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Urnas eletrônicas nos EUA e no Brasil

January 7th, 2008 · · 94 Comentários

Clive Thompson, veterano repórter de tecnologia – e, nesta seara, um dos melhores – é o autor de uma longa reportagem sobre a saga das urnas eletrônicas nos EUA.

Com o fiasco da recontagem de votos na Flórida, em 2000, o país começou a buscar novas tecnologias para votar e, naturalmente, urnas eletrônicas entre elas. As urnas mais populares são as da Diebold, que rodam Windows CE, e são inferiores à versão brasileira. Aparte feito, segue trecho:

A questão, no fim das contas, é se estas máquinas são confiáveis para gravar votos corretamente. Ed Felten não acha. Ele é um cientista da computação na Universidade de Princeton e ficou famoso por analisar – e criticar – urnas com telas touch-screen. Diga-se, aliás, que os primeiros críticos de tais urnas – começando há dez anos – foram cientistas da computação. Talvez devêssemos esperar que estas pessoas fossem fãs de sistemas digitais de voto, mas acontece que, quanto mais se sabe sobre computadores, mais apavorado se fica em saber que eles controlam as eleições.

Isto acontece porque cientistas da computação compreendem, devido a sua própria experiência, que softwares complexos não funcionam com perfeição todo o tempo. Uma miríade de coisas pode dar errado. Pode haver bugs – erros no código cometidos por programadores cansados. Ou os eleitores podem fazer algo que a urna eletrônica não espera, como tocar a tela em dois pontos ao mesmo tempo. ‘Computadores dão pau e não sabemos o porquê’, diz Felten. ‘Isto faz parte da rotina com computadores.’

As urnas eletrônicas são alvo de intensas críticas, nos EUA. O motivo é simples: na Flórida, em 2000, George W. Bush levou uma eleição presidencial por uma diferença que se conta em cento e poucos votos. Um nada. Se acontecer de novo uma eleição que fique pendurada por um único estado, um único condado, com uma diferença mínima e o computador der pau – ou, mais provável, houver suspeitas de que as urnas apresentaram problema na hora da votação, como se resolve?

E urnas eletrônicas dão problemas. Nos EUA e no Brasil. A diferença é que, lá, entre políticos, autoridades eleitorais e imprensa, o questionamento é intenso. Agora, uma capa na New York Times Magazine. Aqui, em geral ignorante das coisas da tecnologia, a imprensa política ignora as gigantescas dúvidas a respeito das urnas eletrônicas. Alguns dos políticos que ignoram tais problemas o fazem também por ignorância; outros, por esperteza.

Mas problemas acontecem. Um deputado estadual do Rio deu por falta dos votos do presidente de seu comitê eleitoral mais família, numa urna da Zona Norte do Rio. Mero detalhe? A eleição que levou à vitória de Eduardo Azeredo contra Hélio Costa para o governo de Minas foi parar na Justiça. Este só não foi o destino da eleição de 2002 no Distrito Federal, na qual Joaquim Roriz venceu Geraldo Magela, porque PT e PMDB fizeram um pacto político no qual apoio ao governo de Lula recém eleito vinha em troca de, dentre outras cláusulas, não brigar pela governança do DF.

Fraude ou defeito, o Brasil continua a se ufanar de suas urnas.

Tags: Brasil · EUA

94 Comentários até agora ↓




  • 1 confetti // 7/January/2008 às 9:13

    eu ! nem li….:)

  • 2 confetti // 7/January/2008 às 9:14

    ( offzinho : à partir dessa quarta vou de férias pra aquele lugar incrivel que se chama brasil…vou ficar meio sumida…alguém ai guarda meu lugar ? ))

  • 3 Darwinista // 7/January/2008 às 9:22

    Bom dia PD e demais,

    Seja o voto no papel ou com urnas eletrônicas, ele sempre estará sujeito a e sempre será fraudado, em maior ou menor escala dependendo da cidade, do estado ou do país.
    Afinal, os administradores do país estão envolvidos, de uma forma ou outra, na organização das eleições. E como são todos humanos…

    E realmente, esse ufanismo a respeito das nossas eleições eletrônicas é patético. Coisa de país com problemas de auto-afirmação.

  • 4 Ingênua // 7/January/2008 às 9:24

    …confiável mesmo são as cédulas, não é? Falho por falho, prefiro as urnas eletrônicas. Pelo menos é sistema mais rápido.

  • 5 confetti // 7/January/2008 às 9:26

    ( offzinho : o boston globe botou hillary na capa : “she’s so yesterday”….coitada)

  • 6 Mr X // 7/January/2008 às 9:26

    confetti!!
    brasil!?!?
    vai visitar o pax? :-O
    vcs assumiram o namoro?
    menina!

  • 7 confetti // 7/January/2008 às 9:27

    eu e pax iamos te convidar pra um happy hour em sampa….:))

  • 8 confetti // 7/January/2008 às 9:29

    corrigindo : eu, pax e dona pax ! :-D

    pd vai me deletarrr

  • 9 Pax // 7/January/2008 às 9:39

    Interessante o ponto. Sem muita análise (decomposição das partes para o entendimento do todo), vamos lá:

    1 - Fraude pode haver em qualquer método.
    2 - Auditorias podem ser feitas em qualquer método.
    3 - Antes, que me lembre, ficavam os cabos eleitorais como fiscais nas mesas de contagens em cada seção eleitoral. Era no olho. E a mão humana erra um bocado.
    4 - Desconheço o método atual de fiscalização do processo eletrônico. Tem que ser feito com gente bastante especializada, com representantes de todos os partidos ou auditorias externas, mesmo assim com auditoria da auditoria.
    5 - Um programa pode ter seu código facilmente adulterado para contagem errada (Ex.: Se resto da divisão do contador de votos/2=0, faça o contador para o candidato A = contador para candidato A+1 - ou seja, todo voto par na contagem vai para o candidato A). Depois de compilado ninguém vai perceber. Isso quer dizer que até o compilador do programa tem que ser auditado.
    6 - A rede de transmissão das urnas para a central pode ser invadida e adulterada.
    7 - A central de recepção pode estar adulterada
    8 – etc, etc, etc, etc

    São só alguns exemplos que indicam a necessidade de auditorias especializadíssimas e competentíssimas para que se mitigue o problema de fraude no modelo de urnas e contagens eletrônicas.

    Mesmo assim, acredito que o sistema eletrônico é bem melhor que o manual, mais rápido e mais auditável, apesar de parecer “rocket science”.

    Até hoje confio no nosso modelo, desconfiando sempre. Acho que os americanos estão bem atrasadinhos aqui. E logo eles que são o império do software, também.

    Me reservo o direito de rever o texto durante a vigência do post. Tô atolado aqui e não fiz uma análise calma da questão.

  • 10 Pax // 7/January/2008 às 9:41

    Caray, esse desengonçado Mr X, enorme de 2,11 m de altura e um brog desalmado e abandonado, não me larga. Tu me amas Mr X?

