O que esperar das primárias da
Pensilvânia entre Hillary e Obama
Depois de muitas semanas, cá está de volta a corrida pela candidatura democrata à presidência dos EUA. Faltam dez competições, incluindo a de hoje, na Pensilvânia. Importantes, mesmo, são os 158 delegados em disputa hoje e os 187 dos estados de Indiana e Carolina do Norte, que estarão em jogo no próximo dia 6, uma terça-feira daqui a duas semanas. O resto são concursos menores.
Ninguém espera uma vitória de Barack Obama, hoje. Ninguém achava que ele venceria bem mais de um mês atrás, quando em 11 de março ele ganhou no Mississippi a última primária realizada. A questão, hoje, é qual será o tamanho da diferença entre ele e Hillary.
Há um mês e meio, Hillary Clinton tinha uma vantagem de aproximadamente 15 pontos percentuais. A pesquisa mais recente do American Research Group sugere que ela abrirá uma distância de 13 pontos. Se isto se confirmar, será uma belíssima vitória. Survey USA, Mason-Dixon e Public Policy Polling sugerem que a diferença entre ambos os candidatos se dará entre 3 e 6%. Se terminar assim, não haverá analista que não interprete o resultado como uma derrota tremenda para Hillary. A maioria dos institutos, no entanto, aposta numa diferença nos arredores dos 10%.
Indiana e Carolina do Norte são estados nos quais Obama deve vencer.
Ele esteve sob um tiroteio pesado neste período entre Mississippi e Pensilvânia. Primeiro vazaram vídeos de seu pastor, Jeremiah Wright, no púlpito. ‘God damn America’, Que Deus condene a América, ele gritou. ‘As galinhas criadas pelos EUA voltaram para ciscar em casa’, disse a respeito da al-Qaeda. Muitas vezes, soava profundamente racista contra brancos. Tudo parecia que pegaria muito mal para Obama e, no entanto, o candidato se pôs perante as câmeras para fazer seu agora histórico discurso de 40 minutos sobre o conflito entre raças nos EUA. Um discurso longo que, no entanto, esteve por semanas entre os mais vistos no YouTube. Obama evitou a hipocrisia e falou de forma incrivelmente franca. Virou a mesa reconhecendo que racistas, entre negros e brancos, são quase todos, principalmente os mais velhos.
Da segunda controvérsia ele não se livrou. Falando para um público de financiadores endinheirados do Partido Democrata, na Califórnia, Obama disse que o conservadorismo do americano típico das regiões industriais empobrecidas pela globalização tem a ver com a amargura pela dureza da vida. Daí que se aferram a temas como a manutenção da legalidade das armas. Chamar seu eleitor de amargo ou de mal com a vida não é coisa que se recomende.
Hillary, por sua conta, teve momentos ruins – mas não tão ruins. Durante a campanha, algumas vezes citou a vez em que, primeira-dama, pousou na Bósnia sob tiroteio – neste caso, é litoral, conflito armado. O objetivo era mostrar-se preparada para o difícil cargo de presidente dos EUA. Quando as imagens da visita fatídica apareceram, ela toda sorridente, ficou evidente que, além de não ter havido qualquer tiro, a visita era protocolar e sem quaisquer riscos. Ser pego mentindo também não é coisa boa para candidato a presidência. Virou piada. Esta eleição norte-americana tem um termo novo que os candidatos – todos eles – têm usado. Hillary ‘misspoke’, dizem seus assessores. Falou errado, se atrapalhou, se confundiu. É impossível traduzir ao pé da letra. É o eufemismo da moda para mentira.
O único debate desta rodada entre ambos, na semana passada, foi um dos piores para Barack Obama desde o início da corrida presidencial. Ele estava na defensiva e os moderadores mantiveram o cerco a ele por quase todo o programa. É uma mudança e tanto – era Hillary quem costumava estar na berlinda nestes encontros.
Foram semanas duras para Obama, pois. E, hoje, vai ficar claro o que elas representaram.
