Tropa de Elite,
Urso de Ouro em Berlim
February 16th, 2008 · · 103 Comentários
Tags: Cinema
Pedro Doria | Weblogum pouco do mundo, todos os dias |
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103 Comentários até agora ↓
1 confetti // 16/February/2008 às 17:27
clap clap clap !!!
2 confetti // 16/February/2008 às 17:32
wagner moura , a star is born ! li varias criticas das berlinales nao defendendo o filme, mas sua interpretaçao !
3 Epicuro // 16/February/2008 às 17:33
Alguns atacaram tanto o filme, classificando-o de facista, preconceituoso, manipulador. Será que vão rever suas críticas agora?
4 confetti // 16/February/2008 às 17:51
waguinho no funk !!
http://www.youtube.com/watch?v=ous_mZaNyi0
5 confetti // 16/February/2008 às 17:58
( ia pra sair pra jantar com amigos, mas vamos ficar aqui em casa, com direito à projeçao privée do pirata de tropa de elite !! )
bravo brasileiros, isso nao é nada, mas faz um bem do caraléo pra nosso ego ! mesmo em se tratando mais uma vez de violencia e funk !
6 thiago // 16/February/2008 às 18:04
É Berlin, né? Se aquilo ali já se importa mais com política do que com o cinema em si, com o Costa-gravas presidindo o júri era algo previsível. Que Wagner Moura está muito bem, não há dúvidas. Mas que o filme é bem meia-boca, ah isso não resta dúvidas.
7 confetti // 16/February/2008 às 18:09
thiago, justamente com o costa g na presidencia, o filme “politico” mais cotado era o de wajda, “katyn”, sobre aquela historia horrorosa do assassinato de 22 mil oficiais poloneses, por stalin…..
8 Ricardo Cabral // 16/February/2008 às 18:26
Parabéns ao Padilha, ao Wagner Moura e a toda a equipe que participou da realização do filme.
Não assisti ainda, quero mais distância para fazê-lo, por isso não entro nas conversas sobre o filme ser bom ou ruim, fascista ou não, libertário, panfletário e sei lá mais o que.
Confetti, ça va?
9 bafo // 16/February/2008 às 18:29
fiquei com vontade de ver o piratex de novo…
10 Chesterton-Dracul- El Cid // 16/February/2008 às 18:53
vocês confundem violencia e truculencia policial com facismo
11 Pedro Doria // 16/February/2008 às 18:54
Chesterton-Dracul- El Cid, concordo com você. O filme retrata truculência policial. Fascismo é outra coisa.
12 Travis Bickle // 16/February/2008 às 19:03
Será que Costa Gravas é facista-de-direita? Quero ver os ”críticos” como o estúpido-pretenso Analfa Bloch, do Globo, irão dizer agora.
Tropa é filme MUITO bem feito, pra dizer o mínimo.
13 Zé Bush // 16/February/2008 às 19:08
well….o filme é bom sim. Curto, direto,sem papo-cabeça nem “metáforas”. O estilo é a mensagem. Como lembrou Mr. Chesterton, retrata a truculência policial relatada de dentro. Quanto a ser fascista, os filmes do Martin Scorsese e Francis Ford Coppola mostrando o mundo da máfia…são o que?
14 Travis Bickle // 16/February/2008 às 19:10
O filme retrata, tanto quanto a violência policial, a violência do tráfico.
Por que ninguém cita as cenas do sujeito queimado vivo e da menina executada com um tiro na cabeça? o tráfico é ”legal”?
Bandido só entende uma língua: bala. O resto é educação e saúde.
15 thiago // 16/February/2008 às 19:10
O fascista do povo é recurso de retórica, né?
Confetti:
Não acho não, viu? Pelo que li por aí (já que não vi nenhum dos outros indicados, fora o sangue negro) o único filme que polarizou foi tropa. e isso geralmente é indicação de que o filme tem sérias chances. E toda a marola criada no polonês aí foi feita pela imprensa. O perfil do júri já indicava a escolha do tropa. Apesar de ser um filme só bom (nada de melhor da retomada, por favor) o urso ficará em boas mãos. E agora é esperar pelo Oscar do ano que vem. chutando, para brincar. quais indicações tropa leva ano que vem?
16 Travis Bickle // 16/February/2008 às 19:22
Oscar ano que vem? nenhuma chance. O filme teria que ser inscrito pela comissão brasileira, esquerdóide e medrosa, e, apostando demagógicamente no lobby judeu da academia, escolheu o belíssimo O Ano em que meus pais sairam de férias, de Cao Hamburguer, que não foi selecionado para concorrer ao Melhor filme estrangeiro.
Pior que perder não é perder, é a covardia. A comissão, presidida por Hector babenco, sempre odiou Tropa. Babenco fez um dos PIORES filmes brasileiros de todos os tempos, carandiru (com minúsculo mesmo) uma sequência de equívocos sem tamanho. Quem viu o filme e não conheceu o presídio (estive lá uma vez, na condição de repórter, frise-se) é levado a pensar que o cadeião era um clube, cujos sócios eram pobres coitados injustiçados.
