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Dom João VI chega à nova capital

March 7th, 2008 · · 114 Comentários

No dia 7 de março de 1808, naus portuguesas e inglesas romperam a barra da baía da Guanabara trazendo a bordo dona Maria a louca, rainha de Portugal, seu filho regente dom João, seus netos meninos Pedro e Miguel, além de uma corte vasta.

De uma hora para a outra, o Rio de Janeiro virou capital de um Império que se estendia por todo o mundo.

Não é meu hábito recomendar a leitura do jornal no qual trabalho, ainda mais quando estou envolvido. Mas na edição de hoje do Estado de São Paulo sai um caderno celebrando estes 200 anos. Ele não está apenas bonito. Está também sólido – me deu prazer de ler nestes últimos dias profundamente atribulados. Da descrição de como foi a viagem a artigos com uma biografia pelos olhos portugueses e outra pelos brasileiros de dom João. A culinária brasileira que nasceu deste encontro entre colônia e reino, um ensaio sobre o amadurecimento de Debret, o francês que veio com a corte, como artista na estada brasileira, o retrato do Brasil miúdo que os europeus encontram. Principalmente as deliciosas histórias dos descendentes daqueles que vieram dar nestas paragens. Essa gente vai do suburbano ao diplomata, todos tipicamente brasileiros. É leitura para guardar para o fim de semana e ser estendida nos vários livros que estão para vir.

Já que é coisa nossa, às vezes não damos atenção para aquele momento do surrealismo histórico. Mas jamais houve de um império europeu mudar sua capital para a colônia cá neste novo mundo. O hesitante dom João, que mal controlava a mulher, foi – de coxa de galinha em punho – o mais genial dos estrategistas acidentais.

(E nada contra as coxas de galinha, são meu salgado favorito. Na Padaria Ipanema servem uma – chamam-na beija mel – que é minha favorita; já me disseram que, aqui em São Paulo, a do Frangó é imbatível. Por ver.)

O Império Espanhol não conseguiu manter sua colônia intacta. Espatifou-se no período napoleônico e imediatamente depois em várias repúblicas que até hoje mal se ajeitam. No Brasil, dom João VI fez muito mais do que manter a unidade nacional. Como a independência era inevitável, fez de seu filho imperador numa incrível monarquia americana. O tamanho do impacto causado por aquela visita começada hoje faz dois séculos é impossível de medir.

Histórico é um adjetivo abusado. Mas neste dia há exatos dois séculos o Brasil que somos hoje foi decidido.

Atualização – Já está na web, no site do Estadão. O artigos que aparecem na versão impressa estão na aba ‘Análise’.

Tags: Brasil · História

114 Comentários até agora ↓




  • 1 Matheus Vinhal // 7/March/2008 às 0:19

    Realmente, o traslado é histórico. Por exemplo, o impacto produzido no ego dos cariocas é algo impossível de ser medido.

    Além disso, cria uma boa situação para se dizer “nunca na história deste mundo…”.

    Ou seja, tá valendo!

  • 2 PH // 7/March/2008 às 0:54

    “o mais genial dos estrategistas acidentais.”

    era pra ser “acidentais” mesmo? (hehe) se for eu concordo, se for “ocidentais” eu discordo absurdamente.

    Abraço.

  • 3 RW in Bogota (so ate amanha) // 7/March/2008 às 1:13

    E gracas a Napoleao somos o que somos hoje…

  • 4 Guilherme // 7/March/2008 às 2:20

    É…se não fosse Napoleão, certamente seríamos menos. Muito menos. E apesar de porcalhão, inseguro e pressionado pelos ingleses, O Único Homem Que conseguiu Enganar Napoleão não se saiu tão mal assim: Abriu os portos (prá Inglaterra,claro), criou Escolas, fundou um banco, criou o Jardim Botânico, manteve a unidade do Império e trouxe para o Brasil uma dinâmica com a qual a colônia nem sonhava. E ainda foi, se não me engano, o único dos reis europeus que conseguiu manter a coroa após a derrota de Bonaparte.

    Sua vinda para o Brasil foi uma boa coisa.

  • 5 Travis Bickle // 7/March/2008 às 2:37

    Dom João foi o maior covarde da Europa, o único rei que abandonou seu povo ante uma invasão. Tal covardia já foi citada até como exemplo negativo por Churchill O que seria o Brasil sem a família real? Grande não seria, seria um retalhão de vários países, sem dúvida. Talvez o norte fosse desmembrado entre a Colômbia e Venezuela. O sul certamente seria Argentino. O resto, acho seria um mix de Guiana e Suriname. Ou seja, uma coisa pior do que é hoje, uma sub-África.

    Se o Brasil é o que é hoje, é uma das curvas que a História, caprichosa que só ela, faz. É irrelevante, como um meteoro que se choca com o planeta: Inevitáveis mudanças acontecem.

    Enquanto isso, bem que a Espanha merecia uma bela reciprocidade, não?

  • 6 anrafel // 7/March/2008 às 3:47

    Está tendo, Travis. A PF impediu a entrada pelo Aeroporto de Salvador de nove espanhóis. Segundo ela, a polícia, não se trata de retaliação.

  • 7 confetti // 7/March/2008 às 4:12

    pd vc é um barato ! ))

  • 8 anrafel // 7/March/2008 às 4:24

    Têm algo de enigmático os nossos patrícios. Tendo feito parte da Espanha, ressurgiu com autonomia e território. Depois do período napoleônico, poderia ter passado de protetorado britânico a um troço qualquer da rainha. Ora, pois, pois, manteve o território e as veleidades imperiais, que só acabaram de todo na década de 70.

    Pois é, foram esses os nossos descobridores e colonizadores (espoliadores? usurpadores?). Poderia ser pior, já que fomos assediados por França e Holanda. Miremo-nos nos exemplos das guianas e da Indonésia.

  • 9 Cristiano // 7/March/2008 às 4:56

    Na Padaria Ipanema não sei, mas na Confeitaria de Ipanema (Ipa, Joana Angélica, Rio) tinha uma puta de uma coxinha com catupiry que costumava saborear com um suco de goiaba, no café da manhã mesmo! Mas fiquei puto da vida quando substituiram o catupiry por um requeijão ordinário, na sacanagem, sem avisar, mantendo o “catupiry” no nome. Nunca mais!

