Pedro Doria | Weblog

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Uma entrevista aos sábados

February 9th, 2008 · · 33 Comentários

Eu já tinha criado o Quarteto Fantástico e, se não me engano, o Hulk, e as revistas estavam vendendo bem. Meu editor me procurou e comentou ‘que tal imaginar outro super-herói?’ Eu disse ‘ok’. Fiquei sentado à mesa tentando pensar num e vi essa mosca andando pela parede e aí pensei, ‘nossa, não seria legal se um herói pudesse andar pelas paredes como um inseto?’ O maior problema quando você cria um super-herói é que superpoder você vai dar para ele. É que todos já foram imaginados. Então imaginei que alguém que grudasse nas paredes como inseto seria legal. Daí precisei de um nome. Que tal Homem Inseto? Não parecia dramático. Homem Mosquito? Nah. Fui fazendo uma lista. Quando cheguei em Homem Aranha, aquilo soava dramático. Homem Aranha!

Primeiro dei ele para o Jack Kirby desenhar, mas o Jack sempre fazia esses tipos heróicos, como o Capitão América. Eu disse ‘Sabe, Jack, eu queria que esse cara, Peter Parker, mais parecido com um adolescente típico. Não faz ele como um super-herói musculoso.’ Mas acho que o Jack já estava tão acostumado a desenhar aquele tipo de gente que, depois de ele esboçar uma página ou dias eu olhei e disse ‘olha, por aí não vai’ e falei ‘deixa pra lá, Jack, vou passar para outro’. Ele não ligou. Ele tinha muito trabalho e não sabíamos que esse personagem ia ficar tão importante. Então dei pro Steve Dikto, que tendia a fazer uns desenhos um pouco mais realistas. Ele fez um esboço e não interferi muito com o uniforme. O uniforme do Homem Aranha é obra do Steve.

Se eles não tiverem defeitos, ficam desinteressantes, unidimensionais. Se o personagem nunca faz nada de errado, se é perfeito, não desperta interesse. Sempre tentei imaginar personagens realistas e apenas dar a ele um atributo incrível. Fora isso, devem despertar empatia. Você vê o Super-Homem. Nenhum leitor se preocupava com o Super-Homem porque saia que não poderia machucá-lo. É por isso que o Homem Aranha sempre vendeu mais que o Super-Homem. E é por isso que os caras acabaram inventando a kriptonita. Eles perceberam que ficava difícil criar suspense sem uma vulnerabilidade. Aquiles, sem seu calcanhar, não ia ser lembrado por ninguém.

Stan Lee, 2006

Tags: Gente · HQ · Pop

33 Comentários até agora ↓




  • 1 confetti // 9/February/2008 às 6:31

    stan lee mereceria o nobel, o pulitzer, o oscar, o césar e o trofeu martins pena por sua contribuiçao à alegria da humanidade !!
    hq e superherois, o universo marvel é a cultura pop ( mesmo vindo quase 20 anos antes ) que nos criou !

    fabio negro vai derrubar nesse post ! ele e james….

  • 2 faraó // 9/February/2008 às 7:14

    Quando eu era criança existia umas revistas chamadas “foto-novelas”. Vendia muito; pelo menos lá em casa a mulherada adorava. Eu não.

    Depois que o Homem-Aranha surgiu em quadrinhos, eu achei a minha foto-novela. Me lembro até hoje da tristeza que senti quando a avó do Peter morreu e de quando a Gween (namorada dele) foi embora. Era coisa dos meus 11-13 anos e gosto de lembrar até hoje.

  • 3 Paulo. // 9/February/2008 às 8:03

    Homem Aranha, Homem Aranha, sempre bate nunca apanha. Pena que o segundo e terceiro filme da série são uma meleca. O terceiro então é de fazer chorar (de raiva). Deveria ter um pouco mais de carinho com sua cria e com o patrimônio afetivo de milhões de admiradores.

  • 4 Guido // 9/February/2008 às 8:10

    No Universo Marvel/DC tradicional, X-Men, Demolidor e Homem Aranha, sem ordem alguma tanto faz.