  • 11 Henrique // 7/January/2008 às 9:41

    A urna eletrônica só tem um problema: ela parar de funcionar. Bugs são praticamente impossíveis, pela simplicidade do programa (comparado ao sistema operacional de um computador) e já pelos exaustivos testes feitos em laboratório e em campo (as próprias eleições). Qualquer outro erro como totalização dos votos ou desvio de votos são provocados intencionalmente e são muitíssimos mais suscetíveis na votação manual. O homem é sempre o elo mais fraco - o problema é o operador e não a máquina.

  • 12 Pax // 7/January/2008 às 9:42

    Pela lógica - Mr X ou é gay ou tá perdendo um tempo danado, como diz Alice Ruiz.

  • 13 confetti // 7/January/2008 às 9:44

    durante isso o brog dele fica às moscas ! a gente quase desiste de falar sozinho la, enquanto ele toma todas aqui ! kk

  • 14 De La Silva // 7/January/2008 às 9:48

    Pelo menos a imprensa brasileira (globo principalmente), sempre noticiou as maravilhas da urna eletrônica, entre elas a confiabilidade(?), e a velocidade na apuração.

    Me permita discordar sobre a complexidade do sistema…

    Na verdade o sistema parece ser extremamente simples. Talvez a maior complexidade deva ser a questão relacionada a segurança.

  • 15 HRP Mané Reloaded // 7/January/2008 às 10:12

    Pax….existem varias formas de fiscalizar uma urna eletronica…..há firmas que prestam assitencia técnica permanente ,antes ,durante e depois da eleições…..a urna é planejada e certificada por peritos habilitados pela justiça eleitoral……há falhas?
    Há , mas aqui ainda não temos aquela chata e doentia mania de ver conspiração em tudo que passa por nossa frente…….não é preciso gritaria para que as coisas se modernizem….nós somos os mais atualizados, sim, em matéria de eleição informatizada……se regozijar é bom e faz bem a moral de um povo!………..essa doença cronica e envelhecedora, fruto do desejo de poder, é tipica dos norte americanos, enchergam inimigos em tudo que é canto ou diferente deles….que morram pra lá….chafurdando nos hot dogs, hamburgers e alarmes anti -metal e bombas!
    Que durma beijando seus riflinhos e pistolas!EEEEEEEEEEEEEEEE…..Bom dia Biafra!

  • 16 proftel // 7/January/2008 às 10:13

    Urna eletrônica brasileira, sei…
    Funciona e bem (lá vem pedrada).
    Já conversei com gente que faz manutenção nessas maquininhas, simples paca’s, o que pega (a meu ver) é (na época) a mídia utilizada na trasnsferência dos dados.
    Só.
    De resto, como o Pax falou, é questão de caçar os bug’s no próprio programa, uma linha de comando detona a contagem sim, e é perigoso.
    Os gringos no fundo não querem dar o braço a torcer pr’um sistema criado no terceiro mundo que funciona melhor do que qualquer geringonça que eles criaram até agora prá contar votos.

    hehe

    :-)

  • 17 Pax // 7/January/2008 às 10:17

    off topic: Mr X, confetti e eu já nos encontramos. Coloquei uma foto lá no Open de baixo. Você é que tá mais por fora que cachorro caído de caminhão de mudança. Tadinho.

  • 18 Mr X // 7/January/2008 às 10:25

    Atualizei o brog agora, confetti! Vai lá!

    Pax, seu chato! Gay é sua vó!

    Quanto às urnas eletrônicas, são irrelevantes quando só tem idiota ou corrupto pra eleger!

  • 19 proftel // 7/January/2008 às 11:03

    Ô Mr.X, essa foi muito boa!
    Grande verdade, matou a páu.

    kkkkk rsrsrsrsrs

    :-)))))))

  • 20 Luiz // 7/January/2008 às 11:04

    Tá certo que o nosso sistema precisa ser constantemente auditado por todas as partes interessadas (acho que já é), e que algumas alterações na segurança seriam desejáveis.

    Mas, assim mesmo, é anos-luz melhor que a votação em cédulas ou do que a maioria daquelas máquinas jurássicas usadas lá nos EUA.

  • 21 Marcelo P. // 7/January/2008 às 11:05

    Melhoraria bastante se a urna eletrônica imprimisse o voto do eleitor, que seria então depositado em uma urna “reserva”…

    E, justiça seja feita, o Brizola sempre levantou dúvidas sobre essas questões. Foi chamado de louco, paranóico, etc…

  • 22 Pax // 7/January/2008 às 11:09

    As Jack, the Ripper:

    Claro que a Democracia americana é melhor que a nossa. Há liberdade, há justiça mais igual, diferente daqui, se lá o escândalo é pego, o problema existe. Aqui se dá um jeitinho. Olhem pra todos os escândalos políticos no Brasil que lá teriam outros encaminhamentos, como o do Nixon, por exemplo. Olhem pra todos os assassinos poderosos soltos por aí (lembro do Pimenta, o chefão do Estadão, pra dar um único de vários exemplos - não por culpa do Estadão Jornal, mas do Estadão Brasileiro, nesse caso a Justiça). Lá o cara estaria vestindo roupa laranja dentro de um sistema penitenciário bem melhor que o nosso. Mas é também claro que lá há corrupção, há fraudes, há de tudo.

    Claro que a Democracia não é o modelo perfeito de poder, mas nenhum outro é melhor, ou seja, dentre os males, esse é o menor e o que prefiro.

    Claro que o esquema eleitoral americano é pior que o nosso. Aqui damos um baile neles como diz o HRP.

    Claro que o modelo eletrônico pressupõe competência para se manter acreditado. E aqui é o grande ponto do post. Se um dia houver fraude e for descoberto, cai tudo de uma vez e dificilmente se levanta de novo.

    Por tudo isso, acredito que devemos aplaudir o STE pelo que nos brinda, ao mesmo tempo que devemos dizer ao mesmo STE - Estamos de olho em vocês, não somos bobos.

    ps.: Mr X, eu cá fazendo mó esforço pra divulgar teu bom blog, usando de todos os artifícios, e tu me chamando de chato. Tu é mesmo é desengonçado, como não canso de repetir, mas de competência diferenciada.

  • 23 Mr X // 7/January/2008 às 11:11

    Urnas eletrônicas ou manuais, parece que o Oba-Obama vai mesmo ferrar a Hillary (no bom, digo no mau, sentido) e ganhar a nominação democrata. Ao menos é o que indicam as pesquisas atuais.

    E isso significaria que os democratas vão perder a eleição, pois não consigo ver o pessoal do interior do Ohio-que-o-parta votando em um negro ex-muçulmano filho de quenianos e a favor do aborto e de mais impostos. Mas posso estar enganado. No fundo, não acho o Obama tão ruim, certamente é melhor do que o Edwards entre as alternativas Democratas.

