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O Brasil como ele é

March 20th, 2008 · · 514 Comentários

Às vezes, a conversa política fica difícil. Não era assim, passou a ser. Polarização não me incomoda pessoalmente. Mas polarização artificial, polarização inventada onde ela não existe, sim. E parte do público politizado, interessado em política, está sendo usado como massa de manobra.

Não há diferenças entre os planos de governo do PT e do PSDB. Ambos apostam na mesma política monetária. Ambos têm a mesma política social baseada em bolsas de renda mínima com contrapartidas. Ambos têm a mesma falta de projeto futuro para o Brasil.

Do ponto de vista de projeto de governo, a diferença entre PSDB e PT é mais ou menos como a diferença entre Hillary e Obama. Ou seja: quase nenhuma, de filigranas. Representam ambos, no Brasil, o mesmo que o New Labour inglês de Tony Blair representa, o que os New Democrats de Bill Clinton representaram. São as mesmas idéias.

PT e PSDB têm diferenças de história. Em seus núcleos duros, um dos partidos tem base sindical e o outro na elite de centro-esquerda paulista. Coisa equivalente existe dentro do Partido Democrata norte-americano. Há os democratas da Nova Inglaterra e há o poder interno das Unions. Não faz qualquer sentido que PSDB e PT sejam partidos diferentes. Mas são. Acaso o Brasil fosse lógico, faria sentido uma aliança PT-PSDB no governo e uma oposição DEM-PL. Ou vice-versa. Mas a lógica nós a abandonamos faz tempo.

O que realmente separa tucanos e petistas são os projetos pessoais de poder de seus líderes. Isso não enobrece ninguém. Há ódios, raivas, cálculo, esperteza – coisas da política. E parte da imprensa ingênua ou espertamente compra isso como se fosse diferença política de fato. Nesta toada, rusgas de alguns políticos, as várias brigas internas em governos, as histórias de corrupção que ambos têm, vão sendo alimentadas. O público é iludido. Usa-se a tática do inimigo externo – velha como a Sé de Braga. Para distrair o eleitor de meus problemas, que se jogue a culpa no outro, que fique bem disfarçado aquilo que realmente importa.

Enquanto isso, a imprensa tem um problema. Há uma mudança tecnológica em curso que dificulta a vida. Revistas vendem menos. A polarização, a incitação ao ódio, serve para vender revista. Serve para atrair leitores de blog. Mas que ninguém tenha dúvidas: imprensa ainda é um grande negócio que faz muita gente muito rica. E esta é uma segunda briga que rola em paralelo.

A Igreja Universal do Reino de Deus é o novo grande concorrente nesta disputa. Tem um canal de televisão que está crescendo. Terá um jornal diário. Tem um projeto político-partidário. Está mais influente na vida brasileira e quer seu espaço. Está preparada para um conflito. Do outro lado, os jogadores correntes deste mercado, nas tevês e jornais, também estão armados. Quem aumentará audiência? Quem perderá? Quem terá mais poder no final? Quem terá mais dinheiro?

Por causa da Internet, as grandes empresas de telecomunicação que emergiram da privatização de Sérgio Motta entraram no negócio da imprensa. Foi um movimento natural: a princípio, não havia nada em português na web e era preciso dar material de leitura para que as pessoas usassem o serviço. Hoje, virou negócio: há influência para exercer sobre um grande público e há dinheiro para ganhar.

A maneira como grandes negócios são conduzidos não é bonita. Há um emaranhado que envolve laços políticos, bancos, o peso que o governo tem por conta dos fundos de pensão. É muito dinheiro o que levantam as grandes telecoms. Ninguém envolvido neste jogo é inocente.

Empresas jornalísticas vivem de venda direta aos leitores e, principalmente, publicidade. O governo – qualquer governo – usa a verba que tem para beneficiar quem lhe interessa. Grupos com interesses próprios usam a imprensa para melhorar suas chances na política. Alguns veículos, em troca de gordas verbas publicitárias, se dispõem a atacar o inimigo de seu amigo. É uma máquina complexa com muitas variáveis, um jogo muitas vezes complicado de alcançar. As fidelidades de um dia no dia seguinte são outras. Mas não é jamais ideologia que está em jogo neste troca-troca de alianças e inimizades. É poder e é dinheiro.

Antonio Carlos Magalhães costumava dizer que existem três tipos de jornalista. Um quer emprego. Outro quer dinheiro. O terceiro quer notícia. Assim, ele continuava, o político que souber diferenciar pelo olho um jornalista do outro sempre se dará bem. Ele tinha toda razão: é como somos. Controlava os três grupos como um mestre.

Não existe uma guerra ideológica na imprensa brasileira. Não existe uma guerra ideológica no Brasil. Não há polarização. Finge-se uma polarização para disfarçar empresas e grupos que têm interesses. E ainda existem os mesmos três tipos de jornalistas. Diferenciar um do outro requer bom olho.

Enquanto a disputa pelo poder de fato no Brasil rola, o leitor é ludibriado com uma briga ideológica inexistente.

Tags: Brasil

514 Comentários até agora ↓




  • 1 confetti // 20/March/2008 às 14:43

    previsao : 400 coments flamejantes !

  • 2 confetti // 20/March/2008 às 14:44

    ACM citado e chamado de mestre ! anrafa vai surtar

  • 3 R.C.N.T - Alguem // 20/March/2008 às 14:47

    Será pior que cabeça de praia ?

  • 4 confetti // 20/March/2008 às 14:48

    excelente post !! pronta pra curtir avidamente “o brasil como ele é ” ))

  • 5 H.R.P. Mané!Reloaded! // 20/March/2008 às 14:50

    Graças a Deus o PT não é o PSDB!
    E chega de querer juntar agua e óleo……

  • 6 Pedro Doria // 20/March/2008 às 14:51

    confetti, talento político – que o ACM tinha de sobra – não quer dizer bom caráter. Aliás… raramente caminharam juntos na história do Brasil.

  • 7 confetti // 20/March/2008 às 14:52

    boss, it’s a hint :)

  • 8 Pedro Doria // 20/March/2008 às 14:53

    =)

  • 9 thiago // 20/March/2008 às 15:02

    A questã: Qual dos três tipos Pedro Dória é?

    Mas um bom post, Pedro. Apesar de que PT e PSDB tem sim muita coisa em comum. Porém também tem muita coisa que impede uma aliança permanente entre os partidos. E não são somente os projetos pessoais de seus líderes. há sim uma disputa de projeto de nação.

  • 10 Monsores // 20/March/2008 às 15:19

    Esse vai dar pano pra manga.

  • 11 Danilo Maia // 20/March/2008 às 15:20

    Na mosca. E até mesmo Fernando Henrique Cardoso já disse isso com todas as letras “A disputa é de poder, não ideológica”.

    Mas esse tipo de declaração não é interessante para imprensa fla x flu, aquela que vende revistas, jornais e ganha audiência na internet vendendo o peixe da polarização da política nacional.

    E os macacos de auditório - que compram as revistas, jornais e comentam nos blogs - caem como patos, assumindo bandeiras e gritos de guerra tão frágeis qunto a casa do porquinho preguiçoso.

    Pena.

  • 12 confetti // 20/March/2008 às 15:23

    pd e thiago, alto debate na pauta….

  • 13 \o/ Hey Ho, Lets Go // 20/March/2008 às 15:28

    Enfim um post puramente opinioso! Excelente. E eu concordo, em parte.

  • 14 Gunnar // 20/March/2008 às 15:28

    1. Concordo com a conclusão geral: não há, no Brasil, uma briga ideológica de fato - há uma briga por poder. Eu me arrisco a dizer que, olhando o mundo como um todo, não é diferente. Direita, esquerda, é tudo penteadeira para dissimular a real motivação, mas também ajuda a rotular os times. Não passa muito disso…

    2. “A maneira como grandes negócios são conduzidos não é bonita. ” Eu trabalho em multinacional e te digo, a maneira como os pequenos negócios são conduzidos tampouco é bonita. Politicagem, tráfico de influências, fisiologismo, suborno, difamação… é o que move o mundo dos negócios, goste-se ou não.

  • 15 Dom Casmurro Patriarca // 20/March/2008 às 15:30

    É isso aí, Pedro,

    inclusive na política, 80% do Brasil é centro-esquerda.
    É o que acho há muito tempo.

  • 16 Tai // 20/March/2008 às 15:36

    Pedro, acho bastante complicado reduzir política a interesses econômicos de grandes corporações transnacionais. A política sempre andou de mãos dadas com a economia –não houve qualquer mudança de paradigma quanto a isso, mesmo com as mudanças de governo. Isso não significa que tanto os interesses da imprensa são inofensivos ao jogo político-ideológico; tampouco que a imprensa não compactua com propostas que transcendem esse mesmo jogo; e muito menos que a gritaria de alguns é infundada, ou pelo menos superficial. Também acho equivocado comparar nosso contexto político com o norte-americano. Bem se sabe que a política democrata de hoje em dia é muito mais pautada na política histórica do partido republicano– ou você acha que os Clinton e Obama não têm real interesse hegemônico por sobre o petróleo do Oriente Médio e da Amazônia? Essa mudança de orientação nos EUA só foi possível porque os próprios republicanos regrediram para um neofascismo semelhante à época do macarthismo. De fato, o PT “endireitou”, mas a política partidária é muito mais de coalisão do que a tucana, que sempre foi elitista (é só ler sobre a declaração de ontem do Aécio, que chamou uma galera do ‘baixo-clero’ de Minas de gentalha ou algo parecido). Não vou entrar nem no mérito do apoio dos grupos sociais historicamente mais relevantes a projetos de distribuição de renda, porque me alongaria pra sempre por aqui, mas, enfim, discordâncias existem. E particularmente não acredito nesse poder todo da Igreja Universal não. Enfim. :-)

  • 17 dona de casa gorda // 20/March/2008 às 15:36

    belo post, pedroca.
    toda vez que leio ou ouço um argumento entre tucanos e petistas, vejo por trás dele um empreguinho perdido.
    não é um debate. é uma briga por farelos, por cargos de confiança e cabides de governo.
    triste.

