Fitna e o novo fascismo europeu
Fitna foi ao ar, na Internet, no último 27 de março, quinta-feira. Está causando algum rebuliço na web conservadora – e, como de hábito, alguns de vocês vêm me cobrando a notícia pelo email e pelas caixas de comentários. É um filme anti-islâmico de 15 minutos de responsabilidade do deputado holandês Geert Wilders.
E é uma espécie de Mein Kampf, de Protocolos dos Sábios do Sião.
O objetivo de Wilders, um político ultra-direitista, é mostrar que em vários trechos do Corão está a pregação da violência; e que muitos clérigos muçulmanos pregam a violência. O Islã é isso, ele quer dizer. É um filme sádico, com cenas da execução de reféns de terroristas que busca apresentar a fé seguida por1 bilhão de pessoas no mundo como fundamentalmente má.
Não apenas a caracterização do Islã como o mal encarnado é simplista como também é errada. O Partido Libertário Popular holandês, que Wilders lidera, é a nova encarnação de um movimento tipicamente europeu. Não hesita em falsear a história com o objetivo de apresentar todo um povo como o responsável pelos males correntes.
Todas as suras que ele pesca do Corão, evidentemente, podem ser encontradas lá. O Corão não nega suas origens judaico-cristãs. Do Deuteronômio ao Livro de Josué ao Gênese, os livros sagrados de judeus e cristãos estão recheados de recomendações não só à violência contra quem é diferente e tem crenças diferentes como até ao genocídio. A história do cristianismo é uma de intolerância. E a do Islã está farta de momentos de tolerância.
É preciso compreender, sim, porque movimentos intolerantes islâmicos estão em alta no mundo. Não é por algo inerente à religião e sim por decisões equivocadas em série do Ocidente. Duas destas foram particularmente graves.
A primeira vem de princípios do século 20, quando o Império Britânico decidiu colocar os seguidores de uma seita minoritária que caminhava para a extinção no comando das cidades sagradas de Meca e Medina. Aos wahabitas da família Saud foram dados de presente, numa só canetada, a cidade que todo muçulmano tem que visitar ao menos uma vez na vida e as maiores reservas de petróleo conhecidas do mundo. Faz meio século que eles pegam o dinheiro do petróleo para financiar a construção de mesquitas em todo o mundo para divulgar sua visão arcaica e totalitária de uma religião muito mais variada do que isso. São mesquitas suntuosas que transformaram-se nas principais fontes de informação sobre o Islã no mundo.
Por que dar este presente aos Saud? Os britânicos tinham medo de dar tanto poder à família Hashemita, muito mais sofisticada, guardiões históricos de Meca e Medina, descendentes do profeta. Londres calculou que os Sauds seriam facilmente manobráveis.
O segundo erro grave é bem mais recente e recai sobre as mãos de um determinado grupo de estrategistas republicanos liderados por Dick Cheney e Donald Rumsfeld que tiveram poder nos governos Ford, Reagan e Bush, o atual. Com sua visão simplista que consideravam sofisticada do Oriente Médio fizeram uma política de identificar inimigos e financiar seus opositores. Assim, dinheiro aos sunitas para combater os xiitas do Irã. Dinheiro aos futuros Talibãs para combater a URSS. Dinheiro a Saddam Hussein para combater o Irã. Dinheiro aos sauditas, sempre. É assim que nasceu a al-Qaeda.
Não é apenas porque não compreende o Islã que o filme fascista holandês é simplista. É também porque considera os problemas dos jovens muçulmanos na Europa e no Oriente Médio equivalentes. Não são – e nem de perto.
Os rapazes que se juntam a grupos radicais ou terroristas no Oriente Médio não conhecem o Ocidente, foram criados no mundo islâmico e vivem, na maioria das vezes, sob ditaduras. Ali, cada país tem sua própria história.
Na Europa, os jovens radicais são em geral netos de migrantes. Já não falam o árabe – ou turco, ou seja lá o que for – familiar e nem se integraram à Europa. São vítimas de preconceito, são pobres. A volta à mesquita que seus pais abandonaram é uma busca por raízes. Juntam-se a grupos radicais como jovens de origem mexicana se reúnem em gangues em Los Angeles. E recorrem à violência. Em alguns casos, se transformam em criminosos, evidentemente. Mas achar que o Islã é o que os leva à violência é um erro. O Islã é a desculpa. Um jovem violento neto de marroquinos na Holanda e um militante do Hamas e um jovem Talibã não têm muito em comum.
Como é típico dos políticos fascistas, Wilders é também demagogo. Não foi por querer divulgar suas idéias a respeito do Islã que fez Fitna. Foi para provocar. Quer uma reação, quer bandeiras queimadas. Quer aparecer. E sabe que tem chances.
Logo no início do filme, apresenta a caricatura dinamarquesa de Maomé com o turbante bomba. Kurt Westergaard, o cartunista que o desenhou, está cogitando processar por quebra dos direitos autorais. Enquanto isso, o Partido Nacionalista Tcheco ofereceu solidariedade ao deputado cineasta. Partido Nacionalista Tcheco? Defendem pureza racial e tudo.
Ainda sobre o assunto:
- Racismo europeu entre o Holocausto e o Islã Noah Feldman, do Council of Foreign Relations e da Escola de Direito de Harvard, não é o primeiro a sugerir...
- Islã globalizado e os terroristas convertidos Um estudo alemão, publicado pela revista Der Spiegel, indica entre a metade de 2004 e a metade de 2005, 4.000...
- A Guerra ao Terror está sendo vencida? Fareed Zakaria, editor de política externa da Newsweek e fera quando o tema é Islã, faz uma provocação: o terror...



eu, na paz ….
previsao : 450 coments
previsao : muito odio
desejo : tolerancia !!
“Está causando algum rebuliço na web conservadora ”
?????
Essa frase foi meio estranha mesmo, confetti! Hehehe.
Fora isso, um texto bacana, Doria.
Só que já não dá pra ver o vídeo, né.
Fora do tema
Matheus Vinhal, seu comentário era uma crítica a mim. Não é por isto que esotu apagando. Se você quiser republicá-lo no Open Thread de ontem ou no que haverá amanhã, será mantido. — PD
“É preciso compreender, sim, porque movimentos intolerantes islâmicos estão em alta no mundo. Não é por algo inerente à religião e sim por decisões equivocadas em série do Ocidente.”
tao simples assim ??
PD, reparou que o link do vídeo que vc indicou já não aparece mais? No lugar, um pedido de desculpas, justificado pela “segurança dos funcionários”.
Um daqueles chamados “ovos da serpente”!
E vamos chegando na conclusão:
O roto falando do esfarrapado!
Quanto a religião fundada por Maomé….na essencia ela é pobre nas mensagens que manda e fraca nas suas justificativas e ambições…..e foi ainda por cima desvirtuada!
Como o cristianismo!
Só que a sociedade ocidental soube depurar os maleficios dessa deturpação….com o estado laico…..já no Islã…..negativo!
PD, comparar Fitna ao Protocolo dos Sabios de Siao e’ meio forcacao de barra…. Os Protocolos sao uma fabricacao, enquanto que as cenas do filme sao reais, ainda que representem uma parte do islamismo que encontra respaldo em uma parcela infima dos 2 bilhoes de muculmanos.
nao esquece a “montagem” das cenas rw….eu vi esse curta e a manipulaçao é tao enorme que parece impossivel “convencer” alguém….
( pd editando do rj ou ja voltou pra sampa? )
RW in Miami, a junção de retalhos de fatos numa ordem pré-determinada acaba por manipular e falsear os próprios fatos.
Havia, como há, banqueiros que são judeus. Isto não quer dizer, como sugere os protocolos, que judeus coordenem o sistema financeiro internacional a seu bel prazer. Há terror islâmico. Isto não quer dizer que… a mentira é a mesma.
confetti – editando de Petrópolis numa conexão via celular…
muito bom, porém será que apenas as decisões equivocadas do ocidente criaram os movimentos intolerantes?
Tô mais tranquilo, o Pedro Doria tá de plantão, blz.
Tema polêmico, consegui acessar o filme de boa.
Não é a primeira vez que pinta extremista da Holanda, o negócio é o cara dar ibope no resto da Europa aí, fudeu.
Sei não, há um princípio de polarização, é sentar e esperar pra ver o que rola nas próximas décadas.
Eu que não queria tá lá.
Esse vídeo é fascista. Ponto. Dá pra fazer um igual com cristãos, judeus e protestantes.
