O budismo pressupunha uma enorme quantidade de tempo e solidão para uma transformação que acontecia gradualmente ao longo de anos. Hoje, queremos tudo de forma instantânea. Espiritualidade instantânea. Resultados rápidos, somos todos muito pragmáticos. Ele dizia que precisávamos tirar o ‘eu’ do centro de nosso universo. Sabe aquele ‘eu’ que nos faz acordar às três da manhã, ‘por que isso acontece comigo? Por que não sou valorizado?’ Essas coisas nos arruínam. Buda mostrou como viver sem ver as outras pessoas de um ponto de vista ganancioso, como gente que poderia nos levar à frente de alguma forma. Se libertados do ‘eu’, podemos ampliar nossa perspectiva, podemos nos alinhar com o sagrado. Buda era um radical, muito mais do que aqueles que se dizem budistas, hoje. No Reino Unido, muitos que não se interessam por religião pensam no budismo como um caminho light: sem Deus, sem pecado, um pouquinho de ioga.
Não encontramos entre as escolas budistas o tipo de inimizade que protestantes e católicos mostraram uns pelos outros. Hoje, há o início de algo que podemos chamar de fundamentalismo budista, mas jamais houve inquisição, perseguição, Cruzadas, matança em nome de Deus. Buda de vez em quando fala dos antigos deuses da Índia sem rancor; os profetas bíblicos só citavam os antigos deuses com fúria. Eu não diria que intolerância está na raiz das religiões ocidentais, Judaísmo, Cristianismo e Islã. Mas intolerância nasce delas. É como se fosse uma tentação à qual os monoteístas se entregam de vez em quando. Quando você tem um deus personalizado, é muito tentador usar a religião para apoiar seus preconceitos. Religiões monoteístas são assim. Em toda geração há gente que caia nessa e há quem resista.
Uma entrevista aos sábados
March 29th, 2008 · · 141 Comentários
Tags: Budismo · Cristianismo · Gente · História · Igreja Católica · Islã · Judaísmo · Religião

141 Comentários até agora ↓
1 confetti // 29/March/2008 às 6:09
“…pensam no budismo como um caminho light: sem Deus, sem pecado, um pouquinho de ioga.”
eu, de longe, praticando isso com muita fé e amor ao proximo…serenidade é bom e eu gosto !
2 aiaiai // 29/March/2008 às 6:56
Já eu pratico sem fé alguma…só pela serenidade
3 Cristiano // 29/March/2008 às 7:11
Chega de sagrado. A tal serenidade pode ser atingida sem religião, ou pela religião do Eu. Cada vez mais percebo as religiões voltadas para o sagrado como grandes fraudes.
São os efeitos colaterais do nosso medo, as fraudes, o sagrado.
4 confetti // 29/March/2008 às 7:16
aia, fé em mim, na minha capacidade de amor…)
budismo nao é religiao cristiano, é life style so…
5 PH // 29/March/2008 às 7:20
Ainda me converterei ao budismo…
6 confetti // 29/March/2008 às 7:20
nao sou budista, mas adoto algumas posturas disso….tipo, tentar ser feliz apesar de todo o caos de nossa época…nada de dar a outra face, nada de mea culpa mea culpa mea maxima culpa !
7 Gerson B // 29/March/2008 às 8:46
Prefiro o taoismo clássico. Nele não é necessário acreditar que alguem alcançou em estado de consciência que o tornou livre do sofrimento. Isso já é uma crença-não-comprovada.
A ideia de descobrir a propria natureza me parece mais lógica. Pensar que a redução do sofrimento é possível me parece mais realista e equilibrado que a libertação total do sofrimento.
8 Prøftël // 29/March/2008 às 9:26
Budismo pra mim é filosofia com um pouco de exercício e uns incensos, tem nada demais.
Serenidade eu tenho por alguns dias no mês quando o aluguel tá pago, as contas de água, luz e telefone junto com os cheques borrachudos tão tudo OK.
Aí sim, fico serenim.
kkkkkkkkkk rsrsrsrsrsrs
:-)))))
9 Darwinista // 29/March/2008 às 9:39
Budismo, islamismo, cristianismo, judaísmo, hinduísmo, sufismo, confucionismo, taoísmo, espiritismo… podem completar a lista, que eu vou sempre concluir do mesmo jeito: maneiras do ser humano se agarrar em algo que não vê mas gostaria que existisse pra não se sentir desamparado.
A humanidade só irá realmente se aperfeiçoar quando abandonar esse misticismo inútil, se entender como mais uma espécie biológica, mas a única com capacidade intelectual e verbal bem desenvolvida e resolver cuidar bem do planeta.
Ou seja: nunca.
10 Gerson B // 29/March/2008 às 9:51
Darwinista, sugiro que você retire da sua lista algumas vertentes do taoismo e do budismo e princialmente o confucionismo.
Não é porque tem “ismo” no final que algo é místico, DarwinISTA.
11 faraó // 29/March/2008 às 11:00
O judaismo não é, nunca foi e nunca será uma religião intolerante.
Por alguns motivos obvios:
1) Em nenhum lugar da Torah se prega a violencia ou a intolerancia contra qualquer pessoa, animal ou objeto.
2) Os judeus viveram espalhados pelo mundo ao longo da maior parte da sua existencia, tendo que conviver obrigatoriamente com povos de hábitos os mais variados possíveis. E isso torna os judeus um povo de fácil assimilação e adaptação, seja na Índia, na Europa, nas Américas, na África e nos países do Oriente Médio.
3) O problema de Israel com os demais países da região JAMAIS, em TEMPO ALGUM, se deveu a motivos religiosos e sim geo-políticos.
4) Os judeus, ao longo da história, jamais foram os perseguidores e sim os perseguidos.
12 Leila Ferreira // 29/March/2008 às 11:03
Via de regra, quem não acredita em nenhuma religião tende a achar que os que acreditam são menores intelectualmente porque precisam se agarrar em algo divino para justificar seus atos e temores (presentes e futuros).
Criada dentro dos preceitos católicos, há muito deixei de acreditar nas religiões e num Deus, seja ele qual for, mas me policio com freqüência para não cair nesse lugar comum.
Absolutamente tudo é aprendido, o que diferencia uma pessoa da outra é sua capacidade de ser generosa. Coisa que vemos cada vez menos dentro e fora de qualquer religião.
13 Dammaskos // 29/March/2008 às 11:07
Os muito preparados intelectualmente, por favor me concedam uma dose light de perdão quanto qo que vou dizer: de uma forma geral, creio e isto é ponto de vista puramente pessoal, que as 4 grandes forças criadoras do Divino, disto que a humanidade adora chamar de Deus, sempre foram o Medo, a Criatividade, a Vaidade e a Curiosidade.
Cada qual sempre teve um papel de muita influência na criação da idéia de Deus, mas isto, a meu ver, apenas se considerarmos que lá nos tempos imemoriais ainda quando o bicho homem não dispunha de palavras para gerenciar o mundo a sua volta.
O Budismo talvez exija de vc algo que hoje é cada vez mais difícil: que vc seja humano na totalidade, que tenhamos além de palavras e regras culturais a nos mover, um certo lado B vivo e atuante. Ou seja, que vc possa sentir o mundo a sua volta não só como algo classificável gramaticalmente, mas apenas sentir.
Ao mr. Darwin, a tal linearidade cultural, a lógica como única alternativa viável de saber e conhecimento é magnífica, não há dúvida ! Mas há mais no mundo do que apenas palavras ou aquilo qué passível de interpretação e conhecimento verbal. Depende do momento que vc estiver sendo obrigado a viver, afinal, momentos há que não cabem nas palavras. Talvez este seja o grande mérito do Budismo, não ensinar mas sugerir que vc pode descobrir um mundo sem necessariamente ter que falar sobre ele. Temazinho abusado para começar um sábado ainda de ressaca…
14 Leila Ferreira // 29/March/2008 às 11:11
O comentário do faraó me faz pensar nas ironias da vida: Mesmo os judeus que foram perseguidos por milênios, tão logo tiveram sua chance ‘geo-política’, perseguem. E de fato, o Torah não tem nada a ver com isso.
15 confetti // 29/March/2008 às 11:14
Damm, bem dito….
(repito que budismo pra mim nao é religiao)
“O Budismo talvez exija de vc algo que hoje é cada vez mais difícil: que vc seja humano na totalidade, que tenhamos além de palavras e regras culturais a nos mover, um certo lado B vivo e atuante”
16 Dammaskos // 29/March/2008 às 11:21
Merci “dona Confetti”… e tenho tentado colocar isto em prática há mais de 3o anos, mas não é fácil…
17 confetti // 29/March/2008 às 11:28
e eu praticando o pecado da inveja com sua clareza de expressao…))
18 Gerson B // 29/March/2008 às 11:32
A Torah a que o Faraó se refere corresponde aos 5 primeiros livros da Bíblia cristã?
19 faraó // 29/March/2008 às 11:53
Leila Ferreira,
o que voce fala não é verdade, basta ver o enorme contigente de palestinos que moram, trabalham e preferem continuar em Israel a viver ou voltar para Gaza ou Cisjordania.
