Texas e Ohio são de Hillary Clinton!
(Mas, agora, o que se faz?)
John McCain teve a noite dos seus sonhos. Ontem, além do salvo-conduto para tocar a campanha presidencial em paz – ele é oficialmente o candidato – verá seus adversários democratas se engalfinhando pelas próximas sete semanas em três prévias: Wyoming, no dia 8, Mississippi, no dia 11, e a realmente importante, Pensilvânia, no dia 22 de abril.
Há duas maneiras de interpretar os resultados de ontem. Uma é que Barack Obama sai com a mesma vantagem no número de delegados que entrou – se não tiver ganho uns poucos mais. Os caucus do Texas devem ser vencidos por ele e umas regras um bocado complicadas no estado devem deixá-lo com um naco maior. A outra maneira de ver é que, de quatro estados, Hillary venceu três, incluindo os dois grandes e importantes, Ohio e Texas.
O que as pesquisas apontam em ambos os estados é que Obama vinha fechando a diferença com Hillary e, de domingo para cá, a ex-primeira-dama voltou a crescer. O que houve nos últimos dias?
Três coisas.
A primeira foi a interferência canadense. Obama disse ao eleitorado de Ohio que era contra o Nafta; seu principal assessor econômico disse a diplomatas canadenses que era conversa de campanha, que não se preocupassem. O memorando, propositalmente ou não, vazou. A campanha de Obama inicialmente negou que a conversa havia existido. Depois, que o memorando não era de todo fiel ao que fora dito. Meteram os pés pelas mãos. Ele sempre esteve sujeito a seus erros. Cometeu um sério justamente com a questão mais cara ao eleitorado de Ohio. Não deixa de ser irônico: foi o marido de Hillary quem assinou o Nafta, tão impopular no estado.
A segunda foi o comercial do telefone, exibido no Texas. Quem é o melhor preparado para responder a crises nacionais? O argumento de Obama é que, quando teve a oportunidade de responder a uma crise, Hillary votou a favor da guerra contra o Iraque. Ele, Obama, sempre foi contra. Argumentos racionais adiantam de pouco perante reações emocionais. Os eleitores sentem que Hillary é mais durona e experiente. O que ele evoca é esperança. A campanha de Obama reagiu rápido, mas parece não ter convencido o eleitor neste ponto. Foi a diferença que Hillary precisava.
Por fim há Tony Rezko. O investidor do mercado imobiliário de Illinois, estado de Obama, começou a ser julgado esta semana por tráfico de influência e corrupção. Todos os políticos democratas do estado estão ligados a ele de uma forma ou de outra e Obama não é exceção. Rezko, em outras campanhas, levantou fundos para Obama. E, para piorar uma situação já desconfortável, Obama e a mulher de Rezko compraram no mesmo dia, na mesma quadra, duas mansões vizinhas. Obama pagou abaixo do preço de mercado. E a mulher de Rezko ainda vendeu parte de seu terreno para o vizinho senador.
Não há rigorosamente nenhuma sugestão de que o negócio tenha sido ilegal e, em todas as acusações contra Rezko apresentadas na Justiça, nenhuma envolve Obama. Hillary começou a última semana, no entanto, reclamando que ela agüenta a pancada da imprensa enquanto Obama seguia imune. A cobertura negativa começou. Seu passado está sendo apresentado também em suas facetas mais sinistras. E os Clinton não vão permitir que ele ganhe a guerra sem muita luta.
Continua matematicamente muito difícil para Hillary vencer. A diferença de votos que ele precisava angariar na votação por cédula no Texas para empatar o jogo era muito maior do que os 2% que – parece agora – terminou sendo. Os democratas terão que refazer as prévias da Flórida e Michigan porque aqueles delegados precisarão ser distribuídos de alguma forma. (Desafiando as regras nacionais do partido, os estados anteciparam suas prévias para fevereiro; como punição, a liderança nacional determinou que perderiam o direito de apresentar delegados na Convenção. Nenhum dos candidatos fez campanha lá, o nome de Obama sequer constava na cédula na Flórida.)
Em 1984, as prévias democratas foram também apertadas assim. O veterano senador Walter Mondale e o novato Gary Hart disputaram por meses, até que Mondale lançou o anúncio do telefone. Exatamente o mesmo anúncio que Hillary usou agora. O tom apelativo de, na crise, ‘quem você quer atendendo este telefone?’, é um clichê eleitoral norte-americano. A experiência decidiu a candidatura naquele ano. Mondale era o veterano, afinal.
