Por André Fucs
A saga do índio judeu na ilha de Croc
Jamais irei esquecer os debates que se seguiram ao recebimento de minha oferta de trabalho na Austrália. Não havia dúvidas acerca da oferta mas já sobre a Austrália… também, pudera: anos e anos sendo bombardeado por imagens de ondas perfeitas, crocodilos gigantes, cobras, escorpiões, aranhas assassinas e, claro, tubarões antropófagos. A imagem do lugar não poderia se lá das melhores: Terra de surfistas e cheia de animais perigosos!
Meu primeiro destino era Perth. A capital mais isolada do mundo fica definitivamente no fim dele! Para dar idéia, Adelaide, a cidade mais próxima com mais de um milhão de habitantes, fica a 2104 quilômetros de distância. Perth é rica, Western Australia é responsável por 40% do PIB nacional, sendo a mineração e a agricultura duas de suas principais indústrias. Não é uma cidade pequena. São cerca de 1,5 milhão de habitantes e uma ótima produção musical. Eskimo Joe, um dos hits australianos em 2007, é cria de Perth.
A adaptação não foi lá das melhores e me mandei tão logo foi possível. Explico: cheguei em Perth numa quarta-feira, cansado das incontáveis horas de viagem entre Tel Aviv e Austrália, ainda digerindo o gafanhoto e o sapo comidos em Bangkok, onde encontrei um amigo francês com quem trabalhei em Israel. Cansado, dormi um pouco antes de sair para o reconhecimento da área e jantar. Quando saí, a surpresa: a cidade encontrava-se às moscas, totalmente fechada às 18h30. No dia seguinte, a cena se repetiu – e só no terceiro dia, me explicaram: ali, como em boa parte da Austrália, o comércio fecha às 17h durante quatro dos cinco dias úteis, e estendem-se um pouco na quinta ou sexta-feira, quando fecham às 21h. Sou do tipo que tem hábitos noturnos – e gosto de ir ao supermercado às 22h30.
Daí, o supermercado. Certo dia, pensei, que tal comer um delicioso queijo nesse final de semana? Ótima idéia, é só escolher: cheddar, light cheddar, vintage cheddar, vintage light cheddar ou parmesão com gosto de cheddar? Esqueça a variedade dos Pão de Açúcar em São Paulo, essa é Austrália e aparentemente uma mistura de quarentena sanitária e patriotismo tornam as prateleiras em um campo de batalha onde frutas e legumes são separados de acordo com sua origem, como se o últimos batalhões de tomates australianos estivesse a encarar o recém desembarcado exército de tomates chineses.
Meses depois trabalhando em projeto Canberra, carinhosamente conhecida como ‘A capital (pornô) da Austrália’ forjei minha máxima sobre Perth: “Um estado federado que deseja se tornar independente por ‘levar os outros nas costas’ não é lá muito normal”. Bom, não que Canberra fosse “normal”. Canberra fica a três horas de Sydney e como sede do governo lembra Brasília, com suas avenidas gigantes, embaixadas, políticos e a malha de profissionais que sustentam a cidade com hotéis, restaurantes e informática, além de servir de sede a algumas das principais universidades australianas. Essa mistureba faz com que seja uma das cidades mais educadas do país, onde você provavelmente pode discutir fisico-química com a garçonete, ainda que certa vez eu e um alemão tenhamos gasto uma certa saliva tentando convencer um pinguço local de que ‘english is not the universal language mate!’, o alemão morava em Fiji mas, orgulhoso da popularidade de seu idioma no leste europeu, levantou-se e foi embora. Fui logo depois. Como havia dito um conhecido em um jantar meses antes: Não se enganem, a Austrália é apenas uma ilha de proporções continentais.
Ainda assim, Canberra é muito legal, não bastassem as divertidíssimas transmissões da “TV Parlamento”, seus arredores são repletos de cangurus, ainda que eu nunca tenha visto um pulando por lá, fato que virou piada para meus dois camaradas locais com quem discutia receitas para preparar aquela levíssima carne.
Só dois meses depois eu viria um canguru fora do meu próprio prato!
Sydney, finalmente uma metrópole. (Ainda que o Rio de Janeiro deva ter o dobro de gente na metade da área). É inegável que Sydney é a ‘capital não oficial da Austrália’, repleta de turistas e bares, mais bares e é claro, mais bares! Sydney lembra um pouco o Rio. (Metade das cidades do mundo me lembram o Rio.) Mas a mistura é quase a mesma, baía e praia oceânica, ponte, sol, praia, mulheres de biquíni, bêbados fanáticos por esporte e muito asiático. (Ok, não há tantos asiáticos assim no Rio.) Por aqui, eles já chegam à casa dos 30%. Chineses, filipinos, malaios, indonésios, japoneses, indianos, paquistaneses, bangladeshis, coreanos, enfim, uma mistura de noodles com curry.
Há também os aborígenes, mas estes mal os vejo. Por trás da simpatia e hospitalidade, a Austrália ainda não resolveu muito bem a questão de identidade. Devastados por doenças, alcoolismo, criminalidade e privados do reconhecimento de seu status de ‘primeiros australianos’, os aborígenes que restam vagam pelas ruas exibindo um olhar vazio, perdido, assustador. Ainda assim, não basta culpar os australianos brancos, a costura é frágil e muitas vezes escuto imigrantes naturalizados a criticar o país de uma forma um tanto grosseira.
Foi na Austrália que sofri preconceito claro pela primeira vez. Um motorista de táxi Leste-Africano ficou curioso em saber porque eu e minha mulher estávamos a falar algumas palavras em árabe, mas não gostou muito de ouvir que éramos judeus (e no caso dela, israelense).
Mr Speaker, não se assuste! A Austrália não é um lugar ruim! A qualidade de vida é altíssima, tanta que não são poucos os profissionais europeus se mudando para cá. O mercado de trabalho também é enorme, de Tecnologia da Informação a torneiro mecânico, há vagas para todos. Esse é o lar de gente generosa, gente que mandou seus filhos para lutar na 1ª Guerra Mundial mesmo sem serviço compulsório, gente que absorveu enorme quantidade de imigrantes (somente Israel possui um número de imigrantes por habitante superior ao da Austrália) e gente que foi capaz de dar novas formas à comida oriental. Sydney e Melbourne são duas das capitais da chamada culinária Fusion e ótimos lugares para se descobrir novos sabores, basta que eles passem pela rigorosa quarentena! :-)




142 Comentários até agora ↓
1 Calango // 10/January/2008 às 8:05
André,
Primeira vez que comento aqui (não, é a seguida - eu comentei também sobre o post de Niemeyer), e seu post me trouxe uma curiosidade: é verdade que na Austrália falta mulher? É porque em conversas com amigos que viajaram para lá, eu soube que a proporção homem/mulher na Austrália é de 10/1. Inclusive há programas de incentivo à imigração feminina. Isso é verdade?
Abraços!
2 Calango // 10/January/2008 às 8:06
uma retificação:
no comment anterior, “seguida” na verdade é “segunda”.
3 paulo // 10/January/2008 às 8:24
Achei fraquinho…..
4 paulo // 10/January/2008 às 8:30
Acho melhor fazermos um monte de perguntas para tapar os buracos. O primeiro post do PD dava o caminho. População, liberdade religiosa, tolerância, etc… Falta de mulher (O RJ é bem melhor, sobra.), e o que mais interessar a cada pessoa individualmente. Eu gostaria de saber sobre o caso do Brasileiro que levou porrada na praia, sobre o movimento nacionalista e o crescimento de grupos neo-nazistas na Austrália. Intolerância me assusta. Deixe os jacarés do mar e cobras super-venenosas para o Animal Planet.
5 Andre Fucs // 10/January/2008 às 8:30
Calango,
Minha mulher é israelense então é melhor tomar cuidado… vai que ela é do mossad e eu não sei! :-)
A diferença não é tão perceptível nas grandes cidades, talvez no interior a coisa seja diferente, ou estatisticamente essa história seja verdade mas em geral há bastante australianas.
6 Darwinista // 10/January/2008 às 8:35
André,
Você teve tempo de perceber como é a questão da xenofobia por aí? Quais são os grupos que mais sofrem preconceito? Como é isso particularmente em relação aos brasileiros?