  • 18 nada será como antes // 20/March/2008 às 15:36

    Primeiro, discordo da versão de que PT e PSDB sejam a mesma coisa.

    Se fossem, não haveria a torrente de cólera esparramada pela mídia, todos os dias, contra o governo federal. Basta uma olhada nos grandes jornais diários para perceber as grotescas interpretações lançadas a título de análise econômica. No início de 2007, quando estava claro o horizonte de crescimento da economia, “economistas” de plantão traçaram toda sorte de asneiras e obstáculos, dizendo claramente que o crescimento não passaria de 3 ou 3,5%. Os indicadores falam por sí e a mesma mídia que deu espaço e apoio aos técnicos catastrofistas agora sonega espaço ao respectivo “mea culpa” que aqueles economistas deveriam assumir.

    Desculpe , Pedro Doria, mas avaliar supostas semelhanças entre PT e PSDB apenas em decorrência da política monetária é exercício de metonímia. A política monetária ora em atividade é fruto dos arranjos efetuados na metade final do segundo mandato de FHC.

    Essa política não tem continuidade por opção preferencial do governo de Lula, mas porque tornou-se questão de Estado. Ou seja, fosse qualquer outro o partido (e presidente) vencedor das eleições havidas, seguiria a mesma linha econômica. Superávit primário nas contas públicas não foi inventado pelo PSDB que, aliás, não teve entusiasmo pela idéia óbvia senão depois das sucessivas quebras e pedidos de socorro ao FMI, obras inesquecíveis de FHC e seus “doutores e especialistas”.

    O governo de Lula, certamente para não oferecer alvo às pedradas, apenas seguiu o clássico receituário de saneamento dos déficits e, agora, colhe os resultados da austeridade fiscal que o governo de FHC , certamente empenhado em favorecer seus apoiadores, não quis obedecer.

    As políticas sociais de ambos os partidos são evidentemente evidentes, até opostas em alguns setores, como o de atendimento às comunidades marginalizadas.

    A ação política do PSDB np Congresso Nacional, como é notório, oscila entre o patético e o escabroso. A liderança do partido de FHC tem demonstrado, seguidas vezes, consistir em grupo que desconhece o que vem a ser atuação fora dos gabinetes executivos . A outrora propalada capacidade política de seus “quadros” não resiste à miséria da rotina de discursos vazios de conteúdo e ricos de calúnias, injúrias e ataques que só subsistem graças à amplificação patrocinada pela mídia.

    As “guerras” atualmente em curso entre setores da mídia brasileira não consiste em luta de iguais. Ela existe justamente pelas diferenças de posições originadas no choque entre partidos, posições e governos. Não é artificial , nem fruto da mera vaidade pessoal de um ou outro jornalista ou de veículo de imprensa.

    O resultado dessa “guerra” não é difícil vislumbrar . Todos (jornalistas, veículos e eventuais protegidos) sairão perdendo leitores, telespectadores e simpatizantes.

    Essa “guerra”, aqui ou em qualquer outro país, mostra que a imprensa é espécie em risco de extinção, assim como a atualmente chamada “civilização ocidental”.

  • 19 lao // 20/March/2008 às 15:36

    ô Doria! Tu já disse isso lá em NoMínimo:
    Jornalista é a segunda profissão mais antiga do mundo.
    :D
    abrs!

  • 20 Quasimodo // 20/March/2008 às 15:38

    PD andava meio lento ultimamente, voltou com a corda toda. Falta opinião na rede - Fulano falou isso, Siclano aquilo - Informação é legal, mas colocar a cara a tapa, assumir posições, matar no peito e ver no que vai dar, anda fazendo falta. Excelente post, concordo com a previsão da Confetti, vai bater os 400. Além da grana, emprego e notícia, faltou falar da vaidade dos jornalistas. Opiniões apaixonadas vão dar pano para manga, além de sobrar uma belas espetatelas no PD nas entrelinhas. Afinal de constas é jornalista de profissão. Parabéns.
    Mas o post vai muito além: fala de política, hipocrisia, interesses econômicos da imprensa e uma certa ingenuidade burra que anda em pauta ultimamente. Vou acompanhar.

  • 21 Maluco Beleza // 20/March/2008 às 15:40

    Aproveitando a deixa do Thiago: percebo no trabalho do PD um jornalista sempre em busca da notícia. E das ‘verdades’ por trás das notícias. Talvez haja apenas dois tipos de jornalistas: aqueles que tem somente a percepção de si - e os que percebem o mundo ao redor. Penso que o PD é um desses. Por isso passo diariamente pelo weblog praticamente desde o início. Imagino que a maioria dos comentaristas busca sinceridade, inteligência, informação. Encontra neste espaço.

  • 22 nada será como antes // 20/March/2008 às 15:41

    evidentemente evidentes = evidentemente diferentes

  • 23 Tai // 20/March/2008 às 15:41

    E, ah, sim, discordo até o fim que a imprensa faz o jogo do mercado com objetivo primordial de vender assinaturas de jornal, revista e provedor de conteúdo. Não. Se for assim, sinceramente, grandes grupos como Globo, Folha, Estado e Abril estariam guerreando entre si, já que compartilham a mesma fatia de mercado, que, por acaso, é praticamente ele todo. A imprensa “de esquerda” é uma fatia ínfima, sem qualquer perspectiva de se fazer influente no mesmo nível que as grandes corporações de mídia o são.

    Iiih, essa conversa é longa. :-p

  • 24 daniel // 20/March/2008 às 15:41

    Na verdade, há uma questão bastante importante que difere um pouco o PT do PSDB: o grau de atuação e presença do Estado na sociedade.
    PSDBistas não têm posição única sobre o assunto - alguns são privatistas mais radicais, outros oscilam para um meio-termo. Petistas militantes, em geral, são totalmente anti-privatistas e favoráveis à expansão do estado. Na cúpulaeu tenho minhas dúvidas sobre convicções, mas nisso eles ainda não brigaram com a militância.

    E o engraçado de tanta gente ter a percepção de que “quase todo mundo é de esquerda” é que fica parecendo que nosso país não é nada conservador socialmente. Nadinha, né?

  • 25 Pedro Doria // 20/March/2008 às 15:42

    Tai: desculpe mas não reduzi a política a interesses econômicos. O que disse é que, politicamente, PT e PSDB são a mesma coisa. Não disse que não existem visões de mundo alternativas à deles. Existem.

    Não sei se Hillary e Obama têm interesse sobre a Amazônia. Desconfio que não. Mas o Partido Democrata e o Republicano têm idéias um bocado diferentes a respeito de quem país querem e de como chegar lá.

  • 26 Pedro Doria // 20/March/2008 às 15:44

    Seu ato falho escrito, nada será como antes, me basta como argumento.

  • 27 confetti // 20/March/2008 às 15:46

    nada, nice spot !

    “Essa “guerra”, aqui ou em qualquer outro país, mostra que a imprensa é espécie em risco de extinção, assim como a atualmente chamada “civilização ocidental”.”

    que ato falho ?

  • 28 Oliveira // 20/March/2008 às 15:46

    PD, você deu voltas e não saiu do lugar. Lógico que a disputa PT x PSDB é por poder. Ainda existe ideologia ? Cazuza queria uma. Você cita sobre a imprensa: “A maneira como grandes negócios são conduzidos não é bonita”. Será que os negócios de Petróleo, Química, saúde, transporte, futebol, entre outros, são bonitos ? Pelo que lemos, sempre existiu muita coisa podre nos meios empresariais, porém geralmente abafada(pela imprensa, sempre ela) em funções dos intere$$es econômicos, afinal uma propaganda não faz mal a ninguém.
    Feliz Páscoa.

  • 29 Antonio M // 20/March/2008 às 15:47

    O PT e PSDB possuem quadros onde um já pertendeu ao outro partido, FHC é amigo pessoal de Lula desde 1978, José Dirceu já elogiou mais de uma vez José Serra, Pimentel e Aécios querem a alinaça PT-PSDB que já existe em outras cidades do país a muito tempo.

    “20/12/2005 - Dirceu: plutocracia não quer Serra

    No último sábado, almoçando com amigos num apartamento do Leblon (RJ), José Dirceu (PT-SP) vaticinou sobre as eleições presidenciais de 2006. Em relação ao prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), declarou o seguinte: “Vocês acham que o ‘establishment’, o sistema, a Fiesp, a Febraban e a elite vão deixar o Serra ser presidente? Já não deixaram da outra vez e não vão deixar agora”. Dirceu discorreu aos amigos, entre eles Gilberto Gil e Fernando Morais (com ele, na foto) sobre os motivos: ”Serra é muito independente. Eles querem um pau-mandado, um presidente dócil às regras do capital internacional. Eles não querem o Serra presidente muito mais pelas suas virtudes do que pelos defeitos, que são muitos.” Sobre as chances eleitorais de Lula, o ex-chefão da Casa Civil afirmou: “Ele tem que dizer ao povo o que quer com o segundo mandato. Ninguém vai votar nele só porque é o Lula. Aconteceu na outra vez, agora é diferente.” Dirceu insinuou que Lula deve livrar-se de Antonio Palocci (para assinantes da Folha) e mudar a política econômica. Ao afirmar que Serra foi barrado pela plutocracia nas eleições passadas graças à sua “independência”, Dirceu deixa no ar a impressão de que o “pau mandato” de 2002 foi Lula. Se estiver certo em suas previsões, o candidato que o “establishment” está disposto a consentir em 2006 tem a cara de Geraldo “Picolé de Chuchu” Alckmin. Resta saber se o eleitorado dirá “amém.” ”

    A tal polarização é apenas retórica eleitoreira para projetos de poder, não há menor dúvida mas, o transtorno bipolar de alguns não perimte que vejam isso. E pior, quando falasse de algum desafeto no partido dizem “não gosto dele, nunca gostei” e pronto!!! Como num passe de mágica expurgaram o partido que então continua com 100% de elementos honestos, éticos que só pensam em ajudar os outros !! rssrsr!!!

