Uma entrevista aos sábados
Permaneci no Partido Comunista não por motivos políticos mas por razões autobiográficas. Não é por idealismo em relação à Revolução de Outubro. Não sou idealista. Ninguém deveria se iludir a respeito das pessoas ou coisas com as quais nos preocupamos. Comunismo é justamente uma das coisas com as quais tratei de não me iludir, embora tenha feito o que pude para permanecer leal a ele e a sua memória. O fenômeno do comunismo e a paixão que ele levantou foi algo específico ao século 20. Foi uma combinação de grandes esperanças nascidas do progresso e da crença na melhoria da humanidade durante o século 19 além da descoberta de que a sociedade burguesa na qual vivemos, não importa quanto sucesso tenha feito, não funciona e, em alguns momentos, pareceu próxima ao colapso. Como não entrou em colapso, criou grandes pesadelos.
Os EUA obviamente escolheram a barbárie contra o socialismo, no Afeganistão. Eles financiaram a al-Qaeda e o Talibã porque acreditavam que o comunismo era uma opção pior. Eu não acho isso. Também não acho que a al-Qaeda ou o fundamentalismo sejam os maiores perigos enfrentados pelo capitalismo. O capitalismo sobreviverá a eles e fará dinheiro com eles. O fundamentalismo islâmico não é um grande perigo porque não é capaz de vencer guerras. Para compreender a situação atual, é preciso compreender que o Onze de Setembro jamais ameaçou os EUA. Foi uma tragédia humana que humilhou os EUA, mas o país não estava de forma alguma mais fraco após os ataques. Três ou quatro ataques equivalentes não mudarão a posição de poder dos EUA no mundo.
Os EUA são o grande poder propagandístico do mundo. A França o foi em 1789, depois o foram os comunistas, e agora são os EUA, em si também um regime revolucionário. Quando você tem a chance de espalhar sua influência, termina se transformando num império. É o caso francês no período de Napoleão. Eles alegavam estar fazendo o bem para os países que conquistavam, mas eram considerados simples conquistadores pelo resto do mundo. A diferença é que, diferentemente do caso alemão, que não quis fazer bem para todo mundo, os franceses e os russos tinham e os americanos têm mesmo o objetivo de fazer o bem ao espalhar suas idéias. Agora, os americanos têm a chance de fazer o que os franceses fizeram no tempo de Napoleão, e os argumentos pró e contra são parecidos.
Eles usaram o Onze de Setembro como oportunidade para demonstrar que são o único poder com a capacidade de domínio. Agora, qual o objetivo deles além de provar que conseguem dominar outro país é difícil de dizer. Não há qualquer justificativa racional para a Guerra do Iraque. Os EUA terão de aprender que há limites até mesmo para seu poder e, com alguma sorte, acho que isto acontecerá. Neste momento, no entanto, o processo de aprendizado mal começou.
Eric Hobsbawm, 2002
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Agora eu desisto!
O Dom Casmurro acha que a Igreja Católica é socialista e pobre.
E destaca que Platão, comunista, era de uma das famílias mais ricas da Grécia.
Brancaleone,
voltando aos meus bordões,
uma má interpretação de Jesus, gerou a inquisição, uma má interpretação de Marx gerou o stalinismo, uma má interpretação de Nietzsche gerou o nazismo.
Mas apesar de tudo, o sociedade tem melhorado.
Não faz muito tempo a escravidão era legal, a jornada de trabalho era de 16 horas e, ainda no do século XX, vários países da Europa ostentavam a mais espantosa miséria.
Dizer que a sociedade não tem melhorado, que a justiça social não evolui é que é não reconhecer a realidade.
Se a educação cada vez mais atinge uma maior quantidade de pessoas, chegará um tempo em que todos terão um certo nível de educação.
E uma pessoa com certo nível de educação não aceitará ser explorado descaradamente.
Querer que a sociedade retroceda às explorações descabidas do século XIX é que é não reconhecer a realidade.
O sonho de Hitler era restabelecer o Império Romano.
O sonho de certos capitalistas é restabelecer a exploação descarada do século XIX.
Milton Friedmann, a eminência parda de vários governos republicanos dos Estados Unidos, dizia isso claramente.
No paíse escandinavos quase não existe mais miséria e são todos de centro-esquerda.
correção -o sonho de certos capitalista é restabelecer a exploração descarada do século XIX
o sonho de certos capitalista é restabelecer a exploração descarada do século XIX
Ufa! menos generalização já é alguma novidade. Agora eu posso dizer que o sonho de certos esquerdistas é restabelecer a exploração descarada do século XX, aquela que se denominava socialismo mas que uns chamam de comunismo.
Já sobre o regime de partido único nos países escandinavos, confesso que não sabia.
Chest,
Vou ler mais tarde, obrigada.
Cecilia querida,
Você é sempre gentil. No papel, realmente fica bem melhor. Chato é que também saiu um artigo do Zé de Souza Martins, sobre Educação, dos mais interessantes, mas é só pra assinantes. Amanhã vou ver se consigo resolver o enrosco de não conseguir acessar todo o jornal, apesar de ser assinante..:((
Microempresário,
o bordão principal de Friedmann, a eminência parda dos governos republicanos de Nixon a Bush pai, era que a sociedade devia retornar às regras do século XIX.
Os países escandinavos não têm partido único, mais a social democracia tem sido dominante em todos os governos.
Dom Casmurro:
Já vi que não me saio bem querendo ser irônico. Vamos lá, direto e franco:
Você deve lembrar de quando falei, alguns posts atrás, dessas generalizações do tipo “todo direitista é mau” e “todo esquerdista é bom”. Brinquei com o fato de vc usar a palavra alguns, o que realmente já é um avanço. Mas o problema persiste: então a direita é ruim porque o Friedmann disse, blá blá bla
Só que eu posso ser de direita sem necessariamente concordar com tudo que o Friedmann disse. Na verdade, eu posso achar que o Friedmann não é um bom exemplo da direita, assim como alguém de esquerda pode reclamar se eu usar Stalin ou Mao como exemplo da esquerda.
Quanto aos países escandinavos, sem ironia também: dizer que “todos são de centro-esquerda” a mim parece tão fútil como dizer que todo alemão gosta de batatas ou que todo português é bigodudo e dono de padaria. Tenho certeza que nos países escandinavos, como em outros países democráticos, há diversidade de opiniões, como é natural na espécie humana. E a social-democracia européia não tem nenhuma oposição ao capitalismo, muito pelo contrário: lá o direito de propriedade é plenamente respeitado, bem como o direito à livre-iniciativa. Espero que não voltemos para a velha confusão entre “capitalismo real” e “capitalismo selvagem de caricatura”.
Sinceramente, já está ficando monótono de ver românticos e sonhadores desfiarem falácias em prol do “socialismo perfeito”, sem definir afinal o que isso vem a ser.
Albinha,
Eu se fosse vc. não dava trelas para um deselegante e casca-grossa como o Chester foi com vc. Mostrou ali toda a educação que recebeu de berço, provavelmente em algum quartel de cavalaria.
Bem, Microempresário,
o que eu não acredito é na ” mão invisível do mercado que regula tudo”, e sim acredito, que os governos de todos os países incentivam ou coibem o que lhes convém e que deve ser assim mesmo.
Eu sempre me alinhei com a social democracia, ampliação dos direitos sociais dentro da democracia.
Eu sempre falei que as “revoluções só acontecem quando não há nenhuma outra alternativa (Trotski).
Que a Revolução Francesa foi culpa da extrema insensibilidade da “nobreza” o mesmo acontecendo com a Revolução Russa.
