O mundo visto pelos leitores: China
Por Zictor
O ano novo chinês é a maior festa do ano. Todos os chineses retornam para suas províncias, querem estar com as famílias. Os trens ficam impossíveis. O início das celebrações é o Festival da Primavera, dia em que soltam fogos e foguetes – eles gostam mais de barulho do que de luzes. Em 2006, passei o Festival da Primavera em Xangai. A cidade parecia cenário da Terceira Guerra. Tinha até daquelas carreirinhas de bombinhas vermelhas, que a gente via nos desenhos animados quando criança. As festas só terminam quinze dias depois, com o Festival das Lanternas. E este ano, para os que estiverem curiosos, a festa começa na noite do dia 6 para 7 de fevereiro. Entraremos no Ano do Rato.
A folga, mesmo, é só de três dias. Os feriados são sempre assim, de três dias. Além do Festival da Primavera, há também o Primeiro de Maio e o Primeiro de Outubro, data em que foi fundada a República Popular da China. Em geral, trabalha-se um sábado e um domingo para compensar mais dois dias, e assim dá para esticar cada feriado por uma semana. Recentemente, tem havido muito debate sobre acabar com as ’semanas douradas’ e transferir os feriados para datas mais tradicionamente chinesas, como forma de estimular a cultura. Ouvi dizer que o Primeiro de Maio não é mais feriado.
O restaurante preferido dos estrangeiros em Beijing é o Alameda, que serve cozinha brasileira contemporânea. Muito bom. Em Xangai, a churrascaria brasileira também faz sucesso. Nas duas cidades, você encontra uns poucos restaurantes americanos, russos, cubanos, italianos. Mas não são muitos. O que mais se come é comida chinesa, que varia de acordo com a província, comida japonesa e coreana. E bebe-se muito chá.
A bebida alcoólica preferida é o baijiu (literalmente, álcool branco), um destilado de sorgo. Horrível. Chinesada bebe adoidado. Obrigatório em celebrações e jantares de negócios. Eles também gostam bastante de cerveja, principalmente da marca Tsingtao, a maior daqui, que leva o nome da cidade onde é produzida. Tsingtao, a cidade, foi uma possessão alemã no início do século 20. Preciso dizer mais?
Nas conversas particulares, todo mundo fala o que pensa. Não há paranóia com cada palavra dita, o governo está cada vez mais especializado em atacar cirurgicamente. Se alguém escreve um livro censurado, impedem a circulação, mas nada acontece ao autor. Ele recebe uma advertência, mas quem insiste sofre punição de acordo. Em alguns casos, é mais extremo, como os estudantes canadenses com a bandeira pró-Tibet ou uma passeata em favor do Falun Gong (seita religiosa duramente perseguida e reprimida). Os estrangeiros, são deportados. Melhor não perguntar o que acontece com os chineses. Há boatos de que certos prisioneiros condenados à morte são transformados em ‘doadores’ de órgãos.
Os chineses vêem o mundo partindo de modelos. Tudo, para eles compreenderem, precisa antes ser analisado a partir de um modelo. Eles fazem um esforço para compreender os estrangeiros, mas sempre os avaliam a partir de sua cultura, a não ser que já tenham algum modelo no qual determinado comportamento se enquadre. Ficam surpresos, por exemplo, quando digo que não existe Halloween ou Thanksgiving no Brasil. Eles vêem o resto do mundo com um misto de medo, admiração, curiosidade, desconfiança, inveja e desprezo.
O desprezo é histórico. A China sempre se viu como um mundo iluminado cercado de barbárie por todos os lados. Durante quase toda sua existência, sua relação com os estrangeiros foi sujeitando-os como Estados vassalos ou com invasores bárbaros. Os únicos que conseguiram tomar o poder, manchus e mongóis, acabaram englobados pela cultura chinesa. Talvez por isso, os chineses nunca se lançaram em aventuras colonialistas. O resto do mundo não possuía nada de interessante para eles.
Aí, um dia, os ingleses chegaram. Primeiro, tentaram uma aproximação diplomática à forma européia. Foram desprezados. Aí, voltaram com canhões. O resto da história, a gente já conhece. Foi um golpe duro na auto-estima nacional chinesa. Mas perder para os misteriosos brancos era uma coisa (vale lembrar que o ideal chinês de beleza é a pele mais branca possível), perder para os japoneses na Primeira Guerra Sino-Japonesa (1894/95) foi péssimo. A seqüência de derrotas levou à concessões de protetorados às potências estrangeiras que gerou mais desconfiança com relação aos estrangeiros que humilharam a China.
Foram os comunistas que trouxeram alguma estabilidade de volta, mas fecharam o país para o resto do mundo. E encheram o povo com todo tipo de histórias sobre os estrangeiros. Logo após a reabertura, os estrangeiros exerceram um certo fascínio sobre os chineses, que nunca haviam visto essa gente diferente. Diante da consciência de que esse pessoal branco vem de países mais ricos, existe a admiração e a inveja (é uma inveja diferente, de querer alcançar o mesmo patamar).
Alguns são muito amistosos e hospitaleiros, outros tentam sacanear você em cada curva (como em qualquer lugar do mundo). Tirando Beijing e Xangai (verdadeiras cidades cosmopolitas), estrangeiros são vistos como atrações de circo. Pessoas gritam ‘Hello’ pra você todos os dias (é aquela história, uma parcela significativa dos chineses acredita que todos os brancos falam inglês). Percebeu que falei brancos? Isso mesmo, chineses são muitos racistas. Já ouvi alguns dizerem que os negros são uma raça inferior e esse tipo de comentário não gera olhares reprovadores.
A população chinesa é volátil e impaciente, quer tudo para ontem. É uma gente sempre pessimista. Revoltas estouram todos os dias e por qualquer motivo. De sua parte, no melhor estilo 1984, o governo volta sua energia para os ‘inimigos’ externos que são, nessa ordem, Japão, Taiwan e (às vezes) EUA.
A maioria da população de Taiwan quer continuar no status quo. Faz parte da China mas não quer a administração do Partido Comunista. Se for obrigada a voltar, vai querer independência. Se Taiwan declarar independência formal (material já tem faz tempo), a população chinesa não vai gostar e a China precisará ir à guerra. Isso não vai dar muito certo, então vão levando. Isso para não falar das minorias reprimidas dos países invadidos – Tibet e Turquestão Oriental – que precisam ser administradas.
O mercado acionário chinês apresenta muitos sinais semelhantes àqueles dos EUA pré-29 e pré-87. As ações das companhias locais sobem em níveis absurdos nas Bolsas de Xangai e Hong Kong e os chineses acreditam realmente em toda a propaganda governamental sobre desenvolvimento. Ou, ao menos, fingem que acreditam e tentam lucrar o máximo possível enquanto podem. Tenho amigos num curso de MBA que dizem que o WiFi da sala foi cortado porque os alunos chineses ficavam jogando na bolsa. (Sim, jogando mesmo.) Na verdade, eles aqui já abandonaram o comunismo faz muito tempo, a única coisa que mantém o Partido no poder é o crescimento econômico, ajudado pelo nacionalismo. A China cresce porque o Partido empurra o crescimento a qualquer custo. Se parar de crescer, não quero nem pensar nessa possibilidade.
Assim como no Brasil, a maioria dos imigrantes na China vieram do próprio país. Quem vive nas regiões mais pobres busca as cidades ricas. As semelhanças param aí: não há liberdade de ir e vir. Esses ‘retirantes’ continuam registrados nas cidades de origem e não têm direito a qualquer tipo de saúde ou seguridade social. Eles trabalham nas construções por salários mais baixos, são iguaizinhos aos imigrantes estrangeiros ilegais nos EUA e na Europa.
Nas ruas, os chineses ainda estão se descobrindo, não possuem um estilo próprio. Em geral, copiam o Japão e a Coréia, ou fazem alguma aberração totalmente diferente.
Já os estrangeiros se dividem em três tipos: a) expatriados, enviados por suas empresas para trabalhar aqui ou profissionais estrangeiros contratados para fazer trabalhos que os chineses não conseguem fazer por um motivo ou outro; b) vagabundos em geral que vivem como professores de inglês, ou qualquer outro bico, já que estrangeiros (brancos) ganham sempre um salário muito alto para padrões chineses; c) estudantes de chinês, que chegam aos montes porque pensam que vão aprender chinês em alguns meses, já que o chinês é ‘a língua do futuro’.
