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As tramas, os laços e as tensões criadas
por Itaipu, entre Brasil e Paraguai

April 27th, 2008 · · 111 Comentários

Na última segunda-feira, publiquei aqui no Weblog a informação de que a usina hidrelétrica de Itaipu ainda podia ser expandida. Fui contestado por dois leitores – Surfando na Jaca e Josef Mario. Eu estava errado. Eles estavam tecnicamente corretos. Com vinte turbinas, Itaipu de fato chegou ao seu tamanho máximo.

A expansão possível é de outra ordem e não depende das boas relações entre Brasil e Paraguai, como seguia o raciocínio do post. Depende da relação de ambos com a Argentina. A região toda é de tríplice fronteira e qualquer variação do nível de água provocada por Itaipu afeta navegabilidade e outra usina mais ao sul. O resultado é que, para Itaipu funcionar com as 20 turbinas simultaneamente, seria preciso aumentar o volume d’água represada. Isto não é possível por conta de tratados assinados por Paraguai e Brasil com a Argentina. Hoje, pelo menos duas das turbinas estão sempre paradas em manutenção.

Ainda sobre a questão do preço que o Brasil paga pela eletricidade paraguaia, conversei nesta última semana com a historiadora Ivone Carletto Lima. Desconte os participantes da negociação, muitos já mortos, ela é provavelmente quem mais entende do processo que levou ao acordo. Itaipu foi obra das ditaduras dos generais Stroessner e Médici, um contrato firmado atrás das portas. Os engenheiros paraguaios, à época, consideraram-no uma vitória de grandes proporções; os brasileiros terminaram amargurados. O Brasil deu Itaipu de presente para o Paraguai. Pagou a conta inteira e desenvolveu boa parte da tecnologia. A contrapartida era de que a dívida seria paga ao longo de 50 anos, devidamente amortizada, na forma de energia elétrica. Não foi pouco: 30 bilhões de dólares. (A entrevista completa foi publicada hoje, no Aliás do Estadão.)

O que o Paraguai está pedindo, portanto, não é a revisão de um contrato que lhe foi imposto. É o perdão da dívida. O contexto político é outro, hoje. E pode interessar ao Brasil perdoar parcial ou totalmente tal dívida. Mas é bom ter em mente do que se trata renegociar preços: é perdoar dívida que existe. É uma cortesia brasileira, não a revisão de uma injustiça. E, na diplomacia, para qualquer cortesia cabem contrapartidas generosas. Serve se o Brasil ampliar sua área de influência regional.

E, assim como informa o Estado de hoje, é exatamente isto que o governo brasileiro está fazendo:

O governo brasileiro já traçou duas linhas básicas das negociações que terá com o novo comando do Paraguai. A primeira: o Tratado de Itaipu é intocável, mas outras formas de engordar o caixa do país vizinho poderão ser analisadas. Pode-se, por exemplo, adiantar pagamentos pela energia de Itaipu, e com o dinheiro criar um fundo de desenvolvimento do país. A segunda: a ajuda não será de graça. O Brasil vai, por exemplo, insistir numa proposta de atuação conjunta das polícias na fronteira dos dois países.

É a proposta inicial, a maneira como o Planalto chegará à mesa de negociações. O Paraguai não tem como renegociar o tratado a não ser que o Brasil o queira. Diferentemente de Evo Morales, que invadiu refinarias brasileiras em território boliviano, Fernando Lugo não pode invadir Itaipu, cujo território é considerado binacional. Se o fizesse, seria um ato de guerra; se ‘desligasse’ a usina, diga-se, o Paraguai ficaria às escuras. Lugo tem uma margem de manobra muito estreita em qualquer negociação.

Tags: América Latina · Argentina · Brasil

111 Comentários até agora ↓




  • 1 confetti // 27/April/2008 às 11:12

    domingo, eu ! pd te ofereci uma entrevista la no open …vale a pena…)

  • 2 confetti // 27/April/2008 às 11:14

    ih os caras vao te zoar até o fim dos tempos ! kkk

  • 3 Dom Casmurro Patriarca // 27/April/2008 às 11:23

    Concordo em gênero, número e grau.
    Um artigo exemplar pelo equilíbrio e pontos de vista defendidos.
    Parabéns, nada a acrescentar.

  • 4 Brancaleone // 27/April/2008 às 11:38

    O problema do Brasil é que os nossos “diplomatas” confundem “generosidade” com “somos otários” e “influência regional” com “o Brasil é casa de mãe joana”.

    Sei que estou sendo chato ( aliás, minha especialidade) mas desde o caso da refinaria, passando pelas nossas abertas e escancaradas fronteiras, o Brasil é uma esbórnia. Por lucrativa incompetência ou rendavel omissão nosso território e investimentos nos países vizinhos são vulneráveis a qualquer um que rosne mais alto. Estamos deitados em berço explêndido e com uma preguiça desgraçada de levantar e fazer alguma coisa.
    Pode até parecer burrice, mas quando se vê lá de fora que corjas criminosas como MSTs e Vias Campesinas da vida fazem o que bem entendem com a propriedade privada, pode-se pensar que bens públicos como refinarias e usinas podem ser tratadas da mesma maneira.
    Na verdade parece que o governo brasileiro - e isso não se refere apenas ao governo do PT - não tem lá muito gosto em proteger a propriedade dos outros nem a pública.
    Diz-se por aí acertadamente que o que é combinado não é caro. Itaipú foi construída com base num acordo onde o Brasil adiantava ao Paraguai a grana que ele deveria colocar na obra e que da grana resultante da venda da energia pelo Paraguai ao Brasil, uma parte seria descontada para pagar o adiantamento feito. Tudo muito simples e tão fácil de entender que até uns e outros aqui entenderiam perfeitamente.
    Acontece que o mesmo tipo de gente que considera o MST um “movimento social” acredita que refinarias e usinas brasileiras podem ser utilizadas para pagar promessas demagógicas de liderecos que se elegem nas nações vizinhas às custas de mentiras.
    Na minha opinião, tanto a refinaria comprada por evo quanto a energia paraguaia são bancadas com a MINHA grana, com os impostos que EU pago e o meu suado dinheirinho tem que ser mais respeitado.
    Se nossos governantes querem fazer gentileza, que usem seus próprios chapéus, não o meu.
    Tô nem aí se o Paraguai tem problemas econômicos, miséria, crimes e o raio que o parta. Nós aqui no Brasil tambem os temos e Lula, FHC, Dilma ou qualquer salafrário que estiver no poder tem por obrigação primeiro resolver os NOSSOS problemas.
    Ser generoso ou bonzinho é prerrogativa de quem tem dinheiro, segurança e riqueza sobrando. A farinha é pouca então que cuidem do nosso pirão primeiro.

  • 5 maustar // 27/April/2008 às 11:39

    PD…tua tese vai exatamente de encontro ao q pensa a diplomacia brasileira…temos dívidas históricas com todo mundo…perdoamos dívidas de países africanos fornecedore de escravos e parece que agora os ideólogos de plantão querem ressarcir o paraguai pq servimos de instrumento dos ingleses para acabar com a republica gurarany…

  • 6 Guilherme // 27/April/2008 às 11:43

    Li há vários anos, creio que na Veja, que Itaipu teria uma vida útil relativamente curta (40 anos) em função do assoreamento junto à barragem. Nunca mais ouvi falar disso. Alguém aqui sabe algo a respeito?

  • 7 confetti // 27/April/2008 às 11:44

    sera que o celso amorim tem talento pra negociar as “contrapartidas” numa revisao do contrato ? diplomacia é a alma do negocio….

  • 8 Mr X // 27/April/2008 às 12:04

    ça va confettix? visitez-moi

  • 9 confetti // 27/April/2008 às 12:04

    interessante essa entrevista pd !!
    como foi possivel NINGUEM impedir a destruiçao das sete quedas ” 5 mil kms , 21 quedas” ? que perda….

  • 10 confetti // 27/April/2008 às 12:05

    ah chose, hj é dia de poema….))

  • 11 Dom Casmurro Patriarca // 27/April/2008 às 12:26

    Gente, vamos pelo menos ler direito esse trechinho:
    “O que o Paraguai está pedindo, portanto, não é a revisão de um contrato que lhe foi imposto. É o perdão da dívida. O contexto político é outro, hoje. E pode interessar ao Brasil perdoar parcial ou totalmente tal dívida. Mas é bom ter em mente do que se trata renegociar preços: é perdoar dívida que existe. É uma cortesia brasileira, não a revisão de uma injustiça. E, na diplomacia, para qualquer cortesia cabem contrapartidas generosas. Serve se o Brasil ampliar sua área de influência regional.”
    O que o Breancaleone fala não tem nada a ver com o texto.

