Luis Nassif, Veja e a blogosfera
Algo de muito importante está acontecendo na blogosfera brasileira desde que Luis Nassif começou a publicar suas reportagens a respeito da revista Veja: a conversa mudou de patamar. Das picuinhas habituais entre blogs de esquerda e de direita, entrou no bate-boca algo novo.
Informação.
A picuinha política habitual do ‘meu roubo é menor que o seu’ é capaz, no máximo, de dizer que o outro é burro por ser de esquerda. Ou por ser de direita, tanto faz. Mau caráter por apoiar o governo passado. Ou o atual. O debate entre esquerda e direita não tem discutido qual o melhor projeto de educação para o Brasil. Ignora como deve ser feita uma redistribuição tributária. Ele é capaz de dar apelidos criativos para programas de uma administração ou de outra mas após a graça do apelido, de crítica criteriosa e bem argumentada não sobra muito. Uma pena.
A esquerda não gosta da Veja porque a revista é de direita. Ou porque se opõe ao governo corrente. São, ambos, argumentos de péssima qualidade. Primeiro porque num ambiente de plena liberdade de imprensa, um órgão de comunicação pode defender o tom ideológico que bem entender. Segundo porque imprensa tem mesmo que ser de oposição a qualquer governo. Terceiro porque o governo não precisa de defensores. Tem poder. Muito poder. Poder suficiente para voltar-se com raiva contra qualquer órgão de imprensa e tentar sufocá-lo, recusando-se a publicar anúncios. É o tipo de poder que governo nenhum deveria usar. (No Brasil, a federação é a maior anunciante.) O critério único para a publicação da publicidade estatal deveria ser circulação. Quem atinge mais leitores deveria ser privilegiado. É o tipo de poder que, por hábito, os governos sempre usam.
A obrigação que um órgão de imprensa tem para com seus leitores é o bem informar. Ela pode ter um ponto de vista, mas deve apresentar toda informação necessária para que o leitor possa fazer uma avaliação ele próprio dos fatos. Isto Veja não tem feito. Seleciona a informação que lhe convém. Não é a tradição da revista. É uma inovação. As reportagens de Nassif contam o como, o quando, o quem e o por quê.
Fatos não existem no vácuo. Têm contexto, interpretação e ponto de vista. Algumas informações que Nassif apresenta talvez venham a ser contestadas. É uma briga dura a que virá. Mas quem sai ganhando é o leitor pelo serviço prestado. Porque agora ele tem informação para sustentar o que pensa. O leitor do outro lado por certo está circulando os blogs oficiais ou oficialescos da direita procurando contra-argumentos. E alguém deveria ser capaz de oferecê-los. Quando o debate sobe um degrau, o da informação e não apenas da picuinha, o país ganha.
Nassif recorreu a um instrumento tradicional, o da reportagem, para levar a seus leitores a informação que coletou, certamente, após muitas entrevistas. (Dá trabalho informar.) Mas como foi via blog que divulgou, a blogosfera melhora. Temos uma blogosfera que não costuma informar muito, quanto mais produzir informação do zero. A esperança, agora, é que seguindo ele, sem histeria, alguém pegue as atividades da Secretaria de Comunicação do atual governo – ou mesmo do governo passado – e mostre seus hábitos. Quem é favorecido, quais seus critérios de distribuição de propaganda, qual a linha editorial habitual dos agraciados, quanto circulam.
Costumamos, jornalistas, cobrar das estruturas do governo e das grandes empresas que sejam transparentes. A imprensa – e, sim, isto inclui blogs – tem uma das tarefas mais delicadas da democracia. É a ela que cabe informar. É através dela que o público toma conhecimento do que acontece. Sem uma imprensa livre não é possível formar opinião. A mesma transparência que a imprensa cobra de governo e empresas deve ser cobrada de volta.
Provavelmente vai ter briga e vai ter polêmica. É do tipo saudável.
(Vale ler o que Carlos Castilho tem escrito a este respeito em seu blog, já foram três textos: um, dois, três.)
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Não tenho acompanhado tanto como gostaria por absoluta falta de tempo. Não acho que a forma como a Veja vem tratando a informação (informando o que quer e escondendo o que quer) seja tradição, mas não é de hoje. Lembro bem de quando comecei a ter esse “nojo” pela publicação…foi ainda em início dos anos 90 - casos graves como a entrevista com o Cazuza e a matéria sobre a “falida CVRD”, hoje a Vale! É claro que o Cazuza estava morrendo e é claro que a CVRD estava contaminada pela burocracia estatal, mas o Cazuza continuava sendo uma pessoa e a Veja não tinha o direito de trata-lo como um vegetal e a CVRD continava tendo um dos maiores patrimonios minerais do planeta (por acaso, no solo e subsolo brasileiro).
Bom, passei só para dizer que acho muito boa a discussão, até que enfim entrou na história um jornalista com vontade de fazer reportagem e vamos esperar que a Veja esperneie ou replique.
É assim que se faz jornalismo na democracia, acho eu…
alo aia ! esse post vou acompanhar o dia todo….
deixei de levar Veja a sério em 1989, quando suas matérias eram em sua maioria a favor do candidato X e contra o candidato Y.
Lembro da capa com Collor, o caçador de marajás..
:D
é uma ótima revista de humor..
abrs!
A veja deixou de ser comprada em casa, definitivamente, após as reportagens e editoriais que produziram por conta do 9/11.
Maniqueístas, tendenciosos, manipuladores e tendenciosos, esses textos, como bem escreveu o PD aí em cima, não se preocupavam em informar, mas em moldar cabeças contra o monstro islâmico que atacava o paraíso terrestre personificado pela América.
O futuro, especialmente após a eleição de Lula, mostrou que minha decisão era correta. Essa revista não passa, hoje em dia, de um pasquim de imprensa marrom. É a Contigo da política.
E o que é mais lamentável, quais são as opções? Istoé, Época, Carta Capital…
Do segundo texto de Carlos Castilho:
A dicotomia do “quem não está comigo está contra mim” é uma simplificação sem sentido hoje em dia porque ela nega e oculta a extraordinária diversidade dos contextos sociais, políticos e econômicos atuais. Significa reduzir um problema complexo a uma equação primária, atentando contra a inteligência das pessoas envolvidas num debate.
Pois é exatamente o que se vê por aqui no Weblog todos dias, seja lá qual for o assunto.
Não gosto de Veja e há muitos anos não a leio, justamente pela linha editorial que é de não só mostrar os fatos, mas deturpá-los. Veja é boa para leitores com preguiça de pensar, pois ela mesma julga e sentencia em suas reportagens. Daí que quando comecei a ler os posts do Nassif, achei que teria algo inteligente, mas para minha surpresa são textos medíocres (de médio).
Ao contrário do que PD afirma, Nassif não tem nenhuma prova concreta do que afirma, só elocubrações tiradas a partir de reportagens publicadas. E assim ele se utiliza das mesmas ferramentas que tanto condena na revista: aprontou um dossiê sem provas contundentes, seus inimigos são tratados como mau carateres e aos amiguinhos tudo é desculpado. Escrevi mais ou menos isso no post dele, mas ele não publicou, exatamente como ele acusa Veja de fazer com as cartas que não lhe são favoravéis. A revista já entrou com processos contra Nassif e com esse monte de bobagens ele vai perder todas.
Bom dia Pedro. Permita-me discordar dos seus argumentos de que a esquerda não gosta de Veja por ser ela de direita ou porque ela se opõe ao Governo Lula. Ela pode ser de direita e se opor ao atual Governo, mas desde que ela seja imparcial em suas reportagens. E isso ela não é. É fato. Basta comparar as reportagens que ela fez sobre febre amarela e apagão nos Governos FHC e Lula. Total parcialidade. Portanto, o problema é a má conduta editorial de Veja. Abraços.
Sobre a Veja: boa para se folhear na sala de espera do médico, pois é cheia de propagandas e fotos.
Sobre o Nassif: tb acho que o Nassif não tem tantas provas substanciais contra a Veja. Esperava mais dele. Mas sua atitude é ótima e espero que mais coisas e mais pessoas saia desse mato.
Estou acompanhando desde o início e vibro com cada traulitada que Nassif dá na cabeça da cobra ou com as vergastadas que dá no lombo do burro.
Na primeira, as pancadas são para matar mesmo, não podemos mais deixar vivo quem nos envenena o tempo todo.
No segundo é mais para castigar e tentar educar, embora pareça que o burro empacou e não sai do lugar nem a pau.
Veja é a revista de maior circulação nacional. Um mega. Mil quilos.
Veja é a favor da economia de mercado.
Veja faz oposição ao governo.
1. como é que os esquerdóides daqui iriam gostar de Veja?
Mas o Nassif tem que atentar para uma coisa, acusar de crime e não apresentar provas é crime. Que ele tenha bons advogados para consultar.
Anoni-mouse, disse: No segundo é mais para castigar e tentar educar
chest- não é um pouco de pretensão?
Eu ia escrever um comment aqui, mas ficou meio grande e achei tão legal (olha a humildade…) que resolvi pôr no meu blog. Quem quiser ler, é só clicar no meu nick.