É criado por radicais tão perigosos como os radicais expostos.
pd, abraços no proustianos !!))
O problema não são os muçulmanos extremistas — são os muçulmanos moderados (a imensa maioria) que se recusam terminantemente a condenar os extremistas.
Quando saíram as caricaturas, e agora esse filme, essa maioria foi para as ruas fazer o quê? Pedir moderação, ou fazer uma crítica pacífica ao cartunista e/ou ao diretor?
Não. Vão pedir sangue, e exigir boicotes contra a Holanda, que não tem — nem deveria ter — nada a ver com a história. Não demonstram a mínima tolerância que exigem para si mesmos.
O filme é ofensivo ao Islã? Claro que é. “Je Vous Salue Marie” também é ofensivo ao Catolicismo. A TV Palestina é repleta de programas ofensivos aos Judeus.
Mas nem por isso Católicos e Judeus moderados vão às ruas pedir sangue, como fazem os “moderados” muçulmanos. É incompreensível, para qualquer observador objetivo, os dois pesos e duas medidas que os muçulmanos constantemente usam para justificar seus atos.
Que aprendam a viver com a liberdade de expressão, oras. Que façam filmes onde os Holandeses são todos homossexuais, ou maconheiros, ou qualquer estereótipo falso que prefiram.
Mas ceder à chantagem — conferir ao Islã uma proteção especial, unicamente por medo de retaliações bárbaras — é o primeiro passo para a criação de uma situação que se tornará insustentável muito em breve.
Afonso Pena:
Taí, nisso eu concordo: “é o primeiro passo para a criação de uma situação que se tornará insustentável muito em breve”.
A coisa vai pra esse lado, é a polarização que citei aí em cima, infelizmente.
:-/
de novo, para o PD, a culpa é dos cristãos…..que tédio.
São vítimas de preconceito, são pobres
chest- não são, tem o AF para mante-los
Em alguns casos, se transformam em criminosos, evidentemente
chest- sim, para o PD e os esquerdistas, é natural achar que pobre caia na criminalidade, afinal, o mal advem de condições socio-economicas, certo?
Partido Nacionalista Tcheco? Defendem pureza racial e tudo.
chest- ou pretendem evitar o dominio oriental, com suas hordas militares ou a colonização pacífica de 12 bebes islamicos por mulher islamica.
A Europa se fez se defendendo de turcos, otomanos, mongois, árabes, magrebinos e mais anteriormente, outros orientais. que novidade? Chamar de fascista? Só muda o nome. Já que facismo é outra coisa.
A questão dos imigrantes é uma SÓ! Não querem se integrar, querem formar guetos onde não precisam aprender a lingua do país que os recebe muito menos mudar seu estilo de vida (poligamia, machismo, mutilacionismo).
Por isso muitos franceses preferem imigrantes católicos da America do Sul, talvez a única saída para a Europa.
Não Chesterton, velho e bom Chesterton, a culpa é dos radicais cara. Radicalismo = fascismo, seja ele cristão, judeu ou muçulmano.
Discordo do Afonso Pena acima. Achar que todo muçulmano tem uma adaga pronta pra te degolar é que é incitar uma situação insustentável. Nem todo muçulmano quis a cabeça do Salman Rushdie. Acho que só a minoria fascista quis. Ou a proposta é voltarmos para a Santa Inquisição?
Se for o caso tô frito em azeite quente. Tomara que pelo menos seja extra virgem, lembrando da 70 virgens que não terei.
Olha, uma constatação empírica dá razão ao Chest nessa história.
Vejo aqui no centro-oeste os filhos, netos, bisnetos e tetranetos de sírios e libaneses, não se misturam nem a páu, vivem só nas comunidades e pronto.
A japonesada miscigenou, eles não.
:-/
Ah, não tô falando que são radicais ou pacíficos, tô falando só de comunidades fechadas.
Que fique bem claro isso.
Então já temos um culpado por tudo de ruim que aconteceu no mundo, o Ocidente “cristão”. O Ocidente “cristão” gerou o nazismo, o holocausto que por sua vez gerou o Estado de Israel, que por sua vez gerou a guerra entre Israel e Países Árabes paralelamente com os palestinos até hoje e que alimenta o terrorismo.
E se o Ocidente “cristão” não se saísse vitorioso, pelo menos em manter os seus domínios tradicionais, já que perdeu os seus domínios do Oriente para os otomanos. Se o Islã tivesse invadido a Europa, pois a espada do Islã prosseguiu até onde ela pode alcançar e vencer, e os europeus não quisessem se converter e então fossem colonizados, se não fossem dizimados, o mundo seria melhor? Como não gosto do sentido da palavra tolerância, haveria mais compreensão e liberdade? Então não teria sido “necessário” ter criado o Estado de Israel.
O Islã tem a fama de ter sido mais tolerante. Há algo que me intriga, os rios correm em direção ao oceano, quanto menor a resistência maior a corrente elétrica pois quem vê ri. O contingente de judeus na Europa foi muito maior do que o de judeus no O.M? Foi igual? Foi menor? Se foi muito maior na Europa o que explica esta preferência? Por que não se dirigir em massa para um lugar em que seriam melhor recebidos e aceitos? O que aconteceu quando judeus se dirigiram em massa para a Judéia/Palestina/Jordânia ou que outro nome fosse?
Pode-se alegar que a intenção não fosse meramente a de se estabelecerem como imigrantes mas como ocupantes, daí a rejeição. Mas e se houvesse levas em fuga para as terras do Islã meramente migratórias, sem intenções sionistas, como as que ocorreram na Europa, a convivência teria melhorado ou piorado?
Mas é claro a história não se baseia em suposições, os fatos são outros, embora os indícios não me pareçam indicar coisas melhores. Os fatos são que os judeus permaneceram na Europa e quando de lá saíram para o O.M tinham intenções sionistas, que o Ocidente aprovou apesar da rejeição dos países árabes.
No Ocidente hoje,tanto cristãos, céticos, judeus, muçulmanos tem liberdade para expressar sua fé, ou sua falta de fé, atacar e até mesmo menosprezar, ridicularizar os “ícones” e o “sagrado” dos outros sem maiores consequências. Não é o paraíso, mas já houve algum mundo melhor?
Proftel, no Brasil os árabes se misturam, minha sogra é maronita, do Líbano.
Radicalismo = radicalismo, não é facismo.
Eu não acho que “todo muçulmano tem uma adaga pronta pra te degolar”.
E também não acho que todo Holandês é tão “fascista” quanto o deputado.
Mas novamente surgem os dois pesos e duas medidas: quando muçulmanos cometem atos terroristas, uma fração mínima se manifesta para condenar inequivocamente o ato.
Mas quando qualquer injúria é cometida “contra o Corão” — por mais minúscula que seja — multidões vão as ruas pedir sangue.
Isso são fatos. Inegáveis. Se os muçulmanos realmente querem viver em paz com os outros, precisam desenvolver seu senso de proporcionalidade e aprender o que as outras religiões já aprenderam há muito tempo: em uma sociedade livre, as pessoas têm o direito de ofender os outros.
“Se sentir ofendido” não dá nenhum direito especial além dos previstos em lei, não importa o que diga o Corão, a Sharia, o Torá, o Baghavan Gita, o Livro dos Mortos ou a Bíblia.
Curioso como a condenação de “fascismo” sempre é feita contra os ocidentais, nunca contra os fanáticos…
O que acontece com o PD e seus esquerdopatas é que acham a violencia islamica justificada e legítima, já a violencia cristã …não poooode.
Com isso os esquerdopatas se aliam aos islamitas na vã esperança de que de dentro dessa disputa eles saiam vitoriosos sobre as cinas. Não é por outro motivo que a esquerdopatia cai de simpatias por qualquer religiaozinha mequetrefe que aparece por aí, o mais alternativa melhor (para eles, decerto).
O PD é disgusting.
Curioso como a condenação de “fascismo” sempre é feita contra os ocidentais, nunca contra os fanáticos…
chest- porque o PD ou tem o miolo mole ou faz de proposito.
Chest, “minha sogra”, bem lembrado, há muitas mulheres casadas com brasileiros, o que não vejo são os homens casarem com mulheres brasileiras.
Aqui mesmo, acabei de passar em frente a casa de um dos sírios que moram aqui (é um dos mais ricos da cidade), tá lá na varanda, ele e os filhos…
Jesus Cristo foi e ainda é alvo das maiores torpezas e nem por isso os cristãos saem por aí, completamente histéricos.
É, eu nunca vi o PD defender o cristianismo.
