Pedro Doria | Weblog

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As múmias paulistanas e
as moças do Brasil colonial

February 29th, 2008 · · 97 Comentários

A notícia mais fascinante da semana é a história das duas múmias encontradas no Mosteiro da Luz, em São Paulo. Uma delas, a mais bem conservada jamais vista no Brasil, tem algo como 200 anos. Estavam juntas as múmias das freiras, numa carneira – ou gaveta – na parede. Uma deitada em posição de enterro, a outra de lado, como que apoiando a cabeça contra o peito da mais antiga.

Diz a lenda que as freiras reclusas do mosteiro certa vez foram enterrar uma irmã, abriram a carneira para afastar os ossos da enterrada anterior, e ela estava intacta. Pode ser que a história contada há gerações tenha mesmo se confirmado. É uma pena que a versão online do Estadão não tenha trazido à rede aberta todas as excelentes reportagens de Sérgio Duran, publicadas na edição de ontem. (Internet que carece login e senha mediante pagamento não vale o link; apenas uma das matérias está aberta.)

Será possível aprender um bocado com as duas freiras. O líquido do corpo se foi, mas o resto do material orgânico ficou: pele, músculos, parte dos órgãos. De presto, será possível aprender sobre os hábitos alimentares daquela São Paulo miúda que existia no final dos mil e setecentos, pouco antes de a família real portuguesa chegar ao país. Dependendo da causa de morte – coisa que pode ser descoberta – talvez venhamos a saber algo sobre alguma epidemia. Já há historiadores buscando avidamente, nos arquivos das freiras reclusas que ainda hoje fazem as pílulas do frei Galvão, todas as pistas possíveis a respeito das identidades delas. E, como é quase certo que haja catacumbas no chão do mosteiro que já mostrou ter um clima adequado à mumificação natural, os arqueólogos já esperam encontrar outras múmias intactas.

Estes dois séculos nos separam de um Brasil em tudo diferente do atual – e a questão não é apenas de escala, de tamanho. Simplesmente não nos reconheceríamos naquela gente antepassada de muitos de nós. Naquela época, não eram apenas as freirinhas do Mosteiro da Luz que ficavam trancafiadas, sem contato com o mundo exterior. As boas casas das cidades escondiam também suas mulheres brancas. O casario colonial não tinha venezianas nas janelas e sim gelosias, treliças com minúsculas passagens para a luz. Não se via, da rua, o interior daquelas casas com pé direito alto. Quando as mulheres saíam era muito cedo de manhã, ainda escuro e em direção à missa, sempre acompanhando seu marido, pai ou irmão que caminhava à frente da fila de moças cobertas com mantilhas, sem mostrar um fio de cabelo. Levavam a cabeça baixa. Não havia namoro no Brasil do século 18. Havia as negras e as mulheres para casar. Ninguém confundia uma com a outra. A distância entre aquele Brasil e a Ipanema de hoje, com tanta pele exposta, é aterradora.

Nesse tempo das múmias, a Igreja tinha o poder que Bento 16 lamenta tanto ter perdido: ela ditava o que podia e o que não podia, ditava o ritmo da vida cotidiana. Acordava-se de manhã com os sinos da igreja mais próxima chamando para a missa – e era o sino, ao longo do dia, que marcava as horas. Todas as fases da vida recebiam a chancela da Igreja. Certidão de nascimento não havia, o que havia era batismo. O casamento não era civil, mas religioso. Os que tinham educação recebiam-na de padres. (Não raro, toda família de boa cepa fazia do segundo filho um padre.) Mas, apesar deste poder, não quer dizer que a relação com a Igreja fosse sempre tranqüila. Tanto paulistanos quanto cariocas expulsaram os jesuítas mais de uma vez de suas cidades. Padres que empatavam demais a vida eram hostilizados pela turba. (Mas todo mundo tinha medo de excomunhão.) A hipocrisia sexual era de regra. Como padres eram quase sempre os únicos homens com acesso às mulheres todas, não hesitavam em fazer proveito. Tinham filhos, não raro os registravam.

Havia hipocrisia, havia malícia, mas havia também um ser profundamente religioso. Vez por outra, aquelas meninas trancafiadas na pré-adolescência sentiam calores e piravam: falavam em línguas, viam Deus ou Jesus ou algum anjo, criavam fama de milagreiras e a piração pré-adolescente virava reclusão para a vida, dada a óbvia vocação religiosa. Eram meninas assim que iam parar em mosteiros como este, construído pelo único santo brasileiro. E são duas delas que nos vieram visitar.

Tags: Brasil · História · Igreja Católica

97 Comentários até agora ↓




  • 1 RW in Miami // 29/February/2008 às 12:30

    Primeiro ? Eu ?

  • 2 RW in Miami // 29/February/2008 às 12:31

    Bem que eu ja estava sentindo falta de um novo post…. Apesar de andar silencioso (muito trabalho, Simon tomando todo meu tempo livre…) eu sempre leio os post e comentarios, mesmo com alguns dias de atraso… But it is good to catch up !

