento de inveja e descontentamento, o aumento de impostos para aqueles que são produtivos e o subsídio para os que não são – tudo isso é uma reprise dos anos 1960.

    Pagamos um preço altíssimo por tais noções daquela década nos anos que se seguiram, na forma de taxas de criminalidade rapidamente ascendentes, inflação e desemprego de dois dígitos. Durante os anos 1960, os guetos em todo o país foram sacudidos por distúrbios dos quais muitos ainda não se recobraram.[3]

  • 33 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 7/May/2008 às 1:46

    A violência e destruição foram concentradas não onde havia a maior pobreza ou injustiça, mas onde havia os políticos mais esquerdistas, que promoviam o descontentamento e paralisavam a polícia.

    Internacionalmente, o que o senador Obama propõe – inclusive os encontros midiáticos de chefes de estado – foi tentado durante os anos 1930. Isso, em nome da paz, foi o que levou à mais catastrófica guerra da história humana.[4]

    Tudo parece novo àqueles muito jovens para lembrar o passado e muito ignorantes em história para ter ouvido falar a seu respeito.

  • 34 confetti et le chien aveugle* // 7/May/2008 às 2:45

    ricardo 30, “loosing ground” é o titulo que o newsweek deu ao artigo de Brian Braiker sobre obama……
    o link q vc leu e comentou sobre nova ordem mundial, chama-se “the post american world”….
    eu falo demais né, confusiona….))

    resultado da primaria dessa noite : empate !!
    pode crer, nervos de aço e self control exigidos para os proximos capitulos ! parece reality show…)))

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