Antes que eu me esqueça, não é impossível aprender chinês, mas dá trabalho. Quando se fala da dificuldade do chinês, muitos citam os quatro tons da língua. Os tons podem ser aprendidos com a prática, a dificuldade está mesmo nos caracteres. Se você perguntar, um chinês vai dizer que existem mais de 60.000 caracteres, mas você só precisa saber 3.000. Eu sou capaz de reconhecer mais ou menos 1.500. Sobre meus tons, consigo pronunciar todos com perfeição, só não me lembro muito bem quais os tons corretos de algumas palavras. Muitas vezes acerto a pronúncia mas erro o tom, e digo uma coisa totalmente diferente. (Pense em alguém dizendo que vai dizer côco, mas acaba dizendo cocô. É bem por aí.) Para aprender chinês, são necessários persistência e interesse pela língua.
Aqui, a gente ouve línguas que não acabam mais. Moro numa área onde ficam duas das três melhores universidades da China. Há milhares de estudantes de todas as partes do mundo. Grosso modo, o inglês é, de uma forma ou de outra, a língua ‘oficial’ das grandes comunidades estrangeiras. É com ela que a maioria nós nos comunicamos, entre nós ou com os chineses. Fora isso, há também os grupos que se comunicam dentro de suas próprias línguas nacionais e as línguas marjoritárias: Francês, alemão, espanhol, japonês, coreano, russo, árabe etc.
Quando eu estava na faculdade, durante o verão os estudantes chineses namoravam escondidinhos pelos cantos escuros dos jardins, à noite. A situação lembra a dos países ocidentais pré-Revolução Sexual. Mas existem também aqueles que são tão avançadinhos como nós. Nas regiões agrícolas é que o conservadorismo é maior. E, diga-se, eles sofrem uma concorrência desleal dos estrangeiros, que são mais experientes no jogo da sedução, além de serem partidos melhores para as meninas chinesas, doidas para sair da China ou driblar a política do único filho.
Já vi cartazes nas ruas com campanhas sobre Aids, mas o governo evita tocar em sexo. A população ainda é ignorante em relação à doença. Uma amiga minha trabalhou num documentário de curta metragem chamado Blood of Yinzhou Province, que ganhou o Oscar. Em algumas regiões do interior, ela me disse, pessoas muito pobres vendiam o sangue para ganhar um dinheirinho. Quando o sangue era vendido, as instituições retiravam o plasma e devolviam o resto para que a recuperação dos doadores fosse acelerada. Como o sangue, antes de ser devolvido, era misturado em grandes processadores divididos apenas no sistema ABO, muita gente se contaminou. Essa minha amiga contou histórias horríveis de vilas onde toda população adulta tem AIDS. Tudo abafado pelo governo.
As mulheres da China vivem em relativa igualdade com os homens, numa situação bem melhor do que a da Coréia ou do Japão. Quanto aos gays, não existe uma política oficial de Estado a repeito deles, mas discriminação rola solta. Não há leis contra preconceito. Aqui, você poderia ouvir da maioria dos chineses aquilo que o Ahmadinejad falou a respeito do Irã: ‘não temos desse problema’.
O Estado é ateu, mas a maioria da população chinesa é budista e/ou taoísta. Sempre tem alguém rezando nos templos. E há também cristãos, muçulmanos e judeus. Além da religião, há uma filosofia predominante, o confucionismo. Um de seus ensinamentos é que estudar é o melhor caminho para subir na vida. Então, os chineses investem em educação. Mas é uma educação que não estimula a iniciativa, a criatividade ou o raciocínio crítico. Funciona através da memorização e de repetições. O nível daquilo que chamamos de cultura geral aqui e de conhecimento fora da própria área de especialidades é muito baixo.
Recentemente, tive uma conversa com um cara que trabalha na embaixada francesa. Ele disse que há um ‘círculo interno’ no Partido (no melhor estilo 1984), com mais ou menos 200 pessoas. E que, dentro desse círculo, há pessoas dos mais diferentes matizes políticos – incluindo democratas. Acho meio difícil de engolir essa teoria totalmente, mas há fundamento. Da boca para fora, o Partido diz que ainda segue os ideais comunistas, mas fala de um ‘comunismo chinês’, de uma mistura com o melhor do comunismo e do capitalismo. Fala isso simplesmente para manter uma face de coerência. Na real, todo mundo sabe que o Partido só quer mesmo se manter no poder, e usa o desenvolvimento econômico para isso.
A melhor maneira de definir o governo eu ouvi de meu pai, quando esteve por aqui: ‘comunismo de resultados’. Se você é um jovem político, além de ser bem conectado, a melhor maneira de avançar na carreira é apresentar resultados, desenvolver bem o distrito, cidade ou província que administra. O congresso do Partido Comunista se assemelha muito a uma Assembléia de Acionistas de uma empresa cujo objetivo é se manter o controle do país através do desenvolvimento. O governo tem aberto vários setores da economia para investimentos privados, mas isso não significa que abriu mão deste controle.
Todos os dias, leio jornais e revistas internacionais. Meu chinês não é bom o suficiente para ler em chinês e os jornais que os chineses publicam em inglês são lixo. Os sortudos têm TV a cabo, a maioria só tem as TVs chinesas. E como poucos de nós falamos chinês suficientemente bem, ficamos restritos à CCTV 9 (China Central Television). Que é em inglês, mas tem uma programação pior que ruim. A Internet nem é rápida, nem estável e tem um monte de site legal bloqueado. Claro que sempre existem os proxies, mas não é a mesma coisa. Em geral passa.
Quanto ao pôr do sol, se é bonito ou se é feio, é bonito, por trás das montanhas de Beijing. Mas só quando dá para vê-lo através da grossa camada de poluição.
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O modelo econômico chinês é semelhante ao colocado em prática na antiga URSS : um modelo de desenvolvimento acelerado.
Zictor,
pelo que eu entendi os chineses valorizam muito sua história e riqueza cultural. Mas isso faz deles patriotas? E eu não falo em patriotada, como a gente vê no Brasil, mas identificação real com a nação, isso é frequente?
Sem esquecer a menção de que os chineses na sua maioria fumam como morcegos.
Pequeno comentário fora de tópico: acho que o Zictor conhece um grande amigo meu, Newton Bordin.
Sobre o post em si, sensacional! Qualquer dia desses me atrevo a escrever sobre a “minha” Kobe.
[]s
Darwinista,
Para os chineses, o conceito de etnia e de nação estão tão intimamente ligados que para eles é difícil separar um do outro. Os chineses sentem muito orgulho mesmo de sua cultura, sua história. Eles acreditam que o lugar deles é no topo do mundo. Um amigo meu americano tem um livro chamado O novo nacionalismo chinês. É um livro que fala desse novo movimento de amor ao país que vem se fortalecendo na China.
De minha parte, eu acho que esse amor é um pouco excessivo, e me assusta às vezes.
Pô! Vou demorar a digerir tanta informação!
=-)
Interessante essa visão a China. Perspicaz e crítica. A verdadeira China por traz do glamour.
Parabéns Zictor!
Zictor,
isso que te assusta passou pela minha cabeça. 300 milhões de americanos comedores de Whoppers que penduram a bandeira na fachada de casa me parecem fichinha perto de mais de 1 bilhão de cabeças achando que são a maior de todas as nações, o Middle Kingdom. O mundo ainda vai ter trabalho com esses caras.
Obrigado pela resposta, abraço.
Marcelo,
Sim, chinês fuma pra dedéu
Diogo Slov,
Sim, conheço e sei todos os podres do primeiro ano do Newton por aqui. Se quiser algum segredo infame, é só mandar e-mail :P
Zictor….gostei muito……simples ,didatico, informativo e abrangente….
Quero mais!
Zictor,
Como anda a internet por aí?
Muito controle estatal?
Ah, como o “povão” encara (se é que discute isso) o aquecimento global?
:-)
Darwinista:
Certa vez há muito tempo li um estudo sobre isso, coisa escrita depois da II Guerra.
O kra já naquela época falava que os chineses não precisavam dar um tiro prá acabar com uma guerra, era só levantarem as mãos e irem prá Europa.
