Pedro Doria | Weblog

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Uma entrevista aos sábados

February 23rd, 2008 · · 75 Comentários

Me parece óbvio que os EUA não podem lutar sozinhos por todas as questões de interesse do Ocidente. Assim, duas conclusões são possíveis. Uma é que não há qualquer interesse ocidental na região, aí não lutamos. Outra: há interesses do Ocidente, então temos que lutar. Quer dizer, precisamos de mais tropas da OTAN no Afeganistão. A esta altura, no ano que vem, teremos um novo governo nos EUA. É aí que descobriremos se o governo Bush era a causa ou o álibi dos desentendimentos entre Europa e EUA. Hoje, muitos europeus se escondem atrás da impopularidade de Bush. E seu governo realmente cometeu muitos erros no início.

Você sempre pode dizer que há uma guerra diferente que era mais importante do que a guerra na qual está envolvido. Mas o que quer dizer que deveríamos lutar a guerra no Paquistão? Deveríamos usar poder militar nas regiões tribais e conduzir operações numa região que o Império Britânico não conseguiu pacificar nem em 100 anos de colonização? Deveríamos usar o poder militar para impedir que os radicais tomem o poder paquistanês? Devemos impedir que o Estado paquistanês se parta em três ou quatro grupos étnicos? Não creio que tenhamos capacidade para tal.

Não acordamos um dia de manhã e decidimos que seria lindo conversar com Mao. Tanto eu quanto Nixon acreditávamos que era preciso trazer a China para o sistema internacional. Tentamos relacionar realidade e considerações morais. A realidade foi mudada pelas tensões entre China e União Soviética. Alguns acreditam que só a conversa já é capaz de aliviar tensões. Eu acredito que, para as negociações terem sucesso, elas precisam antes refletir a realidade. A principal dúvida a respeito do Irã é se o país se vê como uma causa ou como uma nação. Se o Irã deseja ser um Estado-nação respeitado sem desejar dominação imperial ou religiosa, então algum tipo de entendimento é possível. Mas isso não será possível se o Irã encarar o momento como uma oportunidade histórica para fazer renascerem os sonhos da glória persa.

Henry Kissinger, fevereiro de 2008

Tags: China · EUA · Europa · Gente · História · Ásia Central

75 Comentários até agora ↓




  • 1 aiaiai // 23/February/2008 às 5:56

    Cara!!!! Tenho que confessar: achava que o cara já tinha morrido!

  • 2 aiaiai // 23/February/2008 às 6:09

    Vivo, inteligente mas usando a inteligência para o mal. Que mania que ele e sua turma tem de achar que precisam se meter em tudo…Se o Irã acha que pode reviver o império persa deixa o cara tentar, dá corda para o infeliz se enforcar.
    A coisa começa bem: “Me parece óbvio que os EUA não podem lutar sozinhos por todas as questões de interesse do Ocidente”. Certo!
    Então, por que os EUA não podem apenas se concentrar nos seus problemas, deixando o mundo se virar?

  • 3 confetti // 23/February/2008 às 6:26

    pépé kissinger devia se aposentar ! o cara adora uma guerra, adora se meter em tudo ! so pra nao perder de vista o personagem, penso no chile, no vietnam, na operaçao condor …o tribunal penal internacional gostaria de “conversar” com ele sobre seus 40 anos de spin doctor…

    mas concordo, talvez nao pelas mesmas razoes que ele expoe que
    “there is a vacuum between Europe’s past and Europe’s future”

    fora seu pedido pelo “telefone da europa”, disse tbm ” os eua devem fazer algo agora, em qualquer parte do mundo, para provar sua supremacia”….foi em 75 quando perderam a guerra do vietnam….

  • 4 Pax // 23/February/2008 às 9:16

    Excelente entrevista. Podemos concordar ou não com os pontos de vista do Kissinger, mas jamais subjulgarmos sua visão do jogo geopolítico mundial. O cara sabe muito.

    A visão da questão do Iraque é interessante. O problema atual, o atoleiro, bate com a análise do Paul Yngling da entrevista da Piauí. A visão para o Irã é pertinente, para o Paquistão também. Sobre a União Européia também e, pra finalisar, uma ótima visão sobre China e Rússia.

    Como disse, não estou fazendo juízo, mas que merece ser lida com calma, merece.

  • 5 Cláudio Melo // 23/February/2008 às 9:31

    Cobra criada.

    Sabe muito bem que no momento atual não dá pra arrotar supremacia pra cima de ninguém. Aí começa a se tornar realista. Se os britânicos não conseguiram vencer no Afeganistão por que se exige que nós, praticamente sozinhos (alguns aliados mandaram tropas numericamente simbólicas, por causa do nine eleven), vençamos?

    Agora aquela de “A esta altura, no ano que vem, teremos um novo governo nos EUA. É aí que descobriremos se o governo Bush era a causa ou o álibi dos desentendimentos entre Europa e EUA”. É demais. O que ele está dizendo é que o “resto” do mundo deverá se reaproximar dos EUA porque o governo Bush terá terminado. Se não o fizer quem estará errado será, sempre, o “resto”, como se a postura dos EUA não lhe trouxesse conseqüências.
    É um pedido de socorro velado: Cambada de “resto”, nós precisamos de vocês! Fomos arrogantes e tal, quase devolvemos a estátua da liberdade, mas foi mal, aí.

