Dalai Lama: ‘independência, não;’
O Tibete quer autonomia
O que diz Tenzin Gyatso, o 14o Dalai Lama, em sua entrevista à Newsweek desta semana:
O que o senhor acha que falta para que os líderes da China reconheçam sua sinceridade? O primeiro ministro Wen Jibao quer que o senhor aceite duas condições antes de o diálogo começar. Que renuncie à independência do Tibete e que renuncie à violência.
No ano passado, em Washington, estive com alguns professores chineses e alguns me perguntaram: ‘que garantia existe de que o Tibete não vai se separar da China no futuro?’ Eu respondi que minhas declarações não vão influenciar este processo, nem minha assinatura. A única garantia é a satisfação do povo tibetano. Eles precisam sentir que é seu benefício fazer parte da China. Quando sentirem isso, esta será a maior garantia para que o Tibete faça parte para sempre da República Popular Chinesa.
O governo da China quer que eu diga que por séculos o Tibete fez parte da China. Mesmo que eu diga isso, muitos vão rir. E minha declaração não mudará a história. História é história.
Não vale falar do passado. O passado ficou no passado e não importa se o Tibete fazia parte da China ou não. Devemos olhar para o futuro. Acredito sinceramente que uma nova realidade está nascendo. Os tempos são outros. Grupos étnicos diferentes e nações diferentes se reúnem porque faz sentido. Veja a União Européia… é fantástica. De que valem países pequenos lutando um contra o outro? É muito melhor para os tibetanos que se juntem à China. É isto que acredito.
Entre 1240 e 1913, o Tibete fez parte do Império Chinês. A dinastia do primeiro Dalai Lama foi imposta pelo imperador da China em 1578. (E o terceiro Dalai Lama era um dos netos deste imperador.) A China reconquistou o Tibete entre 1950 e 51.
Nos últimos anos, o Dalai Lama não pede a independência do Tibete. Sua proposta de um ‘Tibete Livre’ é um Tibete autônomo.
Ainda sobre o assunto:
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ha comentario :
VIVA O KUNDUM !!
eu li essa entrevista ” the dalai lama’s journey”…
tenho visto opinioes dizendo que em vez de boycott, deveriamos aproveitar os JO pra chamar a atençao dos bilhoes de pessoas que estarao antenadas com os jogos…como nao ha a minima chance de boycott, os atletas sobretudo nao vao adoptar,talvez devessemos mesmo aproveitar cada momento desses JO pra conscientizar, pressionar, exigir da china a autonomia do tibet…..
nao acredito que isso dara resultado ! ((
corrigindo, o “dalai lama’s journey” foi no time….sorry..
Há tantos, mas TANTOS problemas na China que poderiam ter mais atenção mundial durante os JO que me impressiona apenas o ‘caso Tibet’ e o ‘caso poluição’ terem sido os alvos da mídia até o momento.
rach, “o caso tibet” e “o caso poluiçao” sao quand même os mais “urgentes” à resolver….nao acha ?
Muito interessante. Se o desejo é preservar a cultura, o meio ambiente e a espiritualidade do Tinet, há luz no fim do túnel.
Não sabia da posição do Dalai. Gostei.
Agora fiquei curioso, então os monges que hoje lutam por lá são de linha contrária ao Dalai?
Concordo com o Pax, mas acho que os monges do tibet não estão contrários ao Dalai Lama. NO tibet é o povo que está se revoltando. Os monges do Nepal é que estão se revoltando…ou eu confundi tudo???
Confetti, vc que está mais por dentro do assunto, tira a dúvida por favor!!!!
Pax e aiaiai,
Lideranças fisicamente afastadas de seus liderados costumam perder não só o controle sobre eles, mas também perdem muito do contato com a realidade do dia-a-dia.
Ou seja, é preciso verificar até que ponto o Dalai Lama realmente representa os anseios do povo tibetano, quaisquer que sejam eles.
Caramba,
O negócio no post de ontem tá pegando fogo…até o Darw que normalmente é moderado perdeu a paciência com o tal de Cano, que eu já disse e repito, é uma besta quadrada, nem vale discussão.
PD mudando um pouco de assunto será que o Gabeira pode dar um jeito no RIO?
Acho que os tibetanos deveriam fazer um intercambio cultural com os palestinos…só para ver no que vai dar.
Gabeira vai ter que cheirar muito para acabar com o problema do pó no Rio de Janeiro….
Falando nisso, PD, as vezes você mergulha o naso no talco?