Seu problema é que, depois de convencer os eleitores de que segurança era a questão mais importante da eleição, Mondale teve de enfrentar Ronald Reagan que concorria à reeleição. E, se segurança era importante, dados Mondale e Reagan, ficaram com Reagan. É o risco que Hillary corre. Pode convencer os eleitores de que segurança é um assunto primordial e que, perante Obama, melhor que seja Hillary. Mas aí, à frente, terá que enfrentar John McCain, um herói de guerra.
McCain tem dois pontos fracos. O principal é que é republicano e o atual presidente, George W. Bush, é do mesmo partido e tem aprovação nacional de 19%. O segundo é que não entende nada de economia num ano com riscos de recessão.
É evidente que, em 2008, é mais fácil vencer um republicano do que era vencer Reagan, em 1984. Mas Hillary está flertando com o perigo.
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Deixa quieto.
estas são as eleições mais fáceis para os democratas desde 1435. Difícil para eles será se recuperar deuma eventual derrota para os republicanos.
O problema é a qualidade do candidato do partido democrata. Não tinha coisa melhor? No que se tornou o Partido Democrata (PD).
O problema é que o Partido Democrata, antes um partido razoavelmente sério, guinou à esquerda e virou uma convenção de hippies esquerdistas, pacifistas, ambientalistas, anarquistas, arrivistas, islamistas… O que prejudica os próprios candidatos Democratas. Vejam estas fotos, este é o pessoal que apóia Obama:
http://www.zombietime.com/berkeley_marines_2-12-2008/
Acho que flip-flopei de novo, agora prefiro a Hillary ao Obama. Confetti, tá feliz?
claro ! mas vc vira casaca na velocidade do som né chose….
vota ai pra mim….)
pd cheio de ironias com hillary….
“mas agora o que se faz?”
agora se ganha a presidencia americana e se tenta governar com grandes idéias, com uma equipe competente e “ideologicamente” honesta….e uma pitada de realpolitik feminina…))
O candidato preferido é o com mais carisma porém com menos preparo………. hummmm…. Essas Américas…. todas iguais.
tenta governar com grandes idéias
chest- eu prefiro feijáo com arroz, esse negocio de grandes ideias em geral da em merda, é típica filosofia de funcionario publico, grandes ideias e grande saque ao bolso do contribuinte.
tipica reaçao brasileira né dracula….entendo, é trauma….))
Quanto mais Hillary bate em Obama, mais fácil a eleição fica para McCain, que vai conseguir a vitória mais improvável da história. Vão acabar morrendo abraçados os dois. Que romântico…
Os democratas são hoje um arremedo de partido. Não desviar o assunto da segurança para concorrer contra o comandante-em-chefe em 2004 e contra um ex-combatente em 2008 é estupidez. Desviar a campanha para o ponto forte do adversário. É parecido com Serra querer ser candidato por ter mais “carisma” do que Alckmin.
tipica reação de quem paga fortunas em impostos e não ve retorno algum
Estamos assistindo à auto-destruiçao do que resta do partido democrata americano - levada a cabo pela ambiçao cega e sem freios dos Clinton, que somente se interesam por suas próprias carreiras políticas, e com ajuda dos próprios eleitores democratas, indecisos, desunidos e sado-masoquistas.
John Mc Cain esfrega as maos de satisfaçao pois já assiste de camarote - sem precisar sequer mover o dedo mindinho - os dois candidatos democratas se auto-destruirem alegremente. Já começou a traçar, tranquilamente, os planos de sua campanha, que será sem dúvida vitoriosa, pouco importa que o adversário seja a Billary ou o Obama. Ambos sairao dessas prévias democratas tao cansados, machucados e maculados mutuamente que serao presa fácil para os republicanos.
Se o establisment do partido democtata nao tomar uma decisao de acabar com a palhaçada dos Clinton o quanto antes, assistiremos ao mais espetacular tiro-no-próprio-pé de todos os tempos que o partido democrata infligirá a si mesmo. Lembram-se do John Kerry? Pois é…
Podem escrever aí: Se os tolos democratas colocam a Billary contra o McCain, colherao mais uma fragorosa derrota da qual nao se recuperarao tao cedo, e nao antes de uns 10-15 anos. Se este quadro se materializar, apostarei todas as minhas fichas no McCain, apesar de nao gostar dele. O que me interessa é ganhar a grana de quem apostar contra mim (dentre meus amigos) pois, que seja o McCain, Obama ou Billary, nada de verdadeiramente significativo mudará na política americana, tanto interna que externa.