  • 6 sorry,periferia // 23/February/2008 às 9:34

    Ressuscitar Kissinger, o criador da operação Condor na America latina, é um pouco demais! Essa mumia não tem qualquer credibilidade. Interesses de QUEM do ocidente? Sei, o USA faz o jogo sujo, coloca a mão na lama, por qual motivo, heim?É O PETRÓLEO, ESTÚPIDO!!!!

  • 7 Fabio Passos // 23/February/2008 às 9:56

    Que país foi atacado pelo Irã no passado recente?
    Nehum…

    Quantos países foram atacados, destruídos e permanecem jubjugados pelo terrorismo político-militar estadunidense?
    Quase todo o planeta…

    O Irã não é perigoso… perigosos são os EUA, que matam em série e promovem a barbárie por dinheiro!

  • 8 Mr X // 23/February/2008 às 10:06

    Achem o que acharem do Kissinger, concordo com o Pax, a entrevista é muito boa.

    Go Kissinger go! ;-)

    Xi, o Fabio Passos, o Sorry e seu esquerdismo primário digno de diretório acadêmico vão virar feature permanente do blog? :-/

    Inda bem que o Josef Mario voltou pra trazer algo de humor.

  • 9 Dom Casmurro Patriarca // 23/February/2008 às 10:12

    O Henry Kissinger representa muito bem essa paranóia de xerife dos governos republicanos.
    “Defesa do ocidente” e outras bobagens.
    Felizmente tudo isso está sendo enterrado no passado.
    Que durmam em paz.

  • 10 Chesterton-Dracul- El Cid // 23/February/2008 às 10:23

    concordo com a entrevista, principalmente em relação ‘a lúcida menção da REALIDADE. Nossos amiguinhos daqui de cunho esquerdóide pisam na farofa e viajam na maionese.
    A realidade dos fatos não permite crer que os EUA-Europa deixem o Iran fechar o estreito por onde passa o petróleo do mundo, é simples assim. Fechou= guerra, de verdade.
    Com esta entrevista PD coroa definitivamente seu abandono de ideias esquerdistas -utópicas, que já se anunciava em outros posts da semana que passou. Bem vindo a vida adulta, PD, way to go.

    Aliás hoje no O Globo saiu a reportagem que vocês com certeza leram: cubanos preparam ações milionarias para reaverem seus bens confiscados por Fidel castro….quem foi que falou nisso há menos de 48 horas, hein? I, eu, jo, será que estou pautando O Globo? Não, mas ao contrário de Mane, Aiaia, Caramujo, eu procuro me concentrar na REALIDADE.
    Preparem-se, Chaves já sentiu o peso dos tribunais internacionais, Cuba Libre tá na vez.

  • 11 Pax // 23/February/2008 às 10:46

    Chesterton disse:
    “Com esta entrevista PD coroa definitivamente seu abandono de ideias esquerdistas -utópicas, que já se anunciava em outros posts da semana que passou. Bem vindo a vida adulta, PD, way to go.”

    Pax diz: Acho que o PD deve estar feliz da vida, pois não vivia antes desse apoio. Vegetava. Se conheço o dono do blog, hoje ele tomará uma cerveja em comemoração.

    E o desençado concordando comigo, putz, acho que vou tirar férias do blog. Aí não dá.

    Kissinger está muito maduro nessa entrevista. Insisto na sua leitura sem que haja pedras nas mãos e antolhos nos arreios.

  • 12 Pax // 23/February/2008 às 10:47

    Chesterton pauta O Globo.

    Dr Roberto dá voltas em seu túmulo. Quer tomar chope com o Pedro Doria.

  • 13 Chesterton-Dracul- El Cid // 23/February/2008 às 10:49

    http://www.worldnetdaily.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=56620

    realidade para o Pax (o PD provavelmente já sabe)

  • 14 Pax // 23/February/2008 às 10:51

    Chesterton, você leu a tal matéria na Piauí? O Cláudio Melo nos apontou que já está disponível na web, aqui ó: http://www.revistapiaui.com.br/artigo.aspx?id=493

    Tem relação estreita com essa entrevista com o Kissinger.

  • 15 Chesterton-Dracul- El Cid // 23/February/2008 às 11:01

    Pax, existe uma miríade de artigos execrando o comportamento do exercito americano no pós guerra iraquiano (a invasão em si foi um sucesso). Acho honestamente que a questão da ocupação não é militar, digo, o problema na ocupação não é militar, mas civil. E existe muita evidência de que se a Europa fizesse sua parte as coisas seriam muito mais fáceis. Aí a questão do kissinger, será que a Europa vai se comportar quando Bush sair, ou vai continuar a mesma? Eu e você sabemos que vai continuar a mesma covardia leniente de sempre, que a antipatia por Bush era um pretexto e que não importa quem sente na cadeira americana a Europa como um todo será sempre venal.

  • 16 Chesterton-Dracul- El Cid // 23/February/2008 às 11:02

    pax, sei que é off-post, mas queria sua opinião sobre isso

    Espantosa, assustadora mesmo, a reportagem de Adriana Dias Lopes na VEJA desta semana. Muita gente passou a fazer sexo sem proteção — a camisinha — apostando nos efeitos salvadores do “coquetel do dia seguinte”. Vocês entenderam direito: depois de enfiar o pé na jaca, correm ao médico para tomar, por um mês, o coquetel antiaids, que provoca, é bom destacar, efeitos colaterais devastadores. Tudo indica que pode ser, sim, eficiente para impedir que a contaminação tenha curso se ingerido até três dias depois de se ter praticado sexo de risco.

