Pedro Doria | Weblog

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Por que há tantos engenheiros na al-Qaeda?

January 22nd, 2008 · · 106 Comentários

Muitas vezes, é interessante buscar ângulos inusitados para observar problemas. Diego Gambetta e Steffen Hertog, sociólogos da Universidade de Oxford, perceberam por exemplo que, entre os terroristas da al-Qaeda, há muitos médicos e engenheiros e que, destes, os engenheiros são maioria. Por quê? Sua pesquisa (artigo em PDF) começou na busca de estudos sobre as características de engenheiros.

De início, uma pesquisa da Fundação Carnegie em vários departamentos universitários dos EUA revelou que, dentre engenheiros, médicos, advogados, cientistas das exatas, economistas e cientistas sociais, os engenheiros tendem a se classificar mais conservadores, mais à direita, do que todos os outros. (Colocando em números: 57,6% dos engenheiros se classificam como conservadores, contra 51,1% dentre os economistas, 42,5% dentre os médicos, 33,5% dentre cientistas exatos.)

Outra pista veio de um estudo do economista Friedrich von Hayek, prêmio Nobel, que segue a linha liberal:

Engenheiros são fruto de uma educação que não os treina para compreender indivíduos e seu mundo como o resultado de um processo social no qual comportamento espontâneo e interações contribuem para o resultado final. O contrário: a educação do engenheiro o leva a crer que o controle racional de processos é desejável. Isso os leva a dificuldades com as causas confusas das realidades política e social e os inclinam a imaginar sociedades que deveriam operar ordenadamente como máquinas bem azeitadas. ‘Não surpreende’, sugere Hayek, ‘que algumas das mentes mais ativas dentre eles cedo ou tarde reajam violentamente por conta das deficiências de sua educação e desenvolvam o desejo de impor à sociedade uma ordem que não conseguem detectar.’

Antes de continuar o raciocínio, é bom destacar: von Hayek escreveu sobre engenheiros em 1952. Quando descrevia assim o comportamento tomado por alguns engenheiros, por certo tinha em mente dois tipos de totalitarismo diferentes do atual, islâmico; ele tinha em mente o nazismo alemão e o stalinismo soviético. E os autores do artigo sabem disso.

Os dados são delicados. Não há muitos engenheiros na Fatah (laica), fundada por Yasser Arafat. E, dentre grupos oposicionistas de esquerda da Turquia e do Irã, há muitos engenheiros. É principalmente na Arábia Saudita – mas também em outros países árabes –, que, dentre os terroristas, há um número elevado de engenheiros.

Engenharia e medicina, nestes países como em outros, são os cursos de elite. Destes, a engenharia em particular, nos países árabes, petrolíferos, reúne as características de ser um curso de elite, prático e que não desafia o estudante a questionar sua religião. (Medicina, como as ciências, o faz.) Em países que buscam o desenvolvimento, engenheiros – como médicos – estão dentre os jovens profissionais que mais se frustram. Embora sejam a elite acadêmica, alguns dos melhores alunos que foram mais pesadamente testados ao longo do curso, não necessariamente encontram boas oportunidades profissionais ao deixar a universidade.

Aqui, para os autores do estudo, 1982 é um ano chave: o pico da Crise do Petróleo iniciada nos anos 1970, que arrebentou com várias economias no Oriente Médio, eliminou oportunidades profissionais. É mais ou menos nessa época que grupos fundamentalistas islâmicos começam a se fortalecer em várias universidades da região.

Este é um estudo de caso que se aplica, particularmente, ao Egito e à Arábia Saudita. É muito fácil generalizar a partir dele – o que seria perigoso. Talvez, realmente, jovens engenheiros – Osama bin Laden é um, Mohammed Atta, líder do Onze de Setembro, é outro – tenham uma predisposição maior, dados cenários específicos, a abraçar discursos totalitários da imposição de uma ordem social.

Mais interessante é a observação de que estes grupos fundamentalistas se fortaleceram realmente dentro de universidades num período de profunda crise econômica. Ou seja, numa época em que as jovens elites acadêmicas dos países árabes estavam chegando ao mundo profissional sem oportunidades.

via Collision detection

Tags: Islã · Oriente Médio

106 Comentários até agora ↓




  • 1 Nhé! // 22/January/2008 às 9:53

    Eu sou engenheira… :(

  • 2 Chesterton // 22/January/2008 às 9:54

    muito interessante o assunto, acertou desta vez, PD.

  • 3 Darwinista // 22/January/2008 às 10:04

    Com todo o respeito aos engenheiros aqui presentes, nas duas oportunidades em que estudei em uma Universidade, o perfil dos estudantes dos cursos de Engenharia não variava muito. Eram os mais alienados politicamente, os de pensamento mais obtuso, os mais preocupados em ostentar suas posses e valorizar o físico em detrimento do mental. É quase como frequentar uma academia.

    Daí não é surpresa essa associação engenharia-Al Qaeda. Aqui no Brasil é muito comum os engenheiros associarem-se a movimentos perigosos como o malufismo.

  • 4 Andre Fucs // 22/January/2008 às 10:09

    sensacional esse post mas acho que o CREA vai te processar!!! haahahah

  • 5 Nhé! // 22/January/2008 às 10:16

    Andre Fucs #4
    Acertou na veia! :))

    Darwinista #3
    Dá o nome da sua universidade. Onde estudei só tinha gente feia e gorda.

  • 6 Esprit de porc // 22/January/2008 às 10:17

    Como engenheiro devo, infelizmente, concordar com o post.
    Infelizmente é uma classe profissional quase que desprovida de senso crítico, por não se interessar por quase nada que não seja ligado ao universo da engenharia.
    Nessas cabeças vazias de pensamento crítico é muito fácil fazer brotar radicalismos.

  • 7 nada será como antes // 22/January/2008 às 10:17

    Nenhuma surpresa.

    Como disse Darwinista, salvo honrosas exceções, engenheiros tendem à alienação. E à direita.

    Seria interessante fazer paralelo da ignorância política com a afeição à direita. Para mim isto é bem claro.

  • 8 Mr X // 22/January/2008 às 10:20

    Interessante.

    Arquitetos também? Tem um filme, “Arquitetura da destruição”, que fala sobre Albert Speer e a obsessão de Hitler com a arquitetura, bem interessante.

  • 9 Pedro Doria // 22/January/2008 às 10:20

    Aos companheiros engenheiros: me solidarizo inteiramente com vocês. Sou um semi-engenheiro, fiz o curso por três anos antes de abandoná-lo, na UFRJ.

