Albert Hofmann e o LSD, 1906-2008
O químico suíço Albert Hofmann, que sintetizou a molécula de LSD, morreu ao longo da madrugada após um ataque cardíaco. Tinha 102 anos. Muitos o viam como um doidão – mas era só um cientista. Seu passeio de bicicleta mítico, após ingerir uma superdose de LSD, aconteceu no dia 19 de abril de 1943. É celebrado hoje como o ‘dia da bicicleta’, todos os anos. Apesar de uma ligeira simpatia, jamais se adaptou muito ao movimento psicodélico. Não era sua praia.
Em 2006, quando Hofmann completou 100 anos, publiquei um perfil seu em NoMínimo. É um texto do qual gosto bastante, escrito com sincera admiração pelo professor. No dia de sua morte, republico aqui no Weblog.
O pai do LSD
Por volta das cinco horas da tarde do dia 19 de abril em 1943, Albert Hofmann começou a sentir tonturas. “Ansiedade”, escreveu em seu diário, “distorções visuais, sintomas de paralisia, vontade de rir.” Aí não escreveu mais nada. Hofmann tinha dificuldades para falar. Seu assistente no laboratório estava preocupado. A mulher do químico tinha viajado, não havia carros à disposição para levá-lo para casa – estavam todos em uso no esforço de guerra. Então, foram os dois de bicicleta.
Albert Hofmann tinha 37 anos naquela dia em abril. Hoje, neste 11 de janeiro de 2006, o homem que sintetizou o LSD completa 100. Continua lúcido, faz parte do comitê de notáveis que seleciona os vencedores do Prêmio Nobel, sua maior preocupação é com a falta de cuidados com o meio ambiente. Mas, na época, era um químico em meio de carreira nos Laboratórios Sandoz, em Basiléia, na Suíça.
Quando chegou em casa, ele pediu leite, um antídoto comum para envenenamento por produtos químicos. Bebeu dois litros ao longo da noite. “Um demônio havia me invadido”, escreveu em “LSD, meu filho problema”, livro de 1979. “Ele me possuiu o corpo, a mente, a alma; pulei, gritei tentando me livrar dele, mas então me afundei novamente no sofá, sem o que fazer.” Sua empregada se transformara numa bruxa horrível.
Quando o médico chegou, seu assistente explicou o que ocorrera. Três dias antes, o cientista havia entrado em contato com um concentrado do produto que estava sintetizando, o ácido lisérgico dietilamida. Talvez o ácido tenha tocado seu nariz, ouvido, até mesmo boca: ele é absorvido pelas mucosas. Após o acidente, sentiu uma leve intoxicação e, por umas duas horas, viu um caleidoscópio de intensas imagens coloridas. Intrigado, preparou-se para uma nova experiência com uma dose bastante pequena - 0,25 miligrama. Quando ingeriu a substância no “dia da bicicleta” foi lançado num mundo de terror.
O médico tomou seus sinais vitais e, fora as pupilas dilatadas, não percebeu nada de errado. Era esperar. E o horror passou, substituído por uma sensação agradável. Aí tornaram as cores. “Elas alteravam”, escreveu, “abriam e fechavam sobre si mesmas em círculos e espirais, explodiam em fontes multicoloridas se arranjando num fluxo constante.” No dia seguinte, experimentou o mais gostoso café da manhã de sua vida, os raios do sol da primavera faziam tudo brilhar, seus sentidos estavam num pico de sensibilidade que persistiram até a noite.
A mágica numa floresta suíça
Uma vez, quando ainda era criança, numa manhã de maio e no meio da floresta, Hofmann viveu a experiência que marcaria suas escolhas. Os passarinhos cantavam, o dia estava bonito e aí tudo pareceu muito claro, uma sensação inebriante de felicidade o tomou – ele sentia que não era apenas um observador daquela paisagem, mas fazia parte dela. Ele e tudo em volta eram uma coisa só e a nitidez da constatação, não tanto racional, mas sensorial, como que inebriante, o comoveu. Aí, depois, passou. “Como poderia contar a todos sobre aquilo, e na minha felicidade eu queria contar, se não havia palavras para explicar o que vi?”
Este encantamento o levou para a ciência e, em particular, para a química orgânica, a química de animais, de vegetais, de fungos – a química das coisas vivas. Queria compreender. O LSD nasceu de seus estudos com um fungo de cereais, mais comum nos campos de centeio, chamado ergot. Desde a Idade Média que parteiras ofereciam ergot às grávidas para facilitar o parto, mas apenas nos anos 30 estudos mais sofisticados com o fungo procuraram identificar que substância induzia as contrações uterinas.
Quando Hofmann foi trabalhar com os derivados de ergot, o ácido lisérgico já havia sido isolado dentre os componentes do alcalóide que a Sandoz vendia como remédio para parto. Mas era um ácido muito sensível, instável, qualquer manipulação fazia com que a molécula se quebrasse. O desafio era encontrar alguma outra molécula que, juntada a ele, estabilizasse a fórmula. O químico produziu várias combinações possíveis. A 25a variante, o ácido lisérgico dietilamida, ficou pronta em 1938. Era uma molécula tão parecida estruturalmente com a de alguns estimulantes circulatórios que Hofmann chegou a achar que pudesse ter um novo remédio em mãos. Mas os farmacólogos da Sandoz a testaram em animais e observaram agitação e inquietação. LSD-25 foi posta de lado.
Muitos remédios nasceram daqueles estudos, de remédios para circulação a remédios para combate à debilitação mental em idosos. E, no entanto, o cientista não conseguia esquecer o LSD-25. Por quê? Outras substâncias que compôs foram largadas de presto – por que não aquela? No dia 16 de abril de 1943, repetiu o processo de anos antes para sintetizar novamente uma pequena quantidade de ácido lisérgico dietilamida. Quando estava purificando a substância, cristalizando-a na forma de um sal, veio a sensação de tontura. Tinha tomado os cuidados que sempre tomava no laboratório. Vieram as mandalas.
O ácido vira pop
Nos anos seguintes, o LSD e outros alucinógenos naturais foram pesquisados por cientistas em todo o mundo. Desconfiava-se que, na verdade, simulavam os sintomas psicóticos. Compreender como funcionavam poderia trazer a cura da loucura – não é mais algo em que muitos acreditem. Mas a divulgação de seus efeitos incentivou que outros os procurassem.
“Tomei minha pílula às onze”, escreveu Aldous Huxley em seu “As portas da percepção”, livro de 1954. “Uma hora e meia depois, eu não estava mais olhando para um arranjo de flores. Estava vendo o que Adão viu na manhã de sua criação – o milagre, a existência nua, momento a momento. ‘São bonitas?’ alguém me perguntou. ‘Nem bonitas, nem feias. Simplesmente são’ - respondi.”
Em 1960, um professor de psicologia de Harvard chamado Timothy Leary, que tinha experimentado um alucinógeno apenas alguns meses antes, começou seus próprios experimentos com LSD. Ao longo da década seguinte, Leary foi expulso de Harvard, largou a ciência e se transformou num dos principais inspiradores da cultura hippie – pelo LSD.
Leary e o pai do LSD só foram se conhecer em 1971. “Seria injusto chamá-lo de um apóstolo do uso de drogas”, escreveu Hofmann em suas memórias. “Ele fazia uma distinção clara entre as psicodélicas, de cujo efeito saudável estava convencido, e os outros narcóticos, como heroína. Minha impressão é de que estava convicto de que tinha uma missão. Defendia suas opiniões com humor, mas sem fazer compromissos. Ele realmente acreditava nos formidáveis efeitos dos psicodélicos e subestimava as dificuldades práticas e os perigos do uso.”
