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Gaza e Auschwitz

January 23rd, 2008 · · 152 Comentários

A Palestina, e os palestinos, precisam de defensores. A política israelense para com os palestinos é estúpida e, em sua estupidez, muitas vezes cruel. Mas, para atacar a estupidez, é preciso inteligência.

Hoje, mais uma vez, como é de praxe quando o assunto é este, alguém decidiu comparar Gaza a Birkenau. Ou a Auschwitz. Podia ser Treblinka.

Ninguém deveria precisar explicar isto, mas o que se passa na Palestina não é, nem de perto, algo que possa ser comparado ao Holocausto.

O nazistas mataram, em dois anos e meio ou três, durante a Segunda Guerra Mundial, metade da população judia da Europa. São seis milhões de pessoas. Mataram em massa, com técnicas cujo único objetivo era a eliminação, e o fizeram em segredo, tanto quanto possível.

Há observadores internacionais em toda parte da Palestina, não há uma máquina de extermínio em curso, cadáveres empilhados, e cada morte de palestino é alardeada aos quatro ventos e vira um problema sério de relações públicas para Israel. Não há o mais vago risco de extermínio étnico.

A Palestina não é o Sudão. E Gaza não é Auschwitz. Gaza é uma região, onde há cidades e campos de refugiados que lembram favelas. Há praia e gente que vai à praia, há rico, classe média e pobre e, a cada boicote, a coisa fica preta. Tem bandido e pacifista, terrorista e fazendeiro. Tem supermercado, loja de eletrônicos, gente acessando internet. E tem chá de hortelã para quem estiver passando.

A Palestina precisa de defensores. Mesmo. Mas quando cada crítico da política de Israel a compara ao Holocausto, comete dois erros. Primeiro, demonstra uma profunda ignorância histórica e uma enorme incapacidade de compreender dois episódios em todo diferentes. Segundo, e mais grave, pega uma das feridas mais abertas do povo judeu para usá-la contra eles. Nisto, desrespeita sua dor e, mesmo sem perceber, flerta com o anti-semitismo.

O objetivo de uma crítica pode ser dois. O primeiro, conseguir mudança. O segundo, provocar dor. A crítica cujo objetivo é provocar dor é só agressão. Aquele que busca mudança, neste caso, não é anti-israelense ou anti-palestina. Busca conciliação.

Tags: Israel e Palestina

152 Comentários até agora ↓




  • 1 Rachel // 23/January/2008 às 10:57

    FIRST!

  • 2 Chesterton // 23/January/2008 às 11:01

    é só para com os foguetes…..

  • 3 Rachel // 23/January/2008 às 11:02

    Neeem acredito que consegui o primeiro comentário, dps de tanto tempo!!!

    Gostaria de dedicar essa honra à Confetti, q não está por aqui estes dias e se estivesse presente eu certamente não teria conseguido postar o primeiro comment.

    Tb queria agradecer à minha família, que sempre me apoio na realização desse sonho e mesmo nos momentos mais difíceis não me deixou desistir.

    Ai, tô tão emocionada!, queria agradecer também o meu agente, Fulano de Tal, que conseguiu esse lugar tão importante pra mim e foi o primeiro a dizer que eu poderia fazê-lo.

    Não posso esquecer de agradecer ao PD pela oportunidade, valeu Pedrão!

    Ai, falta tanta gente e estão aqui me dizendo que preciso encerrar, os comerciais estão entrando! Só queria agradecer novamente.. estou mto feliz, é uma honra, um momen

  • 4 Antonio M // 23/January/2008 às 11:03

    Conciliação?! Ponham a religião de lado e talvez consigam alguma coisa. Pelo menos a tolerância.

    Nisso o Brasil dá exemplo. Muçulmanos, árabes, judeus, protestantes, católicos, espíritas convivem nem que seja para fazer de conta que um não vê o outro mas, se um dia chegarem às vias de fato por aqui, que acabou a tolerância, é por que o Brasil faliu de uma vez por todas….

  • 5 Antonio M // 23/January/2008 às 11:05

    E parabéns ao PD pelos “pingos nos is”, que serve para muita gente que insiste em achar que possuem o monópólio do bem e da verdade por que aposta em um lado da moeda…….

  • 6 Dom Casmurro Patriarca // 23/January/2008 às 11:16

    Eu gostaria que aparecesse um profeta, nessa terra onde apareceram a maioria dos profetas da humanidade, e declarasse quem tem razão e como vai terminar esse conflito.
    Se existe um assunto que me deixa totalmente num dilema é esse aí.
    Não consigo formar uma opinião nem apontar quem tenha razão.
    Acho que a história é aquela de que “em casa que falta pão, todos reclamam e ninguém tem razão.”
    No caso falta terras.

  • 7 Nhé! // 23/January/2008 às 11:16

    PD, dá para deixar esse post num canto do seu blog? Embaixo do Gabeira, talvez.
    É um bom lembrete para o pessoal que troca os pés pelas mãos.

  • 8 quem sabe ? // 23/January/2008 às 11:17

    Pedro

    É claro que é totalmente errado comparar o extermínio de judeus promovido pela máquina nazista com o tratamento que Israel dispensa aos Palestinos.
    O que chateia é que toda vez que alguem critica as atitudes de Israel que você mesmo julga estúpidas e cruel, alguns comentaristas do seu blog jáacha que quem lança a crítica é anti-semita, nazista , evoca os campos de concertação e tal.
    Acho que nada pode se comparar com o que sofreu o povo judeo nas mãos dos nazistas . Mas é claro também que o povo palestino está sofrendo e muito a muitos anos com esse conflito.
    E é desse sofrimento que aparece o ódio, e é desse ódio que surgem os terroristas.

  • 9 Brancaleone // 23/January/2008 às 11:20

    Comparar Gaza comTreblinka ou atribuir a Israel sanhas nazistas contra os Palestinos é de uma idiotice tamanha que só estou conseguindo teclar depois de gargalhar por uns bons 15 minutos. Se algum dia fizerem uma lista das dez maiores imbecilidades do século 21, estas comparações certamente estará alí pelo nono ou décimo lugar.

    Motivos para esta conclusão não faltam:

    1) Os nazis queriam destruir o povo judeu mas os judeus não queriam destruir os nazis, o que não é o caso na Palestina. lá uma parte da população palestina quer tanto destruir Israel quanto uma parte da população de Israel quer destruir a Palestina, ou seja tem-se uma guerra, apenas e tão sómente um simples guerra onde um lado ( o Palestino) muito incompetente, mal assessorado e mal servido de aliados tenta destruir o outro ( o Israelense) , mais competente, bem assessorado e com bons aliados.

    2) Se a parte estúpida dos palestinos tivesse a mesma competência e suprimentos que a parte estúpida dos israelenses tem, seria uma guerra mais “parelha”, mais ” justa”, se é que se pode usar estes termos quando se fala de guerra.

    3) Na verdade, os palestinos reclamam de Israel porque Israel faz com eles o que eles fariam com Israel se tivessem condições…

    4) No tocante à ajuda à população palestina como um todo - incluídos aí a parte estúpida da população - Esta ajuda deve partir dos que se dizem aliados e “amigos” do povo palestino ou sejam, os povos árabes vizinhos. Acontece que os povos árabes vizinhos temem mais uns aos outros que temem a Israel, vai daí que a intenção destes “amigos e aliados” é primeiramente dominar a palestina e então usá-la contra Israel. Creio não estar longe o dia em que a Palestina será loteada entre a Síria, Irã, Jordânia, etc…

    5) Tenho a certeza que a maioria da população Palestina e a maioria da população Israelense gostaria de uma convivência pacífica - receosa, mas pacífica. Acontece que como é humano, natural e mundial, uns liderecos manipulam as minorias otárias, barulhetas e violentas, lucrando com isso.

    E assim vai. Entre muros, boicotes, cercos, kassans e otários se explodindo em õnibus, a vida segue na região. Lá em Gaza, como de resto em centenas de outros lugares do mundo, este é o normal, este é o cotidiano dêles…

  • 10 Darwinista // 23/January/2008 às 11:26

    Brancaleone,

    Atualize pra gente, lá no Open, a saga do suicida. Se você quiser, claro.

  • 11 joc // 23/January/2008 às 11:36

    “Há observadores internacionais em toda parte da Palestina”

    E se não houvesse? Como seria? Como Sabra e Chatila?

  • 12 Pedro Doria // 23/January/2008 às 11:38

    Mesmo Sabra e Chatila, que foram atacadas no Líbano por milícias libanesas católicas estimuladas por um comandante israelense, não se compara nem de perto ao Holocausto.

  • 13 Te // 23/January/2008 às 11:44

    Parece golpe abaixo da cintura pra derrubar o adversário e ganhar a luta por nocaute. Trazer técnica do boxe pra um debate verbal é uma baita estupidez.
    Não faltam terras. O problema é dividi-las, principalmente as boas e com fontes d’água.

  • 14 É verdade // 23/January/2008 às 11:48

    Sabe de quem é a culpa?

    Da propaganda…da publicidade…

    Eu explico…se o sr. (pessoa, indivíduo) tiver um inimigo, declarado ou não, e este inimigo tiver grande interesse em sua ruína, este inimigo usará qualquer meio e forma para atingir seu objetivo.

    O ser humano acredita, segundo estudos científicos (em tempo jogarei o link), mais em fofocas e mentiras, boatos e DIFAMAÇÕES, do que na palavra do indivíduo difamado. Mesmo sem ter provas, ou mesmo indícios.

    E muitas vezes mesmo com provas (no caso do holocausto: prédios, documentos, filmes, testemunhas) o ser humano, pela sua própria maldade defende um ponto de vista contrário apenas porque o DIFAMADOR faz publicidade, propaganda, boatos e mentiras, que neguem ou difamem ainda mais a vítima (no caso “as vítimas”).

