Na semana passada, incontáveis especialistas testemunharam perante o Senado norte-americano a respeito do Iraque. O argumento defendido pelo presidente George W. Bush e o candidato republicano John McCain é conhecido: o aumento de soldados no Iraque fez, nos últimos meses, com que a violência diminuísse. Esta trégua, se persistente, permitirá ao governo do Iraque que se consolide e que um Estado nacional estável nasça das cinzas do regime de Saddam Hussein.
Há muita gente que diz o contrário. Mas seu argumento é menos agradável de ouvir. O general da reserva William Odom, que comandou os serviços de inteligência militar no governo Ronald Reagan e atualmente é professor da Universidade de Yale, foi um dos que o apresentou.
O maior sucesso alegado pelo governo é a pacificação de várias províncias no centro-norte do país, de origem árabe sunita. É a turma da etnia e religião de Saddam.
No primeiro momento após a invasão, sentindo-se derrotada, esta trupe convidou ao país quem estivesse disposto a lutar contra os estrangeiros. A al-Qaeda – um grupo sunita e, em geral, árabe – veio por conta. Mas o racha entre os clãs sunitas iraquianos e a al-Qaeda veio antes do aumento do número de soldados dos EUA. Entraram em conflito pelo poder e os chefes locais os puseram para fora. Hoje, como segue a tradição milenar árabe, cada chefe local tem o controle de sua região. O Iraque árabe-sunita, que fora unificado por Saddam Hussein a base de violência extrema, está fragmentado.
A ‘paz’ trazida pelos EUA tem a ver com várias questões. A primeira é que, após um período inicial de conflito, o Iraque sunita voltou ao seu ‘estágio natural’. Os clãs tradicionais diversos assumiram o controle de sua região. A violência que existe se dá pela disputa entre clãs. E eles mantém uma certa estabilidade porque são pagos pelos EUA para isso. Em algumas regiões, informa o general Odom, a lealdade vem ao custo de 250.000 dólares por dia em ‘taxas’ que os norte-americanos pagam.
Os resultados são dois. Primeiro, a al-Qaeda não tem chances de se firmar no Iraque. Estrangeiros não disputarão poder que é dos locais. Segundo, o conflito entre clãs é inevitável. Cada um está montando seu exército particular. Há séculos que é assim na Mesopotâmia. O choque entre eles virá com os EUA lá ou sem. Até que, sugerem os pessimistas, um novo Saddam Hussein surja com mão de ferro.
O Iraque é composto de uma maioria árabe-xiita, os árabes-sunitas e os curdos-sunitas. Estes últimos, principais vítimas do governo Saddam, eram os maiores parceiros norte-americanos. Mas os desejos de independência curda não são um problema apenas no Iraque. Também o são na Síria, no Irã e na Turquia. Quando a Turquia fez sua ofensiva militar dentro do território iraquiano contra os curdos os EUA tiveram que fazer uma escolha. Ou traíam o governo turco, parceiro militar na OTAN. Ou traíam os curdos. No jogo geopolítico, a Turquia era mais importante. Mas ao fechar os olhos dos curdos, deixou clara uma mensagem: os EUA não apóiam os desejos de independência curda e não lhe serão fiéis em qualquer disputa na região. Assim, os EUA perderam o apoio de curdos.
Por fim, restam os xiitas do sul. Não custa lembrar que, embora dividam a religião com o Irã, no Irã a etnia é persa e, no Iraque, árabe. Se há aquilo que aproxima os dois, também há muito que os separa.
Jawad al-Maliki, o premiê iraquiano, é árabe-xiita. Ao longo de seu governo, tem usado a proximidade com os EUA para fazer do exército norte-americano o seu exército nas disputas de poder que também existem entre os xiitas. E é assim, na região xiita, que a Casa Branca é percebida: como a turma de Maliki.
A questão mais dolorosa de lidar está no centro de quem defende a permanência norte-americana no Iraque. Se os EUA saírem, o país implode. O problema, segundo o general Odom, é que o país já implodiu. Os EUA são responsáveis pela implosão? Sim. Os EUA podem fazer algo para desfazer o problema? Não lá dentro. Quando um país se fragmenta, as forças da história – ódios seculares, preconceitos, luta por poder e dinheiro – são irreversíveis. É verdade para os Balcãs na Europa, é verdade para o Afeganistão – é verdade para o Iraque.
Não há rigorosamente um único caso na história do mundo em que um emaranhado de feudos foi unificado sem doses extremas de violência. Uma solução só terá início no momento em que os EUA deixarem o país. E não será bonita de testemunhar.
(O argumento mais curioso do governo Bush é a necessidade de oferecer treinamento militar para o ‘exército nacional iraquiano’. Aquele é um país militar. Todo mundo sabe conduzir guerras, lá.)
176 Comentários até agora ↓
1 Radical Livre // 14/April/2008 às 11:44
os americanos entraram de gaiato no navio, oi, oi, entraram, entraram, entraram pelo cano.
os americanos entraram de gaiato no navio, oi, oi…
2 Radical Livre // 14/April/2008 às 11:48
agora sem brincadeiras, mas vamos lá.
é a segunda vez em meio século que os americanos, em sua total ignorância sobre o mundo, acharam que poder militar resolve tudo. primeiro no vietnã, agora no Iraque, a história está mostrando que não basta ter a maior bomba ou o maior canhão.
3 Jesus era comunista // 14/April/2008 às 11:57
Acreditar no que as autoridades “oficiais” dos USA dizem. neste governo Bush, é muito arriscado.
Se esse mundo tiver um pouquinho, ainda, de dignidade a História vai tratar de Bush e Chenney, como os maiores empresários carniceiros de toda a História da humanidade.
4 confetti // 14/April/2008 às 12:00
o general petraeus falou em “diplomacia”…conversar com paises arabes, implica-los na “implantaçao da democracia”….foi um bom conselho, w aceitou….obrigado !
5 nada será como antes // 14/April/2008 às 12:10
O cinismo dos republicanos não tem limites.
Afirmar que maior número de soldados diminuiu
a violência é o mesmo que usar gasolina para apagar incêndio.
Não custa lembrar que a tragédia que atinge o Iraque começou com os soldados dos USA. Não resta dúvidas que o regime de Saddam era ditatorial. Mas aquele regime conseguiu estabelecer o Estado e mantê-lo.
O desmantelamento do Estado e do relativo equilíbrio das forças internas foi implodido com a invasão norte-americana.
Agora querem pacificar ? Então, por que iniciaram as hostilidades ?
Há duas possibilidades principais para o Iraque :
1- A manutenção indefinida das disputas internas dos clãs, com a permanência das tropas invasoras e governo fantoche ;
2- A fragmentação do país que, em princípio, seria benéfica para os imperialistas (Dividia et Impera) .
Essa última possibilidade, no entanto, não é conveniente, pois o Iraque é geograficamente complexo e o escoamento da produção de petróleo (que é o ÚNICO interesse dos USA), porque as passagens de um território a outro implicaria em acordos impossíveis, como mostra a fragmentação atual.
6 nada será como antes // 14/April/2008 às 12:13
Errata
…o escoamento da produção de petróleo (que é o ÚNICO interesse dos USA) seria inviável, porque as passagens…
7 Joao Mello // 14/April/2008 às 12:14
Fora de tema — PD
8 Valéria // 14/April/2008 às 12:21
Desde quando os estadunidenses estão interessados em pacificar o Iraque? O que querem é que o país tenha calma relativa pra eles poderem extrair o petróleo de que precisam em paz.
Política externa nunca foi o forte dos EUA e numa administração como a de Bush é pior ainda.
9 aiaiai // 14/April/2008 às 12:23
Vai ver os EUA querem ensinar o exército iraquiano como “ganhar” uma guerra, registrando milhares de mortes e ainda tendo que pagar 250 mil dólares por dia para alguns líderes tribais manterem a paz no pós-guerra!!!!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Isso é que é ganhar uma guerra, né não?
Faltou dizer, PD, o NSCA disse aí em cima, que a questão mesmo é que o Iraque é um território recheado de petróleo e fica no meio de uma região também cheia de petróleo. Se não tivesse petróleo ou outra riqueza lá, os EUA tavam se lixando para a falta de “democracia”.
10 Resumo da ópera // 14/April/2008 às 12:25
Aparentemente o império americano não acha que poder militar resolve tudo; imagina que o poder militar que detêm associado ao poder econômico transnacional (que deve incluir na conta mais de 120 mil mercenários da Blackwater e Halliburton acusados de serem os tais grupos de exterminío que ninguém identifica) garante a intimidação e ‘controle’ possíveis do Iraque. Impossível obter a submissão dos grupos que compõem o verdadeiro mosaico que é o país sem reinventar outro Saddam Hussein. Mas para os americanos não faz diferença. Importa garantir condições suficientes para saquear o país mediante a instalação de ‘parceiros confiáveis’ no governo . E isso os USA possuem; corruptos, cooptados e vendidos a peso de ouro de qualquer matiz são sempre foram os aliados disponíveis preferidos em toda parte. Logo, a ‘paz’ possível para os americanos já existe. Suficiente para garantir as operações dos que lucram com o ‘botim’. Como fizeram todos os impérios ao longo da história da humanidade. Inclusive atribuindo aos povos agredidos e devastados pelas guerras e invasões a culpa pela infâmia que se abateu sobre eles.
