Pedro Doria | Weblog

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Minha mãe

April 15th, 2008 · · 85 Comentários

Mamãe era tímida e a casa de Petrópolis vivia cheia. Quando era manhã de sábado ou de domingo e as pessoas iam chegar porque o verão estava quente e todos vinham do Rio, os engradados de Bohemia iam subindo pela ladeirinha para encher a geladeira e a carne ia sendo preparada para o churrasco, mamãe dizia que ia para baixo da jaqueira e que só saía quando todos tivessem ido embora.

A jaqueira ficava bem no fundo do jardim, depois da piscina, do poço e do portãozinho. Ela nunca cumpria a ameaça.

Minhas memórias mais antigas são de quando ela ainda estudava. Fazia medicina na Fluminense. No final do dia, pegava um ônibus de Niterói até a rodoviária e vinha para Petrópolis. Trazia sempre consigo alguma coisa para mim que comprava na banca: um álbum de Tintim, um de tiras da Mafalda e, muito raramente, um Astérix.

(Não devia ser sempre. Se tivesse sido coisa de todo dia, o Tintim, a Mafalda e o Astérix teriam sido completos num semestre. Mas é assim que lembro.)

A mais antiga destas memórias vem dum verão – tudo sempre me parecia verão –, ela no quartinho onde os cachorros ficavam – eram dois collies, Julião e Juliana – estudando, estudando, estudando. Uns livros grandes à mesa, mamãe fazendo anotações num caderno e sorrindo para mim. Ela sorria muito.

Éramos do Rio, mas em algum momento meus pais juntaram um dinheiro de herança, compraram a casa de Petrópolis e lá se meteram para ficar para o resto de seus tempos juntos. Ir pra casa da vovó era sempre uma viagem que eu adorava. Meu pai só dirigia fuscas. O que me enchia de felicidade era quando cruzávamos o Rebouças para eu ver a Lagoa e saber que já era o meu Rio. Desde pequeno eu memorizava os nomes em ordem das ruas de Copacabana. (Não queria ser ‘de Petrópolis’.)

Em 1982 entrou um videocassete lá em casa. Veio quase junto com a primeira tevê. Era caríssimo e o acompanhava uma fita narrada pelo Luciano do Vale com todas as copas até 78. Na Dezesseis de Março, na galeria em que ficava o árabe em Petrópolis, funcionava o único videoclube da cidade. Pagava-se uma mensalidade e havia o direito de pegar umas tantas fitas – quase todas piratas – por mês. Muitas não tinham legendas em português. No primeiro dia, alugamos dois filmes. Um era O planeta proibido. (Uma versão da Tempestade de Shakespeare no espaço com Leslie Nielsen fazendo papel de galã.)

Víamos muito cinema.

Sempre foi um dos assuntos favoritos dela. Defendia Deus e o Diabo do Glauber que meu pai abominava. Me descreveu inúmeras vezes a cena de abertura de Os brutos também amam. (Ela só o chamava de ‘Shane’.) Meu barato com o cinema maldito norte-americano dos anos 50 vem dela: Nicholas Ray, George Stevens, principalmente Elia Kazan. Ver Marlon Brando ou James Dean em cena, a seu lado, era um bocado curtir seu barato. A expressão de seu rosto variava ao ritmo da cena. Vivia aquilo tudo intensamente. O que Brando foi para ela, como ator, Alfred Hitchcock e Ingmar Bergman foram como diretores.

Seu barato era a construção da narrativa, o fluxo de emoções. Não lhe importava se era Humphrey Bogart ali, no Falcão Maltês, se era Jimmy Stewart nO corpo que cai, ou Mel Gibson em O patriota. Nos últimos anos, falava muito em Clint Eastwood.

Seu universo era um universo de cultura pop com uma deliciosa erudição ancorada nos anos 60.

Nasceu em Manaus, em 19 de agosto de 1952. Foi batizada Margareth, em homenagem à princesa britânica. (Sua irmã mais velha se chama Elizabeth.) Mamãe odiava o nome. Todos a chamavam de Margô. Quando se mudou para o Rio, tinha 3 anos. Não voltou ao Amazonas, mal tinha lembranças. Passou a adolescência em viagens à Bahia, onde morava seu tio psiquiatra e as primas suas amigas. Contava histórias da pobreza que viu na estrada. Ou então viajava para Itatiaia. Gostava de serra e da mata. Conheceu papai em maio de 1973. Casou em dezembro. Nasci no novembro seguinte. Mariana nasceu em março de 78. Manuel, em janeiro de 87.

Cinema não foi a primeira coisa que aprendi com ela. A primeira foi música. Papai só ouvia as coisas clássicas – de preferência, Wagner ou Mahler. Mas eu, que nunca tive bom ouvido, tampouco tive lá muita paciência para música que não entendia. Então o meu era o mundo dela, uma costura de Bossa Nova, Caetano Veloso, Chico Buarque, Beatles, Bob Dylan, Joan Baez e Judy Collins.

