Certamente não é possível avaliar um debate que não foi assistido; mas é possível coletar a análise de outros.
Do ponto de vista da Slate, Barack Obama mostrou o quanto cresceu nesta temporada de primárias. Fez um debate bem-humorado e irrepreensível. A Time deu para ele nota B+ e, para Hillary, B-. Algo como notas 8 e 7. Ambos estavam bem, Hillary pressionando, Obama sem vacilos gigantescos. O New York Times observa que Hillary procurou interromper o debate algumas vezes tentando sublinhar fraquezas na fala de seu adversário; e Obama, com humor, sempre se esvaiu.
Foi um empate, pois. O problema do empate é que ele favorece quem está na frente. A pergunta relevante, aqui, é: o que faz Barack Obama estar na frente? O que move seu eleitorado? Respostas que têm a ver com carisma se espalham pela rede. Bill Schneider, estatístico da CNN, faz uma análise dos números que tem em mãos e oferece uma resposta mais convincente: Obama tem mais chances de vitória do que Hillary. É isto que move o eleitorado democrata.
Numa eleição presidencial, Hillary levaria 35% dos votos dos eleitores independentes, que não se consideram nem republicanos, nem democratas; McCain levaria 52% destes votos. Se, no entanto, a disputa fosse entre Obama e McCain, a situação se inverte: 46% para Obama e 36% para McCain. Os votos republicanos e democratas, os candidatos de ambos partidos já têm. Por isto estes votos independentes são importantes. As pesquisas nacionais, apontando Hillary ligeiramente à frente de McCain e Obama a larga distância são publicadas semanalmente. E elas, afinal, parecem ser o argumento mais convincente para o eleitorado nestas primárias democratas.






79 Comentários até agora ↓
1 Mr X // 27/February/2008 às 11:03
Obama, digo e repito, é o Anticristo. Todos os fatos aqui:
http://blogdomrx.blogspot.com/2008/02/ser-que-obama-o-anticristo.html
Hillary? Mera aprendiz de bruxa.
2 Mr X // 27/February/2008 às 11:04
Escutem os discursos do Obama lidos ao contrário e verão:
http://youtube.com/watch?v=daylkziIEYE
3 Mr X // 27/February/2008 às 11:06
Obama também poderia ser o novo Messias, é claro:
http://obamessiah.blogspot.com
Mas ainda acho que é um falso profeta, lobo em pele de cordeiro. :-)
Será, no entanto, provavelmente o próximo presidente dos USA.
4 Jåµë§ ßønd™ // 27/February/2008 às 11:08
-= Bom dia, ladies and gentlemen… am i the first?
–X–
Se eu entendi direito, the democratic party vai deixar Hillary de calças arriadas para poder ter chance de subir ao poder? Parece semelhante a uma certa senadora que poderia ter sido presidente do Brasil, se não fosse, algumas indiscrições que os aliados não quiseram discutir muito sobre.
–X–
listening [+] Everybody Is Changing | Keane
5 Jåµë§ ßønd™ // 27/February/2008 às 11:09
-= Mr. Ékis, eu só acreditaria nisso se o Ozzy Osbourne fosse seu cabo eleitoral.
6 Maria // 27/February/2008 às 11:21
PD, que pesquisa é essa?
Acabo de ler uma em que republicano aparece 2 pontos à frente do Fernando Collor americano.
7 Maria // 27/February/2008 às 11:23
A pesquisa (do LA Times), realizada pelo jornal e a agência Bloomberg com 1.246 eleitores, indica que McCain ganharia de Hillary nas eleições de novembro por 46% dos votos, contra 40% da democrata.
Se o candidato do Partido Democrata for Obama, o resultado seria de 44% para McCain e 42% para o senador por Illinois. Já que a pesquisa conta com uma margem de erro de 3%, trata-se de um empate técnico nesta segunda situação. Copiado do portal Terra
8 Zé Bush // 27/February/2008 às 11:34
well….eu continuo acreditando que o Obama só chegou onde chegou porque se apresenta como “diferente”, propõe “mudanças”, “alternativas”, todo aquele blá-blá-blá vazio , insípido e inodoro que encanta e satisfaz o raciocínio de ameba de boa parte do eleitorado. Tudo muito vazio, indefinido, pautado apenas por um voluntarismo primário e deslumbrado.