    Vocês podem achar no arquivo o que penso a esse respeito. Na verdade, tratei aqui de assunto correlato: sempre que se pensa na camisinha como o elemento salvador, alerto para o fato de que, antes dela, o mais importante é demonstrar ao indivíduo que ele faz escolhas morais. Mas esse papo é, como é mesmo?, careta, conservador.

    Lamento dizer: um governo que incentiva o uso da pílula do dia seguinte (aquela, contra a gravidez), distribuindo-a de graça até para meninas de 10, 11 anos, está, na prática, incentivando o consumo do “coquetel do dia seguinte”.

    Estou contra a que se receite o coquetel e acho que o sujeito deve mais é arcar com a aids? Eu não! Até porque, se ficar mesmo doente, vai onerar o estado, obrigado por lei a fornecer os remédios. Sim: é melhor para quem fez sexo irresponsável (e para as contas públicas) que o sujeito tome os remédios. Mas, então, qual é o sentido deste texto?

    Demonstrar, uma vez mais, que as campanhas antiaids fazem muito mal em minimizar a escolha moral. Também chamo a atenção para o fato de que é contraproducente incentivar a cultura do “Está com vontade? Faça sexo com quem estiver do lado” e depois tentar corrigir o laxismo com o preservativo.

    Campanhas públicas acabam tendo efeitos inesperados. Os indivíduos tendem a lê-las não necessariamente conforme pretendem os governos. Nesse caso, o coquetel do dia seguinte é o filho indesejado da pílula do dia seguinte. Quem estimula o uso desta acaba incitando o uso daquele. Avisem o ministro José Gomes Temporão.

  • 17 Pax // 23/February/2008 às 11:13

    Chest, super interessante. Mas vamos lá pro Open com esse assunto. Só pra não fazermos sexo irresponsável com o blog dos outros? Eu topo. Coloca lá que eu respondo. Coloca no PD. Ops, no Open do PD, ops, tá piorando. Ah, vc entendeu.

  • 18 A. Wasserman // 23/February/2008 às 11:13

    Excelente entrevista, obrigado por ter postado isso aí. É bom ler gente inteligente de vez em quando pra variar.

  • 19 Fabio Passos // 23/February/2008 às 11:19

    Imagina só… O Irã é um país ultraconservador. Muito a direita dos EUA… a questão não entendida é império x mundo multipolar.

    Não sabem e/ou não dizem, provavelmente por vergonha, é que concordam com “Não admitiremos um outro Japão ao sul do Equador”.

    Os EUA não admitiram… nós aceitamos.

    Fácil identificar quem são. Não é a direita.
    Nem todo conservador é colonizado e vendido a interesses alheios.

    Orgulhosos escravos.

  • 20 Pax // 23/February/2008 às 11:25

    Chesterton #15.

    Cara, parece você realmente não leu o tal artigo da Piauí. Estou falando de estratégia militar para as guerras da atualidade mundial. Tanto o artigo do Paul Yngling como o Kissinger dizem claramente que Bush, Cheney e Rumsfeld fizeram uma enorme cagada ao achar que a vitória se daria somente com a derrota militar, explodindo a capacidade militar do Iraque. Ambos afirmam que houve um grande erro, o de não pensar corretamente na ocupação e transição subsequente, como foi na Alemanha do pós WWII, onde o povo alemão percebeu que era melhor estar do lado que contra. O que ambos falam, pelo menos assim entendi, é que os EUA não sabem como fazer isso em sociedades completamente diferentes das sociedades ocidentais. E que essa incompetência ameaça a hegemonia americana. O papo é sério pacas.

    Vejam bem, não estou, novamente, apoiando ou não a hegemonia. Estou dizendo que o ponto de vista dos caras merece ser lido. Merece reflexão.

  • 21 Chesterton-Dracul- El Cid // 23/February/2008 às 11:34

    Sim, Pax, mas que culpa tem os generais do exercito com os erros de Chenney, Bush, e Rumsfeld, eles são civis. O exercito vai lá e faz o serviço que eles mandam.

  • 22 Pedro Doria // 23/February/2008 às 11:50

    Chesterton-Dracul- El Cid, só porque publico uma determinada informação ou ponto de vista, não quer dizer que o subscrevo.

  • 23 Fabio Passos // 23/February/2008 às 11:57

    A tietagem de Kissinger é esporte conhecido na classe média pedante no Brasil.

    Não me parecem nada inteligentes… mas apenas diletos serviçais aculturados.

    Hilário… mas não está correto permitir este achincalhe com os conservadores…

    Há conservadores sérios no Brasil sim. Há uma direita esclarecida, que na infância não foi tiete do Rambo. E quando maduros não bancam tietes de Kissinger. Há uma direita esclarecida que não pode ser confundida com o pedantismo vulgar da classe média.

    Uma pena que estes conservadores sérios ainda não estão frequentando este blog… provavelmente com medo de ser associados ao transparente estilo Rambo-boy.

  • 24 Pax // 23/February/2008 às 11:58

    Opa Chesterton, velho e bom Chesterton, agora você confessa que não leu a matéria da Piauí. É exatamente isso que o Paul Ynglingg (parece Xing Ling) diz: “Os generais tem que ter culhão pra dizer pros comandantes em chefe, os civis, que a estratégia está errada e que vai dar merda”.