E que a sociedade humana está evoluindo para uma melhora dos direitos sociais.
Mão invisível no meu bolso eu conheço de longa data. Já a que regula tudo, não vi.
Dom Camurro Patriarca,
A Revolução é um processo histórico que ocorre de tempos em tempos, normalmente ou ela ou a barbaríe, creio que ela seja inerente a vontade humana.
Jaca…a inveja é uma merda, fica na tua que a conversa ainda não chegou na cantina.
Cantina???? O cara tá escrevendo do quartel-general. Tá de prontidão? Já descobriu o que foi o positivismo?
Senhor Dom Casmurro (159)
Seu comentário traduz o ponto que busquei destacar: o senhor acredita na força, na veracidade, na autenticidade das idéias que defende, advoga, explana sobre. Em meu entendimento, o senhor é um idealista. Poderia discordar das suas idéias, mas jamais negar que o senhor as possui.
Quanto ao Sr. Hobsbawn, o próprio afastou qualquer dúvida: não ‘professava’ as idéias de um partido.
Se isso for algum tipo de ‘idealismo’, então realmente nada será como antes…
Surf,
Obrigada mesmo pela força. Mas o Chest e eu nos conhecemos de longa data e conseguimos conversar quando ele lê direito o que escrevi, por exemplo.
Falando nisso, chest, bem que você podia dar um tempinho, né mesmo? Cantina? :((
Chest… a inveja é uma merda, fica na tua que a conversa ainda não chegou ao estábulo.
eu ia falar pior, segui seu conselho (leitura mental) e peguei leve.
Hobsbawn vegeta !!! ops!! Vive !!!!!
E não é que fez um meia-meia-meia culpa mesmo?! Agora, essa de se definir marxismo que não é socilasmo etc. é papo para boi dormir. É desvencilhar os pregadores de usas religiões.
Mas vai uma sugestão de leitura, da coluna de Eli Gaspari de ontem, outro “ismo” bem pior do que capitalismo::
“EM 1921, NO COMUNISMO, COMIAM-SE CRIANÇAS
No no que vem chegará às estantes de Pindorama um grande livro. É “Os Murmuradores” (”The Whisperers”), do professor inglês Orlando Figes. No ponto de partida é um retrato da vida privada do povo russo durante o stalinismo, mas na linha de chegada é uma viagem pelas trevas da alma humana.
Tratar de livro que só sairá em português no ano que vem é chatice pernóstica, mas o novo trabalho de Figes é uma oportunidade para que se resgate outra obra dele, publicada em 1999 no Brasil, que passou despercebida. É a monumental “A Tragédia de um Povo -A Revolução Russa, 1891-1924″. Ainda pode ser encontrada em livrarias eletrônicas.
Com traduções em 20 idiomas, foi saudado como o melhor livro sobre o assunto. Sua narrativa cinematográfica e documentação acachapante fazem do drama uma aventura. Quem o atravessar, dificilmente precisará ler mais sobre o assunto. A tomada do palácio de inverno, em outubro de 1917, é um adorável pastelão. Uma página sobre a fome de 1921, provocada por Lênin e sua ekipekonômica é assustadora. Trata do canibalismo ocorrido nos vilarejos. Na estepe de Bashkir ocorreram milhares de casos documentados. Um canibal contou que na sua cidade havia tavernas onde se servia carne humana, inclusive de crianças. Figes ilustrou a narrativa com uma fotografia de dois antropófagos diante dos restos de uma refeição.
Figes sustenta que a Revolução Russa poderia ter sido evitada, mas a natureza totalitária do regime, não.”
Hobsbawn “historiou” isso? Ou deixou de fazer não “por motivos políticos mas por razões autobiográficas” ?!?!?!?!?!?!? E vai ter gente dizendo aqui que o capitalismo matou muito mais e de forma mais cruel…….
Caro Idealista,
obrigado pelas palavras elogiosas, sinto-me honrado.
Mas creio que você está fazendo uma pequena mistura técnica.
Idealismo é um conjunto sistemático e coerente (pode até ser incoerente, algumas vezes) de idéias que orientam normas e valores.
O Hobsbawn poderia deixar de “acreditar” na ideologia do comunismo e continuar “idealista”, acreditando que um conjunto sistemático e coerente de idéias orientam normas e valores.
O josef mario diz que não consegue entender Hegel, mas não acho a coisa tão complicada.
sitações extremas não podem servir de base para normas de conduta.
Os sobreviventes dos Andes também se alimentaram de carne humana.
Os nazistas fizeram sabão de carne humana e utensílios com pele humana curtida.
O melhor mesmo seria esquecer tudo isso, ou apenas falar de modo sério.
Deve ser justamente o que Hobsbawn tentou fazer não é mesmo?!?! Esquecer tudo o que é errado e divulgar o que deu certo.
Seria uma “síndrome de Rubens Ricúpero” antecipada ?!?!?!?
Comparr a situação dos sobrevivente dos Andes com Nazismo é viajar na maionese. Comparar o nazismo com revolução russa faz sentido….
Idealista,
Somente agora pude voltar ao blog e responder ao seu comentário # 122.
Seu longo e confuso texto faz, na realidade, uma verdadeira “salada” dos termos “idealismo filosófico”, “idealismo” no sentido de possuir ideais e “idéia”. São termos semelhantes, porém com significados bem distintos.
Meu comentário # 32 faz referência aos seus de números 1 e 2, os quais mostram sua incompreensão acerca do conteúdo das palavras de Hobsbawm, que são claras e objetivas.
Não farei, aqui, a exposição das superações das linhagens filosóficas, que são complexas e exigem atenção dedicada.
Minha sugestão é : procure aprofundar sua noção de filosofia para entender , primordialmente, a diferença entre metafísica e idealismo. Este último termo não significa apenas a posse de “ideais”.
Veja que vários comentaristas entenderam perfeitamente meu comentário # 32 , com exceção do senhor e dos recalcitrantes.
Passe bem.
Realmente não estou com o menor saco para ficar enumerando coisas sórdidas.
Antonio M,
só uma mente doentia pode entender um processo histórico doloroso como a Revolucão Russa dessa maneira antropofágica. A Nep não foi uma genocídio, o país estava destrocado, inclusive enfrentou tropas dos russos brancos com apoio da Inglaterra, EUA e Franca. Fome não se decreta por ninguém e comer criancinha é coisa inventada por um canalha como o citado autor. Lembro ao bocó, que nos anos trinta, a URSS assustaria o mundo com um crescimento vertiginoso enquanto no Ocidente muita gente tinha vontade de comer suas criancinhas na crise de 29. Dá um tempo na imbecilidade. Manera um pouco! Hobsbawm nunca tratou exclusivamente da Revolucão Russa, mas não deixou de falar da crise das dificuldades dos anos. Deixa de bestagem!
” Um truísmo do nosso tempo diz que a História é sempre escrita pelos vencedores. Se é assim, é preciso admitir que em alguma esfera a revolução russa foi vitoriosa: até hoje os morticínios em massa realizados por Lênin e sStálin são vistos como acidentes ou traições da perversidade humana, e não como ações deliberadas que faziam parte de um plano totalitário.
