Eduardo Viveiros de Castro e o que há
com os índios da Raposa Serra do Sol
Eduardo Viveiros de Castro é talvez quem mais entenda de índio no Brasil. Antropólogo, professor em Paris e no Rio de Janeiro, conhece a terra ali no norte do Brasil, e cada tribo, como ninguém. Ele foi entrevistado por Flávio Pinheiro e Laura Greenhalgh para o Estadão de hoje.
Existe risco para a soberania nacional na reserva Raposa Serra do Sol, como crê o general?
Existe, sim, uma questão de soberania do governo ao ser contestado publicamente por um membro das Forças Armadas. O general polemiza com uma decisão que, como todo mundo diz, não se discute, apenas se executa. A argumentação de que a reserva indígena represente um problema de soberania está mal colocada.
Por quê?
Há outras reservas em terras contínuas, em fronteiras. É o caso da Cabeça de Cachorro, no município de São Gabriel da Cachoeira, no Estado do Amazonas. E o Exército está lá, como deveria estar. A área indígena não teria como impedir a presença dos militares. O que a área indígena não permite é a exploração das terras por produtores não-índios. Dizer que o Exército não pode atuar é um sofisma alimentado por políticos e fazendeiros que agem de comum acordo, numa coalizão de interesses típica da região. Roraima é um Estado que não se mantém sozinho, ou melhor, que depende do repasse de recursos federais. Um lugar onde 90% dos políticos nem sequer são nativos. Onde o maior arrozeiro, que está à frente do movimento contra a reserva, arvora-se em defensor da região, mas veio de fora. É um gaúcho que desembarcou por lá em 1978, e não há nada de mal nisso, mas combate os índios que justamente servem de “muralha dos sertões”, desde os tempos da colônia. Os índios foram decisivos para que o Brasil ganhasse essa área, numa disputa que houve no passado com a Guiana, portanto, com a Inglaterra. Dizer que viraram ameaça significa, no mínimo, cometer uma injustiça histórica. Até o mito do Macunaíma, que foi recolhido por um alemão, Koch-Grünberg, e transformado por um paulista, Mário de Andrade, foi contado por índios daquela área, os macuxis, os wapixanas. Eles são co-autores da ideologia nacional. [...]
Esse conflito na Raposa tem por volta de 30 anos. Em 2005, quando o presidente Lula homologou as terras, selou-se o compromisso de retirar, no prazo de um ano, os produtores rurais que estavam dentro da área reservada. Parecia que todo mundo ficara de acordo. Por que a situação se deteriorou?
Há o jogo político. Disseminam-se inverdades, como a de que a área da reserva ocupa 46% de Roraima, quando apenas ocupa 7%. As terras indígenas de Roraima, somadas, dão algo como 43% do Estado. Mas a Raposa tem 7%.
Ou, 1,7 milhão de hectares.
O que não é um absurdo. As terras de índios são 43% ao todo, porém, até 30, 40 anos atrás, eram 100%. E o que acontece hoje com os 57% que não são terras de índios? São ocupados por uma população muito pequena, algo em torno de 1 milhão de pessoas. O que é isso? É latifúndio. Sabe quantos são os arrozeiros que exploram terras da reserva? Seis. Não há dúvida de que o que se quer são poucos brancos, com muita terra. Outra inverdade: as terras da reserva são dos índios. Não são. Eles não têm a propriedade, mas o usufruto. Porque as terras são da União. E a União tem o dever constitucional de zelar por elas. Já os arrozeiros querem a propriedade. As notícias que temos são as de que, desde a homologação, produtores rurais que estão fora da lei já atacaram quatro comunidades indígenas, incendiaram 34 casas, arrebentaram postos de saúde, espancaram e balearam índios.
Sua entrevista é um mapa para quem quer entender o que está acontecendo na Reserva Raposa Serra do Sol.
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> Antropólogo, professor em Paris
Com essas credenciais, acho que entende mais de uísque e papo furado do que de índio.
Deve ser da turma da esquerda festiva do Josef Mario.
