Os filmes que aprendi com minha mãe
O último tango em Paris
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Esse eu só pude ver muito tempo depois de lançado, no vídeo. Lembro da inveja que senti dos mais velhos de poderem ver o filme e eu não…
Tínhamos uma listinha básica: Citizen Kane, An American in Paris, Le Dernier Tango à Paris. A partir daí a gente divergia. Mas ainda tinha filmes em comum, como o filme “italiano” de Bergman, A Hora do Lobo. (O filme “japonês” é A Fonte da Donzela.)
Esse quando eu aluguei aqui na roça, o DVD estava riscado e não passou no meu aparelho.
Isso que dá morar no interior.
sua mãe deixou você ver esse filme?…
andrea, eu já era grandinho. E, convenhamos, só é forte com olhos de anos 70. Hoje é no máximo mediano.
Pedro,
A cena da manteiga é bem forte para alguns até hoje. Eu disse alguns.
E veja, eu assisti recentemente alguns filmes tidos como clássicos antigos e acho que uns são muito fortes para hoje em dia.
Ou você já viu um filme não pornô mais pornô que Império dos Sentidos?
Monsores lembrou outro filme que tambem tive que esperar muito para assistir…mas este caso - do Império dos Sentidos - foi um pouco decepcionante. Só não é pornô porque não tem a cultura pornô, mulher fazendo caras e bocas, essas coisas, mas é pornô na essência.
Já último tango não tem nada de pornô…pra falar a verdade na época fiquei um pouco sem tesão, durante uns dias.
Vi Maria Schneider também em “Passageiro: Profissão Repórter” e só. Onde anda ela, além de ter virado banda de jazz?
O melhor do filme é a sonora do Gato Barbiere.
Pois é, Paidopedro já li uma crítica que dizia que O último Tango… é Um americano em Paris (do Minelli) com a radicalidade crítica dos anos 70 à burguesia.
O profeta Ezequiel escreveu um livro que durante mutos anos foi proibido para menores de 30 anos.
Ainda hoje em dia é um livro bem forte.
E olha que ele escreveu seu livro apriximadamente mil anos antes de Cristo.
O comentário da Mãe do Pedro é preciso e sumário: An American in Paris Twenry Years Later.
Companheiro pedê
Eu, josef mario, devo dizer que, assim como todos os demais companheiros deste blog, já sabemos que o companheiro “aprendeu filmes” com a companheira margô sua saudosa mãe. Naturalmente o companheiro deve estar se referindo a “aprender a assistir filmes” mas, estes pequenos detalhes do idioma, ao que parece, não são relevantes para o companheiro. Enfim, isto não importa, mas o companheiro agora poderia nos mostrar outras coisas que tenha aprendido com a companheira margô. Sinceramente, eu, josef mario, espero que fazer esta cara de bobo-alegre, quando em frente a uma máquina fotográfica, não seja uma delas.
Muito obrigado
No caso do Imperio dos Sentidos…..essa agonia pelo sexo é para mim a essencia do filme….O sexo é parte e não o todo…..mas nem precisa brigar comigo…..estou em retirada……
anrafel // 18/April/2008 às 18:32
”Vi Maria Schneider também em “Passageiro: Profissão Repórter” e só. Onde anda ela, além de ter virado banda de jazz?”
Anrafel, isso so’ pode ser brincadeira sua. A Maria Schneider, americana, doutora e professora de musica nos USA, chefe e regente (e que regente!) de uma das melhores orquestras de jazz da atualidade, é outra pessoa. Tem nada a ver com a Maria Schneider ex-atriz e zero em jazz.
Quanto ao filme, assisti quando saiu. Gostei, mas nao achei que estava diante de uma obra-prima. É tragico, triste e nao tem nada de erotico. Retrata a vida em decomposiçao dos varios personagens e deixa um gôsto amargo na bôca que perdura por um tempo.
O homem é um animal sexual. Essa é a essência desse filme.
Hoje, a cena da manteiga poderia muito bem virar comercial de qualquer marca de margarina, do tipo Qualy ou Doriana….sinal dos tempos. Mas trata-se de um grande filme, cheio de significados e lampejos sobre nossa condição humana.
Caramujo,
Foi só brincadeira, claro.
Um abraço.
filme culte !
acho que bertolucci além do erotismo e da violencia, realizou um estudo sobre o ato amoroso …a procura impossivel de harmonia com o outro…
segundo criticos , os que esperavam um filme porno sairam do cinema melancolicos, como bem disse m.a. no 14…alguns o chamaram de “valsa macabra” em vez de “”ultimo tango”…
so vi muitos anos depois, maravilhada pela interpretaçao de marlon brando…a cena com o corpo de sua mulher suicidada, é grande, imensa, inesquecivel, com controle absoluto de cada frase, de cada gesto ! actor’s studio lessons…pd ja postou esse filme aqui, ja conversamos sobre ele …
uma anedota : parece que bertolucci quando viu a montagem definitiva, se surpreendeu com “o desespero” transmitido pelo proprio filme….e jean luc godard, que na avant première, saiu logo no começo dizendo “c’est une horreur, c’est une honte” !
Grande filme, fundamental, desde que contextualizado. Mas envelheceu, apesar da soberba atuação do Brando. “1900″, apesar de político — e por isso mesmo mais sujeito às marcas do tempo —, consegue permanecer mais “assistível”.