  • 12 Dom Casmurro Patriarca // 27/April/2008 às 12:35

    O Fred falou alguma coisa como, vou citar de memória, pode ser que não seja um transcrição fiel:
    “A direita só defende a democracia quando ganha as eleições, quando perde, chama a truculência do Tio San para derrubar os eleitos.”
    Democracia pressupõe ouvir todos os lados. Ninguém é inimigo, embora sejam adversários.

  • 13 confetti // 27/April/2008 às 12:36

    pd ta faltando um A em paraguay ali no titulo…))

  • 14 Prøftël // 27/April/2008 às 12:43

    Já conversei de monte sobre Itaipu e energia com o Dino num canto aí, acho que foi num Open.
    Essa de Itaipu aumentar energia, só com roda d’água e olhe lá.
    O kra do Itamarati que cantou a bola do “degrau” prô PD desafinou feio nessa.

    hehe

  • 15 Prøftël // 27/April/2008 às 12:50

    Compadre Brancaleone:

    “Se nossos governantes querem fazer gentileza, que usem seus próprios chapéus, não o meu.”

    Seria mais incisivo, não é bem chapéu o que eles usam, botam o nosso na reta na maior cara-de-pau.

    :-/

  • 16 Dino 5,4 % // 27/April/2008 às 13:40

    “O Brasil vai, por exemplo, insistir numa proposta de atuação conjunta das polícias na fronteira dos dois países.”

    Como diria o Zé Busheta, Well, todos nós sabemos que fora a maconha transgênica de produção nacional, quase todos os produtos “paraguaios” passam por nosso território, antes de ser vendido e voltar para cá, sejam quinquilharias made in Taiwan ou armas, de maneira que esses containeres podiam ser melhor fiscalizados, mas como também sabemos que gerente de trafico de morro, não tem acesso a aeroporto nem cais e quem traz essas armas são os mesmos Helenos que se arvoram em defensores de nossas fronteiras, essas medidas e nada, são, mais ou menos o mesmo. Como não vejo nem ao longe quem tenha a coragem de “peitar” os verdadeiros lideres e mantenedores do crime organizado, essa história não vai acabar, nem tão cedo.

  • 17 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 27/April/2008 às 13:54

    Evo Morales inadiu uma empresa brasileira na Bolivia com o exército, foi um ato de guerra.
    O PD, do lado bom, tem que reconhece o erro e o remenda, coisa incomum em jornalistas ideologicamente engajados , como ele.

    Mas que sirva de exemplo, e lição, de que é bom se informar antes de publicar, parece que o blog é uma espécie de laboratório para seu futuro.

  • 18 Brancaleone // 27/April/2008 às 13:54

    Dom Casmurro:

    Como assim não tem nada a ver?

    Qualé?
    Estamos nós em condições de perdoar dívidas ? de sermos generosos? Alguem descontou algum centavo de nossas dívidas lá fora?
    O Lula quer sair de bonzinho tambem com Paraguaios? Já não basta ter sido bonzinho ( ou cúmplice) do Evo?
    Pôrra!! a grana daquela usina é minha tambem e se eu tiver que ser “generoso” com ela, que seja com quem está do lado de cá da fronteira.
    O caso aqui é que o padreco de lá elegeu-se prometendo grana fácil pro povaréu e agora quem vai pagar a conta somos nós. Já não basta a gente ter que sustentar os cabrestos eleitorais do PT travestidos de programas sosicias? Querem meter o paraguaios no rôlo?
    Quando o governo paraguaio expulsa lavradores brasileiros de lá, o Itamaraty nem se mete, fazem de conta que nem existem. Agora o Paraguai quer clemência?
    Alguns aqui dizem que eu não gosto do Brasil, mas pelamordedeus né? a turminha românticóide socialista brasileira se puder entrega tudo prô primeiro presidentezinho de m… que se elege nas republiquetas vizinhas.
    Pensem meu infantes esquerdistas. O mundo não é assim tããããão bonzinho quanto voces pensam que é.

  • 19 Prøftël // 27/April/2008 às 13:55

    Dino, se bobear até o desenvolvimento dessas sementes de bagulho transgênico saem daqui, os kras só entram com a mão-de-obra e o terreno.

    :-)

  • 20 Prøftël // 27/April/2008 às 13:59

    Nessa tô com o Chest, isso aqui é laboratório, pode taskar qualquer assunto que o povo destrincha e, podem reparar, é um termômetro sobre vários assuntos.

  • 21 confetti // 27/April/2008 às 14:01

    também nao precisa ser taaaao paranoico assim né josua ! o brasil é um gigante, tem como dominar na diplomacia ! nao acredito que invadam, roubem e comprometam o brasil assim como alguns dizem aqui….sem contrapartidas, justamente….

  • 22 Prøftël // 27/April/2008 às 14:02

    Por falar nisso (ajudar outro país):

    “WASHINGTON - O presidente norte-americano, George W. Bush, disse na sexta-feira que a economia dos Estados Unidos está desaquecida, mas que a restituição do imposto de renda, que deve começar a cair nas contas bancárias dos consumidores na próxima semana, deve ajudar a reverter o quadro.”

    Tão vendo?
    O Lula avisou que logo logo paga a restituição do Imposto de Renda e aí a gente ajuda até o Bushinho.

    kkkkkkkk rsrsrsrsrsrs

    :-))))))

    daqui a pouco falam isso, qué valê.

  • 23 confetti // 27/April/2008 às 14:03

    nao é so nesse blog ! exemplos nao faltam de “retificativos”….nos e pd evoluimos juntos, é esse o goal

  • 24 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 27/April/2008 às 14:17

    Dom Casmurro, 12, se a esquerda não desapropria a direita, não há problema, mas a truculência começa nos confiscos da esquerda.

  • 25 Brancaleone // 27/April/2008 às 14:18

    Confetti:
    Realmente o Brasil é um gigante, mas com cérebro ( governo) minúsculo, cuja visão não vai alem dos próximos 4 anos. Este mesmo governo mostra interessante (e lucrativo) desapêgo ao seu território e bens.
    Não é paranóia. É uma questão de sermos bonzinhos, justos e caridosos primeiro com o nosso próprio povo que ainda passa por imensas dificuldades.
    A fonte do messiânismo e do populismo sul americano esta jorrando gente como Chávez, Evo e agora o padreco paraguaio que prometem o céu para se elegerem e quando ganham, vem pegar o pouco céu que temos para pagar as promessas.
    Por ocasião da construção da usina, as regras do jogo foram conhecidas e aceitas. Ponto final.
    Parece que agora todo o passado resolveu apresentar as faturas para cobrar. São cotas nas universidades, a questão do Acre e da refinaria, a Guerra do Paraguai, a esbórnia do MST e por aí vai. Resolveram pagar em 8 anos as dívidas contraídas em 500 e o pior é que parece que tem gente querendo pagar…
    Não que Itaipú seja um caso assim tão importante, mas demonstra DE NOVO que o governo do PT não está em condições de separar a ideologia do Brasil. Qualquer um, de qualquer país do mundo que se disfarce de “socialista” vai vir aqui passar o chapéu e o PT, por similaridade de ideologia, vai meter a mão NO NOSSO bolso para ajudar.
    Dêm uma olhadinha na conta de luz de voces. Vejam quanto cada um paga de IMPOSTOS em cada KW consumido e depois vejam se é justo que parte desta grana subsidie as promessas do padreco. Tá lá, é só olhar. dá uns 25% de impostos fácil fácil. Quanto a voces eu não sei, mas eu suo para ganhar meu salário e não estou a fim de vê-lo ser conbsumido em impostos e taxas que vão beneficiar outros povos que não o meu…

  • 26 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 27/April/2008 às 14:18

    proftel, você concorda muito mais comigo do que gostaria de concordar, é inevitável.

  • 27 Dom Casmurro Patriarca // 27/April/2008 às 14:23

    Josué Cano,

    deixa de ser paranóico.
    Vou transcrever mais um trechinho do Doria.
    “É a proposta inicial, a maneira como o Planalto chegará à mesa de negociações. O Paraguai não tem como renegociar o tratado a não ser que o Brasil o queira. ”
    O Brasil não é o Lula.
    O Brasil tem Congresso e Poder Judiciário.
    Acordos necessariamente têm que passar pelos três poderes e não é obra de um homem só.
    Deixa de arrogância, que não é você quem “salvará” o Brasil.
    Se você soubesse a quantidade de gente competente e equilibrada que existe nas diversas esferas do Brasil, pensaria um pouco antes de sair com esses rompantes.

  • 28 confetti // 27/April/2008 às 14:25

    nao tenho como responder josua, nao conheço metade do q vc ta falando…mas na sua opiniao, pq estamos “botando tanto nesse chapéu, de mao beijada” ?
    eaproveitapraresponderosmails))

  • 29 Brancaleone // 27/April/2008 às 14:30

    Só não entendi o “josué cano”…

    Deixa prá lá. Vou aproveitar o calorzinho extra e vou dar uma pescadas no alagadão.