Doria, blogueiros de Campos (RJ) estão convocando uma manifestação para o próximo sábado, 26, 10h. A cidade, no momento, tem dois prefeitos. Mais informações no urgente! (http://urgente.blogspot.com). Abs
“Eles são co-autores da ideologia nacional.”
sao !!
nao esculhamba chose !!
Um já era uma desgraça, imagine dois.
Essa entrevista merece ser lida. Depois do almoço.
O discurso ideológico contrário às reservas é representativo da ignorância travestida de saber característica dos conhecidos ‘intelectuais’ da direita raivosa´.
Com a palavra, os próceres do Nacional-Entreguismo: Chesterton, Barba Negra, Antonio M e Mr X.
Podem rosnar à vontade…
Para mim, este pequeno trecho da entrevista resume tudo e deixa completamente sem argumentos o Mr. x, barba e alguns outros defensores do “general falastrão”.
Ei-lo:
Outra inverdade: as terras da reserva são dos índios. Não são. Eles não têm a propriedade, mas o usufruto. Porque as terras são da União. E a União tem o dever constitucional de zelar por elas. Já os arrozeiros querem a propriedade. As notícias que temos são as de que, desde a homologação, produtores rurais que estão fora da lei já atacaram quatro comunidades indígenas, incendiaram 34 casas, arrebentaram postos de saúde, espancaram e balearam índios.
ja li isso, muitas vezes, dito por gente competente…deve ser verdade !
“A Amazônia já está internacionalizada há muito tempo, não pelos índios, mas por grandes produtores de soja ligados a grupos estrangeiros ou pelas madeireiras da Malásia. O que não falta por lá é capital estrangeiro. Por que então os índios incomodam? Porque suas terras, homologadas e reservadas, saem do mercado fundiário. “
Quem tem tara por indio é antropólogo, que sonha em ser comido por um cacique ou comer umas índias liberadas. O Darcy Ribeiro o que mais fazia era comer índia em nome da “pesquisa de campo”…
A Margareth Mead então, quis mesmo é conhecer carnalmente os nativos de Samoa. O Levi-Straus papou muita índia brasileira com seu charmoso sotaque francês. E isso sem falarmos na bichola do Luiz Mott, que quando era adolescente deu pra toda a tribo dos kaiapós.
Na teoria, a prática é outra.
Seguinte, tirem os rizicultores, deixem só os índios, daqui uns 5 anos a gente volta ao assunto pra ver como ficaram as coisas.
Li a entrevista inteira, depois do almoço leio de novo, achei interessante isso:
“O brasileiro vive um complexo que eu chamaria de a nostalgia de não ser europeu puro.”
Sempre pensei que o Argentino pensasse assim, não o brasileiro.
Se bem que o FHC…
hehe.
:-)
Isso explica muita coisa, pelo menos pra quem não sabe o que não se passa na região e quer aprender, para tantos outros que preferem a pataquada positivista-golpista-canastrissíma de algum militar do tipo “ordem e progresso”, mais vale criticar o Eduardo Viveiros que admitir a verdade sobre o caso da Raposa do Sol.
Isso não difere muito do que acontece em outras regiões do Norte como a Terra do Meio, por exemplo, onde a freira Dorothy Stang foi covardemente assassinada há três anos.
E de novo vemos a falta de presença do Estado para permitir que a situação chegasse a tal ponto e um milico pra fazer/falar besteira como sempre. Eu até riria do nosso exército se fosse estrangeiro e não estivesse pagando o salário desses caras.
O Eduardo Viveiros de Castro é sutil ao falar que “índio não é santo”. Uma vez tive a oportunidade de conversar com um sargento aposentado que atuou praticamente por 5 anos na Amazônia. Seu discurso é alarmante mas descamba para o lado do general Augusto Heleno. Entretanto, fica evidente para mim que há um jogo de interesses velados muito forte na questão.
Este ex-militar me falou, por exemplo, que índios frequentemente bloqueiam a rodovia que liga Manaus à Roraima e de lá à Venezuela. Fazem-no com um suposto apoio de missionários que alegam colaborar com o governo brasileiro na preservação do povo e da cultura indígena.
