O roteiro tinha a sinopse conceitual. Tinha que ter um garoto, uma supergata, e eles viviam de biscate. Foi quando o Kadu foi chamado pra fazer uma novela das oito e marcou uma reunião com o Boni. Ele não tava a fim do papel, queria mais que nossa idéia desse certo. Eu disse: cara, quando abrir a porta do Boni, eu entro atrás e a gente fala o projeto. E levei uma cola numa agenda da Energia pra lembrar bem a idéia. Quando entramos na sala, ele só perguntou: o que o André tá fazendo aqui? Eu só disse que tinha um projeto pra mostrar jovem na TV, que meu filme Menino do Rio tinha dado o maior ibope. Aí ele me viu lendo a cola e tomou a agenda da minha mão. No fim estava escrito assim: se ele topar, ainda dou de gorjeta o slogan ‘entre nessa onda, entre na onda da Globo’. Ele me olhou com uma cara bizarra. Aí eu contei a história do Butch Cassidy, que eu sabia fazer. Aí ele me ofereceu para entrar na novela Partido alto, com o Kadu, e passar um ano no Havaí preparando a idéia da série.
Foi uma doideira. Mas o projeto que estava sendo escrito era muito infantil. O grande problema é sempre o roteirista. Ninguém sabia escrever como o jovem fala. A coisa estava totalmente artificial. E, como o texto estava ruim, eu acabei convencendo o Daniel Filho de que tinha que chamar o Calmon. No fim das contas, ele e o Daniel ficaram amigos pra caramba, ele deu um jeito no roteiro, e gravamos o primeiro programa. Lembro que no dia seguinte eu fui na praia e todo mundo aplaudiu. O Armação ilimitada foi uma criação coletiva que abriu portas para muita coisa.
A vida era muito mais romântica. As gatas tu tinha que conquistar, as mulheres eram diferentes. Usar drogas tinha um conceito diferente. As músicas eram mais ricas. Hoje é tudo muito mega, muito comercial, com uma batida forte. Eu acho mesmo que tinha uma coisa mais simples, no Rio de Janeiro pelo menos. Tem a ver com a perda do sonho. Hoje em dia não se sonha tanto. Tudo parecia mais ingênuo. Pensa no funk que toca hoje na rua. Nas letras, na batida, na violência. Mesmo a polícia era mais light até o fim dos anos 80. Era uma coisa muito mais ingênua. Acho que a violência em todos os níveis começou a crescer com a droga. Foi a cocaína que mudou e acabou com o Rio de Janeiro. Nos anos 90 a coisa piorou mesmo. E tem o descaso da política em deixar isso tomar o nível que tomou. Deixaram as favelas e o tráfico crescerem sem limites.
374 Comentários até agora ↓
1 confetti // 15/March/2008 às 13:30
menino do rio !!
2 confetti // 15/March/2008 às 13:32
calor que provoca arrepio….
3 Chesterton-Dracul- El Cid, o empolgado // 15/March/2008 às 13:34
Acho que a violência em todos os níveis começou a crescer com a droga. Foi a cocaína que mudou e acabou com o Rio de Janeiro. Nos anos 90 a coisa piorou mesmo. E tem o descaso da política em deixar isso tomar o nível que tomou. Deixaram as favelas e o tráfico crescerem sem limites.
chest- FARC, FARC, gabeira, gabeira, FSP, FSP, PT, PT…INTELEQUITUAIS,INTELEQUITUAIS,INTELEQUITUAIS,INTELEQUITUAIS,INTELEQUITUAIS,
4 Chesterton-Dracul- El Cid, o empolgado // 15/March/2008 às 13:35
Brizola, Brizola, PV
5 Chesterton-Dracul- El Cid, o empolgado // 15/March/2008 às 13:36
Brizola, Brizola, PV,PV, a esquerda, festiva, a esquerda, festiva, minorias, minorias,
6 Pedro Doria // 15/March/2008 às 13:37
Chesterton-Dracul- El Cid, o empolgado, como vc sabe, o Gabeira sai candidato ao governo de Estado pela oposição ao Brizola. Critique conforme queira, mas atenha-se aos fatos.
7 Monsores // 15/March/2008 às 13:38
Não gostei dessa. Ponto.
8 confetti // 15/March/2008 às 13:39
pd me mata de rir quando intervem de autofalante em punho…..kkkk
9 confetti // 15/March/2008 às 13:39
d q andré ?
10 confetti // 15/March/2008 às 13:42
curte ai gente, depois da entrevista….era o mood
http://www.youtube.com/watch?v=MI5BrXFSbwY
11 Monsores // 15/March/2008 às 13:43
Da entrevista.
Armação Ilimitada era um programa chato e pobre. O início do fim dos bons roteiros brasileiros. O Boni é um dos grandes culpados pelo fim e toda essa porcaria que se vê por aqui atualmente.
E esse assunto de droga no Rio é muito clichê demais e sempre causa reações desmedidas como essa do Chesterton.
Eu acho incrivel como se trata de assuntos tão complexos, com tantas nuances por aqui. Essa briguinha ridícula de esquerda x direita resume tudo neste lugar.
12 confetti // 15/March/2008 às 13:46
nao li, so depois….
13 Pax // 15/March/2008 às 13:58
O lance da maconha é interessante mesmo. Quando se fumava muito, mas não se cheirava tanto, havia menos violência sim senhor. As correlações precisam de uma análise um pouco mais profunda, mas o “cheiro” é que há links muito próximos. A cocaína realmente me parece muito mais destrutiva, mais cara, mais interessante para toda a corrupção, máfia e violência.
Alguém já viu chefão do cartel do baseado? Já de cocaína tem até no Congresso.
Eu liberaria a maconha, deixava a garotada (e alguns não tão garotos assim) ficarem na boa. Já passei da fase, mas liberaria na boa. E ainda dá pra plantar no Brasil, geraria emprego, como subproduto dá pra fazer tecidos e um monte de outras coisas, enfim. Até remédio dizem que dá, mas aí já é departamento do faraó e do Chesterton, eles que digam. Parece que é bom pra glaucoma, pra combater os efeitos brabos de quimioterapia etc.
Taí, fumem um baseado que vou tomar um vinho ou dar uma nadada. Afirmo de pés juntos que depois dos 2.000 mts na piscina aparece um barato muito maior que da maconha. Conheço os dois. Agora ando só na piscina, mas tô nem aí pra um baseadinho. E os caras ficam molinhos, doces. Já com coca ficam valentões. Com um 38 na mão é um perigo.
Chesterton, sua campanha contra o Gabeira porque ele fumou (ou fuma) um é risível. Tente algo mais inteligente, à sua altura. Diga lá, o Crivella é melhor? Amém.
14 Chesterton-Dracul- El Cid, o empolgado // 15/March/2008 às 14:01
PD, 6….hoje , mas em 70? E quem glamurizou o hábito de usar drogas ilícitas nas praias de Ipanema na sua volta? Gabeira é o maconheiro-símbolo!
15 Nat // 15/March/2008 às 14:06
Gosto do André di Biase, e gostava do Armação Ilimitada, de qq jeito ele não era feito pra quem tinha a minha idade na época.
Pra mim tanto faz se a droga é maconha ou cocaína. O que me faz não gostar das drogas, e aí eu incluo cigarro e álcool, é o sujeito ficar dependente daquilo.
Se ele conseguir usar só pra ficar doidão e curtir um barato eventual, acho ótimo. Eu conseguia isso tranquilamente, quando parei de conseguir, parei de usar tb.
É o mesmo motivo pelo qual pretendo parar de fumar. Não dá pra acordar duas horas da manhã sem cigarro e pegar um taxi pra procurar um posto aberto. Já fiz muito isso.