    Mas os primeiros que li muito moleque, me lembro até hoje, foram gibis do Batman e do Super Man em PB de bolso (pequenos estreitos, davam num bolso mesmo), iguais as tirinhas de jornaais. Lembro que recortava todos!
    E a coleção Disquinho Super Heróis Marvel, coma narração de alguns dos capítulos que passavam na tv do Homem de Ferro, Thor, Namor, Hulk e Capitão América, com as indefectíveis musiquinhas, e a única que não lembro é a do CA!
    Tive os bonecos quando saíram, os mesmosvinham apenas numa cor só, nas cores verde ou laranja ou cinza… lembro que fiquei muito putº porque logo que enchi o saco do meu pai e minha mãe para comprar, e comprei todos, o fabricante pouco tempo depois lançou o bonecos pintados nas cores exatas dos uniformes!!! FDP’s!!!

  • 5 Guido // 9/February/2008 às 8:18

    Aliás Stan Lee é sensacional antes e depois, um vovô muito gente boa e curtidor hoje em dia.
    Fez um programa muito engraçado na tv a cabo, “Who Want To Be a Super Hero” e aparecia dizendo como um super herói deveria ser e agir, e passava as tarefas!
    Um bilhão de vezes melhor que BBB’s… se é para ser medíocre e pagar mico, melhor fantasiado e com capa!!!
    Aparecia tipo dizendo como um super herói deveria sere agir, e passando as tarefas,

  • 6 Gerson B // 9/February/2008 às 10:09

    Para ilustrar o post uma galeria de trabalhos de arte baseados (quase todos ) nas criações do vovô Stan:
    http://www.1988stantheman.blogspot.com/

  • 7 confetti // 9/February/2008 às 12:18

    clike no link….

    http://www.youtube.com/watch?v=SKBnuZoA-9o

  • 8 confetti // 9/February/2008 às 12:24

    robert downey jr, depois que saiu da cadeia ta bombando e clean, muito demais esse cara !!

    http://www.youtube.com/watch?v=vhgzIM-9lfA&NR=1

  • 9 Radical Livre // 9/February/2008 às 12:30

    Stan rules!

  • 10 confetti // 9/February/2008 às 12:32

    alo rad ! senti sua ausencia

  • 11 Fabio Negro // 9/February/2008 às 13:10

    Stan Lee, meu herói! Mestre! Buáááá, eu choro só de pensar!

    As 100 primeiras edições de Quarteto Fantástico transformaram “perfeição” de substantivo abstrato naquela resma imortal da Era de Prata dos quadrinhos.

    Quem leu um gibi do Homem-Aranha dessa época (provavelmente os reeditados pela editora Abril nos anos 90) não esquece jamais a tenção para os detalhes, os personagens “esféricos”, o drama sem açúcar, a tragédia que trazia conseqüências eternas para o protagonista.
    Simplório, às vezes, mas nunca cínico, nunca um adulto escrevendo bobagens para crianças.

    a EXPLOSÃO DE CRIATIVIDADE talvez sem paralelos na Popsfera do século XX, um cara que criou e escreveu uns 10 títulos mensais, presidiu, editou a linha toda da editora, delegou, acompanhou a gráfica e a distribuição dos gibis, além de dar entrevidtas, aparecer em eventos e fazer suas pesquisas e leituras monumentais.

    Um amante da alta cultura e da cultura inútil, criador de um ícone a contracultura dos anos 60 (O Surfista Prateado, meu personagem favorito).

    Sem afetação de “artista”, um cara que queria ganhar muito dinheiro, mas também não gostava de enganar o seu público com meros caça-níqueis. Eram GRANDES caça-níqueis.

    STAN LEE, eu me prosto a seus pés!
    Um gênio.

  • 12 nada será como antes // 9/February/2008 às 13:43

    Fabio Negro,

    ….”eu me prosto”…

    Cuidado com a próstata.

  • 13 Fabio Negro // 9/February/2008 às 13:51

    Ela está à disposição de Stan Lee.