Isso sem contar as centenas de milhares que tentam desesperadamente sair do jugo palestino para trabalhar ou viver em Israel.
E se houvesse a perseguição que voce fala, Israel não enviaria nunca os mantimentos que mantém a sobrevivencia deles, que lutaram por terras e agora não sabem o que fazer com elas.
Mas não vamos fugir ao tema do Post que é sobre intolerancia religiosa e isso, definitivamente, não ocorre no judaismo; quer voce goste, aceite, ou não.
Torço para que o “fundamentalismo” hindu prevaleça sobre os outros tipos de fundamentalismo religiosos.
20 Vixe // 29/March/2008 às 12:08
Tinha que descambar pro Fla x Flu…
Mas, mesmo o budismo, existem vertentes que se autoploclamam como “budismo verdadeiro”, não vou citar aqui quais pois poderia magoar quem as segue.
No mais, a melhor religião ainda é o bom senso e a tolerância.
21 faraó // 29/March/2008 às 12:12
Apoiado Vixe, bom senso e tolerancia, como se vê …. aonde mesmo?….
22 anrafel // 29/March/2008 às 12:13
“Buda era um radical, mais radical que muito mais do aquele que se dizem budistas, hoje”.
Ocorre o mesmo com Jesus Cristo.
23 anrafel // 29/March/2008 às 12:17
Assim como alguns que se dizem católicos acham que praticar o catolicismo é frequentar a igreja quando tem que ir a um casamento, existem aqueles ” budistas” que acham o suficiente uma iogazinha e uns incensos.
Senhor, perdoai-os, eles não sabem o que não fazem.
24 Vixe // 29/March/2008 às 12:19
Pois é Faraó, essa duplinha anda rareando no mundo.
E o pior é que quando a perdemos, nós somos a principal vítima da falta dela.
25 confetti // 29/March/2008 às 12:22
anrafa, tem tbm aqueles que interpretam o budismo como uma filosofia de vida…com velas perfumadas e incensos claro, mas tbm com generosidade, muita
26 confetti // 29/March/2008 às 12:23
salut farao ! vi que linkou-se no blog…legal …))
27 aiaiai // 29/March/2008 às 12:24
Bom, eu acho que eu só sou um punhado de genes tentando ficar melhor…enquanto estou aqui nessa lida, prefiro a serenidade à fé, que, ao meu ver, só leva ao radicalismo e intolerância.
namastê!
28 confetti // 29/March/2008 às 12:30
a iconografia das religioes tbm é um barato ! gosto de santinhos, de buda, da lança de oxossi, do cordeirinho de jesus, daquelas miniaturas ortodoxas….
29 faraó // 29/March/2008 às 12:30
Acho que podemos estar cometendo um erro ao relacionarmos intolerancia com a religião.
A intolerancia é inerente ao ser humano, não depende dessa ou daquela religião para se fazer mais ou menos presente.
Nenhuma religião ordena “SEJA INTOLERANTE” ou “FALTE COM O RESPEITO”.
(Embora existe aquela que ordene a morte dos infiéis inimigos).
A intolerancia pode ocorrer até mesmo dentro de nossas casas, com nossos vizinhos, pais e filhos, não é????
A intolerancia existe até mesmo entre os animais que caçam, entre os vegetais que germinam, entre o mar e o rochedo.
30 confetti // 29/March/2008 às 12:32
ah e os deuses hindus….maneirissimos no modelitos delirantes de trombas e braços psicodélicos….
31 Prøftël // 29/March/2008 às 12:37
É Confetti, o bagulho por lá deve ser bom, vai ter imaginação assim nos kintos.
Pelo jeito o povo segurou pra não descambar o post, quase dei um pitaco num comentário aí.
hehe
32 confetti // 29/March/2008 às 12:40
ale, isso é prova de que é possivel discordar e discutir sem gritos e porradas ! gosto do farao versao “light”….))
33 Wandhklêyson // 29/March/2008 às 12:42
Faraó,
Não sei de qual Torah você está falando.
As raízes da intolerância das religiosa do Ocidente estão, sim, na Bíblia. E na parte em comum de judeus e cristãos.
Você já leu o livro de Josué? Já leu como Deus comandou aos hebreus matarem todos em Jericó: homens, mulheres, crianças, velhos e até os animais, só poupando a prostituta Raabe que escondeu os espiões. Os livros da Bíblia que contam o que os hebreus - recém-saídos da escravidão no Egito - fizeram aos Canaanitas são talvez o mais antigo registro de um genocídio na História. Em nome de Deus.
Hoje em dia, já li rabinos explicarem que o ódio dos Palestinos é um castigo de Deus, pois os hebreus não mataram todos os amalequitas (eu acho, que foram eles) ao ocuparem a Terra de Israel. Os Palestinos atuais, segundo estes rabinos, são os descendentes deste povo de Canaã que escapou do genocídio.
Já os livros de Samuel glorificam massacres de centenas de sacerdotes do culto de Baal.
Até agora, falei de hebreus, termo que abrange as 12 tribos, inclusive os judeus.
Bem, os judeus quando se tornaram independentes dos gregos Selêucidas com a revoltas dos Macabeus, também fizeram suas Guerras Santas de extermínio dos Edomitas e os Samaritanos que não seguissem a ortodoxia. O ódio dos Samaritanos aos Judeus no tempo de Jesus tinha suas razões. Dizia-se que Herodes oprimia os judeus porque era descendente de uma família Edomita.
Em resumo: leia a Bíblia. Pelo que sei, nada do que nela está escrito foi revogado por judeus e cristãos até hoje.
34 faraó // 29/March/2008 às 12:50
Pois é, Wandhklêyson
infelizmente o judaismo tem esses casos da Biblia que voce tão bem lembrou. Mas, convenhamos, isso já foi há muitos e muitos anos. E só estão na Bíblia.
Mas, voltando ao tema da intolerancia, o que voce achou do post, Wandhklêyson?
.
.
.
.
Grato confetti, kissss.
35 Prøftël // 29/March/2008 às 12:51
Pô Wandhklêyson, manera.
A maioria tá procurando manter o troço só nos monges e no Budismo.
Faraó, dá um tempo, de boa, logo logo o PD taska um post sobre isso e aí solta o verbo.
Já viu no que deu né?
:-)
36 Prøftël // 29/March/2008 às 12:51
Blz, Faraó.
:-)
37 confetti // 29/March/2008 às 12:53
ale, le o post e vc vai ver que ninguém ta off…intolerancia, biblia e torah, ta tudo na entrevista….
38 Wandhklêyson // 29/March/2008 às 12:53
Josué 6.
(…)
16. Na sétima volta, os sacerdotes tocaram as trombetas. Então Josué disse ao povo: “Gritem, porque Javé entregou a cidade para vocês.
17. A cidade, com tudo o que nela existe, será consagrada ao extermínio em honra de Javé.
(…)
18. Quanto a vocês, cuidado com as coisas consagradas ao extermínio; não peguem aquilo que vocês consagraram ao extermínio. Isso faria o acampamento de Israel se tornar consagrado ao extermínio, trazendo uma desgraça.
(…)
20. O povo lançou o grito e tocaram-se as trombetas. Ao ouvir o toque de trombeta, o povo deu um grande grito e a muralha da cidade veio abaixo. O povo entrou para a cidade, cada um do seu lugar, e tomou a cidade.
21. Consagraram ao extermínio tudo o que havia na cidade: homens e mulheres, jovens e velhos, vacas, ovelhas e burros; passaram tudo ao fio da espada.
Jericó hoje existe. É uma cidade de palestinos. Uma parte deve ser descendente destes hebreus convertidos ao islamismo.
Existe vários grupelhos religiosos em Israel que defendem a reprodução destas ordens de Javé nos dias de hoje. Um grupo deles está em Hebron, cercado por milhares de palestinos, mas protegido pelo exército de Israel.
39 confetti // 29/March/2008 às 12:54
“wandhklêyson”….kkk
40 Vixe // 29/March/2008 às 13:00
Se o PD postar sobre “as considerações ambíguas sobre a flexibilidade da cauda do jacaré”, de uma maneira ou de outra, vai descambar pro eterno embate Judeus X Os outros.
Será que Freud explica?
41 Prøftël // 29/March/2008 às 13:07
Confetti:
“Em toda geração há gente que caia nessa e há quem resista.”
kkkk rsrsrsrssrs,
vou prô Open que tá mais light.
:-)
42 Wandhklêyson // 29/March/2008 às 13:08
Rapidinhos, vocês.
Parece chat.
Minha impressão geral:
As religiões do Ocidente glorifica, a ação transformadora. O homem justo tem que agir para mudar o mundo para melhor. Às vezes, para converter ao Deus único, do qual cada um acha que tem o monopólio de exploração.
O budismo, assim como outras religiões da Índia glorificam a inação. O homem para atingir o Nirvana não deve ter ódio, inveja, desejos de bens materiais. Na sua forma extrema o homem não deve nem ter Amor (Filos, Ágape, muito menos Eros) porque, quem tem Amor, está ligados a coisas terrenas e, portanto, não pode atingir a não-existência do Nirvana. Quem ama ou odeia está condenado ao eterno ciclo de reencarnações.