É recorrente impérios crescerem mediante conquistas anunciadas como ‘reações justas’ ou ‘apoio na luta popular pela liberdade’. Mero disfarce para a predação, apropriação, destruição, saques e mortes.
Interessante é que em algum momento todo império desaparece pela ação das próprias forças que desencadeia ao longo da sua ‘construção’.
A verdade histórica indiscutível: impérios também fenecem; é quando são destruídos, destroçados.
Quem viver, verá.
11 confetti // 14/April/2008 às 12:30
estranha conclusao….”irak-pais-militar-que-sabe-conduzir-guerras” ….nao vale argumentar antiguidade…
“O argumento mais curioso do governo Bush é a necessidade de oferecer treinamento militar para o ‘exército nacional iraquiano’. Aquele é um país militar. Todo mundo sabe conduzir guerras, lá.)”
12 Nhé! // 14/April/2008 às 12:31
Ótimo texto, boss.
13 Resumo da ópera // 14/April/2008 às 12:38
A propósito da elevadíssima presença de mercenários a serviço dos norte-americanos no Iraque dados do próprio governo fantoche deste país informam que já existem 236 companhias de segurança privada, estrangeiras e iraquianas, atuando nesta devastada nação. Destas, cerca de 200 são consideradas ilegais, por carecerem de registro e terem ‘funções’ desconhecidas. A maioria está implicada em ações terroristas que são colocadas na conta da ‘resistência iraquiana’. Os mercenários são contratados em várias partes do mundo - inclusive no Brasil.
São mais de 100 mil homens bem adestrados no ofício de matar por dinheiro. Suas obrigações laborais estão focadas na seguridade pessoal de políticos iraquianos e estadunidenses e de homens de negocio e na segurança de instalações petroleiras e militares. Muitos destes serviços, de que pouco se fala, estão ligados à construção de bases, interrogatórios e combates diretos. Eles são acusados de intervir em operações secretas dos organismos de inteligência dos EUA e em outros trabalhos sujos destinados a promover o terror, o medo, as diferenças religiosas e, inclusive, a organização de esquadrões da morte para semear o caos… São elementos especializados nas tenebrosas artes da subversão.
O uso destes “serviços” cresceu a partir das dificuldades encontradas pelos militares dos EUA no Iraque. O número de mercenários quadruplicou em quatro anos, pulando de 48 mil ‘soldados privados’, em 2003, para mais de 100 mil nos dias atuais, segundo dados da própria Oficina Geral de Contabilidade (GAO). A utilização destes grupos serve ainda para reduzir as estatísticas oficiais de baixas desde a invasão do país em março de 2003.
O Departamento do Trabalho dos EUA estima que mais de 650 “funcionários” foram mortos pela resistência iraquiana.
Para o Exército e o governo dos EUA o negócio é muito vantajoso. Os mercenários são simples assalariados em busca de fortuna, quando morrem não engrossam a lista oficial de baixas na guerra, não estão envoltos em discussões legais e nem são alvo da pressão pública.
Todas estas “empresas privadas” são teleguiadas pela sinistra agência de inteligência dos EUA. Recordemos que em 2005, oficiais da CIA revelaram ao Washington Post que 50% do orçamento da agência, quase US$ 20 bilhões, foram destinados para pagar os ‘contratistas’.
A própria CIA estima que as despesas com estes serviços dobrem até 2010. Estes recursos, provenientes dos tributos dos estadunidenses, são usados para financiar uma máquina de destruição e morte. Vale acrescentar que embora o fenômeno do mercenarismo não seja novo, ele cresceu com a chegada de Bush a Casa Branca.
14 RW in Miami // 14/April/2008 às 12:39
NSCA (#5), entao vc justifica o regime de Saddam, apesar de ditatoral, so’ porque ele conseguiu manter o Iraque unido ?
Nao defendo a invasao do Iraque, principalmente porque foi feita em base a mentiras (e so’ por isso o Bush deveria ter sido impeached), mas justificar Saddam so’ porque ele manteve o Iraque unido e’ esquecer de toda a carnificina que ele fez para atingir este objetivo.
15 Mr.demo // 14/April/2008 às 12:43
É O PETRÓLEO, ESTUPIDO!
16 Francisco Teixeira // 14/April/2008 às 12:47
A Hallyburton e sua constelação de associadas desempenhou um papel central no deslanchar da guerra e nos planos de reconstrução do Iraque. Suas vinculações com Dick Cheney abriram as principais portas do Iraque ocupado. Cheney foi secretário de Defesa de George Bush, pai, possui uma longa experiência em política externa e profundos laços com a indústria do petróleo do Texas. Foi através da indústria texana que Cheney desenvolveu múltiplos contatos com as grandes empresas e as famílias vinculadas à exploração do petróleo árabe, em especial nos países ditos moderados como Arábia Saudita (na realidade, ditaduras não visadas pelo presidente Bush).
Cheney é ex-vice-presidente da Hallyburton Company, que atua nos mais variados setores de serviços petrolíferos; é membro do conselho diretor da Landmark Graphics Corporation, que produz programas de computador para a prospecção petrolífera; atua ainda na Numar Corp., outra empresa de prospecção; é conselheiro da Dresser Company, especializada no uso de ressonância magnética na busca de jazimentos de petróleo, além de ter participação na instalação e gerência de oleodutos do Azerbaijão, provenientes do Mar Cáspio.
Por fim, possui interesses na (Kellog) Brown & Roots, subsidiária da Hallyburton, responsável pela construção dos alojamentos americanos e plantas civis na Bósnia, Kosovo e no Golfo Pérsico, sendo a principal beneficiaria dos contratos do Pentágono no Iraque. Só neste país, a (K) B&R conseguiu contratos de US$ 2,2 bilhões, sem qualquer forma de concorrência. A escolha privilegiada da empresa baseou-se na sua expertise, desenvolvida desde sua participação (em nome da Hallyburton) no suporte das tropas americanas no Vietnã, Bósnia e Kosovo. A empresa foi, ainda, a escolhida pelo Pentágono para a ampliação e manutenção da prisão de Guantánamo, em Cuba, num contrato de US$ 16 milhõeAssim, para Hallyburton, o alistamento de mercenários é um meio básico para garantir a segurança dos seus interesses corporativos. Ao mesmo tempo envolta em denúncias de favorecimento nos EUA e fustigada pela resistência iraquiana, a empresa voltou-se para o uso massivo de mercenários. Não se trata, contudo, da contratação exclusiva de “pessoal de segurança”. Dado o elevado grau de violência vigente no Iraque, um grande número de trabalhadores não-qualificados ou semiqualificados (para serviços de cozinha, limpeza e transporte) passaram a ser alistados em países terceiros, em especial países muito pobres.
Um americano exigiria um salário bastante elevado para arriscar seu pescoço na região. Desta forma, empresas subsidiárias contratavam empreiteiras, que contratam “gatos”, que enviam agentes – a “rede de fantasmas” – que alistavam homens em países onde salários pagos em dólar teriam uma força irresistível. Um exemplo: a própria Hallyburton incorporou trabalhadores vindos do Sul da Ásia (Bangladesh, Sri Lanka, Índia e Filipinas) através de uma empresa denominada Tamini Corporation, em Riad, na Arábia Saudita. Contudo, os trabalhadores eram enviados de seus países de origem para o Kuwait, onde recebiam rápidas instruções e eram, então, despachados para as zonas quentes do Iraque. Salários? US$ 100 por mês!
Na América Latina a ação dos recrutadores – seguindo os moldes da “conexão asiática” da Hallyburton – concentrou-se na Colômbia, Chile, El Salvador, além da Flórida. Em tais países – este é o dado comum que une o chileno John Rivas, o salvadorenho Juan Nerio e o colombiano Augusto Iturbe – existiu uma antiga ação americana de treinamento de militares, paramilitares e policiais para enfrentar a insurgência e a oposição locais. Muitos destes homens, como na Colômbia e América Central, já tiveram seu “batismo de fogo” nas lutas internas latino-americanas, mostrando-se melhor preparados que os “novatos” americanos.
Assim, foram contratados ex-policiais e militares da reserva colombianos, com salários de US$ 7 mil, e três meses de férias na Europa. A maioria era membro das forças paramilitares de extrema-direita colombiana, acusada de ações terroristas – as Autodefesas Colombianas. A contratação de tais mercenários foi mediada pelas filiais latino-americanas da Hallyburton, que por sua vez repassaram a tarefa para prestadores de serviços, iniciando uma verdadeira “rede de fantasmas”.