O comunismo exige ser discutido sempre em dois níveis, um das idéias e outro das práticas, como se um não tivesse nada a ver com o outro. Sim, é verdade que a revolução russa não aconteceu segundo o plano de Marx. Ela não foi o desenvolvimento natural de uma sociedade altamente industrializada, mas o plano de uma vanguarda armada dentro de um país que mal tinha saído do feudalismo. Mas o III Reich de Hitler também não durou 1000 anos; alguém consideraria, só por isso, que a idéia ainda é digna de crédito? A idéia de que o “verdadeiro nazismo” – aliás, nacional socialismo – ainda não foi praticado e portanto merece atenção e respeito deveria ser bem aceita? É claro que não. O mesmo deveria valer para o comunismo.”
http://www.revolucaorussa.org/Pedro Sette Câmara.
E leia a colua sobre Angola, que cresce 35% ao ano. Vocês mesmos para defender o governo Lula não dizem que 2 ou 3% está ótimo pois é ustentável?! Que papo esse de crescimento econômico em país de economia planificada se eles não precisavam disso?!
Imbecilidade é defender o indefensável: regimes falidos com palavras bonitas…..
Nada Será Como Antes (#172)
Se alguém faz alguma confusão aqui penso que é o senhor. Não me vali ‘arbitrariamente’ de definições ou conceitos. Quem, inicialmente, ‘interpretou’ a acepção ‘idealismo’ como se só existisse enquanto corrente filosófica foi o senhor - e não eu.
O senhor diz que o meu texto foi longo e confuso.
Foi longo, sim. Confuso? O senhor não entendeu? Penso que confusa é a sua interpretação.
Se pudesse, faria um desenho para tentar explicar melhor. Por isso venho em auxílio da sua compreensão me valendo de um dicionário. Tentarei explicar o sentido das palavras que empreguei no número 1 (Qual a humanidade de um ser desprovido de idéias?)
-Idéia: opinião; maneira de ver
-Idealista: que tende para o ideal
-Ideal: a mais ardente e elevada aspiração
-Idealismo:atitude que consiste em subordinar o pensamento e a ação a um ideal
-Idealidade:propensão do espírito para o ideal
Indaguei - no #1 - sobre a humanidade do ser desprovido de idéias. Porque foi Hobsbawn quem disse ter permanecido comunista, não por defender as idéias propostas pelo PC - mas por coerência autobiográfica. Isso é ter uma idéia - e defendê-la?
Penso que não. O senhor discorda? Opinião sua - nem melhor nem pior que a minha.
O senhor acha que meus comentários demonstram incompreensão? Essa é sua OPINIÃO. Vale muito para o senhor. Mas é só isso. Eu, por exemplo, acho que é o senhor quem não comprende nem as definições de um dicionário.
O que eu disse - e aparentemente muitos compreenderam - é que o cara não defende uma idéia, pela ideal que representa; defende por conveniência.
Nos comentários 1 e 2 a palavra ‘idealismo’ não aparece nenhuma vez. Questionei a ausência de ‘idéias’. Se o senhor não sabe o que é uma idéia e imagina que essa expressão ‘pertence’ aos adeptos do ‘idealismo’, talvez devesse estudar a língua portuguesa.
Até mais.
Ao Antonio M de fígado podre,
Em simples palavras, por isso o Hobsbawm e um grande historiador e o supracitado beócio ninguém ouviu falar. Existe uma diferenca imensa em fracassar no planejamento econômico e promover o genocídio, como os capitalistas nazistas fizeram. Não se trata nem de uma questão ideológica, mas de mero bom senso histórico. Quem foi o culpado pela crise de 29, quem tornou a vida em tantos países insustentável, como na Alemanha do pós-guerra? Por que os inimigos da revolucão de 1917 e o czar não estão entre os culpados pela miséria na Rússia? Pobre Lenin, nem teve tempo de administrar aquele país destruído pela primeira guerra mundial e pela guerra civil. Tá com saudades do czarismo, né? Foi a economia planejada e os anos trinta que fizeram da URSS a segunda potência mundial, onde era só ruína e um país agrário. Dá um tempo, manera na bestialidade histórica!
Não estou defendendo um regime fracassado, como o socialismo real. Apenas colocando a análise histórica no devido lugar ao invés desse seu besteirol.
Pobre Lênim?!?!
Não tenho fígado podre não mas, bem pior é ter o cérebro podre……
Quanto ao “beócio” é compreensível pois, aí em Wonderland vocês conhecem apenas Marx, Hobsbawm e Cia…….
No 115 escrevi:
‘‘quase o PIB da China (2,5 trilhões de dólares em 2006).’’
No 137, V.Sa. retrucou:
‘‘Esse teu cálculo é totalmente ridículo.’’
‘‘Ridículo’’ é contestar de forma alienada, por ouvir dizer. Consulte no Google — PIB China 2006 — e verifique. Não precisa responder.
Idealista,
Se o “Nada…” é marxista, como suponho, os termos “idealismo”, “idealista”, etc., têm, para ele, um significado bem diferente daqueles citados por você.
Para os marxistas, “idealismo” é a concepção segundo a qual a “idéia” precede a matéria. Ou, seja, no frigir dos ovos, a concepção deísta da existência (se Deus criou a matéria, logo Ele não pode ser matéria).
Nessa acepção, o “idealismo” se opõe frontalmente ao “materialismo”, concepção segundo a qual a matéria precede a idéia. Vale dizer, é uma concepção não deísta (ou atéia, se preferir).
O marxista usa o “materialismo histórico e dialético” como método de análise.
O destinatário do 180 é o sr. Dom Casmurro.
Hobsbawn
‘‘Permaneci no Partido Comunista não por motivos políticos mas por razões autobiográficas.’’ Obs. — razões? Melhor dizer: conveniências pessoais.
‘‘Comunismo é uma das coisas com as quais tratei de não me iludir, embora (…) permanecer leal a ele e a sua memória.’’ Obs. — Não se iludiu e mantém lealdade à memória, às cinzas do comunismo. Reze por ele que lhe forneceu motivos para seus interesses pessoais: venda de livros, prestígio, etc.
‘‘O fenômeno do comunismo e a paixão que ele levantou foi algo (…) combinação de grandes esperanças.’’ Obs. — Crença sem importância, bobagem, que o próprio Hobsbawn considera uma ilusão.
‘‘é preciso compreender que o Onze de Setembro jamais ameaçou os EUA. (…) ataques equivalentes não mudarão a posição de poder dos EUA no mundo.’’ Obs. — Conclusão lúcida.
‘‘Agora, os americanos têm a chance de fazer o que os franceses fizeram no tempo de Napoleão.’’ Obs. — Napoleão? Napoleão é comparável a Hitler. Ambos promoveram a desgraça de seus compatriotas.
‘‘Não há qualquer justificativa racional para a Guerra do Iraque.’’ Obs. — O controle do petróleo é racional, pragmático, necessário. Interessa ao USA e ao resto do mundo. Deixá-lo à mercê de mulás, aiatolás, demagogos, populistas, seria um erro imperdoável. Defender que os islamizados têm direito ao petróleo porque está no território deles equivale a defender o latifúndio improdutivo.
Esconder o que deu arrado e mostrar o que deu menos errado tem nomepara os marxistas: dialética (acreditem ou não), amazing).
Harun al-Rachid , acabei de consultar PIB da China, clic no primeiro item, veja o que aparece:
2003 $5.700.000.000.000 2 2002 est.
2004 $6.449.000.000.000 2 13,14% 2003 est.
2005 $7.262.000.000.000 2 12,61% 2004 est.
2006 $8.883.000.000.000 2 22,32% 2005 est.
2007 $10.170.000.000.000 2 14,49% 2006 est.
Index Mundi,
ou será que só a sua informação é que é certa?
Elias (181)
Penso que você foi ao ponto.
