O Carlos Cardoso, um dos principais blogueiros do país, apresenta em um de seus sites aquilo que chama de ‘Manifesto Bloguista’. Tem a ver com um bocado da discussão que temos tido na blogosfera. É bonito – mas ingênuo. O completo está no Contraditorium, cá vão alguns trechos:
HOJE no blog nós fazemos o que somente poucos da profissão de jornalista fazem: Escrevemos colunas diárias de opinião, assinando com nosso nome.
Fazemos nossa própria pauta, não queimamos pestana na rua atrás de matéria, não ficamos ligando para 10 Ministérios implorando por uma notícia. Desculpe, Pedro Doria, mas isso pode ser bom para você. Aqui as fontes vêm até nós, como neste caso de um servidor de hospedagem do Governo usado para fins pessoais. […]
Eu quero brigar é com o Paulo Francis (sim, ele ainda é algo a ser superado), com o João Ubaldo, com o Artur Xexéo, com o Arnaldo Jabor, com o Ancelmo Góis.
Os jornalistas insistem em querer que nós sigamos seus passos, acham que nós almejamos nos tornar seus iguais.
Desculpe, pessoal, mas não quero mais ser jornaleiro, eu quero ser colunista. E sou. Ou melhor: sou Bloguista.
No meu blog eu sou dono, editor e articulista. Eu sou o Drummond, o Rubem Braga. Sou Samuel Wainer e Roberto Marinho. Adolfo Bloch e Assis Chateaubriand.
Nada contra colunistas de opinião. Nem poderia. Fui colunista da Folha, sou colunista do Estadão. Me paga o salário e me sustenta. Também nada contra ser o Samuel Wainer ou o doutor Roberto (um dos melhores patrões que já tive, diga-se, além de simpaticíssimo). Mas Cardoso não entendeu, ao que parece, qual o trabalho de um colunista e tampouco o que faz de alguém um grande empresário de comunicação.
Paulo Francis informava. O Paulo apurava. Ancelmo Góis? O Ancelmo não pára de trabalhar um único segundo. Ele sai de férias e sua mulher precisa ficar vigiando o telefone celular. Cardoso faz parecer que ficar ligando de ministério em ministério é trabalho de foca, de jornalista iniciante. Não é. Foca não sabe onde começar. Esse é o trabalho do Ancelmo. E tem muita gente que compra O Globo só para ler a coluna dele.
Assim como tem gente que compra jornal só para ler o Elio Gaspari. Ele tem opinião? Claro que tem. E opiniões fortes. Só que a opinião do Elio não nasce no vácuo. Não nasce de uma leitura apressada do jornal do dia e alguns rompantes de indignação. Nasce de conversa, muitas horas de telefone, com gente que tem a informação que ele busca. Opinião que interessa é a opinião que contextualiza; é opinião sustentada com informação. Informação, diga-se, que não se encontra no jornal. Informação que ninguém publicou ainda.
A blogosfera atrairá massa de leitores e enfrentará os grandes portais quando ao menos alguns blogs tiverem o tipo de informação que o Ancelmo e o Elio têm. (Eles não ganharam de seus patrões ‘colunas de opinião’ por conta de seus belos olhos.) Por enquanto quem oferece isso, na blogosfera, é o Ricardo Noblat, o Juca Kfouri, alguns poucos outros. Todos veteranos de redação.
O que nos leva ao patrão. Querer ser patrão, dono de veículo de mídia, é uma nobilíssima ambição. Mas é preciso entender como se chega lá. Doutor Roberto não abriu um dia um jornal e decidiu que ia contar ao mundo o que achava das coisas. Ele mal tinha saído da adolescência quando o pai morreu e deixou de herança um jornal que fora lançado na semana anterior. O que fez o jovem doutor Roberto? Contratou um jornalistão para ser seu chefe no seu jornal. Foi repórter, foi redator, chefe de reportagem, aprendeu a profissão em seu próprio veículo, enquanto outros o chefiavam, para só depois de mais de uma década assumir o comando. Criou seu espaço. Não ficou sentado esperando que viesse a ele o que lhe era de direito.
Samuel Wainer era muito pior. Mesmo depois de velho, apurava. Não parava de conversar com quem tinha informação um único segundo. Era freqüente, em suas redações, que ligasse para o diretor de algum dos jornais para soprar aquilo que seria a manchete do dia seguinte. Seu Adolpho tinha um estilo diferente, suas revistas apostavam no material fotográfico. Ainda assim, grandes coberturas. A visita do papa, a Amazônia – e, sempre, muita mulher bonita. Luiza Brunet era sua favorita. Era tão ligado ao poder que Juscelino Kubitscheck tinha um escritório no prédio da Editora Bloch.
A questão não é discutir se foram boas ou más pessoas. A questão é que o que fez deles pessoas influentes não era opinião. Eram influentes porque eram bem informados. Sabiam de coisa que muito pouca gente sabia. E publicavam.
Eles não tinham opinião; eles formavam opinião.
O Cardoso cita ainda gente do quilate de João Ubaldo e Carlos Drummond. São excelentes cronistas. Fazem poesia, literatura. Mas a crônica, no jornal, exerce o papel de dar ao leitor uma pausa para respirar, talvez arrancar-lhe um sorriso ou uma lágrima. Se crônica vendesse jornal, jornal teria pouca notícia e muita crônica. E crônica é muito mais difícil de fazer do que apurar informação. Crônica requer talento.
É muito bonito querer ser patrão, ser ‘colunista de opinião’ ou até mesmo – a palavra é um achado de tão simpática – ‘bloguista’. Só que a opinião relevante continuará sendo a de gente bem informada. Não é preciso ligar para dez ministérios para se informar, como faz o Ancelmo. Mas é preciso ter acesso a fontes de informação que a maioria das pessoas não têm. Isso só vem com muito trabalho dedicado. É assim que se vira algo que é preciso ler todo dia.