Fontes confiáveis em El Salvador e na Flórida – feudo da família Bush e onde a secretária de Justiça foi coordenadora da campanha eleitoral de Bush; e onde, ainda, a Hallyburton agiu amplamente no alistamento de mercenários latinos mesmo sem realizar os registros legais –, confirmaram a ação da empresa e de suas prestadores de serviços.
Em El Salvador, a empresa Triple Canopy – especializada no alistamento de mercenários para a proteção de interesses corporativos – já alistou e enviou ao Iraque 150 homens, por US$ 3 mil por mês – e sem férias européias desta feita! – tudo sob beneplácito do governo salvadorenho, envolvido na briga pela presidência da Organização dos Estados Americanas (OEA). O objetivo seria reunir até 30 mil homens, não norte-americanos, disponíveis como tropa auxiliar para o Iraque.
Mas não é apenas a Triple Canopy. Um enxame de empresas de segurança pousou sobre o Iraque. Algumas viviam na sombra, herdeiras do neocolonialismo atuante na África Negra e sediadas na África do Sul, Bélgica e Inglaterra. Outras se formaram rapidamente para dar conta das exigências da Doutrina Rumsfeld (a “privatização da guerra”).
As principais empresas contratantes especializadas em “segurança e planejamento operacional”, como se autodenominam, são a Caci International, a TitanCorp e a BlackWater Security Consulting, além, é claro, da Triple Canopy. As duas primeiras empresas receberam a incumbência de gerir a famosa prisão de Abu Graib, próximo a Bagdá, além de realizar os “interrogatórios” prévios dos “suspeitos” iraquianos. Para isso a Caci recebeu US$ 226 milhões, enquanto a TitanCorp, US$ 400 milhões. As conseqüências dolorosas da gestão da prisão de Abu Graib são, hoje, bastante conhecidas.
A ação de tais empresas se dá em verdadeiro vácuo jurídico. Tecnicamente, deveriam estar sob a jurisdição da Convenção de Genebra, de 1949. Neste caso, indivíduos que não portem armas e não estejam empregados na defesa de instalações militares (cozinheiros, motoristas etc.) não poderiam ser alvo de ações militares – fato, por sua vez, solenemente ignorado pela resistência iraquiana.
Contudo, no caso específico dos mercenários, são ex-militares, ou com treino militar, portando armas e, muitas vezes, atuando em instalações militares. Evidentemente, isso implica no envolvimento direto no conflito. Como em Abu Graib, muitos destes mercenários cometeram atentados contra os direitos humanos ou foram vitimados em seus próprios direitos humanos pelas condições em que foram levados a envolverem-se na guerra.
Qual a instância jurídica competente? O país de alistamento? O país sede do contratante? O país hospedeiro? Bem, através de uma série de “interpretações” legais, inclusive das Convenções de Genebra, o atual secretário de Justiça dos EUA criou um “limbo” jurídico impenetrável. O “U. S. Military Field Manual”, em vigor, estabelece literalmente: “(…) A manutenção da disciplina de contratados é de responsabilidade da estrutura empresarial contratante, não da cadeia de comando militar.”
Ora, o contratante se esconde em meio a sua rede de fantasmas. Além disso, através da Ordem Executiva 13303, assinada pelo presidente Bush, em 22 de maio de 2003, as empresas de exploração de petróleo americanas no Iraque (bem como suas associadas) eram declaradas “imunes” aos procedimentos jurídicos oriundos de instituições iraquianas e de instâncias internacionais por atos praticados “em sua defesa” no Iraque.
No dia-a-dia da guerra no Iraque, a ação dos mercenários contratados tem sido, no mínimo, decepcionante para os ideólogos da privatização da guerra. Em casos sucessivos, a segurança acompanhante tem sido incapaz de entender a “antropologia local”, comportando-se de forma arrogante, desafiante e gerando forte reação contrária. Em outros casos, simplesmente abandonam seus postos ou fogem miseravelmente frente ao fogo inimigo. É extremamente difícil manter a disciplina e o espírito de luta de homens voltados para a guerra enquanto forma de enriquecimento.
17 Antonio M // 14/April/2008 às 12:47
E se os EUA saírem irão voltar a matança dos “traidores”, dos que os ajudaram de alguma forma.
Gostaria que saissem da melhor forma possível mas, tem que sair mesmo pois além de ser algo muito truncado e que envolveu muita mentira e interesses, melhor que os iraquianos resolvam do seu jeito mesmo: que se matem todos e quem sobrar que se ajoelhe para Alá e outro Saddam da Vida.
E é melhor usar o dinheiro da guerra nos EUA, para receber os muitos imigrantes que deixarão o Iraque e outros países da região, em direção aos EUA e Europa nénão ?!?!?!.
18 Mr.demo // 14/April/2008 às 12:49
TEM UM CONSOLO, BUSH DETRUIU O IMPERIO AMERICANO:
“Análise de de Joseph Stiglitz sobre a guerra do Iraque. Premio Nobel de Economia, conhecido por seu pensamento independente e por uma rara capacidade para apontar imperfeições no funcionamento da economia de mercado – ali se encontra a razão do Nobel — Stiglitz descreve o atoleiro iraquiano com tintas que permitem configurá-lo como dos eventos determinantes da história mundial deste início de século. Custou U$ 3 trilhões, ou 50 vezes mais do que o governo George Bush anunciou no início da invasão daquele país. O conflito mudou a paisagem econômica dos Estados Unidos. Fez disparar o preço do barril do petróleo (a conta é que a guerra embutiu pelo menos 35 dólares no preço atual do barril, que já passou de 100). Também gerou um ambiente financeiro que levou a expansão do crédito barato e temerário, origem de empréstimos do mercado imobiliário que derrubaram o crescimento. Mais caro conflito da história dos Estados Unidos depois da Segunda Guerra Mundial, que teve o mérito de derrotar o nazismo e o fascismo, o atoleiro iraquiano produziu o mais elevado déficit do Estado americano desde a independência, em 1776. O significado desses números é o seguinte: o próximo presidente dos Estados Unidos não vai herdar uma recessão suave, como aconteceu com George W. Bush, nem uma economia em recuperação acelerada, ainda que não visível para o eleitorado – como aconteceu com Bill Clinton. “
19 Mr.demo // 14/April/2008 às 12:50
Terceiro mandato para BUSH!
20 Antonio M // 14/April/2008 às 12:52
Hmmmm…..Bastou um assunto “anti-americano” para que os cavaleiros vermelhos do apocalipse venham desfilar na apoteóse do capitalismo.
Será que agora vai ?!?!?!?!
21 Jesus era comunista // 14/April/2008 às 12:53
O Bush quando invadiu o Iraque para roubar o petróleo dos iraquianos, alegou que era uma ditadura criminosa etc e que era preciso estabelecer a democracia.
Eu fico pasmo como as pessoas não enchergam um palmo na frente do nariz.
Estão justificando a China no Tibet porque ela veio trazer democracia, riqueza etc.
Em quatro milhões de anos, que dura a nossa existência neste planeta, a coisa foi dura, por causa das cabeças duras dos humanos.
Egoismo, instinto de sobrevivência, safadeza mesmo é o caminho que estamos trilhando á 4 milhões de anos.
Querer mecher num ramo étnico, ou povo que contém vários ramos étnicos, ou status quo alcançado ás custas de sofrimento de milhares de anos, intervindo pela força ou de qualquer outro jeito, altera todo um equílibrio, mal ou bom, de um povo.
Como já disse, é querer mudar a cor do mar ou das árvores.
Viva o Tibet livre!
22 Mr.demo // 14/April/2008 às 12:54
Mas me contento com MACCAIN. Vai jogar a ultima pá de cal no império, endividando-o ainda mais. A Historia se repete como farsa. A antiga URSS que tentou acompanhar os gatos monumentais dos USA que o diga. Acabou se esfacelando.
23 Mr.demo // 14/April/2008 às 12:55
Contra fatos não há argumentos, seu M.
24 HRP Mané Reloaded // 14/April/2008 às 12:59
Minha modesta contribuição para o tema está no moça das terças…..o numero 04!
25 nada será como antes // 14/April/2008 às 13:00
RW in Miami,
Não quero justificar o regime de Saddam que, como escrevi, era ditatorial.
Mas o post trata da tragédia atual do Iraque e suas perspectivas “made in USA”.
É uma contradição, você há de concordar, que os USA “pretendam” pacificar o país com mais soldados e violência. Armar e financiar clãs não me parece a maneira adequada para estabelecer governo centralizado. Ou seja, o interesse do governo norte-americano é, sem dúvida, manter governo formal e, na prática, fracionar o território.
Financiar grupos equivale a fortalecê-los. Como unificá-los, depois ?
26 Nhé! // 14/April/2008 às 13:01
Resumo #13
“O número de mercenários quadruplicou em quatro anos, pulando de 48 mil ‘soldados privados’, em 2003, para mais de 100 mil nos dias atuais, segundo dados da própria Oficina Geral de Contabilidade (GAO). ”
Hein? Quadruplicou???????