16 Chesterton-Dracul- El Cid, o empolgado // 15/March/2008 às 14:09
O problema da esquerda é o seguinte: glamuriza o 1.bandido (Chico Buarque, em Meu Guri,), glamuriza as 2.drogas (Gabeira, em A Maconha e seus benefícios), glamuriza a vida alternativa, 3.underground, free sex, sexo com qualquer um (hippies em geral, o Temporão eu vi Hippie), acha que os pobres tem direito de morar na beira da praia sem pagar IPTU4.( Benedita, Brizola, todos que sacanearam a Sandra Cavalcanti pela remoção das favelas, e depois reclamam:
1. meu filho foi sequestrado
2. meu filho está internado fazendo desintoxicação de cocaína, heroina, crack, e que tais
3. meu filho está morrendo de AIDS
4. meu bairo foi invadido por favelas, o Rio de Janeiro não é mais o mesmo.
Será que vocês tem merda na cabeça e não tem neuronios suficientes para estaber uma relação de causa-consequência?
17 Mr X // 15/March/2008 às 14:10
Pow, eu gostava de Armação Ilimitada…. Quer dizer, gostava da Zelda Scotch…
18 Chesterton-Dracul- El Cid, o empolgado // 15/March/2008 às 14:15
O vocalista dos Rolling Stones, Mick Jagger, declarou, em entrevista publicada na última edição da “Playboy” alemã, que não consegue viver sem as turnês da banda e admite ter medo do dia em que já não for capaz de subir em um palco, apesar de querer se apresentar ao vivo até a morte. “Um dia terei que acertar minhas contas com o Diabo, como Fausto (personagem do alemão Goethe). Mas por que deixar de desfrutar do sol de hoje para pensar nas nuvens de amanhã?”, questiona Jagger, de 64 anos.
O artista afirma que se sente “enferrujado em cada parada” entre as viagens e diz que continua se apresentando ao vivo por causa do público. Além disso, confessa que “o Mick Jagger no palco não é igual ao real”. “Quando era jovem, pensava sempre que estava perdendo tempo se não estivesse fazendo sexo. Com a música foi parecido. Conforme fui amadurecendo, entendi que tudo tem seu lugar na vida”,
declarou.
Ele também afirmou que já não é o cantor rebelde do início de carreira, pois “quando se está há dez ou 15 anos no negócio, automaticamente se deixa de ser subversivo. Aqueles que continuam tentando acabam no nada”. Na entrevista, Mick Jagger, que recomenda praticar esporte a partir dos 30 anos “sem abusar, pois cansa”, também desmistifica o uso de drogas, “cujos efeitos criativos são superestimados” e alerta que “o pior são os problemas judiciais”.
“Quando fomos presos em 1967 por porte de drogas, não achamos nada divertido. De repente tivemos que dedicar nosso tempo à polícia e não à música”, reconhece o roqueiro. Ele também admite que quando a banda começou a carreira nunca pensou que duraria tanto: “Geralmente os artistas fazem sucesso por um ou dois anos e, depois, são esquecidos. Porém, tivemos êxito e por isto nunca houve motivos para deixá-lo”.
Sobre sua famosa euforia no palco, Jagger revela não é comparável a um orgasmo, “é diferente”. “Há momentos de pura felicidade, algo como uma experiência transcendental. Conversei com cantores de corais de igreja que reconhecem que há momentos em que não sabem onde estão. Às vezes acontece o mesmo comigo. É muito forte”, encerrou o cantor.
chest- mais um ?
19 Monsores // 15/March/2008 às 14:15
Chesterton #16,
Dizer que a música “O Guri” do Chico Buarque é “glamurização” de um bandido foi a coisa mais idiota que você já disse por aqui,
Quanto ao resto, discordo de alguns pontos, mas não vou te criticar.
20 Monsores // 15/March/2008 às 14:17
“Meu Guri”, corrigindo.
21 Chesterton-Dracul- El Cid, o empolgado // 15/March/2008 às 14:18
Monsores, da próxima vez que v. quiser matar um pivete que te assaltou, cante Meu Guri (olha aí)
Um dia vou perguntar ao gabeira:
- você tem ideia do mal que causou?
Como ele se mostra arrependido, certamente sabe, não sei se admite, mas sabe, e se preocupa com isso a noite, quando o sono não chega. Vai pagar.
22 confetti // 15/March/2008 às 14:21
neocid, tenho medo de vc quando leio esse teclado…(
23 Chesterton-Dracul- El Cid, o empolgado // 15/March/2008 às 14:22
pois é, Confa, terias que ter medo deles. Porque não consegue discernir? Prefiro pescar bagres.
24 Monsores // 15/March/2008 às 14:22
Chesterton,
Eu não concordo com a “glamurização” de bandidos. Nem um pouco. Nem acho que tem que ter pena de qualquer bandido. Veja o ultimo post do meu blog, e você vai entender.
Agora, que você cometeu um puta erro de interpretação dessa música, ah, isso cometeu.
A propósito, gosto muito da obra do Chico Buarque sim, mas como formador de opinião política e cantor, ele é um ótimo compositor.
25 confetti // 15/March/2008 às 14:24
era vc dracula ?
26 confetti // 15/March/2008 às 14:26
pensamento de “direita”, associo vc, grave ! nao curto….prefiro a compaixao da “esquerda”…se fosse tao facil dar nomes às sensaçoes…
27 Chesterton-Dracul- El Cid, o empolgado // 15/March/2008 às 14:31
Confa, macho que é macho não come mel, come abelha….
Monsores, você é impermeável à lógica, você acredita que é possível apagar fogo com querosene, que basta vontade política.
28 Chesterton-Dracul- El Cid, o empolgado // 15/March/2008 às 14:34
A compaixão pode matar (sometimes), eu trabalhava numa enfermaria da Sta. Casa de POA quando pela pobreza da enfermaria se tinha antibioticos para 1 paciente, e havia 2, um muito grave e outro muito inicial.
Optou-se por dar o remedio para o que não era tão grave (e procurar um CTI para o outro). Na manhã seguinte estavam os mortos. A enfermeira achou injusto dar para um só, e dividiu a dose para os 2.
29 confetti // 15/March/2008 às 14:35
…………….
30 Monsores // 15/March/2008 às 14:37
Chesterton,
Não sei mesmo de onde você tirou essa idéia, mas tudo bem. Não vou discutir.
31 Chesterton-Dracul- El Cid, o empolgado // 15/March/2008 às 14:37
confetti, 26. Pensamento de direita? Ou pensamento direito, o oposto de pensar errado?
32 Chesterton-Dracul- El Cid, o empolgado // 15/March/2008 às 14:39
30, é uma piada, uma definição caricatural do esquerdista, já a contei aqui inúmeras vezes.
Engraçado o silencio de todo mundo, de vez em quando os delirantes dão de cara com a realidade.
33 Monsores // 15/March/2008 às 14:40
Chesterton,
Estou a anos-luz de ser esquerdista. Já disse isso inúmeras vezes.
34 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 14:41
então leia aletra da musica Meu Guri outra vez.
35 confetti // 15/March/2008 às 14:42
chest vc come muita abelha…deve estar ca boca machucada…..
36 confetti // 15/March/2008 às 14:43
ich irou….ira nao néo…da azia e contrai tudo….
37 aiaiai // 15/March/2008 às 14:49
PD,
Não dá pra tirar esse chest não? Que saco!
É por isso que ODEIO democracia, liberdade,essas coisas.
O cara vem aqui, usa o seu blog como se fosse dele, discute assuntos dele e a gente nem consegue falar sobre o post. No final, ainda diz que tá todo mundo em silêncio porque ele nos colocou “de cara com a realidade”.
Faça-me o favor! Chest, seu imbecil, tá todo mundo calado porque vc está falando tanta merda que não dá nem pra discutir. Vá ver se pega alguém na esquina, desgruda desse computador…faz alguma coisa…aiaiai
38 confetti // 15/March/2008 às 14:50
( saindo de fininho pour ne pas voir les dégats…)
39 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 14:51
aiaia, odeia a democracia e quer me censurar….dá para ser mais burro? Ainda é confesso.