Sou mais o McCain. Pode ser até um filho da puta, mas fala abertamente suas propostas e não se esconde atrás de retórica e proselitismo.
McCain não engana ninguém. Mas as pessoas se enganam com Obama.
9 cjballantyne // 27/February/2008 às 11:40
Eu vi. Não foi empate não. Obama ganhou. E pronto.
10 Ricardo Cabral // 27/February/2008 às 11:53
Maria, Obama como Fernando Collor? Que maldade!
Mr. X, ler comentário teu dizendo que o Obama será o próximo presidente, apesar de vc não gostar dele, me faz acreditar bem mais na sua racionalidade para além das suas convicções ideológicas… Há esperanças para o mundo, afinal! ;-)
11 andréa // 27/February/2008 às 11:54
“sempre se esvaiu”?
12 Pedro Doria // 27/February/2008 às 11:56
Maria, o link no texto indica as pesquisas que o Bill Schneider usa para fazer sua análise. Mas, perceba, aqueles números representam apenas os votos dos eleitores independentes, não o quadro nacional geral. Pescando da análise dele:
The national “poll of polls” consists of three surveys: AP-IPSOS (February 22-24), USA Today/Gallup (February 21-24), and CBS/NYTimes (February 20-24)
13 Mr X // 27/February/2008 às 12:25
Rick,
Eu gostar ou não de suas políticas pouco tem a ver com a realidade dos fatos, e convicções ideológicas, ao contrário do que ocorre com outros, não me deixam cego. O Obama é um fenômeno de massas. A Hillary teve azar, foi ser candidata logo quando apareceu uma nova estrela, que há anos não aparecia no Partido Democrata.
Daí a achar que é algo bom…
14 Marcos Araújo // 27/February/2008 às 13:30
Obama tem carisma; a Hillary nao tem. Nao tem nada a ver com azar, tem a ver com personalidade - ponto final.
Mr. X: “….e convicções ideológicas, ao contrário do que ocorre com outros, não me deixam cego…”
Ah, tá bom. Vários - nao todos - de seus comentários por aqui demonstram exatamente o contrário…
15 Mr X // 27/February/2008 às 13:47
Justamente estava pensando no seu exemplo quando escrevi a frase sobre ´cegos´ , Caramujo. ;-)
16 Marcos Araújo // 27/February/2008 às 13:52
Cara, continue pensando em mim. Irá alegrar seu dia…
17 confetti // 27/February/2008 às 13:58
putz meninos….nao se entediam com esse joguinho de “mon zizi est plus grand que le tien?”
kkk
18 confetti // 27/February/2008 às 14:00
m.a. carisma é um nome pesado hein….nem obama nem hillary o tem….mas hillary é competente e obama ainda nao….
19 Pedro Doria // 27/February/2008 às 14:44
confetti, vc é a primeira que ouço dizer que Obama não tem carisma… tem gente que até acha que ele é só isso, muita prosa, nenhuma substância. Mas carisma ele tem.
20 confetti // 27/February/2008 às 14:48
pois é…..
21 Marcos Araújo // 27/February/2008 às 15:03
E…queira ou nao queira, e para pesar de muitos, carisma e imagem também ganham eleiçao.
22 Rodrigo // 27/February/2008 às 15:17
Eu não vi o debate ontem. Dei uma olhada no site do Idelber e ele tá contando que a Hillary teve uma leve vantagem.
23 Jabulon // 27/February/2008 às 15:30
Olha, vi o debate no site do NYTimes, com transcript, posto que meu ingles de leitura está anos a frente do meu ingles de ouvido…
Na boa, achei a Hillary muito melhor. Apesar de parecer meio ansiosa, passando por cima do mediador algumas vezes, ela foi muito mais enfática que o Obama- no sentido de que falava com convicção e sem gaguejar, e sem valorizá-lo muito. Na questao do plano de saúde - parece que eles querem um SUS por lá - o maior argumento do Obama é que o plano dele é 95% igual ao de Hillary. Ele disse isso muitas vezes. E também “exaltou-a” muito mais.
Ele é mesmo mais carismático, mas gaguejou muitas vezes, sei lá, não parece a mesma coisa do que quando pode ensaiar para um discurso. E a mulher foi até engraçada, mais nervosa porém afiada. A resposta dela sobre o sucessor do Putin deixou o Obama sem ter o que dizer… ela quase que respondeu tudo.