A opção para cada blog é muito clara. Oferece algo que o leitor não tem em nenhum outro lugar, ajuda o leitor a compreender algo do mundo, do esporte, do país, da economia, da cultura – o que for. Ou opina. A Internet está começando a acontecer no Brasil. Quem formará opinião na rede? Os grandes grupos de mídia ou um grupo de novos atores independentes?
Se a opinião do blogueiro nasce do que leu na mídia tradicional, a resposta está dada. Já sabemos quem forma opinião. Mas não custava ter um pouco mais de ambição.



99 Comentários até agora ↓
1 Jåµë§ ßønd™ // 21/February/2008 às 13:02
-= Eu acho que a mídia blogueira tem a little bit more vaidade e ego do que deveria.
– X –
O jornalismo tradicional não poderá ser substituído, assim, de uma hora para outra, pelo já cliché prazer-fast-food e esquecível… como é o caso de algumas crônicas… e certos cronistas.
– X –
A sensação que eu tenho é que alguns blogueiros se acham a Jovem Guarda*.
– X –
Ah, já ia me esquecendo.. assumo o fato de, um dia, já ter comprado O Globo só pra ler o Elio Gaspari, Ubaldo e - óbvio - o Agamenon…
– X –
*…a do Lenin, não a do Tio Roberto…
2 Jåµë§ ßønd™ // 21/February/2008 às 13:03
-= Oxente…The First!
3 Antonio M // 21/February/2008 às 13:09
Na minha opinião, ocorre o erro de sempre, que o novo sempre é melhor do que o velho ou vice-versa. Como a música; não acredito que haja música nova e velha. Existe música boa e música ruim.
E para ser mais exato ao artigo e recente, basta lembrar das empresas .com, caramba !!!! Quiseram passar a idéia de que tudo havia mudado, que os “velhos” modelos de negócios e a economia não serviam e nem seriam mais como antes, desnecessários e quem não seguisse, acabaria, como os dinossauros. Os Yuppies e sua roupas alinhadas ou despojadas, sentados em salas conectando seus notebooks na internet, tabalhando das 10:00 as 15:00 para ter tempo de sobra para seus jogos de tênis. E em pouco tempo estourou a bolha e quem ficou, na maioria, foram as empresas já consolidadas que somaram ao seu negócio o novo modelo. As .com da febre inicial que se mantiveram administraram a empresa como se faz até hoje, contratando pessoas com vivência e conhecimento do mercado tradicional.
Lembram da Reengenharia inventada em 1993 por James Champy e Michael Hammer ? Jogar fora e fazer de novo? Quanta m.e.r.d.lens deu por quem adotou isso de forma integral. Até os autores reescreveram essa porcaria e se desculparam pela burrada!
Porém não há como e motivo para voltar atrás, a internet está ai e veio para ficar. Os blogs também. A evolução será a acomodação e integração dos fatores de sempre: visão, inovação, competência, conhecimento do mercado, informação etc.
4 Pax // 21/February/2008 às 13:12
E você, Pedro Doria, o que quer ser quando crescer mais ainda?
Mas, ó, viu, não perca minha credibilidade jamais. Sim, é uma ameaça.
5 DarwinistO // 21/February/2008 às 13:23
Eu concordo com James quando fala sobre a vaidade. Escrever algo e saber que alguém leu e, mais ainda, opinou a respeito, mexe com o ego.
E aí vem a opção de qual tipo de blog se mantém. Se a idéia é manter leitores informados, a satisfação vem do bem informar. Mas se a idéia é apresentar opinião, poesia, contos, o retorno esperado é, de preferência, algo que massageie o ego do escriba.
Agora, o legal mesmo seria se o CC respondesse ao PD com virulência e esculhambação, como faz o maluco do chapéu, pra gente ter mais uma briga na blogosfera… :-)
6 Felipe // 21/February/2008 às 13:26
Manifestos…
Nas artes visuais (se é que entendo de alguma coisa) é um termo da época das artes plásticas; um tempo analógico, não digital…
Nada contra coisa velha em plataforma nova, desde que a coisa velha seja o conteúdo relevante em cima da nova plataforma dos blogs, por exemplo.
Acho que a internet é o melhor espaço para o que não pode ser veiculado nas mídias tracidonais, seja por censura, por falta de espaço ou graça.
Mas o trabalho é o mesmo; sem trabalho não há inspiração.
Agora, *manifestos*… o termo já explica a ingeniudade.
Fazer um manifesto é tão ingênuo quanto ter opinião.
:)
7 DarwinistO // 21/February/2008 às 13:35
Pô, o PD suprimiu o último e mais importante parágrafo do manifesto:
Quanto a nós blogueiros e bloguistas, somos pequenos ratinhos insignificantes, evoluindo também. Não prestem atenção em nós…
Em relação especificamente ao blog do CC, o desejo dele é uma ordem…
8 Andre Almeida // 21/February/2008 às 13:41
Excelente post! Parabéns PD.
9 Silvio César // 21/February/2008 às 13:42
O que eu escrevi nos comments do Carlos Cardoso:
“Acho que, seja nas redações de jornal, seja nos blogs, tem muita gente falando besteira. Há de se saber filtrar. Seu manifesto é legal, mas carece de aprofundamento, ou de experiência de vida. Se comparar a Carlos Drummond é querer um pouco demais, não acha?
Tem muito jornalista ruim que faz tudo isso que você falou, mas tem muito jornalista que é bom no que faz. Na mesma medida que tem muito blogueiro - ou redator de blog, para fugir do termo - que sabe opinar com propriedade. Mas tem gente ruim dos dois lados.
Se os jornais hoje em dia são meros vendedores de espaço publicitário e estão em crise porque ninguém mais quer ler papel impresso, as idéias dos bons jornalistas continuarão atraindo gente sim. Porque inteligência atrai inteligência. Se não fosse, você não estaria tão preocupado em se comparar com Assis Chateaubriand, Roberto Marinho, Samuel Wainer etc.
Blogs são uma nova forma de comunicação que está conquistando seu espaço. Acredito que exista um futuro onde o que prevaleça no final, passada essa briga de jornalista e blogueiros, seja uma coisa que faça ambos crescerem para melhor.”