Ah, parei de ler o ctrl+c e crtl+v…
27 HRP Mané Reloaded // 14/April/2008 às 13:12
O Iraque foi o maior embuste e engodo que o séc já viu…..sem armas quimicas, sem armas radioativas, sem Al qeda(na época)…..mataram seu inimigo /amigo de ocasião Saddam e estilhaçaram o Iraque em feudos e tribos…..trazendo de volta o séc XIX!
Parabens USA!
Trazendo sempre a morte e a destruição aqueles que inveja ,odeia ou deseja……
28 RW in Miami // 14/April/2008 às 13:18
Nada,
o Iraque sempre foi fracionado - os ingleses que forcaram a unificacao de maneira totalmente artificial e arbitraria no inicio do seculo passado… unificacao esta depois mantida a ferro e fogo por Saddam. A invasao simplesmente serviu como catalizador.
E francamente duvido do sucesso de qualquer governo centralizado la - acho que so’ mesmo a “balcanizacao” do Iraque dara certo. Mas para os EUA - e para qualquer outro pais - e’ mais facil lidar com um governo central do que com varios clas…
29 Antonio M // 14/April/2008 às 13:20
“…A antiga URSS que tentou acompanhar os gatos monumentais dos USA que o diga. Acabou se esfacelando. …”
A antiga? Onde está a nova? Nos planos de Putin?
Os soviéticos sempre foram conhecidos por seu desprezo por cotenção de custos, facilidade de manutenção e qualidade, mesmo em equipamentos militares e, depois da queda do muro ainda estão se livrando desse modo de produção e de vida (http://www.areamilitar.net/noticias/noticias.aspx?NrNot=328).
Tinham mesmo que implodir, eram da mentalidade “use e jogue fora” devido à abundâcia de matérias-primas e mão de obra que tinham à disposição.
Não seguiram ninguem, é que não sabiam o que é economia e implodiram no lugar mesmo.
E que o Iraque e congêneres sigam seu próprio destino….
30 Moisés // 14/April/2008 às 13:27
O Iraque espatifado pelos EUA.
Quando você leva o caos para qualquer região, como foi o caso do Iraque, o resultado não pode ser diferente. Não adianta culpar as diferentes etnias, facções religiosas e etc. Leve o caos aos EUA e veja no que vai dar. Tomem o pequeno exemplo do furacão que varreu New Orleans, há alguns anos; a “bagunça” que foi gerada. Aquela região ficou isolada e sem assistência por dias. Em pouco tempo já tinha gente armada tentando barbarizar tudo.
É isso. A invasão absurda do Iraque foi (e continua a ser) um dos maiores crimes contra a humanidade, contra a soberania nacional
31 Antonio M // 14/April/2008 às 13:29
Ah sim.. Brasil fora do Haiti !!!
Haiti livre !!!
32 Mr X // 14/April/2008 às 13:32
Não entendo esse raciocínio panaca. A esquerda, afinal, quer que os EUA saiam ou fiquem?
Quer que os iraquianos se matem entre si ou não?
Se os americanos saírem e o Iraque implodir ou explodir, quem se ferra são os iraquianos, não os americanos.
A esta altura, se o governo central não funcionar, tem mais é que fracionar mesmo.
A culpa é da cultura tribal dos árabes, mesmo. Azar o deles!
33 Mr X // 14/April/2008 às 13:34
Moisés,
Os EUA só podem ser babás do Iraque por um tempo, não pra sempre.
Se não seguram as pontas, que se danem…
O Bush agora tem culpa até que xiitas e sunitas se odeiem desde o século VII?
Ou que o Irã tenha pretensões imperiais de adquirir o Sul do Iraque? (é, do Irã agindo no Iraque, ninguém fala… Curioso!?!)
34 Antonio M // 14/April/2008 às 13:36
Ah sim.. Brasil fora do Timor leste também !!!
Timor livre !!!!
35 Mr X // 14/April/2008 às 13:38
Em New Orleans, tinha neguinho aproveitando pra roubar TV de tela plana…
Ocorresse em SP ou RJ, não seria diferente… Seria até pior! Por sorte não temos furacões…
No mais, acho que o Brasil podia contribuir mandando o BOPE pra lá pro Iraque, colocar os terroristas no “saco”! hAHAHAHAH!
36 Mr X // 14/April/2008 às 13:38
Brasil fora das favelas, aquilo é terra legítima dos traficantes CV, sanguibão!
37 Radical Livre // 14/April/2008 às 13:45
rapaz, tem gente que não consegue juntar 2 + 2… ou prefere, por desonestidade intelectual, colocar tudo no mesmo barco como se fossem a mesma coisa.
se alguém quiser um exemplo, tem aqui acima no #34.
Comparar a invasão do Iraque pelos EUA com a missão de paz executada em nome da ONU no Haiti pelo Brasil é de uma pobreza de raciocínio, de uma indigência intelectual tamanha que não dá nem para levar em conta. No entanto, me irritou tanto que estou aqui há cinco minutos tentando me acalmar para poder responder.
Se o intuito foi este mesmo (dar uma de Troll, como dizem os americanos), parabéns. Se não, só lamento…
38 tasca // 14/April/2008 às 13:47
puxa há meses não via esses mesmos comentários, as mesmas opiniões, até os mesmos nicks, como nos bons tempos do no nomínimo do IG (IG que por sinal está um lixo agora). O que eu posso dizer ante mentes tão esclarecidas e afiadas? YANKEE AND MUSLIN STAY HOME!!
39 Antonio M // 14/April/2008 às 13:50
E para não dizer que não leio opinões de todos os ângulos: com a palavra, os socialistas!
http://www.pstu.org.br/jornal_materia.asp?id=6481&ida=64
“”As ‘forças de paz’ são forças da paz dos cemitérios”
….Opinião Socialista – Qual a situação do Haiti após quase três anos de ocupação pelas Tropas da ONU?
Didier Dominique – A situação do Haiti militar é caótica, pior do que antes devido aos massacres, à desilusão e às mentiras. Na realidade, as Forças da ONU, precisamente do Brasil, mas também da Argentina, Uruguai e todos os demais países, estão apoiando a implementação de um projeto burguês e imperialista planejado há tempos. Desde os anos 80, o Plano Reagan previa que o Caribe devia ser uma zona de mão-de-obra barata e se iniciou uma destruição das economias locais. …”
40 Antonio M // 14/April/2008 às 13:51
Ah sim !! de novo !!! Brasil fora do Haiti !!!!
Haiti Livre pô !!!!!
41 Mr X // 14/April/2008 às 13:59
Projeto burguês e imperialista
Hum, esses panacas socialistas falam isso como se fosse uma coisa ruim…
42 Radical Livre // 14/April/2008 às 14:05
Mr X,
quanto ao burguês, a gente até pode chegar a um consenso, nada contra.
Mas o que faria um projeto imperialista ser bom? tens algum exemplo histórico em que o imperialismo funcionou para os dois lados? ou é só cabotinismo?
43 Antonio M // 14/April/2008 às 14:06
E como e bom pegar bobocas desse jeito! Aproveitam qualquer oportunidade para falar mal dos EUA mas esquecem do próprio rabo!!
Quando são os outros é imperialismo, quando é o Lula é missão humanitária ! rsrsrsrsrsrs!!!!
E vou colocar aqui o trecho mais bonito do link que postei.
“..Em visita ao Brasil, Didier Dominique, professor e sindicalista haitiano do Movimento Batay Ouvriye (Batalha Operária), … Rachel Beauvoir Dominique, antropóloga e professora da Universidade do Haiti. … A visita dos companheiros haitianos ocorreu no mesmo período que Bush esteve em São Paulo, o que serviu para reforçar a denúncia da ocupação do Haiti pelas tropas da ONU. A luta do povo haitiano contra a ocupação ecoou nos protestos contra a presença de Bush no Brasil, onde ativistas entoaram o “Fora Bush do Iraque! Fora Lula do Haiti!” …”
rsrsrsrsrsr!!!
“Fora Bush do Iraque! Fora Lula do Haiti!”
Tratados como farinha do mesmo saco !! Muito legal isso!! rsrsrsrsr!!!
Um dia aprendem que o mundo é movido a interesses e que o maior embuste mas já desmascarado é o ” esquerda=bonzinhos X direita=malvadinhos” ….
44 Antonio M // 14/April/2008 às 14:08
RL,
Faça uma pequena comparação:
Cuba em 1963 e hoje com intervenção boazinha soviética.
Coréia do Sul em 1963 e hoje com intervenção impérealista.
Já pensou se a Coréia do Sul faz o mesmo caminho do que Cuba?
45 Antonio M // 14/April/2008 às 14:08
errata;: imperialista.
46 Chesterton // 14/April/2008 às 14:09
PD, por acaso v. clama por um saddan?