    Vou deixar o Brasil nas mãos do pessoal competente e equilibrado que o Dom Casmurro falou… ( tomara que não seja o mesmo pessoal competente e equilibrado que cuida da saúde pública, da segurança pública e das estradas federais…)

  • 30 Barba Negra // 27/April/2008 às 15:08

    O Paraguai vai receber o dinheiro da Argentina a preço de mercado, mas está com toda pinta de que nem dez por cento ficará naquele país vizinho. O Brasil vai investir em linhas de transmissão (uns 200 bilhões) sem pedir nenhuma contrapartida financeira.

    A maior parte desta grana vai para a insana república bolivariana. É o que eles chamam de componente energético - leia-se dinheiro - para financiar campanhas e a porcada magra atualmente no poder através de malas que passam de um lado para outro das fronteiras nas campanhas eleitorais.

    A justificativa de fazer qualquer doação para o Paraguai não tem parâmetros financeiros, técnicos e jurídicos. A alternativa que explica tamanha benevolência é o acordo político que está turma do Foro de SP estabeleceu.

    Ninguém pode doar o que não é seu, não obstante esses petistas patrimonialistas pensem que o Estado são eles e os cofres públicos a carteira deles, tanto que estão aí gastando à vontade com os Cartões Corporativos.

    O salário ou vencimentos deles virou prêmio complementar da aposentadoria pago por nós.

    Engraçado nesta estória toda é que nem as moscas nem as fezes mudam.

  • 31 Antonio M // 27/April/2008 às 15:13

    Engraçado, a militância se encheu de orgulho por Lula pagar os juros da dívida externa (é o maior pagador entre os governos pós-ditadura) sendo que seu discurso desde a fundação do partido era nada mais que a moratória. Até a dívida com a ONU foi paga por causa de uma vaga no CS que nunca passou de especulação, e nem sei para quê. Não renegociou nada, simplesmente pagou. Claro que temos que pagar mas, como podem louvar um ato de outros países perante o Brasil, por causa de um maldito complexo de culpa por causa de conflitos passados e que não temos nada a ver com isso? Por acaso nossa educação, saúde, segurança, previdência públicos são algo pelo menos decente?

    Que o presidente paragauio pare de se encher o saco para poder manter suas promessas de campanha e que fez sem consulta prévia ao principal interessado e que os nossos atuais governantes parem de tentar achar saídas para a enrascada que o ex-padre se meteu e mande-o se virar, tenham um pouco mais cuidados com nossos interesses pois isso é legítimo.

    Quem vive de passado é museu e não merece o futuro…….

  • 32 surfando na jaca // 27/April/2008 às 15:24

    Tudo bem, estudei essa droga na empresa evou declarar que não sei de nada, apesar de ter conhecido gente dinossaurica e que participou do projeto. Assoreamento acontece em toda barragem, existe um prazo e estudos da queda do aproveitamento, 40 anos, 50…
    Sou ignorante disso tudo. Quero ver o Mengão na final. Que cancelamento de dívida o escambau. Há anos, se vc. se informar (só me telefonar, Doria), que a oposição paraguaia reivindica aumento dos valores do anexo C. Ninguém ficou infeliz com a binacional, só a oposição brasileira, que expressou seu descontentamento com a maior usina hidroelétrica do mundo, na época. Teve haver com a política externa no Cone Sul, o medo da Argentina tomar a frente num empreendimento com o Paraguai e por aí vai. Eu sou um ignorante e intelectual entre aspas. Aposto na vitória do Mengão. Podem começar as lágrimas alvi-negros!

  • 33 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 27/April/2008 às 15:25

    Eles falavam que eram os “anos de chumbo”. Na verdade, para eles, foram os “anos de ouro”. Da Zero Hora dominical, de Porto Alegre:

    O cartunista e escritor Ziraldo Alves Pinto está com bursite, mas não se importa em conceder centenas de autógrafos num mesmo dia. Com um sorriso, fala sobre seu trabalho para crianças e percorre feiras do livro no Interior. Só perde a paciência quando indagado sobre a indenização de mais de R$ 1 milhão em razão de supostos prejuízos financeiros durante a ditadura militar. - Vocês já encheram o meu saco com isso - disse na sexta-feira, em Sapiranga, no Vale do Sinos.

    Faltou alguém para dizer: - Não, Ziraldo, nós enchemos foi o seu bolso, safado!

    chest- até o Lula tem saudades do Geisel…

  • 34 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 27/April/2008 às 15:42

    O Exercito Brasileiro é o Brasil, sem ele, isso não existiria.
    O que a esquerda na década de 60 fez foi tentar desmoralizar todas iniciativas do EB, desde a Guerra do Paraguai até então.
    Sem falar no regime horroroso que queriam implantar, tinham que reclamar do que estava dando certo, desmoralizar os acertos, revisar a história, distorcer os fatos, para ter espaço político.
    O que ocorre agora, é que, por enquanto, Lula os tem desapontado. Os “intelekituaish” de ish querda estão mais por baixo que cocô de cachorro.
    Aliás, leiam a crônica da Fernanda Montenegro na Vejinha Rio de hoje, está liberada na net mesmo para não assinantes.

    PD, leia, se não leu, que vai e explicar muita coisa a sua alma ingênua (?).

  • 35 surfando na jaca // 27/April/2008 às 15:54

    Olha o esgoto sem filtro…

  • 36 Pedro Doria // 27/April/2008 às 16:19

    Chesterton-Dracul- El Cid, o irado, o Exército do Brasil não precisa da esquerda para desmoralizá-lo. Faz isso sozinho muito bem.

  • 37 Pedro Doria // 27/April/2008 às 16:25

    surfando na jaca, desculpa, cara, sei que o Paraguai reclama há muitos anos. Reclama há muitos anos de muitas coisas. Antes, era de outras. O Paraguai reclama do Brasil há 200 anos.

    Mas passei a semana conversando com gente. Ouvi inúmeros pontos de vista, incluindo aí de ex-presidentes de Itaipu e engenheiros que trabalharam no desenvolvimento da obra. A historiadora, cuja tese de doutorado é sobre Itaipu, foi apenas uma das pessoas.

    É claro que o que vai aí em cima é só uma interpretação, um ponto de vista. Claro que haverá gente para interpretar os fatos de outra forma. Mas a visão paraguaia quando assinaram o Tratado de Itaipu é de que estavam fazendo um baita negócio. A visão dos engenheiros nacionalistas que desenvolveram os primeiros projetos de hidrelétrica no Rio Paraná é que os milicos estavam entregando o ouro de graça pro inimigo. Mudou com o passar dos anos o ponto de vista paraguaio? Mudou. Acontece.

  • 38 Brancaleone // 27/April/2008 às 17:43

    Legal né?
    Se faz um treco daquele tamanhão de Itaipu, ficamos dependentes da energia lá produzida e agora ficamos à mercê de “pontos de vista” paraguaios que mudam assim, duma eleição prá outra? Mas daí é fácil né? Dai qualquer espertinho se eleger na vizinhança, basta prometer que vai sacanear o Brasil assim que assumir…

  • 39 Brancaleone // 27/April/2008 às 17:47

    Ó, tenho uma idéia:

    Vamos taxar os conteineres que chegam em Paranaguá e vão para o Paraguai cheios de lixo chinês que depois são comprados por brasileiros.
    Querem faturar em cima de Itaipú? fiquem à vontade. Paguem aí uns R$ 100.000 por conteiner que cruzar nosso território e pronto.
    Claro, existe um acordo já antigo de livre trânsito, mas “pontos de vista” mudam né?

  • 40 Brancaleone // 27/April/2008 às 17:59

    Vem aí o Bolsa Paraguaia paga em KW/h…
    Lula sendo caridoso de novo, com a nossa grana…
    Como é bom ser bonzinho quando a grana da esmola não sai do próprio bolso…

  • 41 Prøftël // 27/April/2008 às 18:12

    Quer sacanear o Paraguai?
    Mete um pedágio nas pontes e pronto, só passa de carro, ônibus ou caminhão, acaba com trânsito de pedestre.
    Quero ver….

    kkkkkkkk rsrsrsrsrsrsrs

    :-)))))

  • 42 Prøftël // 27/April/2008 às 18:13

    Ah, moto e carroça e carro de boi só com um humano em cima, nada de garupa ou acompanhante.

    :-)

  • 43 Barba Negra // 27/April/2008 às 18:17

    Surf, time que tem Obina está predestinado a ser vice. Não se iluda com esta vitória pífia. Agora quem tem Kleber e Valdívia é só correr para o abraço.

  • 44 Zé Bush // 27/April/2008 às 18:19

    well….é óbvio que Itaipu caiu do céu para o Paraguai.Não entrou com porra nenhuma e pegou emprestado a grana do Brasil, com o trato de ir devolvendo em suaves parcelas. Nem o Zé Dirceu ou o Gushiken seriam capazes disso. Negócio de pai prá filho.