É no mínimo curioso constatar, entretanto, que os missionários são todos engenheiros, geólogos, geógrafos e cientistas. A suspeita deste ex-militar é que os índios são “comprados” para apoiar os missionários estrangeiros e permitir que eles explorem as riquezas naturais da região, chegando ao ponto de extraírem, por exemplo, diamantes ilegalmente.
Em contrapartida, os brasileiros são prejudicados pelos índios no acesso à Roraima. Além dos bloqueios na rodovia, os índios tratam mal os brasileiros e desmatam a floresta. Estes índios são os mesmos que compram mansões e grandes extensões de terras em outras regiões, falam 2 ou 3 línguas e viajam pela América Latina inteira.
Depois de várias idas e vindas à Manaus, acabei ficando amigo deste ex-militar. Conversamos várias vezes sobre este assunto e ele reconhece a gravidade do problema. São tantos interesses conflitantes e poderosos (de políticos, grileiros, organizações internacionais, fazendeiros, etc.) na região que é cada vez mais nítida a impressão, como destacou confetti #6, que a Amazônia já não é mais nossa há muito tempo.
Mr. X seu comentário foi podre!
Usar argumentos “Ad Hominem” é típico de quem não tem argumentos. Desqualificar o interlocutor é um costume bem pouco democrático.
Há bastante informação disponível para quem quer saber um pouco mais sobre o conflito antes de sair falando por falar.
O Marcelo Leite tem feito uma cobertura extensa do caso.
http://cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br/
Há também a entrevista da advogada Ana Valéria Araújo concedida ao Estadão.
http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowVideos.action?destaque.idGuidSelect=0C04A6AC464E4C8981E78F16D5FD4825
índio quer apito, se vc acusa o Lévi-Strauss de ter tido algum interesse por índia é porque certamente não sabe de quem está falando…
Mr X
O Viveiros de Castro não é esquerda festiva, acho até que ele nem é de esquerda, o que não me diz nada. Tem que se parar essa historia de desqulificar as pessoas só proque elas desmontam nossos argumentos po.
Ricardo, ano a Amazonia toda e nunca passei por area que não fosse controlada pelo Estado brasileiro. Já paguei edagio pra indios quando a Transamazonia atravessa terra deles, mas daí a dizer que a lei lá é deles não e verdade. Outra coisa não conheço um militar que não seja contra a demarcação de terras indigenas. E conheço dezenas de comandantes que são apaniguados de fazendeiros na região. A Amazonia não e nossa não é por causa de indiso não. É por causa de mineradoras, fazendeiros por exemplo. É por causa deles. Os indios resistem a proposta de mineração em terra indigena sabia? Sabe, essas mineradoras são todas transnacionais.
O jornalista Marcelo Leite, em excelente seu blog de divulgação científicaCiência em Dia, tem várias notas sobre o imbróglio, incluindo o link para essa entrevista, nota da Associação Brasileira de Antropologia, dados de satélites sobre a expansão dessas fazendas ilegais etc. Somados a essa entrevista, dá bem uma noção da estupidez da fala do general e das de alguns dos nossos colegas comentadores do weblog…
Arnoud (# 12), demorei a voltar e não vi o seu comentário. Sua informação é muito mais completa do que a minha, acabei redundante…
O Pedro tras uma entrevista exclarecedora e que só se soma a outros que já exclareceram o que é que os arrozeiros e o governo estadual querem……. essa sacanagem desses grileiros tem que acabar….a casa já caiu faz tempo e alguns FDPs ,inclusive dentro de PT, vão ao STF, que nada tinha que se meter, pedir arrego!
Já está pronto um plano que arregaça toda a legislçação e os estudos sobre as terras da Raposda!
Tá todo mundo “dando pra tras”!!!!!
No final um acordo “caracu” ……os arrozeiros ficam na boa e os indios tomam no c……..
MR.X!….. voce costuma ser repetitivo….mas as vezes chega a ser patético seu comportamento!
EEEEEEEEEEE
Os comentários de #1,#4 e #7 revelam uma intorelância execrável. O comentário #7 vai além…estende a intolerância a mulheres e gays. Sinceramente, não sei se é caso de psiquiatra ou de processo e cadeia mesmo!