    A falta de culhão dos generais é o ponto do Xing Ling.

  • 25 Pax // 23/February/2008 às 12:00

    Fabio Passos, caro,

    Além de nos ofender, qual é mesmo seu ponto de vista?

  • 26 Chesterton-Dracul- El Cid // 23/February/2008 às 12:22

    PD22, mas já respeita, portanto, meio caminho andado, já que simpatia é quase amor.

  • 27 Chesterton-Dracul- El Cid // 23/February/2008 às 12:23

    Pax, 24, eu li e interpreto a questão da seguinte forma:
    - Nos EUA o exército é subordinado ao poder civil.

  • 28 Cláudio Melo // 23/February/2008 às 12:47

    Pax, desista.

    O Vladimir não tem jeito, mesmo. Só lê o que quer. Só entende o que quer.

  • 29 Fabio Passos // 23/February/2008 às 12:55

    Ora, a clareza no depoimento do sujeito é impressionante. Sabemos(?) que os interesses do império são o somatório dos interesses das corporações do império. Ele identifica os obstáculos causados a expansão da hegemonia estadunidense pela desastrosa e sanguinária prática recente. É a imposição da realidade, diz ele. É fato. Mais um obituário da intervenção unilateral e da barbárie promovida por Bush. É página virada. E atenção… Kissinger é apenas um fantasma do passado. Longe dos centros de decisão. Se ele reverbera, é apenas sinal que o verdadeiro establishment está plenamente consciente disso. Isto significa novos ventos, qualquer que seja o futuro imperador… causa espécie a defesa de um modelo, aqui no Brasil, que o próprio establishment conservador norte-americano já admite fracassado.
    Desculpe, mas há pouca evidência de conservadores no blog. Conservador não é sinônimo de submisso a interesses alheios.
    Sobram evidências de aculturados que ainda surfam a onda que já acabou. Pagar pau pro império é tradição entre muitos “conservadores” (white trash tupiniquim?) brasileiros. Não são todos, felizmente! Dou testemunho que há conservadores sérios.
    Que pelo menos embarquem na onda nova… a anterior fracassou. Até o fantasma do Kissinger já escreve sobre isso.

  • 30 Chesterton-Dracul- El Cid // 23/February/2008 às 13:06

    http://www.youtube.com/watch?v=aPJjymEDxt8

    claudio melo, é a diferença entre tática e estratégia. O cara do texto quer culpar o exército pelos erros de governo, não d´pa para perceber? Com que intuito, dizer que o exército americano é decadente? Eu prefiro achar que não, que o governo é que errou.

  • 31 Fabio Passos // 23/February/2008 às 13:18

    Por que diabos se considera um conservador, um sujeito que é favorável a uma intervenção militar estadunidense no Irã?

    A única inferência que se pode fazer é de que trata-se de um sujeito alinhado aos interesses estadunidenses… e possivelmente um lunático.

    Um conservador esclarecido identifica o Irã como um ótimo parceiro comercial do Brasil…

    Até Kissinger (que hoje é apenas um peido-velho), já escreveu claramente… vamos entrar em entendimento com o Irã. O império mudou mas o white trash continua com delay…

  • 32 Pax // 23/February/2008 às 13:21

    Putz, vamos lá:

    1 - Fábio Passos, obrigado pela resposta inteligente. Contributiva. Posso discordar um pouco de você, apesar de entender um certo exagero nas tuas colocações. De minha parte, não apoio a forma que Bush agiu nesses anos, bem como acho a hegemonia, não só a militar como principalmente a cultura, um tanto amarga pro meu gosto. Isso difere de ver a realidade. E de supor uma realidade diferente, como por exemplo a possibilidade do império ser o falido soviético ou uma possibilidade muçulmana, ou mesmo chinesa. Entre todas elas, preferiria o amargo americano ao intragável ditatorial, seja ele religioso ou comunista.

    2 - Chesterton - vou discordar da tua interpretação do artigo do Paul Yngling. O que ele diz é que o governo é quem manda, sim, tá na constituição. Mas que os generais não podem obedecer sem questionar, sem alertar, sem ter voz firme. Pelo que diferi desse artigo, bons generais teriam dito para Bush & alcatéia: Senhores, ok, a ordem é invadir e dominar o Iraque. Faremos isso, mas não com 250 mil homens, mas com 400 mil homens. Vocês que se virem para conseguir aprovação de orçamento no congresso e subsequentes indisposições, e mesmo apoio dos aliados da OTAN e do resto do mundo. Segundo o Yngling, os generais disseram: Yes Sir, e ajudaram a cagada que hoje aquilo se transformou, um Vietnam like.

  • 33 proftel // 23/February/2008 às 13:29

    Tô com o Pax também, o Kissinger merece no mínimo respeito.
    Sabe que o calcanhar de aquiles é a economia, petróleo nessa altura do campeonato já esta em segundo plano.
    Esse negócio de “americano bonzinho” no mundo está acabando e não é de hoje, o rei tá nu e ele saca isso, no fundo bota o Bush como bode.
    Esperto ele.

    hehe

  • 34 Pax // 23/February/2008 às 13:37

    E indo um pouco mais, concordo com Fábio Passos, o Irã merece negociação, não guerra. Os persas são peça chave no tabuleiro atual do jogo. E não acredito que a solução venha na força bruta por lá. Aliás, o Ahmadinejad é fruto de cagada do Bush, mais uma.

