
Uma estante às quintas
May 1st, 2008 · · 16 Comentários
Tags: Estantes
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16 Comentários até agora ↓
1 Prøftël // 1/May/2008 às 10:37
Biblioteca de Alexandria né?
Ou alguma outra na Grécia antiga.
:-)
2 Prøftël // 1/May/2008 às 10:38
Putz!
Na pressa fiz o comentário sem clicar na imagem.
hehe
3 Guilherme // 1/May/2008 às 11:02
Foram os ancestrais do Chester, Mr. X e Antonio M. que espalharam o boato de que foram os árabes os responsáveis pelo incêndio de 646 DC.
Mais uma vez a história provou que eles estavam errados.
4 Mr X // 1/May/2008 às 11:29
Ué, não foram os árabes? A lenda, embora provavelmente apócrifa, é muito boa.
Diz que o Califa Omar falou:
“Se os livros que tem aqui discordam do Corão, são heréticos. Se concordam com o Corão, são desnecessários. Fogo em tudo!”
Depois, os famigerados árabes ainda usaram os pergaminhos que sobraram para fazer fogueira e aquecer a água do banho de seus soldados.
Uma coisa que achei estranho foi a Wikipedia estar tão segura da tese do “incêndio acidental”. Até onde sei, ninguém sabe porra nenhuma sobre a real causa, há apenas teorias. Por isso não dá pra confiar muito na Wiki, em especial a Wiki em português.
E uma curiosidade, até quando os esquerdistas vão ficar defendendo os muçulmanos fanáticos, até suas namoradas serem forçadas a usar burka?
5 Guilherme // 1/May/2008 às 11:33
Depende da burka. Uma burquinha transparente, deixando ver a lingerie vermelha cavadona…sei não.
6 Mr X // 1/May/2008 às 11:34
De acordo com este site copta, que pesa várias teorias alternativas, foram sim os árabes:
http://freecopts.net/english/index.php?option=com_content&task=view&id=343
O argumento a meu ver maior é o seguinte, parece que os árabes comprovadamente queimaram outras bibliotecas inimigas durante sua expansão, então porque não a de Alexandria? Pra eles era só outra papelada infiel a mais.
7 Alba // 1/May/2008 às 11:47
Guilherme,
Burka transparente? Lingerie vermelha cavadona? :)))))
8 Mr X // 1/May/2008 às 11:59
oi Alba :-)
9 Alba // 1/May/2008 às 12:18
Oi, Mister!
Na verdade, essa coisa do incêndio da biblioteca imagino que vá ficar meio nebulosa por uns tempos. De toda forma, tantos tesouros foram destruídos por guerras, invasões e tudo mais, inclusive agora, na invasão do Iraque, quando o acervo do Museu foi saqueado miseravelmente, que nem dá pra atribuir a culpa a um só povo. :((
E, de novo, parabéns pelo belo texto sobre a Argentina!
10 Samoça // 1/May/2008 às 15:46
Legal.
:)
11 Guilherme // 1/May/2008 às 15:49
Alba,
Burka transparente sim. E por que não?
12 Alba // 1/May/2008 às 16:04
Guilherme,
Isso de burka transparente é ocidental até, némêss? :)) E só louvei o seu humor, viu?
Aliás, no Livreiro de Cabul, a autora explica que o costume da burka, no Afeganistão, veio de uma iniciativa de um dos reis (não me responsabilizo mais pelo excesso de besteiras, dado o consumo de cerveja), que queria manter suas esposas, vamos dizer, com a aparência indevassável.
O caso, e isso é interessante, é que as mulheres de outras camadas sociais entenderam o uso da burka como signo de status. Daí, as burkas originais, em seda e outros tecidos preciosos, foram substituídas pelos tecidos mais baratos.
E, claro, os homens se aproveitaram de um comportamento que só os favorece. Fazer u quê? Burrice feminina e na minha opinião, torturante. Se eu tivesse que usar burka, o fim está próximo, eu declaro!
:(((
13 Guilherme // 1/May/2008 às 16:45
Então esse rei queria esconder a mulher? Ou era muito feia, ou bonita demais.
Como ele era rei, só pode ser a segunda opção. Mas que era um puta cara inseguro, ah era.
14 anrafel // 1/May/2008 às 23:31
Hobsbawn tem um livro interessante (como todos dele) que roça o assunto.
Algumas dessas “tradições” não passam de costumes impostos pelos dominantes numa determinada quadra da dominação. A divulgação fica por conta da dominação.
O nome do livro é “A invenção das tradições.”
15 Alba // 2/May/2008 às 11:01
Boa dica, anrafel! Esse, do Hobsbawn eu não conhecia.
16 Ricardo Leal // 4/May/2008 às 2:10
O pessoal no desenho parece estar manuseando rolos de papiro. Faz sentido em Alexandria; mas dizem que não muitas décadas depois, lá pelos anos 300 (pois é, no século IV) já se usavam códices nas comunidades cristãs, onde por vários motivos concentrou-se a tarefa de preservação do acervo cultural escrito do Ocidente (engraçado pensar em monges copiando, sei lá, a “Arte Amatória” de Ovídio) . Os códices já têm uma cara mais parecida com as dos nossos livros, ainda que em geral fossem objetos mais valiosos do que os que encontramos na Livraria Cultura (não me refiro ao conteúdo; é raridade e artesanato mesmo).
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