    Mas aí o assunto não é politica, e de tratamento médico………

  • 30 confetti // 20/March/2008 às 15:48

    awaiting pra mim, libera-me

  • 31 Maria // 20/March/2008 às 15:48

    O PT e o PSDB são iguais? Grande novidade!

    O Olavão há séculos escreve sobre isso.

    Ele é o melhor analista político do Brasil, disparado!

  • 32 nada será como antes // 20/March/2008 às 15:49

    Pedro Doria,

    O “ato falho”, que na realidade foi apenas pressa na digitação, não constitui “argumento” plausível e/ou significante.

  • 33 Antonio M // 20/March/2008 às 15:50

    errata: quando se fala. desculpem.

  • 34 Eduardo Veríssimo // 20/March/2008 às 15:50

    Chamar uma troca de palavra de ato falho e usar isso como argumento me parece ausência de argumento.

  • 35 Marcos Araújo // 20/March/2008 às 15:52

    “…Ambos têm a mesma falta de projeto futuro para o Brasil.”

    Eu diria todos. Sem exceçao.

    “…Mas a lógica nós a abandonamos faz tempo.”

    Quem nao sabe pensar nao pode desenvolver uma l­ógica. E o brasileiro, em geral, nao sabe pensar porque nao foi educado para tal - foi educado para obedecer e se conformar. O Brasil sempre esteve à deriva; nunca existiu por aqui um projeto de país. Existem projetos pol­ticos pessoais (”é poder e é dinheiro”, dixit PD). O país nao forma administradores públicos competentes e os políticos, salve raras exceçoes, sao ignaros. Nesse clima, nao há como avançar. O país está estagnado há 3 ou mais décadas. O pouco que avança é por inércia e apesar da incompetência e da escroqueria, esta já promovida a virtude.

    “…Mas não é jamais ideologia que está em jogo neste troca-troca de alianças e inimizades.”

    A classe dominante brasileira sempre teve uma só e única ideologia: Manter os privilégios que a separam da massa e se perpetuar no poder, neoPT incluído.

    “…Antonio Carlos Magalhães costumava dizer que existem três tipos de jornalista. Um quer emprego. Outro quer dinheiro. O terceiro quer notícia.”

    Raros sao os jornalistas que procuram e querem notícia. No Brasil morreriam de fome. Todos têm o rabo preso para poder sobreviver. Todos se auto-censuram. Todos vendem a alma no altar do $$$ e da desinformaçao. Entre nós, diria que o que existe é uma mistura dos três ou, como faz o ator, usar uma das 3 máscaras de acôrdo com as necessidades e circunstâncias do momento. Sao camaleoes.

    E, para terminar, repito o que várias vêzes escreví aqui: Quem acreditou ou acredita que o govêrno atual é um de esquerda é um otário. Este govêrno nao tem nada de esquerda ou mesmo de socio-democracia. Como todos os que vieram antes e virao depois, é uma cleptocracia que vive atolada em escândalos. Nao governa, enrola. E o PAC continua emPACado…

    Excelente artigo, Pedro Doria. Um dos melhores que já lí de sua pluma.

  • 36 confetti // 20/March/2008 às 15:52

    po pd respondi pro nada,ta no awaiting….interrompendo o dialogo ? ))

  • 37 Marcelo P. // 20/March/2008 às 15:53

    “A história acabou”, “Não existe mais direita e esquerda no Brasil”, “Não há polarização”…

    Já pode colocar um banner do condidato da chapa Aécio/Pimentel aí junto ao do Gabeira.

    Agora, francamente, reduzir a ideologia de um partido ou uma corrente política ao pragmatismo da política econômica é má-vontade.

    Quando o governo Lula dá certo, o argumento é de que ele é igual ao do PSDB. Sei…

    Minha dúvida é se dos 3 tipos de jornalista citados, o blogueiro está se alinhando com o primeiro ou o segundo…

  • 38 confetti // 20/March/2008 às 15:53

    m.a. !

  • 39 Tai // 20/March/2008 às 15:55

    Perdão, Pedro, mas trabalho com o conceito de política em seu sentido mais amplo, dentro do qual a imprensa e seus interesses de ordem –aí sim– econômica também figuram. Acho que não me fiz muito clara, porque estou digitando enquanto trabalho. De qualquer forma, do ponto de vista da cobertura política, sim, minha percepção é de que você a reduziu para interesses meramente econômicos pelo fato de acreditar que seja um jogo superficial de venda de ideologias que oculta a real dimensão dos interesses dos partidos políticos.

  • 40 Pedro Doria // 20/March/2008 às 15:56

    Eduardo Veríssimo, se você não quer que eu chame uma ‘troca de palavras’ de ato falho que você acha que ato falho é?

    Não vou entrar na discussão de que a política social do governo Lula é igual à do FH. É rigorosamente a mesma, varia um detalhe aqui, outro ali. Já era a política social do Franco Montouro, já era do Cristóvam Buarque, foi da dona Ruth no Comunidade Solidária é o Bolsa Família.

    E digo mais: acho uma política excelente, coerente, necessária e, no Brasil, bem estruturada por conta da experiência de anos em sua execução no executivo pelo PT-PSDB.

  • 41 nada será como antes // 20/March/2008 às 15:56

    Diga, confetti !

  • 42 Marcos Araújo // 20/March/2008 às 15:57

    E tem mais: Essa hipocrisia de “atendimento às comunidades marginalizadas” é pura cortina de fumaça para segurar, o tanto quanto podem, a tampa da panela de pressao.

  • 43 Sei lá // 20/March/2008 às 15:58

    Nada será como antes, faça um blog!
    O tal do PD saiu de fininho…

  • 44 bondcama // 20/March/2008 às 15:58

    Mas se são iguais PT E PSDB, por que diabos querem - a elite, seu partido PSDB, PIG - tanto derrubar o governo de Lula? Aí reside a grande diferença, não bastasse pela primeira vez neste país um operário saido dos rincões miseráveis do nordeste ter chegado ao poder. Uma trajetoria politica dessa, nem nos USA, nem que Obama chegue lá. Eu so queria entender.

  • 45 Marcelo P. // 20/March/2008 às 15:59

    E sabe o que é engraçado?

    O mesmo povo que acusa o PT de não ter ideologia, de não ter um projeto de longo prazo, é o pessoal que morre de medo a cada mensão ao MST, à TV Pública, ao fortalecimento da Eletrobrás, etc…

    Pra que medo, se o PT não vai fazer nada diferente do FFHH?

    Ou é tudo retórica barata dos direitis…(opa, desculpem, tucanos, afinal o PSDB é de centro-esquerda, né?!)

  • 46 Zé Bush // 20/March/2008 às 15:59

    well….concordo com Mr.Doria. Não existe essa tal “disputa ideológica” no Brazil. Não somos disso. Causa-me gargalhadas ver esse povinho militante dizer que PT é “esquerda” e PSDB é “direita”. PT é “progressista” e PSDB é ‘”onservador”. Nada mais equivocado e que apenas serve para delimitar o alcance(ou a falta ) da nossa parca cultura política.

    PT E PSDB são irmãos bastardos do mesmo pai com 2 mães diferentes.O que o PSDB começou o PT está continuando. O relativo êxito que o PT alcança foi iniciado pelo PSDB. Só cego não vê!!

    Antigamente o PT reclamava de tudo que o PSDB fazia (privatizações, etc.) e hoje alcança seus objetivos seguindo o caminho e as regras traçadas pelo “inimigo” de outrora. E delas não se afastou um milímetro. Caiu Dirceu, caiu Palocci, caiu Genoíno e Luis Inácio continua seguindo o modelo do governo anterior e…..se dando bem!!!

    O governo de Luís Inácio é um mero apêndice do governo do imperador FHC. Luís Inácio teve a sensibilidade e relativa esperteza de se livrar da corja petista, deixando-os deslumbrados com cargos e algumas benesses sociais. No campo econômico continuou firme com as reformas do governo anterior. Falta ainda uma reforma tributária de vergonha e a privatização definitiva do Banco do Brasil e Petrobrás, esses dois ralos de dinheiro e verdadeiros países autônomos dentro do Brazil.

    o PT não tem mais nada a ver com esse governo. Nem Luís Inácio quer saber mais do PT. Já está conversando com o tucano Aécio e com o aprendiz de galo de briga Ciro Gomes, o demolidor.Para quem não sabe, afilhado do tucano Tasso Jereissati, o dono do Ceará.

    A era PT acaba em 2010!!!

  • 47 Pedro Doria // 20/March/2008 às 15:59

    Tai, não escrevi um tratado político. Não pretendi explicar o que é a política. Fiz uma crítica à maneira superficial que a política está sendo coberta por parte da imprensa e muitos blogs. Superficial, polarizadora. E que, por trás deste jogo polarizador, há também muitos interesses políticos e econômicos ocultos.