  • 10 Darwinista // 22/January/2008 às 10:25

    Nhé,

    Estudei na gloriosa UFSCar (xupa Caaso!), onde nos inúmeros cursos de engenharia, mas especialmente na de Materiais, o perfil era exatamente esse que descrevi. Motivo, inclusive, pelo qual os estudantes desse curso eram os mais odiados, exceto pelas sensacionais meninas da Fisioterapia, que seguiam o mesmo perfil, mas de saias. Ou melhor, calças brancas (ai ai…).

  • 11 Mr X // 22/January/2008 às 10:25

    No meu tempo, “alienação” = não ser petista ou esquerdista.

    Cansei de ver na Universidade carinhas cheios de maconha no cérebro, com camiseta do Che, que passavam o dia jogando sinuca no DA e bebendo cerveja, demoravam dez anos para terminar o curso, e viviam chamando os outros de “alienados”…

    Pelo jeito, para alguns ainda é assim também. Ah ah ah!

    Ah, não eram estudantes de engenharia, mas de jornalismo mesmo. Há jornalistas na Al-Qaeda também…

  • 12 Piotr Kropotkine // 22/January/2008 às 10:26

    os sociólogos sempre foram bons a trabalhar com estereótipos….

    mas falta explicar porque carga de água é que em face de fracas perspectivas de progressão na carreira esta malta equaciona a possibilidade de se mandar pelos ares cheios de raiva …..

    imaginem só se os sociologos e historiadores e professores de letras e filósofos e antropólogos ficassem tão aborrecidos com as fracas probabilidades de virem a trabalhar na sua área e de progredirem na carreira ….

    andava meio mundo a rebentar com o outro….

  • 13 Nhé! // 22/January/2008 às 10:33

    Acho que, por ter feito faculdade particular (onde, na grande maioria eram os próprios alunos que pagavam a mensalidade, poucos eram os que viviam na saia da mamãe) a realidade e a mentalidade era outra.
    Todo mundo estava mais preocupado fazer coisas práticas e viáveis economicamente do que enxugar gelo.

  • 14 nada será como antes // 22/January/2008 às 10:34

    Kropotkine,

    É notável a contradição de quem se apresenta como anarcóide e se preocupa com “progressão na carreira”.

    Também é notável sua sintaxe , semelhante à de Djavan.

  • 15 Darwinista // 22/January/2008 às 10:35

    Mr. X,

    Sua descrição do participante do movimento estudantil é perfeita. A camiseta do Che, a maconha, a sinuca, tava tudo lá. Por isso é que eu combatia esses caras também. Na minha época de graduando, eu era considerado pelos caras do DCE um reaça, um direitoba… E foram esses argumentos que usaram contra mim quando concorri (e ganhei) à presidência do Centro Acadêmico do curso.

    Alienação política encontra-se tanto à esquerda quanto à direita. No caso dos engenheiros, em sua esmagadora maioria, à direita.

    Em tempo: na UFSCar não existe curso de jornalismo.

  • 16 Mr X // 22/January/2008 às 10:43

    O Kropotkine é ótimo!

    Aliás é ótimo ter portugueses neste blog, adoro Portugal.

    O Nada precisa relaxar, tomar menos pasta de coca e fumar mais. ;)

    Tem sociólogos na Al-Qaeda, ou estão todos no PT e PSDB?

  • 17 Dom Casmurro Patriarca // 22/January/2008 às 10:46

    Dostoievski, um dos homens que mais entendeu o ser humano em todos os tempos, era engenheiro militar.
    E 49% por cento de não alienados é um ótimo percentual.
    Creio que entre os advogados não chegue a tanto.

  • 18 nada será como antes // 22/January/2008 às 10:48

    Os ataques caluniosos continuam.

  • 19 Dom Casmurro Patriarca // 22/January/2008 às 10:50

    O percentual não é 49% e sim 43%, mesmo assim é um ótimo percentual.

  • 20 Rabellão // 22/January/2008 às 11:04

    Não confio em 76% das pesquisas.

    Amplexos

  • 21 Piotr Kropotkine // 22/January/2008 às 11:13

    ó “nada”….. eu preocupado com a carreira? mas adonde é que você leu içu?

  • 22 Jåµë§ ßønd™ // 22/January/2008 às 11:14

    -= Seguindo o raciocício de #17, ouso dizer que é uma boa notícia não termos muitos advogados na Al- Qaeda.

    – X –

    Eu sou designer, então não sei em qual categoria eu me encaixo.

    – X –

    PD, esse post é seguramente o melhor da fase 2008 até agora. Parabéns.

  • 23 Analfaburro // 22/January/2008 às 11:20

    Designer? Você se encaixa na categoria dos baitolas.

  • 24 Moses Kuhn Besouchet // 22/January/2008 às 11:21

    Belo post.
    Sem querer fazer generalizações: na época em q eu estudava arquitetura, era monitor de umas cadeiras na engenharia. De fato, o pessoal é notadamente mais reacionário, mais “quadrado”. Numa área, a idéia e agregar elementos de decisão, tentando entender o projeto, a obra, como objeto de necessidades humanas. Não que não seja racional; é, mas não é cartesiano, monocausal. Noutra, a obra sempre será resultado de uma escolha hermética.

  • 25 nada será como antes // 22/January/2008 às 11:22

    ó Kropotkine,

    Quem abraça, junto fica.

  • 26 Verissimo // 22/January/2008 às 11:24

    O parágrafo do Hayek é a cara cuspida e escarrada de um grande amigo meu… Já até mandei o texto por e-mail só para sacaneá-lo… e fomentar a eterna briga entre administradores (eu) e engenheiros…rsssss

  • 27 Chesterton // 22/January/2008 às 11:26

    quanto preconceito…mas bem, os engenheiros são necessariamente bons em exatas, matematica, abstrações geometricas, meus colegas mais inteligentes fizeram engenharia.
    Quanto ao fato dfa maioria ser de direita, é ´natural. Se bastam alguns neuronios para o cara não ser de esquerda, se o cara tem vários aí é que nunca vão cair nessa esparrela.
    Mas , há um outro caminho, o da engenharia social, muita gente inteligente, mas com problemas emocionais enormes, vira reformista social…

  • 28 Engenheiro // 22/January/2008 às 11:27

    Agora vc tbm podia escrever sobre os modivos da maioria dos jornalistas serem de esquerda. Não vou falar nada aqui para não ofendê-los.

  • 29 Dom Casmurro Patriarca // 22/January/2008 às 11:31

    Piotr Kroptkine,

    só uma curiosidade.
    Você é russo ou mora na Rússia?