10 DarwinistO // 21/February/2008 às 13:46
Bravo, Silvio!
11 Jåµë§ ßønd™ // 21/February/2008 às 13:47
-= Isso, DarwO … queremos porrada, sangue, fofocas e golpes da mais fina literatura.
Se o PD quiser, posso enviar minha cópia de “Crônicas do Serpentário”, que relata os mais baixos golpes dos mais respeitados escribas de seus tempos em seus adversários - só para inspiração.
– X –
10 merréis no Pedro Doria aqui, na minha caixa de apostas. A cotação começa em 3×1… 3×1, cavalheiros…
12 DarwinistO // 21/February/2008 às 13:50
Pô, vamos subir essa aposta. Cinquentinha no PD!
13 Te // 21/February/2008 às 14:09
Brigar pra quê? Por que não podem viver em paz jornalistas e blogueiros, cada um na sua seara?
Mais alguns diferenciais de nomes citados:
Elio Gaspari: lê de tudo para informar os leitores: livros, relatórios governamentais, artigos, sendo alguns catataus de 1000 páginas. E sua Madame Natasha é ótima, vivo indicando-a para quem gosta de falar difícil.
Ancelmo Góis: sabe captar o que João do Rio chamava de a alma encantadora das ruas.
14 Andrei Puntel // 21/February/2008 às 14:27
Olá, Pedro. Excelente post, muito equilibrado. Parece-me que a muitos bloguistas cometem o mesmo comportamento de alguns escritores. Colocam-se acima das idéias. Crêem-se mais importantes que os fatos que observam ou narram. Opiniões são válidas desde que originais, insights inéditos resultantes de uma nova interpretação dos fatos. E a internet é valiosa por dar espaço para esses insights. Mas poucos são capazes dessa dança, de criar novos e inusitados movimentos, se estão atolados no ego ou na ideologia. Espíritos engessados não fazem música…
No máximo, batem boca.
Há! E quanto àqueles que criam novos conteúdos na blogosfera brazuca, eu citaria a sempre brilhante Lucia Malla, com seu senso aguçado de observação e experiência de vida…
Abraço.
Andrei Puntel.
15 Thales // 21/February/2008 às 14:36
Cardoso cometeu um erro muito mais grave no manifesto doq as apontadas: comparar batatas com bananas.
Sou jornalista e blogueiro e, tirando o fato de se tratar de textos, não vejo semelhança nas duas atividades.
16 Mr X // 21/February/2008 às 14:37
Todos os blogs, incluído o desse tal de CCC, são meras viagens ególatras e irrelevantes de jovens panacas com poucas idéias, pouco estudo e muito tempo livre.
Com exceção do meu, é claro. Leiam.
17 Marcus // 21/February/2008 às 14:40
Vamos combinar, o Cardoso não diz coisa com coisa, nunca. O texto dele sobre os “blogueiros intelectuais”, cometido há algumas semanas, é uma das coisas mais bisonhas já escritas na blogolândia.
Esse texto é uma admissão gritante de falta de conhecimento sobre como funciona um jornal e uma mitificação ridícula da figura do colunista. Isso acontece muito com gente que acabou de entrar no curso de jornalismo e tem como “sonho” ser colunista. Depois que pegam uma “mijada” do professor é que percebem que a tarefa do jornalista é dar ao leitor informação, e não ficar presenteando-os com os frutos de sua cabeça iluminada.
18 Marcus // 21/February/2008 às 14:41
“Esse texto” é uma referência ao texto linkado, é óbvio, não ao do Pedro.
19 HRP Mané Reloaded! // 21/February/2008 às 14:45
Assunto denso….e por vezes….sei lá!
20 A. Wasserman // 21/February/2008 às 14:48
Legal tudo isso q vc disse. Eu sou um mero diletante e não conheço praticamente nada do seu trabalho. Além disso, vc realmente tem muito trabalho.
21 errado // 21/February/2008 às 14:50
Em termos praticos: o jornalismo como qualquer profissao tem um lado ativo, que é a busca da informaçao e sua formataçao para o consumo da populaçao. Este lado ativo convive com um lado aparentemente passivo representado pela leitura por parte dos consumidores. A internet apenas acrescenta um componene a mais nesta relaçao: o leitor passa a ter a possibilidade de contato com o proprio jornalista, questionando e muitas vezes contribuindo com a apuraçao jornalistica dos fatos. A partir do momento que existe um espaço democratico para a exposiçao dos mais variados temas, a capacidade de formar opiniao a partir das informaçoes disponiveis aumenta significativamente decorrente da prolixidade e variedade das fontes de informaçao. Ou seja, temos um novo parametro de jornalismo, onde a velocidade das informaçoes é tao alta que nao é possivel raciocinar em termos de formaçao de opinioes, visto que num mesmo site é possivel ler opinioes absolutamente contrastantes. Filtrar o que é fato real passa a ser um exercicio de garimpagem, e por isto, é necessario o desenvolvimento educacional e cultural da populaçao, o que neste país colonialista jamais foi prioridade.
22 Gustavo Tavares // 21/February/2008 às 14:57
É interessante passear por esta parte da blogsfera em que habita o CC. Que confunde Indignação com Opinião. Que arrota uma série de achismos superficiais e acredita estar “formando opinião”. Que acredita cegamente que o número de pageviews é sinônimo de qualidade.
Agora o duro é ler alguém que detrás do seu mais moderno notebook está neste momento afiando as garras para lutar contra o Paulo Francis, o João Ubaldo, O Ancelmo Góis e outros. Que se compara, sem o mínimo de pudores, a um Drummond, Ruben Braga, Adolfo Bloch, Samuel Wainer, Roberto Marinho e, pasmem, Assis Chateaubriand. Eu cheguei a pensar em me perguntar se ele não se enxergava, mas confesso que não terminei a sentença.
Para mim, a comparação do CC seria mais justa se fosse feita com o KibeLoco. Afinal de contas, se audiência significasse qualidade, o BBB iria ser um dos grandes “formadores de opinião” do Brasil.