Os dois, o pai do LSD e o popularizador do LSD, nunca se entenderam de todo. Entre as coisas que mais incomodavam Hofmann em Leary estava a ligação entre alucinógenos e prazer sexual, tão em voga nos anos 60. Hofmann achava, e ainda acha, que na popularização de seu filho problemático ele foi vulgarizado. Seus delicados efeitos transformaram-se numa estética pop multicolorida, promoveram um encantamento também pop com religiões orientais, mas as portas da percepção que serviram de tema ao poeta William Blake foram abusadas, tratadas sem o respeito devido.
As portas da percepção
Segundo o livro “From chocolate to morphine”, uma enciclopédia de substâncias que alteram a percepção, os psicodélicos todos têm composições diferentes, mas provocam os mesmos efeitos. Mescalina, cogumelos, ervas diversas e o ácido lisérgico variam na quantidade, variam no tempo da viagem, mas o resultado prático é fundamentalmente o mesmo.
O mecanismo fisiológico do LSD ainda é desconhecido. Parece, de alguma forma, ocupar no cérebro os mesmos lugares que a serotonina, mas isto explica pouco. Há várias teorias e, ainda assim, são teorias de um campo sobre o qual se avança lentamente. Mesmo que se conheça o efeito físico-químico no sistema nervoso central, que substâncias coíbe, quais incentiva, onde atua, ainda assim isto será apenas um mapa de causas e efeitos. Como esta sopa química lança o sujeito noutra dimensão é um mistério.
Em alguns casos, aparentemente, viagens de LSD não têm volta. São a exceção. Uma estimativa do governo norte-americano sugere que 8% da população já experimentou ácido e os casos de quem enlouqueceu são raríssimos. Mas acontecem.
O pecado original do Ocidente é grego. Toda a estrutura do pensamento europeu se baseia na idéia de que o homem é um observador do mundo, que é separado de alguma forma. Ele é racional e desconfia de qualquer percepção que não mediada pelo intelecto. É uma ilusão, evidentemente, uma ilusão íntima da qual não nos livramos com facilidade. O homem separado, observador, desenvolveu uma ciência fantástica e esta ciência criou uma droga maldita.
“Havia em mim uma inocência que só posso chamar de pré-natal”, escreveu o poeta mineiro Paulo Mendes Campos sobre sua primeira experiência com a droga de Hofmann. “Mais fundo, muito mais fundo, em minha soma de carne e espírito, nos espaços ilimitados de meu tempo, suspeitei (vislumbrei? rocei? – o verbo é improvável) a presença duma inocência cósmica, e esta se passava tão longe que nem se pode exprimir. Caso ela fosse atingida, caso talvez eu ousasse, seria uma árvore, a relva, a pedra, a mesa; sem dor e sem medo eu me integraria indescritivelmente no cosmos.”
Um após o outro, cada depoimento de uma primeira viagem de ácido ou de outros psicodélicos parece recorrer, sempre, à mesma idéia de integração com o mundo. Uma percepção de fazer parte do todo que remete às lições de Buda, aos koans do Zen, ou à idéia não de uma força, mas de um algo que une todas as coisas tal qual expressa na filosofia chinesa do Tao. É como se as drogas psicodélicas trouxessem, para um ocidental, aquilo que orientais – ou índios americanos – já têm em suas culturas naturalmente. As próprias mandalas indianas ou os dragões chineses remetem às alucinações despertadas pelo LSD e suas primas.
No entanto, não consta que para o monge budista ou o mestre Zen seja necessário o uso de qualquer substância para atingir aquilo que chamam de iluminação. E Albert Hofmann, que hoje completa cem anos e passa bem, é conselheiro do Nobel, um cientista respeitado, não flutua, tampouco atira flechas com os olhos fechados qual mestre japonês. Não dá muito crédito para a cultura psicodélica e vê com desconfiança o consumo de ácido pela juventude – até porque, muito do que se vende como LSD é só anfetamina, não tem nada do original. Ainda assim, ele é a seu modo um místico. Se suas maiores preocupações têm a ver com o meio ambiente é porque acha que o homem se descolou da idéia de que faz parte do todo.
Em geral, quando se conta a história do LSD, diz-se que Albert Hofmann o descobriu por acidente. Talvez não tenha ingerido da primeira vez propositalmente, é verdade. Mas a ingestão em 43 de uma substância que criou em 38 não é um acidente – é uma busca. E, se ao experimentar os efeitos tóxicos de uma superdose após seu passeio de bicicleta ainda assim não a abandonou, é porque, intuitivamente, ele sabia o que tinha encontrado. Sabia porque, numa certa manhã de maio em sua infância, sem ingerir absolutamente nada, encontrou abertas as portas da percepção.
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nsca,
lembre-se do princípio de Heisenberg, hello.
confetti,
Salinas e salenas. Boas!
escreve cj….o principio de heisenberg
cj ballantyne,
Tenho de sair agora, não dá mais.
Depois falaremos, OK ?
sabe que o native american church , mais de 200 mil membros,tem uma derogaçao de lei, autorizando o uso de mescalina em seus sacramentos ? até hoje….
Bom, nem vou entrar nesta de discutir LSD ou outras coisas. Alguns descambam prá filosofia barata, outros para matérias do Almanaque Sadol e os mais pervertidos vão começar a citar paulo coelho.
“realidade é isso, não é aquilo” ou pior “realidade é aquilo e não isso” e daí vai que daqui a pouco qualquer cachaceiro destes caidos pela sarjeta vai ser alçado à categoria de pitonísia, de arauto “do outro lado” e por aí vai.
Já experimentei praticamente todas as drogas que passaram pela minha frente e nenhuma delas apresentou nenhum motivo para outra dose. Sem exeção, passado o efeito, não ficou nada de útil ou interessante, apenas a sençassão de que fui um otário.
Esta é a vantagem de ser obtuso, meio ( ou muito) burro e principalmente feliz com a realidade que se tem: Não precisamos comprar outras “realidades” efêmeras. A realidade que eu gosto está ao meu redor e não circulando por minhas artérias nem me embotando o cérebro…
Confetti, lembre-se que aqui tem o Daime e a União do Vegetal. Os dois grupos usam ayahuasca (caapi + chacrona) em seus rituais.
josua, inimitavel….tipo, vc é uma certa realidade …
Chesterton me pareceu um pouco reacionário ao papo inteiro. Chesterton, pergunto sem maldade: já teve experiências com LSD? Eu nunca tive, mas não me sinto na posição de excluir categoricamente a possibilidade de que ele gere estados expandidos de consciência. Na verdade, eu sei que ele gera, por experiências com outras coisas que deixaram isso claro.
Mass…pode lesar sim, vi mais de uma pessoa ir e não voltar, ou ficar pela metade do caminho. Hoje em dia é mais raro, pq o tal do doce é um pouquinho de LSD com muita anfetamina. Mas ainda há o puro - a gota ou o cristal, esses sim pancadas. E anfetamina não faz ninguém ir e não voltar, só se for um caso crônico, estilo Requiem for a Dream. Se não, é só uma aceleração desnecessária, tipo muitos Red Bull.
PD, acho que os efeitos de mescalina, LSD, DMT, cogumelos, etc. são razoavelmente diferentes. Alguém com experiência em todos para relatar?
discipulos distantes de castaneda…vi falar neles ! mas o native church tem mais representatividade, tem registro de comercio e tal…
““realidade é isso, não é aquilo” ou pior “realidade é aquilo e não isso” e daí vai que daqui a pouco qualquer cachaceiro destes caidos pela sarjeta vai ser alçado à categoria de pitonísia, de arauto “do outro lado” e por aí vai.”