  • 14 Fabio Negro // 9/February/2008 às 14:00

    Aliás, falando em próstata, há algumas décadas estão tentando enfiar na do Stan Lee, com um revisionismo violento.

    Stan Lee não teria criado os perosnagens que ele nos disse, não teria tido participação ativa nos roteiros, nos rumos dos personagens.

    Que ele seria um ladrão de propriedade intelectual, que não dá a fama devida e nem a indevida aos co-criadores dos personagens Marvel.

    Eu acho fácil de acreditar que ele teve parceiros fundamentais mais importantes do que lee admita, mas difícil de engolir que ele não tnha sido o centro e a principal fonte da criatividade da Marvel nos anos 60.

  • 15 JW // 9/February/2008 às 16:01

    Gênio da cultura pop. É o mínimo que se pode dizer do velho Stan….

    Mas em se tratando de humanizar os personagens, ainda prefiro o Frank Miller…”A Queda de Murdock” é talvez a melhor série da Marvel em todos os tempos…

  • 16 Hugo Albuquerque // 9/February/2008 às 17:46

    O Stan Lee merece ser lembrado não apenas pelo Homem Aranha, mas sim por todas as suas criações.
    Ele pegou o genêro de super-heróis que havia perdido consideravelmente seu folego após a segunda guerra( e se encontrado levemente com a ficção cientifíca nos anos 50) e conseguiu botar humanidade naquilo.
    O Homem-Aranha é o jovem estudioso e perseguido pelos colegas por ser “nerd”, mas a noite veste uma fantasia e combate o crime.
    O Demolidor é um advogado cego que tem todos os demais sentidos ampliados e combate o crime secretamente.
    O brilhante Dr. Banner vira uma fera incontrolável, o Hulk, num belo paradoxo de como médico/monstro, civilização/barbaríe andam juntas.
    O próprio Capitão América que havia sido criado nos anos 40 como apenas mais um símbolo da patriotada na guerra ganhou um novo significado quando foi recriado por Stan nos anos 60; O herói passara vinte anos em animação suspensa e depertara num mundo que não era mais o seu, em suma, a metafora com a figura do veterano de guerra, figura tão comum na sociedade americana.
    Isso sem falar nos X-Men, troque a palavra “mutante” pela de qualquer povo perseguido na história da humanidade e você vai entender o que é perseguição e preconceito de uma maneira bem didática.
    Enfim, o que torna Stan grande é o caráter antropomórfico e universal de suas criações e de como ele representou com maestria o que há de melhor na sociedade e na cultura americana nas suas criações; A boa e velha América, sempre tão paradoxal, execrável em vários aspectos e sensacional em outros tantos.

  • 17 proftel // 9/February/2008 às 18:16

    Sei não, há coisas na vida que vão da época.
    Hoje não me vejo lendo gibis e, não é por falta deles, a sobrinhada arruma aos montes.
    O interessa acabou, só isso.

    :-)

  • 18 Gerson B // 9/February/2008 às 22:06

    Fabio Negro, o Surfista tambem é o meu personagem favorito.

    Mesmo como co-autor SL teve muita influência na Marvel e no gênero super-herois.

  • 19 Fabio Negro // 9/February/2008 às 22:39

    O Surfista Prateado é o meu favorito, mas a fase escrita pelo Stan Lee não é a minha favorita. Sou novinho :)

    Gosto da fase criada pelo Jim Starlin, e do vilão que ele criou, o Thanos. O cara nasceu em outra galáxia mas cita Nietzsche.

    Discordo do JW, que disse que Frank Miller humanizou mais que o Stan Lee, acho justamente o contrário, ele exarceba todas as carcterísticas morais e físicas dos personagens, tornando-os semideuses.

    Comparem com essa declaração do Stan Lee: eu vi uma mosca na parede e pensei ‘não seria legal um herói que fica grudado na parede’?
    E criou o Homem-Aranha.