    A questão do Paquistão é que tá difícil, e, pelo que o Kissinger coloca, o Obama acha que vale uma guerra, que seria um motivo para os EUA guerrearem. Concordo com o Kissinger que diz que esta posição é um absurdo e lá seria um atoleiro ainda maior.

    Enfim, aos poucos a gente aqui decide o destino do mundo. Isso é que é bom.

  • 35 proftel // 23/February/2008 às 13:50

    Pax, de boa, os EUA precisam d’uma guerra maior pra sair do buraco, esse negócio de ficar invadindo só tira grana do governo e enfia na indústria armamentista, aumenta ainda mais a dívida interna.
    Com um conflito pouco maior eles vendem armamento prôs trouxas que estão se matando, aí saem dessa sinuca.

  • 36 Mr X // 23/February/2008 às 14:22

    Proftel,
    Bom mesmo seria uma guerra Irã vs. Paquistão, com EUA vendendo armas pros dois lados e deixando eles se explodirem mutuamente, hehehe. Agora, teria que achar algum motivo pra eles brigarem, talvez sugerir que o Bin Laden comeu a mulher do Amadinejad, sei lá. Deixo isso com a CIA ou o Mossad. ;-)

  • 37 Alba // 23/February/2008 às 14:29

    O Proftel tem razão sobre a indústria armamentista. No entanto, não há a menor sombra de apoio a outra aventura militar, depois do fiasco no Iraque.

    Concordo com o Fábio Passos, que fez uma inteligente análise da entrevista de Kissinger, assim como o Cláudio Melo.

  • 38 proftel // 23/February/2008 às 14:32

    Mr. X, é mais ou menos isso, o negócio é vender trabuco e munição.
    Quem vai usar ou levar nos cornos não é problema deles, pode até ser a Venezuela invadindo a Bolívia, tá mais fácil, mais perto.

    hehe

  • 39 Chesterton-Dracul- El Cid // 23/February/2008 às 14:32

    Segundo o Yngling, os generais disseram: Yes Sir, e ajudaram a cagada que hoje aquilo se transformou, um Vietnam like

    chest: bem, então ele tem que provar, e não provou. O que me parece é que é mais uma campanha de desmortalizaçao contra o exército dos EUA, tipo wishfull thinking, bem ao gosto da esquerda, para pensar: “Bem, agora eles não tem mais capacidade de intervir, vamos aprontar…”.

    Olhem bem, quem mais ficou impressionado com a invasão do Iraque foram os russos e chineses, que previam uma catástrofe e foi um passeio. Não senhores, se acalmem, ainda não chegou a hora (de enfrentar o US ARMY).

  • 40 Chesterton-Dracul- El Cid // 23/February/2008 às 14:33

    Pax, quem quer bombardear o Iran é o Obama….

  • 41 proftel // 23/February/2008 às 14:34

    Alba, claro, invadir não rola, eles tão precisando é d’uma guerrinha prá vender armas.

    hehe

  • 42 Chesterton-Dracul- El Cid // 23/February/2008 às 14:45

    é a receita dos democratas, uns mísseis de longe.

  • 43 Pax // 23/February/2008 às 14:49

    Não Chesterton, ele disse, segundo minha leitura: Sim, a gente entra e arrebenta, claro, só que depois se fode.

    E foi o que aconteceu. O mesmo que o Kissenger diz.

    Não há quem possa peitar os EUA na força bruta. E essa não é mais a guerra de hoje. Detonar tudo é fácil, segurar a onda é que é o lance.

    Chesterton, pare de ser tão teimoso.

  • 44 Chesterton-Dracul- El Cid // 23/February/2008 às 14:57

    mas eu concordo que sim, só que a ocupação nada tem a ver com a invasão. é um problema político e de muita, mas muita grana. Eu só quero ver provada a culpa dos generais. Será que o autor está querendo pôr a culpa nos generais e livrar Bush, Chenney e Rumsfeld?

  • 45 Alba // 23/February/2008 às 14:59

    Proftel,

    Pois é, mas já empurram armas em conflitos diversos ao longo do mundo. Certamente vamos encontrar armas americanas e de outros países nas sangueiras da África, por exemplo.

    Chest,

    Não se trata de provar. O artigo do tal militar é matéria de opinião. Segundo ele, o exército americano promove ao generalato os oficiais mais dóceis, que não arriscam contrariar os superiores, o que imagino que não deva ser diferente de outros exércitos. O que ele discute é a necessidade de renovação nos critérios de promoção, de forma que um oficial que tenha a coragem de expor uma visão mais ampla, em geral, discordante no todo, ou em alguns aspectos da tática e da estratégia, possa chegar aos postos de comando.

    No mais, ainda sobre a atuação do exército americano no Iraque, li várias vezes que as áreas controladas por britânicos eram sujeitas a menos conflitos culturais porque bem ou mal, a Inglaterra manteve, espalhada pelo mundo e por séculos, uma elite governante que sempre se deu ao trabalho de estudar e tentar entender o funcionamento de culturas diferentes, quanto mais não fosse, para melhor dominá-las. E, isso, realmente, não é uma preocupação para os americanos, que parecem, algo ingenuamente, esperar ser recebidos com festa e pedidos de Coca Cola…

  • 46 Chesterton-Dracul- El Cid // 23/February/2008 às 15:03

    Alba, só com links para avaliar estas opiniões. Só não subestimem o poder do US ARMY, ainda não é hora.

