Nos EUA, o racismo está à mesa e em campanha
Os ventos da campanha norte-americana parecem ter virado de um dia para o outro – e não foi por conta da vitória acachapante (porém esperada) de Barack Obama no Mississippi. A questão do racismo voltou à tona.
A responsável é Geraldine Ferraro, uma democrata histórica, importante, candidata a vice-presidente na chapa encabeçada por Walter Mondale e derrotada, em 1984, por Ronald Reagan. Ferraro, que apóia Clinton, vem batendo na tecla de que Obama só está onde está nas pesquisas porque é negro. Ontem, argumentou na tevê que só estão a chamando de racista porque ela é branca.
A campanha de Obama cobrou da campanha de Clinton que afaste a senhora Ferraro do comitê financeiro, onde ocupa um cargo simbólico. Cobrou que renegasse publicamente os comentários que explicitamente incitam a polarização racial na eleição. Mrs. Ferraro não foi afastada, tampouco a equipe de Clinton renego suas falas.
Por duas vezes nas últimas semanas, cobrou-se de Obama posições equivalentes. Na primeira, durante um debate, Hillary questionou o fato de Obama não rejeitar o apoio do ministro Louis Farrakhan, líder da Nação do Islã, um grupo religioso negro norte-americano de discurso racista. Obama não titubeou e o rejeitou. Na segunda vez, semana passada, após uma de uma de suas principais assessoras chamar Hillary de ‘monstro’, a campanha adversária pediu-lhe a cabeça numa bandeja. Foi devidamente entregue.
Campanhas são cruéis, muitas vezes. Hillary se recusou a tomar posição a respeito dos comentários que vêm sendo caracterizados de racistas. É só do que se fala na imprensa, incluindo tevê, internet e impressos. Não é pouco, dado que também está no cardápio noticioso uma história que envolve sexo, prostitutas e o governador de Nova York – assunto que ouriça meus companheiros de profissão norte-americanos.
Campanhas são cruéis mas também pragmáticas, embora muitas vezes flertem com desvios éticos. A imprensa está convencida de que os comentários de Ferraro são racistas mas isto não quer dizer que o público não concorde com eles. Na Pensilvânia, que o estado mais importante por sobrar, há uma razoável quantidade de negros mas também um histórico de racismo entre brancos. Racismo, ainda que indireto, pode contar pontos.
Ou pode não. Quando Bill Clinton esboçou um comentário racista, veio na seqüência uma vitória violenta de Obama na Carolina do Sul. Lá, os negros votaram em massa para ele. Os brancos, também.
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Marcos, acho que aumenta demasiadamente a demora para abrir os comentários e com o link pode-se ler a hora que quiser, não quero simplesmente não ler ou passar batido. Mas se a reportagem for exclusiva para assinantes, aí sim é válido.
Mantenha seu anti-virus atualizado e um firewal. É bem mais fácil de prevenir nesse caso pois se deixarmos de usar links na internet, perde-se uma versatilidade que considero indispensável.
Caramujo, sou obrigado a discordar de você quanto ao artigo colado # 138, sou contra qualquer colagem de texto, ainda mais longos, já havia lido esta entrevista do Reyes em outro lugar e acredito que só nessa bagunça que se transformou o blog do PD é que é permitido essas colagens.
Valeu, Yuri. O texto transcrito é de acesso restrito a assinante da revista. Apologia? Cabe ao leitor a interpretar conforme sua compreensão.
De minha parte suspeito da “isenção” dos comentaristas sempre dispostos a sacar um ‘por qué no te callas?’ …
Vale lembrar que o autor da frase ( o “rei” da Espanha) se mantém calado e discreto em seu belíssimo puteiro desde que herdou o poder legado pelo generoso Franco… ops, general bondoso… quer dizer… mafioso… deixa prá lá..
Nunca ouvi uma reclamação pelos lucros que seus súditos obtem na ” democracia” cubana… tal e qual qualquer cafetão de copacabana… rei de cabaré agora secundado por um frango bombado marechal de pornochanchada..
OK, pessoal. Mas o Dracul praticamente mandou o rapaz se calar, enquanto ele fala pra karaio!
O Desconfiado aí acima mandou um belo e pertinente cascudo no reizinho de merda, né?