47 faraó // 14/April/2008 às 14:22
Os EUA ainda vão tentar implantar no Iraque uma solução à moda da casa; estados autonomos sob uma liderança federal.
Se deu certo em casa, pode dar fora de casa também.
48 Jesus era comunista // 14/April/2008 às 14:22
Fora do tema — PD
49 Antonio M // 14/April/2008 às 14:23
“…Didier Dominique – A situação do Haiti militar é caótica, pior do que antes …”
Oras !!! Então era melhor na época de “Baby Doc” do que agora?!?!? Mandem ele de volta para lá !!! E que o Brasil caia fora !!!
Com um pensamento tacanho desses tem mais é que se foderem mesmo….
Pena que mataram Saddam, teria uma volta triunfal ao Iraque …..
50 Antonio M // 14/April/2008 às 14:26
Fora do tema — PD
51 Antonio M // 14/April/2008 às 14:28
Fora do tema — PD
52 Guilherme // 14/April/2008 às 14:32
Se os americanos continuarem no Iraque, os iraquianos vão continuar se f…Se saírem, também. A questão é: quanto é pior a presença deles lá ?
Quando o Johnson assumiu a presidência dos EUA, defrontou-se com o seguinte dilema: sair do Vietnâ, ou incrementar a guerra. Robert McNamara, seu principal assessor, acreditava muito no Gal. Westmoreland, que pedia mais e mais soldados, avisando que a vitória estava próxima.
Até então, só 20 mil americanos haviam morrido lá.
Saldo final: mais de 50 mil americanos mortos; mais de dois milhões de vietnamitas mortos.
53 Mr X // 14/April/2008 às 14:33
Beleza, Jesus comuna! A Amazônia é nossa, digo, deles!
Enquanto isso, no Yemen, uma menina de 8 anos quer se divorciar do marido que a espanca e a força a ter relações sexuais. O marido tem 30 anos.
De acordo com a reportagem, 50% dos casamentos no Yemen são de homens adultos com crianças de 7, 8 ou 9 anos.
Ah é, tudo de acordo com o islã. Afinal, Maomé casou com uma menina de 6.
Mas quem somos nós para julgar?
54 Jesus era comunista // 14/April/2008 às 14:35
Toninho
To torcendo.
Queria botar pilha no X deesngonçado.
55 Jesus era comunista // 14/April/2008 às 14:37
Xsão
Beijos na careca
56 Antonio M // 14/April/2008 às 14:38
Fora do tema — PD
57 Jesus era comunista // 14/April/2008 às 14:38
Xsão
Os USA parece que tão copiando Maomé.
viu o caso da seita lá?
58 Jesus era comunista // 14/April/2008 às 14:41
PD
desculpe aí, pensei que tava no open.
Aproveito para mandar um beijo na careca.
59 Guilherme // 14/April/2008 às 14:43
Parece que a opinião pública norte-americana está ajudando o governo a encaixar o rabo no meio das pernas, pra eles poderem sair do Iraque, hehe
60 MaGioZal // 14/April/2008 às 14:45
Meu, que me desculpem os liberais no sentido americano da palavra, mas o fato é que, apesar da situação no Iraque não ser nada boa, ele não virou um novo Vietnã, com norte-americanos saindo escurraçados com o rabo entre as pernas diante da vitória da esquerda.
O Iraque, goste-se disso ou não, só está existindo por causa dos Estados Unidos agora. E o número de mortes, de todos os lados, tem caindo vertiginosamente desde a metade do ano passado até agora. Sem uma União Soviética para bancar oposição de larga escala às forças dos EUA, o fato é que a aliança delas com a antiga elite político-militar sunita (que é minoria, mas tem experiência admnistrativa e o controle do ultra-estratégico centyro do Iraque) está surtindo efeito.
61 Jesus era comunista // 14/April/2008 às 14:48
Guilherme
Eu aprendi que quem manda nos USA é a indústria de Petróleo e a de armas.
Para manter uima indústria de armas funcionando você acha que precisa-se de que?
Por isso até vale matar o presidente.
Muitas guerras virão e se Obama não abixar a crista, que o vice abaixe.
62 Antonio M // 14/April/2008 às 14:54
Para manter uma indútria de armas funcionando basta que existam seres humanos .
Não pararam de guerrear desde os tempos das cavernas e não será agora que irão parar…..
63 Antonio M // 14/April/2008 às 14:56
Fora do tema — PD
64 Pedro Doria // 14/April/2008 às 14:59
Chesterton, eu não clamo por nada. Estou apenas repetindo o raciocínio do general. Aliás — ele também não clama por um Saddam.
Não querer é uma coisa. Compreender história é outra.
65 Chesterton // 14/April/2008 às 15:07
e um chanceler de ferro?
66 Antonio M // 14/April/2008 às 15:12
Fora do tema? tudo a ver com Iraque e petroleo …
67 Mr X // 14/April/2008 às 15:15
É, os EUA também só queriam roubar o petróleo do Vietnã… Tem cada gênio de geopolítica por aqui!
68 Chesterton // 14/April/2008 às 15:20
essa solução de um unificador é terrivel….
69 Chesterton // 14/April/2008 às 15:23
lembra a Ann Coulter…..matar os lideres islmaicos e forçar a conversão ao catolicismo…..
70 Antonio M // 14/April/2008 às 15:59
Hmmmmm…..cadê os esquerdobas que começaram postando e derramando parágrados e parágrafros com verdadeiras teses acadêmicas anti-americanas sobre o assunto?!?!?
71 Spinoza // 14/April/2008 às 16:00
Ah, claro. Matar os líderes islâmicos e converter a população ao catolicismo à força é o imperativo categórico e ninguém tinha percebido. Mais alguma outra sugestão perpassada pelo simplismo imbecil da Ann Coulter ou ela se satisfaz só com isso?
72 Renato // 14/April/2008 às 16:05
Bem, eu aposto que se não surgir um ditador carismático e com mão de ferro provavelmente o Iraque vai mesmo se desfazer em mil pedacinhos. E virar uma terra de ninguém como o Líbano de anos 80.
73 Linda // 14/April/2008 às 16:16
Chesterton sacaneando a Nat # 69, segundo a wikipédia Ann Coulter quer forçar a conversão ao cristianismo e não ao catolicismo. Até pq é presbiteriana.
74 nada será como antes // 14/April/2008 às 17:26
Os da direita, quando sózinhos, ficam sem assunto e não sabem discutir o post.))))))))))))))))))))))))))))
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
Não conseguem viver e discutir se que alguém da esquerda aponte o rumo.))))))))))))))))))
75 Linda // 14/April/2008 às 17:38
Sacanagem mesmo foi invadir o Iraque. E a ONU ou qq outro país-membro não peitar os EUA (maior financiador desta organização), até pq os interesses econômicos da União Européia, em relação ao Iraque, são idênticos. Enquanto houver apenas uma nação poderosa e seus satélites dependentes belicamente (Inglaterra, França, Itália, Espanha, Alemanha, etc.) este tipo de injustiça é passível de acontecer. Duas nações poderosas (EUA E URSS) já se provou não ser a solução. Quem sabe umas 10 nações poderosas, com ideologias diferentes? Quem sabe se umas temessem as outras, haveria mais possibilidade de não haver invasões?
Para o Iraque, a melhor solução seria o afastamento dos EUA e cupinchas. Pq quanto mais rápido se matarem, até uma facção se sobrepor à outra, mais rápido poderá ser assentada a crise. As nações poderosas deixarão o osso? Duvido!
76 anrafel // 14/April/2008 às 17:44
Irã, Síria e Turquia são contrários à criação de um estado curdo. Talvez seja o único ponto em comum entre os vizinhos.
De resto, etnias, tendências religiosas e clãs entrarão em conflito aberto com os vizinhos financiando e armando seus grupos de preferência.
Pode até haver reivindicações territoriais, já que o Iraque é um país postiço, artificial, postado em meio a países de larga história e culturas milenares.
Gostaria de saber a opinião dos líderes curdos em relação à presença dos Estados Unidos.
77 nada será como antes // 14/April/2008 às 17:45
Linda,
A hipótese que você aponta será realidade dentro de alguns anos.
O mundo será multipolar. Vários países, blocos e moedas criarão nova ordem internacional.
O Brasil, certamente, será um dos países mais expressivos na nova realidade.
78 Linda // 14/April/2008 às 17:48
A Mesopotânia é um país postiço?
79 Linda // 14/April/2008 às 17:48
Credo, Mesopotâmia…
80 Linda // 14/April/2008 às 17:53
Nada, mesmo assim não teremos a garantia deste planeta dar certo. Espero que a humanidade seja mais pacífica, entenda que não é possível chegar lá sozinha sem despertar o ódio dos outros. Até pq, quem quer ter demais, acaba tendo que apropriar-se, ao invés de negociar.
81 Mr X // 14/April/2008 às 18:11
Fora do tema — PD
82 Mr X // 14/April/2008 às 18:14
Aliás, depois de Obama, a Casa não será mais Branca, mas será chamada de Casa Multi-Racial.