Morávamos em Rochester, estado de Nova York, no dia em que John Lennon foi assassinado. O rádio tocava Beatles sem parar, acendemos uma vela que pusemos à janela – e em todas as janelas haviam velas acesas. Mamãe ficou triste que só, naquele dia.

Ela gostava de séries de tevê. Da infância, lembrava do doutor Kildare. Nunca assisti. Víamos Twilight Zone na tevê, e Star Trek. Da primeira, gostava. Da segunda, menos. A ficção científica era coisa que eu dividia mais com papai. (Foi ele quem, pacientemente, me levou cinco vezes ao cinema para ver O império contra-ataca.) Ela gostou de outra série que nunca assisti chamada Picked fences, falava muito dela. Sua favorita do momento era House.

Ao longo dos anos, viveram na casa uns seis cachorros, dezenas de gatos siameses ou vira-latas, galinhas, um jabuti e um galo que se chamava Geraldinho.

Ela nos interpretava os sonhos. Coisa de domingo, em casa. Não era psicanalista, era psiquiatra. Mas tinha lido o Freud todo desde a adolescência. Ali entre Freud e Bergman, entre Hitchcock e uns toques da mata tropical em Tom Jobim, ficava seu norte. Um dia, já morávamos na Califórnia, inícios de anos 90, encontrou uns CDs de Jack Kerouac lendo coisas suas mas não comprou porque era muito caro. Anos depois, já morando sozinho, eu compraria estes discos. Tinha seus escritores: Cortázar, Herman Hesse, Thomas Mann. Devorava biografias.

Uma vez, isso era no governo Sarney, quando o salário de professor de papai estava apertado que só e tinha dias em que comíamos ovo porque não havia dinheiro para carne, eu a encontrei fazendo um cigarro na varanda. (Devia ser verão.) O fumo estava numa caixinha de metal, ela desfazia com os dedos a trama da folha seca, a espalhava num corte de papel manteiga, enrolava num canudo em um ritual lento. ‘Está tão difícil que não há dinheiro para comprar cigarro, mãe?’ Ela me sorriu. ‘Não se preocupe’, respondeu.

Quando chegávamos a um lugar novo, nas idas e vindas da carreira acadêmica de meu pai, mamãe estudava a história local. Hitchock se renovou para ela quando vivemos em um de seus cenários favoritos, a Bay Area de San Francisco. Mamãe não escrevia, não compunha, não desenhava. O que ela fazia era aprender constantemente. Tinha um olhar para como as pessoas se vestiam e falavam, como se comportavam. Um total fascínio pelo que era diferente. É a pessoa mais absolutamente sem preconceitos que jamais conheci. Percebia como o tempo num lugar novo era – sabia descrever o vento, o ângulo do Sol, o tipo de neve, a folhagem das árvores. Era absolutamente atéia. O debate a respeito da existência ou não de Deus lhe era irrelevante. Não tinha religião ou qualquer interesse por cerimônias. Vivia em paz, absolutamente integrada ao mundo no arredor. Compreendia ele, fazia parte do todo.

Saí de casa aos 17 anos para terminar o segundo grau no Rio. Nunca mais moramos juntos e ela nunca falava ao telefone. Não gostava. Nossas conversas aconteciam nos momentos de encontro. O telefone era para assuntos curtos mas urgentes, quando eu tinha uma dúvida ora existencial, ora prática, do tipo que só uma mãe arguta que percebe absolutamente tudo, todas as nuances das relações humanas possíveis, cada ângulo, cada olhar, cada movimento e sabe dizer o que se passa, como agir.

Este, o da compreensão absoluta do todo, era seu maior talento.

Nos próximos dias, publicarei cenas de filmes que representaram algo para ela. O cinema era sua arte. Nesta costura de filmes estão as suas referências: um bocado daquilo que ela foi, pensou, sentiu. É uma tentativa de congelar aqui na web algo sobre ela. Mamãe jamais teve email. Não lia na tela do computador. Tecnologia lhe era algo totalmente alheio. O seu era um mundo de muita árvore e pouco concreto. Tinha um quê de ermitã. Talvez esta seleção jamais faça algum sentido senão para aqueles que a conheceram. Era tão tímida que estes não foram muitos. Mas, por outro lado, desconfio que sim, na costura, assim juntos, estes filmes falem um pouco sobre o que nos faz humanos. Era isto que a interessava mais do que tudo.

Atualização – Além de me corrigir umas datas, meu pai nega que mamãe fosse tímida. É a opinião dele =) Está em seu blog.

Tags: Cinema · Gente

85 Comentários até agora ↓




  • 1 Lucas // 15/April/2008 às 6:13

    Eu lamento muito que você ternha perdido alguém tão especial.

    É muito cedo, e já estou com lágrimas nos olhos.

    Seu leitor, seu admirador e agora alguém que se coloca a disposição para ser seu amigo.

