Numa sexta-feira à noite, em outubro de 1999, Nicholas White deixou sua mesa na redação da Newsweek e desceu até o térreo para fumar um cigarro na rua. Quando terminou, voltou ao prédio, entrou no elevador de número 30 e apertou o botão que indicava o andar 43.
O carro acelerou. Era um elevador expresso, que só pára em andares a partir do 39, e o edifício estava deserto. Após uns instantes, White sentiu um tranco. As luzes se apagaram e então acenderam novamente. Aí o elevador parou.
O painel de controles fez um bipe e White prestou atenção. Esperava que alguém daria instruções. Não veio nada. Ele apertou o botão do interfone, não houve resposta. Apertou novamente e deu de caminhar pelo elevador. Após um tempo, apertou o botão de emergência e disparou um alarme armado na parte superior do elevador. Ele percebia que o alcance era limitado. Apertou mais algumas vezes. Decidiu tirar o botão de forma que o alarme disparou continuamente. Algum tempo passou. Ele não sabia quanto pois não tinha consigo relógio ou celular.
White se ocupou pensando em manter a calma. Achou melhor não fazer nada de drástico. Não importava o defeito, ponderou que era melhor não balançar o elevador. Considerou prudente, rindo consigo mesmo, agir como um empregado padrão preso naquele carro. Tinha esperanças de parecer tranqüilo quando alguém chegasse. Não queria levar uma bronca por ter-se posto em perigo ou por ter danificado propriedades da empresa. Tampouco queria ser flagrado fumando caso as portas abrissem repentinamente. Tinha duas pastilhas de antiácido, que não mascou com medo de que o desidratassem.
O alarme tocava e tocava e White sentiu medo de que talvez – eletricidade? Fricção? Calor? – ele provocasse um incêndio. Houve um princípio de incêndio uns tempos antes e a equipe da BusinessWeek teve de descer pelas escadas 43 andares. Ele começou a ouvir oscilações inexplicáveis no ruído do alarme: alucinações auditivas. Aí, começou a considerar a possibilidade de que viria a morrer.
A fantástica reportagem sobre elevadores na New Yorker conta a história de White preso por quase 42 horas num elevador. Sua experiência foi registrada em filme, devidamente acelerado para quem quiser assisti-lo.






48 Comentários até agora ↓
1 rafael // 16/April/2008 às 16:20
Se houvesse mais uma pessoa no elevador o pânico certamente seria inevitável. Vai ver que é um sentimento social.
2 Nhé! // 16/April/2008 às 16:36
Que situação claustrofóbica!
3 Nhé! // 16/April/2008 às 16:38
Nesse prédio não havia seguranças? Equipe de manutenção? Uma alma bondosa? Alguém com a audição em dia?
Aliás, o alarme tocou por 42 horas?
Aliás, ninguém da família sentiu falta do jornalista?
4 Monsores // 16/April/2008 às 16:48
Aliás, alguém sabe o nome da trilha do vídeo?!
5 DE SACO CHEIO // 16/April/2008 às 16:50
Idiota suficiente para voltar ao prédio da empresa numa sexta-feira à noite. Tinha mais que se ferrar mesmo.
6 Pedro Doria // 16/April/2008 às 17:00
DE SACO CHEIO, as pessoas querem jornal e revista no sábado e no domingo.
Sexta-feira à noite, para jornalista, é o período de mais trabalho na semana.
7 Monsores // 16/April/2008 às 17:02
DE SACO CHEIO,
Algumas pessoas têm que trabalhar duro, inclusive às sextas-feiras a noite. Essas, normalmente, são as que fazem o mundo funcionar.
Isso para não mencionar os jornalistas, já que o Pedro Doria já o fez.
E a julgar pelo seu comentário, seu saco anda cheio mesmo. Espero que tenha poucos elevadores na sua vida.
8 Victor // 16/April/2008 às 17:08
Muito surreal, o cara foi pra solitária por trabalhar durante a madrugada.