Abraços!
Essa tara por Veja já torrou a minha paciência.
Parece inveja. E inveja é uma merda!
PD, a sua cara de pau não tem limites mesmo… “A esquerda não gosta da Veja porque a revista é de direita. Ou porque se opõe ao governo corrente.”
Um post sobre informação, bom jornalismo, etc, e me aparece com uma argumentação dessas?! Vai se fudê!
É muito engraçado, o senhor posando de bom jornalista, bom blogueiro, exemplo nas duas áreas; mas sempre faz esse tipo de coisa no texto, esconde frasezinhas aparentemente inocentes, mas que revelam o seu caráter. Você sabe muito bem que maioria do que você classifica como esquerda não lê e critica a Veja justamente por causa do mau jornalismo praticado. E você finge ignorar isso, por que? Sei lá… Mas estou louco para chegar o dia que você vai cair dessa sua torre de cristal.
ich…..
Não costumo ler a Veja, com exceção das colunas do Mainardi e o blog do Reinaldo.
Tampouco leio Carta Capital ou Caros Amigos ou qualquer revista esquerdófila. A existência destas, no entanto, não me incomoda. Poderiam receber menos verbas oficiais pagas com o meu dinheiro, talvez.
Suponho que todo esse ódio seja principalmente “inVeja”. Afinal, os que não gostam da revista poderiam fazer como eu, e não comprá-la ou lê-la.
Acusar a revista de “parcial” é ingenuidade, afinal todo meio é “parcial”. Piores são os que se fingem “imparciais”.
O que preocupa, isso sim, é o nível de ingerência cada vez maior do governo na mídia, uma ingerência nefasta, contra a liberdade de imprensa, e contra a mídia em geral.
Contra a Globo, contra a Veja, contra os colunistas e veículos “de direita”, há todo um movimento de intimidação, de chantagem (verba de propaganda ou cargos para os jornalistas “amigos”), busca de leis mais duras contra jornalistas, organismos de controle, censura prévia, criação de TVs governistas, apoio à Record da IURD contra a Globo, sem falar nesta onda agora contra a Veja, etc.
Imaginem se nos EUA algum governo ia falar as coisas que os governistas aqui falam sobre a Veja, por não concordar com sua linha editorial, ou mesmo tentar se meter.
Pensem nas críticas que o Bush recebeu da imprensa nos EUA. Teve até colunista que escreveu dizendo que ele devia ser assassinado! Não houve ninguém, nem mesmo entre os Republicanos mais empedernidos, dizendo que se devia censurar, ou mesmo se metendo na linha editorial. Nos EUA, liberdade de imprensa é sagrada.
No mais, acho que até agora não comprovaram que uma única informação publicada pela Veja sobre os escândalos do governo Lula seja falsa. Aliás, tem coisa muito pior que nem saiu lá ainda. No máximo os críticos dizem, “ah, mas porque não criticam o PSDB também?” Ora, que vão lamber sabão.
Não costumo ler a Veja, com exceção das colunas do Mainardi e o blog do Reinaldo.
Todo bom escriba sempre se inspira em alguém, né mesmo?
:-)
Vá ler o Dawkins, Darwinista. Dizem que ele descobriu uma nova prova da não-existência de Deus.
Avolio (#12),
É verdade, é pretensão mesmo.
E muita, visto que burro não aprende nada mesmo, nem a porrete.
O que não se pode negar é que esta série de denúncias, é uma luta corajosa que Nassif assumiu.
Mas algo me faz pensar que não é só isso… Será mesmo, depois de anos, que Nassif quer somente escancarar a podridão do jornalismo praticado pela Veja? Outros interesses estão escondidos nesta situação e, muitas vezes não chegarão aos nossos ouvidos…
Necessário também, destacar o curioso:
Porque a grande imprensa silenciou sobre as denúncias?
Bem….tirando o fato de Veja ser de direita E ,EU, SER DE ESQUERDA!
eeeee……EEEEEE…..o fato é que não foi só isso que levou a parar de assinar Veja…..sua mediocridade jornalistica e o mau caratismo me assustaram….conheço alguns orgãos de imprensa mundo afora que tem um jornalismo classe A! Sendo de Direita!
O Nassif é humano, desconfiar de seus objetivos é válido, mas que bom ele estar batendo em Veja….quem sabe isso eleve a nota do nosso jornalismo brasileiro!????
Mr X (17),
Acertou na milhar!
Contra o lula a Veja tem o fato que depois dele, o MEC retirou das empresas Civitta a impressão dos livros didáticos que o MEC distribui Brasil afora!
EEEEEEEE…fazer o que????
ah, pelo amor de deus!!! ainda tem gente que divide as coisas entre esquerda e direita… né, pedro dória? esquerda sempre tem um apelo irresistível com sua aura de messias. já os direitistas são uns reacionários golpistas que querem mais aumentar a desigualdade… essa divisão é de um maniqueísmo patético…
nãp vai falar das ações orquestradas da universal, não?? isso sim é mais importante que essa briguinha de blogueiros.
“…A esquerda não gosta da Veja porque a revista é de direita. Ou porque se opõe ao governo corrente. São, ambos, argumentos de péssima qualidade. Primeiro porque num ambiente de plena liberdade de imprensa, um órgão de comunicação pode defender o tom ideológico que bem entender. Segundo porque imprensa tem mesmo que ser de oposição a qualquer governo. Terceiro porque o governo não precisa de defensores. Tem poder. Muito poder. Poder suficiente para voltar-se com raiva contra qualquer órgão de imprensa e tentar sufocá-lo, recusando-se a publicar anúncios. …”
Tem gente que não saber ler ou foram definitiavamente alienadas pelos dogmas ….
Carta Capitasl e Caros Amigos são imparciais…Ô se são ……
Para quem só tem pregos, toda ferramenta é martelo.
O Nassif está fazendo uma leitura totalmente enviesada da Veja, escolhendo as matérias que reforçam sua paranóia e esquecendo das outras, mas como já disseram antes o problema é dele, vai ter que provar na Justiça.
O que me surpreende é como os blogs ditos ‘imparciais’ estão torcendo contra a Veja, PD incluído.
Outro dia deu como notícia que os servidores de e-mail da Abril estariam filtrando mensagens para o blog do Nassif, sem nem se preocupar em confirmar a autenticidade da notícia (que era falsa). O Nassif — claro — repetiu a notícia, também sem desmentido.
E são esses ‘jornalistas’ que vêm acusar a Veja de falta de integridade jornalística. Ora, tenham paciência.
Antonio M,
Alguém aqui defendeu alguma das C.C.s?
Exato! Cadê o post sobre as ações da Igreja Universal?
Posso desabafar? (rs)
A Folha classificou os blogs de política chamando-os de “engajados”.
Pelo AMOR de Deus… não tolerar a diversidade de opniões?
Cadê os fãs da Revista Veja?
E em se tratando de post sobre imprensa , informação e liberdade de expressão….O Lula pisou feio na bola ao se meter a tecer comentários sobre a pendenga Folha SP versus Edir Macedo e seus asseclas…..
O STF ,através de Celso Mello , já condenou o que se chamou de litigancia de má fé dos paus mandados de Edir ao tentar atemorizar a Folha!
O cara é da base aliada!
Blearghhhhhhhhhh!!!!!!
Entenderia se ele , Lula, ficasse em silencio nesse assunto, pois depende também do voto evangélico para ver aprovados seus projetos…..mas elogiar foi feio…..muito feio!
DarwinistO, subliminarmente defenderam, sempre defendem !!!! rsrsrsrs!!!!
Falando como advogado, a situação do Nassif não é das melhores.
Independente das fontes, tudo o que ele publicou até agora é circunstancial — não comprova a acusação que ele fez, quase textualmente, de que a direção da Veja é corrupta.
Já pelo outro lado, existem provas concretas de que ele publicou como verdadeiras notícias sem o menor indício de qualquer comprovação — como o caso dos e-mails da Abril.
Essa é uma briga que vou fazer questão de acompanhar, mas na Justiça.
Muito boa a discussão. É óbvio que Veja é engajada com a oposição e também é claro que anda fazendo uma revista de menor qualidade que fazia tempos atrás. Não a leio mais, é minha oposição. É óbvio que Carta Capital é engajada com a posição e anda fazendo uma revista de menor qualidade. Também não a leio.
Mas também é óbvio que qualquer um pode ler o que lhe dá na cabeça. Quem quiser ler Diogo Mainardi que leia, idem para Reinaldo Azevedo ou Paulo Henrique Amorin. A polarização é boa, apesar da idiotização com antolhos tão grandes que escurecem a razão e a lógica.
É muito difícil pra muitos aceitar que o governo Lula tem sido bom para o país, sob certos aspectos. Até pra mim que votei nele sempre e caí do cavalo no que tange à probidade, ética e bons costumes. Assim como é muito difícil para alguns aceitar que há uma enorme corrente no PSDB que é corrupta tanto quanto. Ou pior.