PD eu sei que seu fórum é livre…mas será que vale a pena discutir nestes parâmetros??
ioio, o coment 7 foi meu….que intolerancia ?ah, ta falando do 8 né ?
também nao entendo quem torce contra o indio ! indio é brasileiro e tem direito ao usufruto da reserva em roraima, me parece uma evidencia !
“Eduardo Viveiros de Castro é talvez quem mais entenda de índio no Brasil.”
Cara, quando eu parar de rir aqui eu leio o resto do que você escreveu.
porque lacaio ?
O Brasil vai ser roído pelas bordas.
Já está em discussão no Congresso a tal resolução da ONU que dá autonomia às nações indígenas.
Quando este povo cegueta abrir os olhos erá tarde demais.
Separatismo eu só apóio fora daqui.
Viva Santa Cruz de la Sierra!
Tibet livre!
Lacaio, fiquei curioso sobre qual teria sido a graça…
putz…..
salut rc ! interferencias nefastas né….
Salut, Confetti. Extranhos comentários, né?
Maria,
Já para a igreja! para de frequentar blogs do demonio, mulher!!!!! Deus tá vendo.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Proftel
Deixa os posseiros lá e os índios também.
Volta daqui a 5 anos e vê como estão os índios.
Raposa do Sol?
Com esse nome marqueteiro só mandando o sétimo de cavalaria combater os índios e Ongs separatistas nas planícies de Roraima.
As tropas poderão se alimentar de bisões, abundantes na região.
Em tempo 43 % de Roraima é uma área do tamanho de Portugal.
Aonde habitam 11 milhões de pessoas.
Um bocado de terra para 15 mil indios, não ?
ma
Logo depois do almoço, não consegui postar aqui. O blog tava com problemas?
Por falar nisso: o sétimo de cavalaria foi arrazado pelos indios comandados por Touro Sentado (Sitting Bull) e Cavalo Louco (Crazy Horse).
O sociólogo de Paris certamente confundiu o chefe índio com as stripers do Crazy Horse.
E Touro sentado com Red Bull, por aí….
O homem tá doidaço.
ma
Amigo cara pálida….no começo da década de 70, quando ainda tinha aquelas aulinhas de geografia, ciencias e biologia no antigo “colegial!” já diziam meus professores…..que a Amazonia tinha um eco sistema super delicado, um solo super delicado…..e ainda hoje vemos ESSA CAMBADA DE BURRÕES DE DIREITA cantando as mesmas canções de guerra quando falamos em ocupação da Amazonia!
Caros caras pálidas …..a amazoni é um brinco delicado que tratamos como aqueles “brochers” horrorosos de bijouteria!
tratndo uma linda porcelana como um “pirex” vagabundo!
Caiam na real; A Amazonia é um prersente de Deus!
Os indios, fora sua pouca evolução espiritual, fruto do isolamento, são muito mais descentes com a natureza do que voces caras pálidas……
Creiam…..é muito chato esses pitacos nacionalista canhestros a respeito de soberania……BURRÕES….o exercito tem vários e vários postos na Grande reserva do Cachorro…..
Os Yanomamis nunca foram problemas para nossas forças armadas em suas reservas fronteriças!
ESTUDEM …..LEIAM!…..
Pra não falar merda!
Marco……decididamente!
“POR QUÉ NO TE CALLAS???????”
well,boys….não sejamos tão ingênuos assim. A Amazônia é um celeiro de riquezas minerais ( sem falar na água) e tem muita “gente boa” de olho naquilo. Tem muita ong de fachada usando um suposto discurso de “preservação” e “proteção” enquanto fazem prospecções na área.
Não fiquem pensando que toda aquela biodiversidade da amazônia não é alvo da cobiça de grandes corporações e países estrangeiros. Muita coisa já foi mapeada e catalogada. É uma reserva estratégica para futuras gerações e futuras tecnologias. Aquilo vale mais que ouro. Vale CONHECIMENTO.
Claro que os índios devem ter suas terrinhas prá bater tambor e viver em paz, com direito a uma assistencia humanitária e tudo mais.Mas usar esse discurso como desculpa para maracutaias beira o cinismo no melhor estilo “patriota de comício”.