E a migração? Eles mais facilitam ou mais dificultam a entrada de estangeiros? Pergunto tudo isso porque já pensei algumas vezes em tentar a vida por aí ou na Nova Zelândia.
Abraço
7 Rachel // 10/January/2008 às 8:48
PROFTEEEEEEL!!
PRECISO FALAR-LHE!!
8 Rachel // 10/January/2008 às 8:50
O que se come na Australia? Tipo, uma refeição padrão familiar, seilá…
E os tais vinhos australianos?
9 Burn the Witch! // 10/January/2008 às 9:06
Austrália? Fico com episódio dos Simpsons.
10 Nhé! // 10/January/2008 às 9:14
Nunca morri de amores pela Austrália.
99,9% das pessoas que conheço que foram morar fora, foram para a Austrália. Todos deram declarações fraquinhas como do André (isso não é crítica, vai ver que o lugar não inspire muito, sei lá!).
A única coisa que fico mesma curiosa é saber como é a comida. Um dia fui num restaurante que se dizia australiano mas tudo me pareceu Tex-mex. Acho que fui enganada.
11 rafael // 10/January/2008 às 9:20
Eu nem consigo imaginar morar num lugar como a Austrália, isolada no Pacífico. Se der uma merda lá não tem pra onde fugir. Quem vai chegar à Nova Zelândia a nado?
Morando no Brasil a gente sempre tem a alternativa de poder andar até um país mais estável, como a Bolívia ou a Venezuela.
12 Gerson B // 10/January/2008 às 9:20
Se ela é Perth como pode ser tão isolada?
13 Mr X // 10/January/2008 às 9:21
Bom, pelo que deu pra perceber, a comida é, ao menos no quesito queijos, tipicamente herança inglesa: cheddar, cheddar, cheddar. Bleargh.
E eles comem canguru?!?
Poxa, espero que não comam koala e ornitorrinco também.
14 Dr. Miranda // 10/January/2008 às 9:23
Ela é isolada porque a gente Perth o senso de orientação quando vai pra lá?
15 Andre Fucs // 10/January/2008 às 9:23
Paulo, Darwinista,
Respondendo às suas questões.
Acho que cada pessoa percebe uma região de uma forma diferente…. A Austrália especificamente não é um país “chocante” aos olhos de um ocidental. Essa é ao menos minha opinião. Há entretanto comentários implícitos em passagens do texto para os quais você talvez não atente.
Mas quanto às suas perguntas não costumo sofrer preconceito como brasileiro mas não tenho dúvidas que a massa mal educada de brasileiros há de passar mal bocados. Sobre movimentos neo-nazistas desconheço, sei de um profundo ressentimento contra os libaneses mas isso se dá com base em alguns incidentes ocorridos. Há em geral um resistência à imigração de asiáticos e pudera, 30% é bastante gente…
16 Nhé! // 10/January/2008 às 9:25
Ah, acabei de lembrar que na Austrália há o mais notável caso de infestação de animais domésticos que acabaram com a fauna original: gatos e coelhos.
Lastimável.
17 Rachel // 10/January/2008 às 9:30
Eu odeio cheddar.
18 Andre Fucs // 10/January/2008 às 9:30
Nhé,
Isso sem falar nos Dingos, Sapo Cururu/Cane Toad (Bufo Marinus) e outros mais…
19 Andre Fucs // 10/January/2008 às 9:31
Mr. X
Kangaroo é bem gostoso e leve, trata-se de uma carne 99% livre de gordura! :-)
20 aiaiai // 10/January/2008 às 9:36
Nossaaaa!!!!Agora é que o HPR se mata de inveja mesmo!!!!kkkkkkkkkkkkkkk
Sobre o post: achei bem legal, curioso, mas fiquei sem entender o título: índio????
21 Nhé! // 10/January/2008 às 9:43
André #18
Putz! Lastimável!
22 Nhé! // 10/January/2008 às 9:44
Desculpe o off-topic PD, mas… alguém aí consegue entrar no site do Ryff? Ou o problema é na minha máquina?
23 Andre Fucs // 10/January/2008 às 9:53
aiaiai,
mistério…
24 Darwinista // 10/January/2008 às 9:53
Nhé,
Também não consegui entrar.
25 cap. GANCHO // 10/January/2008 às 10:12
Nhé, bom dia! Por favor me reporte se o RIff está funcionando pra você, pois aqui, nem a Lorena, e nem o Riff funcionam. Sabe de alguma coisa? Estou aguardando tua amável respósta. Obrigado!
26 proftel // 10/January/2008 às 10:13
André Fucs:
Só estou comentando aqui porque te considero bacarai.
Parabéns aí pelo depoimento, valeu.
Como você sabe sou Geógrafo, sempre me bateu uma curiosidade sobre a enorme jazida de minério de ferro que há na Austrália (segundo consta, a maioir do mundo).
Para se produzir aço é necessário Nióbio, que eu saiba só há três jazidas no mundo, duas no Brasil (Catalão-GO e Araxá-MG) e uma no Canadá (que só é explorada por seis meses no ano, os outros seis meses está debaixo de gêlo).
A curiosidade é se há Nióbio por aí (informação que não consta nos livros).
Outra curiosidade é sobre internet, com distâncias tão longas entre cidades e outros continentes, a transmissão de dados se dá por satélite ou cabo de fibra óptica.
Há outra ainda sobre o transporte rodoviário, os caminhões daí são enormes e aclimatados, sempre achei isso interessante.
Bom, desculpe a encheção de saco.
Não pergunto sobre gente porque daqui a pouco vem o maluco e me rotula de novo, já estou de saco cheio com isso.
27 Andre Fucs // 10/January/2008 às 10:20
Darwinista,
“E a migração? Eles mais facilitam ou mais dificultam a entrada de estangeiros? Pergunto tudo isso porque já pensei algumas vezes em tentar a vida por aí ou na Nova Zelândia. “
é fácilm basta ter qualificação em alguma das áreas que eles estão buscando. A lista é grande:
http://www.workpermit.com/australia/skilled/occupation_list.htm (não oficial)
28 Darwinista // 10/January/2008 às 10:20
Uma pena, mesmo, que pessoas como o proftel não se sintam a vontade de comentar como gostariam por causa das figuras nefastas que começaram a pipocar por aqui…
29 Nhé! // 10/January/2008 às 10:28
Gancho,
O Ryff estava ok logo cedo. Aí ele postou uma burka masculina e desconfio que isso selou seu destino… (pobre Ryff!!) ;-)
Lá tb falaram que o órfãos está em obras, mas como esse blog é bloqueado aqui no trampo, não sei informá-lo com mais precisão.
30 Andre Fucs // 10/January/2008 às 10:29
Proftel,
Acho que a melhor pessoa para responder sobre o nióbio morreu não faz muito tempo de leucemia.
Ao que me parece, o forte aqui é mais a mineração do que a siderurgia. Bauxita, Carvão, Cobre, Minério de Ferro e Urânio.
31 Mr X // 10/January/2008 às 10:33
Mas André,
Canguru é “kosher”? ;-)
Sydney deve ser bacana. Eu até iria pra Austrália por um tempo. Vou dar uma olhada no link.
32 Darwinista // 10/January/2008 às 10:34
André,
Valeu pela dica! Já estou estudando a lista e vou pesquisar mais sobre isso.
33 Darwinista // 10/January/2008 às 10:36
“O senhor sabe qual é o preço do nióbio???” (Enéas Carneiro, em debate para eleição presidencial)
Muito bem lembrado, André.
34 HRP Mané Reloaded // 10/January/2008 às 10:37
Alex….por favor não consigo entrar no Laryff.com.br nem no Ricardo Calil……aparece um quadrinho do internet ex….
Voce saberia dizer o porque?
35 efedeele // 10/January/2008 às 10:38
Capitão estamos temporariamente órfãos de novo.Agora só entra convidado, tô aguardando convite.Abraço.
36 efedeele // 10/January/2008 às 10:39
Romeu, pelo jeito vamos ter que trabalhar hoje.
37 cap. GANCHO // 10/January/2008 às 10:43
Muito obrigado Nhé! pela tua boa vontade em informar, mas o que vc quiz dizer com burka masculina que acabou selando o destino do Riff?
Obrigado mais uma vez, e tome um abração!
