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Uma entrevista aos sábados

April 19th, 2008 · · 23 Comentários

Criamos uma companhia chamada Aracruz Florestal, de plantio de eucalipto. Porque a primeira idéia era a de exportar tipos, como, aliás, muita gente faz hoje em vários países, inclusive o próprio Brasil. Mas aí se decidiu fazer celulose. Então, foi fundada a Aracruz Celulose, que é o que você conhece hoje. Durante esse período em que eu estava na Vale do Rio Doce, nós começamos a fazer parques florestais. Mais tarde, ainda no tempo em que estava na Vale do Rio Doce, compramos a floresta de Linhares, que era uma floresta nativa, na época em que o estado do Espírito Santo estava sendo devastado. Nós compramos aquilo para preservar. A desculpa para a diretoria da Vale aceitar a aquisição foi a que se tratava de uma fazenda de dormentes. Era a única maneira de aceitarem um investimento como aquele em uma época na qual todos estavam queimando floresta para fazer pasto. Aliás, como até hoje fazem na Amazônia. Isso em 1954, 55, 56, por aí. A reserva foi comprada, não se tirou nenhum pau para fazer dormentes. Foram criadas lá pesquisas, além de um herbário para estudar as madeiras locais. Infelizmente muita pesquisa só atingiu o problema do uso mercante da madeira e não para usos da farmacologia, indústrias químicas e outras utilidades.

Em 1991, o sr. Stephan Schmidheiny [fundador da Avina] foi convidado pelo presidente da Conferência do Rio, sr. Maurice Strong, para fazer a Rio-92. Ele então veio para o Brasil, visitou a Aracruz, que também trabalhava com esta linha e já tinha essa preocupação de juntar floresta nativa com espécies exóticas. Isso porque a floresta nativa abriga animais e plantas, e a interação entre fauna e flora é extremamente importante. Curiosamente, a introdução de sementes exóticas pode prejudicar alguns setores, mas também pode beneficiar muitos outros. Você não vai plantar eucalipto em uma nascente. Em compensação há plantas exóticas cujo período de dormência no inverno lá fora corresponde ao período de seca aqui, portanto ela não suga água no período da seca. Então beneficia a nascente. Durante a visita, o sr. Schmidheiny foi à Aracruz e a Carajás. Ele notou que estávamos trabalhando bem, isso está no livro ‘Sustentabilidade’. Ele diz lá que nós já praticávamos essa combinação dos lados ambiental, econômico e social simultaneamente. (lê trecho do livro) ‘Eliezer Batista, na época diretor da Rio Doce Internacional, defendia o desenvolvimento sustentável antes da conferência do Rio e permanece como um de seus defensores desde então’. E viu isso realizado lá em Carajás. Aí ele teorizou toda a noção do desenvolvimento sustentável, que não é nada mais do que isso. Foi daí que saiu a Conferência da Rio-92, mas pouca gente sabe que se originou dessa maneira.

Hoje, a única coisa imediata que você tem para mitigar os efeitos do clima é o plantio de árvores. Não há mais nada de efeito imediato. Será preciso usar energias alternativas, mas tudo isso vai demorar muito tempo. Para efeito imediato, o que existe é recuperar. Não há água sem florestas. E sem água não tem vida. A floresta é uma maneira de recuperar os recursos hídricos e, portanto, recuperar a vida, recuperar o ambiente. Esse é um dos primeiros passos, coisa que estamos tentando fazer em Minas Gerais agora.

Eliezer Batista

Tags: Brasil · Energia e Aquecimento global · Gente

23 Comentários até agora ↓




  • 1 Prøftël // 19/April/2008 às 8:08

    O Instituto Florestal de São Paulo se não me engano foi o pioneiro na pesquisa de eucalipto e pinus.
    Taí uma área que o Brasil tem muita história e poucos conhece.