  • 24 Renato Gonçalves // 7/January/2008 às 11:13

    Tanto faz urna eletrônica dar páu ou votos de papel serem roubados, perdidos, jogado no lixo e queimados ou mal contabilizado pelos escrotinadores. Fraude pode existe em qualquer tipo de sistema eleitoral, baste ser de interesse de alguém.
    Voto eletrônico tem uma vantagem:
    O eleitor fica sabendo mais rapidamente, quem são os porcarias eleitos.

  • 25 Zé Bush // 7/January/2008 às 11:29

    well….o sistema eletrônico é muito mais seguro, rápido e fiel que o antigo sistema manual,disso não há dúvida. É uma alternativa para grandes populações e agiliza o resultado, evitando pressões de parte a parte.

    Mas infelizmente não assegura a privacidade (ou anonimato) do distinto eleitor. A ordem de votação pode ser extraída no relatório,mostrando qual “título de eleitor” votou em tal canditato.

    E esse papo de emitir comprovante de voto seria uma volta ao voto de cabresto.Voto com recibo seria a volta da compra de votos.

  • 26 Dexter // 7/January/2008 às 11:43

    PD em momento Brizola (sic), que era contra as urnas eletrônicas e também era contra o sistema bancário eletrônico, aliás, o caudilho, que destruiu o Rio, era contra tudo que não fosse dele, ou que passasse pelo seu bolso.

  • 27 De La Silva // 7/January/2008 às 12:05

    Como o assunto esta relacionado a urnas e votação, digo-vos uma curiosidade:

    No Pará, àààÀ época das eleições e votos totalizados EM PAPEL, lembro que em um dos “flashes” sobre eleições, exibidos por uma TV local, no momento da apuração,

    em um dos colégios eleitorias,

    um dos votos em papel estava recheado com:

    FEZES humanas…

    O sujeito foi lá, e na intimidade da cabine de papelão, limpou o traseiro sujo e depositou na urna…

    Primeiro causa-me nojo e vergonha. Mas levando em consideração a qualidade dos candidatos, penso que o que foi apurado naquele voto em particular em relação aos candidatos foi a generalização de uma REDUNDÂNCIA.

  • 28 Fred Schmidt // 7/January/2008 às 12:09

    Uma coisa que sempre me chamou a atenção na votação eletrônica era que o nome do eleitor fica arquivado na urna da mesa.
    Para ver quem votou o que, é só ver a ordem da urna da mesa, com a ordem da urna da cabine.
    Isso não se dará se o programa da urna da mesa embaralhar a ordem dos votantes automaticamente.
    Não acho difícil fazer um programa para arquivar dados, com tão poucas entradas.
    O problema é a passagem deste programa para trocentas urnas, por empresas sujeitas ao nosso sistema.
    Podem passar outro programa.
    Mas não é possivel que os partidos não tenham se assegurado que todos os aspectos por mim abordados aqui e outros que nem imagino, foram verificados.

  • 29 Alba // 7/January/2008 às 12:10

    Assisti esses dias uma comédia muuito divertida, cujo nome original é Man of the Year.

    Conta a história de um cronista político que tem um show na televisão e critica duramente a política americana. Só por isso já é interessante.

    Depois, alguém da platéia sugere que ele se candidate como independente à Presidência. E ele topa, achando que ficará longe da vitória.

    Ocorre que há um erro no sistema de contagem de votos, que só quem percebe é uma analista da grande corporação responsável pelo sistema. E o cara é eleito, ao mesmo tempo em que os chefões da companhia tentam dar sumiço na moça pra que ela não denuncie o bug.

    Bom, aí já vira Hollywood e coisa e tal, com toda manipulação e ingenuidade.

    Mas é bem curioso assistir:

    http://cinema.terra.com.br/ficha/0,,TIC-OI6101-MNfilmes,00.html

  • 30 Fred Schmidt // 7/January/2008 às 12:13

    Estou me lembrando que o Brasil emprestou urnas para um país da America do Sul, não lembro qual e que se não me engano deu problema de fraude.
    Mas não soube do resultado da investigação.
    Alguém sabe?

  • 31 De La Silva // 7/January/2008 às 12:24

    FREDE,

    VEja bem, me ocorreu agora o seguinte.

    Independentemente do vitorioso…o poder instituído não é necessariamente o poder de fato.

    Por exemplo ganhando OBAMA ou HILLARY, ou qualquer outro candidato republicano…

    As políticas externas americanas sempre serão as mesmas!!!!?

    Por exemplo a NASA, o FBI, o sistema financeiro, a CIA, o Pentagono, não são os verdadeiros senhores que ditam as regras do império?

    E no Brasil? Temos a FIESP, a globo…

  • 32 Chesterton // 7/January/2008 às 12:29

    Ai, Pax, tua revista Piaui ferrou com o Ze Dirceu, hein? Boa a revista…..

  • 33 Fred Schmidt // 7/January/2008 às 12:39

    De La Silva

    Tens razão.
    Quem domina os USA são as empresas de petróleo e armas.
    O partido republicano no poder significa estas empresas no poder (diretamente).
    O partido democrata no poder, significa que estas empresas sómente vão ter mais trabalho para impor seus interesses ao governo.
    A General Dinamics empresa que faz o avião predator, um avião sem piloto, gasta milhões de dólares com o congresso americano, dando passagens e hospedagem para os congressistas fazerem sua fériasinhas em conferências.
    Levantamento feito pelo congresso.
    Os porche etc. não foram levantados ….
    No entanto é melhor arriscar colocar algué dos democratas.
    Agora, é bom ele se previnir se não, mais um presidente democrata morto.

  • 34 Z.E.H. // 7/January/2008 às 12:43

    PD e demais colegas,

    concordo com o que já foi dito aí em cima - o sistema eletronico é sim mais confiavel que o manual, se tiver uma auditoria monitoramento à altura. Isso requer um institucionalidade MUITO séria das autoridades eleitorais - here, there and anywhere.

    (Tudo bem, em também vi o Micah ganhar uma eleição sozinho futricando na programação da urnas)

    Agora o que é engraçado é que niguém tem essa “fobia eletronica” acerca das “falhas inevitáveis e aleatórias” com coisas como o sistema financeiro, caratão de crédito ou databases públicas como a Previdência Social ou a CIA.

    Sim elas falham. Sim são montados sistemas pesados de proteção e auditoria. Sim novos problemas surgem. Novas soluções são encontradas.

    Qual é o problema? Bom eleições não são “reversíveis”. Então talvez seja mais razoável, ao invés de divulgar os resultados 4 ou 5 horas depois do fechamento da urnas, que tal 2 ou 3 dias depois, depois de feita uma varredura nas linhas de comando de todas as urnas, detectados bugs intencionais ou não etc etc…

  • 35 MaGioZal // 7/January/2008 às 13:01

    A questão é que a princípio não dá para comparar os processos de eleições, principalmente as federais, dos Estados Unidos e do Brasil.