40 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 14:53
e o Pax reclamou que eu andava meio sumido rsrsrsrsr
41 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 14:58
http://www.therealcuba.com/havanazoo1959.JPG
42 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 14:59
http://www.therealcuba.com/havanazoo1984.JPG
43 flávia // 15/March/2008 às 14:59
estou com pax e confetti
no de Biase
no globo
no Veja
no abelhas
no “machos”
Yes mel
Yes vinho
Yes caminhada (após 20 min já sinto o barato aquele, pax)
44 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 14:59
http://www.therealcuba.com/havanazoo2005.JPG
45 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 15:00
confetti, irado no sentido adolescente - iraaadooo
46 confetti // 15/March/2008 às 15:00
:-)?
47 confetti // 15/March/2008 às 15:02
( quem faz caminhada aqui é albin, mas albin nao fala comigo nem com painho e tbm nao tecla assim….qui ça peut etre alors ? )
48 confetti // 15/March/2008 às 15:03
neo doeu aquele machucado no braço ?
49 Pedro Doria // 15/March/2008 às 15:13
Chesterton-Dracul- El Cid, o irado, sabe, às vezes vc parece um reacionário tão estereotipado que fico pensando se é atuação ou só preguiça de pensar, mesmo…
50 confetti // 15/March/2008 às 15:20
e ele é tbm meio autista né pd
51 diadorim // 15/March/2008 às 15:34
Nossa!!!! Eu adorava a série!
Minha heroína era a Zelda, uma pessoa íntegra, totalmente descentrada, doida, mas decente. Tinha dois namorados e amava os dois. Era uma coisa superbacana. Aliás, o Bacana era uma gracinha. Nem sei que fim levou o ator que fazia o moleque…ele era muito bom.
Os dois caras eram legais, nunca fui do tipo de gostar de surfista, mas eles até que eram legais. Machos, cheios de dúvidas, levando nas canelas da moça inteligente.
Gostei de ter vindo aqui, por recomendação de um amigo, e encontrar logo esse post. Vou voltar sempre!
52 Afonso Pena // 15/March/2008 às 15:35
Peralá. O Chest pega pesado, talvez até exagere, mas… está errado?
O post é basicamente um depoimento do André De Biasi comentando que o Rio perdeu a ‘inocência’, que as drogas levaram embora. E eu pergunto: por que?
Para mim é óbvio ululante que as últimas administrações do estado — precisamente por romantizar o ‘meu guri’, o ‘bandido pobre, que rouba para fazer justiça social’ — foram as principais responsáveis por essa ‘perda da inocência’. A completa omissão do estado fez com que a cidade viva à mercê de organizações fortemente armadas sustentadas à base do tráfico — CV, ADA e por aí vai.
(Parêntese: as mesmas organizações que, diga-se de passagem, compram as drogas que destróem a cidade das FARC, que o governo se recusa a classificar como terroristas — quando só o estrago das drogas já seria mais do que suficiente para justificar a reação mais enérgica possível do exército. É a repetição exata do mesmo problema: ideologia interferindo no que deveria ser uma questão de segurança nacional.)
Ao invés de pregar o estudo, esforço e dedicação, a ‘esquerda romântica intelequitual’ dizia — sempre entre linhas — que não havia nada de errado em não estudar e não trabalhar, que o negócio era contestar, liberar tudo. Bandido? É culpa da ’sociedade’. Fome? É culpa da ’sociedade’.
Mas sempre que a sociedade tentava reagir, os mesmos ‘intelequituais’ gritavam: Reacionários! Elitistas! A intenção era paralizar qualquer reação que não fosse ‘humanista’, ‘holística’, ou que passasse a mão na cabeça dos bandidos só porque são pobres (esquecendo que 99,9999% dos pobres é honesta).
Agora que a realidade vem cobrar o preço dessa série de equívocos, o Chest é criticado por apontar o óbvio — exageradamente, é verdade, mas de novo a pergunta: ele está errado?
Eu acho que não.
53 Spinoza // 15/March/2008 às 15:36
Peraí, PD: preguiça não pressuporia ao menos a capacidade para executar uma ação, antes que ficasse estabelecida a indisposição volitiva para tal execução? :-)
54 confetti // 15/March/2008 às 15:38
ah afonso, eu queria saber restituir uma opiniao assim ! inveja,parfait….
55 Monsores // 15/March/2008 às 15:43
Meu cacete.
Onde, em “Meu Guri” o moleque rouba para fazer justiça social? Ele rouba pra sobreviver. Rouba porque é o que sabe fazer.
Se estão falando da bolsa que o moleque rouba pra dar pra mãe ter documentos, é isso que vocês chamam de justiça social ou de glamurização da bandidagem?
A história da música é simples, vamos lá:
O moleque nasceu pré-maturo. Não tinha pai. A mãe era ignorante, achava que ele era um bom menino e que trabalhava para conseguir todas aquelas coisas (pneu, relógio, bolsa, gravador). O moleque roubava, assaltava, sabe-se lá o que mais. Era isso. Morreu.
A música é mais sobre a ignorância da mãe do que sobre o próprio bandido. E pra quem acha que não existe histórias como essa, é porque nunca se deparou com uma. Eu já.
Tem um caso distante na minha familia que o moleque nunca foi boa coisa. Roubava desde cedo. Assaltava na adolescencia e antes de fazer 18 anos, foi preso por tráfico de drogas. A mãe, uma ignorante, o pai, outro ignorante. Juram de pés-juntos que o moleque é inocente. Que foi tudo armação. São pessoas boas, de boa índole.
É isso, sobre todas as outras coisas, que a música retrata. A incapacidade de alguns pais de criarem seus filhos, de entenderem o que acontece na vida deles.
Leiam de novo a letra da música, por favor.
Agora, se quiserem transformar isso numa discussão social mais ampla, que diga que o Chico Buarque defende criminosos, justifica a bandidagem e que, por ele ser de esquerda, TODO esquerdista faz isso, bem, amigos. Então eu me retiro da discussão e podem falar abobrinha a vontade. É o tipo de discussão cretina e ingrata, que não vale a pena ser lida.
56 Monsores // 15/March/2008 às 15:47
E Afonso, acabei esquecendo de mencionar, concordo com seu comentário, com exceção da menção a musica.
Pra mim esse tipo de classificação é ignorância literária.
No mais, clap, clap, clap. Se o Chesterton aprendesse a escrever assim, seria bem melhor conversar com ele.
57 flávia // 15/March/2008 às 15:50
Pensar a absurda desigualdade social desse nosso país e a nossa responsabilidade sobre a injustiça social, incluindo aí a violência e a criminalidade, não é passar a mão na cabeça de bandido. Quem acha isso está passando a mão na cabeça de si próprio.
E podemos fazer essa crítica como cientistas sociais, jornalistas, como artistas ou com poesia. faço o primeiro, mas bem que prefiro o último.
o menino do rio não é andré de biase, é o meu guri.
Prazer em conhecer confetti: flávia, outra que caminha.
58 Afonso Pena // 15/March/2008 às 15:56
Monsores,
A letra é, evidentemente, o ponto de vista da mãe — retratada pelos olhos dos ‘intelequituais’: uma ingênua, pobre coitada, que não percebe que o filho é ladrão. Ou seja: romantiza os pobres, coitadinhos, que não têm escolha a não ser roubar.
Nova pergunta: é verdade? A maioria das mães pobres que eu conheço desce a porrada nos filhos se não forem à escola e estudarem.
Mas os filhos, obviamente, vêem a realidade: um bando de ‘intelequitual’ dizendo que não depende dele melhorar de vida, que a culpa é das ‘elites’; um monte de traficante vendendo a ideologia importada das esquerdas, que ‘rouba para fazer justiça’; o dinheiro fácil do tráfico, impune pelas autoridades que são subornadas pelo traficante; e por aí vai.