  • 48 Marcelo P. // 20/March/2008 às 16:00

    Ops, menção…

  • 49 Marcelo P. // 20/March/2008 às 16:02

    “E que, por trás deste jogo polarizador, há também muitos interesses políticos e econômicos ocultos.”

    E por que não haveria interesses políticos e econômicos ocultos atrás desse velho discurso de que são todos iguais?

  • 50 Pedro Doria // 20/March/2008 às 16:05

    Marcelo P., você está pondo palavras em minha boca. Não disse que a história acabou. Também não disse que o PT não tem ideologia.

    O que eu disse é que PT e PSDB dividem a mesma ideologia. São formados pela turma que estava do mesmo lado e nas mesmas reuniões em finais dos anos 1970. São pessoas que concordam entre si muito mais do que discordam.

  • 51 nada será como antes // 20/March/2008 às 16:05

    Sei lá (43),

    Estava pensando justamente na sua sugestão.

    Sugestão anotada e acatada ! Na próxima semana, você (espero) frequentará mais um blog.

    Obrigado.

  • 52 Pedro Doria // 20/March/2008 às 16:06

    Marcelo P.: você tem problemas de leitura? Eu não disse que são todos iguais. PT e PSDB não representam toda a política brasileira.

    Os outros são diferentes.

  • 53 Tai // 20/March/2008 às 16:07

    Pedro, acho válida a discussão, senão não estaria aqui discutindo. Mas, sinceramente, sempre houve polarização. E particularmente prefiro como é hoje, uma vez que pelo menos temos um cenário de bipolarização de discursos, enquanto há 15 anos tínhamos um discurso único nas páginas dos jornais e revistas, travestido de concessão pública nas televisões e nos rádios.

  • 54 ze peter // 20/March/2008 às 16:08

    Falsa neutraluidade jornalistica meu caro doria. Politica NAO e um jogo de soma zero.
    Discordo. PT e PSDB tem MUITAS diferencas programaticas: discordo que ambos nao tenham projeto de pais, o pt nao tem projeto de pais. Nao so nao tem como passa por um momento de crise pois se elegeu criticando a “heranca maldita” de FHC (reformas, economia) mas nao so manteve a politica economica como nao deu continuidade as reformas. Cito algumas de cara:

    -psdb e um partido reformista que se elegeu em 1994 com FHC com claro projeto de pais com uma agenda de reformas liberalizantes do estado (LRF, plano real, privatizacao -teles, vale, embraer, politica economica monetarista ortdoxa, criacao das agencias reguladoras, gestao moderna de estado via terceirizacao e diminuicao da maquina publica).

    O PT ao contrario e um partido que se elegeu com uma forte bandeira ideologica de ruptura a politica economica social democrata/liberal tucana. Mas no fim nao mudou a politica economica e hoje ate se beneficia pela manutencao da politica economica de FHC sem a auto critica. Vale lembrar que o pt foi contra o plano real, privatizacoes, LRF, agencias reguladoras…enfim todas as boas tentativas de se mudar algo no brasil. Hoje adotou a politica economica vigente por mero pragmatismo ate porque recebeu a estrutura estatal ja montada e tem o merito de dar continuidade a estabilidade economica.

    A pergunta e: quais serao as diferencas programaticas de ambos em 2010? eu ja vejo algumas:
    psdb-volta das reformas do estado, privatizacoes, gestao mais empresarial do estado, corte de impostos, implementacao do voto distrital

    pt- aumento do funcionalismo publico, aumento de impostos, aumento do programa assistencialista bolsa familia, ?

  • 55 Porter // 20/March/2008 às 16:09

    Uma típica análise de “mesa de bar” onde a taxa alcoólica elimina todas e quaisquer diferenças.
    Melhor o Pedro Doria jornalista. Quando tenta se tornar analista político, vira mais um Gabeira da vida.

  • 56 bondcama // 20/March/2008 às 16:10

    Se, PT e PSDB, são iguais, então os tucanos têm um pé-frio MONUMENTAL. Vade reto!

  • 57 Pedro Doria // 20/March/2008 às 16:10

    Tai, eu nem sonharia em comparar o tempo de hoje com o da ditadura.

  • 58 Henrique // 20/March/2008 às 16:11

    Muito lúcido seu post. Mostra bem para esse bando de idiotas que ficam brigando contra e a favor de Lula o papel de palhaços que estão fazendo. O fato de a política econômica-social do PT ser exatamente a mesma do PSDB é lamentável, mas entendível. O indescupável no caso do PT e principalmente do Lula é que eles diziam que iriam fazer tudo diferente do que era (e eu acreditei e votei - no primeiro mandato). Quanto a IURD, o pessoal que hoje mete o pau nas Organizações Globo pelo seu monopólio e falta de neutralidade, vai sentir muitas, mas muitas saudades dela, SE e QUANDO as Organizações IURD chegarem ao seu porte.

  • 59 Pedro Doria // 20/March/2008 às 16:12

    ze peter PSDB representa corte de impostos? Você deve ter sonhado com um partido de direita e ainda não o encontrou, companheiro… ou então não viveu nos tempos de Fernando Henrique, aquele que transformou um imposto provisório em permanente.

  • 60 Marcelo P. // 20/March/2008 às 16:12

    Pô PD, mas de 1970 pra cá todos mudaram… Não é porque o início foi semelhante que continuam os mesmos até hoje…

    E, mesmo do ponto de vista ideológico, na época já havia discordâncias entre essa turma. No entanto, havia um “mal maior” que acabava por uní-los.

    Vide a censura que FH e Serra promoveram contra Ruy Mauro Marini no Cebrap, por exemplo.

  • 61 ze peter // 20/March/2008 às 16:12

    isso sem falar na diferenca das politicas de seguranca: enquanto o gov federal nao so diminuiu o investimento publico em seguranca como construiu um unico presidio em 7 anos.

    Ja os tucanos reduziram os numeros de homicidio em SP de quase 40 mortos por 100.000 habitantes para apenas 20. SP tem quase metade da pop. carceraria do brasil. Enquanto que outras capitais brasileiras mantem seus niveis de homicidios la em cima entre 45 e 55 mortos por 100.000 habitantes.
    SP prende demais ou os outros que prendem de menos?

  • 62 nada será como antes // 20/March/2008 às 16:14

    Zé Bush (46),

    De onde você tirou a “informação” de que Banco do Brasil e Petrobrás são …”dois ralos de dinheiro ” ?

  • 63 Saladino // 20/March/2008 às 16:16

    Pedro, quem escreveu algo que tem tudo a ver com esse tema foi o César Maia, no seu ex-blog. Com sua permissão, reproduzo trechos aqui:

    “O segmento da imprensa que tem como referência a classe média, e no caso, especialmente os jornais e revistas, tratam com uma equação muito mais complexa do que muitos imaginam. Os grupos ativos e ideológicos da classe média, e que por isso mesmo atraem e mobilizam a cobertura da imprensa, em geral agitam ofertas e necessidades quase sempre minoritárias. (…) Muitas vezes a imprensa se surpreende com a sensação que teve que o tema mobilizava e os fatos mostraram que prevaleceu a grande maioria silenciosa que não viu seus interesses incorporados, neles. (…) São muitos os exemplos. Drogas, aborto, e tantos outros. (…) Ninguém pode ser a favor do aborto, o que seria uma aberração. O que se pode discutir é a criminalização. Mas não é assim que a questão é percebida. E com isso esses grupos ativos se isolam e ficam falando consigo mesmos.”

  • 64 bondcama // 20/March/2008 às 16:16

    Ze peter comprovou que os tucanos são uns tremendos azarados. Deus nos livre que voltem ao governo federal.

  • 65 Tai // 20/March/2008 às 16:19

    Ih, Pedro, não tô comparando com a ditadura. Tô comparando com os anos 1990 anteriores à revolução digital, que, não por coincidência, foram os anos tucanos, de manobras altamente questionáveis como as privatizações da Vale, da CSN e das telefônicas; de quebra das bolsas de valores; de empréstimos ao Clube de Paris e ao FMI; do estouro da bolha do dólar. Se o governo FHC tivesse de lidar a gana dos oposicionistas (virtuais ou não) de Lula, pensaria quarenta e cinco vezes antes de lançar qualquer plano de governo. Essa é uma das razões dentre as muitas pelas quais não acho que dê para fazer comparações objetivas entre projetos políticos petistas e tucanos. Épocas diferentes, contextos políticos diferentes e, principalmente, atores políticos diferentes.

  • 66 bondcama // 20/March/2008 às 16:20

    A entrevista de Azenha com André Singer em seu Blog na RadioViomundo responde a questão de tão alta indagação: São ou não PT e PSDB irmãos gêmeos separados no nascimento?

  • 67 Gelsa Mara // 20/March/2008 às 16:21

    Como já disse aqui anteriormente, há pouco tempo interesso-me por política, por isso mesmo tenho um pouco de dificuldade em argumentar a respeito, mas vamos ao que interessa. Antes que Lula fosse eleito, durante sua eterna campanha, ele procurava se mostrar o mais diferente possivel dos “outros” políticos, queria que vissemos o quanto sua ideologia era diversa daquela, o quanto sua postura em relação a econômia seria remotamente paracida com a vigente, enfim: tentava fazer crer que o PT era outra coisa e uma coisa melhor. Assim que foi eleito , pudemos perceber o quão semelhante ao “outro” é o PT, a política econômica é a mesma, a corrupção é a mesma, as idías se repetem o tempo todo. Não há como enxergar politização onde não há polaridades diferentes., na verdade não existem polos, a política no Brasil é plana.

