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McCain, Obama e Hillary

February 8th, 2008 · · 39 Comentários

Alerta aos democratas – não que eles sejam sensíveis o suficiente para compreender. A Super Terça-feira presenteou os democratas com a definição do nome que eles enfrentarão nas próximas eleições. Será que seu partido, agora, vai escolher a pessoa mais polarizante que há na política contemporânea mesmo sabendo que os republicanos escolheram um sujeito que tenta compensar sua fraqueza perante os conservadores com sua força perante eleitores independentes que são essenciais para vencer na corrida para a Casa Branca?

Há uma injustiça, aí, no artigo de George Will publicado hoje no Washington Post: Hillary não é a pessoa mais polarizante da política norte-americana atual. George W. Bush é que é. Hillary e Obama são muito parecidos em suas plataformas e muito pouca coisa os divide. O melhor argumento para Obama é justamente este que será muito repetido ao longo das próximas semanas. McCain atrai eleitores não republicanos. Hillary afasta muita gente. Todo mundo que vota em Hillary vota em Obama. O contrário não é necessariamente verdade.

Tags: EUA

39 Comentários até agora ↓




  • 1 Pax // 8/February/2008 às 11:10

    “Hillary não é a pessoa mais polarizante ”

    Pode não ser a mais, mas é. Plataformas iguais não significam exatamente que não haja rejeição com as pessoas.

  • 2 Gustavo Timm de Oliveira // 8/February/2008 às 11:22

    Depois de alguns dias distante, de volta a este espaço. Só para dar um bom dia.

    Abraço!

  • 3 Zé Bush // 8/February/2008 às 11:32

    well…..começo a ter a impressão que Obama chegou até onde chegou apenas por passar uma sensação de…”novidade”, “renovação”….e só isso não ganha eleição.

  • 4 Sabrina // 8/February/2008 às 12:00

    Mas por que eu tenho a impressão que já vi esse filme?

    Candidato ovacionado pelas massas, que representa o sonho americano, um que ninguém aposta um figo seco pra vitória dele…..

    Pow, será que ele teve algumas aulinhas com Lula e a gente não tá sabendo? D’OH!

  • 5 Marcelo P. // 8/February/2008 às 12:13

    “Aulinhas com o Lula”?

    Pra mim o Obama está mais é pra Collor, isso sim…

  • 6 Jåµë§ ßønd™ // 8/February/2008 às 12:23

    -= @ Marcelo P.:

    Eu não diria Collor… acho que eu o classificaria mais ou menos com um mix entre Ciro Gomes com algumas pitadas de Lula e uma dose daquele rapaz daqui do Rio de Janeiro… não lembro o nome direito… Lindberg Farias, não é?

    – X –

    Ainda sou mais a Patricia Pillar

    – X –

    @ Confetti:
    hey… você é bem vinda no meu blog sempre!

  • 7 Renato // 8/February/2008 às 12:24

    Prezado PD,
    perdão pelo off-topic mas creio que essa é uma notícia que vai achar interessante http://noticias.correioweb.com.br/bbc/bbc.htm?date=20080208T130644

  • 8 Clayton Mendonça Cunha Filho // 8/February/2008 às 12:35

    Se os Democratas escolherem a Hillary, prefiro que ganhe o McCain mesmo. Não vai haver muita diferença entre os dois e pelo menos já estaremos preparados, sem aquela ilusão paralisante de que os Democratas são os mocinhos e os Republicanos os bandidos…

  • 9 Leila // 8/February/2008 às 12:47

    Pedro, assino embaixo. Pessoalmente não tenho nada contra a Hillary, mas nunca quis que ela fosse candidata justamente porque ela pode ser mais facilmente vencida pelos republicanos do que os demais candidatos democratas.

  • 10 Leila // 8/February/2008 às 12:48

    Ah, e especialmente pelo McCain, que é queridinho da mídia e vendido como o “maverick” de seu partido.

  • 11 Mr X // 8/February/2008 às 13:05

    Eu espero que a Hillary ganhe as primárias, justamente porque pode ser mais facilmente vencida pelos Republicanos, mesmo que o McCain no fundo não seja tampouco grande coisa.