KKKKKK
O princípio de Heisenberg, simplificado (e exagerado): a própria observação altera o objeto observado.
josua eu te amo pra caralho ! teclado fresh assim , so vc….
maneiro esse principio…chest vai desconstruir todinho…))
bruno, o syd barrett nunca voltou..
confetti, não diga jamais a um matemático que a realidade não é matemática… porque, ao que parece, matemática ela é sim.
Mas não é cartesiana =)
Estamos falando a mesma coisa, tenho a impressão. A impressão que temos da realidade varia. Varia de pessoa a pessoa e varia em nós mesmos, dependendo de nosso momento de vida. Mas isso é a interpretação que fazemos da realidade. Como a percebemos. Não é a realidade em si.
PD, permita-me discordar.
A realidade não é uma só, não. Ela está sempre mudando; é constantemente feita e refeita ao sabor do devir histórico.
A realidade não pode ser UMA pelo simples fato de que ela é também — vou frisar: também — um produto do vocabulário que os homens usam para descrever ao mundo e a si próprios. O homem não apenas vive numa realidade já dada: ela também a cria, sem cessar.
Nossos vocabulários mudam — sempre mudaram, e sempre vão mudar. Supor que haja um metavocabulário capaz de dar conta de tudo, que consiga abarcar todos os fatos e fenômenos que dizem respeito ao que é humano, é supor que as possibilidades cognitivas e criativas dos homens é finita. E nada, até aqui, nos autoriza a pensar desta forma.
Pelo contrário. Já estivemos expostos a outros vocabulários, que também foram considerados finais em suas épocas, e que depois foram abandonados. A realidade na Grécia antiga era atravessada pelo pensamento mítico. Na Idade Média, era impensável uma “realidade” que não fosse tocada por Deus. No século das luzes, a “realidade” implicava, entre outras coisas, no reconhecimento de que era possível reconhecê-la enquanto tal, dado que o homem era um ser racional — idéia esta que começou a cair por terra quando Nietzsche e Freud nos ofereceram um outro vocabulário através do qual podemos e devemos pensar o Homem. O quê então nos permite supor que o vocabulário que usamos atualmente seja o último, o final, o perfeito?
Mas minha insistência no fato de a realidade ser também criada contínua e incessantemente é motivada por uma outra questão: se acreditarmos que a realidade é somente aquilo que existe no mundo natural, aquilo que independe de nossos estados mentais e está fora do devir histórico, então isso significaria que uma árvore, um peixe ou grão de areia é “mais real” do que o terror stalinista? Como então faríamos para atestar, com o máximo de objetividade que o nosso vocabulário científico atual nos permite alcançar, o grau de “realidade” de um determinado fenômeno?
Abs,
ACT
Bruno, quimicamente são todos diferentes. A informação que colhi de que o resultado é o mesmo pesquei da enciclopédia que cito — e que é bem boa.
Antonio — você não está falando da realidade.
Está falando de como nós, humanos, vemos a realidade.
Fala-se que para Maria Sabina, uma “especialista” em cogumelos e peiote muito conhecida desde os anos 50 e falecida em 1985, a experiência com cogumelos deveria ser realizada sempre com um guia ao seu lado, já que haveria muitos perigos na viagem, que poderia ser bastante ruim. Já com o peiote não era necessário alguém muito próximo, pois dentro do peiote habitaria um guia que estaria ao seu lado durante a jornada…
Confetti, justament - Syd Barrett = LSD. LSD é muitas vezes sem volta sim. Disse que anfetaminas são mais difíceis, pode deixar maluco sim, mas demoooora…o cara tem que insistir. Aliás, conheço estudantes de medicina que passaram a faculdade inteira brincando e continuam sanos.
Já uma gota pode levar o cara na primeira para a terra média. Há até alguns casos aí em cima e outros bem públicos, em especial daquele pessoal dos anos 70 que não tinha muita dimensão das possibilidades.
Aiaiaiaiaiaiaiaiai!!!
Lá vem o PD relativisando a realidade.
Qualquer um - independente de cor, raça, ideologia ou humor que for atingido por um raio estará REALMENTE MORTO, independente de como ele interpreta o raio.
Pode até ser que o pensamento do PD sirva para algumas poucas coisas, mas 99.99% das vêzes, as pessoas normais tem a mesma realidade.
Bom né, agora se alguem começar a discutir o que é “normal” ao mesmo tempo que discute-se o que é “realidade” e onde entra uma cafungada de coca nisso tudo eu desisto…
Ricardo Cabral, conheço essa história. Imagino que valha pra turma da cultura da Maria Sabina.. mas eu não embarcaria numa viagem dessas sem guia experimentado =)
@166: como nós, humanos, vemos a realidade não deixa de ser um componente do real.
Brancaleone, tá cheio de gente atingida por raio que continua viva por aí, pra você ver… =)
PD, não há forma de tratar da realidade deixando-nos de fora. Avaliá-la, descrevê-la, estudá-la, negá-la ou seja lá o que for é estar implicado nela.
Não existe “fora” da realidade, assim como não há o ser E o mundo, mas o ser-no-mundo, desde sempre.
cj ballantyne: claro que sim. é um componente do real.
mas não é o real ;-)
acho uma perigosa ilusao pensar que somos limitados pela percepçao…..realidade é prisma, desmultiplica
boss trackbaqueando legal…)))
ich rc !! me disse que tinha compromisso ha uns 40 mnts….))
Um bife é um bife e pronto.
Nós o vemos dum jeito. O cachorro o vê de outra maneira, aliás o cão mais cheira que vê, enquanto um cozinheiro o vê de maneira ainda mais diferente. Não importa. O bife continua sendo um bife não interessando quem ou o que o vê.
Esta estória de que a realidade é o que queremos que seja, é mesmo um puta dum ego humano que se acha demais…
Detesto ter que falar isso gente, mas o universo não tá nem aí para nós humanos nem para este planetinha. Se alguem aqui acha que o universo gira ao redor do seu umbigo, sinto muito informar que não é assim.
well….eu já tomei chá de zabumba uma vez. Não é um cogumelo, estando mais para um florzinha muito bonitinha. Foi na Bahia, mais precisamente em Juazeiro.
Tomei só uns 2 goles e eis o efeito: dormência no corpo, sensação de levitação, visões do apocalipse de cada um ( no meu caso, feras ,aranhas, animais demoníacos,), sensação de “alguém me observando” (nóia), boca seca e o diabo a quatro. Ouvia até uma agulha cair a 100 metros. Lá por uma tantas eu devo ter visto o satanás ou a sogra dele.
Nunca mais quis saber dessa ‘”realidade” ou “percepção” da realidade. Prefiro sexo mesmo.
PD:
Seu comentário 172:
Já não basta o rôlo que tá aqui e voce me vem com estatística?
Voce entendeu o que eu quiz dizer com a estória do raio…
Ricardo Cabral, claro que fazemos parte da realidade e que, para nós, não há realidade se não através de nós.
Mas que ela é o que é, lá isso ela é ;-)
PD
Tóca logo prô comentário do “2001, Uma Odisséia no Espaço”…
exato Claudio 124, mas LSD não tem nenhuma ação comprovadamente útil ao cérebro. O que existe é a ideologia da “ampliação”, isto é os caras alucinam e acham que enxergaram mais longe. Não, existem testes objetivos para determinar a capacidade cerebral e se uma droga aumentou ou prejudicou esta capacidade. O resto é pura poesia.
PD disse - Aquilo que nós costumamos chamar de experiência mística, uma percepção íntima e não intelectual de que fazemos parte do todo, também é parte da realidade. Algumas drogas em alguns momentos ajudam, sim, nessa percepção.