    Evidente que o Brasil também ganhou. Vivia-se o “milagre econômico” (um PAC que deu certo) e o país precisava de energia para crescer.O único lugar disponível era lá mesmo.

    Tratados entre países não podem ser desfeitos por mera vontade unilateral, mas podem ser revistos de maneira a garantir a continuidade da vontade dos envolvidos. É certo que um Paraguai mais desenvolvido e produtivo interessaria ao Brasil, como parceiro comercial e consumidor de bens e serviços. Mas…..o governo desse padre de merda é confiável? Até agora os antecedentes regionais não indicam nada de otimista….

    Paraguai é um país fudido e só tem 2 produtos na sua pauta de exportação: a energia de Itaipú e a maconha, embora eu preferisse a de Caruarú na minha juventude.

  • 45 Zé Bush // 27/April/2008 às 18:45

    well…notícias da bolivariana Venezuela:
    - desabastecimento de produtos básicos.
    - só há disponibilidade de produtos da marca PDVAL, vejam só…..
    - margem de lucro máxima permitida : 2%

    Alguém aqui lembra do Plano Cruzado, aquele dos “fiscais do Sarney”?

    mais em http://www.2001.com.ve/

  • 46 aiaiai // 27/April/2008 às 18:46

    Muito bom, PD. É estranho que a imprensa brasileria finja não ver o que está em jogo.
    No mais, por falar em jogo, DA-LHE MENGÃO!

  • 47 Brancaleone // 27/April/2008 às 19:10

    Faz assim ó:

    Vê com o padreco quanto vale o Paraguai inteiro e compra aquela joça toda. Depois é só incluir os paraguaios nos Bolsas qualquer coisa ( e como tem coisa!!) e tá resolvido. Já que o Padreco quer que a gente sustente os pobres dele, vamos pegar os pobres duma vez…

  • 48 surfando na melancia da confetti // 27/April/2008 às 19:34

    Barba, mais uma vez, te agradeço. Falta vc. falar que vou ser demitido, foi fracassar na vida. Já te agradeci no open.
    Pedro Doria, ela deveria ter me consultado ou meu trabalho. O aproveitamento binacional foi mesmo mamão com açúcar para o Paraguai. Não houve nenhuma resistência dos milicos, mas havia um estranhamento sobre a magnitude do empreendimento. O setor não engoliu a usina de Angra, essa sim, foi um projeto militar. A escolha da binacional foi política contra a Argentina, que reclamou na justiça internacional, e apostou no maior aproveitamento possível, modificando a matriz energética, ou melhor , definindo o sistema como hídrico, desmobilizando as que consumiam carvão e óleo, na crise do petróleo.
    Nada mais quero acrescentar.

  • 49 aiaiai // 27/April/2008 às 19:36

    Que coisa! faltou energia para os botafoguenses?
    Semana passada tava tudo aqui, feliz porque tinham conseguido passar pelo fluminsense. Agora devem estar todos chorando. dá uma peninha desse pessoal sem noção!
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • 50 surfando na melancia da confetti // 27/April/2008 às 20:40

    Aiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaia, chora cachorrada. Mengão basta empatar.

  • 51 Fabio Passos // 27/April/2008 às 20:43

    O pleito de renegociação do Paraguai é justo.

    Cuidado para evitar alinhamento automático… antes de ouvir o outro lado.

    É fato que o financiamento do investimento na obra também é pago pelo Paraguai.

    São 1,1 Bilhão de Dolares todo ano.

    Se o Paraguai contestar o valor do investimento e demonstrar superfaturamento, pode ficar constrangedor para o Brasil… independente dos sentimentos nacionalistas de quemquer que seja.

  • 52 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 27/April/2008 às 20:55

    PD, 36, hahahahahaha, querias, mas não vai levar.

  • 53 ioio // 27/April/2008 às 22:13

    Interessante como a questão da guerra do Paraguai volta a ser pensada com a questão de Itaipu. Veja o que o Azedo, hoje colunista do Correio Braziliense:
    “Quando acabou a Guerra do Paraguai, o Exército Brasileiro era a instituição mais respeitada do Império. No começo da guerra, porém, estava despreparado. Reorganizou-se graças ao Duque de Caxias. Luiz Alves de Lima e Silva honrou a condição de seu patrono de espada em punho, na batalha do Itororó. “Sigam-me os que forem brasileiros”, bradou, aos 65 anos. Na carga de cavalaria, não morreu por pura sorte. Assunção já estava ocupada, quando Caxias passou o comando das tropas para o Conde D’Eu, marido da princesa Isabel, cuja missão era eliminar fisicamente o caudilho paraguaio, àquela altura um desafeto pessoal do sogro dom Pedro II.
    A caçada não poupou nem crianças, nem idosos que resistiram em Campo Grande (Nhu Guaçu), durante a fuga desesperada de Lopes. O Brasil só pôs fim à guerra quando Lopes foi morto, em 1º de março de 1870, em Cerro Corá. Ferido pela lança do cabo Chico Diabo, foi fuzilado. “Morro com minha pátria”, exclamou Lopes, sem se render. A documentação sobre a Guerra do Paraguai até hoje é um segredo de Estado. Revela as atrocidades cometidas durante a Campanha da Cordilheira, sob as ordens do Conde D”Eu, um veterano da guerra espanhola no Marrocos. Agora, a secular humilhação paraguaia, causada pelas seqüelas da guerra, sobretudo a estagnação econômica, está sendo redimida pela vitória de Fernando Lugo. No Paraguai, surge um novo orgulho nacional, que reivindica a revisão do acordo de Itaipu. O Brasil cedo ou tarde terá que ceder, sob pena de reabrir velhas feridas paraguaias.”

  • 54 Guilherme // 27/April/2008 às 22:33

    A organização do EB durante a Guerra do Paraguaifoi “na marra”. Escravos, “voluntários da pátria”, imigrantes enganados etc…E segundo o livro do Doradioto, Caxias “amarrou” essa guerra durante 3 anos.

  • 55 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 27/April/2008 às 22:34

    velhas feridas paraguaias? Os proprios esquerdistas brasileiros estão reabrindo feridas paraguaias. Feridas que foram criadas por eles mesmos, Lopes foi o agressor.

  • 56 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 27/April/2008 às 22:40

    alias, parece que aqui impera o entreguismo francês……dão o rabo para acabar com a guerra.

  • 57 Vixe // 27/April/2008 às 22:56

    Não há nada que o Exercito Brasileiro tenha feito nos últimos 63 anos que seja para se orgulhar.
    Há muito o que se sentir de vergonha nos últimos 44 anos.
    Enquanto mentes retrógradas e reacionárias estiverem no comando, o EB será o que tem sido.

  • 58 Brancaleone // 27/April/2008 às 23:01

    IOIO:
    Meu coração sangra de pena e dó dos milhares de paraguaios mortos pelos meus ancestrais ( é apenas uma possibilidade, pois a polacada e portuguesada meus parentes chegaram aqui aí por 1890…). Choro por cada velho mulher e criança que pereceram sob os tacões dos militares brasileiros.

    Só isso, nada mais, nenhum tostão a mais. Lágrimas apenas, grana e KW/h não.

    Esta história de pagar pelos crimes dos ancestrais ainda vai fazer a gente voltar tudo pras europa e devolver isso aqui prá indiarada, passando no caminho de volta pela África e deixando lá o que conseguimos, como indenização pela escravidão.

    Vamos devagar gente. O mundo gira sabiam? Gira aos trancos, barrancos e cadáveres, mas gira de qualquer forma e ficarmos aqui pedindo desculpa e pagando por cada inocente morto nos últimos 500 anos vai atrasar um bocado as coisas.

    Alegar que temos obrigações morais para com o Paraguai em decorrência da guerra já é exagêro né?

    Vamos ficar apenas na retórica babaca do padreco que tá ferrado se não extorquir uns trôcos da gente. Tá, eu sei que este argumentinho fajuto de “ajudar os pobres” tem ajudado muito neguim safado se eleger - e como sabemos disso - mas mesmo este argumentozinho furrepa é mais sólido que esta porcaria de que pela Guerra do Paraguai devemos arriar as calças de novo. Já basta o Evo…

  • 59 Brancaleone // 27/April/2008 às 23:05

    Vixe:
    Concordo em parte com você. Tem muito milico FDP. Mas tem muito, mas muito milico ( de réco a general) que merece respeito. Não exagera.
    Sei que vou ser xingado, mas não fossem alguns milicos, este País poderia estar bem pior.

  • 60 Fabio Passos // 27/April/2008 às 23:26

    O brigadeiro Hugo de Oliveira Piva é motivo de orgulho para o Brasil.

  • 61 Fabio Passos // 27/April/2008 às 23:32

    O Paraguai deve conseguir algum benefício nesta renegociação.

    O valor que o Paraguai recebe do Brasil por 1 ANO de energia produzida em Itaipú é inferior a 1 DIA de pgto de juros que o Brasil atira pela janela.