    Aqui no Brasil, logo de cara, o voto é obrigatório e o sistema de registro e coordenação de candidaturas é centralizado nos tribunais eleitorais, hierarquicamente comandados pelo Tribunal Superior Eleitoral de Brasília. Este tipo de instituição simplesmente jamais existiu nos EUA, porque o sistema eleitoral de lá não é centralizado, e cada estado tem ampla autonomia para fazer o que quiser de suas eleições, desde as eleições nas cidades até as eleições presidenciais.

    Por causa destes fatores, é possível aqui no Brasil se fazer uma urna eletrônica cuja forma de votação se baseia em números para se escolher o candidato, num sistema lógico que atribui números aos partidos e sub-números aos candidatos. Isso mais uma vez seria impossível de se fazer nos EUA, justamente porque não há sistema centralizado algum, além do fato de que os partidos de lá não têm a obrigação de serem federais (com representação em todos os estados), como ocorre aqui.

    E tem mais: até mesmo a decisão de quem pode e quem não pode votar numa eleição é decidida estadualmente nos EUA, o que deixa tudo ainda mais complexo.

    Resumindo: nos EUA é difícil se adotar um sistema bom de voto eletrônico porque tudo lá em termos de eleições é extremamente descentralizado; exatamente o contrário do que ocorre no Brasil.

    Comparar os processos eleitorais da terra da águia da cabeça branca com os da terra da arara azul é, de uma certa forma, comparar pera com mexerica.

    O Brasil quando se tornou república nasceu mais ou menos como uma cópia das premissass básicas do sistema norte-americano, mas devido às das e vindas de nossa política acabou se tornando um sistema que, apesar de presidencialista e teoricamente federativo, funciona de maneira semelhante ao dos regimes parlamentaristas europeus em termos de processo eleitoral.

  • 36 Darwinista // 7/January/2008 às 13:02

    Z.E.H.,

    A sua sugestão é muito boa, mas eu vejo um problema. Assim como as escutas telefônicas feitas em investigações que deveriam permanecer sigilosas, os resultados da votação certamente seriam passados pra imprensa por alguma fonte secreta (que certamente leva um) e seriam divulgados antes do anúncio oficial.

    Aliás, me ocorre agora, será que esse procedimento que você sugere já não existe. Porque, senão me engano, os resultados oficiais da última eleição só foram anunciados pelo TSE na terça feira.

  • 37 Gustavo Timm de Oliveira // 7/January/2008 às 13:05

    Exatamente, Pedro. Se grita aos quatro ventos que nossas urnas eletrônicas são exemplares e que o resto o mundo deveria nos seguir neste modelo.

    Mas apontar os problemas, como tu fizeste rapidamente, e iniciar um diálogo sobre a questão não acontece.

    Será que isto será feito neste ano, de eleições municipais?

    Abraço.

  • 38 De La Silva // 7/January/2008 às 13:05

    Gostei do texto do Magi, principalmente da parte:

    “Comparar os processos eleitorais da terra da águia da cabeça branca com os da terra da arara azul é, de uma certa forma, comparar pera com mexerica.”

    Agora uma coisa é certa nesta questão do voto eletrônico…

    Nunca mais uma cédula será recheada com cocô! Bom almoço! rsrsrsr

  • 39 Mantovani // 7/January/2008 às 13:19

    Eu gosto bastante da urna eletronica. Acontece que nos States não pega pq o sistema eleitoral deles é extremamente complexo. Fora outros fatores se senador Obama ganha a eleição por 0,9% sobre a Hillary a imprensa mais meio mundo iriam dizer que houve alguma maracutaia. pra dar certo urna-eletronica teria que ser uuma eleição parecida com a daqui todos nos dia de ação de graças vão ao colegio depois do almoço e votam no 45 ou no 13 de lá

  • 40 Volterine // 7/January/2008 às 13:48

    PD eu nao gravei os nomes mas tem uns recebeu uma fortissima pressao de uma firma destas que faz as tais urnas pra espulsar um grupo de estudantes que demonstrou em seus bloggs pessoais , mas ligados nao sei bem como a universidade onde estavam os furos no sistema das tais urnas. sei que os garotos perderam o direito aos blogs mas nao sei se foram ou nao expulsos sei que o Dean aguentou muita pressao e nao sei se resistiu quando me contaram a historia as coisas ainda estavam acontecendo

  • 41 Volterine // 7/January/2008 às 13:48

    isso tem uns 5 ou 6 anos

  • 42 Volterine // 7/January/2008 às 13:49

    na Johns hopikins

  • 43 Ricardo Cabral // 7/January/2008 às 13:49

    Ok, o Pax, que manja pacas de sistemas de informação, e o Proftel, que saca tudo de informática, deram as suas opiniões sobre a nossa urna eletrônica brasileira. Agora Pedro, vc que acabou de falar desses casos ocorridos no Rio, em Minas e no DF, já teve alguma informação sobre como se deram essas fraudes e em que ponto da cadeia “votação-apuração” se deu?

  • 44 Chesterton Dracul // 7/January/2008 às 13:56

    tudo é “fraudavel”….

  • 45 HRP Mané Reloaded // 7/January/2008 às 14:05

    A urna eletronica barsileira , que dá nenhum, ou quase nenhum problema, é a evidencia de que o povo quer eleições livres e limpas….depositando no ” tribunal eleitoral” nossas confianças estamos dando exemplo ao mundo……(iii lá vem pancada!).
    É passivel de fraude….mas por estar longe das mãos dos politicos dá certo!

  • 46 André Pessoa // 7/January/2008 às 14:13

    Nenhum sistema é 100% seguro, mas o sistema das urnas eletrônicas no Brasil é bastante seguro. E é nítido que o TSE está buscando dar maior transparência e segurança ao sistema, ao resolver trocar o sistema operacional de todas as urnas eletrônicas pelo Linux (imagino que o código fonte vá ser publicado).

    A questão da impressão do voto poderia melhorar ainda mais, mas existe um problema técnico: com a tecnologia atual, o índice de quebras de urnas que têm o mecanismo de impressão é muitíssimo maior do que as que não têm. E a verdade é que o eleitor já está acostumado que tudo funcione sem defeitos tanto na votação quanto na apuração. Eu vejo a questão da impressão do voto (sem acesso manual pelo eleitor) como uma boa medida para o futuro, quando a tecnologia de impressão melhorar um pouco. Aí, teríamos uma pilha de cédulas impressas dentro da urna, ao final da votação, que poderiam ser objeto de recontagem, até mesmo com métodos modernos como leitura de código de barras.

  • 47 Pedro Doria // 7/January/2008 às 14:22

    Ricardo Cabral: em ambos os casos, houve denúncias, mas como a urna foi fraudada é difícil dizer porque não houve qualquer investigação.