Em surgindo um conflito não vai ser na bala, faltaria chumbo, lá, só na bomba atômica mesmo.
kkkkkk rsrsrsrsrsrs
:-))))
Putz, aí no #12 está cheio de erro de concordância, nem vou corrigir, teria que reescrever tudo.
Desculpe.
:-/
proftel,
e põe bomba nisso. É gente demais da conta.
Zictor,
sem querer abusar da tua paciência, a pergunta sobre aquecimento global do proftel me lembrou outra coisa que queria saber: existem muitas reservas ecológicas, áreas de proteção ambiental ou coisas do tipo por aí? Há uma preocupação ecológica e de preservação de espécies, ou a coisa fica restrita ao panda gigante?
HRP,
Obrigado. Se encher bastante meu saco eu crio vergonha na cara e reativo meu blog ou fotolog, que pode ser acessado clicando no meu nome no início do post.
proftel,
o controle estatal é meio chatinho, mas não é tãão controlado assim. De certa forma, os próprios chineses querem a censura, porque querem que tudo continue dando certo como tem dado.
Meio ambiente é um dos assuntos preferidos da mídia chinesa porque é um dos pontos em que mais se tem liberdade para descer o sarrafo nas administrações locais, sempre lembrando que poluir é prejudicar o povo e ir contra o interesse do país.
Muito bom.
Depois de ler o texto do Zictor, me convenci de que se a China vier a se tornar a grande potência mundial, ainda teremos saudade do imperialismo ianque.
Beleza de post!!! É realmente difícil conhecer um país com tantos detalhes apenas pelo que vemos na imprensa.
Parabéns, Zictor!!!
Valeu, PD.
Henrique,
Eu vivo dizendo isso.
Doidão,
Parabenize o PD por ter organizado o caos que eu enviei para ele.
Zictor,
“De certa forma, os próprios chineses querem a censura, porque querem que tudo continue dando certo como tem dado.”
Eu também sempre achei isso.
Na China há um limite consentido das liberdades.
Acho bem mais racional que a “liberdade sem limites”, apregoado por alguns.
Também não estou dizendo que a China seja um “paraíso na terra”, mas que está caminhandopara resolver muito dos seus problemas milenares, está.
E tenho a nítida impressão que a China está à frente dos Estados Unidos em relação ao problema meio ambiente, visto que, como você mesmo comentou, quasse todos discutem a respeito.
Acredito mesmo que a China resolverá seus problemas ambientais bem antes dos Estados Unidos.
A questão do meio ambiente, só fica na discussão ou há resultados concretos?
uma boa analise com diferentes perspectivas.Parabens!!Escreva mais , mande mais informacoes, China eh a bola da vez, com muita desinformacao por aqui. E o mercado de trabalho para estrangeiros como eh?
Fredinho,
Não sei ao certo mas tenho a impressão que os chineses não gostam muito de estrangeiros trabalhando por lá.
Só impressão, mas o Zictor poderia nos auxiliar com esta questão.
LOS OJOS QUE HURON
Crie vergonha na cara e reative seu blog/fotolog etc…
Vamo lá, PD. Dos 3 países que mais me encantam nesse mundão de meo deos, vc já publicou textos de dois deles: Índia e China. Só falta a Rússia.
fredinho?
Não é o Fred Schimidt né?
Aliás, cadê o Fred?
proftel,
boa pergunta. Você viu que inclusive ele pediu pra tirar o blog dele da lista do Pedro? Terá desistido o nosso nobre beijador de carecas?
Gente, o processo de desenvolvimento da China não é sustentável. Sem compromisso com o meio ambiente ( ainda estão discutindo) e sem liberdade democrárica e política, só com o desenvolvimento humano de parte da população e o crescimento econômico, ela não estará no lugar que está hoje no futuro. Não se sustenta.
É Darwinista, o Fred é legal, pena….
:-/
Susana Leal,
Você está absolutamente certa. Aliás, há algum tempo fiz análise a respeito, num dos posts.
A “quebra” do modelo chinês virá, sem dúvida. A questão principal é saber se a centralização decisória conseguirá manter relativo controle dos problemas monetários e por quanto tempo.
E o problema da sustentabilidade da economia chinesa não se restringe ao meio ambiente. É mais amplo e abrange questões estruturais.
well…pelo que sei, a China não é um país. É uma civilização. A mais antiga do planeta que conseguir manter-se relativamente incólume.
Quando a China foi invadida pelos mongóis, isso lá nas épocas antigas, perguntaram para o imperador o que poderia ser feito. E o imperador, naquela sua mansidão filosófica, respondeu:….”nada, daqui a uns 100 anos ele vão embora”….
Excelente a descrição do rapaz sobre a vida nas grandes cidades. É um povo que vive para si e não se preocupa com o resto do mundo.
Weel, aí que está o probelma, Zé Bush. Um povo daquele tamanho que não se preocupa com o resto do mundo, tá ferrando não soemente eles, e sim o mundo inteiro.
Weel=well
Sr. Zictor:
Antes mais nada, uma admoestação educada mas contudo séria:
O Sr. mente quando diz que existem Churrascarias na China. Impossível a existência de tão nobre estabelecimento fora da região compreendida entre o Arroio Chuí e o Rio Ribeira. Churrasco é algo que só existe nesta área geográfica em função de características bovinas, suinas, caprinas, ovinas, galináceas, botânicas e sobretudo étnicas. Qualquer outro arremedo desta atividade é apenas e tão sómente “carne no fogo” e nunca, jamais, sob nenhuma hipótese, razão, causa, justificativa, argumento ou geografia poderá ser chamado de “Churrasco”. No projeto da Constituição da República Ditatorial do Sul consta todo um capítulo sobre a questão do Churrasco, inclusive e especialmente quanto às severas punições dos que ousarem usar este nome em vão. Constitui crime hediondo, traição e lesa pátria, fazer Churrasco fora da região demarcada.
Este foi o único incoveniente de seu texto que foi bem escrito, claro, específico mas humano. Realmente fiquei surpreendido que alguem alem de mim tenha conseguido escrever assim…
Valeu cara!
Menino Zictol,
Esqueceu de falal da palcela do povo come alloz, tem dente glande, é amalelo e usa loupa azul desbotado.
Chinês
O que mais preocupa na China é que enquanto a gente cá deste lado do mundo dorme, lá é dia e eles tão tramando alguma coisa…
Zictor: A China seria uma bicicleta? Se parar cai?
Nunca vi churrasco de paranaense….churrasco é coisa de gaúcho, uruguayo e argentino……
Se liga ribeirinho!
Segundo li em algumas publicações, o PIB da China alcançará 11 trilhões de dólares em 2007.
Considerendo-se que a moeda chinesa é sub-valorizada, esse PIB é bem maior ainda e já ultrapassou o PIB norte-americano.
Tem fundamento, Zictor?
Dom Casmurro,
Não é bem um limite consentido das liberdades. Existe um conceito aqui no Oriente conhecido como “Face”. Face é a imagem externa, o bom nome. Um chinês raramente vai ser muito crítico do próprio país na frente de um estrangeiro. Não quero julgar se é melhor ou pior do que o que possuímos por aqui. Sei que os chineses não querem muito mudar o modelo que têm, então deixa eles. Obviamente que as minorias oprimidas discordam.
Sobre os problemas, ambientais, outro dia eu me recusei a sair de casa por causa da poluição. Muita mesmo. Não sei se eles resolvem rápido assim. Muitas vezes é só retórica.
Anderson Alemão,
Os chineses ainda precisam muito dos estrangeiros. Em geral, eles não se incomodam com estrangeiros que possuem verdadeiras habilidades. Mas há muitos que ganham bastante dinheiro simplesmente porque são brancos e são nativos de países de língua inglesa. E isso incomoda. Na verdade, a China não é muito diferente de outros países. Facilita agora porque precisa. Depois, vai dificultar.
proftel,
fredinho não é Fred Schmidt, é só meu pai sendo coruja.
Zé Bush,
Sobre essas lendas dos ditos e frases de imperadores chineses, não tenho muito a declarar. Mas os mongóis ficaram aqui mais de 100 anos. E inclusive já ouvi dizer que alguns chineses acreditam que Geghis Khan era chinês.
Brancaleone,
Não me meto em tecnicalidades.