  • 3 confetti, vendredi ! // 29/February/2008 às 12:32

    are dabliu ! ))

  • 4 RW in Miami // 29/February/2008 às 12:37

    O lugar e’ seu, Confetti - so ‘ estava guardando ele pra vc ! ;-) Maintenant le boulot m’attend…

  • 5 confetti, vendredi ! // 29/February/2008 às 12:38

    let’s share it ! ))

  • 6 confetti, vendredi ! // 29/February/2008 às 12:39

    sairam os dentinhos do moço babao ?

    pd desculpe os of….(

  • 7 Rodrigo // 29/February/2008 às 13:04

    História sensasional esta, parece que as vezes uma lenda tem um fundo de verdade, legal.

  • 8 RW in Miami // 29/February/2008 às 13:07

    Sim, ja tem 2…. depois eu te envio fotos. Desculpe, PD, a partir de agora so comments a respeito to topico.

  • 9 Chesterton // 29/February/2008 às 13:11

    em resumo, impossivel analisar eventos de 2 séculos atrás com os olhos de hoje.

  • 10 Mr X // 29/February/2008 às 13:12

    Hum… As freiras viraram “meninas que sentiam calores e piravam”.

    E Santa Teresa de Ávila, estava tendo um orgasmo?
    http://pt.wikipedia.org/wiki/O_%C3%8Axtase_de_Santa_Teresa

  • 11 Pedro Doria // 29/February/2008 às 13:18

    Mr X: e quem dirá que não? Algo bem próximo, por certo. ;-)

  • 12 ToniG // 29/February/2008 às 13:27

    O mosteiro é da Luz

  • 13 Chesterton // 29/February/2008 às 13:32

    A alternativa ao catolicismo no Brasil colonial não era “A Sociedade Aberta”, ou alguma utopia rousseauniana (tá certo?), mas o caos completo, ou a invasão dos franceses e holandeses, ou, em última análise de ausência de catolicismo no Brasil colonial e em Portugal, a islamização do continente (quem sabe os mouros não teriam descoberto as Americas se não tivessem sido expulsos da peninsula Iberica).

    Claro, a esquerda acha que algum Che Guevara colonial faria a revolução,mas isto é ridículo.

  • 14 Mr X // 29/February/2008 às 13:37

    Eu não digo nada… :-X

    Só me parece um pouco de reducionismo, fica parecendo que tudo o que faltava na época era Orkut… Ou Yakult… Sei lá…

    Um video pra Confetti:
    http://youtube.com/watch?v=GhO1XlDFqxE

  • 15 Chesterton // 29/February/2008 às 13:42

    Alias, Mr X, pergunte ao PD sobre o valor social do orgasmo no mundo do século 16.

  • 16 Epicuro // 29/February/2008 às 13:48

    No início do século XIX, logo após a Independencia, os padres tinham uma grande projeção política na cidade. Foram juizes, vereadores e representantes da provincia na corte, como o padre Feijó. A cidade era pequena, marcada por suas igrejas e mosteiros, e demorou décadas até a cidade fazer uma lei implantando os cemitérios públicos. As famílias de projeção insistiam em ser enterradas nas igrejas, território santo, longe dos pobres que acabavam nos fundos de um terreninho adjacente à igreja. Portanto, quem era enterrado dentro de uma igreja tinha um nome, uma posição de relevo naquela sociedade provincial. Ainda que os cupins não ligassem para isso.

  • 17 Paulo Botelho // 29/February/2008 às 13:59

    “Vez por outra, aquelas meninas trancafiadas na pré-adolescência sentiam calores e piravam (…) óbvia vocação religiosa.”

    Só as mocinhas fogosas que viram freiras, PD?

  • 18 Rodrigo // 29/February/2008 às 14:07

    O frangrão deve dormir abraçado com uma foto do Che, só pode ser…

  • 19 Chesterton // 29/February/2008 às 14:09

    estava pensando no Tiradentes, a figura barbuda tal qual o Che. O que queria o revolucionario Tiradentes? Seria um jacobino prematuro?

  • 20 Chesterton // 29/February/2008 às 14:10

    o blog do Mr X está muito bom, bem ativo.

  • 21 Monsores // 29/February/2008 às 14:12

    PD, PD… assim você vai ser excomungado.

  • 22 Prøftël // 29/February/2008 às 14:18

    Ôw, acompanhei a descoberta na net.
    Não entendi os caras colocarem como “mistério” as freiras estarem recobertas com argila.
    Pô, defunto fede bacarai, claro que antes de socar o corpo na parede um barrinho envolta vai bem, ameniza os gases da putrefação.
    Ainda acho que os mortos deveriam ser deixados em paz, acharam duas? Intão, deixa as outras sossegadas, meche não.

  • 23 Anonymous // 29/February/2008 às 14:18

    Israel acabou de ameaçar invadir Gaza numa enorme operaçao militar, para matar mais ciranças palestinas, decerto. Ministros israelenses ameaçam palestinos de Gaza com uma “shoah”.

  • 24 Prøftël // 29/February/2008 às 14:21

    Anonymous:

    “shoah”?
    Não é “sova” não?

  • 25 Prøftël // 29/February/2008 às 14:22

    Ôw, é gozação.

    kkkk rsrsrsrsr

    :-))))

  • 26 Chesterton // 29/February/2008 às 14:24

    a obrigação do estado israelense é proteger as crianças israelenses, aárabes e judias. Chega de luvas de pelica., que a guerra traga a paz.

  • 27 Pedro Doria // 29/February/2008 às 14:25

    Paulo Botelho, não estou dizendo que as moças eram fogosas. Todas as moças, e todos os rapazes, na pré-adolescência e adolescência vivem rigorosamente as mesmas transformações. Mas quando a repressão é muita, acontece de algumas pirarem.