38 cap. GANCHO // 10/January/2008 às 10:49
Efedeele, estão trocando o lay-out lá nos órfãos, e ´só aparece aquela tela pedido senha, mas aquilo não passa da página do google pedindo a senha do dono do blog, e assim, fazer modificações necessárias. A Lorena avisou isso ontem a tardinha, e devem estar com muito trabalho por lá, pois o blog é uma hospedagem no google.
39 Pax // 10/January/2008 às 10:51
André Fucs: quanto você paga de aluguel aí? Quanto custa um carro? E a gasolina? E o preço de um restaurante médio? Um kg de café?
Fiquei curioso.
E, se tiver saco, como está o governo?
40 HRP Mané Reloaded // 10/January/2008 às 10:51
Efedeele….. uma pena essas duas perdas num dia…..esperarei até a noite para obter mais informações.
Abs pra voce , Cap, Nhé…..surf e outros………
41 HRP Mané Reloaded // 10/January/2008 às 10:53
Cap voltou o Ryff…….estou saindo!
42 Pax // 10/January/2008 às 10:56
A turma do Ryff virá pra cá agora?
Putz, que venham e que os tratemos como me tratam por lá, com muita educação. Essa é minha opinião, já que o dono do blog é um tal carioca surubeiro e flamenguista. Tadinho.
Mas o Ryff disse lá que estava de férias. Provável que ele postou alguma coisa de um café e saiu pro rolé. Deu pau e ele só vai se dar conta quando voltar. É o que me parece. Problema é que a gente vicia nesses blogs, faz parte mesmo deles. E aí a síndrome de abstinência bate forte.
43 HRP Mané Reloaded // 10/January/2008 às 11:00
Pax….babo de vontade de ver esses macacos que voce tem como vizinhos!
Um dia ! Um dia!
44 cap. GANCHO // 10/January/2008 às 11:01
O RIFF VOLTOU AGORA!
45 Eduardo // 10/January/2008 às 11:04
André,
Como é a imagem do Brasil por aí? Samba, futebol e carnaval?
46 Andre Fucs // 10/January/2008 às 11:06
Mr. X,
Kangaroo é treif
47 Nhé! // 10/January/2008 às 11:13
Desculpa o off-topic de novo, PD…
Mas em virtude do que aconteceu nestes dias aqui no Weblog, não tenho outra alternativa a não ser processar o Ryff por discriminação racial/cor/religiosa/política/ideológica/profissional/futebolística/sexual/gênero/número/grau.
Todo mundo falou que o blog dele voltou, menos para mim!!
É comigo, né?
Nos veremos na delegacia. (todos vcs são testemunhas, ok?)
=))
48 Deise Guelfi // 10/January/2008 às 11:13
Considerando que a Austrália foi colonizada pelos ingleses, a príncipio como “descarga” de “indesejados”, acho q
49 Pax // 10/January/2008 às 11:16
What a hell is treif?
Nhé, conte comigo, mesmo porque tô vítima também. Pronto, a solução tá dada. É o Ryff o culpado e racista. Quando ele voltar a gente arruma outro culpado.
50 Deise Guelfi // 10/January/2008 às 11:17
continuando…
que ela está bastante avançada. Fiz um trabalho para o teatro que envolvia esse país e fiquei encantada com a pesquisa. O Consulado Australiano foi muito amável e me cedeu tudo o que eu precisava para escrever sobre ela.
André,
Você já teve o prazer de ouvir um didgeredoo tocado pelos aborígenes? O som é fantástico.
E a indústria de lã? Pode falar um pouco a respeito?
Abraços.
51 Nhé! // 10/January/2008 às 11:23
Pax,
Já está organizado o grupo vacinado contra a febre amarela que vai caçar os motoqueiros e motoristas que fazem merd. no trânsito e todos serão “icinerados na câmara de gás” na rua da Fiesp.
O Ryff vai entrar no meio, não há dúvidas.
Qualquer dúvida, entre em contato no telemarkting do inferno (mas o telefone está lá no Ryff, aho que vc não vai conseguir pegar).
Obrigada. De nada. :roll:
52 Theo // 10/January/2008 às 11:24
Calango,
Se na australia tem 21 milhões de habitantes, pela sua proporção, lá se teria uns 18,5 milhões de homens e 2,5 milhões de mulheres.
Vc ve alguma lógica nisso?????
53 Theo // 10/January/2008 às 11:28
André,
Infelizmente tive que concordar com o Nhé!, tudo na austrália é meio fraquinho, até os comentários de lá.
Minha irmã já morou na austrália, quando eu perguntei como foi ela disse, legal.
Acho que aí na austrália é tudo meio morno, não é nem fabuloso nem detestável.
Lembra da olimpíada de sidney? pois é só mostrava dois cartões postais, o opera house e a ponte, durante todo os 15 dias.
54 Monsores // 10/January/2008 às 11:32
Theo, as mulheres na Austrália podem ter algum distúrbio sexual que, após o coito, matam seus parceiros.
Viuvas-negras australianas, sabe?
E lá talvez haja alguma lei que, para cada 5 mulheres que nascerem, só uma poderá sobreviver.
Claro que estou brincando. Chato isso. Depois do que aconteceu não consigo mais brincar sem medo de ser mal interpretado por aqui. Espero que tudo volte ao normal em breve.
55 Burn the Witch! // 10/January/2008 às 11:34
PD, o seu link pro blog do Ryff está quebrado.
56 Theo // 10/January/2008 às 11:41
Monsores,
pode brincar a vontade, eu não me estresso.
Eu expliquei pro calango mas nem devia, as vezes aa pessoas tem preguiça mental, como assim proporção 10/1 de homens e mulheres, em nenhum país do mundo exite a proporção 2/1 muito menos 10/1.
57 Pax // 10/January/2008 às 11:41
Monsores,
Podemos brigar, não podemos é permanecer brigados. Já fui rotulado de nazistão aqui pelo Fucs, e virei amigo do cara. Já briguei muito com o Chesterton, e virei amigo do cara. Já briguei com o HRP, e virei amigo do cara.
Sacou? Não é difícil. É assim ó, agora mesmo, como o Pedro Doria vai brigar comigo porque estou fora do post, saio pra nadar. E deixo o Pedro falando sozinho. Quando voltar, ele já esqueceu.
Vou abrir uma consultoria para comentarista de blog. Volto logo.
58 Pax // 10/January/2008 às 11:42
Mas antes de sair, mais uma pergunta pro Fucs: um bife de canguru fica pulando no prato?
59 Zé Bush // 10/January/2008 às 11:45
well…e fica a certeza que países “jovens” ainda representam uma grande oportunidade de trabalho. A Austrália tem quase o tamanho do Brasil, tem potencial para crescimento, recursos naturais e uma população diversificada, o que é ótimo.
Começou como colonia penal,onde a escória da Inglaterra era abandonada a própria sorte. Resolveram ajudar-se e surgiram as primeiras povoações. Desbravaram uma ilha-continente e mantiveram-se integrados. O resto é história.
E fica a certeza que a Europa está encolhendo demograficamente. O povo tá indo embora daquela área sem futuro. Dentro de algumas décadas vai ser asilo de velhos. Espanha e Itália já tem mais velhos que jovens e a taxa de natalidade cai ano a ano. Não é a toa que Austrália,América do Sul e EUA são o destino preferido de jovens que procuram sair da inviável Europa em busca de trabalho e melhores condições de vida.
60 Mr X // 10/January/2008 às 11:46
E afinal, qual é o preço do nióbio?
E onde foi parar o Enéas?
61 Nhé! // 10/January/2008 às 11:46
Se o bife de canguru pula no prato, no bife à cavalo o ovo fica mexido?
62 Nhé! // 10/January/2008 às 11:51
Cara… somos auto-sufucientes em nióbio!!
O nióbio é nosso!! U-hu!!
Vou comprar ações de nióbio!!
Valeu, Enéas, onde quer que vc esteja!
63 aiaiai // 10/January/2008 às 11:57
O eneas morreu, o preço do niobio eu não faço a mínima… e eu também gostaria de saber
What a hell is treif?
64 Mr X // 10/January/2008 às 12:33
Pultasmérdia, o Enéas morreu!?!? O Brasil tá fudido de vez. Era nossa única grande esperança, nosso Obama, e agora como faremos…?