83 Mr X // 14/April/2008 às 18:15
A humanidade entenderá que “não é possível chegar lá sozinha” e se aliará a seres extra-terrestres, na busca da paz Universal.
84 nada será como antes // 14/April/2008 às 18:16
Os da direita, sem aquela revista/folder, não têm idéias e/ou argumentos.)))))))))))))
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
85 Mr X // 14/April/2008 às 18:16
Traficantes e os policiais do BOPE cantarão “Imagine” de mãos dadas.
Etc.
86 nada será como antes // 14/April/2008 às 18:18
Comentário # 82 , que suponho ser piada, tem conotação racista.
87 Mr.demo // 14/April/2008 às 18:28
Fora do tema — PD
88 anrafel // 14/April/2008 às 18:28
Linda, o postiço fica por conta de que o Iraque foi uma invenção britãnica para acomodar interesses nascidos com 0 fim do império otomano após a Primeira Guerra.
O que, claro, não dá direito aos EUA ou Inglaterra de invadirem o Iraque, nem deste invadir o Kuwait.
89 Mr.demo // 14/April/2008 às 18:32
Fora do tema — PD
90 Guilherme // 14/April/2008 às 18:38
Jesus comunista (#61)
Se o Obama não baixar a crista, isto é, não incrementar guerras, será assassinado como Kenedy? É isso?
91 Jesus era comunista // 14/April/2008 às 18:42
Guilherme
Com certeza.
92 Guilherme // 14/April/2008 às 18:44
Esse negócio de ditador mão de ferro para manter as etnias, tribos e sei lá o que mais unidas, ou melhor, inter-tolerando-se, aconteceu na antiga Iugoslávia, com Tito. Depois que ele morreu, foi o que se viu,
Mas parece que o Iraque é mais complexo ainda, e o petróleo faz muuuuiiita diferença.
E parece que americano lá dentro não ajuda em nada.
Alguém aí disse que o Iraque não é um novo Vietnã. É pior. E os americanos vão sair de lá com o rabo no meio das pernas, sim. Isto é, se não perderem o rabo numa explosão.
93 Jesus era comunista // 14/April/2008 às 18:47
Guilherme
O Clinton pra livrar a cara, assinou um contrato de 17 bilhões com a a Carlyle, empresa do Bush que faz canhão, para poder ficar vivo.
94 Guilherme // 14/April/2008 às 18:48
Fora do tema — PD
95 confetti // 14/April/2008 às 19:16
boss striking again….benzadeus !! ))
96 Hugo Albuquerque // 14/April/2008 às 20:17
O problema é que não há Iraque; O país foi uma farsa montada pelos ingleses quando da dissolução do Império Otomano, não apenas por questões estratégicas, mas já tendo em vista a possibilidade do aumento do uso petróleo nas décadas que se seguiriam.
Foi parte do plano de redesenho do Oriente Médio pelos ocidentais, processo que se inciou ao fim da Primeira Guerra e dura, desastradamente, até os dias atuais e que resultou, entre outras coisas na Arábia Saudita, no Irã do Xá ( que deu no Irã dos Aiaolás), na Síria como nós a conhecemos hoje, na questão israelense-palestina e por aí vai.
Numa boa, não consigo imaginar futuro para o Iraque, o único modo seria a ONU formalizar a fragmentação do país, dividi-lo em três e, claro, tudo isso com os EUA fora de lá; Na falta de força das Nações Unidas ainda veremos muita violência por aquelas bandas até que se faça o óbvio.
Em resumo, é uma prova do fracasso do imperialismo americano e sua incapacidade estratégica de exercer a hegemonia; Trata-se de um gigante econômico que é um anão político, com sua economia diminuindo relativamente em relação ao globo, apela pra violência e diminui mais ainda.
97 Hugo Albuquerque // 14/April/2008 às 20:18
errata: Aiatolás
98 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 14/April/2008 às 20:18
http://www.youtube.com/watch?v=0r6c-VcZq5U&eurl=http://www.cavaleiroconde.blogspot.com/
99 Saladino // 14/April/2008 às 20:31
A análise do general é perfeita do ponto de vista histórico. Sempre foi assim.
Resta saber o que vai acontecer se quem unificar o Iraque na base da porrada não for pró-americano.
100 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 14/April/2008 às 20:48
Fora do tema — PD
101 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 14/April/2008 às 20:49
Fora do tema — PD
102 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 14/April/2008 às 20:59
Fora de tema — PD
103 Radical Livre // 14/April/2008 às 21:00
Antonio M,
os esquerdobas cansaram da tática direitabaca de lançarem uma porrada de argumentos e posts sem qualquer relação com o assunto proposto e foram gastar seu tempo com gente mais interessante em outro lugar da blogosfera.
fui novamente. só tinha voltado aqui para ver se o nível da discussão havia sido recuperado, mas pelo jeito este post já era.
pena, parecia que a gente ia conseguir conversar feito adultos…
104 Prøftël // 14/April/2008 às 22:48
Olha, se bobear o Iraque vira um monte de “Faixas de Gaza”.
Que tá parecido tá.
Os confrades devem lembrar d’um post onde surgiu uma análise sobre os clãs na Faixa de Gaza.
Aquilo é um barril de pólvora, pior, cheio de petróleo.
Altamente inflamável.
:-/
105 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 14/April/2008 às 22:53
é ruim, hein?
106 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 14/April/2008 às 23:00
o 98 tb é fora do tema, alías, os outros não eram. Deixe de ser babaca que v. tá matando o blog.
107 Jumento Premiado // 14/April/2008 às 23:17
Como um legítimo membro de refinada e privilegiada classe, afinal, meu valor é U$ l.000.000,00 (um milhão de dólares), alcançado no último leilão de Uberaba, declaro, como todas as letras, que o Bush vale apenas R$ 1,99 (um real e noventa e nove centavos).
É um legítimo jumento pangaré.
108 Mr X // 14/April/2008 às 23:54
Junto o meu protesto ao do Chest, esse negócio de Fora do Tema corta a conversa.
Até porque não entendi porque alguns de meus posts foram considerados “fora do tema” e outros, como sobre o Obama, que era um mero adendo ao anterior, estavam “dentro”.
Mas enfim, como isto também é “fora do tema”, fico por aqui.
Abraços,
109 Jumento Premiado // 15/April/2008 às 0:22
Além de declarar que o Bush vale apenas R$ 1,99 (um real e noventa e nove centavos), isto está dentro do post, quero fazer um adendo fora do post, um desafio ao josef mario.
Aí, respeitável ancião de 89 anos.
Tua jeba tem trinta centímetros de comprimento por 8 cm de largura, pois a minha jeba é de 40 centímetros de comprimento por 10 cm de largura.
E aí, vais encarar?
110 Resumo da ópera // 15/April/2008 às 4:05
Nhé! #26
Grato pela correção. Muito obrigado, mesmo. O erro pra menos foi terrível. O número de ’soldados privados’ era 48 mil; hoje são 200 mil (duzentos mil) - e não 100 mil.
111 Resumo da ópera // 15/April/2008 às 4:12
Nhé, meu bem… aproveitando a sugestão do control+c seguido do control+v, esta é para você:
“Eu sobrevivi à Blackwater”
Em artigo publicado pelo jornal Los Angeles Times, a ex-funcionária Janessa Gans, que trabalhou no Iraque entre 2003 e 2005, fala sobre suas experiências com a Blackwater.
Em seu relato, ela diz que suas viagens com a empresa se pareciam “como uma montanha russa”.
Em suas idas à cidade de Irbil, por exemplo, ela testemunhou um incidente que considera muito “comovente e revoltante”, envolvendo o carro em que estava e outro carro que transportava uma família iraquiana.
“Era evidentemente uma família que estava na nossa frente. Um senhor maior que dirigia, provavelmente sua esposa ao seu lado e seus três filhos no assento de trás. Ao cercarmos, só vi os olhos das crianças se abrirem mais e mais e estavam boquiabertos de terror. Começamos a tocar furiosamente a buzina, porque com a nossa velocidade, não queríamos nenhum obstáculo em nosso caminho para ir do ponto A ao ponto B. Não havia espaço para se afastarem porque era uma rua muito estreita. Ao desviarmos para ultrapassá-los, lançamos o carro contra a lateral da pista” (LA Times, 12/10/2007).
Para a ex-funcionária, a revolta da população contra a Blackwater era inevitável. Até mesmo soldados norte-americanos têm uma visão negativa desta empresa, segundo ela disse.
“Me surpreendo que os iraquianos tenham levado tanto tempo para expulsá-los” (Idem).
Mercenários brasileiros
Em 2005, denúncias mostraram que empresas de segurança norte-americanas estavam recrutando secretamente militares e ex-militares brasileiros para trabalharem no Iraque por bons salários pagos em dólar. Ao menos 500 brasileiros haviam se alistado para atuarem como mercenários em Bagdá e outras cidades.