Já os chineses, com o Taoísmo e o Confusionismo parecem buscar um equilíbrio na vida, ressaltar as boas regras do convívio social e a busca da felicidade nas coisas materiais (o que não significa na riqueza). Acho que eu estou nesta. Odeio o pecado (e também o pecador, não sou cristão) e amo a virtude (o Amor, a Ágape, o filos). Hedonisticamente deleito-me o os prazeres da Vida que podem ser simples como um dia de sol brilhante com uma brisa fresca.
É isso, com erros e imprecisões de História e Teologia, o que eu penso.
43 confetti // 29/March/2008 às 13:12
clap clap clap !!
44 Wandhklêyson // 29/March/2008 às 13:21
Mais uma da Torah-Pentateuco, livro santo. Tem mais no livro de Números. E outros menores em toda a Bíblia do Velho Testamento.
Um povo escravo no Egito vai para a Terra Prometida por Deus que estava ocupada por intrusos. Faz então o quê? O caso a seguir é menos cruel; as vacas foram poupadas.
Josué 8.
(…)
21. Vendo que os homens da emboscada tinham tomado a cidade, pois da cidade a fumaça subia, Josué e todo o Israel voltaram e atacaram os homens de Hai.
22. Os outros que estavam na cidade saíram, fazendo os homens de Hai ficar encurralados entre os israelitas, que os derrotaram, a ponto de não sobrar nenhum sobrevivente ou fugitivo.
23. O rei de Hai foi capturado vivo e levado a Josué.
24. Quando Israel terminou de matar todos os habitantes de Hai no campo, no deserto onde eles os haviam perseguido, e depois que todos eles caíram ao fio da espada, os israelitas voltaram para Hai e passaram ao fio da espada toda a população.
25. O total dos que caíram nesse dia, entre homens e mulheres, foi de doze mil, isto é, toda a população de Hai.
26. Josué não retirou a mão com que havia estendido a lança, enquanto não foram eliminados todos os habitantes de Hai.
27. Entretanto, Israel tomou como saque o gado e os despojos dessa cidade, como Javé havia ordenado a Josué.
28. Josué incendiou Hai e a reduziu para sempre a um monte de ruínas, que permanece até o dia de hoje.
29. Quanto ao rei de Hai, mandou pendurá-lo numa árvore até o entardecer. Ao pôr-do-sol, Josué mandou que descessem da árvore o cadáver. E jogaram o cadáver à porta da cidade e levantaram sobre ele um montão de pedras, que permanece até o dia de hoje.
45 confetti // 29/March/2008 às 13:23
da uma canja pro buda wandehk…senao ele vai magoarrr
46 Wandhklêyson // 29/March/2008 às 13:39
Sempre me impressionou o caso de Jericó. Vacas, ovelhas e burros sempre foram neutros na História.
47 LG // 29/March/2008 às 13:59
Sou ateu, graças a Deus.
48 Ateu da Silva // 29/March/2008 às 14:17
“Não encontramos entre as escolas budistas o tipo de inimizade que protestantes e católicos mostraram uns pelos outros.”
Sei não, há vários anos atrás, na Coréia do Sul, grupos de monges de ordens budistas diversas se matavam pelo controle de alguns templos e sedes, até incendiavam uns a casa do outros.
Religião é isso luta por poder e grana, só isso.
Já causaram milhões de mortos pelo mundo.
49 LG // 29/March/2008 às 14:25
Agora entendi, wanderklêison, o genocidio que esta sendo praticado lá pelas bandas do oriente medio. O odio tem razões históricas. E a explicação está no Torah…
50 Wandhklêyson // 29/March/2008 às 14:39
Existe uma linha de pensamento tipo “todas-religiões-são-boas” que, para evitar o confronto, tenta reinventar as raízes das religiões abrâmicas. Karen Armstrong na sua entrevista, diz: “Eu não diria que intolerância está na raiz das religiões ocidentais, Judaísmo, Cristianismo e Islã.”
A raiz do das religiões abrâmicas é a intolerância do Deus Único contra os demais. Nem vou citar o profeta Maomé que, sim, saia montado em seu camelo e ia para o campo de batalha com uma espada para combater os idólatras de Meca e os judeus de Medina.
É só ler a Bíblia para encontrar diversos atos de intelerância dos Israelitas. Não digam que isto é um passado longínquo. Não é não, estas estórias são ainda lidas e comentadas, usadas para justificar atos atuais e, principalmente, para forjar mentalidades de jovens em sinagogas e igrejas.
Em uma busca rápida encontro coisas assim:
Juízes 6.
(…)
25. Nessa mesma noite, Javé disse a Gedeão: “Pegue o boi que seu pai possui e outro boi de sete anos. Destrua o altar de Baal, que pertence a seu pai, e corte o poste sagrado que está ao lado.
26. Em seguida, construa um altar para Javé seu Deus no alto desse lugar, com pedras bem colocadas. Pegue, então, o boi e ofereça em holocausto sobre a lenha do poste sagrado que você tiver cortado”.
27. Gedeão escolheu dez homens entre seus servos, e fez o que Javé lhe havia mandado. Gedeão fez isso de noite e não de dia, pois tinha medo da sua família e do povo da cidade.
28. No dia seguinte, bem cedo, o povo da cidade viu que o altar de Baal fora destruído, o poste sagrado que estava ao lado tinha sido cortado, e o boi fora sacrificado sobre o altar recém-construído.
II Reis, 11
17. Joiada selou, entre Javé e o rei com o povo, a aliança, pela qual este se comprometia a ser o povo de Javé. Selou também contrato entre o rei e o povo.
18. Em seguida, todo o povo da terra foi até o templo de Baal e o arrasou: demoliram os altares e as imagens e, diante dos altares, executaram Matã, sacerdote de Baal. O sacerdote Joiada colocou guardas no Templo de Javé.
Neemias 13.
(…)
1. Nesse tempo, lendo ao povo o livro de Moisés, encontramos escrito o seguinte: “O amonita e o moabita nunca poderão entrar na assembléia de Deus,
2. porque não foram com pão e água ao encontro dos filhos de Israel. Contrataram Balaão para os amaldiçoar, mas o nosso Deus transformou a maldição em bênção”.
3. Quando ouviram a Lei, separaram de Israel todo elemento estrangeiro que com ele estava misturado.
Veja como a Bíblia pode justificar muita coisa que se faz hoje; profanação de templos, segregação racial, seqüestro de terras e bens, assassinato de líderes religiosos, etc. E não encontrei minha passagem predileta na qual centenas de sacerdotes de Baal são mortos de uma só vez.
51 Wandhklêyson // 29/March/2008 às 15:02
LG,
Eu não confundo os judeus modernos com os hebreus, nem os israelitas bíblicos com os israelenses.
O judaísmo é uma religião que evoluiu desde o tempo dos Macabeus. As idéias de Cristo (religião universal, não violência) já existiam antes de Cristo em grupos do judaísmo. Não tenho simpatias pelo judaísmo porque esta não é uma religião universal, aberta para conversão de todos os homens. Acredito até que a proibição do proselitismo judeu tenha surgido como uma proteção durante a Idade Média, já que há registros antigos de gregos e turcos que se converteram (procure pelo Império Kazar de turcos judeus que existiu na Idade Média).
O problema maior é que não se apagou nem se rasgou estas sementes de ódio dos Livros Sagrados dos judeus e dos cristãos. Muita gente ainda crê pia e literalmente neles e busca aplicá-los no mundo moderno. Uma boa parte forma partidos religiosos em Israel que, se não conseguem todo o poder, muitas vezes decidem com seu apoio quem vai governar. Quem não acredita que existam estes loucos religiosos judeus, que pesquise na Internet (acho que os sites deles ficam no ar durante o sábado).
Em suma, só o politeísmo é tolerante com as outras religiões. Viva o Panteão. Com Buda, Cristo, Javé, Alá, Jupiter, Oxalá, etc!
Mulçumanos da Índia, não provoquem os pacíficos politeístas hindus!
52 terceiromandatoLULA // 29/March/2008 às 15:08
Enquanto isso no Brasil, pesquisa de avaliação do governo Lula: a soma dos conceitos “ótimo” e “bom” passou dos 51% de dezembro de 2007 para, agora, 58%. Os que consideram o governo “ruim” e “péssimo” somam 11%.
Outro dado significato que registrou melhora importante na avaliação diz respeito à forma de governar do presidente Lula. Ela foi aprovada por 73% dos consultados pelo Ibope, contra 65% registrados na pesquisa anterior.
Um dado a destacar, como reforço à consistência da aprovação popular do atual presidente da República, é que as notícias mais lembradas nos últimos meses, com 16% das respostas, envolviam a crise dos cartões corporativos. Ou seja, Lula cresceu em meio a mais cargas da oposição contra seu governo.
A pesquisa foi realizada pelo Ibope sob encomenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI), consultando 2.002 pessoas de 141 municípios brasileiros entre os dias 19 e 23 de março.