  • 68 Antonio M // 20/March/2008 às 16:22

    Ah o Cebrap !

    O primeiro livro de Guido Mantega tem prefácio de FHC.

    ‘Ao mestre com carinho’ pouco é bobagem ….

  • 69 Vladimir Ulianov // 20/March/2008 às 16:23

    Pedro, como sempre um belo texto!
    Mas acho que a análise um tanto pobre e simplificadora. Concordo com TAI e acho que você diz tem mais a ver com seus próprios anseios e visão de mundo do que com a realidade objetiva.

  • 70 Zé Pelintra // 20/March/2008 às 16:24

    Assisti a fundação do PT. Primeiras “reuniões” com a presença de Lula, Henrique Santillo, Adhemar Santillo, Airton Soares (representantes do PT na primeira fase do partido). O PT nasceu de uma costela do PMDB. A parteira se chamava Golbery. O resto da história só não vê quem não quer.

  • 71 bondcama // 20/March/2008 às 16:30

    Acho que Élio Gaspari na “Folha de S.Paulo” não explicou as diferenças entre tucanos e petistas.
    Copiei de outro post, se me permite Pedro Doria.

    “Lula é o mesmo, mas o cenário é outro.

    Bendita a cidade que ganha fama com uma palestra. Foi isso que aconteceu com Araraquara depois que o filósofo francês Jean-Paul Sartre terminou sua conferência no auditório da Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras, em setembro de 1960. Daí em diante ela se tornou conhecida como “a Conferência de Araraquara”. Era uma época em que as pessoas iam a esses eventos de terno e gravata.

    Sartre tratou de arcanas questões filosóficas e teve Jorge Amado na mesa, Fernando e Ruth Cardoso, mais Antonio Candido e Gilda de Mello e Souza na primeira fila.

    Há uma semana, discursando em Araraquara, na inauguração da escola que ganhou o nome da professora Gilda, morta em dezembro de 2005, Nosso Guia fez um discurso que merece atenção. Foi um improviso, menor que a conferência de Sartre, mas ainda assim longo. Tem seis vezes o tamanho deste artigo e, à primeira vista, pode ser confundido com mais um Opus Lula.

    Nosso Guia trocou de cenário. Ele cavalga o desempenho da economia e os avanços sociais ocorridos durante seu reinado. Não formula idéias novas, apenas arruma velhos esplendores. Lula faz isso de uma forma que seus adversários devem pensar melhor antes de continuar com uma oposição de frases feitas e CPIs para alimentar noticiário. Alguns exemplos:

    * “Todo o sacrifício que nós fizemos permitiu que a gente pudesse estar vivendo o momento que estamos vivendo hoje. (…) Hoje temos quase 200 bilhões de dólares de reservas, não devemos nada ao FMI, não devemos nada ao Clube de Paris e não devemos nada a ninguém.

    * “Aqui no Brasil pobre não tinha acesso a banco. Aliás, os bancos tinham desaprendido a atender pobre. (…) O que nós fizemos? Nós resolvemos fazer crédito para o povo pobre. (…) Criamos o crédito consignado. (…) Eu acho que a gente colocar dinheiro na mão do pobre é investimento neste país.

    * “Quando eu tomei posse a indústria automobilística me procurou dizendo: “Nós estamos quebrados”. (…) E ontem eu recebi uma carta: eles saíram de 2,2 milhões de carros e estão prometendo produzir 4 milhões de carros em 2009. Qual foi o milagre? O milagre foi uma coisa que a gente vinha dizendo há 20 anos: com 24 meses de prestação, só pode comprar carro o setor da classe média. Se vocês quiserem que o pobre compre um carro, aumentem o número de prestações.

    * “Noventa e seis por cento dos acordos feitos pelos sindicatos são acordos feitos acima da inflação, com aumento real de salário.

    * “Neste ano, nós vamos ter a primeira turma formada pelo ProUni. São 60 mil jovens que tiraram o diploma pelo ProUni e 40% desses são negros e negras.”

    Nosso Guia teve até o seu “momento Obama”: “O grande desafio (…) é acreditar que a gente pode”.Não há um novo Lula, o que há é uma nova conjuntura. Sua falação pode ser repetitiva, mas tem duas características. Primeiro, ele não está enrolando. Depois, leva à rua uma agenda de progresso e otimismo, deixando à oposição o penoso exercício do mau humor. Se uma mentira, repetida mil vezes, acaba virando verdade, o que dizer de uma verdade repetida mil vezes?O Brasil bem pensante, que até hoje procura entender a conferência de Sartre, precisa ler o discurso de Araraquara. Está na internet, basta passar no Google “discurso lula araraquara gilda”. Em 1960, aos 15 anos, Nosso Guia corria atrás de seu único diploma. O do Senai.”ELIO GASPARI

  • 72 bondcama // 20/March/2008 às 16:31

    corrigindo: Acho que Élio Gaspari na “Folha de S.Paulo” explicou as diferenças entre tucanos e petistas.

  • 73 Zé Pelintra // 20/March/2008 às 16:32

    O que realmente importa é: o perfil de todos os partidos brasileiros é centralizador e autoritário. Quadros (a maioria) são militantes despreparados, remunerados sabe-se-lá como; a minoria é formada por ‘cérebros de alugel’, jagunços da era digital. Nesse contexto eleitor é expressão que substitui “trouxa”; cidadão é sinônimo de “iludido” e contribuinte significa “otário”. Por aí vai…

  • 74 Pedro Doria // 20/March/2008 às 16:35

    bondcama, mas a maior armadilha do PSDB é justamente essa. Como criticar o Lula por estar aplicando, e com sucesso, suas próprias políticas? Não tem como se sair bem. Eles não podem, de cara limpa, criticar as políticas do governo.

  • 75 Zé Bush // 20/March/2008 às 16:35

    well….se Banco do Brasil e Petrobrás fossem privatizados, o país ganharia muito mais. Evidente que o governo ainda poderia manter algum controle acionário, mas seria mais sensato a iniciativa privada assumir esses 2 gigantes.

    O grande desafio da dupla PT-PSDB é saber resistir aos novos grupos econômicos, dentre eles os vigaristas da Igreja Universal, que adoram ganhar dinheiro sem fazer força. O PMDB já provou que se vende até por água benta falsificada e o DEM é a rebarba da sobra.

    Já pensou Banco do Brasil e Petrobrás nas mãos dessa quadrilha?

  • 76 bondcama // 20/March/2008 às 16:37

    Taí um cabra inteligente esse Elio Gaspari.

  • 77 Antonio M // 20/March/2008 às 16:38

    “…deixando à oposição o penoso exercício do mau humor …”

    Em nada diferente do que o PT fazia quando era oposição.

    E pergunto novamente: qual a medida econômica que foi criada, é original do governo Lula?

    Continuou e ampliou uma série de serviços já existentes, não inventou, criou nada.

  • 78 Antonio M // 20/March/2008 às 16:40

    Sem falar que é um tucano eleito um dos “guardiões” da economia, via o BC .

    E foi convidado ao cargo por Lula.

  • 79 aiaiai // 20/March/2008 às 16:40

    PD,
    Nem vou ler os comentários…nesse caso não me interessa. Só tenho uma coisa para dizer: esse post foi completo, você disse tudo.
    Ou melhor, acrescento mais uma bobagemzinha, se me permite:
    Sorte a nossa que o projeto de ACM falhou, o filho dele morreu, o neto não é nada e o DEM também não sabe para onde vai. Porque imprensa e partidos, de esquerda ou de direita, continuamos não tendo.

  • 80 fariseus // 20/March/2008 às 16:43

    Sei, Ze Bush, assim como o Brasil está ganhando com a doação das teles, companhia de energia e Vale do rio doce. Esse cara ainda não entendeu que Os USA está em crise com todos os seus fundamentos, que estão indo para o fundo do buraco.O Bush quebrou literamente o maior imperio do mundo, criou um guerra com despesas orçou em 1 trilhão e já está em 3 trilhões, o dolar pulverizando, barril de petroleo mais de 100, crise imobiliaria que esta quebrando bancos antes considerados solidos, sendo necessário o FED injetar dinheiro da viuva para salvá-lo, atitude que sempre condenaram e ainda vem querer dar lição aqui.

  • 81 Antonio M // 20/March/2008 às 16:49

    A Vale é uma das maiores do mundo, não precisamos esperar 6, 7, 8 anos por um telefone e se nada for feito quanto a geração de energia, teremos apagão novemente em breve.

    Lula adiou, adiou invetou as PPPs, PAC e nada deu certi e já começou privatizações de estradas federais.

    “penoso exercício do mau humor” pouco é bobagem.

  • 82 fariseus // 20/March/2008 às 16:50

    Então PD, ficamos com a opção pé-frio. Acrescento ainda a competencia de Lula, o operário semi-analfabeto.