  • 10 Cristiano // 7/March/2008 às 5:01

    Tem um videozinho comovente do filho da Ingrid Betancourt que traduzí no meu blog. Novo apelo. Parece ter certeza que ela está muito mal.
    Curioso como se refere ao conflito, enfim..

  • 11 josef mario // 7/March/2008 às 5:50

    Companheiros de esquerda, maoístas e bolivarianos
    Eu, josef mario, devo dizer que o companheiro pedê, pela quantidade de livros que tem em sua cabeceira, deve utilizar o método carla rodriguiniano de leitura. Ou seja, devora de forma insaciável todas e somente as orelhas dos livros indicados. Obviamente estas orelhas não vem à seco - vem acompanhadas de um jabazinho esperto porque ninguém é de ferro.
    Eu, josef mario, ao contrário, só indico neste generoso espaço deste prestigioso e consagrado blog do companheiro pedê, os livros que realmente li, entendi e gostei e, posso garantir, não ganho qualquer mixaria para isto. Este é o caso do livro do companheiro e amigo ruy castro - “era no tempo do rei - um romance da chegada da corte” que, modéstia à parte, é sensacional.
    Muito obrigado

  • 12 aiaiai // 7/March/2008 às 5:58

    Muito boa a lembrança do dia histórico. Quando aprendi sobre isso na escola, tudo pareceu tão bacana…era tempo de ditadura e a história do brasil era sempre linda. Ninguém falava em covardia do imperador, muito menos na sua esperteza de deixar o filho para manter a colonia presa de alguma forma.
    O pior da censura é que acaba por censurar o raciocínio. Tive que lutar muito no colegial e na faculdade para conseguir preencher as lacunas de uma educação censurada nos primeiros anos. Sou de 63, portanto comecei o primário - era assim que se chamava - em 1970. Tudo o que a gente podia ter era orgulho do nosso grande Brasil. Mas esse orgulho não podia ser baseado na verdade, era apenas um dogma.
    bom, me estendi muito…
    vou trabalhar
    Mais uma coisinha, adorei a atitude da PF (nunca achei que fosse escrever isso um dia), já que o celso amorim tá muito enrolado com a américa latina, a PF deu um jeito de mandar um recado. Vai dar M…, mas já é algum começo de ação.

  • 13 aiaiai // 7/March/2008 às 5:59

    Muito boa a lembrança do dia histórico.

    Quando aprendi sobre isso na escola, tudo pareceu tão bacana…era tempo de ditadura e a história do brasil era sempre linda. Ninguém falava em covardia do imperador, muito menos na sua esperteza de deixar o filho para manter a colonia presa de alguma forma.
    O pior da censura é que acaba por censurar o raciocínio. Tive que lutar muito no colegial e na faculdade para conseguir preencher as lacunas de uma educação censurada nos primeiros anos. Sou de 63, portanto comecei o primário - era assim que se chamava - em 1970. Tudo o que a gente podia ter era orgulho do nosso grande Brasil. Mas esse orgulho não podia ser baseado na verdade, era apenas um dogma.
    bom, me estendi muito…
    vou trabalhar
    Mais uma coisinha, adorei a atitude da PF (nunca achei que fosse escrever isso um dia). Já que o celso amorim tá muito enrolado com a américa latina, a PF deu um jeito de mandar um recado. Vai dar M…, mas já é algum começo de ação.

  • 14 confetti // 7/March/2008 às 6:03

    anrafa, vc acha que angola, mozambique, timor, guinée, etc tiveram “mais sorte” que as ex-colonias francesas ( sem detalhar nomes) ? é so uma pergunta isenta de ironia…

    associo colonizaçao com escravidao, destruiçao de cultura e especificidades etnicas, espoliaçao, usurpaçao, como vc bem disse !
    associo tbm com globalizaçao…

    se o brasil nao tivesse sido colonizado nao teriamos entao padarias nem coxinhas de galinha ?? ))

  • 15 confetti // 7/March/2008 às 6:30

    por outro lado, as colonisaçoes grega, romana e fenicia iniciaram a civilisaçao….
    nao tenho formaçao academica suficiente para comparar aspectos historicos da colonisaçao “moderna” com os metodos da antiguidade…mas alguns residentes do vicio tem…ja estou na primeira fila esperando e avida pra aprender com eles !! ))

  • 16 abstrato // 7/March/2008 às 7:03

    o que eh ” impativel”?

  • 17 josef mario // 7/March/2008 às 7:06

    Companheira confetti
    Eu, josef mario, devo dizer que, na ausência do companheiro ed lascar, o mais conceituado mestre neste vício que a companheira quer se iniciar é o companheiro chesterton dra-o-cul, como o proprio nome já bem o indica.
    Muito obrigado

  • 18 confetti // 7/March/2008 às 7:07

    salut jm…nao vai comentar d.joao ?

  • 19 Sidney Mirandão // 7/March/2008 às 7:13

    Cristiano (9),

    você tocou num problema crucial (ainda que marginal no post do PD): Requeijão não é Catupiry!

    Recomendo a faixa homônima, do disco “O ano em que faremos contrato”, da ex-banda The Jingles, de Belo Horizonte.

  • 20 josef mario // 7/March/2008 às 7:14

    Companheiro abstrato
    Eu, josef mario, devo dizer que impativel é o mesmo que impactante, incompatível, impassível ou pode se referir a empate, conforme o sentido em que é empregado no texto. De qualquer forma, sugiro que o companheiro, enquanto o mais cretino, consulte a companheira carla rodrigues que, enquanto doutoranda em filosofia na puc, é cretina o suficiente para esclarecer a dúvida do companheiro.
    Muito obrigado

  • 21 Daniel Soares // 7/March/2008 às 7:50

    Anrafael 8 - Durante a União Ibérica (1580-1640) Portugal não foi propriamente parte do território espanhol. Concordou-se que o rei de Espanha, Filipe II, assumisse também o trono português, portanto, os dois países tinha o mesmo rei. Entretanto, os dois Estados permaneceram relativamente autônomo, e a burocracia portuguesa nunca deixou de controlar diretamente suas colônias. O que aconteu é que Portugal acabou foi se beneficiando da União Ibérica em termos de extensão de terras coloniais. A Amazônia e o Pantanal, ou “Nueva Andaluzia”, estavam a oeste da linha de Tordesilhas. Com a área esnobada pelo Império Espanhol, ocupado em explorar prata e ouro nos Andes e no México, os portugueses foram realizando suas entradas e bandeiras no centro-oeste e fundando cidades e fortificações nas margens da bacia amazônica. A falta de interesse espanhol na região e o fato de estarem sob o mesmo rei facilitava as coisas. Mas tanta era a falta de interesse da Espanha na área que a jurisdição portuguesa só foi plenamente reconhecida no Tratado de Madri, em 1750, 110 anos depois dos portugueses terem reconquistado seu trono na marra, com D. João IV, em 1640.

