Pedro Doria | Weblog

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Adventures na Internet
pré-Web, um documentário

March 28th, 2008 · · 30 Comentários

No Bloco I do Centro de Tecnologia da UFRJ, logo depois de passar a Coppe, havia uma sala cheia de computadores ligados à Internet lá por 1992, 93. É onde os estudantes de engenharia eletrônica passavam suas tardes, perdidos entre MUDs e MOOs, jogos de aventura em texto, interagindo com tantos num mundo sem Web.

Os text adventures viraram documentário.

via Leo Laporte

Tags: Artes · Pop · Tecnologia

30 Comentários até agora ↓




  • 1 aiaiai // 28/March/2008 às 14:36

    uma sala cheia de computadores em 1992 já era uma coisa incrível…acreditem crianças!

  • 2 Glória, a Celeste // 28/March/2008 às 15:29

    Foi lá nesta sala e nas auals de Pascal que comecei neste mundo.

    Depois, conheci um dos mais movimentados MOOS Brasileiros que era da UFRGS.

    Oh tempo bom… e desde lá não saí dessa vida

  • 3 Pax // 28/March/2008 às 15:44

    Eu conheci a sala, mas comecei na UERJ com Fortran IV G. Putz, confessar a idade é dose.

    Mas saí da área. E agora tô com vontade de voltar.

  • 4 aiaiai // 28/March/2008 às 15:45

    Tenho que confessar que não faço a menor idéia de nada disso…desde que conheci o tal do PC, lá por volta de 94, só uso o bicho para trabalhar…ou digitar bobagens na internet. Antes usava mesmo como máquina de escrever, muitoooooo melhorada.

    Mas, entrei aqui, embora o assunto não me interesse, para falar que acho esses nerds sensacionais. Eles são tão dedicados à ciência deles, tem um carinho com a coisa em si que chega a dar inveja…Tenho um primo que é nerd desde muito tempo. Começou a estudar na década de 80 e se transformou em um dos mais respeitados especialistas em banco de dados -seja lá isso o que for. É muito bom conversar com ele, ele fala da ciência da computação com paixão, descreve as soluções e as possibilidades das ferramentas …eu nunca entendo nada, mas mesmo assim acho legal.
    Identifiquei essa mesma paixão nesse trailler do documentário.

  • 5 Mari-Jô Zilveti // 28/March/2008 às 15:53

    Enquanto isso, no LSI da Faculdade Politécnica da USP, em Sampa, fundado em 1975, os sujeitos de lá costumavam dar nó em pingo d’água. Lembro de ter ido lá várias vezes nessa época para entrevistar o professor Zuffo e seus alunos, que vestiam literalmente a camisa de nerds inteligentíssimos.
    Sempre me sentia em outro planeta quando adentrava aquelas portas labirtínticas. Foi lá que vi o primeiro homem fatiado na internet. Um presidiário americano, que foi condenado à morte e doou seu corpo para ser fatiado e estudado.

    Mari-Jô Zilveti
    http://nomadismocelular.wordpress.com

  • 6 Clara // 28/March/2008 às 15:54

    Amei! Quanta paixão!

  • 7 Jåµë§ ßønd™ // 28/March/2008 às 16:02

    -= Eu não cheguei a jogar efetivamente text games, mas devo confessar que Adventure sempre foi meu estilo favorito. Eu não sou Gamer, aliás, evito jogos de computador se possível for, mas um ou outro acabam por chamar minha atenção. São aqueles com desafios interessantes.

    A evolução dos adventure text games foi o graphical adventure game e seu representante mais ilustre: o MYST, o qual, aliás, nunca joguei. Mas ele abriu as portas para todos os tipos de jogos desse nicho, tais como The Dig, Full Throttle, Time Lapse, etc…

    Jogos onde a exploração e o raciocício faziam você ENTRAR no clima do jogo e - sem expressão melhor para traduzir a sensação - “pirar o cabeção” até terminar.

    Meu favorito-acima-de-todos-bam-bam-bam sempre foi Zork Nemesis.

    Que jogo, que músicas, que clima… fiquei até nostálgico agora.