  • 28 Intrigado // 29/February/2008 às 14:44

    Desculpem a ignorância, mas este blog publicou o único cometário que vi até agora a respeito da posição em que as freiras estavam. Mas que explicação poderia haver para serem as duas enterradas juntas? E o que explica aquela posição? Outra coisa: é normal um cadáver ficar com a boca aberta daquela forma? são tantas dúvidas…

  • 29 Mr X // 29/February/2008 às 14:45

    Pau no Hamas e seus Foguetes Endiabrados!

    (podia ser uma banda de rock)

    Onde é que o Anonymous tava quando uma criança de 10 anos e uma mulher árabe foram atingidos por Qassam em Sderot? E o outro cara que morreu? Pode?

    Eu acho estranho, os palestinos nunca param de lançar foguete, mas aí não querem revide. Assim é fácil!

    Ainda acho que tem que transferir esse pessoal todo pro Egito.

    * * *
    Mas quando a repressão é muita, acontece de algumas pirarem.

    Isso me parece psicanálise de quinta categoria. No século XIX não trancafiavam as mulheres por “furor uterino”?

  • 30 carcamano // 29/February/2008 às 14:49

    Assim como as moças da época tinham calores com Jesus, tem um pessoal aqui com fixação pelo Guevara. Colocam o moço até em uma história do século XVII. Eta boiolagem.

  • 31 Nhé! // 29/February/2008 às 14:58

    Gostei post PD, no princípio não achei comovente a história das múmias da Luz, mas vc deu uma visão interessante.
    E o piteco que vc deu no Estadão… kkkkkkk

  • 32 Mari // 29/February/2008 às 15:17

    PD, obrigada por esse texto. Estava esperando um resumo bom da ópera desde o início da semana, e o seu foi ótimo.

    É numa hora dessas que dá vontade de mudar a habilitação do diploma de sociologia pra arqueologia.. :). Anyway, acho que já é tarde d+.

  • 33 nada será como antes // 29/February/2008 às 15:18

    Intrigado (28),

    Também fiquei intrigado com a “expressão” desesperada de uma das “freiras”. Parece expressão de morte por asfixia.

    Também não tenho registro de “freiras” enterradas em conjunto, numa único jazigo.

    Tenho a impressão de que, se o caso for completamente esclarecido, teremos revelações surpreendentes. E já foi descoberto o cadáver de uma terceira pessoa, no mesmo local.

  • 34 Mr X // 29/February/2008 às 15:46

    É tudo uma farsa publicitária pro novo filme do Harrison Ford, Indiana Jones e as Freiras Fogosas!

  • 35 confetti, vendredi ! // 29/February/2008 às 15:47

    chose #14…:-D

  • 36 Harpia // 29/February/2008 às 15:54

    Hipótese dramática e altamente improvável:

    As duas eram apaixonadas, e, descobertas, foram enterradas vivas. Em seu último momento, uma delas apoia a cabeça no peito da outra, num último gesto de carinho.

    OU:

    As duas eram apaixonadas, uma delas morre, a outra voluntariamente acompanha a amada ao túmulo, e antes de morrer sufocada apóia a cabeça etc …

    OU:

    (aceito sugestões)

  • 37 MaGioZal // 29/February/2008 às 15:57

    Havia as negras e as mulheres para casar. Ninguém confundia uma com a outra. A distância entre aquele Brasil e a Ipanema de hoje, com tanta pele exposta, é aterradora.

    Mmmm… algo me diz que, apesar dos biquínis, boa parte dessa mentalidade se manteve até recentemente (e ainda se mantém). Ou o que seria então o tal mito da “empregadinha iniciadora sexual que só trabalha, serve e não reclama”?

  • 38 Nhé! // 29/February/2008 às 16:09

    Harpia, para mais teorias da conspiração recomendo último open que está bombando.

  • 39 Hugo Albuquerque // 29/February/2008 às 16:16

    Nada #33,
    De fato tudo isso é bem incomum.

  • 40 Clara rubro-negra // 29/February/2008 às 16:29

    Pedro, achei o texto interessantíssimo e muito bem escrito.

    Só acho que a distância daquela época de recato com a Ipanema de hoje é, muito pelo contrário, confortadora. Aterradora, só se tal sociedade nos visitasse, algo como “De Volta para o Futuro”. ou se nós, através de algum outro título cinematográfico, fôssemos parar no Brasil colonial pré-D.João VI.

    Eles lá, nós cá.

    Alívio. Faz sol.

  • 41 Chesterton // 29/February/2008 às 16:55

    PD falou:

    Mas quando a repressão é muita, acontece de algumas pirarem.

    chest- e quando não há espécie alguma de repressão, elas piram pior ainda….

  • 42 Alba // 29/February/2008 às 17:00

    Quando vi a foto das múmias, de certa forma abraçadas, a associação mais direta foi com as páginas iniciais de “Notre Dame de Paris” ou o “Concunda de Notre Dame”, onde se conta da descoberta de dois esqueletos abraçados, sendo que um deles apresentava um desvio na espinha e o outro tinha uma vértebra do pescoço partida, sinal de enforcamento. Quando tentaram separar os dois, desfizeram-se em pó.