  • 47 Mr X // 23/February/2008 às 15:13

    Alba,

    Não sei se voce viu, mas na Africa (e na Albania) adoram o Bush. Ele tem recepcao de superstar.

    Se quisesse o Bush podia se candidatar a presidente do Kosovo ou da Libéria e tava eleito.

  • 48 Mr X // 23/February/2008 às 15:18

    Alba,
    Acho que essa informação sobre os ingleses não procede, os ingleses estavam no sul xiita do Iraque, em Basra, e lá o manda-chuva é o tal do Macaca Al Sadr. Se teve menos conflito cultural por lá, é porque os ingleses deixaram os xiitas barbarizar, tá errado, bons eram os militares ingleses de antes, que diziam pros hindus, o costume de vcs é que a viuva seja queimada apos a morte do marido? Perfeito, nos temos outro costume, que é o de enforcar quem faz isso. Nunca mais se ouviu falar na tal tradiçao.

  • 49 Alba // 23/February/2008 às 15:44

    Chest,

    Só dá pra encontrar os links se você ler o tal artigo, que aliás, é muito bem escrito, invocando Clausewitz e fazendo um histórico interessante de porque o exército da França estava despreparado para a Segunda Guerra Mundial, assim como o exército americano esteve despreparado para o tipo de guerra que teve de travar na Vietnã. Eu já havia lido coisa parecida antes, num livro de uma historiadora americana, Barbara Tuchman, sobre a Primeira Guerra Mundial. Chama-se “Os Canhões de Agosto”.

    Mister,

    Até entendo que Bush seja recebido com festa na Libéria, país criado para repatriar os ex-escravos americanos. Depois de uma guerra civil (nem sei se ainda continua) pra lá de sangrenta e um governo não menos sanguinário de um desses ditadores, que me escapa o nome - talvez alguma coisa Taylor, os liberianos fariam festa pra qualquer um que pudesse, ainda que de longe, os amparar com algumas migalhas. Se não me engano, o tal Taylor é retratado no filme “O Senhor das Armas”, o que dá uma pálida idéia do charme daquela figura - aaarrrrghhhh!

    E quanto aos britânicos, infelizmente não lembro mais a fonte, mas até oficiais americanos observavam o maior êxito dos ingleses, o que não é de estranhar, dado que aquela região era administrada pela Inglaterra até a Primeira Guerra.

    Em geral, o Império Britânico tolerava e acomodava práticas culturais que não ferissem diretamente seus interesses, com a notável exceção do churrasquinho de viúvas na Índia, como você lembrou bem (acho que o nome é suti ou sati). Isso está numa vasta literatura, inclusive naquele reaça de talento do Kipling.

    Até Frederick Forsythe, aquele cara que escreve best-sellers dos que vêm com bibliografia, conta que na Guerra do Golfo, enquanto os americanos tinham ordens de não consumir álcool ao menos publicamente, em respeito à crença muçulmana, os ingleses, que já tinham muito mais experiência nessas questões, contrabandeavam uísque em garrafinhas de refrigerante, mais ou menos sob o beneplácito dos oficiais…:))

  • 50 Chesterton-Dracul- El Cid // 23/February/2008 às 15:46

    Só dá pra encontrar os links se você ler o tal artigo,

    chest- só da para ler o tal artigo se você encontrar o link,

  • 51 Alba // 23/February/2008 às 15:52

    Chest,

    Plís, o link tá aí em cima, cara! Que coisa…

  • 52 proftel // 23/February/2008 às 15:53

    Alba, enquanto lia o texto do militar americano ontem, me veio à lembrança passagens da biografia do McArthur e do Patton.
    Generais com “G” maiúsculo, coisa que não se encontra mais hoje em dia.
    Esses dois tinham culhão.
    É bem provável que a perseguição a esses dois tenha influenciado negativamente a maioria dos militares de alta patente que vieram depois.
    Os generais que estão lá hoje conhecem a história, sabem o que ocorreu com quem tem e externa opinião e fala o que pensa.
    Passaram a fechar a boca (não entra mosquito e faz bem à aposentadoria).
    Nesse caso específico dos generais norte-americanos é preciso conhecer um pouco mais da história pra entender o texto.
    Concorda?

    :-)

  • 53 Alba // 23/February/2008 às 16:06

    Concordo sim, Proftel. Na verdade, o cara está externando uma opinião, mas precisaríamos saber mais de como essas questões estão sendo encaminhadas agora, que o atoleiro se configurou.

    Aliás, ele chama a atenção exatamente pra isso, quando diz que há uma certa medida de oportunismo no lançamento de livros escritos por militares, que analisam o desastre DEPOIS de ter acontecido, quando deveriam ter alertado para os riscos ANTES.

  • 54 Alba // 23/February/2008 às 16:12

    PD,

    Perdão pelo off-topic, mas eu realmente gostaria de saber mais sobre o que está acontecendo lá na Tailândia, não a da Ásia, mas a do Pará, com a operação contra os grileiros. Parece-me que é um tema essencial.

  • 55 Marcos Araújo // 23/February/2008 às 16:13

    Constato que tem muito lambe-saco do vovô Henry Kissinger por aqui, o notório criminoso de guerra e gangster internacional. Christopher Hitchens, que de comunista e esquerdista nao tem nada, escreveu um ensaio sobre as maléficas peripéias do psicopata judeu-alemao, exigindo que seja acusado, preso e julgado na corte internacional de Haia. Kissinger é um psicopata criminoso de guerra ainda pior o o Milosevic, de tristíssima memória. Planejou e vistoriou a execuçao do bombardeio massivo do Camboja, na base de bombas arrasa-quarteirao e de napalm, durante o qual pereceram mais de milhao de cambojanos, a grande maioria civis inocentes. No mundo atual, o pouco de simpatia que existe pelo psicopata Kissinger parece somente vir do Jerico Xixi.