    Não tenho a menor idéia de como isso poderá acabar…mas de uma coisa eu tenho certeza, nunca se deve deixar o DIFAMADOR à vontade para espalhar mentiras e publicidade contrária a uma vítima (no caso “vítimas”).

    Falava apenas da associação entre o caso palestino e o holocausto.

  • 15 Verdade // 23/January/2008 às 11:51

    Sabe de quem é a culpa?

    Da propaganda…da publicidade…

    Eu explico…se o sr. (pessoa, indivíduo) tiver um inimigo, declarado ou não, e este inimigo tiver grande interesse em sua ruína, este inimigo usará qualquer meio e forma para atingir seu objetivo.

    O ser humano acredita, segundo estudos científicos (em tempo jogarei o link), mais em fofocas e mentiras, boatos e DIFAMAÇÕES, do que na palavra do indivíduo difamado. Mesmo sem ter provas, ou mesmo indícios.

    E muitas vezes mesmo com provas (no caso do holocausto: prédios, documentos, filmes, testemunhas) o ser humano, pela sua própria maldade defende um ponto de vista contrário apenas porque o DIFAMADOR faz publicidade, propaganda, boatos e mentiras, que neguem ou difamem ainda mais a vítima (no caso “as vítimas”).

    Não tenho a menor idéia de como isso poderá acabar…mas de uma coisa eu tenho certeza, nunca se deve deixar o DIFAMADOR à vontade para espalhar mentiras e publicidade contrária a uma vítima (no caso “vítimas”

    Falava apenas da associação entre o caso palestino e o holocausto.

  • 16 DDT // 23/January/2008 às 11:57

    Concordo com a coisa da crítica e da mudança. E concordo que Gaza e o Holocausto são coisas de dimensões muito diferentes. E concordo que isso acaba flertando com o anti-semitismo.

    Mas acho que muita gente cai no erro dessa comparação não por um sentimento anti-semita, mas por ser muito difícil ver um povo que sofreu tanto ser tão insensível com outro. Acho que é isso que revolta uma parte das pessoas.

    Por outro lado, explodir a si mesmo e ao israelense que está no mesmo busão não é nada sensível, evidentemente.

    No fim das contas, não dá pra contar com a sensibilidade de ninguém. É torcer pela inteligência pelo menos. E torcer pra que as feridas não atrapalhem o jeito de pensar.

  • 17 Lando // 23/January/2008 às 12:17

    DDT, concordo com você. O que me irrita tremendamente é vermos Mr.X e Chest falarem as asneiras, mentiras, inversões históricas, em pura propagando semita e ao serem criticados, acusarem logo o outro de anti-semita (anti-sionista não é anti-semita), sem que isso provoque qualquer reação do PD. Quer dizer, o racismo semita pode, né?

  • 18 Villas // 23/January/2008 às 12:27

    Infelizmente a dimensão da estupidez humana é tanta que pedir para usarem a inteligência chega à ser uma agressão.
    Sugiro que dêem uma olhada em blogs escritos de lá como fromgaza.blogspot.com para entenderem melhor antes de comentarem.
    Quanto ao post, é perfeito na crítica e na sustentação dela.

  • 19 Pedro Doria // 23/January/2008 às 12:30

    Lando: repreendo o Chesterton toda hora. E, evidentemente, discordo deles no que tange a Israel.

    Além do mais, semitas, lá, são todos.

  • 20 Mr X // 23/January/2008 às 12:45

    Lando,
    Eu não sou semita nem sionista. Sou a favor de Israel por motivos ideológicos e concretos, e por ter, não nego, mais simpatia pelos judeus do que pelos muçulmanos, até porque me preocupa o aumento mundial do radicalismo islâmico (o “radicalismo judaico” não me afeta diretamente). Não quer dizer que eu apóie o extermínio de ninguém, nem incondicionalmente Israel contra os árabes. Mas diga qual “inversão histórica” coloquei aqui? E aliás não acusei ninguém de anti-semita hoje.

    “campos de concertação”? (#8)
    Kkkkk… Tocam música? Ah não, é proibida no islã radical.

  • 21 Moses Kuhn Besouchet // 23/January/2008 às 12:48

    Perfeito, Pedro. E outra: o combate ao antisemitismo, ao racismo em geral, depende de vigilância permanente de cada um de nós, não em relação aos outros, mas a nós mesmos. Começa por assumirmos que vivemos numa cultura racista, preconceituosa, e que podemos, sim, ter elementos racistas dentro de nós mesmos. Não basta a simpatia por uma tese politicamente correta. nem criticarmos os outros. As pequenas coisas merecem atenção: não rir nem propagar piadas de negros, judeus, portugueses, alemães, argentinos, nordestinos, gays. Trabalhar muito nossos filhos, incentivando relações inclusivas (e isso vai desde ter uma Barbie negra entre as das meninas). Não podemos ter pudor em comentar com colegas, com amigos, quando constatamos que a tv não incluem negros. A luta é diária, e não ocasional, não apenas quando o assunto surge. Temos q ser mesmo desagráveis, azar de quem não goste, e não parecermos politicamente corretos apenas.

  • 22 Chesterton // 23/January/2008 às 13:06

    eu sei que os povos árabes sáo semitas, mas sei tb que os anti Israel ficam fulos da vida quando chamados de anti-semitas (e na verdade são anti-semitas, parciais, ma ainda assim anti uim povo semita).

    mas os palestinos (semitas) sáo ideologicamente criados pela KGB. Nem os arabes os querem.

  • 23 Antonio M // 23/January/2008 às 13:10

    Hmmmm…politicamente correto? Outra bobagem.

    Por exemplo, Não se consegue fazer humor na mairoia das vezes se não houver o politicamente incorreto. O humorista Marcos Plonka fez personagem e conta piadas de judeus, por exemplo, e foi questionado se não causava revolta entre eles e disse que é justmente o contrário, recebe convites para participar de comemorações judaicas para contá-las. Há livros com piadas de judeus editados por eles mesmos. Woody Allen, Lenny Bruce, Groucho Marx, Milton Berle, Mel Brooks, Art Buchwald, Seinfeld são exemplos também então o negócio não é por aí. Louis Armstrong , Nat King Cole eram criticados e até menosprezados por pessoas negras porque agradavam platéias brancas.

    Devemos condenar formas de opressão nacionalistas e racistas como Ku-Klux-Klan (já começa com KU não pode ser boa coisa, que nem Kunhado nénão?!?), Apartheid etc. por serem ideológicas, organizadas, mantidas pelo Estado e/ou muito dinheiro etc.

    E cuidado para não se dar o status de injustiça social para recalques e complexos de inferioridade que na verdade precisam de tratamento psicológico. O resto tem que ser tratado com educação sim, inteligência e criatividade senão teremos tanta formalidade que o convívio social ficará impossível…..

  • 24 HRP Mané Reloaded // 23/January/2008 às 13:11

    Sempre o mesmo e velho papo……passaram-se 62 anos do holocausto…..então deveriamos ter evoluido……as técnicas podem não chegar ao patamar nazista…..mas evoluimos certo?
    Então num mundo muito mais ciente do que deve e não se deve praticar entre irmãos humanos…Israel lembra muito ,para mim, com o animo se seu povo hoje, um estado que lembra e muito aquele que perpetrou as loucuras nazistas……
    Ferindo sentimento?….não sabendo ser defensor?…..Pedro Doria …essa é a sua opinião….
    Esse assunto…essa comparação é proibida?
    Que medo gélido é esse?
    Que interesses obscuros desmascar o espirito da coisa entre Israel e os palestino existem ?
    Israel pratica uma sistematica politica de sufocamento do povo palestino….em 60 anos já tomou-lhes mais de 50 % das terras….quem voce quer enganar?…sempre com essa coisa de não ferir sentimento….homens corajosos fala as claras!
    Israel age na escuridão de objetivos e desejos inconfessáveis…..
    CHEGA DESSE PAPO DE ANTI SEMITISMO!

  • 25 Chesterton // 23/January/2008 às 13:12

    Moses, o racismo é humano, nunca vai acabar, e é mais uma questão individual.
    Mas o racismo enquanto instituiç~qao, deve ser combatido radicalmente.

  • 26 Chesterton // 23/January/2008 às 13:13

    Sorry, Moses, mas piadas racistas são as mais engraçadas. Fodam-se os politicamente corretos e super-sensiveis.

  • 27 HRP Mané Reloaded // 23/January/2008 às 13:14

    Bronco….cuidado para não ficar alardeando teus crimes na net que pode dar em problema……
    EEEEEEEE

  • 28 Chesterton // 23/January/2008 às 13:19

    Pedro Doria discorda da politica de Israel, não de mim, que a defendo apenas.

  • 29 Chesterton // 23/January/2008 às 13:26

    eu gosta daquela piada do judeu que ficou viuvo e foi fazer um anuncio
    - Sara morreu
    Aí o cara do jornal falou
    - o seu Davi, tá muito laconico, 5 palavras pagam o mesmo que duas..
    - Sara morreu, vendo Chevette novinho….

    (muito boa esta piada)

  • 30 athalyba // 23/January/2008 às 13:34

    Essa comparação Gaza=Gueto de Varsóvia / Israel=Nazis é de uma desonestidade incrível … Não vale a pena entrar em detalhes.

    Também tenho uma outra opinião, essa mais delicada: os dois lados não precisam de defensores, já existem demais para o meu gosto.

    Mas a questão central, que todos deixam de lado, é o pq da gritaria. Para além da claque, devemos, isso sim, consultar fontes históricas, analisar os aspectos jurídicos das ações sob a luz do humanismo e, *principalmente* ter humildade pra ver os erros que assumimos como verdades.

    Então, aos que acham que comparações imbecis como essas do título do post, e declarações racistas do tipo “palestinos não exitem/não merecem existir” são aceitáveis, fica minha sugestão: vão ler e tenham sua própria opinião.

    O resto é gritaria estéril …

  • 31 Antonio M // 23/January/2008 às 13:35

    Postei piada de turco, árabe e judeu lá no open…..