53 LG // 29/March/2008 às 15:17
Pois para mim o que ocorre com os palestinos é a repetição dos outros genocidios que vc cita….nada difere. Não entendo tambem como alguns que defendem o Estado laico se calam diante do Estado de Israel. Um peso, duas medidas, dependendo da cara do freguês.
54 Mr X // 29/March/2008 às 15:22
O Islã é INTOLERANTE.
Assistam Fitna.
Ah, não dá mais pra assistir. O pessoal ficou com medo da violência dos pacíficos muçulmanos…
55 Mr X // 29/March/2008 às 15:22
e os Ba’hai no IRÃ?
56 confetti // 29/March/2008 às 15:30
chose, para de ecoar essa propaganda de merda do geert wilders ! todos sabem que isso é pura pro-pa-gan-da !
para tbm com os off no post….pra pd nao precisar “ficar tomando conta” dos coments
57 Wandhklêyson // 29/March/2008 às 15:42
LG,
Também acho que Estado com religião oficial é um Estado medieval. Como insiste em ser Israel com seu Sinédrio moderno.
Na verdade, tenho tanto medo do Dalai-lama quanto do PC Chinês. Um Tibete livre teria liberdade religiosa? Haveria separação entre Estado e religião? E não haveria luta entre lamas e mosteiros pelo poder?
Acho que houve um período da História Japonesa em que o poder era dominado por monges budistas. Acho. Vou pesquisar. Duvido que tenha sido pacífico.
58 faraó // 29/March/2008 às 15:50
Wandhklêyson,
a intolerancia está muito bem ilustrada aqui no seu comportamento. Ao insistir em polemizar, mesmo que sozinho, voce mostra claramente que para haver intolerancia não precisa haver religião.
Mesmo que o cara seja um politeísta, como voce se diz ser.
59 Dino 5,4 % // 29/March/2008 às 17:03
Miguel de Molinas criou uma filosofia religiosa cristã, bastante parecida com o budismo, chamava-se Quietismo, que pregava o aniquilamento da vontade individual. O azar dele foi ter nascido durante o auge da santa inquisição é após um breve sucesso de sua pregação passou ser considerado herege pela igreja.
Religiões tipo budismo só são seguidas e mesmo assim parcialmente por monges. O que se vê e o que chamam de budismo não passa de um sincretismo entre essa religião e o xintoísmo, xamânismo e outras religiões ancestrais. De maneira que não há nada menos “budista” que ver um oriental (ou ocidental) fazendo suas orações frente ao gohonzon por horas a fio, para ficar com “credito”… aunnnnnn. O pior é que a busca no final das contas, é sempre por sucesso material…
60 Dino 5,4 % // 29/March/2008 às 17:10
E faraó, você foi atropelado por um caminhão chamado Wandhklêyson e nem anotou a placa? Tadinho… O faraó foi devidamente mumificado…
61 Leila Ferreira // 29/March/2008 às 17:26
Juro faraó, tô aqui me conçando pra te responder a altura. Acontece que, como vc bem lembrou, o tópico não é sobre judeu ser bonzinho ou malvado. Agora, você pode continuar torcendo para que o “fundamentalismo” hindu prevaleça sobre os outros tipos de fundamentalismo religiosos. Mas dessa vez eu passo, tá!
Shalom.
62 aiaiai // 29/March/2008 às 17:35
Caramba, faraó, a coisa ficou feia pro seu lado…quem mandou vc se meter a defender os judeus…ninguém tava falando nada…
De minha parte acho que todas as religiões incentivam a intolerância - de uma forma ou de outra e de diferentes formas ao longa da história da humanidade. Sempre o cara se acha melhor porque ele nasceu ou escolheu aquele Deus ou aquela crença. Daí para achar que o outro é um bosta que deve ser convertido ou morto, é um passo.
Tô fora. E não tenho nada contra quem tá dentro.
saudações
63 Wandhklêyson // 29/March/2008 às 18:27
Ó Faraó,
Nunca soube que insistir em polemizar, mesmo que sozinho, era sintoma de intolerância.
Só há polêmica quando pelo menos duas idéias se confrontam; acho que falei sozinho ou com quem pensava quase como eu. Não houve polêmica.
Intolerância, para mim, é quando não se aceita que o outro diga o que pensa, mesmo que sozinho. Intolerância há quando você reclama de eu ter polemizado, mesmo quando nem estava falando com você, ou falando sozinho. Intolerância é evitar ou exigir que não haja polêmica.
Eu sou mesmo intolerante. Não tolero quem propaga certas idéias. Quais? Em geral as idéias de intolerância.
Portanto, se não quer polêmica, deixe-me falando sozinho com as paredes! Eu e você temos tanto direito de ficar quietos quanto de falar. Pode ser que a Entidade Suprema dona do blog nos casse. É o Direito Divino dele.
64 Gerson B // 29/March/2008 às 19:07
Concordo com o Wandykleison. Por isso a pergunta do comentário 18, a Torá tolerante que ele se refere não é a que vejo nas minhas Bíblias.
Tambem acho as religiões monoteistas intolerantes. É da natureza delas atacar os diferentes, exceto quando estão enfraquecidas.
E tambem acho os chineses mais equilibados que os impositores do Oriente Médio e os escapistas indus.
Em muitas coisas ele parece pensar de forma semelhante à minha. Você tem alguma religião, Wandykleison?
65 Gerson B // 29/March/2008 às 19:10
O “ele” do meu 1º parágrafo acima(64) foi o Faraó (coment. 11). Ficou confuso como escrevi.
66 Mr X // 29/March/2008 às 19:17
Tem razão confetti!
Perdão, fiz um comentário meio islamofóbico. Afinal, o islamismo é a religião mais DEMOCRÁTICA de todas. Vejam bem:
- Os cristãos discriminam os judeus.
- Os judeus discriminam os muçulmanos.
Já os muçulmanos discriminam e atacam igualmente os budistas, os hindus, os judeus, os cristãos, os ba’hai…
Quanto ao filminho do Geert Wilders: não assisti e pode até ser propaganda da pior espécie, aliás acho que é mesmo. Mas o que incomoda é que não dá mais pra falar sobre o Islã, fora dizer, “é uma religião pacífica”, se não você é ameaçado de morte. Ironia?
67 marcosomag // 29/March/2008 às 19:34
O budismo pode ser pacifista. A organização da sociedade no budista Tibete do Dalai Lama, não.Aquele homem, tratado como “Sua Santidade” pela imprensa ocidental, é na verdade um senhor de escravos frustrados com a libertação deles pela China. Com apoio da CIA, tenta ter os seus “pertences” de volta. Não conseguirá.
68 Guilherme // 29/March/2008 às 19:50
Darwinista,
Concordo com você (#9).
Quanto às questões de intolerâncias religiosas, acredito que se tratam apenas do uso dos dogmas religiosos, das religiões em si, como instrumentos de poder terreno.
Como afirma o texto do PD, em toda a geração há gente que cai na intolerância, e gente que resiste.
Quem resiste, na verdade é quem percebe o uso demagógico que os intolerantes estão fazendo da religião, com o intuito de obter vantagens bem materiais.
Não acredito em guerras religiosas; acredito em uso indevido das religiões. Acredito na cobiça, na ânsia de Poder.
69 Carlos Magno // 29/March/2008 às 20:29
A filosofia budista, como as orientais de modo geral são, em princípio, de difícil entendimento para a mente ocidental.
A maneira de pensar do oriental é diferente. Nós usamos preliminarmente a análise dissecadora do intelecto, nossos processos mentais refletivos e meditativos são por demais objetivos — realmente pragmáticos como referidos no texto. O oriental é geneticamente intuitivo, ele absorve os valores filosóficos ou religiosos como um todo. Não tem pressa de adaptá-los ao cotidiano.
Embora critiquem os ingleses por achar que sem Deus, nem pecados e um pouquinho de ioga resolvem, foram os esotéricos ingleses, da escola teosófica de Adyar, na Índia, que, principalmente, trouxeram para a Europa a filosofia oriental mais profunda e o budismo.
Por outro lado, Buda jamais negou Deus, e nem poderia, pois a trindade Brahmânica é uma realidade universal. Ele introduziu um sistema filosófico-religioso esotérico no qual o homem descobre-se por si mesmo, abandona a escravidão de seu falso eu e mergulha no verdadeiro “EU”. Como Cristo, que mais tarde viria referir-se ao EU SOU, o mesmo EU mencionado por Buda.
Buda enquadrou a miséria humana na ignorância da lei de causa e efeito, da ação e reação, sob cuja regência todos os seres humanos estão submetidos.
A conotação de pecado ou virtude, são extremos positivo ou negativo de todos os nossos atos e pensamentos. Cada um se identifica com a polaridade de sua própria escolha. Cristo ressaltou bem essa lei, ao ensinar “não fazei ao próximo o que não quer que te façam”, ou “amai ao próximo como a ti mesmo”.
A ioga não tem a ver com o budismo; é outra escola, outra filosofia fundada pelo sábio Patanjali.
Qualquer pessoa pode se tornar budista, casar-se, usar paletó e gravata, jogar futebol, continuar rico ou pobre, comer big-mac, churrasco, ou tornar-se vegetariano. No devido tempo entenderá o que lhe é mais adequado.