Do texto do Pedro Doria, o melhor extrato está aqui: “O debate entre esquerda e direita não tem discutido qual o melhor projeto de educação para o Brasil. Ignora como deve ser feita uma redistribuição tributária. Ele é capaz de dar apelidos criativos para programas de uma administração ou de outra mas após a graça do apelido, de crítica criteriosa e bem argumentada não sobra muito. Uma pena.”
Sim, meu Lula é corrupto pacas. Sim, os outros também eram. Sim, o país anda bem. Sim, o Brasil é mais forte que esses governos todos. Sim, eles mais atrapalham que ajudam. Sim, a máquina estatal é pesada e incompetente. Sim, as prioridades em Educação, Saúde e Segurança nem passam pelas discussões antolhadas.
Mas como podemos dizer que o Flamengo é melhor que o Fluminense se o Fogão é que é o grande time?
Nesse futebol, tá valendo canelada e dedo no olho. Aliás, isso mesmo, tá ficando uma cegueira danada para o que realmente interessa para o país.
“..O Lula pisou feio na bola ao se meter a tecer comentários sobre a pendenga Folha SP versus Edir Macedo e seus asseclas..”
Lula nunca abandonou o palanque. Está presidente mas será sempre o eterno “sindicalista-candidato”. E a sua defesa foi a de um assecla seu, o vice-presidente que é do partido do Edir Macedo. Defendia e defende os companheiros de sindicato e partido …..
Dick 35,
A revista Veja entrou com ações na Justiça, mas ela não refutou nenhuma das denúncias…
Será este método apenas para dificultar a publicação delas? Uma vez que os processos demorammmmmmmm
PÔ….voce pode estar a direita ou a esquerda…..mas ler reinaldão e depois, mais grave, ler Mainardi….é burrice pura!
Os caras não fazem jornalismo….fazem panfletagem….e no caso de Mainardi, de péssima qualidade de grafia , texto e de fontes….Ele é péssimo…..o papai o ajudou muito….e a facilidade de se vender e sujeitar o fez subir rapidamente no ninho dos Civittas!!
Bom dia!
DarwinistA 38,
Só o ato de entrar na Justiça já significa que ela está contestando as denúncias. E não me parece que isso tenha dificultado a publicação da mesmas — o Nassif continua firme e forte.
Vamos esperar para ver.
Leiam Mino Carta e Paulo Henrique Amorin.
E sejam inteligentes!
Maniqueísmo pouco é bobagem…..
Pois é… O Nassif colocou lá um post sobre a Igreja Universal. Acho que criou-se precedente pra ele com o entendimento pelo STF de litigância de má-fé por parte da dita Igreja. Deve valer pro “Quarteto Fantástico” da Veja.
Quanto ao post, digo que a imprensa tem que ser discutida. Outro dia estava assistindo o documentário da BBC sobre a Globo. É muito poder e não pode ser assim. A imprensa, antes de tudo, presta um serviço público, que é o de informar (e bem). É obrigação a honestidade, a insenção e a transparência, em contrapartida à liberdade de expressão e ainda que sua linha editorial admita a preferência por esse ou aquele candidato, governante ou partido. Por sinal deveria ser obrigação de tais veículos afirmarem suas preferêcias. Isso se chama honestidade. A Carta Capital o fez, e só.
Eu não ia comentar, mas não dá. O cara dizer que o Nassif tá sendo paranóico com as provas que ele tá apresentando: AS PÁGINAS DA PRÓPRIA REVISTA!!!!; é de doer na alma. Não houve sequer uma contra-argumentação por parte do panfleto ou do seu “quarteto”. Mas, tudo bem. É o preço da democracia.
O bom é que o Lula pode olhar para a cara de cada um desses (principalmente a (D’antas) do Mainard) e dizer: “É a economia, estúpido!”.
Vou rogar uma praga pra vocês (elite estúpida brasileira): “Marta prefeita de São Paulo”.
O Nassif e a Veja fazem o mesmo tipo de jornalismo e se merecem.
Uma qualidade do jornalista brilhante é sua condição de concentrar informações nos seus textos, viabilizando ao leitor se satisfazer….e claro, sempre privando claro do elemento verdade…..
duvido que o Nassif se jogaria em tal empreitada sem estar respaldado…..mas……
“…Vou rogar uma praga pra vocês (elite estúpida brasileira): “Marta prefeita de São Paulo”. …”
Mas isso é uma praga para toda população de São Paulo !!!!
Relaxa e goza com um barulho desses …..
-= Se Nassif tivesse escrito apenas alguns parágrafos inflamados contra a VEJA e depois parasse, eu acreditaria na ingenuidade do jornalista ao fazer acusações como as descritas.
– X –
Não. As matérias não estão sendo escritas in loco, ao menos o seu principal conteúdo. É de caso pensado e premeditado.
Então, eu tenho CERTEZA de que ele se cobriu bem jurídicamente, consultou advogados, etc…
Izbgniew 42,
A ‘paranóia’ do Nassif é porque ele escolhe quais matérias usar na sua cruzada. Assim, qualquer revista pode ser acusada de qualquer coisa, até a Carta Capital de ser contra o governo (de vez em quando, até ela publica uma matéria crítica).
Mas o foco do comentário não foi esse, a questão certamente será resolvida no foro adequado, que é a Justiça.
O ponto foi a parcialidade dos que se dizem imparciais — nós sabemos porque a Veja e o Nassif assumem partido, mas fica engraçado ver ‘jornalistas’ que não têm nada a ganhar tomando partido nessa briga.
De jornalista não têm nada, o que eles querem mesmo é audiência…
Jåµë§ ßønd™ 46,
Tomara, porque do jeito que o Nassif faz parecer ele está escrevendo de madrugada para publicar na manhã do dia seguinte. Não dá muito tempo de passar por um advogado antes de publicar.
Mas ele é cobra criada nesse meio, concordo que deve saber o que está fazendo…
-= Ah, sim… no espírito sugerido do post… acredito que não tenham lido sobre o blogueiro estaduniense que foi demitido da CNN (sim, de novo, CNN) pelo seguinte trecho transcrito no sei site:
Acordo todas as manhas espantado com o porquê da America não ter deportado George Bush e Dick Cheney.
Hollywood não parou de tentar me convencer que Sarah Jessica Parker é atraente, e as soccer-moms não terem percebido que elas não tem nada a ver com a Oprah, e [porque] a Fox cancelou o show Firefly.
Vejam em :
http://tinyurl.com/3xu9yg
– X –
Claro que eu também acho que é forçar a amizade sugerir que Sarah “Cara-de-Cavalo” Parker é sexy, concordo que ambos deveriam ser deportados mesmo e que Oprah tem um público questionável…
… mas tenho certeza de que pedir a volta de Firefly foi quando ele passou dos limites…
A Indispensável não anda tão bem assim das pernas quando o assunto é circulação. Ela sofreu uma queda de 9% (segundo o Marplan) entre outubro de 2006 e outubro de 2007.
Me parece que parte disso se deve a um cansaço com a estridente retórica da revista. E, vamos combinar: a matriz desse estilo, que é o Mainardi, não sabe escrever.
Agora, o Nassif não entrou na seara ideológica. O que ele diz é que a revista está sendo usada para defender interesses empresariais (especificamente de Eduardo Fischer e Daniel Dantas) de maneira pouco transparente. E que a ideologia é usada como álibi. Algo na linha: contra “eles” (os petralhas, os cumpanheiros, os comunistas, o Foro de São Paulo, os abortistas, as feministas — inclua aqui seu inimigo da, aham, Civilização Ocidental predileto), vale qualquer coisa. Até dossiê fraudado.
O que falta mostrar é qual a relação dos Civita com isso. Afinal, não é crível que a direção faça tudo isso sem o consentimento dos donos.
Mas o que eu quero saber mesmo é como anda o clima na redação da Veja depois dessa série de reportagens do Nassif. Fofocas, pessoal, cadê as fofocas?
Julio Augusto, a notícia era verdadeira e confirmada por duas fontes. Se depois a Abril reviu a prática é outra história.
É engraçado ver que quem acha o governo está cerceando os direitos da imprensa, achar um absurdo a Universal processar a Folha,mas acha perfeitamente normal a Veja processar o Nassif…
PD,
‘confirmar a notícia’ nesse caso teria que ser feito com alguém do departamento de Tecnologia de Informação da Abril. A alegação era de que a Abril estaria filtrando e-mails, o que é extremamente complexo e só pode ser confirmado por alguém tecnicamente capacitado.
Mas só porque duas pessoas da Abril não conseguiram enviar e-mails em um determinado dia, isso não que dizer que a notícia foi ‘confirmada por duas fontes’ — nem que deve ser divulgada sem averiguação. Se muito, é um indício de que deve ser investigada, para evitar a barriga.
-= Mais um adendo… a “Guerra das Cervejas”, se realmente assim foi apresentada, é de uma canalhice sem tamanho.
– X –
Ainda bem que não bebo.
Aliás, vou buscar um green tea spree e já volto.
Izbgniew #42
O documentário da BBC sobre a Globo é o tal “Muito além do cidaddão Kane” (ou algo que valha)?