O problema da letra é justamente esse: vende a imagem do pobre ingênuo, ‘vítima social’. A imagem de que é bonito — ai, o Chico não é genial? — viver essa vida, onde ninguém se preocupa em ver o óbvio.
Enfim. O Chico Buarque é um poeta excepcional, tem músicas lindas, mas infelizmente — por ignorância ou má-fé — ajudou muito a vender essa imagem completamente divorciada da realidade, que agora vem cobrar seu preço.
59 Monsores // 15/March/2008 às 15:59
Afonso Pena,
Agora sim. Entendi seu ponto de vista e passo a concordar com a menção.
E que bom que você deixou claro que a culpa não é de quem compõe, mas de quem interpreta.
60 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 16:11
PD, eu sou um reacionario moralista, aprenda a me xingar, caracas…
reacionario- sou contra a esta modernidade caótica toda
moralista- aprendo e ensino a diferença entre o bem e o mal, coma consciencia plena de que eles existem, e é possível determinar exatamente onde estão.
61 Afonso Pena // 15/March/2008 às 16:14
É claro que temos uma responsabilidade absurda pela desigualdade social. Mas a maneira de resolver não é fazendo apelos demagógicos — é reprimindo o crime e investindo em saúde e educação.
Mas quando se reprime o crime dizem que se está ‘oprimido os pobres’, e quando se investe em educação — educação de verdade, preparação para a vida adulta: trabalhar, ganhar dinheiro, contribuir para a sociedade — dizem que se está ‘doutrinando os jovens com o capitalismo’, que o certo é ensinar ‘cidadania’, um conceito abstrato onde só cabe cobrar do estado, e nunca contribuir.
Seria lindo se uma sociedade pudesse existir de verdade ensinando apenas ‘cidadania’, onde ninguém precisasse contribuir e todos pudessem apenas cobrar do estado moradia, alimentação, lazer, cultura.
Infelizmente, não é assim que funciona. A escola tem que ensinar matemática, português, economia familiar — tudo aquilo que, mais do que comprovadamente, ela não ensina no Brasil.
Ficamos presos entre um discurso utópico ingênuo e a realidade nua e crua que, repito, invitavelmente cobra a fatura.
62 flávia // 15/March/2008 às 16:15
aiaiai
“A maioria das mães pobres que eu conheço”
será que vc conhece mesmo? ou conhece um esterótipo bem senso comum? já subiu um morro? já pisou numa favela?
Sua mãe tb deveria lhe dar uns cascudos e lhe fazer estudar um pouco. Vc talvez saísse um pouco desse senso comum sobre pobreza, sobre intelectuais e sobre o pensamento de esquerda. talvez parasse de desvirtuar o que “os intelectuais” pensam sobre a pobreza. O que “os intelectuais” pensam sobre isso está longe do que vc diz que “eles” pensam. Além da poesia, há uma farta bibliografia sobre isso.
Estude vc também, pense um pouco a sua própria ignorância. E não simplifique, não falsifique em nome de seus argumentos frágeis.
Sou mais o Chico
63 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 16:18
Monsores, eu não escrevo para agradar ninguem, ao contrario, só escrevo para incomodar, sempre, o maior numero de pessoas. Minha tarefa é extremamente facilitada pela quantidade de gente que se acha “social” e fica chocada com fatos do cotidiano.
Afonso Pena, cuidado, o PD vai te chamar de reacionario esteriotipado.
64 Pedro Doria // 15/March/2008 às 16:21
Afonso Pena, desculpe, mas o Chesterton, além de não ser capaz de se manifestar com a clareza que você tem, está errado.
Por alguns motivos. Primeiro porque está resumindo esta questão a um conflito entre esquerda e direita, coisa que ele não é. Segundo porque está traçando conexões entre assuntos que não existem.
Gente como o Chesterton não busca soluções. Não busca compreensão. Busca ditar como os outros devem viver suas vidas. São autoritários, só isso. E gente assim existe à esquerda e à direita, mas não representam o melhor da esquerda ou da direita.
O que banditismo e amor livre têm a ver? Nada. Conheço casais bigamos caretas, conheço casais monogâmicos alucinados, conheço gente que praticou amor livre e não o pratica mais, conheço gente que o dispensa e o dispensou. Experiência com variedade sexual na juventude diz mais a respeito da natureza da juventude do que a respeito do caráter das pessoas. Achar que amor livre leva a banditismo é obtusidade, só isso.
Independentemente do discurso da esquerda festiva, bandidagem sempre foi problema de polícia. A incompetência da polícia brasileira é culpa de governos incompetentes, sobretudo. Não de músicos. O Brizola é responsável por muito da criminalidade do Rio. O Chico Buarque, não, independentemente de como você interprete ‘Meu Guri’.
Por fim, a questão das drogas passa ao largo do espectro ideológico. Não é preciso ser de esquerda para perceber que a tentativa de tornar drogas ilegais aumenta a violência, não diminui. Não sou eu quem o diz, é Milton Friedman.
Atividades que alteram a percepção humana de alguma forma, seja uma orgia, seja o consumo de entorpecentes, não são invenção da esquerda, da modernidade ou dos anos 60. Em toda a história humana que conhecemos, o entorpercer-se e a promiscuidade sexual sempre fizeram parte de uma fase da vida de todos ou ao menos muitos.
E, convenhamos, nenhum argumento inteligente é capaz de explicar por que maconha é ilegal e álcool, legal. Qualquer um que realmente defenda o discurso liberal e que acredite que o Estado não deve interferir nas decisões pessoais do cidadão sabe que esta violência, do tráfico, nasce no momento em que há a primeira violência, do Estado, que decide ter o direito de definir o que pode o que não pode ser consumido por cada indivíduo.
65 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 16:26
Chico Buarque não é ingenuo, muito menos fez as musicas e poemas sem se dar conta do que poderia causar algum mal. Fez de própósito, num plano de desmoralizar a classe média conservadora do Brasil, junto com toda a classe artistica.
No Brasil, nas artes, todos os personagens são
ladrões e assassinos tem a bondade no coração (eu sou rebelde porque o mundo fez assim, quemnão lembra?) e a policia, os militares, as classes média e superior, são completamente malvadas.
Toda literatura brasileira é contra a policia e a favor do bandido, a favor do crime e contra a vítima, pois esta é de classe média, vai a missa, ou tem dinheiro no banco e por isso é má. Alguem nega isto? Só sendo um “desconhecedor”. A arte no Brasil não existe, é pura militancia local.
66 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 16:29
O PD, malandro agulha, acha que colocando palavras na minha boca ganha a discussão.
Eu não falei que amor livre leva ao banditismo, falei que leva a AIDS (como levou). Vê se te emenda. O que leva ao banditismo é a glamurização do bandido.
67 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 16:31
Alias, PD até coloquei numerozinhos para você entender, é o numero 3. Mas parece que para você é oreciso mesmo desenhar.
68 aiaiai // 15/March/2008 às 16:32
O Flávia,
Ficou doida? Eu não falei nada disso, tava só tirando sarro do chato do chest…acho que vc se “cafundiu” toda!!!! kkkkkkkkkkkkkk
cacete, tá difícil. Vou voltar para o meu trabalho…aiaiai
Só para terminar: PD, sou totalmente contra a liberação de tudo. Bota o preço bem alto e faz campanha para mostrar que é prejudicial à saúde. Como fizeram com o cigarro. pronto! Vai ter uma festa no começo, monte de gente querendo se mostrar - eu fumo, eu cheiro, o escambau - vai ter uma crise danada provocada pela eliminação do tráfico de drogas no crime organizado (eles vão ter que arrumar outra coisa pra fazer e isso vai ser uma zoeira), mas depois a poeira vai assentar e a humanidade vai ter se livrado dessa etapa.
fui
69 Pedro Doria // 15/March/2008 às 16:32
Chesterton-Dracul- El Cid, o irado, amor livre com camisinha pode deixar uma herpes, mas Aids não deixa.