    O Obama? É um sujeito simpático e carismático, bem mais difícil de combater do que a Hillary, mas que se chegar à presidência não poderá jamais fazer jus as altíssimas expectativas de “mudança” que cria. Vai mudar tão radicalmente o que? Ele próprio é esperto o suficiente pra só fazer promessas vagas, mas não atreladas a nada de concreto. “A mudança somos nós”. “Yes, we can”. “Blá blá blá”.

    p.s. Nem todo mundo que vota em Hillary vota em Obama: os latinos ainda tem desconfiança nele e votaram em massa nela, e muitos, hoje, votariam no McCain em vez de no Obama. Mas é possível que o Obama vença as primáries e coloque um VP latino, o que arrasaria.

  • 12 Mr X // 8/February/2008 às 13:24

    Por outro lado, o grande problema vai ser mesmo se o Obama quiser impor algum “change” radical e se der mal na parada. Mas acho que ele é suficientemente esperto pra não cair nesssa roubada.

  • 13 Ueta // 8/February/2008 às 13:29

    Pdro,
    tinha lido ontem o artigo e gostado muito.
    O Will é dos melhores articulistas conservadores da imprensa ianque.
    Se de fato ele exagera ao dizer que a Hilária é a figura pública mais polarizante dos EUA, não teria em nada distorcido os fatos se a definisse como a Democrata mais polarizante.
    É um pequeno problema, porém, em um texto que conta sucintamente como os Democratas se transformaram nos reis do tiro no pé (posto que disputam cabeça a cabeça com a esquerda italiana e os tucanos).

  • 14 Mr X // 8/February/2008 às 13:34

    O G.W. Bush não é polarizante, ele morreu há um ano atrás ou mais.

  • 15 aiaiai // 8/February/2008 às 14:51

    Pedro,

    Acho que vc pegou meio pesado…
    ” Todo mundo que vota em Hillary vota em Obama. O contrário não é necessariamente verdade.”
    Se fosse assim, os democratas nem iriam à convenção, já ficavam com o Obama e pronto.
    Particularmente, gosto mais da idéia de um democrata, para quebrar os oito anos de menino bush…mas acho que para o Brasil seria melhor o McCain, porque os republicanos em geral não se preocupam muito com a AL e nos deixam mais em paz do que os democratas.

  • 16 Nando // 8/February/2008 às 15:13

    Há um dado importatíssimo: o Obama é bem mais unificador que o McCain e atrai inclusive alguns republicanos (além de mais independentes que a Hillary, e que o próprio McCain). Pode ser mais por rejeição a Hillary do que aos méritos de Obama, mas os ataques de Obama ao governo Bush são justamente os que os próprios republicanos fazem - e Obama foi desde o início contra a guerra. Sem falar que Obama elogiou a força política e o momento de Reagan, um republicano (apesar de em nenhum momento dizer que concordava com ele).

    Acho o Obama um candidato espetacular, dentro das relatividades naturais do mundo político. O melhor disparado do que qualquer outro.

    Sobre a semelhança de políticas entre ele e Hillary, sugiro ver o vídeo de Lawrence Lessig sobre as diferenças que importam.

  • 17 Saladino // 8/February/2008 às 15:36

    A grande diversão é ver um candidato vilipendiado por boa parte da mídia neocon ser o candidato republicano…

  • 18 Clara // 8/February/2008 às 15:54

    É uma pena quue uma candidata muito qualificada e com programa de governo(há muito tempo) tenha essa onda conra si.

    Dos tres restantes, ela é de longe, a melhor. Disparada. O resto é machismo, fofoca e gogó.

  • 19 Marcos Araújo // 8/February/2008 às 15:55

    Reitero o que venho dizendo desde que o Pedro Doria começou a articular sobre essas “emocionantes” primárias americanas:

    1) Mais uma vez os democratas darao um tiro no pé (afirmei isto ante-ontem neste blog) e escolherao a Billary como candidata. A menos que acordem a tempo e escolham o Obama. Algo meio improvável, nesta altura do campeonato;

    2) Sendo a Billary a candidata democrata, o McCain despedaça, mastiga e engole. O próximo presidente dos USA se Chamará John McCain;

    3) Sendo o Obama o escolhido, derrota para McCain.