Obs.: A citação dos nomes acima é relacionada a seu papel na sociedade e imprensa do Brasil. Não quer dizer que eu respaldo todas as ações e opiniões dos mesmos.
23 Ueta // 21/February/2008 às 15:04
Faltou o tal Carlos Cardoso explicar que, dado que ele ilustra e musica o blogue dele, lá ele é Picasso, Rembrandt, Mucha, Brahms, Cole Porter e Cartola.
Eita sujeitinho pretensioso. Nunca tinha lido antes. Tenho certeza que nunca lerei de novo.
24 Epicuro // 21/February/2008 às 15:06
Ótimo post, PD.
Em tempo de mascates é bom lembrar o nome destes ases que você citou.
25 ana pinheiro // 21/February/2008 às 15:19
por que os jornalistas se dão tanta importância? Eles nunca sobrevivem a duas gerações…
26 DarwinistO // 21/February/2008 às 15:23
Eles nunca sobrevivem a duas gerações…
Você pode exemplificar, Ana?
27 Piotr Kropotkine // 21/February/2008 às 15:24
Eu tenho a maior consideração pelas pessoas que querem deixar o nome na história…. e um dia já no fim de um periodo final (com sorte) em que nos babamos e mijamos para umas fraldas sem saber muito bem quem somos maramos…e a inceneradora toma conta do que restar …. e prontos…é a vida….
28 Piotr Kropotkine // 21/February/2008 às 15:25
passados uns meses , anos, décadas à menção do nome do artista eis a resposta…. quem? não tou a ver …. será um jogador de voleibol?
29 Denão // 21/February/2008 às 15:25
Caralho. Sinceramente… isso é uma aula de jornalismo. Ou seria o chamado “bloguismo” uma espécie de pós-jornalismo moderno?
Esse post devia estar sendo discutido nas salas de aula amanhã.
30 Pedro Doria // 21/February/2008 às 15:37
ana pinheiro, a obra da maioria dos jornalistas não dura mesmo mais que sua própria vida. não somos artistas.
31 Chesterton-Dracul- El Cid // 21/February/2008 às 15:38
Confa, Confetti, eu não falei? O homem tá mudado……cadê aquele PD de antigamente? Sumiu.
32 Diego // 21/February/2008 às 15:39
Tenho a impressão de que o Cardoso se deixou deslumbrar pelo número enorme de leitores que tem em seus blogs… por sinal, lidos mais pelos posts cômicos e o conhecimento do mundo “geek” do que propriamente pelo conteúdo “jornalístico”. Por sinal, nunca imaginei que ele e seus blogs tivessem alguma ambição jornalística. De qualquer forma, como não estou interessado no mundo “geek”, nem nos posts cômicos, há tempos deixei de lê-lo pra poder me concentrar mais em blogs como o do Idelber, que sabe do que fala. E o seu, Dória, naturalmente.
33 Catatau // 21/February/2008 às 15:42
Penso que essa discussão entre jornalistas e blogueiros seja bem ingênua, pois confunde duas coisas: em primeiro lugar, a discussão sobre a credibilidade se concentra na fonte, no autor, em “quem” diz, e não “no quê” se diz, nas palavras ditas. Como o Pedro bem disse, não se escolheram esses colunistas por terem olhos bonitos; o compromisso é com a palavra, e a escrita pouco deve a quem escreve. Para dar um exemplo, temos alguns “jornalistas” e “blogueiros” com voz bem ampliada, com multidões de leitores, mas que só escrevem besteira, seja na forma (turrona, desbocada) ou no conteúdo (incoerente, superficial). Mantém a posição de autor, enquanto a discussão deveria se concentrar na qualidade e nos efeitos da escrita.
A outra questão se refere a uma espécie de horizonte “jornalístico” a que deveriam confluir os jornais e os blogs. Ora, jornais e blogs confluem em alguns pontos, mas esses pontos não são o próprio destino do jornal e do blog. São coisas totalmente diferentes.
Aliás, no fim dos anos 90 a discussão sobre hipertexto tinha uma qualidade muitíssimo superior às discussões que hoje em dia vemos. E veja só, o hipertexto não é necessariamente coisa dos jornais, por exemplo. Conflui em alguns pontos, mas em todos os outros passa ao largo.
Mas isso é balela, não interessa. Continuemos vendo questões que partem da viabilidade de um blog apenas porque está começando a “monetizar”.
34 Oliveira // 21/February/2008 às 15:48
Boa tarde.
Primeiramente alguém poderia informar quem é Carlos Cardoso ? Ele menciona “Aqui as fontes vêm até nós, como neste caso de um servidor de hospedagem do Governo usado para fins pessoais”. Entendo que ele está criticando os blogs do IG (Nassif, PHA…). PD, em relação ao sucesso do Dr.Roberto, Eu acho que existe muita mistificação sobre isso. É um assunto de mais de 80 anos e fica difícil checar se esse sucesso foi apenas fruto de trabalho. Escrevo isso porque ainda está em minha mente toda bajulação que o JORNAL NACIONAL fazia sobre as atividades do “jornalista” Roberto Marinho. No mais, VIVA os blog/blogueiros.
Abraços
35 Travis Bickle // 21/February/2008 às 15:50
Uma coisa é uma pessoa como o PD, a Cora, o Kfouri e outros atores da mídia terem um blog. É como se fosse o lado B, um ”featurette” de dvd, onde o dito pode ter/exercer mais liberdade (aspas) e ter opniões que não caberiam no local de labuta.
Outra é coisa é… alguém opinar por opinar. Ok, valeu, um abraço.
36 Pedro Doria // 21/February/2008 às 16:01
Oliveira, independentemente do que digam do doutor Roberto no Jornal Nacional, ele criou sozinho um baita império de comunicação. O Glauber Rocha, que era muito sensato, costumava dizer que ninguém é general impunemente.
Imagino que o mesmo possa se dizer a respeito de qualquer barão da imprensa. Ninguém é dono de jornal grande impunemente.