Então o Tibete quer ser para a China o que Porto Rico é para os States? Essa é nova pra mim…
Tibet autônomo, lembra-me o Vaticano dentro da Itália.
Não creio que a China vá concordar com isso. Vejo, isto sim, outro banho de sangue se os tibetanos continuarem com os protestos anárquicos. E não vai ter boicote às Olimpiadas que dê jeito.
Vai ser simples, empurram com a barriga até o final das Olímpiada, depois pau de novo nos monges e povo tibetano.
Quem realmente se importa? Em 1950 o Dalai pediu socorro ao mundo, e quem socorreu?
Mas se lá tivesse petróleo fácil, ou grandes minas de ouro disponíveis, a história já era outra.
Acho difícil que os tibetanos, que até 1950, viviam mais ou menos isolados numa organização teocrática, queiram abrir mão das transformações que os chineses trouxeram: estradas, aeroportos, telecomunicações. Além de contribuir para a mudança de formas de vida, impôs a consciência de padrões, inclusive materiais, que vão além da questão religiosa, me parece.
E, como o Luiz observa, o fato de o Dalai Lama viver no exílio há muitos anos, não contribui pra melhorar a situação.
Noss, qto comentário desnecessário.
(Para não dizer *idiota*.)
É preciso conhecer melhor o Dalai….ele tem sempre cartas na manga!
Há MUITA SABEDORIA NO SEU SER!
PEDIR AUTONOMIA É AQUIESCER COM O FATO DA China ,monstro predador , SER muito dificil de SER vencido……
A negociação pode existir….a libertação é quase impossivel…..
Ele sabe das coisas…..
Alba e Carlos Magno, não foi a vcs q me referi, obviamente.
Como perspectivas diferentes nunca são demais, eis aqui o comentário no blog de um americano que vive na China, sobre a questão do Tibet:
http://cinnamonpirate.com/blog/510/
Sobre o sujeito que escreve o blog:
http://cinnamonpirate.com/bio/
Ótima essa, cada vez mais gosto de ti Pedro, está me conquistando com esse jeito não tenho todo o conhecimento do mundo, porém o que expresso é honesto e com base no que li e me convenceu… principalmente a parte de ser honesto…
O fato é que os tibetanos querem “comida, diversão e arte”, ou seja, liberdade para decidir seus destinos ou - mais importante - liberdade para comandar os negócios e livrar-se da submissão que o governo central da China está impondo a eles, não importa como.
Isso o Dalai Lama não percebeu - ele pode até se manter como líder espiritual desse pessoal todo, mas político ele já não é faz tempo; e nem adianta renunciar porque já “renunciaram” a ele mesmo.
Como hoje eu cheguei a tempo, vou escrever.
O domínio chinês trouxe melhorias à China. Como disse um amigo meu, repórter freelancer da Reuters: “Hoje em dia, se o sujeito quebra a perna, ele não demora dois dias para chegar no hospital mais próximo, correndo o risco de morrer de uma infecção”.
Por outro lado, a maior parte dos benefícios econômicos trazidos ao Tibet acabam ficando nas mãos dos Han (os chineses propriamente ditos), que o governo fica empurrando para as regiões das outras etnias para que elas sejam minorias nas suas próprias terras.
Os mesmos Han discriminam as pessoas das etnias, especialmente Tibetanos e Uighurs. Conheço um Uyghur que é médico cirurgião, mas não conseguia emprego na sua terra natal porque todos os empregos iam para os Han. Então veio ser músico em Beijing.
O problema para Beijing é que o pensamento predominante na cabeça dos chineses é “Se nós dermos os dedos eles vão querer logo o braço”.
Mais ou menos a mesma idéia de alguns radicais na questão da palestina.
No caso da China, eles possuem 4 pontos extremamente sensíveis: Taiwan, Tibet, Xinjiang e Mongolia Interior. Morrem de medo que alguma dessas regiões se separem.
Taiwan agora está bem calminha com a eleição do Sr. Pocotó (Ma significa cavalo em chinês, é o sobrenome dele). Nunca ouvi falar de grandes levantes na Mongólia, mas Xinjiang e Tibet são pra se arrombar. vira e mexe dá em m….
E isso tudo porque os chineses são incapazes de tratar as outras etnias com dignidade. Parte disso é por causa da ditadura, mas parte disso é a própria cultura chinesa.