  • 22 Spesso // 7/March/2008 às 7:54

    impatível => imbatível?

  • 23 josef mario // 7/March/2008 às 7:59

    Companheira confetti
    Eu, josef mario, devo dizer que não irei comentar sobre o companheiro d. joão, porque este assunto já está me enchendo os bagos. Todavia, gostaria de registrar, aproveitando o generoso espaço deste consagrado e prestigioso blog do companheiro pedê, o recebimento em meu apê aqui da rua greneta, de um dvd sobre o assunto, enviado gentilmente pelo meu companheiro e amigo gilberto gil. Este dvd cujo título é “passo a passo no paço - uma estória do brasil imperial” traz uma peça infantil com texto da companheira maria clara machado e direção geral do companheiro cacá mourthé, totalmente encenada no paço imperial (praça XV) e, realmente, é sensacional. Eu, josef mario, após assisti-lo, aprendi, por exemplo, que o companheiro príncipe d. pedro era cleptomaníaco, o que para mim, josef mario, foi uma grande surpresa. O que eu, josef mario, já estava cansado de saber era a característica viadística em comum que une grupos tão heterogêneos como estes companheiros atores de peças infantis, os companheiros diplomatas do itamarati, os companheiros frequentadores do “le boy” e partidários do companheiro gabeira.
    Muito obrigado

  • 24 confetti // 7/March/2008 às 8:29

    jm, tbm recebi.. ainda nao olhei…
    mas estava em salvador janeiro passado e participei da festa da chegada da corte na bahia…de cima de uma caravela, nao de um trio eletrico ! ))

  • 25 Maria // 7/March/2008 às 8:59

    É uma pena que os militares golpistas tenham acabado com a monarquia brasileira.

    Ao menos hoje seríamos um império exótico e não essa república bananeira. Teríamos príncipes e princesas e não esses presidentes republicanos, mequetrefes, sem classe nenhuma!

    Viva D. João VI.

  • 26 Darwinista // 7/March/2008 às 9:03

    Apoiado Maria!

    Inclusive poderíamos ser uma monarquia nos moldes britânicos: elegante, discreta, parlamentarista e, o mais importante, atômica!

  • 27 confetti // 7/March/2008 às 9:19

    http://www.youtube.com/watch?v=idZq7iIxmcM

  • 28 confetti // 7/March/2008 às 9:20

    ah esse video resume a viagem…a voz é chatinha, mas é interessante

    http://www.youtube.com/watch?v=lhgAY9wos2w&feature=related

  • 29 Mr X // 7/March/2008 às 9:20

    Talvez a Maria tenha razão… Mas enfim, temos o Rei Momo ainda.

  • 30 Mr X // 7/March/2008 às 9:21

    bonjour confetti
    je vais aller là bas
    où? a paris, bien sur
    voir le louvre
    et les belles femmes mignones

  • 31 confetti // 7/March/2008 às 9:24

    :-))

  • 32 fat james // 7/March/2008 às 9:25

    Legal PD, vou aguardar o link pra conferir. Espero que não demore.

  • 33 Ricardo Cabral // 7/March/2008 às 9:45

    Companheiro Josef Mario (# 23), uma pequena porém importante retificação. Cacá Mourthé é sobrinhA da prestigiosa companheira Maria Clara Machado, e até ontem não tinha agendado (nem tampouco tinha planos de) nenhuma cirurgia de mudança de sexo.
    Muito obrigado

  • 34 Antonius // 7/March/2008 às 9:57

    A fuga de D João teve precedentes, conforme podemos ler em artigo de Laura de Mello e Souza:
    http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u378088.shtml

  • 35 Zé Bush // 7/March/2008 às 11:06

    well…D. João foi chamado até de covarde por abandonar o país e o povo. Mas seria covardia manter-se vivo para retornar a poder posteriormente? Foi uma jogada de mestre e enganou Napoleão diretinho. E foi com ele que a colônia tomou ares de metrópole e deu início ao processo de independencia. Manteve o Brasil coeso, tomou quase toda a Amazônia da Espanha (esqueceram?), tomou a Cisplatina (que depois virou Uruguai) e abriu o comércio e o mercado para o resto mundo. Depois voltou para Portugal lépido e fagueiro para reassumir o trono. Tá vendo só como o “covarde” era sabido?

  • 36 Elias // 7/March/2008 às 11:48

    Foi a partir daí que os cariocas aprenderam a usar os talheres.

    Além do mais, a carolice portuguesa começou a aceitar a liberdade religiosa, com a autorização para que os ingleses realizassem seus cultos neste pedaço de mundo.

    De quebra, deu-se início à comercialização de títulos universitários que, até hoje, sustenta muita FGV pela vida afora (e adentro dos bolsos de quem paga por esse tipo de coisa).

    E haja título da dívida pública pra sustentar os 15 mil parasitas que D. João trouxe de contrapeso…

    Enfim, há exatos 200 anos iniciava-se a desenhar a cara que o Brasil tem hoje.

  • 37 anrafel // 7/March/2008 às 11:58

    Confetti,
    Sem querer entrar tanto no mérito da questão, foi uma piada meio batida sobre aquele papo de que nos sairíamos melhor sob a colonização de Holanda ou França. Não zanga, não.

    Daniel Soares,
    Muito obrigado, cara.

    Mas essa aqui vocês hão de concordar que trata-se de uma tremenda duma batatada: “Eusébio declara que Pelé não foi o melhor do mundo, muito menos o segundo melhor” . E os dois pareciam amigos, hein.

  • 38 Darwinista // 7/March/2008 às 11:59

    Hahahahahahaha… E o Eusébio acha que o melhor foi quem, o Figo?

    Piada do dia…

  • 39 confetti // 7/March/2008 às 12:03

    viva a renascença italiana e seus talheres né elias !

  • 40 confetti // 7/March/2008 às 12:04

    ja acordado anrafa ?? eu nao falei que “estariamos melhor” com a colonizaçao francesa ou holandesa… eu perguntei… so….)))