17 Chesterton-Dracul- El Cid // 16/February/2008 às 19:50
PD amadurecendo…
18 Chesterton-Dracul- El Cid // 16/February/2008 às 19:52
o filme, do qual vi pedaços, parece um renascimento daqueles filmes de realismo da d[ecada de 50-60, salvo engano…
19 anrafel // 16/February/2008 às 20:08
O filme mostra a truculência e a violência policial num determinado contexto. Isso pode ser (é) um elemento de um regime fascista, mas o filme não faz a sua defesa. Atribuir esse tipo de coisa a Zé Padilha e Wágner Moura!
20 Eterna moradora do luzente // 16/February/2008 às 21:47
Senhores,
Já que existe “uma moça ás segundas”, dei-me o direito de ” Um Wagner Moura aos sábados”.
- Porque além de tudo, uma boa interpretação é afrodisíaca.
21 JW // 16/February/2008 às 21:55
O prêmio em Berlim estava garantido! Todo mundo sabe que os “alemão” morrem de medo do BOPE!!!!
22 Mr X // 16/February/2008 às 22:37
Hahahaha!
Nao vi o filme, mas vou ver. Filme fascista, direitão e reacionário é comigo mesmo.
23 Thiago Azevedo // 16/February/2008 às 22:40
Gostei da notícia, o filme é muito bom! Parabéns para eles!
24 Eterna moradora do luzente // 16/February/2008 às 22:58
Mr. x,
Nao viu o filme? Me diz onde o senhor vive e passe o endereço, verificarei se os correios chegam até você.
Onde você mora também tem café?
25 Mr X // 16/February/2008 às 23:08
Infelizmente moro longe do Luzente, amiga. Mas café, tem sim. Tomamos um?
E por falar em amiga… Putz, hoje tava meio chateado aí pra me “consolar” uma amiga (?) mandou por email um pps do Paulo Coelho… Ninguém merece… Claro que fiquei mais deprimido ainda e a amizade acabou ali mesmo. Aliás nem era amizade, era uma mera re;ação superficial. Enfim. Fiquei ainda mais deprimido agora. Putz. Cadê a confetti? Dorme-se em Paris.
26 Chesterton-Dracul- El Cid // 16/February/2008 às 23:16
Anrafael, num regime facista, se se tem o passado como referencia, esta violencia/criminalidade não existiria.
27 Theo // 16/February/2008 às 23:16
PD,
Lembra do que eu falei do filme O ano em que meus pais saíram de férias??
Pois é esse urso de ouro foi a pá de cal.
Que merda de filme foi aquele, o pior, pq alguém em plena facudade mental escolheu este maldito filme pra representar o Brasil no oscar??
Viva o tropa de elite, a bala na cabeça dos vagabundos.
28 Chesterton-Dracul- El Cid // 16/February/2008 às 23:17
Ao contrario, nós não vivemos num estado policial (o estado é presente) mas num estado de anomia.
29 Linda // 16/February/2008 às 23:30
Não assisti ao Tropa de Elite completo, apenas alguns momentos de um piratão, antes do lançamento. Mas, pela quantidade de e.mails que recebi, gozações a partir do filme, notei que o público realmente curtiu. É bom ver o cinema brasileiro ressurgir, ganhar um prêmio importante.
Parabéns ao diretor, ao Wagner Moura, ao escritor, aos policiais que mostraram a cara.
30 Linda // 16/February/2008 às 23:32
E a todos os outros que participaram!
31 anrafel // 17/February/2008 às 0:14
Padilha pode voltar para o Brasil tranqüilo com o seu prêmio. Não será esnobado e criticado pelos sabichões do Cinema Novo, como o foi Anselmo Duarte e seu “O Pagador de Promessas”.
Chesterton,
De qualquer forma, acredito não precisarmos de um regime fascista para manter a criminalidade e a violência, policial ou civil, em patamares, digamos, razoáveis.
32 Chesterton-Dracul- El Cid // 17/February/2008 às 0:25
sem dúvidas….
33 Chesterton-Dracul- El Cid // 17/February/2008 às 0:26
… o Brasil arrecada como um estado enorme, e dá serviços de uma republiqueta africana. Tem uma máfia “drenando” o contribuinte.
34 Alba // 17/February/2008 às 0:45
Bem, eu vi Tropa de Elite e apesar de alguns dizerem que é um filme “direitão, reacionário e fascista” (saudades do companheiro josef mario e saudações pelo humor, Mister!) eu gostei.
O filme é tecnicamente muito bem feito, tem ritmo e um bom roteiro. A proposta era discutir a violência do ponto de vista dos policiais.
Deixando de lado o fato de que cinema sempre têm limitações, acho que o filme cumpre seu papel, ainda que possa ter uma visão um tanto reducionista de algumas questões.
Consta, inclusive, que o BOPE, antes incorruptível, hoje não é mais…:(
E Chest, concordo que falta ação do Estado nas favelas. Mas não é um estado fascista que irá solucionar a questão.
35 Chesterton-Dracul- El Cid // 17/February/2008 às 1:14
nunca disse isto, ao contrário. Basta ler.
36 Alba // 17/February/2008 às 1:21
Ôuquei, Chest, peço desculpas.
37 Roberto costa // 17/February/2008 às 1:46
Infelizmente nem que se multiplicasse por quatro o contingente do Bope não teríamos paz no Rio. Os rapazes apenas enxugam o gelo de uma geleira plantada por décadas de governantes demagogos, de Chagas a Cesar/Garotinho. Parabéns ao Padilha que de forma magistral tornou esta realidade mais conhecida.