O vídeo estava disponível ontem no googlevideo, ainda deve estar.
É chocante, consegue despertar a intransigência dentro de nós, desejo de vingança mesmo. A conversa telefônica no world trade center é terrível, e no metrô de Madrid igualmente.
Tive a oportunidade de conhecer marroquinos, jordanianos e um saudita. São muito diferentes, destaque para a ocidentalidade (mulheres, álcool) do marroquino, tolerância do jordaniano (discutíamos sempre sobre religião) e a extrema burrice e visão acanhada do saudita.
Pelo que entendi neste último caso, o governo deles praticamente não cobra impostos, os salários são altos e a vida é barata. Resultado: Ninguém liga! Podem financiar terrorismo, ditaduras islâmicas ou matar imigrantes acusados de roubo, ninguém se importa… As coisas importantes são: carros e celulares. Ouvi várias histórias sobre o comércio ilegal de nú meros de celulares e placas de carros, são loucos por números “bons”, que pareçam-se com aqueles reservados à realeza.
País interessante aquele…
Maria, santa Maria, PD é o capeta. rsrsrsr
Mas não só islamitas são idiotas….no Rio de Janeiro vi muita, mas muita gente comemorar a queda das Torres Gemeas, e muito mais gente dizer baixinho…bem feito.
Em diversos pontos da história os cristãos saíram por aí histéricos. Em 1966, num episódio que lembra a estrutura do que aconteceu com as charges dinamarquesas, John Lennon disse a um jornaleco inglês, em tom de crítica, que a fama dos Beatles tinha crescido tanto que talvez naquele momento eles fossem mais conhecidos no mundo que Jesus Cristo. Meses depois, um radialista americano pegou a frase fora de contexto e anunciou que Lennon havia dito que os Beatles eram “maiores que Jesus”. Daí pra frente foram ondas de reação na Middle America, com fogueiras onde pessoas atiravam discos dos Beatles, rádios e cadeias de lojas os boicotando. Muitas daquelas pessoas não sabiam direito o que eram os Beatles e nem se interessou em saber mais sobre a história. Compraram a versão do pastor e da imprensa histérica que os apoiavam. (continua)
Acontece que os EUA eram (e ainda são) uma democracia. Os grupos histéricos não tinham apoio oficial e nem contavam com a estrutura do Estado. Em pouco tempo, o movimento se diluiu, por falta de rede na sociedade pra fazer eco. O que acontece hoje com o islã, é que há uma rede de ditaduras no Oriente Médio e norte da África sentada em cima de lagos de petróleo que usa a grana pra insuflar os radicais, para utiliza-los como massa de manobra pra se manterem no poder. Há um documentário da série “Why Democracy?” que de vez em quando passa no canal Futura em que um jornalista dinamarquês vai ao Irã em busca das pessoas que participaram da queima da embaixada dinamarquesa por conta das charges. Encontra um dos líderes do protesto. Um amável velhinho que mora nos subúrbios de Teerã. “O sr. viu as charges? - Não - Então pq tanto ódio? - Porque me ligaram da mesquita dizendo que haviam insultado o profeta”.
Daniel Soares, excelente exemplo da diferença entre as religiões.
Os Católicos realmente ficaram furibundos com o Lennon. Pregaram contra, queimaram discos e fizeram boicotes contra lojas e rádios que vendiam ou tocavam os Beatles.
Mas nenhum pediu a cabeça do Beatle, ou depredou lojas, ou sequer sugeriu um boicote ao Reino Unido inteiro. Por quê? Porque entendiam a liberdade de expressão: o Lennon podia dizer o que quiser, e eles podiam criticar da maneira que quisessem — desde que pacificamente.
Ora, meu caro, o “segundo erro grave” não existiu. Isso é estratégia pura e simples, e geopolítica. Algo tinha que ser feito. Vc teria feito melhor? O que é que vc teria feito? Nem precisa responder.
O restante do texto está correto.
Bom, a Europa tá numa sinuca de bico.
Se mexe muito com os muçulmanos leva bomba e (ou) fica sem petróleo.
Daí….
Afonso, pediram cabeça sim. Receberam ameaças de morte e lojas que vendiam foram depredadas. O que acontece é que não tinham a força do Estado ao seu lado, pelo contrário.
PD,
Valeu…assim já não preciso ver essa droga…aliás, acho que o melhor mesmo é não ver e não comentar.
Porque, PAX 17, disse tudo: é fascismo e a gente sabe o quanto esses caras são insanos e perigosos. Portanto proponho boicote. Depois desse comentários vou esquecer que esse filmeco existe.
Afonso Pena 19 - em que trecho o PD diz que é para “ceder à chantagem”? O cara tá falando do filme, que o tal filmeco é uma peça fascista, e explicando pq acha isso. Não tá pedindo proteção para ninguém…eu hein?
Proftel - arabes, turcos, libaneses, etc, no brasil se misturam como todo mundo. Até chines se mistura no brasil. Se esses caras ai na sua região não se misturam é porque devem ter algo a esconder. Podem ser traficantes, contrabandistas…geralmente, quando têm negócios escusos, as “famílias” se unem e nãose misturam…vc falou que o cara é rico. Sabe a origem do dinheiro. Não tô dizendo que é isso, mas pode ser.
Nassau - eu sou débil mesmo, não entendi nada…eita textinho confuso. Faz um desenho para ver se eu entendo, pleaseeeeee!
chest 28 - é FASCISMO e não facismo…
Maria - já para a igreja, isso aqui não é lugar para uma santa como você.
Daniel - continua ai…gostei da primeira parte.
Há o vídeo no Youtube:
/watch?v=bCrCsTMokTU
Aiaiai, não é só uma família, já morei aqui em duas cidades, mesma coisa, de boa, não quero criar polêmica, como disse, é uma constatação empírica, que há, há, ao menos aqui.
:-)
Pimenta no cu dos outros é refresco.
Esse vídeo é bem do tipo do Goebbels e aparece uma galera aqui achando o máximo.
Parece que a História não ensina. Agora estamos em luta com 1,3 bilhão de pessoas dizendo que são sujos e venais? Que são inferiores? Que são todos terroristas?
Esse filme é reprise, o lançamento foi em 1933, se não me engano.
Daniel Soares, dois ou três malucos realmente forçaram a barra contra o Lennon.
Mas todos os líderes espirituais católicos condenaram inequivocamente esse tipo de comportamento, e a maioria das manifestações respeitou a liberdade de expressão.
Você está certíssimo quando diz que o combustível desses movimentos é o apoio que recebem do Estado — infelizmente, em boa parte do mundo muçulmano, o conceito de “Estado” se mistura ao religioso.
Esse Wilders tem vários seguidores que comentam neste weblog. É gente que gostaria de ter vivido na Alemanha de Hitler e vestido farda da Gestapo. Nem preciso dizer os nomes.
Já disse e repito: Esse papo de guerra religiosa é conversa prá boi dormir. As religiões são usadas pelos senhores da guerra para convencer pessoas sem nenhum senso crítico para a obtenção de poder e riqueza. O resto é conversa fiada.
Só no oriente? Essa é boa… puro preconceito.
“God wants me to do it”
George W Bush
Tortura em nome de jesus…
O maior terrorista do planeta - George Bush - fala abertamente que é “guiado por deus”.
E o Cristianismo já fez muito isso.
Só para deixar claro que não achei o filme “o máximo.” É claramente ofensivo, e seu autor deixou claro sua posição.
Minha posição é de crítica à análise dos fatos que pinta o filme como um ultraje, mas se recusa a condenar a reação dos muçulmanos como igualmente ultrajante.
se usam o termo fascismo de forma errada, eu escrevo facismo, se é pertinente, eu escrevo certo.
eu nem vi o filme e nem pretendo ver….
A gestapo se aliou aos árabes contra os judeus em Jerusalem (leiam sobre o mufti da época, el-Husseini ), e não me venham com idiotia.
Dá pena ver o Afonso Pena cair em armadilhas como marreco. Pare de generalizar cara. Você dá margem para qualquer radicalismo com sua opinião radical e generalista. Goebbels fazia isso muito bem: “os judeus são sujos”. Lembra? Qual a diferença ao dizer “os muçulmanos são ultrajantes”?
Pensa um pouco antes de teclar. Faz bem.
Olha, só comento uma coisa.
O artista Andrés Serrano colocou um Cristo no meio do mijo, chamou-o de “Piss Christ”. Ninguém morreu ou foi ameaçado e o sujeito até ficou rico.