  • 32 Andre Fucs // 23/January/2008 às 13:50

    athalyba ,

    apesar das opiniões antagônicas muitas vezes expressadas nesse blog devo dizer que concordo 100% com seu último post.

    :-)

  • 33 Piotr Kropotkine // 23/January/2008 às 13:55

    o assunto é sério mas não resisto a dizer que por mim estejam à vontadex com piadas sobre portugueses…. eu sou alentejano o pior e mais retardado dos portugueses …. pior que alentejano não é possível….

    uma das melhores que eu ouvi foi de um amigo argentino que dizia que vinha do Brasil para Portugal para “azerar” o cérebro….

  • 34 Chesterton // 23/January/2008 às 13:56

    Palestinos são árabes.

  • 35 Chesterton // 23/January/2008 às 13:58

    com Lula de presidente, não me sinto a vontade de contar piada de portugues. Ainda mais depois de passar uns dias em Lisbona..

  • 36 faraó // 23/January/2008 às 13:59

    HRP Mané Relaoded

    ESSE POST É EM HOMENAGEM À SUA IGNORÂNCIA.
    SÓ FALTOU O SEU NOME, MAS TODO MUNDO SABE PRA QUEM É.

    QUE NÃO TE FALTE CAPIM.

  • 37 HRP Mané Reloaded // 23/January/2008 às 14:00

    Aí …..nem precisa ser anti semita….olha o cara aí em cima!
    EEEEEEEE…obrigado

  • 38 Piotr Kropotkine // 23/January/2008 às 14:01

    ia aqui tecer mais umas considerações como ateu e sobre os livros sagrados e como nos livrso sagrados a banalização da violência e dos morticinios e da crueldade conduz a racismos e a intolerâcia pelo outro como as designações de gentios profanos incréus infiéis conduzem a estereotpizações e tal e etc etc mas é melhor estar quieto….

  • 39 HRP Mané Reloaded // 23/January/2008 às 14:07

    Fiquei maravilhado com o comentário 75 do post anterior….não deixem de ler…por isso e com ele não preciso de mais argumentos…..ele foi definitivo no seu conteúdo!
    EEEEE e muito boa tarde!

  • 40 Marcos Araújo // 23/January/2008 às 14:12

    Lando, o Dracul Chupacabra e o Sr. Xixi sao anoes intelectuais metidos a generais (da banda e do teclado). Além disso, acreditam piamente que sao estrategas de calibre internacional. Os que estes dois energúmenos babam de asneira aqui neste blog é de fazer cair o queixo - o céu é o limite. Daí, é saltar por cima dos comentários deles, aliás bastante dispensáveis, e somente ler o que vale a pena ler.

    Quanto à Gaza, está claro que Israel nao tem intençao de “aniquilar” ou cometer “genocídio” contra os palestinos, como afirma o geralmente politicamente correto Pedro Doria. Mas emprega métodos nazistas para asfixiar este povo, sua economia, educaçao e cultura, e roubar suas terras.

    Peine perdue. Os foguetinhos irao continuar, nao há como controlar os disparos, a menos que invadam e destruam tudo, nao deixando pedra sobre pedra. Aí sim seria extermínio, genocídio. E isto geraria um conflito incontrolável, onde Israel também teria muito a perder.

    Nao existe outra soluçao senao tapar o nariz, sentar com o Hamas e negociar. O jogo da avestruz de Israel, esconder a cabeça na areia, nao foi, nao está indo e nao vai a lugar algum.

  • 41 HRP Mané Reloaded // 23/January/2008 às 14:18

    Marcos ….alguém lúcido em meio as garatujas dos ímpios!
    EEEEEEE…..Uma lufada de ar fresco ….parabens!

  • 42 Marcos Araújo // 23/January/2008 às 14:21

    …Jôgo que, é necessário reconhecer, é ditado pelo patrao de Israeal, os EUA. No que toca a pol­itica em relaçao aos países árabes, Israel nao mexe um dedinho sem pedir permissao prévia ao presidente dos EUA.

  • 43 Dom Casmurro Patriarca // 23/January/2008 às 14:22

    Chest,

    piada de judeus é engraçada?
    No filme Cabaré, há uma piada realmente nazista.
    Um sujeito fala lá um monte de coisas da namorada dele e depois aparece uma macaca.
    E o sujeito conclui.
    Minha namorada é uma macaca, mas não é uma judia.
    Você acha essa piada engraçada?

  • 44 Antonio M // 23/January/2008 às 14:27

    “O Hamas (acrônimo de Harakat al-Muqawamah al-Islamiyyah, ou ???? ???????? ????????? em árabe) é um partido político e movimento guerrilheiro palestiniano, cuja sigla designa o Movimento de Resistência Islâmica, ou seja, luta contra a existência do Estado de Israel (estado esse criado após a Segunda Guerra Mundial para abrigar judeus)….”

    Como Israel conversa com eles? Primeiro Israel desaparece para depois poder conversar com eles?

  • 45 Antonio M // 23/January/2008 às 14:29

    “Hamas é a abreviatura de Harakat Al-Muqawama Al-Islamia (Movimento de Resistência Islâmica), uma organização política palestina que luta contra a existência do Estado de Israel. O movimento ficou conhecido somente em 1987, quando este grupo islâmico conservador surgiu atuante na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, tornando questionável a atuação da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).”

    Como Israel conversaria com eles? Primeiro Israel desaparece para depois iniciar conversas ?

  • 46 Antonio M // 23/January/2008 às 14:30

    Desculpem a duplicidade. Havia ocorrido um erro na primeira vez e pensei não ter postado…..

  • 47 Antonio M // 23/January/2008 às 14:35

    Dom Casmurro, o filme citado mostra a sociedade alemã pouco antes do surgimento do nazismo. E é um drama musical. Não era para ser engraçado mesmo…..

  • 48 faraó // 23/January/2008 às 14:38

    Só mesmo alguém que mora e vive confortavelmente do lado de cá, longe da realidade do Oriente Médio, é capaz de chegar a essa conclusão tupiniquim, heim o Antonio M.

    E ainda receber aplausos de outro semelhante como HRP zé Mané.

    Queria ver se tivessem que abastecer com água uma favela nos fundos do seu prédio e ainda recebessem pedradas nas vidraças todos os dias.

    Quem mais sustenta aquela corja não são os egipcios, os jordanianos, os sauditas, os iraquianos, os iranianos, os sírios, os libaneses, e nenhum outro árabe ou simpatizante que existe.
    Quem fornece o combustível, a água, a comida, os remédios, em suma, tudo que é necessário para se viver com alguma dignidade, é Israel.

    Haja capim pra alimentar os que aqui vem pastar.

  • 49 HRP Mané Reloaded // 23/January/2008 às 14:39

    Pior cego é aquele que não quer ver….qual era o tamnho de Israel em 1960 e qual o seu hoje?
    Por aí voce tira qual é a de Israel!
    EEEEEE……

  • 50 aiaiai // 23/January/2008 às 14:44

    Antonio M,

    “Como Israel conversa com eles? Primeiro Israel desaparece para depois poder conversar com eles?”.
    Pois é…Muito boa essa idéia!
    Antes que venham dizer que eu sou contra judeus, não sou contra judeus…só sou contra um estado criado artificialmente para abrigar uns caras que ficam dizendo que aquela terra é deles porque deus deu para eles. Note-se que esses caras não estavam desabrigados…poderiam ter ido para qualquer lugar ou ficado onde estavam. Depois que a Alemanha perdeu a Guerra, não havia mais nenhuma ameaça ao povo judeu.

    Deus não deu nada para ninguém, isso não deveria existir mais no século XXI. Se não tivessem criado esse estado artificial, o Hamas nem existiria.
    Então, se Israel desaparecer, nem vai ter conversa, nem vai ter Hamas, nem vai ter questão palestina.

  • 51 Burn the Witch! // 23/January/2008 às 14:45

    A coisa está quente aqui… Olha, tenho que concordar com faraó, os árabes estão pouco se lixando pros palestinos. Jogam uma grana aqui e ali para encher o saco de Israel. Mas dar terras e aceitar aquela gente não interessa nem um pouco aos “amigos árabes” - e espaço é o que não falta nesses países viznhos.

  • 52 Brancaleone // 23/January/2008 às 14:51

    Tô me lembrando dos anos sessenta e tantos, quando a Síria quis desviar o Jordão ainda em seu território. A idéia era matar os judeus de sêde. Israel foi lá tascou uns tiros, uns Kafires fizeram uns rasantes e pronto, a Síria pôs o rabo entre as pernas e “vazou”… Agora é mais cômodo açular a minoria burra dos palestinos contra Israel.

    Agora falemos sério:

    Alguem aqui acha possível que nos próximos 50 anos a paz na região seja possível? Só a posse de Jerusalem assegura uns 100 anos de conflitos pela frente. A água então nem se fala. Mais fácil uma fusão dos times do São Paulo e do Corinthians…

  • 53 Chesterton // 23/January/2008 às 14:51

    Dom, tem piadas e tem piadas. Em tudo temos que ter o senso de proproção. Tambem acho que piadas sobre fornos, pizza e judeus são de um mau gosto insuportavel, ofensivas. mas não são necessariamente racistas. Se eu terminasse as piada dizendo que minha namorada é uma macaca mas não é mãe (sua, minha, do PD, do Mr X) seria igualmente ofensiva.
    Em tudo há a proporção e o limite, por vezes incerto, entre o mau-gosto e o insuportavel.

  • 54 marta // 23/January/2008 às 14:53

    Pedro, não é por nada não, mas pelo que me conste o que não falta são “defensores “dos palestinos. Coloquei entre aspas pois parece-me que o povo palestino, há tempos, virou massa de manobra dos mais variados interesses.
    Queria muito ver o Estado palestino acontecer, mas pelo andar da carruagem…Falando nisto, Israel tem que falar com quem? quem responde do outro lado? Fatah? Hamas? Barghouti, da cadeia? Meshal, de seu conforto na Síria? quem é o interlocutor?

