Ninguém sabe ao certo em que dia goode & ol’ Will Shakespeare nasceu, mas certo é que foi batizado no 26 de abril em 1564 e morreu que morreu a 23 de abril, 1616. Ficou registrado por alguns que morreu no dia do aniversário, então a tradição se firmou.
Há 444 anos, pois.
Diz David Rosenberg, colunista de um pequeno jornal norte-americano:
O público que vai ao teatro hoje só pensa em si. Como mais poderíamos explicar o fato de que aplaudem de pé qualquer coisa que vejam? Há também aqueles que dão risinhos e fazem sons às menções mais sutis de sexo? Some a isto os celulares que não param, os barulhos de papel de bala, uns tantos enviando mensagens de texto e até mesmo desatenção. Às vezes dá vontade de nunca mais entrar no teatro.
Mas, sejamos justos. O público nos tempos de Shakespeare não era muito melhor. Em geral, era pior. Os milhares de elizabetanos que pagavam um penny (o preço de uma bisnaga) para assistir de pé às peças em frente ao palco eram chamados de ‘groundlings’ e, certa vez, o próprio Shakespeare os descreveu como ‘uma gente capaz das piores coisas, em seus shows de demência e barulho’.
Gente que batia carteiras e prostitutas faziam seu trabalho nesse espaço enquanto os nobres e suas mulheres ocupavam cadeiras no entorno ou mesmo no próprio palco. Mercadores vendiam cerveja, maçãs e frutas secas e a comilança produzia uma cacofonia que os atores tinham que vencer para serem entendidos. Eles tinham que lidar também com o fato de que o público deixava muito claro quando não gostava de algo.
Mas havia um certo orgulho de ouvir sua língua inglesa no teatro, mesmo entre aqueles que não sabiam ler. Adoravam o teatro. Lá, aprendiam sua história, alimentavam suas esperanças e esqueciam das tristezas. Mal-educados, de fato, críticos, e no entanto foram unidos por poesia de primeira. Seu teatro era sua cultura.
Às vezes, encarando alguma má tradução ou o inglês hoje um tanto pomposo, Shakespeare parece impenetrável. Mas há um motivo que faz dele, ainda, o maior escritor de todos os tempos. É que estamos todos em suas histórias.
Imagine um rapaz ainda jovem que perde um pai e, na volta para casa, o cadáver ainda quente, tem de lidar com o repentino novo casamento da mãe.
Ou então um casal adolescente, ele 16 e ela 13, na lida com seu primeiro amor – um amor que, como cabe à idade, parece a sensação mais intensa e visceral que jamais houve ou jamais haverá. Uma emoção que eles próprios não sabem controlar.
Destaque daí um sujeito que, tendo perdido a mulher, decide dedicar toda sua vida à única filha na esperança de poupá-la de todo o sofrimento. O isolamento é controlável enquanto ela é criança. Mas basta que fique mocinha, agora o sujeito já velho, e ele percebe o controle escorrer por entre seus dedos.
O jogo de emoções em momentos extremos está ali, assim, no Hamlet, em Romeu e Julieta ou na Tempestade. Mas apresentar gente assim tão gente apenas faria de Shakespeare um grande entre grandes – mas não o maior. Porque não somos apenas pessoas lidando com nossas relações e emoções. Somos também bichos políticos.
O pai de Hamlet, afinal, não era apenas um pai – mas também um rei. E enquanto ele enlouquece lentamente buscando amadurecer enquanto há tempo, buscando compreender enquanto sofre, as intrigas da disputa pelo poder transcorrem ao seu redor.
Romeu e Julieta tampouco lidam apenas com seu amor adolescente e intenso. Lidam com ele e com um mundo insuportavelmente concreto a volta, um ambiente de guerra civil no qual a cidade está rachada por um ódio há muito estabelecido entre duas facções, um ódio destrutivo, irracional que terminará por levá-los à própria destruição. (Pensem em Israel e Palestina.)
É só ouvir Marco Antonio discursando pelo cadáver esfaqueado de César, lentamente manipulando as emoções da turba à frente do Senado, para compreender o político demagogo em ação. Ou ouvir Henrique 5º perante seus soldados no dia de São Crispim para lembrar daqueles momentos em que um líder político de fato consegue inspirar a turba a produzir seu melhor.
A paranóia insegura de Otelo, queiramos ou não, está um pouco em todos nós. Como a vontade de superproteger os filhos de Próspero. Lidamos com um mundo no qual há Veronas espalhadas. Há Ricardos 3os no poder de nações e Marcos Antonios querendo chegar lá.