De resto, nenhum dos dois respondeu a quase nenhuma pergunta dos mediadores, ao invés disso fazendo discursos prontos em cada oportunidade. O que eu gostei mesmo foi o formato do debate, bem livre e sem as viadagens de fala um minuto, um minuto replica, essas coisas que ainda temos aqui.
24 Clara rubro-negra // 27/February/2008 às 15:59
Com certeza a Hillary levou vantagem. Até onde vi, não podia fazer melhor. Vamos ver a vantagem se transformar em votos na 3a. feira.
25 ana pinheiro // 27/February/2008 às 16:41
Acho engraçado o pessoal se achar mais esperto que os outros. A eleição americana envolve um sem número de disputas e de reivindicações, considerar que o eleitor escolha o seu candidato de uma forma irracional é de uma arrogância gigante. Leitores de blog têm mostrado uma ignorância gigantesca. Tiram soluções mirabolantes ao inv´pes de tentar entender o que mobiliza os eleitores a votar no Obama. Nenhuma das pessoas que postou aqui sabe da metade do que mobiliza um eleitor americano a votar. Acalmem os ânimos e tentem ler coisas fora da internet. Senão fica um monte de chavões ideológicos, aliás, em geral chavões do século 19.
26 confetti // 27/February/2008 às 17:00
ana, brinde-nos com sua opiniao, please…aqui somos abertos e atentos a …quase tudo…))
27 Ricardo Cabral // 27/February/2008 às 17:08
ana pinheiro, faço coro com a Confetti. Sou todo ouvidos (ou melhor, olhos), espero ansiosamente por sua análise desprovida de qualquer ideologia e sem nenhum clichê…
28 confetti // 27/February/2008 às 17:09
ricardo..show up !
29 confetti // 27/February/2008 às 17:09
kkkk
30 confetti // 27/February/2008 às 17:10
( dê uma maquina nova pra mainha ! uma mais silenciosa ! kkk)
31 Marcos Araújo // 27/February/2008 às 17:26
E entao, Ana? Cadê a resposta à muito apropriada pergunta da Confetti? Esperamos ansiosos. Mostre-nos a sua sapiência gigantesca, visto que aqui somos todos ignaros gigantes.
O que é mesmo - e que ainda nao foi discutido aqui em outras ocasioes, note bem, e que você talvez nao leu - que “mobiliza os eleitores a votar no Obama.”? “Os eleitores” é muito, nao? Que eu saiba, eleitores republicanos nao votam no Obama - certo?
32 Ricardo Cabral // 27/February/2008 às 17:31
Eis uma típica “mpi”, Confetti (#30), Malditas Piadas Internas, hahaha!
33 confetti // 27/February/2008 às 17:35
m.a. vc por aqui ? ))
34 Marcos Araújo // 27/February/2008 às 17:43
E como nao? Desde o # 14.
Onde você estiver, lá vou eu :o))
35 confetti // 27/February/2008 às 17:50
cebesta m.a. !
36 Marcos Araújo // 27/February/2008 às 17:52
Besta nada, sô! Só um coitado minerim…
37 confetti // 27/February/2008 às 17:53
adorei aquele degustation !
38 Jabulon // 27/February/2008 às 17:57
Saquelé?
Diz a Ana (em outro site) que ela é americana, ou ao menos mora ao norte do Rio Grande…
Daí ela, do alto da sua experiência de green card, diz também (em outro site) que o pessoal daqui nao entende nada… nao entende nada… nao entende nada.
Entendeu?
39 Jabulon // 27/February/2008 às 17:59
Ah, alguem poderia me explicar também qual a racionalidade que levou o eleitor americano a votar no Bush? Senão da primeira vez, da segunda? O que mobiliza um eleitor americano a votar, tipo, duas vezes no Bush?
40 Pedro Doria // 27/February/2008 às 19:06
Jabulon — Essa é a terceira eleição norte-americana que cubro como jornalista; conheço os EUA quase tão bem quanto conheço o Brasil. Conheço história, história política, tradição… vc pode discordar de mim, e tem todo o direito. Mas, acredite, entendo do assunto.
Entendo o suficiente, por exemplo, para saber que ler um debate e assisti-lo na televisão são coisas absolutamente diferentes. Mudou de mídia, mudou a percepção de presto. Interessa a percepção de quem assistiu o debate na televisão. Se a maioria tivesse lido, aí valeria a percepção da leitura.
