Para Gideon Rachman, editor de Internacional do Financial Times, a globalização está ameaçada. Hoje, ele sugere, as elites políticas em todo o mundo estão convencidas de que a abertura global de mercados é o caminho a seguir. Os principais protestos ficaram para trás, nos anos 90 e princípios do século.
Mas há novas ameaças. Não importa em que lado da discussão estamos – se no de quem é contra ou no de quem é a favor da globalização –, sua leitura é interessante:
A ameaça mais óbvia é uma crise na relação política e econômica mais importante do mundo – aquela entre EUA e China. O governo Bush, apesar de sua reputação belicosa, teve sempre o cuidado de evitar confrontos com a China; da mesma forma, os chineses não demonstram qualquer interesse em choque com os EUA – ao menos, não por enquanto. A globalização criou uma teia de interesses mútuos. O maior risco para as relações sino-americanas é o de um erro de cálculo: um choque – sobre comércio ou Tibete ou Taiwan – que ganha tamanho e provoca estrago real. Combine uma recessão norte-americana, uma eleição presidencial e as Olimpíadas de Beijing e lá está uma fórmula para problemas futuros.
No longo prazo, terrorismo e mudanças climáticas também ameaçam o sistema. A globalização depende da facilidade de acesso a qualquer lugar. De formas diferentes, o aquecimento global e o terrorismo global dificultam nossa habilidade de pular num avião a qualquer momento para ir para um outro canto do mundo.
O maior de todos os riscos, no entanto, é o de que políticos comecem a perder a discussão em prol da globalização. Uma pesquisa de opinião recente mostrou que 58% dos norte-americanos acham que a globalização é ruim para os EUA e que apenas 28% acham que ela foi boa. Há dez anos, a globalização ganhava por uma fina margem. Os políticos já está reagindo à mudança. Os democratas argumentam com ceticismo a respeito do livre comércio entre nações. Os republicanos atacam a imigração.
Na Europa, Nicolas Sarkozy, o presidente francês, vem cobrando mais protecionismo para a comunidade européia. Ele quer restabelecer uma ‘preferência comunitária’ – ou seja, tarifas maiores para bens que venham de fora da União Européia. Sarkozy, por enquanto, não tem muitos aliados. Mas a eleição de Berlusconi, na Itália, pode mudar isso.
Quem está de fora considera os indianos e os chineses os maiores beneficiários da globalização. Mas o último governo indiano perdeu a eleição porque os moradores pobres do campo se sentiam excluídos do crescimento. Como há outra eleição se aproximando, nenhum político indiano tem pressa de assinar novos acordos de comércio. É mais difícil avaliar o clima político em países de um só partido, como a China. Mas é evidente a tensão do governo com o desemprego rural, protestos de ambientalistas e a crescente diferença entre o litoral rico e o interior pobre. O capitalismo global parece ser difícil de ser vendido até na China.
A impressão de que os mais pobres perderam com a globalização aumenta conforme aumentam os preços de alimento. A fome – a mais tradicional ameaça a quem está no poder – está de volta a muitos países que abraçaram a globalização.
Líderes políticos em todo o mundo estão se esforçando para agüentar a pressão e manter o consenso que tornou possível a globalização. Mas este é um esforço cada vez maior. A globalização foi possível porque houve mudança na mentalidade de políticos. Aquilo que a política faz, no entanto, a política também pode desfazer.







62 Comentários até agora ↓
1 HRP Mané Reloaded // 18/April/2008 às 10:41
Globalização?
Chama Mr. Zoellick
2 Mr X // 18/April/2008 às 10:55
O que é bom para
os EUAa China é bom para o Brasil?3 Antonio M // 18/April/2008 às 11:04
Engraçado, a fome também poder estar relacionado com o que disseram em posts anteriores.
Até pouco tempo atrás mesmo nas cidades urbanas como São Paulo, as pessoas criavam animais como galinhas, cabras etc. e tinham proteina animal; plantavam pequenas roças e podiam colher alguma coisa para comer ou trocar com outras pessoas e a fome não era um fantasma tão aterrorizante assim. Meu tio que servira o exército uns 50 anos atrás, me disse que ajudava a cuidar do galinheiro (com aves mesmo, sem aspas !!!) do batalhão !!!! Onde foram parar esses costumes?
Hoje em dia vejo reportagens no interior do Brasil, e pessoas sentadas em sacadas de suas casinhas alegando fome pelo motivo de que não chove. Onde está a união para pelo menos tentar cavar poços ou encontrar qualquer outra solução? Uma vez vi um documentário na China onde a família plantava em encostas de montanhas (o que é comum por lá) com maquinetas manuais onde colocavam em uma poça d’água e iam subindo até o topo “na mão” !!! Por iso que dizem que lá não há fome e talvez não seja por intervenção estatal e sim por causa de sua cultura mesmo e conhecimentos.
Alguns povos precisavam parar de olhar para cima esperando providências divinas e serem mais pragmáticos.
4 Chesterton // 18/April/2008 às 11:05
a globalização é uma oportunidade dos pobres escaparem da pobreza, não há como o pobre (e a pobreza) ganharem alguma coisa. Eles tem que desaparecer por enriquecimento.
5 Dom Casmurro Patriarca // 18/April/2008 às 11:10
Com seus subsídios bilionários, seus “muros” , suas “tarifas” e suas “inspeções sanitárias”, esse negócio de “globalização” se manteve sempre no nível do que seja mais vantajoso. E vai continuar sendo assim.
O mais é “sonho de uma noite de verão”.
Bem até mais gente.
Espero estar de volta amanhã.
6 Darwinista tacanho e retrógrado // 18/April/2008 às 11:14
Bom dia Antonio M,
Vem cá, esse seu comentário não é um pouco contraditório à sua crítica ao apoio oficial ao modo familiar de produção agrícola?
7 Antonio M // 18/April/2008 às 11:33
Não seria bem ao modo familiar de produção agrícola. Falo de subsistência em meio a estiagem, de se virar para não perecer enquanto não há melhorias concretas. Parece que não tem, não querem alternativas, nem mesmo buscam elas para sobeviver sem ter que se tornarem migrantes, refugiados etc.