70 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 16:36
Atividades que alteram a percepção humana de alguma forma, seja uma orgia, seja o consumo de entorpecentes, não são invenção da esquerda, da modernidade ou dos anos 60. Em toda a história humana que conhecemos, o entorpercer-se e a promiscuidade sexual sempre fizeram parte de uma fase da vida de todos ou ao menos muitos.
chest- no que Lenin aproveitou para usar como arma de propaganda anti-burguesa, cuja moral justamente era o empecilho a esta atitude.
71 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 16:37
amor livre com camisinha pode sim dar AIDS , o latex arrebenta no sexo anal (isto é fato médico) dá para ser mais claro?
E depois, o cara drogado, no meio da suruba, como você diz, com a consciência alterada, vai lembrar de trocar de camisinha?
72 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 16:41
Afonso Pena // 15/Março/2008 às 16:14
É claro que temos uma responsabilidade absurda pela desigualdade social. Mas a maneira de resolver não é fazendo apelos demagógicos — é reprimindo o crime e investindo em saúde e educação.
chest- Afonso Pena, você é uma vítima da propaganda petista. A quantidade de impostos que a classe média e alta pagou nos últimos 25 anos seria suficiente para retirar da pobreza a população de 10 “Brasil”. A dívida já foi paga há muito tempo, mas o atravessador (Estado Social de Bem Estar) ficou com a grana toda.
73 Monsores // 15/March/2008 às 16:41
Ahh entendi.
Devemos então proibir álcool, drogas e sexo. Essas coisas inventadas pela esquerda.
Me sinto lendo um discurso papal.
74 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 16:43
aiaia
1.PD, sou totalmente contra a liberação de tudo
2.Bota o preço bem alto e faz campanha para mostrar que é prejudicial à saúde. …..Vai ter uma festa no começo
chest- mas uma frase contradiz a outra!!!!!
75 Pedro Doria // 15/March/2008 às 16:45
Chesterton-Dracul- El Cid, o irado: moral burguesa? Rapaz… não tem bicho mais hipócrita do que o burguês ou você nunca leu literatura vitoriana nem percebeu quem tem os maiores pecadilhos escondidos no armário. Além do mais, os soviéticos eram moralistas pacas…
Quanto a sexo com camisinha, quem falou de sexo anal? Quem falou que é preciso estar drogado para uma orgia? Você está criando situações aí na sua cabeça que vêm das suas fantasias pessoais. Educação sexual não é incompatível com amor livre.
76 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 16:45
não, Monsores, ensine seu filho/a a beber muita cachaça, praticar o sexo irresponsavel desenfreadamente de preferencia completamente chapada…….
depois não reclama que eles foram levados ao manicomio.
77 Pedro Doria // 15/March/2008 às 16:49
Chesterton-Dracul- El Cid, o irado, vamos lá… vc mesmo sabe que enquanto fica esbravejando aí, bem que queria muito aquelas duas gatinhas ao mesmo tempo na época da faculdade. Talvez até tenha conseguido, mas não com aquelas, de graça, precisou pagar. Faz parte…
78 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 16:49
A moral burguesa, com todos seus defeitos, foi o maior empecilho ao comunismo marxista nos séculos 19-20.
79 Monsores // 15/March/2008 às 16:49
Chesterton,
Depois do comentário do Pedro Doria, esse último, não preciso falar mais nada.
A não ser o fato de eu não ter filhos. E o fato de que quando eu tiver, saberei bem o que ensinar pra eles sem a sua ajuda, de preferência.
No mais, obrigado.
80 flávia // 15/March/2008 às 16:49
Droga!
Drogas… deve ser o remédio para dor de cabeça. Ou a dor de cabeça mesmo. Pq reli, treli e continuei “cafusa”. E não gostando.
No seu comentário 61, a coisa já melhora. Ao menos é menos hermética para espíritos menos sutis e mais cafusos como o meu! Concordo com (quase) tudo. ficam algumas dúvidas, mas xáprálá…
Sobre o tal chest, tem razão, nada a ver! Impressionante!
Acho que vou voltar para o meu trabalho tb…
81 Monsores // 15/March/2008 às 16:50
Ah se a Gruta Azul falasse…
82 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 16:52
PD, eu sou da época pré-Aids, o máximo que se conseguia era uma gonorreia, sifilis, nada que peniclina não curasse. Mas não, não me atraem 2 gatinhas, para mim tem que ser consecutiva. Sou um monogamico consecutivo.
mas, nunca me importei com o que acontecia entre 4 paredes, um homem, uma mulher. Só.
Não vou aqui exercitar de exibicionismo que tanto te agrada.
83 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 16:53
Monsores 79, quando chegar a hora , vai lembrar de hoje sim. Aí, uma voz virá a tua memória:
” Eu não disse? Eu não disse?” rsrsrsrs
84 Monsores // 15/March/2008 às 16:56
ô Chesterton, não me deseje mal. Ninguém te ensinou na igreja que isso não se faz?
Sua vida não é boa o suficiente para você ficar desejando mal as pessoas, é isso? Fica assim não, vai melhorar.
85 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 16:57
Falando em hipocrisia, ninguem acha o Chico Buarque hipócrita por fazer loas a Cuba de Castro e morar como um magnata no Rio de Janeiro? De falar mal do capitalismo e tirar sua fortuna vendendo capitalisticamente seus discos e CDs?
86 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 17:03
Monsores 81, nunca tive grana para ir ao Gruta Azul (e Dragao Verde). Paguei por sexo 2 vezes na vida. Mas agora um detalhe, POA é muito, muito mais facil arrumar namoradinhas que o Rio de Janeiro, as cariocas dão muito mais trabalho. Entretanto, sem praticar exibicionismo pedetiano, sempre fiz sucesso.
87 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 17:04
Monsores 84, não te desejo o mal, estou inclusive afirmando que na hora H, você vai lembrar o que eu falei, e aí, terá o bem. Nossa!
88 Monsores // 15/March/2008 às 17:04
Chesterton, #86,
Até porque os bordeis do Rio são mais baratos, né?
89 Monsores // 15/March/2008 às 17:06
Não conheço bem POA. Mas entendo o que você quis dizer, afinal já moro em SC há 5 anos.
90 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 17:18
SC é muuuito bom. Monsores, gostaria de saber a opinião da Confetti e da Flavia sobre o amor livre, um homem 2 mulheres, essas surubas que o PD frequenta, mas acho que se eu fizer elas não vão responder. Será que você faria a pergunta por mim?
91 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 17:19
85?
85?
85?
85?
85?
85?
85?
85?
85?
85?
85?
92 Prøftël // 15/March/2008 às 17:21
É Mr.X, a Zelda era a única coisa que prestava na “Armação”.
O Pedro perdeu uma baita oportunidade de ficar na dele, é mais um que cai na besteira de retrucar.
De boa, não caio mais nessa, preserva o fígado, a gente não passa raiva.
:-)
93 H.R.P. Mané!Reloaded! // 15/March/2008 às 17:23
Foi a cocaína……é essa merda que destroi tudo….
94 flávia // 15/March/2008 às 17:25
85:
se morasse numa favela vc tb diria que era hipócrita
se morasse num condomínio classe média alta vc tb diria que era hipócrita
se morasse num pombal classe média baixa vc
vc tb diria que era hipócrita
95 Prøftël // 15/March/2008 às 17:28
É HRP, destroi tudo mesmo.
Governador frouxo também, sempre fico pensando na situação do Rio e na de Sampa na década de 80. Conheci bem essa fase.
No Rio deixaram a bandidagem de lado, em Sampa criaram a ROTA.
Deu no que deu.
Tá certo que há violência em Sampa, como em qualquer aglomeração urbana de terceiro mundo mas, me imagino muito mais seguro andando no centro de Sampa do que no Rio.
De boa, é uma impressão pessoal.
:-)
96 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 17:28
verdade Flavia, a hipocrisia seria maior ainda, mas ele continua sendo hipócrita. Você acha que é aceitável ter um discuros diferente da prática?