    Kissinger merece ser enforcado, dez vêzes seguidas.

  • 56 proftel // 23/February/2008 às 16:18

    É, o Patton enfiou a mão num soldado que pensou estar fingindo “fadiga de combate”, falou um monte do “péssimo costume” que os tanques Shermann apresentavam (o tanque de combustível explodia facilmente).
    O McArthur fez e aconteceu no Pacífico, na Coréia falou prôs jornalistas que era melhor enfiar uma bomba atômica por lá, se laskou.
    Generais de linha de frente, havia desembarque estavam por perto.
    Cadê o bitt.
    Ele é bom nisso.

    :-)

  • 57 Pax // 23/February/2008 às 16:19

    O Patton era muito bom. Tinha culhão e sabia arriscar.

    Pena que perdeu a cabeça naquele episódio do soldado em crise nervosa no hospital de campo. Aí a mídia acabou com ele. Pena mesmo.

    Aposto o c* do Chesterton que se tivessem dado força pro Patton, ele tinha entrado em Berlin antes dos soviéticos.

  • 58 Alba // 23/February/2008 às 16:19

    Caramujo,

    Estou com você. O mínimo que se pode dizer de tal figura é mau caráter e oportunista, além do desprezo soberano que sempre demonstrou por fazer jorrar o sangue dos outros..

  • 59 proftel // 23/February/2008 às 16:21

    Alba:

    “[ 23 de fevereiro de 2008 - 12h57 ]
    Esquema policial inibe reação de madeireiros no Pará

    Belém - A madeira armazenada em quatro grandes serrarias de Tailândia, no leste do Pará, começou a ser retirada na manhã de hoje e transportada em caminhões e balsas até Marituba, município da região metropolitana da capital paraense, num percurso de 240 km. A operação, feita por agentes da Secretaria de Meio Ambiente do Pará (Sema), não encontrou nenhuma resistência dos madeireiros e empregados de serrarias, porque tropa da Polícia Militar, com 450 homens, está na cidade, abrindo caminho para a chegada amanhã de outros 157 homens da Força Nacional.

    O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Luiz Cláudio Ruffeil, disse ao Estado que a cidade está calma e sem qualquer tumulto pelas ruas. A chegada de surpresa da tropa, para reforçar outros 120 policiais militares que lá se encontravam, inibiu qualquer tentativa de reação. O sindicato dos madeireiros do município decidiu pela manhã que irá brigar na justiça para ter a madeira de volta. (Carlos Mendes)”

    Tudo calmo.

    :-)

  • 60 proftel // 23/February/2008 às 16:25

    Pax, “transmimento de pensação”:

    proftel // 23/Fevereiro/2008 às 16:18

    Pax // 23/Fevereiro/2008 às 16:19

    kkkk

    O Paton, pô, se deixassem ele chegava a Moscou.
    Putz, o kra era de laskar, ele queria isso mesmo, lê mais sobre ele que você vai ver.

    :-)

  • 61 proftel // 23/February/2008 às 16:27

    Ô, tem um meu esperando moderação.

    O carioca bem que podia deixar taskar pelo menos dois links, bloquear a partir do terceiro.

    Sacanagem.

  • 62 Alba // 23/February/2008 às 16:56

    Obrigada, Proftel,

    Mas acho que se quisermos falar a respeito, melhor ir pro Open.

    De toda forma, o que eu gostaria de ler é uma análise mais abrangente do que está efetivamente acontecendo e de todos os interesses envolvidos.

  • 63 proftel // 23/February/2008 às 17:06

    Tô no Open Alba.

    :-)

  • 64 ¶@x ???????? - Musicalmente falando // 23/February/2008 às 17:07

    acordei bemol
    tudo estava sustenido
    sol fazia
    só não fazia sentido.

    Paulo Leminsk

  • 65 Pax // 23/February/2008 às 17:09

    Putz, desculpem-me, errei de post. Era pro Open, claro.

  • 66 Aharon - O Leão de Judah // 23/February/2008 às 19:33

    Kissinger promoveu inéditos esforcos de paz no orietne médio. é muito admirado pelos cidadaos moderados da jordania e egito. tambem em israel.

  • 67 Marcos Araújo // 23/February/2008 às 22:34

    Que piada, # 66! Ótima!

  • 68 Aharon - O Leão de Judah // 24/February/2008 às 15:40

    #67. ja fui a jordania e ouvi esta opiniao de dois estudantes universitarios.

  • 69 Ricardo Alexandre da Silva // 25/February/2008 às 0:32

    Caríssimos:

    Comentário 29: “Sabemos(?) que os interesses do império são o somatório dos interesses das corporações do império”.

    Simplista…As corporações têm interesses distintos e contrários. Não há como determinar um “somatório de interesses”. Essa frase, portanto, não diz nada.

    Comentário 29: “Desculpe, mas há pouca evidência de conservadores no blog. Conservador não é sinônimo de submisso a interesses alheios”.

    Que é, afinal de contas, um conservador?!?