Brancaleone,
O governo chinês consegue sua legitimação na base do nacionalismo e do crescimento econômico. Eu acho que se a China parar de crescer, a coisa complica…
Dom Casmurro,
A moeda chinesa é artificialmente desvalorizada, isso é verdade. Mas também já ouvi dizer que uma boa fatia do PIB chinês é produzido por empresas estrangeiras que depois repatriam seus lucros. Complicado entender essa economia toda…
Zictor,
Cheguei agora e nem tive tempo de ler todos os comentários. Parabéns!
Seu texto (e do PD) ficou estupendo! Peço inclusive, permissão para talvez usá-lo com a minha turma de terceira idade, que tem muito interesse por questões internacionais.
Aliás, o texto é tão rico que há um mundo de questões que poderiam ser feitas. Vou ler os comentários pra não ser repetitiva.
Alba,
Não precisa nem pedir permissão, tá autorizada. A edição do PD ficou muito boa mesmo. Quaisquer perguntas serão respondidas amanhã, porque agora tá tarde e eu preciso ir dormir.
well….mas aí é que está a “vantagem” chinesa atualmente. Centenas de empresas (inclusive empresas top) montam seus produtos na China. Sony, Panasonic,Fiat,Toshiba,Xerox, Intel e outras estão lá na China porque a mão de obra é super mais barata e abunda matéria prima.
E daí? Daí que a China está com boa parte do moderno capitalismo ocidental nas mãos. No capitalismo pós-moderno, o poder não é mais de quem sabe, e sim de quem faz. E de quem faz muito, bem feito e mais barato..
Nesse meio tempo estão aprendendo e assimilando tecnologias e métodos.Estão reciclando informação e definindo novos conceitos de produção em massa.
Zictor,
Ou o computador lá do trampo da manhã está doido ou houve acréscimo no texto (mais provável o computador).
Não havia lido sobre a net, perguntei aí em cima de bobeira.
De resto, parabéns, excelente texto, passou bem a percepção do que é aí.
:-)
Zé Bush,
Desculpe ,mas a China não está com “boa parte do capitalismo moderno nas mãos” Produção “na” China não significa transferência de tecnologia.
Imagine apenas o que aconteceria se as grandes empresas resolvessem sair de lá. Quem está com o que nas mãos?
Zictor,
Gostei muito do seu texto. Já vi que preciso visitar a china mas só vou morar aí se a empresa resolver me realocar em outra filial! :-)
Em qual cidade você está morando?
Zictor, meus parabéns pelo texto! Tem uma fluência e informalidade que atrai qualquer leitor, muito bom mesmo!
Só senti falta de mais dados sobre o que se come por aí, sobretudo por ter assistido a uma palestra sobre culinária japonesa, dada por um antropólogo japonês, onde surgiram uma ou outra “espetada” aos hábitos dos chineses — pelo que sei, os japoneses têm um certo desprezo pelos chineses, alguns dos primeiros dizendo, por exemplo, que os chineses costumam ser fedorentos…
Pois o tal palestrante acabou aludindo às diferenças entre as duas culinárias, elogiando bastante a riqueza e variedade da cozinha chinesa, especialmente pela quantidade de ingredientes e especiarias que eles usam, mas soltando a seguinte definição sobre os critérios que os chineses usam em relação aos animais que eles comem (e que fez a platéia, composta quase toda de japoneses, rir bastante):
1) “Se tem duas pernas, anda, e não é pai nem mãe, pode comer”;
2) “Se tem quatro pernas e não é mesa, pode comer”;
3) “Se tem duas asas, voa, e não é avião, pode comer”; e finalmente
4) “Se vive dentro d’água e não é submarino, pode comer!”
De novo, parabéns, Zictor!
Ricardo,
Esse chef de cozinha deve ter sido o máximo heim. Boa as definições sobre o que os chineses comem.
LOS OJOS QUE HURON
André,
O seu texto eu já salvei na cara-dura, viu? Mas vale a mesma pergunta que pro do Zictor.
Salve, Ricardo!
E volto mais tarde, até porque o zictor só poderá responder depois…
Anderson, o problema é que essa lista deixa brecha para algumas possibilidades meio complicadas. Na questão 1, por exemplo, não fala nada sobre não poder comer os avós, por exemplo. Claro que a carne mais velha serviria para uma canja, por exemplo, mas pobrezinhos deles, não? ;-P
E Alba, salve!, e um beijo grande pra vc!
well….evidente,Nada será como antes…….trata-se uma relação de mutualismo. A China precisa das enpresas ocidentais assim como estas precisam da China. Todo mundo sai ganhando de alguma forma.
Mas estas empresas estão se “viciando” na produção chinesa.Precisam de produção de larga escala a preço baixo, coisa que em seus países de origem nunca conseguiriam.
E, cá prá nós, se não fosse na China, onde mais seria? Quem depende mais de quem?
Camalada ZICTOL,,
Laciocinando um pouco…chines chegou a conclusão que a mamãe do Zictol quelia que o menino, quando nasceu, fosse chamado VICTOL
E o papai do menino era fã do claque de futebol do flamengo o ZICO…daí…
Coleto?
Chines
Sr. HRP:
A República Ditatorial do Sul abrange das barrancas à direita da jusante do Rio Ribeira até o Arroio Chuí - Temos planos expancionistas até o rio da Prata e quem sabe até a Patagônia, como forma de libertarmos aqueles povos da opressão e da esbórnia ( bem à moda chinesa no Tibet…)
Da margem esquerda à jusante do Ribeira até o Pólo Norte, todos sem exceção são apenas nortistas.
No próximo opentréadi falo mais e muito, mas muito conhecimento de causa e paladar sobre churrasco.
Zictor:
Nota-se, percebe-se ou identifica-se na China atual saudosismos dos tempos de Mao e da cambada de salafrários que o sucederam? Ou é tipo assim: Qualquer coisa (qualquer coisa MESMO) é melhor que o mau que Mao fez? ( êta trocadilhozinho FDP!!)
Em relação à culinária chinesa, não é de se admirar que com aquele mundo de gente tenha-se que comer oque aparecer, da melhor maneira possível…um camarada meu que visitou china, atravessou camboja a pé, fala sempre que observou nestes países um respeito grande para com toda comida, alimento, que lhes era mostrado.
Zé Bush,
“No capitalismo pós-moderno, o poder não é mais de quem sabe, e sim de quem faz. E de quem faz muito, bem feito e mais barato..”? Creio que seja exatamente o contrário.
Como já disseram, as empresas que estão na China apenas usam as vantagens que a China oferece (mão-de-obra abundante e barata, energia abundante e barata, infra-estrutura abundante e barata, etc, etc…).
Em outras palavras, usando termos que não são meus (mas de Jean Gottmann), as empresas usam o que a China oferece como um recurso apenas. Detém o conhecimento do processo produtivo, repatriam seus lucros astronômicos, mantem as informações sobre inovações e descobertas muito bem guardadas, afim de permanecer grandes empresas que podem desfrutar das vantagens que os países ao redor do mundo podem oferecer - e o que os chineses (abundantes e mal pagos) fazem, é apenas apertar parafusos.
Em tempo: ótimo texto, Zictor, certamente estará presente nas minhas aulas sobre a China; e, novamente, parabéns PD pela iniciativa absolutamente feliz.
Abraços.
Companheiro zictor
Eu, josef mario, devo dizer que o seu texto, se não tivesse sido editado, poderia ser considerado de razoável a bom. Considerando-se, porém, que foi editado pelo companheiro pedro doria, um profissional conceituado no ramo, eu, josef mario, terei que ser mais exigente e, portanto, classificaria o texto como sofrível. A parte sobre as religiões, por exemplo, está muito fraco. Eu, josef mario, poderia discorrer horas sobre o assunto do qual sou profundo conhecedor. É interessante notar que, na china, o saber filosófico e religioso tem limites muito pouco definidos ou, poderíamos dizer, quase se fundem. O confucionismo, o taoísmo e o budismo que são as formas de pensamento predominantes têm heranças comuns de tradições anteriores e se influenciam mutuamente. Nenhuma delas, porém, pode ser definida unicamente como religião naquele sentido que conhecemos no ocidente com um deus criador e supremo, seus dogmas e orações. Representam, acima e antes de tudo, formas de pensamento ou filosofias. Ou seja, a forma de apresentação da religião oriental, por seu caráter abstrato (nada a ver com o mais cretino), parece ser filosófica, o que pode explicar, resumidamente, esta aparente fusão entre religião e filosofia.