9 Harun al-Rachid // 16/April/2008 às 17:14
Ascenseur pour l’échafaud (1958), filme de Louis Malle, com Jeanne Moureau.
10 josef mario // 16/April/2008 às 18:06
Companheiro pedê
Eu, josef mario, devo dizer que a minha última mulher, também, nunca acreditou quando eu lhe dizia que estava no escritório trabalhando na 6ª feira à noite. Esta desconfiança se agravou, principalmente, depois que a minha secretária ficou grávida e, coincidentemente, eu, josef mario, era o pai.
Muito obrigado
11 Joao Mello // 16/April/2008 às 18:44
???
- alguem ai conhece alguma piada de acensorista?
12 Radical Livre // 16/April/2008 às 18:51
PD, aí em SP também chamam de pescoção esta explorada básica nos jornalistas e editores toda sexta-feira entrando madrugada?
13 Radical Livre // 16/April/2008 às 18:53
Aliás, voltando ao assunto do post, já fiquei preso em elevador algumas vezes. A pior durou cerca de meia hora e o carro estava cheio…. de pessoas apavoradas que foram perdendo a calma aos poucos e já estavam chegando ao histerismo quando fomos resgatados.
Das outras vezes, ou foi por pouco tempo ou eu estava sozinho. Com bateria no MP3 e um bom livro (ou atualmente com meu bberry), posso ficar horas sem me comunicar com ninguém.
14 Radical Livre // 16/April/2008 às 18:54
Harun,
faltou falar da trilha sonora, do Miles - maravilhosa.
15 josef mario // 16/April/2008 às 19:05
Companheiros de esquerda, maoístas e boilvarianos
Eu, josef mario, devo dizer que ficar 42 horas sem cagar deve ser duro, mas o pior deve ser não dar uma única trepadinha.
Muito obrigado
16 Cristiano, direto do Arpex // 16/April/2008 às 19:31
São experiências como essa que mostram que o mundo está oco.
17 Pedro Doria // 16/April/2008 às 19:32
Radical Livre – pescoção cá como aí.
18 Zé Bush // 16/April/2008 às 19:33
well…situação semelhante já aconteceu comigo, na companhia de um colega clautrofóbico clássico. Elevador trava, aquele silêncio branco e o colega começa a ficar pálido, depois violento,chutando a porta.E chorando que nem menino…
Conselho prático: Nunca, Jamais,Never…toquem na pessoa em pânico!!!
19 mario josef // 16/April/2008 às 19:40
Companheiros de direita, peronistas e “boilvarianos”
Eu, mario josef, devo dizer que ficar 42 horas preso em um elevador deve ser duro, mas pior seria se acompanhado pelo josef mario.
Muito obrigado.
20 DE SACO CHEIO // 16/April/2008 às 20:54
Um idiota que, vítima de uma sociedade idiota, teve que ir fumar na rua. E ao ficar preso, tevemedinho de “ficar mal na foto” com patrões e colegas e preferiu ficar bem quieto - e detalhe, para não ser pego fumando, entre outras babaquices.
PD, do jeito que anda a imprensa atualmente, não quero jornal nem revista no sábado nem no domingo.
Monsores, você deve ser o abnegado que trabalha todo final de semana, esperando um trocado do feitor. Tenha boa sorte em sua jornada.
E quanto aos elevadores, basta um para me deixar de saco cheio.
A não ser que o ascensorista seja o josef mario.
21 Prøftël // 16/April/2008 às 20:55
Meu, preso no elevador acompanhado do Camarada Josef Mário é no mínimo sacanagem, diria masoquismo.
Não pela pessoa em si (que é bom papo) mas, se o Camarada tá no atrazo, eu que não queria tá junto.
Putz!
:-)))))
De boa, já saí d’um enrosco desse, o elevador tinha uma barra lateral interna, apoiei o pé, abri a portinhola no teto, subi e abri a porta do terceiro andar.