  • 30 Burn the Witch! // 22/January/2008 às 11:33

    Nos cursos de jornalismo e história que fiz não deve ter saído nenhum terrorista, mas saíram inúmeros criminosos e donas-de-casa. Mas engenharia? Eu achava que os terroristas eram produzidos nos cursos de filosofia e nos seminários… e os suicidas nos cursos de contabilidade.

  • 31 Chesterton // 22/January/2008 às 11:36

    mas eu já escrevi a respeito do fato dos jornalistas serem de esquerda. É simples, e está relacionado com o fato de que jornalistas são bons no uso da palavra (sabem reclamar, só sabem?) e a maioria ter a necessidade infantil de ser sustentado por alguem (subsituem a mãe pelo estado). Os esquerdistas não querem crescer.
    Outro fator, é que em geral eles se destacam na escola, e ficam com raiva ao verem os obtusos da sala virarem comerciantes e enriquecerem.

  • 32 nada será como antes // 22/January/2008 às 11:36

    …”engenheiros são necessariamente bons em exatas, matemática”…

    É bom lembrar que todas as obras estúpidas, os objetos cretinos e máquinas que não funcionam têm dedos e “cérebros” de engenheiros em sua confecção.

  • 33 Fumaça // 22/January/2008 às 11:38

    Por que há tantos engenheiros na al-Qaeda?

    Já viu jornalista, advogado, sociólogo, ser especialista em demolição?

  • 34 Dom Casmurro Patriarca // 22/January/2008 às 11:45

    Sobre os comentários 27 e 31 do Chest,

    certa vez um estágiário me fez seguinte desabafo:

    - Sabe que eu sinto a maior inveja da geração de vocês? Vocês se interessavam por política e queriam melhorar a sociedade; nós, só temos sacanagens na cabeça.

  • 35 Piotr Kropotkine // 22/January/2008 às 11:52

    eu sou português ….Piotr Kropotkine foi um anarquista russo nobre ainda da familia real que deu tudo o que tinha e se tornou anarquista…..

  • 36 nada será como antes // 22/January/2008 às 11:53

    Pausa para refeição . Depois, reflexão sobre recalcitrantes.

  • 37 Piotr Kropotkine // 22/January/2008 às 11:53

    mas era anarquista de esquerda…. eu sou anarquista cínico ….

  • 38 Burn the Witch! // 22/January/2008 às 11:54

    Dom Casmurro,

  • 39 Piotr Kropotkine // 22/January/2008 às 11:55

    que teoria de treta essa do “abraça fica junto….”… argumento idiota….

  • 40 aiaiai // 22/January/2008 às 11:59

    Achei essa história meio forçada…

    Tem muito engenheiro, assim como tem muito médico, porque provavelmente essas duas profissões são as mais comuns entre a elite acadêmica do Islã.

    Isso só mostra, na minha opinião, que a al-qaeda foi fundada e é liderada por gente que tem formação melhor…ao contrário da Fatah, composta por pessoas com nível educacional mais baixo.
    Não sou da área nem estou aqui para defender engenheiros, mas achei meio preconceituoso esse estudo. É o mesmo que dizer que sociologo é viajandão, publicitário é ególatra, etc. Generalizações….

  • 41 Piotr Kropotkine // 22/January/2008 às 11:59

    bem visto Fumaça 33…. se fosse só sociologo podia matar de tédio com discurso mas demorava muito tempo … assim com engenharia de demolição é mais eficaz….

  • 42 Hermenauta // 22/January/2008 às 12:00

    Dória,

    Me desculpe, mas isso é babaquice.

    Primeiro:

    “Engenheiros são fruto de uma educação que não os treina para compreender indivíduos e seu mundo como o resultado de um processo social no qual comportamento espontâneo e interações contribuem para o resultado final.”

    É um tanto espantoso que a compreensão do mundo como o resultado de um processo social precise de uma educação superior para frutificar na alma de um vivente. Nesse caso, me parece que todo o resto desta pobre Humanidade que não teve acesso a uma graduação em Sociologia é constituída por mártires muçulmanos em potencial.

    Segundo:

    Uma olhada rápida na blogosfera brasileira de direita mostrará que a grande maioria dos blogueiros têm background em Humanidades. A despeito disso, revelam uma compreensão do mundo tão ou mais tosca que o mais ardente dos homens-bomba de Allah _ gente que leu alguma besteira no site do Mises Institute e se transformou, por um passe de mágica, em um prêmio Nobel de Economia.

    É claro que blogueiros da direita anaeróbica raramente, ou nunca, têm disposição para pegar em armas para defender causa alguma. Mas vivem doidos para arrumar alguém que faça isso por eles, principalmente se esse alguém tiver como endereço um quartel.

    Terceiro:

    Acho que uma olhada na cena final de “Glory”, onde uma companhia inteira se atira àquilo que nenhum homem em sã consciência consideraria como uma missão com expectativa se sobrevivência, que dirá vitória, deveria ser o suficiente para relativizar um pouco essa mística do suicídio por uma causa como a marca registrada do atraso muçulmano.

  • 43 Chesterton // 22/January/2008 às 12:04

    os blogueiros de direita preferem contratar mercenarios, é mais rápido, barato e eficaz.

  • 44 Pedro Doria // 22/January/2008 às 12:04

    Engenheiro – em todas as humanidades há mais gente de esquerda do que de direita. Isto certamente é verdade para jornalistas… por quê? Não sei responder. Precisaria quebrar um pouco a cabeça… mas, imagina, é um estereótipo, indica talvez uma tendência, de forma alguma uma regra. Conheço muito engenheiro de esquerda. E muito jornalista reaça.

  • 45 Dom Casmurro Patriarca // 22/January/2008 às 12:06

    Piotr,

    não entendi nada dos comentários 38/39, mas eu também concordo que “liberdade é um teologia de solidão.”
    Nobre anarquista só mesmo na Rússia.
    Bem legal mesmo.

  • 46 Pedro Doria // 22/January/2008 às 12:06

    aiaiai: você tem um bom argumento.

  • 47 Piotr Kropotkine // 22/January/2008 às 12:13

    Dom …já agora o meu moto é que a “liberdade é uma topologia de solidão” ….. um sitio onde estamos sozinhos …..

    o outro comentário atrás era para um argumento idiota de outro comentador ….

