Obama à frente
Não houve surpresa, ontem, nas três vitórias conseguidas por Barack Obama na Louisiana, Nebraska e estado de Washington. São estados de médio porte, importantes mas não determinantes. Houve surpresa, no entanto, na distância que Obama abriu perante Hillary: nos três, uma média de 65% a 35%.
Esse será o problema de Hillary durante o resto de fevereiro. Barack Obama é o favorito em todas as prévias de médio porte até a mini-Super Terça-Feira em 4 de março, quando dois estados grandes, Ohio e Texas, serão disputados. Hillary, hoje, é favorita em ambos. Mas isso é hoje e há um pequeno obstáculo à frente: faltam três semanas até lá.
O que a campanha de Hillary tentará evitar é que Obama comece a ganhar por uma vantagem equivalente às vitórias de ontem nessas próximas semanas. É o jogo de percepção. O número de delegados que ele vem ganhando, por virem em estados médios, não é muito maior do que o número que ela leva. Mas derrotas fragorosas soam mal. Criam a percepção de que ele virou, de que ele vai levar no final.
Quem criar a percepção de que é vitorioso levará esta indicação.
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eu !
obama na frente, em so em 3 estados mais….ainda nao acabou !
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=6358&language=pt
O mundo de John Edwards, como o mundo de Barack Obama, é um mundo de vítimas, de quem alegam ser os salvadores, comprovando que já é tempo de os eleitores exigirem programas políticos sérios, em vez de retórica emocional que coloca a lógica de lado.
Essa briga ainda vai longe.
:-)
” confetti // 9/Fevereiro/2008 às 6:57
digam o que disserem, os estados unidos continuam sociologicamente mais avançados que nenhum outro pais : onde mais tem uma mulher e um negro disputando presidencia ? é como o rock, o chewing gum, o aspirador de po, o peace and love : eles começam e nos seguimos, anos depois….that’s the point ! “
“O estado, eu assim o digo, onde todos, os bons e os maus, são bebedores de veneno; o estado, onde todos, os bons e os maus, perdem a si mesmos; o estado, onde o suicídio lento de todos é chamado de ‘vida’. ”
- Friedrich Nietzsche, Assim Falou Zaratustra, 11
Foi Friedrich Nietzsche quem alertou, há muito tempo, que o estado estava tornando-se um substituto de Deus. “Tudo ele te dará, se tu adorares o novo ídolo”, escreveu Nietzsche. Sem pensar, as massas olham para o governo com a mesma esperança de salvação que outrora encontravam na religião. “Alimente-me”, grita cada um deles. “Dê-me trabalho”. “Dê-me vale-alimentação. Forneça-me tratamento de saúde, cuidado às crianças e aposentadoria na minha velhice.”
A questão é se esse momentum que o Obama pega, vai pegar. Pode ser.
O que preocupa é a divisão dos democratas que pode dar a vitória ao McCain.
Bem, pelo menos o McCain é o melhor candidato republicano.
Os discípulos de Marx e Lênin há muito já se viam como minideuses. Era sua “missão histórica” destruir o sistema capitalista. Eles iriam eliminar a religião. O leão se deitaria ao lado do cordeiro. A promessa de paz na Terra levou-os a justificar o assassinato em grande escala. “Se as pessoas não nos obedecerem, não podemos construir o comunismo. Portanto, todos os que não estiverem conosco, estão contra nós.” Os materialistas dialéticos (i.e., os comunistas) não eram tementes a Deus. Nenhuma lei, nenhuma moralidade, nenhuma regra os constrangia. Em vez disso, acreditavam nas forças da história. Na realidade, acreditavam neles mesmos como a força movente na história. Eles eram revolucionários e a revolução era tudo. Sendo minideuses, queriam criar um mundo mais perfeito. Mas primeiro, foi decretada uma carnificina em massa!
painho, smack**
tb estou achando que um republicano herdará o governo republicano….
http://bp3.blogger.com/_yZlwXitLDDI/R5X8gTurJkI/AAAAAAAAAk0/u6Pzz_cHZXc/s400/a4-1.jpg
E a Hillary chorou de novo…
http://news.yahoo.com/nphotos/slideshow/photo//080209/480/37e15e00cf584d47971c72ac6b53fa95/
inda vai terminar aos prantos histéricos, kkk.
-= Só eliminar a religião já estava de bom tamanho…
eliminar os crentes, you mean?
AUREOS tempos de FHC: foi Fernando Henrique o primeiro presidente a nomear uma chef de cuisine para o Palácio da Alvorada, Roberta Sudbrack. Profissional talentosa brilhou tanto na cozinha palaciana que hoje é uma celebridade na gastronomia nacional. Roberta não poupava esforços, nem dinheiro, para dar brilho as suas receitas. Um dos fornecedores do Palácio da Alvorada – não vou revelar seu nome por motivos óbvios – contou-me que teve que abrir seu estabelecimento, em pleno carnaval, no governo FHC, para atender pedido urgente da cozinha presidencial. Queria dez quilos de camarão grandes. Exigência: os camarões tinham que medir acima de dez centímetros. TAPIOCA COM RECHEIO DE CAMARÃO DE 10 CM É MAIS CARA!!
well,Mr. Doria…não estaria o senhor incorrendo no êrro de analisar as eleições americanas por parâmetros “brasileiros”? Esse papo de “já ganhou” ou “votar no vencedor” não costuma colar nos EUA não, menino…..