    Mesmo que seja dobrada a remuneração da energia vendida pelo Paraguai, o impacto para o Brasil é muito pequeno…

    Isto será importante para um país tão pequeno e pobre como o Paraguai.

  • 62 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 28/April/2008 às 0:17

    Vixe, o EB evitou que o Brasil virasse uma Cuba! Evitou que se formasse as FARB! Palmas para ele.

  • 63 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 28/April/2008 às 0:18

    Fora de tema — PD

  • 64 Brancaleone // 28/April/2008 às 0:20

    Uma refinariazinha lá, uns KW acolá e logo logo a gente vai tá que nem Madre Tereza de Calcutá…

    Agora digam aí de quem o Brasil pode arrancar uns trocados?

    O Padreco consegiu colocar todo o povo paraguaio num sinaleiro (ou semáforo ou farol) fazendo malabarismos à trôco de merrecas…

    Uma nação inteira pedindo arrêgo…

    Bom começo prô governo dêle…

  • 65 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 28/April/2008 às 0:33

    Um dos pontos de convergência entre os militares, o PT e o governo atual, residia no nacionalismo. Não foram poucos os que viram nas posições do partido uma garantia de que potências estrangeiras não interfeririam nos assuntos nacionais, em particular em nossas reservas estratégicas. Segundo essa concepção, a Amazônia ocuparia um lugar central, por ser objeto de cobiça internacional e ter em seu subsolo minérios ainda inexplorados.

    Em um mundo que se mostra cada vez mais finito, em que os agentes econômicos e Estados entram numa disputada desenfreada pelos recursos do planeta, a posição militar ganha uma expressão ainda maior. Veja-se o papel da China na África, que, cada vez mais, entra naquele continente, com o intuito de assegurar o funcionamento e o futuro de suas indústrias.

  • 66 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 28/April/2008 às 0:37

    Também aqui a instituição militar serviu de bode expiatório. A questão dita quilombola foi utilizada politicamente para atingir a Marinha, ao tornar a Restinga da Marambaia, base dos fuzileiros navais, objeto de um processo de desapropriação. Salta aos olhos a inexistência de qualquer quilombo naquela região, nos termos da Constituição de 1988. Entretanto, há ainda em curso uma ação para que a maior parte dessa área seja desapropriada, tornando-a inviável para operações militares. Um dos locais possíveis para abrigar uma futura base de submarinos tornar-se-ia “propriedade” de “quilombolas”, financiados e instrumentalizados por uma ONG, que conta com recursos da União Européia , Fundação Ford e um conjunto de Igrejas anglicanas e evangélicas internacionais.

  • 67 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 28/April/2008 às 1:06

    Também aqui a instituição militar serviu de bode expiatório. A questão dita quilo.mbola foi utilizada politicamente para atingir a Ma.rinha, ao tornar a Rest.inga da Maram.baia, base dos fuzile.iros navais, objeto de um processo de desapropriação. Salta aos olhos a inexistência de qualquer quil.ombo naquela região, nos termos da Constituição de 1988. Entretanto, há ainda em curso uma ação para que a maior parte dessa área seja desapropriada, tornando-a inviável para operações milit.ares. Um dos locais possíveis para abrigar uma futura base de sub.marinos tornar-se-ia “proprie.dade” de “quilombolas”, financiados e instrumentalizados por uma O.N.G, que conta com recursos da União Européia , Fundação Ford e um conjunto de Igrejas anglicanas e evangélicas internacionais.

    Processo semelhante ocorre com a FAB, também objeto de uma ação dita quilombola contra a Base de Alcântara, Maranhão. O problema reside igualmente numa questão de soberania nacional, essencial para um projeto espacial brasileiro, se o País quiser ser militarmente e economicamente competitivo no século XXI.

  • 68 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 28/April/2008 às 1:07

    Também aqui a instituição militar serviu de bode expiatório. A questão dita quilo.mbola foi utilizada politicamente para atingir a Ma.rinha, ao tornar a Rest.inga da Maram.baia, base dos fuzile.iros navais, objeto de um processo de desapropriação. Salta aos olhos a inexistência de qualquer quil.ombo naquela região, nos termos da Constituição de 1988. Entretanto, há ainda em curso uma ação para que a maior parte dessa área seja desapropriada, tornando-a inviável para operações milit.ares.

  • 69 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 28/April/2008 às 1:08

    Um dos locais possíveis para abrigar uma futura base de sub.marinos tornar-se-ia “proprie.dade” de “quilombolas”, financiados e instrumentalizados por uma O.N.G, que conta com recursos da União Européia , Fundação Ford e um conjunto de Igrejas anglicanas e evangélicas internacionais.

  • 70 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 28/April/2008 às 1:08

    Um dos locais possíveis para abrigar uma futura base de sub.marinos tornar-se-ia “proprie.dade” de “quilombolas”, financiados e instrumenta.lizados por uma O. N. G, que conta com recursos da Un.ião Eur.opéia , Fun.dação Fo.rd e um conjunto de Igr.ejas ang.licanas e eva.ngélicas internac.ionais.

  • 71 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 28/April/2008 às 1:09

    Processo semelhante ocorre com a FAB, também objeto de uma ação dita quilombola contra a Base de Alcântara, Maranhão. O problema reside igualmente numa questão de soberania nacional, essencial para um projeto espacial brasileiro, se o País quiser ser militarmente e economicamente competitivo no século XXI.

  • 72 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 28/April/2008 às 1:10

    O mesmo ocorre com a expressão autonomia dos povos indígenas . O seu significado remete a todo o período da descolonização, do qual surgiram os Estados africanos. É também muito utilizado para significar uma dita luta “anti-imperialista”, empregada para facilitar a dominação interna desses mesmos povos. Em nosso contexto específico, o tratamento dos indígenas nacionais, brasileiros, como um povo autônomo, tem o propósito político de criar condições para que eles venham a ser considerados efetivamente como povos independentes. Passariam os indígenas a escolher autonomamente os seus dirigentes, independentemente dos estados e da União, fariam tratados com ON.GS e, poderiam - por que não? - vir a solicitar reconhecimento internacional.

  • 73 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 28/April/2008 às 1:11

    Digno de nota é o fato das ONGs descontentes com a decisão do Supremo, suspendendo a demarcação da Raposa/Serra do Sol , estarem pensando em recorrer a OEA e a ONU, como se essas fossem as instâncias adequadas para resolver essa questão e não o próprio Brasil.

    O simples fato de já haver essa orientação merece ser ressaltado, pois ele exibe que o alvo almejado é o reconhecimento internacional de povos independentes , que passariam a ter um estatuto próprio no seio dessas organizações internacionais.

  • 74 rafael // 28/April/2008 às 1:34

    Se o Brasil pagou toda a conta, por que o Paraguai deve hoje (segundo a FSP) US$ 19,4 bi referente à itaipu? por que um pequeno pais de 6 milhões de habitantes precisaria da maior usina hidrelétrica do mundo? Há muitas mentiras dos dois lados da ponte da amizade, mas não como negar que o brasil é o mais beneficiado pela energia barata vinda do rio paraná, apesar de alimentar 95% do país o paraguai se sustentaria apenas com outras pequenas centrais elétricas que pudessem ser instaladas no interior do território.
    provavelmente , o único paraguaio vitorioso nesse acordo foi Stroessner

    ps. por uma questão técnica (frequência de rede) e de sociedade, metade da energia produzida pela usina vai para uma subestação no paraguai, lá é convertida para 60 Hz (nossa frequência) e enviada pro brasil. Se Lugo desligar a subestação perdemos boa parte da energia consumida no sudeste.

  • 75 josef mario // 28/April/2008 às 5:52

    Companheiro guilherme
    Eu, josef mario, devo dizer que acabo de retornar da help onde fui comemorar a sensacional vitória do mengão. Quanto a pergunta do companheiro em seu comentário 6, eu, josef mario, devo lhe responder que o problema de assoreamento em itaipu ou qualquer outra barragem, deve ser sempre analisada de forma relativa. Isto é, só existe sentido de se falar de volume anual de sedimentos transportados quando comparados com a vazão do rio. Portanto, no caso de itaipu, eu, josef mario, diria que este volume estaria em torno de 35 milhões de m3 que, embora possa parecer um número de proporções jumentícias, na realidade é um valor muito pequeno se considerarmos a vazão do rio paraná. Quanto à vida útil de itaipu, considerando este assoreamento, eu, josef mario, posso garantir ao companheiro que será de, no mínimo, 200 anos. Para finalizar, eu, josef mario, para não perder a oportunidade de dar a minha sacaniadazinha, devo dizer ao companheiro pedê que, da próxima vez, ao invés de consultar durante semanas este companheiro informante do itamarati ou este batalhão de companheiros especialistas no assunto, reporte-se diretamente a mim, josef mario. É mais rápido, prático e inteligente.
    Muito obrigado

  • 76 Fabio Passos // 28/April/2008 às 7:39

    O brigadeiro Hugo de Oliveira Piva é motivo de orgulho para o Brasil… já os neoliberais Colloridos e/ou FHCistas, que só não venderam a mãe porque a família reclamou, colocaram as forças armadas do Brasil de joelhos diante dos interesses estadunidenses.