  • 55 Jim Jones // 23/January/2008 às 14:54

    Aiaiai, “Depois que a Alemanha perdeu a Guerra, não havia mais nenhuma ameaça ao povo judeu.”

    Caramba! Matam seis milhões de judeus e você espera que de um dia pro outro os sobreviventes pensem “ah, que bom, agora está tudo bem, vamos abraçar nossos ex-carrascos, é seguro”. E “Note-se que esses caras não estavam desabrigados”, é caras que perderam 99% dos parentes não são “desabrigados” agora…

  • 56 Andre Fucs // 23/January/2008 às 14:57

    Note-se que esses caras não estavam desabrigados… poderiam ter ido para qualquer lugar ou ficado onde estavam. Depois que a Alemanha perdeu a Guerra, não havia mais nenhuma ameaça ao povo judeu.

    chega a ser deprimente o nível de ignorância…

  • 57 Darwinista // 23/January/2008 às 14:58

    “Mais fácil uma fusão dos times do São Paulo e do Corinthians…”

    Pelamordedeus, essas coisas não se escreve nem de brincadeira…

  • 58 Piotr Kropotkine // 23/January/2008 às 15:04

    aiaiai….se a imbecilidade de um argumento pagaçe imposto você sozinho(a) equilibrava o déficit americano….

  • 59 Dom Casmurro Patriarca // 23/January/2008 às 15:04

    Chest,

    concordo 100% com o seu comentário 53.
    Eu ia postar a mesma coisa.

  • 60 Harun al-Rachid // 23/January/2008 às 15:08

    Israel: 20 mil km² - 7 milhões de habitantes – PIB de 200 bilhões – RPC de 28 mil dólares.

    Uma hipótese absurda, ficcional: Os judeus abandonariam o território inóspito criado pelo interesse do USA e se espalhariam pelo mundo.

    Os americanos, na posse do Iraque, podem dispensar a base militar em Israel.

    Qualquer sociedade consciente aceitaria os judeus de braços abertos pois têm boa formação e dinheiro. Fim do problema para os judeus.

    Piora do problema para palestinos e outros maometanos. Nunca mais seriam notícias de jornal, mesmo que se matassem aos montes.

  • 61 Piotr Kropotkine // 23/January/2008 às 15:09

    Israel cauciona muitas vezes a sua actuação numa “culpa” universal que parece que todos temos em relação a um povo que foi escorraçado e perseguido e que de facto vivia por ali onde hoje está…. mas que não pode servir sistematicamente de desculpa para a humilhação diaria que inflige noutros seres humanos…

    entretanto de facto parece ser dificil dialogar com alguém que pura e simplesmente tem na agenda a aniquilação do parceiro no diálogo como faz o Hamas (basta ver como “dialogam” coma OLP)

    a saida não vai ser facil existem milénios de acrimónia e procurar o “culpado” parece pouco util…. é como encontrar o culpado num divorcio….

  • 62 Antonio M // 23/January/2008 às 15:10

    aiai,

    Estado artificial? Guardadas as devidas proporções, se estivessemos obedecendo ao Tratado de Tordesilhas até hoje, não teriamos 50% do território que temos hoje.

    Esse problema é muito complexo e se tem religião no meio então, fica praticamente insolúvel pois dogmas estão em jogo.

  • 63 Piotr Kropotkine // 23/January/2008 às 15:13

    e peço perdão pelo humor negro e anti religioso mas se a questão é a quem é que Deus deu aquela terra então é preciso encontrar o cabrão do notário que fez a escritura original e tem ainda a cópia do contrato de compra e venda ….provavelmente foi com um mediador imobiliario da Remax….

  • 64 Marcos Araújo // 23/January/2008 às 15:13

    HRP, felicitaçoes pelo seu comentário # 24 - na môsca!

    Muito bunda mole aqui neste espaço tem medo de abrir a boca para criticar a política suja de Israel, e serem atacados pelos “generais-da-banda” Chupacabra e Xixi, e outros puxa-sacos de Israel.

    Afirmo: Israel tem todo direito de existir como Estado laico (e nao deve ser reconhecido com sendo Estado Judeu, como deseja), nas fronteiras estabelecidas pela ONU, ou nas de 1967. Terá que devolver as terras que roubou à fôrça ou na trapaça, inclusive o Golan à Síria. A grande maioria dos países árabes já reconheceu e aceitou esta realidade. Todos deverao sentar e negociar sem condiçoes prévias, e quanto antes melhor. Simplesmente, e lógicamente, nao existe outra saída. O Estado palestino terá que ser criado na Cisjordânia e Gaza, e TODAS as colônias ilegais deverao ser desmanteladas e os colonos rapatriados para Israel. Queira ou nao queira, esta é a realidade. A política atual americana, israelense e de alguns países árabes vis-à-vis os palestinos levará todos naquela regiao ao naufrágio.

    Israel deverá receber todas as garantias necessárias para sua sobrevivência - em PAZ. Mas deverá respeitar os direitos do povo palestino e negociar de boa-fé a criaçao de um Estado palestino viável - e nao um bantustao recheado de colônias israelenses.

  • 65 Chesterton // 23/January/2008 às 15:17

    piotr, pq vocë escreve pagasse com cedilha?

  • 66 Piotr Kropotkine // 23/January/2008 às 15:19

    eu escrevo em constipez uma linguagem de anarcas constipados… sou um Popperiano empedernido ….logo um individualista com escrita própria

  • 67 Piotr Kropotkine // 23/January/2008 às 15:28

    agora vou levar o meu filho mais velho ao treino de basketball… na equipa dele tem portugueses(as), angolanos, suecos, marroquinos(as), paquistanesas, indianas, judeus, ingleses, brasileiros (as) e a preocupação principal no ultimo treino entre a garotada era saber como arranjar o Pokemon Deoxys no jogo do Pokemon Emerald para o Game Boy Advance …

  • 68 Burn the Witch! // 23/January/2008 às 15:28

    Marcos, “A grande maioria dos países árabes já reconheceu e aceitou esta realidade”, ah pare, Israel não pode nem jogar um torneio de futebol na região porque ninguém reconhece o país. Que besteira afirmar que os árabes estão sempre prontos para coversar à mesa. E, que coisa!, você só falou do que os israelenses devem fazer, e os palestinos? Vão ficar olhando a banda passar?

  • 69 Dom Casmurro Patriarca // 23/January/2008 às 15:29

    Marcos Araújo,

    só tem um probleminha.
    Você vai ter que convencer todos os palestinos e todos os judeus a aceitarem as suas idéias.

  • 70 athalyba // 23/January/2008 às 15:36

    O termo maometanos mostra que o tal Harum al-Rachid é tudo, menos árabe …

  • 71 Pedro Doria // 23/January/2008 às 15:50

    aiaiai: já falaram, não custa só reafirmar. Estavam desabrigados, não tinham qualquer propriedade, e viveram em campos de refugiados alguns anos entre o fim da Guerra e a mudança para Israel. Foram um pesadelo estratégico e esquemático para quem estava tentando levantar a Europa naquele 46, 47.

  • 72 Mr X // 23/January/2008 às 15:55

    “Afirmo: Israel tem todo direito de existir como Estado laico (e nao deve ser reconhecido com sendo Estado Judeu, como deseja)”

    O que você afirma é irrelevante, e vá fazer essa proposta de Estado laico pros iranianos e sauditas, pra ver o que lhe acontece. Cuidado pra não tropeçar em algum Corão pelo caminho, ou é pena de morte na certa.

    Mas emprega métodos nazistas

    De novo… Você não sabe nada sobre o nazismo, ou não diria isso.

    para asfixiar este povo, sua economia,

    Qual economia? A que depende de Israel, ou os subsídios de ONU, EUA, União Européia?

    educaçao e cultura,

    Os programas “culturais” do Hamas que estimulam o ódio aos judeus e dizem às crianças que bacana mesmo é ser mártires? Dá uma olhada em memri.org

    Peine perdue. Os foguetinhos irao continuar, nao há como controlar os disparos,

    Os foguetinhos parecem ter diminuído bastante com os cortes de luz… Estranho.

    Não entendi, Marcos Araújo. Por que os palestinos simplesmente não páram de atirar foguete, pra ver o que acontece? Não podem ou NÃO QUEREM?

    Ah: os foguetes e tiros do Hamas são democráticos, já mataram judeus, árabes, muçulmanos e cristãos. No outro dia até um equatoriano levou tiro de palestino.

  • 73 Marcos Araújo // 23/January/2008 às 16:11

    Sr. Xixi, leia com atençao o que escrevo e nao distorça o que lê em favor de sua argumentaçao infantil e falha, impregnada de radicalismo e sentido único. Você é bitolado, cara. É de dar pena. Paro por aqui, nao costumo argumentar com intelectos inferiores, rastaqueras do seu tipo - é perda de tempo.

  • 74 Andre Fucs // 23/January/2008 às 16:14

    Mr X.

    Foi mal mas vou ter que puxar tua orelha…

    Você é bitolado cara, ponderado é o Marcos “escreve sandices” Araújo.

    KKKKK

    :-)

  • 75 nada será como antes // 23/January/2008 às 16:33

    Marcos Araújo,

    Você faz comentários racionais e sensatos, mas não adianta.

    A direita se outorga o direito de nomear palestinos e demais árabes com termos ofensivos, além de provocar rasteiramente os muçulmanos.

    Mas, quando se toca em qualquer firula não grata aos pró-Israel, a gritaria e as ofensas são deslocadas, automaticamente, para o autor do comentário.

    Acham-se donos da razão e, por onde passam, o que se vê é destruição.

  • 76 Mr X // 23/January/2008 às 16:34

    Puxa :-( Magoei.