Realidade é uma coisa, alucinação é outra coisa.
chesterton= uma afirmação destas precisa de provas, não de testemunhos de adeptos. Até agora, que eu saiba, nenhum drogado conseguiu se comunicar com o criador, ainda que tenha tido esta impressão…..rs
bando de junkies malditos. Fosse o Brasil um país sérios vocês já estariam todo presos por um tirano a la Edgar Hoover!
:-)
PD disse= Mas, em meio às alucinações, podemos ter uma experiência diferente da realidade que dá pistas sobre uma parte dela que não costumamos perceber.
chest- isso é puro wisfull thinking, não há qualquer evidencia de que isso seja possível. Aí reside o problema, as pessoas tem fé nessa história, fé é da esfera religiosa, não da esfera científica. PD é religioso, da Igreja Lisérgica?
137 Antonio,
Vc diz que “ganha quem melhor conseguir interpretá-la [a realidade], aquele que mais perto chega dela, a verdade.”. Mas se a realidade é objetiva, dura e fria como vc afirma, então a rigor não haveria necessidade de interpretá-la.
chest- sim, ela está lá, mesmo antes de ser descoberta, ela está lá, fria, paradona…
josua, mas o bife ( beurk!) é uma realidade para o cachorro e é outra realidade, diferente , pra você ! o bife sem a percepçao do cachorro ou a sua, simplesmente nao existe !
Ah, PD, tive um professor de neurofisiologia — referência mundial nos estudos sobre memória, tenho muito orgulho de ter estudado com ele — que morou alguns meses na comunidade da Maria Sabina. Ele foi pra lá em 1968, fugindo dos militares, que massacraram centenas de estudantes (vários eram colegas dele) na batalla de Tlatelolco. Inicialmente ele foi na onda da porralouquice, mas chegando lá, o barato foi bem diferente. Dentro do esquema da Maria Sabina, ele comentou que foi uma experiência importantíssima para o seu desenvolvimento pessoal, e que como ele, muitos europeus e americanos — muitos hippies, alguns antropólogos e até físicos — tb tiveram experiências riquíssimas, mesmo que nenhum deles pertencesse aos huicholes, aos tarahumaras ou aos tepehuanes, para citar alguns. (Aviso que esses grupos eu não os sabia de memória, fui catar num livro que tenho.)
Mas não precisa ir tão longe. Participar de um ritual do Daime pode ser uma experiência fascinante, desde que o propósito não seja simplesmente “ficar doidão”, o que seria um desperdício danado, fora o desrespeito com a crença alheia.
Toda interpretação é em alguma medida subjetiva
chest- vou aprimorar, toda interpretação tem o componente subjetivo do autor dela.
O maior esforço do cientista é neutralizar esta subjetividade (a própria)
Me lembrei duma filosofança bem furrepa que acho que é de algum daqueles gregos antigos:
“Se uma árvores cai na floresta e ninguem a vê cair ou caida, ela realmente caiu?”
Pelamordedeus gente!! É claro que a p… da árvore caiu!! Tudo bem que nenhum membro duma determinada espécie de macaco mais evoluido que as outras viu a m… da árvore cair, mas isso não significa que ela não caiu. Caiu sim e fez um barulhão dos diabos.
E quase mudando de assunto, mas falando de drogas e realidade:
A noção de realidade do “phenômeno” tava meio alterada no motel, ou eram os travecos que estavam vivenciando uma realidade distinta daquela constante nas carteiras de identidade dêles no item “sexo”…
MEUS AMIGOS, o fato de eu não ser SUBJETIVISTA não quer dizer que não possa reconhecer que muitos de meus atos sejam subjetivos, são coisas diferentes. Esta falacia é muito simples para eu achar que não houve ma fé por parte de vocês. Eu tenho o lado subjetivo, mas não sou subjetivista - porque ser subjetivista é outra coisa.
eu tenho meu nick gravado no automatico em 3 PC diferentes, para que você possam identificar onde estou, ao trabalho.
Chesterton-Dracul- El Cid, o irado, você tem razão, seria preciso provar para ter base científica.
Como disse, jamais tive uma experiência lisérgica. Nunca experimentei LSD.
Mas o fazer parte do todo, esta sensação, está em nós e sempre há aquele momento, às vezes com estímulo químico, às vezes não, em que percebemos. Daí, nossa percepção do mundo estará para sempre alterada. Porque vimos algo ali. Percebemos uma coisa diferente. E é claro que esse papo parece místico =)
Mas não vejo esse tipo de experiência como algo que deva ser cultuado, tampouco como algo sobrenatural. É uma experiência natural. Estamos evidentemente equipados para tê-la e muita gente a tem. Talvez sequer seja uma experiência transformadora, já que a maioria de nós não muda tanto assim após ter tido a sacada.
Mas que ela existe, ah isso ela existe ;-)
(E eu desconfio que você sabe disso.)
Mas então o que é “A realidade” na sua opinião, PD?
Ricardo Cabral, mas ele fez com gente acompanhando, não foi? Orientando a viagem? Acredito que transforme, sim. Mas o fato de ele ter se retirado de seu mundo e se metido no mundo dela, da cultura dela, certamente fez diferença.
Eu não tomaria peyote em Copacabana para depois dar um mergulho no mar ;-)
145 Nasca- EXATAMENTE!
Bruno // 30/April/2008 às 18:30
Chesterton me pareceu um pouco reacionário ao papo inteiro
chest- Bruno, eu sou completamente reacionario, reação ‘a burrice principalmente. Mas o que tem isso a ver com o assunto?
Chesterton está por fora, estou com o PD! Para que conste em ata, eu já vi fadas. Foi uma vez só, estava under the influence e no meio da floresta, mas uma bela elemental de cabelos loiros me deu o que posso chamar de um passe energético, hahaha. Foi bem, bem real. Difícil dizer qual a fronteira entre alucinação e realidade. Só pq uns não vêem não é real? Ou pq eu vi é? Acho nesse campo o relativismo mais seguro. Sei que há muita coisa real que está fora do alcance dos estados de consciência em que normalmente estamos, e que não deixam der ser reais por causa disso.
E gnomos, alguém já viu?
mas tem gente que pode tomar um ecsta, entrar no metro e so conseguir sair de la 10 horas depois, completamente sereno…o stress urbano nao cortou o barato nem impediu as mil percepçoes psicodélicas da tal pessoa…..
cj ballantyne // 30/April/2008 às 18:35
O princípio de Heisenberg, simplificado (e exagerado): a própria observação altera o objeto observado.
chest- em física quantica sem dúvida, mas ao observar um cometa, seu uísque paraguaio, você altera a órbita dele?
kkkkk
antonio 167
A realidade não é uma só, não. Ela está sempre mudando; é constantemente feita e refeita ao sabor do devir histórico.
chest- nessa frase há uma contradição . Se a realidade é mais de uma, porque você falou ela está sempre mudando em vez de elas estão sempre mudando?
se eu nao fosse uma ignorante, ia poder restituir a teoria da percepçao do meu querido merleau ponty….))
Eu não tomaria peyote em Copacabana para depois dar um mergulho no mar ;-) PD (#199)
Bom, nisso eu concordo!
cj ballantyne // 30/April/2008 às 18:52
@166: como nós, humanos, vemos a realidade não deixa de ser um componente do real.
chest- 51, cachaça batizada, se você escrever um livro sobre esta experiencia, ainda que chegue a conclusões erradas, o livro faz parte da realidade. Como um erro, mas faz parte. Mas enquanto estiver como idéia na sua cabeça, é pura imaginação.
Chesterton, sejamos zetéticos, não dogmáticos. Ao fechar-se para uma forma de conhecimento advinda de experiências que você aparentemente não teve (e que, não obstante, você tenta deslegitimar), você limita suas possibilidades de discussão.
