De como Obama venceu ontem. (Talvez)
Pergunte a alguém da equipe de Barack Obama a respeito do caucus de Nevada, ontem, e este responderá que seu candidato saiu vitorioso. Os resultados são estes: Hillary, 50,7%, Obama, 45,2%.
Obama perde a boa manchete que Hillary leva com seu percentual maior, mas é capaz de ter levado a melhor, sim.
Normalmente, a cobertura das prévias eleitorais norte-americanas é um recitar de vitórias em primárias e em caucus. Este ano, no entanto, a disputa é tão acirrada que para entender o que está acontecendo, só mergulhando na contagem de delegados.
O que estas prévias escolhem é justamente a composição dos delegados que votam na Convenção Nacional. O vencedor não leva tudo. De New Hampshire, por exemplo, onde Hillary venceu e Obama chegou bem próximo, em segundo, ambos saíram com 9 delegados. Com nove votos, essencialmente, para a hora de decisão. Nove não é nada: no Partido Democrata, votam na convenção 4.049 delegados.
Há dois tipos de delegados. Um tipo é o delegado comum, eleito nas prévias; outro, são os superdelegados – políticos com mandato atualmente, ex-senadores, ex-presidentes, a oligarquia do Partido –, estes têm direito ao voto garantido. No Partido Democrata, são 3.253 delegados comuns e 796 superdelegados. Na Convenção Nacional, ganha quem tiver 2.025 votos dentre este mundo todo.
A distribuição do número de delegados após um caucus ou primária depende da legislação de cada estado. Em Nevada, atribuem-se pesos à distribuição geográfica dos votos, além do número de eleitores. Por conta dos vários critérios, nas contas do time de Obama, ele sai com 13 delegados contra 12 de Hillary. Se é certo? Só em abril é que o Partido Democrata local fará as contas oficiais.
Hillary tem a maioria dentre os superdelegados, que representam a máquina do partido. Outra questão a se considerar, então, é John Edwards. Se ele permanece na disputa durante muito tempo, acumulará um número razoável de delegados. Na Convenção Nacional, eles poderão votar em outro candidato. E isto pode ser bom para Obama.
O mesmo raciocínio feito para os democratas vale para os republicanos: John McCain venceu, ontem, na Carolina do Sul, mas periga sair de lá com o mesmo número de delegados que Mike Huckabee. Contando-se os superdelegados que já se manifestaram e as estimativas do número de delegados das prévias de até agora, quem está na frente da corrida são Mitt Romney e Hillary Clinton. O blog Reliable Politics tem uma tabela.
E, antes que algum dos prezados leitores o pergunte: o público norte-americano também sente uma enorme dificuldade em compreender seu processo.
(Os números republicanos: votam um total de 2.380 delegados, 1.917 deles vindos de primárias e 463 superdelegados. O candidato a presidente será quem alcançar a marca de 1.191 votos na Convenção Nacional.)
Ainda sobre o assunto:
- Quem afinal venceu entre Hillary e Obama? O sistema eleitoral norte-americano não é simples e o trabalho dos dois candidatos democratas é confundir mais, evidentemente, para fazer...
- E Obama venceu mais um A essas alturas, não há muito mais o que falar: as pesquisas da CNN e da CBS dão resultado semelhante....
- Obama venceu o debate. Aqui está o porquê Há uma discussão boa, nos comentários, a respeito de quem venceu o debate de ontem à noite. E há bons...
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Vou te contar hein? que confusão esse sistema norte-americano…e eles ainda querem levar democracia para todo lado kkkkkkkkkkk
Vou te contar hein? que confusão esse sistema norte-americano…e eles ainda querem levar democracia para todo lado kkkkkkkkkkk
Eu começo a achar que esta democracia toda no final das contas acaba sendo prejudicial…
Muitos artifícios “democráticos” que acabam por resumir as decisões a poucas pessoas com processos políticos de escolha diferentes me parecem mais passíveis a criar mecanismos de alteração de resultados…
Pô, se eu voto num “delegado” pra ele votar no candidato que eu quero e esse “delegado” virar a casaca, como fico?