Há 444 anos nasceu o homem que escreveu tudo que havia para escrever sobre nós. Não mudamos rigorosamente nada desde então.
data gentilmente lembrada pelo Ao Mirante, Nelson!







45 Comentários até agora ↓
1 Guilherme // 23/April/2008 às 16:01
“Chester, Antonio M. e Barba Negra, são apenas nobres que gostam de ouvir a própria voz”
Shakespeare, em Romeu e Julieta.
2 nada será como antes // 23/April/2008 às 16:09
Shakespeare e sua obra têm, ainda, longa vida e jornada.
Mas o teatro está morto.
Tratei do assunto, ontem, no meu blog.
3 Guilherme // 23/April/2008 às 16:18
Nada,
O que existe é o Teatro. Cinema e televisão são apenas variantes dele.
4 Antonio M // 23/April/2008 às 16:18
#1
Hmmmm…….Nem estou sabendo disso! Quero receber meus direito$$$$$ !!!!!!!
5 Nhé! // 23/April/2008 às 16:23
Eu gosto de teatro, mas não vou há muito tempo.
Eu gosto de Shakespeare, mas nunca vi no teatro…
6 Guilevy // 23/April/2008 às 16:24
Momento Harold Bloom do PD:
“Há 444 anos nasceu o homem que escreveu tudo que havia para escrever sobre nós. Não mudamos rigorosamente nada desde então.”
É que Shakespeare não conhecia o josef mário, apesar de contemporâneos…
7 aiaiai // 23/April/2008 às 16:38
A gente não mudou mas os instrumentos mudaram…a arena hoje não precisa ser o teatro, pode ser essa aqui mesmo. Outro dia tivemos uma briga típica aqui entre duas donzelas…assim caminha a humanidade!
Por falar nisso, esse não é um dos filmes que vc aprendeu com sua mãe??? (Giant)
8 nada será como antes // 23/April/2008 às 16:46
Guilherme,
O que existe é o Drama. O teatro, a TV , o cinema, o rádio, são veículos para a dramaturgia.
Na atualidade, o rádio presta serviços, a TV atinge as massas, o cinema exibe técnica e disponibilidade.
Mas o teatro, coitadinho, está morto.
9 Prøftël // 23/April/2008 às 17:04
NASCA, só pra você não levar pedrada sozinho, não topo teatro.
Pode falar o que quizer, pra mim é como foto preto e branco, não gosto e pronto.
Que se laske.
hehe.
10 anrafel // 23/April/2008 às 17:09
Uma coisa também pode ser dita: nunca mais o teatro foi a festa de largo da Bahia que é descrita pelo eminente colunista.
Faz um tempão que fui ao teatro, e olhe que tenho um irmão ator. Aqui em Salvador, acho que desistiram de lutar contra o desinteresse do público.
Praticamente só há comédias, a versão baiana do besteirol carioca. Quando pinta um patrocínio mais fornido, arriscam um clássico, um grande autor nacional.
Mas tem muita gente que faz uma boa grana com o teatro atual da Bahia. Gente, inclusive, com dedicação exclusiva.
Nenhum juízo de valor; apenas constato.
11 Guilherme // 23/April/2008 às 17:21
Nada (# 8)
Discordo. O drama pode ser “visualizado” através da imaginação, lendo-se um livro.
Se houver a representação física do ato, é teatro.
12 nada será como antes // 23/April/2008 às 17:37
Guilherme,
Entendo seu ponto-de-vista, mas continuo a discordar.
O cinema, por exemplo, permite a representação física (aliás, toda representação é física, incluida a radiofônica) com melhores requintes técnicos do que o teatro.
Você deve gostar de teatro e respeito. Eu também gosto e sou especialista em semiótica teatral.
Mas, sinto muito ( sinceramente), o teatro está morto.
No meu blog, ontem, por coincidência, postei a respeito desse assunto.
13 anrafel // 23/April/2008 às 18:25
Shakespeare não é Deus, nem mesmo Jesus, mas tem alguma semelhança com este último: sua existência é contestada por alguns. Ou mais exatamante, o cidadão Willian Shakespeare não seria o autor daquilo que o transformou no maior dos dramaturgos, o inventor do humano, segundo Harold Bloom.
Argumentam que um Zé Ruela daqueles não poderia ser o autor de obra-prima atrás de obra-prima, além de não citar uma só vez a sua cidade natal, Stratford-upon-Avon em seus textos.
Os registros documentais sobre o xará de Guilherme são extra-literários; no seu testamento não existe referência a livros.