  • 48 Piotr Kropotkine // 22/January/2008 às 12:20

    más noticias para os engenheiros da al-Qaeda pelo menos para os engenheiros financeiros…. o FED cortou a taxa em 0,75% (o segundo maior corte de sempre duma vez só e de surpresa) e o mercado afundaçe à mêma…. istu é que um anarquista curte…. caos nos mercados …. (sobretudo tendo vendido tudo em Setembro antes da bagunça…) …..

  • 49 Chesterton // 22/January/2008 às 12:20

    Bem, falando sério, existe uma tese de que ao retorno dos estudantes islamicos, do ocidente para suas casas nas arabias, criaria um choque mental que faria com que eles se radicalizassem.
    O cara vai para os esteites, passa estudando, bebendo, trepando, festeando, varios anos, áí ao retornar para sua “realidade”, se sente culpado, os mais velhos o recriminam, e dá um estalo.
    -”Fui corrompido pela civilização ocidental”…
    Já viram no que dá.

  • 50 Chesterton // 22/January/2008 às 12:21

    Piotr, estou pronto para retornar de cabeça, se souber de uma dica do timing correto, favor avisar os amigos.

  • 51 A miséria da ociologia. « // 22/January/2008 às 12:26

    […] Pedro Dória comenta a idéia central do artigo em um post.  Ele aduz um comentário de Hayek que eu não conhecia: “Engenheiros são fruto de uma […]

  • 52 Dom Casmurro Patriarca // 22/January/2008 às 12:29

    Piotr,

    Os “financistas” norte-americanos armaram a maior arapuca de toda a história humana (pelo menos em quantidade de dólares) e o governo dos Estados Unidos passa a mão na cabeça dos bichinhos.
    Isso se chama “Economia de Mercado das Conveniências”.

  • 53 Piotr Kropotkine // 22/January/2008 às 12:37

    seis meses é o prazo que ouço mais nos corridors prás “correcções” …. o “mercado” ainda não corrigiu tudo ….

    os timing correctos são dificeis de antecipar…. é preciso estar atento ao que o Banco Central Europeu vai fazer
    é preciso perceber o que os Chineses vão fazer com os dolares que tem e com a divida americana…

    o termo por agora é “volatilidade” que em linguagem de gente quer dizer não vimos um boi do que se passa agora….

  • 54 Piotr Kropotkine // 22/January/2008 às 12:40

    mas com o esvaziamento das bolhas imobiliarias nos EUA e no UK e com o esvaziamento da bolha chinesa daqui a uns meses é seguro voltar ao mercado…quando se estiver a ganhar bom dinheiro é melhor vender tudo…. (para alguns a ganância é pecado) …. eu mantenho mil acções compradas a sete euros que agora valem 12 centimos para me recordar ….

  • 55 Mr X // 22/January/2008 às 12:40

    :-D

  • 56 Nhé! // 22/January/2008 às 12:42

    Juramento do engenheiro:

    “Prometo que, no cumprimento do meu dever de engenheiro, não me deixarei levar pelo brilho excessivo da tecnologia, não esquecendo de que trabalho para o bem da humanidade e não da máquina.
    Respeitarei a natureza, evitando projetar ou construir equipamentos que destruam o equilíbrio ecológico ou que o poluam.
    Colocarei todo meu conhecimento científico a serviço do conforto e desenvolvimento da humanidade.
    Assim sendo, estarei em paz comigo, com minha consciência e com Deus.”

    BUUUUMMMMM!!!!!!

  • 57 Zé Bush // 22/January/2008 às 13:10

    well…a análise do rapaz faz algum sentido, dentro de certos limites, claro. Mas de um modo geral, os anos de aprendizado numa universidade determinam o grau de “praticidade”,envolvimento e comprometimento de um cidadão e seu papel numa sociedade.

    Só faltou o rapaz explicar o fato de existir tanto arquiteto viado.

  • 58 Brancaleone // 22/January/2008 às 13:14

    Hermenauta:

    Vamos lá então:
    Não, não sou formado em chongas nenhuma. Como se diz por aí, aprendi na escola da vida e me formei Magnum cum Lauda…

    Parece que o caso é exatas x humanas e como um sujeito vira terrorista ou não se fizer uma ou outra…

    A turma da esquerda acha que pode sentar e escrever um manual do mundo perfeito ( tipo O Capital). Faz-se uma contas de PIBs., de concentração de renda de % de miseráveis x % de ricos, de quanto se produz e quanto isso dá prá cada um e noves fora vai um e sobra tanto. Tira-se aprova real e faz-se um projeto do mundo ideal e perfeito - matando-se alguns milhares pelo caminho. Ou seja, a esquerda é a mais matemática das ideologias, daí que talvez isso explique porque a engenheirada descamba prá estas covardias terroristas.

    Já a turma de humanas sabe que não é bem assim, que o homem não se limita a projetos matemáticos e que cada um é cada um e não um número. A tal de estatística, um estágio de pré profecias, até que tenta humanizar a matemática mas mal e mal consegue traduzir o que aconteceu ontem e não consegue estimar corretamente o que vai acontecer daqui a pouco, tipo assim a meteorologia…
    A direita é composta de gente da área de humanidades. E queria o quê? ? Claro que tem que ser assim. A direita é natural, é humana e se não é decente nem moralmente defensável é isso mais que a esquerda.
    Osama e outros pervertidos calculam um mundo assim e assado. As contas batem, os números estão certos mas o mundo não se adapta o projeto e a conclusão que eles chegam é que o projeto está exato, o mundo é que está errado. Então eles querem destruir o mundo errado para impor o projeto certo…

    Já teclei demais. Tenho um papo prá levar com o delegado de Cerro Azul por conta do FDP do cara que quer que eu suicide ele…

    Acho uma conclusão como a deste artigo uma bobeira

  • 59 Chesterton // 22/January/2008 às 13:16

    Esperem aí, financistas americanos? Alto lá. Uma grande queixa dos petistas americanos sempre foi a falta de crédito aos pobres, aos menos favorecidos, aos coitados em geral (até o PD participou de ume squema de crédito aos países do terceiro mundo se não me engano, ).
    Bem, estes sub-prime nada mais são que empréstimos a pessoas sem crédito firme na praça que acabaram por não honarar os contratos- isto é, deram o calote nos bancos e entregaram as casas, cujos preços despencaram, tendo em vista o excesso de casas sem freguês para comprar.
    Então culpar os bancos pelos calotes recebidos é um pouco de mais.
    Se expuseram demais ao risco? Talvez. As taxas cobradas eram mais altas? Sim, mas como tiveram prejuizo, não eram suficientemente altas para cobrir os riscos de caloteiros. E as taxas não eram amis altas que no Brasil, por suposto.
    Se eu tivesse meios comprava as casas dos bancos e esperava a crise acabar para revender.
    Isto tudo vai fazer com que os americanos comprem menos do mundo, por isso o preço das comodities podem cair, ferrando paises exportadores. mas o Lula idiota reclamar que o cliente vai diminuir suas compras é a coisa mais engraçada do mundo.
    É como se o Abilio Diniz reclamasse de nós que não compravamos o suficiente do super-mercado dele…claro que se ele reclamasse, mandariamos o sujeito a pqp. O dinheiro é meu e eu compro onde, e quando, eu quiser.