  • 83 revelações corânicas // 20/March/2008 às 16:51

    Vou começar pedindo perdão aos demais comentaristas por não ter tido tempo de lê-los, somente a alguns poucos. Mas vejamos o seguinte dessa estratégia gabeirense de justificar sua aliança, ou seja, tudo é igual entre os dois maiores partidos do país (o PMDB é uma agremiação política com fins lucrativos):
    1) a política econômica dos dois governos não são idênticas, apesar da política monetária do câmbio flutuante (por imposição do FMI depois da crise asiática de 98) e do superávit primário ser a mesma. Não existe uma linha privatista como a dos tucanos vendilhões, arrocho salarial descarado contra o funcionalismo e o salário mínimo, e o governo tomou medidas desenvolvimentistas no segundo mandato, fazendo o Estado retornar como investidor na infraestrutura econômica e social.
    2) No plano político, o governo tem dialogado com o movimento organizado dos trabalhadores e sindicatos, evitando a repressão dos tempos bicudos. As greves diminuíram se comparadas ao período de arrocho do FHC.
    3) No plano da política externa tem evitado se atrelar automaticamente aos EUA, como adoram os tucanídeos empavonados. Contornou crises com países vizinhos de forma exemplar, se afastando de se envoler em questões internas de nossos vizinhos.
    Poderia lembrar outras coisas. acredito que jamais um tucano empavoado pensaria num PAC para as favelas, pois são elitistas por essência. Para um tucano, favela tem que ser reprimida ou retirada. Esse governo ainda está no campo das forças populares, coisa que não se dá com o PSDB, que nunca teve base nos movimentos organizados, que segue a visão tradicional de fazer política nos gabinetes da elite paulista, a tal elite branca azêda.
    Dá um tempo seu Doria. Nem adianta que o Gabeira tá fraquinho e só conta mesmo é com os votos da classe média moderninha da zona sul do Rio.

  • 84 Afonso Pena // 20/March/2008 às 16:52

    Não é verdade que não há diferenças entre o programa de governo do PT e do PSDB:

    - o PSDB prega o Estado grande, o PT prega o estado enorme;
    - o PT tem a política de “inchar” o funcionalismo público com a militância;
    - o PT vê as ações do MST como legítimas;
    - o PT consegue colocar a máquina dos ‘movimentos sociais’ a favor do governo;

    …entre tantas outras. O PSDB é um partido ruim, mas o PT é bem pior.

  • 85 confetti // 20/March/2008 às 16:52

    ( sinto falta das coments de pax, chest, mrx e josua…nao acredito que eles vao perder esse mood de quinta feira santa…)

  • 86 Zé Bush // 20/March/2008 às 16:53

    well….o Brazil ganhou e muito com a privatização das teles e da Vale. Faça um comparativo da Vale atual (uma das maiores mineradoras do mundo) com a sucata de 20 anos atrás. Faça um comparativo do sistema de telefonia atual (fixo e celular) e a Embratel de 20 anos atrás, quando até para comprar uma linha caríssima tinha que entrar em “fila de espera’ por longos mêses. Conheço gente que vivia do nobre ofício de alugar linha telefônica, algo bem próximo da agiotagem.

    E o que tem o Bush a ver com isso,menino?

  • 87 fariseus // 20/March/2008 às 16:56

    Até eu, que não sei nada de administração e gestão financeira, tornaria a Vale do Rio Doce o que ela é hoje. Era so contratar um alto executivo competente do ramo.

  • 88 revelações corânicas // 20/March/2008 às 16:59

    Seu Zé Mané Bush e Afonso dorminhoco Pena,
    o vosso reacionarismo já mostra toda a diferença. Quanto a Vale, se vc. for estudar a história da empresa vai saber que sua privatização foi a maior negociata dos tucanos. Todos sabem que uma das maiores mineradoras do mundo não poderia operar no vermelho, dar prejuízo. Hoje, com o aquecimento do mercado externo, faz fortuna como a Petrobrás, que era acusada das mesmas coisas. Só que o povo não aceitou a venda da Petrobrás.
    Xô, tucanada!

  • 89 Pedro Doria // 20/March/2008 às 17:01

    Afonso Pena: o PSDB tinha relações com o MST e conduziu direitinho a Reforma Agrária. (Pergunte ao João Pedro Stédile em off o que ele acha do FH…)

    Quanto a inchar a máquina, isto tem um bocado a ver com as raízes sindicais. Mas não indica diferença ideológica.

  • 90 mau samaritano // 20/March/2008 às 17:01

    Finalmente o ex-império começa sentir dor nos bolsos (parte mais sensível da anatomia capitalista…). Assitiremos à queda do tiranossauro. Vai tarde!
    Por aqui estamos melhor com o Mula que os americanos com o Bucho. Pentelhos aprenderam mais rápido que os tucanalhas (a governar e a roubar). Demos e afins são antiguidades de um passado escuso. PMDB nunca foi partido; é ajuntamento.
    Política é a arte de enganar quem acredita em discursos.

  • 91 fariseus // 20/March/2008 às 17:02

    VALE DO RIO DOCE.
    A empresa foi constituída em 1942. Cinqüenta e cinco anos depois, em 1997, ela era a maior mineradora mundial de minério de ferro, possuía a maior frota de navios transportadores de grãos do mundo, duas ferrovias com nove mil quilômetros de extensão, com 16% da movimentação de cargas do país, constituía um complexo de 54 empresas e sua receita havia crescido de R$ 198 milhões por ano, no início dos anos 70, para R$ 5,5 bilhões em 1995.

    Neste mesmo ano, o Instituto Brasileiro de Economia considerou a Vale a primeira entre as empresas nacionais.

    Tudo isso foi construído com dinheiro público, com recursos do povo brasileiro, portanto. Pois bem, ela foi privatizada em 1997 por R$ 3,3 bilhões – que é menos do que ela obtinha por ano em 1995 e é menos do que ela lucra hoje em apenas três meses.

    O edital que serviu de base para o leilão da privatização subdimensionava grosseiramente quase tudo o que a Vale tinha na época, mas, pior que isso, o edital omitia boa parte dos minérios que a empresa explorava: titânio, calcário, dolomito, fosfato, estanho/cassiterita, granito, zinco, grafita, nióbio.

    Nós poderíamos imaginar um empresário capitalista vendendo sua empresa, deixando de considerar, no cálculo do seu valor, a maior parte dos seus ativos? É por isso que o que se pretende não é a reestatização da Vale, é a anulação da sua privatização.

    Aquela privatização foi uma fraude, um engodo.”

  • 92 confetti // 20/March/2008 às 17:03

    toda privatizaçao é necessaria e proveitosa….estamos em 2008…o estado tem que se desvincular mesmo ! né so no brasil nao….até o lixo da mafia italiana ta procurando patrocinio….

  • 93 Zé Bush // 20/March/2008 às 17:04

    well,,,de onde concluímos que era melhor deixar a Vale como cabide de empregos e campo de atuação da pelegada sindicalista do que privatiza-la para render mais riqueza, avanço tecnológico e impostos para o estado…..

  • 94 nada será como antes // 20/March/2008 às 17:05

    Zé Bush (86),

    Suas palavras acerca das empresas doadas no governo do PSDB “esquecem” o fato primordial de que o descalabro administrativo antes vigente nas estatais era, justamente, o motivo arquitetado para justificar a doação posterior.

    Não havia dificuldades técnicas para a ampliação da rede de telefonia, assim como não havia argumento para amparar os péssimos negócios que os tecnocratas realizavam em nome da Vale.

    Excelência administrativa nas estatais significaria lucratividade e aprovação pública, o que afastaria suas doações.

  • 95 fariseus // 20/March/2008 às 17:05

    Contra fatos, não há argumentos, seu Bush!

  • 96 confetti // 20/March/2008 às 17:06

    empresas doadas nada ?

  • 97 nada será como antes // 20/March/2008 às 17:10

    Confetti,

    Veja o comentário # 91.

    Vender a preço aviltado é doar disfarçadamente.

  • 98 andrea // 20/March/2008 às 17:11

    quando eu vejo esse papo de que tudo é igual, tudo é a mesma coisa, eu só lembro do boris casoy…

  • 99 Zé Bush // 20/March/2008 às 17:11

    well…não se iludam. O maior objetivo da militancia petista é apenas aparelhar o estado.Tem que ter cargo prá todo mundo “implementar” seus programas, alguns até viáveis e sensatos, sejamos honestos.O que lasca é que é muita raposa prá pouca galinham entendem?

    Tem gente que ainda considera o estado como o “grande patrão”, dono de tudo e senhor de todos, quase sempre representado pela militancia sindicalista avêssa a iniciativa e competição. E doida por uma boquinha….

  • 100 fariseus // 20/March/2008 às 17:12

    Nada será com antes, eles eram tão maquiavelicos que deixaram literalmente para forçar a privatização da Petrobrás uma mega plataforma afundar literalmente. A Petrobras vivia metida em acidentes ambientais.HOJE É UM EMPRESA MODELO. Confesso que nãoacredito que os tucanos fossem tão incompetentes para administrar bem uma empresa do porte da Petrobras. So podia ser uma trama diabolica pra forçar sua privatização ante “a incompetencia do gestor publico”.

  • 101 Felipe Silveira // 20/March/2008 às 17:12

    Pedro, belo texto! Só acrescentaria uma coisa: Se por um lado não existe a distinção clara entre as ideologias do PSDB e PT, ou mesmo entre a opinião da mídia conservadora e a liberal — já que os interesses destes grupos estão virados para algo bem menos nobre que é o nosso vil metal –, nas duas pontas existem os radicais que consomem essas notícias e agem e opinam de acordo com essas supostas ideologias. Não é raro ver esse sectarismo impedindo ou modificando o rumo de debates equilibrados sobre questões fundamentais, que acabam descambando em distrações ideológicas inúteis. O que é um tanto preocupante…

  • 102 ze peter // 20/March/2008 às 17:13

    o fla x flu politico vai longe….nao cou ficar entrando em polemica com petralha (principalmente pela falta de honestidade intelectual de 90% destes)…mas vamos aqui comecar a desconstruir as mentiras do “revelacoes coranicas”

    “Não existe uma linha privatista como a dos tucanos vendilhões”
    quem foi que deixou um outro pais (bolivia)anexar patrimonio nacional na marra (petrossauro?)

    as privatizacoes das teles e da vale sao um exemplo de sucesso retumbante. Petralha gosta e de monopolio estatal pra rico. So vale dizer que antes da privatizacao mais de 80% das linhas telefonicas se concentravam nas classes A e B; depois da privatizacao houve uma universalizacao da telefonia. Hoje qualquer a,bulante tem celular.