    :-)

  • 2 Prøftël // 19/April/2008 às 8:09

    conhece=conhecem.

    acordei agora, hehe

  • 3 josef mario // 19/April/2008 às 8:14

    Companheiros de esquerda, maoístas e bolivarianos
    Eu, josef mario, devo dizer que, como todos sabem, vim de longe. Este negócio que o companheiro eliezer batista, a quem conheço de outros carnavais, diz sobre o plantio de árvores é muito bonito mas, nem sempre, foi aplicado pelo proprio. Basta ver que, naquela encosta de floresta densa acima da entrada do tunel rebouças (sentido lagoa-rio comprido), este companheiro eliezer batista resolveu construir uma mansãozinha, a cerca de mais ou menos uns 30 anos atrás. Obviamente para tal construção foram colocadas abaixo centenas de árvores, algumas das quais, inclusive, explendorosas e de grande porte. Palmas para o companheiro eliezer batista.
    Muito obrigado

  • 4 valmir marques // 19/April/2008 às 8:30

    o sujeito paga quanto para fazer esse tipo de auto promoção aqui? é igual o amaury junior?
    isso da muito dinheiro?

  • 5 Pax // 19/April/2008 às 8:54

    Sei não, li a entrevista toda, parece mais uma peça de defesa de um julgamento da vida. E tenho cá minhas dúvidas se a peça de acusação não é um tanto mais consistente. Creio que sim. Desvincular a devastação do Pará, promovida pelos guseiros, com trabalho escravo incluso, da Vale do Rio Doce é assunto pra mais de metro. Coisa pra josef mario que tá com suas extremidades crescendo.

    Há visões interessantes na entrevista, mas parecem visões de quem errou bastante e agora sabe como justificar algumas atrocidades cometidas contra nosso patrimônio ambiental.

    Desculpas são fáceis, assinalo uma aqui que me parece sintomática: “Não fomos nós que fizemos gusa em carajás. Foram privados. Quando Carajás foi inaugurado, eu estava doente e tive que pedir demissão da presidência e voltei para a Europa. Aí aqueles guseiros se instalaram lá. Agora, isso já é um problema do governo federal.”.

    Quer dizer então que os ativos são dele e os passivos do governo?

    Adoraria um comentário consistente do Elias aqui, que sabe de perto desse problema.

  • 6 Gerson B // 19/April/2008 às 9:38

    Um pouco esquisito isso. Do que sei eucalipto é uma desgraça pras florestas nativas. E misturar espécies exóticas costuma dar xabu.

  • 7 Dom Casmurro Patriarca // 19/April/2008 às 11:52

    Eu escrevi um texto e colei, mas o texto é meu e o sistema se recusa a receber.
    Alguém poderia me explicar o que está acontecendo?
    Eis o texto que já tentei remeter algumas vezes.

    Quando eu era ainda bem jovem, certa vez, lendo um livro de Nelson Werneck Sodré, me deparei com esta frase: “Hoje em dia, qualquer aluno de ginásio, faria figura diante de Aristóteles”. Eu ainda não conhecia as obras do filósofo e procurei ler algumas delas e fiquei simplesmente maravilhado. O pensamento que me veio à cabeça foi: “Nelson Werneck Sodré é apenas um ginasiano diante de Aristóteles.”
    É claro que sua Física é deficiente, as grandes descobertas desta ciência necessitam de aparelhos que levariam milênios para serem construídos. Mas em biologia, antecipa até mesmo Darwin, apesar das suas muitas afirmações errôneas. E em Ética e Lógica? Ah ! Nisso o pai das ciências é simplesmente insuperável.
    Vejamos alguns pensamentos de Aristóteles: “ A virtude, ou antes, a excelência, depende de juízo lúcido, autodomínio, desejos em proporção com as possibilidades e meios; não é acessível ao homem inculto ou inocente e sim uma realização do homem plenamente desenvolvido. E nos aponta alguns parâmetros para atingir a excelência: entre a covardia e a temeridade está a coragem; entre a sovinice e a dissipação está a liberdade; entre a indiferença e a ganância está a iniciativa; entre a humildade e o orgulho está a sobriedade, entre a excessiva reserva e a loquacidade está a discrição; entre a taciturnidade e o espalhafato está o bom humor; entre a hostilidade e a bajulação está a amizade; entre a indecisão e a impulsividade está o domínio de si mesmo.”
    Por que estou falando isso? É que até hoje as lições de Aristóteles não foram bem aprendidas e os grandes males do mundo sempre são o extremos.
    Os ecologistas querem preservar todas as matas e… onde os agricultores iriam plantar?
    Os agricultores querem derrubar todas as matas, simplesmente acabariam com todas as nascentes, biodiversidades, alterariam o clima etc.
    O caminho é o bom senso e recusar todas as soluções extremas.