    –X–

    listening [+] Love Will Tear Us Apart | Joy Division

  • 8 RW in Miami // 28/March/2008 às 17:24

    Estou com o Pax - meu inicio foi com Fortran nessa mesma sala no CT do Fundao… e ainda com cartoes perfurados ! E quanto a confessar a idade… tenho 46 cronologicos, corpinho de 30 e personalidade de 15, segundo a argentina.

  • 9 Rodrigo // 28/March/2008 às 17:53

    Eu não peguei este tempo. Mas pelo menos usei Mosaic! Hehehehe…levava 2 horas para baixar o site da MTV.

  • 10 anrafel // 28/March/2008 às 18:04

    Jamës Bond,

    É aquela do clip tosco com Ian Curtis na violinha? Acho que era a preferida de Renato Russo.

  • 11 Sidney Mirandão // 28/March/2008 às 18:36

    Só para lembrar que o brasileiro Renato Degiovanni fez alguns text adventures geniais, como o Amazônia, o Serra Pelada e a Pedra da Gávea, todos para o MSX.

    Tem um outro adventure fera dessa época que se chamava Avenida Paulista, mas eu não me lembro que foi o autor.

  • 12 Daniel Soares // 28/March/2008 às 18:41

    anrafael. Love will tear us apart é o clipe com o Ian Curtis na violinha. E era uma das favoritas do Renato sim. A sonoridade dos primeiros dois discos da Legião foi muito influenciada pelo JD.

  • 13 Sidney Mirandão // 28/March/2008 às 18:42

    E, ao contrário do James Bond, eu sou um hardcore gamer em tratamento. Triste isso.

    :-((

  • 14 Daniel Soares // 28/March/2008 às 18:42

    E eu comecei no MSX Hotbit da Gradiente. Eu só usava mesmo pra joguinhos e bancos de dados toscos.

  • 15 Daniel Soares // 28/March/2008 às 18:45

    O MSX rodava em basic e os programas eram carregados a partir de fitas cassete, executadas em um gravador National acoplado ao msx. Depois veio a incrível unidade externa de leitura de disquetes 5 1/4. Os jogos carregavam tão rápido…

  • 16 anrafel // 28/March/2008 às 18:47

    Daniel Soares,
    Renato era ligadíssimo no Joy e em Ian Curtis, aquele jeito soturno de cantar. Cruel ironia, sua voz passou a ser comparada com a de Jerry Adriani.

    (Fiz dois comentários fora do post. Normal. Sou semi-analfabeto em informática. Semi é autocomplacência).

  • 17 Sidney Mirandão // 28/March/2008 às 18:51

    10 type “vou fazer um flood”
    20 goto 10

    run

    vou fazer um floodvou fazer um floodvou fazer um floodvou fazer um floodvou fazer um floodvou fazer um floodvou fazer um floodvou fazer um flood

    :-P

  • 18 Sidney Mirandão // 28/March/2008 às 18:51

    esqueci do color 15,1,1 !!!!

  • 19 Prøftël // 28/March/2008 às 18:56

    Eu comecei com o MSX da Gradiente (1985), cartuchos e fita K-7, depois os drives de 5 1/4, os disquetões, dalí prôs 286/386/486 da vida e respectivos SOs evoluindo até hoje.
    Tudo na tora, não havia curso, autodidata puro.
    Depois de muito tempo é que fiz uns cursinhos.
    Já falei sobre isso um tempo atrás, prôs mais antigos é repetição.

    hehe.

    :-)

  • 20 Esprit de porc // 28/March/2008 às 19:24

    Puxa, text adventures! Que saudades do meu TK-2000 com joguinhos e programinhas bobos em BASIC gravados em fita K7!
    Alguém aqui também lia os fascículos da INPUT?
    Alguém teve saco de digitar a listagem completa de mnemônicos do jogo “Avalanche”?

  • 21 Microempresário // 28/March/2008 às 19:54

    Linha Cobra 500: até 1 Mega de memória, discos removíveis de 80 mega (uns 15 kg de peso e 50 cm de diâmetro), Sistemas operacionais SOD e MUMPS. No SOD tinha Cobol, Fortran, LPS, LTD, Assembler, e, masi tarde, C e Basic. MUMPS era MUMPS mesmo.
    A CPU era um rack (padrão 19 polegadas) com 1,80 m de altura.