    Na verdade, é trivial fraudar. Nas zonas centrais de apuração, os juízes eleitorais têm senhas que lhes permite alterar resultados de cada urna. Isso serve para inserir manualmente quando é o caso de uma urna falhar e parte dos votos virem em cédulas. Como os juízes não mexem bem com computador — e, mesmo que mexessem, é muito trabalho — essas senhas ficam com digitadores terceirizados a um salário de 800 reais ou algo do tipo. Subornou um ele faz a alteração que quiser usando a senha de um juiz. Ninguém saberá quem mudou o resultado. E como o sistema de auditoria é fraco, pelo menos até a última eleição sequer havia como ver qual o resultado anterior e onde foi modificado. Como não há papel, a recontagem é impossível. Fica uma alteração imperceptível.

    Essa é uma fraude simples. No caso de Brasília, a turma do PT-DF acusava a implantação de votos na urna eletrônica antes de a eleição abrir oficialmente. Como em quase metade das urnas não se fez o auto-teste que garante que elas estavam zeradas no princípio do processo, é possível.

  • 48 Hugo Albuquerque // 7/January/2008 às 14:25

    A urna eletrônica reduz consideravelmente a possibildade de erro na contagem e, obviamente, como qualquer outro sistema de voto, tem de ser devidamente verificado e fiscalizado.
    Quanto as fraudes em si, elas fruto da realidade política do país, não do sistema eleitoral.
    Nos EUA a fraude maior já começa pela imoral cláusula de barreira e depois, como o pessoal comentou aí em cima, pela questão dos lobbies.
    Eu penso que as eleições americanas, assim como a estrutura política daquele país, estão uns 30 anos atrasados em relação ao que se espera de um país rico, mesmo corrigindo o sistema de votação ainda haveria problemas nas eleições de lá, mas, ao menos, seria um começo.

  • 49 Ricardo Cabral // 7/January/2008 às 14:28

    Valeu, PD.
    Agora, de tudo o que vc falou, duas coisas me pareceram as mais graves: 1) que não houve investigação; e 2) que como não há papel, é impossível fazer recontagem…

  • 50 Andre Fucs // 7/January/2008 às 14:40

    PD,

    as falhas que apresentou não são da urna mas do processo. Como um sistema eletrônico a urna apenas tenta cumprir os requerimentos do processo eleitoral.

    Apenas uma referência, frequentemente eu preciso interagir com sistemas cujas as senhas “mestre” são guardadas por 3 ou 4 pessoas que sequer trabalham com a área de informática da empresa… cada um tem um pedaço da senha e só com eles juntos é possível fazer algo.

  • 51 anrafel // 7/January/2008 às 15:02

    As possibilidades de manipulação permitidas pelas urnas eletrônicas vêm sendo denunciadas desde a implantação do processo. Por que não se parte para tentar zerar essas possibilidades é tão preocupante quanto a existência delas.

    Os partidos têm que se cercar de profissionais competentes para se proteger dos rivais. Acho que houve melhoras. E muitas. Pelo menos, não temos notícia de uma roubalheira eleitoral como a que Antonio Carlos Magalhães armou para Waldir Pires, tirando deste eleição para o Senado, que ele ganhou no voto.

    Trabalhei em muitas eleições como mesário e escrutinador. Presenciei escrutinadores colocando o número de seu candidato em cédulas em branco, ou rasurando votos de adversários. Vi muita gente saindo na mão por conta de coisas desse tipo.

    Aqui na Bahia, oligarquias municipais e regionais têm sistematicamente levado ferro. Isso não aconteceria se a votação ainda fosse na mão grande.

    Sem ufanismos nem ingenuidade, o processo foi melhorado. E pode melhorar mais ainda. Deve.

  • 52 Zictor // 7/January/2008 às 15:04

    No youtube, tem um cara que posta vídeos do movimento Why Tuesday? que questiona todo o sistema eleitoral americano. Ele fez um desafio a todos os candidatos de dizerem o que acham do sistema eleitoral, e 14 responderam.
    O movimento do cara é interessantíssimo.

    http://www.youtube.com/profile?user=WhyTuesday

    O perfil dele no youtube tem um link para a página original. Não coloco aqui para não cair no controle da moderação.

  • 53 Hugo Albuquerque // 7/January/2008 às 15:11

    Anrafel tocou num ponto importante, será que o carlismo estaria tão deteriorado na Bahia sem as urnas eletrônicas?
    Se o tal sistema fosse tão vunerável assim, a tendência seria que eles favorecessem os mais poderosos, mas não é isso que está acontecendo.
    Não me recordo de um outro momento histórico em que as oligarquias brasileiras sofreram tantas derrotas quanto agora, principalmente nos âmbitos municipais e estaduais onde as fraudes eram enormes.
    É óbvio que se há problemas , que deve se fiscalizar melhor o processo, mas não há porquê renegar o sistema de votação eletrônico que é um das poucas coisas nesse país que caminha no rumo certo.

  • 54 Pax // 7/January/2008 às 15:21

    Tinha uma frase boa da minha época:

    “Senha é como escova de dentes, você não empresta nem pro seu melhor amigo e precisa trocar a cada 45 dias”.

    Mas aqui, quem é rei é o Fucs. Contratei um cara para segurança da informação uma vez. Era um gaúcho que esqueci o nome. Foi uma necessidade apontada após uma auditoria internacional que tínhamos todo santo ano. Eu gostava das auditorias pois sempre apontavam erros que não estava vendo ou priorizando. Mas, enfim, o tal gaúcho chegou e eu troquei minha senha por uma complicadíssima, cheia de caracteres especiais, maiúsculas e minúsculas e coisa e tal.

    Pedi pro cara quebrar o sistema e descobrir a minha nova senha. Em 5 minutos ele voltou com a senha.

    Tudo é realmente fraudável, mas ainda assim prefiro os sistemas eletrônicos que os manuais, como nos exemplos do anrafel acima.

  • 55 proftel // 7/January/2008 às 15:39

    Concordo com o Ricardo Cabral sobre a investigação e o papel.
    Fraude há em tudo quanto é canto, até água mineral se bobear os caras falsificam mas, os casos citados são pontuais, foram descobertos.
    A possibilidade d’um digitador ser pêgo e se laskcar de verde e amarelo numa dessas é grande, pode alterar pequena porcentagem de votos, não creio que alteraria o rumo da totalização dos votos, sei não, pesando os prós e contras continuo com nosso sistema eletrônico.

    :-)

  • 56 Mr X // 7/January/2008 às 15:41

    cada um tem um pedaço da senha e só com eles juntos é possível fazer algo.

    Lembrou aquele desenho em que os gêmeos encostavam as duas metades do anel, ¨Super-gêmeos…. Ativaaaaar!¨

    :-D ;)
    (em onda com o saudosismo televisivo do weblog).