    Se bem me lembro, a partir daí Victor Hugo reconstituiu a história de Quasímodo e Esmeralda, recuando mais de 400 anos do seu próprio tempo. Claro que se tratava de literatura romântica, mas de certa forma, o texto do PD é também um esforço de visualizar, a partir da descoberta, como se vivia na São Paulo de 200 anos atrás, ou pouco mais que isso.

    E nesse sentido, é mesmo muito bem escrito e fala à imaginação, quando se sabe que era uma província relativamente pobre e sob muitos pontos de vista, desinteressante, por ser por demais provinciana, mesmo considerando a época. Não tenho certeza se Fagundes Varela ou Casimiro de Abreu, que estudaram (em época pouco posterior) no Largo São Francisco, costumavam se queixar em cartas, da tristeza da cidade, com suas moças trancadas atrás de gelosias, até que lhes fosse escolhido o marido.

    Quanto aos “calores”, muita coisa já foi escrita sobre isso, sendo “Os Demônios de Loudun”, de Huxley, sobre as freiras que são tidas por endemoniadas por…justamente um padre, que seria um “servidor de Satanás”.

    Resumindo bastante a coisa, como convinha a Richelieu livrar-se do tal padre, ele acaba sendo supliciado em praça pública e depois executado.
    E as pobres freiras, na verdade sofriam de histeria causada por extrema repressão sexual.

    Triste.

  • 43 Clara rubro-negra // 29/February/2008 às 17:03

    A forma da piração é variável segundo a moda e os costumes da época em que se vive(u).

  • 44 Prøftël // 29/February/2008 às 17:07

    A boca aberta pode ter uma explicação: morreu em alguma das epidemias e foi rapidamente engavetada.
    Não imagino outra coisa, o pessoal tinha verdadeiro pavor dos cadáveres mortos nessas epidemias, iam prá cova do jeito que empacotavam.

  • 45 Chesterton // 29/February/2008 às 17:19

    eu não acredito, agora noto que alguns vêm conotação sexual sobre a posição em que 2 cadáveres foram encontrados….é muita imbecilidade…..

  • 46 Rodrigo // 29/February/2008 às 17:20

    Lógico que piração na maionese, mas do jeito que estavam, pareciam que foram enterradas vivas.

  • 47 Harun al-Rachid // 29/February/2008 às 17:26

    Raízes de todo o mal
    Richard Dawkins

    http://www.youtube.com/watch?v=wqEBYOAT62w

    Legendas em português

  • 48 Chesterton // 29/February/2008 às 17:31

    alguem tem ouvido as bobagens do Lula em relação ao supremo?

  • 49 Harun al-Rachid // 29/February/2008 às 17:31

    O crime da padre Amaro
    Eça de Queiroz

    http://livrosparatodos.net/downloads/o-crime-do-padre-amaro.html

  • 50 Z.E.H. // 29/February/2008 às 17:48

    Não guarda ligação direta com o tema, mas o post do PD em lembrou como o obscurantismo não é uma “determinação” desta ou daquela religião, como às vezes a cobertura fácil da “cruzada do Ocidente contra o iSlã” quer fazer parecer. Durante alguns séculos, as nações islamicas detinham a ponta da ciência, das artes, do comércio, da tecnologia. E os obscurantistas eram justo os europeus.

    Quando PD fala das meninas que não viam a luz e iam para a missa de cabeça baixa, é inevitável lembrar das Burkas…

    Aliás, PD, não para mexer em vespeiro, por favor, mas uma vez li que durante vários séculos os Judeus tinham acolhida normal nas nações islamicas - enquanto que eram presa preferencial pro Santo Ofício europeu, ibérico em particular. Isso é vero?

    inteh
    z.e.h.

  • 51 Rodrigo // 29/February/2008 às 17:55

    E esse daqui?

    http://www.youtube.com/watch?v=zRcKx6vFhDI&feature=related

  • 52 Anonymous // 29/February/2008 às 18:03

    Israel prossegue com sua política de genocídio do povo palestino. Desde o início do ano já assassinou 146 palestinos, a maioria civis inocentes, dos quais 11 crianças. Neste mesmo período, 2 israelitas morreram. A Faixa de Gaza será invadida brevemente, e Israel empregará bombas clusters e de fósforo, e bulldozers gigantes, contra o povo palestino, tal como fez contra o povo libanês. O objetivo é reduzir Gaza a ruínas, exterminar os palestinos e reocupar o território com colonos armados até os dentes.

    Tzipi Livni, ministra genocida, já enviou nota arrogante à comunidade internacional ordenando-a “respeitar todo e qualquer ato de guerra de Israel destinado a proteger os israelenses e garantir a segurança de Israel.” Isto quer dizer: Praticamos genocídio e vocês assistem sem dar um pio.

    Viva o povo palestino!

  • 53 RW in Miami // 29/February/2008 às 18:05

    Z.E.H,

    sim, e’ verdade - grande parte dos judeus expulsos da Peninsula Iberica foi parar em terras na epoca ocupadas pelos arabes - por exemplo no Califado de Cordoba, no Marrocos, na Turquia, etc. E grande parte destes chegaram a desenvolver dois dialetos com base no espanhol e no portugues: o Ladino e o Hakitia

  • 54 Prøftël // 29/February/2008 às 18:11

    Ih, laskou.
    Daqui a pouco vão dizer que as freiras eram palestinas e foram emparedadas… deixa prá lá.