O problema que citei falando sobre a Embrapa, não foi que não devem ajudar a agricultura familiar. Disse que o atual movimento lá tem a influência ideológica de privilegiar a familiar em detrimento do agronegócio, apoio a reforma agrária nos moldes do MST com pequenas proriedades e sem maiores mecanizações e que seria mortal para a produção agraria nacional. Isso não passa da 2º geração de trabalhadores que não vai querer saber de ficar puxando enxada para sobreviver mal, e abandonarão as terras indo mendigar em centros urbanos. No máximo o que essas pequenas propriedades deverão se tornar no futuro, são produções artesanais, pousadas com o café da manhã colonial, pesqueiros etc. com maior função turística do que agrícola mas mesmo para isso, precisarão da ajuda de institutos como a Embrapa sim…..
8 Fabiano // 18/April/2008 às 11:42
Se fosse otário, Lula teria colocado a reforma
agrária como política central de governo e se comprometido a fazê-la inteira no país até 2010. Dessa forma, o MST perderia completamente sua razão de ser nesse ano, porque ficaria na cara que qualquer “sem terra” que houvesse dali pra diante era na verdade um espertalhão que vendeu sua terra e foi voltar a viver do bem-bom. Mas como Lula não é otário e não dá tiro no próprio pé, e como a oposição É otária e se recusa a fazer reforma agrária porque isso é coisa de comunista, o MST vai durar para sempre.
9 Josinaldo // 18/April/2008 às 12:14
esses posts de vocês paracem um samba do afro-brasileiro ususário de serviços de sapude mental.
Maa enfim, a gobalização está fazendo água porque a lógica das relações entre os países no tocante à economia não é sinergica mas competitiva. E é essa competaição que está forçando a mão sobre os escassos recursos naturais do planeta.
Quanto a agricultura familia e MST, perdão mas fazia tempo que não via tanta besteira junta meus amigos.
10 surfando na jaca // 18/April/2008 às 12:19
Vou fazer meu único comentário por muitos dias. Outro dia, um beócio me acendeu a luzinha, escrevo bobagens e futilidades, diz ele. Talvez tenha razão,apesar de ser um internauta analfabeto, e me cansei de chatear a snob e deselegante da Confettinha.
Acho surpreendente uma pessoa encher a boca e falar : a globalização está ameaçada!
Isto supõe que seja um processo que possa ser barrado.
Pois bem, pensando na história do capitalismo, Wallerstein nos relembra que a mundialização é um processo que se inicia com a expansão marítima em busca de novas mercadorias e mercados, isto lá no século XVI.
Podemos dizer que a globalização é um processo novo do capitalismo, conformando as relações de negócios na rapidez das comunicações e da nova geografia da divisão internacional do trabalho. Mas é um processo difícil de ser contido por uma vontade soberana de um país. A era catastróficade Bush apresenta uma mudança nesse processo, para alguns fracasso, como Vergopoulos. Mostra um abandono dos EUA da política de expansão comercial pela militar, acompanhada pela crise do pensamento neoliberal, com o seu fracasso na América Latina. A globalização nada mais é do que a fase positiva do novo ciclo do capitalismo, que gerou riqueza e concentrou renda de uma forma nunca antes vista, alargando o fosso entre os mais ricos e pobres, segundo vários relatórios da ONU e Banco Mundial. Para o Haiti, África não houve globalização, mas distanciamento, miséria e sucateamento tecnológico. O que ameaça a globalização não será discurso de governo ou outra baboseira sequer, mas o fim de um ciclo de expansão, que se inicia neste 2008.
Que medinho do retrocesso da GLOOOOOOBABALIZAÇÃOOOO! Manda parar esse mundo que eu quero descer.
Tchau, companheiros.
Não esqueçam: Paulada nos direitobas! Esse gente só progride ã base da borduna intelectual e virtual.
11 Antonio M // 18/April/2008 às 12:19
Besteira junta é MST, MLST, Via Campesina somando suas ações às falas do Stédile……
Colocar bandeiras do Brasil e do MST em locomotivas da Vale que são criminosamente paralisadas é algo muito sensato e significativo …….
12 Antonio M // 18/April/2008 às 12:25
“…Não esqueçam: Paulada nos direitobas! Esse gente só progride ã base da borduna intelectual e virtual. …”
E os esquerdobas só progridem por causa de sua humildade. Ah sim! E e dos “carguinhos” públicos que conseguem nos governos companheiros …..
13 Josinaldo // 18/April/2008 às 12:36
Antonio M
é precsio conhecer a agricultura familiar aqui no Brasil para, de fato, enxergar seu tamanho e sua importância.
Mas vamos falar de globalização? Olhe só o tamanho da apatia da sociedade brasileira.
A Lei de biosegurança do governo Lula, entregou o mercado de semenest do país na mão de duas transnacionais que são irmãs das outras quatro que contorlam o mercado de alimentos a nivel global, inclusive, na década de 80, forçou o Banco Mundial e o FMI a imporem a “liberalização” do mercado de alimentos na Áfria, chegando ao cúmulo dos governos proibirem o estoque de alimentos. Sane quem denuncia essa “coisa”, justamente o MST e a Via Campesina.
O subsolo brasileiro foi privatizado com a Vele do Rio Doce, a ALCOA no Pará tem direito de lavra de uma imensidão de mina de bauxita onde eles têm o mando sobre o territorio. Lá não entram pessoas desautorizadas. Quem denuncia? justamente os movimentos sociais.
Interesante, será que eles são mais patriotas que o general?
Claro que os movimentos sociais e algumas lideranças falam besteiras, mas sabe? há uma década algumns deles denunciam essa forma de globalização.
E meu caro Antonio M e demais leitores, perdão pela grosseria.
tenho quilos de informações e trajetoria pela agricultura familiar, agrocombustiveis etc e teria prazer em trocar contigo.
Pega meu e-mail: josinaldoaleixo@gmail.com.
Abraços.
14 surfando na jaca // 18/April/2008 às 12:44
coitado do Josinaldo… Aqui, a UDR, via VEJa, incutiu na cabeça dessa ente que reforma agraria e crime. Que todos os que lutam por ela sao bandidos e arruaceiros. Nenhuma palavra sobre a grilagem de terras e os latifundios improdutivos (redundancia). Nenhuma palavra sobre os avanços sociais dos assentamentos. O que discutir com essa gente reacionaria.
Obs: meu teclado esta sem acentuaçao.