Um artista britânico fez um retrato da Virgem Maria usando bosta de elefante, o retrato tá ainda na Tate Gallery.
Gilbert & George, outros dois artistas britânicos, fizeram uma mostra contra a “religião”, satirizando exclusivamente a religião cristã, é claro. Ninguém reclamou.
Um grupo dinamarquês, Surrend, fez outra mostra criticando a religião. Ao menos estes foram democráticos e satirizaram seja judeus, seja cristãos, seja muçulmanos. A galeria foi fechada por medo de possíveis atos de violência. De quem? De judeus? De cristãos? Não. De muçulmanos…
Por que os muçulmanos têm que ter tratamento diferenciado??
É simples. Por que todo mundo morre de medo da violência deles. O Geert Wilders, Hirsi Ali, Magdi Cristiano Allam, todos os críticos do Islã vivem sob escolta policial. Não consta que ocorra o mesmo com os críticos do judaísmo, cristianismo, budismo.
Ah, mas os “fascistas” são os que fazem um vídeo mostrando o ódio de pregadores e o publicam na Internet…
Perdão, PD, e os vídeos dos jihadistas, cortando a cabeça de reféns, ameaçando novos atentados, ou falando em Grande Satã, e publicados no Youtube, Al-Jazeera e quetais, são fascistas também?
Pax, a diferença é que os muçulmanos derrubam predios….os judeus tinham derrubado algum predio na Alemanha?^
URIBE OFERECE APOSENTADORIA
EM PARIS PARA TERRORISTAS
Após assinar um decreto que autoriza a troca de membros das Farc por reféns em poder da guerrilha, o presidente colombiano Álvaro Uribe garantiu que os guerrilheiros que se entregarem e soltarem seqüestrados não serão presos, e que a França estaria disposta a acolher os membros das Farc que seriam libertados em troca dos reféns.
Nada mau para os vieux jours de assassinos e seqüestradores. O aceno com uma aposentadoria às margens do Sena possivelmente despertará novas vocações para o narcotráfico e terrorismo.
- Enviado por Janer
caralho, fascismo é outra coisa!!!!!
Afonso Pena e muitos outros: de nunca condenar o terrorismo árabe e ou muçulmano, jamais fui acusado.
Em geral, sou acusado por aqui do oposto. De pensar demais em Israel e no Ocidente e de ser anti-Islâmico…
Na boa, vamos chamar as coisas pelo nome? Ninguém deixa de criticar por “respeito à religião” muçulmana. O que as pessoas têm, é medo, simplesmente.
O sujeito que fez a caricatura do Maomé, é um velhinho de 70 anos e vive se escondendo com a mulher. Até foi obrigado a sair do hotel em que estava, pois os funcionários estavam com medo de atentados.
Será que ele é “fascista” também?
Claro, Chesterton-Dracul- El Cid, o irado, fascismo de verdade é uma espécie de esquerdismo, não é?
Outra: quem disse que a culpa é do cristianismo? Não fui eu.
O Geert Wilders é sim um provocador. Seu filme pode até ser radical, não assisti. Porém, o fato é, críticos do islã são ameaçados ou até morrem, críticos das outras religiões não.
http://www.spiegel.de/international/europe/0,1518,538553,00.html
As pessoas não sabem mais o que é “fascismo”…
Chesterton, os malucos derrubam prédios, explodem mercados, invadem e derrubam países, torturam, explodem cidades, crianças e velhos. E isso há lá e cá. Uns em nome de Alah, outros em nome da Democracia, outros em nome de Jesue, e outros em nome de D´us.
Há maluco de todo lado.
Mr X, tenho medo nenhum de radical muçulmano cara. Moro no Brasil, sou brasileiro e aqui até samba e batucada de candomblé há nas igrejas católicas. Mas tenho receio de galera ocidental que em nome da democracia exalta um novo fascismo (sim Chesterton, fascismo sim senhor) ocidental. Não é na porrada e na invasão, na indústria armamentista ou na paranóia que acredito a melhor forma de sobreviver esses novos tempos.
Me incluam fora dessa cruzada.
Sim, o terrorismo veio pra ficar. Aí há algo bom pra se lutar contra. Mas diferenciar as coisas faz bem tanto quanto canja de galinha. Quando se generaliza, o sentido da boa briga vai pro esgoto. Qualquer que seja o ser generalizante, muçulmano, católico ou judeu.
É domingo e gastar neurônio com peleja cansa, não é meu objetivo hoje.
Alguns europeus incomodados com a(s) comunidade(s) islâmica(s), tô bem longe e assisto de camarote o quiprocó.
Creio que não acabará bem, pode até sobrar pra gente sei lá, a economia é mundial.
Vou prô Open.
Um bom resto de domingo pra vocês.
:-)
George Bush fala abertamente que foi guiado por deus… um extremista cristão.
Será que a tortura é uma obra “divina” de jesus?
Belíssima música…
http://www.youtube.com/watch?v=12B-XvDtoc0
“When the president talks to God
Does he fake that drawl or merely nod?
Agree which convicts should be killed?
Where prisons should be built and filled?
Which voter fraud must be concealed
When the president talks to God?”
PD, não tive nenhuma intenção de acusar você de nada. Leio o blog justamente porque é um dos mais imparciais que conheço.
Muito menos tenho qualquer coisa contra os muçulmanos, já convivi com alguns que eram pessoas sensacionais.
Mas repito: quando um Holandês coloca um vídeo ofensivo ao Islã, surge uma gritaria mundial pedindo sangue e gritando “Intolerância!”. E por medo das consequências, muita gente entra nesse barco.
Em contrapartida, quando os terroristas colocam vídeos de assassinato e decapitações, aqueles que reagem de maneira idêntica aos muçulmanos — pedindo sangue — são chamados “fascistas”.
Ora, ou são todos fascistas ou ninguém é. É gritante o “double standard” aplicado nesses casos.
E, novamente para deixar claro: na minha opinião, são todos apologistas do ódio. O que não quer dizer que não tenham o direito de se manifestar, desde que pacificamente.
“God wants me to do it”
George Bush
O grande responsável pelo terror no mundo é um cristão extremista que governa o império…
“When the president talks to God
Do they drink near beer and go play golf
While they pick which countries to invade
Which Muslim souls still can be saved?
I guess god just calls a spade a spade
When the president talks to God
When the president talks to God
Does he ever think that maybe he’s not?
That that voice is just inside his head
When he kneels next to the presidential bed
Does he ever smell his own bullshit
When the president talks to God?
I doubt it”
http://www.youtube.com/watch?v=KIIImiRDnF8
afonso, então quer dizer que se fizerem um filme vangloriando o nazismo e tratando como se tivesse sido justo e correto o extermínio doente que eles fizeram dos judeus na europa, vc acha que não haveria protestos de judeus e não judeus contra esse filme? Ou eles simplesmente lançariam charges em jornais e filmes no youtube tratando Hitler como um cara mau?
Onde os moderados islamicos pediram sangue? Do que sei , quem pede sangue são os radicais..
Essas aspas de Pedo Doria, reproduzidas no comentário #61, merecem uma reflexão.
“…fascismo de verdade é uma espécie de esquerdismo, não é?”
Uma pergunta: será que ela revela a imparcialidade do blog?
Abraços e bom domingo,
Mari-Jô Zilveti
http://nomadismocelular.wordpress.com
kkkkkkkkkkkkkkk
PD, bem lembrado…o chest acha que fascismo e nazismo são movimentos de esquerda….kkkkk
PD,
O cheste acha que vc tá culpando os cristãos, porque para ele inglês e estadunidense é sinônimo de cristão, não de imperialista. aiaiai
No mais, acho que falta um pouco de conhecimento de história para essa gente, …alguém ai conhece a história de Granada? Consegue entender por que, no meio da espanha, tem um castelo de arquitetura islâmica como Alhambra?
“Faz meio século que eles pegam o dinheiro do petróleo para financiar a construção de mesquitas em todo o mundo para divulgar sua visão arcaica e totalitária de uma religião muito mais variada do que isso. São mesquitas suntuosas que se transformaram nas principais fontes de informação sobre o Islã no mundo”.
Dick Cheney de 1995-2000 foi o Chefe Executivo e o Senhor Importante de Halliburton, a maior companhia de serviços da indústria de petróleo do mundo.
A Cheney Halliburton é beneficiário de qualquer oleoduto que percorre os campos de gás e petróleo do Mar Cáspio, através do Afeganistão, e pela costa do Mar Árabe do Paquistão.