O próximo presidente dos EUA será John McCain, por obra e graça dos Clinton e de grande número de eleitores democratas, os tais independentes, que taparao o nariz e votarao no McCain.
Obama? aquela mulher dele vai ser uma Lecy Brandão made in usa: só falta dizer ”um axé paras as comunidades”. Hillary? uhn, tem o Clinton, que foi um bom presidente.
Mas na hora do vamos ver, de eleger o síndico e ver se ele conserta o elevador, McCain ganha.
E me resta a reflexão: Lula no Planalto. QUE M****!
Pois é, o temido e quase previsto: os democratas continuam a fortalecer a candidatura de John McCain. E mais não digo senão pode vir de volta aquele papo de “voto útil”.
Hilary já cogita ” compor chapa ” com Obama…
É o que eu sempre disse, muié que “guenta” chifre por carreirismo político faz qualquer coisa mesmo…
Tenho que concordar com o Chesterton no comentário # 7. De grandes idéias e intençoes o inferno está cheio…
Ademais, se aplica perfeitamente ao Brasil. É só substituir a palavra “funcionário público” por “politiqueiro” (que nem idéias tem, mas tem o bolso profundo).
Billary compor chapa com o Obama? Só se for com o Obama de vice-presidente obscuro e desdentado. E mesmo assim a Billary ainda levará ferro do McCain.
branca, m.a., anrafa,neocid, carinhas ciumentos de uma mulher que pensa e é capaz de dirigir um pais : hillary !!
branca, “ela guentou chifres”, argh, por amor….mas isso te parece impossivel né ….pois é …
a hill ama o bill?!?!
chose vc nao esta no rango ? )
se ainda ama nao sei, mas na época, certamente amava….
a confa vota em qualquer mulher, só porque é mulher.
Confetti, ma chère. Ciùme da Hillary? Que papo é este? Gostaria que ela chegasse lá, mas falta à madame empatia e carisma. Em política, isto é essencial. O Obama tem, o McCain tem, ela nao tem.
Sou realista, me atenho aos fatos. Emoçoes à parte, por favor.
dracula vai te f*** !
m.a., emoçoes à parte,essa mulher é competente
Chamar-me de “carinha ciumento” é um argumento “spécieux”. Posso até acrescentar “et faible”.
Diga, você votaria na Roseana Sarney ou na Dona Marisa para presidente do Brasil? Eu nao. Na Dilma Roussef, TALVEZ.
poxa, como podem me chamar de feminista débil, corporatista ? magoei….(
Chère Confetti: Sim, competente, aquiesço. Mas nao basta. É preciso bem mais que isso para ser capaz de bater o McCain. É preciso entusiasmar TODO o eleitorado democrata; a Hillary só entusiasma a metade, ou menos. Ou bem menos.
roseana, ladra, marisa, desperate housewife, dilma nao conheço direito….ainda bem q nao voto ai…(
mas hillary tem background, nao da pra negar sua competencia !
ma vamos ver….torço por ela ! mas tbm nao vou me matar se nao for eleita
Confetti: Acabei de ler todos os comentários acima. Nao ví ninguém chamar-lhe de “feminista débil, corporatista”, como você colocou. Nao se magoe por tao pouco…
ninguém chamou mas sugeriu chéri….le ali o 22 do néocid….kkk
Confetti: O problema é que, se ela nao for eleita, o McCain será. E o planeta continuará a ferro e sangue. Este McCain é roosevelteano convicto, nao do F.D. Roosevelt, mas do Theodore, o maior imperialista que já governou os EUA. Perigo à vista! Teremos saudades do terrorista G.W. Bush…
Confetti no # 31: Sugestoes sao apenas sugestoes. Nao sao fatos. Repito: Nao se magoe por tao pouco. Provérbio útil: Os caes ladram; a caravana passa.
Ademais, a Merkel é chanceler da Alemanha; a Islandia tem uma mulher presidente, e várias foram presidentes em paises escandinavos e bálticos. Mulheres capazes, competentes, fodonas.
Mr X,
O Partido Democrata guinou à esquerda desde os tempos do FDR (que chegou a ser chamado de “comunista” pelo pessoal de sempre).
De lá pra cá, ao contrário do que você disse, ele só se movimentou para a direita.
Contrariando a praxe, o presidente americano mais à esquerda, nos últimos 100 anos, nunca teve nada a ver com o trabalhismo, e era podre de rico, de pai e mãe.