Se entendi direito isso pode ocorrer.
E, prá mim não é democracia, meu voto tem que valer “lá em cima”, no cara que eu quero, não num “delegado”.
Esse troço de intermediário é que me deixa grilado com a “democracia” nos EUA.
:-/
Não sei, não.
Mas pelo andar da carruagem a coisa está pendendo cada vez mais para o lado da Hillary.
Porque o cidadão não vê ou coloca o seu destino, única e exclusivamente através de um presidente, como é comum em outros.
O cidadão têm como referência próxima, quem o representa ali, e não o presidente.
E é muito diferente daqui da bandalheira e infidelidade partidária.
O representate ali entende que se trair a quem representa, acaba sua carreira.
Lá distritos e seus representantes sãoa ligação direta entre política e comunidade.
No Brail não existe relação de confiança entre povo e quem teoricamente deveria representá-lo, deputados e senadores, ou associaçõese representantes.
A confiança se faz numa ponte absurda, em um país de proporções continentais, entre povo e presidente, e o pior, vice versa…e cada um acredita que funciona…
A questão para o Obama é que ele precisa conquistar o máximo possível de delegados de delegados comuns para contrabalançar a vantagem da Hillary entre os superdelegados.
Por isso mesmo, era importante a vitória ontem em Nevada e de uma forma a conseguir um maior número de delegados.
Se eles seguirem dividindo as vagas comuns, ele vai se dar mal na Convenção, a menos que o Edwards resolvar apoiá-lo.
Ah, nada como a “democracia”…
Guido:
De boa, você falou um troço: “O representate ali entende que se trair a quem representa, acaba sua carreira.”
Com a grana que rola por lá, mesmo traindo uma vez o kra pode fazer a vida e, que se laske quem votou nele.
Aí, o voto do eleitor foi prô saco e só dai quatro anos ou mais prá tentar fazer valer de novo.
Isso é que pega, num voto direto no presidente ou quem quer se seja a coisa fica diferente.
:-)
Não funciona assim! O buraco é bem mais embaixo ali.
Você está usando a ótica, forma de pensar daqui, para comentar sobre a forma de pensar de lá.
Aqui isto é um padrão, lá não, muito provavelmente excessão.
Bom tarde pessoal,
Como o pessoal aí em cima já colocou, esse sistema de voto indireto dos EUA explica boa parte do que vem acontecendo por lá nos últimos anos; Está mais do que claro que o sistema político daquele país envelheceu, essa história de votar em delegados que por sua vez são quem realmente elegem os candidatos é coisa do século 19º, pra não dizer coisa pior.
Numa prévia partidária não pode haver tanta complicação assim, isso só cria um espaço de manobra violento para fraudes e afins como se vê nas eleições propriamente ditas.
“Boa tarde”
Acho engraçado o pessoal daqui da curruptocracia jogando lama no sistema eleitoral americano… Tem certamente seus defeitos, mas nós aqui não temos muito do que nos vangloriar…
No mais, deve dar HELLary pros Democratas, entre os Republicanos ainda tá embolado entre McCain, Mittney e Huckabilly.
Mr. X,
Pouco importa o nível de corupção no Brasil, isso não muda o fato do sistema eleitoral americano ser confuso e falho num nível inaceitável.
A final mais radical, e pros de fora mais interessante de assistir, seria Obama vs. Huckabee.
Mr X, de boa, o nosso sistema pra melhorar só falta tirar o voto obrigatório.
Creio que com isso uma classe média politizada vai votar em peso e quem não tá nem aí prá política cai fora.
Podiam ao menos tentar numas duas eleições.
:-)
Mr. X,
Os próprios americanos estão indignados com o sistema eleitoral dele. Coloquei aqui no blog um link para o WhyTuesday.org, que se dedica a observar e tentar modificar o sistema eleitoral americano, onde menos de 20% da população escolhe um presidente.