  • 60 Brancaleone // 22/January/2008 às 13:17

    Resumindo:
    Se o sujeito for muçulmano, estiver cursando engenharia e quer fazer pós em implosão, prende já que é mais garantido…

    Fala sério!!!

    Fui!

    Até amanhã ( se não ficar preso…)

  • 61 Dom Casmurro Patriarca // 22/January/2008 às 13:22

    “As falcatruas imobiliárias dos bancos norte-americanos foram realizadas pelos “petistas” dos Estados Unidos.
    Rapaz, isso é o que se chama de “samba do crioulo doido.”

  • 62 Piotr Kropotkine // 22/January/2008 às 13:26

    ó Chesterton …uma boa parte da tourada ficaçe a dever ao déficit mais que Keynesiano do Bush…. financiou a guerra com um buraco gigantesco no orçamento e agora quem vier a seguir que feche o dito…pior que içu…o buraco foi comprado pelos chineses

    é graças a esse buraco e à transferência sistemática de valor (trabalho encomendas actividades) pra o este e para o far east que a economia começou a abrandar e as pessoas ficaram sem emprego e deixaram de pagar empréstimos concedidos por bancos com excesso de liquidez mas com míngua de juizo e de modelos realistas de avaliação da exposição ao risco…. agora foram parcialmente “salvos” por fundos árabes e asiáticos (veremos o preço desse dinheiro inclusivé o preço politico) mas a economia americana não mostra sinais de retoma nenhuma….

    resultado o pior presidente dos eua dos ultimos tempos deixa um mundo em guerra às avessas e a ameaça terrorista mais forte que nunca deixa a economia do seu país de rastos e deixa uma bela crise financeira com o país nas mãos do banco central chinês…..

  • 63 proftel // 22/January/2008 às 13:50

    Bom, médicos e engenheiros que conheço aqui onde moro são todos (os que conheço aqui) maçons.

  • 64 Darwinista // 22/January/2008 às 13:55

    Taí, proftel. Bem poderia surgir um grupo extremista maçônico formado por engenheiros-bomba pra atacar Brasília e tomar o poder em nome do Grande Arquiteto.

  • 65 Te // 22/January/2008 às 14:04

    Quer dizer que os meninos gente boa que estudam na universidade onde trabalho e de quem eu gosto tanto correm o risco de virar neuróticos que querem desenhar o mundo com régua e compasso ou fazer modelos matemáticos de como deve viver a sociedade, típicos vilões de filmes americanos? Deus os livre! Te esconjuro!

  • 66 Eduardo // 22/January/2008 às 14:07

    Aposto que na al-Qaeda não há Administradores de Empresas. Aliás, não há Administradores de Empresas em lugar algum. Ninguém sabe para que eles servem.

  • 67 faraó // 22/January/2008 às 14:13

    Terroristas precisam de bons engenheiros para montar boas bombas.

    Só.

  • 68 Piotr Kropotkine // 22/January/2008 às 14:13

    Eduardo …ora aí está uma certa….há anos que tento convencer os meus pares que se substituirmos um CEO por um babuíno a empresa continua a dar lucro ou prejuízo (conforme o caso) na mesma….

  • 69 Administrador // 22/January/2008 às 14:20

    Nossa única função, é pegar de surpresa o vagal que fica perdendo tempo em blog, e repetir a frase: VOCÊ ESTÁ DEMITIDO.

  • 70 Nhé! // 22/January/2008 às 14:24

    rsrsrsrsrsrs!!!

  • 71 Whatever // 22/January/2008 às 14:27

    Darwinista,

    XUUUUUUPA, Federupa!!!
    Da proxima vez, tenta entrar numa universidade decente!!
    Viva o CAASO!!

  • 72 Eduardo // 22/January/2008 às 14:33

    Piotr Kropotnike,

    Os CEO’s são, na maioria, Economistas e Engenheiros. Não adianta, ninguém encontra um Administrador de Empresas.
    Dizem que eles estão nos serviços gerais. Mas onde fica os serviços gerais?

  • 73 nada será como antes // 22/January/2008 às 14:35

    ó Kropotkine,

    Pois veja bem, antes de chamar argumentos ou alguém de idiotas, atente ao que escreve para evitar que a vergonha caia sobre o movimento anarquista.

    Anarquista que investe na Bolsa ? Entendi.

  • 74 Darwinista // 22/January/2008 às 14:36

    Whatever,

    Esforçando-me pra manter ao máximo o bom nível desse blog, vai aqui um trecho do belíssimo hino da UFSCar:

    “A Federal, não é fraca não,
    Só tem gostosa e gostosão
    E a josta do Caaso
    Só tem pulha e c.zão

    Caaso, caaso, vai tomar caju
    Filho da fruta… ”

    É federaaaaaaaallll! :o))))

  • 75 faraó // 22/January/2008 às 14:49

    Terroristas querem bons engenheiros para fazer boas bombas.

    Só.

  • 76 Piotr Kropotkine // 22/January/2008 às 14:52

    imagineçe um anarquista com graveto na bolsa!!! ondé que o mundo vai parar…só falta mesmo um anarquista que toma banho e lava os dentes….

  • 77 Chesterton-Dracul- El Cid // 22/January/2008 às 15:13

    http://boortz.com/nuze/200801/01142008.html#mortgage

    Para Piotr dar sua opinião

  • 78 Chesterton-Dracul- El Cid // 22/January/2008 às 15:14

    http://money.cnn.com/2008/01/10/news/economy/costofwar.fortune/index.htm?postversion=2008011108

    e este

  • 79 Whatever // 22/January/2008 às 15:33

    Darwinista,

    Pra refrescar a sua memoria:

    “Voce tentou nao conseguiu
    A MELHOR escola do Brasil
    Voce tentou e levou pau
    Vai estudar la’ na Federal!”

    CHUUUUPA Federupa!!!!

    CAASO 4ever

  • 80 Darwinista // 22/January/2008 às 15:37

    Whatever,

    Pra não violarmos as regras do blog, estou respondendo a você no Open.