Ei, tou brincando, viram? :-D
65 RW in Miami // 10/January/2008 às 12:54
Treif e’ comida nao kosher, ou seja, proibida pelas leis religiosas judaicas.
66 RW in Miami // 10/January/2008 às 12:56
Por exemplo, qualquer peixe sem escama (tipo peixe-espada, tubarao, etc.) e’ treif. Assim como qualquer ruminante que nao tenha o casco fendido (acho que e’ ai que se enquadra o canguru).
Mas como ja dizia meu avo: “se Moises soubesse como e’ gostoso um prosciutto di Parma, nao teria feito essas leis de kashrut….” ;-)
67 Monsores // 10/January/2008 às 13:23
Aqui no Brasil tem uma empresa judaica que certifica produtos kosher.
É interessante para as empresas terem esse certificado. Ganham um mercado promissor para exportação, Israel e de quebra passe livre na mesa dos judeus aqui no Brasil.
Não conheço todas as caracteristicas que deve ter um produto para ser considero kosher, mas aquela de “não poder haver sofrimento no abate” me parece mais do que justa. Justíssima.
Sobre a Austrália lembro de ter lido uma vez, dentre outras coisas, a história de sweetheart - o crocodilo gitante. Acho, não lembro, que tinha 6,5 m de comprimento. Matou algumas pessoas.
68 Ésquilo // 10/January/2008 às 13:28
A Austrália parece Curitiba.
Espero que alguém da China tenha mandado um texto desses para o Weblog. =)
69 De La Silva // 10/January/2008 às 13:32
Eu não tenho inveja…
Porque aprendi que quando temos alguma coisa a mais (aparência, posses, bens, popularidade, etc) do que o invejoso (na cabeça dele), somos um inimigo, e muitas vezes não declarado.
Aprendi que é melhor ter admiração! Se um companheiro tem um carro melhor, ou tem uma bela mulher ao seu lado eu penso:
“Poxa que legal! Quero ter um carro e uma mulher tão bons quanto aos daquele cara!”, (minha forma de pensar!)
nunca pensando assim:
“Droga! Eu quero a mulher e o carro daquele cara!” (o pensamento do invejoso!).
Aprendi também que o ser humano é muito parecido. Mesmo a cultura, a experiência e a inteligência não tornam alguém melhor do que o seu vizinho por ser menos, aparentar menos, ou ser apenas diferente.
Uma coisa é certa: se nos sentirmos acuados, e sofrermos uma pequena frustração por parte de A pessoas.
Mesmo que a B (amigo) cometa uma possível falha igual a A.
Só ficará evidente para mim a falha de A.
PD não delete meu comentário! Está um pouco off topic, mas abaixo vou comentar sobre a Australia.
Eu conheço alguns aspectos da Austrália pelos documentários da NatGEO e da Discovery, além de filmes e alguma leitura.
Gostei muito do texto do FUCS…
E cobraria dele e de todos os comentaristas que “postaram” relatos de seus locais de origem…algumas :
F O T O S !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Sou um apaixonado por fotografia. E tenho uma curiosidade quase patológica por conhecer novos lugares.
Se puderes enviar para o PD fotos da Australia (não cartões postais), mas uma visão particular do LOCAL (uma rua, uma praça, um bar, uma feira, uma praia, a aparencia das pessoas, o por do sol, os predios, a arquitetura)
Digo-vos será uma experiêncai a ser compartilhada que ampliará a alegria de ler um texto sobre outros lugares e culturas diferentes.
70 Darwinista // 10/January/2008 às 13:40
“A Austrália parece Curitiba.”
Agora é que eu me mudo pra lá mesmo!
71 De La Silva // 10/January/2008 às 13:41
Ps…bom ler e ver o comentário de algumas pessoas do Ryff por aqui!
Como o PAX falou são pessoas muito legais, e semrpe tem um clima bom por lá. Não tem briga! Só brincadeiras que de forma nenhuma denigrem ou caluniam ou atentem contra a moral um dos outros! É um exemplo a ser seguido.
Que a “família” que por lá existe, possa crescer e todas as pessoas sejam respeitadas.
72 Lucas // 10/January/2008 às 13:41
De la silva, não entedi a coisa sobre inveja?? Estas escrevendo um livro de auto ajuda?
73 De La Silva // 10/January/2008 às 13:48
Heehehe boa Lucas!
Foi um insight (que isso?) sobre as recentes discussões entre palmeirenses e corintianos…
É que la no Ryff, costumamos escrever algo sempre no Post mais novo, e para não sermos deletados, escrevemos algo sobre o post atual como:
A Austrália, está presente em minha memória, quando assisti um filme (maravilhoso) que conta a história de amigos que viajavam o mundo (e suas praias) em busca da onda perfeita…
E 30 anos depois a viagem é repetida por outros amigos e narrada por uns dos integrantes do primeiro grupo de anos atrás…
Esqueci o nome do filme…
Na viagem eles visitam a Austrália, e a praia afastada que eles visitaram tinha ondas perfeitas, mas próximo da rebentação formavam-se kilometros de espuma!!!! E outros tantos de algas!!!
74 De La Silva // 10/January/2008 às 13:49
Ah foi um documentário…não foi ficção! Um belo filme.
75 Nhé! // 10/January/2008 às 14:04
La Silva, vc deveria ler “Inveja-o mal secreto” do Zuenir (recomendo).
Sua definição de inveja não é 100% correta, o invejoso costuma desejar que a outra pessoa perca o que tenha, não necessariamente perdendo justamente para o invejoso.
Muitas vezes o invejoso nem quer o que a pessoa tem.
76 De La Silva // 10/January/2008 às 14:10
NHÉ eu quero voce!
Ham…sobre a inveja, eu apenas fiz uma leitura sobre um dos aspectos da inveja…certamente ela deverá ter outras abordagens…
77 Carlos // 10/January/2008 às 14:13
País de primeiro mundo, no outro lado do mundo.
Quando para lá vou visitar as filhas e genros faço uma concentração física antecipada para encarar a raide, mas que sempre é compensada e vale o sacrifício.
Esse papo de incentivo à entrada de mulheres na Austrália é lenda, mas existem certos ramos de atividade profissional deficitários onde o governo, aí sim, incentiva a imigração desta mão de obra e cerebros especializados.
O que mais falta aos brazucas quando na Austrália são os derivados de leite, (pelo menos para mim) demais comes e bebes, encontra-se de tudo, com excelente qualidade nacional ou importado, o resto é estórinha pra boi dormir.
Ahhhh, e não tem um Mulla falando merda todo o dia!!!! :)
Fala sério!
78 Nhé! // 10/January/2008 às 14:16
La Silva, eu quero o Ryff! (ahhh, que saudade!!! Saudade dos meus amigos, da minha maninha, das abobrinhas, da Shirlei…pô tô carente!)
Passou, passou…
79 Verissimo // 10/January/2008 às 14:17
De La Silva está correto. O caminho para superar a inveja é a admiração. Todos os bons sentimentos do homem são um aprendizado. Os maus sentimentos (medo, ódio, raiva, inveja, etc.) são estruturais. Já nascem conosco, essa é a merda.
80 Pixotte // 10/January/2008 às 14:20
RW - 66
Canguru não é ruminante, é marsupial!
81 HRP Mané Reloaded // 10/January/2008 às 14:24
Samba do avião…ao contrário pro Carlos….EEEEE
82 Nat // 10/January/2008 às 14:30
Finalmente liberaram as reféns das Farc…
83 Las Farc // 10/January/2008 às 14:39
Nosotros no cerramos a ningum!
El govierno de la Colombia es lo verdadero secuestrador!
84 HRP Mané Reloaded // 10/January/2008 às 14:42
A coisa deve estar boa lá na Asutrália(a essa hora a turma dorme né/)…mas acabam de ser soltas as duas reféns da FARC…..espero que uma delas seja a mãe de Emanuel!
E que os dois logo se encontrem……mãe nenhuma merece ficar longe de seus filhos amados………..
85 Las Farc // 10/January/2008 às 14:45
Acerca del secuestro del blog de lo Sr. Ryfff!
Nosotros tenemos en nuestro poder el Sr. Ryff…
La importancia de 10.000.000 mijones de bolivares deveran ser su tarjeta de libertacion.
Las Farc
86 Nhé! // 10/January/2008 às 14:47
Ô seu La Farc, aceita cheque?