38 Pirata // 17/February/2008 às 1:46
Travis:
“Oscar ano que vem? nenhuma chance. O filme teria que ser inscrito pela comissão brasileira, esquerdóide e medrosa, e, apostando demagógicamente no lobby judeu da academia, escolheu o belíssimo O Ano em que meus pais sairam de férias, de Cao Hamburguer, que não foi selecionado para concorrer ao Melhor filme estrangeiro.”
O filme pode ser indicado nas outras categorias que não a de Melhor Filme Estrangeiro. Essa sim necessita da indicação por parte da comissão de cada país. Para os demais prêmios, basta que o filme tenha sido exibido no ano anterior no Estados Unidos e que tenha uma Lobby bem forte, coisa que os irmãos Weinstein fazem melhor que ninguém. Tropa de Elite tem sim muitas chances de concorrer em categorias como Melhor Fotografia, edição (como Cidade de Deus) e até Wágner Moura como melhor ator. E com o Urso de Ouro a pressão para indicações no Oscar começará assim que acabar a festa desse ano.
39 Travis Bickle // 17/February/2008 às 4:36
Pirata, estás correto.
Meus 2 cents.
Melhor fotografia não leva, a academia premia filmes com muita carpintaria de iluminação, coisa hoje meio em baixa em H-wood. Até Ridley Scott apelou pro estilão fake-Raw documental, usando o diretor de foto. de Zodiac em American Gangster. Lembra de Moça com Brinco de pérola, fotografado espetacularmente pelo português Eduardo Serra? perdeu pra Mestre dos Mares, fotografado por Russel Boyd, que fez Ghost Rider e sumiu. Mestre os Mares venceu porque a academia se emociona com filmes de época em foto e direção de arte, dá uma olhada.
Edição não tem grandes momentos, Tropa é complicado, todo camera na mão e o editor cortou um dobrado mas tem muito plano sequência e no fim das contas não é muito diferente de um filme de ação americano. The Shield, a série, de onde Tropa tirou MUITA coisa, tem mais edição. Ator… quem sabe. Wagner explodiu mesmo. É uma aposta.
Aliás, há muito a competição de melhor fotografia nunca esteve tão boa. Aposto em Atonement, Desejo e reparação, pelo espetacular plano sequência da praia em Dunquerque. Não me supreendo se o Jesse James levar, tinha soluções boas também. Não vi ainda (não baixei) o filme de Janusz Kaminski, duas vezes Oscar de foto, descoberto (aspas) por Spielberg, o SUPER polonês venceu em Ryan e Schindler. Dizem que é lindo. Aliás, DP é uma das categorias mais vetustas, só tem ”corôa” concorrendo. Luz é vivência.
40 confetti // 17/February/2008 às 6:10
thiago #15, praticamente so li e ouvi coment. como esse, tanto antes como depois do premio :
(esse é do variety)
” The Golden Bear win took local critics by surprise due to its mixed reviews, many of which accused the film of fascism and glorifying police brutality, but Padilha said the pic reflected the reality on the streets of Rio de Janeiro. Some, however, welcomed the decision to award the only action film in what many critics described as an uninspired lineup.”
travis é verdade que the shield deve ter inspirado o padilha ! (vi todos os episodios, sobretudo aqueles com forest whitaker como jon
kavanaugh, mas isso é outra historia!)
a ediçao toda é otima, a musica, os personagens…parece mesmo …so que o bope nao é o lapd, nem o rio, los angeles, mas vic mackey e cap nascimento sabem torturar com o mesmo requinte, um com rap outro com funk !
curti à bessa seus comentarios travis, vc manja de cine !
41 confetti // 17/February/2008 às 6:26
querem saber como vai ser a reaçao do publico nas salas européias ? ontem aqui em casa ja deu pra se ter uma idéia….
eramos 5 amigos pra jantar, mas com o urso de ouro, resolvemos improvisar projeçao de tropa em casa….no embalo da vitoria ( claro ! ) convidei mais gente : no total eramos 12 pessoas : 3 brasileiros( eu carioca, 1 baiano, o 3 nao conheço direito), 2 ingleses, os outros franceses !
sem detalhar demais, 2 franceses sairam no meio, ficaram na cozinha, de porta fechada bebendo bourgogne, 1 delas vomitou durante a primeira tortura com saco plastico ! os ingleses, gritavam nos mesmos momentos que eu, os franceses estavam palidos e mudos no fim !
alias, ja vi o filme algumas vezes, mas fico tremendo e speechless em algumas cenas !
entre os brasileiros, tinha um baiano que nao parava de dizer “ò pai ò”…..é sério !! kk
é uma puta responsabilidade fazer um filme desses…sem tentar manipular…..
42 confetti // 17/February/2008 às 6:37
fala waguinho !
http://www.youtube.com/watch?v=ZZKI9F9H8R0&NR=1
43 Sidney Mirandão // 17/February/2008 às 9:23
Ganhou Berlim, é? Agora é só torcer para que o Benigni não faça filme esse ano e o Oscar 2009 é nosso!
44 Sidney Mirandão // 17/February/2008 às 9:24
Todo o comentário acima foi irônico, caso não tenham percebido.