Desde a minha primeira intervenção procurei deixar evidente uma questão: seres pensantes filiam-se a partidos políticos por afinidade com as idéias que manifestam.
Quando isso não ocorre (e alguém se alinha com um partido por mera conveniência) penso que o sujeito abdica da defesa das idéias pela convicção que deveria ter (como garantia da própria autênticidade).
Ocorre que alguns imaginam que todas as palavras possuem apenas um significado. Mas não é assim. E apressadamente subestimam aqueles de quem discordam.
Quando escrevo busco empregar as expressões conforme o entendimento consagrado nos dicionários. Também conhecido como ‘pai dos burros’. Ocorre que alguns são órfãos…
Até mais!
Dom Casmurro
Dados atuais, janeiro de 2008.
em iuanes e dólares americanos.
24/01/2008 - 01h43
Folha Online
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u366431.shtml
O PIB chinês subiu para 24,66 trilhões de iuanes (US$ 3,41 trilhões), o que mantém o gigante asiático na quarta posição mundial.
Idealista (176),
A maior prova de desonestidade intelectual é a tentativa de manipulação. E o senhor cometeu essa “falha”.
No quarto parágrafo de seu comentário 176, o senhor menciona que teria escrito, em seu comentário # 1 ……”Qual a humanidade de um ser desprovido de idéias?”
Mas, na realidade, seu comentário # 1 consta das seguintes palavras : “Qual a humanidade de um ser desprovido de IDEAIS?” (maiúsculas minhas, para destacar)
Quem está manipulando ? Quem não entende o que lê e , até, o que escreve?
Outra questão : os dados que escrevi não consistem em OPINIÕES, são fatos concretos, diferentes dos seus , que são falsos e manipuladores.
Minha conduta é a de não responder a grosserias e/ou inverdades , mas abri esta exceção para não deixar dúvidas de sua falta de caráter. Não se envergonhe de seus erros e tenha humildade para aprender.
Passe bem.
Dom Casmurro
As divergências são úteis. Devem ser estimuladas, assim como um tratamento cordial, incompatível com adjetivos inadequados.
Eis a opinião de um insuspeito:
“Duas coisas a burguesia nos legou, e não podemos dispensá-las: bom gosto e boas maneiras”
Lênin.
Aviso : devido a compromissos, terei de me ausentar a partir deste momento.
Harum alguma coisa rachada,
tens razão, mas quando se comeca uma discussão dizendo que todo marxista é idiota ou mal intecionado, acredito que estamos no terreno da pancadaria virtual. Meus pais me ensinaram a sempre responder no mesmo tom, não sei se isto é da educacão burguesa. Marx e Lenin usavam de ataques violentos contra seus opositores. Era um estilo da prosa militante.
Faco uma simples pergunta ao senhor: Essa comparacão com Napoleão não será mais uma bestialidade histórica, um anacronismo? Veja que o estado moderno é obra napoleônica e não estamos no campo da pregacão do genocídio, mas nos das lutas históricas: a república laica contra o Antigo Regime europeu. O nazismo deixou como legado um estado autoritário e um sistema repressivo, além dos homicídios em massa, contra aldeias inteiras de civis na Franca, Polônia, Rússia etc. Assim não dá para se analisar a História com isencão como faz Hobsbawm. Isencão é não distorcer os dados, já que a subjetividade é inerente ao trabalho do historiador.
Surf resumido:
Historiador bom é historiador de esquerda. O resto é mentira…..
Transtorno bipolar pouco é bobagem……
Tunico das Mortes,
Veja que nunca afirmei o que vc. falou. Por exemplo, o inglês E. H. Carr foi um dos melhores analistas da revolucão russa e era um liberal. O mesmo pode-se dizer de Marc Ferro. É lógico que escrevem com seriedade de historiadores profissionais, não são curiosos ou propagandísticos. Tem gente que leva a sério até os Protocolos dos sábios de Sion, ou mesmo negam o holocausto. Aqui, já li um direitoba que creditou aos comunistas os massacres de aldeias russas assumidos por Himmler. O que pensar dessas bestialidades? Meu distúrbio bipolar é não conseguir ler besteira sem me manifestar contra.
Nada Será Como Antes,
a sua manifestação revela quem manipula: o senhor.
A pressa ao escrever me levou a cometer o erro e escrever idéias (ao invés de ideal) ao respondê-lo no coment.
O que estou afirmando e reafirmando é que o ser que não tem compromisso com as idéias é desprovido de IDEAIS. Por isso o equívoco ao digitar.
Mas a sua pressa em tentar transformar um equívoco numa falsidade revela a sua intenção, aliás indisfarçável
Desde o primeiro comentário o senhor tenta me desqualificar. Primeiramene sugeriu que eu era desinformado. Agora, afirma que não tenho caráter. Como dialogar com uma criatura que se esconde atrás de ofensas e agressões para justificar a própria arrogância?
Não escrevo para o senhor. Escrevo porque sou livre para expressar minhas idéias. E porque tenho idéias, tenho também um ideal.
A relação entre idéia, ideal, idealismo está bastante e suficientemente explicitada na resposta onde, repito, cometi o lapso de escrever idéia (o escopo do ideal). Em nenhum momento tentei manipular coisa alguma.
O que eu não fiz, repito, foi referência ao ‘idealismo’ enquanto corrente filosófica. Quanto à incoerência das idéias, à ausência de ideal, e ao fato do historiador (seguindo o entendimento dicionarizado dessas acepções) não ser um idealista, alguém comprometido com as idéias que aparentemente defendia. É o que penso. É o que disse. Não manipulei nada.
Ocorre que como humano que sou, fico irritado quando alguém se põe a criticar quem discorda, partindo para a desqualificação. Atribuo à minha irritação o erro que cometi ao digitar.
Mas em nenhum momento me vali de uma argumentação evasiva. Releia o que escrevi. Apesar do erro involuntário (trocar ideal por idéias) não deixei de reafirmar o que estou tentando dizer desde o início.
Aliás, o senhor não manifestou suas idéias - apenas tentou me desqualificar. Não conseguiu: o senhor é quem desconhece o significado de qualquer termo que não conste da sua ‘cartilha”.
Não se faça de ofendido. Quem não tem caráter é o senhor. Não sabe debater; xinga. Não sabe responder; ofende. Não sabe raciocinar - porque só leu na vida uma cartilha. Enfim, já que as ofensas também são válidas, penso que o senhor é um imbecil.
Se quer fugir do debate e partir para as agressões, é direito seu. Mas reafirmo o que disse.
Chego a pensar que Hobsbawn não tem caráter. E o senhor também não.
Estou absolutamente com o Surf, quanto a como entender o que ocorreu imediatamente depois da Revolução Russa - um processo terrível, doloroso, que incluiu sim, alguns relatos de canibalismo já conhecidos - daí a piadinha maldosa do comunista que “come criancinhas”.
Foram circunstâncias de um país que havia passado por uma guerra mundial e uma guerra civil e ainda se via bloqueado economicamente pela “Política do Cordão Sanitário”.
Victor Serge, no seu excelente livro de memórias “Memórias de um revolucionário relata o estado de absoluta devastação da Rússia na época.
E absolutamente nada autoriza essa comparação mal acabada entre nazismo e comunismo - coisa que nenhum historiador mais sério que eu saiba jamais fez. Muito menos, nesses termos.
Surf, assino embaixo do que escreveu!
Hmmmm. Mas eles não falam nada mal da revolução nénão ?!?!? E. H. Carr é dado como referência até no site do PCdoB.
TOC ! TOC ! TOC !
Abre a porta Mariquinha !!!