    No mais, leiam esta fascinante notícia que saiu no Times:

    Os palestinos em crise humanitária furaram o bloqueio, foram ao Egito… E voltaram trazendo artigos de primeira necessidade como

    caixas de cigarros
    televisão
    telefone celular
    motocicletas
    camelos

    http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/middle_east/article3238615.ece

    O que acontece é que o pessoal aqui e especialmente a mídia romantiza os palestinos, e acredita na historinha do pobre palestino plantador de oliveiras com a chave da antiga casa do vovô Ahmed na mão..

  • 77 Marcos Araújo // 23/January/2008 às 16:36

    André, que decepçao! Pensei que você fosse um sujeito inteligente (aquele seu post sobre Gaza, e as fotografias anexadas ao mesmo, enviadas ao Pedro Doria, foi uma lástima de sórdida manipulaçao). Minhas sandices sao, a comparar com as suas, um tratado de filosofia.

    Sai do meu pêlo, bicho!

  • 78 Mr X // 23/January/2008 às 16:39

    A crise da falta de cigarros e televisões em Gaza realmente havia atingido um patamar insuportável…

    Among those returning were Osama Hassan, 25, who went shopping with his 17-year-old fiancee Sarah for their wedding essentials. He bought a special mattress for his injured back; she brought kitchen supplies.

    Some staggered back into Gaza carrying televisions, and others sported brand-new mobile phones. In Gaza City, prices of cigarettes - which had skyrocketed during the total blockade of the past week - fell by 70 per cent in a few hours.

  • 79 Marcos Araújo // 23/January/2008 às 16:40

    Em resposta ao comentário 76, de um otário (perdao pela rima; é de propósito):

    E quando soldados israelenses invadem casas de palestinos e roubam, descaradamente, dinheiro, jóias e computadores, além de surrar os habitantes, ninguém fala nada?

    Vê se te manca, ô Xixi fedido!

  • 80 Mr X // 23/January/2008 às 16:44

    Notem que:
    a) o Egito também está fechado pra balanço pros palestinos, sem que ninguém na mídia reclame;
    b) o preço do cigarro caiu, significando que os palestinos compraram cigarro no Egito pra revender em Gaza. Primeira necessidade…

  • 81 mso // 23/January/2008 às 16:45

    Pedro, é claro que não se pode comparar a situação da faixa de gaza com a política de extermínio dos campos de concentração. Mas um território com fronteiras fechadas, com uma economia estagnada e controlada e constantes incursões do exército lembra muito um gueto, não é? Israel não irá exterminar os palestinos. Mas os manterá no gueto. E a experiência de Varsóvia deveria ter servido para evitar essa tragédia humanitária.

  • 82 nada será como antes // 23/January/2008 às 16:46

    Não por coincidência, soldados israelenses agem de forma semelhante aos colegas de Rio e SP que invadem favelas. Pé na porta, destruição, “apropriação, carinhos especiais e, como mimo derradeiro, tiros nos inocentes.

    O que está na mesa, em ambas situações, é a luta de classes.

  • 83 Mr X // 23/January/2008 às 16:55

    …luta de classes…

    É, há quem não consiga tirar os óculos marxistas nem por um segundo.

  • 84 nada será como antes // 23/January/2008 às 17:04

    Óculos materialistas e dialéticos, que enxergam bem o entorno e sempre miram o futuro, diferentes das mentes colonizadas, que adoram o tristemente famoso “deu no New York Times”.

  • 85 Marcos Araújo // 23/January/2008 às 17:30

    Boa, NSCA! Legal o “deu no New York Times”, a bíblia do Chupacabra e do Xixi…

  • 86 Elias // 23/January/2008 às 18:02

    Pra quem acha que, depois da derrota da Alemanha, não havia mais nenhuma ameaça aos judeus, não custa lembrar os pogroms de 1945 e 1946, na Polônia, dos quais resultaram a autorização para que 500 mil judeus emigrassem para a Palestina (alterando definitivamente a proporção até então existente entre árabes e judeus).

    Sem os pogroms, continuaria valendo o “Livro Branco”, em vigor desde 1939, que autorizava a emigração de apenas 17 mil judeus para a Palestina, num prazo de 5 anos.

    Com os pogroms, EUA e Inglaterra acabaram autorizando a emigração de 500 mil em apenas um ano.

  • 87 André Pessoa // 23/January/2008 às 18:23

    Pedro, esse post está espetacular e deveria virar referência para a questão. Concordo com quem falou lá em cima sobre deixar ele “fixo” no blog, com algum link permanente e visível (se fosse num fórum, o “tópico” deveria ser “pinado”).

  • 88 Chesterton // 23/January/2008 às 19:00

    Marcos caramujo , isto:
    E quando soldados israelenses invadem casas de palestinos e roubam, descaradamente, dinheiro, jóias e computadores, além de surrar os habitantes, ninguém fala nada?

    chest- você tem que provar. Nunca ouvi, ou li uma reclamação desta especie por parte dos palestinos. mesmo porque não há nada que rpeste para ser roubado. Ta confundindo o Exercito Israelense com os PM do Rio?

  • 89 A. Wasserman // 23/January/2008 às 19:21

    Muito bom esse post e o seguinte, sobre o boicote em Gaza.

  • 90 Radical Livre // 23/January/2008 às 19:53

    PD, Cheguei tarde. Porém…

    meus perdões, não quero ferir a suscetibilidade de ninguém, nem abrir novas feridas.

    No entanto, ao ler a matéria de hoje no Globo sobre a confusão na fronteira entre gaza e egito e o fechamento total das fronteiras de gaza pelos israelenses, não me lembrei de awschuitz (ou seja lá como se chame), nem treblinka. Me lembrei, isto sim, de varsóvia. o gueto. condições de vida desumanas, milhares de pessoas confinadas. falta de trabalho, falta de comida, falta de agua. gente comendo ratos.

    pode ser que os israelenses não queiram ser comparados aos seus piores carrascos, mas às vezes as comparações são inevitáveis.

    me causa surpresa, sempre, e fico sempre muito chocado, de verdade, ao ver um povo de onde saíram alguns dos maiores filósofos e humanistas de todos os tempos causando tanto sofrimento a uma população inteira.

    Mais uma vez: não é treblinka. é varsóvia, ou um dos batustões dos tempos do apartheid na áfrica do sul. seja o que for, é horrível.

  • 91 Harun al-Rachid // 23/January/2008 às 19:56

    Nas hostes militares, em qualquer tempo, em qualquer lugar, o direito de saque é sagrado.

  • 92 Anonymous // 23/January/2008 às 20:34

    Oi Chupacabra (por sinal, escreve-se com “ch” e nao com “x” como o general-da-banda escreveu há pouco no post acima - ou embaixo):

    Você lê o quê, ô mal-informado? Se for só a coluna de sua alma-mater, o Olavao, tá capado! Infelizmente, é o que parece….

    Tais fatos foram publicados em vários jornais ocidentais do mundo (BBC News, Le Monde, Monde Diplomatique, Courrier International, Toronto Star, etc.). Se você nunca viu e nao leu (visto que só gagueja o português, e mal - como escrever Chupacabra com X, por exemplo), que culpa tenho eu?

    Tenho que provar?!?! Vá pentear macaco, ô iletrado! Isto foi comprovado por observadores internacionais postados na regiao e mesmo proibido (mas nao acatado completamente) pelo exército de Israel. Isto também foi publicado.

    Informe-se, bicho!

  • 93 Marcos Araújo // 23/January/2008 às 20:37

    …O Anonymous aí acima sou eu, o Caramujo ou Marcao pros amigos aqui.

  • 94 HRP Mané Reloaded // 23/January/2008 às 21:08

    Obrigado Marcos…o blog é do Pedro…o assunto é da humanidade!
    Ele que se censure!
    Marcos! mil abs!

  • 95 Mr X // 23/January/2008 às 21:12

    Quem é que tá comendo ratos?

    Só se for na banquinha de kebab falsificado.

    Como é que entram explosivos e não entra comida? Humm.

    Acho que o Egito devia absorver Gaza, e fim do problema.

  • 96 Chesterton-Dracul- El Cid // 23/January/2008 às 21:16

    Caramujo, cacarejar não é prova.

  • 97 Radical Livre // 23/January/2008 às 21:56

    Ô Mr. X - gente comendo ratos era varsóvia.

  • 98 HRP Mané Reloaded // 23/January/2008 às 22:05

    André Luis …que fenomeno!
    o outro andré..que lastima…brincadeirinha!

  • 99 faraó // 23/January/2008 às 22:24

    Radical Livre

    o que Israel tem a ver se os palestinos comem ratos, como voce disse?

    Pelo menos Israel é o único país que envia comida, água, combustíveis, remédios, dá emprego praquela gente e etc.

    E voce pensando que fossem os árabes, né?
    Tão burrinho esse menino……….

  • 100 Anonymous // 24/January/2008 às 0:22

    Este Farao’ é mesmo de dar do’! Veja so’ o que gargareja o moço:

    ”…Pelo menos Israel é o único país que envia comida, água, combustíveis, remédios, dá emprego praquela gente e etc.”

    Olha so’ que gracinha, que bom samaritano o nobre Israel! E tem mesmo é que enviar, caraca! Pois fez de Gaza um campo de concentraçao, cercada por todos os lados (ar, mar, terra, so faltou botar concreto por cima e enterrar tudo), e nao deixa entrar um prego, um grao de feijao que seja sem contrôle absoluto! E racionado!

    Depois da paz (que chegara’ cedo ou tarde, queira ou nao), deixa Gaza livre de fazer negocios e com o Egito, ou pelo Mediterrâneo com libaneses e outros paises, e os palestinos farao daquilo um paraiso, pois sao ha’ beis negociantes e pessoas inteligentes. Dispensarao toda e qualquer esmola de Israel, seja o que for.

    Acorda Farao’, pare de distilar bobagens, rapaz!

