Alerta aos democratas – não que eles sejam sensíveis o suficiente para compreender. A Super Terça-feira presenteou os democratas com a definição do nome que eles enfrentarão nas próximas eleições. Será que seu partido, agora, vai escolher a pessoa mais polarizante que há na política contemporânea mesmo sabendo que os republicanos escolheram um sujeito que tenta compensar sua fraqueza perante os conservadores com sua força perante eleitores independentes que são essenciais para vencer na corrida para a Casa Branca?
Há uma injustiça, aí, no artigo de George Will publicado hoje no Washington Post: Hillary não é a pessoa mais polarizante da política norte-americana atual. George W. Bush é que é. Hillary e Obama são muito parecidos em suas plataformas e muito pouca coisa os divide. O melhor argumento para Obama é justamente este que será muito repetido ao longo das próximas semanas. McCain atrai eleitores não republicanos. Hillary afasta muita gente. Todo mundo que vota em Hillary vota em Obama. O contrário não é necessariamente verdade.