45 Brancaleone // 17/February/2008 às 9:46
Mereceu!!!
Tava na hora de mostrar que bandido é bandido e que mesmo bandido fardado quando bem utilizado é útil .
Wagner Moura? Bom em comédia, mas como “cara do mal” é melhor ainda.
O problema é a hipocrisia social de gente que filme bom é aquele que retrata a vida de gente sofrida, de esquerda, torturada, presa e os cambau.
Tropa de Elite é a demonstração clara que contra certas forças, só forças piores.
Claro que a turminha do ” SOU DA PAZ” ( e camisetas da sonegadora DASLU´) O_DI_OU o filme, mas é sempre assim. A realidade incomoda…
JW : Seu comentário de que “Os Alemão tem medo do BOPE” e por isso lá me Berlim escolheram tropa de elite” foi um primor. Tirada de gênio. Bem sacada !!!
46 HRP Mané Reloaded! // 17/February/2008 às 10:35
Bom e exclarecedor depoimento do diretor de Tropa de Elite na Folha ,hoje……
Explicativa e orientadora para quem como eu , por preconceito, ainda não vi o filme, Que me parecia pelos comentários mais uma apologia bushiana a tortura e ao arbitrio…..No depoimento ele cuidou de por os pingos nos Is…..E eu duvidando de Costa Gravas!….meu diretor preferido……
Tomei uma lição.
47 Dom Casmurro Patriarca // 17/February/2008 às 10:40
Na minha opinião a principal característica desse filme é que fugiu totalmente do estereótipo “nóis é jeca mas é jóia”.
Tem muito bandido, mas ninguém ali é jeca.
Também é um filme de ação intensa, do começo ao fim.
Para quem gosta de um filme de ação é ótimo, mas não acredito que retrate fielmente a realidade.
48 Bernardo Caicedo // 17/February/2008 às 10:54
Bom..como disse um jornalista alemão membro do juri…”de fascismo nós entendemos”…
alguem duvida?
49 Alba // 17/February/2008 às 11:10
Mirandão, saudades!
E o Benigni realmente deu um golpe no franco-romeno do “Trem da Vida”, aliás, filme muuuuito melhor!
50 Chesterton-Dracul- El Cid // 17/February/2008 às 11:55
A verdade é que os “tontons maCUTs” da imprensa e do pensamento politicamente correto não podiam suportar um filme feito com extrema competência e que não endossava — ou endossa — seus preconceito ideológicos. O filme se viu enredado (uma boa palavra quando o assunto é cinema) numa teia de mistificações que ignorava a obra para julgar as suas intenções — quando não, as do cineasta. Era coisa de gente estúpida mesmo, grosseira, de patrulheiras do pensamento. Alguns jornalistas passaram a combater o Capitão Nascimento como se ele fosse uma personagem da vida real.
reinaldao
51 Chesterton-Dracul- El Cid // 17/February/2008 às 11:57
Nunca antes neste país um produto cultural foi objeto de cerco tão covarde como Tropa de Elite, o filme do diretor José Padilha. Os donos dos morros dos cadernos de cultura dos jornais, investidos do papel de aiatolás das utopias permitidas, resolveram incinerá-lo antes que fosse lançado e emitiram a sua fatwa, a sua sentença: “Ele é reacionário e precisa ser destruído”. Num programa de TV, um careca, com barba e óculos inteligentes, índices que denunciam um “inteliquitual”, sotaque inequívoco de amigo do povo, advertia: “A mensagem é perigosa”. Outro, olhar esgazeado, sintaxe trêmula, sonhava: a solução é “descriminar as drogas”. E houve quem não resistisse, cravando a palavra mágica: “É de direita”. Nem chegaram a dizer se o filme – que é entretenimento, não tratado de sociologia – é bom ou não.
Seqüestrado pelo Bonde do Foucault (já explico o que é isso), Padilha foi libertado pelo povo. A pirataria transformou seu filme num fenômeno. A esquerda intelectual, organizada em bando para assaltar a reputação alheia (como de hábito), já não podia fazer mais nada. Pouco importava o que dissesse ou escrevesse, o filme era um sucesso. Derrotada, restou-lhe arrancar, como veremos, do indivíduo Padilha o que o cineasta Padilha não confessou. Por que tanta fúria? A resposta é simples: Tropa de Elite comete a ousadia de propor um dilema moral e de oferecer uma resposta. Em tempos de triunfo do analfabetismo também moral, é uma ofensa grave.
52 HRP Mané Reloaded! // 17/February/2008 às 12:05
Frangão em tempos de VINGANÇA!
Ou fúria?
53 Arnoud // 17/February/2008 às 14:23
Taí Chesterton, finalmente concordo com quase tudo o que você escreveu.
Não não acho que o filme ofereça solução alguma.
O Matias está apontando a arma para quem na última cena?
54 Chesterton-Dracul- El Cid // 17/February/2008 às 14:40
eu não vi o filme, e quem e screveu não fui eu. Voce concorda com o Reinaldo Azevedo.
55 Marcos Araújo // 17/February/2008 às 16:07
Cinema é arte, e arte nao retrata fielmente a realidade. Se o fizesse, seria uma simples fotografia do quotidiano.