  • 77 Antonio M // 28/April/2008 às 8:19

    O PIB do Paraguai é de mais ou menos US$9bi e Itaipu vale US$ 60bi !!!! Em 2023 vão sentar em cima de US30 bi !!!!!!

    “Brasil já paga preço justo por energia ao Paraguai, diz diretor-geral de Itaipu
    http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/04/22/materia.2008-04-22.3476235663/view
    Curitiba - O diretor-geral da Usina de Itaipu, Jorge Samek, disse hoje (22), em Curitiba, que considera o Tratado de Itaipu “ditoso” para os dois países. Ao manifestar sua posição contra qualquer alteração no contrato da binacional, ele afirmou que acha justo o valor pago pelo Brasil ao Paraguai pela cessão da energia produzida por Itaipu, que atualmente é de 45,31 U$/MWh. “Quando se fala em preço justo, é justamente o que praticamos”, enfatizou. Segundo Samek, nas concessionárias brasileiras, o preço médio praticado está em torno de U$ 38. …”

    O que o Brasil pode fazer é ajudar o Paraguai a se desenvolver utilizando a energia que vende ao Brasil. E esse padreco está doido por alguma bolsa-qualquer coisa mesmo!!!

    Não há o que negociar no contrato. O padreco de bosta quer é manter sua promessa para não perder aoio de seus eleitores. Mas isso é problema dele…….

  • 78 bitt // 28/April/2008 às 8:27

    Fico me perguntando pq essa história de Itaipu está levantando tanto celeuma. O artigo do PD esclarece bem a questão. É lógico q o tratado, examinado à luz das questões da época, é desvantajoso para o Paraguai. E é lógico q o presidente eleito de lá irá falar contra ele. Por sinal, já falam - e bastante. Qualquer pessoa q tenha estado em Assunção sabe q brasileiro não é mto bem visto por lá.

    Itaipu é uma questão estratégica para os dois países, assim como é estratégica tamb para a Argentina. Acho q o assunto é colocado perfeitamente no trecho “A expansão possível é de outra ordem e não depende das boas relações entre Brasil e Paraguai, como seguia o raciocínio do post. Depende da relação de ambos com a Argentina. A região toda é de tríplice fronteira e qualquer variação do nível de água provocada por Itaipu afeta navegabilidade e outra usina mais ao sul. O resultado é que, para Itaipu funcionar com as 20 turbinas simultaneamente, seria preciso aumentar o volume d’água represada. Isto não é possível por conta de tratados assinados por Paraguai e Brasil com a Argentina.”

    Esse trechinho merece uma leitura atenta, e é compreensível mesmo por não-especialistas, como eu - basta inverter o raciocínio. Na época, lembro q tinha gente q dizia q Itaipu era uma arma estratégica: caso as comportas fossem abertas, os argentinos iam ficar com água pelo pescoço. Algumas pessoas no COPPE dizem q a escolha da filosofia de todo o projeto levou esse dado em consideração. Nada estranho: na época, tinha uma disputa “sub-imperialista” entre Brasil e Argentina, para ver quem iria determinar os destinos do continente, etc, etc. Tinha uma mini-corrida armamentista em curso: mtos sistemas de armas até então inéditos, como os Mirage III, a infra do SINDACTA, os submarinos tipo Oberon e fragatas equipadas com misseis anti-navio e sistemas coordenados por computador digital, a reformulação da organização do EB, q passou a ser baseada na brigada e a expansão da indústria bélica nativa são tamb dessa época; a Argentina investiu mais ainda, pq tinha tamb uma questão de fronteira viva com o Chile, o q na prática equivalia à duas frentes em miniatura. Em 1971, qdo o tratado estava sendo negociado, o ditador argentino, q se chamava, se bem me lembro, Lanusse. chegou a dizer q a alternativa a Itaipu era a guerra. Argentino fala mta besteira…

    Fico imaginando se a questão toda não pode ser comparada, consideradas as proporções e as conjunturas, ao contexto de 1946, na Europa: afinal, o EUA tamb financiaram o reerguimento de seus ex-inimigos, contra a opinião de diversos burocratas e militares. Jogaram água na fervura da agitação interna particularmente da França, Bélgica, Itália, Grécia e por aí vai. Cada lugar tinha um conjuntura particular, e cd lugar tinha partidos comunistas fortalecidos pela luta de libertação.

    Tecnicalidades são pois, tecnicalidades. A usina vai durar 40 anos? Cinqüenta? O sistema pode ser reconcebido, caso necessário. O principal da infra está lá, e pode ser mudado. A importância da coisa toda, por outro lado, estabelece a necessidade de, pelo mns, discutir com o Paraguainão as bases, mas os desdobramentos do tratado. Outra vez, destaco um trechinho q deve ser lido de forma transversa (vc concorda com tal leitura, PD?..): “O que o Paraguai está pedindo, portanto, não é a revisão de um contrato que lhe foi imposto. É o perdão da dívida. O contexto político é outro, hoje. E pode interessar ao Brasil perdoar parcial ou totalmente tal dívida. Mas é bom ter em mente do que se trata renegociar preços: é perdoar dívida que existe…” É o típico “vamos começar a falar no assunto”. Eles estão fazendo o jogo deles. A imprensa brasileira, o dela - ou seja: se o governo atual fala “A”, abrem-se os editoriais “absurdo, absurdo”; se fala “B”, abre-se exatamente a mesma coisa. Nem vou dizer nada sobre o tema, pq logo vai aparecer alguém falando em “liberdade de imprensa”, mas veja-se (sem trocadilho) a questão dos “índices de crescimento”, conforme os “especialistas” dos jornalões colocam… :c)) (tenho me dado ao trabalho de recolher material sobre o tema, nos últimos 3 anos… pretendo, qq hora dessas, fazer um kit e mandar para gente como Miriam Leitão, CA Sardemberg e outros, acompanhado da pergunta: “A opinião de vcs é baseada em quê, afinal..?”)

    Dá-se o mesmo com essa questão, assim como com a outra, da Bolívia. Parece q, para mtos jornalistas e outros “formadores de opinião”, a única resposta seria deslocar tanques e pára-quedistas para a área. Olha - posso grantir uma coisa: é mais barato negociar…

  • 79 confetti // 28/April/2008 às 8:36

    seu bitt, prazer em le-lo…))

  • 80 bitt // 28/April/2008 às 8:48

    Esqueci de acrescentar - agora q me livrei de certas obrigações, e pretendo, a curto prazo, me livrar de outras, vou re-ativar o Cuasa::, q, curiosamente, tem recebido citações de onde mns eu esperava (prá dizer a verdade, não esperava citação nenhuma…)

    As tecnicalidades militares têm se tornado minha área de amadorismo (veja-se a origem histórica dessa palavra), e merecem atenção, principalmente em lugares nos quais os militares têm se metido em áreas q não as suas, de origem, e enfiado os pés pelas mãos - principalmente no que tange a fazer o trabalho sujo para certos civis, q depois passam por “defensores da democracia”.

    Assim, devagar com o andor, com questões relativas à guerra do Paraguai e ao conde d`Eu, por exemplo. O Gastão era um ótimo oficial de infantaria, mto atualizado com os avanços técnicos militares da época. Se foi ou não criminoso de guerra, são outros quinhentos. Isso sempre gera polêmica - basta dizer q um dos melhores generais de tanques da 2a Guerra Mundial foi Joseph Dietrich - da Waffen SS e fanático nazista. Ele aprendeu q “velocidade é tudo” e “manobra é desdobramento” nas brigas de gangue de rua da década de 1920. O duque de Caxias foi - eu arriscaria - um dos 100 melhores estrategistas-táticos do século XIX - basta examinar a campanha do Chaco q realmente decidiu a guerra.

    Assim, não se pode simplesmente dizer que o EB não fez nada q preste, nos últimos 44 anos. A maioria do EB, bem como da MB e da FAB, trabalhou mto, na sombra, e sem ganhar nada. Eram fanáticos anti-comunistas? Digamos q sim (nunca ninguém estudou a sério a posição política do corpo de oficiais, entre 1964 e 1985, mas vá lá…). Pagaram o pato de um enorme equívoco, o golpe, q não foi obra estrita deles, mas tamb dos civis, pilantras históricos como Magalhães, o baqueiro, e Adhemar, o escroque.

    PD, ainda não tinha tido oportunidade de lhe dar os parabéns pela bolsa. Certamente vc merece, e sairá boa coisa daí… Espero q, ano q vem, lá por abril, possamos tomar um café com bagels em DC.