87 Paulo Henrique Lemos // 10/January/2008 às 14:49
Muito pouco interessante o texto. Ao invés de explorar o modo de vida local e suas particularidades, clichês e piadinhas adolescentes. O PD deve ter sofrido pra copidescar isso.
88 De La Silva // 10/January/2008 às 14:52
?Cheque?
?De Brazil?
ja ja ja ja ja ja [risos irónicos]
Nosotros le enviaremos una mano do Sr. Ryff por el correo.
89 Burn the Witch! // 10/January/2008 às 14:52
Ñ tem open hoje?
90 De La Silva // 10/January/2008 às 14:54
!Carajo!
Escancaré mi nombre verdadero!
!!!!!!!!!!Estoy jodido!!!!!!!
No es verdad! No es verdad!
91 Thiago // 10/January/2008 às 14:55
Falou, falou e não disse nada…
Espero que outro imigrante que more na Austrália tenha algo mais de interessante a dizer e que o PD publique…
92 Defensor do FUCS // 10/January/2008 às 14:57
Cáspita! Q q é que vcs querem? Q o sujeito bata uma foto da australia?
93 Nhé! // 10/January/2008 às 14:58
Tô chorando de rir, La Silva!!
kkkkkkkkkkkkk
94 Darwinista // 10/January/2008 às 14:58
E continua o clima de animosidade no blog. A bola da vez agora é o Fucs e seu texto.
95 De La Silva // 10/January/2008 às 15:05
Isso mesmo Darwin,
Acho que:
“…se sofrermos uma pequena frustração por parte de A pessoas.
Mesmo que a B (amigo) cometa uma possível falha igual a A.
Só ficará evidente para mim a falha de A.”
Acho que é isso que esta acontecendo com o FUCS….ele durante o periodo em que escreveu deve ter feito alguns desafetos que estão apenas “descontando” um possível descontentamento!
E tá sendo tão forte que até mesmo eu ja to querendo criticar o cara…rsrsrsrsrsrs
Bricadeira.
NHÉ eu te amo!
96 Andre Fucs // 10/January/2008 às 15:05
Pax
Caro, muito caro. :-)
O custo de moradia em Sydney é simplesmente SURREAL. Um aluguel de um sobrado em uma área nobre em Sydney pode facilmente ultrapassar os 1000 dólares australianos (AUD) por SEMANA.
Eu diria que carros são mais baratos do que no Brasil e o custo da gasolina equivalente. Um salário de IT em Sydney gira ao redor dos 100 mil AUD por ano Há demanda, muita demanda e a possibilidade de se imigrar legalmente sem patrocinador. Basta prover documentos e pagar taxas.
O custo de alimentação não é baixo e alguns preços são assustadores. Estava vendo a promoção da semana no mercado e o quilo do tomate está em 4 AUD / kg
- Custo de passagens aéreas internacionais onde rola um cartel descarado mas onde as autoridades fingem que não acontece nada. uma passagem Perth x Jakarta custa mais do que uma passagem Sydney x Jakarta… não seria problema exceto pelo fato de que Perth fica mais perto de jakarta do que de Sydney.
- custo de eletrônicos e bens de consumo em geral. Assalto total. Uma mochila para cameras e lentes fotográficas que custa 190 SGD (singapore dollars) em Cingapura, aqui custa o equivalente a 310 (245 AUD). O mesmo se aplica aos eletrodomésticos, informática, etc. Não chega a ser como no Brasil mas não é barato. A grande vantagem é que compras via internet até 1000 AUD não pagam imposto nenhum, então vale mandar trazer via correio.
97 Andre Fucs // 10/January/2008 às 15:15
De La Silva
Fotos? Há algumas fotos que tirei por aqui. Menos “travel photos” que as que tirei em HK, Tokyo, etc mas ainda assim fotos locais. :-)
http://www.flickr.com/photos/trixpan/tags/australia/
98 Pax // 10/January/2008 às 15:16
Putz Fucs.
Mas quanto tá um AUD por dólar? Aqui estamos pagando 1,75 R$ / 1 USD e tá bão demais. Quem tá muito puto são os exportadores, mas eles que se enquadrem na realidade. Eu tô feliz da vida, podendo tomar uisque 12 anos por 85 reais e bons vinhos, muito bons por sinal, por 30 a 40 reais. Os do dia a dia dá pra comprar por menos de 20.
Absurdo aqui é um carro. Meu sócio do Chile disse que uma picape 4 x 4 cabine dupla por lá sai menos de 30 mil reais. Aqui uns 80 pra comprar a mais vagabundinha.
Agora, responda se quiser: tá dando pra salvar algum?
ps.: obrigado pelo texto e pelas respostas. Abraços !
99 aiaiai // 10/January/2008 às 15:20
e quanto vale um AUD em relação a dólar, real ou euro? Só para a gente poder comparar????
100 Andre Fucs // 10/January/2008 às 15:20
Deise
A indústria da lã em si eu desconheço mas posso lhe dizer que não há lã mais incrível do que a Lã de Merino da Nova Zelândia. A lã não pinica e uma malha com aparência de camiseta Hering esquenta MUITO.
Uma marca famosa por aqui é a Icebreaker
http://www.icebreaker.com/site/index.html
fica a dica para o pessoal que curte trekking em regiões frias.
101 Andre Fucs // 10/January/2008 às 15:22
Pax, Aiaiai
Só o Google salva…
http://www.google.com/search?q=1+AUD+in+BRL
1 Australian dollar = 1.54871 Brazil reais
102 Pax // 10/January/2008 às 15:22
A foto que mais gostei, claro…
http://www.flickr.com/photos/trixpan/1797399585/
103 Andre Fucs // 10/January/2008 às 15:23
Pax,
dá para guardar ainda que esse nunca seja meu objetivo principal. Se fosse para guardar eu teria continuado no Brasil onde estava bem pacas no meu último emprego de guaraní.
104 Pax // 10/January/2008 às 15:26
Bem, um quilo de tomate, então, aí, sai por R$ 6 reais (4 AUD - arredondando pra 1,5 ).
Cara, aqui tá igualzinho. Se for orgânico aqui sai até por R$ 11 chegando a R$ 14 nos super mais caros, os Pão de Açucar chiques da vida.
105 Andre Fucs // 10/January/2008 às 15:26
opa. truncou. O objetivo é viver o momento e continuar a desenvolver minha carreira “internacional”. Eu hoje tenho como objetivo desassociar meu CV do Brasil, não por vergonha mas para abrir novos mercados. Já discuti isso aqui antes. O profissional de IT brasileiro é muito competente mas ainda tem dificuldades em se livrar do estereótipo de terceiro mundista, coisa que já não ocorre com Indianos e Paquistaneses.
106 De La Silva // 10/January/2008 às 15:29
Porr4 Fucs,
FIcaram legais as fotos a que mais gostei foi a da girafa…tem uma luz muito bonita e a vegetacao e os predios atras…
107 Andre Fucs // 10/January/2008 às 15:30
De La Silva,
Um dos prédios é a Sydney Opera House. :-)
108 Pax // 10/January/2008 às 15:31
Bem, cada um com seu cada qual, eu já acho que você tá é ganhando um monte de experiências em lugares super interessantes. O CV pra mim vale menos que isso. Gosto dessa tua história. Não é a minha, mas curto a tua. Parabéns.
109 De La Silva // 10/January/2008 às 15:34
A:
“the ballad of the lonely blue surfer”
Ta 10 também!
110 Andre Fucs // 10/January/2008 às 15:35
Pax,
Po, nem me fala da experiência. Visitar a índia por exemplo devia ser requisito para todo brasileiro. É muito bom ver o contraste. A índia é meio que um empenado do Brasil. Em Algumas coisas deixam o brasil muito para trás enquanto em outras deixa o brasileiro muito orgulhoso do que tem… e pra melhorar eu passo como local. O que confirma uma frase de minha mãe sobre o hábito de frequentemente me confundirem com indianos: “estão apenas a cometer o mesmo erro que cometeram os portugueses ao desembarcar” :-)
111 Thiago // 10/January/2008 às 15:37
Darwinista,
Não estou atacando o Fucs, mas sinto que faltou conteúdo. Pensei que o espaço de comentários fosse (pelo menos um pouco) pra isso, pra expressar uma opinião sem partir pra ofensa pessoal, ele não parece ter ficado ofendido, pelo menos não demonstrou, o que denota classe.
