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Hugo Chávez e a pobreza que
aumenta na Venezuela

April 2nd, 2008 · · 182 Comentários

Francisco Rodríguez, um economista formado nos EUA, foi deputado federal da base de apoio de Hugo Chávez no início de seu primeiro mandato. Na Assembléia Nacional, serviu como economista-chefe, e tinha a responsabilidade de acompanhar os números do país. O governo não gostou daquilo que Rodríguez dizia e seu cargo terminou extinto. Aquilo que viu está publicado num artigo na edição corrente da Foreign Affairs. Se resume a uma idéia básica: o governo Chávez está agravando a pobreza no país.

Um trecho:

Uma das estatísticas mais citadas [pelo governo de Hugo Chávez] é o declínio da pobreza de um pico de 54% no auge da greve geral de 2003 para 27,5% na primeira metade de 2007. Embora a mudança impressione, também é conhecido o fato de que a pobreza diminui quando há crescimento econômico. O PIB per capita da Venezuela cresceu em 50% neste mesmo período graças, principalmente, ao fato de que o preço do petróleo triplicou. A questão, no caso, não é se a pobreza diminuiu mas se o governo foi eficiente na conversão deste período de crescimento econômico em redução de pobreza.

Uma das maneiras de avaliar é comparar a redução de pobreza com cada aumento percentual da renda per capita. É o que nós economistas chamamos de elasticidade da renda na redução de pobreza. O cálculo mostra que para cada ponto percentual do aumento do PIB per capita houve a redução de um ponto percentual da pobreza. Esta razão não se compara bem com a de outros países em desenvolvimento, no quais costuma estar por volta de 2 para 1.

Da mesma forma, seria esperado que o crescimento econômico dos mais pobres viria acompanhado de uma redução da desigualdade de renda. Mas, de acordo com o próprio Banco Central Venezuelano, a desigualdade aumentou durante o governo Chávez, com o coeficiente de Gini (que mede desigualdade e onde zero é o ideal) tendo subido de 0,44 em 2000 para 0,48 em 2005.

É evidente que estatísticas a respeito de pobreza e desigualdade contam apenas parte da história. Há muitos aspectos a respeito do bem-estar dos pobres que não são percebidos pelas estatísticas de renda e é aí que o governo Chávez diz ter feito mais sucesso: através de suas misiones, que concentraram dinheiro para prover saúde, educação e outros serviços públicos básicos diretamente às comunidades mais pobres. Mas, sempre usando estatísticas oficiais, não há sinais de melhora de vida dos venezuelanos comuns. Em alguns casos, a piora é preocupante. O percentual de bebês subnutridos, por exemplo, saiu de 8,4% para 9,1% entre 1999 e 2006. O percentual de casas sem acesso a água corrente saiu de 7,2% para 9,4%. O de famílias que vivem em casas com chão de terra quase triplicou, de 2,5% para 6,8%.

Na Venezuela, as misiones estão por toda parte: nos pôsteres do governo, nas camisetas vermelhas usadas em passeatas, nas gordas alocações de verba governamental. O único lugar no qual é difícil encontrá-las é nas estatísticas de desenvolvimento humano.

Atualização – O Center for Economic and Policy Research publicou uma resposta ao artigo de Rodríguez. Questiona os números citados por ele na escala Gini e apresenta outros; indica que os gastos per capita com a pobreza cresceram 314% entre 1998 e 2006; e diz que dados estatísticos como o número de casas com chão de terra e a subnutrição de bebês, embora corretos, são anomalias num bojo de estatísticas que indicam, em sua maioria, melhorias nas condições de vida da população. dica do Dino, nos comentários

Atualização 2 – Rodríguez e sua tréplica (link em PDF): ‘Weisbrot infla a estimativa de gastos sociais incluindo o gasto com grandes obras de infra-estrutura, refinanciamento da dívida e até gastos militares; seus dados a respeito de desigualdade são distorcidos pela inexplicável exclusão das famílias que não receberam qualquer salário.’ dica do Bruno Mota, nos comentários

Tags: América Latina

182 Comentários até agora ↓




  • 1 RW in Miami // 2/April/2008 às 11:23

    Primeiro !

  • 2 Antonio M // 2/April/2008 às 11:24

    Ele também não é o pai dos pobres? Então, nada mais natural que queira aumentar a família ……

  • 3 confetti // 2/April/2008 às 11:24

    é proibido gritar e xingar !! kkk*

    dabliu seu feio….(

  • 4 RW in Miami // 2/April/2008 às 11:40

    Sorry Confetti, o lugar e’ seu - sempre !

    Ja com relacao a Venezuela, eu costumo ir la pelo menos 1 vez ao mes, e efetivamente a pobreza e o caos economico aumentam a olhos vistos.

    Eu ja tinha comentado aqui sobre o aumento de desigualdade. O que se escuta nas ruas (de gente de classe media, motoristas de taxi, porteiros, moca do cafezinho, etc…) e’ que a vida esta cada vez mais dificil, com falta de alimentos e remedios nos supermercados e farmacias, e o surgimento de uma nova classe de “amigos do rei” que tem acesso a tudo.

    O que mais doi e’ que esse e’ um momento impar para a Venezuela - entram mais de um bilhao de dolares por semana no pais por conta do petroleo. Ainda que parte va’ parar nos bolsos dos amigos do rei, e outra parte va’ parar na Bolivia, Equador, Cuba, Nicaragua, etc…, deveria sobrar bastante para diminuir a desigualdade no pais.

    Mas o governo bolivariano se preocupa mais em fazer campanhas milionarias falando das misiones, do Mercal, etc… ou entao em fazer que a PDVSA (estatal do petroleo) passe a vender leite (!), ou em modificar do calculo do indice da inflacao.

    Uma pena, um pais tao rico….

  • 5 RW in Miami // 2/April/2008 às 11:41

    Ue’, eu jurava que tinha fechado o “bold”…. Sorry….

  • 6 Antonio M // 2/April/2008 às 11:45

    A desigualdade e probreza aumantam na Venezuela.

    Mas agora tem cada avião de caça e helicópteros de combate moderníssimos made in Russia !!!

    “Vocês querem manteiga ou canhões” pouco é bobagem. E viva a revolução bolivariana …

  • 7 Chesterton // 2/April/2008 às 11:50

    Fora do tema — PD

  • 8 Chesterton // 2/April/2008 às 11:51

    antes que me acusem de off topic

    1. pobreza é Cuba

    2. Chaves sustenta o regime cubano

    3. nos 2 paises, não haverá alternativa ao estado.

  • 9 Chesterton // 2/April/2008 às 11:54

    Cuba começa a retaliar famílias de músicos abrigados no Brasil
    Por Rui Nogueira, no Estadão:

    O governo de Cuba já começou a retaliar as famílias dos músicos cubanos do grupo Los Galanes - Arodes Verdecia Pompa, Juan Alcides Diaz Sosa e Miguel Angel Nunes Costafreda -, que ganharam do Ministério da Justiça, há duas semanas, status de refugiados no Brasil. As famílias dos três, que são casados e têm filhos em Cuba, foram advertidas de que perderão as residências do governo.
    A informação foi dado ao Estado pelo advogado José Antônio Ferreira, que defendeu os músicos no processo de asilo e posterior concessão de abrigo no País. Os três moram e trabalham no Recife. Eles agora planejam uma ação diplomática para trazer as famílias ao Brasil - se também vierem, ganharão a condição de refugiadas.
    A reportagem apurou que as famílias cubanas foram ameaçadas de perder as residências antes mesmo de o Comitê Nacional para Refugiados ter anunciado a concessão do status de refugiados. A suspeita é de que a embaixada de Cuba tenha sabido, com antecedência, que o governo ia conceder abrigo.

  • 10 Chesterton // 2/April/2008 às 11:55

    porrra nenhuma fora do tema

  • 11 confetti // 2/April/2008 às 11:57

    kkk**

  • 12 Dino 5,4 % // 2/April/2008 às 11:59

    Para um debate mais sério sem a punheta usual, todos os pontos que Rodriguez se refere no seu artigo é rebatido.
    http://www.cepr.net/index.php/press-releases/press-releases/cepr-paper-responds-to-foreign-affairs-on-venezuela/

  • 13 Dino 5,4 % // 2/April/2008 às 12:14

    são rebatidos

  • 14 Tai // 2/April/2008 às 12:19

    É esperado que oposicionistas ao governo se oponham ao governo em seus artigos.

    Já li por fontes não-oficiais e em publicações científicas evidências que se opõem aos argumentos do Rodriguez.

    Chávez não é nenhum herói –em termos de política internacional, é um desastre–, mas suspeito que grande parte da informação que recebemos seja truncada.

  • 15 Antonio M // 2/April/2008 às 12:21

    E se houver aumento na produção de petróleo e o preço cair Chaves ou melhor, o povo venezuelano, verá o que é “bom para tosse” ….

  • 16 Joao Mello // 2/April/2008 às 12:25

    Sim Pedro,
    agora o jogo ficou um pouco mais empatado. E o morde assopra do jornalismo chapa branca. Da um la e um ca. Mas parabens. Poucos ousam noticiar e denunciar os governos populistas / caudilhistas, que ha seculos dominam o panorama politico na americal latina, uma das regioes mais pobres e desiguais do mundo.

    Varios orgaos de imprensa ja havia noticiado a expansao da populacao vivendo abaixo da linha de pobreza da venezuela e denunciado a ascencao da nova classe estatal na venezuela; os boliburgueses. Alias, a venezuela de hoje lembra muito o brasil sarney inflacionario; racionamento de produtos nos supermercados, faltam produtos da cesta basica nos mercales estatais de chavez. Falta produtos basicos como leite, carne etc para a populacao dos bairros mais pobres.
    Enquanto isso sobra whisky importado (um habito das elites locais) nas prateleiras dos supermercados e jipes land rovers importados nas ruas (para uma minoria, claro).

    Que adianta nacionalizar as companhias estatais? ter uma petrobras (a pdVSA) riquissima se o povo nao se beneficia?

    como eu ja havia dito antes; petralha gosta e de monopolio estatal pra rico e pra uma aristocracia estatal (marajas). O povo?

    O povo fica mais pobre!