O primeiro passo para melhorar o sistema de lá seria diminuir a quantidade de abstenções, uma vez que mais ou menos metade dos eleitores registrados votam. Depois, você tentaria aumentar a quantidade de eleitores registrados, e por aí vai.
O sistema deles tem muitos defeitos.
O Caucus do Iowa, por exemplo, acontece entre as 7 e 9 da noite num dia útil, no meio do inverno. O cara tem que estar MUITO afim de votar para, depois de um dia de trabalho, no meio daquela friaca, ir para uma reunião do partido, tendo que acordar cedo pra trabalhar mais no dia seguinte.
Isso é somente UM dos detalhes que não estão funcionando muito bem no sistema de lá.
Então tá, Mr X. Os USA são o céu - e os políticos norte-americanos, anjos. Cai na real, cara! Aparentemente você é somente mais um ‘baba-ovo’ deslumbrado! Esses caras da política são os mesmos em toda parte - os ‘mais espertos’, ‘malas’ e ’safados’ de sempre. Aqui, nos USA ou na China. Só um puxa-saco pra não perceber..
Heinm?
Eu não falei nem bem nem mal de um sistema que, como eu já disse aqui, é como o beisebol - uma idiossincrasia americana cujas regras não entendo.
Quanto aos políticos, podem ir mal lá, aqui são piores.
E aqui podiam começar por acabar com o voto obrigatório.
-= Eu acho que o voto compulsório é realmente prejudicial.
– X –
De qualquer forma, o sistema americano (o qual não tenho a menor vontade de me especializar) tem sua virtudes mas também permite movimentações confusas (como algumas supracitadas e a fraude de Bush).
Do que é que os brasileiros estão reclamado do sistema americano? É muito, mas muito mais democrático do que o nosso. 20% da população de um Estado votou na convenção para apontar quem seria o candidato de cada partido à eleição. Se isso não é envolvimento popular, o que é então? Alguém lembra como foi escolhido o candidato do PSDB na eleição passada? Num jantar com quantas pessoas mesmo? E com base em barganhas eleitorais, não foi?
Alguém cogita o McCain fazendo um acordão com o Huckabee por baixo dos panos “ok, eu desisto da candidatura se você me der o Ministério da Saúde, empregar minha mulher na Fazenda e me apoiar pra governador no ano que vem” ? Ou então a Hillary ficar de birrinha, que nem o Serra, porque os dois donos do partido escolheram o adversário dele como candidato? O candidato que perder vai estar na convenção nacional pedindo votos para o outro… mas boa mesmo é a nossa democracia, não é?
Fabiano,
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Pouco importa o sistema brasileiro, o que está em questão é o sistema americano que funciona bem pior do que a média dos países desenvolvidos.
Ainda que fosse questão pra comparação, não pense você que não há “acordões” por lá. Basta lembrar o que houve na eleição de 2000 e no jogo que é realizado nas prévias; As pessoas estão votando em delegados, não nos candidatos, não é uma questão cultural, é um anacronismo mesmo.
Quando os americanos falam que Democracia é um conceito universal eu concordo plenamente, no entanto, quando eles colocam isso normalmente esquecem de olhar pro próprio umbigo e é aí que o bicho pega.
Para além da confusão das prévias, caucus e afins, não entendo o porquê de mobilizar a população para votar na eleição propriamente dita, uma vez que o voto popular não terá nenhum valor, já que o “colégio eleitoral” é que decidirá o pleito. Não quero essa democracia para mim!
Sem contar o primitivismo da apuração dos votos - o sistema eleitoral americano é bizarro.
well….tenho minhas dúvidas sobre o foto facultativo no Brasil. Tornando-se facultativo, vota quem quer,ok? Fica mais fácil a gente ficar em casa ou pegar uma praia no dia da eleição e depois dizer:”não tenho culpa pois não votei nesse cara.”