O maior erro da reportagem foi insinuar que o nacionalismo chinês é causado pelo controle que o Estado tem sobre a mídia e os meios de comunicação. Se assim fosse, é só controlar a comunicação que a crise de patriotismo está resolvida.
Durante milênios, a China foi o centro do Oriente, sua influência se extendia por todo o leste asiático e parava somente na Mongólia e no Tibet. Eles eram, literalmente, o centro do mundo em que viviam. Até o nome do país em chinês reflete isso.
Até o século XIX, quando chegaram os Europeus com tecnologia superior e acabaram com as ilusões dos chineses. Seguiu-se o período que na história chinesa é conhecido como 100 anos de humilhação.
Concessões, perderam Hong Kong, até pro Japão perderam. A auto-estima nacional estava péssima.
Com a expulsão dos japoneses e a guerra da Coréia, considera-se que esse período passou. Mas agora, os chineses estão correndo desesperadamente atrás de sua glória, do lugar no topo do mundo que eles acreditam ser seu de direito, e quem está sentado lá são os EUA.
Muitos estrangeiros não entendem como a auto-estima nacional é importante para cada chinês. Eles cavucam a imprensa internacional em busca de boas referências para si. E, se você discordar um pouquinho, ai de você.
A crítica interna mais comum sofrida pelo partido comunista é a acusação de não ter sido patriótico o suficiente. É uma das poucas áreas onde o pessoal não hesita em por a boca no trombone. E o partido até que deixa passar até um certo ponto.
O partido joga para o público interno, e depois de ter chamado o Dalai Lama de um monstro, não vai poder recuar e fazer concessões, seria visto como demonstração de fraqueza.
E na sensível auto-estima nacional da China, qualquer demonstraçãod e fraqueza será punida.
Desculpem, acho que escrevi demais. Estou sempre às ordens.
FPS3000,
O Dalai Lama ainda é adorado no Tibet. O povo o ama. Vai passear numa estradinha de barro por lá que vez por outra tu vê um peregrino caminhando. A cada três passos, ele se deita e encosta a testa no chão, em seu caminho a Lhasa.
Não se engane, o povo ainda o ama, mas isso não quer dizer que todos concordam com ele.
Beijing espera que se ele morrer, eles conseguiram apagar a identidade do povo mais fácil ou controlar o povo através do falso Panchen Lama. Mas eu acho que se o Dalai morrer sem deixar esquematizada a sua sucessão, nas palavras do célebre capitão Nascimento, “isso vai dar m…, vai morrer gente”.
zic, obrigada ! é um prazer ler essa analise “local”…
Tibet é mais uma das dezenas de tretas deixadas pelo Império Britanico
Obrigado, confetti,
Antes de vir morar aqui, eu não sabia de nada, então gosto de dividir um pouco do que eu aprendi com o pessoal no Brasil.
Eu concordo com o Dalai, autonomia é melhor que independência. O povo tibetano ganha mais com isso. Mas tem que ser uma autonomia de verdade, não essa da boca pra fora.
Um artigo muito bom que conta um pouco sobre a história do Tibet com um ponto de vista diferente:
http://www.michaelparenti.org/Tibet.html
Bom, foi isso, agora é hora de eu ir para minha caminha que já passa da meia noita aqui. FUI!!!!
Amanhã tô de volta!!
Olha, quantos especialistas em política internacional.
Nada justifica a ditadura, a censura, opressão e violência do estado chinês.
Gunnar,
O problema é que os chineses querem a ditadura e a censura. Quem somos nós para nos metermos na vida deles?
O problema é quando a opressão afeta os outros, como no caso do Tibet, Xinjiang, Mongólia…
vamos fazer uma campanha para a volta do regime feudalista e do modo de vida medieval ao Tibete!
Achei interessante a posição do Dalai Lama. Sei pouco sobre o assunto, mas vejo que a maioria dos comentaristas sabe quase tanto quanto eu, já que pelos posts anteriores sobre o Tibet a maioria radicalizava na questão da independência.
Concordo com o Pax : acho que vai dar samba, e acabam negociando. No momento, estão apenas marcando posições.
Outra coisa: quantas minorias há na China, alguém sabe? Ouvi dizer que são dezenas.
Zictor, é um privilégio poder ouvir as análises de alguém que está aí, vivenciando mais que achando.
Importante o vetor da auto-estima assim como curioso é perceber que não aprenderam que o que é bom para si pode ser bom para os outros, ou seja, um pouco de pluralidade pode fazer bem para o Tibet, Xinjiang e Mongolia Interior (diga-se, aprendi agora que existe um tal de Xinjiang).