  • 17 Carlos Magno // 2/April/2008 às 12:29

    Esses economistas, principalmente dos governos, são sempre muito engraçados. Aqui em nosso país comemoram que o PIB vem crescendo. Ano passado teria subido para 3%; em 2008 é esperado 5%.

    A economia é estável, as exportações aumentaram, a inflação é previsível, etc. Mas a pobreza e o custo de vida crescem sempre. O poder aquisitivo salarial está sempre defasado.

    Aí vem os doutores e dizem que é assim mesmo, pois esse fenômeno é comum em paises emergentes, em franco desenvolvimento, blá, blá.

    Mas o que se constata é outra coisa; quem leva tudo são as oligarquias, principalmente banqueiros.

    O Chaves é da pá virada, esquerdista, ditador, fraudador, etc. Mesmo que não fosse o que dizem que ele é, os economistas iriam sempre fazer cálculos mirabolantes, previsões a médio e longo prazo, e nunca acertariam. Sempre refazem os cálculos e arranjam mil desculpas.

    Convivi profissionalmente com economistas. Em épocas de crises os primeiros a ser demitidos eram justamente eles. E sem eles as firmas sobreviveram sem maiores problemas.

    De modo geral não acredito em economistas, nas suas cátedras, e detesto o idioma economês.

  • 18 Dino 5,4 % // 2/April/2008 às 12:36

    Tai, basta acessar o link que disponibilizei no comentário # 12 em que todos os pontos citados por Rodriguez são rebatidos cientificamente por gente gabaritada.

  • 19 Joao Mello // 2/April/2008 às 12:36

    errata: haviam (p.2;l 1)

  • 20 RW in Miami // 2/April/2008 às 12:38

    PD, obrigado por corrigir minha formatacao.

  • 21 Tai // 2/April/2008 às 12:44

    Dino, já dei uma olhada. Obrigada.

  • 22 Joao Mello // 2/April/2008 às 12:44

    dino,

    “são rebatidos cientificamente por gente gabaritada.”

    para comecar nao o sao. entrei no seu link e nao e muito academico rebater dados comecando com: -this is wrong. Mostra falta de conhecimento na area.
    Pior; a maioria dos pontos nao sao rebatidos cientificamente mas apenas questionados com argumentos estupidos do tipo: ” se isso fosse verdade a venezuela ja teria acabado com a pobreza”…que nao fazem muio sentido.

  • 23 Dino 5,4 % // 2/April/2008 às 12:57

    Realmente joão, cientista deve ser você que chama sunita de “tribo étnica”.
    Se isso aí não é ser gabaritada… O que será então?
    The Center for Economic and Policy Research is an independent, nonpartisan think tank that was established to promote democratic debate on the most important economic and social issues that affect people’s lives. CEPR’s Advisory Board of Economists includes Nobel Laureate economists Robert Solow and Joseph Stiglitz; Richard Freeman, Professor of Economics at Harvard University; and Eileen Appelbaum, Professor and Director of the Center for Women and Work at Rutgers University. CEPR does not receive any funding from corporations, unions, or foreign governments.

  • 24 Joao Mello // 2/April/2008 às 13:00

    carlos magno,

    “Mas a pobreza e o custo de vida crescem sempre. O poder aquisitivo salarial está sempre defasado.”

    errado. A pobreza vem caindo no brasil desde a implementacao do plano real pelos tucanos em 1994. continua caindo sob lulla com a manutencao da politica economica que ele se elegeu dizendo que iria mudar.

    Desde o plano real existe aumento
    real de renda dos mais pobres. Alias, o periodo de maior diminuicao da
    pobreza no brasil (em %)(populacao vivendo abaixo da linha de pobreza)
    tambem nao foi sob o bolsa familia, mas logo depois da implantacao do
    plano real em 1996…..

  • 25 Joao Mello // 2/April/2008 às 13:01

    Dois maiores periodos de reducao da miseria no brasil: FHC vs. lulla

    dados reducao pobreza: fonte FGV:
    FHC: Plano Real. “Basicamente,
    se a gente olhar desde 1993, a miséria brasileira cai de 35,31% para 28,79%, com o real.
    Reducao total da pobreza de : 6,52 pontos percentuais

    Lulla: Depois passa por um período de
    estagnação e de 2003 para cá ela, cai de 28% para 22%. Reducao total da pobreza de: 5,4 pontos percentuais.

    Resultado final periodo de maior reducao da pobreza no brasil: FHC!!!

  • 26 Joao Mello // 2/April/2008 às 13:04

    Dino ainda nao me explicou como e possivel a venezuela com aumentos progressivos do preco do barril de petroleo, apesar de ter aumentado muito a arrecadacao nao traduzir estes ganhos para a populacao. Alias a pobreza la aumentou apesar dos petrodolares. Quem se beneficia com as riquezas sao os boliburgueses, ou uma aristocracia estatal, que trafega acima do povo venezuelano.

  • 27 Joao Mello // 2/April/2008 às 13:04

    Lourival Sant’Anna, no Estadão

    Um grande boneco do presidente Hugo Chávez se sustenta sobre um prédio do Mercal, o Mercado de Alimentos conveniado com o governo, no bairro popular do Petare, um dos maiores de Caracas. Quem passa de carro pela via elevada que corta o bairro não vê, mas o Mercal do Petare está fechado. “Estão faltando os produtos essenciais “, desculpa-se o dono do mercado, antes de sair apressado numa moto. “Estão ocorrendo muitas compras nervosas, por causa da especulação de preços e porque há votação e ninguém sabe o que vai acontecer.”O Chávez de camisa vermelha e ar triunfal sobre o edifício vazio do Mercal é uma metáfora de seu regime bolivariano, que se prepara para entrar no décimo ano de existência. Nos “mercales” que se mantêm abertos, os gerentes, exasperados com as perguntas dos fregueses atrás de produtos de primeira necessidade, escrevem cartazes como o que se lê num estabelecimento da Candelaria, bairro de classe média de Caracas: “Não há produtos do Mercal. Não há frango, mercearia, leite, açúcar. Não sei quando chega.” Na parede, pôsteres com fotos de Chávez de mãos dadas com crianças trazem uma mensagem distinta: “Quando a esperança nos dá a mão, a Venezuela renasce .” Cada dia mais vazios, os mercales venezuelanos começam a se parecer com uma versão moderna das sombrias “bodegas” cubanas, encarregadas de vender os produtos distribuídos pelo Estado, em contraste com os fartos e reluzentes supermercados privados.”Vá procurar o leite com o Chávez”, zomba Carmen Rosas, de 57 anos, dona de uma creche no Petare. “Esse homem está nos fazendo passar fome.” Seu marido, Angel Hurtado, um pequeno comerciante de 61 anos, diz que o desabastecimento não o fez mudar de idéia sobre o presidente: ” Nunca gostei do Chávez. Desde o começo, a pobreza aumenta, enquanto os que estão com ele no governo ficam mais ricos. Carne virou luxo. Chávez é um embusteiro, que só quer ajudar os outros países.”

  • 28 Dino 5,4 % // 2/April/2008 às 13:06

    Estúpido é o argumento do Rodrigues de um crescimento de 2 ponto per capita para cada ponto de crescimento do pib nos “outros países”.

  • 29 Joao Mello // 2/April/2008 às 13:08

    Depois de oito anos com Chávez no poder, a Venezuela é considerada o país mais corrupto da América (superado somente pelo Haiti). O último Índice de Percepção de Corrupção (IPC) da organização Transparência Internacional mostra que o país caiu do 130º lugar em 2005 para 138º em 2006, de um total de 163 países. Em 2001 ocupava a 70ª posição entre os países mais corruptos.
    >
    > “A impunidade é total. Apesar das muitas denúncias, muito poucos foram para a prisão, todos de escalão menor. Há milhares de casos em que não se sabe o que aconteceu, e ninguém investiga. Muitos militares estão envolvidos, porque em todos os ministérios há uniformizados. Temos um governo militar e não percebemos. Qualquer denúncia pode ser vista como um ato contra-revolucionário”, declara Mercedes de Freitas, diretora-executiva da Transparência Venezuela.
    >
    > Os escândalos questionam a gestão de um presidente assediado pelas mesmas mazelas que prometeu combater. Nessa transmutação de valores, as denúncias envolvem civis e militares. Já são centenas os casos de corrupção não-resolvidos e sem castigo que caíram no esquecimento.
    >
    > Um caso abafa o outro e a capacidade de espanto se esgota. Os escândalos mais ruidosos somam centenas de milhões de euros. Um caso recente é o da Fondafa: a ministra da Economia Popular foi denunciada por seus irmãos de pretender cobrar deles uma comissão milionária por alguns contratos.
    >

  • 30 Joao Mello // 2/April/2008 às 13:09

    Miséria cresce, mas Chávez é favorito
    Num país com 52% abaixo da linha de pobreza, ele está até 19 pontos à frente de Rosales nas intenções de voto para hoje
    Roberto Lameirinhas
    Dividida e tensa, a Venezuela vai hoje às urnas para, pela quarta vez em oito anos, decidir a sorte do mais polêmico chefe de Estado sul-americano. Cerca de 16 milhões de venezuelanos estão inscritos para uma eleição presidencial que começou com 23 candidatos - dos quais 10 desistiram antes do fim da campanha -, mas que tem no presidente Hugo Chávez Rafael Frías e no governador licenciado do Estado de Zulia, Manuel Rosales Guerrero, a principal disputa.

    Apesar dos quase 9,5% de crescimento registrados pela Venezuela no ano passado - conseqüência do alto preço internacional do barril do petróleo, produto do qual o país é o quinto exportador mundial -, o governo de Chávez obteve resultados modestos na área social . A população considerada abaixo da linha de pobreza - que vive com menos de US$ 1 por dia - aumentou de 47%, em 1998, para 52%, em 2005. O desemprego também cresceu nesse mesmo período, de 12,2% para 13,5%. Os efeitos desses números podem ser constatados pelas ruas do centro de Caracas, deterioradas e tomadas por pedintes e ambulantes .

    Mas, paradoxalmente, Chávez aparece como favorito na maioria das pesquisas de intenção de voto - com até 19 pontos de vantagem -, contestadas por seu adversário.