Enquanto isso, um candidato filho da puta vai ser eleito com uma dúzia de votos, comprados sabe deus como.Isso mesmo, pois quando o voto não é obrigatório, passa a ser disputado a tapa. Favelados e miseráveis votarão em troca de cesta básica, tijolo, lote de terra, dentadura e óculos enquanto a valorosa classe média aproveitará o feriadão para uma praia, engarrafando nossas rodovias, reclamando da buraqueira e do preço da gasolina.
Essa questão do voto facultativo versus voto obrigatório é bobagem. Eu conheci vários americanos mesmo que acham que o vot por lá deveria ser obrigatório.
Só que lá, o voto facultativo faz o mesmo que o obrigatório aqui, garante privilégios. Lá, mantém um certo grupelho no poder. Aqui, faz com que uma certa parcela da população que jamais pensa em política vote no candidato que dá um par de sapatos.
alguém mais acha que o PD tá torcendo pro Obama?
Eu acho que em qualquer democracia verdadeira a imposição ao cidadão de um dever personalíssimo do tipo “fazer” precisa ser muito bem justificada. Motivos de ordem filosófica são inadmissíveis, muito menos filosofia política, pois “filosofia” cada um tem a sua. No fundo, o voto obrigatório é mais uma demonstração de que por aqui não existe liberdade de consciênica.
Pior ainda é quem repete a imbecilidade de “o brasileiro não está preparado para o voto livre”: por um lado, isso é tão imponderável quanto dizer que não estamos preparados mesmo é para o voto obrigatório; por outro, eu gostaria de saber quando, em que circunstâncias, nossa capacidade de decidir sozinhos se queremos ou não votar poderá ser reconhecida por esses deuses. Isso é tão ofensivo quanto as campanhas, a nossas expensas, do tal “voto consciente”. O ser humano vive pela necessidade, e aprende com seus erros. Não é o sambinha do TSE, nem o Mestre de Cerimônias do BBB travestido de jornalista e nos dizendo para refletir bem, nem o voto obrigatório quem fará “nossa democracia amadurecer”. Se o cara não aprende com suas escolhas políticas, ou se legitimamente não acha importante votar, ele que se foda.
Outra coisa: esse papo de que votar diretamente no candidato seria mais legítimo é conversa fiada. Nos sistemas parlamentaristas, indiscutivelmente mais democráticos que nossa democracia de araque (onde o governo, eleito pelo “povo que tudo sabe” apenas por causa de um sorriso faceiro, é obrigado a ir comprar maioria no congresso) quem faz o governo, a rigor, é a maoria no parlamento, e por isso as instituições saem fortalecidas, não vivem em crise permanente como aqui. Pior: aqui, muitas vezes os governos levam 3 anos para arranjar maioria estável, para conseguir fazer aquilo para o que se elegeram, e aí o país é obrigaodo a parar por conta de novas eleições. Pior ainda: durante as crises de legitimidade dos governos, quando estes não mais representam a vontade da maioria dos eleitores, nada pode ser feito pelo cidadão, por que o governo cair não está previsto no sistema com algo normal. Ou seja: quando interessa mesmo, as pessoas não são ouvidas, ou então setores mais articulados têm que armar um golpe, um impeachment, algo assim. Para nós, algo corriqueiro como a queda de um governo por corrupção, como ocorreu com Collor, será sempre algo inédito, raro, justamente pelas maravilhas de se ouvir diretamente o povo de tanto em tanto tempo.
Hugo,
Os EUA têm duas diferenças muito relevantes em relação aos outros países desenvolvidos: têm uma população muito maior do que a maioria deles e é o único presidencialista entre os “grandes”. O sistema europeu funciona melhor? Eu acho que sim. Mas como você mesmo falou, são coisas diferentes.