  • 57 cap. GANCHO // 7/January/2008 às 15:49

    “21 Marcelo P. // 7/Janeiro/2008 às 11:05

    Melhoraria bastante se a urna eletrônica imprimisse o voto do eleitor, que seria então depositado em uma urna “reserva”…

    E, justiça seja feita, o Brizola sempre levantou dúvidas sobre essas questões. Foi chamado de louco, paranóico, etc…”

    E ENTREGAR O COMPROVANTE AO ELEITOR!

  • 58 Deise Guelfi // 7/January/2008 às 15:49

    Mr. X,

    Só você mesmo, hem?!
    Kkkkkk.

  • 59 Mr X // 7/January/2008 às 15:54

    Oi Deise! :P Aparece lá em casa.

  • 60 Dom Casmurro Patriarca // 7/January/2008 às 16:03

    Meu velho pai gostava de recontar sempre uma história sobre eleições.
    Em certa cidade do interior, um certo “político” saiu a comentar, logo após o lacramento das urnas.
    - Rapaz, todos os defuntos votaram. Só não votou o finado Raul, que é defunto muito novo e alguém poderia reconhecer o título.
    Explica-se.
    Quando as pessoas morriam, os títulos eleitorais não eram “baixados” e sim entregues a certos “políticos”, que às épocas das eleições, colocavam “laranjas” para votar no lugar dos defuntos.
    Meu pai, que foi prefeito de uma pequena cidade do interior, contava que essa era uma prática muito comum. Meu pai foi prefeito por apenas dois anos e nunca mais quis saber de política.
    Imigine-se a “credibilidade” do sistema eleitoral que havia no Brasil antes das urnas eletrônicas.

  • 61 Nat // 7/January/2008 às 16:06

    Onde eu trabalhei a gente usava um gerador de códigos, que ficava no chaveiro de casa ;- ) Eu só tinha acesos a algumas informações com o número gerado que estivesse na maquinha na hora do acesso mais a minha senha.

  • 62 Fred Schmidt // 7/January/2008 às 16:16

    Mr X

    Parece coisa do Mossad…

    Nikita….

    Sei lá.

  • 63 anrafel // 7/January/2008 às 16:18

    “O único pecado que não se pode cometer em uma eleição é perdê-la”. Essa é de Maluf, mas perfeitamente adaptável a muitíssima gente do ofício. Portanto, todo cuidado é pouco.

    Caberia ao TSE a formação de uma equipe com especialistas em segurança da informação para análise dos “furos” do sistema. E esclarecer de vez por que não existe a urna “reserva” e por que a eletrônica não emite o comprovante de voto.

  • 64 Fred Schmidt // 7/January/2008 às 16:25

    anrafael

    Não me tires o sono.
    O presidente do TSE soltou Maluf la no STF.

  • 65 Cynthia // 7/January/2008 às 16:32

    Off topic: Pedro, neste link tem umas estantes bem interessantes pra sua coleção ;-)

  • 66 Anonimo // 7/January/2008 às 16:35

    Comentario 61

    Ah é?

    Pois na empresa que eu trabalho, nossa retina passa por um leitor, e depois temos que colocar o dedo numa superfície que lê as impressões digitais e ainda por cima falar em um receptor que analisa nossa voz.

    Uma vez eu tava com conjuntivite, queimei os dedos depois de fritar um ovo e devido uma gripe tava rouco…resultado: não fui reconhecido.

    Daí um robô saiu de um fundo falso no chão me apontou uma metralhadora deeeeeeeessssssteeee tammmaaaanhãaaaaaaaoooooo

    e começou a contar:

    VOCE TEM 30 SEGUNDOS PARA SE IDENTIFICAR:

    29…
    28…
    27…
    26…
    25…
    24…
    23…

  • 67 Anonimo // 7/January/2008 às 16:38

    Daí eu comecei a chorar feito um socialista afeminado e disse:

    Ahhh pára ôôôôôôôôôô!!!!!!!!!!!!

    E foi então que ele me reconheceu e disse com a voz metálica de um computador:

    “SEU GERALDO…O SENHOR POR AQUI!!!!!!!!!!!!!!!!!”

  • 68 S Leo // 7/January/2008 às 16:43

    Nos anos 2000, 2001 e 2002, houve questionamento das urnas na imprensa, mas não chegou a haver campanha contra, pedro. Há até um site com isso: http://www.brunazo.eng.br/urna/jornal.htm#noticias

    A Marta Salomon, na Folha, comentou o tema em coluna, em 2002, depois de uma série de matérias sobre a urna e já falava nessa questão aí da impressão dos votos. A tônica era de desconfiança contra as bichininhas, que também não considero dignas de confiança cega…

    Diferencial delta veste baiana?

    Marta Salomon
    da sucursal de Brasília

    Tão cifrado quanto o título da coluna está o debate sobre a segurança do voto eletrônico. A dúvida é se o voto que o eleitor aciona nas urnas eletrônicas é o mesmo que aparece na contabilidade final da eleição. Ou se os dados podem ser fraudados no caminho, que passa pela criptografia (embaralhamento) montada por um braço da Agência Brasileira de Inteligência, a Abin.

    De um lado, estão o presidente do TSE, Nelson Jobim, e o ministro Alberto Cardoso (Segurança Institucional). De outro, técnicos reunidos no Fórum do Voto Eletrônico.

    Anteontem, Jobim levou ao Congresso o que deveria ser a pedra para enterrar o tal debate. Sua cruzada ganhara o apoio de uma auditoria contratada à Unicamp nos programas da eleição de 2000. Em suas conclusões, o laudo atesta que o sistema eletrônico de votação é seguro.

    Acontece que os mesmos peritos defendem que os boletins de urna com o resultado das seções eleitorais sejam impressos antes da etapa da criptografia. Na falta de votos impressos para uma eventual recontagem -só haverá voto impresso em 4,6% das urnas-, esses boletins seriam o único material disponível para a conferência dos votos.

    O general Cardoso diz que já é assim que funciona. Se fosse, por que a Unicamp faria a recomendação?

    Na pré-história da urna eletrônica, maquininhas de calcular nas mãos de estudantes de jornalismo que conferiam um a um os boletins de urna (eu inclusive) desmontaram a tentativa de fraude da eleição de Leonel Brizola ao governo do Rio em 82. Na ocasião, um discreto “”diferencial delta” desviava votos para o candidato do PDS nos computadores da Proconsult, a empresa contratada pelo tribunal regional para somar o resultado. Ninguém foi punido.

    Dias atrás, José Serra contestou o resultado de pesquisa de opinião e disse que seus publicitários se vestiriam de baianas caso Anthony Garotinho lhe tivesse tomado o segundo lugar na corrida ao Planalto.

    Quem quiser contestar o resultado da eleição fará o quê?

  • 69 Linda // 7/January/2008 às 16:51

    Suponho que as auditorias possam ser feitas eletronicamente.