O recrutamento acontecia principalmente em São Paulo e Goiás em troca de um salário mensal entre US$ 6.500 e US$ 8 mil.
“Na situação em que vivemos, qualquer coisa vale a pena. Um dia vou ter que morrer, não?”, relatava um dos candidatos (O Globo, 6/2/2005).
As denúncias foram rapidamente abafadas e não há nenhuma dúvida que essas empresas continuam atuando clandestinamente no Brasil e em muitos outros países, principalmente os pobres.
Quem é a Blackwater
A Blackwater Security Consulting é responsável pela escolta de funcionários norte-americanos e iraquianos, como o general David Petraeus, comandante dos EUA no Iraque, Jalal Talabani, presidente iraquiano, Nancy Pelosi, presidente do Congresso dos EUA e Ryan Crocker, embaixador em Bagdá.
A empresa funciona com regras diferentes das do Exército norte-americano. Seus funcionários são mais bem pagos e até mais equipados. O quadro de funcionários é quase equivalente ao contingente militar - são cerca de 100 mil a 130 mil “soldados privados”. O efetivo militar é de 145 mil soldados atualmente no País.
“Estima-se que US$ 0,40 de cada dólar destinado ao Iraque pelo contribuinte norte-americano pare nas mãos de uma empresa de segurança privada”, denunciou a democrata Jan Schakowsky, membro da Comissão de Inteligência da Câmara dos Representantes (Folha de S. Paulo, 20/5/2007).
Após a morte dos civis iraquianos, uma série de denúncias envolvendo empresas de segurança vieram à tona. O nome Blackwater é o mais citado pelas investigações e mostra apenas a ponta de um iceberg do problema.
A empresa, sediada em Moyock, na Carolina do Norte, foi fundada pelo ex-militar e religioso Erik Prince, ligado ao Partido Republicano e um dos maiores doadores da campanha presidencial do presidente Bush, segundo informou o Wall Street Journal.
A empresa possui cerca de US$ 800 milhões em contratos com o governo dos EUA, fazendo com que seja a companhia de segurança privada mais poderosa do mundo. Bush e seu pai já fizeram parte do conselho de outra empresa de segurança, a USIS, subdivisão do Carlyle Group.
Livros e mais livros estão sendo publicados sobre a atuação das empresas privadas no Iraque, como o recém-lançado, “Blackwater - The Rise of the World’s Most Powerful Mercenary Army” (Ascensão do Exército Mercenário mais Poderoso do Mundo). Seu autor, Jeremy Scahill, classifica a Blackwater como a “Guarda Pretoriana da Era Bush”.
O livro cita um comentário dito pelo fundador da empresa durante uma Convenção militar no ano passado: “A Blackwater é o Fedex dos Exércitos. Quando você tem pressa, não usa o correio normal, mas o Fedex. Nossa meta é ser o equivalente para o aparato de segurança nacional”.
A Blackwater e as outras empresas podem atuar da forma que quiserem, pois não estão submetidos a nenhum código de conduta. Os soldados norte-americanos, no entanto, respondem ao código do Pentágono, mas é necessário dizer que o Pentágono não se submete a nenhum código. Portanto, está por trás de vários crimes de guerra cometidos pelos militares, como as torturas em Abu Ghraib, o estupro e assassinato de uma família iraquiana e a morte de dezenas de milhares de civis. Obviamente que se os militares fossem denunciados por suas ações, as Forças Armadas dos EUA nem poderiam existir, pois as torturas e abusos não são métodos velados, mas uma deliberação oficial.
Nesse sentido, é um erro distinguir as ações das empresas privadas e dos exércitos estrangeiros. Ambos estão servindo os interesses do imperialismo e estão no Iraque para massacrar o seu povo. A luta contra a ocupação imperialista exige, além da expulsão das tropas internacionais, a expulsão de todas as empresas privadas que contratam mercenários.”
Beijos.
112 Jesus era comunista // 15/April/2008 às 7:13
Resumo da ópera
Muito boa sua contribuição. Gostei.
A Carlyle é uma empresa dos Bush, que tiveram anteriormente uma outra empresa, a Zapata, fundada pelo Bush pai que esteve envolvida até no assassinato de Kenedy.
A Zapata foi comprada pela Halliburton que ja teve como CEO o vice-presidente Chenney.
A Zapata andou envolvida no escandalo Irã- Contras, e em muitas outras safadezas e crimes.
O Bush pai é ex-diretor da CIA, e muitos ex-participantes da CIA estão no meio.
Os negócios dos Bush sempre estão ligados a procedimentos tenebrosos.
A Carlyle é uma firma que começou comprando empresas, dando uma guaribada, normalmente com contratos com o governo e vendendo logo após, com lucro extraordinário.
Uma delas, que faz canhões, mereceu o tal contrato de 17 bilhões de dólares do Clinton, logo depois foi vendida com um lucro impressionante.
No entanto é perigoso negociar com os Bush. Alguma coisa aconteceu que o Rumsfeld, Secretário de Estado do Bush, cancelou o contrato dos 17 bi .
O Rumsfeld faz parte da Carlyle.
Assim, vemos que o governo dos USA está dominado por pessoas que não tem a mínima ética.
Poderia ficar aqui e escrever dezenas de tranqueiras da turma dos Bush.
Pior epécie. Mas totalmente justificáveis dentro do AMWAY.
113 Jesus era comunista // 15/April/2008 às 7:19
Quem estiver interessado em Carlyle:
http://www.carlyle.com
114 Jesus era comunista // 15/April/2008 às 7:27
Dê uma olhada na turma que se envolve com a Carlyle:
http://en.wikipedia.org/wiki/Carlyle_Group#Controversy
Confetti
Até a família Sarkosy ta lá.
115 Jesus era comunista // 15/April/2008 às 7:33
Aliás a família Bin Laden, por intermédio do irmão mais velho do Osama, participa.
A turma poderosa é unida e o mundo que sofra, nem sabendo porquê!
116 Nhé! // 15/April/2008 às 8:48
Ópera, beijos procê.
117 Antonio /m // 15/April/2008 às 9:20
RL, quem não tem argumentos
O problema é que como tem farto material anti-americano, fica fácil colar um artigo enorme, acadêmico, pseudo-intelectual que impressiona massas ignaras do tipo “Hmmm…. já que ele está falando tudo isso e assim tão bonito, ele deve estar certo !”
Bastou colocar a comparação com o Brasil no Haite e uma reação de “indignação humanista” classifincando a ação do Brasil/ONU como humanitária mas, sem dados relevantes, apenas postei a opinião de esquerdistas do Haiti e do Brasil classificando a operação como pau-mandado de ianques. Bastou para sumirem e não terem que contrargumentar contra o ideário de esquerda que defendem, que se mostra pura contradição.
Mas sempre foi assim. Jogam os panfletos e belos discuros para a massa de manobra e na hora de levar porrada, se escondem atrás do balcão do boteco ou pedem exílio em algum país da Europa……….
E mais uma vez :
Lula fora do Haiti !!!!! Haiti livre e o Iraque também !!!!! E que se virem sozinhos …..
118 Antonio /m // 15/April/2008 às 9:25
E o meu fora de tema é simples. Eram notícias dobre petroleo.
O governo Lula anuncia um novo poço maior do mundo. Toda vez que há crise no governo a Petrobras ajuda achando um novo poço !! E de quebra valorizou suas ações!!! O que é isso? Iteresses!!!!
O que rola por aqui e no Iraque é a mesma merda, interesses!!! Mas cada um com seus problemas e que se virem para resolvê-los nénão? Dá-se a isso o nome de auto-determinação do povos…..
119 Antonio /m // 15/April/2008 às 9:53
errata: Antonio /m ?!?! Antonio M .
120 Radical Livre // 15/April/2008 às 11:23
Antonio M,
o que eu reclamei, e parece que não me expliquei bem porque você não entendeu, foi que, de um post sobre o Iraque invadido e fudido pelos EUA, você puxou uma perna para o Haiti, fudido e em processo de internação hospitalar assistido por uma missão de paz da ONU com participações das forças armadas brasileiras, apenas pelo prazer de confundir as coisas - pois você sabe que os temas são completamente diferentes.
No entanto, se você acha que os temas têm relação inequívoca, que a missão do Brasil no Haiti é a mesma coisa que invadir um pais e causar a morte de um milhão de pessoas - a grande maioria civis -, perder 4000 soldados profissionais, utilizar métodos de tortura e de esquadrão de morte, causar uma total destruição da infra-estrutura de um país (apenas para mandar reconstruí-la via companhias americanas e contratos não licitados bilionários) e para coroar, não melhorar em nada a situação mundial, regional e nem mesmo o objetivo inicial declarado - que era a guerra contra o terror -, bom, azar o seu.