    Condolências

  • 2 confetti // 15/April/2008 às 6:19

    puxa pd, quanto prazer e emoçao nessa declaraçao de amor e saudades ! me sinto privilegiada em ler suas confidencias sobre dona margot…faço parte de sua familia virtual, é como se estivesse te abraçando pra te consolar….essa dor vai passar, vai se transformar em saudade…vc vai sorrir lembrando dela…bom dia pra vc querido boss

  • 3 Jesus era comunista // 15/April/2008 às 6:25

    Beijão PD

  • 4 Sabrina // 15/April/2008 às 6:50

    Te abraço forte, e te encho de beijos.

  • 5 Pax // 15/April/2008 às 7:03

    Belo texto. Não seria eremita? Não faz diferença o verbete, mas faz enorme diferença a atitude. Gosto dela.

  • 6 Gerson B // 15/April/2008 às 7:18

    Nova demais pra ir embora.

    Bonito texto. Ainda despedida ao que parece.

  • 7 Marcia // 15/April/2008 às 7:25

    Ai, Pedro estou em lagrimas, pensando também no meu pai que partiu cedo e de quem sinto muita saudade todos os dias.
    Coragem, amigo! E boas energias pra ajudar a superar!

  • 8 Nilton // 15/April/2008 às 8:02

    Pedro, muito bonito e emocionante o seu relato. É uma linda homenagem à sua mãe. Muita força nesta hora.
    Nilton

  • 9 Prøftël // 15/April/2008 às 8:13

    Mãe é Mãe.
    Sensível o texto, bacana.
    Parabéns aí Pedro Doria.
    Tô aqui emocionado com o relato.
    Valeu!

    :-)

  • 10 Nat // 15/April/2008 às 8:15

    Toda vez que leio algo assim me lembro de Love in the Afternoon, do Renato Russo.

    É tão estranho, os bons morrem jovens
    Assim parece ser quando me lembro de você
    Que acabou indo embora, cedo demais
    - Vai com os anjos, vai em paz
    Era assim todo dia de tarde, a descoberta da amizade
    Até a próxima vez, é tão estranho
    Os bons morrem antes
    Me lembro de você e de tanta gente
    Que se foi cedo demais

  • 11 Dom Casmurro Patriarca // 15/April/2008 às 8:19

    Muito legal mesmo Pedro.
    Tuas lembranças até parecem filmes do Ingmar Bergman ou páginas de Proust.

  • 12 Nhé! // 15/April/2008 às 8:26

    Nossa, PD, tô sem palavras.
    Que lindo.

  • 13 Luiz // 15/April/2008 às 8:37

    PD, como será que ela reagiria ao ler esse texto tão bonito?

    Muito provavelmente não diria nada, apenas exibiria aquele sorriso doce que parece querer abarcar o mundo todo, aquele que só as mães sabem como fazer.

  • 14 Travis Bickle // 15/April/2008 às 8:42

    Lindo, Lindo.

  • 15 Darwinista // 15/April/2008 às 9:16

    Parabéns PD. Com esse texto podemos vislumbrar um pouco de sua mãe, de uma maneira que só mesmo um filho pode fazer. Uma linda homenagem.

    Abraços e força.

  • 16 nada será como antes // 15/April/2008 às 9:32

    Belíssimo texto.

  • 17 Monsores // 15/April/2008 às 10:06

    Porra, PD. Lindo texto.
    Petrópolis, mãe, distância… preciso pensar.

    Depois volto.

  • 18 JULIANO // 15/April/2008 às 10:16

    aprendi a gostar de sua mãe, pedro. parabéns pelo texto.

  • 19 josef mario // 15/April/2008 às 10:19

    Companheiro pedê
    Eu, josef mario, devo dizer que o seu texto tá bonito paca. Todavia, eu, josef mario, sem
    querer estar sempre na contramão dos comentários, ser acusado de insensível ou desmancha prazeres, tenho uma opinião diferente, pelo menos quando penso na minha própria morte, quanto a este tipo de homenagem ou qualquer outro, como missas, estátuas e sessões póstumas. Como diria o companheiro nelson cavaquinho - “Me dê as flores em vida, o carinho e a mão amiga para aliviar meus ais. Depois que eu me chamar saudade, não preciso de vaidades, quero preces e nada mais”. Desculpem a sinceridade.
    Muito obrigado

  • 20 Darwinista... // 15/April/2008 às 10:26

    Companheiro jm,

    Concordo com o que você escreveu sobre homenagens póstumas. Porém, no caso do PD, acredito que essa homenagem que ele aqui presta à sua mãe foi feita inúmeras vezes ao longa da vida dela pelo próprio, você não acha?

    É bacana da parte dele compartilhar um pouco de quem foi dona Margô, com certeza diversas vezes homenageada em vida.

  • 21 André Gonçalves // 15/April/2008 às 10:54

    que bonito, isso…

  • 22 RW in Miami // 15/April/2008 às 11:19

    Linda homengaem, PD. Lembre-se de dizer kaddish por ela.

  • 23 Silvio Vasconcellos // 15/April/2008 às 11:22

    Seu depoimento me fez lembrar de um filme indiano que vi há muitos anos chamado “A glória de meu pai”.