Tô cá, aprendendo um bocado e feliz pelo post e pela discussão.
Radical Livre (livre aqui, porque na China…)
Que tal deixar que os tibetanos decidam se eles preferem o “feudalismo medeval” anterior ou o domínio chinês?
É aquela história né, quem acha que a China tem o direito de permanecer no Tibet, que não encha o saco dos EUA estarem no Iraque. Chorumelas e arengas históricas, estóricas, ideologias e os cambau não interessam. Tanto no Iraque quanto no Tibet é um caso simples duma nação que invade a outra e ponto final.
Bom no caso do Tibet, a invasão chinesa se deu quando a China era comunista e neste caso, pelo fato da China ser comunista, tanta fazia se ela tivesse invadido o Tibet, a Suiça ou Liechstein, porque quando comunista invade, é considerado “libertação”, pelo menos do ponto de vista da esquerda ululante…
Putz, relatos ótimos.
Fazia tempos que o blog não tinha comments tão bons.
“descobrimos” a situaçao do tibet, como “descobrimos” myanmar ha uns meses, como “descobrimos” o darfur, toda vez que o # de mortos aumenta…e gritamos free burma, e gritamos free tibet e gritamos etc….
putz…sera que somos “honestos” nessa compaixao fast food ? sera que a quantidade de informaçao nos tornou “blasés” ? sao perguntas que estou tentando responder pra mim mesma….((
Achei muito lúcida a posição do Dalai Lama. Vitória militar é impossível, se não conseguiram nos anos 50 com o discreto apoio americano, agora então seria simplesmente impossível se livrarem dos chineses na marra.
Uma boa inspiração para eles seria a resistência dos dinamarqueses aos nazistas na segunda guerra.
Zictor, muito interessante mesmo a sua contribuição
Conflitos dessa natureza sempre resultam em mortes, a verdade é que Tibet quer a independência, mas se a China abrir esse precedente, outras etnias dentro daquele país continente vão lutar pela autonomia, que pode representar no futuro guerra civil. A questão de territórios ainda vai dar o que falar, o sul do Brasil , São Paulo para baixo também quer se tornar independente.
Algumas considerações leigas sobre o assunto:
1. A influência do Dalai Lama no Tibete ainda deve ser gigantesca, visto que os chineses estão tentando diminui-la há 58 anos e não conseguiram ainda…
2. A independência do Tibete é impossível, seja a China uma ditadura ou a maior democracia do mundo: não conheço nenhum país forte que tenha cedido pedaço de seu território; os EUA são uma democracia e nem por isso deixariam o Havaí ser independente.
3. Autonomia é a palavra-chave.
4. Independente do Dalai Lama ser um santo ou um monstro, eu vou boicotar as Olimpíadas.
Branca,
eu não estou defendendo o domínio político econômico e cultural da China sobre o Tibete. No entanto, temos que avaliar o que o Dalai Lama defende e o que é defendido pela população de lá.
Sou plenamente a favor da autonomia dos povos, uma palavra-chave da esquerda nos anos 70 que anda esquecida nos dias de hoje, haja visto o apoio que a direita brasileira deu à guerra do Iraque - por exemplo, porque foi que na época em que se discutia a guerra de lá, você não se apressou a defender que os próprios Iraquianos decidissem sobre o seu futuro?
Enfim, cada caso é um caso mas, se for para voltar àquela merda que era antes da expulsão do Dalai Lama, eu sou contra.
Depois de ler a entrevista do Dalai, e o post do Zictor, convenci-me de uma coisa: O Tibet É território chinês, e ponto final. A questão agora é só definir o tipo de gestão que a China deve dar a ele. Se um dia, sabe-se lá quando, ele vai se tornar independente, é outra história. Pra ser discutida um dia, sei lá quando.
off-topic:
e a autonomia do País Basco e da Catalunha, luta que já dura séculos: alguém aqui é a favor?
well…até onde sei, o País Basco e a Catalunha gozam de relativa autonomia dentro da Espanha. Mas são considerados parte integrante da nação espanhola.Os dois tem assembléias autônomas, sistema educacional próprio e outras garantias legais. Se quiserem mais do que isso, terão que apelar a guerra civil e terrorismo para se venderem como “vitimas” da opressão, blá-blá-blá….
Leonel, esta história de que o sul quer se separar só existiu na cabeça de meia duzia de pessoas…não há como se comparar ao caso do Tibet, ou País Basco…foi uma coisa surgida do nada e indo para lugar algum.