121 Antonio /m // 15/April/2008 às 11:34
Se eu puxasse para um outro pais que estivesse invadido pelos EUA fazendo o mesmo que o Brasil faz no Haiti, para vocês seriam apenas os EUA invadindo mais um país mas, como o Brasil é governando por Lula e não por FHC, com este você estaria agora fazendo a igualdade entre ele e Bush. Mas fui por os socialistas do Haiti metendo o pau na política externa de Lula colocando-o no mesmo saco que Bush, aí quem perdeu os argumentos foram vocês.
Preincipalemnte depois #37 quando eu falei dos socialistas do Haiti e não esperava por isso. Devido sua desinformação está até agora procurando um rumo que não encontrou e preferiu sair do comentário. É um direito seu…..Mas quero ser chamado de tucano, direitoba depois de concordar com os socialistas do Haiti …..rsrsrsrsrs!!!!!
122 Jesus era comunista // 15/April/2008 às 11:34
Radical Livre
É ta bem colocado.
É meio diferente né Toninho?
No caso do Brasil no Haiti, com certeza não vai dar para agradar a todos.
Alguns não vão gostar do Brasil.
Agora, pode ser que o Brasil tenha feito alguma merda.
será?
123 Antonio M // 15/April/2008 às 11:35
De novo ?!?! Antonio /m ??? Agora corrigi …
124 Jesus era comunista // 15/April/2008 às 11:36
Toninho e radical,ta fora de tópico?
Vamos pro open?
125 Antonio M // 15/April/2008 às 11:39
Alguém se lembra do suícidio de um General brasileiro que comandava essa missão de paz da ONU no Haiti?!?!?!? Nem lembram mais…Por que será que se matou?
Eu também me lembro da alegria de pessoas ao derrubarem as estátuas de saddam no Iraque. Pena que a coisa degringolou.
Agora quanto ao Haiti, não digam para mim se o que o Brasil faz não se compara ao que faz o EUA no Iraque. Afirmem isso aos seus colegas e correligionários socialistas do Haiti oras !!!!!!
Iraque e Haiti livres !!!!!!!
126 Antonio M // 15/April/2008 às 11:41
Não está fora não. Só está difícil para os paladinos da justiça daqui contrargumentarem os paladinos da justiça do Haiti já que são eles que estão equiparando as ações dos EUa e Brasil. E eles moram lá. Simples assim …..
Iraque e Haiti livres !!!!!!!
127 Guilherme // 15/April/2008 às 11:42
Invasão americana ao Iraque é decisão unilateral. Invasão com o objetivos definidos: petróleo e geopolítica.
Presença brasileira no Haiti é decisão da ONU.
O Brasil não invadiu nenhum país.
128 Jesus era comunista // 15/April/2008 às 11:45
Bem eu fui la pro open e postei.
Exatamente, mais ou menos que Guilherme ta dizendo.
129 Jesus era comunista // 15/April/2008 às 11:47
Agora, que o Lula deve estar pensando na fria que se meteu, lá isso tá.
130 Antonio M // 15/April/2008 às 12:01
“…Presença brasileira no Haiti é decisão da ONU. O Brasil não invadiu nenhum país. …”
É, “tecnicamente” o Brasil não invadiu o Haiti!! rsrsr!!! Digam isso para os socilistas de lá, não para mim. Também não importa se o povo de lá quer ou não?!?!?
E Lula fez isso quando queria uma vaguinha no CN da ONU. Até pagou as dívidas do Brasil como organismo, virou amiguiho do Bush, a China prometeu apoiar o Brasil caso reconhesse essa como economia de mercado; quando reconheceu a China retirou o apoio !!!! E até agora nada de vaga ……
Para vocês verem, como está prestigiada a ONU. Por quâ não condenam os EUA !??!?
E agora estão detonando o etanol e biodiesel brasileiros, como perigos para a alimentação do mundo.
E se a ONU mandar o Brasil parar de produzir etanol e biodiesel ?!?!?!?!
131 Jesus era comunista // 15/April/2008 às 12:03
Toninho
Que que houve com o general?
Se suicidou porquê?
132 nada será como antes // 15/April/2008 às 12:05
Confundir força de paz com tropas invasoras é lamentável.
O ilustre comentarista Antonio M ainda não percebeu que o PSTU e as correntes similares no Haiti representam apenas uma parcela do pensamento de esquerda.
Ele ainda não entendeu que a esquerda tem vários matizes e, sinto dizer, a social-democracia é uma delas, geralmente dedicada à traição, conforme mostra a História.
133 Antonio M // 15/April/2008 às 12:06
Se Jesus não sabe …. Será que ele foi para o inferno ?!?!? Pergunte então para o diabo …..
134 Antonio M // 15/April/2008 às 12:09
Pois é NSCA.
E direita é uma coisa só.
ô conversa mole…..
135 Jesus era comunista // 15/April/2008 às 12:09
Normalmente ,socialistas ou não, ninguém gosta de ver estrangeiro mandando no quintal deles.
Supernatural.
Ainda mais se for para estabelecer a ordem que um governo não socialista não esta conseguindo.
Se o governo fosse socialista, eles iam ficar quietinhos e a direita chiar.
136 Antonio M // 15/April/2008 às 12:11
Aliás, acreditar em esquerda x direita que é lamentável……
E essa de “matizes” foi ótima. Estou rindo até agora !!!!!
137 nada será como antes // 15/April/2008 às 12:12
Antonio M,
Ocorre que no # 121 você se autodenomina “tucano”.
A social-democracia é, ao menos formalmente, marxista. Viva e aprenda.
138 Antonio M // 15/April/2008 às 12:13
Não me autodenominei nada.
Se não gostou da ironia, problema seu…..
139 Jesus era comunista // 15/April/2008 às 12:14
Toninho
Sou Jesus não.
Meu nick agora é esse porque eu falo (e provo) que Jesus era comunista e quando eu falei isso aqui, nego até me botou pra fora?
Até consertei para Era comunista.
Agora que eu queria saber o porque do general queria.
se fosse particular, tipo família queria não.
140 Antonio M // 15/April/2008 às 12:15
Provou que Jesus era comunista?
Já disse isso para o Fidel?
141 nada será como antes // 15/April/2008 às 12:17
Antonio M,
Você se referiu à tucanagem, como “direitoba”.
Agora quer consertar…..
142 Antonio M // 15/April/2008 às 12:19
É como a militância se refere aos tucanos.
Eu sei que são de esquerda …….
143 Renato // 15/April/2008 às 12:19
Diferenças, diferenças, o Haiti estava sem governo e o Haiti estava um caos, aí entrou a ONU, na qual o Brasil está respondendo um mandato da mesma.
Nesse meio tempo um novo presidente foi eleito, e sua eleição foi considerada legítima por observadores internacionais. O mesmo presidentre pediu a continuidade das forças de paz. Na hora em que a ONU e/ou o governo Haitiano pedirem nossa saída o Brasil enfia a viola no saco e vai embora.
Por exemplo foi o que aconteceu com o Batalhão Suez, quando Nasser resolveu que já tinha condições de encarar Israel de novo a primeira coisa que pediu foi a saída das tropas da ONU. Mal sabia Nasser que teria doído muito menos se elas ficassem lá.
As forças brasileiras no Haiti e as de ocupação no Iraque não tem nada haver entre si. Tanto que nem os americanos pensariam tal similaridade. Mas, by the way, eles bem que podiam visitar os nosso batalhões no Haiti, quem sabe para aprender alguma coisa…
144 nada será como antes // 15/April/2008 às 12:20
Alguém está na Wikipedia neste exato momento.
145 Jesus era comunista // 15/April/2008 às 12:20
Toninho
Se quiseres ter a paciência de ler umas mal traçadas linhas sobre o assunto, ta lá no:
http://www.cidadanianobrasil.blogspot.com
sob o título:
Igreja Católica - Igreja Virtual.
Fidel ja era.
Abuelito se aposentó.
146 nada será como antes // 15/April/2008 às 12:21
Sabe que são de esquerda ?
De qual matiz ? )))))))))))))))))))))))
147 Antonio M // 15/April/2008 às 12:23
“…o Haiti estava sem governo e o Haiti estava um caos …”
Saddam era governo? Para quem?
Mas infelizmente era mesmo. E gostaram quando o mandaram para o saco……
E a ONU faz vista grossa para os EUA no Iraque pois, os aviões poderiam ter sido jogados lá ao invés do WTC então, fingem que desaprovam mas no fundo sabem que não poderiam fazer muito diferente. Mas tudo tem sua hora e agora é hora de sair!!!
Tibete, Haiti e Iraque livres !!!!!!
148 Antonio M // 15/April/2008 às 12:24
” Sabe que são de esquerda ? De qual matiz ? )))))))))))))))))))))))”
Dos que pleiteam entrar para a Internacional Socialista …..
149 nada será como antes // 15/April/2008 às 12:27
Antonio M,
Errou, mais uma vez.
A Internacional Socialista é outra, fundada pelo próprio Marx.
Está na hora de aprender, se quer discutir política e jogar pedrinhas na esquerda.
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