  • 8 Arnoud // 19/April/2008 às 12:22

    Sem entrar no mérito da entrevista em si…

    Tive a oportunidade de pedalar dentro de floresta de eucaliptos no norte do Espírito Santo. De bicicleta percebe-se muitas coisas que de carro não prestaríamos atenção.

    É impressionante o silêncio daquela floresta. Nem um pio! Literalmente.

    Naqueles quilometros de deserto verde, não vi um pássaro sequer.

  • 9 Prøftël // 19/April/2008 às 12:35

    Arnoud, quase nada vive ou cresce debaixo dos eucaliptos e pinus.
    Principalmente a fauna, se manda, não tem o que comer.
    A vantagem desse plantio é o manejo, crescimento rápido e adaptação, só isso.
    É madeira pra fins específicos na indústria, não serve por exemplo pra bens duráveis ou que exijam resistência.

  • 10 Zé Bush // 19/April/2008 às 12:55

    well….e pelo que sei, o replantio com eucalipto é empregado apenas em áreas específicas e delimitadas. Ninguém sai por aí (re)plantando eucalipto prá tudo quanto é lado. Graças a deus existe o replantio de eucalipto. Se não fosse por ele, outras áreas seriam devastadas…

  • 11 Guilherme // 19/April/2008 às 16:10

    Sem eucalipto, minha impressora não funcionaria.

  • 12 Antonio M // 19/April/2008 às 16:18

    Putz! Eu nem ia passar por aqui hoje mas, o assunto é interessante.

    E no outro post teve miliante dizendo que a iniciativa privada não desenvolvia pesquisas e tecnologias como a Embrapa e eu disse que sim, e citei justamente o eucalipto!!! Como são bem informados !!!!

    Para quem que saber um pouco mais e espantar os preconceitos:

    O Eucalipto seca o Solo ?
    http://www.ipef.br/hidrologia/eucaliptosecaosolo.asp

    Se a plantação for uma monocultura de alface, também acabará com o ecossistema. E será um silêncio daqueles …..

    E há controvérsias:

    O reflorestamento pode ter efeitos perversos na luta contra o aquecimento climático
    http://www.wrm.org.uy/actores/CCC/Reflorestamento_quecimento_climatico.html

    Como disseram acima, investir em educação e tecnologia para que o bom-senso prevaleça.

  • 13 Dom Casmurro Patriarca // 19/April/2008 às 16:40

    Eu acredito muito em exploração sustentável da Amazônia.
    Creio mesmo que seria o melhor caminho para a preservação da Amazônia.
    Senão, como disse um meu parente, “um dia, a gente acordará, a Amazônia se foi, e as únicas pessoas que lucraram com isso foram os madeireiros ilegais.”
    Vamos criar empresas idôneas para a exploração e preservação ao mesmo tempo.
    Com isso o Brasil lucrará e todo o planeta também.
    Já li que a vida média de uma árvore é 300 anos.
    Com a imensidão da Amazônia poderíamos retirar uma quantidade enorme de árvores sem causar o mínimo prejuízo ao meio ambiente.