Além disso, como é que um tabaréu conseguiria descrever com tanta perspicácia a vida das classe altas e da nobreza, inclusive não inglesas?
Pois é, esse debate já envolveu gente como Mark Twain, Charles e Orson Welles. Hoje, não sei como é que anda, se é que ainda tem (ou já teve) alguma importância.
Ah, sim, os candidatos a autores da obra shakespeareana são Francis Bacon e Edward de Vere (who’s he?).
14 Pedro Doria // 23/April/2008 às 18:33
Tem outros candidatos, anrafel, como o Cristopher Marlowe ou o Ben Johnson.
O problema é o seguinte… não tem ninguém mais na Inglaterra daquele tempo que fazia coisa sequer parecida. E, além do mais, em seu tempo ele era visto como mais um dos quatro ou cinco fazendo teatro. Concorria pesado e às vezes perdia a porrada da disputa comercial.
Às vezes as respostas são simples, creio. Era o cara.
15 anrafel // 23/April/2008 às 18:58
Exatamente, Pedro, tem esses também. Na verdade, eu fiz uma pesquisa rápida sobre uma questão que despertou a atenção de gente muito boa. Eu mesmo não acredito, ou não ligo para essa investigação de autoria.
16 surfando na jaca // 23/April/2008 às 20:10
O retrato mais perfeito que encontrei da Confetti foi na indomável Megera Domada. Dizia palavrões, lutava feito homem e, não se pode dizer o contrário, foi uma personagem muito autêntica, muito própria.
17 Zé Bush // 23/April/2008 às 20:14
well,boys…..Shakespeare é universal e atemporal por falar do elementar do caráter humano.Isso não muda nunca. Ele não “contava histórias” de nobres ou reis e rainhas. Isso era o adorno e o “chamariz” para a farsa (no bom sentido teatral do termo).
Falava de ciúme,intriga, ambição, vaidade, mêdo,ganância,amor….enfim,tudo que sempre existiu no caráter humano.
18 ana // 23/April/2008 às 20:19
poxa, ninguém leva a sério essa questao da autoria shakespeareana. ninguém mesmo. só uns pirados de plantao. ben jonson e marlowe nao sao candidatos a autores da obra de shakespeare: sao contemporâneos e grandes autores, com estilos bem diferentes. tudo indica que o sujeito chamado william s. era o autor, além de ter sido ator de teatro. é isso, sabia tudo de teatro, era homem muito inteligente e estudou em escola pública de alto nível na época - todas eram. e era mais um autor popular de sua época. o reconhecimento posterior envolve questoes mais complexas. mas, enfim, é um cara fundamental da cultura ocidental, mesmo que, e muitas vezes, inconscientemente presente no nosso dia-a-dia.
19 xyz // 23/April/2008 às 20:38
http://www.shakespeares-sonnets.com/loverscp.htm
É bacana ouvir. Tem uma boa gravação com Sir John Gielgud, por exemplo. Filmes também ajudam à beça. Os do Kenneth Branagh, que foi da Royal Shakespeare Company; outro exemplo. Pacino sobre Ricardo III ou no Mercador de Veneza. Ópera, pra quem garimpar DVDs ou viajar: Verdi (Otelo, “Falstaff”), Gounod (Romeu e Julieta). Por exemplo, sempre. E no Brasil, tantas montagens freqüentemente bem sucedidas. E uma excepcional ensaísta (quem fala assim é gente melhor que eu), Bárbara Heliodora. Por aí vai.
20 Prøftël // 23/April/2008 às 20:49
Ana, há como resolver a autoria, pergunte ao Camarada Josef Mário, provavelmente conheceu Shakespeare (se é que esse não era o pseudônimo que usava na época).
hehe
21 H.Romeu Pinto Reloaded // 23/April/2008 às 21:38
Quero postar mas não consigo!
22 H.Romeu Pinto Reloaded // 23/April/2008 às 21:40
Porque não consigo postar?
23 H.Romeu Pinto Reloaded // 23/April/2008 às 21:41
Começei a cansar de escrever e nada ser gravado!
24 H.Romeu Pinto Reloaded // 23/April/2008 às 21:41
Cuidado voce que está plugado!
25 H.Romeu Pinto Reloaded // 23/April/2008 às 21:43
TÔ numa pior?
Os internets auts são caçados!:?????
26 H.Romeu Pinto Reloaded // 23/April/2008 às 21:44
Mengão SURF!
E agora torcendo contra a ShirleY!!!!!!
Fora São Paulo!
27 Dom Casmurro Patriarca // 23/April/2008 às 22:02
Conseguiram “infiltrar” virus no blog do Pedro Doria.