Quem assistiu ao debate entre John Kennedy e Richard Nixon na tevê, em 1960, achou que Kennedy havia dado uma surra num Nixon cansado, distraído. Quem ouviu o mesmo debate pelo rádio considerou que houve empate e que Nixon — então vice-presidente — parecia ter mais domínio dos fatos. Para o azar de Nixon, naquele ano, pela primeira vez, mais gente estava acompanhando o debate pela tevê e do que pelo rádio. Kennedy dominava a informalidade e a jovialidade da tevê. Nixon, não. Sequer fez a barba para ir ao debate.
Não que isto tenha definido a eleição. Foi um pleito duro. E o prefeito oligarca Richard Daley, de Chicago, fez até os mortos levantarem para votar no JFK. É… roubaram do Nixon a eleição de 1960.
41 Pedro Doria // 27/February/2008 às 19:09
Jabulon — o que motivou o eleitor dos EUA a votar no Bush? Cara… isso dá um artigo longo. Mas, em poucas palavras, o Partido Republicano costuma receber o voto de três grupos de eleitores. Os conservadores fiscais, os conservadores sociais (em geral evangélicos) e os belicistas. Os conservadores sociais não costumam ser muito motivados a votar — é preciso lembrar que, lá, o voto não é obrigatório. A campanha do Bush conseguiu convencer essa turma que ele seria o presidente ideal, eles foram às urnas. Mas não esqueça: no voto popular, o Bush perdeu do Gore por mais de 100.000 votos.
42 Dino // 27/February/2008 às 21:19
Mr. Cheese, o anticristo não seria o McCain, que matou McAbel depois que o seu pai McAdão foi expulso do paraíso?
43 Sam Shiraishi // 27/February/2008 às 21:19
Encontrei este post quando escrevia o artigo Direitos para um mundo mestiço e gostaria de ter seu comentário lá se desejar. ;)
Sam
Sam Shiraishi
http://samanthashiraishi.wordpress.com
http:///www.nossavia.com.br
44 Jabulon // 27/February/2008 às 21:44
Pedro, eu quis dizer que vi o debate, vi o vídeo. É que no site do NYtimes tem um link onde aparece o video e o texto do lado, daí fui acompanhando pelo que aparecia escrito.
É certo que a mídia muda tudo, e eu mesmo repeti algumas partes, porque li primeiro e depois prestei atenção só no vídeo.
A minha impressão, e isso é obviamente uma opinião bem pessoal, foi que a Hillary pareceu bem mais consistente. Claro, minha opinião tem que ser considerada dentro do meu ambiente, tipo, não sou americano, não vi nenhum outro debate, tudo o que tinha visto até agora era o vídeo do Yes We Can e as poucas imagens que me chegam pela TV aberta. Daí por isso mesmo eu esperava um Barack bem mais incisivo, sei lá. Talvez tenha nisso um pouco daquele fenômeno da criança que se frustra com um brinquedo novo porque tinha expectativas muito altas… Enfim, eu acredito que você entende do assunto, do contrário, não seria assíduo leitor.
Ah, e gracias pela resposta sobre os eleitores do Bush, mas eu queria mesmo era que a Ana Carolina respondesse ;)
45 Pedro Doria // 27/February/2008 às 22:06
Jabulon — eu não assisti o debate. Mas assisti outros… o Obama é ruim de debate. Neste sentido, seu primeiro contato pode ser desapontante, mesmo. Imagino que os analistas que citei estão observando sua evolução. Quando o candidato supera as expectativas, acaba parecendo melhor. E ele está melhorando a cada encontro, mas decididamente não é a mídia dele. Já nos grandes comícios…
46 anrafel // 28/February/2008 às 3:29
Jabulon,
Não é Ana Carolina, não. É Ana Pinheiro (foi de propósito?).
Eu queria saber também um dado interessante: quanto do eleitorado americano não se considera democrata ou republicano, ou seja, considera-se independente?