Só digo que o sistema deles é bastante democrático (bem mais do que o nosso) por uma razão muito simples: eles estão votando para CANDIDATOS, por enquanto… em quantos lugares do mundo o eleitor tem tanto poder sobre o processo decisório? Pode não ganhar o melhor candidato, pode haver acordão, pode haver de tudo… mas o eleitor americano participa ativamente de todo o processo eleitoral, desde a sua parte mais essencial. Se eles chegarem na convenção com um consenso, o cara vai ser escolhido: pegaria muito mal uma virada de mesa. Se não, os delegados têm que definir na hora mesmo. Negociar. É parte do jogo democrático.
Claro que são coisas diferentes, mas chega a ser ridículo comparar com as nossas eleições, em que dois caciques partidários escolhem num jantar no Fasano quem vai ser o candidato. Lá o pessoal saiu na neve pra escolher, vários meses antes. Lá existe envolvimento popular, e portanto democracia; aqui a coisa é bem diferente.
Sistema arcaico, o deles? Pode ser. É pelo menos esquisito, com aquele monte de delegados, de votos no colégio eleitoral, um cara vence no voto popular e outro é eleito… Mas faz mais de 200 anos que é assim, e vai ser muito difícil mudar. É como beisebol (a comparação ali em cima foi boa): só eles têm e só eles entendem. Mas pra manter a comparação esportiva, o nosso é como o Campeonato Brasileiro: faz pouco tempo que a regra está se repetindo (antes era uma virada de mesa atrás da outra), e por enquanto é muito cedo pra saber se está funcionando; mas têm sido sempre os mesmos que levantaram a taça.
Democracia… direitos humanos… conheço bem esse discurso!
\||/
(o o)
Essa frase é muito repetida mas, acho que sempre vale a pena relembrar:
“Ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. Tem-se dito que a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos”. Winston Churchil.
E isso é a essência do ser humano que tanto evoluiu na base da tentativa e erro. A não ser que Hugo Chaves cumpra a promessa e faça nascer o “novo homem” a partir de sua constituição socilialista bolivariana não é mesmo?
E acho que tudo volta àquela “bater na tecla” da educação. Como estávamos discutindo sobre o “fenômeno” da cocaína, faz sentido liberar drogas e manter voto obrigatório? Proibir as drogas e liberar o voto? Ainda acredito que precisamos melhorar a educação nesse país, para que esse e outros temas e medidas tomadas possam ser melhor definidos, aceitos e aperfeiçoados. Nada utópico, como parar o país para depois de todo mundo educado começarmos a fazer as mudanças mas, investir pesado mesmo na educação.
Voltando à vaca fria, e como disseram, o modo americano tem a ver com sua cultura e como vem dando certo na óptica desses eleitores, o sistema acaba se perpetuando.
No Brasil sou a favor do voto facultativo e serviço militar facultativo. Bem como da educação pelo menos até o ensino médio obrigatória!!!! E no caso do voto facultativo ampliar a forma de votar. Se hoje usamos a internet, tanto pessoas físicas e jurídicas, para movimentar nosso saldo bancário, investimentos, informações etc. por que não votar? Mantendo-se o formato atual mais a internet é claro. E o voto para menores? Parece que países como a Suécia, para se votar no 1º ministro a idade mínima são 25 anos. Absurdo é permitir que analfabetos votem e não é preconceito não!
Tolerância à corrupção sobe com falta de escolaridade
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20070826/not_imp41133,0.php
“..17% dos brasileiros concordam que alguém eleito para um cargo público possa usá-lo em benefício próprio, como se fosse sua propriedade; mas entre os analfabetos, a concordância chegou a 40% e entre os que têm até a 4ª série, foi de 31% (entre os que têm nível superior, só 3%). …”
Certa vez era a saúva mas, hoje dia é a falta de educação de qualidade que pode acabar com o Brasil porém, torço desde já para pequenas melhoras possíveis na educação permitam que rapidamente apareçam melhores instrumentos de fiscalização de eleitos, que o voto facultativo ao invés de comprar votos obrigue os políticos melhorarem sua qualidade e propostas convencendo os eleitores a sairem de causa por um bom motivo e não para votar de qualquer jeito, anular ou no cabresto……
Yawn – Meu candidato favorito não é nem negro, nem mulher… nem tem qualquer chance de vencer. =)
É o John Edwards…
John Edwards, Pedro? Tenho lido tanta coisa aqui no weblog e em vários outros lugares, por isso é provável que esteja me confundindo, mas tive a impressão de que foi por aqui que o perfil do Edwards foi avaliado como algo populista e antiquado em alguns pontos — não lembro dos detalhes, mas deixaram-me a impressão dele ser visto como o mais fraco dos candidatos democratas (sigo falando do que seriam as suas idéias, não da grana ou do apoio que tem).