15 Antonio M // 18/April/2008 às 12:50
Movimentos sociais que recebem verbas federais, tem sites na internet que vendem publicações que eram para ser doadas e cobra taxa de entrega por cestas básicas enviadas pelo governo? Sabe muito bem no que dá quendo esse tipo de gente chega ao poder.
E esse papo de privatização do solo é uma balela. Quanto tem de solo o Japão? E qual o tamanhao de sua economia? Não que isso não seja importante mas, importante é saber negociar como gente grande e esse jeito de “coitado dos brasileiros, são as vítimas” não ajuda. Minerais no subsolo não valem nada e o quanto de matéria-prima precisar ser vendida para se comprar um único produto final ?!?!?
O Brasil precisa de gente grande a frente desses desafios ……
16 Antonio M // 18/April/2008 às 12:52
Reforma agrária não é crime. Crime é a reforma agrária proposta pelo MST.
Reforma da CLT, previdenciária, sindical, fiscal, tributária, do código penal, do processual etc. também não são crimes mas a militância trata-os como tal …..
17 HRP Mané Reloaded // 18/April/2008 às 13:00
É o Antonio diz que não é crime essas reformas…..mas na verdade elas do jeito que foram propostas pelo FHC seriam supressão de direitos…….Mas a coerencia não deixa a tchurma dar o braço a torcer!
Então tá!
18 HRP Mané Reloaded // 18/April/2008 às 13:01
Na verdade essa turma com o cérebro lavado com candida só aceita espelho…..o resto é crime!
19 Antonio M // 18/April/2008 às 13:05
Direitos suprimidos. Quais?
Reforma da CLT: Querem impor mais uma derrota aos excluídos - José Pastore
…”Participei de vários debates em comissões técnicas do Congresso Nacional. Ao explicar calmamente - e com dados - o espírito do Projeto de Lei que reforma o art. 618 da CLT, ouvi a seguinte frase de vários deputados:
“Professor, a sua explicação me convenceu que esse projeto é ótimo e não tira direitos de ninguém. Ao contrário, ele abre novas oportunidades para o pessoal da informalidade. Isso é muito bom. Mas vou votar contra ele. Não conseguirei explicar as suas virtudes aos meus eleitores que, na sua maioria, ainda votam em troco de um colchão ou um par de tênis”.
É uma posição lamentável, além de falsa. Não faltam argumentos para os parlamentares conquistarem a simpatia da maioria dos eleitores que vive na informalidade. O projeto de lei é especialmente destinado a eles. Sem ter a menor pretensão de ensinar política aos políticos, há uma montanha de argumentos para se conquistar o voto dos 60% dos excluídos que, se acrescentarmos a eles os desempregados, ultrapassam os 2/3 dos trabalhadores-eleitores. …”
http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_colunas/j_pastore/id011201.htm
Vontade pólítica…vontade política…..
20 Guilherme // 18/April/2008 às 13:53
Há mais ou menos quinze anos que comida, no Brasil, tornou-se um dos ítens mais baratos do orçamento.
Só para exemplificar, toquei muita obra em zona rural. Montava cozinha com fogão a lenha, levava freezer, contratava cozinheiros e ajudantes, e toda a semana abastecia a despensa. Isso era car. Nos últimos anos, com boas estradas (a maioria asfaltadas), contratava um restaurante que duas vezes por dia levava marmitex. Cada marmitex a mais ou menos R$1,50. Comida, realmente, ficou muito barata. Pelo menos no Brasil. E acho que essa globalização foi um dos motivos.
21 R.C.N.T- ALGUEM // 18/April/2008 às 14:14
Estou de olho .
22 aiaiai // 18/April/2008 às 14:28
Primeiro vamos à minha chatice:
A primeira frase do último parágrafo, merece um copy? (sugestões entre parenteses)
“Líderes políticos em todo o mundo está (estão)se esforçando para agüentar a pressão e manter o consenso que fez da globalização possível (que tornou possível a globalização//que fez a globalização ser possível…).
É só uma sugestão, admiro o texto do PD, sei que traduzindo a gente se empolga e, em geral, todos erramos sempre. Só estou praticando a minha chatice habitual.
23 aiaiai // 18/April/2008 às 15:04
Segundo:
Não gosto de debater com Antonio M, porque ele é uma pessoa grosseira…mas falar que os pobres passam fome porque não tem cultura para buscar a sobrevivência…sinceramente, extrapolou.
Uma vez, andando pelo sertão baiano, em meio a miséria provocada por uma seca que já durava mais de 5 meses (é isso, 5 meses sem nem uma gota), entramos numa casa e vi uma mulher cozinhando um pedaço de papelão, misturado com folhas de palma em uma agua muito suja, com um pouco de sal que tinha conseguido com um dos vizinhos. O papelão era para engrossar, já que não tinha mais farinha. Foi o que ela achou que poderia dar certo.
Os quatro filhos, que haviam ajudado a catar gravetos para fazer o fogo, esperavam a mãe terminar, famintos. O marido tinha ido, há mais de duas semanas, para uma roça perto de lá, no dizer dela (há mais de 80 km), para trazer alguma comida. Ela não chorava, os filhos não choravam, estavam com esperança que o pai ia chegar logo com um pouco de farinha de mandioca, quem sabe açucar e sal. Eu chorei, o fotógrafo que estava comigo chorou, disfarçamos. Fui ao carro, que estava bem longe dali (para mim…) e peguei as frutas que havíamos trazido para a viagem - umas bananas e umas laranjas. Quando voltei, já estavam tomando a sopa, eu ofereci as frutas de sobremesa. Ajudei a descascar, as crianças comeram, a mãe me agradeceu. Foi uma festa, nunca me esqueci.
Acho que Antonio M precisa sair um pouco de seu apt. classe média, viajar, ter contato com as pessoas, antes de dizer que o povo fica olhando para cima e esperando algo melhor.
24 Pax // 18/April/2008 às 15:07
O texto do Gideon Rachman, numa rápida leitura, é confuso. Mas numa leitura mais calma, é provocativo e confuso. Arrisco meu palpite.
A internet e a globalização estão intrinsecamente relacionadas. A globalização e os livres mercados estão intrinsecamente relacionados.
Os livres mercados pressupõem a livre circulação de bens, serviços, moedas e pessoas. Tudo tende, no limite, numa unificação do todo. E esse todo é dispare. Seja entre os miseráveis americanos e os ricos africanos. E há ambos.