De nada.
Companheiro Josef Mario,
confesso que, devido à minha ignorância, nao fui capaz de entender seu comentário. No entanto, percebi neste um claro erro de concordância (”A parte …. está muito fraco”), o qual até mesmo os fiéis leitores da Veja deste blog podem identificar.
Danke schön !
Companheiro fantasma
Eu, josef mario, devo dizer que, se o companheiro não entendeu o meu texto, poderia, ao menos, aproveitando a sua fluência e flatulência no alemão, tentar captar a mensagem passada pelo companheiro hegel sobre o assunto. Na obra deste intragável companheiro hegel intitulada “preleções sobre a história da filosofia”, que possuo no original (em alemão) na minha biblioteca particular, este incompreendido filósofo tece interessantes considerações sobre o que seria, na sua (dele) idiota e confusa opinião, a filosofia oriental.
Muito obrigado.
Tenho que discordar do nobre companheiro josef mario: o texto não é um espetáculo mas tá muito bom, adequado à proposta de dar uma visão panorâmica e pessoal.
Achei interessante o Zictor dizer que o inglês é a língua usada pelos estrangeiros tanto entre si como para comunicar com os chineses. Eu vivo falando que ninguém precisa se descabelar para aprender chinês…O inglês é a língua universal e os chineses podem dominar o mundo o quanto quiserem, mas vão ter que falar inglês.
Sobre isso, ainda, outra pergunta: o que é mandarim? Mandarim e Chinês é a mesma coisa?
Uma vez eu li em algum lugar, não sei onde…, que mandarim é o nome que os portugueses deram para a língua falada na china, porque só os que “mandavam” - senhores de terra, autoridades, chefes - é que sabiam falar. Tem alguma coisa de verdade nisso?
Não entendi bem o que Zictor quis dizer na passagem:
“Ficam surpresos, por exemplo, quando digo que não existe Halloween ou Thanksgiving no Brasil. Eles vêem o resto do mundo com um misto de medo, admiração, curiosidade, desconfiança, inveja e desprezo.”
Vc quis dizer que para eles é tudo a mesma m….? Que não diferenciam EUA, Noruega, Brasil, África do Sul, Marrocos…?
E como é que alguém tem admiração e desprezo por algo ao mesmo tempo?
Fico aguardando que acordes do teu sono para esclarecer mais esses pontos.
No mais, fiquei com a maior vontade de traçar um frango xadrez!
Dom Casmurro Patriarca # 39,
Segundo dados recentemente atualizados do Banco Mundial, em 2005, por Paridade de Poder de Compra (método que avalia o valor real e não nominal da economia de um país) o PIB da China era de US$ 5,333 trilhões, ainda, considerando o valor de crescimento de aproximadamente 11% ao ano de 2006 e 2007 ( e uma inflação semelhante a americana) o PIB chinês estaria em US$ PPC 6,5 trilhões, portanto, ainda metade do PIB americano de aproximadamente 13,2 tri em 2007.
China e Rússia são duas ditaduras. São também países onde o racismo é quase uma religião. Se vierem a se tornar superpotências, não sentiremos saudades do imperialismo ianque, mas dos nazistas alemães.
Zé Bush,
A produção na China não é igual à produção em outros países. 1. eles usam o máximo de gente possível na produção, para baratear custos e para dar emprego a essa gente toda. Outra coisa, nos anos 90 os chineses pegaram muita tecnologia dos outros países. Pelo que sei, hoje em dia, todo mundo vai te aconselhar a guardar os segredos industriais o máximo possível.
nada,
A China precisa das empresas tanto quanto as empresas precisam da China. Não me atreveria a dizer quem precisa mais do quê. O Zé Bushe acertou na análise dele.
André Fucs,
moro em Beijing (Pequim), mas como estou procurando emprego e possuo umas oportunidades em Shanghai, talvez me mude.
Ricardo Cabral,
A comida chinesa é muito variada, cada região possui seus pratos e os chineses se orgulham muito da variedade. Vivem falando da variedade, e de como ninguém é tão variado como eles. Mas no geral, a comida é muito oleosa mesmo.
A história de comer tudo quanto é bixo vem mais do sul da China. Região onde não havia nenhum tipo de rebanho devido às condições geográficas, por isso eles conseguiam as proteínas onde dava, comendo inseto e outros bixos mais incomuns.
Chinês,
A história do apelido Zictor é longa, mas não é por aí que passa. Fica para uma outra oportunidade.
Brancaleone,
Saudosismo zero. Existe uma posição oficial de que Mao acertou 70% e errou 30% e para por aí. Ele ainda é idolatrado como um dos pais da China moderna. E ninguém fez a conta matemática para analisar está proporção.
Inclusive, muitos dos chineses mais jovens não querem nem saber de tradição.
El Torero,
Talvez nas regiões pobres, mas nas cidades…
companheiro josef mario,
Eu não escrevi um texto, simplesmente respondi às perguntas feitas pelo PD no primeiro post e ele as editou num formato de texto. Se quiser ler meus textos, pode ir no meu fotolog que você acha, é só clicar no meu nome no início do post. Sobre as religiões, tenho muito pouco a dizer, até porque elas ocupam um espaço muito pequeno por aqui, desde que os comunistas tomaram o poder. Confucionismo é uma filosofia de ética de vida, Taoísmo e Budismo são religiões, mas ninguém se declara seguidor de nada na China, o pessoal acredita em qualquer coisa que aparecer.
Vocês viram isso? Foi postado há dois dias mas acho que ainda precisa ser mais multiplicado:
http://www.idelberavelar.com/archives/2008/01/a_ultima_do_judiciario_parte_328.php
É impossível imaginar o que seria a China, hoje, sem os erros e acertos de Mao. Sem dúvida, o Grande Timoneiro foi importante para o país.
O fato é que os chineses inventaram uma relação produtiva inédita e aparentemente antagônica o … comunismo-capitalista-escravista … que, devido à colossal aglomeração de humanos, é o que podem fazer, para o bem de todos e felicidade geral do planeta.
Companheiro Josef Mario,
se nao consegui (por limitacoes próprias) entender o seu texto em nossa língua materna, imagine se entenderia o texto original do companheiro Hegel, embora minha fluência (e flatulência, dado que está é sua especialidade) no Alemao talvez me permitissem entender as palavras utulizadas por este abonimável cidadao.
(Falando em Alemao, o saudoso companheiro Ludwig II, outrora rei da Baviera, difamado ainda hoje como “louco” pela mídia burguesa em suas publicacoes turísticas, só falava em Francês com seus cachorros, dado que para ele Alemao já era uma língua muito feia, a qual ela reservava para conversar com seus cavalos.)
Auf wiedersehen,
aiaiai,
Aqui em Beijing há muitos estrangeiros que falam chinês. Eu, particularmente, prefiro falar chinês com os chineses do que inglês.
Na língua deles, mandarim é chamado de “fala comum”, é a língua comum falada por toda a China, baseada no dialeto de Beijing. Também pode ser chamado de chinês. Mas, na verdade, na China, mesmo dentro da etnia Han (etnia marjoritária), há várias “línguas chinesas” (que são mais ou menos como as línguas latinas). As mais famosas são o Cantonês (falado em Hong Kong) Shanghainês e Taiwanês. Aqui na China, são chamados de dialetos, mas é por causa de uma questão política. Quem fala um, não vai entender otra língua quando escutar.
Eu li em algum lugar que a palavra mandarim vem do malaio, e significa oficiais ou coisa parecida. Provavelmente esxiste um fundo de verdade no que você leu.
E realmente eles diferenciam muito mal o ocidente. Aqui, você vê restaurantes que anunciam “comida ocidental”. Quando você vai comer, é comida americana/inglesa. Não eles não nos diferenciam muito bem. Sabe quando a gente diz que chinês, coreano e japonês é tudo igual? Eles dizem o mesmo da gente
Sobre a mistura de sentimentos, é complicado. Eles nos admiram por tudo aquilo que temos que eles não têm. Mas ao mesmo tempo invejam também e tem a plena conciência de que são ( ou deveriam ser) o centro do mundo.