Podemos então dizer que o petróleo é a alma negra do mundo islâmico e sem ele não haveria o terrorismo islâmico nas proporções que hoje existe.
Acredito muitíssimo em redes conspiratórias para virar esse mundo, aliás como já se encontra virado. E os USA sempre estiveram financiando o terrorismo islâmico. Por que agora acusar os muçulmanos de terrorismo mundial, reclamar de que comemoraram a queda das torres gêmeas, como se isso fosse surpreendente e com isso fazer guerras no Oriente Médio?
A maioria das análises sobre terrorismo e guerras do O.M. está propositalmente desviada de seus verdadeiros rumos. O cerne é outro, poucos percebem.
Que D’us, Alah, e Nosso Senhor (nosso, dos cristãos cara pálida) Jesus Cristo, mais a moderação do PD não permita que este blog vire uma sucursal do inferno da intolerância racial, religiosa e cultural.
Amém, shalon, e seja lá o que for em árabe pra Alah. :o)
well…..esse rapaz está prestando um desserviço a tolerância e a integração. É o Michael Moore europeu, apadrinhado pela escória festiva pós-nazista.
É certo que a Europa tem imensos problemas com a população muçulmana em seu território.Não se integram, minam a democracia e exigem tratamento “diferenciado” pelo único fato de serem…..muçulmanos!
E não se enganem,my friends.Isso não é coisa da ‘direita” não. Governos de “esquerda” agiriam (alguns já agem) da mesma forma. Não sejamos tão ingênuos assim….
Chico Motta, acho que haveria protestos e merecidíssimos. Mas deveriam ser protestos pacíficos.
Como nos EUA, onde até o Partido Nazista pode fazer passeatas, desde de que devidamente autorizadas — e os protestantes ficam do lado, empunhando cartazes criticando os nazistas. Tudo pacificamente, e sem apologia à violência.
Para uma imagem dos protestos “moderados” do Islã: http://timesonline.typepad.com/photos/uncategorized/2007/10/25/06_02_2006_1117_2.jpg
Opa! Acho que o Carlos Magno acertou em cheio nessa.
jesus = dinheiro
Onde está escrito “In god we trust”?
A Jihad de George Bush é porque deus fez o petróleo… para usofruto dos seguidores de jesus.
“MUCH OF AMERICA’S BUSINESS IS NONE OF AMERICA’S BUSINESS”
http://www.youtube.com/watch?v=eEn6LdkOVic&eurl=http://poeticjusticemorepoeticvideos.blogspot.com/
Pode até ser que o Islã não seja tão ruim como o que se vê predominar hoje no mundo, que seja possível que haja um Islã democrático. Mas onde, em que pais de predomínio islâmico já houve liberdade para as outras religiões? Para as “pagãs”? Quem conhece bem História ai poderia me responder?
Porque das duas visões em confronto neste post, a Pedrodoriana e a Chestertoniana, nesse assunto eu daria mais razão à segunda.
O Judaismo é violento e arcaico, mas não só não predomina entre os judeus de hoje como não é expansionista. É pros do povo.
O Cristianismo é expansionista, mas não tem em seus escritos (os do Novo Testamento) recomendação de conversões pela força, ao que eu lembre.
Já os Islamismo é expanionista e tem em seuus escritos recomendação do uso da violência. É uma combinação explosiva. E ainda não separa o que é e César do que é de Deus. (Bush e os movimentos fundamentalistas americanos nesse sentido são contrários a Cristo).
Muitoas distorções do cristianismo estào emdesacôrdo com os textos. Do islamismo, que eu saiba, não. Mas reconheço não ter muito conhecimento do Corão.
E o que se disse dos moderados é verdade. quantos condenam o terrorismo?
well….a bem da verdade, o filme do rapaz não é fascista. Nem chega a isso. É uma porra-louquice festiva fantasiada de “motivos” e explicações”.
Mas o fundamentalismo muçulmano é uma vertente fascista, isso é inegável. Prega abertamente uma “supremacia” e um combate sistemático aos “infiéis”, seja lá quem diabo for. Qurem coisa mais fascista que isso?
Infelizmente a coisa vai chegar num confronto, é questão de tempo…
Coment 77….nas devidas proporções tem tudo a ver…….
Mas o Deus das tres religiões é a mesma coisa…..e o resumo de seus ensinamentos está nas palavras de Jesus……..e depois no espiritismo de quem Kardec é o iniciador da doutrina…….com o tempo o intelecto terá que se juntar a moralidade e crescer junto……na caridade de nos amarmos uns aos outros e refazer nossa sociedade….só dessa forma sendo diferentes e absolutamente iguis e compreensivos com as diferenças faremos desse mundo, um mundo sem ser de provas e remissão!…….
Gerson B, durante anos a Turquia foi um país predominantemente muçulmano e democrático.
Mas diante do “acovardamento” (entre aspas, por favor…) do Ocidente perante os terroristas, alguns elementos dentro da Turquia já perceberam que o radicalismo compensa, e já estão tentando mudar as leis do país…
“Como é ser judeu no Irã?
…depoimentos extraídos da reportagem do jornal francês Le Monde…
“Nós praticamos a nossa religião em toda serenidade e nada nos falta”, declara Farhad Aframian, o jovem redator-chefe da revista judaica “Ofogh-Bina”. “Nós temos cerca de vinte sinagogas em Teerã, além de escolas judaicas, de creches para as nossas crianças mais novas, de alguns açougues kosher (em conformidade com os preceitos judaicos), do nosso próprio hospital, etc. No interior das nossas sinagogas, as pessoas fazem o que querem. O governo não nos incomoda. Nós temos até mesmo o direito de consumir álcool para as necessidades das nossas cerimônias!”.
http://blogdobourdoukan.blogspot.com/2008/03/no-tem-comparao-como-ser-judeu-no-ir.html
Grande texto.
Ressalva importante: num texto contra o simplismo, a frase “A história do cristianismo é uma de intolerância” soa terrivelmente deslocada. No fim, somos todos desse jeito: basta se distrair um pouco e a gente começa a rabiscar a nossa própria versão dos protocolos dos sábios de asterisco.
“Como é ser judeu no Irã?
…depoimentos extraídos da reportagem do jornal francês Le Monde…
Arash Abaie, 36 anos, um professor de religião judaica, dono de uma editora de livros em hebraico e leitor na sinagoga Yusef Abad. Em sua opinião, não há nenhuma contradição importante no fato de ser judeu em terra de Islã.
“Não existem guetos ou bairros exclusivamente judeus no Irã. Nós estamos integrados e não sentimos hostilidade alguma por parte dos nossos compatriotas”, prossegue. “É importante saber também que nós, judeus do Irã, nos definimos em primeiro lugar e acima de tudo como iranianos”.
http://blogdobourdoukan.blogspot.com/2008/03/no-tem-comparao-como-ser-judeu-no-ir.html
Muitos muçulmanos ainda pensam pelo fio da espada. Não importa em qual país vivam, a lei é somente uma: o Alcorão. Daí uma das dificuldades de se entender com eles.
http://ourladyofsorrow.org/news/?p=13
Do mesmo artigo citado pelo Fábio Passos:
Contudo, à medida que a conversa vai se estendendo, os judeus iranianos que nós encontramos se arriscam a se queixar. “Não é tão fácil assim ser judeu no Irã”, afirma Esther. “A minha irmã era chefe de equipe numa companhia farmacêutica de mais de 200 empregados. Ela estava prestes a se tornar gerente - todos os funcionários estavam de acordo com isso. No último momento, a diretoria lhe enviou uma nota explicando que se ela quisesse o cargo, ela teria de se converter à religião muçulmana. Uma vez que ela recusou, eles lhe pediram para se demitir”.
É ruim morar em Teerã, para qualquer um que rejeite censura ou ditadura — seja judeu, muçulmano ou católico.
Lugar bom para ser judeu ou muçulmano é mesmo aqui no Brasil!
Quanto preconceito contra os muçulmanos…
Com a palavra… a comunidade judaica em Teerã:
Ciamak Moresadegh, líder judaico iraniano:
“Se você pensa que judaísmo e sionismo são um, é como pensar que islã e talibã são o mesmo, e não são”.