Daqui a um tempo, quando aquilo estiver ameaçado e irremedivelmente perdido para grandes corporações transnacionais (amparadas pelas forças armadas de seus governos), quero ver a galera indigenista na ponta do tacape babando as ONGS de “preservação” e “proteção”.
EXATAMENTE, o que está em jogo é a soberania do governo! Lembrar ao tal do general que a ditadura militar já terminou. Aguardo uma resposta a altura de Lula. É cada uma desses militares, faça-me uma garapa!
Por que temos que explorar a Amazonia….por que temos que devastar?
Porque temos que ocidentalizar o indio?
porque precisamos do MP3 se temos o radinho de pilha?
EEEEEEEEEE
É sério!
Quando pararemos de consumir, devastar e se locupletar?
Sem cessar?
Desculpe Confetti o comentário é o #8…
Marcos, não entendo essas comparações Portugal tem 11 milhões e a terra indigena 18.000…é muito? é pouco? e o Peru que 45% da população é índia….e é do tamanho da França.
Acho que podemos aprofundar a discussão…por exemplo no Canadá há discussão se se deve manter as reservas índigenas na fronteira com os Estados Unidos…dizem que essa fronteira é porosa, que passam contrabando e imigrantes ilegais…a questão é a tolerância e como lidar com as questões da globalização e suas fronteiras…..ou então faz como os americanos que por um lado tipificam e por outro constroem um muro na fronteira com México. Resolve?
Para quem se interessar, segue o link de um seminário (”A Amazônia sob a ótica da segurança”) dado pelo Gal. Eduardo Villas-Bôas (não é parente do Orlando) para alunos da USP no ano passado.
Um dos aspectos mais interessantes dessa relação entre militares e índios é que estes têm importância fundamental na defesa das fronteiras na Amazônia, pois muitos se integram ao Exército. A troca é a seguinte: o exército paga o soldo e melhora a vida de índios mal integrados na economia; os índios entram com o “know-how” (sim, estou provocando) e usam seu conhecimento da região para treinar os soldados não-índios.
O seminário contou também com a presença do Comandante Militar do Sudeste, Gal. Ésper.
http://www.iri.usp.br/seminarios.php
Não consigo entender certas coisas.
O sujeito defende economia de mercado, livre iniciativa, privatizações e carvalho a quatro.
Depois, vem aqui falar das “transnacionais” que estão de olho no nosso subsolo?
Decida-se cara-pálida.
Uma hora é bom privatizar companhias como a Vale, que, privatizada, corre o risco de não ser mais brasileira e virar uma transnacional de olho e com as mãos na nossa riqueza do subsolo; outra hora, “temos que que defender a nossa terra da usurpação estrangeira”.
Ah, faça me o favor, decida-se ou vá lamber sabão!
Por falar em Portugal…esse é um fado que se canta muito por lá…
” Ó genta da minha terra
agora é que eu percebi
esta tristeza que trago
foi de vós que a recebi ”
Quanto ao mais retorno ao status de leitor atento desse blog.
abs,
ma
(…)Sua entrevista é um mapa para quem quer entender o que está acontecendo na Reserva Raposa Serra do Sol.(..)
Trabalhando agora com contra-informação, PD?. Porque dar como definitiva a opinião (apenas opinião) do prof. Viveiros?
Se as terras são da União, acabou, não tem usucapião, não tem usufruto, não tem nada. Que o exército mantenha a área guardada e em paz, longe dos mãos grandes vizinhos. E mais, se vão render divisas ao Brasil, que o país permita a exploração por brasileiros. Longe das mãos da guerrilha fomentada e/ou tolerada pelo governo (vide a Isto É desta semana).
Dona Erotildes, a senhora tem toda razão. A turma de direita é um pouco confusa, mesmo. =)
Irmãos silvícolas, companheiros bolivarianos e camaradas kibbutznikim
Como dizia minha avó, a bela Jaci bat Sarah, Baronesa de Goldstein indío pode ser mal negociante mas não é burro.