Hu Jintao já confirmou: o Tibet é da China e ninguém tasca. O tal de Dalai Lama, um boa-vida, não
Hu Jintao já confirmou: o Tibet é da China e ninguém tasca. O tal de Dalai Lama, um boa-vida, não quer saber dessa história de independência
Bom, dia, galera!
Estou de volta.
@Guilherme:
A China possui 56 etnias. 90 ou 95% da população é da etnia Han (os chineses propriamente ditos) o resto são as outras etnias.
Bom lembrar que no meio destas 55 etnias, estão incluídas pessoas que são de etnias de países vizinhos, mas que na hora de tirar a sorte nasceram do lado chinês da fronteira, como: Tajiques, Khazaks, Uzbeks, Russos, Coreanos, Mongóis, e por aí vai….
Também fazem parte os Manchus, antigos imperadores, mas que já foram totalmente assimilados, e os Hui, que são Hans convertidos ao islã.
@Pax
Xinjiang é pior que o Tibet, o problema é que eles não têm um Dalai best-seller nem ator de Roliúdi (o sucesso!) para defender eles. E pra piorar, como os Uyghurs são muçulmanos, quando os EUA começaram aquela bosta de guerra contra o terror, os chineses foram os primeiros a se aproveitarem pra chamar tudo de terrorista.
Sou doido para visitar esse lugar.
Taí Zictor, parabéns de novo.
Puta depoimento.
:-)
Zictor,
Obrigado pelas informações. 56 etnias? É etnia à beça. E a gente chama tudo de chinês!
Voltei para ler o texto sobre a China que o Zictor escreveu, numa daquelas quintas.
Muito bom o texto…
O Dalai é visto por uns como um boa vida, mas o homem não pode voltar para o Tibet. O que então ele faz: política, se apresenta ao mundo, viaja de avião e usa os confortos da ciência.
Qual o problema? Quais líderes espirituais hoje andam à cavalo, de bicicleta ou cruzam mares de navio?
Ele faz um excelente trabalho de chamar a atenção do mundo sobre os problemas com a China. Por que ele não deveria fazer isso?
Quando ainda no Tibet, o Dalai queria mudanças, modernidades, progresso; falou diversas vezes sobre a questão.
Não lembro de ele ter falado mal de qualquer religião e nem de governos.
Porém, autonomia do Tibet acho um sonho muito distante, praticamente irrealizável.
Chinês é predador. Chegam e ocupam, ou tomam ‘a fôrça, esmagando etnias locais que nao sejam Han. Tudo para os hans, nada para os outros. Os melhores emprêgos, tanto no setor publico quanto no privado, sao para os hans. O comércio é setor quase que exclusivo dos hans. O que restar - isto é - o que nao presta - fica para a minoria. Educaçao de melhor qualidade so’ para os hans, e por ai’ vai. Chinês nunca teve preocupaçao alguma com o meio ambiente e com a cultura dos outros, e nao tera’.
Sao imperialistas como qualquer outra potência. Ocupam pelo comércio, cortando preços e levando a concorrência ‘a bancarrota, pagando salarios miséraveis ‘a massa han. Raramente empregam a populaçao local; trazem levas de chineses pagos a baixo salario para ocupar praticamente todos os postos de trabalho. Exemplo: Africa (ja’ existem uns 600 mil, ou bem mais, por la’, ocupando, miscigenando, corrompendo. Procuram petro’leo e minérios de valor estratégico, devastando o meio ambiente. Dentro de uns 50 anos, terao ocupado a Africa nao-muçulmana. Milhoes de chineses por toda parte, aleviando o problema populacional dentro de casa. Melhor para os africanos? Veremos.
Quando se fortalecerem com armamentos ultra-modernos, mostrarao a verdadeira face imperialista do novo império. Nao é por nada que os americanos procuram contê-los como podem, cercando-os com bases militares estratégicas e secando-os de petroleo, retardando como podem o desenvolvimento chinês. Quando a China atacar Taiwan para toma’-la pela fôrça como fizeram com o Tibete (ameaças fazem a todo instante), sera’ o inicio de uma grande guerra sem paralelo na histo’ria.
O perigo vem da China; al Qaida é café pequeno.
So’ ha’ um problema - real - que preocupa a ditadura chinesa: A revolta das etnias esmagadas pelas botas hans e o possivel desmembramento do pai’s, tal como aconteceu com a Uniao Soviética. Fomentado pelos americanos, que têm um monte de truques dentro do chapéu, como sabemos.