Tropa de Elite é um filmaço. E nao nada a ver com fascismo, como bem indicaram algums colegas aí acima, inclusive o Chupacabra, com o qual concordo e que hoje até parece estar inspirado, pelo menos neste post do Doria.
Nao se trata criminoso psicopata e assassinos em série com luvas brancas e bandejinha com cafézinho. É na bala mesmo, se nao se renderem quando admoestados. Alguns sao tao perigosos e psicóticos que o policial nao pode dar uma de bonzinho. Nao rendeu come bala. Ou, às vêzes tem que chegar atirando, tanto o perigo é grande. Em todo país do mundo é assim, mesmo nas tais ditos civilizados - deve ser assim. E isso nao tem nada a ver com ideologias, tem a ver com a segurança do país, de seus honestos habitantes, e do próprio policial, que poe a vida em perigo a cada segundo na cata desses malucos sanguinários. Quem agora quiser afirmar que sou direitoba, que seja! Com psicopatas sanguinários nao se brinca, seja bandido ou mesmo policial.
56 Marcos Araújo // 17/February/2008 às 16:17
Prezado HRP: Desculpe-me, mas o Chupacabra tem razao.
O intuito do filme nao é oferecer uma soluçao; é mostrar, com a mestria do cinema e ATRAVÉS DOS OLHOS DO ESCRITOR (NO CASO DE UM LIVRO LEVADO À TELA), DO ROTEIRISTA E DO DIRETOR, a realidade, que nao seria automáticamente a mesma para todos nós.
Cabe à nossa sociedade trabalhar duro para tentar achar uma soluçao. Cinema pode denunciar injustiças e mostrar situaçoes, mas é, acima de tudo, entretenimento.
57 Brancaleone // 17/February/2008 às 17:35
Não sei até onde Tropa de Elite difere da realidade.
O que se tem no Rio e em muitas grandes cidades é uma guerra pura e simples e guerras são feitas por humanos que depois de um certo tempo em combate passam a encarar a morte própria e dos outrs como consequência natural.
Eu sempre penso assim : E se eu estivesse no lugar de tal ou tal personagem?
Será que depois de um, dois anos combatendo traficantes sob ordens de burocratazinhos mediocres eu não seria um Nascimento? O que eu, como líder de uma unidade faria se um dos meus subordinados fosse morto e eu tivesse certeza que o assassino permanecria livre por omissão ou participação do sistema?
Será que eu seria um bom moço? Um ´Homo Sapiens Fatasticus Perfectus Divinos destes que aparecem aqui no blog, que acham que “criminoso é questão social” ? (O crime em sí pode ser uma questão social, mas o criminoso é caso de polícia e de preferência do tipo BOPE).
Por conta do filme teve uns imbecís propondo a legalização das drogas (declaração absolutra de derrota do Estado frente ao crime)!!!!!!!
Os hipócritas odiaram o filme. Mas é tudo gente que nunca foi assaltada, sequestrada ou teve o filho de 12 anos viciado. Gente que já passou por isso quer mesmo a bandidadgem do morro mortinha assim como os bababquinhas riquinhos que sustentam por cumplicidade os traficantes nos morros.
A mensagem que se pode tirar do filme é que as causas sócio-=econômicas da criminalidade devem ser resolvidas sim mas enquanto elas são resolvidas, bandido tem mais é que ser morto, mesmo que para isso tenhamos que nos valer de Nascimentos da vida.
Quanto a legalizar as drogas, pelo menos no Brasil seria uma estupidez que só atenderia interesses de filhinhos de papai doidinhos prá dar umas cafungadas sem peso na conciência…
58 Sidney Mirandão // 17/February/2008 às 17:41
Ei, Albita! Bom te ler de novo. As férias acabaram, cá estou de volta.
Abraços procê.
Abraços também para confetti. E para o Ricardo Cabral e o Surfando na jaca, que nem comentaram neste post.
59 Brancaleone // 17/February/2008 às 17:47
Eu fico feliz que nossos antepassadsos tenham tido uma visão diferente do mundo. Fico imaginando Anhanguera, Borba Gato e tantos outros desistindo de suas empreitadas por “questões humanas”. Fico pensando o que seria do mundo se tivessem aceitado as condições de paz de Hitler ou se tivessem tolerado a expanção soviética entre 1945 e 1980.
Felizmente pessoas reagiram contra as coisas ou foram até o fim em seus objetivos. A passividade e pacifissidade não fazem parte do caráter dos humanos e é por isso que eu tenho orgulho de ser um deles. Odiaria viver num mundo dominado pelos Homo Sapiens Perfectus Divinus Maravilhosus…
Tropa de Elite é uma forma cinematográfica de se dizer ” Chega “, a demonstração daquela velha lei da física ” toda a a ação causa uma reação em sentido contrário e de igual intensidade”. Muitos alienados e/ou viciados não gostaram, mas fazer o quê? Como eu já disse em vêzes anteriores: podem reclamar de Guntânamo à vontade. O fato é que não teve mais nenhum atentado terrorista nos EUA…
60 confetti // 17/February/2008 às 18:08
sidney m , salut !! ta curtindo o frio ai de novo né pessoa…))
61 Chesterton-Dracul- El Cid // 17/February/2008 às 18:17
Cinema é arte, e arte nao retrata fielmente a realidade. Se o fizesse, seria uma simples fotografia do quotidiano.
chest- hein?