    Rosales tem como principal mérito, segundo os analistas venezuelanos, ter catalisado o voto da oposição a Chávez. O governador concorre por uma coalizão de oito partidos, incluindo o Primero Justicia, de direita, o tradicional partido social-cristão Copei, o socialista MAS (Movimento ao Socialismo) e o comunista moderado Bandera Roja (Bandeira Vermelha).

    Os dois candidatos encerraram sua campanha na semana passada em Caracas - Rosales no sábado e Chávez, no domingo - com manifestações em massa que reuniram entre 700 mil e 2 milhões de pessoas, dependendo da fonte do cálculo. Segundo o analista Germán Campos, diretor da empresa de pesquisa Consultores 30.11, ouvido pelo Estado em Caracas, a tendência é que Chávez receba uma porcentagem de votos parecida com a que recebeu na eleição de 1998, na de 2000 - sob a vigência da então recém-promulgada Constituição chavista - e no referendo que confirmou seu mandato em 2004: entre 55% e 60%.

    Ontem, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) já tinha instalado 99% das urnas eletrônicas - que a oposição mantém sob suspeita, apesar da aprovação de observadores estrangeiros. O voto não é obrigatório no país e o nível histórico de abstenção é de aproximadamente 30%.

    O CNE proibiu a divulgação de pesquisas de boca-de-urna antes da emissão de seu primeiro boletim preliminar oficial. O CNE estima que esse boletim só será divulgado entre quatro e cinco horas após o fechamento da última seção eleitoral. A votação começa às 7 horas (9 horas de Brasília) e termina às 16 horas. Mas a seção só fecha depois que o último eleitor da fila tenha votado. A urna eletrônica venezuelana emite também um comprovante impresso, com o nome do candidato, para que o eleitor deposite numa urna. O CNE se propõe a contar 54% desses comprovantes, como forma de auditoria do processo eletrônico.

    Rosales denunciou várias irregularidades durante a campanha, entre elas, o abuso do governo, que continua a fazer propaganda de Chávez, apesar da proibição que passou a vigorar desde a meia-noite de sexta-feira.
    =================

    Por Roberto Lameirinhas, no Estadão: “Só de janeiro a setembro, a Venezuela recebeu US$ 43,6 bilhões com a venda do petróleo, segundo a estatal petrolífera do país, PDVSA. Até o fim do ano, a receita do petróleo deve aproximar-se dos US$ 60 bilhões - quase seis vezes o PIB da Bolívia. Quando chegou ao poder, em 1998, Hugo Chávez encontrou o preço internacional do barril de petróleo a US$ 11,91. Hoje é de US$ 60,40. Seria dinheiro suficiente para que a economia do país mostrasse evolução, até porque a cotação do barril do petróleo está em alta há pelo menos 3 anos e meio. Mas não é o que se vê em Caracas. E os trabalhadores dos morros que cercam a capital, e compõem a base de apoio de Chávez, já começam a se perguntar por que esses recursos não se revertem em melhores condições de vida para eles . ‘Não entendo por que esse dinheiro está sendo distribuído fora da Venezuela’, diz o eletricista Mario Calián, morador do subúrbio de Petare, referindo-se à ajuda fornecida pelo governo a países como Cuba, Nicarágua e Guatemala. Ele diz que uma cunhada, sobrevivente da tragédia de La Guayra - o deslizamento de terra na periferia de Caracas em 1999, que causou a morte de 30 mil pessoas, na maior tragédia do país no século 20 -, espera há 7 anos por uma casa prometida pelo governo. ‘Por que não gastam US$ 10 mil com ela e resolvem o problema em vez de levar o dinheiro venezuelano para fora do país? Sempre votei em Chávez, mas desta vez nem vou aparecer na minha seção.’ Chávez, que em 1992 liderou uma fracassada tentativa de golpe de Estado e foi vítima do mesmo veneno dez anos depois, é um campeão de eleições. Com um discurso dirigido aos milhões de excluídos, arrasou a oposição em 1998, em 2000 - sob a nova Constituição - e em 2004, quando os opositores fracassaram ao tentar revogar seu mandato por meio de um referendo. Mas suas políticas para os mais pobres têm fracassado na medida em que os cofres do Tesouro se enchem.”

  • 31 Joao Mello // 2/April/2008 às 13:10

    resumindo:
    A população considerada abaixo da linha de pobreza - que vive com menos de US$ 1 por dia - aumentou de 47%, em 1998, para 52%, em 2005. O desemprego também cresceu nesse mesmo período, de 12,2% para 13,5%. Os efeitos desses números podem ser constatados pelas ruas do centro de Caracas, deterioradas e tomadas por pedintes e ambulantes .

  • 32 Burn the Witch! // 2/April/2008 às 13:39

    PD, me responde uma coisa: esses livros aí da Livraria Cultura que aparecem ao lado, vc recomenda eles ou a seleção é aleatória?

  • 33 Dino // 2/April/2008 às 13:40

    No comentário # 25, você, alem de estar off topic, demonstra não saber fazer contas e eu que era capaz de jurar que você é descendente de um povo que faz isso direitinho. Comparastes 10 anos de FHC ,com um resultado de 6,52 % com 5 anos de Lula com um resultado de 6 %. Isso significa basicamente o DOBRO.
    Depois analfabeto é o Lula.

  • 34 Pedro Doria // 2/April/2008 às 13:42

    Joao Mello, você é livre para me ofender.

    Mas ‘chapa branca’ é o nome que se dá para jornalismo que defende o governo por conta de ter interesse (financeiro, político etc.) É o jornalismo semi-oficial.

    O termo certamente não se aplica a mim.

  • 35 Pedro Doria // 2/April/2008 às 13:42

    Burn the Witch!: eu faço a seleção. Mas não li todos.

  • 36 Afonso Pena // 2/April/2008 às 13:43

    Qualquer um que visite a Venezuela com alguma freqüencia vê que a pobreza e o desabastecimento estão aumentando.

    E se você trabalha com importação/exportação, vê uma corrupção de fazer corar o Severino Cavalcanti.

    A Venezuela está indo para o buraco, e rápido. Basta esperar para ver…

  • 37 Nhé! // 2/April/2008 às 13:45

    Virgi, que ducha de água fria na fanatasia do Chavez!

  • 38 Rodrigo // 2/April/2008 às 13:54

    Parece campanha eleitoral da Venezuela, quando entra o horário eleitoral gratuito? Ridículo…

  • 39 faraó // 2/April/2008 às 13:57

    Já estou montando a minha arquibancada virada pro noroeste, pra ver o circo vermelho pegar fogo. É longe mas vai dar pra ver.

  • 40 Carlos Magno // 2/April/2008 às 13:59

    João Mello.

    Acredito que você seja economista, pois em todos os seus argumentos você se baseia em estatísticas.

    Não sei se você é pessoa de ler todos os períodicos de economistas, e fazer suas contas somente pelo que lê.

    Talvez você possa estar certo no que diz sobre o Brasil. Desculpe-me, mas não acredito; questão de fatos reais e palpáveis

    Baseio-me no que leio, ouço e principalmente no que vejo nas ruas, nos bairros pobres do Rio de Janeiro por onde ando e nas conversas que tenho com pessoas humildes e simples.

    Ver no Brasil, em pleno século XXI, milhares de famílias inteiras morrendo de fome e pais prostituindo filhos para sobreviver, é verdadeiramente incrível e descabido. E bem debaixo de nossos narizes!

    Você vai às feiras livres e vê todos os dias toneladas de alimentos jogados fora. Que dizer de supermercados, entrepostos, Ceasas, etc. E não há um planejamento sequer para reaproveitar essas sobras e enviar para famílias próximas ou longínquas.

    Mas as cestas básicas, nós pagamos, apesar de todos os desperdícios que mencionei.

    As cestas básicas são anestésicos, lenitivos, não são soluções verdadeiras, quem não sabe disso? É a mesma charanga de todos os presidentes anteriores, que de repente acaba.

    Mas o PIB está aumentando!

    Acho que os economistas de gabinetes, principalmente das equipes econômicas governamentais, precisam andar mais nas ruas, conversar com a população, e experimentar viver por três meses com dois salários mínimos.

    Com um salário é certo que não sobreviveriam.

    Mas os banqueiros e elites empresariais estão com o rabo cheio e não sabem o que fazer com tanto dinheiro.

    E o Chavez e o Fidel Castro é que são os demônios declarados!

    Sou formado em Administração de Empresas, mas detesto o academismo!

  • 41 Dino // 2/April/2008 às 14:01

    Se eu escrever, que no governo anterior ao Lula eu poderia ir a uma concessionária é comprar um carro e agora terei de esperar um mês para adquirir o mesmo modelo, ficará subentendido, que o Lula desmantelou o parque industrial automobilístico brasileiro. O caso é que ouve um acréscimo espetacular no consumo e a produção não acompanhou a demanda. Da mesma forma os gêneros alimentícios na Venezuela passaram a ser consumidos por pessoas que não tinham poder aquisitivo para adquirir-los, como subiu a demanda e a Venezuela importa boa parte de seus alimentos, a tendência é faltar nas prateleiras. Querem transformar qualidade em defeito, conheço essa sacanagem de longa data, a zelite sacana quer fazer acreditar que abastecimento é produto na prateleira, quando na verdade é alimento na barriga do povo, ou como diria o nosso grande líder “no bucho do povo”.

  • 42 Dino // 2/April/2008 às 14:09

    Carlos Magno, pelamordedeus, o cara é economista e não sabe fazer uma subtração? Ele já disse a uns posts abaixo que era advogado. Mas como escreve errado pra carvalho e com teclado sem acento, conclui-se que é mais um da terrinha santa… Prá dizer a verdade acho que eu conheço o estilo, só mudou o nick…

  • 43 Carlos Magno // 2/April/2008 às 14:15

    Dino, acho então que ele entrou no blog errado.

    Seria bom orientá-lo.

  • 44 Antonio M // 2/April/2008 às 14:15

    “…O caso é que ouve um acréscimo espetacular no consumo e a produção não acompanhou a demanda. Da mesma forma os gêneros alimentícios na Venezuela passaram a ser consumidos por pessoas que não tinham poder aquisitivo para adquirir-los, como subiu a demanda e a Venezuela importa boa parte de seus alimentos, a tendência é faltar nas prateleiras. …”

    Hmmmmmm….Ogro Chávez sabe o que siginifica importação? Para equilibrar as demandas até regularizar a oferta?!?!?