Afinal, ele só deixaria de ser hipócrita se deixasse de cobrar direitos autorais, fizesse shows de graça ou parasse de alogiar o refgime criminoso de Castro.
92, fugindo da peleia?
97 flávia // 15/March/2008 às 17:29
mas o macho comedor de abelhas deve estar esperando a resposta dos ilustres srs
98 Monsores // 15/March/2008 às 17:30
Chesterton, eu acho hipócrita. Já disse isso antes aqui também.
Quanto ao sexo livre, acho que isso é bem pessoal. Eu não me importaria de transar com duas ao mesmo tempo. Até três, quatro ou cinco. Pagando ou de graça, não importa também.
A única coisa é que se for pra pagar, que seja a Ashley do Elliot.
Sou a favor de tudo que é feito com convicção. E não crio, necessariamente, relação entre sexo livre e consumo de drogas ou álcool, como bem disse o PD.
Mas não sou hipocrita em ignorar o fato que essas três coisas se fazem companhia há bastante tempo.
Orgias, até não muito tempo atrás, eram a coisa mais normal do mundo. Depois da ascensão da burguesia vitoriana é que a coisa mudou de figura. Você sabe disso, não sabe?
99 H.R.P. Mané!Reloaded! // 15/March/2008 às 17:30
Esse Pedro Doria aí não é o original ou estou super errado?
HUmmmmmmmmm
Chester menas nessa ira do combate as drogas…….por que senão o coração vai pro beleleu!
A Cocaina é um monstro que cria monstros…..
E quem quer ver um país florir tem que combater esse monstro!
100 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 17:31
Flavia, duvido que você é confetti particepem de surubas. O que acham da defesa da suruba por parte do PD?
101 Monsores // 15/March/2008 às 17:31
Ascenção, por favor.
102 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 17:34
A Cocaina é um monstro que cria monstros…..
E quem quer ver um país florir tem que combater esse monstro!
chest- esta é a questão importante.
103 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 17:35
http://normabraga.blogspot.com/2008/02/ennio-morricone-good-bad-and-ugly.html
Norma Braga para refrescar
104 flávia // 15/March/2008 às 17:36
Pensar a pobreza não significa voto de pobreza. A não ser que vc seja cristão. mas, claro vc deve achar isso hipócrita tb.
Porque cobrar direitos autorais haveria de ser hipócrita? Só pq vc é mto hipócrita mmo!
A pergunta é retórica. Por favor, não responda. Posso adivinhar a resposta.
Puxa vc é um saco mesmo!
105 Prøftël // 15/March/2008 às 17:37
HRP, hoje é sábado, skenta não, vai acabar se desgastando a toa, vou prô Open, tá mais clean.
hehe
106 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 17:39
E não crio, necessariamente, relação entre sexo livre e consumo de drogas ou álcool, como bem disse o PD.
chest- mas Monsores, se você não faz é porque não conhece a realidade
107 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 17:40
os antigos usavam éter para vencer as inibições. Tem até um filme bonito sobre uma mulher que era drogada pelo marido para ficar em casa, passando por doente, enquanto ele saia atras da putaria. Ela foi atrás e…..não lembro mais.
108 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 17:43
Porque cobrar direitos autorais haveria de ser hipócrita? Só pq vc é mto hipócrita mmo!
chest- porque direitos autorais são apanagio do capitalismo, China e URRSS nunca reconheceram esses direitos. Como pode um comunista como Chico Buarque cobrar esses direitos e ao mesmo tempo elogiar Cuba, onde não são respeitados esses direitos?
109 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 17:44
Puxa vc é um saco mesmo!
chest- não, eu sou é radical, vou até a raiz do problema.,
110 flávia // 15/March/2008 às 17:45
Agora que vi a pergunta 100.
Que saco!
não vi ‘defesa’ alguma. Quanto à minha opinião, cada um é livre para usar o seu corpitxo como quiser e merece o meu respeito independente disso, desde que não use de violência ou implique abuso. Meu respeito ou desrespeito vem de outras coisas.
A propósito: sexo vaginal tb rebenta látex eventualmente. Lubrificantes podem resolver isso, fundamental especialmente no sexo anal.
Eu acredito em sexo seguro, mas as drogas podem atrapalhar no quesito segurança. É bom ficar esperto, o que não significa uma cruzada anti drogas.
111 aiaiai // 15/March/2008 às 17:52
Esse PD que tá respondendo não pode ser o Pedro dono do blog, o cara deve estar dormindo, passou a noite trabalhando. E não ia entrar nesse briga com esse imbecil. Mas até que ficou engraçado.
Flávia, desculpa ai, acho que vc me confundiu que o tal do afonso pena…pena, mas não é nenhum problema, eu saquei.
Chest, vai na esquina descobrir qual é o CGC do puteiro que vc frequenta!!!!kkkkkkkkkkk
Agora, vou mesmo embora. Inté amanhã gente. bons sonhos.
112 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 17:53
não respondeu, mas me acusou de mentir. Ele defende a suruba há tempos, e diz que o fato de eu ser contra é porque no íntimo gostaria de participar. (77)
113 Pedro Doria // 15/March/2008 às 17:57
Chesterton-Dracul- El Cid, o irado, deixa de ser bobo. Ninguém tem que achar nada, e este é o argumento. Faz quem quer, não faz quem não quer. Deixa as moças em paz.
114 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 18:03
era isso que eu queria ouvir, que tipo de mulher vai as suas surubas, PD? Yes, estou sendo moralista.
115 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 18:04
http://www.youtube.com/watch?v=wYKVXXSsnKw
e não é que o disco do cara é bom? Não levava fé.
116 Monsores // 15/March/2008 às 18:07
Sei que não é assunto daqui, mas como você não levava fé num disco do Bob Dylan, Chesterton? Como?!
117 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 18:10
sei lá, achava que o cara ia cantar as mesmas coisas de sempre….que coisa.
http://www.youtube.com/watch?v=d5uKHa9Gmks&feature=related
118 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 18:13
ele afina 1/12 mais alto
119 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 18:14
aí a hipocrisia do PD, ele pode ir a surubas, mas suas mulheres nem podem falar no assunto…que coisa melancólica….
120 flávia // 15/March/2008 às 18:16
aiaiai!
nao percebi que alguém assinava aiaiai
eu só estava dizendo aiaiai mesmo!
mtas vezes, quando eu não gosto eu começo mesmo com aiaiai!
Vou tentar evitar aqui, então. mas tb não vou durar muito. Pq tenho um tanque de roupa para lavar. E isso não é uma metáfora nem hipocrisia. É coisa de intelectual que estuda a pobreza e não tem grana para pagar uma empregada. Quando tiver vou pagar e não acho hipocrisia.
Tudo bem, eu tenho uma brastemp.
Ai, quanta hipocrisia! Aiaiai!
121 flávia // 15/March/2008 às 18:28
“suas mulheres”!!!!
que cara nojento!!
122 Monsores // 15/March/2008 às 18:32
flávia, você é nova aqui?
123 flávia // 15/March/2008 às 18:37
por que estou me comportando mal?
124 flávia // 15/March/2008 às 18:38
há algum rito de iniciação que ue desconheço?
125 suzy // 15/March/2008 às 18:39
Não sei se as outras moças do blog podem responder, mas eu adoro uma suruba!
Já fiz com dois caras machos, já fiz com um macho e um gay, já fiz com uma mulher e um cara (na verdade foi muito legal, eu achava que não ia gostar mas gostei). Mas nunca passei de quatro pessoas. Sei lá, acho que fica meio disperso.
Bom…resumindo, já fiz de várias formas e com pessoas bem diversas.
O que eu posso dizer é que, em geral, não rola tanta penetração…é mais pegação, carinho, muita lambida, essas coisas. Na hora de penetrar mesmo, o pessoal se preocupa muito com camisinha - principalmente os mais novos. Os caras mais velhos não são tão conscientes. Deve ser por isso que esse “el cid” irado não conhece isso. Tipo assim: acho que ele deve ser meio velho, né?