    Quando a Billary perder, os democratas deverao esquartejar, salgar e expor os pedaços do Bill Clinton em praça pública. Bill levará os democratas à derrota. O cara e a mulher, mais o McCain, representam o passado. Obama é o futuro, um futuro melhor para os USA.

  • 20 Marcos Araújo // 8/February/2008 às 16:01

    Clara, se machismo existe - e existe - ele vem do eleitor médio americano, que nunca votará numa mulher para presidente dos USA. Mas votaria num mulato, porque é homem. Nao acredito que os americanos, em geral, ainda estao prontos para eleger uma mulher presidente. Esse dia virá, mas nao será em novembro próximo.

    Sejamos realistas, estes sao os fatos.

  • 21 Clara // 8/February/2008 às 16:42

    Sejamos realistas, estes sao os fatos.

    São contra fatos como este -entre outros, evidentemente - que se deve lutar e persistir, nunca desistir.

    Outra coisa, Marcos, chamar a Hillary de “Billary” é sacanagem, já que a Hillary, na época de Bill, tinha atuação, e teria mais ainda se não fosse isolada por lobbies republicanos e mesmo democratas, por seu plano em relação à saúde.

    Não se vota em alguém que surgiu praticamente agora e fala bonito. Nada contra o Obama, ele é jovem, mas ainda tem chão a percorrer, e pensar melhor um governo.

  • 22 Marcos Araújo // 8/February/2008 às 17:46

    Clara, você tem razao no 1° parágrafo.

    2° parágrafo: Billary é o nome que a mídia americana tem dado à dona. E com razao: sem o Bill a Hillary nao é nada políticamente, é apenas uma penetra que deve sua carreira política ao “marido”. Deve até seu título de senadora ao Bill, que batalhou por ela e levou-a à vitória. Quanto àquele plano de saúde, ela nao agüentou o tranco porque nao tinha nenhum cacife político, e o Bill nao ajudou porque tornou-se um pato manco político de tanto “brincar” com assistentes e encher o côco da Hillary de chifres. Num país hipócritamente conservador como os USA, tal comportamento de parte de um político importante é mortal e respinga também nos próximos colaboradores. E tem mais: Sem o Bill ela nao teria chegado até onde chegou nessas primárias americanas. Daí o apelido de Billary cola muito bem. Sao os fatos; tem nada a ver com sacanagem. O Bill está é atrapalhando a Hillary. Quer aparecer mais que ela e já levou um pito e baixou a crista.

    3) Discordo. Vota-se, e em todo o mundo. 62 milhoes votaram no Mulla, nao? Surgiu do nada e fala bonito até hoje. Isto é, mente compulsivamente e fala pelos cotovelos até hoje. Pelo menos o Obama diz algo de conciso e concreto, sabe conjugar seus verbos; o Mulla só fala cretinices e é ovacionado. Ser jovem - relativamente, digamos, no caso do Obama - nao é sinônimo de ser imaturo e nao saber pensar um govêrno. Govêrnos sao contruídos por equipes de pessoas competentes, que sao escolhidas a dedo para ajudar o presidente ou primeiro-ministro de um país. Ninguém governa um país sozinho. Existem vários líderes políticos pelo mundo afora - alguns sao presidentes e primeiro-ministros - ainda mais jovens que o Obama.

  • 23 Marcos Araújo // 8/February/2008 às 18:05

    Linda: Nao deixa de ser a realidade. Sim, sao fatos. Nos USA. Sem o Bill, políticamente a Hillary nao seria nada. Ele ajudou a construir a carreira dela, pedra por pedra, e levou-a à vitória como senadora por New York. Sem ele, ela nao teria ido tao longe nessa primárias.

    Ela nao aguentou o tranco no caso do plano de saúde porque nao tinha nenhum cacife político e o Bill já estava perdendo o seu, tornando-se um pato manco devido às suas traquinagens com dezenas de assistentes e aos chifres que lascava na Hillary. Num país hipócrita como os USA, estas traquinagens sao mortais e respingam em volta, sujando colaboradores próximos. O apelido Billary cola muito bem, e nao é sacanagem alguma no caso especfico da Hillary.
    Compare com uma Angela Merkel…

    Quanto ao seu ­último parágrafo, discordo. Vota-se sim, e em todo o mundo. O Brasil pulula de exemplos notórios - vide o Mulla. O Obama é relativamentre jovem, mas nao é trouxa. Fala conciso, claro e concreto. Ninguém governa país nenhum sozinho; colaboradores competentes e experientes, escolhidos a dedo, existem para ajudar um presidendete ou primeiro- ministro a governar. John Kennedy nao era mais velho nem mais experiente que o Obama quando foi eleito senador e depois presidente.