Há judeus vivendo entre os muçulmanos, em paz, há mais de três mil anos…
http://rafaelfortes.wordpress.com/2007/09/
“…a comunidade judaica iraniana de exatos 25.000 é a maior do Oriente Médio - fora de Israel - e situa suas raízes mais de 3.000 anos atrás…”
“…De acordo com o jornal Forward, sediado em Nova Iorque, uma campanha para convencer judeus iranianos a imigrar para Israel induziu apenas 152 desses 25.000 judeus a abandonar o Irã entre outubro de 2005 e setembro de 2006, e acredita-se que a maioria deles tenha imigrado por razões econômicas, e não políticas…”
http://rafaelfortes.wordpress.com/2007/09/
Fabio Passos, quando os dois lados querem é facílimo chegar a um acordo.
Existem sinagogas em Teerã, e mesquitas em Israel. Qualquer um que queira morar nesses países de boa-fé é bem-vindo.
Mas, como bem diz o artigo que você citou, é preciso se assimilar: judeus não usam solidéu em Teerã, e as mulheres judias se vestem de acordo com os costumes iranianos.
A imensa maioria dos muçulmanos no mundo ocidental faz o mesmo: encontra um meio-termo entre sua fé e os costumes do país onde moram.
O problema são aqueles que exigem — apenas por ser muçulmanos — o direito de desrespeitar as leis constituídas.
Alah, Alah, Alah meu bom Alah!
Mande água pra Ioiô
Mande água pra Iaiá
Alah, meu bom Alah!
Será que ele é bossa nova?
Será que ele é Maomé?
Parece que é transviado.
Mas isso eu não sei se ele é.
Corta o cabelo dele!
Corta o cabelo dele!
Se as marchinas acima fossem cantadas em inglês ou francês nas ruas de NY, Londres ou Paris, haveria histeria, queima de discos, ameaças de morte e queima de embaixadas. Como é no Rio de Janeiro, nionguém liga. E ninguém liga porque não dá pra usar o Brasil como inimigo externo bode-expiatório. A questão é política, não inerente à religião.
Impressionante… isto pouco aparece na mídia.
“…para evitar a incongruência embaraçosa de alegar a iminência de um segundo Holocausto enquanto milhares de judeus vivem alegremente em Teerã -, Israel agora apóia um movimento de doadores judeus para garantir a cada família judia iraniana US$ 60.000 para se estabelecer em Israel, somados aos numerosos incentivos financeiros existentes que são oferecidos aos imigrantes judeus, incluindo empréstimos e hipotecas baratas.
O anúncio foi recebido com desprezo pela Sociedade de Judeus Iranianos, que emitiu uma declaração de que sua identidade nacional não estava à venda. “A identidade dos judeus iranianos não é trocável por quantidade alguma de dinheiro. Os judeus iranianos estão entre os iranianos mais antigos. Os judeus do Irã amam sua identidade e cultura iraniana, portanto ameaças e essa incitação política imatura não atingirão seu alvo de extinguir a identidade dos judeus iranianos”.
http://rafaelfortes.wordpress.com/2007/09/
A história do cristianismo é uma de intolerância. E a do Islã está farta de momentos de tolerância.
Não acho que taxar o cristianismo de mais intolerante do que o islã leva a alguma coisa ou chega a ser verdadeiro — mesmo porque os papéis mudaram de acordo com a época. Na Idade Média sociedades de base cristã podiam ser mais intolerantes e atrasadas que sociedades de base muçulmana, por volta de meados do início da época mercantilista uma era podia estar no mesmo nível que a outra, e assim por diante…
Na Europa, os jovens radicais são em geral netos de migrantes. Já não falam o árabe – ou turco, ou seja lá o que for – familiar e nem se integraram à Europa. São vítimas de preconceito, são pobres. A volta à mesquita que seus pais abandonaram é uma busca por raízes.
O problema é que na Europa o tal jus sanguinis e os conceitos ligados a ele é o que impera, mesmo em países democráticos. Isso, levado a limites cada vez mais extremos, acaba gerando um problema gravíssimo, com consequências graves como gerar gerações de apátridas que nunca conheceram outro lugar a não ser o país em que nasceram e viveram, mas que ao mesmo tempo não tem direito a voto ou proteção policial decente, correndo o risco de ser deportado a qualquer momento para a terra dos avós. Na Suíça, 1 em cada 4 habitantes está de uma forma ou de outra nesta situação.
A Human Rights Watch já cantou a bola sobre isso, inclusive.
Outro problema também é a política de multiculturalismo levada a extremos, fazendo com que em vez de integração à sociedade européia esses europeus descendentes de imigrantes — que lá são chamados de “imigrantes de 3ª geração” — acabam sendo incentivados a se manterem em guetos e a não aprender a língua dos país em que eles vivem, dificultando a integração e a entrada em universidades.
Um jovem violento neto de marroquinos na Holanda e um militante do Hamas e um jovem Talibã não têm muito em comum.
Acho que ambos têm algo em comum, sim: a sensação de viver num ambiente que não dá ouvidos, oportunidade, justiça ou atenção a eles, no qual a violência misturada com a religião dá um senso de “belonging”, se “sentido à vida” e de força real que eles nunca experimentaram em outras ocasiões.
No fim, o que interessa saber é que tanto o cristianismo quanto o islã não podem ser tachados e classificados como um bloco só, visto que em ambas religiões há um monte de matizes diferentes.
O que ferra tudo é que, num twist perverso do destino, os três países autoritários que graças a seus regimes acabam alimentando a criação de vários grupos radicais islâmicos — a saber, o Marrocos, o Egito, a Arábia Saudita e o Paquistão — sempre estiveram na lista de “staunch allies” dos Estados Unidos, principalmente durante a era Nixon-Kissinger que começou nos anos 60, e que estabeleceu um modo de se fazer política externa que de uma forma ou de outra perdurou até a eleição de Bill Clinton em 1992…
61, fascismo é uma espécie de COLETIVISMO! ( obem comum é mais importante que o individuo)
Tipo assim… para garantir o bem comum dos cristãos ocidentais, vale prender e torturar indivíduos sem qualquer acusação e direito a defesa. Sim. Isto é fascismo.
“Welcome to the new american center”
Belíssima música:
http://www.youtube.com/watch?v=V-3tozYtZPc
Fascism is an authoritarian political ideology (generally tied to a mass movement) that considers the individual subordinate to the interests of the state, party or society as a whole.
fascismo é uma ideologia politica autoritaria (geralmente ligada a um movimento de massas) que considera o individuo subordinado aos interesses do estado, partido ou da sociedade como um todo.
chest- sim, ao copntrario do comunismo, um movimento de elites intelectuais, o fascismo é um movimento popular.
Dai existir um paralelo grande entre fascismo e bolivarismo.
In contemporary political discourse, the term fascist is often a slur, used by adherents of some ideologies to describe their opponents.
no discurso politico contemporaneo o termo fascista é frequentemente pejorativo, usado por mebros de algumas ideologias para descrever seus oponentes.
Intolerâncias religiosas surgem por motivos materiais, nunca espirituais.
Sou contra instituições religiosas. Todas elas. A religião, em si, pode ser inofensiva, mas quando vira uma instituição , adquire muito poder, que controla corações e mentes a seu bel prazer.
aiaia, fascismo e nazismo são movimentos COLTIVISTAS!
Alhambra é prova do expansionismo islâmico.
75 exatamente ze bush, depois que eu vi o prefeito comunista de Veneza expulsar os mochileiros, entendi bem o problema da migração.
Córdoba é prova do expansionismo islâmico. O Rio de Janeiro (e Salvador, Olinda, Belém…) é prova do expansionismo cristão. As colinas da Golan do expansionismo judaico. Cuzco do expansionismo inca…
Gerson B, os moderados islamicos, ou estão mortos, como os grandes filosofos e suas correntes foram, ou estão com muito medo.
O cristianismo quer conversão religiosoa, o islamismo quer dominação política.
80…concordo com Afonso Pena…e com 84.
sim, menos Golan, que é apenas um barranco protetor. Se os judeus fossem expansionistas, já teriam territorio que iria de damasco até o cairo.
PD, você não acha que forçou a mão ao escrever que, por mostrar que “muitos clérigos muçulmanos pregam a violência” baseando -se no Alcorão o diretor quis dizer que “o Islã é isso”?
E se ele estiver dizendo que alguns radicais influentes e barulhentos estão usando o Islã como ferramenta de seu ódio?
Aliás, fiquei muito preocupado de saber que o SN da ONU concorda em submeter qualquer expressão cultural ao teste da “responsabilidade social”…; responde-se a uma barbaridade com outra.
Ok, forcei um pouco a barra com Golan. Não dá mesmo pra ser expansionista com um território menor do que Sergipe.
responsabilidade social? De-me um link, por favor, Rafael.
Debate é para quando houver incerteza, e não há nada mais transparente que a certeza de que este tipo de filme é um crime.