    Bom saber que ela sobrevive em você.

  • 24 Velho // 15/April/2008 às 11:35

    Texto e emoções admiráveis. Belíssimas pessoas. Obrigado por compartilhar. Força, paz e saúde.

  • 25 anrafel // 15/April/2008 às 11:47

    O relato de Pedro sobre a sua mãe despertou tanta empatia que o mínimo que eu posso dizer é que eu também chamo “Shane” de “Shane”.

    Emocionante.

  • 26 aiaiai // 15/April/2008 às 11:51

    PD,

    Acho que eu ia adorar a sua mãe, parece aquelas pessoas divertidas mas ao mesmo tempo não exatamente expansivas.
    Quanto ao sentimento, não sei…tenho uma relação muito diferente com a minha mãe, não consigo entender a sua relação. Admiro, mas não compreendo.

    PAX,

    Sem querer ser chato mas já sendo:
    Não entendi sua diferenciação entre ermitã e eremita. Vejo a diferença, mas acho ermitão mais próximo do que o que pd estava expressando sobre a mãe, do que eremita.

  • 27 Linda // 15/April/2008 às 12:07

    Muito bom vc conseguir colocar tudo isto para fora, de um fôlego só… Emocionante poder compartilhar de suas lembranças sobre sua mãe, infância. É gostoso!
    As pessoas parecem um grão de areia se compararmos com os bilhões de seres na Terra. E então se compararmos com todos aqueles que já moraram neste planeta? Por outro lado, é muito legal constatar que somos únicos, não somos insignificantes. Estas suas lembranças são preciosas, de uma pessoa especial para você e, compartilhando conosco, a faz especial também para nós, seus leitores.
    Aguardo novas lembranças de D. Margô.

  • 28 Tiago // 15/April/2008 às 12:16

    Putz, lindo.

    Primeira vez que eu comento depois de uns 50 posts,

    não aguentei.

  • 29 Carlos Magno // 15/April/2008 às 12:57

    O que comentar sobre duas pessoas cuja memória de vida é tão bonita, viva e presente?

    Memórias assumem-se tangíveis nesse momento e fazem o passado se tornar o presente.

    Fez muito bem recordar.

  • 30 anrafel // 15/April/2008 às 13:11

    Pedro, a propósito, na contenda “Deus e o Diabo na Terra do Sol, Amor X Ódio”, ficastes com quem?

    (Poderia até virar um post).

  • 31 Linda // 15/April/2008 às 13:17

    Companheiro bolivariano,
    Vc é insensível sim. Mais que uma homenagem, o PD quer colocar para fora o que lhe vai na alma. Entendeu?
    Obrigada e beijinho.

  • 32 surfando na jaca // 15/April/2008 às 13:22

    Meus pêsames novamente. Todo ser humano é importante por isso, por sua micro-história que compõem o cosmo.

  • 33 Diego Pereira // 15/April/2008 às 13:24

    Belo texto.

  • 34 Samoça // 15/April/2008 às 14:33

    Li seu texto sem pressa. E ele trouxe os mesmos divertimentos e, durante a leitura, a mesma desordem, numa ordem, e as mesmas “fraudes”, bem vindas, que nos protegem. O saltimbando, dentro de mim, trouxe objetos, árvores, jogos, canções, filmes, a cada instante foi preciso interromper… examinar o que você tirava da sacola das recordações… Quis o acaso que eu chegasse até aqui… para me identificar tanto com sua mãe…
    Um sorriso para você PD. Que jeito macio nas suas recordações… Lindo até…
    Abraço.

  • 35 SK // 15/April/2008 às 14:40

    Bonito texto. Espero que você possa ter tido oportunidade de expressar tudo isso a ela.
    Sensível como é (o texto), ela iria adorar.

  • 36 `Tia´ // 15/April/2008 às 14:42

    Beijos da tia!

  • 37 Pedro Doria // 15/April/2008 às 14:44

    anrafel — acho que o Glauber era um dos caras que mais compreendiam o Brasil daquele tempo. Um grande intérprete. Mas não gosto do cinema dele, não =)

  • 38 Cristiano, direto do Arpex // 15/April/2008 às 14:56

    Tenho certeza que a seleção vai fazer total sentido. O carro chefe da sua homenagem, Persona, é uma locomotiva que não tem como descarrilhar.
    Alguma coisa me diz que Kieslowski ou Robert Bresson estarão entre os vagões…

  • 39 Marcos Araújo // 15/April/2008 às 15:09

    Belo e comovente relato sobre sua querida mae, Pedro Doria. Recordar é viver e é sempre uma homenagem prestada àqueles que amamos durante a vida, e que já se foram.

  • 40 // 15/April/2008 às 15:12

    chapei

  • 41 Esprit de porc // 15/April/2008 às 15:12

    Belo relato da mãe, cara.
    Bom admirar quem nos criou. Eu também tenho essa sorte, graças a Deus (sim, acredito nEle).
    Um abraço.