O império de cá, os ianques, estão fraquejando. O império de lá, os comunistas, estão crescendo. O pós guerra fria criou um mundo de esquizofrenias, mas que tende a tomar calmantes com o passar do tempo.
A África terá um papel muito maior que tem hoje em dia. Os chineses já perceberam isso. Os americanos estão lá perdidos no charco desértico do Oriente Médio e perdem a vez.
O petróleo dita as regras faz tempo, mas perderá, aos poucos, o poder que tem.
Energia, transportes e comunicação são os avanços que mudarão o cenário global.
Terra, Ar e Água serão os grandes poderes.
Se o artigo é confuso, também posso ser.
Muito obrigado, como diria o nosso velho e bom josef mario, o travequeiro maior.
25 aiaiai // 18/April/2008 às 15:19
Não achei confuso não, Pax! Vida que segue. Só não acho que tenha que haver um imperio…sou otimista, acho que a gente vai acabar dando um jeito de viver globalmente mesmo…vai demorar, mas chegaremos lá.
Afinal, nossos genes é que comandam e eles querem continuar se multiplicando e sobrevivendo. A história tem que continuar.
26 Antonio M // 18/April/2008 às 15:24
“…Acho que Antonio M precisa sair um pouco de seu apt. classe média, viajar, ter contato com as pessoas, antes de dizer que o povo fica olhando para cima e esperando algo melhor …”
Puxa aiaiai, eu que preciso sair de minha condição ou, são essas pessoas que visitou que precisam sair daquela condição? Mas, e o bolsa-esmola deles? Eles sabem o que é isso? Aposentadoria por idade, invalidez, trabalhador rural? Tem documentos? Mesmo assim não lhes falta educação e discernimento não é mesmo ?!!?!?!? Precisam de pessoas bondosas (nada sentimentalóides, paternalistas etc.) como você para entenderem como a vida é boa!!! Sem vocês eles não tem condições de ver e alcançar isso nénão?!?!? Algumas frutas e uma festa de agradecimento!!! Como você é boazinha, generosa !!!! Mas, não tinha com você nenhum danone ?!?!?!? Por que os deixou lá?! Por que não os levou para sua casa ?!?!?!?
E também já tive contato com pessoas assim (OOHHHHHHH!!!!! sim, é verdade !!!) e com pencas de filhos quando perguntado se não era difícil cria-los respondem: “Se Deus quer assim….”
Mas eu gostaria que tivessem educação, profissão e saúde para não depender de pessoas da classe média como você que dão esmolas apenas para aliviar o complexo de culpa pelo dinheiro que o papai tem, e que depois vão contar para os amigos esse tipo de proeza comendo porçõeszinhas de salmão, batatas fritas, salame com o choppinho gelado em barzinhos da Vila Madalena, sentandos na calçada falando alto e incomodando vizinhos e pedestres mas, pelo eu sou o errado e eu que devo abandonar minhas convicções ……
27 Darwinista // 18/April/2008 às 15:30
Afinal, nossos genes é que comandam e eles querem continuar se multiplicando e sobrevivendo.
Pois é aiaiai, nem que pra isso eles tenham que atropelar os genes das outras espécies…
28 Josinaldo // 18/April/2008 às 15:50
Antonio M
desisto de vc.
Nem porque vc pensa diferente de mim mas porque vc desqualifica quem debate contigo.
Adeus
29 Antonio M // 18/April/2008 às 15:56
“…Não gosto de debater com Antonio M, porque ele é uma pessoa grosseira…”
“…Acho que Antonio M precisa sair um pouco de seu apt. classe média,…”
Josinaldo, quem é que está desqualificando quem?!!?!? Se estivesse acompanhando a mais tempo saberia que isso é o método stalinista da militância, não meu. Apenas respondo quando tentam me desqualificar….
Mas estamos em um país livre …..então, adeus !!!
30 Josinaldo // 18/April/2008 às 16:01
So faltou dizer que o Jose Pastore e da direção nacional do PSDB e foi o cara que fez o programa de governo para previdencia social do Zé Serra.
Unformar tudo é isso.
O resto é Rede Globo e revista Veja.
31 Josinaldo // 18/April/2008 às 16:03
Se reparar nao fui eu quem disse essas coisas.
pelo contratio até meu email pessoal lhe dei carissimo.
Mas enfim porque debater com um stalisnista que nem eu nao? Aind amais que se vitimiza e até pede desculpas! Luminares não precisam disso.
32 Antonio M // 18/April/2008 às 16:03
O Henrique Meirelles, Ronaldo Sardenberg também são do PSDB e estão no governo Lula a convite dele. Reinold Stephanes foi ministro do FHC e está no governo Lula. Só para citar uns poucos.
Sabia?!
33 Antonio // 18/April/2008 às 16:04
Rachman toca num ponto importante: o fato de que as pessoas estão se dando conta de que a globalização não necessariamente é uma benesse. Quando a conta não fecha e o bolso reclama, os políticos têm que sambar para justificar as idéias que defendem com tanto ardor.
Penso, no entanto, que uma das maiores ameaças à globalização está no próprio modus operandi do capitalismo financeiro de hoje — refiro-me ao poder quase ilimitado das grandes corporações. Elas concentram poder e dinheiro (mais até do que alguns Estados nacionais), e não raro atuam à margem dos interesses da nação, ou mesmo contra estes. Aí complica.
A desigualdade cresce cada vez mais (inclusive nos países mais ricos), as fronteiras se abrem cada vez menos (a questão da imigração, as explosões de xenofobia etc.), os Estados fazem o que podem para protegerem a si próprios (ou alguém ainda acredita nesta ficção que é e sempre foi o mercado auto-regulável?) — em suma, globalização para quem, cara pálida?
Abs,
ACT
34 Antonio M // 18/April/2008 às 16:06
Ué!? Foi você que me desqualificou? Não foi aiaiaiai ?!?!?! Ou são a mesma pessoa?!!?
Mas se a carapuça serviu, pode ficar com ela…..
35 aiaiai // 18/April/2008 às 16:21
Josinaldo,
O Antonio M é uma pessoa que não consegue ler o que os outros escrevem. Ele já sabe de antemão o que é o certo e o errado…não sei para que vem a um site onde o forte é o debate.
Nem respondo a ele, perde seu tempo não.