Há um motivo para tantas pesquisas darem resultados tão diversos. Numa eleição em que o voto não é obrigatório, os estatísticos têm que medir mais do que a intenção de voto. Medem, também, a percepção que o povo tem de como vai a campanha. Alguém pode querer votar em Hillary e, no entanto, convicto de uma derrota, preferir ficar em casa. Como cada instituto avalia de formas diferentes quem votará de fato e quem não se dará ao trabalho, os resultados saem díspares.
Por maior que tenha sido o tiroteio verbal entre Hillary e Obama, nas últimas semanas não houve eleitores trocando de candidato. O número de indecisos também nunca foi muito grande. (E, se as últimas primárias servirem de regra, Hillary deve ganhar entre os poucos indecisos.) Os eleitores de Obama, em geral mais jovens e mais militantes, devem sair para votar. A questão é: os eleitores de Hillary, hoje, vão às urnas ou não? Ela conseguiu motivar a base ou não?
Se a diferença entre ambos terminar ali pelos 5% na Pensilvânia, as possibilidades de Hillary vencer a disputa final, que já é remota, despencarão. Se, por outro lado, ela terminar com mais do que 10%, aí ganhará um fôlego surpreendente. Pode não ser suficiente para uma vitória de Hillary, mas não traz bons agouros para Obama. E se ficar entre 5 e 10%? Neste caso, ambas as campanhas sairão em campo tentando convencer imprensa e eleitores de que se deram melhor do que o adversário.
No fim das contas, o desgaste da briga entre Hillary e Obama já teve pelo menos um resultado concreto. Nas pesquisas nacionais, ambos aparecem empatados na disputa contra John McCain. Há uns meses, venciam com razoável folga. A eleição de 2008 poderá terminar mais difícil para os democratas do que a maioria dos analistas previa em janeiro.
Ainda sobre o assunto:
- Entre Hillary e Obama, há quem fique com Gore Aos poucos, há um consenso se formando na imprensa norte-americana. O anúncio da candidatura de Barack Obama à presidência é...
- Quem afinal venceu entre Hillary e Obama? O sistema eleitoral norte-americano não é simples e o trabalho dos dois candidatos democratas é confundir mais, evidentemente, para fazer...
- Entre Hillary, Obama e Edwards;
Já os republicanos: decididos Os pré-candidatos estão nervosos – a data, 3 de janeiro, quando os cidadãos de Iowa sairão para discutir quem querem... - Entre Obama e Hillary, a crise
geracional do Partido Democrata Esta é uma semana de psicanálise, aqui nos Estados Unidos, para o Partido Democrata. Na tevê, uma jovem militante pró-Hillary... - McCain, Obama e Hillary Alerta aos democratas – não que eles sejam sensíveis o suficiente para compreender. A Super Terça-feira presenteou os democratas...



eu, moi, me ! ))
“hillary e obama, preparando-se pra primaria de amanha na pennsylvania…a investidura democrata ta parecendo loteria…nem se trata mais de quem é mais competente, mas de quem tem o melhor spin doc, o melhor diretor de comunicaçao…por enquanto nem um nem outro falaram do problema mais importante : a crise dos subprimes e suas consequencias ! 2 milhoes de americanos estao perdendo suas casas, outros milhoes vao perder seus empregos…e os caras nao comentam, evitam esse debate à qualquer preço !
pois é….”
Governo só atrapalha… Hirary e Bambambama prometem soluções mirabolantes… Quando mais brigarem entre si, melhor.
E o Obama revelou-se um marxista de carteirinha, assumiu em debate que, como sabem os economistas, “aumentar os impostos dos ricos” efetivamente DIMINUI a arrecadação total. Mas disse que esse aumento devia ser feito igual em nome da “justiça”. Ou seja, para os Democratas, como para todo esquerdista, o que conta não é ajudar os pobres, mas atrapalhar os ricos…
Go Hilarry go!!
Meio no chute, meio tentando analisar as últimas pesquisas, acho que vai dar Hillary entre 8 e 10%. Ou seja, menos do que ela precisaria para reinventar sua campanha e mais do que o Obama gostaria para acabar logo a disputa.