Não uso drogas, nem mesmo lícitas, mas sei que é possível extrair conhecimento de experiências com elas. Não reconhecer isso me parece, para replicar o seu wishful thinking, short-sighted.
confetti // 30/April/2008 às 18:57
acho uma perigosa ilusao pensar que somos limitados pela percepçao…..realidade é prisma, desmultiplica
chest- confa, você está boiando noassunto….
realidade é una, nós é que somos limitados.
ja disse : realidade nao é matematica !
181, brancaleone, estou contigo.
a matemática é a linguagem do universo.
confetti // 30/April/2008 às 19:11
josua, mas o bife ( beurk!) é uma realidade para o cachorro e é outra realidade, diferente , pra você ! o bife sem a percepçao do cachorro ou a sua, simplesmente nao existe !
chest- meu Deus confeti, estás alucinando. O bife, é um bife, é um bife….
:-D
confetti, nesta eu estou com o Chesterton-Dracul- El Cid, o irado… a matemática é a linguagem do universo.
[Aliás, provavelmente é a linguagem do nosso cérebro também =)]
PD 197, a que tipo de experiencias misticas você se refere?
si, porque este papo de ampliação da percepção tem que ser definido.
Hiperacusia, algiacusia, como no lança perfume? Isso é dor, ninguem escuta melhor por causa desse tipo de amplificação
Fotofobia? Sim, porque o aumento da percepção ‘a luz causa dor, o cara não enxerga mais longe, ou vê no escuro, sente dor na presença da luz.
Hiperalgesia?
Hiperestesia? Sim, o cara sente formigas pela pele, e não tem uma “sensibilidade” ( provavelmente estão falando em sensibilidade artística quando na verdade sentem aranhas pelo corpo, é juito engraçado)
Hiper olfação? O cara adquire olfato de cachorro, ou começa a sentir cheiro de merda? Come merda achando que é um bolo de chocolate?
que tipo e amplificação alucinada é esta que vocês crêem vantajosa para o usuário de drogas que ampliam a percepção para uma nova relaidade onde…we are the world, cantem comigo….
A pegadinha é boa, Chest — mas ineficaz, creio.
Não há contradição; somente uma escolha estilística que não altera em nada o desenvolvimento do meu raciocínio.
Mas, vá lá, vou entrar na sua onda.
Se eu disser “as realidades estão sempre mudando”, vc passará a me chamar de maluco. Ou relativista, o que para vc dá na mesma. Certo — que assim seja. Pois eu sinceramente não consigo acreditar que a realidade seja algo absolutamente independente do Homem, fora do tempo e das contingências históricas. Não consigo acreditar que a realidade tal qual eu a vivo seja rigorosamente idêntica à realidade de um nativo de uma tribo qualquer do interior africano — alguém cuja idéia de tempo, por exemplo, não é linear como a nossa, mas circular.
ACT
puxa, estou sendo atacada por bifes e matematica….(
insisto portanto em minha percepçao de realidadeS…
por isso quando você acha que está vendo uma fada, depois de usar drogas, na verdade tem um negão comendo seu rabo, porque se cu de bêbado não tem dono, cu de drogado é do negão que compartilha sua cela na delegacia.
we are the world….
Mas peraí, PD — o universo não é capaz de nos propor uma linguagem. O universo não “fala”; nós é que falamos por ele. O fato de o vocabulário newtoniano nos permitir fazer afirmações mais acuradas do que o aristotélico não significa que o mundo “fale” newtoniano. A matemática é uma criação humana, não um dado da natureza. Ela é um instrumento que nos permite fazer afirmações e previsões formidáveis sobre o universo, mas daí a dizer que o universo se exprime através dela vai uma distância enorme.
Cara, tô chegando a conclusão de que vc é um senhor metafísico! :-)
abs,
ACT
Chesterton-Dracul- El Cid, o irado, é algo além das alucinações… não é nada que você vê, que ouve ou que sente com o tato. É uma percepção. Uma sacada. A noção de que você faz parte do mundo e que o mundo está em você. Que você não é uma entidade separada, um eu que lida com o universo exterior… você e o universo são parte do todo.
As mandalas são fichinha. A grande experiência mística-metafísica é essa.
Pois eu sinceramente não consigo acreditar que a realidade seja algo absolutamente independente do Homem, fora do tempo e das contingências históricas.
chest- mas você é difícil, realidade que fiscutimos não é a realidade histórica, o relato aceito dos fatos do passado, que com revisionismos muda a toda hora. A realidade em si existe e é uma só, mesmo que tente escondê-la.
Antonio — Você foi além do que eu consigo ir. Entendo o que você quer dizer mas tenho dúvidas.
Desconfio que o homem descobriu a matemática. Ela está no universo. Ele não a inventou.
Mas isso é para gente que entende de filosofia muito mais do que eu. (Aliás, gente que entende de filosofia mais do que eu não é nada difícil de encontrar.)
PD disse- É uma percepção. Uma sacada. A noção de que você faz parte do mundo e que o mundo está em você. Que você não é uma entidade separada, um eu que lida com o universo exterior… você e o universo são parte do todo.
chest- o Airton Senna dizia que ao sair do tunel de Monaco umas coisas assim, e o Piquet falava que isso era coisa de viado…..sei lá. Você viu aquele filem do garoto-robô, do Spielberg, em que os alienigenas ao tocar um ao outro transmitiam todo conhecimento? Será que você não anda vendo ficção científica demais?
que que é isso, existem constantes matemáticas universais, álgebra é ensinada em alfa-centairi igualzinha a da terra, eu sei porque eu fui lá …..(kakakakakakakaka)
Desconfio que o homem descobriu a matemática
YES!
Mas isso é para gente que entende de filosofia muito mais do que eu. (Aliás, gente que entende de filosofia mais do que eu não é nada difícil de encontrar.)
chest- PD, cuidado com os enganadores, filosofia tem que ser simples e mastigavel, se você não entendeu, há 99% de chance de ser picaretagem.
chest, mas eu acho incrivel vc ter tanta certeza, afirmar e exigir que se concorde com seu ponto de vista ! realidade é filosofia, percepçao, fisica instavel, os cambaus, mas nao é matematica !! para ca arrogancia….
deixa para lá, confa.
ui
o pastor raivoso do Obama veio com esse papo de hemisferio direito do cérebro e hemisferio esquerdo, que os europeus iriam ver só o que era bom para a tosse, porque o século 21 seria dos cérebros africanos (que na cabeça dele são o oposto do cérebro dos europeus).
Agora, como é que ainda alguem se filia a uma besta quadrúpede como esta?
PD, discordamos em quase tudo nestes comentários, então — menos que tomar um peiote em Copa e dar um mergulho no mar seja uma boa idéia!
E Chest, vou te falar uma coisa…
Vc gosta de jazz? Curte Miles Davis, Mingus, Charlie Parker?
Você (e a maior parte da sociedade) condena as drogas, mas adora certas coisas que simplesmente não existiriam sem elas. Jazz, por exemplo. Nunca teria chegado aonde chegou, ou alcançado as sonoridades que alcançou, não fossem os estados alterados da mente. Charlie Parker era viciado em heroína. Mingus tomava LSD. Miles Davis encarava heroína, LSD e o que mais parasse na frente dele.
Isso pra não falar na maconha. Todo músico de jazz é maconheiro, até que prove o contrário.
Claro, não estou dizendo que o sujeito precisa necessariamente das drogas para fazer boa música — ou qualquer outro tipo de arte. Mas se vc, como eu, toca algum instrumento (violão, no meu caso), então sabe o quê uns três tapas num bom baseado pode fazer pela sua percepção e criatividade musical.