Darw,
Vc tem que ver que os genes de todos os seres vivos estão fazendo o mesmo…quem for mais eficiente fica, quem não for some. É claro que existem as ocorrências naturais, etc, mas a base não é essa?
Eu não entendo nada disso, vc é que é o mestre no assunto.
Antonio (ACT 33),
Você não acha que o que estamos assistindo é uma onda de superacumulação de capital? A grana tá concentrada em algumas grandes corporações - inclusive algumas indianas poderosas no aço -, e no estado Chinês, que não libera informação mas deve estar acumulando muito. Isso acaba inviabilizando a liberdade econômica que seria o eixo da globalização.
É claro que sem liberdade para as pessoas, a coisa também não anda. Mas isso já é outro ponto.
36 Saladino // 18/April/2008 às 16:28
Um matéria interessante sobre como um país que se globalizou de maneira radical está sofrendo os efeitos dessas políticas agora: a Islândia.
“The country’s long economic boom has ended in a painful bust, with a collapsing currency, rising inflation, double-digit interest rates and predictions of its first recession since 1992.
“For most of the last decade, this tiny country ran on a high-octane mix of foreign investment — much of it related to Iceland’s energy resources — borrowed money and profligate consumption, turning its 307,000 people into a miniature model of the American economy.”
O resto, aqui: http://www.nytimes.com/2008/04/18/business/worldbusiness/18iceland.html?_r=1&th=&adxnnl=1&emc=th&adxnnlx=1208527505-k81qDOLeNZmJRUt9hrw1ww&oref=slogin
37 Marcos Araújo // 18/April/2008 às 16:29
4 Chesterton // 18/April/2008 às 11:05
“…a globalização é uma oportunidade dos pobres escaparem da pobreza, não há como o pobre (e a pobreza) ganharem alguma coisa. Eles tem que desaparecer por enriquecimento…”
Explica pra nóis aqui, Dracul, como é que o seu enriquecimento especulativo na bolsa ajudou a tirar da pobreza os pobres em volta de você. Mau-caratismo e hipocrisia é isto aí.
Pax: A China näo é mais comunista há muito tempo, prezado. O que existe lá é um partideco que se diz “comunista” e professa um falso culto ao Mao, de fachada, para tapear as massas miseráveis do campo. O tal “partido comunista” de araque é dirigido por pilantras arquimilionários de cabelos pintados, corruptos até a medula dos ossos, e tem 70 milhöes de membros (classe média, rica e milionária, e agora conta com a adesäo cada vez maior de estudantes universitários - os filhos daqueles mesmos que levaram na bunda na praça Tiananmem, lembra?) que usufruem de favores, bicos, benesses, melhores emprêgos, melhores escolas, melhores habitaçoes , etc. Enfim uma vidinha bem melhor do que a do resto da populaçao escrava (700 milhöes no campo, de onde virá a próxima revoluçao) que soterra o mundo com produtos de todo tipo, subsidiados por salários de miséria. O partido domina tudo, e mata no ovo qualquer movimento tímido de democratizaçao. A imprensa chinesa, controlada pelo partidao dinossauro (salvo em Hong Kong), nao publica nadinha dos problemas gigantescos que enfrenta e China internamente. Só em 2005 país foi abalado por nada menos do que 87 mil greves violentas, 238 por dia!
O Surfando aí acima tem toda razao. O fim da globalizaçao se aproxima e já começou, com barril de petróleo a 150 dólares aí pelo fim do ano, um protecionismo irresistível dos USA e países europeus (a Sarkosy já pensa em sobretaxar os produtos baratíssimos originários da China), a pauperizaçao da classe média no mundo inteiro, a explosao dos preços de alimentos e as mudanças climáticas nocivas à agricultura e meio ambiente, e as levas de miseráveis do campo invadindo as cidades e tentando imigrar para os países ricos, só para citar uns poucos problemitas. Daqui pra frente será cada um por si, e o resto que se foda! Globalizaçao é - sempre foi - canto de sereia de país predadores ricos.
O papel da África de hoje e do futuro é o de servir de provedor de matéria prima barata para alimentar o crescimento gigantesco da economia chinesa. Sabem qualé o valor das reservas monetárias da China em dólares? 1 trilhao e 300 bilhoes de dólares! Tio Sam já coça a cuca.
Nos próximos 20 anos a China sozinha necessitará de mais metais e energia que todos os países industrializados juntos, segundo o economista australiano Ross Garnaut. Se näo abocanhar essa matéria prima que nao posssui em seu subsolo em outros países, a China implode, vai pro brejo. Daí a corte cínica que faz aos dirigentes ultra-corruptos africanos e as aquisiçoes chinesas de possantes cias. ocidentais. Sai da frente, galera, a China vai engolir tudo!
Resumindo: Globalizaçao é coisa ótima pra países ricos, donos do capital; países pobres, e suas populaçoes de miseráveis, só levam ferro quente na bunda. Um claríssimo exemplo disto é o México, onde quem ficou mais rico com a globalizaçao e a NAFTA foram os já ricos. A pobreza aumentou no México e nos países subdesenvolvidos. ONU e Banco Mundial como fontes tá bom pra vocês? Boa Surfando!
38 Marcos Araújo // 18/April/2008 às 16:37
Ah, o Joseph Stiglitz (pra quem leu, contrariamente ao Guilhermao Fiuza), escreveu que a globalizaçao/mundializaçao foi nociva aos países pobres e que a política de terra queimada do FMI semeou crises, miséria e mortes nos países pobres onde a classe dominante pelega come nao mao de Wall Street. E dá provas disso nos seus dois livros (mais uma vez, pra quem leu). Chega o francês Dominique Strauz-Kahn por lá e diz aos 4 ventos que o bordel tomou conta do FMI, que o dito espalhou miséria pelo mundo e que ele iria consertar o merdier que hoje impera no fundo. Tô pagando pra ver!
Tinha ou nao tinha razao o Stiglitz? O judeu-americano é prêmio Nobel e foi vice-presidente do Banco Mundial. Deve saber do que escreve, né? Nao obstante o invejoso macaquito Fiuza.
39 Antonio M // 18/April/2008 às 16:40
“…Ele já sabe de antemão o que é o certo e o errado…”
Olha só quem fala …..
40 Claudio // 18/April/2008 às 16:56
Boa tarde a todos.