Aquele documentário em que até uma família de baixa renda que deixa a TV ligada o dia inteiro na Globo por pura comodidade sabe que a emissora é bem imparcial???
Prezado marcos, vc certamente não precisará esperar muito para me ver errando. Mas o hábito por aqui, quando erro e descubro que errei, é publicar uma errata.
Agora, perdoe, vc está certo e errado. Certo porque generalizei. Tem gente na esquerda que questiona a qualidade de jornalismo da Veja e não sua posição ideológica. Errado porque o problema da maioria é ideologia, sim, embora não o diga. Se o problema fosse qualidade do jornalismo, não teceria loas a outras revistas que fazem jornalismo do mesmo tipo só que com sinais ideológicos contrários.
Alguns de vcs me cobram um post sobre a Igreja Universal. Não vejo muito em que possa contribuir para o debate… os editoriais da Folha e do Estadão já disseram tudo o que haveria para dizer. Concordo com ambos.
Julio Augusto, primeiro não é tão complexo assim; segundo, eu não caracterizei minhas fontes. Nem poderia. Terceiro, o problema não é que não conseguiam enviar qualquer email. Isso é o que disseram depois.
De qualquer forma, a Abril reviu sua decisão.
-= PD, PD, PD … é apenas uma desculpa para sentarem o sarrafo em cima da IURD, você já deve ter percebido.
Pode colocar “Open Thread IURD” que vai passar de 500 comments em uma tarde.
Pô, nem tô sabendo dessa história da IURD que o Pedro Doria, um evangélico de bandeirinha, se nega a postar.
-= Pax #60 … ?!?!?!? Really?
Gostei da sutileza de Carlos Castilho ao pedir desculpas a seu amigo Reinaldo Gonçalves por tê-lo confundido com Reinaldo Azevêdo.
Como sobreviveria no Brasil um leitor de jornais e revistas (salvo as raríssimas exceções) se ele não fosse lê-los pelo fato de ser de direita?
Portanto, não é por isso. Veja transpira manipulações, distorções,velhacaria política e desrespeito à ética jornalística.
Dizem o Frias pai uma vez disse que sempre que Roberto Marinho estava metido numa questão jornalística ele desconfiava que tinha algum lance empresarial grossíssimo em vista.
É o que se pode dizer hoje da Veja. Não há uma chamada de capa que não desperte atenção para uma desinformação política ou negociata empresarial em curso. É o seu grande papel no conglomerado Abril, com colunistas bastante adequados.
Nassif está prestando um grande serviço à imprensa, impressa ou on-line.
PD,
Bom. Sou seu leitor e não tenho motivos para duvidar de você, mas vou questionar suas fontes.
Sou formado em Computação, trabalho na área há mais de dez anos e nunca vi uma coisa dessas: um filtro para impedir o envio de links via e-mail para um blog (que, aliás, não mostra qualquer endereço para contato), quando qualquer estagiário saberia como contornar um filtro desses em 15 segundos.
Acredito que suas fontes o convenceram de que a diretoria da Abril ficou tão preocupada com o Nassif que mandou o departamento de IT implantar tal asneira só para voltar atrás horas depois.
Mas, me desculpe: não é verossímil. Diante do histórico do caso e das ‘paixões’ que ele desperta, acho muito mais fácil acreditar em uma falha eventual que foi mal-interpretada pelos ‘teóricos da conspiração’.
A Veja está tão ruim que até eu, que em princípio adoro ver o Lulla e sua mafiazinha levando umas bordoadas, parei de ler a revista - o semanário me dá vergonha alheia, tanto de quem passou X anos de faculdades e especializações e o caralho a quatro para acabar escrevendo TÃO mal quanto por quem paga caro para ler aquilo e se sente “informado”.
007, sim, que catso tá rolando com a IURD? Lembre que eu moro no mato e agora com braço quebrado e telefone da TeleAfonica fora do ar por descarga elétrica, tô mais por fora que umbigo de vedete (ou da confetti).
O que rola?
PD, responde ao Julio Augusto que gostei da dúvida dele também. Que filtro é esse? Como era? Não precisa dizer as fontes, diga o fato.
Alberto Dines fazia, em finais dos 70/início dos 80, o “Jornais dos Jornais”, crítica aos jornais e revistas, na Folha de São Paulo.
Pegou pesado numa crítica a Maluf e Folha, que tinhas uns negócios com Maluf, o demitiu. Foi fazer o “Jornal da Cesta” no Pasquim.
Ter um órgão de imprensa no Brasil (ou em quqlauer lugar) dá dinheiro. Mas, sobretudo, dá poder. E com esse poder vem mais poder e mais dinheiro …
Funciona assim: se você me incomodar, mando uma Veja partir pra cima de você.
Vem cá, o que vcs estão discutindo mesmo? Que tal desmontar as reportagens que o Nassif está fazendo, por exemplo? Reduzir a conversa a ser de esquerda ou direita é que é enviesar a conversa, ora!
Que a Veja não anda em sua melhor fase, até os seus mais empedernidos defensores — claro, aqueles cujos neurônios andam um pouco mais em forma — hão de concordar. E não me refiro ao estilo da revista, vou logo avisando. O que se critica na Veja não é propriamente se ela é de oposição ou se é de direita. Critica-se é o seu mau exercício de jornalismo, ponto.
(O Estadão tem aquelas características, por exemplo, o fato de ser de centro-direita, no mínimo, e de ser de oposição ao PT desde sempre. Com tudo o que se lhe possa criticar, continua sendo um jornal respeitado e respeitável. O Globo não sabe muito bem como se posicionar, ser oposição ao governo nunca foi o seu forte. A Folha? Sempre posou de independente, apesar de um certo sotaque paulistano-tucano. Ainda assim, é o melhor jornal do país, a despeito dos seus inúmeros defeitos.)
Aqui neste post, por exemplo, já li coisas curiosas:
- O marcos (# 15) destaca uma frase, “A esquerda não gosta da Veja porque a revista é de direita. Ou porque se opõe ao governo corrente” e chama o blogueiro de mau-caráter, como se com essa frase ele quisesse mesmo é desacreditar a esquerda. Leitura meio tosca, apressada e raivosa, com jeito de esquerda infantil. Pena, sou de esquerda e não li o texto dessa forma…
- Curiosamente, o Antonio M (# 27) destacou um trecho maior, o contexto onde a tal frase que o marcos destacara se encontra… Não sei o que ele (Antonio) quis criticar, mas acabou indiretamente neutralizando o comentário raivoso do marcos, mesmo mostrando-se simplista ao final e em comentários posteriores (# 37, # 41).
- O Mr. X começa tentando se mostrar independente, dizendo não ler nem a Veja (só o Mainardi e o RA…), nem a Carta Capital ou Caros Amigos, subentendendo-se do que a primeira seria um exemplo de direita/oposição, enquanto as outras duas seriam de esquerda/situação. Usa um surrado argumento para minimizar o baixo nível em que anda a Veja, aquele de que “não existe imprensa imparcial”, e por tabela acusa os seus críticos de invejosos (tsc tsc tsc!), para então repetir o bordão da ingerência do governo em relação à mídia, na base do “nunca antes neste país” houve algo nessa proporção… Claro que esse argumento precisa desconhecer, no mínimo, as décadas de ditadura militar de passado recente, não é? O caro Mr. X pode até se mostrar mais articulado do que vários comentaristas, mas os argumentos caem no maniqueísmo de sempre, aquele criticado tão bem e por tantos (estejam à direita ou à esquerda, não importa) nesta mesma caixa de comentários de hoje.
- O Julio Augusto (#28) levanta uma questão sobre a leitura enviesada que o Nassif estaria fazendo da Veja, desacreditando do trabalho do jornalista, que estaria reforçando a própria paranóia — palavra um tanto quanto desabonadora, não é? —, mas logo tergiversando (e reforçando o seu desvio no #47), ao apontar criticamente em direção aos jornalistas blogueiros, (PD inclusive), que estariam comprando a briga do Nassif contra a Veja apenas em busca de audiência, e não em prol da notícia…
- O Pax (# 36) tratou de reiterar a sua posição — crítico ao atual governo, mesmo tendo votado nele — e levantou a bola do que viu ser mais importante no post do PD, a falha da esquerda e da direita (e dos seus representantes na imprensa e na blogosfera) em debater com profundidade os projetos na área da educação e da reforma tributária, por exemplo. Da minha parte, subscrevo, mas mesmo assim vale discutir tudo o que o Nassif está dizendo lá no seu blog. As questões não me parecem excludentes.
- O Saladino (# 50) elogia o Nassif por não ter entrado “… na seara ideológica”. É um elogio complicado, porque se o Nassif parece tentar centrar as suas baterias nos interesses empresariais pouco transparentes em torno da Veja — cuja ideologia seria a grana, não se é grana de esquerda ou direita —, isso não significa que o Nassif seja desprovido de ideologia — por mais que não seja essa visão maniqueísta de que falei antes.
Enfim, aguardo por um bem feito debate sobre os argumentos do Nassif, mas sem que se apele aos argumentos ad hominem. Se (ou quando, e em que proporção) conseguirem, será sinal de que o debate avança.