Fiquei todo sujo de graxa do cabo de aço mas, caí fora.
:-)
22 Radical Livre // 16/April/2008 às 21:30
Zé Bush,
só fiquei imaginando o que aconteceu quando você tocou na tal pessoa em pânico. kkkkkkk
me lembrou uma vez que um amigo meu começou a se afogar na praia de ipanema - não sabia nadar mas era folgado pacas, o mar estava calmo, achou que dava. Não dava, se apavorou e quase leva meu irmão e um outro garoto que chegou para ajudar. Só acabou quando um adulto forte deu um chega para lá nele e o levou para a areia. Então fica aqui o meu conselho também: nunca, jamais, never… chegue perto de um afogado se não souber o que está fazendo (ou se não for muito mais forte do que ele).
23 Radical Livre // 16/April/2008 às 21:31
Prof, e se a josta do elevador tivesse andado durante suas manobras? ou você estava sendo ajudado?
24 Vixe // 16/April/2008 às 21:32
Eu, preso no elevador?
Se não conseguir abrir a porta, arranco o fundo pra sair.
Claustrofobia pouca é bobagem…
25 Rz // 16/April/2008 às 21:36
Desculpem sair do assunto deste “post”, mas cheguei em um artigo (que talvez seja publicado na edição em português do Le Monde Diplomatique), que dá mais uma “iluminada” no que está ocorrendo na China:
“Universels, les droits de l’homme ?”
http://www.monde-diplomatique.fr/2008/02/JULLIEN/15588
O autor, François Jullien, é um sinólogo bastante interessante. Será que algum de seus livros já foi publicado no Brasil?
Um abs em todos aqui, e um outro mais carinhoso ainda no Pedro Doria e em seus familiares.
Rz
26 Radical Livre // 16/April/2008 às 21:36
ô cheio, não pega tão pesado não. há muitas e nobres profissões em que se trabalha na sexta-feira, às vezes sábados e domingos. Nem todo mundo tem a sorte de gostar de fazer uma coisa burocraticazinha do tipo oito às cinco de segunda a sexta-feira.
27 DE SACO CHEIO // 16/April/2008 às 22:49
Radical, se vai defender o Monsores, esclareça abertamente. Não fique de insinuações como ele o fez. Até porque isso não adianta. Se eu quisesse ser o “de bem com a vida”, teria me cadastrado no Par Perfeito. Pode vir com as baboseiras que quiser, do tipo “vista a camisa da empresa”, “há pessoas que dão o sangue pela organização” e bla bla bla. Vá escrever livros de auto-ajuda, dar palestras, etc. O mercado leitor de VOCE S.A. adora isso. Não ofendi você nem o Monsores, ao contrário dele e de você agora. Vocês que pretendem se apegar ao magister dixit para cagar superioridades morais que não têm.
E reafirmo - trechos da vida de um idiota: “Considerou prudente, rindo consigo mesmo, agir como um empregado padrão preso naquele carro. Tinha esperanças de parecer tranqüilo quando alguém chegasse. Não queria levar uma bronca por ter-se posto em perigo ou por ter danificado propriedades da empresa. Tampouco queria ser flagrado fumando caso as portas abrissem repentinamente. Tinha duas pastilhas de antiácido, que não mascou com medo de que o desidratassem”.
E PS: 8 às 5 para mim é muito. A empresa é que tem que vestir minha camisa. Já passei dessa fase, meu caro.
28 Epicuro // 16/April/2008 às 23:05
Fora do tema — PD
29 Epicuro // 16/April/2008 às 23:41
Fora do tema — PD
30 Cristiano, direto do Arpex // 16/April/2008 às 23:49
DE SACO CHEIO, cuidado com as hemorróidas, com todo o respeito.