Eu não abro nãããããããooooo !!!!!!.
Os Gulags de Stalin e as matanças de Mao são tão diferentes dos campos de concentraçã0 nazistas !!!
TOC!! TOC!!! TOC!!!!
O Japão também passou por guerras, com a China, a II guerra onde levou duas bombas atômicas mas se ergueu.
Ahh, é mesmo! É só fachada do imperialismo. Desculpa aí……..
Para quem se interessa pelo Stálin vai a dica de um vídeo interessante:
http://rapidshare.com/files/81409420/Most.Evil.Men.in.History-Stalin.part1.rar
http://rapidshare.com/files/81409146/Most.Evil.Men.in.History-Stalin.part2.rar
http://rapidshare.com/files/81408549/Most.Evil.Men.in.History-Stalin.part3.rar
Alba, pelamordedeus, para de dizer sandices.
Jaca
Em linhas gerais…
A Revolução Francesa foi um acontecimento lamentável, desnecessário, prejudicial à França. O corta-cabeças desaguou numa ditadura tão nefasta quanto o Ancient Régime. Napoleão, à frente de um exército, tornou-se um herói mas uma investigação isenta de preconceitos revela que ele não foi mais que um chefe de salteadores. Suas guerras absurdas e perdidas, estraçalharam com o que sobrara da Revolução Francesa e reforçaram o absolutismo. De 1789 a 1962 a França só conheceu fracassos, derrotas, prejuízos. Os demais países do continente se comportaram da mesma forma, envolvidos em futricas, guerras externas, revoluções, guerras civis, todas inúteis, desastrosas.
Enquanto isso, livres da concorrência dos continentais, os anglo-saxões aplicavam as sugestões de Montesquieu e desenvolviam suas potencialidades. GBR e USA devem muito de seu sucesso à bestialidade histórica e ao anacronismo dos habitantes do outro lado do Canal Inglês.
Chest,
Sandices são a sua especialidade. Nem por um momento me ocorreu competir com você nesse quesito, com a devida vênia..
mas você está tentando justificar bolcheviques, correto? Lenin, correto? Se sim, você deveria se informar melhor sobre o sujeito.
Albinha, obrigado pelo apoio. O Chester não se emenda mesmo. Às vezes penso que se trata de misoginia. Abs.
pocum harum,
Não entendi. Ora, a história podia ser diferente, mas não foi. O processo revolucionário francês viveu uma experiência sangrenta e diga-se de passagem, morreu gente também na revolução inglesa, que exigiu do absolutismo uma constitucionalidade. Julgar as coisas desse modo é anacronismo.
Tunico das Mortes,
O Japão também passou por guerras, com a China, a II guerra onde levou duas bombas atômicas mas se ergueu.
Por acaso, como vc. compreende o desenvolvimento da URSS como segunda potência mundial???? Ser citado por site comunista é um julgamento de que não presta? Nunca leu o Carr, né? Gozado, até aquela besta do Gustavo Franco declarou que tinha o Hobsbawm como livro de cabeceira. Devo achar que o Hobsbawm não presta, por isso? Dá um tempo, tunico. Vai chatear aquele seu cunhadão!
Jaca, você acredita que os fins justificam os meios?
Jaca Galhão
‘‘Não entendi’’.
É … V.Sa. não entende mesmo.
Eu não, mas vc. tenho quase certeza. Por exemplo, para vc., a ditadura militar foi boa porque impediu o comunismo no país. Então, está aí o seu lema em letras virtuais. A luta contra o comunismo justifica qualquer ato. Foi assim com o nazismo, justificado por muitos como uma forma de se livrar do comunismo e deu no que deu!
Explique-se melhor que talvez eu o entenda, hocus pocus harum.
Mas sem anacronismos. sem comparacões absurdas, tipo, por que o Brasil não seguiu o caminho dos EUA? Por que a Franca não aprendeu com os saxões? Como se as condicões históricas se repetissem da mesma forma. Se assim fosse, poeríamos até prever o futuro.
oi
“…Gozado, até aquela besta do Gustavo Franco declarou que tinha o Hobsbawm como livro de cabeceira…”
Eu sei que o PSDB é de esquerda mas vocês acham que isso é absurdo sendo que estão corroborando a afirmação. Mas então por que são bestas?!?!?!?
E se houvesse uma inversão, o Meirelles que tivesse sido presidente do BC no governo FHC e o Gustavo Franco convidado por Lula para ser o presidente, mesmo assim continuaria achando-o uma besta?
E olha que é factível pois o Meirelles está aí até hoje e ninguém de esquerda foi cogitado para o cargo……
Idealista (195),
Depois de haver dito e repetido expressões falseadas, o senhor apresenta como “lapso” e “equívoco” derivados da pressa e pretende mudar totalmente o conteúdo de suas palavras ?
E ainda se considera com a razão ?
Por que eu ou qualquer outro comentarista temos que adivinhar suas intenções ?
Em nenhum momento lhe ofendi. Desonestidade não é xingamento, é constatação. Aja com clareza, admita seus erros e terá meu respeito. Do contrário, seus termos serão por mim considerados apenas como ganidos histéricos .
Quem conhece pesquisador com a estatura intelectual de Hobsbawm jamais se arvora em criticá-lo de maneira rasteira , como suas palavras nos dois ansiosos comentários iniciais deste post.
Hobsbawm nunca diria o que o senhor, em sua pueril visão histórico/filosófica, pensou entender.
Saiba que não trabalho mediante “cartilha” única, ao contrário do senhor que, diante de uma contenda filosófica, busca socorro em dicionário não-especializado.
Saiba, também, que as correntes filosóficas não são diferenciáveis apenas do ponto-de-vista materialista-dialético. Qualquer um que tenha conhecimento da História da Filosofia conhece a terminologia utilizada e entende perfeitamente o significado do termo “superação”. Não é o seu caso, seguramente.
Passe bem.
Mandou bem, nada será como antes!
Tunico, seu raciocínio é equivocado. Estávamos falando de marxismo e não de PSDB, que é no máximo centro-esquerda e jamais marxista. Chamar o Gustavo de marxista seria uma ofensa grave a Marx. Mas nada disso esclarece seu raciocínio maniqueísta. Se vc. se guia dessa forma, de que tudo que comunista cita é ruim, o inverso também deve servir. Então, aviso que não gosto de Paulo Coelho, música breganeja, Plínio Salgado, entre outros. Pode comecar a se deleitar com eles. Quem sabe não digo que odeio o Hobsbawm, para vc. comecar a lê-lo. Haja paciência com esses direitobas…
O que diz a respeito do PSB é isso mesmo. está a direita do PT. Apesar que isso também não vale nada, são todo fisiológicos. Vão para onde vai o poder e compõe qualquer conchavo para isso.
E vale a recíproca, ofenderia o Sr. Gustavo também. Apesar de como político, ele diria que Marx é seu livro de cabeceira, para agradar a platéia.
O chefe do PSDB, FHC, é marxista. Prova de que ideologia não serve para nada em termos práticos. Falar de marxismo então é exercício retórico, mais nada.
A mrxista Marilena Chauí se calou durante três anos para conseguir inventar algo e se pronunciar sobre o governo Lula. Mais uma vez, teóricos em dificuldade com a realidade.
Também não gosto de Pau no Coelho, sertanojos, Plínio salgado, Plínio doce etc.. Nem de Getúlio mas, depois que Lula elogiou, a esquerda passou a gostar. Coisa de uem tem personalidade “forte”.