47 ana pinheiro // 28/February/2008 às 11:22
O caso é o seguinte, quando o candidato fala, não está disputando o cargo de segurança na televisão, aliás, ele fala pra audiências específicas. No caso de Cleveland, especificamente, é um público que embora tenda a votar no Clinton se vê muito decepcionada com o próprio Bill. Ohio fica no chamado Steel Belt americano e viu as políticas de liberalização que vêm dos anos oitenta acabarem com sua economia. Até agora nenhuma alternativa muito consistente foi construída por lá. Fora Pittsburgh, que fornece minério e Chicago, que mudou completamente a sua vocação econômica, nada parece ter melhorado muito desde o Reagan. Então, pode parecer que o Obama foi mal, mas ele foi muito bem pra esses eleitores. Além disso ele está de olho no voto de outros candidatos, que abandonaram as primárias, como o John Edwards o Bill Richardson e o Kucinch. Eles têm votos mais a esquerda dessa região. Sobre o Texas eu não entendi muito o comportamento do Obama e nem da Hillary, mas não conheço e nem entendo as motivações daquele eleitorado. Agora, é importante saber que debate não é prova de compétência, são mensagens deixadas ao eleitorado, pra repercutir no comitê eleitoral no dia seguinte e fomentar as conversas no trabalho, no ônibus e narua.
48 ana pinheiro // 28/February/2008 às 11:23
Nunca disse que tenho green card. De onde vocês tiraram isso?
49 ana pinheiro // 28/February/2008 às 11:26
Sobre o Daley filho, pode saber que se o Obama for candidato ele fará de tudo pra que ele ganhe também. Ele foi o primeiro a levantar a comparação do Obama com o Kennedy.
50 ana pinheiro // 28/February/2008 às 11:29
http://www.writeslikeshetalks.com/2008/02/19/submit-questions-to-clinton-obama-cleveland-democratic-primary-presidential-debate/
51 Dino // 28/February/2008 às 12:29
· ana, brinde-nos com sua opinião, please…aqui somos abertos e atentos a …quase tudo…))
· ana pinheiro, faço coro com a Confetti. Sou todo ouvidos (ou melhor, olhos), espero ansiosamente por sua análise desprovida de qualquer ideologia e sem nenhum clichê…
· E entao, Ana? Cadê a resposta à muito apropriada pergunta da Confetti? Esperamos ansiosos. Mostre-nos a sua sapiência gigantesca, visto que aqui somos todos ignaros gigantes.
· Diz a Ana (em outro site) que ela é americana, ou ao menos mora ao norte do Rio Grande…
Daí ela, do alto da sua experiência de green card, diz também (em outro site) que o pessoal daqui nao entende nada… nao entende nada… nao entende nada.
Entendeu?
Ah, e gracias pela resposta sobre os eleitores do Bush, mas eu queria mesmo era que a Ana Carolina respondesse ;)
Já li outros comentários da ana pinheiro e ela sempre se mostrou uma pessoa bastante equilibrada e extremamente inteligente. Ficou muito feio a ironia acida despejada em cima dela devido ao comentário 25. Hão de convir, que dar pitaco nas prévias americana, onde nem as pesquisas de opinião acertam, com quase total desconhecimento dos rumos dos pensamentos, tendências e problemas dos estados em questão, alem de ser um exercício de futurologia é um tanto pretensioso. De maneira que o comentário dela não está incorreto, para ter sido agredido com paus e cacetes. Agora quem despejou o acido que vá ler o comentário 47, comentário realmente isento e inteligente, sem torcida de futebol. E não venham com balela que estavam sendo amistosos e queriam saber se ela tinha uma opinião para dar. É regra aqui defenestrar quem critica os comentários, só que é regra por aqui também, não reconhecer outros comentaristas a não ser os da mesma “tchurma”.
Agora sejam inteligentinhos e rebatam o comentário 47…
52 Marcos Araújo // 28/February/2008 às 12:58
Quem começou ironizando e insultando a TODOS aqui foi a própria Ana e nao a galera do blog (releia o 1° comentário dela). Ironia se responde com ironia.
Além disso em sua resposta no # 47, ela nao disse nada mais do que o Pedro Doria já nos disse por aqui. Pessoalmente, fio-me mais nas análises do Doria que pelo menos nunca menospreza, e menos ainda insulta, a turma aqui nos seus apartes.
Discordo do último parágrafo do comentário dela. Debates televisivos influenciam - e muito - os eleitores, e sobretudo os indecisos. Quem parecer incompetente ou hesitante pode perder muitos, muitos votos (salvo no Brasil é claro, onde incompetentes e falastroes sao e sempre foram os eternos donos do poder).
53 chovendo essa tarde, confetti* // 28/February/2008 às 13:04
dino…. nao fui ironica nem acida….mas o comentario 25 foi….
abyssus abyssum invocat ….