    O Frank Miller, para escrever A Queda de Murdock, quis apresentar aos leitores a mãe do Matt Murdock. Ele e o desenhista (o milagrosamente bom David Mazzucchelli) empacaram pra decidir quem seria a tal mãe dele. Ficaram dias se telefonando, testando idéias e pá. Um dia ele sai pra fazer um cooper, ainda decepcionado por não escontrar uma solução pra personagem. Ele tem um insight durante a corrida, volta correndo muito rápido por vários quarteirões, dá uma ombrada na porta da frente da sua casa, telefona imediatamente para o desenhista e grita É UMA FREIRA! A MÃE DELE É UMA FREIRA!

    Quer dizer, até pra escrever o gibi o Frank Miller tem esses comportamentos folclóricos e caricaturais. Ele não gosta dessa humanização exagerada dos personagens, ele gosta da parte “super”. Inclusive uma de suas declarações mais polêmicas da década de 90 foi “Eu não quero ler ‘O Casamento do Flash‘. Quero vê-lo se mover rápido“.

    Gosto muito disso, também.

  • 20 Fabio Negro // 9/February/2008 às 22:50

    Proftel, depende do gibi que você leia, não é?

    Quando a gente é pivete, lê certas bobagens, quando agente cresce, lê outro tipo de bobagens.

    Por exemplo, sobre gibis, você poderia gostar muito de Preacher, aonde um pastor deixa de acreditar em Deus, depois acaba sendo atingido por uma força profana (fruto de uma transa entre um ano e um demônio), vê que o mundo espiritual de fato existe e decide ir atrás do Criador e matá-lo. E Ele fica morrendo de medo.

    Nesse gibi tem uma discussão hilária de porquê quem é fã de O Gordo e o Magro é quem entende de comédias e quem prefere o Chaplin gosta de transar com ovelhas.

    Ou Pride of Bagdah (que será lançado em português este ano) em que leões de um zoológico no Iraque acabam fugindo, em meio à guerra, e acabam chegando ao palácio de Saddam Hussein.

    Não gostei tanto, mas o final é de matar.
    Esse cara gostou:
    http://www.joio.com.br/?q=node/1131

  • 21 Hugo Albuquerque // 9/February/2008 às 22:51

    Fabio Negro,
    Por onde anda o Ron Lim que desenhou essa fase do Surfista escrita pelo Starlin?

  • 22 Gerson B // 10/February/2008 às 0:20

    Só uma correção: Thanos não nasceu noutra galáxia, mas em Titã, satélite de Saturno.

    Logo ali.

  • 23 confetti // 10/February/2008 às 7:25

    fabio, adoro seu teclado ! pena eu nao estar à altura pra debater detalhes preciosos que vc conhece e que eu teria que procurar na rede…

    presente pra vc…

    http://www.youtube.com/watch?v=wqaDYwrOCYg

  • 24 . flávio . . // 10/February/2008 às 11:30

    Fábio,

    em parte concordo que tem uma galerinha que pega pesado demais com o Stan, mas no fundo o problema de atribuição de créditos acaba sendo o mesmo que ocorre com Bob Kane e Bill Finger em relação ao Batman. A linguagem visual desenvolvida por estes artistas (Jack Kirby, Steve DItko e Finger) foi crucial para o sucesso dos personagens e a discussão que aparece para o público geral costuma se restringir aos roteiristas, fazendo parecer que o artista gráfico não passa de uma extensão da mente que bola enredos.

    Particularmente acho que todos esses caras merecem seu lugar ao sol, mas o grande mérito da arte seqüencial não está em reproduzir idéias da literatura (vide o caso de Hulk e Dr. Jekyll e Mr. Hyde) , transcrever situações sociais do momento (X-Men e a segregação racial) ou criar protagonistas parecidos com leitores da mídia (Homem-Aranha). O que torna HQs únicas é a poderosa síntese entre arte e texto.