Buda ainda deixou bem claro que ninguém deve aceitar seus ensinamentos sem antes tê-los experimentado em si mesmo.
70 Theo // 29/March/2008 às 22:16
não sei se alguém já comentou, mas
o que eu te disse mr X,
http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2008/03/29/ult1766u26418.jhtm
71 Theo // 29/March/2008 às 22:18
Faraó,
Seu comentário nº 11 é uma falácia.
basta ler a bíblia pra saber que os judeus já perseguiram sim.
72 Ricardo Cabral // 29/March/2008 às 22:18
Muito interessantes alguns comentários de hoje, alguns do Wandhklêyson, este último do Carlos Magno (#69)… Só me pareceu estranho a insistência em emquadrar o budismo como religião. Não importa se Buda negou Deus ou não, mas o seu sistema não precisa dele. Outra coisa que me chamou a atenção foi ler que o budismo glorifica a inação (# 42). Não sei se concordo, haja vista a relação entre o que no budismo chamam de Quatro Nobres Verdades e o chamado Nobre Caminho Óctuplo, ou o caminho do meio. Essas oito práticas — Compreensão Correta; Pensamento Correto; Fala Correta; Ação Correta; Meio de Vida Correto; Atenção Correta; Sabedoria Correta; e Visão Correta — são o que há de mais difícil na face da terra, há de se ter disciplina e persistência. Além disso, algumas delas implicam em tudo, menos inação…
O que importa é a última frase do comentário do Carlos Magno
“Buda ainda deixou bem claro que ninguém deve aceitar seus ensinamentos sem antes tê-los experimentado em si mesmo.”
73 Junior Martim // 29/March/2008 às 22:39
eu voto no panteismo!
74 Ricardo Cabral // 29/March/2008 às 22:55
“Pan”? Só se for aqueles antigos cigarros de chocolate…
75 Zé Bush // 29/March/2008 às 23:03
well….como bem lembrado aí em cima, Budismo não é uma religião,pelo menos como entendemos uma religião, que seria um “modo” de alcançar o mítico através do reconhecimento de um princípio criador.
Budismo aqui no ocidente corre o risco de passar por Niilismo, uma praga ética e moral que assume a negação da vontade como princípio gerador do conhecimento.
76 punheteiropunk // 29/March/2008 às 23:07
cambada de religioso escroque filha da puta!
masturbadores imbecis intelectuais!
vao comer uma mulher em vez de ficar ajoelhando no milho!
77 Theo // 29/March/2008 às 23:26
respeitem a karem armstrong, ele sabe o que fala
78 Fabio Passos // 29/March/2008 às 23:28
Religião é veneno.
Drogas são doces venenos.
100% bom x 100% ruim?
Veneno amargo…
79 faraó // 29/March/2008 às 23:45
Theo
para achar onde os judeus perseguiram, voce tem que procurar na bíblia logo antes de onde diz que o mar se abriu, o rio Nilo virou sangue, o céu pegou fogo, os anjos tocaram as trombetas, e etc. Bem antes de onde diz que Jesus andou sobre as águas, transformou água em vinho e ressucitou depois de morto.
Para achar onde as outras religiões perseguiram voce lê também na bíblia; e além disso nos livros e nos jornais de hoje.
Mas talvez alguns se confortem e se sintam menos culpados em relação à intolerancia da sua própria religião, se puderem colocar os judeus no mesmo balaio. Nem que para isso tenham que procurar nas escrituras da bíblia relatos de 3000 anos atrás. Tem nada não. Isso faz parte da natureza humana. Se todos forem escroques, ninguém é culpado de nada.
80 Junior Martim // 29/March/2008 às 23:58
é panteismo sim, não manjo muito. sei que é out, mas to gostando de conhecer a teoria…algo que esta longe do monismo, mas igualmente longe de orientalismo…coisa que nunca vai vingar no ocidente
81 Fabio Passos // 30/March/2008 às 0:25
Jesus Cristo voltou… um desbunde.
http://www.youtube.com/watch?v=eB6vPwwBGGs
82 Gerson B // 30/March/2008 às 0:28
Faraó, no comentário 11 você disse que os judeus jamais foram os perseguidores ao longo da História.
E você citou a Torá como livro que não pregava a violência, quando nele há recomendações e descrições de atos violentíssimos cometidos pelos judeus.
Então não entendo a sua crítica quanto a citar exemplos da Torá. Foi você quem começou falando nela.
E mesmo hoje os judeu estão longe de ser santinhos. Muitos dentre eles reconhecem isso. O que é um mérito de Israel, um pais que tem democracia e gente com autocrítica. Mas os judeus não são sempre apenas os oprimidos.
83 Fabio Passos // 30/March/2008 às 0:35
Esta é demais… do Monty Phyton - A vida de Brian:
http://www.youtube.com/watch?v=Erthun0Pauc
Jeová, Jeová, Jeová…
84 faraó // 30/March/2008 às 0:43
A Torah não prega a violencia, ela relata fatos do passado desde a origem do judaismo. Há relatos de violencia por questões de sobrevivencia, mas não como uma doutrina religiosa a ser seguida. Distorcer isso é que é uma falácia.
Ao contrário do Alcorão, p.ex., que prega explicitamente a morte dos infiéis.
Ou a doutrina da Igreja católica que durante vários séculos perseguiu a matou vários outros povos para a sua conversão, tanto na Europa, como aqui na América e no Brasil.
85 Fabio Passos // 30/March/2008 às 0:44
Hilário! Mais da Vida de Brian…
http://www.youtube.com/watch?v=krb2OdQksMc
86 Fabio Passos // 30/March/2008 às 0:51
E mais essa…
http://www.youtube.com/watch?v=2T1LIrzsgqA
Are you a virgen?
87 Gerson B // 30/March/2008 às 0:54
Faraó 84-Questão de sobrevivência? Chegar invadindo a terra dos outros e massacrando a população, inclusive meninos (poupando as mulheres para?).
Concordo que o judaismo é muito menos violento que o islã, até porque não tem caráter expansionista, mas negar que houve atos abomináveis de violência não cola. Justificaveis apenas segundo a moral (?) de um povo bárbaro da época.
E havia doutrinas que pregavam apedrejamentos e assassinatos, como conselhos a serem seguidos. Pra que negar o que qualquer um pode ler?
88 Dalborga // 30/March/2008 às 0:55
http://www.youtube.com/watch?v=bCrCsTMokTU
pedacinho de fitna, só pra matar a curiosidade.
minuto 2.00: “Allah is happy when non-muslims are killed”
5.00: “God bless Hitler”
quem pode estar ao lado de gente como está?
89 faraó // 30/March/2008 às 1:06
Gerson,
Se apegar a um fato extraido da bíblia ocorrido a mais de 3000 anos atrás, sem prova alguma de que tenha de fato ocorrido, poderia ser uma apelação. Ainda mais quando a fonte é a mesma que fala que o mar se abriu, o céu pegou fogo, e coisas do tipo.
E esse “havia doutrinas que pregavam apedrejamentos e assassinatos…” acho que voce já está lendo o Novo Testamento ou o Alcorão (ou assistindo o Al-Jazerah sobre o Irã, Arábia Saudita, etc) e isso aí já não é mais com a gente.
Agora, só amanhã.
……………………………………………………..
90 Fabio Passos // 30/March/2008 às 1:12
E o começo…
http://www.youtube.com/watch?v=YxYtrmAIxQQ
Manjedoura errada…
91 Gerson B // 30/March/2008 às 1:12
Faraó, cansei de ler nos primeiros livros a pregação de morte a quem adorasse outros deuses ou algo assim. Tou sem saco de procurar os versículos agora mas com certeza não é no Novo Testamento ou no Corão.
Mas não entendi a sua negaçãoda Bíblia como fonte confiavel. Negar a veracidade dos fatos narrados que são a origem e base do judaismo não seria negar a validade do próprio judaismo?
92 Fabio Passos // 30/March/2008 às 1:22
Esta mata a pau… The meaning of life:
Todo esperma é sagrado!!!
http://www.youtube.com/watch?v=U0kJHQpvgB8
“There are Jews in the world.
There are Buddhists.
There are Hindus and Mormons, and then
There are those that follow Mohammed, but
I’ve never been one of them.
I’m a Roman Catholic…
…Every sperm is sacred.
Every sperm is great.
If a sperm is wasted,
God gets quite irate.
…Hindu, Taoist, Mormon,
Spill theirs just anywhere,
But God loves those who treat their
Semen with more care.”
Os cara são muito engraçados!
93 Truta // 30/March/2008 às 2:18
A Veja esta excelente! Decidi assinar.
Como este azevedo é bom. direto e reto. suas frases
94 Truta // 30/March/2008 às 2:26
A Veja esta excelente! Decidi assinar.
Como este azevedo é bom. direto e reto. suas frases dizem tudo de forma clara.