  • 45 errado // 2/April/2008 às 14:44

    Qto custa a passagem pra Caracas? vou me vestir de cubano e dar uma chegada lá pra conferir in loco. Por via das duvidas, pois , de informaçoes desencontradas, estou ligeiramente farto. No mais, as defesas e ataques deste site estao se saindo tao bem que tudo termina em empate, com todos mortos…Quem grita mais, quem grita mais?
    Admito que entro aqui porque o PD traz assuntos que julgo interessantes e alguns comentaristas menos xiitas merecem meus respeitos, mas de vez em qdo é dificil, acaba sendo um teste de paciencia. Mas como diria um sabio: voces, que sao brancos, que se entendam…

  • 46 Guilherme // 2/April/2008 às 14:53

    Atualmente, temos algum bom governante na América do Sul? Parece-me que a chilena é a melhorzinha. O nosso aqui não governa - deixa que a economia de mercado faça tudo sozinha. Sai de lado prá não atrapalhar. E dá-lhe discursos mentirosos. O da Venezuela é isso que esmos vendo. Na Colômbia, um narcotraficante; na Argentina, a Evita revivida. Na Bolívia…e por aí vai. Que merda!

  • 47 Nassau // 2/April/2008 às 14:58

    “se a gente olhar desde 1993, a miséria brasileira cai de 35,31% para 28,79%, com o real”. João Melo 25.

    João Melo você poderia nos informar até que ano a partir de 1993 se chegou aos 28,79%?
    De qualquer maneira eu esperaria algo melhor após o perído Collor confiscador, que venceu sobre os eleitores de Lula e Brizola, assim como tinha esperanças de algo melhor após o estelionato monetário esticado para a aprovação da reeleição e a braba receção e elevação da dívida subsequente que saltou de 150 bilhões para 500 bilhões.
    Bater no Lula tudo bem mas comparar com FHC é covardia.
    abs.

  • 48 RW in Miami // 2/April/2008 às 15:00

    Dino,

    #33
    …não saber fazer contas e eu que era capaz de jurar que você é descendente de um povo que faz isso direitinho

    Qual povo ? Japoneses ? Hindus ? Arabes ?

    De vez em quando o preconceito aflora, ne’… ?

  • 49 Nassau // 2/April/2008 às 15:00

    ‘O nosso aqui não governa - deixa que a economia de mercado faça tudo sozinha”. Guilherme, não é isso que os neo-liberais consideram um bom govêrno?
    abs.

  • 50 Nassau // 2/April/2008 às 15:05

    RW, eu acho que Dino se referia aos astecas ou paulistanos.
    Senhores o papo está bom mas o lujinha me espera.
    Boa pancadaria para todos.

  • 51 Dino // 2/April/2008 às 15:06

    Faraó acaba de admitir no comentário # 39 que tem a honrosa profissão circense de palhaço, não são eles que se alegram quando o circo pega fogo?

  • 52 RW in Miami // 2/April/2008 às 15:07

    Dino,
    #41
    Chavez tabelou os precos… e como a gente sabe desde a epoca do Sarney, quando se tabela um preco abaixo do custo de producao o produto some… Alem do mais, a Venezuela importa a grande maioria dos bens alimenticios da Colombia. E nao e’ que o companheiro bolivariano resolveu fechar a fronteira ? Ainda bem que ja’ reabriu…

  • 53 Dino // 2/April/2008 às 15:09

    Preconceito achar que você sabe fazer contas?

  • 54 nada será como antes // 2/April/2008 às 15:12

    Uma de minhas atividades é análise econômica e, na medida do possivel, evito projeções e dados estatísticos. Quando muito, utilizo de dados básicos e faço interpretações próprias.

    Dados estatísticos prestam-se a manipulações.

    Alguns traços citados pelo economista referido no post mostram quase evidente postura tendenciosa. Vejamos :

    Não há notícia de desligamentos de tubulações de água no país bolivariano. Entretanto, o economista aponta o fato de que os domicílios sem acesso à água aumentaram de 7,2% para 9,4%. Ora, tal fenômeno só é possivel se o número de moradias aumentou. Então, o dado principal é a melhoria do acesso à moradia, talvez ainda em fase de implementação da infraestrutura de saneamento básico. É o típico caso de inversão analítica, em que o autor busca a parte claudicante e desconexa, para valer sua intenção.

    O outro dado diz que o índice de bebês subnutridos aumentou de 8,4% para 9,1%. Para início de conversa, esse índice pode apresentar mera discrepância de amostragem. Ou, então, pode perfeitamente, significar que a mortalidade de bebês diminuiu sensivelmente e, no entanto, ainda perdura a subnutrição residual daqueles que eram potenciais candidatos à morte prematura.

    É interessante que o economista aponta “subnutrição de bebês”. Óbvio que se trata de famílias de baixa-renda. Então, onde está o respectivo aumento da “subnutrição infantil” que, por lógica, acompanha as taxas de subnutrição de recém-nascidos ? Trata-se, não tenho dúvidas, de manipulação estatística.

    O número de famílias que vivem em “casas” com chão de terra triplicou ! O que aconteceu ? Algum mutirão se encarregou de destruir pisos existentes ? Retorno aos hábitos do passado, adesão à onda ecologista ?

    A pergunta adequada é : quais eram as condições de moradia desse contingente, no período anterior. Se antes eram 2,5% das famílias e agora são 6,8%, isto significa milhões de pessoas, centenas de milhares de moradias !

    O mais provável, nesse caso, é que se trata de moradias em fase construtiva, o que inverte, uma vez mais, o eixo analítico. Certamente as pessoas que moram em casas com pisos de terra não possuiam casa alguma, no período anterior.

    Estes dados que ressaltei são baseados nos dados apresentados pelo texto do economista. Se a análise de Francisco Rodríguez é possivel a partir destes dados, a minha também é pertinente.

  • 55 Chico Motta // 2/April/2008 às 15:13

    Joao Mello,
    Não sei achei os dados que vc colocou da FGV mas vamos lá vc diz que de 1993 até 2002(inicio do plano real até o fim do governo FHC) a população pobre diminuiu em 6,52 pontos percentuais….

    e que de 2003 para cá, vou contar que o para cá seja 2007, afinal 2008 acabou de começar ainda não temos dados anuais, onde chegamos a um patamar de 22% de pobres, a redução foi de 5,4 pontos percentuais….

    certo?
    Isso pra vc foi considerada uma vitória do FHC na redução da pobreza????
    se formos ver os dados que vc falou direito, qualquer imbecil nota que a média de redução/ano do governo lula supera em muito a anterior a ele.
    É matemática basica, vejamos: 6,52 em 9 anos da uma média de 0,7244 ponto percentual ao ano.
    da mesma forma pegando os dados do governo atual 5,4 em 5 anos da uma média de 1,08 ponto percentual reduzido ao ano..

    De acordo com os dados que vc passou só mostrou que a redução da pobreza durante o governo lula, em pontos percentuais, foi quase 50% maior que a do governo fhc, para ser exato 49,0889% …

    Mas entendo que apesar da pobreza (de acordo com os indices) estar diminuindo ainda temos um problema grave: a nossa educação…. As crianças de hj não aprendem matematica, vide o caso do nosso estimado João Mello, que numa ignorância até infantil, não nota coisas tão básicas nos dados que está expondo…

  • 56 Chico Motta // 2/April/2008 às 15:16

    Nassau, ele diz que em 2003 estava em 28% por isso supus que era até o fim do mandato do fhc

  • 57 Elias // 2/April/2008 às 15:22

    A quantidade “de famílias que vivem em casas com chão de terra quase triplicou, de 2,5% para 6,8%.”

    Como?

    A quantidade de domicílios aumentou tanto assim?

    Onde viviam essas famílias, antes? Em Marte? Na casa do ex-economista-chefe?

    Ou será que essas famílias arrancaram o revestimento do piso de suas casas, em protesto contra a política socialista-maoísta-bolivariana e josefmariana do companheiro Chavez, o Chato?

    O índice de elasticidade-renda da redução da pobreza igual a 1, significa que, embora a pobreza esteja diminuindo, a distribuição de renda não está melhorando. Por outro lado, também não está piorando.

    Falso dizer que, nos países em desenvolvimento, esse coeficiente seja igual a 2.

    No Brasil da ditadura militar, por exemplo, foi bem menor que 1. O PIB cresceu mas a desigualdade social aumentou.

    Era a época do Delfim, com sua máxima schumpeteriana, de que primeiro o bolo tinha que crescer e, só depois disso, é que se pensaria em dividir.

    Acho que esse economista-chefe deveria ter sido demitido por incompetência. Ou má-fé. Ou ambas as razões.

  • 58 Afonso Pena // 2/April/2008 às 15:23

    Eu gostaria de saber onde, no Brasil, existem “milhares de famílias inteiras morrendo de fome e pais prostituindo filhos para sobreviver”.

    Não é impossível que existam alguns casos pontuais, mas dizer que existem “famílias inteiras morrendo de fome”, e ainda por cima “bem debaixo dos nossos narizes” é exagerar demais.

    Uma pesquisa do IBGE em conjunto com o Ministério da Saúde, em 2004, mostrou que o excesso de peso é um problema maior do que a desnutrição, no Brasil.

    Da Folha de SP, 17/12/2004:
    “Dados da 2ª etapa da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares), divulgada ontem pelo IBGE, revelam que o excesso de peso atinge 40,6% da população adulta, ou 38,8 milhões de brasileiros. Desses, 10,5 milhões são obesos (8,9% dos homens e 13,1% das mulheres).”

    “A pesquisa permitiu detectar a dimensão estatística, entre os adultos, da insuficiência de peso que pode estar associada à desnutrição. São 3,8 milhões de pessoas (4% do total da população) com o chamado déficit de peso -2,8% dos homens e 5,2% das mulheres.”