  • 55 Esprit de porc // 29/February/2008 às 18:36

    Olha, PD, eu procuro ler o blog todo dia e geralmente gosto do que leio.
    Este, no entanto, estava especial.
    Parabéns, companheiro!

  • 56 Chesterton // 29/February/2008 às 18:37

    povo que sofre genocidio não tem capacidade de enviar dezenas de foguetes diariamente contra o suposto agressor….

  • 57 Mr X // 29/February/2008 às 18:49

    Anonymous,
    Deixa de ser mala, o tema aqui é outro. Os palestinos tão melhor que muitos brazucas:
    http://www.alertnet.org/thefacts/chart.htm?=&period=0&rt=0&startdate=2000&enddate=2007&category=standard_of_living.0.deaths_of_babies&countrycode=152641&countrycode=215616&countrycode=217173&countrycode=217199&countrycode=218247&countrycode=PS&go.x=61&go.y=5&go=Generate+Graph

    No mais, olha, existem muito mais razões para as pessoas pirarem ou não, ou crerem em Deus ou não, do que ter ou não ter sexo… Que bobagem!

  • 58 Zé Bush // 29/February/2008 às 18:50

    well…..A igreja não detinha poder apenas religioso e social, mas também político.Tinha rei que se cagava de mêdo de uma excomunhão ou bula papal. E os reis portugueses de outrora, salvo honrosas exceções, eram uns cagões. As rainhas quase todas eram beatas. Portugal nunca saiu da merda e seu vasto império colonial serviu apenas para sustentar uma nobreza parasita e retrógrada, talvez a mais perdulária e inútil da Europa.

    Era costume “emparedar” os defuntos antigamente em nichos ou carneiras. Na falta de espaço, colocavam duas juntas, pois as freiras eram consideradas “irmãs”. Devem ter morrido no mesmo dia, o que pode sugerir uma epidemia repentina.

    Hipocrisia e malícia sempre existiram pois sempre fizeram e (se deus quiser) sempre farão parte das relações humanas .

  • 59 joao gomes // 29/February/2008 às 18:52

    Ei Pedro Doria

    E a declaracao do Principe Harry hem?
    o principe mestiço (…filho de plebéia é isso ai….) desvaloriza sua própria terra, lá no afeganistao. …Será efeito de algum opiáceio??

  • 60 Mr X // 29/February/2008 às 18:52

    A população “palestina” quintuplicou sob a “ocupação” israelense, que “genocidas” incompetentes. O pior é que era tão simples não ocorrer essa nova operação militar, era só os palestinos pararem de lançar foguetes. Por que não páram, Anônimo?

  • 61 faraó // 29/February/2008 às 18:55

    Aos camelos do deserto (anonymous, HRP, Moises e outros suicidas),

    Israel esta estacionando as tropas nas fronteiras de Gaza. A invasão é dada como certa e cristalina. A destituição de Hanieyh e do Hamas também.

    Se o Hamas quisesse a paz, aproveitava as usinas metalúrgicas para construir arados e não misseis.

    A paciencia de Israel se esgotou. Ninguém pode negar que o Hamas buscou a guerra por todos os meios possiveis e imagináveis. Agora vão ter.

    Se alguém quiser lutar ao lado dos palestinos, a hora de viajar é nesse fim de semana, porque depois vai ficar dificil. Não se esqueçam de deixar pago a última parcela do seguro de vida.

    Que as 72 virgens árabes sejam do seu agrado e que as freiras do texto acima sejam uma boa companhia.

  • 62 Rogério // 29/February/2008 às 19:00

    Uma delas foi sepultada primeiro. A segunda veio depois (não se sabe ainda quanto tempo depois) e a que lá estava foi empurrada para o fundo. A mais antiga é uma ossada. A segunda é uma múmia (tecnicamente: um corpo preservado). A múmia pode originar-se de uma ação humana (utilizando-se técnicas de embalsamamento) ou de fenômenos naturais que terminam com a preservação do corpo. Parece que este último é o caso. Depois posso postar links para estudo. Abraços a todos!

  • 63 Thiago Azevedo // 29/February/2008 às 19:01

    Já ví colocarem um pedacinho de fita adesiva na boca dos defuntos para que não abra. Deve ser normal, pois já ví em alguns.
    PD, muito bom este post!

  • 64 Chesterton // 29/February/2008 às 19:03

    PD falou: Mas quando a repressão é muita, acontece de algumas pirarem.

    chest- bem, o que se nota é que esta linha de argumentação, de que ausencia de sexo leva a loucura, é a mesma linha da argumentação do Gerald Thomaz , que acusava na sua querela com Reinaldo Azevedo que a falta de sexo levaria ao pensamento conservador, ou de direita, e que o sexo oral homossexual masculino seria a cura desses problemas….Será que a esquerda anda tomando demais no c.u?

  • 65 Mr X // 29/February/2008 às 19:12

    Esse negócio de embalsamar padres freiras e nobres não é nenhum mistério, na Europa aconteceu de monte, olhem aqui este convento na Itália, já visitei isto aqui:
    http://xoomer.alice.it/dyqbri/palermo.htm

  • 66 Mr X // 29/February/2008 às 19:14

    Um artigo interessante sobre o tal cienticismo versus religião, será que foi o Chest que escreveu?
    http://www.davidwarrenonline.com/index.php?id=851

  • 67 Zé Bush // 29/February/2008 às 19:24

    well…associar repressão sexual com “ficar doido” é meio forçado sim, embora a mulher seja mais propensa a alterações de humor e comportamento. Mas naquela época, quando a menina começava a “dar trabalho”e ficar mal-criada e respondona, o mais sensato era mandar para o convento para SUBLIMAR o desejo erótico. In other words, trocava-se o êxtase sexual pelo êxtase religioso.