  • 101 Moisés // 24/January/2008 às 1:11

    Pedro,

    Concordo com você, mas faço algumas ressalvas. Não devemos comparar Gaza com Auschwitz; está certo. Acho que quem faz esse tipo de comparação sempre corre o risco de provocar o outro lado que vai retrucar e falar do extermínio dos 6 milhões de judeus, assassinados em massa e barbaramente pelos “cães” nazistas. Não é por aí. É um grande erro fazer essa comparação tola, que só prejudica o lado palestino.

    Por outro lado o seu texto é ardiloso. Você, no começo, disse “…que alguém, mais uma vez, decidiu comparar Gaza com Treblinka”. No final você diz que “Mas quando cada crítico da política de Israel a compara ao Holocausto…” Assim, quem lê fica com a impressão de que quase todas as críticas à política de Israel fazem esse tipo de comparação. O que não é, nem de longe, verdade. A maioria das críticas que leio não se valem disso, mas, sim, de fatos fundamentados nos atos criminosos perpetrados pelos governantes israelenses.

    Fechado o cerco, você desenvolveu o tema, relevando as diferenças nos sofrimentos dos dois lados. É claro que o leitor vai ficar com a impressão de que os Palestinos “nada sofrem”, pois ao se fazer a comparação com o sofrimento dos judeus durante a segunda guerra, todos os outros sofrimentos ficam parecendo “brincadeira de criança”, não é mesmo?? Além disso o retrato que você faz de Gaza, passa a idéia de uma metrópole como outra qualquer, com seus problemas, suas classes alta, média e pobre, seus bairros chiques e seus bairros pobres, seus bandidos e seus mocinhos!!! É quase uma Nova Iorque!!!

    A intenção de um texto pode ser duas: a primeira é explicita, a segunda está nas entrelinhas.

  • 102 Pedro Doria // 24/January/2008 às 1:13

    Radical Livre: no Gueto de Varsóvia não tinha praia ou supermercado, telefone ou internet, não tinha escola ou governo eleito.

    Cara, Gaza é uma merda. E o que Israel faz é cruel demais. Mas a crueldade se sustenta pelo que Gaza é de fato. Não precisa comparar com nada no passado. A comparação, por errada, por não perfeita, enfraquece o argumento. Gaza é Gaza e, por ser Gaza, é inimaginável como está. Basta isso.

  • 103 Pedro Doria // 24/January/2008 às 1:18

    Moisés: Gaza é pobre e, sob o bloqueio israelense, fica mais pobre. Meu único argumento é que o melhor argumento em prol de Gaza é descrever Gaza exatamente como ela é. Se vc acha que distorci em minha descrição, okay – é justo. Mas argumente mostrando onde distorci – e, em seu caso, tenho certeza de que vc será capaz de argumentar com coerência.

    Não estou, de forma alguma, defendendo a política israelense. Sou pró-Israel. E, justamente por ser pró-Israel, acho a política do atual governo estúpida. Se é ruim para Gaza, no fim da estrada, será ruim para Israel. Um dos lados tem que cessar as hostilidades para que o outro o faça. Israel está na posição de poder. É, portando, Israel que tem que interromper a agressão primeiro.

  • 104 Moisés // 24/January/2008 às 1:22

    Faraó,

    Israel ocupava Gaza desde 1966. Fornecer água, luz, mantimentos e etc não era mais do que obrigação por parte do ocupante. Já, cortar o fornecimento de água, luz, mantimentos e medicamentos é crime.

  • 105 Moisés // 24/January/2008 às 1:49

    Vou me arriscar a explicitar o seu ardil:

    Você puxou o tema “Gaza&Auscwitz”, propositadamente, para mais uma vez falar do terrível sofrimento do povo judeu (digo “terrível” com toda a sinceridade), compará-lo com o sofrimento palestino e, assim, minimizar este último.

  • 106 Radical Livre // 24/January/2008 às 2:12

    PD: menos. eu não sou contra israel, nem estou dizendo que o sofrimento do povo em gaza é igual ou maior do que o sofrimento do povo em varsóvia.
    menos. apenas disse que me lembra - temos um povo em posição absoluta de poder (econômico, armas, etc) subjugando um outro povo, colocando-o em condições absurdas de vida. não é igual, mas lembra. a grande diferença é que dentro do muro tem gente que ainda não jogou a toalha e continua lutando.
    e mano, eu acho que numa história destas eu não sou nem pró-israel (que se tinha alguma razão perdeu-a há tempos) nem pró-palestino (que se tinha alguma razão etc etc).
    minha posição é torcer pela paz. E tentar de alguma maneira denunciar o que acho injusto ou desumano.

  • 107 Moisés // 24/January/2008 às 2:35

    Para os mais desavisados, quando o Pedro fala, no quinto parágrafo, que “…não há o mais vago risco de extermínio étnico” é bom deixar claro que podemos entender “extermínio” como “expulsar de algum território, região etc; banir” (ver Houaiss). Assim, o “vago risco…” já teria se concretizado faz tempo, em 1948, com a expulsão dos palestinos do território onde hoje é Israel. E está se concretizando ainda hoje, com a demolição de casas palestinas e a construção de assentamentos judaicos na Cisjordânia.

  • 108 Andre Fucs // 24/January/2008 às 3:46

    Moram em Israel cerca de 1.5 milhões de árabes Israelenses…

    gostaria que você explicasse a tal “expulsão”.

    Abraços

  • 109 Pedro Doria // 24/January/2008 às 9:02

    Moisés – não há ardil. Começaram a comparar um caso com o outro. Mas o Holocausto foi muito pior *mesmo* que qualquer coisa em curso no mundo hoje. Para chegar próximo dele, só indo para o Sudão.

    A história com a Palestina é outra. Ardil há quando alguém tenta comparar ambos.

    Radical Livre – Sorry e okay.

  • 110 Pedro // 24/January/2008 às 9:20

    Durante a segunda guerra mundial existiam campos de concentração e campos de concentração que eram campos de extermínio. A faixa de Gaza é um campo de concentração, não há dúvida sobre isso. Até quando?

  • 111 Chesterton // 24/January/2008 às 9:26

    PD disse “É, portando, Israel que tem que interromper a agressão primeiro.”

    chest- quantas vezes Israel parou e de nada adiantou? Continuar recebendo foguetinhos na cabeça não é política externa.
    Afinal, os israelenses não são cariocas, os covardes que não reagem ao assalto a sua cidade.

  • 112 Mr X // 24/January/2008 às 10:11

    Bah, esse papo é insuportável. É inútil discutir com quem não quer aprender os fatos e vive repetindo propaganda palestina.

    “Fornecer água, luz, mantimentos e etc não era mais do que obrigação”

    Primeiro que ninguém tem “obrigação” de coisa alguma, e segundo, Israel não está mais “ocupando” Gaza, mas tem gente aqui que não lê notícia. Israel saiu de Gaza justamente pra eles se virarem por si sós e deixarem de encher o saco. Não só continuaram com foguetes e atentados como votaram no Hamas, que não reconhece Israel. Por que os israelenses deveriam continuar sustentando esse pessoal que só joga foguetes neles? Que os árabes e a ONU os sustentem, se quiserem. E se não quiserem, não vejo porque Israel deveria fazê-lo e ainda ser chamado de “nazista” por isso.

    O ficcional “movimento nacionalista palestino” é uma cria da KGB e dos países árabes pela qual se paga até hoje.

  • 113 Mr X // 24/January/2008 às 10:44

    Radical,

    Você deu uma informação ambígua, sugerindo que em Gaza o pessoal tá comendo ratos. Não tá nada, há 60 anos eles são sustentados pela ONU, e comem bem. Não há notícia de fome em Gaza, como na África ou Coréia do Norte.

  • 114 Chesterton // 24/January/2008 às 10:58

    acho que os palestinos mandam foguetes porque tem saudades dos israelenses….sabem como é, não querem cortar o cordão umbilical.

  • 115 Cesar Dorneles // 24/January/2008 às 12:11

    O problema é o seguinte: em memória do Holocausto, os israelenses deveriam dar lições de convivência pacífica, o que está muito longe da realidade. Milhões de palestinos foram exilados/ arrancados de sua própria terra, mas poucos parecem querer enxergar isso! Sejamos mais racionais e menos emotivos em nossas opiniões!

  • 116 Elias // 24/January/2008 às 13:26

    Perdão, César Dorneles,

    Mas, se há um ensinamento que o Holocausto deu aos judeus, é muito mais no sentido de que estes não devem delegar a ninguém sua segurança e sua permanência na história.

    “Convivência pacífica” foi tudo o que os judeus buscaram na Europa, por quase 2 milênios. Jamais conseguiram.

    Claro que isto não justifica a conduta do governo israelense em relação aos palestinos, acertadamente classificada pelo PD como “estúpida”, até porque ineficaz para os propósitos dos próprios israelenses.

    A paz deve ser buscada? Sim.

    Mas é preciso ter em mente que o processo de paz não pode resultar de uma iniciativa unilateral. É necessário que todos os interesses envolvidos confluam para o mesmo propósito.

    Paz unilateral é a proposta dos vencidos. Sua conseqüência inevitável é a aceitação dos termos do vencedor. Esse conceito não se aplica a Israel, que venceu militarmente todos os cofrontos nos quais se envolveu, por sua iniciativa ou não.

    Não há como ignorar isso. Não há como exigir a Israel que ignore isso. No mínimo, seria um desrespeito aos mortos de suas vitórias.

    Milhares — e não milhões — de palestinos saíram de seus lares, como conseqüência das guerras árabe-israelenses? Sim.

    Mas não é nem um pouco razoável pretender que guerras aconteçam sem esse tipo de conseqüência. Guerras matam, expulsam, aleijam, destróem…

    Quem venceu uma guerra, venceu porque matou e destruiu mais. E quem perdeu, foi vencido porque matou e destruiu menos. Israel venceu, logo…

    A negociação da paz entre Israel e os palestinos não deve ser nublada pela análise da conta-corrente dos últimos 60 anos, até porque, nesse caso, o que não falta é estultice de parte a parte.