Pode me “xingar” à vontade de esquerdoba, direitoba, centroba etc. não quer dizer absolutamente nada. Mas parece que você se sente realizado por pensar faz “ofendidos” chorarem.
Tem fé pois para acreditar em dogmas é preciso disso. Continue tendo fé. Dizem que removem montanhas e transpõem rios…….
errata: PSDB. (aliás PSB também, mesma merda….)
Nada Será Como Antes (214),
Não seja desonesto. Não falseio nada. Insisto e repito - desde o início - que questiono o ‘ideal’ enquanto compromisso com as ‘idéias’. ‘Idéias’ essas que compõem o ‘ideário’, a ‘ideologia’, materializadas no Estatuto e no Programa de um partido.
Questiono o ideal de alguém que substitui os ‘motivos políticos’ por ‘razões autobiográficas’ (sic) para justificar a permanência em um partido.
Posso estar errado. Mas não falseei PORRA NENHUMA. Se o senhor me acha confuso, entendo que a sua compreensão é limitada. Mas se me acusa de falsidade, isso é uma ofensa sim. Assim como repudiar minha intervensão insinuando que sou ignorante sobre filosofia é um sofisma.
Não sou acadêmico - e muito menos esse espaço o é.
Mas sou o que sou. Sou de verdade, quero dizer. Não necessito falsear nada. Acredito no que digo. Poderia estar equivocado. Penso que não estou. Tenho certeza que não falseio nada.
Se o senhor fosse honesto, reconheceria que em nenhum momento tentei ‘desdizer’ o que afirmei. Tentei explicar - e o senhor tenta sofismar com o que digo.
Busquei estabelecer a relação entre ‘ideal’ e ‘idéias’ para explicar o que digo. E o senhor, ao invés de provar mediante argumento lógico que estou errado, me atribuiu ausência de caráter.
Para o senhor essa atitude é honesta?
Não aceito essa pecha. E devolvo.
É interessante observar a atitude ‘corporativa’ de alguns ‘intelectuais’.
Ao cobrar de um historiador (que não se manifestou em um Campus, ou em um escrito ‘acadêmico - mas em artigo de jornal e sobre tema POLÍTICO, justificando a própria opção) o senhor tergiversa. Afirma que levo o debate para o terreno da liguagem comum, vulgar.
Mas é óbvio que faço isso. Não sou um pretenso intelectual. Sou humano - não algum tipo de sub-produto acadêmico dispensado da mínima coerência que se exige de qualquer criatura ao proclamar suas preferências e opções políticas.
Penso que o humano deve buscar a coerência sob pena de perder a credibilidade. Por isso utilizei a expressão IDEAL como uma ‘aspiração elevada’ - o que UNIVERSALMENTE é reconhecido como ideal, sim. E repeti dezenas de vezes a expressão IDÉIA - ao respondê-lo - buscando deixar claro que me referia a ideal enquanto COMPROMISSO COM AS IDÉIAS.
E ainda tentei deixar evidente que idéias são o escopo de um partido (o seu ideário - ou programa - político) . E ainda tentei destacar meu entendimento: se não me identifico com as IDÉIAS manifestas por um partido, não é coerente defendê-las. E se as defendo (por acreditar nelas), faço-o por uma motivação política: representam meus anseios, traduzem minhas expectativas enquanto IDÉIAS.
Partidos existem às centenas. Talvez milhares. Ou me identifico com algum e me filio a ele - ou proponho uma alternativa coerente com minhas idéias. Caso contrário, ajo por conveniência. Não por ‘motivos políticos’. Esta é a questão que não quer calar.
Me equivoquei UMA SÓ VEZ - ao tentar repetir a minha indagação inicial. Mas se o senhor tivesse lido minha argumentação, teria notado que não mudava em nada o que afirmei. Declarei que não via ideal algum em quem não tem compromisso com as próprias idéias ou do partido em que militava.
Quando neguei ter dito isso? Quando falseei essa afirmação? Pois a causa desse debate não é justamente o senhor negar que as idéias são o escopo do ideal - e é a coerência com esse ideal o idealismo a que poderia me referir?
O que não disse é que Hobsbawn filiava-se ao ‘idealismo’. E afirmei que ele não possui o ‘idealismo’ daqueles que vivem pela defesa de um ‘ideal’ - oriundo das próprias idéias. E afirmei que Hobsbawn não tinha nenhum compromisso com o ‘ideal’ (conjunto de idéias, ideário, ideologia) do partido comunista.
É o que penso e estou repetindo.
Onde está a falsidade? Quem é o ignorante?
Repito : a pressa me fez errar ao tentar REPRODUZIR a frase inicial. Só ali substitui ‘ideais’ por ‘idéias’, equivocadamente.
Todo o texto que escreví busca explicitar o meu entendimento sobre o que é ‘ideal’: o compromisso maior com as próprias idéias enquanto aspiração maior. E tentei estabelecer a relação que percebo entre um partido político (um conjunto de ‘idéias’, ‘pensamentos’) resultando em um ‘ideal’ político.
É ÓBVIO que no restante do texto me referi a idéias, sim.
Tentei deixar evidente que Hobsbawn não revelou apreço pelas idéias que fundamentam qualquer partido político (repito, o escopo do ideal enquanto aspiração de um bem maior) e trocou o ‘motivo político’ por um tipo de conveniência que considero desprezível. Algo do tipo ‘preocupação com a própria imagem’ - vale dizer: atitude de ‘celebridade’.
Negar a validade dos conceitos de que me vali, ou insinuar algum tipo de vulgaridade intelectual (porque a discussão se refere a um ‘acadêmico) não me parece honesto.
Não sou um professor universitário avaliando uma tese; sou um cidadão (animal político) questionando a ATITUDE política de outro animal.
Não é possível que o senhor não perceba isso. Assim como não é sequer concebível que eu não tenha esse direito!
Ao filiar-se a um partido político, Hobsbawn agiu como ser humano. Assumiu uma atitude política. Expôs sua conduta à crítica. Inclusive à minha, por mais que o senhor - ou qualquer outro - me considere despreparado ou desqualificado.
É meu direito criticar uma atitude política de quem quer que seja. E é o que faço.
Ao trocar a ‘motivação política’ por ‘razões autobiográficas’ para justificar-se, penso que Hobsbawn revela-se mais preocupado com a própria imagem do que com as idéias (as deles, se é que as possui, e as do partido comunista, que são públicas e notórias).
É isso que estou dizendo o tempo todo.
Posso até ser um idiota. Falso, não. Manipulador?!?
Manipulador é quem empresta seu ‘nome’, ‘reputação’, ‘celebridade’ a um partido, filiando-se por mera conveniência. Aliás, algo muito comum por aqui.
É possível negar isso? NÃO! Foi ele quem disse!
E o senhor cobra coerência de mim?!?
Não falseei. Não manipulei. Não substimei. Não tentei assumir uma certa ‘atitude professoral’ para desprezar um argumento.
Se sou ignorante, não tentei esconder. Ao contrário, expus os parcos conhecimentos que possuo.
Declinei os significados que conheço. Sem disfarces.
Procurei explicitar minha compreensão acerca de ‘idéia’ e ‘ideal’. AFIRMEI os significados que atribuí aos termos. Tentei deixar evidente que são significados de uso corrente e constam de qualquer dicionário, em qualquer idioma. Pode pesquisar - sei o que estou falando.
Não posso aceitar a tentativa de desqualificar um argumento mediante o pretexto de reduzí-lo a uma ‘noção juvenil’, ‘inculta’, ‘não sábia’, acerca das coisas. Isso é sofismar.
Ou o significado que atribuo às expressões (idéia, ideal) está equivocado, errado - ou não.