37 Antonio M // 21/February/2008 às 16:02
Roberto Marinho pode ser o que for mas, certa vez na ditadura militar, quando quiseram prender jornalistas acusados de serem opositores, comunistas ou coisa assim ele não permitiu que fizessem nada com eles e os manteve trabalhando em sua redação.
Quanto a certos revolucionários esquerdistas humanistas, deduraram os próprios colegas na primeira prensa que sofreram e hoje em dia estão por aí até aposentados pelo bolsa-ditadura …..
38 DarwinistO // 21/February/2008 às 16:07
Fala Antonio M, beleza?
Vou te perguntar uma coisa numa boa, responda só se achar que vale a pena.
Eu tenho a impressão, que obviamente pode estar equivocada, que você, seja lá qual for o assunto que está sendo debatido, sempre encontra uma forma de criticar e espezinhar os “esquerdistas”.
Isso não pode ser gratuito, parece até trauma, por isso pergunto: qual o motivo de tal sanha persecutória? Garanto que é só por curiosidade, não tô querendo pegar no pé.
39 Chesterton-Dracul- El Cid // 21/February/2008 às 16:09
o esquerdismo é um mal a ser combatido em cada esquina, nem precisa de motivo.
40 DarwinistO // 21/February/2008 às 16:11
Pô Chest, mas você eu já sei que faz isso de forma gratuita.
41 Chesterton-Dracul- El Cid // 21/February/2008 às 16:12
eu não cobro nada, mas não é gratuito (rs). Em todos os atos da vida tem a maneira certa de se portar, a maneira certa de agir e pensar, e o esquerdismo, que é aquela maneira que sempre dá em merda.
42 Hermenauta // 21/February/2008 às 16:15
Nada contra o Cardoso, mas “bloguista” e’ um lixo de palavra, vai.
43 DarwinistO // 21/February/2008 às 16:15
Hahahahaha…. essa foi boa…
44 Chesterton-Dracul- El Cid // 21/February/2008 às 16:18
mas é sério, pende bem.
45 Pax // 21/February/2008 às 16:21
Breaking News na Blogsfera: Encontrado o companheiro josef mario. Dica da própria Carla Rodrigues ou uma homônima no último open thread.
Pedindo antecipadas vênias ao Pedro Doria, mas devo dizer que achei o companheiro josef mario lá na Carla Rodrigues, e em grande estilo.
Se houver um manifesto bloguista que venha a me envolver é para trazermos nossa bicha velha para cá de volta. Saca só:
“josef mario escreveu:
Companheira carla rodrigues
Eu, josef mario, devo dizer que concordo, particularmente, quando a companheira escreve em seu último parágrafo que:
“Todas as ações que ela pesquisa se pretendem “fora” da política tradicional. Uma vez transformadas em ações políticas que podem trazer um “novo projeto de democracia”, elas passariam a se inscrever nas próprias estruturas que contestam e estariam mortas por falta de oxigênio”.
À respeito, eu, josef mario, poderia citar alguns casos correlatos em outras áreas totalmente distintas do mencionado no texto mas que, todavia, estariam inseridas em conclusão semelhante. Estas agências reguladoras ou mesmo estes diversos tribunais de contas cujos titulares são escolhidos pelos próprios governos e, obvia e indiretamente fazendo parte do mesmo, não tem o poder e a independência que deveriam para cumprir suas funções, são exemplos característicos. Curiosamente o exemplo mais marcante que me vem à mente estaria na minha própria e imponente figura: se eu, josef mario, não tivesse a capacidade e, sobretudo, a independência para escrachar quando necessário, seria apenas mais um destes blogueiros repetitivos e idiotas que costumam desfilar e bostejar nestes diversos blogs. Isto é, eu, josef mario, estaria inserido na “mesmice” medíocre e irritante que invade a chamada blogosfera e o meu oxigênio e, principalmente, os demais gases menos nobres aprisionados ao meu organismo e que me fazem raciocinar, chegariam rapidamente ao fim.
Muito obrigado”
46 Antonio M // 21/February/2008 às 16:23
Caro DarwinistO, lembra do antigo slogam “Fazemos, não roubamos e não deixamos roubar” em contraposição ao Maluf (chamado de Ratuf) ?! No poder mudaram para “Se outros roubaram por que nós não podemos também?!” mas acham que são os monopolistas do bem e que não precisam ser coerentes.
E o pior, meu cunhado pentelho é petista, igualzinho a esses que descrevi. Será que é esse o trauma ?! rsrsrsrsr!!!
47 Hermenauta // 21/February/2008 às 16:24
Mas entao.
(nao li os comentarios anteriores. Escrevo em um micro sem acentuacao. Sorry)
Acho que nao ha hoje em dia condicoes objetivas de um blog ambicionar obter uma rede de coleta de informacoes como a de um jornal (nao que isso nao possa vir a acontecer _ mais sobre isso adiante).
Na melhor das hipoteses, acho que podemos reprocessar informacao, reapresentar a informacao do jornalao de maneira diferente, interessante, bem humorada, comica, triste, dramatica, inteligente, etc. Mas nunca competir com eles.
Em outras palavras, ha’ uma ecologia da apresentacao da informacao, e nesse sentido, como pouquissimas excecoes, o mainstream media continua sendo o degrau primario, os fotossintetizadores da noticia. Nos blogueiros somos os carnivoros, reprocessamos essa informacao.
Pode mudar? Nao sei. A vantagem da midia eletronica e sua rapidez. O mainstream media sabe disso e hoje nao ha mais um veiculo que nao tenha versao web, e a maior parte ja tem blogs.
Salta aos olhos que o futuro do blogueiro independente depende do futuro de plataformas gratuitas como Blogger, Wordpress, etc. Se um dia o modelo de negocios desses caras descambar, acho que 90% da blogoseira vai para o beleleu. Quem tem grana, tempo, saco para pagar um provedor e instalar seu blog sao muito poucos, e com isso, a blogagem independente perdera’ muita massa critica.
48 DarwinistO // 21/February/2008 às 16:25
#45
Quem é rei nunca perde a majestade. JM em sua melhor forma. Agora, porque ele anda boicotando o Weblog, ainda é um mistério.