  • 42 Baxt // 15/April/2008 às 15:30

    Me lembrou muito meu tio, que morreu em 2005 e que foi a minha referencia para Freud, psiquiatria, literatura, cinema e um monte de coisas mais que nao interessavam tanto aos meus pais.
    Me deu vontade de escrever um texto desses para cada uma das pessoas importantes da minha vida que ainda estao vivas. Talvez eu faca isso.
    E para vc, o que eu posso falar numa hora dessas? Um abraco e que vc consiga juntar os cacos.

  • 43 Pax // 15/April/2008 às 15:55

    aiaiai,

    Não é chato seu comentário não, é gostar das palavras, e talvez tenha me confundido.

    O sentido que o Pedro usou está certo, ermitão é quem cuida de uma eremida - uma igreja distante - ou quem vive afastado por penitência ou pessoa que foge do convívio social, um solitário. Eremita é a mesma coisa.

    Como disse, pouco importa o verbete, importa o texto. E nele dá pra entender bem como o Pedro descreve a Margô.

    A descrição do filho Pedro da mãe Margô é comovente, de um carinho enorme e é gostoso ler e constatar que nas vicissitudes podemos encontrar formas bonitas de expressar nossa dor e saudade, como o carioca fez.

    E, pra completar, se a Margô estudava num quarto com cachorros, gatos e havia um galo nominado no quintal, não há possibilidade do texto ser falso.

  • 44 Alexandre // 15/April/2008 às 16:03

    Primo,

    Dificil nao ficar emocionado lendo o seu depoimento sobre a sua mae…. aquela que pra todos os sobrinhos era simplesmente a especial tia margô

    Bj enorme

  • 45 Edmort68 // 15/April/2008 às 16:32

    Estes ultimos dias aconteceram tantas coisas que só me trouxeram revolta. Singelezas como esta de PD, nos devolvem a vontade de continuar sendo seres humanos.

    Senti vontade de ir ver e abraçar minha Mãe.

    PD, que nosso Pai conceda à sua Mãe um lugar à altura do amor que ela dispensou a todos em vida.

  • 46 Clara // 15/April/2008 às 16:50

    Li o relato sobre a sua mãe com o maior interesse, Pedro. Eu até podia ler mais, desculpe-me a impertinência de sugerir a você que extenda mais o texto, tipo uma segunda parte.

  • 47 Gustavo do Carmo // 15/April/2008 às 16:52

    O texto é muito bom. Pena que marca uma saudade. Meus sentimentos pela sua mãe.

  • 48 zooey // 15/April/2008 às 18:12

    Sua mãe esta feliz la no ceu embaixo de uma
    mangueira em flor.

  • 49 josef mario // 15/April/2008 às 18:22

    Companheiros de esquerda, maoístas e bolivarianos
    Eu, josef mario, devo dizer, sem querer destoar do belíssimo post e dos comentários emocionados, que quando eu morrer podem cagar e mijar à vontade em cima da minha cabeça que eu não estou nem aí.
    Muito obrigado

  • 50 Linda // 15/April/2008 às 19:13

    O bolivariano quer nos mandar para a cadeia. Vilipêndio de cadáver é crime, meu caro.

  • 51 Dino 5,4 % // 15/April/2008 às 19:20

    A leitura do belíssimo texto do PD obrigatoriamente remete o leitor a uma reflexão do seu relacionamento com os seus. Para quem tem ascendência ainda viva, fica a pergunta: E conosco como nos relacionamos? Eu tenho ainda minha mãe, com bastante idade, mas lúcida e ativa e meu pai já falecido há 14 anos, mas uma coisa é certa, vejo neles tantas qualidades, quanto defeitos e até busco não trilhar caminhos seguidos por eles e assim eu como pai, sigo meu caminho, sem usa-los muito como referencia, foram opções passadas que já não cabem mais. Algumas referencias ficam, muitas abolimos. Desconstruimos nossos pais-ídolos para não sermos eternos órfãos.

  • 52 HRP Mané Reloaded // 15/April/2008 às 21:14

    Pedro Doria…..a tua mãezinha zela por ti lá no plano superior…..Lembre-se…..ela estará sempre ao teu lado…….regozija-te!
    Ela se foi por que tem coisas ainda mais importantes lá aonde a harmonia reina!
    Um beijo pra ti e muita paz!
    Um dia ela vai te receber na tua nova casa lá por cima……

  • 53 HRP Mané Reloaded // 15/April/2008 às 21:15

    Teu texto lindo me faz chorar de alegria!

  • 54 Pai do Pedro // 15/April/2008 às 23:07

    Pedro, tua mãe não era tímida. Era muito aberta com as pessoas próximas, como vocês ou como Inês ou Izabelinha (uma amiga e uma prima aqui de Petrópolis). O que acontece é que ela afastava gente chata; virava as costas, se escondia, fugia de gente chata.