Então relaxa aê…
ACT
Conversa comprida e complexa. Muita gente discorda de Nietzsche e da idéia de um pecado original grego e mais precisamente socrático, digamos assim. Por favor, sem piadas. Pra quem tiver paciência, o link meio aleatório é pra resenha de livro de Rémi Brague (não aleatório!). http://www2.nysun.com/article/54090.
1.mas adora certas coisas que simplesmente não existiriam sem elas. Jazz, por exemplo. Nunca teria chegado aonde chegou, ou alcançado as sonoridades que alcançou, não fossem os estados alterados da mente.
2.Claro, não estou dizendo que o sujeito precisa necessariamente das drogas para fazer boa música — ou qualquer outro tipo de arte.
chest- você notou algum problema aí? Como é que você quer ser levado à sério se se desdiz na frase seguinte?
Jazz careta? Procure Joscho Stephan no youtube. Ou então Claude Bolling e Jean Pierre Rampal. E pare de dizer besteira que show de drogado nem Tim Maia dá para aguentar.
como disse, fui criado no ambiente de drogadso, era porque tocava baixo numa banda “progressiva” e a oferta era constante. Mas, não de quem tocava, só dos idiotas que circundavam, uma cambada de desocupados. Ninguem fez ou tocou música de qualidade drogado, isto é um mito de adolescente.
O vocalista do Jethro tull, Ian Anderson, numa entrevista desancou esta turma e eu me senti em boa companhia.
http://www.youtube.com/watch?v=9_jzSv7G6vQ&feature=related
vê se tem cara de drogado…se fosse nunca conseguiria esta velocidade.
http://www.youtube.com/watch?v=9_jzSv7G6vQ&feature=related
cliquem no meu nick, que tem um clipe legal
Que mania de enxergar contradição onde não existe, rapaz.
O que eu disse é que não há um determinismo na relação drogas-arte. Traduzindo: o uso de drogas não é uma condição sine qua non para a criatividade artística. Há uma penca de outros grandes músicos de Jazz, além destes que vc mencionou, que nunca usaram nada.
Isso, contudo, não apaga o fato de que as drogas prestaram (e, ao que tudo indica, continuarão prestando) bons serviços à criatividade de alguns artistas — como o Miles, o Parker, o Mingus. E, me desculpe, mas me parece que eles levaram o Jazz bem mais longe do que, por exemplo, o Claude Bolling ou o Jean Pierre Rampal.
Mas… cuméqueé? “Ninguem fez ou tocou música de qualidade drogado”? E o Clapton? Hendrix? Morrison? Ah, já sei: só compunham nas clínicas de reabilitação, e nunca deram um show que prestasse!
ACT
Ian Anderson disse também que não gostava da música dos países de clima quente. Em que estado alterado de consciência ele estava quando disse isso?
Ainda sobre música. Dizem que John Lennon em suas viagens de ácido passeava por Londres a bordo de um Rolls Royce. Muito pouco contracultural essas viagens.
Jazz?
Virou uma zona. Hoje em dia qualquer coisa ( qualquer coisa mesmo) que parece mesmo que remotamente com música é chamado de jazz. Qualquer um que toca um tambor nos cafundós das selvas africanas diz que “teve influências jazzisticas”. Aborígenes australianos que tocam aqueles tubos podem alegar que “são influenciados pelo jazz”. Jazz virou panacéia musical.
Agora pior mesmo é virem dizer aqui que músico bom é músico chapado!!!
Olha, me adescurpem de dizê, mas tem gente no mundo capaz de produzir arte de qualidade sem necessariamente estar “doidão” ou como dizem alguns aqui “em estado alterado de conciência”.
Não sei quanto a voces, mas eu prefiro apreciar arte feita por gente normal…
meu amigo, Jimmy Hendrix deu uma bosta de show por causa das drogas, ninguem ouvia coisa com coisa. Só ficava xingando o baterista e o baixista. Você confunde as coisas, tente tocar um instrumento drogado paa ver no que dá.
Clapton reconheceu que as drogas destruiram sua criatividade, alguns cantores tentavam disfarçar, mas mesmo Morrisson drogado só fez merda, cambaleando de um lado para outro.
O que ocorre é que grande parte do publico assistente estava tb completamente drogado e não percebeu a diferença.
Mas não dá para discutir isso a´sério, a menos que você seja uma criança e eu tenha que desenhar para você entender.
A matemática é só uma ferramenta que utilizamos para compreender o que chamamos de linguagem do universo.
Temos essa necessidade de analisar, classificar, quantificar para compreendermos a realidade. Uma das ferramentas que utilizamos é a matemática.
e olah que eu gosto da drogada da época, a Wine house, mas drogada ela não presta para nada.
http://www.youtube.com/watch?v=vcTCst2Z-fo&feature=related
trio rosemberg, olhe.
Rosenberg Trio - Amigo Claudionorcruz
Tá, eu não toco instrumento nenhum, mas usando um exemplo diferente:
O Sexo. Eu trepo até que bem, mas vamos supor que numa destas trepadas eu uso alguma porcaria que melhora mais ainda meu desempenho. No “depois” quando ela pergunta “daí? gostou??” eu respondo ” sim, nós gostamos!!” e ela intrigada ” Nós?? como nós?? só vejo voce!!” e eu tenho que responder ” Eu e um pézinho de maconha…”
Fala sério. Se o cara precisa de droga para ser melhor, então ele não é bom …
Existe ALGO no universo que nós chamamos constantes matemáticas universais.
Podemos operar com essas constantes e obtemos resultados coerentes.
Ainda sobre liberdades
Acho compreensível que não se entenda o que é estado de direito. O Brasil é mesmo bagunçado nessa área. Existe uma lei de combate às drogas que considera crime a apologia de substâncias consideradas ilícitas. Pode-se discordar dela, é claro, assim como o MST discorda da propriedade privada, e muita gente discorda da lei que criminaliza o aborto. A questão é saber o que você faz da sua discordância. Lembro que são leis votadas na vigência das liberdades democráticas.
Aqui e mundo afora, há muita gente que discorda dos limites socialmente impostos. Toda causa, em princípio, é defensável? Eu acho que não! Definitivamente, não. É claro que há nisso escolhas. Eu fiz as minhas. Tudo somado e subtraído, há nelas um fundo, digamos, arbitrário mesmo. Fazemos opções que consideramos que contribuem para o mundo melhorar ou piorar.
Tenho pra mim que boa parte dessa militância em favor da descriminação das drogas é motivada pela certeza íntima de que isso jamais vai acontecer. E essa certeza confere a seus prosélitos um certo charme de resistência, como se aderissem a uma opinião ou a um comportamento na contramão do establishment. Eu duvido que alguém queira experimentar o inferno da droga — maconha, cocaína ou qualquer outra — em qualquer esquina, ao alcance de adolescentes.
De fato, acho essa questão, dados os desafios do mundo, de uma frivolidade estupidificante. Imaginar que o Brasil poderia liberar, sozinho, o consumo de drogas como medida eficaz contra a violência é, perdoem, cretinice. Dada a impossibilidade, o sujeito continua “livre” para escolher se consome drogas ou não. Se consumir, não depende da sua vontade integrar ou não a cadeia do crime: integra.
Fazer proselitismo dessa condição, penso, é inaceitável. Sim, essa é a minha escolha.
Por Reinaldo Azevedo
Ainda sobre liberdades
Acho compreensível que não se entenda o que é estado de direito. O Brasil é mesmo bagunçado nessa área. Existe uma lei de combate às drogas que considera crime a apologia de substâncias consideradas ilícitas. Pode-se discordar dela, é claro, assim como o MST discorda da propriedade privada, e muita gente discorda da lei que criminaliza o aborto. A questão é saber o que você faz da sua discordância. Lembro que são leis votadas na vigência das liberdades democráticas.