Mas eu queria mesmo era ler um comentário do camarada bolivariano a respeito das bobagens que escreve o tal CêCê.
49 DarwinistO // 21/February/2008 às 16:32
Antonio M,
A existência do seu CUnhado explica, mas em parte. Primeiro porque cunhado nenhum presta, e você pode estar associando o petismo com a cunhadice.
Segundo, faz um tempo já que a petalhada não é de esquerda né? Ou seja, tua raiva parece mais de petista que de esquerdista, pois não?
50 Antonio M // 21/February/2008 às 16:39
Mas DarwinistO, se não identificar assim eles não entendem que estão falando deles !!
Mas concordo que PT junto com PP (Maluf !!!), PMDB, PRB e o escambau que essa galera tem coragem de chamar aliança e não de conchavo juntamente com uma oposição pífia, são todos formando o “centrão”, nada mais que isso…..
51 DarwinistO // 21/February/2008 às 16:43
Bom, de qualquer forma valeu por responder Antonio!
E fica a minha convicção de que os políticos e os cunhados, os males do Brasil são.
52 O que falta falar de Campus Party? ah tá, jornais x blogs… - Entendendo o Mundo // 21/February/2008 às 17:17
[…] a questão jornalistas x blogueiros, acho que o debate, da maneira que aconteceu, foi muito contraproducente. Ninguém saiu ganhando, […]
53 jorge cordeiro // 21/February/2008 às 17:33
Vou repetir aqui o que escrevi no tópico mais embaixo: “Só não concordo quando diz que a blogosfera brasileira não informa. Informa sim, e muito. Ela produz material, edita o noticiário, traz luz nova a temas antigos. Blog não é jornalístico por excelência. Blog é blog. Ver essa ferramenta com os olhos da antiga mídia é um erro corrente e pouco ajuda a entendê-la. Blogueiro não tem obrigação em ser jornalista, em ligar pra fonte, em produzir material novo. Blog é tudo e nada, é o novo e o antigo. Blogar é comentar, analisar, informar, divagar, lamentar, criticar, apoiar, divulgar. Quando jornalistas entenderem isso, entenderão os blogs. E talvez comecem a fazer blogs mais interessantes - pq o que vemos hoje nos portais de notícias nos blogs corporativos não é bem um blog, mas colunas online rebatizadas de ‘blogs’.”
Em tempo: Noblat, Juca Kfouri e outros são colunas digitais, online, não blogs. Blog é do Menon, é do Reinaldo Azevedo (quer se goste dele ou não), é o seu, do Mr. Manson (Cocadaboa), e tantos outros. Hoje leio tantos blogs brasileiros quanto produtos da mídia tradicional. Muitos fazem o mesmo.
Não acredito em blog corporativo. São limitados e limitadores. Soninha que o diga. São uma forma pronta para se preencher com texto. Blog tem que ser ágil, livre, leve, solto. Tem que dar link de montão (internet é link), tem que ter linguagem diferenciada, leve, desrespeitando até os manuais de redação.
Li tempos atrás este texto que diz muito do pré-conceito que jornalistas têm com blogs - ‘Por que os blogs de jornalistas não funcionam’ - http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=2062
Quando os jornalistas se derem conta disso, talvez aí, finalmente, começarão a fazer blogs tão interessantes quanto os centenas, milhares de blogueiros estão fazendo por aí…
um abraço!
54 Kaka // 21/February/2008 às 18:00
Ainda essa briga chata? Acorda cambada.
55 Simpaticíssimo Allegro // 21/February/2008 às 19:49
Que grande besta, este Cardoso! Bloguista é o quê? Um Tribalista que batuca num blog? É o que está parecendo… O grande problema dos blogs brasileiros (com exceções, como este aqui) é o excesso, quando não a exclusividade, de opinião, como se isto pudesse compensar a falta de informação - e, sobretudo, de trabalho duro, de estudo, de esforço de compreensão do que acontece pelo mundo (mesmo que este mundo seja a esquina ou o boteco que o sujeito freqüenta). A hipostasia da opinião é o método torto da egolatria (eternamente) adolescente, da vaidade sem lastro, d0 exibicionismo estilo “ó-mamãe-que-lindo-eu-tenho-um-blog” (e-sei-lá-o-que-fazer-com-isto-mas-aí-é-problema-dos-outros).
56 Chesterton-Dracul- El Cid // 21/February/2008 às 20:47
muita gente abre um blog para comer umas gatinhas…o que é legítimo.
57 proftel // 21/February/2008 às 20:49
Bom, notícia há em todo lugar.
Blog é expansão da notícia, por vezes os comentários aqui informam mais que muito jornal, são feitos por pessoas que vivenciam o fato.
Pensa bem, onde mais a gente saberia que o ocorrido na Petrobrás é fogo de palha, que as informações não tem porra nenhuma de sigilosas nem são recentes?
Há outros exemplos, inclusive sobre fatos ocorridos no exterior.
Pra mim é isso.
:-)
58 Rafael Slonik // 21/February/2008 às 21:17
Vamos falar de monetização?
59 HRP Mané Reloaded! // 21/February/2008 às 21:27
Se Obama perder…vai ser a mesma coisa!
Porque nunca nada muda nos EUA…é só dinheiro, racismo, luta pelo poder e narcisismo grotesco!
A intelectualidade não os absolve!!!!!!
O jornalista não gosta, eu sei……mas é verdade!
60 Jorge Araujo // 21/February/2008 às 21:28
Parece uma pequena rusga entre o jornalismo tradicional e um blogueiro conhecido.
Ganham os leitores e ambos por ficar se referindo reciprocamente.
O Contraditorium é ótimo e o fato de às vezes não concordarmos com as opiniões do Cardoso não significa, necessariamente, que não são instigantes.
Vou assinar o seu FEED para acompanhar a discussão.
Grande abraço!!