=)
31 Radical Livre // 16/April/2008 às 23:53
Saco,
quequeéisso, mano.
o que eu tentei te dizer é que tem gente que GOSTA do que faz, mesmo que isto te faça trabalhar às sextas de vez em quando ou sempre. Nada de vestir camisa ou você s.a. (já leu? nunca nem passei perto)
A tal de carreira no meu caso é uma sucessão de acasos e oportunidades do tipo estar no lugar certo na hora certa. Mas eu gosto do que faço, então eu faço o que gosto.
e não, nem sei que monsores é este que você está falando.
32 Arnoud // 16/April/2008 às 23:56
Se eu fosse chefe dele jamais seria promovido!
Eita falta de iniciativa!
33 Dino // 16/April/2008 às 23:56
Saco cheio, o monsores se não me engano é empresário e se ele vestir a camisa da empresa não está fazendo mais do que a obrigação, eu também trabalho a semana inteira, sábado e domingo e diga-se de passagem em plantão de 24 horas, acredito que nem por isso mereça algum tipo de castigo dos céus… Até concordo que o jornalista em questão seja um pouco babaca, mas calma que você está parecendo um cão raivoso.
34 Deise Guelfi // 17/April/2008 às 1:59
O Nhé tem razão. Como alguém pode ficar tanto tempo preso num lugar como esse? Que coisa…
Zé Bush e Radical Livre,
Aqui vai o meu conselho também: nunca, jamais, never… chegue perto de uma mulher quando está nervosa. É pior do que claustrofobico ou um candidato a afogado.
35 confetti // 17/April/2008 às 3:00
saco cheio, destrava caro colega ! nao visto camisa de empresa nenhuma mas posso estar trabalhando às 11 da noite ou num domingo e até em feriados….relaxa….o mundo nao é so feito de funcionarios 9 to 5…
harun, vc sempre sutil e perfeito : “ascenseur pour l’échafaud “, mas claro !!
sinto sua falta, deixa shéhérazade dormir e vem me contar historias….)))
36 Prøftël // 17/April/2008 às 8:18
Radical Livre, os elevadores daquele prédio volta e meia travavam, só voltavam a funcionar no dia seguinte, sabia do problema e sempre conversava com o kra da manutenção, meu pai tinha um escritório lá, então…
:-)
37 Nhé! // 17/April/2008 às 8:24
Radical Livre #22
Sábio conselho. Já tentei ajudar e, sinceramente, que a pessoa se afogue na próxima vez.
Ps.: nuca, jamais, never… toque num gato histérico… =-))
38 DE SACO CHEIO // 17/April/2008 às 9:58
Cristiano do Arpex, minhas hemorróidas já foram operadas com sucesso.
Nhé, obrigado pelo “gato”.
39 Harpia // 17/April/2008 às 11:48
Minha modesta contribuição para a série: nunca, jamais, never … discuta com uma mulher de TPM.
40 Monsores // 17/April/2008 às 13:24
DE SACO CHEIO,
Trabalho sim, todo final de semana. Tenho contas para pagar e não são poucas - e inclua nisso funcionários, que fico feliz, não pensam como você.
41 Monsores // 17/April/2008 às 13:25
Dino, boa tarde e obrigado.
42 DE SACO CHEIO // 17/April/2008 às 14:48
Monsores, você começou com as agressões. Já disse isso e não vou mais dizer. Não se faça de desentendido com pseudo-indiretas. E se você é empresário, o problema é seu. Já os seus funcionários, aí é outro papo.
E vá à merda antes que eu me esqueça.
43 Harun al-Rachid // 17/April/2008 às 15:36
Ascenseur pour l’echafaud
http://www.youtube.com/watch?v=uoQVRyh5aZE
44 Monsores // 17/April/2008 às 17:09
DE SACO CHEIO,
Deixa eu ver se eu entendi. Você está desempregado porque não vestiu a camisa da empresa que você trabalhava, é isso? Te magoaram? Colocaram alguém melhor no seu lugar? Que chato. Assim é a vida, acontece com algumas pessoas mesmo. Principalmente com gente que acha que idiota é quem se dedica a uma empresa.