TODOS os dicionários confirmam o meu entendimento.
Está óbvio que o artigo do senhor Hobsbawn não é um tratado acadêmico. É uma manifestação pessoal acerca dos ‘motivos’ e ‘razões’ que justificaram sua opção política. É um tipo de explicação para a própria conduta. Em um texto jornalístico. Não é um ‘artigo científico’ publicado em um veículo acadêmico.
Busquei enfatizar, sim, que o suposto ‘intelectual’, diante de uma situação que leva um ser humano ‘comum’ (mas que têm idéias, por elas possui apreço e por isso as eleva à condição de ideal) a optar por um partido, agiu como os políticos que tanto criticamos. Só faltou dizer que era ‘membro’ do partido - mas não um ‘mlitante’.
Não é possível discordar do que afirmei sem provar que estou errado. Não ‘inventei’ significado para nenhuma expressão. Não ‘coloquei palavras’ na boca de ninguém. E não inventei nenhuma linguagem.
Ao optar por um partido político todo cidadão assume uma atitude política. Atitudes políticas exigem avaliação em termos políticos. A linguagem que uso é corrente em TODA A HUMANIDADE. Consulte dicionários de língua inglesa, italiana, espanhola - e até alemão, segundo alguns a ‘língua dos filósofos’. O significado que compreendo e uso é o mesmo. Pode conferir. É tão ‘de uso geral’ que sequer preciso indicar algum dicionário em particular. O que compreendo como ‘idéia’ e ‘ideal’, repito, não é um ‘entendimento particular’.
Como não estou escrevendo nenhum ‘artigo científico’ utilizo as expressões que considero adequadas para manifestar o meu pensamento. É o meu direito.
Se lhe pareço ‘vulgar’ ou ‘iletrado’ não posso fazer nada. É o que sou. Mas isso não lhe dá o direito de responder à minha indagação me remetendo ao estudo. Não estou fazendo nenhuma análise de textos científicos, ora! Questiono, com toda a minha ‘vulgaridade’, a falta de AUTENTICIDADE e COMPROMISSO com um IDEAL. E repito mais uma vez: IDEAL sendo entendido como o compromisso com as próprias idéias, as dele, que se dizia comunista e as do partido em que militava por razões não políticas.
Não posso admitir que - por ser um ‘intelectual’ - um ser humano, um cidadão, esteja dispensado da coerência. Ou se compartilha o ideário político manifesto em um partido, ou não. Ou alguém se identifica com os ‘motivos políticos’ que fundamentam o partido - ou se busca outra alternativa que represente tais motivos.
Chamo a isso ‘coerência política’.
Se para os ‘filósofos’ empreguei a palavra IDEAL de forma inadequada, errada, peço-lhes que me respondam apenas uma pergunta:
Se não é ‘falta de ideal’, o que pode levar um ser humano ( seja ele historiador, filósofo ou metalúrgico) a filiar-se a um partido político por um motivo que não seja a concordância com o conjunto de idéias (das quais decorrem AS PRÁTICAS) que norteiam esse partido político?
Passar bem.
Tunico. O que eu queria dizer, acho que vc. compreendeu. Sua argumentação foi chulé. Carr foi um grande historiador da revolução e liberal poderado. Maniqueísmo besta seu. Só isso. Passar bem, que seu fígado vai mal. Culpa do cunhadão ptista? FHC não é nada. Era uma mistura de Marx e Weber, hoje é apenas um pavão liberalóide parlamentarista enrustido. Aliás, já esqueci o que li dele. Alguns textos insuportáveis de sebosos e pedantes. Fala melhor do que escreve.
Ainda bem que o pessoal deseja que seus desafetos passem bem.
Não argumentei nada com você. Com dogmáticos não se argumenta, apenas se expõe pois contra os dogmas não há o que se fazer.
FHC é isso mas, pelo menos pode se esquecer do que escreveu. Em compensação o atual, esquecer do quê, se nem na escola foi……
Idealista (218),
O senhor escreveu 157 linhas de “variações sobre um mesmo tema”.
Parece fluxo de consciência de romance ou novela cujo autor, para dar andamento à obra, retira a voz do narrador e dá lugar aos “pensamentos” e desvarios de um(a) personagem. Ou, então, deve ser reprise de alguma sessão psicanalítica.
Ao fim do enorme , confuso e repetitivo texto, resta uma certeza : o senhor não entendeu, até agora, o significado de suas próprias palavras e, principalmente, das de Hobsbawm.
O autor em questão é marxista. Portanto, utiliza as palavras com precisão, tendo o cuidado, como se vê em todas as suas obras, de lidar com categorias e conceitos de maneira clara, para antecipadamente evitar dúvidas.
Hobsbawm é um historiador, certamente um dos maiores de nosso tempo, talvez o melhor. A História detém papel central no materialismo histórico/dialético, considerada como a única e verdadeira Ciência, pois é a partir dela que o próprio conhecimento (em todas as áreas) é compreendido e transmitido. Por essa razão, seus comentários números 1 e 2 , origem deste debate, são absolutamente equivocados e apressados típicos de meros leitores de “orelhas” de livros.
O senhor disse, naqueles dois comentários iniciais, impropriedades, verdadeiros impropérios lançados contra um cientista que merece tratamento respeitoso que ele mesmo, com humildade, costuma rejeitar com simplicidade e paciência. Se o senhor se dispusesse a angariar humildade e um pouco de paciência, teria a bondade de examinar as linhas da Filosofia e compreender, sozinho, o conteúdo de meus comentários e, especialmente, os de Hobsbawm. Demandaria um certo tempo, realmente, mas seria bastante eficaz, garanto.
Note bem : não lhe chamei de “vulgar”, apenas constatei sua desonestidade. Também não utilizei sofismas ,como o senhor mencionou. Notável é a sua tautologia , como na passagem…”sou o que sou”. Isso não significa nada e não agrega substância ao , repito, confuso texto de sua autoria.
Sugiro que o senhor procure ajuda de alguém versado em Filosofia, de sua confiança, de modo a obter lista de obras convenientes para seu esclarecimento.
De minha parte, encerro aqui este debate .
Continue passando bem.
FHC nunca foi marxista. Foi “marxólogo”.
apressados típicos = apressados, típicos
Senhor Nada Será Como Antes (222),
Ao iniciar o debate, fiz uma indagação.
O senhor poderia ter respondido - ou não.
Fez a sua escolha.
Mas ao responder não disse nada; desqulificou o autor da pergunta.
Isso não é resposta.
O senhor poderia ‘descer’ ao meu nível de entendimento e responder o que indaguei.
Preferiu tentar me desqualificar.
Procurei esclarecer meu ponto de vista.
Fui longo na resposta. Só não fiz um desenho.
Em resposta, o senhor além da desqualificação me atribuiu ‘manipulação’, ‘falsidade’ e ‘falta de caráter’.
Apesar do seu artifício, mais uma vez tentei responder. Busquei estabelecer a relação entre as expressões e significados que usei.
O senhor preferiu insistir na tentativa de desqualificação. Sempre sem responder à indagação que fiz.
Diz que sou confuso. Mas não diz exatamente em que. Atira um rótulo ao acaso.
Agora declara ‘encerrado o debate’ - após repetir as mesmas frases ditas antes.
É a sua opinião, o seu direito.
De minha parte, reitero o que já disse.
Mas discordo mais uma vez do que o senhor disse.
O que eu vi NESSAS declarações de Hobsbawn foi exatamente a precisão que o senhor diz que ele tem. Tanto preciso que ele justifica sua militância em um partido político não por ‘motivos políticos’ - mas por ‘razões autobiográficas’.