61 Chesterton-Dracul- El Cid // 21/February/2008 às 21:29
tu ta no post errado, mane…
62 Leonardo Bernardes // 21/February/2008 às 22:59
Pedro,
Parabéns, você respondeu com muita propriedade e, sobretudo, polidez. Essa espécie de futrica alimenta muitas discussões intermináveis no blogs, seu tratamento cortês coloca a discussão um nível acima.
63 Rodrigo // 21/February/2008 às 23:10
Quem começou a picuinha foi o estadinho, agora agüenta ;-)
64 Danilo // 21/February/2008 às 23:36
Jorge, esses tempos atrás um blogueiro de Portugal queria arrumar uma “briga” com o Cardoso, não sei se você lembra. Não conseguiu.
Mas tenho a mesma opinião que você tem. Isso gera mais leitores para ambos, e é benéfico para os dois.
Abraço,
Danilo
65 anrafel // 22/February/2008 às 4:24
Antonio M,
Roberto Marinho não fez aquilo por sentimento humanista, não. Ele mesmo disse: “Os comunistas são os melhores jornalistas daqui. Se eles forem presos meu jornal não sai”.
Por mim, o atrito continua. E no final (não vai haver final), algo vai ser aproveitado: luz, calor, entendimento, uma fusão, mais leitores para ambos.
66 lao // 22/February/2008 às 8:07
Me vem a memória nossos primeiros fanzines…
–
e o saudoso Darwin com os olhos fixos na tela, jogando atari, repetindo em quase transe: “os mais aptos sobreviverão, os mais aptos sobr..”
–
E no primeiro testamento esta escrito: Se houver apenas 50 leitores… humm…vamos corrigir: enquanto houver apenas 1 leitor (que pode ser o próprio escritor) eu pouparei, melhor dizer, continuarei a escrever um blog.
–
e que seja por prazer
mas se existir algum dinheiro…
abrs,
67 chato // 22/February/2008 às 9:01
cara, esse papo só anda afastando os leitores normais e fica parecendo masturbação. vcs tão gozando sozinhos.
68 HRP Mané Reloaded! // 22/February/2008 às 10:04
O STF acaba de suspender quase toda relação dos artigos da Lei de Imprensa……que nem o Lula ousou revogar!
EEEEEEEEE….agora se foi …ou vai o ultimo rebotalho juridico da época da ditadura…..e com ela os processos paranóicos contra jornalistas e orgãos da imprensa e comunicação…..VIVA!!!!
Detalhe: enquanto não se julga o mérito(quando se deve confirmar essa descisão preliminar) todos os efeitos e sentenças da lei estão suspensos!
Bom demais!
69 Rodrigo Fierro // 22/February/2008 às 10:17
“Doutor Roberto”?
70 Casa Grande & Senzala // 22/February/2008 às 10:29
Chamam “fonte qualificada” a turma da Casa Grande. A eleite branca e má sabe mesmo como impor sua visão de mundo. E à turma da cozinha cabe pagar a conta. Assim são os jornalistas “bem informados”. A blogosfera, pelo menos, abriu espaço para o cidadão contribuite - aquele que paga o salário de todos - se manifestar.
71 Fred // 22/February/2008 às 10:48
A coisa tá feia no jornalismo nativo, mesmo. Ter que apelar para o Doutor Roberto como bom exemplo de patrão e jornalista… É muita tosco.
Faltou elegância, aí, ô Pedro…
72 Gustavo Timm de Oliveira // 22/February/2008 às 10:49
Não entendo porque jornalistas e blogueiros não podem coexistir, ambos exercendo uma função fundamental para a sociedade: informando.
Um aprendendo com o outro. Tão simples, mas tão difícil, pelo visto.
Bela resposta, Pedro. Parabéns.
Abraço!
73 z.e.h. // 22/February/2008 às 10:49
Como alguém já disse - e infelizmente, não me lembro MESMO:
“Não sou o Caetano Veloso, não tenho que ter opinião formada sobre tudo.”
74 Casa Grande & Senzala // 22/February/2008 às 11:05
Jornalista x Dono do blog. E os comentadores?
75 Casa Grande & Senzala // 22/February/2008 às 11:11
Ops.! Dono de blog
76 Rachel // 22/February/2008 às 11:35
Cara, blogueiro é um porre.
Digo com conhecimento de causa.
77 Rachel // 22/February/2008 às 11:36
‘Quem começou a picuinha foi o estadinho, agora agüenta ;-)’
Pois é.
78 Thiago // 22/February/2008 às 12:06
Quanta arrogância o cara achar que ele/o blog dele tem relevância suficiente pra escrever um “Manifesto”, ou será que foi uma piada? O tal “manifesto” tem vários tons de ironia, mas não a ironia boa, e sim ironia covarde de quem diz a m*rd* que quiser, pq sempre tem uns deslumbradinhos influenciáveis pra aplaudir nos comentários, como focas do Sea World querendo ganhar peixinhos (page viewzinhos!)… enfim, ainda concordo com o Hermenauta: palavrinha medíocre, hein…
Abs
79 Antonio M // 22/February/2008 às 13:38
Anrafael, é verdade mas para encurat não coloquei isso. Pelo menos dava valor ao bom trabalho, acima de ideologia.
Bem piores foram os que travestiram de guerrilheiros, trairam e se aposentarem como heróis da resistência …..
80 jorge cordeiro // 22/February/2008 às 14:06
Blog não é uma ferramenta exclusiva de jornalistas ou candidatos a jornalistas. É muita arrogância achar que blog só tem importância se tiver um viés jornalístico. Por essas e outras que jornalistas em geral não entendem o que é a blogosfera, menosprezando-a. Blogs estão além do jornalismo, do diário, da agenda.
E, parafraseando Frank Zappa, tenho a dizer: o jornalismo não morreu, está apenas com um cheiro esquisito…
81 Rafael // 22/February/2008 às 22:28
parabéns pelo peteleco no xarope do cardoso
mas vc se engana qto a kfouri. o blog dele é um dos piores de esportes. perseguição pessoal diária e uma resma de fofocas. os “furos” não se confirmam.