  • 22 Mr X // 28/March/2008 às 20:41

    Fora do tema — PD

  • 23 SK // 28/March/2008 às 21:29

    Eu brincava com os joguinhos de MSX e Apple na casa de alguns colegas e o último também no trabalho do meu pai. Fazia umas brincadeirinhas com BASIC (que esqueci tudo).
    Depois me iniciei no 286 (meu micro tinha até co-processador matemático 287), 486 etc.
    Daí em diante micro só virou instrumento de trabalho. Não mais diversão.
    Internet, comecei usando BitNet, Mosaic no trabalho do meu pai e em casa pelos BBS da vida e posteriormente conexão RENPAC.
    Apesar disso, nunca joguei esses text adventures. Passei batido.

  • 24 SK // 28/March/2008 às 21:32

    Pô Mr.X, lei de PD (não inteiramente, mas quase, mas é aqui que o buraco se alastra)!!!
    Acho interessante essa discussão e esse tema (Fitna), que creio não vai tardar a aparecer. Mas mande sugestão pro e-mail dele….
    Aqui é para matar a saudade da era do computador a manivela e a internet a vela (rima feia e pobre…)

  • 25 Vixe // 28/March/2008 às 22:07

    Daniel, eu trabalhei na Sharp fazendo manutenção no concorrente do MSX Gradiente e nos video-games Intellivision, bons tempos aqueles…
    PD, desculpe o off tópic, mas achei isso interessante, veja:
    http://www.firstsounds.org/press/032708/index.php

  • 26 Guilherme // 28/March/2008 às 22:34

    Conheci o primeiro computador em 1972.
    Ocupava uma sala inteira (era um, se não me engano, 376, ou algo assim. Era de cartões. A plotter funcionava a nanquim, e a impressora (matricial, claro), imprimia à incrível velocidade de 60 linhas por minuto.

  • 27 marco // 28/March/2008 às 23:27

    Minha alma canta
    Vejo o Rio de Janeiro
    Estou morrendo de saudades
    Rio, seu mar
    Praia sem fim
    Rio, você foi feito prá mim
    Cristo Redentor
    Braços abertos sobre a Guanabara
    Este samba é só porque
    Rio, eu gosto de você
    A morena vai sambar
    Seu corpo todo balançar
    Rio de sol, de céu, de mar
    Dentro de um minuto estaremos no Galeão
    Copacabana, Copacabana

    Cristo Redentor
    Braços abertos sobre a Guanabara
    Este samba é só porque
    Rio, eu gosto de você
    A morena vai sambar
    Seu corpo todo balançar
    Aperte o cinto, vamos chegar
    Água brilhando, olha a pista chegando
    E vamos nós
    Pousar…

    Como resgatar esse Rio de Janeiro, meu Deus?

    ma

  • 28 Mari-Jô Zilveti // 28/March/2008 às 23:34

    Já que estão todos na linha recordar é viver, o primeiro computador que chegou aqui em casa foi um MSX. Eu batia tudo a máquina. Tinha comprado uma Praxis 20 e achava o máximo corretor automático (uma tecla apagava os erros). O MSX foi uma evolução. Na redação do jornal, as máquinas nada elétricas começavam a dar lugar aos terminais burros com tela de fósforo verde, depois laranja e por último branca. Havia os terminais dos redatores e o dos descedores, que enviavam as matérias para o andar de baixo, e a gente gritava “Desce”. Um boy ia buscar as tiras das colunas das páginas que estavam no paste-up. Eu era tradutora e depois virei redatora da editoria Mundo, com Caio Blinder, de editor.
    Cáspita, isso já tem mais de 20 anos.
    Acabo de revelar minha idade. Mesmo.

    Mari-Jô Zilveti
    http://nomadismocelular.wordpress.com

  • 29 confetti // 29/March/2008 às 4:09

    sidnê 13, eu tbm, mas consegui desintoxicar…o calinho do polegares quase sumiu….))

  • 30 obispo // 30/March/2008 às 14:53

    PD obrigado!
    Há muito tempo queria saber por estava o “Adventure” que eu jogava nos PDP11 da Digital, na companhia onde trabalhava em 1976.

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