Pensei que essa análise tinha sido sua, PD, daí a minha surpresa…
puxa, é um sistema tão simples! como não conseguem entender? sigam a fórmula: x=vc2+y67bxjkªk98.871Ü+7864E?, tudo isso multiplicado por 765 e descontados 7ñ. daí, sai o candidato A, que disputa com o 4 colocado da chave j, numa disputa de pênaltis. claro, não?
puxa, é um sistema tão simples! como não conseguem entender? sigam a fórmula: x=vc2+y67bxjkªk98.871Ü+7864E?, tudo isso multiplicado por 765 e descontados 7ñ. daí, sai o candidato A, que disputa com o 4 colocado da chave j, numa disputa de pênaltis. claro, não?
Fabiano,
Democracia é um valor universal, não há o que discutir, dizer que o sistema americano é confuso por questões “culturais” é ridiculo cara, e essa analogia com o baseball é pior ainda.
Aliás, qualquer sistema onde as pessoas votam indiretamente são uma merda, não são elas que decidem nada, são os DELEGADOS.
Enquanto aqui o povo não participa do processo de escolha dentro dos partidos, lá eles acham que participam, o que é pior.
Hugo,
Não entendi algumas partes da sua argumentação. Democracia, um bem universal? Como assim? A democracia surgiu há uns 100 anos na forma atual no mundo (e foi combatida por outros 100 anos antes disso), e em vários lugares do mundo ela nunca foi aceita, por ir contra os valores da sociedade. Não tem nada de universal nela. Se fosse um valor tão universal, os americanos não iam lá no Iraque “proclamá-la”.
Como assim, o voto indireto é uma merda? Existe alguma forma de fazer um país daquele tamanho funcionar com voto direto? O Congresso é uma forma de voto indireto. Voto direto, só em plebiscitos, mas não dá pra fazer um plebiscito cada vez que se for passar uma lei. Bom, talvez na Suíça, mas no Brasil e nos EUA, sem chance.
O que será que acontece com um delegado lá quando ele vota contra o que os eleitores decidiram? O voto deles não tem nada de secreto, todos chegam para votar em um candidato. Se ele for contra isso, vai pegar muito mal para o partido. Os próprios eleitores daquele distrito vão ser os primeiros a reclamar. Um cara desses só mostra que não é confiável, na próxima vez não vai ser delegado. E pior, comete suicídio político sem ganhar nada em troca.
Não podemos olhar os EUA com a nossa lógica política. Se aqui o deputado trai os eleitores antes mesmo de assumir o mandato, não precisamos por isso achar que em todo lugar é assim. No sistema deles, por ser distrital, os eleitores sabem de quem cobrar e cobram sempre. Claro que continua tendo várias falhas, mas não são as mesmas falhas que aqui.
Sim, a Democracia é um bem universal e os EUA não foram ao Iraque proclamar a Democracia só usaram isso como pretexto, ou você não entendeu essa parte?
Não distorça o que eu disse, você entendeu muito bem que eu fiz referência ao voto para a eleição de governantes. Os nossos deputados são eleitos diretamente para nos representarem, não são eleitos por delegados.
Eu não posso olhar os EUA pela lógica daqui? E o escanda-lo de 2000? Aconteceu aonde, no Brasil, na Venezuela?