    “A pobreza no Brasil não se manifesta por meio da fome, mas sim em termos de qualidade de vida e de desigualdade de rendimentos”, disse Eduardo Pereira Nunes, presidente do IBGE.

  • 59 Chico Motta // 2/April/2008 às 15:23

    (Acertando a confusão)
    *
    Joao Mello,
    Não achei os dados que vc colocou da FGV, mas vamos lá:
    Vc diz que de 1993 até 2002(inicio do plano real até o fim do governo FHC) a população pobre diminuiu em 6,52 pontos percentuais…. e que de 2003 para cá
    -
    vou contar que o para cá seja 2007, afinal 2008 acabou de começar ainda não temos dados anuais-
    onde chegamos a um patamar de 22% de pobres, a redução foi de 5,4 pontos percentuais….

    certo?
    Isso pra vc foi considerada uma vitória do FHC na redução da pobreza????

    se formos ver os dados que vc falou direito qualquer imbecil nota que a média de redução/ano do governo lula supera em muito a anterior a ele.
    É matemática basica, vejamos: 6,52 em 9 anos da uma média de 0,7244 ponto percentual ao ano.
    da mesma forma pegando os dados do governo atual 5,4 em 5 anos da uma média de 1,08 ponto percentual reduzido ao ano..

    De acordo com os dados que vc passou só mostrou que a redução da pobreza durante o governo lula, em pontos percentuais, foi quase 50% maior que a do governo fhc, para ser exato 49,0889% …

    Mas entendo, que apesar da pobreza (de acordo com os indices) estar diminuindo, ainda temos um problema grave: a nossa educação…. As crianças de hj não aprendem matematica, vide o caso do nosso estimado João Mello que, numa ignorância até infantil, não nota coisas tão básicas nos dados que está expondo…*

  • 60 Nhé! // 2/April/2008 às 15:25

    Nada #54

    Dá para concluir tmbém que encanadores e pedreiros estão em falta na Venezuela… =-P

    Mas isto é apenas uma anomalia, vai ver é um bairro tipo vila conquista, que a prefeitura de jacareí só entregou a casa terminada por fora, por dentro estava tudo no contra-piso, massa grossa e sem muro (mas vá lá, tinha água, luz e esgoto!)

  • 61 nada será como antes // 2/April/2008 às 15:26

    Elias (57),

    Meu comentário # 54 trata, exatamente, do exemplo das casas com piso de terra.

  • 62 Chico Motta // 2/April/2008 às 15:27

    sobre pesquisas da fgv essa aqui me parece boa tbm.. reforçar a diminuição da pobreza no governo lula, mostra mesmo as diminuição do coeficiente de Gini, que a muito tempo parecia não mudar por aqui…
    http://www.fomezero.gov.br/noticias/fgv-bolsa-familia-contribui-para-diminuicao-da-pobreza

  • 63 nada será como antes // 2/April/2008 às 15:30

    Nhé!,

    Você, que é do ramo, bem sabe que projetos de moradia popular têm grandes defeitos.

    Meu comentário # 54 apenas expõe as lacunas da “análise” desse economista a serviço da política do carrasco em fim de mandato.

  • 64 nada será como antes // 2/April/2008 às 15:35

    Nhé!,

    Depende, também, do momento em que os dados estatísticos foram coletados.

    Talvez sejam amostragens colhidas em fase de acabamento de conjuntos habitacionais. Insisto, porque se trata de percentual muito grande, que envolve milhões de pessoas.

  • 65 Nhé! // 2/April/2008 às 15:39

    Nada #63 e 64, é verdade.

    Já ouvi falar que Caracas sofre muito com deslisamentos de terra. Vai ver que Chavez construiu casas para a população atingida. Casas com a qualidade dos BNH’s brasileiros.

  • 66 Epicuro // 2/April/2008 às 15:39

    O tempo dirá quem está correto, porém nota-se na Venezuela muita propaganda e pouca melhora efetiva. Como não se erradica a pobreza e suas consequencias de uma hora para outra, vamos aguardar mais alguns anos. (aí caímos de pau! rsrsrsrsr)

  • 67 josef mario // 2/April/2008 às 15:48

    Companheiros de esquerda, maoístas e bolivarianos
    Eu, josef mario, devo dizer que este companheiro francisco rodriguez além de imbecil é mau carater. O companheiro hugo chavez demitiu este companheiro francisco rodriguez porque ele era incompetente e, agora que perdeu o emprego, fica cuspindo no prato que comeu. Além do mais, este companheiro não tem qualquer credibilidade já que deve ser parente da companheira carla rodrigues, conhecida doutoranda em filosofia na puc. E, também, contrariando a teoria do evolucionismo, está mostrando que não são somente os afro-descendente que sujam na saída.
    Muito obrigado

  • 68 nada será como antes // 2/April/2008 às 15:52

    Talvez o maior problema, com relação à realidade venezuelana, seja a postura tradicional dos meios de comunicação de massa brasileiros.

    Na condição de amplificadores dos interesses das elites, veículos de mídia “esquecem” de relatar as questões domésticas dos países vizinhos.

    Um pedaço de floresta queimado no Colorado é mais importante do que a miséria no interior da Bolívia. Um edifício ou um restaurante inaugurados em New York recebem os holofotes sonegados à realidade uruguaia ou paraguaia.

    Sobrevivemos e nos alimentamos de “notícias” peneiradas pelos critérios alienantes dos interesses dos USA.

    Por essa razão, dentre muitas outras, temos dificuldades e assistimos o desfile de idéias preconcebidas sobre as experiências políticas em curso na América Latina.

  • 69 Elias // 2/April/2008 às 15:54

    Nada,

    É que li o texto do PD e passei direto à redação do meu comentário, sem ler os anteriores.

    Cá pra nós, acho que é mais um problema de coleta de dados mesmo. Tal como no Brasil, as estatísticas sociais da Venezuela devem ter um montão de chutes. Na maior parte dos casos, as análises são feitas por dedução, a partir de agregados macroeconômicos.

    Esse negócio de quantidade de residências com piso de chão triplicar, num período de tempo tão curto, só acontece em áreas localizadas.

    Esse tipo de ocorrência geralmente está relacionada a fluxos migratórios de grande intensidade.

    Aqui no Pará, por exemplo, isso aí é fichinha em algumas áreas. Basta que 2 ou 3 prefeitos maranhenses fretem 2 dezenas de ônibus pra descarregar no Pará, durante alguns dias, o “excesso populacional” de seu Estado.

    Aí, em poucos dias, algumas cidades paraenses mais próximas do Maranhão verão triplicar — e, às vezes, quadruplicar, quintuplicar — a quantidade de domicílios com piso de terra batida (e sem água encanada, sem luz elétrica, sem esgoto sanitário, sem comida, sem nada!).

    Mas, o que aumenta no Pará, diminui no Maranhão.

    Agora, num país inteiro, em 7 anos, com elasticidade-renda da redução da pobreza igual a 1?

    Não bate. O que esse economista anda fumando ou cheirando, definitivamente, tá estragado. Melhor que ele mude de fornecedor.

  • 70 Chico Motta // 2/April/2008 às 15:58

    Vamos lá, estou olhando diretamente os dados da FGV…

    Pelo que mostram os dados houve uma fortíssima queda logo que se iniciou o plano real. O fim da inflação-a estabilidade- ajudou fantasticamente na diminuição da pobreza. De 1994 a 1995 foi de 35,31 até 28,79, após isso houve uma estabilidade, chegando a um mínimo de 26,72, mas fechando o governo fhc em 28, 17. No período do governo lula abordado que vai até 2005, mostra-se bem diferente, com a redução sendo contante e consistente, sem uma queda tão forte quanto a de 1994, porém com uma queda em rítimo constante , que tem continuado até os dias de hj

  • 71 nada será como antes // 2/April/2008 às 15:58

    Elias,

    Certo!

    Talvez o fornecedor de suprimentos para o nariz dele seja o porta-voz uribe, que transfere mercadorias do tempo de Pablo Escobar.

  • 72 RW in Miami // 2/April/2008 às 15:59

    Isso tudo nao explica porque falta comida nos supermercados, remedios nas prateleiras das farmacias, pecas de reposicao para os carros, porque a inflacao la’ esta’ em 2 digitos… porque e’ o pais de maior consumo per capita de whisky… isso tudo em um pais que anda recebendo uma tonelada de grana por conta do petroleo.

  • 73 Chico Motta // 2/April/2008 às 16:00

    eu to todo off topic… agora que to entendendo.. off topic a gent ignora, não discute… desculpa gente… mal…

    Sobre a venezuela, não sei o que dizer, aumentar o Gini não me parece legal…

  • 74 Joao Mello // 2/April/2008 às 16:03

    Dino,

    A baba veio junto com a delinquencia e petralha?
    claro que se pode calcular 10 anos de FHC com 5 de lulla contanto que seja o calculo da media seu retardado. Os valores de lula serao divididos por cinco e os de FHC por 10. Matematica passou longe…E calculo de media!

    O errado seria eu manipular estatistica e pegar o maior ano de crescimento de FHC e compara-lo sei la….com um ano pior de lulaldrao.

    Pede pra sair Dino-ssauro

    Joao

  • 75 nada será como antes // 2/April/2008 às 16:04

    Chico Motta (70),

    Ou seja :

    O ritmo de diminuição da pobreza durante o governo de Lula é constante, o que demonstra sustentabilidade.

    Durante o governo de FHC, a queda foi oscilante, gerada pelo vai-e-vem monetário. Subida e descida de índices como esse mostram instabilidade e ausência de definição.

  • 76 nada será como antes // 2/April/2008 às 16:12

    Joao Mello (74),

    Se você tiver a bondade de ler os comentários, saberá que o Dino calculou a média, lá em cima.

    E, por favor, limite-se a debater, sem alcunhar os demais de delinquentes e retardados.

    Os comentários de Dino jamais mereceram essas ofensas, diferentes dos seus.

  • 77 Joao Mello // 2/April/2008 às 16:13

    Nada sera como antes,

    mentira petralha!
    O grafico da queda da pobreza vem em queda constante desde a elaboracao do plano real.

    Sob lula continua caindo…pois a politica economica de FHC foi mantida….mas o periodo de maior queda se deu sob FHC!