    Felizmente, na maioria das vezes, sempre havia um padre por perto para ajudar as meninas no seu árduo e longo caminho de penitência e orientá-las nas regras da virtude.

  • 68 Chesterton // 29/February/2008 às 19:32

    este tipo de coisa é inadmissivel, mas suas palavras tem que ser toleradas, pois estamos num país livre (enquanto o Lula deixar o Supremo julgar).

    A fantasia dos garotos que viram esquerdistas quando crescem, deve ser comer uma freira, e eu reconheço que o cara tem que ser muito macho, pois para comer as freiras que eu conheço, o cara não pode ter medo de cara feia.

    A verdade é que a associação entre sexo e loucura é muito mais complexa do que aqueles psicólogos esquerdistas ( e alguns antropólogos) quer fazer crer. A primeiroa pergunta é: existe relação? Se afirmativo, qual é a relação?
    Hoje se sabe que se as neuroses podem ser advindas em parte da repressão, as psicoses, muito mais graves, podem ter relação coma ausência de moralidade e a liberação dos costumes. Acreditem, o ser humano é muito mais que uma máquina biológica à mercê de eventos físicos.

  • 69 Chesterton // 29/February/2008 às 19:36

    não fui eu quem escreveu, mas é muito bom.

  • 70 Chesterton // 29/February/2008 às 19:37

    ndeed, the rebirth of empirical science in the Christian Middle Ages was a return to Athens and Alexandria, and to the inquiries of e.g. Aristotle, and Aristarchus (“the ancient Copernicus”).

    A return after what interruption? Not simply the fall of the Roman Empire, but a less appreciated collapse of pagan science that preceded that fall by many centuries.

    isto é fundamental

  • 71 Chesterton // 29/February/2008 às 19:37

    The mystery cults that sustained them, began to flourish just as that Greek world was crumbling under the might of an expanding Roman power, in the centuries before Christ.

  • 72 Chesterton // 29/February/2008 às 19:39

    The ancient degeneration of science was predicated not on the rise of an “irrational” religious force, that suppressed it, but on progressive loss of faith in, and growing cynicism towards, the ancient religious and cosmological order.

    And that is what I fear is happening today: the degeneration of science into gnostic mystery cults, as the unifying faith upon which science was built, is hollowed out.

    chest- limpo, cristalino, óbvio.

  • 73 Alba // 29/February/2008 às 20:00

    Chest,

    O post do PD é maravilhoso exatamente porque rende uma viagem a um tempo que não vivemos, mas podemos perfeitamente imaginar pela força das imagens que ele evoca.

    Se até hoje, como lembrou, acho que o Z.E.H., há mulheres prisioneiras atrás de uma burka, quando antes, e isso foi comum, muitas foram encaminhadas aos conventos por conveniência familiar ou política, nada tendo a ver com vocação religiosa, porque duvidar que algumas literalmente enlouquecessem?

    Umas poucas, como Teresa D’Ávila, tiveram verdadeiras alucinações de grande beleza, o que alguns chamam de “experiência do sagrado”, mas que pode ser lido de outra forma, como simplesmente, alucinações.

    E, voltando ao hoje, o Magiozal fez uma observação muito pertinente: pouca coisa mudou para as mulheres mais pobres: ainda são as “iniciadoras sexuais” num arranjo não só aceito, mas encorajado e cantado em verso e prosa. :((

    Para concluir, há um filme que mostra como, em plenos anos 1960, na Irlanda, moças que eram consideradas levianas, ou desajustadas, ou simplesmente muito bonitas - significando só por esse fato uma “tentação pecaminosa” para os homens, eram enviadas aos conventos das “Madalenas” ( o nome não é à toa).

    Nesses conventos, trabalhavam para purgar seus “pecados”, reais ou imaginados, sem pagamento, 364 dias por ano, lavando e passando roupas para famílias e empresas.

    A história é baseada em fatos reais. O último convento das “Madalenas” foi fechado em 1996.