Nao somente em Cuba, ô Desconfiado. E os lucros que os galegos fazem com seus “resorts” no Brasil? E os avioes cheios de galego pederasta (italianos também) que vêm pro Ceará e Brasil afora atrás da chiquitas de 12-13 anos e os chiquitos idem, prum sexo bem baratinho?
Nessas coisas esse reizinho chinfrim nao toca…
Oi Gunnar,
Gosto de Miles Davis, mas o que ele tem a ver com meu nick?
Qualquer um que apóie as Farc tem que calar a boca mesmo, ou ir pra selva colombiana lutar e ver o que é bom.
Ei PD! Esqueceu de atualizar que a Sra. Geraldine Ferraro já foi devidamente defenestrada…
Poxa eu queria dar os parabens ao M42 la em riba .
Acho que minha missão aqui esta terminada.
M42 > Depois desse seu inquerito policial esta definitivamente claro o erro de ser um direitista.
Valew ae companheiro de guerra .
Ah, é que o Miles tem uma música chamada “Mr. Freedom X”, do album On The Corner.
Vi várias referências à liberdade no seu blog, então associei A com B e…
eu acho que a pessoa que falou isso está certa…qual a grande novidade sobre obama além do fato de ser negro?…
ele é novo, ele é bonitinho,… mas fora isso qual é a grande novidade?…
ele não tem apelo ideológico, não que isso signifique alguma coisa lá…, não tem grandes soluções, não tem a resposta aos problemas que eles têm agora…
Andrea: Mas serve pruma penca de americanos. Sao eles os eleitores.
Carlo Magno, moro no posto 6
Ok.
Fomos vizinhos então prezado.
Mas a Help, me parece, fechou ou foi fechada.
Prezado Dino, estamos de acordo na questão de aprofundar as realizações sociais dentro do capitalismo. Quanto ao Iraque, continuo na mesma. Se bem que a empresa capitalista no campo não é a pequena produção camponesa, mas a grande empresa tipo Montsanto etc. E a cooperativa de pequenos produtores é a única forma de permitir o acesso ao mercado por pequenos produtores, é um avanço social no campo brasileiro marcado pelo latifúndio improdutivo.
Tavarich surf, não me referia à empresas, a reforma agrária em si é a pá de cal nas relações feudais no campo, sendo uma medida capitalista de contenção dos problemas sociais e econômicos no campo, se os pequenos proprietários irão ou não se unir em cooperativas, isso não é regra obrigatória para sua realização e desenvolvimento. Empresas multinacionais do tipo da Monsanto e outras do agribusiness, na verdade nem as considero dentro de um cenário social-economico agrário. Devido as suas características produtivas e trabalhistas, são mais uma extensão do capitalismo urbano no campo.
Dino, me referia a um debate teórico sobre o capitalismo agrário, que evitei de entrar em mais detalhes. Kaustky, Chayanov etc. Mas estás certo, afora o tal de feudal, que a rigor nunca existiu no Brasil e até rimou. Nunca existiu relações de servidão feudal no Brasil. E lá vamos para outro debate acadêmico…
Mostrem onde essa refrorma agrária “não capitalista agronegócio” deu certo.
O agronegócio tem sido responsável por muitos dos bons números da economia em décadas e nunca teve a ajuda do governo, como tem os Bancos mas, contuinuam sendo um fator importante de desenvolvimento e geração de divisas.
Ah sim, me desculpem. Lula chamou os usineiros de cana de heróis nénão ?!?!.
Luditismo pouco é bobagem ….
A discussao aqui, do 163 pra baixo, está muito elevada. Fiquei impressionado. Mas acho, humildemente, que o AM está certo. O agronegócio pode ser predatório, e muitos o sao, mas geram divisas. Se a grana que entra nao fosse malandramente e devidamente roubada pelos senhores que nos desgovernam - todos! - desde Dom Joao VI - até que o nosso Brasiuzim está bem melhor e talvez essa corja nem precisasse de cartoes corporativos (ou licença oficial pra roubar), né nao?
Sim, os “usineiros heróis” deviam uma grana preta, nao ao govêrno do bicho, mas ao povao brasileiro pagador de impostos, né? E foram perdoados pelo assalto. Dívida zero!
E quem rouba um pote de margarina e um xampuzinho de merda pode levar anos de prisao…