Só um detalhe: uma vitória em torno de 10% vai dar a Hillary uma vantagem de apenas uns 10 delegados ou menos na Pensilvânia, de um total de 158 (corrige aí em cima, PD). Por quê?
Dos 158 delegados, 103 são escolhidos pela votação nos 19 distritos congressionais, 35 proporcionalmente á votação geral no estado e 20 são delegados especiais (prefeitos ou outras autoridades locais) que tem que se alinhar a um dos candidatos. Não confundir com os superdelegados, que não são eleitos mas indicados pela direção estadual do partido. Em outras palavras, uma diferença de 10% nos votos não significa uma diferença de 10% entre os delegados. Deve ser bem menos.
Por isso a vantagem geral do Obama é praticamente definitiva.
mrx quem diria hein… vc gritando go hillary go !! eu também !! ))
Fazendo sonorização e imaginação nos posts do Pedro Doria, o carioca, aqui vai uma para pensarmos se o McCain não pode ser uma boa opção. Aqui uma de seus eleitoras.
http://pix.jj.am/gallery/d/64873-1/Guns003.jpg
Pax,
Aquilo é uma AK-47?
Tô falanda da arma…
well…fica a impressão que Hilary e Obama, nessa disputa quilométrica, vão dando combustível e lenha a McCain.Debatem,expõem-se, queimam-se e gastam toda a munição entre si.
Obama quer aumentar os impostos dos ricos? Ótimo, quem vai pagar serão os pobres mesmo……..Mais um daqueles manés que acha que tirar dos ricos e dar para os pobres é “justiça”,como se dinheiro fosse um produto perecível. Será que alguém podia avisar pra ele que o que gera renda é trabalho???
E a História ensina que governos que taxam os ricos em excesso são exatamente os mesmos que acabam subsidiando a pobreza.
Oh,boy……..
mccain esta mesmo ganhando terreno na moita…enquando os democratas se boxeiam….seria uma pena mccain presidente por falta de sangue frio na oposiçao…((
Eu acho que os eleitores lá do grande império deveriam escolher o mr.x ou o zé bush, afinal, esses dois sabem tudo, né não?
Falando sério, gostei muito do post, mas nessa eleição está muito difícil de esperar qualquer coisa. É uma surpresa depois de outra…vamos ver!
well….McCain leva essa, don’t be afraid…
Ao classificar os eleitores do interior de amargurados que precisam de “muletas” como o porte e uso de armas para se sentirem melhores, mais confiantes, mais viris e donos de seu destino, verdadeiros cowboys, ele atinge em cheio o orgulho do americano médio interiorano, e toca em seus brios.
Para esse chefe de família, a arma representa a sua capacidade de cuidar e garantir a segurança de sua família e sua propriedade. Se alguém surge à vista no horizonte, ele pega o rifle e aguarda-se na varanda, se alguém joga uma pedra na janela, ele pega a espingarda e corre para frente da casa. Não espere que ninguém o defenda, cuide você mesmo, a polícia pode ajudá-lo, mas o dever, a obrigação primeira de proteger você, sua família e sua propriedade inclusive dos tiranos, dos engomadinhos burocratas e tecnocratas de Washington é sua. É a velha síndrome do homem livre, da rebeldia, da prerrogativa da individualidade frente ao poder e usurpação do Estado.
Obama pegou pesado, bateu forte, disse que esses mocinhos, esses cowboys, esses patriotas da liberdade, não passam de amargurados, recalcados, frustrados. Então esses caras poderão ver em Obama o intelectual, o candidato sofisticado da elite urbana que faz pouco caso do homem comum, de repente Obama é o Lorde Inglês, o nobre requintado que olha de cima a religião e os costumes da plebe do qual eles já não serão mais sujeitos.
PD,
vc viu a Hillary dizendo que vai “destruir o Irã”??
Daqui a pouco o Bush vai ter que anunciar apoio pra Hillary, não pro McCain.