54 chovendo essa tarde, confetti* // 28/February/2008 às 13:06
” Agora sejam inteligentinhos e rebatam o comentário 47…”
parece que estamos na escola….((
55 Marcos Araújo // 28/February/2008 às 13:07
Dino: Ademais, nao denotei “ironia ácida” nem nada “muito feio” nos comentários de alguns em resposta à Ana. O da Confetti, por exemplo, nem é irônico. Naturalmente, você pode discordar, mas esta é sua opiniao e duvido que seja a de muitos outros por aqui.
Eu talvez nao seja “extremamente inteligente” - tal como você elogia a Ana - mas burro nao sou. Quem sabe “inteligentinho”, como você próprio ironizou?
56 Marcos Araújo // 28/February/2008 às 13:11
Palavras da Ana: “…Leitores de blog têm mostrado uma ignorância gigantesca…..Nenhuma das pessoas que postou aqui sabe da metade do que mobiliza um eleitor americano a votar…”
Acho que a Ana generaliza e se engana…
57 chovendo essa tarde, confetti* // 28/February/2008 às 13:17
“Acalmem os ânimos e tentem ler coisas fora da internet”
m.a. pensei que nao existisse vida fora da internet !! ))
58 Marcos Araújo // 28/February/2008 às 13:31
Confetti: Vida - inteligente - fora da Net nao existe :o))
59 chovendo essa tarde, confetti* // 28/February/2008 às 13:36
m.a. eu nunca vi o dino digitar um KKKK nem um HAHAHA nem um HEHEHE nem um :-))…
sera que ele nunca tem vontade de sorrir pra nos ? nem da gargalhadas sozinho na frente da tela ? nem tem “amigos” aqui com quem curte falar umas bobagens ?
eu so vejo ele jogar bombas e bombinhas….)
60 Dino // 28/February/2008 às 13:57
aqui foi a própria Ana e nao a galera do blog
aqui somos abertos e atentos a …quase tudo…))
Que galera do blog? Quem, aqui “somos”, caras pálidas? Existem essas entidades?
Caramujo, ela já comentou diversas vezes aqui e sempre foi de uma inteligência impar, então ela é “galera” do blog certo? É certo que apesar de “inteligentinho” você não presta atenção em quem escreve, seja a favor ou contra suas posições. Cito por exemplo o caso de eu ter acabado de te dizer que vivi 6 anos em LENINGRADO e você me respondeu que não sabia que eu tinha vivido em MOSCOU…
61 chovendo essa tarde, confetti* // 28/February/2008 às 14:01
i give up…..((
62 Dino // 28/February/2008 às 14:08
Confetti, alguém tem que jogar confete e alguém tem que jogar bombas, a ultima é minha função…
63 chovendo essa tarde, confetti* // 28/February/2008 às 14:16
ahan….jogo confetties sim, me agrada ser simpatica com os “amigos invisiveis”, a “galera” quoi…..mas tbm contribuo ao debate, me esforço em participar com analises pessoais ! nao jogo bombas pq nao sou “violenta”….
mas nao tenho “funçao” nenhuma no blog….é so diversao e prazer viu dino…gosto de vc, te leio sempre atentamente, ja tentei jogar um ou outro confettinho, mas vc nao deixou….
ta sorrindo ai dino ? ou ta puto ? ))
64 Ricardo Cabral // 28/February/2008 às 15:31
Dino, bacana o seu gesto cavalheiresco. Só não espere que todos vistam essa carapuça de “agressivos com quem não é da patota” ou coisa parecida. Da minha parte, penso que o comentário # 47 da ana pinheiro — que por sinal não tenho base para avaliar — poderia muito bem ter vindo sozinho, sem aquele anterior (# 25) com jeito de “puxão de orelhas” indiscriminado.
Me dirijo a vc porque o meu próprio comentário estava entre os que foram objeto da sua “reprimenda”. E olhe que sou do grupo daqueles que raramente comentam em posts em que não tem um mínimo de informações e/ou conhecimentos sobre o assunto — como é o caso dos que envolvem as eleições norte-americanas…
65 Nassau // 28/February/2008 às 16:26
Democratas -> Atende interesses dos sindicatos. Bom para os agricultores/trabalhadores norte-americanos
Republicanos -> + Interesses pró globalização.
“O presidente republicano também se mostrou contrário às recentes e fortes críticas tanto de Obama como de Hillary contra o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), que prometeram renegociá-lo caso um democrata ganhasse as eleições de 4 de novembro próximo.