62 Chesterton-Dracul- El Cid // 17/February/2008 às 18:20
saindo do filme, para o papo de vocês, resistir ao terrorismo não é facismo. Facismo é uma forma de organização da sociedade. Só. A esquerda usa como xingamento por pura ignorância.
63 confetti // 17/February/2008 às 18:25
61, hein pq ? faz sentido essa fala do m.a…..
64 Chesterton-Dracul- El Cid // 17/February/2008 às 18:54
1. não falei que o filme era arte
2. nem vi o filme
3. como posso ter alguma razão?
65 confetti // 17/February/2008 às 19:14
ixe…..
66 anrafel // 17/February/2008 às 19:23
“Arte não reproduz a realidade e nem é essa a sua função”. Mário de Andrade
67 confetti // 17/February/2008 às 19:25
chest parece um sabonete…nao da pra segurar, escorregadio demais….
68 Uli Weinbrecht // 17/February/2008 às 19:30
A noticia de que o filme “Tropa da Elite” havia recebido o urso de ouro na Berlinale foi para mim uma surpresa, negativa diga-se. Näo é um grande filme, näo a ponto de merecer um “goldener Bär” ou um oscar.
Da mesma forma acho uma pena que atualmente o Brasil só seja conhecido por filmes ultra-violentos.
Parece uma espécie de síndrome ” City of God”. Qualquer filme brasileiro para ter reconhecimento internacional terá que ser sobre a guerra entre traficantes e policiais nos morros do Rio…
Já comeco a preparar minha paciencia para responder as perguntas que os alemäes me faräo: Vc viu o “Eliteeinheit”? É assim mesmo? Vc é a favor da tortura?…
69 anrafel // 17/February/2008 às 19:42
Tropa de Elite” é baseado no livro-reportagem “Elite da Tropa”, de Luiz Eduardo Soares, que manja prá caramba de segurança pública.
O diretor põe no fime os métodos aplicados por um destacamento de polícia no combate a uma situação específica. E isso com o máximo de realismo possível, condicionado pelos limites inerentes a uma obra de entretenimento, que pode ser também, e isso não é nenhum pecado, pelo contrário, é virtude, objeto de reflexão.
Se o diretor mostra empenho em mostrar corretamente essa situação e o ator atua com brilho, isso não quer dizer que eles defendam a filosofia e os métodos retratados no filme.
Se alguns jornalistas e críticos concluíram assim, erraram , talvez por não aceitarem, ou estranharem, o tratamento tão realista de uma situação tão antipática, as dificuldades da polícia no combate ao tráfico nas favelas.
Se a comissão que indica os filmes ao Oscar fez restrições ao filme pela sua “mensagem”, errou.
Se não recomendou devido à sua fragilidade como obra de cinema, o Leão de Ouro mostrou que errou tambem.
Os critérios e entendimentos da comissão berlinense não podem ser tão diferentes dos da brasileira.
70 Alba // 17/February/2008 às 19:42
Mirandão, pena que suas férias acabaram! Beijo!
Uli,
De certa forma, você tem razão. Tropa de Elite causa impacto, mas não é uma obra-prima. E certamente, a sua temática fará mais por folclorizar o país…:((
71 Alba // 17/February/2008 às 19:47
Anrafel,
Perfeita análise! É que eu já tinha escrito tanto sobre Tropa de Elite, há tempos atrás, que simplesmente fiqeui com preguiça.
A propósito, no Estadão de hoje, há uma reportagem dizendo que o PCC está atuando como “tribunal de pequenas causas” nas periferias. É justamente esse o caldo de cultura. :((
72 anrafel // 17/February/2008 às 20:00
É isso aí, Alba. Eu também não acho um grande filme (opiniao, gosto), mas os caras lá resolveram premiá-lo. Ótimo, principalmente para Padilha e os produtores. E paremos com patriotada.
Quando “Central do Brasil” perdeu o Oscar, foi aquela indignação. Aí assistimos à “A Vida é Bela” e percebemos que não era bem assim.
Se por fazer um filme violento o diretor tiver queser tachado por fascista, o que dizer de Sam Peckinpack, que fez tantos, quase todos ótimos? O diabo em pessoa? E o sub-Peckimpack, Tarantino?
Lembremos que, quando quis se desfazer de uma vez por todas da pecha de violento, Clint Eastwood fez “Os Imperdoáveis”, que não é nenhuma comédia romântica.
73 confetti // 17/February/2008 às 20:10
ah anrafa, tratar tarantino de sub-sam é exagero !! filmes violentos nada mais retratam que a realidade, nosso mundo é um caldo de violencia !
74 anrafel // 17/February/2008 às 20:12
Confetti,
Escrevi com uma leve impressão de que estava exagerando. Desculpe, mas tem gente que o acha um sub-John Woo, é mole?
75 Chesterton-Dracul- El Cid // 17/February/2008 às 20:25
arte é beleza, uma sensação subjetiva individual, INDIVIDUAL!
De novo reporto ao caligaris, amigo do Pax, que deu uma entrevista sensacional ao Reinaldo Azevedo na Primeira Leitura, e que tem um link por aí.