    Vivíamos brigando sobre Glauber, mas revi Deus e o Diabo com ela. Tiramos juntos algumas conclusões, que discutíamos e elaborávamos sempre. Continuei sem gostar e ela continuou gostando. Ainda cheguei a dar o dvd de Terra em Transe para ela de presente; acho que viu uma vez.

    Realmente adorava cinema. Quando ainda podia andar, a gente saía da quimioterapia, na Siqueira Campos, e ia caminhando até a casa de sua avó, na Dias da Rocha. Aí parávamos nas Lojas Americanas e na Casa & Vídeo e saíamos de lá cheios de dvds - em geral muito Clint Eastwood, clássicos, e algum filme trash que eu conseguia contrabandear no meio - e, coisa que vai mexer com você, algumas barras de chocolate. Margô adorava chocolate, e um dos muitos sinais de que as coisas estavam indo mal é que ela deixou de comer chocolate nos meses finais.

    No almoço em casa de sua avó, no sábado antes da morte de Margô, Margô não comeu da torta de nata e chocolate que sempre foi a marca das festas de sua avó. Bad omen.

  • 55 tocarlos // 15/April/2008 às 23:34

    PD, o que é uma família virtual, hein? suas dores são também nossas.
    Por coincidência, tenho exatamente a idade de seu pai, minha mulher tem exatamente 55 anos , nos casamos em 73 e, veladamente, me acusaram de infanticídio na época do casamento!
    Força, familia, estamos juntos nessa dor!

  • 56 mãe da Joana // 16/April/2008 às 0:45

    Pedro,
    De sua mãe ficará para mim o exemplo de amor generoso. Era uma guerreira discreta.
    Esperou que cada um dos seus (filhos e marido) tivesse algum novo projeto; esperou até mesmo sua vó completar anos para só então, serenamente, partir.
    Tenho certeza que adoraria o seu texto, pela sua delicadeza.
    Grande abraço,

  • 57 Cristiano, direto do Arpex // 16/April/2008 às 1:04

    Josef, por apreço a sua pessoa bolivariana, garanto que não vou mijar sobre sua carcaça inerte.
    Espero, porém, que o senhor seja doador de orgãos, para que tenhamos a felicidade de ouvir seu coração bolivariano batendo por longos ânus em algum viado, boiola, pederasta, bixona, paneleiro ou, quem sabe, um homosexual.
    Saravá.

  • 58 Cora // 16/April/2008 às 1:47

    Muito bonito e delicado o retrato que você fez da sua Mãe, querido. É uma grande felicidade termos pais que nos servem de apoio e exemplo, quando filhos, e filhos que nos enchem de orgulho, quando pais. Vocês foram ambos felizes e, no fim, isso é o que importa. Um abraço muito apertado, e o meu melhor carinho.

  • 59 Patricia Carvoeiro // 16/April/2008 às 2:46

    Nossa, Pedro, este texto descreve minha mãe, se não à perfeição, algo muito, muito perto disso.
    Bastante tímida, um tanto eremita, sorridente, amante dos livros (devoradora de biografias), do cinema e das artes, apreciar a natureza e a vegetação, gostar de e conviver com animais, atéia, não gostar de telefone, ser completamente despida de preconceitos… tudo isso descreve tão bem a minha amada mãe, que cheguei mesmo a imaginar serem as nossas mães almas quase irmãs.
    Lamento, e como, pela sua perda. :(

  • 60 Deise Guelfi // 16/April/2008 às 3:01

    PD,

    Espero, um dia, poder escrever assim… E quando digo ASSIM, não é o uso correto das palavras e das construções das frases, e sim da genialidade de mostrar a verdade através da escrita, a ponto de motivar as emoções mais escondidas. Escrever sobre alguém é uma coisa. Fazer com que este alguém seja “conhecida” através de palavras é outra.

    “Dona Margô, MUITO prazer em conhecê-la”.

  • 61 Tom Taborda // 16/April/2008 às 3:05

    Oi Pedro: à medida em que ia lendo esse amoroso retrato, quase uma aquarela onde o pincel apenas toca levemente o papel, ia vendo a matrix de onde saiu a pessoa interessante q vc é.

    Não tenho dúvidas que sua mãe não se foi: ela está presente em todas suas referências de vida

    Um apertado abraço,

  • 62 Mari-Jô Zilveti // 16/April/2008 às 10:26

    Pedro, o relato que você fez de sua mãe revela que ela deixou marcas na tua Persona.
    E a geneosidade dela vai se perpetuar em você no dia-a-dia com os teus.
    Vou dizer o óbvio: vocês todos devem ter sofrido muito com a doença dela, que se alastrou por anos.
    A partida dela dói e vai doer. Diariamente. Não passa, mas você aprende a conviver com essa ausência. Os filmes são as marcas que ela deixou em você. Suas reminiscências.