TT Cricket,
Alguns chineses admiram Hitler e acham que ele estava certo.
Zictor,
Valeu pelas respostas. Quanto à confusão com a culinária, aqui também é assim, tá cheio de restaurante chines vendendo sushi e restaurante japones vendendo rolinho primavera kkkkkkkkk
Quanto ao que vc falou para o TT, aqui no Brasil também tem um monte de gente que admira Hitler…uns até aparecem aqui, no weblog, de vez em quando (aiaiai, não devia ter falado disso…)
Agora, para finalizar…vc já dormiu e já acordou e eu continuo aqui trabalhando, krai, acho melhor eu ir dormir.
boa noite, ou no seu caso, bom dia!
“Chinês,
A história do apelido Zictor é longa, mas não é por aí que passa. Fica para uma outra oportunidade.”
Chinês não vai fical espelando lesposta,
polque ele só espela pol mulhel bonita, alias mulhé simpatica ele ja espela…alias, qualquel mulhel o chines fica espelando pol uma opoltunidade leplodutiva.
Não intelessa pla ninguem mas o nome do Chines ela pla sel ‘Ling Xa Xim’…glaças confúcio pais do chines nao bebelam chá velde aquele dia do legistlo.
Chines
Zictor,
Achei que você descreve com muita precisão a burocracia que dirige o Partido e o país (se é que cabe mais a categoria burocracia e coisa e tal)
Mais. A tal categoria dirigente é infinitamente mais hábil que qualquer outro governo nas mesmas circurstâncias, vide Irã, embora aí haja
o peso da religião e etecetétera e tal.
Daí, o que me vêm à cabeça é que os caras são muito espertos, tanto que sabem que eventualmente cairão. (não eles pessoalmente, mas o sistema que defendem). Daí, fazem concessões limitadas, porque sabem que fechar totalmente só ficaria pior pra eles, em termos não só domésticos, mas de repercussão internacional, já que o massacre da Praça da Paz Celestial ainda está repercutindo. E obrigada, porque não sabia disso.
Os caras não são burros. Aprendem. O chato é que, a médio ou longo prazo, sabem que o sistema está condenado, salvo se ocorrer algum improvável terremoto ideológico ou whateaver. Mas enquanto não vem, levam a coisa da maneira mais hábil possível. E falo estritamente do ponto de vista pragmático, sem juízo de valor, dentro do possível.
E olha só, em sua homenagem, fui rever um documentário super interessante chamado Mundo Coca Cola.
A horas tantas, descreve-se a batalha da Coca pra conquistar ´mercados - sendo o chinês, de longe o mais cobiçado, por conta do número de cabeças e coisa e tal.
Só que a coisa não é tão fácil. O hábito do chá é milenar, associado a mil coisas e aí a Coca até conseguiu entrar, mas seu mercado ainda pequeno, pelo que você conta (claro que proporcionalmente). Mas mostra a agressiva entrada do ocidente por aí e que tem boa recepção em geral, embora talvez menos do que os executivos da Coca imaginassem.
Só não sei como anda mesmo a coisa hoje.
fredinho, pode se orgulhar do seu filho de montão, viu?
E abração
Já tem novo post mas, ainda quero comentar neste.
Zictor e PD, muito legal este texto a quatro mãos. Nada melhor como a convivência para para se conhecer um povo e a curiosidade para produzir boas informações.
Sempre tive uma atração pelo povo chinês, lia a história deles numa época em que quase ninguém se interessava e, gostei mais ainda quando li “A mulher imperial” (”Imperial Woman” - original) de Pearl S. Buck, americana criada na China. Fala sobre a última imperatriz deste país, Ts’e-hi. E fala muito sobre o modo de ser do chinês. Se tiverem oportunidade de ler…
Zictor, ainda tenho uma dúvida, gostaria que vc confirmasse: vi, aqui no Brasil, uma notícia de que a China proibiu o uso de sacolas plásticas em supermercados. Pode-se usar apenas sacolas de pano ou cestas. É verdade?
Zictor,
Muito bom o relato.
Na parte das religiões realmente deixou um pouco a desejar.
Conheci uma pessoa que mora em Shangai que me disse que os chineses têm uma forma peculiar de negociar, um pega na mão do outro e com os dedos diz quantos quer pagar e o outro quanto quer vender.
Procede??
Já ouvir dezer tmb que tudo na china tem um preço pro chinês e outro preço pro estrangeiro.
Alba,
Não conheço muito a história da entrada da Coca Cola aqui na China, mas sei que a marca deles é perfeita, e muito forte. O som parece com coca-cola e o significado é gostoso feliz.
O massacre da Praça Tian’anmen é um dos três T’s que representam os assuntos mais espinhosos aqui da China. Tian’anmen, Taiwan e Tibet. Qualquer menção na mídia é pesadamente vigiada.
Linda,
Ouvi falar que uma lei dessas foi publicada. Mas entre ser publicada e ser efetivamente aplicada há um longo caminho.
Theo,
Eu ouvi de um chinês essa história de negociarem usando os dedos. Eu ouvi dizer que eles escondiam as mãos naquelas mangas longas e usavam os dedos para comunicar números (valores). Usavam isso para que nos mercados ninguém interferisse nas negociações. Ele me contou essa história como sendo um hábito antigo.
Não só na China, como em vários lugares do mundo há preços para os locais e para os de fora. Mas o que aocntece aqui é que eles se aproveitam mais descaradamente da ignorância de alguns turistas ou de estrangeiros que não falam chinês e se deixam sacanear.
Obrigada pela resposta, Zictor. Saitié! (o único som que consegui aprender em chinês).
Hugo Albuquerque,
Se você colocar no Google “PIB da China” e clicar no primeiro item, vai aparecer lá um gráfico com projeção para 2007 de renda per chinesa em 7.700,00 dólares.
Considerendo-se que a população da China hoje é de 1.320.000.000 (Um bilhão e trezentos e vinte milhões de pessoas), o PIB da China hoje, conforme estimativa, é de Dez trilhões e cento e sessenta e quatro bilhões de dólares.
Considerando-se que a moeda chinesa esteja sub-valorizada em 40% (quarenta por cento), o PIB “real” da China hoje é de 14 trilhões e 230 bilhões dólares.
Zictor, espero mesmo que os admiradores de Hitler na China sejam só alguns. Na Rússia, eu diria sem medo de errar que é a maioria da população. E para quem tenta fazer comparações com o Brasil… nada a ver mesmo. O racismo à brasileira não é nada comparado ao de China e Rússia, que inclusive praticam a eugenia sem nenhum pudor.
Zictor,
Obrigada. Também achei bem interessante a informação sobre a contradição entre como os chineses se vêem e como vêem os estrangeiros.
Aliás, a sua amiga Ana, que escreve um blog bem legal sobre os costumes chineses, costuma falar bastante também do senso de inferioridade das chinesas, que se acham feias e querem parecer ocidentais. Isso, num país em que as mulheres são disputadas porque são em número muito menor graças à política do filho único.
Quanto à China ser a próxima potência, acho que há muitos problemas e contradições pela frente, embora a China tenha território, recursos e população. Só acho impossível que o faça mantendo essa meta de se imprimir o padrão de consumo dos EUA - o planeta vai à breca..
Brancaleone,
Sinto muito, mas sou gaúcho e, para nós, catarinense já é nortista. Paranaense - falando sério - é esquimó. Ou urso polar.
Dom Casmurro Patriarca #75,
Eu tô me baseando nos dados recentemente atualizados de PPC no chamado PCI (Programa de Comparação Internacional) do Banco Mundial, pois os dados da Wikipédia estão desatualizados.
http://www.jornalpequeno.com.br/2007/12/19/Pagina69846.htm
Este é o link em questão, note-se que a China tem 10% da economia mundial avaliada em 55 trilhões de doláres.
Zictor, antes de mais nada, parabéns pelo excelente texto. Uma visão muito acurada de um país q particularmente assusta.
Gostaria de fazer 3 colocações:
1) “Há boatos de que certos prisioneiros condenados à morte são transformados em ‘doadores’ de órgãos.”
Eu presenciei uma passeata de apoio a Falun Gong na Coréia. Simplesmente deprimente o q o governo fez com os seguidores dessa seita. Eu fiquei MUITO chocada, abalada mesmo com as fotos, histórias… Tenho dúvidas se são apenas boatos. Vi pessoas q pareciam ter sofrido muito e fugiram da China por causa disso. Medo.