Vovó nasceu antes da princesinha libertar os escravos e portanto sabia que o mundo muda com uma velocidade que muitas vezes as pessoas não conseguem enxergar.
Há cerca de 120 anos atrás havia escravos no Brasil, o Império Otomano ainda se estendia por três continentes e eu estava às vésperas de começar meu trabalho na embaixada do Governo Secreto Mundial no Rio de Janeiro.
Naquela época o Brasil assim como Portugal mantinha sua soberania na Amazônia através de uma complexa rede de vilarejos que penetrava na selva assim como muitos aqui sonham em penetrar na Confetti.
Essa é uma época onde Israel não existia e também não existia o conceito de identidade nacional dos Sírios, Libaneses, Iraquianos, etc.
Cento e vinte anos depois os Libaneses fingem que existem, os Palestinos lutam para fingir que sempre existiram e os Israelenses lutam para continuar a existirem um pouco mais e assim poder dizer que existem faz um bom tempo.
Qualquer movimento em torno da configuração de uma identidade indígena joga contra os interesses brasileiros. Essa terra a qual vocês chamam de Brasil pertence aos índios, os quais não a clamam de volta por falta de identidade.
O índio ocidentalizado é pobre de argumentos que lhe diferencie de um brasileiro mestiço como aqueles que vivem nas grandes cidades do norte brasileiro, porém um índio em estado natural em terras que lhe são ancestrais é a pedra fundamental de qualquer idéia de independência, vide os movimentos rebeldes indígenas no resto da américa latina. Só não vê quem não quer.
Meus irmãos silvícolas não precisam de reservas precisam se modernizar sem esquecer suas raízes e o Estado brasileiro, bom o Estado não precisa de reservas e sim impor a lei e passar o cerol nos grileiros que devoram a Amazônia.
Abraços
Besteira sem par!
Companheiros de esquerda, maoístas e bolivarianos
Eu, josef mario, devo dizer que este companheiro viveiros de castro, enquanto ministro sem pasta e nome de rua em copacabana entende tanto de índios como eu, josef mario, entendo de paraguaios e bolivianos. Aliás, nossas discussões a respeito destes palpitantes assuntos são do mais alto nível, enquanto realizadas em paris porque, afinal, ninguém é de ferro. A única boa lembrança que eu, josef mario guardo deste ministro viveiros de castro é a de que na sua esquina com a rua prado junior existia o beco da fome.
Muito obrigado
ímpar!
4 + 4 = 8
4 + 3 = 7
7 + 8 = 15
ganhei!
outro dia, no site Observatorio de Imprensa, foi publicado um texto do Carlos Brickman, reportando um dialogo ouvido em uma padaria entre dois homens, onde um deles dizia que os americanos é que estavam certos qdo dizimaram os indigenas durante a conquista do Oeste….esta conversa foi interpretada como fruto da ideia de expansao a toda prova proposta pelo mundo capitalista. E o texto acima mostra o outro lado: estes arrozeiros, cheios de empafia, estao acumpliciados com o governador do estado, que se aproveita da exposiçao publica do problema pra se colocar como padadino da ordem..A hipocrisia deste senhor é que levará a situaçao a um desfecho tragico…Estes arrozeiros devem ser retirados da reserva e como se trata de lugar de fronteira, a proteçao do exercito deve ser constante. Se a reserva ja foi homologada e se trata de area nacional,estes usurpadores devem ser tratados como invasores e serem presos.
Sem conversa.
É bom para abaixar o rabo desta tigraga. Hehehe…
Tarso admite que governo perdeu batalha na Raposa Serra do Sol
Mas ministro da Justiça que lutará até o fim para desocupar a área em Roraima
Vera Rosa, de O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Tarso Genro, admite que o governo perdeu a batalha da comunicação no episódio da demarcação contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Afirma, porém, que lutará até o fim para desocupar a área, hoje invadida por arrozeiros. “É um equívoco a visão de que seis arrozeiros podem desconstituir um trabalho de maturação de três anos, que atravessou diversos governos”, diz.
barba otário….daí aonde estas é melhor pensar que talvez al guem esteja fazendo sexo com teu amor….ponha a Barba de mollhooo!!!!!!!!!
essa história de que indio tinha 100% e agora tem 43 % é balela. A terra é , pelo direito natural, de quem primeiro a cultiva. E as roças dos indios de tão porqueiras e pequenas nunca ocuparam 1 milionesimo do territorio nacional. O que esses antropologos querem é cultuar uma cultura extrativista quando por outro lado condenam a fome no mundo como resultado do capitalismo.