Aqui e mundo afora, há muita gente que discorda dos limites socialmente impostos. Toda causa, em princípio, é defensável? Eu acho que não! Definitivamente, não. É claro que há nisso escolhas. Eu fiz as minhas. Tudo somado e subtraído, há nelas um fundo, digamos, arbitrário mesmo. Fazemos opções que consideramos que contribuem para o mundo melhorar ou piorar.
Tenho pra mim que boa parte dessa militância em favor da descriminação das drogas é motivada pela certeza íntima de que isso jamais vai acontecer. E essa certeza confere a seus prosélitos um certo charme de resistência, como se aderissem a uma opinião ou a um comportamento na contramão do establishment. Eu duvido que alguém queira experimentar o inferno da droga — maconha, cocaína ou qualquer outra — em qualquer esquina, ao alcance de adolescentes.
De fato, acho essa questão, dados os desafios do mundo, de uma frivolidade estupidificante. Imaginar que o Brasil poderia liberar, sozinho, o consumo de drogas como medida eficaz contra a violência é, perdoem, cretinice. Dada a impossibilidade, o sujeito continua “livre” para escolher se consome drogas ou não. Se consumir, não depende da sua vontade integrar ou não a cadeia do crime: integra.
Fazer proselitismo dessa condição, penso, é inaceitável. Sim, essa é a minha escolha.
Por Reinaldo Azevedo
Por mim, o governo deveria distribuir drogas aos dependentes, de forma gratuita e sem necessidade de receita, desde que antes misturasse estricnina…
muito radical….
Mas inegavelmente eficiente do ponto de vista capitalista.
Mortos não consomem.
Sem consumo, não existe produção nem comércio…
O Timothy Leary disse alguma vez que as “drogas enlouquecem principalmente quem não as usa”.
Tinha razão. Está aqui o nosso camarada Chesterton como prova.
(Calma Chest, não há porque ficar nervoso. Felizmente a realidade é subjetiva: esta é só a minha opinião, e vc não precisa concordar com ela. :-)
Veja o Bill Clinton, por exemplo. Dava um doiszinho, tocava um sax, charutava a estagiária — enfim, um sujeito normal, com quem a maioria das pessoas teria prazer em tomar uma cerveja num bar e trocar uma idéia. Bem diferente do caubói ex-bêbado Bush, espécie de Eurico Miranda no comando da nação mais poderosa do mundo — só que ainda mais arrogante, tacanho, e desinteressante.
Um baseadinho faria bem ao Bush, caso ele tivesse a altitude mental para saber apreciar os efeitos.
(Perdoem o tom fanfarrônico. mas é que o vinho começa a fazer efeito…)
Abray,
ACT
Minha Budweiser não tá fazendo efeito nehum. E aquele vinho argentino que deixei pela metade na geladeira não é dos melhores.
O Timothy Leary disse alguma vez que as “drogas enlouquecem principalmente quem não as usa”.
Tinha razão. Está aqui o nosso camarada Chesterton como prova.
chest- idiotia crônica.
nao associe droga imediatamente com crime, trafico, destruiçao, loucura, dependencia, mortos e feridos ! sem fazer apologia e ja sabendo de cor algumas reaçoes, na europa a droga é vista com mais “normalidade” …alguns paises ja liberaram o uso, sao exemplos conhecidos ! andando por uma rua em amsterdam, altas horas da noite, nao precisa ter medo de nada….muita gente “chapada” e “normal”, ninguém agride, ninguém rouba, ninguém enlouquece nem representa riscos…
e cada vez mais gente planta sua canabis discretamente em casa, eliminando o trafico ! usar droga se transforma em uma escolha, individual… grow your own…
claro, ninguém planta cocaina em casa, mas isso ja é uma outra historia !
ha sim, bem mais tolerancia aqui que ai…
pedradas…
Antonio:
É isso aí. Mas é inegavelmente melhor ( ou pelo menos mais inteligente) ficar doido às próprias custas que servindo a um pézinho de canabis.
Mas resumindo e saindo:
Minha vida é boa e feliz o suficiente ao ponto de poder dispensar felicidades químicas…
E agora, em estado normalíssimo e feliz de consciência, vou para o open…
act, tbm relaxei : aqui em casa rolando uma soirée interminavel mas simpatica e com bom vinho…))
2h30 da madrugada, rolando…
“estado normalissimo e feliz da consciencia” dito assim parece desprezo….com quem esta normalissima e feliz tendo tomado umas taças de vinho….))
Fiz aí um comentário com link para resenha de livro de Rémi Brague, mas parece que não entrou. Em duas palavras: essa noção de um “pecado original grego” não é dogma de fé. A noção de homem integrado ao cosmos conviveu sem problemas com o pensamento da antigüidade clássica e da Idade Média; por vários motivos foi se estiolando mais intensamente a partir dos séculos XVI/XVII. O Brague lembra que naquele período clássico e medieval “a sabedoria pela qual o homem é ou deve ser aquilo que é era uma ´sabedoria do mundo´”, mundo/cosmos. Na história das idéias, esse período é um bloco hoje em dia fácil de discernir (Nietzsche certamente o fez, de seu ângulo mais próximo da idéia de um “pecado original grego”, para usar a expressão do PD. Na verdade seria um pecado mais socrático; sem piadas por favor). Se arbitrariamente chamarmos de “história” esse bloco, nossa pós-história tem uma atração nostálgica pela tal sabedoria do mundo, mas procura recuperá-la em uma pré-história “dionisíaca”e estetizante ; um “conhecimento trágico” pra usar outra expressão do Nietzsche. Como ele percebeu com muita clareza, essa inversão de perspectiva é incompatível com o cristianismo, que através desse prisma é visto como expressão de “ódio instintivo à realidade” (”Anticristo, 30). Curiosamente (mas será tão inesperado assim?) a vulgarização e massificação dessa perspectiva resultam no fenômeno que o Hoffman aponta aí em cima, de aviltamento daquilo que Blake e o próprio Nietzsche (tem outros, de ângulos diversos) intuíram e indicaram com espanto e grandeza poética e filosófica; essa percepção mítica digamos assim, que pode ser e é apropriada por muitos cristãos, mas aí é outra conversa.
A felicidade pode ser medida através das coisas que se pode abrir mão sem sofrer por isso…
e agora sim vou prô open ( de novo)
Li todos os comentários e os achei todos interessantes, mas ninguém tocou naqueles dois pontinhos básicos e que são a fonte de todos as dúvidas dos seres humanos.
Existiu um tempo determinado em que o Universo começou?
Há um limite para a extensão do Universo?
E outras dúvida bem interessante, essa inclusive já comprovada pela Física.
Caso o eletro, fosse do tamanho de uma bola de ping pong, este girararia ao redor do seu núcleo, a uma distância equivalente à cidade de São Paulo fica do Rio de Janeiro, ou seja, a matéria é formada quase que em sua totalidade de vácuo, ou de substância que nós humanos não descobrimos ainda.
Então, gente, não adianta os objetivistas tentarem dizer que a matéria é subjetiva, porque mesmo a Física, não tem muita certeza se a matéria é real mesmo.
Não adianta os objetivistas dizerem que a matéria é real, porque mesmo a Física, não tem muito certeza disso.
Essa distância incomensurável em que o eletro gira ao redor do núcleo é que deu origem à teoria do tal Big Bang - se todos os eletrons fossem comprimidos até encostarem em seus respectivos núcleos, o Universo ficaria extremamente pequeno.
Dom Casmurro, seu comentário me fez lembrar aquelas definições clássicas de Santo Tomás, sobre matéria e espírito: no caso dos seres humanos, é este que “informa” aquela; e mais genericamente, de tudo que compõe a ordem cósmica é tolice dizer que tem no final das contas um “suporte” material - o que “informa” as coisas é seu propósito ou “causa última” em um universo criado. Algum neo-tomista aí do outro lado da tela pra me corrigir?