    E fica aqui mais outro presente pros freqüentadores do blog:

    http://www.youtube.com/watch?v=vmUk-6wLe7E

  • 25 Fabio Negro // 10/February/2008 às 11:31

    Hugo, o Ron Lim continua desenhando, principalmente para a Marvel, mas nunca mais tocou em um projeto visado como essa fase do Surfista ou a Trilogia do Infinito.
    A próxima coisa dele que vai aparecer por aí é o final da Trilogia de Camelot (essa onda de trilogias…). Leeeeeeembra daquelas histórias onde o Homem de Ferro ia parar em Camelot e tinha que enfrentar o Dr. Destino lá? Tipo, uns 20 anos atrás? O David Micheline vai escrever mais essa última história.
    Esse ano a onda vai ser do Homem de Ferro, já que o filme vem aí. Não boto fé nem no filme nem nos quadrinhos, mas, quem sabe?

    Gerson, eu só quis dar uma exagerada e fisgar algum leitor causal :)
    Quando nã otem nenhum “civilk” na conversa, a gente gosta de chamá-lo de Thanos de Titã. Dra-má-ti-co!

    confetti, ‘bigadu pelo elogio :)
    E o que vale é ler/gostar, né?
    Discutir pormenores obsessivo a gente deixa pra petalhas e tucanalhas.
    Ei, gostei desse link! Gostei do review do Pride of Bagdah e da mina que fez o review.
    A entrevista com os dois caras do Cross Bronx também é da hora!

    Só espero que não pensem que eu atingi esse nível de nerdice, com bonezinho pra trás e frases de efeito ruins… :)

  • 26 confetti // 10/February/2008 às 11:44

    flavio, kkk o cara de shortinho verde parece o fred mercury…))

    aprendi a ler quase sozinha, lendo os gibis de meus irmaos…o vicio ficou ! aqui no marché aux puces, as vezes acho preciosidades vintage, baratézimo….

  • 27 Hugo Albuquerque // 10/February/2008 às 13:56

    Fabio,
    Valeu.
    Aliás, eu também não tô pondo muita fé nesse filme do Homem de Ferro, quanto a ver David Micheline escrevendo novamente o Homem de Ferro ainda mais com o Ron Lim desenhando aí eu já acho que pode dar caldo.
    O Micheline foi o disparadamente o melhor roteirista do vingador dourado, na pior das hipoteses vai ser bem melhor que essa fase atual escrita pelos Knauf que é um lixo.

  • 28 Ricardo Alexandre da Silva // 10/February/2008 às 19:30

    Caríssimos(as):

    Dos onze aos quinze anos eu acompanhei as histórias do escalador de paredes pela abril. No meio da adolescência abandonei os gibis. Muitos anos depois, passando por uma banca na praia, vejo uma revista muito bonita, com uma capa bem desenhada. Homem-Aranha 1. Editora Panini. Comprei. Comprei todos os outros números desde então. E já estamos no 73.

    O que tem me deixado maluco é o revisionismo produzido na vida do Peter. O cretino do roteirista da principal revista do Aranha nos EUA revisou o passado do herói, fazendo com que a Gwen, por quem eu havia chorado na pré-adolescência, tivesse sido amante do Duende-Verde, com quem inclusive teve um casal de gêmeos (!?!?!)….

    Mas a coisa está ainda pior. O editor atual, Joe Quesada, consentiu em um experimento ainda mais bizarro que a segunda saga do clone…Permitiu que todas as memórias de Peter fossem apagadas, em razão de um pacto com Mephisto, para salvar a vida de May Parker…Haja babaquice!!!!…Mephisto?!? Memórias de Parker apagadas?!? Nas histórias do Aranha, salvo nessa negra fase com J. Michael Straczynski, nunca houve apelo ao sobrenatural…

    A vida de Peter foi completamente bagunçada e há o risco do personagem perder muito de seu charme. Ele inclusive se esqueceu de seu casamento com Mary Jane…

    No Omelete saiu uma mátéria sobre o assunto. A cretinice do atual roteirista do aracnídeo e do atual diretor ao menos servem para tornar ainda mais visível a inventividade do grande Stan Lee.

    Coridialmente,

    RAdS.

  • 29 Fabio Negro // 10/February/2008 às 23:09

    Hugo, eu discordo de leve: a fase escrita pelo Micheline era muito legal, mas muito, também, por causa do desenhista, o Bob Layton.