[...] February 10, 2008 · No Comments Leia aqui e também aqui. [...]
Eu acho que a análise do Pedro, sobre o “jogo da percepção”, está correta. Basta ver o que aconteceu com o Giuliani. Ele começou como favorito, disputou pra valer um único estado, perdeu e abandonou. A percepção de uma candidatura derrotada já estava completa.
Perdões, Pd, se estiver pretendendo usar este texto amanhã, ou ainda hoje.
Ocorre que o Aliás do Estadão, publicou um longo texto de um professor indiano, especializado em Geopolítica, que imagina cenários para 2016, quando o governo de seja quem for eleito, estiver terminando.
E, em todos os cenários, a importância dos EUA decresce - em parte, e grande parte, por conta da administração Bush, que comprometeu recursos além do que podia com o Iraque e Afeganistão.
Resumindo maomêno, ele diz que o cenário do futuro próximo é o dos “Big Three” - EUA, China e UE, já que os EUA, na tentativa de se afirmar como potência única, desprezou aliados tradicionais e as brechas foram ocupadas pela China e pela UE.
Vou apenas colar alguns trechos, embora não concorde com tudo:
“Se você ligar a TV hoje e pensar que está em 1999, será perdoado. Democratas e republicanos discutem onde e como intervir, se devem agir sozinhos ou com aliados e que tipo de mundo os Estados Unidos deveriam liderar. Os democratas acham que podem apertar o botão “reiniciar”. Os republicanos acreditam que o caminho é o moralismo apoiado pela força. É como se a primeira década do século 21 não tivesse existido - e quase como se a própria história não existisse. Mas a distribuição do poder se alterou de maneira fundamental ao longo dos dois mandatos presidenciais de George W. Bush graças a suas políticas e, mais significativamente, apesar delas. Talvez a melhor maneira de entender como a história avança rápido seja olhar adiante.”
“O ano é 2016 e o governo de Hillary Clinton, John McCain ou Barack Obama se aproxima do fim do segundo mandato. Os EUA se retiraram do Iraque, mas mantêm cerca de 20 mil soldados no Estado independente do Curdistão, navios de guerra ancorados em Bahrein e uma presença aérea no Catar. O Afeganistão está estável. O Irã é uma potência nuclear. A China absorveu Taiwan e amplia sua presença naval no Pacífico e, a partir do porto paquistanês de Gwadar, no Mar Arábico. A União Européia abrange bem mais de 30 membros e conta com o fornecimento seguro de petróleo e gás do norte da África, da Rússia e do Mar Cáspio, assim como quantidades substanciais de energia nuclear. A posição dos EUA no mundo continua em constante declínio.”
Pra não ficar gigantesco demais, só mais uns excertos:
”
No melhor dos casos, a fase unipolar dos EUA durou toda a década de 90, mas esse também foi um período sem rumo. O “dividendo da paz” pós-Guerra Fria nunca se transformou numa ordem liberal global sob a liderança americana. Agora, em vez de sentar sobre o globo, estamos competindo e perdendo, num mercado geopolítico, ao lado de outras superpotências: União Européia e China. Essa é a geopolítica no século 21: as novas Big Three (As Três Grandes). Não a Rússia, um espaço cada vez mais administrado pela Gazprom.gov. Não a Índia, décadas atrás da China em desenvolvimento e apetite estratégico. As Big Three estabelecem as regras - as suas regras -, e nenhuma delas predomina. Os outros devem escolher quem seguir neste mundo pós-americano.”
Esse é pro Mister:
“O fato de a Europa ainda não ter um exército comum pode tranqüilizar os conservadores americanos; a questão é que a Europa não precisa de um. Os europeus usam a inteligência e a polícia para prender radicais islâmicos, a política social para tentar integrar populações muçulmanas rebeldes e a força econômica para incorporar a antiga União Soviética. O investimento anual europeu na Turquia também cresce, trazendo-a mais perto da União Européia. E a cada ano um novo oleoduto é aberto, transportando petróleo e gás da Líbia, Argélia ou Azerbaijão para a Europa. Que outra superpotência cresce na média de um país por ano, com outros esperando na fila e implorando para se juntar?”