Nassau,
em que século vivem essas pessoas a que vc se referiu??? quantas são???? Eu sempre imagino o norte-americano médio como um ser meio idiota…mas assim como vc descreveu me pareceu muito idiota demais, né não? Os caras não podem ser tão bobos ou os bobos não podem ser tantos que vão interferir no resultado da eleição. Sei não…
sim…a disputa democrata nao poderia ser mais democratica com 2 candidatos de peso. Sem duvida os demos no vizinho do norte estao se desgastando muito com essas previas que viraram conflito interno e seja quem for o indicado chegara enfraquecido nas eleicoes gerais.
O partido tambem chegara dividido pois a disputa entre os 2 vai longe demais.
Os Republicanos que teriam uma eleicao dificil, como naturalmente acontece com quem sai depois de 2 mandatos consecutivos do poder, estao subitamente fortalecidos com a “ajuda” criada pelo embate interno dos demos.
Alias, tracando um paralelo, essa briga interna dos democratas nos EUA lembra muito a briga interna em um certo partido de oposicao de banania (os tucanos) ; a disputa entre Serra e Aecio promete. Sera que eles vao aprender como nao fazer olhando a disputa sangrenta dos colegas democratas americanos???
A disputa ja comecou na decisao da indicacao do candidato da alianca PSDB-DEM para SP; Serra que KAssab, Alckmin quer atropelar a alianca (que ja visa 2010) e boa parte d opartido e lancar candidatura propria com o apoio de aecio, ciro e de lulla.
No dia da decisiva prévia na Pensilvânia, mais uma etapa da corrida na qual Hillary disputa com Barack Obama a vaga da legenda no pleito presidencial, a senadora pelo Estado de Nova York afirmou querer deixar claro ao governo iraniano que ela estava preparada para, como presidente, fazer uma ameaça do tipo na esperança de que isso impeça qualquer ataque nuclear do Irã contra o Estado judaico.
“Quero que os iranianos saibam que, se eu for eleita presidente, nós atacaremos o Irã (no caso de este atacar Israel)”, afirmou Hillary em uma entrevista ao programa “Good Morning America”, da ABC.
“Nós próximos dez anos, durante os quais seria tolo da parte deles considerar a possibilidade de atacar Israel, nós seríamos capazes de destruí-los totalmente”, disse.
“Isso é algo terrível de se dizer, mas as pessoas que comandam o Irã, ao ouvirem isso, talvez desistam de fazer algo impensado, tolo e trágico”, afirmou a pré-candidata.
Esses comentários parecem mais duros do que os feitos por Hillary uma semana atrás, quando, durante um debate presidencial, prometeu “uma retaliação de grande escala” contra o Irã no caso de um ataque a Israel.
Se estas primárias enfadonhas nao forem definidas hoje, nem Billary e nem Obama se elegerao presidente. Se essa chatice se prolonga até setembro, o McCain poderá dormir sossegado; já estará com a presidência no papo.
Os democratas americanos sempre foram mestres em dar tiro no proprio pé. Desta vez nao será exceçao.
O Obama marxista?!?! Que idiotice!
Nassau,
Não só isso, o Obama falou que esses americanos “amargurados” buscam o conforto “nas armas e na religião”.. Provando que pouco entende do povo americano a quem deve governar, e daquilo que este mais preza tradicionalmente: o individualismo. Ter armas é não depender do Papai Estado nem para a própria segurança. Eles não estão nem um pouco amargurados. Mas isso é muito difícil para um marxista como o aiaiaiai ou o Obama entenderem. Eles sempre acham que sabem mais do que o povo, do que o “americano médio”, a quem classificam de “idiota”… Aristocratas do esquerdismo!
[...] April 22, 2008 · No Comments Pedro Dória nos brinda novamente com a melhor análise em português na Web. Leia aqui. [...]
Aiaiai,
Há poucos dias foi desmantelado um “culto” no Texas em que os homens consideram que para adquirirem uma propriedade no céu deveriam se casar com pelo menos três mulheres. As mulheres se vestem a caráter, saias nos pés, mangas até às mãos e golas até o pescoço. Em que século eles vivem? É claro isto é uma anomalia.