P.S. A Cora Rónai, ainda outro dia elogiada por alguns por conta de uma coluna crítica ao atual governo, levantou um ponto interessante em seu blog, em comentário com data de 15/02/08. Nele afirma que por mais que ela discorde da posição política do Nassif, no seu entender a decisão da Veja de processá-lo foi péssima. Nas palavras do blog dela,
“A imprensa está vivendo um momento delicado, com processos de sobra movidos por terceiros. Para ficar apenas no exemplo mais recente, aí está a igreja universal do reino de deus disparando uma série de processos sobre a Elvira Lobato, através dos seus fiéis, no nítido intuito de silenciá-la.
Temos, além disso, um governo hostil ao ‘contraditório’ (como eles gostam de dizer), louco para cercear a liberdade de imprensa.
Enfim: tudo o que não precisamos, agora, é que jornalistas fiquem se processando uns aos outros.”
(O resto do texto deixo para vcs lerem por lá mesmo, que este comentário já ficou grande demais…)
derrida rulezz…))
OLHEM, sem duvidas e sem ideologias, a Veja tem mais qualidade jornalistica que carata Capital, Nassif, Paulo Amorim por um simples fato. É oposição. Jornalismo livre é OPOSIÇÁO!
A Veja é pedante, covarde, maniqueísta e dissimulada. Qualquer idéia que soe simpática ao que se entende por “esquerda”, a Veja terá de pronto uma opinião diametralmente oposta, o que obviamente ofende também a inteligência de quem não é de esquerda. A revista não esconde seu desprezo por tudo que está ligado ao PT ou ao seu redor, e tem a mesma convicção besta dos esquerdóides de ser a dona da verdade, e enxerga nos tucanos paulistas a única salvação para o país. As suas equivalentes de esquerda (carta capital, caros amigos) não são nem um pouco menos asquerosas, mas detém infinitamente menos influência e relevância. Por isso, qualquer um que se preste a apontar os erros de Veja está prestando um serviço ao jornalismo e ao país.
Dito isso, chego aonde queria chegar: ninguém está se dando conta do perigo que a IURD representa para o país.
Eles já têm partido político, a segunda TV do país e uma massa de manobra que não para de crescer. São uma máfia rasteira que, se não for contida, vai se tornar o maior câncer do país.
Ainda sentiremos saudades de Reinaldão e Mainardi no dia em que os tentáculos da Universal se tornarem incontroláveis.
Inacreditável o depoimento de Mario Sabino, redator-chefe de Veja, ao blog do Reinaldo Azevedo. Quantos anos essa cara tem, 12?
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/02/contra-patrulha-5-gente-que-estuda-e.html
Esse Ricardo Cabral é bom mesmo. Bem dito, benedito.
Pax, você é suspeito, já que foi elogiado… ;-P
eu nao fui e confirmo : benedito !! ))
Esses posts do Nassif são relevantes etc e tal, mas, a exemplo de vários outros leitores deste blogue, tenho achado o resultado final um tanto decepcionante (talvez esta nem seja a palavra correta, pois que nunca considerei o Nassif brilhante).
O texto dos tais capítulos é confuso, apressado, repetitivo. Levanta algumas questões interessantes, mas nada que justifique tantos toques.
Já ia quase desistindo da série quando me dei conta de algo muito interessante. O Reinações Azedas (que, como vcs sabem, refere-se ao Nassif como ratazana, acahcador, caloteiro, mascate e mentiroso, entres outros bombons) há uns dez dias prometeu no blogue dele responder às denúncias (sem a elas se referir explicitamente) com a força de um tsunami. Depois mudou o discurso. Passou a sugerir que a coisa não merecia reposta jornalística, mas jurídica.
A súbita mudança de rumo plantou-me a pulga atrás da orelha.
Perai, Danilo, vocë está cobrando isenção de uma revista? A revista assume sua linha oposicionista, a favor do livre mercado (assim como o Meireles) e é oposição ao PT, e vocë acha que para “melhorar”sua qualidade ela teria que abrir mão de ter assumido sua postura?
Negativo, qualidade jornalistica está em apontar o erros e as diferenças , tendo como base sua ideologia.
Não é isso não Ricardo C, c de comum, vamos tirar o máximo possível as rasgações de seda e ir ao teu questionamento:
- Acho muito ruim um Paulo Henrique Amorin ganhar uma bela grana (soube de fonte segura que são muitas dezenas de milhares de reais, não direi a fonte, mas quase chegando na cada da centena) pra falar bem do governo.
- Acho muito ruim um Reinaldo Azevedo ou um Diogo Mainardi ganharem pra serem porta-vozes histéricos da oposição.
Não os leio. Até vejo o Mainardi um pouco por assistir o Manhatan Conection. E quando ele não está histérico ele é só muito chato mesmo.
Não sei nada sobre o Nassif, mas também não gosto mais da Veja que já li muito e não leio mais.
O que posso ver daqui, do meu posto de comando, é que essa briga tá envolvendo além dessa parte ruim do jornalismo, vaidades acima do que me parecem boas para o bom jornalismo, mesmo sem saber definir bem jornalismo, sem ser da área.
Por fim, acho que jornalista e cerveja são parecidos, ou seja, você escolhe o que lhe agrada, mas se um dia teu jornalista perder tua credibilidade, você pede outra marca e bebe o que quiser.
Chesterton:
Eu jamais cobrei isenção ou impaicialidade de revista alguma.
Esse não é o problema de Veja.
O problema da revista é desonestidade, pura e simples.
Luis Cassif deveria escrever e falar menos e se dedicar mais ao bandolim….fala sério! :)
Ueta, acusar de crime, é crime, a não ser que vocë tenha muito boas provas.
desonestidade é crime, se vocë tem provas dessa desonestidade mostre. Acusar de desonestidade sem provar é que não pode. Não vale provas circunstanciais.
Então vamos lá, amparado pelo Caudas Aulete:
(de.so.nes.ti.da.de)
sf.
1 Falta de honestidade, de probidade ou de sinceridade ; MÁ-FÉ; FALSIFICAÇÃO: Morderam a isca de sua desonestidade.
2 P.ext. Ato desonesto, enganador : O carreirismo é uma sucessão de desonestidades
3 Traição, deslealdade.
[F.: des- + (h)onestidade. ]
Dito isso, vou citar um único exemplo, apesar de existirem vários:
Jon lee Anderson, biógrafo de Che Guevara, foi procurado por Diogo Schelp, repórter de Veja para uma entrevista.
Diogo usou apenas os trechos que convinham às ideias propagadas pela revista.
Como resultado dessa traição; desonestidade; ato enganador; ma fé, Jon Lee Anderson escreveu uma carta aberta desancando o repórter e a revista.
o resto da história você encontra aqui mesmo nesse site: http://www.pedrodoria.com.br/2007/11/12/veja-che-guevara-e-jon-leeanderson-seu-biografo/
Os artigos do Castilho são muito bons, principalmente porque deixa claro os interesses por trás de cada um dos blogueiros, embora o acusador da Veja insista em se apresentar como um paladino do jornalismo, da ética e etc.
Como escreveu o PD, Veja tomou um outro rumo há tempos e perdeu muito da sua qualidade, mas não podemos enxergar esse episódio sem olhar para a disputa política que cooptou blogueiros, editores e publicitários.
mas se foi desonesto, o Jon Lee poderia ter processado a revista na justiça. Aí, a justiça decide se há ou não desonestidade.
A Veja é revista pra Tamboré, Alphaville e Brooklin……e sala de espera de médico e dentista!
No mais….é consenso de Washington….é neo liberal, é de direita, é pelos EUA, é por tudo que não sejam as nossas raizes, sonhos e objetivos , como trabalhadores e homens simples…..não se trata de ser de direita ou esquerda ( sou esquerdista com mucho gusto!) mas de ser honesta e diligente na “vera!”
Não é definitivamente!!!!….É sim , um meio de comunicação entreguista e polemista….ora ora !!! , visando lucro dirão alguns…..e querendo fazer do Brasil uma eterna e inesgotavel de vaquinhas de presépio numa fazenda do capitalismo internacional.
Boa tarde!
fazenda de vaquinhas de presépio do capitalismo internacional….sorry!
só para o PD
http://www.timesonline.co.uk/tol/news/uk/article3399713.ece
Mané, vocë soa assim, …tão….Brizolista?
Tem gente por aí que tanto ler Veja acha que Brooklin é reduto da zelite… quaquaquaqua!!!
Faltou aula de geografia e sobrou de doutrina!