    Agora, a fase escrita pelo John Byrne… 15 anos antes da China virar moda no mundo. Aquilo era o Homem de Ferro!

    Flavio (tu era o flávio que vivia no extinto Blogzine?), é um tanto raro a integração total entre desenho e roteiro.
    Mas o Marvel way criado pelo Stan Lee favorece bem mais que o full script habitual.

    1)Stan Lee faz uma sinopse em prosa bem resumida.
    2) O desenhista interpreta aquilo em forma de desenho, tendo liberdade de acrescentar muita coisa não prevista num primeiro momento.
    3) Stan Lee volta e coloca seus fantásticos diálogos pomposos e eruditos na boca dos pesonagens.

    O texto faz a sua parte e o desenho também.

    É um dos motivos de Stan Lee ser leve de consumir e Alan Moore ser um “prazer difícil”.

    (lembro de uma frase final em um gibi do Stan Lee, onde uma criatura derrota seu criador e vai embora desolada, sem eira nem beira, e o recordatório diz: “E então chegará o dia em que o filho se tornará pai do homem“. Não sei o que significa até hoje, mas é tão lindo!)

  • 30 Carlos Magno // 11/February/2008 às 0:41

    Quando eu era criança não gostava de ler o Super-Homem porque ele era absoluto e imbatível, só detrotado pela tal kryptonita.

    Depois, quando a Marvel Comics adquiriu os direitos de divulgação eles o enfraqueceram criando super vilões com poderes iguais ou superiores aos dele. Além de colocar-lhe na consciência dramas existênciais que até então não possuia. Então ficou mais interessante porque também apanhava.

    O Homem-Aranha é engraçado, atualizado e até patético. É realmente o melhor.

  • 31 Hugo Albuquerque // 11/February/2008 às 10:28

    Fabio Negro,
    O Bob Layton desenhou algumas histórias, mas na maior parte do tempo ele apenas co-roteirizou e arte-finalizou as histórias.
    Na minha opinião a fase do Micheline é disparadamente a melhor do Homem de Ferro principalmente pela abordagem humana que ele dava a Tony Stark, em especial no épico “Demon in a Bottle”, arco em que melhor se trabalhou o alcoolismo de Stark e onde ele (Micheline) teve John Romita Jr como desenhista e Layton como co-escritor e arte-finalista.
    Houve outras boas fases como a escrita por John Byrne e desenhada por John Romita Jr que você citou (e eu também gosto muito) e outra no meio dos anos 80 escrita pela Denis O’Neill, mas não creio que foram tão boas quanto a de Micheline.

    RAds,
    Concordo plenamente contigo sobre a atual fase do Homem Aranha que é lixo puro, nem vale a pena acompanhar.

  • 32 confetti // 12/February/2008 às 9:27

    esse post ja dançou….((

  • 33 Fabio Negro // 12/February/2008 às 14:50

    Confetti, é você quem tá na França? Se sim, olha esse blog. As dicas de gibis europeus são do caraça.
    http://lerbd.blogspot.com/
    (ei, o post continua, mas aqui gibi não é o forte da galera).

    Hugo, eu considero que Micheline se voltou muito pro Stark e pouco pro Latinha. Enquanto Byrne entendeu a amalgama de ser “civil” e super-herói ao mesmo tempo.
    Li pouco do Micheline, mas sempre me lembro dessa sensação que tive.

    É mais de acordo com o Stan Lee, né?

    Aliás, acho o Stan Lee muuuito parecido com o Spielberg, Hitchcock, Howard Hawks…
    Um cara preocupado quase exclusivamente com o aspecto artesanal, o como-fazer, as regras da sua arte.

    É certo que hoje ele é ultrapassado, não deu importância nem acompanhou a evolução dos quadrinhos de super-herói, de como o tom da violência e o facismo subiram muito, MUITO de tom.

    Mas muito das coisas que ele fez não se tornaram velhas, ficaram clássicas. E isso é um tributo à técnica e um chute na bunda da “idelogia da arte”.

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