“a midia antes vigiava o governo. hj ela vigia a veja para q a veja não vigie o governo”
uribe para correa, por azevedo: “desculpe por invadir o seu pais, para matar um terrorista de meu pais, que escondido em seu pais preparava atentados contra o meu pais.”
precisa dizer mais?
mainardi então matou a pau nesta ultima ediçao. desmascarou Paulo H. Amorim de uma tal forma q até eu fiquei envergonhado pelo fato de gostar de PHA na epoca de correspondente internacional. ficou feio para PHA. jornalista subsidiado, na cara dura!
e o pior é que é capaz de nós, contribuintes da união, estarmos pagando o subsidio de Amorim.
95 Piaba // 30/March/2008 às 4:16
Truta, o que vc achou do Uribe matar um equatoriano, dentro do Equador e ainda seqüestrar o cadáver pensando ser de alguém do Secretariado das FARC?
96 Piaba // 30/March/2008 às 4:16
Truta, o que vc achou do Uribe matar um equatoriano, dentro do Equador e ainda seqüestrar o cadáver pensando ser de alguém do Secretariado das FARC?
97 Luiz // 30/March/2008 às 6:40
Alguém aí falou em “pacíficos hindus” ?
Pois é:
http://edition.cnn.com/2008/WORLD/asiapcf/03/29/nepal.bombing/index.html
98 confetti // 30/March/2008 às 7:13
generalizar é uma merda….
99 confetti // 30/March/2008 às 7:16
wandhklêyson….é nome ou nick ? nunca te vi por aqui….mas vc parece bem familiarizado conosco….))
anyway, curti seus coments !
budismo é life style
100 faraó // 30/March/2008 às 8:17
Gerson B
Acordei com a sua pergunta perfeita.
“Negar a veracidade dos fatos narrados que são a origem e base do judaismo não seria negar a validade do próprio judaismo?”
A minha resposta:
Não se trata de negar a veracidade da bíblia; trata-se de estudar, adaptar e aproveitar os ensinamentos de modo a poder transmitir mensagens de amor e fé, de modo a se melhorar a relação entre as pessoas. E talvez por isso, pelo fato de os judeus seguirem com determinação os seus ensinamentos pacíficos e humildes, faça com que diferencie de outras religiões onde se mata, porque está escrito no Alcorão que é para matar, ou se mata porque o papa em Roma assim mandou.
O relato a que voce se atém com tanta insistencia é de um fato ocorrido há 3000 anos. Não é um ensinamento religioso, tanto que voce não vê levas de judeus tentando separar o mar para atravessar (apesar de escrito), não vê levas de judeus no Sinai esperando receber uma tábua dos X Mandamentos (apesar de escrito), não vê nenhum judeu sendo morto (pelos judeus, mas sim pelos cristãos) por adorar outra religião (apesar de escrito, como voce lembrou), etc.
101 Maria // 30/March/2008 às 9:03
Pura inveja! As religiões monoteístas são a base da cultura e da civilização humana, se bem que os muçulmanos já foram melhor nisso.
E o budismo? Qual é a relevante contribuição do budismo para a humanidade? Os livros de auto-ajuda do Dalai Lama?
102 Gerson B // 30/March/2008 às 9:06
Faraó, entendi sua colocação e acho ótimo que a maioria dos judeus não siga literalmente os ensinamentos mais antigos. Mas acho contraditório, não entendo como funciona o raciocínio de alguem que acredita pero no mucho.
Essa contradição está presente tambem no cristianismo, há cristãos que não crêem em Adão e Eva, são evolucionistas, mas sem o pecado original não há sentido para a morte e ressureição de Jesus.
Mas é melhor assim que uma crença cega e fundamentalista, de alguem que acha que está 100% certo.
103 Gerson B // 30/March/2008 às 9:12
Maria (101), pra começar as religiões monoteistas não são a base nem do Ocidente(que está longe de ser toda a humanidade).
Este tem uma enorme influência do pensamento grego, daonde vieram a democracia e a livre especulação que esta na origem da ciência. O monoteismo geralmente atrapalhou o progresso.
Mas muito da historia humana teve influência do Budismo. Culturas inteiras foram influenciadas por ele.
104 faraó // 30/March/2008 às 9:13
Maria,
penso que a grande ajuda do budismo para a humanidade, foi a capacidade de manter milhões de pobres longe das armas.
E isso não é pouca coisa.
Gerson B,
o raciocínio do “acredito pero no mucho”, é muito simples e voce mesmo aplica diariamente. P.ex., voce já deu esmola? Se sim, naquele momento voce acreditava. Mas nas vezes em que voce não deu, voce “acreditava pero no mucho”.
105 Gerson B // 30/March/2008 às 9:50
?? Não entendi. Já dei esmola sem acreditar em nenhum Deus.
Você fala dos judeus como se fossem sempre os oprimidos. Por coincidência saiu hoje um artigo n’O Globo mostrando que há judeus nada pacíficos. Existem grupos (felizmente minoritários) muito violentos:
http://oglobo.globo.com/blogs/terra_santa/post.asp?t=uma_perigosa_inversao_de_papeis&cod_Post=95436&a=253
106 Carlos Magno // 30/March/2008 às 9:54
Ricardo Cabral,
Realmente, o budismo nos seus primórdios não foi religião. Diferentemente, por exemplo, do que fundou Vyasa, muito anterior ao Buda, ou mesmo Zaratustra com a Religião do Fogo.
Gautama buscou um caminho pessoal através da meditação, dos ensinamentos vigentes à época, junto aos eremitas. E encontrou. Foi uma busca pessoal, ele foi muito mais além que qualquer outro humano até então tinha ido.
Ditou filosofia aos seus discípulos, o óctuplo caminho e deixou muitos ensinamentos. Mas não disse: “essa é a religião que eu fundei”. O tempo é que fez o povo seguir seus ensinamentos como religião. O que poderíamos dizer nesse contexto é que o budismo é uma religião esotérica.
Os grupamentos se organizaram em monastérios e o budismo se expandiu. Há várias ramificações do budismo no mundo oriental. Mas são basicamente duas escolas: a do norte, compreendendo Tibet, China e Nepal, e a do sul compreendendo outros países, dentre esses, Ceilão (Sri Lanka), Sião (Tailândia) e Birmânia (Myanmar).
Para o povo, o pensamento de Buda tornou-se religião. Para os monges foi e é um caminho filosófico reto, devocional e real.
Abraços.
107 Carlos Magno // 30/March/2008 às 9:59
Maria,
Desculpe-me, mas seu comentário 101 foi lamentável.
Por favor, leia um pouco mais sobre o budismo, sobre o que representou e representa para a cultura oriental. Nem só de hóstia ou de yoga vivem os religiosos e esotéricos.
108 confetti // 30/March/2008 às 10:01
eu quis dizer isso tbm carlos m…fiquei com pena de alguém ser tao narrow minded….((
109 H.R.P. Mané Reloaded!!! // 30/March/2008 às 10:20
Perguntinha
Porque as pessoas intelectualizadas de hoje rejeitam o conceito de “um ser maior” que “pode” nos ter criado?
Gautama toca no tema varias vidas de uma mesma alma, como séculos depois Cristo de forma sutil descreveu em seus ensinamentos, e depois Kardec descodificou.
Aos poucos nosso intelecto por seculos se desenvolvendo passa a ter condições de reagir melhor a verdadeira existencia espiritual de nos como seres.
O tempo é professor.
110 H.R.P. Mané Reloaded!!! // 30/March/2008 às 10:21
e o meu portugues cada vez pior…….
111 Maria // 30/March/2008 às 10:32
Budismo é uma religião que nem fede nem cheira.
Além do mais a religião de Maitê Proença, Richard Gere, Lucelia Santos, Soninha Francine, não deve ser boa coisa
112 Nassau // 30/March/2008 às 10:36
Em algum momento houve um salto que gerou a razão, a consciência, o ser humano. O mesmo raciocínio que seria capaz de produzir o primeiro aparato rudimentar, o primeiro instrumento útil ou o fogo, também foi capaz de entender que quando sou ferido me sinto mal, dói, me machuca, então quando machuco alguém, ele sofre. Mas se machuco alguém, também posso ser machucado, e isto não é bom para mim, então é melhor chegar a um acordo de que não devemos nos machucar, mesmo que seja escondido e ninguém descubra, pois eu poderia ser a vítima, então é melhor que machucar alguém, tirar a vida de alguém seja proibido, o raciocínio poderia se estender para tirar a roupa de alguém, tirar sua comida enfim, o raciocínio não é só técnico ele é de preservação individual, social, moral. Ainda assim Caim matou Abel e fugiu, ainda assim Caim mata seu irmão, ainda assim a inveja, a ganância, o ódio, fazem parte de nosso cotidiano, ainda assim estamos manchados pois o rastro de sangue chega até nós, se é que não estamos enchafurdados numa poça de sangue.
113 Carlos Magno // 30/March/2008 às 10:37
#111
Nada mais a declarar.
114 Fabio Passos // 30/March/2008 às 10:37
Mel Brooks também se divertiu um bocado… como Torquemada!
“History of the World Part One - The Spanish Inquisition”
http://www.youtube.com/watch?v=mKxnaMeOK20
As freiras são um barato…
“The Inquisition, what a show.