    O resto e mentira de petralha pra variar desonestos intelectualmente! Os dados nao sao meus; sao da FGV!!!!
    Dois maiores periodos de reducao da miseria no brasil: FHC vs. lulla

    dados reducao pobreza: fonte FGV:
    FHC: Plano Real. “Basicamente,
    se a gente olhar desde 1993, a miséria brasileira cai de 35,31% para 28,79%, com o real.
    Reducao total da pobreza de : 6,52 pontos percentuais

    Lulla: Depois passa por um período de
    estagnação e de 2003 para cá ela, cai de 28% para 22%. Reducao total da pobreza de: 5,4 pontos percentuais.

    Resultado final periodo de maior reducao da pobreza no brasil: FHC!!!

  • 78 nada será como antes // 2/April/2008 às 16:15

    O pior ano do governo de Lula é superior aos dez anos de FHC.

    E os piores atos de Hugo Chávez são superiores aos de seus antecessores.

  • 79 nada será como antes // 2/April/2008 às 16:19

    Joao Mello (77),

    O sol deve ter- lhe afetado os miolos !

    Comparar números absolutos com períodos duplamente diferentes é má-fé ou resultado de insolação.

    Para ser educado, procure um médico.

  • 80 Antonio M // 2/April/2008 às 16:21

    E os lucros dos Bancos nos três primeiros anos de governo Lula (R$ 44bi) é maior do que nos 8 de FHC (R$ 34bi) ……..

  • 81 nada será como antes // 2/April/2008 às 16:29

    Aviso aos navegantes :

    Estarei ausente por, aproximadamente, 10 minutos.

    Voltarei .

  • 82 Chico Motta // 2/April/2008 às 16:34

    Joao, eu não queria voltar ao offtopic, mas to aqui só pra te mostrar o grafico.. foi de 35,31 em 1993 para 28,75 em 1995, nos outros 7 anos ficou oscilando: chegou a um mínimo de 26,72 em 2002, porém fechou o governo FHC em 28,17 (isso pra mim não é queda constante)…. no governo lula cai para 25,38% em 2004 e 22,77% em 2005 no gráfico da fgv que achei, e de acordo com os dados que tbm são da fgv mas achei no oglobo em 2006 o patamar ficou em 19,37%… vão aqui os links…
    do grafico da fgv
    http://www.fgv.br/cps/pesquisas/site_ret_port/grafico_animado_pnad_2209.swf
    da notícia do Oglobo
    http://oglobo.globo.com/economia/mat/2007/09/19/297787677.asp

  • 83 Barba Negra // 2/April/2008 às 16:35

    Se nosso IDH fosse mais próximo de 0,9 (em vez de 0,8), Lula jamais governaria o Brasil. Quem garante seus votos e liderança é a pobreza. É por isso que Lula não ganha eleição para prefeito de São Bernardo. É por isso que não ganha para governador de São Paulo nem de qualquer Estado do Sul (talvez com exceção do Paraná, que só é governado pelo chavista Requião por concentrar a maior pobreza da região).

    São os bolsões de pobreza que garantem a eleição de populistas. Lula quer acabar com a pobreza? Não, o que quer é mantê-la, transformando as populações pobres em beneficiárias passivas e permanentes dos programas assistenciais. Ele gosta, sim, do povo, mas como massa informe de pré-cidadãos Estado-dependentes.

    Façam uma análise dos levantamentos existentes, resultantes da aplicação de vários indicadores de desenvolvimento. A votação de Lula aumenta nos lugares em que esses indicadores (inclusive o IDH) diminuem. Isso não pode ser por acaso, pode? Só acontece porque Lula é um “venezuelano”. Em Caracas, nosso presidente viveria feliz como pinto no lixo, parafraseando o saudoso Jamelão.

    O PIB da Venezuela vem crescendo a taxas próximas de 10% nos últimos anos. Apesar disso, a Venezuela tem muitos pobres. Seu IDH é 0,784 (72º lugar no ranking mundial). Com o dinheiro do petróleo, Lula poderia fazer um super “bolsa-esmola” para economista-áulico nenhum botar defeito.

    A noção de democracia de Lula casa perfeitamente com o regime político venezuelano. Lá, não vigora mais essa besteira de rotatividade (ou alternância) democrática. Autorizado, como Chávez, por uma “lei habilitante” (muito melhor do que medida provisória), Lula poderia criar, numa penada, não uma, mas meia dúzia de TVs governamentais. Poderia tirar a Globo do ar e empastelar a revista “Veja”.

    E, sobretudo, poderia continuar no poder indefinidamente, convocando plebiscitos e referendos para dizer que não está fazendo nada mais do que obedecer à vontade da maioria.

  • 84 Chico Motta // 2/April/2008 às 16:38

    Joao, eu não queria voltar ao offtopic, mas to aqui só pra te mostrar o grafico.. foi de 35,31 em 1993 para 28,75 em 1995, nos outros 7 anos ficou oscilando: chegou a um mínimo de 26,72 em 2002, porém fechou o governo FHC em 28,17 (isso pra mim não é queda constante)…. no governo lula cai para 25,38% em 2004 e 22,77% em 2005 no gráfico da fgv que achei, e de acordo com os dados que tbm são da fgv mas achei no oglobo em 2006 o patamar ficou em 19,37%… vão aqui os links…

  • 85 Chico Motta // 2/April/2008 às 16:39

    http://oglobo.globo.com/economia/mat/2007/09/19/297787677.asp

  • 86 Chico Motta // 2/April/2008 às 16:39

    http://www.fgv.br/cps/pesquisas/site_ret_port/grafico_animado_pnad_2209.swf

  • 87 Pax // 2/April/2008 às 16:41

    Elias, pela primeira vez na vida, não te entendi. Bem vindo ao clube.

    E, juro, gostaria de entender.

    Pra mim, Chávez é um estrupício de pseudo requerente a ditador de merda. Antes que não me faça entender.

  • 88 Chico Motta // 2/April/2008 às 16:47

    Barba, não estamos falando aqui de intenções, mas sim do que está acontecendo… não quero entrar no mérito se ele quer ou não acabar, porém que no governo dele diminuiu de forma mais consistente que no governo fhc e que já superou os 6,52 que o joão mello fala, é fato… Não acho que seja perfeito, só que melhor que o FHC foi! FHC teve um grande feito, acabou, com a inflação. O lula não enfrentou esse problema, é fato, mas está enfrentando outros, que FHC não quis enfrentar, Lula está diminuindo a extrema miséria no país, coisa que fhc só fez no primeiro ano de governo, e isso somente como consequência da estabilização da moeda.

  • 89 nada será como antes // 2/April/2008 às 16:47

    Senhores, voltei.

  • 90 Chico Motta // 2/April/2008 às 16:53

    Confesso que já defendi o chavez, principalmente quando sofreu o golpe. Porém , tenho que concordar com quem diz que ele é um trapalhão. Ele não sabe bem o que está fazendo, nas próximas eleições ele cai, não aguenta o desgaste político mais, ninguém gosta de desabastecimento, a desigualdade crescendo…Sinto pena dos de lá.

  • 91 Chico Motta // 2/April/2008 às 16:57

    Sinto pena pois Hugo Chavez era uma esperança para muita gente lá, porém a esperança vai indo embora quando não se tem produtos na prateleira, quando a concentração de renda aumenta…

  • 92 faraó // 2/April/2008 às 17:06

    Caaaaaaalma Dino #51,
    não precisa ficar nervoso. Eu não sabia que voce ia ficar irritado com o que escrevi.
    Retiro o que disse.
    Não vou assistir o circo pegar fogo. Pronto.
    Ele vai queimar e por sua causa eu NÃO vou ver.

  • 93 Bruno Mota // 2/April/2008 às 17:21

    O Rodriguez já publicou uma resposta para a resposta aqui. Para quem tem preguiça, ele diz na essência:


    Weisbrot has not produced a convincing counterargument to any of these claims. He has argued that social spending has increased by using series that are distorted by the inclusion of regressive pensions, large infrastructure projects, and even military spending. He has argued that inequality has declined on the basis of a series that excludes the poorest families from the sample. He has argued that the Venezuelan government put more than a million persons in literacy courses while presenting regression estimates that indicate that at most forty thousand persons were enrolled in these courses. He has misinterpreted the concept of elasticity, and furthermore argued that the reason why government statistics do not show an improvement in the health of newborns is that the monitoring system has collapsed. To top this all off, he has presented an incredible conspiracy theory of the 2001 Venezuelan balance of payments crisis according to which the private sector withdrew funds from the domestic system during more than a year in order to provoke a political crisis.

  • 94 aiaiai // 2/April/2008 às 17:26

    Caramba, que conversa de maluco, ops, de economista kkkkkk
    Pax, concordo que o Chavez é um estrupício, mas o que tinha antes dele era muito pior.

    O povo venezuelano aguentou o que dava pra aguentar, agora arrumou um populista maluco que bate no peito e diz que vai acabar com o grande império do norte, daí, todo mundo gosta, até eu…
    Ele é projeto de ditador e os que estavam antes deles era uma elite ditatorial que preferia levantar muros nas áreas nobres - ocupadas pela meia dúzia abastada - a ter que lidar com a pobreza que aumentava apesar do petróleo.
    o que chavez fez foi apenas distribuir um pouco da riqueza e virou herói…acho péssimo ele virar herói mas adoro quando ele manda o bush à merda!
    kkkkkkkkkkkkkkkk

  • 95 Barba Negra // 2/April/2008 às 17:31

    Aiaiai,
    Chavez não é projeto de ditador. Pelo menos na visão do Lula:
    “Podem criticar o Chávez por qualquer outra coisa. Inventem uma coisa para criticar o Chávez. Agora por falta de democracia na Venezuela não é.”, disse Lula em final ano passado.

  • 96 Antonio M // 2/April/2008 às 17:49

    “…Pax, concordo que o Chavez é um estrupício, mas o que tinha antes dele era muito pior. ..”

    Viram o que é transtorno bipolar? O deles é 0 esquerda=bonzinhos X direita=malvadinhos.

    Reparem que a esquerda SEMPRE é melhor, mesmo quando erra e rouba…..