    Abraços,
    Mari-Jô Zilveti
    http://nomadismocelular.wordpress.com

  • 63 Lola // 16/April/2008 às 10:28

    Pedro, me identifiquei muito com a sua mãe. Espero que quando eu morra meus filhos possam falar de mim do jeito que você falou dela. Ela era legal e o Pai do Pedro também . Vou olhar os filmes todos, bela homenagem

  • 64 Altina // 16/April/2008 às 11:01

    Pedro, te agradeço pela generosidade do compartilhamento deste texto tão pessoal.
    É quase como se ouvisse sua voz contando
    sobre sua mãe.
    Tína

  • 65 Lúcio Freitas // 16/April/2008 às 11:07

    Pedro,

    Em sua modéstia, você termina o texto dizendo que talvez ele não faça sentido para quem não tenha conhecido sua mãe. É modéstia mesmo, pois creio que, assim como eu, todos que leram se apaixonaram por ela e sentiram uma fração da sua dor, ao menos.

    Lúcio.

  • 66 Gustavo Timm de Oliveira // 16/April/2008 às 13:05

    Bela descrição, Pedro.

    Difícil de ser feita, dado a delicadeza do momento.

    Parecia ser uma pessoa interessantíssima de se ter ao lado a sua mãe.

    Parábéns (pela descrição e por ela) :)

    Abraço.

  • 67 Gustavo Timm de Oliveira // 16/April/2008 às 13:15

    Esqueci de dizer: se a seleção de vídeos faz sentido para ti, já tá valendo muito!

    Grande abraço!

  • 68 Luiz Pryzant // 16/April/2008 às 13:48

    Pedro,
    Meus sentimentos, vou visitar minha mãe hoje e darei a atenção e carinho que ela merece tanto, sempre tivemos dificuldade de expressar nosso carinho. Obrigado.

  • 69 Ana Pulg // 16/April/2008 às 13:56

    Querido Pedro

    Que mãe tão diferente da minha e ao mesmo tempo tão igual!
    Elas são tudo de bom, seja na presença ou na memória.
    Um beijo

  • 70 claudia maria madureira de pinho // 16/April/2008 às 14:37

    Sobrinho querido,
    Eu tenho todas essas lembranças. Foi triste e lindo lê-las. Deu-me um pouco a sensação que Margô era tão parte da natureza, que era a única planta de inteligência inquestionável. Eu vou sempre vê-la como naqueles churrascos. Concordo com você: ele era tímida.
    Muitos, muitos beijos,
    Tia Claudia

  • 71 flâneur // 16/April/2008 às 17:02

    Belas palavras. O Tempo renova os sentidos.

  • 72 josef mario // 16/April/2008 às 17:43

    Companheiro pedê
    Eu, josef mario, devo dizer que concordo com o companheiro seu pai: se a companheira sua mãe margô fosse assim tão tímida, o companheiro não teria nascido.
    Muito obrigado

  • 73 Bruno // 16/April/2008 às 18:40

    Caro PD,

    leio seu blog desde o NoMinimo mas nunca comentei. Mas depois de ficar marejado com esse texto não tinha como não escrever algo.

    Minhas condolencias

  • 74 Asmodeu // 16/April/2008 às 19:12

    Bonita homenagem.

  • 75 Renata V.N. // 16/April/2008 às 19:27

    Pedro:
    Sua amorosa narrativa fez com que eu “conhecesse”sua mãe em alguns minutos. Da mesma forma como você a deu a conhecer nesse filme/sinopse, mantenha-a em seu coração e suas lembranças, ou seja: VIVA! Um abraço apertado.

  • 76 Cejunior // 17/April/2008 às 0:37

    Pedro Dória, sua mãe era apenas dois anos mais nova do que eu… e acho que muito do que você colocou acima era comum à nossa geração, um pessoal que ficou entre a educação conservadora dos anos 50 e a porralouquice dos 60…
    Meu pai morreu quanto tinha 14 anos, isso em 1968. Minha mãe morreu de velhice, em paz, com 92 anos…
    Essas perdas são difíceis, dolorosas, machucam a gente. E, quanto mais vamos envelhecendo, vemos se aproximar a nossa hora.
    Não tenha vergonha de chorar e sentir falta de sua mãe. Isso significa simplesmente que vocês se amavam.
    Um grande e fraterno abraço.

  • 77 Marcus H // 17/April/2008 às 0:47

    Belo e comovente. Receba um abraço deste leitor que o acompanha em silêncio há tanto tempo.

  • 78 Nassau // 17/April/2008 às 2:09

    Para as pessoas que partem pouco importa as homenagens, mesmo assim temos necessidade de fazê-las, temos sim necessidade de expressar o nosso carinho e o nosso amor, mesmo que elas não estejam mais conosco, é como se disséssemos para nós mesmos e para os outros que a morte ainda não nos separou, mesmo que não possamos mais tocá-los, ainda continuamos a tocá-los dentro de nós em nossos corações. Elas se vão, mas o amor continua dolorido, sofredor, saudoso.