    E, nas eleições, é de conhecimento que os partidos fiscalizam o fechamento das urnas e enviam dados para seu próprio controle.
    Chances de fraudes existem, como o brasileiro é criativo! Infelizmente para os lados bom e o mau.
    Mas, se pensarmos que no estado da Flórida não conseguiram recontar os votos na primeira eleição de Bush, podemos considerar nosso sistema de urnas de excepcional qualidade.

    Neste ponto, terceiro mundo é eles.

  • 70 Pax // 7/January/2008 às 18:44

    Bem, agora temos notícias que lanchas Iranianas provocaram navios de guerra americanos no estreito de Ormuz. Tá na Reuters além de todo canto http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRN0739788420080107

    E o Nero Bush tá indo pra lá. Enfim…

    Engraçado que é véspera da segunda primária das eleições americanas. Amanhã é em New Hampishire.

    Há muitas formas de fraude. Não só na contagem dos votos. Essa história das lanchas, pra mim, é armação ilimitada. Os americanos com medo de falta de petroleo ou alta braba, vão guerrear onde o ouro negro estiver e dar desculpa de levar a democracia, principalmente se for a turma republicana que adora uma guerrinha canalha.

  • 71 Capitalista // 7/January/2008 às 19:14

    Por maior que forem as fraudese nas urnas eletrônicas, serão infinitamente menores que no sistema anterior.
    Trabalho a muito anos em eleições, antes como escrutinador e após as urnas eletrônicas como coordenador.
    A contagem manual era um inferno que nem Dante seria capaz de imaginar, juízes interpretavam a vontade do eleitor da forma qye lhes covinham quando não ficava bastante claro para quem era o voto, era uma tremenda algazzarra, naminha cidade a apuração demorava em média 15 dias. A forma de consolidação dos votos passava por várias etapas e neste caminho votos era trocados.

    Com a urna eletrônica ao contrário do que afirmou PD, todas as urnas antes de iniciar a votação emite um relatório chamado de zeréssima para confirmação de que não há nenhum voto acumulado na memória.
    Após o último eleitor votar em no máximo 10 minutos, temos o resultado daquela urna que é divulgado imediatamente para todos os fiscais de partidos e a imprensa, ou seja antes de chegar as mãos dos juizes o resultado já é de conhecimento público e como bem lembrou o Hugo sem as urnas eletrônicas o carlismo nuca seria derrotado na Bahia, isso como bahiano que sou, posso confirmar.

  • 72 Capitalista // 7/January/2008 às 19:18

    Galera desculpem-me os erros de digitação e português, mas em um comentário longo não dá para ficar corrigindo.

  • 73 faraó // 7/January/2008 às 19:42

    O voto obrigatório é a mãe de todas as fraudes.

    Se algum dia, o Brasil tiver solução, a solução vai passar, obrigatoriamente, pelo fim do voto obrigatório.

  • 74 madame bovary // 7/January/2008 às 20:28

    Sou desconfiadíssima com a urna eletrônica, se o ACM fraldou o painel do Senado, pq seria diferente com a urna eletrônica ?
    Além do que, não sei se alguém se lembra, mas na primeira disputa entre o Lula e o FHC, em determinado momento da apuração, a contagem ficou negativa para o Lula, como isso pôde acontecer ? Na ocasião foi inclusive comentário nos jornais, mas depois não vi mais nenhuma discussão a respeito do assunto.

  • 75 Piotr Kropotkine // 7/January/2008 às 20:49

    e os mortos? podem votar aí? em Portugal há ainda hoje zonas em que os mortos no dia de eleições ressuscitam e vão cumprir o dever civico que por aqui não é obrigatório…

    até me admira como é que com a paranóia da governação electrónica que vai por cá o Sócrates ainda não se lembrou de avançar a maior vapor com o voto electrónico…. só se tem feito uma ou outra experiência… e parece que funciona mais ou menos … mas também com seis milhões de eleitores isto à mão conta-se num instante

  • 76 Piotr Kropotkine // 7/January/2008 às 20:52

    mas na Flórida não admira nada que o sistema informático dê barracada…dado perfil sociológico do estado o software deles já vem pré-equipado com Alzheimer …..

  • 77 MaGioZal // 7/January/2008 às 21:38

    Bom, hoje em dia o voto já é de uma certa forma facultativo no Brasil: basta estar fora do município onde se mora para poder justificar depois. Ah, e vale lembrar que no resto da América do Sul e na Austrália o voto é compulsório também.

    De qualquer forma, acho que a urna eletrônica e a permissão de voto para os analfabetos foram dois grandes passos para tornar as eleições brasileiras mais confiáveis em termos de demonstrar a vontade popular.

  • 78 Cláudio Melo // 7/January/2008 às 21:44

    Madame Bovary,

    O que tem a ver fraldas, ACM e o painel do Senado?

  • 79 madame bovary // 7/January/2008 às 21:58

    P/ Cláudio Melo
    Como o que tem a ver ?
    Estou falando da FRAUDE no painel do Senado pelo ACM e o atual governador do DF, se pode acontecer com os senadores que tem mais poder que qq cidadão separadamente imagine em uma votação ?

  • 80 Esprit de porc // 7/January/2008 às 22:01

    Pronto! O ludista Pedro Doria ataca novamente.
    Pode meter o pau nas urnas eletrônicas. Temos que aperfeiçoa-las. Mas voltar a votar com papel é simplesmente absurdo.

  • 81 HRP Mané Reloaded // 7/January/2008 às 22:13

    Spirit….mil!

  • 82 Capitalista // 7/January/2008 às 22:42

    madame bovary,

    As pessoas que tinham acesso ao sitema do painel eletrônico do senado eram subordinadas diretas de ACM, muito diferente de uma eleição com milhares de urnas espalhadas por 416 municípios, coincidentemente a redução dos votos do PLF na Bahia ocorre de forma progressiva a partir da urna eletrônica.

  • 83 madame bovary // 7/January/2008 às 23:23

    P/ Capitalista,

    O painel do Senado é apenas um exemplo micro do que pode acontecer no macro.
    Além do que na primeira disputa entre o Lula e o FHC na contagem dos votos, volto a repetir, em um determinado momento, deu negativo para o Lula ,como é possível ?
    Não sou contra a tecnologia, mas sem manipulações.

  • 84 Capitalista // 7/January/2008 às 23:48

    madame bovary,

    Em momento algum disse não ser possivel fraudes no sistema eletrônico, o que disse foi que no sistema manual eram muito maiores, até porque a fraude mais comum nas pequenas cidades onde os partidos menores não tinham estrutura de fiscalização, era ao final da votação alguém assinar pelos eleitores que não compareceram e votarem em seu lugar, fato esse que com o sistema eletrônico pode ser detectado mais rapidamente o que impôs o medo aos mesários fraudadores, além do que na contagem manual votos eram transferidos de um candidato para outro.
    Um grande exemplo disto foi quando da disputa para o Senado Waldir Pires perdeu para Waldeck Ornelas (um ilustre desconhecido) quando em diversas cidades este teve votação superior a 90% dos votos.