Fucs,
Vejo que você está tentando responder às perguntas dos demais comentaristas, o que é um ponto positivo, mas ainda assim gostaria que se aprofundasse um pouco mais no que significa pra você viver na Austrália, como é viver essa experiência de imigrante (duplamente pelo que entendi, pois além de ter imigrado do Brasil, imigrou também de Israel, certo?) nesse país em particular, não precisa nos dar detalhes sórdidos hehe, mas seria bom saber como é a sua percepção do lugar, física, econômico, sensorialmente, até espiritualmente, por que não?
Abs
112 Darwinista // 10/January/2008 às 15:45
Thiago,
Também entendo que o espaço é pra expressar opiniões sem ofensas pessoais. E não acusei você nem qualquer outro de “atacar” o Fucs.
Acho, isso sim, que ao escrever “Falou, falou e não disse nada…”, especialmente considerando os últimos acontecimentos desse blog (inclusive com antigos, tradicionais e fundamentais participantes se retirando), você não ajuda muito a aliviar a animosidade do ambiente.
Na minha cabeça, era hora de um armistício. Mas talvez só na minha.
Por fim, o Fucs realmente está reagindo com classe aos comentários. Inclusive não levando alguns em consideração.
113 Andre Fucs // 10/January/2008 às 16:16
Thiago,
Eu naturalmente sinto que uma parte das pessoas não entendeu o sentido do texto e a jocosidade intencional, gosto não se discute e por isso mesmo não me incomoda responder, acho que as pessoas tem uma curiosidade grande em saber como é aqui enquanto já estou morando aqui há alguns meses.
Algumas pessoas associaram o texto a outros relatos de brasileiros que por aqui viveram, relatos igualmente apáticos. Eu acho que esse é um pouco do sentimento que passa a Austrália e igualmente o objetivo do texto, o outro objetivo é a vida mansa, daí a a forma com que abordo o relato.
Não sei qual seu background mas eu sou um cara de classe média mais ou menos típica, exceto pelo fato de que minha família é um pouco incomum. Eu e meu irmão mais velhos somos índios-judeus e meu irmão mais novo é índio-francês. Rola um certo exagero mas é a forma com que forjamos nossa identidade, visto que nosso pai é cariboca. Essa mistureba, somada à profissão do meu pai, nos fez um tanto globalizados “ainda no berço”. Talvez por isso não veja nada muito chocante na Austrália exceto o excesso de álcool e superficialidade cultural. Não se confunda, não sou do tipo que curte ler ao invés de ir para uma festa mas ainda assim obrigado a decidir entre ir para Disney ou Paris, optei pela segunda. Outro tema que obviamente me interessa e choca é a questão da integração racial e sinceramente quem quiser ver alguma profundidade nesse lugar precisa se jogar na questão da integração racial, porém eu ainda não me julgo capaz de analisar precisamente esse assunto e portanto preferi não abordá-lo como principal parte do relato. Outro ponto é… se quiser posso contar a experiência de “imigrante serial” porém que fique claro, não era esse o tema do texto! :-)
Portanto, resumindo em um parágrafo:
A Austrália é um país ocidental no meio do nada, repleto de pessoas decentes e generosas, imigrantes asiáticos, aborígenes marginalizados, onde uma massa de profissionais bem remunerados passa boa parte de suas vidas a beber e comentar sobre esportes, mulheres e carros.
Se tiver perguntas específicas terei prazer em responder.
:-)
114 Andre Fucs // 10/January/2008 às 16:21
De La Silva,
Ballad é uma das minhas fotos favoritas. :-)
115 Andre Fucs // 10/January/2008 às 16:45
Pax,
Sobre o governo. Acabou de mudar o governo, saiu o Howard, unha e carne com o Bush e entrou o Kevin Rudd, a versão local para a “terceira via”. Ele foi eleito pelo Labour mas pregando uma forma à esquerda de governar mas livre do ranço de certas práticas de esquerda tais como o inchaço do Estado e irresponsabilidade fiscal. Ainda é cedo para julgar mas cá pra nós o cara precisará ser MUITO fraco para degringolar a economia, assim como o Brasil a Austrália está se esbaldando com o crescimento Chinês (boa parte de economia gira ao redor da mineração…).
Eu particularmente gosto mais de assistir os debates políticos do que prestar atenção nas políticas exercidas. As reuniões do parlamento, que ao contrário do brasil não ocorrem semanalmente, são simplesmente fenomenais, repletas de debates intensos e piadas surreais.
Pelo visto deve ser uma tradição inglesa, visto que recebi um debate memorável de um colega da NZ. Está em inglês.
http://www.parliament.nz/en-NZ/PB/Debates/Debates/9/e/7/48HansD_20070510_00000025-Questions-for-Oral-Answer-Questions-to-Ministers.htm
Eu particularmente tenho uma certa dificuldade em compreender certas políticas locais. Apesar de sofrer intensamente com o aquecimento global o uso da energia solar ainda é muito limitado especialmente quando comparado com Israel. Lá boa parte das residências possui aquecedor solar, aqui quase nenhum. Por outro lado todos os estados possuem programas locais para uso de água da chuva em jardins. o racionamento de água é real, com direito a multa por lavar carro com mangueira, regar grama com sprinkler, etc.
116 Ésquilo // 10/January/2008 às 17:30
Putz! E o Yahoo Serious? Achou alguma estátua dele por aí?
117 El Torero // 10/January/2008 às 17:36
André, e quanto à religião!? Com esta massa de imigrantes vê-se suas manifestações!?
E os bairros, existem o latino, o bairro indiano etc…!?
abraço, e suas respostas complementam muito bem o texto.
118 Andre Fucs // 10/January/2008 às 17:53
El Torero,
Religião é assunto privado, ainda que a empresa onde eu trabalhe, apesar de subsidiária de uma empresa norte americana insista em mandar cartões de feliz natal para seus funcionários. coisa que não ocorre mais nos EUA.
Há bairros na linha de “guetos” e outros mais misturados. Os brasileiros por exemplo gostam de morar em Bondi, um bairro cheio de brasileiros, israelenses e franceses. Bondi é um dos subúrbios orientais onde historicamente há uma grande concentração de judeus. Já Redfern na região central possui(a) um razoável número de aborígenes. Sydney possui uma chinatown mas muitos chineses moram em outras regiões da cidade.
119 Sal // 10/January/2008 às 18:23
André,
Abusando da sua boa vontade de responder as questões aqui no blog…
Eu também sou profissional de TI aqui no Brasil, trabalho no Rio. E gostaria de saber o que os Indianos têm que nós não temos?
Se fosse comparar um cara formado numa federal qualquer aqui, ou numa PUC, com alguém formado numa facult Indiana na área de TI, em que o Brasileiro fica pra atrás?
Como vc conseguiu ganhar projeção no mercado internacional?
Pq eu vejo que mesmo sendo profissional de TI aqui no Brasil, indo para a Austrália, provavelmente lavaria pratos ou coisas do tipo. Estou certo?
120 Andre Fucs // 10/January/2008 às 18:49
Sal,
Eles “falam inglês”. :-)
A questão não gira ao redor do profissional mas ao redor do país, dos estereótipos que nos cercam e das prioridades do país.
A Índia é um país que investiu muito em educação e pesquisa, coisa que suspeito ser conseqüência da corrida armamentista contra o Paquistão. Por outro lado é um país praticamente sem infra estrutura. Já o brasil possui razoável infraestrutura mas o grosso da população sai “alfabetizada” da escola mas incapaz de ler um jornal e isso pelo visto impacta no resultado final da imagem que temos. Sinceramente ainda não sei responder essa pergunta com precisão mas trata-se de algo real. Não foram poucas as vezes que fui questionado por colegas de trabalho holandeses, porque uma empresa norte americana foi ao Brasil para contratar um profissional para trabalhar em Israel. Devo confessar que nem eu sei qual a resposta. :-)
Você está errado ao achar que iria lavar pratos. Austrália, Nova Zelândia, Canadá e Inglaterra estão em franca guerra pelos cérebros globais e isso significa que as vagas disponíveis são na nossa área mesmo. Um profissional recém chegado pode ter dificuldades em encontrar um emprego no mesmo nível que tinha no Brasil mas a experiência logo é percebida e a promoção se segue. Ou seja, você deixa de ser gerente mas rapidamente escapa da função de líder de equipe rumo à posição de gerente.