Como ja escrevi: Por tras de uma verdade (os interesses escusos da Veja), pode estar uma grande mentira…
A “verdade” é verdade em qualquer lugar. A idéia que nos passa é absoluta por que basta em si mesma. É uma valor que sustenta e corrige os rumos da humanidade. Sem ela nos destruiríamos, pois não teríamos a chance do aperfeiçoamento e da liberdade que ela nos trás. Não pode ser invalidada por existirem outras verdades veladas, tampouco porque quem a profere possa ser “imparcial” ou mesmo um marginal. Ela é, e não depende do meio que a propaga. Agora, se o que se diz é mentira, nas suas diversas formas (falsear, omitir, maquiar, etc.) a antítese valida a parcialidade porque faz parte de uma valor menor e de sinal negativo, que necessita de outros “valores” para poder ser construída. Não importa que o Nassif seja imparcial ou não. Se o que ele diz é verdade, é fato, é irrepreensível, nada mais importa. Não importa se ele não fala de outros meios de comunicação, ou se ele não gosta do Mainardi, do Eurípedes ou de qualquer outro. Se o que ele diz é verdade? Leiam os artigos e verão. Tirem suas conclusões. Não houve contra-argumento, nem contestação. As provas são a própria revista. No final a verdade sempre prevalece, pode até não ser aqui e agora, mas é um valor inexorável e sempre virá à tona.
calma que a peça teatral ainda não terminou….
Esse caso do Anderson é sintomático: a reportagem se chamava “O outro lado do herói” (a revista deixa claro, no próprio título, que só um lado vai ser mostrado — o desconhecido).
Mas, curiosamente, em nenhum dos artigos baseados em seu livro que apontavam exclusivamente o ‘lado bom’ do Che ele se preocupou em fazer a ressalva de que o cara também era um assassino a sangue frio.
Mas na única reportagem que se preocupa em mostrar exclusivamente o ‘lado ruim’ do Che (e deixando claro seu objetivo), ele faz questão de cobrar ‘imparcialidade’ e mostrar o ‘lado bom’ do sujeito.
Pelo menos a Veja deixa claro que está sendo parcial. A ‘imparcialidade’ do Anderson é que me parece suspeita…
Diogo usou apenas os trechos que convinham às ideias propagadas pela revista.
Danilo, isso que o Diogo Schelp fez se chama “jornalismo”. Selecionar e editar informação.
A matéria, aliás, não era sobre o livro do Jon Lee Anderson.
Danilo, isso que o Diogo Schelp fez se chama “jornalismo”. Selecionar e editar informação.
PD, você que é jornalista, concorda com essa definição?
Caro Chesterton
no comentário # 81 creio que vc se desviou da questão principal.
OK, tomemos por princípio que acusar sem provas é crime. Partamos também do pressuposto que é isso que o Nassif está fazendo.
(O que para mim não está claro. O Nassif acusa a Veja de fazer jornalismo de baixa qualidade e encampar o ponto de vista de alguns empresários, o que p0de ser anti-ético, mas não é ilegal. Se ele não acusa a Veja de ilegalidades, é discutível que tenha praticado ele próprio algum crime, mesmo que não tenha provas suficientes para sustentar sua tese em um tribunal. Poderímaos tb enveredar pela discussão sobre os limites éticos da acusação e da insinuação me matérias jornalísticas, mas aí a coisa iria longe).
Voltemos, porém a nossos pressupostos.
Nenhum deles explica pq o RA num primeiro momento prometeu uma resposta em seu blogue (e o fez quando Nassif já tinha publicado uns cinco capítulos, que já deixavam claro qual o tom da coisa), para depois dizer que em certas acusações não mereciam resposta jornalística, mas sim jurídica. A resposta não me parece estar no texto do Nassif, que, como já disse, mantém o tom original desde o princípio da série.
Como ele não parece muito disposto a lançar luz sobre a questão (algo tão surpreendente em se tratando RA), só podemos especular sobre os motivos do homem do chapéu.
Júlio Augusto, vc leu o livro do Anderson?
“…Veja é revista pra Tamboré, Alphaville e Brooklin …”
Hmmm…. Quer dizer que Marta Suplicy, Eduardo Suplicy, Zé Dirceu, Berzoini, Genoíno etc. moram em Cidade Tiradentes, Capão Redondo e Jardim Ângela ?!?!?!!? Por isso que eles não lêem e nem dão entrevistas para a Veja ?!?!?!?!
Li tudo e cheguei à seguinte conclusão: não lerei mais a Veja nem o Nassif.
É tudo farinha do mesmo saco: manipulação em proveito próprio.
No mais, parece uma briga de comadres. Uma fofoca só.
Por coincidência, estou relendo o livro Chatô, o rei do Brasil, de Fernando Morais. Conjugando as práticas do magnata da imprensa brasileira da primeira metade do século XX com o exposto nas reportagens do Nassif, nota-se que a Veja é a revista O Cruzeiro de antigamente… Chateaubriand utiolizava seus veículos como armas ideológicas e empresariais. Quando precisava desancar alguuma empresa que não anunciasse em seus jornais, o fazia sem cerimônia; da mesma forma que afagava aquelas empresas que lhe dariam retorno financeiro. Banqueiros eram seus preferidos e com ele fez alianças desonestas o tempo todo. Vendia jornais feito água e a revista O Cruzeiro também era sucesso (inclusive, proporcionalmente, mais bem sucedida que a veja hoje). Então, amigos, a imprensa brasileira é arcaica e não consegue se livrar de seus vícios e práticas consagradas. O que é danoso, obviamente, para toda a sociedade brasileira. A Veja não é de direita por acreditar que as propostas de direita são boas; a Veja é de direita porque é a direita quem a financia . Simples assim. Que ao menos fizesse jornalismo competente, né? Mas nem isso. O semanário é mesmo decadente e é bom que sua lógica seja exposta, pelo menos ao público (ainda restrito) da internet.
Não li o livro, mas sei que é referência obrigatória para quem quer conhecer o Che. Não tenho a menor curiosidade.
Mas a questão não é a opinião do Anderson sobre o Che: é a acusação dele de que a Veja foi ‘parcial’. Como eu disse, várias outras revistas publicaram matérias com base no livro dele sem mencionar que o Che era um assassino. Em nenhum desses casos ele se preocupou em acusá-las de parcialidade e lembrá-las do ‘lado mau’ do sujeito.
Mas a Veja publica uma matéria (claramente identificada como parcial) e ele faz o que não fez com nenhuma das outras revistas, que foram igualmente parciais: cobra ‘imparcialidade’.
É evidente que a ‘imparcialidade’ do Anderson só funciona em um sentido, não?
Lá vem de novo a turma que acredita na imprensa ou que quer da imprensa o dom da verdade. “Imprensa Imparcial”, “Imprensa Honesta”.
Pô gente, imprensa é um negócio como qualquer outro. Seja um açougue, um buteco, um puteiro ou jornal ou revista, imprensa é um negócio. Só isso. A verdade é de menor importância. Vale mesmo é por quanto vou ser contratado e quantos anunciantes virão…
Espero que soando Brizolista( essas constatações só podiam vir da cariocada mesmo!) não me tenham por desonesto e leniente com drogas como o falecido!
EEEEEEEEE…………
Antonio leia quanto quiser a Veja….quem vai se lascar é voce……….quanto aos bairros da burguezia fajuta pailistana……..compra uma casa lá!…..mas duvido que voce tenha bufunfa para tanto, nem os petistas citados por voce…..alí a ladroagem estabelecida trabalha com milhões senã bilhões!…….Usted….é só mais um puxa saco de rico!
Ueta, me permita uma pequena contestação:
Leio o Reinaldo Azevedo e, na verdade, a única coisa que ele afirmou, grosso modo, foi “o silêncio é o prenúncio da tempestade”. Como você, eu também fiquei na expectativa de alguma coluna bombástica do Mainardi, e fiquei decepcionado com o que se sucedeu. Foi, de fato, um anti-clímax.
Mas penso que o Reinaldo, como eu e um bocado de gente nesse blog, está aguardando o finalizar dos acontecimentos para atacar ou defender. O que presume que ele não tem a certeza de que a Veja ganhará a parada. Nesse ponto, faço minhas suas palavras.
Bom, a Justiça dirá quem está certo. Mas uma coisa é certa: quem vencer sairá muito fortalecido, e quem perder será massacrado de uma forma brutal.
Calango 105,
Concordo plenamente. Aguardo ansioso o resultado dessa pendenga, porque será um divisor de águas nessa história toda…
DarwinistO, a definição que o Mr. X deu é, a meu ver, parcial. A função do jornalismo é selecionar e editar informação, sim, mas com o objetivo de apresentá-la da maneira mais abrangente possível ao leitor. Se vc só conta um pedaço, e não outro, o leitor não tem como chegar a qualquer conclusão equilibrada. Se vc só conta um pedaço e dá a impressão de estar contando tudo que há de relevante sobre um assunto, está falseando, está enganando seu leitor.
Ueta, 96. Só posso imaginar que ele esteja “guardando munição”.
Há muitas coisas que são obvias e jamais são provadas!
Quem perder pode estar certo?….a Veja não!!!!!!
EEEEEEEE
E a história do filtro Pedro Doria, ficamos sem resposta tua…
Valeu pela resposta, PD.
PD, 107, jornalista não é professor.
Pax, não sei como o filtro funciona…
Mas, você sabe que existiu um filtro? A questão técnica é até boba, não é a que me interessa.
continuando…
A imprensa governista e ex-governista fez o maior alarde contra o desenvolvimento do etanol como uma tecnologia de desenvolvimento do Brasil. Alegavam que isso afetaria a produção de alimentos nacional, fui conferir os dados da FAO, do IBGE e do Ministério da Agricultura, me assustei ao saber que mesmo com crescimento exponencial, as plantações de cana não ocupam nem 2% das terras agricultáveis do país. Isso não me foi dito por quem devia me informar. Não acho que nenhum blogueiro está interessado em me falar disso.