Desprezei vários trechos véri interessantes, até sobre América Latina, mas termino só com mais esse excerto e o link:
“O auto-enganador universalismo do império americano - segundo o qual o mundo, intrinsecamente, necessita de um único líder e a ideologia liberal americana precisa ser aceita como base da ordem global - resultou, paradoxalmente, no fato de que os EUA são hoje uma superpotência cada vez mais isolada. Da mesma maneira que existe um mercado geopolítico, existe um mercado de modelos de sucesso para o Segundo Mundo copiar, e não apenas o modelo chinês de crescimento econômico sem liberalização política. Como observou o historiador Arnold Toynbee há meio século, o imperialismo ocidental uniu o globo, mas não garantiu que o Ocidente o dominasse para sempre - material ou moralmente. Apesar da “ilusão de imortalidade” que aflige os impérios globais, a única regra confiável da história são seus ciclos de ascensão e declínio, e, como Toynbee observou, a única direção do apogeu do poder é a da queda.”
http://www.estado.com.br/suplementos/ali/2008/02/10/ali-1.93.19.20080210.7.1.xml
Mister,
Um texto sobre o qual podemos concordar:
http://www.estado.com.br/suplementos/ali/2008/02/10/ali-1.93.19.20080210.6.1.xml
Oi, Alba!
Otimista, o cara, né ? Curdistão independente, Turquia integrada à UE, Taiwan incorporado à China, e tudo na santa paz…
Quanto ao declínio dos EUA, pelo qual tanta gente torce, vai acontecer (ou já está acontecendo) na área econômica, mas na área militar não. E quando a coisa ficar feia internamente, nada como uma guerrinha para unir o povo, desviar a atenção e reacelerar a economia, mesmo que o dinheiro venha de déficit e títulos que vão parar na mão da China, do Japão e dos sheiks donos do petróleo.
Na minha humilde opinião, o problema que o próximo presidente dos EUA, seja McCain, Obama ou Hillary, é mesmo a China, em duas frentes: a econômica, que já é bola cantada, e a ambiental/energética, da qual não se está falando muito, ainda, mas que vai estourar mais cedo ou mais tarde. A China já deve ser o maior poluidor do planeta, ou está perto disso, e avançando em ritmo assustador. E não tem meios, nem vontade, de mudar isso.
Pois é, Micro,
Também acho a previsão do professor um tanto arrumadinha demais. Tenho seríssimas dúvidas se a postura da Europa é assim tão “inteligente” e , principalmente, a China tem um projeto que leve em conta tudo isso.
A sensação é de que a China quer emular mesmo os EUA, no que concerne ao padrão de consumo, o que só pode dar errado e que nem acho que o autor levou em conta.
Além disso, essa ação da China de intervir em TODOS os continentes, na busca de matérias primas, só reforça a meleca anterior. Porém mostra força.
Por fim, acho que a análise da Europa e seus interesses, um tantico simplista, sacumé? Lembrei muito o belo texto da Sabrina sobre a Itália.
E, ops, beijo procê! :))
O mundo em 2016, minha versão alternativa:
- A Europa e os EUA pedem para a China maneirar um pouco nas termoelétricas a carvão, por causa do efeito estufa. A China responde “o carvão é meu e ninguém tem nada com isso!”
- A maioria dos países africanos continua alternando ditadores apoiados pelas companhias petrolíferas com ditadores apoiados pela China ou pela Rússia.
- En Latinoamérica, com o petróleo bem acima dos 100 dólares, Chávez não se acha mais a reencarnação de Simon Bolívar. Agora ele se acha a reencarnação de Amon-Rá.
- Os políticos europeus não cansam de elogiar o governo turco, e garantem que a Turquia entrará na União Européia “muito brevemente”. Obviamente não movem uma palha para isso, porque sabem que o eleitorado não gosta da idéia.
- Israelenses e palestinos continuam se matando.
- A família Saud continua firme e forte na Arábia SAUDita. O Iraque continua uma bagunça, com governos fantoches a mando dos EUA fingindo que governam, enquanto xiitaas, sunitas, curdos e malucos em geral continuam se matando.
- Para terminar, sobre o Irã: Não tenho a menor idéia!!!
Tchau para todos, beijo prá Alba
Obama ganhou no Maine, Hillary troca o chefe da campanha… hum… vai dar o carinha. O momentum pegou, pelo que parece.
Obama vence “caucus” no Maine e acirra disputa democrata
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u371184.shtml
Pelo andar das coisas, Hillary vai ter que se confortar em ser vice.
A possibilidade do Obama vencer está deixando o Mc Cain muito feliz.
Não importa quem vença entre os democratas, o mal está feito: há uma profunda cisão entre aqueles que apóiam Hillary e os que apóiam Obama. Quem vencer não terá o apoio do outro. McCain está apostando nisso.
Alguém mais concorda com o Carlos Magno, comentarista daqui.
A Doris Lessing disse que se o Obama vencer, será morto.
“Provavelmente, um homem negro não ficaria muito tempo na posição de presidente. Iriam matá-lo”.
Está lá no Terra.
Monsores,
O Arnaldo Jabor também falou a respeito disso
A Doris Lessing… Hum. Não é a primeira vez que abre a boca pra dizer bobagem. Porque será que escritor depois que ganha o Nobel passa a falar tanta besteira?
putain chose….((