  • 24 Marcos Araújo // 8/February/2008 às 18:06

    Perdao, Clara e nao Linda.

  • 25 Mr X // 8/February/2008 às 18:33

    Billary é preconceito, por isso eu a chamo apenas de HITLARY :-D :-D

    Não acho que o que pese contra a Hillary o fato dela ser mulher, não. É sua carreira política mesmo.

    “futuro melhor para os EUA”

    Caramujo, logo você querendo um futuro melhor para os EUA! Quem diria! :-)

  • 26 Mr X // 8/February/2008 às 18:34

    Já vi que quando começarem a criticar o Obama vão dizer, “só porque ele É NEGRO”.

  • 27 Dino // 8/February/2008 às 19:13

    Nesta “entusiasmante” cobertura das primarias estadunidense, só faltou o comentário do mestre Josef Mario no seguinte conteúdo:
    Eu, Joséf Mario devo dizer que o companheiro Pedro Doria, ao tentar cobrir as primarias dos companheiros norte americanos, reacionários, direitões e facistões, está perdendo o seu tempo, pois nós companheiros petistas, socialistas e bolivarianos por sermos analfabetos, sabemos apenas votar em nomes com no máximo 4 letras como Lula e partidos com de 2 ex: PT. Excedendo nossa capacidade de raciocínio essa seqüência de terça, super terça, delegados, super delegados e etc. Assim sendo, essa enfadonha cobertura só serve para o deleite dos companheiros baba-ovos dos reacionários, direitões e facistões estadunidenses, fingirem afinidade com o sistema eleitoral que nem os próprios inventores compreendem. Obrigado.

  • 28 Clara // 8/February/2008 às 19:35

    Marcos, e o Bill, iria tão longe sem a Hillary? Claro que não!

    Outra: ela não ficou isolada por conta das traquinagens do Bill(quanta intimidade!), e sim por conta de lobbies poderosíssimos. A questão da saúde foi logo no início do primeiro governo Clinton. O grande caso que quase o levou ao impeachment - o de Monica Lewinsky - explodiu no início de 1998.

  • 29 Marcos Araújo // 8/February/2008 às 19:48

    Mr. X: Nao tenho nada contra a Hillary pelo fato de ela ser mulher. Existem milhoes de mulheres bem mais competentes que milhoes de homens. E várias que merecem ser presidentes ou primeiro-ministros de países.

    O fato é que o eleitor americano médio ainda nao está disposto a eleger uma mulher presidente dos USA. E a Billary (desculpe Clara, nao faço piada) contra o MCain, perderá. E continuo a sustentar que a carreira política da Hillary foi construída pelo Bill, o maridao safado. Sem ele, ela nao é nada políticamente. Os dois sao com unha e carne, ela mais unha e ele mais carne. Hipócritas ambos, mas assim sao todos os políticos, em qualquer lugar do mundo.

    Porque eu, o Caramujo, nao desejaria um futuro melhor para os USA e seu povo? (Isto nao quer dizer que apoio o imperialismo ianqui. E nem o chinês, o inglês, o russo, o …). Assim como para o Brasil e seu povo sempre enganado pelos politiqueiros de plantao? Nao detesto os USA como país e tampouco o povo americano. Sempre tive, tenho e terei - enquanto viver - asco pelo Establishment americano. Como tive, tenho e terei pelo establishment feudal brasileiro.

    Está claro ou quer que eu desenhe? :o))

  • 30 Marcos Araújo // 8/February/2008 às 19:50

    Bravo Dino! Boa! Nao demora o verdadeiro Josef Mario aparece para dar-lhe um cascudo :o)) Ou será que o Dino é o JM e vice-versa?

  • 31 Marcos Araújo // 8/February/2008 às 19:59

    Clara, você tem toda razao sobre os tais lobbies poderosíssimos. Mas, infelizmente, ela nao teve - e talvez ainda nao tenha - cacife político para enfrentá-los, devido à fraqueza da administraçao do Bill, causada por ele mesmo e pela hipocrisia do establishment americano. Naquela época, eu torcí para ela, desejei, e muito, vê-la vencer.