  • 97 aiaiai // 2/April/2008 às 17:49

    Barba,
    vc cismou que eu sou petista e que “creio em tudo que mestre lula falar”…é isso?

    De qualquer forma, minha afirmação não é contrária à de nosso guia. Eu disse projeto de ditador…ou seja, não é ainda…ele quer mas ainda não conseguiu. Por enquanto, é presidente eleito e adorado pelo seu povo.
    assim como o nosso querido presidente!

  • 98 aiaiai // 2/April/2008 às 17:53

    Eu nem acho que o chavez é de esquerda…acho ele populista, mas nem todo populista é de esquerda, né?
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    é um saco quando a gente começa a conversar com essa gente…parei, por hoje, ou até ter outro assunto…esse já cansou.

  • 99 Antonio M // 2/April/2008 às 17:58

    Quando a coisa está na panfletagem, comícios, festa de posse, discursos lindos etc. são petistas, chavistas etc.

    Deu uma merda qualquer são apenas qualquer coisa e votam sempre no Lula no 2º turno mas, não são petistas ou coisa parecida.

    Assim conseguem expurgar o que há de ruim e contunuam sendo 100% gebte fina.

    Só o João Santana, mkteiro de Lula, que consolidou o “fraquinho e fortão” na campanha de 2006 pensou algo mais engenhoso…..

  • 100 RW in Miami // 2/April/2008 às 18:33

    O Chavez e’ “menos pior” que os antecessores ? Acho que se os antecessores tivessem essa dinheirama toda que o Chavez tem hoje em dia, essa afirmacao nao poderia ser feita por ninguem. Lembrem-se que o preco do petroleo quadruplicou desde 1999.

  • 101 Barba Negra // 2/April/2008 às 18:38

    Aiaiai, desculpe-me se lhe ofendi de alguma forma.

  • 102 Zé Bush // 2/April/2008 às 18:40

    well….nada de novo na América Latina. Montada sobre riquezas minerais, entre elas petróleo, vive na merda à custa de caudilhos e ditadores. Se a pobreza e distribuição de renda aumentou na Venezuela, é porque os pobres sempre serão os “abençoados” para receber esmola e agrados populistas.

    É pena ver isso. Não há nada de bom em ver um país tão rico se afundando na indigência e rumando para o confronto. Esse bolivarianismo de merda ainda vai matar muita gente inocente. E Chávez sempre se venderá como vítima do “imperialismo ianque” e do Bush, mesmo sentado numa mina de ouro (ou petróleo). Isso é vocação para o atraso.

  • 103 Joao Mello // 2/April/2008 às 18:48

    chico motta,

    Fiao, voce esta falando bobagens ao tentar fincar trincheira na “oscilacao” do grafico. Nao interessa a oscilacao interessa e que a pobreza estava em x quando o inicio do Real e bem mais baixa depois. Pegue essa variacao e tem-se quanto a pobreza foi reduzida no periodo.

    O mesmo acontece com lulla; temos um valor inicial de x e depois de tantos anos um outro valor. Nao interessa se nesse periodo a queda oscilou mais ou menos em determinado periodo mas sim o quanto caiu do inico ate o fim do perido. Por exemplo, a queda da pobreza se manteve estavel no icinio de lulla mas depois caiu com mais forca. De qualquer maneira para parametros comparativos o periodo de maior queda foi sob FHC de acordo com dados da FGV…o resto e petralhice!

  • 104 Carlos Magno // 2/April/2008 às 18:49

    Afonso Pena # 58

    Não se têm um número certo das aberrações brasileiras, produto de alienações dos maus governos que tivemos. Eu não consigo lembrar de nenhum presidente que realmente fosse o melhor de todos. Não houve um sequer, todos foram ruins.

    Mas há algum esforço estatístico que apresento para substanciar meus argumentos que você achou exagerado:

    1. Segundo o governo, 22 milhões de brasileiros passam fome. Estimativas do Partido dos Trabalhadores apontam que esse número atinge 44 milhões. (Essa estimativa pode estar errada, pois outras apresentaram mais de 52 milhões, ufa!!)

    2. Alarme - Seja qual for o número utilizado, a ONU considera o índice excessivo, em especial para um país com recursos abundantes. O que também assusta a ONU é que os níveis atuais não são muito diferentes dos verificados no início da década de 80, quando 23 milhões de pessoas passavam fome no Brasil. A ONU ainda estipula que, todos os dias, 280 crianças brasileiras morrem por doenças causadas pela desnutrição antes de completar 1 ano.
    Segundo as Nações Unidas, o País, um dos maiores exportadores agrícolas do planeta, produz alimentos em quantidade mais do que suficiente para alimentar todos os seus habitantes. “A questão da fome no Brasil não é sobre a existência de alimentos ou não, mas sobre o acesso aos produtos”, afirma o documento, que avalia que o fim da fome no País poderia contribuir para a redução da violência.
    http://www.fv.org.br/globalizacao.asp?ID=5000

    3. Na véspera da maior putaria organizada do mundo, a ONU soltou o relatório do enviado especial para prostituição e pornografia infantil, Juan Petit, denunciando a exploração sexual de crianças no Brasil.

    Segundo a Reuters, o relatório (que ainda não está on-line, mas deve aparecer aqui) o número de crianças abusadas aqui pode chegar a 500 mil, já que muitos casos não são denunciados.
    Além disso, segundo o texto, a polícia é ineficiente ou corrupta na investigação desse tipo de crime hediondo e o Ministério Público é impotente.

    In Salvador, in Brazil’s poor northeast, young girls sold themselves for sex for as little as 20 cents, and prostitution was “blatantly visible” along Rio de Janeiro’s famed Copacabana Beach, the report said. Sex tourism was a widespread form of child exploitation in Brazil and Carnival helped encourage it, the report said.
    “The touristic image of Brazil is all too often associated with stereotypical representations of young women, mainly Afro-Brazilians, portrayed half-naked in tourist catalogues to convey the message that exotic sexual adventures can easily be available to tourists during their stay in the country,” it said.
    http://br.br101.org/002067.html

    Existem outras informações estatísticas sobre famílias que morrem à mingua, e outras que prostituem filhos menores. Dificil mesmo saber as cifras corretas. Mas quem não sabe dessa vergonha brasileira, principalmente no norte/nordeste?

    Abraços.

  • 105 Joao Mello // 2/April/2008 às 18:51

    aiaiai….por falar em populista…

    Getulio e lulla que se mordam de inveja, o verdadeiro “pai dos pobres” (quem mais reduziu miseria no brasil) foi FHC, isso sem apelar para programas assistencialistas exploracao da miseria (neo-coronelismo, neo-cabresto)….

    fui!

  • 106 Tupaq // 2/April/2008 às 18:51

    Prezados, quem explica isto publicado hoje em

    http://www.elcomercio.com.pe/ediciononline/HTML/2008-04-02/peru-argentina-panama-y-venezuela-lideran-alza-pib-per-capita.html

    “Santiago de Chile (DPA).- Argentina, Venezuela, Perú, Panamá, Uruguay y Cuba lideraron el crecimiento del producto interno bruto (PIB) per capita en América Latina en 2007, reveló hoy la Comisión Económica para América Latina y el Caribe (Cepal).

    El incremento, que empujó al alza este indicador en toda América Latina, fue encabezado por Panamá (7,7%), seguido de Argentina (7,5%), Perú (7,0%), Uruguay (7,2%), Cuba (6,9%) y Venezuela (6,7%).

    Las economías de Brasil y México, que explican casi un 60% del PIB latinoamericano, anotaron aumentos menores de su producto per capita: el 3,9% en el gigante sudamericano y apenas 2,2% en su par del norte.

    El alza general del producto per capita en 2007, que debiere marcar 3% este año, continuó la tendencia iniciada en 2003, la que permitió sacar hasta ahora a 31 millones de latinoamericanos de la pobreza…”

    Por outro lado a agência Fitch otorgou grau de investimento (BBB-) ao Peru.

    http://www.elcomercio.com.pe/ediciononline/html/2008-04-02/la-calificadora-fitch-le-otorgo-al-peru-grado-inversion.html

  • 107 Pauakã // 2/April/2008 às 19:12

    enquanto isso no Paraguay.

    primeiro foi a bolívia, agora o Paraguay, já já aparecem os holandeses pedindo pernambuco de volta.

    fora homens brancos! quero de volta meu direito de ser canibal!

  • 108 Vixe // 2/April/2008 às 21:30

    Na boa, esse João Mello, provavel parente da outra Mello, que já foi ministra da economia, carece de educação urgentemente.
    O cara perde o argumento e as estribeiras e parte para a agressão gratuita, chamando quem não concorda com seus delírios de petralha e o escambau.
    Vá se tratar João Mello, seu transtorno de personalidade ainda vai te trazer muitos problemas, não ví em momento algum niguém aqui te ofender ou te xingar.
    Como diria capitão nascimento, “pede pra sair”.

  • 109 H.R.P. Mané Reloaded!!! // 2/April/2008 às 21:33

    108 comentários dos preocupados com o Chavez….ele é mesmo muito importante!
    E foi eleito pelo voto popular!
    E ninguém pode tirá-lo de lá ….só na proxima eleição!!!!!!
    E não adianta “chibar”!!!!!!!

  • 110 Pedro Doria // 2/April/2008 às 22:04

    Joao Mello — qual a diferença do Bolsa Escola para o Bolsa Família? Por que um não é ‘assistencialista’ e o outro sim?

  • 111 Pablo Vilarnovo // 2/April/2008 às 22:18

    HRP - O post foi sobre a Venezuela não foi???
    Queríamos que falássemos sobre quem?