Eu vejo as coisas de um modo diferente e gostaria que vocês opinassem sobre os seguintes pontos:
- Acredito que a distribuição de poder que existia no período da “Guerra Fria” deixou muitas raízes e, conseqüentemente, muitos países ainda “sentem falta” de ter (ou pensar que tinham) que escolher um lado; sempre serão dependentes de um “poder maior”.
- Esperavámos que a “tal da globalização” trouxesse maior igualdade, pelo menos, no tratamento comercial entre os países e, assim, todos pudessem aproveitar seus benefícios, porém permaneceu a “velha norma” de que aqueles que têm maior força e poder econômico sempre são beneficiados e, infelizmente, nem a igualdade comercial veio.
- Também acredito que a China, apesar de todo o seu crescimento, é um sério candidato a “implosão”, pois, pelo pouco que sabemos, as suas diferenças sociais e econômicas estão cada vez maiores e, dificilmente, a enorme população chinesa aguentará em silêncio que apenas uma pequena parcela da população tenha todas as “benesses” do capitalismo e o restante do povo fique com as agruras do socialismo (já temos o Tibete que, embora aparente que é um movimento pela salvação da cultura do povo tibetano, tem por trás intensões separatistas além de um grande e rico território. Outros movimentos poderão surgir…).
- Já os EUA, a partir de 1929, adquiriram experiência mais que suficiente para suportar os estragos de, pelo menos, mais duas “Gerações Bush” e podem voltar, caso queiram, a ocupar o posto de lideres mundiais. E, com algumas excessões, os políticos de lá levam seu trabalho mais a sério que os de cá.
- Para nós, da Terra Brasilis, resta esperar que mudanças no modo de pensar do povo ocorram para que não fiquemos reféns de políticos oportunistas.
A cada mês de novembro espero estar melhor preparado do que estava nos “novembros” anteriores.
41 Microempresário // 18/April/2008 às 17:16
Cláudio, se vc se interessa pela opinião de um pessimista assumido, aí vai:
- Mais do que a falta de um “poder maior”, o que muita gente sente falta é de um inimigo externo em quem colocar a culpa pelos seus erros.
- O desejo de igualdade sempre foi só isso mesmo: desejo. É mais fácil para o ser humano pensar coletivamente em termos de grupo social, cidade, no máximo país. Considerar-se “irmanado” a todo o planeta é difícil.
- Acho que a China tem um roteiro muito bem planejado sobre a distribuição de riquezas. Esta idéia de que os mais pobres não aceitarão o enriquecimento de alguns me parece wishful thinking da torcida organizada marxista, aquela que só vê progresso na luta de classes - de preferência luta no sentido literal, com tiro, sangue e morte.
- O problema a médio prazo dos EUA é o mesmo da China: escassez de recursos energéticos, minerais e alimentares. E os EUA ainda são míopes a respeito. Como li outro dia: “de toda a política externa dos EUA, Iraque incluido, a impressão é que a maioria do povo americano só quer saber é quanto custa para encher o tanque de seu carro.” Para ficar mais claro, eu trocaria povo por eleitorado.
- Sobre mudanças aqui no Brasil, prefiro nem comentar…
42 RW in Miami // 18/April/2008 às 17:43
Marcos Araujo,
Porque caracterizar o Stiglitz de “judeu-americano” ? Sera’ que agora terei que referir-me a voce como o “catolico-brasileiro” Marcos Araujo ?
Outra coisa - ser do Banco Mundial nao quer dizer nada - afinal, o Zoellick e’ presidente, antes dele o Paul Wolfowitz, etc… ;-)
43 Marcos Araújo // 18/April/2008 às 18:02
RW: Nao caracterizei por maldade e tampouco para provocar ninguém. Afinal, tenho admiraçao pelo sujeito, que é competente e tarimbado, apesar do Fiuza. E, judeu-americano ele é mesmo, nao é? E isso nao é tara. Ou é, segundo você?
Quanto a mim, nunca fui católico e nascí no Brasil por engano e descuido de meus pais. Cago em cima. Ademais, dirigir o Banco Mundial, mesmo sendo um mecanismo capitalista opressivo, quer dizer algo sim senhor. Nao vejo você nem eu dirigindo aquilo ali, mas você pode discordar como queira.
44 Pedro Doria // 18/April/2008 às 18:09
Aí, Marcos Araújo, eu discordo. O atual presidente é de uma irrelevância atroz. Um burocrata e não mais que isso. Ser Nobel é importante. Ter dirigido o Bird, não. Não deixam marca.
45 anrafel // 18/April/2008 às 18:46
A Embrapa não foi paralisada com a dicotomia que tomou conta do debate entre alguns dos seus diretores: agricultura familiar versus agrobusiness. A empresa continua sendo um centro de excelência, dando prosseguimento, inclusive, à sua internacionalização, iniciada no governo de Fernando Henrique.
Aliás, a dicotomia é falsa. As duas políticas podem, e devem, muito bem conviver. Agricultura familiar, na qual o governo despeja expressiva quantidade de recursos através do Banco do Brasil, não é aquele troço de “plantar uma coisinha, uma lavoura de subsistência para comer, fazer um filho todo ano e não faltar à missa”.
Não. Ela pode ser complementar ao agrobusiness, possibilitando a produção de alimentos em pequenas comunidades e ajudando na manutenção das famílias no campo, mas com dignidade.
E não dá para pensar no homem do campo como ou um Jeca Tatu ou um vaqueiro total analfabeto. O nível educacional, também em relação às técnicas do seu ofício, aumentou bastante com as políticas governamentais de há algum tempo.
Ou seja, aqueles que se utilizam do simplismo para demonizar o MST, quebrarão a cara aplicando esse simplismo na questão rural brasileira.
46 Lusitano // 18/April/2008 às 20:40
“Ser Nobel é importante.”
Exceção à regra são os cientistas cá da terrinha que ‘inventaram’ a lobotomia…
47 Guilherme // 18/April/2008 às 21:23
Mais ou menos excludente. É como considero este post. Assunto muito complexo, que não domino, e por isso não dou pitaco.
Pra mim, globalização sempre foi o avanço do capitalismo no mundo todo. Aquela história: ” o capitalismo venceu a Guerra Fria. Agora toma conta do mundo”.
Só por isso, sempre achei que ia dar em merda.
Mas lendo artigos e os comentários aqui a respeito, vejo que se trata de assunto muito mais complexo. Ou sou eu quem está se deixando enredar por argumentos diversionistas, não sei.