82 ILO Navarro // 23/February/2008 às 11:31
Caro Dória, então se você escreve para o Estadão, mas lê a Folha e tem opinião sobre o que leu lá, então a folha é melhor que o Estadão?
Você confundiu tudo, não entende que os blogs não querem ser jornais, não precisamos satisfazer um editor, se a pessoa quiser montar um blog de política e passar horas no telefone com os assessores dos políticos, nós podemos, podemos ser tudo, o editor, o dono, o repórter, e até podemos ser a TV (screencast, joost e etc).
Uma coisa que eu percebi é que você joga dos dois lados, fala mal da blogosfera e dos blogs e fala mal da velha mídia, e essa sua atitude é um saco.
Existe uma frase que foi dita por uma pessoa muito importante e que cabe bem nesse seu “jogo duplo”, Por qué no te callas?
83 Microempresário // 23/February/2008 às 16:50
“Passar horas no telefone com os assessores dos políticos” vai dar uma maravilha de blog…
84 Megalopolis » Eu perdi alguma coisa? // 23/February/2008 às 19:14
[…] o Dória responde. Bacana também. Esclarecedor, eu diria. Interessante, porque, de acordo com minha própria […]
85 ug br tg at // 23/February/2008 às 19:26
Este “ILO Navarro” escreve como o típico jumento deslumbrado com a própria jumentice. Não entendeu nada do que o Pedro escreveu e já saiu zurrando…
86 Nelson // 23/February/2008 às 23:46
Excelente texto. O resto é hype.
[]s,
87 Thaís Miquelino // 24/February/2008 às 0:37
O PD DEU UMA AULA DE JORNALISMO AO CARLOS CARDOSO, QUE PELO VISTO NÃO ENTENDE ABSOLUTAMENTE NADA DISSO. NUNCA DEVE TER POSTO OS OLHOS EM UMA VERDADEIRA REDAÇÃO.
PD, ESTE POST É UM ORGULHO E UM ESTÍMULO PARA JORNALISTAS COMO EU, QUE ESTÃO APENAS COMEÇANDO A ENGATINHAR NESSA PROFISSÃO!
88 Calma Rapazes! — Documento Tupiniquim // 24/February/2008 às 23:53
[…] na blogosfera ultimamente é entre o honorável senhor Carlos Cardoso e o jornalista/blogueiro Pedro Dória (se tem blog, é blogueiro, bloguista, ou qualquer porcaria […]
89 Gabriel Ramalho // 25/February/2008 às 11:27
PD, clap, clap!
A melhor resposta ever!
Se copiar e colar links tirados de blogs gringos, jogar informações sem apuração, falar do final-de-semana passado na praia, mostrar indignação em textos completamente passionais e opiniosos e ganhar dinheiro pra fazer um post elogiando um filme, site ou serviço (opinião comprada é válida?) for, para alguém, o caminho pra se tornar um grande formador de opinião ou um barão da mídia, me desculpem, mas os bloguistas realmente supervalorizam esta “blogosfera”.
90 Samuel // 27/February/2008 às 12:36
Ah esse Carlos Cardoso é um retardado mesmo, inrustido e metido a irreverente. Como se quantidade de assinantes no Feedburner fosse parametro pra medir credilibade tudo o que ele faz é remexer polêmica e atrair paraquedistas ao blog e gozar de pseudo-popularidade.
91 Puro Osso // 27/February/2008 às 12:49
Pô, Dória, gastando o teclado e dando IBOPE ao Cardoso?
Carlos Cardoso é um blogueiro com bastante audiência. Eu conheço dois blogs pessoais dele, além do Meio Bit, blog de tecnologia chapa branca, que nada mais faz do que publicidade das grandes corporações de informática.
Apesar de toda sua audiência, Cardoso tem um dos textos de mais baixa qualidade que já li. Só escreve abobrinhas, nada de aproveitável. Além disso, é um cidadão extremamente recalcado. Não perca tempo com esse idiota.
92 Mario Amaya // 1/March/2008 às 20:31
“Não amplifique a voz dos imbecis.”
- Millôr Fernandes
93 Andre Garça // 2/March/2008 às 22:43
perfeito!!!!
“Se a opinião do blogueiro nasce do que leu na mídia tradicional, a resposta está dada. Já sabemos quem forma opinião. Mas não custava ter um pouco mais de ambição.”
isso diz tudo!
94 o [cc] do [caiocesar] na [www] » Blog Archive » Cinza // 16/March/2008 às 23:53
[…] no entanto, há bem pouco tempo, eu estava lendo o blog do MarioAV* e de lá eu caí no blog do Pedro Dória em um comentário específico que há tempos eu não via. Na verdade, eu nem gosto muito do Dória, mas este texto é […]
95 Douglas // 22/March/2008 às 11:28
Cardoso?
Aquele que escreve tudo mas não diz nada…
Doria, com isso ele conseguiu alguns clicks pro site dele…
96 Gabeira: tudo para se tornar o ídolo da Internet | DireitoeTrabalho.com // 24/April/2008 às 7:53
[…] da Internet como um poderoso meio de divulgação de suas idéias, embora ainda se considere um jornalista que tem um blog, não um blogueiro com formação em jornalismo, como por exemplo a minha querida amiga Lu […]
97 Twitter, hard-news social e vamos com calma « Clico, logo existo // 25/April/2008 às 1:02
[…] aí temos um ciclo vicioso e perigoso, principalmente no caso do Brasil, em que blogueiro virou sinônimo de colunista (me incluo). Porque se a blogosfera só registra o hard news, mas depende da grande mídia para […]
98 Ética afrocatólica e o espírito brasileiro (ou por quê falta engajamento na Web social brazuca) « Clico, logo existo // 2/May/2008 às 16:38
[…] (e aqui, quero dizer criação e apuração, não meramente opinião ou reprodução, e não sou só eu que pensa assim). E os argumentos que sustentam a hipótese são sociológicos (e aqui, desculpem-me o sociólogos […]
99 Ética afrocatólica e o espírito brasileiro (ou por quê falta engajamento à Web social brazuca) « Clico, logo existo // 2/May/2008 às 16:39
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