  • 41 confetti // 7/March/2008 às 12:05

    o eusébio, depois que paga com euros ta se achando….kkk

  • 42 não interssa // 7/March/2008 às 12:06

    Li certa vez que o contingente francês enviado por Napoleão para “anexar” Portugal era desprezível. E que se D. João VI e suas cortes não fossem tão prudentes (para não dizer outra coisa), poderiam ter resistido pelo menos por algum tempo…
    Quanto ao exótico de um rei europeu em terras brasilis nem é de estranhar, coisas fantásticas acontecem por aqui. Vide a nossa querida preguiça, animal símbolo desta nação.

  • 43 anrafel // 7/March/2008 às 12:09

    Uso de talheres, liberdade religiosa (se incluir a de não ter nenhuma fica melhor ainda), abertura do comércio (primeiro para a Inglaterra, depois para o resto), coesão territorial, Amazônia conosco, provavelmente a iniciação no uso do azeite extra-virgem, quanto benefício!

    Viva Napoleão!

  • 44 Elias // 7/March/2008 às 12:22

    Anrafel e Darwinista,

    O que Eusébio realmente quis dizer foi o seguinte:

    “O melhor jogador de futebol do mundo não foi o Pelé, mas um outro cara, com o mesmo nome.”

  • 45 JW // 7/March/2008 às 12:28

    Só um comentário.

    Morei em SP uns tempos e, como conheço a iguaria, posso afirmar: a coxinha do Frangó não é nada demais.

    Mas o boteco é legal, tem várias cervas gringas excelentes.

  • 46 anrafel // 7/March/2008 às 12:40

    Pode-se chamar de covardia, mas D. João responderia dizendo que não quis derramar o sangue do povo português.

    Portugal achava-se imprensado entre Inglaterra e França. Aceitava as “sugestões” do primeiro ou partia para uma luta desigual contra o segundo.

    E em estratégia militar existe um troço chamado retirada.

    Mas essa parte da história vem depois. Acho que o objetivo do post é discutir os benficios, malefícios e influências do ponto de vista brasileiro. Até aqui o saldo parece ser positivo.

  • 47 Calango // 7/March/2008 às 12:48

    Companheiro Josef Mario,

    Eu, Calango Jumentvitch Bodev Jegue Bauer, devo dizer que, após rir muito com os seus últimos comentários neste e no post antes deste, chego à óbvia conclusão: o companheiro é um fanfarrão.

    Muito obrigado.

  • 48 Chesterton // 7/March/2008 às 12:49

    Viva Dom João Sexto!Viva Dom João Sexto!Viva Dom João Sexto!Viva Dom João Sexto!Viva Dom João Sexto!Viva Dom João Sexto!Viva Dom João Sexto!Viva Dom João Sexto!Viva Dom João Sexto!Viva Dom João Sexto!Viva Dom João Sexto!Viva Dom João Sexto!Viva Dom João Sexto!

  • 49 Chesterton // 7/March/2008 às 12:50

    Mas Imaginem o poder geopolitico de um Imperio Sudatlantico Luso-afro-brasileiro….

  • 50 josef mario // 7/March/2008 às 13:04

    Companheiro ricardo cabral
    Eu, josef mario, devo dizer que não conheci, pessoalmente, a companheira maria clara machado e, muito menos, esta companheira cacá mourthé. A citação que fiz a seus nomes deveu-se a uma questão de justiça e ao cavalheirismo que sempre me caracterizou. De qualquer forma agradeço o seu importante esclarecimento e agora poderei dormir tranquilo, com o reparo da injustiça por mim, involuntariamente, cometida.
    Muito obrigado

  • 51 Darwinista // 7/March/2008 às 13:06

    Elias,

    Aí sim, assino embaixo do que Eusébio disse.

    Mas ainda fico com a versão Juca Kfouri: Pelé foi um gênio, mas o Edson é uma triste figura…

  • 52 josef mario // 7/March/2008 às 13:20

    Companheiro elias
    Eu, josef mario, devo dizer que o companheiro romário ao se referir ao companheiro pelé classificou-o como um grande poeta, quando de boca fechada.
    Muito obrigado

  • 53 Guilherme // 7/March/2008 às 13:29

    Antonius : Gostei da matéria indicada. Achar que fugas de governantes começaram com D. João, é desconhecer a História. Há milênios que isso acontece quando a coisa aperta pro lado deles.

    Não Interssa : Só quando as tropas de Junot chegaram a Lisboa, toda estropiada, é que os que lá estavam perceberam que eles seriam facilmente derrotados. Mas aí já era tarde. Além disso, naquela época, Napoleão metia medo mesmo - uma pequena ameaça que ele fizesse, já fazia a maioria borrar as calças.

  • 54 7 de março de 2008 « Maricotinha’s Weblog // 7/March/2008 às 13:35

    […] no Rio de Janeiro, transferindo a capital do vasto reino de Portugal para o Brasil. Como disse o Pedro Dória, esta data definiu o que o Brasil é hoje. Bem ou mal, se o rei nao tivesse fugido pra lá, […]

  • 55 não interssa // 7/March/2008 às 13:52

    Guilherme :
    Obrigado pelo esclarecimento.
    Estava aqui justamente pesquisando um pouco mais sobre o assunto e realmente, entre sua chegada e partida, D. João estabeleceu as bases para que nos tornassemos um país. Devemos mesmo valorizá-lo um pouco mais.

  • 56 Daniel Soares // 7/March/2008 às 14:03

    Zé Bush -35 Como eu disse lá em cima, a Amazônia ser transferida da Espanha pra Portugual não cai na conta do D. João VI, foi um lento processo de ocupação possibilitado pela falta de interesse espanhol na região na época e facilitado pela União Ibérica (1580-1640) e sacramentado com o Tratado de Madrid (1750), assinado por D. João V, bisavô de D.João VI. O tratado garantiu, além da Amazônia, o Pantanal, o Rio Grande do Sul e o interior de Santa Catarina.

  • 57 Marcos Araújo // 7/March/2008 às 14:12

    OK, Chest (no 48). Tá bom, rapaz, calma. Já sabemos que você é português, OK? Também gosto de português, mas sobretudo das belas portuguesas. Aquelas de bigodinho sao uma delícia, muito fogosas na cama…

  • 58 Guilherme // 7/March/2008 às 14:24

    Marcos Araújo : Soube que nestes tempos de globalização, bigode feminino está completamente fora de moda em Portugal.