The Inquisition, here we go.
We know you’re wishin’ that we’d go away!
So all you Muslims and you Jews
We got big news for all of yous:
You’d better change your point of views TODAY!
‘Cause the Inquisition’s here and it’s here to stay!”
115 Gerson B // 30/March/2008 às 10:37
Maria, você é tão ignorante quanto aparenta ser? Ou está só provocando?
116 Carlos Magno // 30/March/2008 às 10:38
Confetti:
Boa a sua observação.
117 Carlos Magno // 30/March/2008 às 10:40
Nassau:
Que bom lê-lo novamente. E em estilo filosófico!!!
Abraços.
118 H.R.P. Mané Reloaded!!! // 30/March/2008 às 10:43
Gerson B…..tenho a mesma dúvida!
Coment 115!
119 Theo // 30/March/2008 às 10:47
Faraó,
Vc disse tudo, estou querendo colocar todos no mesmo balaio pq é da natureza humana, o judeu não é pior nem melhor do que ninguém.
Os cristãos perseguiram pq tiveram poder, os muçulmanos perseguem pq tem o poder, os judeus quando tiveram, mesmo 3000 anos atrás perseguiram, e hoje quando o detém estão perseguindo.
Portanto sem essa de se fazer de coitado dizendo que os judeus sempre foram perseguidos.
Não estou dizendo que os judeus são maus, mas bonzinhos tmb não são, sem contar que não dá pra generalizar.
120 confetti // 30/March/2008 às 10:52
nassau !! back home ! ))
121 H.R.P. Mané Reloaded!!! // 30/March/2008 às 10:52
A espiritualidade humana está tolhida pela carne….crendo ou não no conceito de muitas vidas, e na existencia de Deus…..pessoas que leram os livros de Chico Xavier quando ele psicografou as obras de André Luiz ficavam mais chocadas não com o conceito de um espirito muitas vidas, mas com a hipotese de que vivamos num mesmo mundo ou esfera , mas em diferentes dimenssões!
É o que percebo de reação nas pessoas…..a INCREDULIDADE E recusa em aceitar que aqui naterra hás vários patamares de evolução espiritual convivendo juntos e ao mesmo tempo separadamente……
O budismo, na excencia Jesus e mais tarde A.kardec tentam explicar isso, mas até nas religiões africano brasileiras esses conceitos estão bem vivos e demosntrados…..
122 Crente // 30/March/2008 às 10:53
Guerras do Israel antigo
Jeová Deus decretou que Israel travasse guerras para expulsar os depravados cananeus da Terra Prometida. (Levítico 18:1, 24-28; Deuteronômio 20:16-18) Ele usou a nação de Israel como instrumento de execução, da mesma forma que usara o Dilúvio nos dias de Noé e fogo no caso de Sodoma e Gomorra para punir os malfeitores. — Gênesis 6:12, 17; 19:13, 24, 25.
De acordo com a Bíblia, Israel travou outras batalhas sob a direção de Deus, em geral em resposta a ameaças inimigas. Quando a nação obedecia a Jeová, as batalhas eram bem-sucedidas. (Êxodo 34:24; 2 Samuel 5:17-25) Mas as conseqüências eram desastrosas quando eles presunçosamente iam à guerra desobedecendo ordens divinas. Veja o caso do Rei Jeroboão. Desconsiderando um aviso profético direto, ele mandou seu enorme exército numa guerra civil contra Judá. Quando a desastrosa batalha finalmente chegou ao fim, Jeroboão havia perdido 500.000 soldados. (2 Crônicas 13:12-18) Até mesmo o fiel Rei Josias certa vez participou de uma batalha que não era dele. Sua decisão precipitada lhe custou a vida. — 2 Crônicas 35:20-24.
O que nos ensinam esses eventos? Aprendemos que, no Israel antigo, era Deus quem decidia se uma batalha devia ser travada ou não. (Deuteronômio 32:35, 43) As guerras que ele ordenou que seu povo travasse tinham objetivos específicos. É bom lembrar que esses objetivos há muito foram cumpridos. Além do mais, Jeová predisse que aqueles que o servissem ‘na parte final dos dias forjariam das suas espadas relhas de arado e não aprenderiam mais a guerra’. (Isaías 2:2-4) Torna-se claro que as guerras bíblicas não justificam os conflitos atuais, pois nenhum deles é travado sob a orientação ou a ordem de Deus.
123 Theo // 30/March/2008 às 10:56
Alguém aí citou o Hiduismo, outra religião em que não é nada pacífica, teve até alguém que postou a notícia de duas mortes provocadas por uma explosão numa mesquita no nepal, explosão provocada por hindus.
É só ler a história da índia, o pau cantava entre muçulmanos e hindus.
O pior é que se os muçulmanos do nepal resolverem se vingar ou se defender, vai sair a notícia “terrorrismo islamico chega no nepal”.
Aí pessoas como o Faraó, que nunca leram o alcorão começam a acreditar que os muçulmanos são maus, e que está escrito que é pra matar todos os infiéis, hahaha.
Se isto existisse não haveria comunidades cristãs no oriente médio, e comunidades judaicas pré-israel.
124 Carlos Magno // 30/March/2008 às 11:10
Crente:
Não creio que os muçulmanos vão concordar com suas observações, pois eles dizem que Maomé ordenou morte aos inimigos de Alá!
O que não se observa é a interpretação abstrata ou subjetiva da palavra concreta, confundindo-se, muitas vezes, senão na grande maioria das interpretações, o que sejam inimigos humanos daqueles criados na própria mente pela ignorante e desenfreada imaginação. Como exemplificou, Nassau, ao citar Caim e Abel e outros fatos.
Um exemplo claro e primário das catequeses: matar os inimigos de Alá ou de Jeová, é matar os próprios defeitos. E essa guerra Deus incentiva!
Mas se Deus mandou guerrear no passado,como afirmaria o Velho Testamento, o passado já morreu e está enterrado.
Hoje os tempos são outros e se não acabarem as estúpidas guerras, vamos explodir esse planeta e vai todo mundo para o espaço, quer acreditem noutra vida ou não!
125 Wandhklêyson // 30/March/2008 às 11:13
Ó Faraó,
Se fossem textos egípcios ou sumérios de 3000 anos atrás contando estas estórias, não haveria problema.
Porém, a Torah-Pentateuco é revenciada hoje. Neste momento, há alguém lendo estas passagens da Torah-Pentateuco e ensinando crianças a considerá-las palavras de Deus. Talvez um menino de 13 anos tenha lido estas passagens no seu bar-mitzvá.
Penso porém que qualquer pessoa boa não as leve a sério. Existe uma fonte de bondade na maior parte dos seres humanos que evita que nos tornemos genocidas religiosos. Mas há os malucos com seus momentos de glória nos Estados medievais (aqueles com religião oficial, sabe, Irã, Arábia Saudita, Paquistão … er… Israel).
126 H.R.P. Mané Reloaded!!! // 30/March/2008 às 11:14
Sobremaneira …..hoje no caderno Mais! da Folha SP grande matéria sobre religiões africano brasileiras…..
E a constatação que na classe média diante da dificuldade em se inserir e levar a vida segundo os rígidos ensinamentos do Kardecismo resolveu-se criar uma mistura de religiosidade e espiritismo meio libertário que resultou na Umabnda paulista……ou seja a escolha do caminho mais fácil!
EEEEEEEE….por isso somos o que somos…..espiritos com muito ainda por evoluir…..
127 Nassau // 30/March/2008 às 11:22
Carlos Magno, abração cruz maltino kamarada.
Confetti, na maioria das vezes fico por aqui aprendendo e me divertindo com as sacadas de vocês, ou simplesmente vendo o circo pegar fogo, (Senhor perdoa-me!). Beijão do nassô pra você.
128 Nassau // 30/March/2008 às 11:44
Mais tarde algum ancião de uma tribo nômade, numa noite no deserto ou na estepe, na falta de televisão ou um agito, reconta antigas histórias que explicam ou tentam explicar numa linguagem cheia de poesia e alegoria indígena ou oriental o mistério do bem, do mal, da existência.
Estas fábulas são recebidas como acontecimentos perdidos que vem de longas eras e servem como ensinamentos de uma tradição e sabedoria anterior, sofrem interações, interseções, são decodificadas, codificadas, sofrem distorções ou elaborações, se constituem em parte integrante da cultura de um povo ou de povos.
São aprimorados, vividos, transcendidos, manipulados, incompreendidos…
Abraços.
129 faraó // 30/March/2008 às 11:58
Theo #119
“hoje quando o detém estão perseguindo.” ????
Os judeus de hoje estão perseguindo quem?
Os palestinos? A questão Israel - Palestina é geo-política e não religiosa. Israel é um país com 5.500.000 de judeus cercados por 280.000.000 de árabes.
Para resumir, cada um completa com o que achar melhor.
O ________ismo não é melhor nem pior, é apenas diferente.
Pode ser judaismo, islamismo, cristianismo, hinduismo, criacionismo, umbandismo, protestantismo, budismo, e outras.