2) “Isso mesmo, chineses são muitos racistas. Já ouvi alguns dizerem que os negros são uma raça inferior e esse tipo de comentário não gera olhares reprovadores.”
Ouvi o mesmo de diversos coreanos - quase todos com quem convivi na Coréia, aliás. O branco é ‘endeusado”, mas há um racismo enorme com relação ao negro. Achava revoltante ouvir como eles falam dos negros, e muitas vezes não me segurava, retrucava de forma áspera - e eles ouviam e abanavam a cabeça, sem discutir nada. Uma lástima.
3) “Mas é uma educação que não estimula a iniciativa, a criatividade ou o raciocínio crítico. Funciona através da memorização e de repetições. O nível daquilo que chamamos de cultura geral aqui e de conhecimento fora da própria área de especialidades é muito baixo.”
Mais uma vez, a semelhança com a Coréia é fascinante - e irônica, se pensarmos no passado dos 2 países. A educação coreana é um mar de decorebas, e um abismo sem fim de criatividade. Há zilhões de técnicas de memorização espalhadas pelos 4 cantos das escolas. Mas tente levantar uma questão polêmica, como aquecimento global, por exemplo. Eles emitirão frases pasteurizadas, memorizadas de algum lugar, e sem opiniões próprias. Os que mais têm senso crítico em geral são os que mais viajaram para fora do país.
Mas tem um detalhe: entre a educação decoreba deles e a falta de educação de qualidade que nós enfrentamos no Brasil, eu prefiro a situação deles. Pelo menos, eles têm acesso a aprender algo.
Zictor,
Muito obrigado pelas respostas.
Esse conhecido meu de shangai, me disse que a história dos dedos na negociação é recente, coisa que ele já viu acontecer.
Ele disse tmb o quão difícil é aprender o chinês, como vc disse no relato, que estudantes vão pra china achando que em um ano já aprenderão tudo.
Ele que já estava um ano lá, disse que apenas sabia se comunicar razoavelmente, que o interlocutor chinês tinha que falar devagar pra ele entender, ler jornal então nem pensar.
Alba,
Eu quero ver o que é que vai acontecer. Porque faz tempo que muita gente diz que a China não se sustenta, que vai ruir. Mas até agora a China continua desafiando esses críticos. Eu não acho que a China vai conseguir alcançar o respeito ou a liderança que os EUA um dia tiveram, mas acho que vai polarizar um pouco, especialmente na Ásia. Aninha é uma menina esperta e muito observadora. A experiência de China dela tem sido bem diferente da minha. Acho que a gente se complementa. Na verdade, nenhum estrangeiro consegue uma experiência completa de China sem morar aqui mais de 6 anos nem sem um mandarim fluente.
Lúcia Malla,
1) Eu falo de “boatos” porque ninguém fala do Falungong a não ser eles mesmos. Mas eu acho muito possível que seja verdade.
2) É bem por aí. Para eles é um comentário muito natural.
3) Isso nem se discute. Eles estão felizes com o sistema deles, que ao menos funciona.
Hugo Albuquerque,
com todo respeito, essa publicação do Banco Mundial é que está bastante desatualizada, creio que os dados correspondem a 2004, em relação à China.
A publicação a que me refiro, faz estimativa para final de 2007, e é de janeiro de 2008.
Parabéns Zictor pelos excelentes comentários.
Da China se pode dizer o que Tom Jobim disse do Brasil: “não é para amadores”.
É o país (ou civilização, se preferirem) emergente, de longe, mais importante do mundo. Ainda vai dar muito o que falar e, no ritmo em que vai, será a maior potência mundial nas próximas décadas se conseguir vencer os três grandes desafios que tem pela frente: (1) econômico (o crescimento de 10% ao ano se sustenta?); (2) político (dá para crescer muito sem democracia?); (3) ambiental (75% da energia elétrica é proveniente de usinas a carvão mineral, o mais poluente dos energéticos).
Dom Camurro Patriarca,
Não está não, na verdade, o poder de compra estipulado pelo Programa de Comparação Internacional é o que de mais fiel e atual nós temos para auferir a riqueza real de um país.
O que eu faço referência são os preços comparados recentemente pelo Banco Mundial que servem de base para a conversão do PIB nominal ( A divisão do PIB em Yuans por alguma moeda “forte”, no caso o dolár americano) em PIB por PPC que avalia o valor real da economia.
Antes do PCI os preços chineses que entravam no cálculo para essa conversão estavam ultrapassados, de tal modo que apareciam mais baixos do que realmente são, aumentando irrealmente o poder de compra da economia chinesa e, consequentemente, seu PIB por PPC.
Desde modo, a China tem hoje algo em torno de 11% e 12% da economia mundial, portanto, metade do que representa a economia americana.
http://www.indexmundi.com/pt/china/produto_interno_bruto_(pib)_per_capita.html
Hugo Albuquerque,
o site é esse aí.
Como você pode ver, está bem claro.
PIB da China, 10 trilhões e 170 bilhões.
E como todo mundo sabe, o chinê ganha bem pouco mas o dinheiro lá faz milagres.
É bem ao contrário do que diz essa sua publicação.
Chinês ganha pouco mas o dinheiro deles tem um ótimo poder de compra.
E esse valor que você colocou, corresponde no gráfico aos dados de 2004.
http://siteresources.worldbank.org/ICPINT/Resources/ICPregionalsummaries_EAP.doc
Aí explica um pouquinho melhor.
Em 2005 a economia chinesa equivalia a 9,7% da economia mundial, agora deve está na casa dos 11% mesmo.
Esse PIB de 10 trilhões é impossível levando em conta os dados dos preços comparados pelo PCI.
http://siteresources.worldbank.org/ICPINT/Resources/finalICPrelease.DOC
Aí em cima o relatório do Banco Mundial acerca do PCI.
Dom Casmurro Patriarca,
E não é exatamente o “poder de compra” do chinês que é alto, em geral, os países com menores per captas apresentam menores custos de vida, mais esse menor custo de vida não compensa a menor renda, portanto a relação renda/custo de vida é mais favorável em países ricos.
Por exemplo, US$ 1.000,00 valem mais ou menos uns R$1.800,00, mas com esse valor você compra mais ou menos o dobro de coisas no Brasil do que você compraria nos EUA, entretanto, devemos levar em conta que o salário médio nos EUA é oito vezes maior que o nosso.
Na China é o mesmo, os preços chineses são bem menores que os americanos, mas os salários são proporcionalemente muito menores.
Abraços.
Hugo Albuquerque,
é por essas e outras “mágicas” que desconfio, faz muito tempo, que o PIB americano não é tudo que dizem.
No final do governo FHC, com o dólar a quase R$ 4,00, a renda per capita norte-americana chegou a quase trinta vezes a renda per capita brasileira.
Hoje, não chega a quatro vezes e pelo “poder de compra”, está quase batendo.
Isso não é apenas “magica” mesmo?
E tenho quase certeza que o PIB “real” da China já ultrapassou o PIB “real” norte-americano.
Dom Casmurro,
Quem gosta de “numerologia” (segundo o coronel em Tropa de Elite) pode continuar debatendo números.
Mas eu tenho lá minhas dúvidas sobre sua afirmação de que o poder de compra da China ultrapassou ou norte-americano. Não exatamente o que vejo aqui. A dança dos preços e do dinheiro na China é um bicho estranho, muito estranho.
Dom Casmurro,
De fato, o PCI comprova que o PIB americano não é tudo isso mesmo; Em termos nominais de 2006 a economia americana seria 30% da economia mundial, em termos reais, sabemos hoje que os EUA responderam por apenas uns 22% da economia mundial nesse período.
O que eu alertei para o poder de compra chinês é que os dados utiizados eram, se não me falha a memória, de 1986, pior, eram meio enviesados e tal. Com os atuais dados podemos assegurar com uma precisão grande o poder de compra na China, aliás, acompanhando a inflação americana e a chinesa de 2005 para cá você pode atualizar o poder de compra perenemente haja visto que a base é bem confiável.
Abraços!
Ah, aliás quanto ao fato da per capta americana não se materializar em qualidade de vida mesmo, se deve a concentração de renda nos EUA que é bem maior que na Europa Ocidental, por exemplo.