Mas no caso das armas é exatamente como disse o Mr.X. Obama pode ser visto como alguém que quando eleito vai promover restrições à compra e porte de armas, se ele tivesse se fingido de morto, ficasse num cantinho sem que ninguém percebesse, ele teria menos a perder, esta questão é cultural, faz parte de certa forma de alguns valores tradicionais.
O fenômeno Obama pelo que me parece só pode ser freado por ele mesmo.
Não esqueçamos que mesmo no Brasil, apesar da pressão do próprio governo Lula em toda a sua popularidade, do governo Rosinha no Rio então em toda a sua popularidade, e também com o apoio do PSDB, do Viva Rio, CNBB, CNI (Conselho Nacional de Igrejas), evangélicos, Viva Rio e outras ongs que eram a favor do desarmamento, não deixaram de sucumbir fragorosamente naquele plebiscito das armas. O povo brasileiro votou não ao desarmamento.
Mr. X,
Os valores tradicionais norte-americanos prezavam pela individualidade, preconizavam o direito do indivíduo frente ao Estado, aos poderes dos tiranos, dos senhores, dos supostos representantes e mandatários divinos. Mas agora o que parece prevalecer é o individualismo mesmo.
Abs.
Nassau,
A coisa da posse de armas é bem simples na verdade, se vem um ladrão e põe em risco a vida da minha família, eu não quero depender só da polícia que pode chegar atrasada ou não chegar, quero ser o próprio responsável por minha própria liberdade. Isso também vale quando o próprio Estado se torna usurpador.
Quanto a esse culto, é bem estranho mesmo, uma derivação do mormonismo original, que era poligâmico (hoje em teoria não é mais).
O Obama é um fenômeno, mas acho que seu apelo é limitado a uma certa faixa do eleitorado, acima de tudo jovens. Já deu pra perceber que ele não é aquilo tudo de “resolver as diferenças” e “união”.
otima analise nassau ! realmente o individualismo sobressai nao somente na américa, mas no ocidente inteiro ! consequencias imprevisiveis…essa atitude exclui o civismo, a escolha de dirigentes, a parte de “coletivismo” na sociedade…
a escolha do candidato democrata, ta parecendo o reality show “american idol”….nem sempre o melhor ganha
Right here is where the end gon’ start at,
Conflict, Contact, Combat,
Fighters stand where the land is marked at,
Settle the dispute about who the livest,
3 word answer,
Whoever survive this,
hillary go !!
ah tou com falta de dr andré fuchs….o lyric do # 24 me fez pensar nele ! show up mate !! ))
Mr.X,
Eu não possuo armas de fogo. Na minha infância ocorreram dois fatos que me marcaram para o resto da vida.
Eu era amiguinho de uma menina e frequetava a casa dela, uma vez xeretando abri uma gaveta e peguei algumas balas de revólver, escondi e levei comigo. Fora do quintal de minha casa peguei fósforo, não sei se peguei papel, álcool, quando estava prestes a botar fogo nelas apareceu um moço e percebeu o que eu estava fazendo, me mandou parar e chamou a minha mãe.
Outro caso ocorreu também quando eu era menino. Eu frequentava a casa de um senhor que era paralítico e muito sozinho, fazia companhia a ele, conversávamos, eu gostava muito dele. Ele tinha um filho rapaz, parece que até estudava para tenente na academia das agulhas negras. Certa vez o filho dele brincando com a arma do pai dentro de casa acertou um colega e ele ficou paralítico. Eu estava no ônibus com meu pai quando o pai do rapaz entrou com ele no colo todo ensanguentado e defecado para levá-lo ao hospital, não devia haver muitos carros disponíveis naquela época no lugar onde morávamos ou ninguém quis socorrer.
Mas eu não sou contra que as pessoas possuam armas de fogo para se defenderem, apenas tome muito cuidado e procure não discutir política com o seu vizinho petista ;-)
confetti,
Eu diferenciei individualismo de individualidade por entender que individualismo tem uma conotação popular ou moderna mais próxima com hedonismo, egoísmo, ou pelo menos se confunde com eles. Não era esse o sentido que a ideologia da revolução americana propunha, a valorização do indivíduo e de seus direitos.
Beijos.