Dois helicópteros russos com o emblema da Cruz Vermelha partiram há pouco tempo de San José del Guaviare, na Colômbia, a 340 quilômetros de Bogotá e seguem em direção da capital venezuelana, Caracas.A bordo, estão Clara Rojas, mãe do menino Emmanuel, e a ex-deputada Consuelo González de Perdomo.
(O G1 tem o vídeo do encontro das reféns com seus parentes.)
O jornal colombiano El Tiempo traz o vídeo com entrevistas de dona Clara de Rojas, mãe de Clara, e de Patrícia Perdomo, filha de Consuelo. (O espanhol colombiano é fácil que só, qualquer um o entende.)
As Farc precisavam libertá-las. Haviam metido os pés pelas mãos nas negociações anteriores e expuseram, no caminho, ao presidente venezuelano Hugo Chávez. Chávez é uma peça importante, aqui. Tem trânsito em ambos os lados e, portanto, ambos os lados precisam dele. Se as Farc o expõem, perdem duas vezes: o interlocutor e o quase nada de confiança que tinham de início.
Não é questão de simpatizar com as guerrilhas narcotraficantes colombianas ou não. Este tipo de negociação se faz mesmo é com inimigos – os britânicos o fizeram com o IRA. O objetivo final é a paz. Mas, para que negociações aconteçam – e elas interessam tanto ao governo colombiano quanto às Farc – é preciso que se construa confiança. Confiança vem com gestos iniciais.
O gesto inicial veio. Essa é uma boa notícia.
Atualização – A CNN en Español tem imagens, já, da soltura das reféns na selva e de sua primeria conversa com o Chávez.
Atualização 2 – Acabam de chegar a Caracas, onde se encontram com suas famílias.