    http://www.cinepop.com.br/filmes/nomededeus.htm

  • 74 Chesterton // 29/February/2008 às 20:14

    erstava eu cá com meus botões lembrando de alguns fatos.
    A sexualidade humana está na moda. Sim, cada geração que nasce desde os anos 70 acha firmemente que a descoberta do sexo foi dela. Acha que pode ensinar sexo para a geração anterior (como se os bilhoes de humanos tivessem caído do céu, do colo da cegonha).
    A sexualidade humana se semelhante tem uma diferença em relação aos outros mamíferos (raras exceções): o cio, período de acasalamento. O ser humano pode acasalar independentemente das estações do ano. Uma maravilha, fez com que as alternativas de escolha não mais se dessem numa janela de tempo.
    Mas o que ocorre com o modismo sexo, é que uma possibilidade se tornou uma obrigação (não, não é papo de brocha, mas sim, sou monogâmico sequencial convicto, 2 mulheres ao mesmo tempo para mim, não dá, confesso minha incompetência).
    A pessoa para ser vista como normal TEM QUE ter vida sexual ativa.
    Além de ser uma interferencia na vida íntima dos outros, provoca uma pressão na garotada que ao contrario do que se pensa, não é revolucionaria nem saudavel. O sexo deixa de ser algo a ser feito com alguem que se gosta, um resultado natural da liberação dos costumes mais repressivos, mas algo que se TEM que fazer com quem está por perto.
    (if cant be with the one you love, love the one you are with, quem lembra).
    Lembro na juventude num festival onde uma amiga minha, muito linda, estava sendo cortejada pelo ator-nadador falecido que vocës sabem quem foi. Ela, muito lisonjeada, deu uma pequena abertura, iniciaram uma conversação, papo vem papo vai, aí ele deu no bote (sex now) e ela refugou. Bem, a quantidade de palabvras ofensivas de baixo calão que ele desferiu contra a princesinha (sua burguesinha, metidinha e os demais…) foi impressionante. Devido a seu tamanho e massa muscular, ela ficou muito assustada, mas o episódio encerrou por aí. As meninas que estavam a fim de sexo now com ele foram preteridas naquela noite, e tudo foi abafado.
    Podem dizer que o cara era achado, metido a besta, galã de rodoviária, enfim, qualquer coisa, mas o que é certo é que ele, e mais uma pá de gente, achavam que ele TINHA QUE ir para a cama com ele. Não mais num ato de amor (ou atração, sei lá) mas de puro exibicionismo. A moda assim dita.
    Então o amor livre virou sexo-prisão. Daí o enorome desajuste que se vê hoje nas relações humanas, sexuais ou não. (cont)

  • 75 Chesterton // 29/February/2008 às 20:16

    Alba, tenho minhas duvidas se a intenção do PD foi esta, mas cada caso é particular. Os grupos sociais tem tradições que as vezes escapam à minha compreensão, tem que ver caso a caso.

  • 76 Alba // 29/February/2008 às 20:44

    Chest,

    Acho que há um descompasso entre o Chest 74 e o Chest 75. Você está sendo clonado?

    De toda forma, a opressão das mulheres é padrão, seja no mundo muçulmano - com grandes variações, já que uma bósnia, por exemplo, goza de muito mais liberdade que uma afegã ou que uma saudita.

    Mas também temos do que nos “orgulhar” nesse quesito. Quando li “Os Demônios de Loudun”, fiquei sinceramente penalizada e horrorizada com o sofrimento imposto àquelas mulheres, que ainda por cima, tiveram que carregar a culpa de terem sido responsáveis pelo suplício do tal padre, que era bonitão e que, compreensívelmente, agitou algumas ondas que se esperava que estivessem beeeem submersas.

    Triste, mas é um retrato da repressão que a Igreja Católica incentivou, assim como os fundamentalistas islâmicos, ciosos do seu poder, onde têm poder, impõem sobre a metade mais frágil da humanidade, diga-se o que se quiser dizer..:((

  • 77 Zé Bush // 29/February/2008 às 20:48

    well,Mr. Chesterton…o senhor acaba de descrever a instrumentalização do sexo, ou seja, a prática do sexo como mera atividade recreativa, seja por curiosidade, ansiedade, falta de alternativas,insegurança emocional, excesso de estímulos….enfim, tudo menos afeto.

    O sexo está deixando de ser consequencia para ser causa. De que, ninguém quer saber.

  • 78 Harun al-Rachid // 29/February/2008 às 20:52

    No tempo do padre Amaro, os sacerdotes católicos comiam mulheres: freiras, beatas, meninas ingênuas, como relatado no romance do Eça. Pelo menos, era de acordo com a natureza.

    Agora, degeneraram de vez. Não querem mais saber de mulheres. Enveredaram pelo descaramento da pederastia e da pedofilia. Comparado com seus colegas atuais Amaro foi um santo.

  • 79 Chesterton-Dracul- El Cid // 29/February/2008 às 21:43

    não pe clone não..insisti, não podemos ver o mundo ontem com os olhos de hoje, nem acho que as mulheres sejam santinhas..

  • 80 Fabio Passos // 29/February/2008 às 22:38

    Que visita inusitada e fascinante. E que belo texto este seu. Sem dúvida o melhor que vi por aqui…

    mas sou leitor recente.

  • 81 Chesterton-Dracul- El Cid // 1/March/2008 às 0:11

    “Nenhum corte foi anunciado, mas a forma como o mercado de energia está estruturado resulta em elevações tão altas de preços que forçaram pelo menos duas grandes empresas (Coteminas e Novelis) a paralisar atividades e dispensar trabalhadores.”

    racionamento a vista….

  • 82 Benedictus Blackwhite // 1/March/2008 às 1:31

    Daqui a pouco, virão os tontos reivindicando um milagre.