    Xupa Caaso.

  • 81 Ricardo Cabral // 22/January/2008 às 15:53

    Ô PD, por pura associação, lembrei de ter te perguntado, no post onde vc falava do blog do teu pai, algo sobre o fato de haver entre os físicos um enorme (e famoso) contingente envolvido com causas humanitárias, discussões éticas e afins, algo que não ocorreria entre os químicos, por exemplo, e pelo visto, menos ainda entre os engenheiros — já os pobres administradores parece que andam levando chumbo grosso por aqui, melhor não pôr mais lenha na fogueira…

  • 82 Chesterton-Dracul- El Cid // 22/January/2008 às 15:56

    parece um problema sequiçual, xxupa aqui, xuuupa ali….

  • 83 Piotr Kropotkine // 22/January/2008 às 16:08

    ó Chesterton…o dinheiro não tem cor nem cheiro nem ideologia …admito que tivessem existido argumentos e pressões … mormente num país com tanto politicamente correcto e com a miragem do crescimento eterno e da dominançia do mundo ….. os bancos não emprestam ou deixam de emprestar dinheiro porque há grupos de pressão…..

    além do mais é o risco de mercado ….correu mal….e correu a um nível inaudito…… foram atrás da miragem e espetaramçe aconteçe….. já tinha acontecido quando todos os fundamentals mostravam que a Yahoo ou a Amazon valerem duzentas vezes o que vendia era contra o bom senso…. já pra não falar na AOL Time Warner….o flop da década….

    um dia a bolha estoirou ….

  • 84 Chesterton-Dracul- El Cid // 22/January/2008 às 16:10

    ..é, chegou a hora da xepa (fim-de-feira no Rio), dá para garimpar.

  • 85 Piotr Kropotkine // 22/January/2008 às 16:14

    há muitas estimativas para o custo da guerra… e como diz o artigo algumas são intangiveis …. o montante dos titulos de divida publica no banco da china são um bom indicador um dia aquilo tem de ser pago… o problema em economia coloca-se também com as alternativas de alocação desse dinheiro que poderia ter gerado mais dinheiro e não gerou….

  • 86 Chesterton-Dracul- El Cid // 22/January/2008 às 16:24

    mas para eles é ainda uma guerra barata….

  • 87 A. Wasserman // 22/January/2008 às 17:31

    Muito interessante o post.

    ***********

    http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/28/the-future-of-al-qaeda/

    http://execoutcomes.wordpress.com/2008/01/15/endgame/

    http://execoutcomes.wordpress.com/2007/11/06/asia-the-pakistani-army/

    http://execoutcomes.wordpress.com/2008/01/02/al-qaeda-no-more-al-jazeera/

    http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/28/osama-and%e2%80%a6-vietnam-2006/

  • 88 Renato // 22/January/2008 às 17:32

    Esse artigo me pareceu uma daquelas idéias estranhas, como patentear gene.

    Não haveriam tantos engenheiros no Al-Quaeda simplesmente porque eles PROCURAM engenheiros? Assim como eles procurariam biólogos e médicos se forem fazer ataques biológicos, ou físicos se tentarem um bomba nuclear?

    Afinal fazer aqueles ataques coordenados com várias bombas exige um certo grau de conhecimento técnico.

  • 89 Chesterton-Dracul- El Cid // 22/January/2008 às 17:41

    é, em vez de procurar poderiam formar o que precisam. É verdade.
    Estranho que tantos links tenham passado no post acima.

  • 90 Chesterton-Dracul- El Cid // 22/January/2008 às 18:15

    FOLHA - O Brasil recentemente acolheu cerca de cem refugiados palestinos que estavam no Iraque. Não é pouco dentro desse universo de milhões de vítimas?
    GUTERRES - O número pode ser pequeno, mas o significado desse reassentamento é extraordinário. É a primeira vez que, com o consentimento das autoridades palestinas, é aceito o princípio de reassentamento de palestinos fora do mundo árabe. Isso demonstra um grande respeito pelo Brasil e pela sua atitude em relação ao conflito árabe-israelense. O exemplo brasileiro já foi seguido pelo Chile, e nós acreditamos que o gesto do Brasil vai ter enorme impacto na região.

  • 91 josef mario // 22/January/2008 às 18:16

    Companheiro pedro doria
    Eu, josef mario, devo dizer que discordo frontalmente deste post e da maioria dos comentários acima. Eu, josef mario, como todos sabem, sou engenheiro com mestrado e doutorado, inclusive no exterior e jamais fui um alienado intelectual ou político. É óbvio que existem engenheiros que assim poderiam ser classificados, assim como, em todas as profissões o mesmo ocorre. Esta predominância de engenheiros entre os terroristas da al-qaeda deve-se, principalmente, ao caráter iminentemente prático e objetivo que a própria formação acadêmica lhes confere e que, obviamente, neste caso, é muito mais útil do que um formado em qualquer outra destas inutilidades como filosofia, sociologia ou psicologia, por exemplo. Além, disso o QI dos engenheiros pela maior dificuldade do curso, normalmente é maior do que o dos profissionais de outros cursos com ênfase em inutilidades e aperfeiçoamento em perfumaria, perda de tempo ou espera-marido.
    Muito obrigado

  • 92 proftel // 22/January/2008 às 20:01

    Ô Darwinista, só agora consegui voltar, vi o #64, é vero.

    :-)

  • 93 Elias // 22/January/2008 às 21:02

    Sempre achei que a preferência pelos cursos de engenharia (civil, mecânica, etc.) nos países árabes fosse conseqüência da grana firme que passou a entrar em alguns deles com a alta do preço do petróleo.

    Esses países começaram a construir pra caramba, e não tinham técnicos nem empresas pra dar conta do recado. Eles importavam construtoras e engenheiros. Nos anos 1970/1980 muitas construtoras ocidentais — algumas brasileiras, inclusive — lavaram a burra no Iraque, na Arábia Saudita, nos Emirados, etc.

    Com toda essa demanda por engenheiros e empresas de engenharia, nada mais natural que jovens desses países se sentissem atraídos pela profissão.

    Além disso, tem a questão da oferta de cursos. Alguns cursos simplesmente não existem em muitas universidades árabes (e isso, provavelmente, tem a ver o interesse em não fomentar cursos que levem o aluno a não questionar a religião).