O IMPORTANTE NÃO É A FORMA DA LANTERNA E SIM A LUZ QUE SAI DELA.
130 Wandhklêyson // 30/March/2008 às 16:10
Ò Faraó.
Há lanterna difícil de carregar, e lanterna que está apagada.
O problema de Israel é geo-político, sim. O maior erro da ONU foi criar um Estado judeu em terras de mulçumanos, fato que só serviu para alimentar o anti-semitismo, melhor, o anti-judaismo, não trouxe paz para os judeus, gerou ódio entre árabes que veêm Israel como uma repetição das Cruzadas, desestabilizou países prósperos como o Líbano e levou o terrorismo islâmico até Nova York.
Israel tem leis que são profundamente anti-democráticas. Qualquer Estado do ocidente que aplicasse leis semelhantes seria uma ditadura. Por exemplo: em 95% de Israel somente judeus podem possuir terras. As terras de palestinos são desapropriadas para bem comum - como reforma agrária, o que é até direito de qualquer Estado - , mas depois elas só podem ser compradas por judeus. Imagine um Brasil em que as leis impeçam aos judeus comprar terras fora de certas áreas. Ou um Brasil que não permita a naturalização de imigrantes judeus. Talvez não seja perseguição religiosa, mas que há discriminação forte em Israel, há.
Quando você fala que Israel é um país com 5.500.000 de judeus cercados por 280.000.000 de árabes, parece que, de repente, surgiram milhões de árabes do nada e cercaram Israel. Não foi o contrário? Não foram 5.500.000 judeus que surgiram em menos de 50 anos no meio dos árabes.
Você usa o papo velho de cowboy de cinema, seguindo uma caravana para o far-west, sendo atacado pelos índios e dizendo: queremos apenas viver em paz.
Deixa de vitimismo! Há algo que eu admiro em Israel: há judeus que dizem lá o que a politica externa do Estado nega e esconde, que lá, os judeus são os opressores. Seja digno, seja um refusinik!
131 aiaiai // 30/March/2008 às 20:53
Valeu Wandhklêyson!
Até que enfim surge alguém aqui que fala a mesma coisa que eu venho repetindo e ninguém entende. Provalvelmente, porque eu escrevo muito pior do que vc.
Lembrei-me de um judeu que conheci, há muitos anos. Era israelense, tinha nascido mesmo em jerusalem, quando criança passou por diversas dificuldades. Quando o conheci, estava no Rio, vivia viajando porque ele tinha fugido da guerra santa. Cansou de matar gente em nome do estado de israel. Era um desertor. Uma das pessoas mais lúcidas e inteligentes que conheci. Ele, que havia nascido em jerusalem, se sentia profundamente oprimido pelo Estado Judeu.
Complementando o post sobre o Fitna, acho que a criação do estado de israel foi o terceiro grande erro que os imperialistas ocidentais cometeram. Juntos, os três erros resultaram no fundamentalismo islâmico e na desgraça que vivemos hoje. E a motivação desses erros não foi nada religiosa. Foi grana!
Boa noite a todos.
132 Dino 5,4 % // 30/March/2008 às 21:00
Eu conheço esse estilo…
Wandhklêyson tem um que de Walid, lembram?
133 Prøftël // 30/March/2008 às 21:20
Dino pior que tem mesmo, bate de frente como frequentador escolado, não baixa a crista e tem pancada forte.
hehe
134 faraó // 30/March/2008 às 22:12
Israel pode ser problema para quem acha que é problema. Inclusive alguns daqui. Para milhões de outras pessoas Israel é a solução. Inclusive para milhares de palestinos que se não fosse Israel não teriam o que comer, beber ou onde trabalhar.
Discriminação em Israel há, como aqui no Brasil e qq país do mundo. Mas Israel foi o único país do mundo que retirou negros da África para dar-lhes liberdade, é o único país do mundo onde os palestinos não vivem em campos de refugiados, é o único país do mundo onde árabes têm voto e representante em parlamento.
Voces criticam as leis de Israel contra a compra de terra pelos árabes.
Pergunto: E como são as leis de países árabes para israelenses ou judeus que vivem nesses países e queiram comprar as suas terras? É essa maravilha toda que voces não mencionam? É melhor do que o MST aqui mesmo no Brasil?
E Israel vive num permanente clima de guerra e não existe guerra limpa. Infelizmente.
Alguém me reponda, por favor:
Por que o Egito não abre a sua fronteira com Gaza e Israel tem que abrir?
135 Theo // 31/March/2008 às 0:06
Peraí faraó,
reconheço algumas qualidades de israel, mas quanto a história da áfrica de dar liberdade para os negros, isso somente pq eram judeus.
vale lembrar da ligação de israel com o aparteid
136 faraó // 31/March/2008 às 6:06
E do Brasil com a escravidão!!!!!!!!!!!!!!!!
137 Bruno // 31/March/2008 às 11:12
Ratificando o que disse o Carlos Magno e fazendo uma pequena correção:
De fato, Yôga não tem nada a ver com budismo. O Yôga é um dos darshanas (ponto de vista) do hinduísmo; o budismo é uma heresia do hinduísmo, se assimila ao Sêshwarasámkhya (uma variação do Sámkhya, outro darshana). Até onde sei, o objetivo final de uma prática budista é a libertação do samsara, atingindo o estado chamado de nirvana. Por outro lado, Yôga é qualquer metodologia estritamente prática que conduza ao sámadhi, um outro estado de consciência, completamente diferente.
Vale notar que o hinduísmo não é de fato uma religião, é muita mais uma tradição cultural, composta por seis darshanas (pontos de vista que explicam a realidade e são, em teoria, mecanismos para a obtenção do conhecimento): Yôga, Sámkhya, Vêndanta, Purva Mimansa, Nyaya e Vaishêshika. O que as pessoas costumam chamar de hinduísmo é, na realidade, uma manifestação do Vêdanta, filosofia pesadamente mística, com aquela infinidade de deuses - e completamente oposta ao Sámkhya, filosofia naturalista e não-mística.
A mencionada correção: Carlos Magno, na verdade Patáñjali não criou o Yôga - ele sistematizou o Yôga Clássico, por volta do sec. 3 a.C. De fato, a maioria dos autores remete o surgimento do Yôga há mais de 5000 anos, de forma que na época da elaboração do Yôga Sútra, a obra de Patáñjali, o Yôga já existia há mais de 3.000 anos. A esse Yôga primitivo, drávidico (com embasamento no Sámkhya, portanto naturalista, e no tantra, portanto matricarcal, sensorial e desrepressor) chamamos de Pré-Clássico, sendo o Swásthya Yôga sua sistematização contemporânea.
Abraço!
138 Bruno // 31/March/2008 às 11:13
Correção: samádhi, o acento foi errado :)
139 RW in Miami // 31/March/2008 às 12:08
Theo,
E os Sudaneses e refugiados de Darfur que vem buscar refugio em Israel depois de atravessar metade da Africa ? Sao negros… e querem se refugiar em Israel, nao no Egito, Jordania, Arabia Saudita, etc etc…
140 Carlos Magno // 31/March/2008 às 12:36
Prezado Bruno:
Grato pelos comentários quanto ao Patanjali.
Na verdade Yoga sempre existiu, significando união. Veja que na Lemúria, há mais de 16 milhões de anos, já davam ênfase ao Hatha-Yoga como forma de desenvolvimento físico-espiritual dos lemurianos.
Na Atlântida, foi a vez do Bhakti-Yoga, o yoga devocional, e hoje a raça ariana, consciente ou inconscientemente, realiza o Raja-Yoga, o yoga mental.
Há dezenas, senão centenas, de derivações do yoga, não importa. Entretanto, para cada raça na faixa cíclica da evolução humana, há um yoga básico e fundamental.
O que Patanjali fez, realmente, em 200 a.C. foi fundar a “Filosofia Yoga”, ou seja trazer aforismos profundos, sistematizando assim a ciência para os estudiosos de todas as escolas da Índia. Buda teria vivido em 500 a.C.
Muito embora digamos que o yoga não tenha a ver com o budismo, é inegável, como afirmei antes, ter existido como métodos há milhões de anos e que Buda buscou galgar seus oito estágios ou yogândas, para tentar atingir à iluminação.
A diferença entre usar Yoga para atingir ao Nirvana e criar uma filosofia budista é grande, pois Yoga é a própria da natureza, ou seja se define por si mesmo, e a natureza é Deus.
Buda, entretanto, em certo momento, abandonou a todos os sistemas, todos os métodos conhecidos, migrando por sua própria conta e responsabilidade rumo ao desconhecido, atingindo finalmente o objetivo.
Acho que você sabe tudo o que anotei, mas escrevi para melhor esclarecer minha visão.
Abraços.
141 Elias // 31/March/2008 às 13:08
É…
Lá pelos idos da II Guerra deu pra ver do que são capazes budistas dedicados. Na China, então…
Ora, passe mais tarde, Sra. Armonstrong!
Se há uma coisa que a história demonstra - e à exaustão - é que toda e qualquer religião, a depender do contexto, pode conviver numa boa com toda sorte de atrocidades.
É só dar uma mexidinha aqui, outra ali…
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