“A idéia de se retirar unilateralmente de um tratado para tentar somar pontos políticos não é uma boa política (…), pela mensagem que isso envia à população que assinou o acordo com boa fé e o elaborou conosco”, garantiu Bush.
Às vésperas das primárias da próxima terça-feira em Ohio, um estado onde o Nafta é mal visto porque teria causado a perda de milhares de empregos, os dois aspirantes democratas à presidência concordaram em pressionar o México e o Canadá, os outros dois parceiros, para renegociar o quanto antes o acordo.
Bush também se disse convencido de que o Nafta é uma das soluções para frear a imigração clandestina vinda do México, apesar de não ter impedido a contínua chegada de mexicanos desde que entrou em vigência em 1° de janeiro de 1994, ainda durante o primeiro mandato do presidente democrata Bill Clinton.
O chefe da Casa Branca aproveitou a pergunta sobre o acordo da América do Norte para reiterar seu chamado ao Congresso, controlado pelos democratas, a aprovar o TLC com a Colômbia, o maior aliado dos Estados Unidos na América Latina.
“Se o Congresso não o aprovar, isto afetará muito os interesses de segurança nacional dos Estados Unidos, alentará o falso populismo na nossa vizinhança”, reafirmou, em alusão ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, o maior adversário de Washington na região.
A Colômbia chegou a assinar um Tratado de Livre Comércio com os Estados Unidos, mas ele está parado no Congresso americano. Lá, a maioria democrata pede ao governo colombiano maiores resultados na proteção de sindicalistas e nas investigações de vínculos de autoridades e legisladores com paramilitares de extrema direita, antes de aprovar o pacto.”
UOL notícias internacional/ 15:19 h
Dilema: Ideologia x interesses de países emergentes.
abs.
66 Marcos Araújo // 28/February/2008 às 16:29
Ô Dino, queridinho. Que pena que digitei Moscou e nao Leningrado. Iremos brigar por isto? O negócio é que você viveu na Rússia, em lugar frio, tá bom assim? E pode jogar bomba como quiser; tô cagando e andando.
67 Dino // 28/February/2008 às 19:24
Caramujo cagando e andando? Mas isso é atitude de pato na verdade.
68 Dino // 28/February/2008 às 19:34
Mas falando sério, não é questão de errares a cidade, é a questão de não ouvir o semelhante… Eu discuto, não concordo, como diz a confetti, solto bombas, posso até ser grosseiro no trato, não faço muitos salamaleques. Mas por outro lado posso te dizer posição política, profissão e até de comentários anteriores de comentaristas do blog. Isso é uma brincadeira que é feita, até por serviços de inteligência, mas que ajuda muito na vida em geral, escutar mais do que falar, mesmo quando parece ao contrario.
69 Alba // 28/February/2008 às 19:38
Nobre príncipe de Nassau,
Adoro vê-lo digitar coisas sempre pertinentes sobre interesses em jogo. Não só sobre o Nafta, que sozinho, já amplia desigualdades, mas a sensibilidade de copiar e colar - aí sim - informação de qualidade.
Dino e Caramujo: pô caras! vocês estão do mesmo lado, não perceberam?
E só pra rebater essa coisa mesquinha de exigir da Ana Pinheiro cic, rg, plano de seilá o quê, pra desqualificar os seus argumentos. Bom, eu estou ao lado dela, que está nos passando o que é viver nos EUA.
Beijos
70 Alba // 28/February/2008 às 19:42
Salve, Dino!
Embora eu entre cada vez menos, reconheço o combativo companheiro !
71 Fabio Passos // 28/February/2008 às 21:20
Essa eu achei corretíssima…
“O presidente venezuelano Hugo Chávez
quer incluir os Estados Unidos e o
delinqüente Bush na lista dos terroristas.
Ele não deixa de ter razão.
Afinal Bush já se declarou
favorável à tortura e
assumiu o primeiro mandato
com um golpe de estado. Além disso,
sob suas ordens,os Estados Unidos
invadiram e ocuparam duas nações soberanas.
É preciso mais?”
De jeito nenhum. George “genocida” Bush é o maior terrorista do planeta.
72 Fabio Passos // 28/February/2008 às 21:28
E esta é sensacional! O final é impressionante!