    Vai daí…

  • 94 A. Wasserman // 22/January/2008 às 22:06

    Acho q vc vai gostar dessa, é de hoje:

    Brazil: The Implications of the Jupiter Field

    Brazilian energy giant Petroleo Brasileiro (Petrobras) on Jan. 21 announced a new, potentially sizeable natural gas reserve near the Tupi oil field, which was discovered in November.

    Although Petrobras did not disclose the size of the newest find, named Jupiter, it did confirm the huge potential of the area where the deposit was found — which is at least three miles deep and just under a salt crust formation below Brazil’s offshore waters — opening the door for yet additional discoveries.

    The Jupiter discovery adds to Brazil’s already impressive energy resources; the Tupi field, which is believed to hold between 5 billion and 8 billion barrels of light crude, put Petrobras’ oil reserves higher than Royal Dutch/Shell’s and Chevron’s and barely below those of Exxon and BP.

    Although Jupiter — like Tupi — will take years to develop, it gives Brazil a way to end its dependence on Bolivian natural gas, which is fraught with complications given the Andean country’s political and social problems. More importantly, it opens up essential questions for a country that is getting closer to becoming a full-fledged energy powerhouse.

    The sudden availability of financial resources to invest in the country’s priority items, such as infrastructure and social programs, would open up major opportunities for mismanagement, graft and corruption. The Brazilian bureaucracy, already bloated and inefficient, would find itself in a perfect position to demand additional resources that will end up increasing corporatist politics and clientelism.

    If Latin American history is any indication, the experiences of other regional energy players such as Mexico and Venezuela show that easy money can lead to debt, wastefulness, economic distortions and nationalism; Brazil’s recent history of responsible economic management and prudence would be put to the test. Petrobras could even face pressure. The company is 56 percent state-owned but is not state-run; it has an independent board of directors and efficient management, and is rapidly consolidating itself as a world leader in deep-water production. However, the government might be tempted to tamper with it after its recent exploration successes.

    But perhaps the most significant outcome is not the financial and administrative challenges that will arise from Brazil’s pending mineral wealth, but the way in which that wealth weaves into Brazil’s ambition. Brazil is clearly the most powerful of the South American states in terms of population, economic strength and resources, but it lacks the heft to impose its will upon its neighbors.

    Thus, Brazilian policy has largely been limited to half-hearted efforts to unite the continent economically, but such projects are expensive, and Brazil has never been capital rich. The country’s newfound oil wealth, however, raises the likelihood that Brazil can finally put some muscle behind its ambition and break out of the barrier surrounding it.

    Mexico, with an economy roughly 75 percent the size of Brazil’s, would continue to be immersed in North American affairs and would not be a direct competitor.

    Argentina, a historical rival of Brazil, would be irritated and would adopt the most antagonistic stance, while Venezuela would see its own influence challenged as it would no longer be the only significant energy player in the region.

    Bolivia stands to be hurt most, since its cash-strapped government would struggle to find new markets for its natural gas.

    A more assertive and powerful Brazil would put pressure on the region as a whole to become more competitive economically as a way of mitigating Brazil’s excessive influence. The fuel for that assertiveness — Brazil’s new energy discoveries — will force Brazil to navigate the steps to becoming a major energy market player while its neighbors ponder what its hegemonic rise means to them.

  • 95 Chesterton-Dracul- El Cid // 22/January/2008 às 22:52

    Bolivia stands to be hurt most, since its cash-strapped government would struggle to find new markets for its natural gas.

    esta é a melhor parte.

  • 96 Catatau // 22/January/2008 às 23:33

    Estou publicando algumas curiosidades da leitura de The Great War for Civilization, de Robert Fisk, no Catatau. Uma dessas curiosidades (ainda não publicada) é precisamente o assunto desse post.

    Bin Laden foi para o Afeganistão (provavelmente ainda em 79) com todo um aparato logístico relacionado às empresas da família. E foi para realizar o tal princípio da umma ou comunidade islâmica. Desiludido com o afeganistão, Bin Laden deslocou toda a engenharia para o Sudão, onde realizou contruções de rodovias, até retornar ao Afeganistão (novamente, umma e engenharia). No meio do caminho, para gerar aquilo que depois se chamou de Al Qaeda, ocorreram eventos de valores contraditórios, como a base norte-americana na Arábia Saudita, cuja implementação está diretamente implicada com a recusa dos nobres sauditas para que o próprio Bin Laden se encarregasse da segurança. No fim das contas, parece que pelo menos uns 15 anos antes de Bin Laden e a Al Qaeda ficarem “famosos”, já havia esse misto de financiamento, logística, e “umma” nos empreendimentos de Bin Laden. Quanto ao radicalismo, são interessantes as perguntas de Robert Fisk: óbvio que os atos da Al Qaeda são terríveis. Mas não se destacam de um contexto, que deveria ser ouvido para além de dualidades como bem e mal, mocinhos e bandidos.

    Talvez esse contexto (financiamento + umma + ações cada vez mais radicais, separadas de atos de guerra, como ocorria no Afeganistão dos anos 80), e o contexto do oriente médio nos anos seguintes, é que ajudem a elucidar atos como os da Al Qaeda, e aí haveriam limitações em interpretações como a de Hayek (a citação dele parece ter um viés deveras psicologizante, talvez limitado a determinadas situações).

  • 97 Catatau // 22/January/2008 às 23:36

    Estou publicando algumas curiosidades da leitura de The Great War for Civilization, de Robert Fisk, no Catatau. Uma dessas curiosidades (ainda não publicada) é precisamente o assunto desse post.

    Bin Laden foi para o Afeganistão (provavelmente ainda em 79) com todo um aparato logístico relacionado às empresas da família. E foi para realizar o tal princípio da umma ou comunidade islâmica. Após a retirada russa, e desiludido com o afeganistão, Bin Laden deslocou toda a engenharia para o Sudão, onde realizou contruções de rodovias, até retornar ao Afeganistão (novamente, umma e engenharia). No meio do caminho, para gerar aquilo que depois se chamou de Al Qaeda, ocorreram eventos de valores contraditórios, como a base norte-americana na Arábia Saudita (na primeira guerra do golfo), cuja implementação está diretamente implicada com a recusa dos nobres sauditas para que o próprio Bin Laden se encarregasse da segurança (uma base norte-americana tão perto das cidades santas?). No fim das contas, parece que pelo menos uns 15 anos antes de Bin Laden e a Al Qaeda ficarem “famosos”, já havia esse misto de financiamento, logística, e “umma” nos empreendimentos de Bin Laden. Quanto ao radicalismo, são interessantes as perguntas de Robert Fisk: óbvio que os atos da Al Qaeda são terríveis. Mas não se destacam de um contexto, que deveria ser ouvido para além de dualidades como bem e mal, mocinhos e bandidos.