  • 83 xyz // 1/March/2008 às 2:13

    Mas já tem um milagre, Blacwhite. O Mosteiro da Luz, reconhecível como Santo Antônio Galvão o projetou. A propósito, um pouquinho de história da Igreja no Brasil não cairia mal, realmente. O santo franciscano viveu na época do absolutismo régio pombalino, verdadeiro divisor de águas também na história do Brasil. Na década de setenta do século XVIII, o Mosteiro teve que ser fechado por determinação oficial. Várias religiosas optaram por ficar na casa fechada; espécie de resistência pacífica. Foi reaberto em 82 (sempre nos setecentos). Data mais ou menos daí o início da construção do prédio que vemos hoje. Sobre o perfil das reclusas, Santo Antônio Galvão recomendava à superiora (verbatim): “jamais persuada a pessoa alguma, ainda de relevantes virtudes, a que tome este estado. As

  • 84 xyz // 1/March/2008 às 2:15

    oops. continuação. “As que forem recebidas (…) que sejam vivas de entendimento (…) robustas e sadias para o serviço (…). Por nenhum pretexto se admitam maníacas, frenéticas e lunáticas”.

  • 85 DoSol » Blog Archive » COLUNA DO LEVINO: NE INIE, FOO FIGHTERS E MAIS // 1/March/2008 às 6:32

    […] E as múmias do Mosteiro da Luz, hein? Tem palpite para todos os gostos. Eu fico com o desejo, descoberto agora debaixo de sete […]

  • 86 HRP Mané Reloaded! // 1/March/2008 às 6:58

    Comentário 26!
    Quanta merda em tão pouco espaço!
    EEEEEEEE…..
    Bom dia aos homens de boa vontade……..

  • 87 xyz // 1/March/2008 às 10:45

    Roberto Romano sobre calores místicos: “Um enlace erótico assim descentra o sujeito, abre todos os seus poros para o Outro. (…) Ele não mais se imagina como fonte de poder e de mando (….). Ele é livre. Quem dúvidar, leia as belíssimas ‘Meditaciones sobre los Cantares´” (de Santa Teresa d´Ávila). Bento XVI sobre Igreja e poder: “Se somos cristãos para participar de uma diaconia em prol do todo, então (…) justamente por causa dessa relação com o todo, o cristianismo vive a partir do INDIVíDUO e para o indivíduo, porque a transformação da história e a ruptura com o ambiente só pode acontecer por iniciativa do indivíduo.”

  • 88 Arilo // 1/March/2008 às 12:29

    Adorei a análise histórica.

  • 89 Jornalismo, História e as múmias de São Paulo « Bebopping around // 1/March/2008 às 13:57

    […] um trabalho bem feito. Na maioria das vezes, tenho pavor de jornalista falando de história, mas o post do Pedro Dória sobre as múmias de São Paulo está primoroso. Leiam, que vale à […]

  • 90 Alba // 1/March/2008 às 16:45

    xyz,

    Você tem toda razão. As Meditaciones de Santa Teresa D’Ávila são de uma beleza impressionante e autorizam mesmo a idéia de “encontro com o sagrado”.

  • 91 xyz // 1/March/2008 às 17:19

    Alba, sempre elegante. Sobre vida em mosteiros (e o da Luz continua vivo; provavelmente menos fechado, o prédio abrigando inclusive o belo acervo do museu de arte sacra), parece que o documentário do Philip Gröning , feito há uns dois anos, é muito esclarecedor. Tenho minhas dúvidas se chegará a circuito comercial em Brasília…. http://www.diegrossestille.de/english/

  • 92 xyz // 1/March/2008 às 17:27

    http://www.cinematical.com/2006/01/24/video-interview-philip-groening-director-of-into-great-silence/

    Entrevista com Philip Gröning.

  • 93 xyz // 1/March/2008 às 21:50

    http://movies.nytimes.com/2007/02/28/movies/28sile.html

    A entrevista com o Gröning nem sempre abre com facilidade. Esse link aí pro NYT traz boa matéria sobre o filme e o acesso é amigável. Palhinha: “The psychology and philosophy of asceticism are not Mr. Gröning’s concern. He is after something more elusive and, from an aesthetic as well as an intellectual point of view, more valuable: a point of contact with the spiritual content of intense religious commitment.” No Brasil, sei da existência de cartuxos em Campo do Tenente, Paraná. Parece que tem uma comunidade também próxima a São José do Rio Pardo, SP. Outras haverá.

  • 94 rosa luxemburgo // 1/March/2008 às 22:33

    É a primeira vez que comento neste espaço. Adorei a análise do PD sobre o Brasil colonial, antes da chegada de D. João ao Brasil.
    Concordo que o País mudou muito em 200 anos, porém há um ranço na sociedade que persiste. Há pouco ainda se ouvia a expressão “moça para casar” e “moça para passar o tempo”. Infelizmente, há ainda em muitas famílias o conceito da moça boazinha, obediente, de dentro de casa, branca; e a moça da rua, livre, independente, negra. Ainda não nos livramos desse ranço escravocrata, como não nos livramos da escravidão no trabalho. Vide os escândalos em fazendas e nos canaviais brasileiros.

  • 95 rosa luxemburgo // 1/March/2008 às 22:35

    Na novela das 8 da Globo, temos um exemplo do ranço escravocrata que persiste no País. O filhinho do patrão não dá trégua à bela empregada negra.
    Mas parece que no final ele se casa com ela. Meno Male. :)

  • 96 Calada // 2/March/2008 às 18:03

    Hum, assediar a empregada negra e depois casar-se com ela, pra salvaguardar a honra….. Dá no mesmo, Rosa.

  • 97 e. s. // 14/March/2008 às 11:32

    Comentar a frio nunca é interessante, mas nunca é tarde para reconhecer um post inspirado e esteticamente impecável.

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