Eu também não estou conseguindo postar.
28 surfando na jaca // 23/April/2008 às 22:15
?Romeu, que pasa?
Mengão contra o alvi-negro do Pax.
29 ioio // 23/April/2008 às 22:26
Essa é velha, mas vale a pena lembrar o espectro que assustou(?) Hamlet também serviu pra Marx uns 250 anos depois dizer que ele continuaria assustando…os europeus… e seu dilema entre o digno e o indigno…depois Freud imaginou-o como um Édipo moderno, a culpa e seu desejo pela mãe
30 Brancaleone // 23/April/2008 às 23:40
Como os tempos mudaram!!!
Nos tempos de Sakespeare os teatros eram uma mistura de bordéu com feira-livre e restaurante. Hoje 80, talvez 90% do público de teatro é composto por gente que vai para não ver, mas para que vejam que elas foram ver, ou seja, é “chato” não ir assistir alguma coisa ( qualquer coisa) de Gerald Thomas, ou algum treco ( qualquer treco) de algum fulano qualquer, desde que este fulano esteja na moda e seja o santo da vez da intelectualha…
Uns poucos abnegados vão às escondidas, ficam à socapa vendo o cenário, a iluminação, o figurino, o texto e se der, os atores. São minoria e constituem uns heróis, gente de primeira linha que ainda acredita em arte ou que pelo menos têm esperanças que ela exista em algum lugar.
Estive no Festival de Teatro de Curitiba. Vale pelos fringes, peças de rua ou o fantástico “Cabaret de Varieté”, surpreendente, cômico e numa interação com o público que é maravilhosa.
31 Leila Ferreira // 24/April/2008 às 1:00
Partindo do pressuposto de que, nada será para sempre, o “nada será como antes” tem lá sua razão. E ao contrário do “Proftel”, adoro teatro. Acho que é um programão de final de semana.
32 Patagonia Joe // 24/April/2008 às 1:59
Coronel Gaddafi já puxou essa bola completa e só não aprende que não quer! Sheikh Spear como todos sabemos era um nobre muçulmano.
33 ROFL // 24/April/2008 às 6:34
Tinha que ter uma mencao a Israel e Palestina..
ai ai ai…
34 Gunnar // 24/April/2008 às 9:57
“Há também aqueles que dão risinhos e fazem sons às menções mais sutis de sexo? Some a isto os celulares que não param, os barulhos de papel de bala, uns tantos enviando mensagens de texto e até mesmo desatenção.”
Isso vale também pra cinema, e, cada vez mais, SALA DE AULA.
Seres humanos são desprezíveis.
35 Dom Casmurro Patriarca // 24/April/2008 às 10:23
Eu fiz um resumo da peça MacBeth.
Para quem nunca leu Shakespeare, espero que ajude a ter alguma idéia da grandeza do homem.
Macbeth e Banquo, generais do rei da Escócia, venceram uma revolta e estão de retorno. Ao atravessarem determinado campo inóspido, deparam-se com três “feiticeiras” que saúdam Macbeth como barão e futuro rei; e que os descendentes de Banquo serão reis.
As “três feiticeiras” desaparecem e parte da Clarividência logo se confirma – mensageiros do rei entregam a Macbeth o título de barão que pertencia a um dos nobres que fora vencido. O cumprimento imediato de parte da predição, leva o general a ambicionar com o cumprimento da segunda parte.
Aproveitando-se da visita do rei, Macbeth mata-o, enquanto dormia. Depois finge grande dor e executa os lacaios, culpando-os pelo assassinato. Os filhos do rei, temerosos, fogem do país. Macbeth é coroado rei.
Sabendo que Banquo suspeita da verdade, Macbeth o convida para um banquete solene. Enquanto se dirigia para atender ao convite, Banquo foi morto, mas seu filho consegue escapar. Durante o banquete, o rei elogia o ilustre ausente e o espectro do general assassinado entra e senta-se no lugar reservado ao monarca. Somente Macbeth vê o fantasma, mas fica tão assustado que deixa escapar palavras comprometedoras. Os convidados ficam sabendo quem é o verdadeiro assassino.
Macbeth vai em busca das “feiticeiras” para que estas “profetizem” a sua sorte. As feiticeiras mostram o que acontecerá ao rei através de “visões”, (Clarividência).
As predições alertam Macbeth tomar cuidado com determinado nobre; que ninguém “nascido de mulher” poderá molestá-lo e que só será vencido quando um bosque marchar contra ele. Por fim aparecem oito reis, o último tem um espelho na mão e atrás vem o espectro de Banquo.(alegoria de que todos são reproduções de Banquo, seus descendentes).