Sim, os indios tem direito a suas reservas…SOB TUTELA DO ESTADO BRASILEIRO!!!!!!!!
Confundir a questão indigena com a questão do risco de a reserva indigena virar outro país é de uma idiotia perversa.
A Vale, privatizada, pertence aos aposentados do BB. A Vale paga impostos no Brasil. A Vale privatizada gera de impostos muito mais que os cargos que politicos empreguistas obtinham. Estatize a VALE e veja seu valor de mercado despencar. Se a Petrobras fosse privatizada, e não tivesse ingerencia política, seu valor seria no minimo 5 vezes maior…hoje.
obs : a familia de meu pai , já meu bisavô, teve mão índia. Cadê minha reserva extrativista que eu vou lá me instalar e viver na rede pescando….
por essas e outras que o governo do PT vai ser lembrado assim:
A cela não tinha água quente, colchão, sente frio e não tem cobertor
Júlio Barros (PT), prefeito de Conselheiro Lafaiete (MG), preso pela PF, sobre o cárcere
Daqui a pouco vão alegar que se tirar os 6 arrozeiros da região o Brasil vai aumentar a fome no mundo…
Chesterton,
A Vale NÃO recolhe impostos. Especialmente o ICMS.
Perda de alguns bilhões/ano para o Pará.
Mr X,
Se o papo é estritamente soberania (papo furado, aliás), saiba que há mais riscos com os arrozeiros do que com os índios.
Em tese, um arrozal pode ser vendido, inclusive a uma empresa estrangeira.
Claro que essa onda toda é baboseira demagógica, pra enrolar otário que, tal como pardal e puxa-saco, é coisa que todo lugar tem.
Por que tal ou qual potência estrangeira iria assumir o ônus — militar, econômico e político — de açambarcar uma parte do território brasileiro?
Essas potências já tiram daqui o que querem, sem ter que segurar essa barra.
E sem pagar imposto, ao contrário do que pensa o Chester.
E ainda recebendo energia elétrica subsidiada (o custo do subsídio é distribuído na conta de todos, inclusive na do Chester…).
Por isso é que produzir uma tonelada de alumínio no Brasil custa mais barato que transportar essa mesma tonelada pra Europa.
Pra que intervir no Brasil, se a macacada já vive com as perninhas eterna e prazerosamente abertas?
a Vale não paga imposto de renda, sobre lucro e coisa e tal?
o problema dos arrozeiros é que estão sendo tratados como bandidos, todo empresario é tratado pelo PT como suspeito. Arroz é uma ciultura civilizatória, quero ver indio produzindo arroz…aliás, é tão complicado, que nem o MST se mete em terras de arroz, dá muito trabalho.
impostos pagos pela Vale de 1943 até a venda =
R$ 1,52 bilhoes de dolares
de 98 a 2007, privatizada=
5,867 bi de dolares
O preço de venda da Vale foi uma ninharia em relação a sua capacidade e potencial. Ela foi privatizada no período das vacas magras, sub-avaliada e com recursos do BNDES, a elevação dos lucros se deve praticamente ao estouro mundial das commodities, principalmente com a volúpia chinesa por aço.
Se ela não detivesse jazidas de minério de ferro, manganês, nióbio, cassiterita … para mais de século de exploração teria sido no mínimo um péssimo negócio, um negócio da China literalmente para os seus compradores, bancamos os trouxas, mas como era patrimonio público e foi erguida com recursos dos impostos do povo brasileiro a sua entrega foi um crime.
É o mesmo caminho que percorreria a Petrobras que estava sendo desmembrada em unidades de negócios, separando-se refinaria por refinaria para ser sucateada e vendida.