Por enquanto, continuo lendo e tentando formar juízo.
48 Guilherme // 18/April/2008 às 21:25
Mas que tem muita asneira escrita aí em cim, tem.
49 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 18/April/2008 às 22:02
Lula detestou que o General Heleno tenha explicado que “o Exército não serve a governos, mas ao Estado Brasileiro”.
50 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 18/April/2008 às 22:11
“Hi, hi, Johnny,
Hi, hi, Alfredo
Quem é da nossa gang não tem medo
Hi, hi, Johnny,
Hi, hi, Alfredo
Quem é da nossa gang não tem medo…”
51 Dino // 19/April/2008 às 0:34
Não meu chapa, quem é da tua gang se caga de medo, especialmente de ir para a reserva antecipadamente e ou perder uma boquinha, de modo que já enfiou o rabinho no meio das pernas, verifique se ele vai dar mais alguma declaração… Haaa… Serve a governos sim, o chefe do executivo é o chefe maximo da nação e consequentemente das forças armadas. Quem chefia o estado chefia as FA. O resto é conversa é de milico safado golpista.
52 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 19/April/2008 às 9:40
golpista é o Lula que quer separar uma vasta área do territorio nacional. Os militares não deixarão porque tem que cumprir o preceito constitucional de manter a integridade do territorio nacional, INDEPENDENTE de quem está no governo..presidentes passam, o Exército Brasileiro é eterno.
53 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 19/April/2008 às 9:53
EÇA DE QUEIROZ E O GENERAL HELENO
Comentei semana passada, a palestra do general Augusto Heleno proferida no Clube Militar, no Rio, sobre os conflitos de Roraima, uma das raras vozes sensatas a pronunciar-se sobre o assunto. O Supremo Apedeuta não gostou e está cobrando explicações do general. Em encontro realizado ontem com o presidente e outros colegas de arma, o general insistiu:
“Pela primeira vez estamos escutando coisas que nunca escutamos na história do Brasil. Negócio de índio e não-índio? No bairro da Liberdade, em São Paulo, vai ter japonês e não-japonês? Só entra quem é japonês? Como um brasileiro não pode entrar numa terra porque é terra indígena?”, disse.
Desde há muito brasileiros não podem entrar em territórios indígenas. O mapa do Brasil está virando uma espécie de mapa de Israel, todo salpicado de bolhas árabes e hostis. Quando alguém mostra que o rei está nu, a corte toda se escandaliza.
Estamos caminhando a passos céleres rumo à desintegração territorial do país. Em meu ensaio sobre a questão indígena, Ianoblefe, citei Eça de Queiroz, que já em 1890 previa o fim disto que se chama Brasil.
Com o império, segundo todas as probabilidades, acaba também o Brasil.
Este nome de Brasil, que começava a ter grandeza, e para nós portugueses representava um tão glorioso esforço, passa a ser um antigo nome da velha Geografia Política. Daqui a pouco, o que foi o Império, estará fraccionado em Repúblicas independentes, de maior ou menor importância. Impelem a este resultado a divisão histórica das províncias, as rivalidades que entre elas existem, a diversidade do clima, do caracter e dos interesses, e a força das ambições locais. Já mais de uma vez as províncias têm feito enérgicas tentativas de separação: e o separatismo tornara-se, nestes derradeiros tempos, um dos mais poderosos factores da Política.
O Brasil, além disso, não está forçado a conservar-se unido pelo receio de ataques ou represálias duma metrópole forte, de que acabasse de se emancipar, nem tem possibilidades algumas de aspirar, como os Estados Unidos, a uma supremacia política ou econômica de que a unidade seria a inevitável condição. Nenhuma das razões que impuseram a união aos Americanos do Norte, se dão no Brasil. Por outro lado, há absoluta impossibilidade que de que S. Paulo, a Baía, o Pará, queiram ficar sob a autoridade do general fulano ou do bacharel sicrano, Presidente, com uma corte presidencial no Rio de Janeiro. Para que isso se realizasse, mesmo por alguns meses, seria necessário que surgisse um homem (que não há) de popularidade universal, incontestada e irresistível em todo o Império, como a de um Washington. Os Deodoros da Fonseca vão-se reproduzir por todas as províncias. Já decerto em Mato Grosso há um Deodoro que afivela a espada. Ora, a condição de popularidade, para estes ambiciosos, será proclamar o exclusivismo dos interesses provinciais; e já disto mostra sintomas o presidente do Pará, querendo fechar a navegação do Amazonas.
Os Estados, uma vez separados, não poderão manter paz entre si, sendo abundantes os motivos de conflitos - as delimitações de fronteiras, as questões hidrográficas e as alfândegas com que todos, naturalmente, se hão-de querer criar rendimentos. Cada Estado, abandonado a si, desenvolverá uma história própria, sob uma bandeira própria, segundo o seu clima, a especialidade da sua zona agrícola, os seus interesses, os seus homens, a sua educação e a sua imigração. Uns prosperarão, outros deperecerão. Haverá talvez Chiles ricos e haverá certamente Nicaráguas grotescos. A América do Sul ficará toda coberta com os cacos dum grande Império!
54 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 19/April/2008 às 9:54
Janer
55 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 19/April/2008 às 10:06
“Parece-me evidente que, no momento atual, alguns auxiliares da presidência - Dilma, Jorge Hage, general Felix - foram transformados em escudos de proteção de possíveis irregularidades de Lula e seus familiares. Minha pergunta é: quando virão os dossiês contra Lula e dona Marisa Letícia? Não é este o futuro que deveríamos almejar. Mas, no que vai do andar da carruagem, dirigida por um Lula cada vez mais ególatra e irresponsável, é para lá que vamos, inelutavelmente. Quem viver, verá”.
Tudo isso, e muito mais, saiu em brilhante e desafiador artigo no “Globo”, esta semana, assinado com a autoridade e sob um título de quem conhece Lula e o PT desde o berço: “Lula, o pelego?”.
56 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 19/April/2008 às 10:06
Não só Weffort pensa assim. Na “Folha”, a Renata Lo Prete conta:
“A preocupação dos governistas, agora, é manter a oposição longe dos gastos pessoais de Lula e da primeira-dama Marisa Letícia”.