Vá ver se as suas ideologias pagam suas contas. E depois me conte onde fica a “merda”. Numa dessas eu resolvo ser tão incompetente quando você e posso seguir seu conselho.
Quanto a meus funcionários, não tenho o que reclamar. Eles vestem a camisa, literalmente.
E a propósito, não lembro quando te agredi. Procurei ali em cima e não encontrei nada. Espero que seu saco esvazie um dia e que você possa voltar a sorrir. De repente, encontre um emprego.
45 DE SACO CHEIO // 17/April/2008 às 19:43
Quá quá quá, ainda acha que pode saber algo da minha vida… Eu, “desempregado, passado para trás, sem poder pagar as contas, porque sou um “radical esquerdóide” ruminando mágoas, no olho da rua…” Agora eu ri muito.
Que mais eu faço, Monsores? Vendo biscoito Globo nos engarrafamentos? Ou nos ônibus (eu podia estar matano robano o estuprano mas estou aqui…)? QUÁ QUÁ QUÁ, ótima essa.
Restrinja suas tentativas de ficção, não estão pegando bem. A crítica iria esculachar.
Só para te dar um gostinho, apesar de toda a sua pompa e circunstância, ganho mais do que você.
O único incompetente aqui é você, que não sabe nem ler. Ou se finje de analfabeto, talvez.
Pensando bem, além de incompetente, age de má-fé, pois faz pose de vítima quando não tem esse direito. Ou:
“Algumas pessoas têm que trabalhar duro, (…) Essas, normalmente, são as que fazem o mundo funcionar. (…) E a julgar pelo seu comentário, seu saco anda cheio mesmo. Espero que tenha poucos elevadores na sua vida.”
Se isso não é tentativa de afetar pretensas superioridades, não sei o que é.
Meu irmão, estou me lixando para o que você pensa de mim. E empresário é como promotora de eventos no BBB - todo mundo diz que é.
Quem sabe você não participa do BBB9 e ganha algum para “pagar suas contas” ao invés de implorar rolagem de linhas de crédito no BB?
E quanto aos seus “funcionários”, imagino a cena: “pessoal, vamos ter que ficar este final de semana aqui, certo?”, com muito tapinha nas costas, sorrisinhos e o pessoal adorando isso, não é mesmo? Ótimo, THAT´S WHAT I LIKE!!! UAU!
E felizmente não penso como seus funcionários (nada contra eles), não penso como você e não tenho nem quero seu convívio, nem a 1.000 km de distância.
E quanto a “voltar a sorrir”, afetando outra pretensa superioridade, você é tão agressivo quanto eu, tanto é que este post já é o quarto na homepage e você ainda volta aqui. Você volta para ver se eu te respondi e aí me responder. Um ser “nobre, desapegado e pacífico” não faria isso. Eu pelo menos assumo e não sou hipócrita.
E eu iria te mandar à merda de novo, mas parece que você já está nela.
Gosta de ficções? Essa minha última frase é o diálogo final de Ethan Hawke com Nicholas Cage em “O Senhor das Armas”. Vá ver o DVD (se sobrar algum tempo de folga na sua imeeeennssaaaaa rotina árdua de trabalho) e veja o que é uma história bem-contada.
Tchau, garoto.
46 Nhé! // 18/April/2008 às 9:10
Virgi, e isso tudo começou por causa de um elevador?!?!?!?!?!?
47 40 horas no elevador. (Ou quase.) // 5/May/2008 às 16:59
[…] por aqui a excelente reportagem da revista The New Yorker a respeito de Nicholas White, que ficou preso por 40 horas num elevador em […]
48 Ted Tarantula // 6/May/2008 às 8:22
No momento que vi os aviões penetrando as torres gemeas so pude pensar em como os principais simbolos do orgulho e poder modernos - grande edificações em forma de falos, aviões - se tornaram armadilhas fatais para seus devotos. Sempre tive aversão a predios
e aeroplanos. Agora sei pq…
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