  • 81 bitt // 28/April/2008 às 9:37

    confetti, obrigado pelo elogio - se for ironia, agradeço tamb, visto q, segundo alguns (inclusive Heidegger, me parece) vale tanto qto elogio… :c)

    Será q o pessoal não leu a entrevista da moça da UTPR? Deviam…

    Como estou com uma manhã livre (coisa rara, q espero, mude, nos próximos meses), li, reli, me regozijei (coisa rara…) por ter estudado História e destaco um trecho, q, me parece, é a alma do negócio.

    “A decisão foi política. Precisamos compreender o contexto da época. Só aconteceu porque ambos os países viviam um momento muito especial, que era o auge de suas ditaduras militares, com o general Stroessner lá e Médici aqui. Em Brasília, principalmente após o Ato Institucional nº 5, o poder estava concentrado nas mãos do presidente da República. Nada era debatido no Congresso. As discussões políticas não se davam em público e as decisões não podiam ser questionadas. ”

    Pois é… Não existe questão técnica, e toda e qq questão tem de ser vista à luz do contexto de época. E o contexto da época, como a doutora esclerece mto bem, vem dos anos 50, com o projeto de desenvolvimento do JK, q era tamb o projeto da CEPAL, e foi aproveitado pelos militares.

    Pq tanto celeuma? Tratados são renegociados e reconfigurados. Se o Tratado de Washington de 1949 foi (pela letra original, nações como o República Checa e a Polônia não poderiam ter sido admitidos), pq o Tratado de Itaipu não pode ser repensado?

    Diz o Chesterton “Irado” q o período ditatorial foram os “anos dourados”. De certa forma, concordo - os milicos deram um jeito de fazer o q JK não tinha conseguido, por falta de capacidade de planejamento e recursos. O q não dá pra imaginar é q tudo o q os milicos fizeram tenha sido boa coisa - a não ser q o Chesterton ache q resolver pendência política matando os adversários seja bom método. Mas o q o Chest acha ou deixa de achar é problema dele, não meu.

    Assim, não vejo problema q partes do tratado de Itaipu sejam revistas. Fortalece o papel do Brasil no contexto latino-americano atual.

  • 82 S Leo // 28/April/2008 às 9:40

    Esta proposta foi adiantada pelo enviado do Valor ao Paraguai, na semana passada, Pedro. Foi matéria de capa. E é por aí mesmo, mas os paraguaios já receberam essa proposta no governo Nicanor, e meteram o pau.

  • 83 confetti // 28/April/2008 às 9:52

    bitt, nao ha nada de ironico em gostar de reve-lo por aqui, so prazer mesmo ! pare com a ausencia..)

  • 84 Dino 5,4 % // 28/April/2008 às 10:06

    “é óbvio que Itaipu caiu do céu para o Paraguai. Não entrou com porra nenhuma e pegou emprestado a grana do Brasil”.

    Hummm… Digamos que ele entrou com metade do rio… Tente construir uma barragem pela metade…

    “Vivia-se o “milagre econômico” (um PAC que deu certo) e o país precisava de energia para crescer.”

    Ué! Há cinco minutos atrás, o Delfim Neto era uma merda, por apoiar o Lula…

    “governo desse padre de merda é confiável? Até agora os antecedentes regionais não indicam nada de otimista…”.

    A qual governo se refere? Será da diocese que ele era bispo?

  • 85 Dino 5,4 % // 28/April/2008 às 10:21

    · ps. por uma questão técnica (frequência de rede) e de sociedade, metade da energia produzida pela usina vai para uma subestação no paraguai, lá é convertida para 60 Hz (nossa frequência) e enviada pro brasil. Se Lugo desligar a subestação perdemos boa parte da energia consumida no sudeste.

    Rafael, a eletricidade que volta do Paraguai na frequência de 50 Hz é retificada para corrente continua e só volta a 60 Hz na subestação de Ibiúna.

  • 86 Antonio M // 28/April/2008 às 10:54

    “..Se Lugo desligar a subestação…”

    Aí Brasil poderia ter a iniciativa de renegociar o contrato e não comprar mais a energia do Paraguai. Pegava de graça mesmo…..

  • 87 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 28/April/2008 às 11:07

    bitt- É lógico q o tratado, examinado à luz das questões da época, é desvantajoso para o Paraguai

    chest- não me parece, explique sua lógica.

  • 88 Guilherme // 28/April/2008 às 11:10

    É…o Bitt calou a boca da fascistada direitopata. Muito bom.

  • 89 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 28/April/2008 às 11:11

    Diz o Chesterton “Irado” q o período ditatorial foram os “anos dourados”. De certa forma, concordo - os milicos deram um jeito de fazer o q JK não tinha conseguido, por falta de capacidade de planejamento e recursos. O q não dá pra imaginar é q tudo o q os milicos fizeram tenha sido boa coisa - a não ser q o Chesterton ache q resolver pendência política matando os adversários seja bom método. Mas o q o Chest acha ou deixa de achar é problema dele, não meu.

    chest- contra revolucionarios comunistas só a policia resolve, não são meros adversários políticos.

  • 90 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 28/April/2008 às 11:14

    se Lugo desligar a subestação é guerra…você vão ficar no escuro e à mercê do EB.

  • 91 bitt // 28/April/2008 às 11:21

    São mesmo dias estranhos, esses… Chesterton e Josef Stalin concordariam, se pudessem se reunir. Pelo mns no sentido de q adversários políticos devem sempre ser tratados como caso de polícia…

  • 92 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 28/April/2008 às 11:25

    Stalin era caso de policia, como a policia fraquejou, deu no que deu, o criminoso reinou até morrer.

  • 93 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 28/April/2008 às 12:00

    Last week, the administration broke the deafening silence surrounding Israel’s strike against a Syrian nuclear reactor last fall. Media reports indicate that U.S. intelligence confirms that North Korea had been assisting Syria to build a plutonium-producing reactor. That is, until Israeli warplanes struck.

    Given North Korea’s track record, it is not surprising that these two state sponsors of terrorism were collaborating. Pariah states seek each other out. North Korea has long cooperated with Iran on its missile program. North Korean troops even trained some of Robert Mugabe’s henchmen in Zimbabwe.

  • 94 Pedro Doria // 28/April/2008 às 12:00

    rafael – não sei como a Folha fez o cálculo desta dívida paraguaia. O Paraguai deve em energia até 2023. A conversão de valores e juros de uma unidade para a outra pode produzir números mirabolantes. E este – o do método de fixar a conta, se em dólar ou em ouro ou em barril de petróleo – foi uma longa discussão no tempo da confecção do petróleo. Como está tão alto hoje? O preço do barril, portanto, da energia, subiu pacas. A mesma ‘quantidade’ de energia, 10 anos atrás, valia uma fração disso.

  • 95 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 28/April/2008 às 12:00

    U.S. credibility is suffering. Immediately after North Korea’s nuclear test in 2006, the president stated, “The transfer of nuclear weapons or material by North Korea to states or non-state entities would be considered a grave threat to the United States, and we would hold North Korea fully accountable of the consequences of such action.” The Syrian revelations, and the administration’s reaction to it, have shredded that policy. How likely is it that other proliferators will take such statements seriously?

  • 96 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 28/April/2008 às 12:01

    os americanos piscaram, isto é grave.

  • 97 Antonio M // 28/April/2008 às 13:40

    Por favor, quem acha lindas as reinvidicações do Sr. Lugo, que peçam apenas que suas contas venham com aumentos que eu não estou com vontade de pagar mais essa bondade do governo Lula pois, consegue ao menos tentar imaginar quem vai bancar essa grana a mais?!?!!?!

    E leiam um pouco mais sobre o assunto, o acordo está ok e se o Paraguai quer nossa parceria, que seja para investimento em seu território utilizando a energia a que tem direito ao invés de vendê-la ao Brasil e nosso apoio com know-how para programas de educação profissinal como o SENAI, Mercosul etc. . Nada de bolsa-hidrelétrica para ajudar presidente companheiro. E é essa posição que a militância estaria defendendo agora se Lugo tivesse perdido a eleição….

  • 98 Pedro Doria // 28/April/2008 às 14:13

    bitt, sê bem-vindo =)

    A maioria dos jornais parte para cima do governo, qualquer governo, quando se trata de o Planalto estar aparentemente cedendo aos vizinhos. Nisso, você tem razão. Talvez não estejamos acostumados ainda com a idéia de ser potência, que exige que cedamos mais, mesmo. Interessa ceder se, com isto, você ganhar sustentação política. O Paraguai vai votar com o Brasil na ONU? Vai se alinhar automaticamente ao Brasil em discussões no Mercosul? (Ou, de outra forma, seu alinhamento será barato de conseguir?) O jogo é sofisticado e, convenhamos, muito divertido de acompanhar. Diplomata bom, quando cai nessa discussão, não está pensando em ‘justiça’, em ‘pobre Paraguai’. Está pensando em quanto custa ter o Paraguai em sua esfera de influência. (Se é que isto seja possível.)