  • 59 Ricardo Alexandre da Silva // 7/March/2008 às 14:27

    Caríssimos(as):

    Sempre percebi na vinda da Corte para o Brasil uma manobra inteligentíssima. Igualmente habilidoso se mostrou D. João VI ao retornar a Portugal, deixando D. Pedro I como sucessor. Sendo assim, soa muito curioso o fato de D. João VI continuar retratado como somente um glutão devorador de cochinhas de frango. Culpa da Carla Camuratti?!?

    Esse post do PD, apesar de indicar as preferências culinárias de D. João VI, ajuda a entender a complexidade envolvida na chegada da Corte ao Brasil.

    Cordialmente,

    RAdS.

  • 60 Daniel Soares // 7/March/2008 às 14:40

    Nem no filme da Camurati ele é completamente idiota. Ele é glutão, peidão e fedorento (e convenhamos que qualquer monarca europeu da virada do século XIX que viesse viver aqui nos trópicos seria fedorento), mas de bobo só tinha a cara. Dá todas as voltas possíveis em cima da Carlota Joaquina, que se achava muito esperta. Embora haja historiadores que digam que a relação deles era muito mais harmoniosa do que se convencionou, e que o ódio mútuo é um mito baseado nas intrigas que a corte e os ingleses se encarregavam de espalhar, visando afastar o casal real, já que nem as cortes nem os ingleses viam com bons olhos a Espanha, e enxergavam D. Carlota como representante de interesses espanhóis (o que ela efetivamente era, nenhum demérito nisso. Casamentos eram negócios).

  • 61 Elias // 7/March/2008 às 15:05

    Quando Carlota veio pro Brasil, os interesses espenhóis tinham virado farelo.

    O pai dela havia sido derrubado por Napoleão, que colocará seu irmão, José, no trono espanhol. O rei da Espanha e seu herdeiro tornaram-se, digamos, “hóspedes compulsórios” de Napoleão, na França.

    As colônias espanholas na América do Sul (Vice-reinados de Nova Granada, Lima e Buenos Aires), recusaram-se a jurar obediência ao preposto de Napoleão. Foi aí que esses vice-reinos começaram a se separar da Espanha.

    Chegando ao Brasil, Carlota enviou emissários aos vice-reinos, reivindicando “direitos dinásticos” sobre eles, já que, da família real espanhola, ela era a única em liberdade.

    Os vice-reinos mandaram Carlota pastar, porque viam nela uma ponta de lança dos intereses portugueses (bom lembrar que, ainda em represália a Napoleão, D. João já invadira o Uruguai e o anexara ao Brasil, como “Província Cisplatina”).

    Para o pessoal cá de baixo, portanto, Carlota representava muito mais interesses portugueses — leia-se: dela mesma — que espanhóis.

  • 62 Ricardo Alexandre da Silva // 7/March/2008 às 15:31

    Pedro Doria:

    Acabei de folhear o especial. Ficou muito bom mesmo!!!
    Parabéns pela parte que te toca. Estadão, sempre à frente!

    Cordialmente,

    RAdS.

  • 63 Daniel Soares // 7/March/2008 às 15:36

    Elias - Eu não sei quem está certo. Não pesquisei a fundo. Disse que existem historiadores que defendem essa tese. O fato de D.João (influenciado ou não por seus conselheiros e pelos ingleses) ter negado a expedição de Carlota a Buenos Aires pode tanto demonstrar falta de interesse português pela causa como senso de realidade política de saber que Portugal não tinha dinheiro pra bancar essa aventura.

  • 64 fat james // 7/March/2008 às 16:09

    Realmente, muito bem feito o material. Valeu a dica, PD.

  • 65 Nhé! // 7/March/2008 às 16:27

    PD muito legal o especial!
    Valeu!

  • 66 Zé Bush // 7/March/2008 às 16:30

    well, Mr. Daniel Soares…bem lembrado. Embora D. João tenha invadido e anexado a Cisplatina , também “avançou” um pouco na Amazonia, pois até a Guiana Francesa foi invadida e anexada sob o pretexto de “indenização”, vejam só que maroto…

    Carlota Joaquina tinha pretensões nas colônias espanholas á deriva. Talvez D. João não quisesse mesmo confusão com a mulher, pois além de criar problemas com a Espanha,parece que andava meio liso para financiar grandes invasões e guerras.

  • 67 Elias // 7/March/2008 às 17:00

    Daniel,

    Minha leitura é de que D. João toparia qualquer negócio, desde que não implicasse um esforço militar muito grande, até porque, como você bem observou, ele não tinha cacife pra isso.

    Problemas com a Espanha ele já criara com a anexação da Província Cisplatina. Só que, a essa altura, a Espanha é que não tinha como fazer nada. Tava no bagaço.

    Veja que a invasão francesa em Portugal durou pouco. Junot foi fustigado por ingleses e portugueses, negociou a saída e caiu fora.

    Pouco tempo depois, Napoleão também cairia. A monarquia espanhola foi restaurada, teve um curtíssimo período constitucionalista e, a seguir, caiu no velho absolutismo de sempre.

    Isso apenas precipitou a independência dos vice-reinados sul-americanos. Esgotada, a Espanha praticamente nada fez para manter suas colônias. E, seguramente, não moveu uma palha pra reaver a Província Cisplatina (que se separararia do Brasil pelas armas).

    Bem feitas as contas, a independência dos vice-reinados espanhóis foi quase que uma guerra civil dentro desses vice-reinados.

    Como a independência do Brasil, mais tarde, seria muito mais uma guerra civil portuguesa.

  • 68 Daniel Soares // 7/March/2008 às 17:28

    É, Elias, da Guiana Francesa eu não sabia.

  • 69 Chesterton // 7/March/2008 às 17:40

    Se D João não tivesse aparecido por aqui, o Rio de Janeiro seria uma cidade parecida com Rio Grande, no RS.

  • 70 Elias // 7/March/2008 às 18:20

    É por aí, Chester.

    Por outro lado, dá nas holandas vincular a imagem de D. João a um sopro modernizante. Politicamente esperto, matreiro, sabe-se que ele era. E podemos parar por aí.

    Vale a pena levar em consideração o olhar de gente como o brasilianista Kenneth Maxwell.

    Ele chama a atenção para o fato de que, nos anos 1820, o que ocorreu não foi bem a independência do Brasil em relação a Portugal, mas o inverso.

    A monarquia estava aqui e, se dependesse dela, aqui ficaria. Portugal é que não quis ser governado a partir do Brasil. Nisso, entre outras coisas, consistiu a “Revolução do Porto”.