O engraçado é que quase ninguém é independente na imprensa brasileira. Capaz de formular questões importantes pro país e pensá-las. O pessoal da Veja, por exemplo, não é oposição ao governo do estado de São Paulo. Podem ser até ao governador de Minas, mas de São PAulo eles não são, isso independe da possibilidade de desgoverno que o estado viva.
Sim, existiu um filtro.
“…mas duvido que voce tenha bufunfa para tanto, nem os petistas citados por voce…”
Relalmente não tenho e nem guardo para isso, não me interessa. Quanto ao petista$, eles tem, ô se tem …..E já moram nos “redutos elitistas” faz tempo……Sabia que a Marta Favre Suplicy é vizinha do Maluf?! Já deve ter ido lá pedir chícaras de açucar emprestadas várias vezes….
Chesterton, me parece que você desconversou depois que te dei um exemplo.
Repito, a Veja é desonesta. Não tem problema ser de direita (registro: não divido o mundo entre direita e esquerda).
Há quem acredite que ser de direita é pagar seus impostos, respeitar as regras do jogo mesmo quando elas parecem injustas, preservar tradições, a instituição da família (sobretudo no modelo judaico-cristão) e o direito à propriedade.
Honestamente, não são meus ideais de vida, mas há dignidade em todos eles.
É claro que a Veja incorpora o que se convencionou chamar-se de direita. Mas isso não é problema.
Insisto: o problema está na desonestidade da Veja.
Existe muito mais casos de desonestidade na imprensa brasileira. Nenhum com a combinação virulência/alcance de Veja
Quem quiser outro exemplo, pesquise no google Caetano/Wisnik/Veja
Esse argumento da leitura enviesada, da seleção de matérias é muito bobo. È como um ladrão reclamar que no processo, escolheram falar de apenas um momento da vida dele, com tantos outros que podiam escolher.
Que os veículos jornalísticos são parciais, acho que ninguém tem dúvida. Aliás, os ditos de esquerda em geral são mais claros a respeito disso (a Carta Capital declarou voto, por exemplo), que os ditos de direita. E percebe-se também que o PD tenta tanto o equilíbrio que bate um pouquinho na esquerda pra poder comentar uma denúncia contra a direita.
Quanto a acusar ou insinuar que o governo conspire contra jornais e revistas de direita, não entendi. Acabei de entrar no site da Veja e vi um pop-up do estatal Banco do Brasil.
Pedro Doria, o assunto é relevante, sua idéia central a gente apreende porque te conhece, mas alguns pontos me incomodam.
Como assim “O critério único para a publicação da publicidade estatal deveria ser circulação”? Qualquer merda serve, desde que venda bastante? Isto talvez possa ser defensável para marketing de consumo, mas nem isso encampo.
E ainda “Primeiro porque num ambiente de plena liberdade de imprensa, um órgão de comunicação pode defender o tom ideológico que bem entender. Segundo porque imprensa tem mesmo que ser de oposição a qualquer governo.”?
Primeiro, quem pode ter o tom ideológico que bem entender é o dono do veículo de comunicação e expressá-lo em editorial, mas o veículo em si? Melhor então mudar o nome para “F. do PSDB”, ou “Diário do PT”, ou ainda “Estado do DEM” . Segundo, quem faz oposição a governo é quem tem outra proposta e quer tomar/conquistar o poder para si, portanto políticos e partidos. Órgãos de comunicação e o restante da sociedade fazem críticas ao governo, denunciam, protestam, mas não “oposição”.
Guilevy, oposição é um direito de cidadania. Ser constante crítico do governo é dever, sim, de jornalista. E ter ideologia não é necessariamente ter vínculo com algum partido político.
“Bases jurídicas da liberdade de imprensa nos
Estados Unidos
Jane E. Kirtley
…Conclusão
Não é fácil viver com uma imprensa livre. Significa ser desafiado, desanimado, despedaçado, transtornado e enfurecido - todos os dias. E há ocasiões em que os cidadãos dos EUA não têm certeza que os fundadores da nação tomaram a decisão certa 200 anos atrás quando apoiaram uma imprensa livre. …”
No seu íntimo, o que Richard Nixon achava da imprensa livre hein ?
Eu só acho que o nível da discussão é muito baixo, faz tempo. No caso dos blogs então, fica uma porção de jornalistas jogando pra torcida, usando lugares comuns e não revelando nada. Na minha opinião é porque o meio é muito frágil. Ninguém precisa argumentar com muita qualidade mesmo.
Pedro Doria, tá bom, vá.
Hay gobierno?
Soy contra!
Pedro Dória,
Bellíssimo texto! Disseste tudo.
O que os jornalistas deviam ter vínculo é com as suas inquietações, com interesse público e coisas afins. Deviam estar mais preocupados em nos apresentar o que nós não sabemos do que ficar em picunhinhas palacianas. Aliás, deviam messmo é adular menos. esses colunistas todos estão sempre adulando alguém.
Danilko119, ou vocë caracteriza a desonestidade da Veja (roubou, mentiu, lucrou com noticia falsa, sei lá…), ou então fica muito vago. Se você chamar alguem de desonesto e esta pessoa não gostar, pode te processar. O exemplo do imbecil do biografo do Che,é completamente infeliz.
PD 122, concordo.
121“O critério único para a publicação da publicidade estatal deveria ser circulação”? Qualquer merda serve, desde que venda bastante? Isto talvez possa ser defensável para marketing de consumo, mas nem isso encampo.
chest- bem, o poder da imprensa vem justamente da aprovação de seus leitores. Assim como o poder do político vem dos votos que recebe.
Poderia parafrasear você e dizer, para que merda serve o Lula só porque recebeu tantos e tantos votos?
mas não é assim que funciona.
121Primeiro, quem pode ter o tom ideológico que bem entender é o dono do veículo de comunicação e expressá-lo em editorial, mas o veículo em si? Melhor então mudar o nome para “F. do PSDB”, ou “Diário do PT”, ou ainda “Estado do DEM”
chest- é uma liberalidade nem sempre inteligente, mas as vezes eficaz do dono do jornal declinar da responsabilidade de determinar a linha de atuação de um jornal. O que realmente é um absurdo é ver jornalistas parasitando um jornal, tentando infiltrar suas idéias através de um veículo de grande circulação. A Veja não tem culpa se os petistas náo compram a Carta Capital.
Posso dar meu pitaco aqui?
O Luis Nassif não é bobo e está calçado na Veja mesmo.
Não só no que tem dito sobre ela, analisando material da própria revista, mas principalmente no que foi publicado na revista sobre ele.
Reinaldo Azevedo acusou Nassif de ter sido demitido da Folha por praticar jornalismo comercial. Acusou também a Nassif de ser pena de aluguel de um empresário do ABC, supostamente envolvido no assassinato do prefeito de Santo André.
As acusações de Reinaldo não estão nas páginas de Veja, mas estão no blog da revista, assinado por um funcionário da mesma.
Mas outras acusações foram feitas por outro funcionário de Veja, as de Diogo Mainardi, e estas foram publicadas nas páginas da revista.
A partir disso Nassif preparou suas intervenções: uma série de reportagens e um enfrentamento na justiça, pois sabia que a Veja é como uma traíra: é só balançar a vara que ela cai de boca.
Veja caiu na arapuca e fez exatamente o que Nassif previa: ingressou na justiça. E deu a ele o que mais esperava: derrotar Veja na justiça sem ter sido ele o propositor da ação judicial.
Meu prognóstico?
Veja toma pau.
Nassif vai até poder pedir indenizações.
O “quarteto fora de si” cai em desgraça na revista.
Vai ser um passeio, um vareio, como se diz na divisa de São Paulo e Minas.
Nunca nos esqueçamos que Nassif tem, entre as diversas qualidades, duas que fazem dele um adversário a ser temido: é meio mouro e meio mineiro. Já viram algum mouro perder? E um mineiro então?
Querem brincar com ele? Arrisquem!
E não se esqueçam desse meu alerta: afirmem os cus que a mandioca é grossa!
Reinaldo Azevedo acusou Nassif de ter sido demitido da Folha por praticar jornalismo comercial. Acusou também a Nassif de ser pena de aluguel de um empresário do ABC, supostamente envolvido no assassinato do prefeito de Santo André.
chest: se acusou não sei, mas se acusou, terá que provar. Mostre-nos um link.
Chesterton (#133)
Achei três rapidinho:
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2007/07/balada-boa-e-o-mascate.html
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2007/11/conspirao-do-jab.html
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2007/12/um-aula-de-jornalismo-de-luis-nassif.html
Mas tem muito mais, é só pesquisar.
Chesterton (#133),
E não foi só o Nassif que os funcionários de Veja atacaram profissional e ou moralmente.