Quanto a projeção internacional, não sei se o termo é exatamente esse, apesar de algumas palestras fora não diria que sou reconhecido internacionalmente. Diria que assim como muitos outros é um mix de competência com sorte. Um ex-chefe e ex-sócio viu que a filial holandesa da empresa onde ele trabalhava estava precisando de gente para um projeto em Israel, eu era “perfeito” para a vaga e o holandês decidiu comprar a briga e me mandou para lá. Depois de começar a trabalhar começaram a surgur alguns convites para trabalhar em outros países, desses a austrália tornou-se algo concreto. Eu diria que o importante foi romper a dependência da terra natal. Brasileiro sim mas profissionalmente, adotar uma imagem de cidadão do mundo.
121 Fred Schmidt // 10/January/2008 às 19:10
Voce tendo trabalhado no Brasil, Israel. Austrália, voce consegue visualisar um mundo sem fronteiras?
122 Andre Fucs // 10/January/2008 às 19:29
Fred,
Não. Com certeza não.
A massa curte bem o discurso de que “esses malditos americanos só sabem explorar os outros”, ou até mesmo o “Brasil ame-o ou deixe-o”. Tenho um amigo que trabalha legalmente em NY e volta e meia ao comentar a guerra do Iraque se vê obrigado a ouvir coisas do tipo “porque você não volta para o Brasil já que não concorda com a política norte americana?”. O cara que fala não compreende que o brasileiro em questão, apesar de imigrante e não eleitor, financia a guerra através dos impostos que paga e tem de fato o direito de questionar os gastos do governo Bush. Por essa e por outras evito discutir política local nos países em que visito, escuto mais do que opino.
Outro ponto que me causa uma certa surpresa é o fato de que até mesmo o povo de esquerda, supostamente unido de forma global na luta de classes, seja capaz de apelar para o nacionalismo barato (vide França e Brasil). Não sei se certas pessoas irão passar da fase anti-globalização para alter-globalização…
123 Andre Fucs // 10/January/2008 às 19:43
opa. truncou de novo.
por outro lado é claro que existe um mundo globalizado ao nosso redor. Todas as grandes cidades que visitei são de certa forma muito semelhantes e isso tem me impressionado bastante. O subdesenvolvimento também é globalizado. O indigente japonês morre de fome, os miseráveis indianos pedem dinheiro nos sinais, os ignorantes saciam a sede por conforto em pregações de ódio. Como disse o Benjamin R. Barber, a Jihad e o McWorld se complementam.
Notas ao léu: Impressionam também a corrida armamentista no Sudeste asiáticos, assim como o aparente renascimento do império chinês e o claro realinhamento de suas colônias. O cinema chinês é hit em Cingapura e eu tenho certeza que não é por acaso… As elites ocidentais em geral adoram os filmes e sua estética mas me surpreende que ninguém comente a claríssima máquina de propaganda que são esses filmes.
124 Fred Schmidt // 10/January/2008 às 19:45
Eu fiz a pergunta porque a mim me choca essa repartição em países.
E eu acho que a Terra esta ficando bem pequena com a facilidade da internet e dos aviões cada vez mais velozes.
Se não vejamos.
A América inteira é uma multiplicidade de pessoas vindas dos mais diversos pontos do mundo, aqui no Brasil, italianos, alemães, poloneses, japoneses e tantos outros que nem países mais tem de origem, acabaram.
A Europa para mim é o grande passo real para a junção de grandes nações, grandes países (economicamente falando) formando um novo país.
Tirando esse exemp?o de algumas pessoas mais endurecidas, voce ja trabalhou com uma multiplicidade de pessoas de paises diferentes.
Pensando a longuíssimo prazo voce não sente essa tendência?
125 Andre Fucs // 10/January/2008 às 19:52
Fred,
A unidade nas Américas e na Austrália é fácil, é fácil porque os imigrantes que ajudaram a criar esses países viajaram rumo a um sonho. Já essa unidade européia é ao meu ver uma certa balela. Só acreditarei mais no futuro, se der certo.
Li em algum, não lembro aonde, que o problemas é justamente o fato de que não há esse conceito de um “sonho europeu”. Eu achei que faz total sentido.
126 Fred Schmidt // 10/January/2008 às 19:53
Beleza Andre, valeu.
Um abração e boa sorte aí.
127 Carlos // 10/January/2008 às 20:14
Qualquer comentário maldoso sobre a Austrália é pura inveja de algum Brasileiro rancoroso… A Austrália é realmente um país lindíssimo e Sydney fica muito, muito, mas muito a frente do Rio… O Rio é terra de ninguém, carioca é um povinho sem educação e aquelas favelas, tráfico, subindo o morro NUNCA foi coisa bonita de se ver… Só serve mesmo para os alunos perdidos da ECA fazerem aquelas porcarias de filmes nacionais… Sem falar que o povo é muito cordial e bonito… Já dizia nosso poeta, BELEZA É FUNDAMENTAL… Nesse país tudo está se estragando, a população não tem cuidado com nada, mija em qualquer lugar, destrói as matas, fazem um edifícios horrorosos e ninguém mais planta árvores nas calçadas pois as folhas sujam a rua ou o quintal… Terrível esse país, povinho porco, sem educação, se gosto estético… Tudo que é belo reluz na Australia… AQUI?? Bom, aqui nós destruimos tudo, até as lixeiras nas ruas,orelhões, calçadas,sujeira, muita sujeira nas nossas cidades… Vivemos num UGLY Country… Paizinho feio…
128 Andre Fucs // 10/January/2008 às 20:50
Carlos,
Os filmes brasileiros andam em uma fase bem legal. Aqui, em Israel e certos países da Europa Cidade de Deus fez um razoável sucesso, acho muito legal.
Um ponto porém me chamou a atenção, talvez esteja na hora de você se mudar do Rio de Janeiro… digo isso porque esse fenômeno da “falta de árvores nas calçadas” é algo do Rio de Janeiro… São Paulo provavelmente por não contar com a Floresta da Tijuca opta por manter a cidade razoavelmente arborizada.
129 Thiago // 10/January/2008 às 21:38
Ótimo, André, gostei da sua resposta, foi +/- o que eu queria ouvir.
Talvez minha “animosidade”, como disse o Darwinista, se deva pelo fato de eu ter estudado com uma australiana no 3ão e, depois de alguns anos, ter tido a oportunidade de trabalhar por cerca de 8 meses com um grupo de australianos que estava morando na minha cidade, encarregados da reforma de uma embarcação de lazer.
A impressão que me passavam da Austrália, não apenas pelo que contavam, mas muito pelas suas atitudes era de que devia ser um país agradabilíssimo de se viver, não um país que resultaria em relatos apáticos de quem o visitasse, como você e outros comentaristas relataram.
A parte do consumo excessivo de álcool é algo que já presenciei algumas vezes, álcool e algumas drogas, tive a impressão de ser um povo bem liberal nestes aspectos e também no aspecto sexual (que fique claro pra todos que não estou julgando ninguém!), e também um povo que gosta de viajar e conhecer outros lugares e culturas e por isso, mas não só por isso, um povo que respeita muito as diferenças (o genocídio dos aborígenes é outro assunto, muito mais delicado). Inclusive percebi em minhas conversas com eles que é um grande choque e motivo de vergonha o crescimento dos movimentos skin-heads que têm se manifestado de vez em quando por aí…
Pelo que pude perceber é também um povo que valoriza bastante a individualidade, sendo muito mais comum aí que, assim que complete 18 anos, o jovem saia de baixo das asas dos pais e vá morar sozinho, muitas vezes na roubada total, um povo que literalmente “se vira”!
A ajuda do governo nessas horas também é fundamental, pois parece-me que os desempregados recebem um bom “salário-desemprego” do governo, o que faz com que muitos jovens comecem a trabalhar para depois de 3 meses serem mandados embora e morar em vans apenas recebendo esse salário do governo para ficar surfando e viajando atrás de ondas perfeitas (quando o auxílio está próximo de acabar eles arranjam um novo emprego para logo estender o benefício). Sei que recentemente houve uma discussão pra rever esse sistema que estava causando um certo prejuízo aos cofres públicos, certo? Como ficou essa situação?