    Há um pedaço de texto do livro de Ruth que gostaria de deixar para você, o texto fala de uma mulher viúva judia que morava em terra estrangeira, e que havia perdido os seus filhos. Esta mulher decidiu voltar à sua terra junto de seus parentes distantes na esperança de receber abrigo e proteção. Uma de suas noras estrangeira se chamava Ruth, e apesar da recusa insistente de Naomi sua sogra que queria dispensar àquela jovem do sacrifício de abandonar a sua gente para acompanhá-la, ainda assim Ruth não desiste e então pronuncia estas palavras: “Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu… onde quer que morreres ali morrerei eu e ali serei sepultada”.

    É uma bela história de amor e abnegação. Mesmo que a distância nos separe de nossos entes queridos, o nosso coração os acompanha, ainda que seja a morte, pois também morremos junto com eles, queremos parar o tempo, na verdade queremos voltar no tempo, como você fez, é uma maneira de estar de novo com eles. Algo de nós vai embora e fica para traz, e ao mesmo tempo eles ainda ficam conosco e nos acompanham em nossas lembranças e em nosso amor por elas.

    O meu filho vai fazer três meses, o seu nome é Mauro, o nome que foi de meu pai, ele nos deixou a mais de 13 anos, mas cada vez que eu olhar e chamar pelo meu filho, o meu pai estará presente e continuará um pouco comigo, pois o amor permanece.

    Prossiga com coragem e com força, o tempo cuidará de aliviar as feridas.

    Fortíssimo abraço.

    Mauricio.

  • 79 Ana // 17/April/2008 às 11:52

    Forte abraço, Pedro. Adoraria ter sido amiga da sua mãe.

  • 80 Pedro Luiz Moreira Lima // 18/April/2008 às 0:13

    Pedrinho:
    Estava na missa da Magot encontrando suas tias Beth, Claudia, tia Alice com sua alegria de vida e sua maninha Mariana - ” mamãe sempre falava de você - ela gostava muito de você”abracei sua mana e chorei feito criança.Revi sua mãe de cabelos curtos e sempre com a camiseta do Caetano( maldade nossa para implicar o chamávamos de irmã + nova do mano Bethania, pura maldade de garotada), disputávamos na rádio AM!!! do JB quem conhecia mais MPB, nunca a paquerei ( e confesso era muito linda! ) no entanto entre sua mãe e eu havia um carinho imenso, ainda bem assim o Alvaro ( grande amigo ) jamais iria fazer marcação serrada comigo.Era minha grande defensora, eu um garoto filho de cassado e ainda em plena DITADURA e Margot quando alguem tentava me ferir sobre as perseguições ao meu pai - Margot pulava nas tamancas - era minha protetora, minha SHANE!- lembro certo dia Margot falando - ” Pedro, confio muito em você, sei que será feliz em sua vida”.Jamais esqueci - foi a coisa mais bonita que ouvi.Seu pai , você, Mariana e o caçula que ainda não conheci, tiveram sorte, imagino o carinho que voces receberam dela - eu tive a sorte de receber tambem. Beijos em todos voces e um grande abraço no seu pai, foi companheiro de turma de minha irmã no São Fernando, não era chamado de Dória e sim de Francisco Antonio.
    Saudades ficarão e lembranças gostosas tambem não sei NADA DO OUTRO LADO, mas sei que quando chegar minha vêz encontrarei Margot me dizendo ” VIU! não tinha razão de confiar em você!”
    Beijos de um tio que pelo carinho que recebi de D Noemia, tia Alice, Alvaro, Beth, Sergio e de sua Mãe, o título de TIO foi merecido e conquistado.
    Pedro Luiz Moreira Lima

  • 81 Eternos afectos. « Corvos & Caravelas // 20/April/2008 às 6:46

    […] a mãe do Pedro, em Novembro de 1974. O texto do Pedro. O texto do pai do Pedro. Sem mais palavras. Apenas uma doce comoção, em reverência à […]

  • 82 Elizabeth Horstmann // 20/April/2008 às 17:06

    Pedro,

  • 83 Eduardo // 21/April/2008 às 4:03

    Oi, Pedro

    É Dudu, seu primo. Comentaram sobre esse texto e vim aqui ler. É curioso como, quando conhecemos uma pessoa, a menção de pequenos detalhes sobre ela podem desencadear um conjunto enorme de recordações, todas elas muito agradáveis se não pelo fato de que os momentos que nos vêm a mente não mais se repetirão. É difícil lidar e aceitar com a perda, e sobretudo com a sensação de impotência, fruto talvez da nossa tola pretenção de pensar que poderiamos ter mudado o rumo das coisas, de que poderiamos burlar a inevitável finitude que nos é apresentada como o legado irreversível.

    Não vou aqui remoer as minhas memórias de Tia Margot. Acho que você conseguiu passar um pouco da pessoa maravilhosa que ela era nesse texto. E para quem não teve o privilégio de conhecê-la, mais do que basta.

  • 84 joaquim // 27/April/2008 às 16:03

    á minha mae é á melhor mae do mundo

  • 85 arlete // 18/August/2008 às 11:09

    minha mae e a melhor mae de todo o mundo eu amo ela D++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ o meu amor por ela e infinito!!!!!!!!!!!!!

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