É facista e ignorante. Dúvidas sobre essa certeza são tão estúpidas e facistas quanto a mentalidade responsável pela bosta do filme.
Dizem que o radicalismo no Islã não se encontra em lugar algum, uma mentira ignorante e cabeluda. Existe sim, tanto o radicalismo judaico quanto o radicalismo cristão. Tão sanguinários quanto. Coloquem qualquer religião em situação de acuamento histórico como na que se encontra o Islã. Sejam judeus, cristãos ou hare-krishnas, o radicalismo florescerá e células violentas se desprenderão da doutrina, com certeza. Todos os livros têm raizes no sangue e na intolerância, felizmente a raça humana soube evoluir para a conclusão de que o sangue derramado dos outros não tem nada de sagrado. A sábia correção na interpretação dos livos demorou séculos, mas é real. Infelizmente o radicalismo ainda existe, não é absoluto e é muito menos recorrente. Mas está longe, muito longe de ser uma exclusividade do Islã. O “instinto de sobrevivência” de qualquer religião é atroz, as carnificinas mais bárbaras sempre serão em nome de deus.
PS: convido os coleguinhas a lerem sobre o tema e os assustadores comentários no Observateurs:
http://observers.france24.com/en/content/20080328-fitna-geert-wilders-anti-islam
cristãonio, e sobre os radicais materialistas ateus você não diz uma palavrinha?
Digo sim, são todos uns putos, meu caro Chester, ô defumado.
Companheiros de esquerda, maoístas e bolivarianos
Eu, josef mario, devo dizer que, como todos sabem, sou agnóstico. Todavia, aqueles que têm alguma religião, sugiro que lêm “deus - um delírio” do companheiro richard dawkins.
Muito obrigado
dizem por ai que o Dawkins acredita em deuses astronautas…..aliás, parece que foi ele que disse.
Eu como bom ateu praticante, devo dizer que quem é agnóstico e apoia o Crivella deveria ser jogado na fogueira com o resto dos sodomitas. Viu Josef?
:)
http://oglobo.globo.com/blogs/terra_santa/
Grupos terroristas judeus contra árabes. A diferença é que o governo de Israel se preocupa e pune os seus cidadãos terroristas.
http://www.expelledthemovie.com/playground.php
Chesterton:
http://www.un.org/apps/news/story.asp?NewsID=26128&Cr=islam&Cr1=alliance
“While on the one hand, freedom of expression is a fundamental human right that must be respected, it does not extend to include incitement to racial or religious hatred, which is itself clearly a violation of human rights. Public expressions that paint adherents of a particular religion as a threat to peace or global stability are irresponsible,”
chest- tem que avisar os islamitas tambem. daí a gente pensa no assunto.
PD, vc não está esquecendo caras como Sayyid Qutb nessa história de islamismo radical? E eu não consigo imaginar que com outra família na Arábia Saudita (como seria o nome do país?) as coisas iam ser muito diferentes. Governantes seculares naquela região costumavam alimentar o radicalismo da mesma maneira, mas como uma reação - é só ver o Sadat.
To Stein’s astonishment, Dawkins concedes that life might indeed have a designer but that designer almost assuredly was a more highly evolved being from another planet, not “God.”
Stein does not respond. He does not need to. For the past hour of the film, the audience has met one scientist after another whose academic careers have been derailed for daring to suggest the possibility of intelligent design.
If only they had thought to put the designer on another planet!
PD sempre foca no detalhe para não ter que discutir “the big picture”.
“A história do cristianismo é uma de intolerância.” Ah. Edith Stein, Bach, São Francisco de Assis…
“Partido Nacionalista Tcheco? Defendem pureza racial e tudo.
chest- ou pretendem evitar o dominio oriental, com suas hordas militares ou a colonização pacífica de 12 bebes islamicos por mulher islamica.”
Hm. Será que usam cinturões com os dizeres “Gott mit Uns” na língua de São Venceslau?
é só uma questão de quem empurra mais forte?
Será que não pode haver uma visão um pouco alem do problema religioso? Conhecem São Paulo? Aquela megalópoles do sudeste, que atraia milhares de migrantes nordestinos, agora já não os quer… Como não dá para enquadrar-los em questões religiosas, servem as questões de costumes… Daí a chamar-los de ignorantes, baianos, analfabetos, etc…
Não é diferentes na Holanda (e na Europa), eles estão pouco se lixando se é muçulmano ou não, tanto é que estavam expulsando uma deputada do parlamento europeu ex-muçulmana. Na Holanda 5% da população é muçulmana e somente algumas dezenas de mulheres usam véu cobrindo o rosto, pois queriam criar uma lei para proibir essas mulheres de se cobrir, uma lei nacional para atingir meia duzia de mulheres velhas muçulmanas… Qual objetivo? Provocar? Criar conflito?
Mas não pensem que o problema é com os hábitos muçulmanos, é com emigrantes, se lá estivesse uma colônia de judeus ortodoxos deste tamanho, eles reeditariam um novo protocolo dos sábios, eles também não querem latinos por lá. Em suma emigrantes para roubar as vagas de trabalho por salários baixos não são bem vindos, daí toda sorte de preconceitos. Essas provocações do tipo do Wilders é um tipo de manobra política que costuma dar bons resultados, conheço um personagem que se elegeu premier depois de um passeio por um lugar considerado sagrado pelos muçulmanos, mesmo que isso tenha iniciado uma guerra…
Chest, no 116 você diz que os islamitas têm de ser avisados. Nem de longe sou especialista, mas pense em modelos de convivência pacífica bem recentes, por exemplo o da Jordânia, com muitos quadros da elite dirigente muçulmana educados em escolas cristãs. Nem tudo é pancada - mas é claro que a margem para conversar está cada vez mais estreita em muitos lugares.
Pedro
Me parece lógico que um jovem neto de marroquinos na holanda é diferente de um militante do Hamas. Afinal , o primeiro pode no maximo ser militante de causas religiosas. Enquanto o segundo, por mais que isso não entre na cabeça de muita gente daqui, está lutando a sua maneira por libertade e dignidade.
123, acho ótimo.
O interessante é que o Brasil é um país com a população com a auto-estima tão baixa que o preconceito se dá ao contrario, é o emigrante que se sente superior ao povo nativo, mestiço.
E o que é mais interessante, a população tende a se achar realmente inferiorizada… É um tal de: Japonês é inteligente, judeu é inteligente, alemão é trabalhador…
Acho que o Dino tocou num ponto essencial: a questão política, quando serve qualquer argumento ou pseudo-argumento para tentar legitimar determinadas práticas.
O PD mostra aí ao lado uma lista de livros. Entre eles, está “Medo Líquido“, que foi escrito por um sociólogo polônes, que concedeu uma entrevista muito interessante ao Aliás, em janeiro. Nela, se estou bem lembrada, ele fala da sensação de medo generalizado, que é estimulado por grandes corporações e, evidente, por governos, por motivos que nada têm a ver com causas reais.
Não por acaso, essa discussão ressurgiu agora, na campanha eleitoral dos EUA. O discurso do medo pode ser muito útil, ainda mais num continente que enfrentou transformações, de certa maneira, mais rápidas do que o se verificou em outros lugares.
O neonazismo têm crescido já há vários anos e é claro que se sustenta no medo ao diferente, ao “exótico”. Nesse sentido, nada menos original que produzir um filme (bem oportunistazinho) que explore uma predisposição que já existe.
http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup115789,0.htm
Nas últimas décadas, o apetite consumista aumentou muito e chegou a um nível insustentável no longo prazo. Precisaríamos dos recursos de três planetas Terra para sustentar esses níveis de consumo no mundo inteiro. Segundo David Leonhadt, em um artigo no New York Times, “nos últimos 16 anos, os consumidores americanos aumentaram o total de seus gastos em todos os trimestres - um período duas vezes maior do que a seqüência de aumentos anterior”. Essa farra de consumo foi majoritariamente feita a crédito, com pessoas contraindo empréstimos e se afundando em dívidas
chest- ele deve estar contente que o consumo americano vai ter que diminuir, aí o mundo vai perder os clientes e o emprego….
Salve, xyz!
Você tem razão em apontar experiências bem sucedidas de convivência, assim como lembrar que nem tudo na Igreja Católica foi como na Inquisição. Mas acho que esse segundo tema passa por uma outra discussão - talvez mais próxima ao tema da Entrevista dos Sábados.
nem tudo na Igreja Católica foi como na Inquisição.
chest- isso é que é uma união de preconceito com ignorancia.