    Maxwell lembra que a continuidade estava aqui e a descontinuidade lá no Porto. A monarquia absolutista estava aqui e a revolução liberal lá no Porto.

    Em suma: o arcaísmo estava aqui e a modernidade lá.

    Pena que a Alba não esteja mais comentando. Ela sabe coisas interessantísimas sobre o assunto.

  • 71 confetti // 7/March/2008 às 18:26

    albin, nao nos prive desse prazer….)

  • 72 anrafel // 7/March/2008 às 18:29

    O período da Família Real no Brasil coincide com o de boa parte das lutas de Simón Bolívar.

    Sendo assim e antes de fazer uma pesquisa, mesmo wikipediana sobre o assunto, faço algumas colocações:

    Se a Espanha estava na requenguela, por que diabos Bolívar e seus companheiros tiveram tantas dificuldades?

    Onde entra o Brasil, agora como sede do Império português, na história e na História?

    E o chove-não-molha da Inglaterra?

    O que ocorrer.

    Peço a ajuda dos amigos comentaristas porque vou jantar.

  • 73 Obama // 7/March/2008 às 18:58

    Parabéns pelo caderno especial de hoje. Excelente!!!!

  • 74 Harun al-Rachid // 7/March/2008 às 19:45

    Bolivar, San Martin, Sucre, O’Higgins lutavam pelo espólio deixado pelos espanhóis. Bolivar queria tudo mas a repartição foi inevitável.

    Cada caudilho pegou a sua parte.

  • 75 Harun al-Rachid // 7/March/2008 às 19:56

    Napoleão, destronou o rei, Fernando VII da Espanha, substituindo-o por José Bonaparte, seu irmão. As colônias espanholas da América, rejeitaram o rei francês, propiciando o surgimento dos Libertadores da América.

    D. João, sob o pretexto de apoiar Fernando VII, irmão de D. Carlota Joaquina, arquitetou a conquista do Uruguai. A anexação do Uruguai seria o início de um novo Império Espanhol nas terras americanas, recuperando o vice-reino do Prata para D. Carlota. Com o tempo, através de casamentos entre membros da nobreza espanhola e portuguesa, tornar-se-ia um Império continental, sem paralelos na história.

    Em 31 de julho de 1821, a Banda Oriental ao foi incorporada ao Reino Unido de Portugal e Algarves com o nome de Província Cisplatina. O projeto não avançou mas impediu a independência republicana de Artigas, salvou o regime monárquico no Uruguai e adiou a emancipação para 1828.

  • 76 confetti // 7/March/2008 às 20:02

    poxa harun, viajei aqui na provincia cisplatina….

  • 77 Harun al-Rachid // 7/March/2008 às 20:12

    Olá Confetti

    Viajou? Esteve passeando em Punta Del Este?

  • 78 confetti // 7/March/2008 às 20:14

    hahaha, nao harun….sheherazade te ensinou contar historia direitinho….

  • 79 Harun al-Rachid // 7/March/2008 às 20:23

    Olá Confetti

    Foi ela quem ditou tudo para mim. Eu só tive o trabalho de escrever.

  • 80 confetti // 7/March/2008 às 20:34

    so li agora o caderno do estadao, nem vi que pd ja tinha linkado…que barato !! muito bem feito e editado…viajei pd ! obrgd

  • 81 confetti // 7/March/2008 às 20:39

    no dossier a cidade, a “vista panoramica” do rio é a maior bossa nova ! pd, queria ver os creditos, quem editou e tal….bravo

  • 82 HRP Mané Reloaded // 7/March/2008 às 21:47

    Que horas são na França?
    Confetti em ATIVIDADE!

  • 83 Alba // 8/March/2008 às 0:31

    Elias,

    Obrigada pela menção. Estive desaparecida porque o dia foi duro, incluindo uma conversa muuuuito bizarra com um cara que diz ter trabalhado com meu pai no BB ( e, inclusive, afirmou que meu pai o adorava). Verdade que é um pouco mais jovem.

    Bão, desculpe o off-topic, PD, mas fiquei atônita quando o cara confessou que tinha sido agente do DOI-CODI, durante a ditadura, alegando ter sido recrutado quando servia o exército, ainda em 1963.

    Aí, segundo ele, atrasaram a sua baixa e ele foi ficando. Depois, foi designado pra nada menos que a OBAN - participou daquela tentativa meio frustrada de guerrilha no Vale do Ribeira, tendo uma cicatriz na perna por um tiro tomado lá. Participou da morte de Marighella, sendo que sua namorada, também policial, morreu na ação.

    Ao mesmo tempo, foi admitido no BB como servente, inicialmente, depois prestou concurso e passou e como agente duplo, cuidava da segurança no banco e ainda, entregou um cara da CACEX, seu amigo pessoal, companheiro de peladas e chopes, ao DOI. O cara simplesmente perdeu todos os dentes na tortura. Saiu um molambo.

    O curioso é que conta essas coisas dizendo que depois sentiu um conflito moral, principalmente por conta desse último episódio, e decidiu rever sua posição. Pareceu-me curiosa a data - 1983 - de desligamento do DOI, quando a ditadura já estertorava.

    A amiga que me apresentou acredita nessa conversão, mas eu fiquei muito, mas muito mesmo, desconfiada.

    E mais, ele é o atual presidente de um dos partidos de esquerda daqui.

    Báidêuei, telefonei pro meu velho e honrado pai e perguntei sobre o sujeito. Não sabia quem era…

    Talvez eu devesse escrever isso isso no post abaixo, mas aquilo já está pra lá de envenenado.

  • 84 Alba // 8/March/2008 às 0:44

    E, sim, só agora fui ver o especial. Está realmente super! :))

  • 85 Dino // 8/March/2008 às 1:18

    Albinha querida, isso é uma estória da carunchinha, confie no que vou te falar: O cara é mitomaniaco.

  • 86 Alba // 8/March/2008 às 1:22

    Pior, Dino,

    O cara me parece (espero estar enganada) um oportunista da pior espécie. O chato é que sou professora da filha dele do segundo casamento, uma graça de menina. :((

  • 87 Alba // 8/March/2008 às 1:35

    E obrigada por responder. :))

  • 88 surfando na afro-jaca // 8/March/2008 às 1:36

    Albita,
    O cara num partido de esquerda com um papo desses? Parece ser um tremendo 171. Essa gente não muda, são psicopatas.