Ricardo Leal,
Esse pessoal que diz que os grandes místicos são apenas ingênuos ou “doidões” não têm a menor noção da profundidade do pensamento místico.
Feed Your Head.
http://www.youtube.com/watch?v=6xhYk9PEmXA
Enquanto isso, num país civilizado como a Inglaterra, enquanto políticos oportunistas ameaçam um retrocesso em relação a maconha, a própria polícia diz que, mesmo que subam a canabis de categoria, eles não vão mudar o tratamento:
http://www.guardian.co.uk/society/2008/may/01/drugsandalcohol.drugspolicy
Everyone smiles as you drift past the flowers,
That grow so incredibly high.
http://www.youtube.com/watch?v=A7F2X3rSSCU
Lime and limpid green, the sound surrounds the icy waters underground
http://www.youtube.com/watch?v=TGRwQV_XAz0
’scuse me while I kiss the sky.
http://www.youtube.com/watch?v=n_i5Ca1FYko
Então, gente, não adianta os objetivistas tentarem dizer que a matéria é subjetiva, porque mesmo a Física, não tem muita certeza se a matéria é real mesmo.
chest- ai, ai, ai…
dracula, te reli sobre realidade, vc pd e josua….tem razao, boiei grave na percepçao ! foi aquele bife que me embrulhou o estomago …
fabio p, sabe que purple haze é o nome da maioria dos produtos listados nos menus das coffee shops ? vai saber porque…)))
fabio, se eu tivesse idade na época, nunca, mas nunca na vida, teria perdido woodstock ! white rabbit afe maria !! kkk
dom cp e r leal, interessantes coments “misticos”….
adorei esse post….mesmo se josua me snobou e deixou falando sozinha na madrugada….
bem, é 1 de maio, dia do trabalho, tou de ressaca do chablis da soirée de ontem, mas vou trabalhar essa tarde….((
pra vc néo, rehab tipo um skazinho….))
http://www.youtube.com/watch?v=mxnEVVu7Atw
Cara, ele deu sorte. Pelo que aprendi nos desenhos animados, um químico que toma uma substância experimental desconhecida normalmente começa a virar monstro, bater em alguém, e quando esse alguém vai procurar socorro, ele já voltou ao normal. E depois volta a virar monstro, e a voltar ao normal…
Nietzche discorre sobre a influência do socratismo na percepção que o ocidente tem da realidade em A Origem da Tragédia.
Emprestei o livro. Já era.
e tambem tem o Panoramix…..
Paisagix na suiça !
a formula da potion é secretissima mas sabemos que leva petroleo, gui e veneno fresco…deve dar um enjoo da porra….
luiz henriques kkk
Estava lendo os topicos das discuções sobre esse assunto. E é facil chegar em uma conclusão, TODAS AS RESPOSTAS E TEORIAS DESCRITAS SAO VERDADEIRAS, essa discução nunca tera fim pq a realidade esta em cada um.
Já experimentei diversas vezes o LSD, em vários locais e situações diferentes…Posso dizer que em todas foram experiências maravilhosas, surreais, porém lúcidas….não há meios de descrever as sensações e visões que proporcionam, como o paladar, a audição, tato e visão ficam tão aguçados….Eu acredito que essas tais “portas” são habilidades, sentidos, que nós temos mais não conseguimos despertá-los sozinhos, e o LSD atinge no cérebro essas áreas adormecidas e nos proporcionam essas coisas jamais experimentadas antes e que por isso chamamos de “viagem”….posso dizer que em nenhuma das minhas experiências fiquei com a mente descontrolada, como faz o alcool, maconha, etc…Eu entendia tudo e todas as coisas que eu via e sentia tinha total consciência que vinham dos efeitos do ácido e apreciava tudo como se estivesse de “cara limpa”, tudo aquilo era fantástico! Se quiserem detalhes de algumas experiências, podem se comunicar comigo pelo meu e-mail :)
surreais, porém lúcidas = oxímoron
viajar , meu caro, é por terra, mar ou ar. Alucinação, creia-me não é viagem, nem porta para porra nenhuma, a não ser do inferno.
Melhor dizer que você as usou recreativamente e gostou. Ponto final.
relax max….)))
claudio !! aquele #115 ali achei muito cool !! ))
eu tava esperando vc largar melzinha e voltar pro dialogo….kk
Oi Galera. Encontrei essa pagina hoje, procurando relatos de “viagens” com LSD.
Pedro Dória: Muito obrigado pelo lindo texto. Informativo, poético e inspirador.
Obrigado também a todos por alguns bons comentarios, mas infelizmente a maioria deles só expressa o medo (e preconceito) que a gente tem do que não compreende.
Pra quem (como eu) estiver tentando se preparar pra uma experiência transcendente com LSD, tem um um manual muito bom do Timothy Leary na net, baseado no Livro Tibetano dos Mortos. Estou tentando encontrar o link p/ mandar aqui.
Abraço!
no meio de toda esta gente, existe alguem que acredite em espiritualismo, encorporacao, pressentir energias??? E acredita que o LSD abre nos “portas” para entrarmos em contacto com outras entidades e “realidades paralelas”?
O filme em que o cientista começa a ver as pessoas sem roupas é O HOMEM COM OLHOS DE RAIOS-X, uma obra-prima de Roger Corman. Não é trash, é bom mesmo. Ray Milland é o cientista, toma um troço que o faz ver através da matéria e aos poucos vai enlouquecendo porque começa a ver a alma das pessoas. Ao mesmo tempo, elas perdem o rosto e ele começa a ver a verdade universal, até que no fim arranca os olhos porque não consegue suportar o conhecimento. O filme foi lançado em DVD e é sensacional (embora de baixo orçamento e muita iluminação plana, resultado da falta de grana com (então caro) negativo colorido.
sabes onde e q posso encontrar esse filme? ja procurei na net e nada..nos clubes de video tb nao encontro nada..
E viva a liberdade de escolha!!!!Independente de como, quando e aonde a realidade se encaixa. Alguns preferem ver somente o que é perceptível aos olhos e não procuram mudar sua visão, enchergar além.
Outros,,, são caras nota 1000 mil… esses vivem no consciente e no inconsciente sempre vivos… nunca vão morrer, serão um sonho mas é mais real que o real, tão alcançavel quanto a matéria sólida, tão simples como uma planta ao vento, tão livre como um condor, desapego transcedencias são coisas do dia a dia, não há disfarce não há mascara, como diz o baghavad gita TÚ ÉS (EU SOU) representa o trino (corpo mente e espirito) numa desvairada dança luminosa… por mais que eles queiram nem um milhão de dólares mudará isso nessas pessoas pois como cantam os mutantes: EU SOU O COMO NASCI, E SOU O QUE VIVI E NÃO VOU MUDAR… (a essência eterna do rebelar-se e de ousar sempre). Mergulhamos cada vez mais nessa louca babilônia da qual não pertencemos… o mundo é pra quem é desse mundo e você não é…
Pra todos os (de alma) desse mundo!
Toda verdade passa por três estágios, afirmava o filósofo alemão Arthur Schopenhauer. Primeiro é ridicularizada. Depois, sofre violenta oposição. Mas enfim é aceita, como sendo auto-evidente. Mr chesterton nao passa do 2º estagio, e ainda por cima é arrongante…
o cara lá em baixo disse q mescalina e ácido é a mesma coisa…???c jah exprimentou…???
tem diferença sim tem microponto dos 2..!!!se não tomou não pode dizer!!!
outra
Brancaleone va lambe um saco q você ganha mais..!!!
foi mal retificando… lá em cima!!!