76 Chesterton-Dracul- El Cid // 17/February/2008 às 20:37
acho que é este
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2007/11/contardo-calligaris-2-o-difcil-ser.html
77 Alba // 17/February/2008 às 20:51
anrafel,
Acho que a coisa vai além de premiar um filme que mostra uma realidade violenta, apesar de você ter toda razão quando aponta cineastas que fazem da violência a sua assinatura (pessoalmente, eu passo o Tarantino - quando se estetiza demais a violência, parece que a coisa fica meio artificial, ou assim me parece).
Acho que o Uli têm razão quando diz que, longe de despertar uma discussão estética, o filme será tratado como mais uma manifestação da vida numa republiqueta da América Latina, embora o Brasil nem se acomode bem à classificação de “republiqueta”.
Desperta curiosidade e um tanto de voyerismo, como aquelas Rocinhas-tour, que existiram por um tempo para estrangeiros e nem sei se ainda existem. Ou shows, como aquele do Michael Jackson, na mesma Rocinha.
E aí, uma realidade violenta, construída ao longo de décadas de abandono de parte da população pelo Estado fica minimizada..:((
Falando nisso, colei lá em cima um link para uma matéria no Aliás de hoje, que acho simplesmente indispensável. Fala sobre o Brasil ser um país onde mais se LINCHA no mundo. Isso foi levantado depois de mais de 30 anos de estudos, pelo sociólogo José de Souza Martins.
Você chegou a ver um clássico de Fritz Lang sobre linchamentos? Chama-se “Fúria”, com Spencer Tracy. Pois é, nos anos 30…:((
78 Chesterton-Dracul- El Cid // 17/February/2008 às 21:07
o Rocinha Tour ainda existe. Cruzo com ele de vez em quando.
79 Alba // 17/February/2008 às 21:10
E, por coincidência, logo depois de escrever o comentário acima, li na Folha que este ano, dos 5 indicados para o Oscar de documentário, 4 falam de guerra e têm mensagens diretamente políticas. Um excerto:
“”Eu não imagino que [o vice-presidente] Dick Cheney vá assistir ao filme e exclamar: “Meu Deus, estávamos errados!’”, diz Gibney. “Penso nesses filmes como “agents provocateurs”, que levam as pessoas a refletir sobre seus temas”.
“Taxi to the Dark Side” atrai o espectador à sua narrativa, sobre um taxista que foi detido na prisão de Bagram, no Afeganistão, por suspeita de terrorismo, espancado por seus captores norte-americanos mesmo depois que estes descobriram indícios de sua inocência, e que terminou morrendo lá.
“No End in Sight”, que oferece uma lista impressionante de depoimentos de antigos funcionários do governo (entre os quais o chefe de gabinete do então secretário de Estado Colin Powell) é um trabalho jornalístico revelador e recebeu fortes elogios da crítica. O filme teve faturamento respeitável, US$ 1,4 milhão nos EUA.
O maior impacto de um documentário talvez não surja do número de pessoas que leva aos cinemas, mas da atenção que desperta na mídia. Jamais saberemos até que ponto a lista de indicados reflete simplesmente os caprichos dos comitês formados pelos membros da Academia, responsáveis por selecionar os filmes que concorrerão ao prêmio.
Já que o objetivo desses filmes é participar do diálogo político, obter uma indicação ao Oscar lhes oferece um forte empurrão para que gerem a bola de neve de atenção da mídia que talvez represente o maior sinal do sucesso de um documentário.”
80 Chesterton-Dracul- El Cid // 17/February/2008 às 21:11
Alba, coloca de novo o link para eu ler.
81 Alba // 17/February/2008 às 21:14
Putz, Chest!
Acho meio deprimente essa disposição de alguns gringos de “observar a pobreza”. Tsc, tsc..
82 Chesterton-Dracul- El Cid // 17/February/2008 às 21:15
Olha, esse negócio de fazer “aerte” com fins políticos, começa por esvaziar o conteúdo “artístico” do projeto.
83 Chesterton-Dracul- El Cid // 17/February/2008 às 21:16
…vira panfletagem midiática.
84 Chesterton-Dracul- El Cid // 17/February/2008 às 21:16
Gringo é tudo meio neurótico, principalmente os europeus e os americanos que votam nos democratas.
85 Alba // 17/February/2008 às 21:18
Chest, acho que o perigo de virar panfleto é sempre presente, mesmo. O diretor tem que ser muuuito cuidadoso.
Olha aí o link
http://www.estado.com.br/suplementos/ali/2008/02/17/ali-1.93.19.20080217.7.1.xml
86 Marcos Araújo // 17/February/2008 às 21:22
Ô Brancaleone: Eu apoio a legalizaçao de drogas e nao sou imbecil. O combate ao tráfico, tal qual é conduzido em vários países, chegou a um impasse que nao leva a nada. No Brasil entao, esqueça.
Nao chame de “imbecil” quem pensa diferente de você.
87 Chesterton-Dracul- El Cid // 17/February/2008 às 21:23
Marcos Araujo, você pretende diminuir o consumo de drogas?
88 Chesterton-Dracul- El Cid // 17/February/2008 às 21:27
o proprio autor do texto culpa a anomia.
se a sociedade não tem retorno de seu investimento em segurança, age por conta própria. Mais um problema do coletivismo.