Não poderia ter sido mais claro!
Eu, de minha parte, diria o mesmo que disse dele se - por exemplo - fosse Niemayer quem revelasse que ‘permaneceu comunista por razões autobiográficas’. Penso que ele não diria isso. Que eu saiba, nunca disse. Imagino portanto que ele é comunista porque o comunismo representa o seu ideal, a sua aspiração de um bem maior. Penso que ele é comunista porque as idéias sistematizadas no comunismo coincidem com as dele. Se algum dia ele disser que ‘permanece comunista’ por razões autobiográficas ou qualquer alegar qualqur outra vantagem, mesmo disfarçando isso de ‘razão’, sentirei vergonha da sua desumanidade.
Hoje, mesmo discordando das teses que ele defende, sinto respeito pela humanidade que reside nele.
A propósito, respeito qualquer cidadão que se diga comunista por coerência com as próprias idéias, que milite em um partido comunista por entender que esse partido representar as próprias idéias.
Penso (e me apoio no significado corrente das expressões que adotoo) que tais criaturas têm um ideal.
Espero que toda militância política seja fruto de uma convicção, de um tipo de afinidade de pensamento que leva o indivíduo a encontrar num determinado partido a materialização do seu ideal político.
Se alguém disser que ‘permanece’ em qualquer partido político, seja qual for, por qualquer motivo que não seja por este representar o seu pensamento, as suas idéias, o seu ideal, direi que tal pessoa enquanto ser pensante é um incoerente. Um prágmático, talvez. Ou um oportunista, se for o caso. Um mentiroso, sempre.
É o que penso e disse.
De minha parte, sempre estarei aberto a qualquer debate que busque estabelecer alguma verdade.
Desde que os debatedores não tentem partir para a desqualificação do outro travestindo-se de professores entediados com ‘perguntas tolas’.
Passar bem.
Tunico, vc. é um dos mais dogmáticos que conheço. Aliás, nem é dogmático, é do contra por princípio. Se me considera dogmático porque assumo pontos de vistas marxistas em minhas considerações, problema é seu que não sabe o que significa a palavra. Dogmático seria se considerasse todo historiador marxista excelente, ou tudo que o Hobsbawm assinasse. Como não é o caso, vide meu comentário inicial . Passe bem e não esqueça do chá de boldo e de uma catuaba para levantar a moral.
Dogmático é quem acha que tem o monopólio da honestidade e ética e que dá seu voto e apoio gente assim. Está na mesma panela……ou saco …..
Tunico, ja sei. Vc. está raivoso com o governo Lula. Ok, é seu direito. Mas me convença de que no cenário atual e em comparação com o arraso do governo anterior ele tenha sido pior. Qual a opção para a política nacional? Votar no DEM, anular o voto, votar no PSOL, votar em branco, eleger o próximo tucano?
“…cenário atual e em comparação com o arraso do governo anterior ele tenha sido pior..”
Como pode ser arraso se ele mantém a mesma política?
Vou reescrever um trecho de um editorial do Clóvis Rossi em 23/12/2007 (Eu sei que vai execrá-lo mas normal né?!)
“…Dias antes de Antonio Palocci ser defenestrado da Fazenda, pelo escândalo do caseiro, cruzei em Londres com Guido Mantega, durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O então presidente do BNDES aproveitou uma rodinha de jornalistas para fazer um comício de exaltação incontrolável dos resultados da política econômica. Terminado o comício, fiz uma observação casual, mas com a rude franqueza habitual: “Quer dizer que está dando certo tudo o que vocês [economistas do PT] passaram a vida dizendo que estava errado?”.
Mantega deu um sorriso amarelo, e a rodinha se desfez, porque chegava Lula para a sua palestra a empresários britânicos e brasileiros. ..”
O tal sorriso amarelo continua e até o presidente do BC que veio do PSDB parece que não é visto pela militância.
Então não se trata de ódio e sim da inversão do discurso “não rouba e não deixa roubar” juntamente com a farsa do mkt do governo petista que pode acolher Sarney , Collor, Delfim Neto, Maluf, Jader Barbalho etc. mas, o único mal é FHC ? Isso é desonestidade! Fora o acobertamento de Zé Dirceu e do crime de Celso Daniel, coisa que os monopolistas da ética nunca poderiam admitir.
Votemos em quem for, tudo farinha do mesmo saco.
E para confirmar que seu transtorno bipolar é uma besteira:
“30/01/2008 Virgílio: acordo PT-PSDB em Minas não é incoerente
senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) vê com bons olhos o diálogo entre o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimental (PT), para o lançamento de uma candidatura única à Prefeitura da capital mineira nas eleições deste ano….”
Cadê o abismo que os separa? A direita e a esquerda?
Farinha do mesmo saco.
Tunico,
vc. está chovendo no molhado. Como já nos conhecemos desde o Fiuza, não vou me repetir para vc. Pelo visto, és adepto do voto nulo… As relacões entre o PT de Minas e o Aécio jé relatei faz tempos. Inclusive fui testemunha disso, quando estive em BH a trabalho. Tanto que imaginava o Aécio numa alianca com o PT, mas não colou, pois tem cacique demais para pouco índio de vice-presidente. Já prefeitura, é bem possível que a alian?a ocorra. O eleitor mineiro aprovou. Lula foi muito bem votado em Minas e o Aécio idem.
Quanto à política econômica de Lula, acho que bipolar é vc. Houve mudancas e continuidades. Vc. cisma de ressaltar só as continuidades (mensalão, roubalheira e Meirelles…).
Tunico,
vc. está chovendo no molhado. Como já nos conhecemos desde o Fiuza, não vou me repetir para vc. Pelo visto, és adepto do voto nulo… As relacões entre o PT de Minas e o Aécio jé relatei faz tempos. Inclusive fui testemunha disso, quando estive em BH a trabalho. Tanto que imaginava o Aécio numa alianca com o PT, mas não colou, pois tem cacique demais para pouco índio de vice-presidente. Já prefeitura, é bem possível que a alian?a ocorra. O eleitor mineiro aprovou. Lula foi muito bem votado em Minas e o Aécio idem.
Quanto à política econômica de Lula, acho que bipolar é vc. Houve mudancas e continuidades. Vc. cisma de ressaltar só as continuidades (mensalão, roubalheira e Meirelles…).
Tunico,
vc. está chovendo no molhado. Como já nos conhecemos desde o Fiuza, não vou me repetir para vc. Pelo visto, és adepto do voto nulo… As relacões entre o PT de Minas e o Aécio jé relatei faz tempos. Inclusive fui testemunha disso, quando estive em BH a trabalho. Tanto que imaginava o Aécio numa alianca com o PT, mas não colou, pois tem cacique demais para pouco índio de vice-presidente. Já prefeitura, é bem possível que a alian?a ocorra. O eleitor mineiro aprovou. Lula foi muito bem votado em Minas e o Aécio idem.
Quanto à política econômica de Lula, acho que bipolar é vc. Houve mudancas e continuidades. Vc. cisma de ressaltar só as continuidades (mensalão, roubalheira e Meirelles…).
O eleitor mineiro aprovou o quê? o “mensalão, roubalheira e Meirelles” ?!?! Bem votado por bem votado Serra também foi em São Paulo e junto com Lula e dai?!
Mudou o quê? Nem o Mantega consegue dizer o que mudou pois não mudou nada….
E muito menos você diz o que mudou.
Eu digo o que mudou: as moscas…..