  • 89 Alba // 8/March/2008 às 1:50

    Dino e Surf,

    Pois é, o cara alegou que serviu o exército aos 18, era jovem, manipulável e coisa e tal. Depois, que assumiu o “patriotismo” contra o “terrorismo”. Impressionante o detalhe das datas.

    Além do mais, alardeia que tem contatos com bancos dispostos a investir em projetos sociais, mas não foi capaz de detalhar os ´próprios. E isso, porque ele diz que tem um projeto fechadinho, que já discuti com o Elias, de reciclagem de lixo (graças a isso a história me pareceu meio histriônica) .

    Te amo, Elias! (fazia tempo que eu não escrevia essas choses por aqui)

    E tem mais coisa: o cara diz ter contato com Bancos franceses e belgas para tocar projetos SOCIAIS.

    Não é pra desconfiar, e muito?

  • 90 Dino // 8/March/2008 às 1:51

    Alba, chame ele de Forrest Gump daqui pra frente… Ou Baudolino, aquele do Umberto Eco…
    O pior é que até no partidão tinha desses…

  • 91 surfando na afro-jaca // 8/March/2008 às 2:06

    Não me lembro de gente assim no partidão, mas a maior aglomeração de loucos que conheci era do Mr-8. Lá deveria ter até coisa mais estranha.

  • 92 Alba // 8/March/2008 às 2:19

    Verdade. MR8 é alguma coisa que só estudos desvendarão um dia.

    Dino, pois é. Assustador. Fiquei pasma porque quem expõe essas coisas candidamente, dizendo ter conexões com bancos e Petrobrás, que ele também citou, das duas, uma: ou doente mental, como você observa, ou oportunista.

    De momento, e sem nada pra me servir de apoio, voto no oportunista.

    Mas ainda quero ouvir timtim por timtim, como a prisão do Genoíno se deu em São Paulo e não no Araguaia, de que há mil testemunhos.

    Esquisito à beça.

  • 93 anrafel // 8/March/2008 às 3:43

    Gabeira, quando saiu do JB e caiu na clandestinidade, entrou para o MR-8 (bom, antes, bem antes da Hora do Povo).

  • 94 Alba // 8/March/2008 às 4:54

    Ah, mas anrafel, querido, era outro MR8…

  • 95 confetti, une femme* // 8/March/2008 às 5:20

    ich, pessoal festejou a noite toda ! ))

  • 96 confetti, une femme* // 8/March/2008 às 5:26

    hrp 82, era tarde pra caramba, tava conversando aqui…))

  • 97 anrafel // 8/March/2008 às 11:27

    Certíssimo, Alba, era outro. Foi meio gratuito.

  • 98 Chesterton-Dracul- El Cid, o empolgado // 8/March/2008 às 11:32

    Alba, sai fora que é 171

  • 99 Alba // 8/March/2008 às 11:34

    anrafel,

    Pois é, ele diz que o Genoíno não foi preso no Araguaia e tem mais uma dúzia de histórias do mesmo calibre. Quero conversar mais só por curiosidade, mas o cara me parece suspeitíssimo.

    E que história é essa de você dizer que não retorna. Cara, você é imprescindível a esse blog!!

  • 100 Alba // 8/March/2008 às 11:36

    Chest,

    Também to achando…:((

  • 101 Alba // 8/March/2008 às 11:50

    Chest e Surf concordando no 171. Isso é um milagre de pré-Páscoa!!! :))

  • 102 anrafel // 8/March/2008 às 13:03

    Alba,
    Obrigado pelo exagero. O “talvez não retorne” era hoje mesmo. Estava me preparando para sair com mulher e filha. No dia internacional delas iniciaram um brigalhada daquelas e desistiram de ir ao aniversário. Estou esperando entrarem num acordo. Que não seja algo postiço do tipo Uribe/Correa/Chavez.

    Cair fora do Weblog? Esse é um vício a ser cultivado. Como ÉDélsio DLascar, Shinaski e uns outros conseguiram, não sei.

  • 103 Guilherme // 8/March/2008 às 14:05

    Anrafael,

    Também já fui meio viciado nisto aqui, na época do NoMínimo. Depois larguei por dois anos. Vejo que o discurso de alguns empedernidos não mudou. Fiquei dois anos amadurecendo idéias. Algumas, maduraram tanto que caíram de podre. Mas encontrei outras.
    Acho que o Chesterton e o Mr.X poderiam fazer a mesma coisa, pois assim, quem sabe, suas mentes evoluem um pouco. Um pouquinho que seja.

  • 104 Chesterton-Dracul- El Cid, o empolgado // 8/March/2008 às 16:37

    para apodrecermos? Não entendi a relação.

  • 105 Chesterton-Dracul- El Cid, o empolgado // 8/March/2008 às 16:38

    comprem a VEJA , está ótima

  • 106 Guilherme // 8/March/2008 às 18:21

    Chesterton,
    É para ver se caem essas suas idéias que já estão podres.
    Não desejo que vocês apodreçam, só que se livrem de um pouco da merda que têm dentro da cabeça.

  • 107 Paulo Nasc // 8/March/2008 às 22:00

    Caro Pedro:
    De todo esse falatório sobre a vinda da curriola portuguêsa para o Brasil, sob os auspícios do ponta-pé no vasto trazeiro luzitano aplicado por Napoleão, só nos vem a mente o trabalho incalçavel e também inutil dos alquimistas de transformar o chumbo em ouro. É o equivalente da tentativa de nos convencer que aquele legítimo suíno, no sentido mais porco do termo, do João VI tenha sido um estadista.

  • 108 confetti // 9/March/2008 às 4:49

    original esse coment. 107 ! fala mais paulo nasc…

    chest, nao “comprei” a veja, mas achei interessante online a matéria sobre chegada da familia real…

  • 109 marco // 9/March/2008 às 19:50

    A monarquia deveria ser restabelecida no Brasil. De forma mais parecida possível com a Espanha, que tem em seu Rei o maior defensor da Democracia, já tendo evitado um golpe de estado canalha militar.

    Joãozinho de Orleans e Bragança seria a escolha perfeita.

    ma

  • 110 marco // 9/March/2008 às 19:51

    O Rio seria a capital imperial, é claro.

    Impossível imaginar algo nobre em Brasilia.

    ma

  • 111 Alba // 9/March/2008 às 19:56

    anrafel, querido,

    Desculpe a demora na resposta. Que bom que não é um demissionário! Depois, essas brigas entre “mulés”, como diz o meu pai, fazem parte do pacote (acho meio ruim esse “mulés”, mas também acho engraçado).