89 Alba // 17/February/2008 às 21:30
Chest,
Você está falando do texto? Se sim, ele não fala em “anomia”, mas em Estado frágil e na percepção de que falta justiça.
90 Chesterton-Dracul- El Cid // 17/February/2008 às 21:37
sim, porque o estado tem 2 funções primárias, segurança e justiça. Quando o estado começa a exorbitar suas atribuições para fornecer serviços, acaba deixando de lado as 2 principais. É inevitável, acontece sempre, sempre aconteceu.
91 Alba // 17/February/2008 às 21:46
Mas no caso, o Estado não cumpre nem com a segurança e a justiça, nem com os serviços.
Sobram então estas atrocidades, o que é chocante quando tanto se louva o brasileiro “cordial”.
92 Chesterton-Dracul- El Cid // 17/February/2008 às 21:55
daí a entrevista do Caligaris, que eu admiro cada vez mais a lucidez. Leia, estou relendo-a e é simplesmente fantastica. O link ta aí em cima.
93 Alba // 17/February/2008 às 22:05
Verdade, Chest,
O Caligaris é extremamente lúcido. Estou surpresa por concordarmos tantas vezes hoje! :))
94 Chesterton-Dracul- El Cid // 17/February/2008 às 22:16
talvez seja porque você resolveu ler o que escrevi, e……..
95 Alba // 17/February/2008 às 22:22
:))
96 HRP Mané Reloaded! // 17/February/2008 às 22:26
Um filme perfeitamente dispensável….mas sem programas pode ser.
97 Brancaleone // 18/February/2008 às 8:55
Marcos Araújo:
Sou a favor da legalização das drogas desde que :
Os idiotas viciados consumam suas porcarias em lugares fechados e não “curtam suas alucinações” em público.
Todo e qualquer tipo de crime ou acidente causado direta ou indiretamente por pessoa sob efeito de drogas seja punido com prisão perpétua ou fuzilamento.
Já bastam os bêbados causando acidentes, batendo em filhos e espôsas. Não tô a fim de ter que viver num mundo onde uma parte ínfima e estúpida da população vive sob efeito de drogas alucinógenas. Se um sujeito acha sua vidinha mediocre, insignificante e sem sentido a ponto de viver “chapado”, não quero se morto, ferido ou lesado por isso.
98 Gunnar // 18/February/2008 às 13:43
Brancaleone
“Já bastam os bêbados” nada, muito pelo contrário: abaixo os bêbados.
O alcool está entre as piores drogas que há.
Sou completamente avesso a qualquer droga (principalmente de alcool pra cima), mas ficaria muito mais tranquilo sabendo que meu filho fuma maconha do que consomunindo alcool.
Claro, plantando em casa.
99 Brancaleone // 18/February/2008 às 16:20
Gunnar:
Bom, cá comigo eu não gostaria de ver meu filho ( nem o filho de ninguem) submisso a uma planta. Eu pelo menos faço o impossível para que meus filhos tenham mais o que fazer na vida que drogar-se seja lá com o que for.
Questão de opção é claro.
Claro que se você assegurar e assumir a responsabilidade penal e social de permitir que um garoto dirija com os reflexos atrasado, os sentidos embotados e fora da realidade por ter utilizado alguma droga e desde que comunique a sociedade e as pessoas normais que tem um “chapado” solto pelas ruas, tudo bem. Só me avise antes tá? não quero ter meu Uninho com minha família dentro destruído só porque um garoto acha a vida dele “um saco”…
100 Alba // 18/February/2008 às 17:32
Gunnar!
Salve, Salve! Saudades, viu? :)
101 Renato // 18/February/2008 às 17:58
Eu achei o filme ótimo e sei lá qual o pretenso “alinhamento ideológico” do filme. Acho que um dos motivos de sucesso é ser uma história de brasileiros que lutam, discutem, treinam, tem objetivos e planos.
Talvez estejamos é cansados da pecha de coitadinhos. Eu confesso que achei massa ver policais BRASILEIROS lutando contra criminosos BRASILEIROS, nossos problemas, nossa realidade.
Eram truculentos sim, mas não creio que sejam todos, há corruptos sim, mas mostra que não são todos. Há os que erram os que acertam, os que acreditam.
E principalmente falou-se de ambos os lados traficantes e policiais como se fossem gente, em defeitos e qualidades. Mostra o enterro do policial, mas não omite a despedida do chefe do morro de sua família. Dá o ponto de vista do policial, mas sem maniqueísmos.
Mostra inclusive que os piores inimigos da lei estão confortáveis e endinheirados.
102 Esprit de porc // 18/February/2008 às 19:27
Também acho “Tropa de elite” um bom filme. Porém o preocupante foi a reação da massa de analfabetos funcionais que foi ver o filme e enxergou no capitão Nascimento um herói a ser seguido. Tenho certeza de que esse não foi o intuito do Padilha ao fazer um filme tão bom.
Bom, o filme merece o prêmio, mas a sua mensagem está totalmente deturpada pela ignorância de grande parte da audiência. Isso não é culpa do diretor, e sim do Brasil.
103 confetti, guaranà // 19/February/2008 às 13:00
esse post foi otimo,aprendi mil possibilidades ! obrigada gente…puxa que ? kkk
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