Com 98% dos votos contados na Pensilvânia, Hillary Clinton vence Barack Obama por 55 contra 45% dos votos. Seus eleitores foram para as ruas e votaram. Ainda é cedo para dizer se é reação aos comentários de que são ‘amargurados’, feito por Obama. Mas é capaz.
Com uma diferença de 10%, trata-se de uma vitória fantástica.
Na prática, quer dizer 16 delegados a mais. Não é muito. A princípio, não há por que achar que Obama perderá as próximas primárias grandes, em Indiana e na Carolina do Norte, ambas no dia 3 de maio.
Obama terá maioria dos delegados eleitos e disputará com Hillary o voto dos superdelegados, membros do partido que votam em quem quiserem. É por conta destes que sua vitória por boa margem, na Pensilvânia, faz diferença. Ela, assim, mostra que tem a simpatia do eleitor branco de classe média baixa, que tende a ser mais conservador, e que corresponde a um dos grupos de indecisos mais importantes na disputa presidencial. Se Hillary convence os superdelegados de que ela consegue tirar estes votos de John McCain e que Obama não consegue, o improvável pode acontecer e Hillary, no fim, vencer Obama.
Uma vitória fantástica, pois.
Não quer dizer que o desafio seja pequeno. Para ser candidata, do jeito que as coisas andam, Hillary precisará de aproximadamente 70% dos votos dos superdelegados. É um bocado difícil.