  • 14 Barba Negra // 19/April/2008 às 16:50

    Mais um discurso feito sob medida para atender ao modismo da ecochatice.
    Não se demonstrou ainda a correlação do volume de florestas existentes versus o aquecimento atmoférico. Ninguém se lembra que a Amazonia é uma floresta velha em sua maior parte e que o mito do “pulmão do mundo” foi criado pela mídia.
    Por mim, até 2a. ordem, deixem os tratores trabalharem.

  • 15 Antonio M // 19/April/2008 às 17:00

    Está demorando (desde 16:18h) então, vou postar com um link de cadas vez. Desculpem-me a pressa.

    Putz! Eu nem ia passar por aqui hoje mas, o assunto é interessante.

    E no outro post teve miliante dizendo que a iniciativa privada não desenvolvia pesquisas e tecnologias como a Embrapa e eu disse que sim, e citei justamente o eucalipto!!! Como são bem informados !!!!

    Para quem que saber um pouco mais e espantar os preconceitos:

    O Eucalipto seca o Solo ?
    http://www.ipef.br/hidrologia/eucaliptosecaosolo.asp

    Se a plantação for uma monocultura de alface, também acabará com o ecossistema. E será um silêncio daqueles …..

    E há controvérsias: …..(continua no outro post)

  • 16 Antonio M // 19/April/2008 às 17:00

    E há controvérsias:

    O reflorestamento pode ter efeitos perversos na luta contra o aquecimento climático
    http://www.wrm.org.uy/actores/CCC/Reflorestamento_quecimento_climatico.html

    Como disseram acima, investir em educação e tecnologia para que o bom-senso prevaleça.

  • 17 Antonio M // 19/April/2008 às 17:07

    Vi uma reportagem no Globo Rural sobre manejo da floresta e era na região amazônica. O(s ) explorador(s) trabalham em certa área. Essa área é divida em lotes e demarcados. Naquele ano retiram, conforme padrões, árvores selecionadas para a derrubada e fazem reflorestamento. No outro ano não podem voltar àquela demarcação e se dirigem à outra e assim por diante até voltarem a essa 1ª que foi explorada, que até lá estará pronta novamente com a mata recuperada.

    Será que não falta vontade política de governantes e autoridades para implantar isso definitivamente? Eu tenho certeza que falta !!!!

  • 18 aiaiai // 19/April/2008 às 17:11

    Eu não o conheço tanto para julgar mas posso dizer que o eliezer é uma figura bastante controversa no Brasil e particularmente no Espírito Santo. O lance dele era desenvolvimento econômico em larga escala, ele implantou as grandes indústrias no estado, ele esteve à frente de todos os projetos. Tem gente que o demoniza e gente que o adora. Nisso, vou na onda do Patriarca também: deve haver um meio termo.
    Mas, tenho para mim, que ele não fez nada pensando no desenvolvimento sustentável…o que ele queria era desenvolvimento. Se promoveu melhorias ambientais e sociais, foi por mero acaso e sorte.
    A história que ele conta aí nessa entrevista sobre a reserva de linhares é totalmente fantasiosa. O que se sabe, desde sempre, é que era para plantar arvores para fazer dormentes mesmo e outras madeiras que a Vale usava. Não deu certo porque iam tem que construir um sistema de transporte disso, na época inviável. Dai resolveram usar como Compensação Ambiental e fizeram a reserva, que, hoje, é magnifica. Realiza, de fato - isso eu conheço de perto e posso falar - um primoroso trabalho de recuperação de mata atlântica, de pesquisa de espécies e de preservação de fauna e flora.
    No mais, o cara era o cara. Inteligente, bem relacionado e, acho, bem intencionado, com os conceitos da época dele. Se evoluiu, melhor. Nunca é tarde demais.

  • 19 Daniel // 19/April/2008 às 23:05

    Lavoura de eucalipto não é floresta.