A China continua com o mesmo pensamento cruel dos tempos dinásticos dos mandarins. Não há um programa humano de direitos sociais; praticamente a força de trabalho é escrava. O povo se sujeita a qualquer trabalho por excorchante remuneração. Ficou velho está morto, não existe aposentadoria.
Dessa forma, claro, a mão-de-obra é a mais barata do mundo!
Piorou muito mais com o controle da natalidade. Há famílias que estão à beira da extinção, pois se não há um homem na família para trabalhar e manter os mais velhos, passarão necessidade, não haverá descendência e desaparecerão. É uma lei complicada que evoca um número rigoroso de membros de uma família.
E por que as organizações humanitárias e os líderes da democracia mundial não protestam contra essa escravidão social e boicotam a produção chinesa?
Money, Money, Money!
@Proftel,
Pára com isso, que senão eu acabo acreditando.
@Guilherme
Mas é tudo chinês mesmo!!! Um bom quinto das etnias são sobras dos paíse vizinhos. 2 são países invadidos. Uma outra são chineses que se converteram ao islã. 90 a 95% da população são os chineses Han, que excluem categoricamente as outras de grande parte do desenvolvimento econômico. E nem incluem eles quando falam de China, só quando o pessoal pede pra se separar.
RESUMINDO: Você só vê os Hans mesmo.
As multinacionais ocidentais e seus acionarios sedentos de dividendos astronômicos, que de fato governam paises inteiros, nao querem saber de boicote algum. Legioes de multinacionais se instalam na China devido aos salarios de miséria pagos ‘a massa. Têm custos de produçao irrisorios e vendem-nos, a no’s ocidentais, com lucros fabulosos, seus produtos made in China.
E o que é mesmo que ”organizaçoes humanitarias e os lideres da democracia mundial” podem fazer? Nada. That’s free market, the invisible hand, a ditadura do tal mercado. O povao ocidental quer é consumir produtos chineses mais baratos; estao se lascando por produtos nacionais, o fechamento de fabricas e o desemprêgo em seus respectivos paises. O que vale mesmo é o proprio bolso. Salve-se quem puder!
Caboclo Trovoada (Ou Mané?):
Concordo bastante com você. Mas sempre haverá uma solução para qualquer problema ou discrepância. Basta vontade e algum humanitarismo!
Mas enquanto a efígie do deus dos homens que mandam no mundo estiver nas cédulas e nenhum Deus espiritual nos corações as diferenças inacreditáveis continuarão.
Às vezes penso: somos mesmo seres humanos?
resumindo o Zictor, o Imperio Chines mantem as outras etnias como escravas….e tem gente aqui que torce para o imperio americano acabar e ser substiituido pelos chineses…vai entender.
Chest:
Nem tanto mar, nem tanta terra!
O problema é que os chineses querem a ditadura e a censura. Quem somos nós para nos metermos na vida deles?
chest- Zictor, se eles assim conseguem inundar o ocidente com produtos baratos e vagabundos, estáo interferindo não só no Tibete e na Mongolia….
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A última “autonomia” patrocinada pelos EUA foi em Kosovo, e todos sabemos que deu em “independência”, estuprando a Carta da ONU.Seria curioso observar a sociedade que o senhor feudal Dalai Lama implantaria no Tibete,com uma mistura de neo-liberalismo (alguém acha que os EUA estão nessa por devoção à “Sua Santidade”?) com escravismo e privilégios para a “nobreza”, incluindo o Dalai Lama.Os tibetanos fariam a “limpeza étnica” contra os chineses (maioria da população do Tibete) com o silêncio da mídia ocidental.Tibete como parte da China é muito mais civilizado do que seria sob o domínio de “Sua Santidade”, o escravista Dalai Lama.
Marcosomag:
Seu comentário sobre o Dalai e os tibetanos é uma mistura de delírio fanático, com heresia apostática.
O Tibet nunca esteve civilizado sob o domínio chinês, prezado. O Tibet, isto sim, encontra-se amordaçado, violentado e estuprado pela China que deseja varrer do mapa a etnia e idiossincrasia tibetanas.
Que dizer da China onde suas guerras internas sempre demonstraram, na sua milenar história, o barbarismo sem par nas “limpezas étnicas” das estúpidas buscas das superioridades raciais?
O que o Tibet sempre fez de melhor foi rezar e perdoar o inimigo.