Além disso, estão sempre exaltando as belezas de seu país que não são poucas, por isso me estranha alguém ter falado que durante as Olimpíadas apenas eram mostradas fotos de 2 cartões postais de Sydney, a Ópera e a Ponte, quando eu sei que esse é um país muito mais rico em belezas naturais do que isso, apesar de talvez não possuir um número significativo de proezas arquitetônicas.
Enfim, o meu background talvez não seja tão diferente do seu, mas o que eu julguei aqui não foi o seu background, apenas talvez a falta de um toque, um je ne se quois no texto…
Enfim, como dizem os Aussies:
Cheers, Mate!
130 Ricardo Cabral // 10/January/2008 às 21:47
André, já conseguiu arrumar uma alcatra decente pro seu churrasco? Ou continua fazendo um barbecue sem-vergonha? :-)
O que me lembra da história de um então cunhado italiano, que cozinha pra caramba. Morando numa cidadezinha perdida no recôncavo baiano, chegou num matadouro e perguntou se tinha filé-mignon, e o sujeito cara respondeu que não, isso ao lado de um boi que ele tinha acabado de matar. Meu cunhado piemontês, malandro que era, perguntou que tipo de carne eles tinham, e o sujeito respondeu: “aqui tem carne com osso e carne sem osso. Com osso é mais caro”. Meu ex-cunhado então se aproximou do boi recém abatido, pegou a faca do sujeito e ensinou pro cara como tirar o pedaço que ele queria. E como era sem osso, ainda por cima ficou mais barato.
Depois daquele dia nunca mais faltou carpaccio de filé-mignon na casa da minha irmã… :-P
131 De La Silva // 10/January/2008 às 21:50
Carlos,
Sobre a questão da falta de educaçõa, sujeira, criminalidade, ignorância, ruas e calçadas em condições precarias, desorganização, desrespeito, implicancia e mesquinhez: infelizmente aqui no Pará a mentalidade do povo é igualzinha a do Rio que o sr. exemplificou.
Fura-se fila, os vizinhos provocam, os colegas de trabalham não respeitam o espaço do outro, faz-se ironia e “esculhamba-se” tudo…tudo é motivo para se fazer ironias. Não existe seriedade. O setor público tem pessoas sem a menor qualificação e com os piores comportamentos e cabides de emprego. Não existe respeito à Lei. Ri-se da Lei. Os policiais são despreparados, as instituições desacreditadas. O rico tem privilégios e o pobre sortilégios!
Taxistas vez por outra formam quadrilhas que perseguem bandidos ou o que estiver contra eles (iguais os motoboys daí). Motoristas de ônibus e Vans barbarizam o caótico trânsito.
Arvores centenarias estão caindo e não são repostas. A cidade dentro da região amazônica, pásmem, é pessimamente arborizada.
Etc..etc..etc..
Só uma coisa me conforta…uma vez aqui no PD li no “uma entrevista aos sábados” uma atriz francesa acho que Julie Delpi, falando da mesma “belicosidade” do povo francês…como se sair de casa (pegar um taxi foi o exemplo que ela usou) é um exercício da paciência, sempre há possibilidade de se discutir por motivo torpe.
Aqui até um olhar pode ser motivo para briga…
Fim de semana passado voltava com minha namorada de um balneário e conversava com ela no carro quando me surpreendi quando um passageiro do ônibus que emparelhava com o meu carro gesticulava e me encarava questionando o porque de eu estar falando e gesticulando…isso eu dentro do meu carro…
Ô povinho desqualificado esse…ô raça meu Deus do céu…se todo mundo tivesse uma boa educação isso não ocorreria.
132 Andre Fucs // 10/January/2008 às 22:19
Ricardo,
Já. Até picanha. Basta saber os nomes em inglês que a coisa fica fácil, em Sydney tem um açougue português que tem de tudo. Paio, linguiça portuguesa, picanha, farinha de mandioca, goiabada… o pão de queijo eu faço em casa mesmo.
133 De La Silva // 10/January/2008 às 22:28
André Fucs,
Já experimentou AÇAI? Meu sogro tem um sitio com plantação de palmeiras de açai…acho que a Austrália (assim como aconteceu com o Rio) pode muito bem ser uma boa oportunidade de negócio…
Carne de canguru com açai!
Aonde o açai chega, o povo vicia..é que tem algumas substâncias opiáceas no fruto.
134 Andre Fucs // 10/January/2008 às 22:35
De La Silva,
Existe açaí para vender aqui em Sydney, com direito a plaquinha explicando como pronuncia a palavra. O que percebo é a falta do xarope de guaraná para se preparar o açaí como é preparado lá no Rio. Também é possível encontrar açaí em Tel Aviv.
135 Clara // 10/January/2008 às 22:56
André, só de olhar o mapa-mundi e a Austrália nele dá um cansaço… é longe demais!
Aqui no Rio, a coisa mais australiana que conheço é o Outback(uma febre entre os jovens) e uma loja de roupas de surf e pranchas cujo nome esqueci, vai ver nem é australiana.
De resto, gostei do texto, que foi muito bem complementado com as respostas aos blogueiros curiosos. Um “papo” muito legal.
Também fiquei curiosa com o custo de vida, que você já respondeu. Puxa, 1.000 dólares australianos/semana em aluguel? Num pagamento anual de 100.000dólares australianos? Pô, sobra relativamente pouco, né? Pricipalmente se se considera que o custo de vida é alto…
136 Clara // 10/January/2008 às 22:59
Por que a Austrália é melhor que a Nova Zelândia, se é que é?
137 Harun al-Rachid // 11/January/2008 às 0:18
Judeus e muçulmanos só podem comer carne de animais ruminantes que tenham o casco fendido (casher). Boi, cabrito, carneiro, são casher. As demais carnes são interditadas (treif). Peixes sem escamas também são proibidos, assim como os frutos do mar, pelo mesmo pretexto.
Qual a razão destes hábitos? A mesma que impõe a circuncisão de meninos recém-nascidos, ou seja, não existe razão, mas tá no Livro.
Porco tem a pata fendida mas não é ruminante, então não pode. Canguru não é ruminante. Camelo também não porque, apesar de ruminante, não tem patas. Tem dedos, dois dedos. Cavalos não ruminam nem têm pata fendida. Há várias tentativas de explicar. A que me parece mais adequada é que a ruminação aproveita mais os alimentos. Em proporções, um boi precisa de menos comida que um cavalo, por exemplo. Economia … economia.
Carne humana ninguém pode comer, é um crime universal, mas os uruguaios sobreviventes de um desastre de avião nos Andes, comeram — em estado de necessidade — que exclui a ilicitude do ato.
Um dia, recebi um amigo judeu. No lanche, foi servido um peito de peru defumado (casher). Terminada a refeição perguntei-lhe: — Então, gostou do presunto? — Empalideceu, demonstrou um profundo mal estar. Deixei-o sofrer um pouco e mostrei-lhe o pacote de carne da ave. Respirou aliviado e rimos bastante.
138 Andre Fucs // 11/January/2008 às 0:42
Clara,
Sem muito esforço dá para encontrar apto de 2 quartos por 400, 450 em regiões decentes.
Quanto a guardar dinheiro vale lembrar que quem quer guardar mais dinheiro sempre divide apto, mora mais longe da cidade e coisas do gênero.
Já eu prefiro morar mais próximo à cidade e “economizo” pedalando 20 km até o trabalho. :-P
139 Harun al-Rachid // 11/January/2008 às 1:13
Errata
No comentário 137, onde escrevi pata/s, leia-se casco/s.
140 Theo // 11/January/2008 às 11:01
Andre Fucs,
No texto princial eu tinha ficado meio desapontado, mas depois com suas respostas, o texto se completou, e ainda passei a admira-lo, parabéns e boa sorte.
141 Silvio // 11/January/2008 às 14:39
Carlos # 127
Emita sua opinião, mas evite generalizações de conduta do carioca ou de qualquer povo. E por favor, fale na primeira pessoa do singular, não do plural. Contenha-se!
142 Net.BokaLivre » Blog Archive » O MUNDO VISTO PELOS LEITORES (DO PD) // 26/May/2008 às 20:28
[…] sobre cinco países já foram publicados: Índia, Irã, Israel, Austrália e […]
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