    E os quilobolas do ES, agricultores do RS, entre outros, não são tão entusiastas dos plantios de eucalipto.

    Segue um texto do Eduardo Galeano, pra reflexão.

    Muitos são os anéis que seus aniversários desenharam em seu tronco. Estas árvores, estes gigantes cheios de anos, levam séculos cravados no fundo da terra, e não podem fugir. Indefesos diante das serras elétricas, rangem e caem. Em cada derrubada o mundo vem abaixo; e a passarada fica sem casa.
    Morrem assassinados os velhos estorvos. Em seu lugar, crescem os jovens rentáveis. Os bosques nativos abrem espaço para os bosques artificiais. A ordem, a ordem militar, ordem industrial, triunfa sobre o caos natural. Parecem soldados em fila os pinheiros e eucaliptos de exportação, que marcham rumo ao mercado internacional.
    Fast food, fast wood: os bosques artificiais crescem num instante e vendem-se num piscar de olhos. Fontes de divisas, exemplos de desenvolvimento, símbolos de progresso, esses criadouros de madeira ressecam a terra e arruínam os solos.
    Neles, os pássaros não cantam.
    As pessoas os chamam de bosques do silêncio.
    Eduardo Galeano

  • 20 confetti e o indio imaginàrio // 20/April/2008 às 5:19

    muito interessante entrevista…nao tenho como comentar a biodiversidade brasileira….mas faço uma ressalva nessa frase :

    “A Europa é muito pobre em biodiversidade, já acabaram com tudo o que tinham”

    que nao corresponde totalmente à verdade ! certo, inumeras espécies de borboletas, passaros e mamiferos ja foram extintas, florestas poluidas, desertificaçao, erosao do solo, etc…devido ao crescimento demografico, tecnologia industrial e exploraçao intensa de recursos naturais ! claro, comparando com o brasil, nao so a europa, mas outros continentes também sao “pobres” em biodiversidade !
    mas a europa tem a E.E.A.uma agencia dedicada ao estudo e preservaçao da biodiversidade, que funciona…desde eco 92 !

    aqui o link se alguém se interessar…

    http://www.eea.europa.eu/

  • 21 confetti e o indio imaginàrio // 20/April/2008 às 5:28

    paralelamente à açao da E.E.A. tem coisas vergonhosas:

    mais da metade da madeira brasileira exportada ilegalmente , segundo greenpeace, chega na europa,sendo a frança o maior importador ! (((

    http://www.actu-environnement.com/ae/news/greenpeace_blocage_cargo_bois_tropique_bresil_4734.php4

  • 22 confetti e o indio imaginàrio // 20/April/2008 às 5:44

    meio off mas nao menos verdade, é myanmar, outra vitima do trafico de madeira preciosa…que financia a junta militar desde 1962…e la, ninguém da entrevista criticando nem ha agencia de proteçao nenhuma…
    alias, esquecemos ou temos a memoria curta, myanmar continua sendo pisada, explorada, destruida pela repressao militar….nunca mais falamos…((
    cade aung san suu kyi, aquela moça “simpatica” e “sorridente” hein pd ?

    fora de assunto né ? desculpe…((

  • 23 anrafel // 20/April/2008 às 12:53

    A Europa, os EUA e a Rússia quebraram todos e mais alguns ovos para fazer a omelete do seu progresso industrial. Agora a conta do equilíbrio ambiental global está sendo apresentada a alguns países emergentes.

    Fazer o quê? A isso chama-se bonde da história. A realidade é essa e é com ela que se tem de trabalhar.

    Enquanto isso, entra e sai governo e o projeto para aproveitamento daquele mundão da Amazônia em benefício da nação brasileira é adiado. Constrangimento ante as pressões externas e incompetência para lidar com os interesses internos.

    E aí o que sobra para o Estado brasileiro é o trabalho e a despesa com uma fiscalização inglóra e muitas vezes corrupta.

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