    Talvez esse contexto (financiamento + umma + ações cada vez mais radicais, separadas de atos de guerra, como ocorria no Afeganistão dos anos 80), e o contexto do oriente médio nos anos seguintes, é que ajudem a elucidar atos como os da Al Qaeda, e aí haveriam limitações em interpretações como a de Hayek (a citação dele parece ter um viés deveras psicologizante, talvez limitado a determinadas situações).

  • 98 Ricardo Alexandre da Silva // 23/January/2008 às 0:11

    Caríssimos(as):

    Segundo o Hermenauta a blogosfera da direita é inteiramente burra, sobrando inteligência nos blogs e sites esquerdistas. Mas que constatação absolutamente incrível e pertinente!!! Vai ver se confrontar com uma citação de Friedrich von Hayek fez mal a ele…

    Cordialmente,

    RAdS.

  • 99 proftel // 23/January/2008 às 0:31

    Gente, não sei se vocês viram isso, recebi por e-mail e chequei, vou colocar o texto e o atalho prô YouTube.

    “No filme vc poderá observar algumas seqüências de franco-atiradores “snipers” canadenses eliminando franco-atiradores talibãs, no Afeganistão.

    Estes vídeos foram feitos através da luneta do “spotter”(parceiro observador) do franco-atirador, que fica à sua direita.

    O atirador canadense está usando um fuzil calibre .50. O cartucho tem 20 cm de comprimento e o estojo tem 2,5 cm de diâmetro. O projetil tem 0,5 polegada (11,25 mm) e 1,5 polegada de comprimento.

    Atente, no primeiro vídeo, que o sniper/ talibã está acima de um espigão de pedra e quando se ouve o tiro, veja o que sucede. Confirmaram que o sniper talibã estava a 2.310 m de distância, o que consistiu em um novo recorde mundial, já que o recorde anterior era do /sniper/ dos /marines/, o legendário Carlos Hatchkock, no Vietnã, em 1967.

    O canadense estava a 2.800 m de altitude e o alvo a 2.970m, com um vale entre eles. O recorde durou somente uns dois dias, já que outro /sniper/ canadense eliminou um sniper inimigo a 2.400 m de distância.

    Os franco-atiradores canadenses operam apoiando a infantaria americana.

    Usam o fuzil MacMillan calibre .50, com ação de ferrolho e carregador de tiros.

    A equipe do franco-atirador é constituida de 3 homens, que além do fuzil 50, contam com três fuzis standard C7 canadenses, um deles com lança-granadas de 203mm.

    Atalho:

    http://www.youtube.com/watch?v=6ZIJH4wvVng

    Imagina esse troço no Rio de Janeiro.

  • 100 Andre Fucs // 23/January/2008 às 2:03

    “O canadense estava a 2.800 m de altitude e o alvo a 2.970m, com um vale entre eles. O recorde durou somente uns dois dias, já que outro /sniper/ canadense eliminou um sniper inimigo a 2.400 m de distância.”

    proftel acho que rolou um errinho de matemática aí! :)

    Lembro-me que o certas vez conversando com um tenente da aeronáutica que o uso de projéteis .50 contra alvos humano é proibido por convenções internacionais, nunca encontrei fonte que confirmasse mas pelo visto o canadá não deve ser signatário. :-)

    Saca só o tamanho do monstrinho

    http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Rifle_cartridge_comparison.jpg

    Faz o extremamente mortífero 7.62 parecer um deditos.

    De qualquer forma o vídeo parece ser fake:

    http://www.rmvh.com/Scenes.htm

    Abra o Rock chucks e você verá todas as imagens do link que você passou.

    []s

  • 101 George Herbert Bush // 23/January/2008 às 2:58

    Algumas análises são interessante. Como é de se esperar, alguns comentaristas se valem de qualquer ocasião para repetir o monótono discurso do direitista raivoso, ensandecidamente.
    ]Seria interessante a leitura de uma análise sobre a formação/composição de um outro tipo de “grupos terrorista”. Por exemplo, The Carlyle Group…
    Penso que sem isso a visão sobre o terrorismo mundial será sempre parcial, possivelmente tendenciosa.

  • 102 Andre Fucs // 23/January/2008 às 3:49

    tá vendo, é só falar de maconha no DA que já aparece um junkie falando de G.H.B…

  • 103 Anônimo da Pérsia // 23/January/2008 às 4:16

    Recomendo a leitura do “Jihad” do Gilles Keppel. Nos capítulo sobre o islamismo político no Egito há breves, porém esclarecedoras menções sobre o papel dos alunos da Escola Polítécnica do Cairo, ao lado dos teólogos da Al-Zahar, no estabelecimento da Irmandade Muçulmana no Egito e de sua franquia mais bem sucedida, o Hamas.

  • 104 proftel // 23/January/2008 às 11:49

    Andre Fucs:

    Olha, não sei se é fake, vi que o estrago é grande, pena que não mostra a arma numa continuidade do vídeo (se é que pode).

    Em todo caso fica como curiosidade.

    :-)

  • 105 Engenheiros, médicos e… advogados « ZÉducando // 1/February/2008 às 8:12

    […] 1, fevereiro, 2008 at 7:12 am | In Zuniversitas | Para reflexão, posto nesta Zuiversitas o texto Por que há tantos engenheiros na Al-Qaeda?, enviado por um amigo e originado do blog do Pedro Dória […]

  • 106 Rafael // 22/May/2008 às 18:01

    Como farmaceutico e engenheiro quimico, so vou aqui dizer oque ouvi um professor meu dizer , se nos somos tao ruins tao pessimos assim para a sociedade, e para o mundo, ja sei como resolver isso, vamos acabar com o curso , ai quando alguem estiver morrendo devido a poluiçao, ou outras tragedias quem sabe alguem lembre de nos.
    O pior de tudo e essa coisa de esteriotipar tudo , medicos sao salvadores e arrogantes, advogados sao inteligentes e com senso critico, e jornalistas sao os herois da humanidade, e os engenheiros os que sao engenheiros, sao caras que entram no laboratorio vestido de jaleco branco com o intuito de acabarcom o mundo e que nao sabem escrever um abraço a todos tenho que voltar , para meu laboratorio para criar droas para viciar o mundo, e tambem me juntar aos meus amigos para elevar o preço do petroleo e poluir ainda mais o mundo um abraçao e cuidado heim, talvez a agua que se toma pode estar envenenada por nos engenheiros os diabos do mundo

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