Alba, por falar em neonazismo, fui na feirinha da Liberdade, comer um yakisoba e comprar umas bugigangas para minha filha e notei as paredes cheias de cartazes do movimento integralista, espalhados pelo centro. Eles têm ligações com o prona do falecido Eneias.
Não está correto generalizar… aquelas páginas da bíblia tem um grande valor. Teve uma edição que era seda de primeira qualidade. E a tinta não era tóxica…
Dino,
Pois é, os caras chegaram a se reorganizar, mas não fizeram lá muito sucesso (ainda bem) :))
Chest,
nem vou responder frases soltas que demandam um tempo e um espaço que não cabem por aqui. Além do mais, mandar estudar é um dos seus bordões. Ôuquêi, já deu seu recado, viu? :))
Durante a Inquisição, a Igreja prendia, torturava e arrancava “confissões”. Depois julgava, e condenava. Mas quem executava a sentença era o Governo, porque a Santa Igreja “não podia sujar suas mãos com sangue”.
Dino, o Prona, oficialmente pelo menos, acabou. Se fundiu ao PL pra formar o atual PR. “Perdeu a moral”.
Porque diabos imigrantes mulçulmanos na Europa devem mudar sua cultura e se integrar à cultura local e judeus podem e devem preservar a cultura deles seja no Irã, Israel ou qualquer país da Europa? Aliá, o fato de se manterem fechados e não abraçarem os valores nacionalistas do país em que viviam não foi um dos motivos que levou os judeus a serem perseguidos num processo que culminou no Holocausto?
Valeu, Alba. Dino, acho que pelo menos até certo ponto você tem razão no 126. Por outro lado, a moldura aqui tem lá suas peculiaridades: índios excetuados, o País é de imigrantes; a mestiçagem afinal de contas resulta disto. Acho também que faz sentido o seu convite a “pensar sociologicamente” ou “politicamente” (eu acrescentaria: em sentido estrito, não como quem fabrica discursos pra servir a jogos de poder) lá no 122. Intolerância vai atrás de qualquer pretexto e todos sabemos que pode transformar-se em fenômeno de massa. De um certo ângulo (ainda bem que isto é um blog, pedras só virtuais) não faz diferença alguma se quem brande o cacete veste camisa vermelha e se acredita bolivariano, ou recita o Corão, ou demoniza o Islã, acredita em supremacia racial, etc.
jesus = dinheiro?
Onde está escrito “In god we trust”?
A Jihad de George Bush é porque deus fez o petróleo… para usofruto dos seguidores de jesus.
E nós devemos estigmatizar os muçulmanos por um fanatismo identico ao que vemos todo dia no “ocidente-cristão-civilizado”?
É nada…
Kitagawa,
Esse tipo de comentário, desculpe, resvala no anti-semitismo. Preservar sua cultura é um direito de toda sociedade, assegurado pelo menos, nas democracias ocidentais, onde há separação entre Igreja e Estado.
Além do mais, e mais grave, dizer que os caras foram mortos por não querer se miscigenar é imputar a culpa à vítima, não ao carrasco.
Não custa lembrar que os judeus alemães eram os mais assimilados da Europa às portas da 2a. Guerra.
Fabio Passos,
Eu até acredito que Bush, como cristão renascido, seja lá o que for isso, vê mesmo virtude nessas trapalhadas da sua política externa. Parece-me que sofisticação intelectual não é muito o forte por ali.. :))
E já escrevi demais. Vou ver um bom filme e boa noite a todos!
Acho que às vezes falta à cultura ocidental um olhar mais crítico a si próprio de forma a poder dialogar diante desse “choque de civilizações”. Todos os “defeitos” que vemos na cultura islamica, nós temos ou tivemos num passado recente. E temos muitos outros defeitos que els não tem. E quando estamos lidando com uma cultura diferente, é estupidez querer julga-lo apenas segundo nossos valores atuais, como se eles fossem valores eternos e universais. Liberdade de expressão e democracia só surgiram como valores absolutos para ocidentais num passado recente. Hoje abominamos o terrorismo, mas foram os ocidentais que cometeram os piores atentados terroristas da história, e isso há poucas décadas atrás. Gostamos de nos ver como civilizados e esquecemos que esse conflito todo nasceu da nossa “civilizada” ganancia por riqueza e territorio. Nenhum conflito que hoje possa ser visto como um conflito de crenças tem de fato uma raiz religiosa. Tudo basicamente tem a ver com territorio, ocupação. A religião é só um meio para que se possa arregimentar as massas e dar-lhes a necessário impeto pelo embate.
Boa noite Alba,
Voê é sempre muito doce.
Talvez o extremista cristão George Bush veja alguma virtude no arbítrio…
Já eu, se fosse temente a deus, não teria dúvidas: Preconceito e racismo contra árabes e muçulmanos… é coisa do DIABO!
Chest,
passando os olhos no post, vi que vc tá botando um monte de off topic…PD vai começar a te cortar, se vc continuar assim.
Mas pelo menos um eu vou de responder antes de me recolher ao merecido sono. No seu estilo, tio reinaldo…kkkkkk
chest- ele deve estar contente que o consumo americano vai ter que diminuir, aí o mundo vai perder os clientes e o emprego….
aiaiai - ele eu não sei…mas eu estou. É bom uma recessão de vez em quando para essa gente se situar…kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Acho que o Pedro Dória colocou bem alguns pontos.
Um Mundo em que o petróleo e os locais de peregrinações islâmicas fossem controlado pela família Hashemita seria um Mundo bem menos radical e mais pacífico.
Um Mundo em que os Talibans e o Sadam Hussein não tivessem recebido o apoio monetário dos EUA seria também um Mundo bem menos radical e mais pacífico.
Só faltou dizer que um Mundo em que a ONU não tivesse criado um Estado judeu com a divisão de terras de mulçumanos também seria bem menos radical e mais pacífico. Para judeus, mulçumanos e cristãos.
“Preservar sua cultura é um direito de toda sociedade, assegurado pelo menos, nas democracias ocidentais, onde há separação entre Igreja e Estado”
Mas eu concordo com isso. Mas quando se trata de muçulmanos, parece que esse prinmcipio não vale, né? Querem obriga-los a descobrir a cabeça das mulheres, querem que se integrem e assimilem a cultura local e esqueçam a sua cultura original.
Dino e xyz,
Sobre essa coisa da população brasileira, vale muito a pena ler o que muitos historiadores têm escrito a pretexto dos 200 anos da Família Real.
A descrição do Rio de Janeiro como uma cidade tomada por escravos, que eram mais da metade da população, somada aos 3 séculos de ignorância e até certo ponto, “barbarismo”, patrocinados pela metrópole, que proibia QUALQUER manifestação, não só econômica independente, mas ainda, de divulgação de idéias “francesas”, tão temidas - explica em grande parte, o tipo de sociedade que construímos.
Sem querer ser excessiva, e esperando ser clara, lembrou-me um trecho do “Mauá, empresário do Império”, quando o autor conta o relato de um inglês, que se surpreendeu ao contratar um marceneiro e vê-lo aparecer com um negro pra carregar suas ferramentas. Acreditava, é evidente, que carregar as próprias ferramentas era socialmente degradante. Só pra dar uma idéia..
E agora vou mesmo!
PD,
Essa nova ultradireita é um pouco mais complexa do que você retratou - e, por isso, acho que não lhe cabe o rótulo de fascista. Sua principal bandeira é, veja só, a defesa intransigente da sociedade aberta que europeus construíram nos últimos anos: uma sociedade que reconhece os direitos das mulheres, dos homossexuais e da livre manifestação de pensamento - direitos que pessoas de esquerda, aqui no Brasil (você e eu, por exemplo), gostariam de ver implementados.
O problema é que essa ultradireita européia não está disposta a aceitar uma cultura que não compartilhe de seus valores. Daí, recorre ao rascismo e à mistificação histórica. Seu projeto de sociedade torna-se exclusivista e intolerante. Ainda assim, é um fenômeno complexo, que não pode ser estudado ou interpretado à luz das designações tradicionais da esfera política. Um partido que defende união homossexual pode ser qualquer coisa, menos fascista.
P.S. Devo enfatizar que discordo das teses do diretor de Fitna. Só quis deixar expressa aqui a minha discordância com a terminologia que você empregou, PD.
E ai pessoal > To aqui só pra deixar um abraço para os esquerdas ai.
E aí Reloaded > na luta pra convencer esses panacas ainda ? Boa sorte .