Suruba é bom. Não gosto de drogas, mas também não me incomodo se alguém fumou umzinho ou não, sei lá, problema da pessoa né?
126 flávia // 15/March/2008 às 18:39
alguma etiqueta que estou desrespeitando?
sorry!
127 Monsores // 15/March/2008 às 18:40
flávia,
Não. Claro que não,
É que se viesse daqui há mais tempo, já estaria acostumada com o Chesterton.
128 Monsores // 15/March/2008 às 18:43
flávia,
Seja bem-vinda. Apesar de eu não ser o anfitrião da casa.
Se quiser falar sobre assuntos variados tais como a chuva, surubas, sol, HDs, carros antigos, festividades nacionais, surubas, HDs, direita x esquerda, aquecimento global (assunto inclusive que o Chesterton adora), surubas, direita x esquerda, Israel x Palestina, FARC, HDs, existe o open threat. Um post anterior a esse, por exemplo. Lá se pode falar sobre tudo, não necessariamente o tema do post.
Se bem que nesse daqui já saímos do assunto faz tempo.
129 flávia // 15/March/2008 às 18:44
Acho que agora somos só eu e vc susy. e embreve será só vc.
em geral acho que não se pergunta o que alguém faz com o seu corpo. Não tenho nada a ver com isso nem acho que alguém tenha que saber de mim. mas não me custa responder, não compartilho de seus hábitos nem de seus gostos. mas não me chocam, nem me interessam.
Agora, parece que tem gente aqui quer saber…
130 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 18:45
rsrsrsrs
131 Mr X // 15/March/2008 às 18:46
Kkkkkkk! A discussão tá ótima e eu perdi tudo… só porque tava lá passando minha tarde de sábado numa suruba com drogas e bebida… Que azar….
132 Dammaskos // 15/March/2008 às 18:47
André é puro saudosismo, coisa que se torna ainda mias triste se levarmos em conta que o cara é só um tiozão, uns 40 e poucos talvez. Naquela época é claro que os problemas do Rio e do Brasil eram outros, mas naquela época o que se vivia era suficiente para dizer que o mundo estava perdido… é como hoje com toda esta desgraça que está por aí, que reclamamos e sofremos e dizemos “está tudo perdido mesmo”. Tá ruim agora ? Espera pra ver daqui a uns 15 ou 20 anos.
É muito difícil olhar o passado, ele sempre estará impregnado com os olhos do presente, com coisinhas do tipo “antigamente era melhor…” Mas e este hoje que vivemos tão sofridamente ? Daqui a alguns anos nós o olharemos dizendo antigamente é que era bom…
133 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 18:48
Flavia, já você vai ser chamada de reaça, careta, burguesa, …cuidado que a patrulha da suruba aqui é grande….
134 Monsores // 15/March/2008 às 18:48
Suzy, e por acaso você tem telefone?
135 flávia // 15/March/2008 às 18:50
Monsore, na verdade não sou “nova” só “aqui”, mas nessa coisa toda de blogs e etc. Então ainda não fui apresentada pra esse negócio de… como é mmo? open threat. Vamos com calma. prá mim isso aqui já tá de bom tamanho. na verdade até já ultrapassou…
anotei o seu bog. hora dessas eu passo lá!
136 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 18:50
Andre é mais velho que eu, e o Dammaskos tem razão, vai é piorar, e muito. Aproveitem.
137 Monsores // 15/March/2008 às 18:51
flávia,
Meu blog é uma porcaria, mas passe sim. Será um prazer recebê-la.
138 Monsores // 15/March/2008 às 18:53
Chesterton, responda-me no open, oras.
Fiquei curioso.
139 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 18:53
http://www.news.com.au/story/0,23599,23322261-13762,00.html
Moises estava doidão ao receber os mandamentos?
140 Dammaskos // 15/March/2008 às 18:54
Dona Flávia, eu também sou novo por aqui e nas primeiras vezes a gente até estranha um pouco. Um blog com alto teor de seriedade nos temas é por vezes transformado numa puta putaria virtual por nós, comentaristas enxeridos. É um barato, adoro isto aqui. Já conheceu dona Conffetti ? E seu Josef ? E seu El Cid, o irado ? Porra o papo é ótimo, só falta uma birita pra animar …
141 Monsores // 15/March/2008 às 18:55
Chesterton, obrigado pelo link. Será o tema do proximo post do meu blog heheh
142 Monsores // 15/March/2008 às 18:55
PD vai dar esporro, isso aqui virou open.
Vamos todos pra lá, vamos.
See ya there.
143 flávia // 15/March/2008 às 18:59
Nossa monsores, que baixa auto-estima!
Melhore essa perfomance se vc quer mesmo visitas e o telefone da Susy…
144 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 18:59
Monsores, conhece a piada do Joaozinho que foi confessar que tinha um caso com uma mulher casada?
145 Monsores // 15/March/2008 às 19:01
Flávia,
É só o blog que é uma porcaria. Eu sou um sujeito fantástico. E o comentarista mais bonito do blog, inclusive.
Sobre a Suzy era piada. E vc, tem telefone? hehehe
Chesterton, conheço. Eu li quando vc postou esses dias. Fiquei rindo um tempão.
146 flávia // 15/March/2008 às 19:02
hehe já notei. já tinha observado todos em silencio. mas hj essa coisa me pegou nos cascos. e comecei falando com a confetti e o pax a propósito desse outro sr esquisito…
prazer em conhecê-los até uma próxima!
147 flávia // 15/March/2008 às 19:03
Nossa, agora estou apaixonada…
148 Epicuro // 15/March/2008 às 19:04
Esse Chesterton e etc. é tão chato que eu perdi a vontade de comentar.
149 Monsores // 15/March/2008 às 19:05
flávia, volte sempre.
150 flávia // 15/March/2008 às 19:14
quem sabe?…
151 flávia // 15/March/2008 às 19:15
obrigada a todos… pelo papo estranho mas divertido. Desculpe qquer coisa sr. Pedro Dória!
152 cabramacho // 15/March/2008 às 19:19
O velhaco chestertondracul surtou…overdose de viagra dá nisso! Falta muiéeeeeeee.
153 Nat // 15/March/2008 às 19:24
Chest é meio chato mesmo, mas sem ele isso aqui não ia ter a mesma graça…
154 surfando na jaca // 15/March/2008 às 19:29
Putz, pensei em entrar nisso aqui e só de ler discussão sobre sexo anal e uso de camisinha, além de outros breguetes, desisti.
Seu moço PD, preste atenção p´ras coisas que vou contar:
Não existe o criminolódromo. Essa foi a campanha do Moreira contra o Darcy. Disse que a criminalidade era coisa do Brizola e acabaria com tudo em seis meses. O tráfico se organizou e passou a frequentar o palácio do estado e a cama do vice. É simplismo essa acusação! É coisa de reviver Lacerda ou Moreira, mas os tempos são outros. Acredito mesmo é que só o governo federal teria meios de tocar nessa ferida com algum sucesso e o PAC das favelas é a solução que sempre acreditei. Parece que o Brizola inventou a criminalidade no Rio. Dá um tempo ou comprove a tese do Moreira numa comparação de dados de homicídios etc . No gogó é que não dá. Vamos por seriedade nisso. Bom preciso ir embora, ficar com a minha Memento, antes que o rolo de macarrão me alcance.
Perdão pelas bricadeiras, Confiture. Se bem que tem umas opiniões suas que acho merecedoras de um corretivo, como no post do Marx, mas sou um simples mortal.
Boa noite a todos.
155 Pax // 15/March/2008 às 19:30
O Chesterton, velho e bom Chesterton strikes again no botequim do surubeiro flamenguista, e o Mr X no meio da suruba alheia nem percebeu que sua virgindade foi perdida, tadinho, agora fica sem sentar durante uma semana.
Cada coisa que acontece aqui.