E, no “Globo”, o arguto Ricardo Noblat escancara os números:
1 - “É espantosa a desfaçatez com que o governo nega que tenha alguma coisa a ver (com o dossiê da Dilma). Espantosa, não. Afinal, apenas com despesas consideradas de “interesse da segurança do Estado”, o governo federal gastou R$ 98,7 milhões entre 2004 e 2007. Os gastos foram de R$ 16,9 milhões em 2004 e cerca de R$ 25 milhões em 2006″.
2 - “No ano passado, deram um salto de 42,8%, passando para R$ 35,7 milhões. De R$ 78 milhões gastos em 2007 por 11.500 portadores de cartão, R$ 58 milhões acabaram sacados na boca do caixa, dinheiro vivo!”
57 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 19/April/2008 às 11:11
E então temos o caso Lula vs. General Augusto Heleno Pereira. Se, como diz o Jornal Nacional e confirma o Jornal da Globo, Lula se irritou mesmo quando o General Heleno lembrou que “o Exército serve ao Estado, e não ao governo”, fica confirmado que o presidente tem um problema sério com a Constituição Brasileira. Porque, como muito bem lembrou a Nota Oficial do Clube Militar, aquela frase, além de óbvia para qualquer democrata, está implícita no art. 142 da Constituição (”As Forças Armadas (…) são instituições nacionais, permanentes e regulares”).
Lula é reincidente em demonstrar desprezo pela Constituição Federal. Lembram do episódio Larry Rohter, quando o Molusco quis expulsar do Brasil o correspondente do New York Times que escrevera sobre seu gosto pelo álcool? Ao ser lembrado por um assessor que a Constituição não lhe permitia expulsar o repórter, Lula disse frase antológica: Foda-se a Constituição! Uma verdadeiro democrata, não?
É por isso que é necessário apoiar o General Heleno nessa briga. Até onde sei, o militar está do lado da Constituição e da soberania em qualquer circunstância, ao passo que Lula só as apóia quando lhe interessa. Aqui está o abaixo-assinado eletrônico a favor do General. Mandem brasa.
58 Caramujo // 19/April/2008 às 13:35
Pedro Doria, até um burocrata tem que ser competente em alguma coisa. Que seja fazer o mal, espalhar a merda e fazer um pouquinho de bem. O Wollefson (nao sei se o nome esta’ escrito corretmente) nao era incompetente e tinha boas idéias. Assisti a algumas das entrevistas dele na telinha e me pareceu-me um individuo muito tarimbado. Quanto ao outros, tal esse Wolfwitz ou Roellick, sao apenas canalhas, escroques, gangsters. a unica marca que deixam é a da tragédia. Aqui dou-lhe inteiramente razao. Mas, como afirmei, devem ser competentes em alguma coisa, senao nao teriam passado por la’.
Deixar marca em quê, afinal? Marca do bem, marca do mal? Algo para a posteridade? Isto nao é e nunca sera’, geralmente, a funçao de burocratas. A funçao deles é administrar, para beneficio de poucos e sofrimento de muitos, no caso de bancos, FMI e outros instrumentos de opressao politica e econômica. E também cultural.
59 Caramujo // 19/April/2008 às 13:56
Nao sou direitoba, mas tampouco sou burro. Nao tenho nada contra os indios, os verdadeiros donos de Banânia. Mas nesta parada estou com o general, nem que seja por estas duas simples e reveladoras frases, destacadas pelo Dracul ai acima:
”Como um brasileiro não pode entrar numa terra porque é terra indígena?” (do general)
”Foda-se a Constituição!” (do pseudo-presidente, cachaçeiro e pelego Mulla)
Ademais, nao sou da opiniao que todo general é golpista so’ poque veste farda. O Mulla nao veste farda e é golpista, louco varrido que é por um terceiro mandato, nem que seja necessario massacrar a Constituiçao e o Estado de Direito para consegui-lo.
Nunca esqueçamos: O poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente. Valido para todos, e também para o Mulla e o neoPT.
60 Nassau // 20/April/2008 às 6:12
“Panitchpakdi, ex-presidente da Organização Mundial do Comércio (OMC), disse que um acordo nas frágeis negociações do setor agrícola na OMC e a eliminação de subsídios nas nações ricas eram vitais para a solução da crise dos alimentos de longo prazo.
“Muito tem sido dito sobre o fato de que a eliminação de distorções deve gerar alguns aumentos nos preços de alimentos”, ele disse.
“Mas o efeito, na prática, será que a eliminação de subsídios e distorções no setor agrícola vai dar pela primeira vez oportunidades aos fazendeiros de países pobres de conseguir preços realistas para que possam expandir suas produções”.
O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, disse que a organização iria cuidar da distorções sistemáticas nos preços dos alimentos para o mercado internacional vindas de impostos e subsídios, mas não poderia fazer nada para acabar de imediato com a crise.
(Por Kwasi Kpodo)
Fonte: Reuters”
Então uma das alternativas seria que os países ricos (EUA e Europa), liberalizem suas economias, liberalizem suas políticas agrícolas, assim não seria tão necessário mandar esmolas para a África por exemplo.
No entanto o que parece prevalecer é “faça o que eu digo mas não faça o que eu faço”, ou ainda: ” Farinha pouca o meu pirão primeiro”.
Abs.
61 confetti e o indio imaginàrio // 20/April/2008 às 6:46
“ideologicamente” sou contra a globalizaçao ! ela pode ter seus lados positivos, mas destroi culturas locais, especificas….as mais “fracas” sao engolidas pelos blockbusters ! nao conhecia a estatistica que 58% de americanos a acham ruim….amazing vindo deles, cuja coca cola, nike e “democracia” ( é ironico viu dracula!) ja destruiram qualquer resistencia passiva….
acho um saco a uniformidade entre algumas capitais ocidentais, mesmas lojas, mesmos restaurantes, mesmos filmes nos cinemas, mesma fashion nas ruas, mesma popzinha pasteurizada ! até no shopping iguatemi de salvador tenho a impressao de estar em tribeca nyc….exagerando apenas….
ja disse que sou contra ,globalizaçao ? entao repito…kkk
62 confetti e o indio imaginàrio // 20/April/2008 às 6:50
claro, meu coment é so sobre um dos aspectos da globalizaçao ! mas o comércio e a politica globalizada, com seus protecionismos e suas “invasoes arbitrarias pra democratizar ditaduras” tbm sao negativas….
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