Macbeth tenta alterar o curso dos acontecimentos, assassinando seus adversários, como era do seu feitio, mas o seu principal oponente não é morto. Forças poderosas se reúnem contra o tirano e, para passarem desapercebidas, camuflam-se carregando galhos de árvores. As predições estão se realizando. Porém a mais enigmática, aquela que fala que “filho de mulher não poderá molestá-lo?”. O rei tirano atira-se às batalhas com inabalável confiança: “Rio-me das armas manejadas por homens nascidos de mulher.”
Macbeth encontra o nobre das predições e diz já está farto de sangue e que se afaste pois “não poderá ser ferido por alguém nascido de mulher”. O nobre responde que foi “tirado do ventre da mãe”. Ou seja, o nobre não fora “nascido” e sim “extraído”. A Clarividência se confirma e Macbeth é morto.
36 Guilherme // 24/April/2008 às 11:10
Brancaleone,
Bom resumo. Mas você se esquece de citar a personagem mais diabólica por trás de toda a trama: a instigadora. Lady Macbeth.
37 anrafel // 24/April/2008 às 12:09
Guilherme,
Olha o copiráite!
38 Guilherme // 24/April/2008 às 19:46
Anrafel,
????
39 Guilherme // 24/April/2008 às 19:47
Ah,
Foi o Dom Casmurro, e não o Brancaleone o autor do resumo.
Desculpem aí.
40 Alba // 24/April/2008 às 20:50
Belo resumo, Josué!
(apesar de esquecer o papel crucial de Lady Macbeth) .
Sempre fico impressionada quando lembro das vozes que o assassino ouve:” Glamis assassinou o sono e Macbeth jamais conseguirá dormir”, ou coisa assim..
No mais, interessante lembrar que ninguém se lembrou de falar de “Shakespeare Apaixonado”, que achei divertido de montão, principalmente pelos jogos de palavras, naquele roteiro primoroso do Tom Stoppard.
Vai ver que foi porque a Gwyneth Paltrow ganhou da Fernanda Montenegro, em mais uma clamorosa injustiça do Oscar.
41 Dom Casmurro Patriarca // 24/April/2008 às 23:06
primeiro dizem que o josef mario é o Fiuza.
Agora dizem que eu sou o Josué.
Gente, eu não tenho o menor parentesco com o Josué é da direita, eu sou da esqeurda.
Josué conta historinhas do Vale da Ribeira, eu encho o saco com filósofos e literatos.
Qualé, gente.
42 Dom Casmurro Patriarca // 24/April/2008 às 23:13
Uma vez eu postei uma “versão” de um soneto de Shakespeares que foi bastante elogiada.
Eis aí:
O Antônio Fagundes falou que o Brasil é o único país em que Shakespeare se tornou clássico. Fazem uma tradução tão erudita que desvirtua totalmente o que o grande poeta quis dizer. Fiz uma “versão” do que julgo o “sentido” desse soneto.
Acredito que é a mais bela e incrível cantada que um homem pode fazer a uma mulher.
Soneto de Shakespeare
Dos seres mais perfeitos desejamos descendentes
Para que o sentimento da beleza permaneça,
E se a flor madura o tempo consome,
Fresco botão a substitui.
Mas tu, enclausurada em tua formosura,
Alimenta-te com a tua própria vaidade,
Causando fome em meio a tanta abundância,
E sendo cruel e sacrificando a ti mesma.
Tu, que do mundo és hoje a vitrine,
Onde a natureza se mostra em toda a sua glória,
Em teu sacrifício egoísta,
Não permites nascimento da alegria.
Acorda, senão irá somente a terra,
Desfrutar do que é devido ao homem.
43 Dom Casmurro Patriarca // 24/April/2008 às 23:20
E eu também discordo do Pedro Doria quando diz que Shakespeare é o “maior” escritor do mundo ocidental.
Na verdade ele está entre os cinco maiores.
Os outros são: Homero, Dante, Cervantes e Dostoievski.
44 confetti caminha perto das melancias // 25/April/2008 às 2:47
salut albin,welcome !!
acho que ninguém falou desse filme pq o post é sobre teatro….)) mas cinema é o que nao falta no vicio atualmente…vc vai adorar….)))
45 confetti caminha perto das melancias // 25/April/2008 às 3:04
alias, o post nem é sobre teatro, é sobre o aniversariante shakespeare….e esse nome desperta tanta criatividade que ja vi até um biscoito italiano com esse nome ! kkk
bref….bem vinda albin! ))
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