Agora, se for mesmo investigar, descobre que o Chesterton é frequentador do calçadão de Copa, da Prado Jr e, se bobear, amigo do companheiro josef mario com suas travecas da Help. Adora tanto os americanos que deve ser adepto do tal falso moralismo. Vide o governador de NY, o Clinton charutão e até o Thomas Jefferson que adorava comer a sua empregada.
Bem, eu que sou careta, vou dar uma nadada na confetti e fumar um baseado pra tentar entender essas coisas todas. Já tô até vendo o mundo mais devagar. Chest: vai um tapa aí?
156 Guilherme // 15/March/2008 às 19:52
Por falta do que fazer, li tudo o que está acima. Muitos desaforos, rasgações de sedas, discordâncias, concordâncias…tem até comentários sérios. Que aliás seriam muitos mais, se não fosse a presença desse Chester que resolve aparecer antes do Natal e destilar toda sua ignorância. E ignorância raivosa, o que é pior. Mas democracia tem dessas coisas. É o lado ruim dela.
157 Zé Bush // 15/March/2008 às 20:36
well…..Armação Ilimitada era uma merda. Inaugurou o tatibitate adolescente, a verbalização monossilábica de grunhidos e o vazio mental. Talvez tenha sido o primeiro programa a “tentar” definir um “dialeto”para adolescentes despersonalizados e imbecis. Ou estabelecer conceitos de uma juventude que não sabe (ou não quer) envelhecer. Deve ser a tal Síndrome de Peter Pan, que nasceu nos anos 80 e vigora até hoje. Não foi a toa que nesses mesmos anos 80 surgiram loiras sirigaitas (Xuxa, Angelica) imbecilizando as crianças.
Droga antigamente era “lazer”, uma inocente rebeldia , uma suave transgressão e nada mais.Dava barato pro mauricinho se exibir prás gatinhas e coragem pro favelado encarar uma parada. Mas a coisa “profissionalizou-se”, virou negócio regido pelas leis do mercado e taí o resultado.
Décadas de tolerância, descaso, protecionismo “criativo”, glamurização boboca pelos orfãos dos anos 60/70, porralouquice….enfim, taí a conta apresentada à distinta sociedade na forma de violência urbana, tráfico, corrupção e muita morte.
158 Afonso Pena // 15/March/2008 às 20:45
Fiquei fora o dia todo e quando voltei a discussão estava eeeenooormeeee…
Só queria esclarecer o seguinte: também acho que banditismo não tem nada a ver com amor livre; sou a favor da descriminalização das drogas; e sou a favor da legalização da prostituição.
Sou a favor da responsabilidade individual: sua vida é o fruto das escolhas que você faz. Mas não culpe ‘as elites’ ou ‘o capitalismo’ pelas consequências dos seus atos.
E sim, já convivi bastante com pessoas pobres — pessoas que ralaram muito, obrigaram seus filhos a estudar e tiveram a oportunidade de vê-los melhorando de vida.
Infelizmente não vou poder continuar acompanhando a discussão, mas boa sorte para todos.
159 bitt // 15/March/2008 às 20:49
Pela madrugada!
PD postou um belo texto, e, prá variar, a coisa virou bagunça.
Parabéns, Monsores. está inspirado hoje. Travou um duelo de argumentos com o Afonso Pena que - raios me partam - deu prazer em ler.
Acho q o Afonso , entretanto, invoca argumentos equivocados, mesmo para uma posição que seja dita “de direita”. Não digo nada qto à músic de Chico Buarque, “Meu guri”. Acho q CBH mobilizou uma enorme carga de ironia, ao retratar a falta de opções das classes populares, e a alienação em q essas viviam-vivem, bombardeadas por padrões de consumo conspícuo/desperdício apenas alcançáveis através do banditismo - q a mãe da música não vê, por estar confundida por padrões pequeno-burgueses repassados pela mídia. Poderíamos examinar a letra, mas acho desnecessário.
Outro equívoco é acusar os intelectuais. O q mesmo é um intelectual? Acho q, pela batida do texto, o AF está confundindo as coisas. Todas as classes políticas, profissionais, etc, têm seus intelectuais. O intelectual, é, como diz o Gramsci, um sujeito capaz de interpretar visões de mundo e objetivos dispersos e organizá-los em um discurso amplamente compreensível pelos membros desses grupos. Intelectual pode estar numa posição de situação ou de oposição, e pode mesmo ser militante, mas geralmente será ator de um debate. Pode falar coisas com as quais não concordamos, mas isso não invalida de cambulhada tudo o q fala.
O próprio AF, como o Monsores, me parecem intelectuais em seus campos. Mas, ô Afonso - as acusações q vc faz ao CBH desandam, meu bom. BAsta acompanhar a trajetória dele. CBH nunca “glamurizou marginal”. Algumas de suas letras foram, na época dele (q é mais ou mns a minha) líbelos belíssimos. Lembra-se de “Geni e o zepelin”? Dentro de seu raciocínio, seria a glaurização do homossexualismo e da prostutição.
Por outro lado, é interessante observar q o pp depoimento do Biase é equivocado de cabo a rabo. É o sentimento simplificador q atribui ao tráfico, aos políticos, etc, etc, a “perda da inocência” do Rio. Que perda de inocência é essa? Uma cidade que sempre largou seu pobres em favelas e sempre largou a polícia em cima deles alguma vez foi inocente? Ora… A violência era menor pq estava calibrada nos níveis de complexidade característicos da época q se for considerar. A questão é q o Estado mantinha certo grau de controle sobre as tais “classes perigosas”, e a economia, tamb bastante pouco diversificada conseguia responder às demandas q Estado e sociedade faziam dela. Não sou historiador, mas basta ler um livro do Lima Barreto, ou do João do Rio, pra ver q a violência sempre esteve nas entrelinhas da cidade.
Biase reage como reagem boa parte dos formadores de opinião pequeno-burgueses: vêem no passado um tipo de tempo mítico onde tudo era melhor. Isso também acontecia nos oitenta, qdo as pessoas viam no período da ditadura uma “ordem perdida”, resultado da saída dos militares da política e da entrada em cena “dos políticos”.
Suponho q isso seja o resultado da falência de referenciais. Ou, como dizia um poeta n.americano cujo nome não lembro no momento…
“Na juventude, meus ideais eram altas colinas, das quais eu contemplava um mundo que me convidava à vida; na maturidade, tornaram-se um vale no qual transitei sem grande confiança; na velhice, eu ainda vivo neles: são cavernas no fundo das quais me escondo, com medo do mundo.”
160 Monsores // 15/March/2008 às 20:59
bitt, caro bitt. Um elogio seu vale por três.
Obrigado.
161 bitt // 15/March/2008 às 21:02
surf,
o negócio e… bom, na minha época (sei lá se a sua é a mesma) o pessoal fazia essas coisas todas, mas mantinha mais “na moita”, como se dizia então… Os jovens de hj são mto mns discretos e, diria, mns charmosos. Coisa do tempo. Fazer o quê? Dê um desconto pra moça.
162 H.R.P. Mané!Reloaded! // 15/March/2008 às 21:11
Moçada o mundo precisa de paz…..da Memento dando mãos para o Surf no calçadão, passeando e jogando conversa fora……Gente assobiando indo para o serviço….e luz!
A cocaina, doce mistério , é o que o monstro contra /relaciona a paz de espirito que o não consumismo receita……
Vicio, rotina rasteira, novela da globo…..e violencia.
Agora irei dar uma volta pelos quarteirões da vizinhança….sentindo o odor das “damas da noite”…..EEEEEEEE, quer perfume mais suave do que esse?
Quem não conhece a vegetal dama da noite?
Boa noite…..passearei de mãos dadas!
163 Chesterton-Dracul- El Cid, o irado // 15/March/2008 às 21:13
Bitt, resume esse negocio, afinal, fala, fala, e diz o quê?
164 Jåµë§ ßønd // 15/March/2008 &