No Brasil, dificilmente nasceria um cara assim. Ou deve ter nascido, mas o pai mandou matar…
espero que mccain nao seja eleito ! nao por suas convicçoes, mas pq o cara é completamente traumatizado pelo vietnam, bipolar grave, ja tentou se suicidar 2x, nao guenta mais de artroses e reumatismos…ele devia era ir pra scottsdale curtir uma aposentadoriazinha ao sol….
m.a. nao me leve tao à sério…”magoei ” de brincadeira….))
Confetti no # 35:
Xiiii….azedou. Melhor deixar o cretino do Bush onde está, por mais 4 anos :o))
Elias, vc voltou, seu.. seu… comunista! Kkkk.
Na verdade, o problema do PD (Partido Democrata) não é que esteja mais ou menos à esquerda, mas que o Obama seja apoiado por um bando de aloprados… Por isso prefiro a Hillary, embora ache o Obama mais simpático.
O FDR não era ruim… acho. Não vivi esse tempo. Kkkkk.
Confetti! Se a Hillary fizer cirurgia de mudança de sexo, vc inda vota nela? ;-)
E a história do “ele não é muçulmano, pelo que eu sei” da Hillary? E eu achando que discriminação racial fosse crime nos EUA…
Desculpem, “discriminação religiosa” foi o que eu quis dizer…
O problema da Hillary nao é somente falta de empatia e carisma. É também falta de classe. Será presa fácil pro McCain…
eu queria ver um presidente amreicano negro e demcorata,porque vai ter que ser muito mais conservador que qualquer outro. Ia ser engraçado ver o Obama bombardeando o Iram, como prometeu.
Dizem que a marta Suplicy estava na Linha Amarela com seu Mistubishi e furou o pneu. Aí, não deu jeito, ela saiu para consertar um pneu furado. Estava trocando o pneu quando o moleque daquela favela falou
-Tia, rouba o rádio que é mais fácil…..
kakakakakak !!
Acho justo o contrário, McCain não é Reagan, que tinha grande empatia popular(ser ator canastrão ajudou muito).
E acho que Hillary derrotaria McCain com bem menos dificuldade do que está encontrando diante da “Onda Obama”, alimentada diariamente pela midia, porque afinal, jornais tem de ser vendidos diariamente, etc, etc.
Hillary vence McCain, com certeza.
Clara, faço votos, mas nao boto minha mao no fogo.
Mas essas prévias dos democratas nao podem rolar até que os dois candidatos se esfacelem na porrada contraprodutiva e desmoralizante. O partido democrata tem que dar um basta, e logo. A menos que almejem a derrota em novembro.
Minha esposa hoje mudou o que seria meu voto. Eu era simpático ao Obama, mas o argumento dela derrubou qualquer outro possível. Imaginem a Hillary enchendo a casa branca com os mais belos estagiários da história daquele país. Um governo cheio de garotões sarados :)
E
Imaginem, no primeiro dia de presidenta, o Bill se achegando para ela na cama presidencial e ela dizendo, na na nina não. Se manda, você foi ótimo cabo eleitoral, mas agora eu é que mando aqui. Aliás, tem um estagiário da área de relações especiais me esperando na biblioteca…
Vai ser interessante observar como a campanha de Obama vai reagir nas próximas semanas. Esse beautiful people que adora a palavra “mudança” não gosta de ser contrariado.
A cobertura do PD está boa como sempre. Não acompanhei a eleição pela TV, estava no show do Iron Maiden.
mccain ganhara.
facil
logo mais havera um atentado nos eua. por radicais islamicos, o mesmo grupo q derrubou no wtc. e assim, todos votarão em mccain.
obama quer dialogo. dialogo trará a paz. paz é a principal inimiga da jihad. paz significaria o mundo arabe islamico coexistir e aceitar os infiéis do ocidente. por isso os terroristas farão este favor para mccain.
e a jihad, guerra santa, continuara.
Abadil: Andou fumando um baseado por aí?
Republicano ou Democrata, tanto faz. As diferenças para o mundo são mínimas.
A indústria bélica norte-americana vai continuar a vender armamentos e, prá isso, eles precisam de continuar a fomentar guerras mundo afora.
Pragmaticamente falando, para o Brasil os Republicanos têm se mostrado melhores que os Democratas.
Ué, Dick Durbin, Rahm Emanuel e Carol Moseley Braun tão envolvidos com Rezko? Não vi nada na mídia de Chicago…