    Sobre a vinda da corte, há grandes divergências entre os historiadores, com destaque para o mineiro da Ufrj, que escreveu “Os bestializados” e que estou torcendo os poucos neurônios que sobram pra lembrar o nome - que considera que a vinda foi um ganho para o país por conta da garantia da unidade territorial e que escreveu um best seller sobre D. Pedro II, como um monarca honrado, que tirava do próprio bolso para causas sociais e que, de certa forma, deveria ter sido conservado, pelo exemplo.

    É um ponto de vista, mas ele esquece que a mesma Corte que deixou Portugal à mingua, em 1807, voltou pra lá em 1821, com as burras cheias, esvaziando o Banco do Brasil de todos os ativos. E, como nota o Elias, aliou-se a uma camada bastante conservadora, que ainda levou décadas para sequer pensar em coisas como abolir a escravidão ou criar uma constituição com um mínimo de possibilidade de participação popular.

    Nesse sentido, Evaldo Cabral de Melo lamenta a transferência da capital de Salvador para o Rio, que foi anterior, porque considera que, de alguma forma, se tivesse permanecido no Nordeste, talvez o país hoje fosse mais moderno em termos de história institucional, ainda que ao preço da fragmentação territorial.

    A FSP publicou um especial interessante sobre isso em novembro.

  • 112 Elias // 10/March/2008 às 9:30

    Ave, Alba!

    Anrafel,

    Bolívar teve muito trabalho em conduzir o processo de independência por causa da resistência nos próprios vice-reinos.

    A Espanha quase nada fez. Uma vez dominada por Napoleão, ficou a serviço deste último, em sua estratégia européia. As colônias ficaram em segundo plano. Quando Napoleão foi neutralizado, seus aliados estavam em farrapos.

    Nos vice-reinados, o pau cantou pra valer. Primeiro entre os espanhóis e os “criollos”. Depois entre estes últimos.

    Bolívar queria que os três vice-reinados formassem três países fortes (daí o “bolivarianismo”). Mas interesses e ambições paroquiais acabaram preponderando e cada vice-reino acabou se fragmentando: Nova Granada se transformou em Venezuela, Colômbia e Equador; Lima virou Peru e Bolívia; e Buenos Aires deu em Argentina, Chile, Paraguai e, a bem da verdade, Uruguai.

    Até que isso ocorresse, houve muita pancadaria interna.

    Ao fim dessas lutas intestinas, o único setor da sociedade que se mantinha mais ou menos organizado era o militar. Daí que, invariavelmente, esses países começaram suas vidas sob uma ditadura militar (e, não raro, sob ditaduras militares têm passado a maior parte de suas vidas).

  • 113 anrafel // 10/March/2008 às 11:33

    Pois é, Elias, talvez aquela situação do “se tornaram mais realistas que o rei”.

    No final, depois de ter sido tão sacaneado, sofrido tantas decepções e traições, Bolívar morreu amargurado e pessimista, donde duas das suas frases famosas:

    “Nunca seremos felizes”.

    E, com mais verve:

    “A única coisa a fazer na América é emigrar”.

    O último parágrafo do seu comentário descreve uma situação pela qual aqueles que fazem restrição a Bolívar o acusam de ter inventado a ditadura militar nas Américas.

    (Rodando pela rede, me deparei com um texto de Marx sobre Simón Bolívar, muito pouco lisonjeiro, por sinal. A conferir a autenticidade.

    A propósito, Marx não via com bons olhos a América Latina e os países pobres em geral. Questão teórica.

    Na guerra EUA X México, tomou o partido do primeiro. Achava que aqueles matutos mexicanos não tinham condições de aproveitar bem aqueles pedações de terra.)

  • 114 Elias // 10/March/2008 às 12:28

    Anrafel,

    As referências pouco lisonjeiras de Marx a Bolívar são autênticas. Aliás, o PD já postou sobre isso no Weblog.

    Não sei se é correto atribuir exclusivamente a Bolívar a “invenção” da ditadura militar na América Latina.

    O problema, creio, se relaciona à passagem do estado de submissão a uma monarquia absolutista européia para a condição de país independente, sem que se tenha formado instituições civis capazes de assumir o poder.

    Nos vice-reinos espanhóis da América do Sul, principalmente Nova Granada e Lima, essas instituições praticamente não existiam, até mesmo pela própria essência da dominação absolutista. O pouco que havia foi afogado em sangue, durante as lutas intestinas.

    No início, as lutas opunham os que defendiam a permanência da submissão à Espanha aos que queriam a independência. Vencedores, estes últimos se dividiram entre os que desejavam países maiores e mais fortes e os que preferiam fragmentar os antigos vice-reinos. De ambos os lados, o que contavam, mesmo, eram as ambições pessoais e/ou de grupos.

    A vinda da família real portuguesa contribuiu para evitar que esse processo se reproduzisse no Brasil. As primeiras tentativas separatistas, ainda na regência de D. João, foram reprimidas a ferro e fogo. Nas décadas seguintes, o Império consolidaria o território (e a identidade) nacional. No Brasil de hoje, o separatismo virou conversa de desocupado porra-louca.

    Nos antigos vice-reinos espanhóis correu mais sangue. No fim, o poder acabou sendo assumido por caudilhos militares. Estes podem ser divididos em dois grupos: os “caudillos letrados” e os “caudillos no letrados” ou “caudillos bárbaros”.

    Os “letrados”, em sua maioria formados nas academias militares espanholas, em geral fizeram bons governos e começaram a estruturar países modernos.

    Os “bárbaros” chegaram ao poder por atos de audácia ou servilismo, aproveitando os vácuos de poder que se formavam como conseqüência das lutas. Foram tiranos sanguinários, despreparados e corruptos, que acabaram levando seus países à bancarrota.

    O mais perfeito exemplo de país esculhambado pela ação de “caudillos barbaros” é, sem dúvida, a Bolívia.

    Por causa de seus “caudillos bárbaros”, a Bolívia acabou perdendo para o Chile sua costa oceânica (junto com os ricos depósitos de guano, jazidas de salitre, etc.), parte do território do Chaco (para o Paraguai) e, ainda, o Acre (para o Brasil).

    De todos os países que garfaram um pedaço da Bolívia, o único que proporcionou compensação foi o Brasil.

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