“A informação é de Joseph Stiglitz prêmio Nobel de economia em entrevista à BBC:
“Quando fomos à guerra, o governo Bush disse que iria custar entre US$ 50 bilhões e US$ 60 bi. Na época, um economista da Casa Branca (Larry Lindsey), disse que o custo poderia chegar a US$ 200 bi. Ele foi demitido e sua declaração considerada “bobagem”.
O custo estimado hoje é que exceda US$ 3 trilhões(cerca de R$ 5,1 trilhões )”, disse Stiglitz.
“Atualmente os Estados Unidos dão US$ 5 bilhões de ajuda à África por ano. Isso representa 10 dias de guerra no Iraque. Se incluirmos os outros custos seriam 7 a 8 dias. Isso contra um ano de ajuda à África.”
“Pelo custo de duas semanas de guerra, poderíamos acabar com o analfabetismo no mundo”.
73 Fabio Passos // 28/February/2008 às 21:37
Muito legal…
“Nós somos o império, mas dentro do império há outro país pobre e desassistido, que começa agora a se revelar”
Cornel West, pesquisador da questão negra nos EUA.
Presumo que ele refere-se aos quase 40 milhões de estadunidenses que vivem na pobreza, dos quais 16 milhões na pobreza extrema… miséria.
Todos sem contar com assistência médica alguma…
74 Dino // 28/February/2008 às 21:41
O senador McCain alem de ser o assassino do seu irmão McAbel, tem uns probleminhas na candidatura…
O nascimento do senador pelo Arizona John McCain na zona do Canal do Panamá em 1936 é motivo de apuração nesta quinta-feira no jornal “The New York Times” que questiona se isso o desqualificaria para concorrer à Casa Branca.
75 Marcos Araújo // 29/February/2008 às 0:15
Prezado Fabio Passos: O Joseph Stiglitz disse muito mais, apoiado por uma professora - americana da gema - de Harvard especialista em questoes orçamentárias militares. Até imprimí o artigo do Le Monde, mas deixei no trabalho. Comentarei um pouco mais sobre isto amanha, se me lembrar.
Ah, mas o Stiglitz e a professora sao comunistas perigosos, stalinistas empedernidos!, dirao os direitobas de plantao aqui. Provavelmente membros da Al Qaeda também…
76 Marcos Araújo // 29/February/2008 às 0:38
Dino: A Alba tem razao. Nao vale mesmo a pena continuarmos trocando farpas inutilmente.
Eu lhe ouço muito bem, e leio bem o que você e os outros escrevem. Trocar Leningrado por Moscou foi um lapso de memória meu. Essas coisas acontecem, mas você decidiu pegar no pé. Ademais, de frio eu entendo, e tao bem ou mais que você. Mas reconheço que aquele foi um debate desnecessário.
Alba/Dino: Meu comentário # 52 é, ao meu ver, válido. E nao tem nada de ácido nem irônico, e tampouco tenta desqualificar a Ana Pinheiro. É minha opiniao. Convenhamos, entretanto, que ela foi um pouco infeliz no comentário 25. Bem que poderia ter sido menos ácida.
77 confetti, vendredi ! // 29/February/2008 às 5:38
dino 68, mesmo ponto de vista
“escutar mais do que falar, mesmo quando parece ao contrario.”
tbm “conheço” cada residente aqui…é esse “conhecimento” que cria laços afetivos, que provoca gestos de carinho ou punhados de confetti….ou indiferença e distancia….
bom dia pra vc !
acorda minerim ! ))
78 ana pinheiro // 29/February/2008 às 14:37
Claro que debates influenciam a opiniao do eleitor, inclusive no brasil. ´só disse que a mensagem passada em debates não [e unidimensional. Por exemplo, aqui no brasil mesmo, candidato que parece muito destemperado e agressivo, mesmo que seguro e sabido, como o serra, por exemplo, não ganha ]eleição em minas gerais. Não sei porque isso acontece, mas acontece. Quem parte pro conflito direto e violento, perde votos por lá, isso quem diz não sou eu, mas é o vox populi.
79 Nassau // 2/March/2008 às 5:52
Alba,
Tendo a concordar com aqueles que afirmam que republicanos seriam mais próxios das grandes corporações, mais globalizados, o que contraira interesses corporativos internos (EUA). Democratas se aproximariam de agricultores que não querem perder subsídeos e trabalhadores seus empregos, então para nós outros, dos males o menor?
Beijos.
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