    Dino 5,4 %, o projeto inicial previa uma usina maior que Itaipu e em território brasileiro desviando parte das águas do Rio Paraná. Pagariam royalties para o Paraguai. Itaipu poderia ter sido diferente. Foi como foi por opção política do Brasil. E não estou entrando no mérito de se o negócio foi bom ou ruim.

    surfando na melancia da confetti, bom seu raciocínio a respeito de Itaipu ter sido uma decisão política contra a Argentina. Faz todo o sentido. Quando me refiro aos nacionalistas, jogo pra trás, pra turma da Cepal, dos governos JK & Jango, que fizeram os estudos iniciais da usina. Esta galera não gostou do projeto binacional. A turma que foi fazer Itaipu de fato, 10, 15 anos depois, já vivia noutro contexto.

  • 99 confetti // 28/April/2008 às 14:22

    po pd, tira meu surf desse nick ! ))

  • 100 confetti // 28/April/2008 às 14:27

    digo, tira meu nick desse surf ! hahaha

  • 101 Chesterton // 28/April/2008 às 14:58

    só que a demanda paraguaia refleta e perda de importância do Brasil na America do Sul. Os paraguaios e os bolivianos já acham que não vale a pena respeitar o Brasil.

  • 102 Guilherme // 28/April/2008 às 15:16

    Nossa…que bobagem esse #101 !!

  • 103 Pedro Doria // 28/April/2008 às 15:18

    confetti, foi o surfando na jaca que o pôs ali, nada tenho com isso…

  • 104 confetti curtindo a boquinha do pd // 28/April/2008 às 16:03

    entendo boss….um saco né…..))

  • 105 Chesterton // 28/April/2008 às 16:21

    tenho uma solução, fazer uma represa a montante…..

  • 106 rafael // 29/April/2008 às 1:34

    confetti, a montante temos todas as usinas construidas nos rios: grande, tietê, paranapanema e paraná (na divisa sp/ms). apesar de considerar o tratado injusto não acho que o brasil deva depender de energia estrangeira, as usinas do rio madeira e belo monte, no xingú, podem diminuir nossa dependencia de itaipu.

    Dino 5,4%, você está correto, a transmissão é feita principalmente em corrente contínua, peço desculpas pelo erro.

    pd, ao citar a cifra quis mostrar que não houve presente nenhum ao paraguai, o paraguai deve e muito, o equivalente à duas vezes seu PIB.

  • 107 Natan Pardinho // 29/April/2008 às 2:47

    PD… e outros desinformados….
    caso se “desligue” Itaipu, o Paraguai ficaria no escuro?…. hehehehehe…só afirma isso quem desconhece o Paraguai….Este país possui outra binacional, chamada Yaciretá, que tem a metade da capacidade de Itaipu… para o Paraguai bastaria a energia de Acaray…enfim…estamos falando do maior exportador de energia elétrica do mundo…

  • 108 bitt // 29/April/2008 às 9:31

    De fto, Natan, estamos falando do maior exportador de energia elétrica do mundo, e como vc parece saber, não é possível “desligar uma hidrelétrica” como se desliga uma geladeira.

    Por sinal, a questão nem é essa, suponho q vc tenha percebido. O problema, basicamente, é o fato de que o tratado de Itaipu foi estabelecido levando em consideração aspectos políticos da época - mais de 30 anos atrás, qdo todos os países do Cone Sul eram ditaduras e havia um projeto sub-imperialista por parte tanto de Brasil qto da Argentina. O tratado de Itaipu foi discutido de forma q não houve nenhuma discussão em torno do q seriam os interesses do Paraguai. É até possível q as condições sejam altamente vantajosas para aquele país - tanto o pessoal do COPPE qto d USP dizem q não são tão ruins assim… Não devem ser, mesmo, mas a questão é q os governantes, até agora, eram políticos formados na linha de Stroessner (será q é assim q se escreve..?) e da longa ditadura colorada. Acho natural e justo que o povo de lá queira discutir um tema q, como disse vc mesmo, é crucial para o país - a exportação de energia elétrica, pois o país é meio-dono de duas usinas enormes e sozinho de uma, mto grande (no total, acho q produzem 36 gW de energia, sendo q o país é dono de 21 gW, sendo q não tem demanda da décima parte disso).

    Não é problema discutir, por via diplomática, o tema, então. O bom Chesterton, em algum lugar aí em cima, afirmou que ninguém respeita mais o Brasil; outro cara disse que nossos diplomatas são “otários” - e por aí vai. Não vejo pq a discussão diplomática deva ser feita na base do “respeito” (ou seja - se não me “repeitar”, jogo bomba em vc).

    Todos usam como exemplo o caso Bolívia. Independente do q pensemos sobre Evo Morales, temos de admitir q são duas situações diferentes, até pq o tratado com a Bolívia é, sob todos os aspectos, lesivo aos interesses daquele país. Foi negociado na base do “eu digo, vc obedece”, tanto é q, depois, os americanos começaram a chiar, dizendo q tamb queriam usar o tal gasoduto, e fazendo o mesmo tipo de ameaça (tribunais internacionais, “cooperação”, sanções, etc) q a imprensa exigiu do Brasil, qdo o caso estourou.

    O fato e q certa posição ideológica coloca os países numa escala hierárquica, tipo uma espécie de “darwinismo diplomático”. Assim, o Brasil teria o “direito” de impor qq sandice a seus vizinhos “mns dotados”, e os EUA teriam adireito de impor o q quiserem ao Brasil - tudo na base desse “darwinismo”. O gpo de FHC parecia pensar assim - a começar pelo próprio, e boa parte dos formadores de opinião, com eles. A negociação do tal gasoduto e da compra de gás reflete isso, pelo mns em minha opinião.

    Um exemplo interessante foi a proposta de uso da base de lançamento de veículos orbitais de Alcântara. Os americanos queriam usá-la inclusive para colocar satélites militares em órbita, o q violaria a posição de alianças bilaterais pragmáticas da diplomacia brasileira, praticada com sucesso desde a época de Geisel. De fato os americanos queriam era garantir q nenhum outro país (principalmente a Rússia) tivesse acesso às instalações, visto q a indústria deles perdeu a hegemonia da colocação de satélites comerciais em órbita, nos últimos anos, para a Rússia e para a França. Mas o modo q eles propunham o “acordo” seria inteiramente lesivo a nossos interesses, pois a base passaria a ser controlada numa espécie de parceria. Lula encerrou a conversa. Nesse ponto, fez bem. Outra questão é a discussão sobre a aquisição de armamento. Os americanos chegaram a pressionar mto para a aquisição, pela FAB, de caças F16 lote 50, no final do gov FHC. Condições? Eram boas, mas… Certos itens do pacote de eletrônica teriam de sofrer manutenção nos EUA, por técnicos americanos; armamento avançado teria de ficar depositado (é, guardado) nos EUA, q decidiriam qdo liberar para o Brasil. O Chile chegou a aceitar esse “negócio”, mas os pps americanos desistiram, qdo a Rússia liberou um sistema de armas extremamente avançado para a Venezuela, baseado no caça SU35K.

    Não vejo pq teremos de aplicar esse tipo de diplomacia. Se o acordo com o Paraguai for bom, q seja mantido - se for lesivo, q seja rediscutido. Mas a postura “gorila” não cabe mais. É tolice pretender q tenhamos direito a “hegemonia” aqui, e q devamos a mesma coisa aos EUA.

  • 109 Chesterton Dracul // 29/April/2008 às 11:13

    eu só quero que o presidente defenda os interesses de seu país, cada um o seu, e não tentar comprar simpatia com dinheiro do contribuinte.

  • 110 Elias // 29/April/2008 às 18:29

    Chesterton,

    O Paraguai está tentando se posicionar do melhor modo possível.

    A economia brasileira está crescendo sem interrupções. O nível de consumo está aumentando, também ininterruptamente. O Brasil precisa de energia. O Paraguai vende energia. Logo…

    Como o Brasil está numa situação confortável, essa é melhor a hora para os parceiros mais fracos tirarem uma lasquinha.

    Claro que o Brasil topa rever o tratado. E claro que isso vai ter um preço.

    É negócio, Chester. E negócio é negócio…

    Quanto ao “milagre econômico” ter sido um “PAC que deu certo”… há controvérsias.

    O “milagre” do Delfin foi feito com endividamento externo.

    Quando acabou o porre do crescimento por alavancagem, ficou a ressaca de ter que pagar sem ter com quê.

    O atual crescimento econômico brasileiro — que não tem nada de milagroso — está se dando com o Brasil na condição de credor internaci0nal.

    Pra sua cartilha político-ideológica olavodecarvalhiana não há diferença entre as 2 situações?

  • 111 Você já foi à Bahia, Raúl? E você Hugo? Lupo? Castro, Chávez e Lula na Cúpula baiana // 17/December/2008 às 14:09

    [...] alguns posts onde o assunto foi mais detalhado, cá no [...]

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