    Na minha resposta ao Mr. X, o 2° parágrafo também vale para o Bill. Unha na carne…Hillary é uma advogada muito inteligente, senao genial. Competente, capaz. E ainda bela mulher, por sinal. Mas, nao leva a presidência em novembro contra o McCain. E olhe lá que nao tenho nenhuma simpatia por este tal de McCain…

    Político é tudo bicho safado.

  • 32 Dino // 8/February/2008 às 20:02

    Quem me dera Caramujo, gostaria de ter somente 10% da capacidade de escrita, humor e conhecimento do ilustríssimo JM, ou melhor, do grande mestre que usa o nick.

  • 33 Marcos Araújo // 8/February/2008 às 20:10

    Clara: Bem antes da Monica, o Bill já era um safadao, e a Hillary sabia bem disto. O Clinton nunca foi um presidente forte, tinha muito papo -vazio - e gostava de se exibir tocando saxofone. Esta fraqueza política da presidência do Bill Clinton ajudou a nocautear a Hillary no caso do plano de saúde. Tampouco o Bill teve fôrça política para enfrentar os poderosos lobbies. Porém, ela nao teve tato nem diplomacia suficientes para trazer o povo e a imprensa amaricanos para o seu lado. Falta de tato e poder de persuasao é uma das fraquezas da Hillary, apesar das muitas qualidades. Agressividade e cinismo somente nao podem vencer. Ela projeta uma imagem de agressividade e isto nao é somente devido ao ataque constante dos homens políticos. É sobretudo um caso de personalidade e imagem.

  • 34 Marcos Araújo // 8/February/2008 às 20:23

    Pessoal, perigo à vista para os democratas, seja numa chapa Obama-Clinton ou Clinton-Obama!

    Acabei de ler aqui, no Courrier International, que existe uma possibilidade - digo bem possibilidade - que o McCain convide o Collin Powell - lembram-se? - para integrar a chapa republicana como vice. Se isto se tornar realidade, os democratas podem perder o páreo em novembro. Aí sim que será interessante ficar acordado na noitada da eleiçao presidencial americana!

  • 35 anrafel // 9/February/2008 às 4:13

    Via de regra, escolhe-se o candidato a vice para atrair eleitores ou indecisos ou com alguma antipatia em relação ao cabeça de chapa.

    O sujeito de centro corteja a esquerda/direita, o de direita/esquerda acena para o centro. Obama/Hillary ou Hillary/Obama não parece enquadrar-se nessa equação. Não sei se saem vice um do outro.

    E esse é o problema: até que os democratas tenham o nome definido, e partem para estabelecer os parâmetros para a escolha do vice, os republicanos já podem estar há algum tempo com a dupla formada.

    E na disputa democrata podem surgir ou se consolidar feridas e ressentimentos entre os candidatos, inviabilizando não só a escolha como vice, mas até o próprio apoio militante.

  • 36 anrafel // 9/February/2008 às 4:18

    Corrigindo: “… o nome definido, e partam para…”

    Pois então, o surgimento do nome de Colin Powell denota uma atitude de confiança na vitória.

    Uma pergunta: Al Gore já declinou apoio a alguém?

  • 37 confetti // 9/February/2008 às 6:57

    digam o que disserem, os estados unidos continuam sociologicamente mais avançados que nenhum outro pais : onde mais tem uma mulher e um negro disputando presidencia ? é como o rock, o chewing gum, o aspirador de po, o peace and love : eles começam e nos seguimos, anos depois….that’s the point !

  • 38 Abreu // 9/February/2008 às 14:06

    De certa forma, Pedro, o que eu observo aqui é que Bush já é carta fora do baralho. Os democratas não ganharão a eleição só se colocando como opção ao governo que está aí, até pq ele não é o candidato.
    Hillary é assim, por eliminação, a pessoa mais polarizante: nos EUA de hoje ou se ama a ex-primeira-dama ou se a odeia.

  • 39 marguerita // 13/February/2008 às 5:05

    http://thepoignantfrog.blogspot.com/2008/02/pulse-hillary-girl-time-when-somebody.html

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