Foram vítimas deles também diversos outros jornalistas, incluindo o próprio Pedro Dória, quando divulgou e traduziu aquele email do Jon Lee Anderson, lembra?
Eles nunca tiveram papas na língua. E até afirmaram que jornalista não processa jornalista. Alegavam que o debate dentro de espaço ocupado por cada um era o que deveria ocorrer em caso de pendengas entre jornalistas.
E eles falavam do alto de uma tiragem que beirava 1 milhão de exemplares, que lidos por cinco viravam cinco milhões de leitores.
Os ofendidos que recorressem aos blogs, como fizeram.
Mas a sapatada foi muito bem dada. E essa foi só para acordar os doidivanas. Vem mais coisa por aí, com certeza.
E não é que correram para as barras da saia da justiça? Logo eles, os “intimoratos”? Que nunca dobraram suas espinhas para ninguém.
Eles mesmos, que afirmavam ser a justiça coisa de marica, ou coisa semelhante, estão agora, através da revista que os paga, solicitando que a justiça cale a boca de quem os acusa de praticarem jornalismo de araque.
Acabaram por provar que é o que fazem.
Alguns de vcs me cobram um post sobre a Igreja Universal. Não vejo muito em que possa contribuir para o debate… os editoriais da Folha e do Estadão já disseram tudo o que haveria para dizer. Concordo com ambos.
Posts não são só para o autor dar opinião, mas também para ele divulgar algo que ache relevante, como aliás se pode ver com os posts “McCain, Guantánamo e seu governo”, “A Europa, o Holocausto e a cegueira”, “Uma entrevista aos sábados”.
Há quem não tenha lido os editoriais da Folha e do Estadão e não esteja a par do assunto.
Lu Portela, li o primeiro link e se o Nassif processar o Diogo mainardi por causa disso, vai perder. Porque os Diogo Mainardi tem os detalhes e os documentos para provar o que disse. Se vocë acusar alguem de alguma coisa, e puder provar, não é calunia. Calunia é acusação em falso. Um ladrão, acusado de ter roubado, nunca poderá acusar de calunia se há prova desse crime.
llu , isto tudo é muito pouco, vê lá se o PD vaimprocessar a Veja por querelas desse porte…nunquinha, isto é pouco. Vão acabar tomando um esporro do juiz por fazê-lo perder tempo, queixa fútil.
Caro Calando,
cito do blogue das Reinações do Azedinho.
Em 13/02 disse:
“Enigma
Ah, sim! Sobre o meu silêncio no que diz respeito a determinado assunto, encarem como o prenúncio das tempestades. Ou, então, quando o mar recua – não este que vejo plácido lá fora, com as ardentias acesas, como em Castro Alves – para mandar o tsunami.”
Já em 15/02, sapecou o seguinte:
“Lei e método
Boa parte é provocação estúpida, mas até há alguns que falam de boa fé: “Vocês não vão responder a isso ou àquilo?”
Tudo será tratado nos foros adequados. E reitero: cada coisa a seu tempo, para que o conjunto não acabe transformando canalhas em vítimas. Vocês sabem: o vitimismo é um dos refúgios da bandidagem. “Ah, matei porque tive infância difícil”. “Ah, sou terrorista porque sou um resistente político”. “Ah, sou caloteiro porque sou muito esforçado”. “Ah, estão me processando só porque sou pequenino”. “Ah, achaquei porque quero o bem do Brasil”.
Daqui a pouco, vai ter gente cobrando que a gente responda, sei lá, às críticas que Marcola faz ao sistema penal brasileiro, não é? Daqui a pouco, alguém vai dizer: “Você viu o que Fernandinho Beira-Mar disse? Não vai responder?”
Com adversarios respeitáveis, é possível haver interlocução, mesmo que dura. Bandidos têm de ser tratados como bandidos.
Com lei e método.”
Vc pose ter razão, ele pode estar simplesmente adiando sua resposta até a conclusão da série. A mim parece estar dizendo que a resposta virá via judicial.
Ops, Calango, é claro.
PÔ Antonio M…que voce não guarda eu sei..fim de semana voce some….sinal de que viaja e consome!
Mas a Marta é mulher(ex,certo?) de uma pessoa super rica do Estado !!!!!
Voce sabe quem é….ela tem como comprovar…. e voce citar isso….foi mal!!!!!
Tem gente ainda querendo amenizar a putaria dos jornalista de segunda que comentam e trabalham hoje na Veja???????
Fala sério!!!!!!!
O Globo, a Globo, até o mais ignorante brasileiro sabe que fazem parte das mesma organização, que seguem a mesmo metodo de asssassinato da reputação alheia. QUE O DIGA O SAUDOSO BRIZOLA E O CELEBRE CASO PROCONSULT. Veja, Globo, A GLOBO, Estadão, Folha estão em uma cruzada demo contra o governo eleito pelo povo. O tiro esta saindo pela culatra, quanto mais vcs batem mais Lula cresce em aceitação e credibilidade perante o povo. Vai correr o risco de chegar a 99%.
Quanto ao direito de ação. Lembremos nossa Carta Magna, que consagra o Principio constitucional do direito de ação. Art. 5o. inciso XXXV - A LEI NÃO EXCLUIRÁ DA APRECIAÇÃO DO PODER JUDICIARIO LESÃO OU AMEAÇA A DIREITO.
O direito de ação é garantidos a todos. Tanto a Igreja Universal, como a Folha, a Veja, ao Nassif e a quem quer que seja. Liberdade de imprensa tem limites impostos pela propria Constituição que a garante.
Como exemplo crasso do metodo adotado pelo PIG de fazer jornalismo temos a FOX que fala de OBAMA e lança na telinha uma foto de OSAMA BIN LADEN. PURA CANALHICE!!!!!
Interessante artigo de 1998 sobre a ética na imprensa:
“O caminho para a renovação ética na mídia passa por uma saudável reação do universo dos destinatários da notícia. A cada desmando ético o utente deverá se manifestar, fazendo chegar ao órgão o seu inconformismo. A interação é hoje plenamente possível. Mediante utilização de telefone, e-mail ou fac-símile, o cidadão tem condições de externar de imediato o seu ponto de vista sobre o tema veiculado. Não se espere a conversão ética espontânea. Os comunicadores têm visão muito heterogênea do que seja ética. Na busca da notícia, acreditam-se legitimados a atropelar quaisquer outros interesses. Fazem leitura muito pessoal do direito à informação, priorizando-o em relação ao direito à intimidade ou à privacidade.” (Juiz de Direito José Renato Nalini, ÉTICA GERAL E PROFISSIONAL, São Paulo, Editora Revista dos Tribunais 1998).
[...] que os blogs não devem assumir todas as facetas do jornalismo, mas também devo concordar com o Pedro Dória e achar que o blogosfera brasileira poderia contribuir com mais [...]
LLu Portela 17:37,
A Veja, caiu na arapuca do Nassif??!! Que história é essa??!! Se a Veja sabe tudo isso que você falou, sobre Nassif, porque não entra na justiça também??!! Eles não tem as provas que Nassif fez isso e fez aquilo??!! E então??
“Acusou também a Nassif de ser pena de aluguel de um empresário do ABC, supostamente envolvido no assassinato do prefeito de Santo André.”
Acusou??!! Cadê a história??!! Indica pra gente aqui. Onde podemos encontrar essa história em mais detalhes. “Acusa Fulano de ser ‘alguma coisa’ de Sicrano , que SUPOSTAMENTE está envolvido na morte de Beltrano”. Não dá pra confiar!!!
Já repararam que quando se quer acusar alguém, de roubo, maracutaia e etc, sempre colocam o caso do coitado do Celaso Daniel. Parece que tudo tem a ver com a morte dele!!?? Brincadeira, né??!!
Chesterton,
Li o tal link. Se Nassif acredita que um banco tal é honesto e tem qualidade, que mal há em ser patrocinado por esse Banco? Que mal há em ter uma empresa de consultoria? Na verdade o Mainardi não acusa o Nassif de nana, apenas revela o que o próprio Nassif, nunca escondeu: que tem patrocinadores.
Eles agem assim:
Pegam alguns fatos, superdimensionam, e tentam colocar como se fosse alguma acusação muito grave.
Eles tentam, artificialmente, colocar na história algum caso simbólico, como a misteriosa morte do Celso Daniel, para enfatizar a acusação.
Supondo que ele foi pena de aluguel de um suposto envolvido na morte de Celso Daniel, resta a pergunta: E daÌ?? Que acusação tola é esta?
Chesterton,
E quem disse que o Nassif vai processar a Veja?
O que eu disse, veja bem: eu disse!, é que a Veja e o “quarteto fora de si” poderão até ter que pagar indenizações por terem processado e acusado Nassif de ter feito o que já haviam feito antes contra ele.
É claro que fizeram o que fizeram, ou tentaram fazê-lo, sem o mesmo sucesso, pois que tem telhado de vidro é essa revista, e a empresa à qual pertence, que sempre viveram de achaques e de propaganda governamental.
O que vai ser legal é que vamos levantar a batina do papa, ou o saiote da santa irmã, e descobrir porlá pedófilos e outros doidivanas, como sói acontecer frequentemente.
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