Já os militares como eles não fazem greve, criaram este caso, mas como o aumento já está vindo…
“o problema dos arrozeiros é que estão sendo tratados como bandidos”
Achei que usar pistoleiros e descumprir ordens federais fosse bandidagem. Tipo invadir terras ou quebrar prédios públicos. O problema da direita anaeróbica é o mesmo da esquerda festiva: todo mundo quer seus heroizinhos ilesos.
Arrozeiro é bandido? Que ordem federal nada, o caso ainda está no supremo tribunal.
…..O que não é um absurdo. As terras de índios são 43% ao todo, porém, até 30, 40 anos atrás, eram 100%. E o que acontece hoje com os 57% que não são terras de índios? São ocupados por uma população muito pequena, algo em torno de 1 milhão de pessoas. O que é isso? É latifúndio. Sabe quantos são os arrozeiros que exploram terras da reserva? Seis. Não há dúvida de que o que se quer são poucos brancos, com muita terra.”
Sim, tecnicamente é latifúndio. Mas o que dizer da proposta de criação das reservas indígenas em 43% do território de Roraima? Se deixar 57% do território de Roraima (área total: 224.298, 980 km2) nas mãos de um milhão de “brancos” é latifúndio, que nome se pode dar à cessão do usufruto de 47% do território de Roraima a….18.992 indígenas? Minifúndio, presumo?
Um leitor mais versado em matemática talvez possa me fazer um favor: calcular a densidade populacional da reserva indígena, caso seja criada, e a dos 57% restantes do território de Roraima; e colocar aí nos comentários. A conta nem é difícil de fazer. Mas esse Viveiros me deu sono. Boa noite.
É, o caso está no Supremo - o que aparentemente justifica a pistolagem dos últimos anos, a contratação de guerrilheiros, as ameaças…
As terras indígenas não são terras de usufruto puro da mesma maneira que propriedades rurais. A questão do tamanho delas é assegurar uma dimensão de território que seja sustentável e não requeira a ampliação frente a um eventual aumento dos grupos. Um arrozeiro pode fazer fortuna com seus dois mil hectares de uma maneira que um índio não poderia - até porque nenhum “indivíduo” dentro de um povo desses tem hectare nenhum.
Enfim, a questão da dimensão das terras indígenas pode ser discutida sobre os critérios de uso de cada grupo - e geralmente os relatórios antropológicos que acompanham os processos de demarcação levam isso em conta.
“Arroz é uma ciultura civilizatória, quero ver indio produzindo arroz…”
Hahahaha, é esse tipo de etnocentrismo demente que desmascara a personalidade olavete do sujeito. Fazer farinha de mandioca é que é fácil, né juninho?
Existe uma grande diferença entre conhecer na teoria…prefiro ficar com a opinião do abalizado Orlando Vilas-boas, este sim sabia o que estava falando e previu com antecedência sobre o perigo da política entreguista da ONU, esse vídeo comprova.
Profecia do sertanista Orlando Villas Boas.
http://br.youtube.com/watch?v=dA2AcSNHR6U
A declaração das nações unidas sobre os direitos dos povos indígenas…deixa bem claro as brechas para desmembrarem a Amazônia.
recomiendo que leiam este texto para acabar con la historia “muita terra para poco índio”
“Por falar em paraíso terrestre”
ALCIDA RITA RAMOS
http://www.unb.br/ics/dan/Serie191empdf.pdf
Ao ler as conversas, me deparo com a facilidade que muitos possuem em reproduzir conversas de corredor, sem ao menos se interar do assunto.
(acho que seria uma perda de tempo não???) Esse discurso antí indígena é defendido há pelo menos 500 anos.
Acredito que existe uma certa dificuldade de compreensão por grande parte da sociedade brasileira, ou melhor continua sendo insuportável aceitar o diferente . Tantos anos e nenhuma modificação, estamos estagnados!!! affff
Como vamos avaliar ou mensurar questões referentes as Terras Indígenas? por cálculos e cifras hummm….., vidas X $$$$… hummm
os indígenas continuam sendo considerados obstáculos ao desenvolvimento econômico. P, Q P.