    O processo de paz tem que ser feito com os pés no presente e os olhos no futuro.

    Do contrário, não dá jogo.

  • 117 Moisés // 24/January/2008 às 13:30

    Sobre Gaza vai aqui um texto bem interessante de Illan Pappé:

    http://www.icarabe.org/CN02/artigos/arts_det.asp?id=113

    Recomendo a todos.

  • 118 Andre Fucs // 24/January/2008 às 13:43

    Moisés,

    Fora “O Pappé”, você lê alguma outra coisa? Conta aí por favor, qualquer coisa vale, até mesmo a turma da Mônica.

    Abraços

  • 119 faraó // 24/January/2008 às 13:59

    Até ante-ontem a fronteira com o Egito ficava fechada e as passagens humanitárias de Gaza se faziam através de Israel.

    Bem que agora podia ser ao contrário.

    Aproveita que a fronteira com o Egito foi dinamitada pelos palestinos, para que o Egito passe a dar ajuda humanitária, daqui pra sempre, aos habitantes de Gaza.

    E com isso fecham-se definitivamente as passagens com Israel que ficaria eximido da obrigação de sustentar aqueles habitantes e ainda ouvir reclamação do mundo inteiro.

    Caso a esmola egípcia fosse pouca, que se lançasse, sobre eles, os foguetes Qassam.

    Moisés,
    por que os palestinos não podem negociar com Israel o fornecimento de víveres? Voce quando quer comprar alguma coisa de alguém voce negocia ou joga pedra? Esses caras não têm educação não? Eles são melhores do que alguém?

  • 120 Moisés // 24/January/2008 às 14:04

    Elias,

    Se Israel só depende de si para garantir sua segurança e permanência, por que aceita os milhões de dólares que recebe todos os anos dos EUA?

    Nesse processo de paz quem sempre fez concessão foram os palestinos. A iniciativa unilateral vem, sim, de Israel, que nunca aceitou os termos do outro lado e sempre visou apenas os seus próprios interesses.

    Os palestinos saíram dos seus lares, primeiramente em conseqüência do terrorismo sionista que começou antes de deflagrada a guerra entre árabes e judeus. Faço, mais uma vez, a seguinte pergunta: como Israel se consolidaria em um estado se o povo palestino continuasse a habitar aquele território?

    O processo de paz tem que ser feito com os pés no presente, os olhos no futuro e a mente no passado, para que nunca mais esqueçamos que os injustiçados nessa história toda foram os palestinos, que tiveram de abdicar de suas terras para que se criasse Israel. Reconhecer um erro histórico é o primeiro passo num processo de paz; senão, nada faz sentido. Os conflitos entre palestinos e israelenses nasceram do processo de criação do estado de Israel.

  • 121 Andre Fucs // 24/January/2008 às 14:15

    “Nesse processo de paz quem sempre fez concessão foram os palestinos. A iniciativa unilateral vem, sim, de Israel, que nunca aceitou os termos do outro lado e sempre visou apenas os seus próprios interesses.”

    Moisés e a arte da negociação…

  • 122 Moisés // 24/January/2008 às 14:54

    André # 108,

    Cuidado para não dar pano para mangas!! Entendeu ou quer que eu desenhe?!

  • 123 Elias // 24/January/2008 às 14:54

    Moisés,

    1 - Quando mencionei a “permanência na história”, não me referi a Israel, mas aos judeus. Há diferenças.

    2 - Como vencedor, Israel não tem por que aceitar “os termos do outro lado”. No mínimo, esses termos devem ser pactuados. Ao fim da Guerra do Paraguai, p.ex., o Brasil não aceitou “os termos do outro lado”. Foi o inverso.

    3 - Defender os interesses dos respectivos nacionais frente a interesses externos, é dever básico de qualquer governo, de qualquer país.

    4 - Qual foi, exatamente, a proposta de paz feita pelos palestinos? Você poderia ser mais explícito? Aliás, quem fez essa proposta de paz? Você sabe de alguém, pessoa ou grupo, que possa falar e negociar em nome palestinos?

    Se você souber, diga, porque eles mesmos têm o maior interesse em tomar conhecimento desse alguém, pessoa ou grupo. Se não souber, terá percebido um dos pontos centrais do embananamento.

    5 - Quanto à dependência de Israel em relação aos EUA, creio que você está um pouco desatualizado. Num mundo globalizado, claro que há relações de interpendência (ou seja, mútua dependência). Agora, se você se refere a subsídios, saiba que seu tiro passou longe do alvo.

    Nada disso tem a ver com o processo de paz. Aliás, até que tem, mas só pra prejudicar, borrar, impedir, retardar.

  • 124 Alba // 24/January/2008 às 15:37

    Moisés e Radical Livre,

    Vejo com a mesma tristeza as notícias sobre Gaza, mesmo que eu não as compare com o que ocorreu com os judeus na Segunda Guerra. Como o Moisés observou, é uma discussão que já começa falseada e aí, remete a conclusões igualmente comprometidas.

    Acho que o Elias ressaltou bem a posição de Israel nessa inhana. E, claro, também existem os interesses dos países árabes em volta, o que torna a situação ainda mais complicada.

    Não custa também observar que essa história de Israel fornecer energia, víveres e tudo mais, não é apenas obrigação de país ocupante. Existe uma relação de dependência entre Israel e os trabalhadores palestinos e há, sim, exploração dessa mão de obra. Num livro lançado em 1991, Yoram Binur, jornalista israelense conta como se fez passar por palestino nos territórios ocupados. É um relato impressionante, porque ele sente na pele o que passam os palestinos que trabalham irregularmente em Israel e como vivem nos territórios ocupados. O nome é “Meu inimigo sou eu” . Além deste, há outras indicações de leitura.

    http://www2.uol.com.br/entrelivros/reportagens/para_entender_o_conflito_no_oriente_imprimir.html

  • 125 Moisés // 24/January/2008 às 15:42

    Os judeus, depois do holocausto, para garantirem a sua segurança e permanência na história criaram o seu próprio estado.

    Israel venceu as guerras contra os países árabes, mas contra os palestinos ainda não. Estes, lutam e continuarão lutando até que seja feita justiça.

    Como vencedor, Israel aceitou os termos do outro lado, no caso, o Egito. Por que não aceita os termos dos palestinos?

    Ora, Elias!! os palestinos querem ter o direito ao seu próprio estado, querem Jerusalém, querem o direito do retorno. Você é quem tem de explicar porque Israel, até agora, não moveu uma palha para acabar com esse problema da forma mais justa. Como é que dá para fazer acordo se Israel não para de construir assentamentos na Cisjordânia? Os palestinos querem as fronteiras delimitadas quando da partilha feita pela ONU, em 1947.

    Quanto ao quinto ítem, leia o último livro de John J. Mearsheimer e Stephen Walt, sobre o lobby israeli nos EUA.

  • 126 Marcos Araújo // 24/January/2008 às 17:50

    Moisés: Apoiado.

  • 127 Elias // 24/January/2008 às 19:06

    Moisés,

    Só pedi para você dizer quais as propostas palestinas porque você se referiu a elas. Como não sei que propostas são essas, nem quem as fez, perguntei.

    Pelo seu comentário # 125, você deu a entender que também não sabe.

    Nem poderia. Não existe nenhuma proposta palestina a ser negociada.

    Israel não tem que acabar com o problema. Quem tem que acabar com o problema sãos os israelenses e os palestinos. Estes últimos, aliás, que só tem levado a pior, em tese seriam os maiores interessados em acabar com o problema.

    Os palestinos querem seu Estado? Não parece.

    Se o querem tanto, por que ainda não o criaram?

    Autorização pra isso é o que não falta. A primeira foi concesida em 1947 — e não em 1948 — pela ONU. De lá pra cá, essa autorização já foi renovada várias vezes.

    A Autoridade Nacional Palestina - ANP foi criada — e é reconhecida internacionalmente — para conduzir a proclamação do Estado Palestino. Entra ano e sai ano e… nada!

    O que estão esperando? Autorização de Israel?

    Se for assim, o Estado Palestino já começa mal. Pior: já começa pior.

    Se não for, não há o que esperar. É partir pros finalmente. Se a Histadrut ficasse esperando pela concordância dos países árabes para proclamar o Estado de Israel, este até hoje não existiria.

    Pô, Moisés,

    Nesse embrulho, não dá pra vitimizar ninguém. Isso não é bang bang classe B americano, com os mocinhos de um lado e os bandidos do outro. Na vida real não tem disso.

    Os 2 lados têm seus pecados e, cada um a seu modo, todos pagam caro por eles. O lado que perde é o que paga mais caro, ainda. E, no caso, o lado perdedor é o dos palestinos.

  • 128 Marcos Araújo // 24/January/2008 às 20:15

    Elias: Sua argumentaçao é falha e incrivelmente simplista. De que maneira poderiam os palestinos proclamar o seu Estado? Com 300 mil colonos judeus, emurados dentro de verdadeiras fortelezas, dentro de território roubado e mantido pela fôrça absoluta? Proclamar e estado e depois expulsar, manu militari, os colonos? Já imaginou a ferocidade da guerra que daria?

    E como ligar Gaza à Cisjordânia (devidamente desocupada?) sem primeiro negociar com Israel como isso seria posto em prática, por meio - talvez - de troca de terras?

    Fala sério, Elias! Seu intelecto é bem melhor do que transparece no comentário acima…

  • 129 Marcos Araújo // 24/January/2008 às 20:21

    Elias: Quem sabe você imagina que negociadores palestinos nunca existiram e nao existem? Gente tarimbada como um Sahed Erekhat (nao sei se a escrita é assim) vem negociando estes enormes problemas com Israel há décadas, e Israel fica emprurrando com a barriga e ocupando, roubando terra, mais e mais? Você já tentou negociar com uma parte que sequer quer sentar na mesa? Como que nao existe uma proposta palestina a ser negociada?! Esta afirmaçao é, no mínimo, desonesta.