    Ainda Comentário 29: “Dou testemunho que há conservadores sérios”.

    Sério?!? Quem são eles?!? Será que o Paulo Francis e o Roberto Campos se enquadram na categoria? Ah, mas eles, além de liberais, já morreram….Quem são então esses “conservadores sérios”? Onde estão?

    Seria lícito supor que a leitura de Kissinger transforma “conservadores sérios” em “conservadores sicofantas”?

    Uma vez mais o comentário 29: “Até o fantasma do Kissinger já escreve sobre isso”.

    Huuummmm… Pelo que ouvi falar esse fantasma até que é bem influente. Segundo Richard Posner, Kissinger lidera o ranking de citações em artigos acadêmicos nos USA.

    Será que todos que o citam são “conservadores sicofantas”? Ou somente o são quando endossam suas opiniões?

    Cordialmente,

    RAdS.

  • 70 Fabio Passos // 25/February/2008 às 22:57

    E o império perdeu a guerra. bem vinda a derrota da ditadura global estadunidense. por mais que insistam, os assassinos, torturadores e terroristas norte-americanos colocam o rabo entre as pernas.

    Qual é mesmo o motivo concreto para um conservador brasileiro lamentar uma acachapante derrota estadunidense?

    aculturado e subserviente não é sinônimo de conservador.

    Se somatório o incomoda substitua por resultante.

  • 71 Fabio Passos // 25/February/2008 às 23:15

    é na crença da (i)mutabilidade da natureza humana que dividem-se conservadores e progressistas. em nome desta (i)mutabilidade ambos justificaram demasiadas barbaridades.

  • 72 Ricardo Alexandre da Silva // 26/February/2008 às 0:16

    Caríssimos(as):

    Já que o Fábio insiste…

    Comentário 70: “bem vinda a derrota da ditadura global estadunidense. por mais que insistam, os assassinos, torturadores e terroristas norte-americanos colocam o rabo entre as pernas”.

    Vou ter que pedir algumas definições. Por favor, qual seu conceito de ditadura? O que você concebe como uma ditadura global? O que você quis dizer com “terroristas norte-americanos colocam os rabos entre as pernas”? Tem certeza de que não deseja refazer seu tópico e trilhar um caminho menos nebuloso?!? Aguardo suas definições.

    Comentário 71: “é na crença da (i)mutabilidade da natureza humana que dividem-se conservadores e progressistas”.

    Então Chesterton cria na imutabilidade da natureza humana? E Lorde Acton? E Disraeli? E Tocqueville?

    E Kissinger?!? E se Kissinger crer na mutabilidade da natureza humana? Será que se tornará um progressista?!?

    Huummm…Será que essas definições não são esquemáticas demais, Fábio? Fica difícil tentar entender a realidade com meia dúzia de conceitos inconseqüentes.

    Também gostaria que você me demonstrasse onde os EUA sofreram uma derrota acachapante. O adjetivo não te parece demasiado forte para a situação vivida pelos EUA no Iraque?

    Eu concordaria contigo caso você se referisse à perda de legitimidade dos EUA no plano internacional. Após oito anos de (des)governo Bush os EUA não apresentam, no plano internacional, as condições de liderança que detinham antes da vitória de George Walker.

    Mas ao mencionar a “derrota acachapante” creio que você o tenha feito em termos militares. Bem, aí, por maiores que tenham sido as baixas da guerra do Iraque, não me parece que tenha havido derrota. Muito menos acachapante. Lembre-se que a situação não se definiu. E me parece melhor que há seis meses.
    Ou não?

    Cordialmente,

    RAdS.

  • 73 Fabio Passos // 26/February/2008 às 7:45

    Por que diabos insisto?

    Por que ficou triste? a derrota da ditadura global estadunidense é uma vitória para todo o restante do planeta.

  • 74 Ricardo Alexandre da Silva // 26/February/2008 às 10:49

    Fabio:

    Será que falar inglês é prova de subserviência?!?

    Não? Então vou mandar em inglês mesmo:

    Fabio, answer my questions. Answer my questions, Fabio.

    Você ainda não me esclareceu sobre os conceitos empregados nos tópicos anteriores.

    Devo presumir que você mudou de opinião? É lícito, a partir do seu silêncio, concluir que você labora com conceitos inconseqüentes? Seria injusto concluir que, tirante sua catilinária contra os EUA, seu discurso não tem sentido?

    Fiquei profundamente impressionado com sua categoria “ditadura global”. Também me causou impacto a frase sobre o “rabo entre as pernas”…
    Desde o segundo grau, na época em que “As Veias Abertas da América Latina” era um livro da moda, eu não lia nada assim.

    Mentira. Durante toda a faculdade suportei a duras penas esse tipo de discurso.

    A premissa para que possamos discutir passa pelo esclarecimento conceitual. Em sendo impossível, penso que seria enorme avanço se você fizesse sua a famosa frase de Wittgensteins: “Sobre o que não se sabe não se deve falar”.

    Cordialmente,

    RAdS.

  • 75 Fabio Passos // 26/February/2008 às 13:08

    Rapaz,
    você tem mesmo dificuldade em entender o que eu escrevo ou está brincando?

    porque fica triste (pelo menos assim parece…), quando a ditadura global estadunidense perde uma guerra que promoveu baseada em mentiras?

    não percebe que a ditadura global estadunidense impõe seus interesses econômicos pela força bruta em todo o planeta?

    como você chama este tipo de imposição? democracia?

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