    “arrocho salarial descarado contra o funcionalismo e o salário mínimo”

    alem de desonesto intelectualmente voce e mentiroso. Vai pra casa. O salario minimo deve ser medido nao em valores absolutos mas sim pelo VALOR DE COMPRA. O que e isso? quantas cestas basicas um salario minimo compra. Pois bem, o valor de compra do salario minimo durante FHC e MAIOR que o de LULLA!
    A maior reducao da populacao abaixo da linha de pobreza tambem se deu exatamente durante o periodo FHC. Lulla vem logo depois. O fato e que desde a adocao do plano real ha uma diminuicao constante da pobeza no brasil.

    ” o governo tomou medidas desenvolvimentistas no segundo mandato, fazendo o Estado retornar como investidor na infraestrutura econômica e social.”

    apesar da cantilena de “neoliberal”, etc…FHC fez investimentos estatais maiores que lulla em infra estrutura, educacao, saude….etc….

  • 103 fariseus // 20/March/2008 às 17:14

    Lá vem Ze Bush com suas falacias. O povo não cai mais nessa seu zé. Aliás a maioria, excetuando juízes, procuradores da republica, dos funcionarios publicos está insatisfeita com o governo Lula na questão salarial.

  • 104 nada será como antes // 20/March/2008 às 17:15

    Alguém se lembra do período das privatizações da Vale e das telefônicas ?

    A BM&F, para ficar num só exemplo, girou praticamente um ano nas expectativas do processo. O mercado de futuros girou suas cotações de olho nas benesses arquitetadas de doações. Cada notícia positiva (doação à vista) aumentava as cotações, etc.

  • 105 Felipe Pugliesi // 20/March/2008 às 17:17

    Sensacional o seu texto “Brasil como ele é”. Diria que a única diferença substancial entre PT e PSDB, além da que vc nota, é a visão de Estado. Acredito que o PSDB deseja um Estado um pouco menor do que aquele que deseja o PT. O PSDB aceita um pouco melhor a privatização, enquanto o PT abraça completamente a estatização. Mas é claro que o PSDB ficará em cima do muro com isso, se o fato de assumir sua posição de enxugar o Estado lhe tirar votos. Apesar desta pasmaceira que tanto PT quanto PSDB criam com esta falsa polarização, creio que há soluções para o país. Mas são os próprios políticos que não têm interesse em fazer o que precisa ser feito. Minha proposta pode ser vista em: http://negociosetc.wik.is/Soluções_para_evitar_que_a_economia
    Quem quiser comentar e debater estou às ordens.
    Em tempo: não sou candidato a nada. Apenas estudo há alguns anos os problemas brasileiros…

  • 106 ze peter // 20/March/2008 às 17:17

    o que esta em jogo e um modelo estatista que beneficia uma minoria (menos de 2% da populacao) aristocracia estatal que detem belos salarios e usufrui de privilegios nababescos (marajas) contra um estado regulador, dinamico e moderno. O que interessa se uma estatal e nacional ou nao? quando a populacao nao se beneficia das riquezas? Se o mercado de petroleo fosse aberto o maior beneficiario seria a populacao brasileira com a competicao e precos mais baratos de combustiveis. Por consequencia diminui-se o valor dos alimentos e por ai vai….

  • 107 S Leo // 20/March/2008 às 17:18

    Ô Pedro, artigo brilhante, e preciso, na essência, embora eu discorde em alguns detalhes importantes, mencionados (com análises equivocadas) pelo anônimo das “revelações corânicas” aí em cima.

    De fato, a política econômica tem diferenças importantes, uma delas o esvaziamento das agências reguladoras e o maior empenho do Estado/governo no controle dos setores d einfra-estrutura (ainda que, em telefonia, estejam fazendo coisa parecida, e beneficiando os mesmos). Mas você está corretíssimo quando diz que a macroeconomia é a mesma dos tucanos _ e, quem sabe, há tucanos que mudariam o papel das agências, vai saber.

    Na questão social, a verdade não é que haja maior diálogo com sindicatos: houve, sim uma cooptação de sindicalistas, com nomeação dos companheiros para cargos no governo, e subseqüente peleguização das centrais e de alguns sindicatos. Mas, na política externa, embora seja uma besteira dizer que os tucanos “atrelavam” ao Brasil aos EUA (entre outras coisas, em Doha, partiu de José Serra a ação que impôs a primeira grande derrota à agenda dos Estados Unidos, na questão de medicamentos contra AIDS, patentes e comércio), a verdade é que há uma ênfase em ações que não seriam adotadas pelos tucanos; mudou-se muito aí.

    Mas é impressão minha ou ninguém nessa caixa de comentários notou que, com esse papo sobre poucas diferenças ideológicas, interesses pessoais e de grupos, jogadas econômicas e tal, você estava comentando a saída do Paulo H Amorim do IG????

  • 108 nada será como antes // 20/March/2008 às 17:18

    fariseus (100),

    Ótimos exemplos do descalabro pró-privatização.

  • 109 Zé Bush // 20/March/2008 às 17:18

    well…equívoco seu. As teles ,antes das privatizações eram muito bem geridas e administradas. Não consta que houvesse débitos ou dívidas. Quando o governo poderia cobrir todo o território nacional com telefonia ? De onde viria o dinheiro? Quem bancaria o desenvolvimento tecnológico exigido para tal? O governo? Com o dinheiro de quem? Não seria mais sensato abrir isso a inicitiva privada com regras e metas? Ou mais uma vez o contribuinte seria “convidado” a comprar “ações” da Embratel e esperar mêses na fila para receber sua linha?

  • 110 fariseus // 20/March/2008 às 17:21

    A ignorancia atravanca o progresso mesmo. O ze peter irmão gemeo univitelino do zé bush e com a mesma incapacidade de raciocinar pensa que o Brasil pode resolver questões comerciais a base da bala. Seu ze o senhor nã sabe o que é soberania e direito internacional. Não adiantou a reação mundial contra a invasão do Equador pela Venezuela.

    O homem se negar a lembrar que Larry Summers, a mando de Bill Clinton,salvou FHC da sua incompetência com 40 bilhões de dólares.Que FHC e seus gênios do mercado quebraram o Brasil três vezes . Muita cara-de-pau.

  • 111 fariseus // 20/March/2008 às 17:25

    “O colapso do LTCM não foi a causa dos problemas russo e brasileiro… O Brasil (de FHC) tinha grande desequilíbrio fiscal, um cambio fixo e sobre-valorizado e uma divida externa muito alta e crescente… (Hoje) o Banco Central (pode) comprar dólares no mercado à vista na tarde do mesmo dia 9 de agosto em que vários bancos centrais funcionaram como emprestadores de última instância. O Brasil tem superávits fiscais primários, eliminou a componente dolarizada da dívida interna, externamente não é mais um devedor, e sim credor, tem um superávit nas contas correntes e reservas seis vezes superiores às amortizações da divida externa em um ano.”

  • 112 confetti // 20/March/2008 às 17:27

    fhc foi uma etapa necessaria….preparou, experimentou….

  • 113 fariseus // 20/March/2008 às 17:30

    A Vanity Fair diz tudo o que o Brazil é :

    Na capa, Gisele Bundchen.
    Tudo o que Hollywood queria ser e não é, o Brazil é.
    Vida noturna, música, festas, fun – e sem culpa.
    Ao nascer, o brazileiro tem direito à boa vida !
    O pobre ao lado do rico.
    O cirurgião plástico de manhã levanta a bunda das mulheres e de tarde conserta crianças com lábios leporinos.
    Maleável e mais homogêneo e não tão hierárquico: como eles dizem,
    todo mundo tem um “pé na cozinha”.
    O mundo se divide em peito e bunda – Brazil é a capital mundial da bunda.
    Todos nós somos um pouco brazileiros: o Brazil tem a maior população do Japão fora das lojas Prada.
    Um presidente praticamente analfabeto, que veio de uma abissal pobreza rural governa um país que tem uma economia de um trilhão de dólares; surplus comercial; que aumentou o salário mínimo de US$ 50 para US$ 300; a inflação desabou e o crescimento está acima de 3%.