  • 130 Elias // 24/January/2008 às 21:10

    Marcos e Moisés,

    Falando sério, a proclamação do Estado Palestino é uma decisão que compete exclusivamente aos palestinos. Dizer que Israel tem alguma responsabilidade nisso é tergiversar.

    Claro que os palestinos têm negociadores capacitados. Não é aí que está o problema.

    O problema é: até que ponto os negociadores em potencial estão credenciados? Até que ponto estão autorizados a falar em nome dos palestinos?

    O credenciamento viria com a proclamação do Estado. Este é que qualificaria os negociadores a falar e deliberar em nome de todos os palestinos.
    E o Estado é que faria valer internamente as soluções negociadas.

    Não tem sentido negociar com o Hamas, se o Fatah não reconhece o que for decidido nessa negociação. Nem o inverso.

    Também não tem sentido negociar com ambos ao mesmo tempo. Basta que um deles se retire da mesa, para que a negociação mele. É como se existissem 2 Estados (na prática, é quase isso o que está ocorrendo, com o Fatah na Cisjordânia e o Hamas em Gaza).

    Não tem sentido negociar com quem quer que seja, se o negociador não dispõe de meios para fazer cumprir os termos que ele acordar.

    A remoção dos colonos é um dos pontos da negociação, pessoal.

    Os palestinos têm como expulsar os colonos de lá? Não. Se tivessem, já os teriam expulsado. Exatamente por isso é que a questão tem que ser negociada.

    Ignorar isso é blefe. Os palestinos são a parte mais fraca. Por isto, terão que ceder mais. Os negociadores mostrarão sua habilidade vendendo caro cada concessão.

    Vejam que os países árabes vizinhos estão se lixando para os palestinos. O Egito já garantiu que vai refazer o muro, impedindo que os palestinos entrem em seu território (quando o muro é árabe, pode, né?). A Jordânia já faz isso há décadas.

    Na prática, os palestinos estão ilhados. A melhor alternativa pra eles ainda é a paz com Israel. E, para Israel, isso seria muito bom, também.

    Por esse ângulo, dá pra sacar rapidinho que as pedras principais do jogo não estão nesse tabuleiro, né?

    E aí, quem está sendo simplista?

  • 131 Cesar Dorneles // 24/January/2008 às 21:59

    Gostaria de saber por que Israel não aceita dividir Jerusalém com os palestinos? Religiosidade (verdadeira) e exclusivismo a qualquer custo são palavras que não rimam… Assim como há fundamentalismo de um lado, também há do outro. Enfim, assim se arrasta a humanidade.

  • 132 Marcos Araujo // 24/January/2008 às 22:26

    Elias: Você continua apresentando argumentos simplistas e generalizantes. Veja este exemplo:

    ”…Não tem sentido negociar com o Hamas, se o Fatah não reconhece o que for decidido nessa negociação. Nem o inverso.”

    Pelo amor da santa! O Hamas ainda nem existia com a fôrça que tem hoje - diria mesmo que nem existia - que o Erekhat, ainda nos tempos da OLP, tentava negociar com Israel um paz duravel e a devoluçao dos territo’rios ocupados, isto é, a remoçao dos colonos. Neca, Israel nunca quis negociar nada.

    Afirmo que você nao rebateu adequadamente - diria que nao rebateu nadinha, e talvez nem seja capaz de fazê-lo - ‘as minhas perguntas e ‘as do Moisés. Vai saindo de fininho, pela tangente, de maneira intelignte, sem duvida, mas simplista e redutora.

    Aceito o fato que você possa ser judeu, como o nome indica, simpatizante de Israel e mesmo sionista. Pouco me importa. Mas, se for honesto intectualmente, responda ‘as nossas peguntas com argumentos solidos e nao com divagaçoes.

  • 133 Andre Fucs // 25/January/2008 às 0:53

    Marcos Araújo:

    “Proclamar e estado e depois expulsar, manu militari, os colonos? Já imaginou a ferocidade da guerra que daria?”

    Porque expulsar os colonos? Israel quando foi criado absorveu um número proporcionalmente maior de árabes em seus territórios ao mesmo tempo em que judeus eram expulsos de suas residências na palestina.

    Porque a independência palestina é tão ligada assim aos assentamentos? Se há 20% de árabes em Israel porque não pode haver núcleos de povoamento judaicos na Palestina?

  • 134 Moisés // 25/January/2008 às 2:07

    Marcos,

    Não dá pra levar à sério as argumentações absurdas do Elias e do André!! Eles não querem admitir que os verdadeiros culpados pela situação dos palestinos são os israelenses.

    Os palestinos foram obrigados a abandonar o território que hoje é Israel, para que os sionistas concretizassem o seu sonho. Os árabes que lá habitavam nunca imaginaram que aquelas terras seriam transformadas num estado exclusivamente judeu. A população nativa nunca foi consultada para saber se concordava ou não com aquele absurdo. Foram traídos e depois expulsos. Fez-se limpeza étnica. Substituíram os nativos palestinos por colonos judeus que chegavam da Europa, Norte da África, e etc.

  • 135 Andre Fucs // 25/January/2008 às 2:39

    Moisés,

    Diga lá uma coisa pra “nóis”:

    Quantos % da população de Jerusalem era árabe lá por volta de 1850?

    Abração.

  • 136 Mr X // 25/January/2008 às 10:15

    Moisés, Marcos Araújo:

    Uma curiosidade, porque todo esse fanatismo em defesa dos chatos dos palestinos? Os brasileiros não interessam vocês?

    Pessoalmente não há povo pelo qual eu tenha mais antipatia. É verdade que o que mais me gera antipatia são as reportagens lacrimosas e forçadas sobre os “pobres palestinos”, bem como o fanatismo intransigente de brasileiros ou europeus que pouco ou nada tem a ver com a história metendo o bedelho.

    Tantas pessoas sofrem pelo mundo, nunca entendi todo esse drama pelos tais palestinos.

    Não foram “expulsos de suas terras”, pois os nativos que foram “expulsos” eram ao máximo alguns milhares, hoje são 4 milhões de descendentes e agregados de outros lugares como Egito, Jordânia, etc, gente que nunca viveu na tal “Palestina”, e gente que, se Israel não existisse pra dinamizar a economia e oferecer emprego, e se a ONU não sustentasse há 60 anos, nem estaria ali.

  • 137 Elias // 25/January/2008 às 11:48

    Moisés,

    Deve estar havendo uma enorme confusão.

    Quem fez perguntas fui eu, e não você. É só dar uma olhada na lista.

    E você é que não respondeu rigorosamente nenhuma das perguntas que fiz.

    Já participei de dezenas de discussões no Weblog sobre o assunto, há anos. E jamais disse que Israel não expulsou palestinos.

    Israel expulsou, sim. Expulsou porque venceu a guerra. Se houvesse perdido, os judeus é que teriam sido expulsos.

    Os palestinos, de seu lado, perderam. Foram derrotados. Por isto, pagaram o preço.

    Em 1948 e em 1967, os palestinos da Cisjordânia eram cidadãos jordanianos. Os de Gaza, eram cidadão egípcios. Jordânia e Egito perderam. Com a derrota, perderam as duas áreas. Quem estava lá, pagou o pato.

    Quando você fala “o Hamas e o Fatah ainda nem existiam”, você está falando do passado.

    Eu estou falando do presente e do futuro. Hoje, essas organizações existem, e delas depende, em grande medida, o processo de paz.

    Se formos procurar “culpados”, vai sobrar pra todo mundo, a começar pelo Império Romano.

    A que isso leva? A nada.

    Os palestinos poderiam ter aceito a partilha aprovada pela ONU em 1947, e criado seu Estado em 1948, como fizeram os sionistas. Não aceitaram, porque acreditavam que, na guerra, Israel seria derrotado. Fizeram a aposta errada. Pagaram e pagam ainda hoje por isso.

    Experimente partir pro pau com um cara mais forte do que você e que saiba brigar muito melhor que você. No fim, ele será culpado do seu olho roxo, dos seus ossos quebrados, etc.

    Nesse sentido, claro que Israel é culpado de grande parte das mazelas que afetam os palestinos.

    Ao vencer as guerras, Israel retaliou. Assim como o Brasil é culpado de boa parte das mazelas que ainda hoje afligem os paraguaios. O Brasil destruiu toda a incipiente indústria paraguaia, prevenindo ameaças futuras.

    É o direito da guerra. Ai dos vencidos.

    De qualquer modo, é jogo jogado. O que aconteceu, aconteceu. Não dá pra mudar o passado. Mas dá pra mudar o presente e o futuro.

    Você diz que dá pra proclamar o Estado Palestino e, depois, expulsar os colonos.

    Eu acho que não.

    Se os palestinos tentarem fazer isso vão se ferrar ainda mais. Vão desafiar um inimigo muito mais forte, com um poder de retaliação infinitamente superior à capacidade de defesa.

    Isso é burrice.

    Melhor negociar. Negociação de paz se faz é com inimigo, mesmo. A retirada dos colonos israelenses deve ser um dos itens da negociação.

    Você acha que isso é simplismo. Então tá. O tempo dirá quem tem razão.

    Um abraço.

  • 138 faraó // 25/January/2008 às 12:46

    Acho que o Hamas se esqueceu de combinar com o Egito sobre essa derrubada da fronteira.

    Por enquanto os egípcios estão usando jatos de água para fazer recuar a massa de palestinos que ainda insistem em cruzar a fronteira.

    Daí pros disparos de arma de fogo e uma disputa sanguinária custa pouco, mas muito pouco mesmo.

    O Hamas já fala em fazer o mesmo com as fronteiras de Israel. Acho que dentro em breve começam as obras de um muro de concreto com 8 metros de altura por lá também.

    Os palestinos do Hamas só vão aprender a negociar quando os seus camelos aprenderem a falar, porque esses, não