  • 112 joao mello // 2/April/2008 às 22:25

    Pedro doria,

    garoto, deixa de ser exxxperto….

    diferencas? de grau e de conceito.
    Explico; O bolsa escola foi atrelado a matricula das criancas na escola. Se voce tem um filho isso te estimula a tirar o moleque do sinal vendendo limao e matricula-lo na escola. Isso causou pela 1 vez no brasilum numero de criancas de quase 100% matriculados na escola. Nao resolveu a qualidade do ensino mas calma….vamos avancando etapa por etapa. Lulla tirou a calusula do bolsa familia, isso causou exodo das escolas e o numero de criancas matriculadas caiu alguns pontinhos pecentuais.

    de grau: O bolsa familia nao pressupunha acabar com a miseria. Nao se acaba miseria dando esmola mas com a criacao de postos de trabalho e empregos pra gente. A igreja da esmola desde a idade media e nunca resolveu.
    Lulla aumentou o programa muitas ordens de magnitude e o mapa de votacao de lulla nao por coincidencia segue o programa bols afamilia; sao os mais miseraveis, sem educacao e compraveis que dao seu voto por 30 merreis. A miseria se perpetua pois o bolsa nao cria condicoes dessa gente efetivamente sair da miseria. O programa sob FHC atingia alguns milhoes, sob lulla nada menos que 40 milhoes de eleitores.
    e uma questao de grau. e de esperteza politica. O neo-coronelismo so que em vez do cara ir la com dinheiro na mao e um saco de feijao na vesoera da eleicao o lulla institucionalizou o “voto do cabresto”.

    Resolver o problema da miserua nao resolve. Sim criando empregos, investindo em educacao e saude pra gente. E seguranca. Lulla tira dinheiro dessa areas essenciais na social democracia para transferir para seu bolsa-voto.

  • 113 joao mello // 2/April/2008 às 22:29

    parente da Zelia?? nao obrigado.
    MAs o governo que ela trabalhou caiu por menos do que esta merda corrupta que ai esta.

  • 114 joao mello // 2/April/2008 às 22:38

    O Brasil avançou com confronto, não com conciliação
    Afirmei abaixo que, na lógica da convergência plena, as irresoluções vão sendo empurradas com a barriga. E vão. Há uma tolice, que costuma seduzir empresários em penca, segundo a qual a democracia atrapalha a eficiência: o confronto seria prejudicial aos negócios. É… Olhada a China, talvez alguém se veja tentado a achar que é assim mesmo. É preciso ver se o sistema que hoje a beneficia foi criado pela ditadura do Partido Único ou pela democracia dos confrontos.

    De resto, é mentira, mesmo no Brasil, que a conciliação é que produz avanços. Qualquer avaliação objetiva sobre o bom momento por que passa o país em muitas áreas vai encontrar a disposição do então presidente Fernando Henrique Cardoso de quebrar as lanças do estatismo, o que devolveu o país ao mercado, de onde tínhamos sido praticamente banidos. Teve de enfrentar os tontos-maCUTs, não foi?

    Enfrentou e venceu. A tal ponto que eles foram obrigados a mudar a sua agenda. No que concerne à economia, o que os distingue? A distinção se dá — aí, sim — na questão democrática. O PT ainda não abriu mão de ser o tutor da sociedade. E tenta viabilizar a sua vocação seja por intermédio da ação institucional, enrijecendo as leis que garantem as liberdades fundamentais, seja por meio da — de novo — conciliação com qualquer força que aceite a sua hegemonia.

  • 115 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 2/April/2008 às 23:21

    o simples fato de alguem simpatizar com Chaves ou votar no Lula já mostra o nivel do camarada. Se eles pretendem ser a elite governante de um povo, imaginem o resto do povo…..

  • 116 Vixe // 2/April/2008 às 23:55

    “Qualquer avaliação objetiva sobre o bom momento por que passa o país em muitas áreas vai encontrar a disposição do então presidente Fernando Henrique Cardoso de quebrar as lanças do estatismo, o que devolveu o país ao mercado, de onde tínhamos sido praticamente banidos” (coment 114)

    Permita-me corrigi-lo senhor mau humor.
    Desestatizar é vender a empresa estatal por um valor justo a quem se dispõe a pagar, mas doa-la aos cupinchas e na falta de dinheiro para participar dos leilões, emprestar dinheiro público que nunca mais será pago já é outra coisa que podemos chamar de maracutaia, roubo ou safadeza mesmo.
    Criticar o governo atual é justo e normal, porém, canonizar os vagabundos do PSDB/DEM já é um caso de patologia mental sem cura.

  • 117 Vixe // 3/April/2008 às 0:02

    Quanto à Venezuela, são grandes o suficiente para cuidar de sí.
    Até onde sei, há eleições diretas e ao povo cabe escolher quem mais lhes parecer justo.
    Nosso caso aqui, que esperem 2010 e façam campanha pro seus candidatos e sejam competentes para que eles sejam eleitos.
    Se não for assim, então é puro golpe.

  • 118 Pablo Vilarnovo // 3/April/2008 às 0:07

    Vixe - Que empresa foi “doada”? Obrigado.

  • 119 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 3/April/2008 às 0:26

    Até onde sei, há eleições diretas e ao povo cabe escolher quem mais lhes parecer justo.

    chest- isso é verdade, os venezuelanos merecem Chaves. Mas depois terão que pagar a conta de sua extravagancia.

  • 120 Vixe // 3/April/2008 às 0:42

    Pablo tá de sacanagem?
    Vale do Rio Doce que foi sub-avaliada, Eletropaulo, que o grupo que ganhou a concorrência tomou dinheiro emprestado do BNDES e nunca pagou, quebra do Banespa para entregar ao Santander, as teles que também foram sub-avaliadas e por aí vai…

  • 121 Vixe // 3/April/2008 às 0:47

    Pablo, aí vem você com a cantilena de que sou petralha, estatizante, comunista filho da p..(pátria) e outros elogios dispensáveis.
    Não sou contra privatizar, até acho que, em certos casos, é benéfico para o pais.
    Mas dar de mão beijada como foram dadas, aí já é sacanagem demais.
    Até entendo o seu sarcasmo, pois sempre o vejo como garotinho (nada a ver com o do Rio) propaganda do PSDB aqui.

  • 122 Vixe // 3/April/2008 às 0:57

    Chest

    E em que te afeta a vida se os venezuelanos se f… com o Chaves?
    Nada vai mudar na sua vida nem na minha.
    Você só deveria ficar preocupado se, após a derrocada do Chaves, a fome grassar na Venezuela e os cidadãos venezuelanos famintos formassem uma fila na porta da sua casa pra “bater uma xepa”.
    Parece que bebe…

  • 123 Vixe // 3/April/2008 às 1:45

    …o simples fato de alguém simpatizar com Bush ou votar no Vampiro Careca já mostra o nivel do camarada. Se eles pretendem ser a elite governante de um povo, imaginem o resto do povo…..
    E não é que é mesmo? :oP

  • 124 Vixe // 3/April/2008 às 1:48

    Até onde sei, há eleições diretas e ao povo cabe escolher quem mais lhes parecer justo.

    chest- isso é verdade, os americanos merecem Bush. Mas depois terão que pagar a conta de sua extravagancia…no Iraque…

  • 125 aiaiai // 3/April/2008 às 6:42

    sobre o comentário 112:
    Tem gente que entende de bolsa família mais do que eu aqui, então, peço que esclareçam ao sobrinho da Zélia Mello sobre a condicionante “manter os filhos na escola”.

    Que eu saiba, o bolsa família originou-se do bolsa escola, manteve as condicionantes para quem tem filhos em idade escolar e ampliou para quem não os tem.

    O que tem acontecido, em muitas cidades, inclusive aqui na minha região, é falta de acompanhamento rigoroso, mas isso existia também na época de FHC.

    Os dois programas são assistencialistas, sim, mas são necessários.
    Não, é claro, para o sobrinho da Zélia, que nunca passou fome na vida, né mesmo!

    Não dá para ensinar a pescar quando a pessoa está com fome, doente, sem casa e sem perspectiva. Isso é uma constatação que todos tem feito. Primeiro você precisa apagar o fogo para depois resolver o que deu início ao incêndio!

    Vocês, que tanto protestam contra o assistencialismo, deviam fazer umas viagens pelo Brasil e ver, por exemplo, mães cozinhando papelão - é isso mesmo…papelão - com palma e água suja para dar aos filhos famintos no sertão nordestino. Ou ir logo para Miami!
    saudações

  • 126 confetti // 3/April/2008 às 6:51

    desculpe me meter sem ser chamada, mas o joao mello é arrogante pra caramba, mal educado e sobretudo mal informado ! se eu fosse vitima ia morrer de medo dele ser meu advogado ! ((

  • 127 Antonio M // 3/April/2008 às 8:29

    “Abandono escolar cresce entre dependentes do Bolsa-Família
    http://www.estado.com.br/editorias/2008/03/09/pol-1.93.11.20080309.1.1.xml

    “…om dados dos Ministérios do Desenvolvimento Social e da Educação, revela que nos 200 municípios onde há mais famílias dependentes do Bolsa-Família a evasão escolar, contando os abandonos da 1ª a 8ª séries, cresceu entre 2002 e 2005. Em alguns casos, o número de crianças que deixam a escola mais do que dobrou. Em todas as cidades mais da metade é atendida pelo programa.
    O abandono escolar cresceu em 45,5% dos municípios (91) com mais atendimentos do Bolsa-Família. Em outros 18,5% (37 cidades) não houve piora ou melhora significativas - a variação foi de menos de 1 ponto porcentual para mais ou para menos. Juntos, a piora do abandono e a manutenção da péssima realidade escolar somam 64%. O ano de 2002 foi o último antes do início do Bolsa-Família, e 2005, o último com dados oficiais disponíveis.

    Os 200 municípios expõem também um fenômeno político: uma melhora sensível no desempenho do candidato Luiz Inácio Lula da Silva entre os segundos turnos de 2002 e de 2006. Da eleição para a reeleição, o presidente aumentou os votos em todas as cidades com mais população atendida pelo Bolsa-Família, registrando, em alguns casos, votações fenomenais: os 3.408 votos de Araioses (MA), em 2002, por exemplo, viraram 12.958 votos na campanha da reeleição; os 2.996 votos de Girau do Ponciano (AL) subiram para 12.550 votos. …”

    Está aí o preço dessa bondade. Ao invés de um programa que permita os pais adquirem mais conhecimentos, atualização profissional para que possam manter os filhos na escola, acabam eternizando um cúrculo vicioso, onde a dependência dessas pessoas em relação ao Estado tende a aumentar cada vez mais. E a tunga nos contribuintes para manter o paternalismo também.

    Mas que dá muitos votos, isso dá. Uma máquina de fazer votos e massa de manobra.