    Todo mundo olha para a China que é vingativa e tem uma indústria que consome os recursos do mundo.
    Olha para a Índia do século XXII, que tem uma infra-estrutura do século XIX e filosofia do século III.
    E a Rússia, de coração negro e alma de marzipan, uma sociedade cruel e exploradora.
    E ninguém parece prestar atenção ao quarto cavaleiro do futuro, o Brazil.
    Que é tão grande quanto os Estados Unidos continental, tem 20% da água do mundo e tudo o que você plantar lá dá.
    O Brazil tem uma capacidade de crescimento impressionante.
    O Brazil é o segundo time de todo mundo.
    Todas as associações que você fizer com o Brazil serão bem sucedidas e sexy: samba, Ipanema, bundas, futebol, floresta amazônica, e bio-fuel - o etanol.
    O Brazil pode fornecer energia a metade do mundo, com o etanol.
    E quando você entra num bar para tomar suco de frutas, as dez primeiras frutas você conhece. Das outras 12 que você nunca ouviu falar.
    O Brazil é os Estados Unidos de 1850.
    Com uma música muito melhor.
    Em 1998, houve a última grande crise das bolsas. Foi com o colapso do fundo americano LTCM, o Long Term Capital Management.
    . Poucos meses depois de sua eclosão, o Brasil e a Rússia quebraram.
    . (Essa foi uma das três vezes em que o Brasil quebrou com o Farol de Alexandria no comando…)
    . O Farol de Alexandria dizia que a culpa era da Rússia, das Bolsas americanas, do PT, dos pardais, do luar de Paquetá – de todo mundo, menos dele: “l’enfer c’est les autres”.
    . O Brasil era virtuoso e os outros, pecadores.
    . Agora, nessa crise atual das bolsas, a mídia conservadora (e golpista !) e os tucanos torcem para que se repita 1998.
    . Devagar com o andor …
    . Recomendo a leitura do artigo de hoje no Valor dos economistas Maria Cristina Pinotti e Affonso Celso Pastore.
    . “O colapso do LTCM não foi a causa dos problemas russo e brasileiro… O Brasil (de FHC, digo eu) tinha grande desequilíbrio fiscal, um cambio fixo e sobre-valorizado e uma divida externa muito alta e crescente… (Hoje) o Banco Central (pode) comprar dólares no mercado à vista na tarde do mesmo dia 9 de agosto em que vários bancos centrais funcionaram como emprestadores de última instância. O Brasil tem superávits fiscais primários, eliminou a componente dolarizada da dívida interna, externamente não é mais um devedor, e sim credor, tem um superávit nas contas correntes e reservas seis vezes superiores às amortizações da divida externa em um ano.”

  • 114 nada será como antes // 20/March/2008 às 17:30

    Confetti,

    Só agora encontrei seu comentário.

    Gostou , é ?

  • 115 Zé Bush // 20/March/2008 às 17:33

    well….o Brazil de Luís Inácio é o resultado e consequencia do Brazil do imperador FHC. Quem souber raciocinar por alguns instantes em termos de causa-consequencia vai entender isso.

    Luís Inácio e a corja petista esbravejavam “Fora,FHC”, “Abaixo o Real”, eram visceralmente contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, por considera-la “imposição imperialista” e intromissão do FMI, lembram-se?

    Ou vocês acham que o relativo sucesso econômico de atual governo começou exatamente em 2003? E antes, não valeu?

  • 116 Mordechai Cano // 20/March/2008 às 17:33

    Todos sabemos que a maior virtude do governo lula foi mater a poliica economica financiera do governo anterio.

    O ponto de vista ideologico nao conta, afinal o lula sibiu aopoder cpmo o campeoa da moralidade e mostou-se mais corrupto do que qualquer outro governo da historia da republica.

    O Lula deveria continuar com as privatizacoes inicadas pelo governo anterior assim as estataris deixariam de ser um antro de corrupcao e de jogo politico.

  • 117 fariseus // 20/March/2008 às 17:33

    DO EX-BLOG DO PHA NO IG. que retorne mais independente e batendo recordes de publico.

  • 118 Mordechai Cano // 20/March/2008 às 17:34

    Ze bush

    e voce va querer coherencia da esquerda???? nao e muito pedir???

  • 119 aladim // 20/March/2008 às 17:34

    PD:

    Mesmo no plano das relações internacionais, a política externa brasileira, para a América Latina, é a mesma. O Brasil, na época de FHC, manteve ótimas relações com a Venezuela, tendo ajudado, aliás, Chavez quando do golpe de 2002. Outra coisa: o Brasil nunca reconheceu as Farcs como organização terrorista. FHC negou ajuda ao seu mui amigo Clinton para a implementação do Plano Colômbia.

    O PSDB está, de fato, menos à esquerda que o PT. E, ademais, é um partido de quadros, e não de massas. É a opção eleitoral da direita porque, no Brasil, os partidos assumidamente de direita não têm uma história das mais honrosas.

    Tucanos e petistas convergem em muitas causas: aborto, intervenção do Estado, células-tronco, cotas raciais, política social compensatória etc.

  • 120 fariseus // 20/March/2008 às 17:35

    Bem, eu acredito na terrinha, os incomodados que se retirem.

  • 121 ze peter // 20/March/2008 às 17:36

    petralha e mestre em condensar argumentos. Igual ao seu cerebro: vamos la:
    “Não adiantou a reação mundial contra a invasão do Equador pela Venezuela.”

    -invasao do equador pela c-o-l-o-m-b-i-a. Mais mocoto no seu mingau. Outra; reacao mundial de quem cara palida? a colombia tem todo direito de se defender da narcoguerrilha terrorista das FARC que estava mocozada em territorio equatoriano, protegida ou esquecida por este.Vale aqui seu “fariseus” a resolucao da ONU, na qual a inviolabilidade territorial nao se aplica a paises que abrigam terroristas. O Brasil ficou ainda MAIS LONGE de ter uma vaga no conselho de defesa da ONU depois da trapalhada do amorim querendo condenar a colombia; agora alem de argentina e mexico contrarios a vaga do brasil junte-se a colombia e todos os paises sensiveis a questao do terrorismo (espanha, inglaterra, irlanda, alemanha etc…)

    “Que FHC e seus gênios do mercado quebraram o Brasil três vezes . Muita cara-de-pau.”

    Qualquer pessoa sabe que foram tres crises internacionais; a dos asiaticos, russia e argentina.
    Vem ca o rapaz; foi voce que recebeu 1 milhao do lulla pra tentar fabricar o tal do dossie na tentativa de melar a eleicao de Serra em SP? militante petralha e foda….faltou o tal do “dossie anti-serra”, “pasta rosa” etc…

  • 122 Rodrigo // 20/March/2008 às 17:36

    Alguém passou no meu blog e deixou o maior cheiro de queijo podre…

  • 123 confetti // 20/March/2008 às 17:36

    #113 clap clap clap

  • 124 nada será como antes // 20/March/2008 às 17:41

    ze peter pan (121),

    Se comentário é exemplarmente pueril e atesta desconhecimento político,

  • 125 fariseus // 20/March/2008 às 17:42

    A internet esta dando a oportunidade de os jornalistas dispensarem os patrões. Garanto que cada um aqui de bom grado pagaria uma quantia mensal para ter acesso e comentar neste Blog.

  • 126 ide // 20/March/2008 às 17:42

    Engraçado tudo ter começado a partir do Mino e PHA.

    E o Fla x Flu continua (lembrem-se que o Flamengo também é um dissidência do Fluminense)…

    Excelente texto.

  • 127 fariseus // 20/March/2008 às 17:47

    Eu amo do fundo do meu coração este país. Adoro a Bahia, adoro o Rio, que têm a alma do nosso país. Adoro o Estado de São Paulo e me orgulho da locomotiva que nos guia, so pediria que ele fosse mais generoso com os restante do país, pois só teria a ganhar.

  • 128 nada será como antes // 20/March/2008 às 17:49

    fariseus,

    A questão é que as elites paulistas são reacionárias!

  • 129 confetti // 20/March/2008 às 17:50

    à baixo as elites paulistas !! ))

  • 130 nada será como antes // 20/March/2008 às 17:51

    Boa, confetti! )))))))))))))))))

  • 131 nada será como antes // 20/March/2008 às 17:54

    confetti,

    Amanhã é feriado religioso ai?

  • 132 confetti // 20/March/2008 às 17:54

    pd vc é elite paulixta ?

  • 133 Mordechai Cano // 20/March/2008 às 17:54

    Abaixo as elites petistas!!!!

  • 134 confetti // 20/March/2008 às 17:55

    ihh

  • 135 confetti // 20/March/2008 às 17:56

    né nao nada

  • 136 Pedro Doria // 20/March/2008 às 17:57

    confetti, quisera eu ser elite carioca que aí não precisava vir pra Sampa… =)

  • 137 Mordechai Cano // 20/March/2008 às 17:58

    Apagado por estar fora do tópico — PD

  • 138 Pedro Doria // 20/March/2008 às 17:59

    S Leo — perceberam não…

  • 139 confetti // 20/March/2008 às 17:59

    pqp ! obsessional thinking

  • 140 Mordechai Cano // 20/March/2008 às 18:00

    Apagado por estar fora do tópico — PD

  • 141 confetti // 20/March/2008 às 18:01

    138 como assim “perceberam nao ” ? palavras nao ditas nao precisam ser ditas…

  • 142 nada será como antes // 20/March/2008 às 18:01

    Pedro Doria,

    Eu percebi, sim.
    E fiz a ponte da política com a questão da imprensa, que vc desdenhou.

  • 143 confetti // 20/March/2008 às 18:02

    se eu fosse o boss, apagava o coment…off selvagem nao rola….

  • 144 fariseus // 20/March/2008 às 18:03

    O bushada me pegou em um equivoco. Mas entendeu direitinho o recado, não foi: So que como nã tem argumentos Até porque eu posso me enganar e cometer um equivoco, mas não tenho o condão de mudar a realidade. Não estou com apciencia de ensinar ao senhor o que é direito internacional e soberania. Pode permanecer na ignorancia. To sem paciência.

    So me resta citar Bertolt Brecht: ” Aprende - lê nos olhos, lê nos olhos - aprende a ler jornais, aprende: a verdade pensa com tua cabeça”. Bem que, para mim o senhor é um caso perdido, age de má-fé.

  • 145 Pedro Doria // 20/March/2008 às 18:05

    perdão, nada será como antes, vc tem razão.

  • 146 confetti // 20/March/2008 às 18:05

    ;))

  • 147 nada será como antes // 20/March/2008 às 18:06

    Pedro Doria,