Parabéns pelo texto, simples e rico. Obrigada por compartilhar conosco.
Qdo estive aí da última vez, havia saído de uma temporada na Europa, onde estar bronzeado está tão “in”, que mal sai um solzinho e onde falta praia, os parques lotam… sem falar dos inúmeros estabelecimentos de estética q oferecem bronzeamento artificial e incontáveis cosméticos p/ o mesmo fim. Então foi um contraste grande ver tantas pessoas usando sombrinhas nas ruas com aquele sol tão desejado por uns. Perguntei o motivo e me responderam q era p/ ñ ficarem parecidos com indianos. Confesso q fiquei bastante surpresa com a resposta…
Hugo Albuquerque.
o único dinheiro que eu considero “real”, é o “poder de compra” contido naqueles valezinhos garantidos pelos bancos centrais de cada país.
E, dentro deste conceito, o PIB norte-americano tem muito é de mágica mesmo e não chega nem perto de representar 20% (vinte por cento) das riquezas do planeta.
Não acredito nem em 10% (dez por cento).
Zictor,
de qualquer forma o seu relato sobre a China foi ótima e muito instrutivo.
A minha opinião se mantém.
Um grande abraço e continue a a nos mandar notícias sobre um país tão interessante.
Dom,
Bom cara, questões de credulidade já entram em outro terreno, mas os fatos dão conta que a ecomomia americana ainda é muito grande, que tem concentrado muita renda nos últimos vinte anos e crescido abaixo da média mundial desde o fim da segunda guerra quando representava 55% da ecomomia do mundo.
O que dá pra projetar em relação a realidade atual é que ecomomia de lá vai crescer mais com mais inflação por conta da desvalorização do dolár, e, no médio prazo, se não houver um ajuste duro nas contas pode ocorrer uma crise bem grave, ainda assim é bem, difícil imaginar que ela passe a significar menos do que 15% num futuro próximo, aliás, chineses, indianos, russos e até nós mesmos ainda teremos (e temos) de enfrentar muitos desafios (maiores que os deles) para que possamos fazer frente aos caras um dia.
Hugo Albuquerque,
o gráfico que apresenta a China tendo um PIB de 10 trilhões e 170 bilhões de dólares é de janeiro de 2008, com estimativas para 31/12/2007.
E com uma base de cálculo ultrapassada, portanto, não faz a menor diferença.
Leia os benditos links que eu coloquei lá em cima um pouco melhor e você vai entender o que eu tõ tentando te explicar.
Ano Produto Interno Bruto (PIB) Posição Mudança Porcentual Data da Informação
2003 $5.700.000.000.000 2 2002 est.
2004 $6.449.000.000.000 2 13,14% 2003 est.
2005 $7.262.000.000.000 2 12,61% 2004 est.
2006 $8.883.000.000.000 2 22,32% 2005 est.
2007 $10.170.000.000.000 2 14,49% 2006 est.
Veja também
Gráfico: Produto Interno Bruto (PIB) por ano
Produto Interno Bruto (PIB) - Gráfico do Rank
Produto Interno Bruto (PIB) - Taxa de Crescimento Real
Produto Interno Bruto (PIB) per capita
Fonte: CIA World Factbook - A menos que indicado de outra maneira, toda a informação en esta página es correta até Janeiro 1, 2007
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Dom,
Os dados da CIA World Factbook estão usando como base para avaliação do PIB por PPC a porcaria dos preços comparados em nos meados dos anos 1980.
Seguindo projeções deles chega-se a conclusão de que os preços da China eram em 2005, 227% mais baratos que os dos EUA. Veja bem, são projeções de um número antigo que, ainda por cima, foi feito de maneira precária na época.
Daí que o Banco Mundial (como descrito no bendito link lá em cima) através do Programa Internacional de Comparação avaliou os preços de cerca de mil bens e serviços na China, comparou com os preços dos EUA e chegou a conclusão que os preços chineses são apenas 142% mais baratos que nos nos EUA, portanto, em 2005 o PIB da China era de 5,333 tri e em 2007 deve ter fechado em 6,5 tri.
Na Wikipédia vc também pode encontrar os velhos dados do Banco Mundial, do FMI e esses aí da CIA (que são os piores).
Não, isso não foi uma conspiração para diminuir o PIB chinês, afinal o PIB nominal que estava em USD 2,2 tri em 2005 nem foi tocado, o que mudou é que se descobriu que o custo de vida na China simplesmente não é tão barato quanto se supunha, nada mais.
Daí o PIB real fico menor, ainda assim isso não mudou o fato que a economia chinesa é a segunda economia do mundo e uma fundamental peça do mundo globalizado.
Pois, é, Hugo Albuquerque,
quem garante que o Banco Mundial usou agora os métodos corretos?
A realidade não diz isso.
O Index Mundi, continua a apresentar os mesmos dados, inclusive corretos em relação ao PIB norte-americano e todos os países.
Por que estaria incorreto somente em relação ao PIB chinês?
Cara, os dados da CIA estão errados em relação a TODOS os PIB’´s porque ele usou projeções de dados não muito confiáveis e antigos.
por exemplo, após do PCI descobriu-se que o PIB russo é maior que o italiano, se isso fosse uma conspiração sistemática do ocidente isso não teria ocorrido.
Além do mais se alguém tivesse motivos para conspirar esse alguém seria a CIA, não o Banco Mundial.
Ah, e foram feitas comparações de preços em relação a todos os países, não somente em relação a China, por isso o “I” de PCI.
Não estou falando em “conspiração”, apenas em dados “convenientes” a um bloco de países.
Não faz muito tempo, com o dólar psicodélico, devido à eleição do Lula, o PIB da Coréia do Sul ultrapassou o PIB do Brasil.
A direita brasileira “urrou” de felicidade.
Hoje, o PIB da Coréia do Sul é pouco mais que a metade do PIB do Brasil.
Isso não é mágico?
É claro que não, porque o foi o PIB nominal da Coréia que ultrapassou o o PIB nominal do Brasil.
Quando eu falo em PIB nominal digo repeito ao PIB de um país avaliado na moeda nacional (no caso do Brasil o Real e no da Coréia do sul o Won sul-coreano) dividido por uma moeda referencial (no caso o dolár americano).
Quer dizer que se uma moeda sofrer um grande desvalorização alguém aparece lá e diz que o PIB diminuiu, o que não é verdade, foi a moeda que desvalorizou do mesmo modo que ela valorizou agora.
É pra corrigir esse tipo de distorção cambial que se usa a PPC.
Enfim, o que ocorreu nesse caso específico que você citou foi desconhecimento técnico acerca da questões economicas com fins políticos partidários.
Quer dizer os caras não tinham conhecimento técnico em relação ao assunto e deram uma opinião politiqueira.
Do mesmo modo hoje com o PIB nominal inchado pela valorização do dolár os mesmos caras ficam quietinhos porque acham que o PIB “aumentou” tudo aquilo.
OS CHINESE NÃO TEM VERGONHA NA CARA SÃO UM BANDO DE FILHOS DA PUTA POR MANTEREM EM HOLOCAUSTO ANIMAIS
INDEFESOS , QUE NÃO PODEM PEDIR SOCORRO PELA CRUELDADE DESSES CHINESES , POR ISSO QUE FAÇO E CONTINUO FAZENDO CAMPANHAS PARA QUE NINGUEM USE NADA COM A ETIQUETA ”MADE IN CHINA”AINDA BEM QUE TEMOS UM DEUS BEM VIVO E QUE ESTÁ ENXERGANDO TUDO ISSO , AINDA BEM QUE PELO LIVRO SAGRADO TODOS IRÃO ARDER NOS QUINTO DOS INFERNOS POR ESSE ATO TÃO CRUEL, ”ODEIO A CHINA”.
Zictor,
Moro em Xangai desde setembro de 2006 e o seu talvez tenha sido o texto mais claro sobre a atual sociedade chinesa que já li até agora. Estarei recomendando por aí.
Forte abraço!
Cheguei aqui através do Bruno Porto. Adorei o relato, escrito de forma direta, simples e sincera. Observações pertinentes que nos fazem entender melhor um povo tão diferente. Parabéns.
O filho da puta e madarim a língua! Anta.