  • 85 Pedro Doria // 8/January/2008 às 0:03

    Esprit de porc: acho que me chamar de ludita é injusto… e não estou defendendo a volta do papel.

  • 86 Ricardo Alexandre da Silva // 8/January/2008 às 0:47

    Caríssimos:

    Uma menção histórica: o primeiro protótipo de urna eletrônica foi desenvolvido em Santa Catarina, na cidade de Brusque, em 1992, quando o então juiz eleitoral e atualmente desembargador do TJSC, Carlos Prudêncio, desenvolveu um software para a contagem dos votos. A idéia foi levada adiante e apenas muito depois encampada pelo Tribunal Superior Eleitoral.

    São impressos boletins com os resultados de cada urna e, como já dito acima, esses dados são obtidos antes que o juiz eleitoral, detentor da senha, tenha acesso a eles.

    O software e o sistema de apuração são previamente demonstrados a todos os partidos e, até o momento, nem mesmo o PCO e o PSTU, nossos briosos partidos paleo-marxistas, impugnaram o processo.

    Seria, em tese, possível que um mesário, em conluio com um juiz eleitoral, contando com a anuência dos demais auxiliares, fraudasse uma urna. Contudo, para que isso ocorresse seria necessária a ausência dos fiscais de todos os partidos prejudicados. A hipótese, portanto, é prá lá de remota.

    Vale acrescentar que desconheço, na jurisprudência dos tribunais regionais eleitorais, casos de impugnação do resultado decorrentes de alegada fraude. Se houve, ninguém nunca impugnou. Parece-me difícil que as oligarquias de norte a sul não tentassem interferir no processo. Assim, se as oposições estaduais nunca argüiram fraude, é de se crer que elas não tenham ocorrido. Será que estamos no “melhor dos mundos” de Cândido? Não sei, mas me parece que sim.

    Uma delegação estadunidense já visitou o TSE para colher subsídios acerca de nosso processo elitoral. Aparentemente os norte-americanos não se encantaram com o sistema verde-amarelo. Razões para isso há várias. Mas já é outra história.

    Não me recordo do episódio dos votos negativos de Lula. Parece-me algo meio etéreo. Se foi real, não compreendo o silêncio do PT diante do assunto.

    Por fim, creio que na relação custo/benefício as urnas eletrônicas se mostrem muito, mas muito superiores ao antigo sistema.
    Cordialmente,

    RAdS.

  • 87 Andre Fucs // 8/January/2008 às 7:06

    Pedro Doria,

    Sem palavras para o tipo de comentários que está começando a surgir nesse blog. Sei que a casa é sua mas nazismo descarado como o do ilustre visitante auto denominado HRP Mané Reloaded é passar um pouco dos limites, infelizmente nessas horas nota-se o silêncio, uma coisa meio “passa o sal por favor”, fingindo que é normal. Pra mim não é normal não, é caso de polícia.

    Abraços

  • 88 proftel // 8/January/2008 às 11:13

    Eu vi o comentário do HRP mas não achei a razão dele, o comentário anterior do Andre Fucs.
    Ficou estranho, não entendi.

    :-/

  • 89 Andre Fucs // 8/January/2008 às 12:00

    Proftel,

    comentário 50…

  • 90 HRP Mané Reloaded // 8/January/2008 às 13:25

    Nazista eu?
    Não!
    Mas com faro para lobos em pele de cordeiro!
    EEEEEE……..

  • 91 proftel // 8/January/2008 às 14:23

    Andre Fucs, li o #50.
    HRP Mané Reloaded, de boa, a meu ver foi desproporcional o comentário.
    O Pedro Doria taskou um post aí em cima sobre isso, se quizerem continuar acho que é lá que a coisa se ajeita.

    Não gosto desse tipo de quiprocó, tô fora.

    :-/

  • 92 Jandir Comarella // 14/March/2008 às 22:51

    Indio empresta urna, pra yanki.

    ha ha ha ha ….

  • 93 MUITO ALIENADA // 4/September/2008 às 21:19

    Ingênua // 7/January/2008 às 9:24

    …confiável mesmo são as cédulas, não é? Falho por falho, prefiro as urnas eletrônicas. Pelo menos é sistema mais rápido.
    PARA QUEM GOSTA DE SER ENGADA E SE CONTENTA RÁPIDO COM O MEIO CERTO. NÃO NOS DEIXA A MENOR SOMBRA DE DÚVIDA DO PORQUE AINDA SOMOS TERCEIRO MUNDO VIVENDO EM UM PAÍS COM POTENCIAL DE PRIMEIRO

  • 94 Isabel // 11/December/2008 às 20:54

    Encontro de Coligações, Partidos e Candidatos do Sul de Minas discute indícios de fraudes nas Urnas Eletrônicas nas últimas eleições.

    Movimento conta com a participação de representantes de 32 Municípios das Regionais Sul I e Sul II,perfazendo um total de 752 mil eleitores.

    Já ocorreram três reuniões, sendo que a primeira ocorreu no dia 31 de outubro passado, na cidade de Campanha/MG,a segunda ocorreu em Santa Rita do Sapucaí, no dia 07 de novembro e a terceira dia 12 de novembro,também em Santa Rita do Sapucaí.

    Representantes de Partidos, de Coligações e candidatos após constatação de vários indícios de fraude nas eleições que ocorreram no último dia 05 de outubro em vários municípios, sempre questionados pelos eleitores que querem saber para onde foram os seus votos, decidiram compartilhar as constatações e discutir os indícios, visando contribuir na elucidação dos fatos e assim garantirem a lisura do pleito eleitoral.

    Os primeiros indícios foram descobertos por reclamações de eleitores sobre ocorrências de procedimentos contrários ao correto funcionamento das Urnas Eletrônicas nas últimas Eleições de 05 de outubro.

    Dentre estas ocorrências destacam-se:

    Fotografias dos Candidatos que apareciam no momento do voto eram divergentes da opção digitada pelo Eleitor;
    Não aparecimento de nenhuma fotografia de candidato que era a opção digitada pelo eleitor no momento do voto,o que poderia tê-lo induzido a anular o voto,na tentativa de corrigir seu voto. Fotografia que “ia” ao fundo da tela e “retornava” após ser acionada a tecla “CONFIRMA”;
    Necessidade de várias reteclagens para se obter a “confirmação” do voto;
    Finalização do voto antes que o eleitor digitasse a tecla “CONFIRMA”;
    Várias seqüências de urnas de um mesmo candidato apresentando números iguais de votos e todos pares;
    Registro de votos de eleitores já falecidos;

    Ante estas e outras ocorrências, soma-se:

    O resultado surpreendente e divergente do que apontavam as pesquisas;
    Previsão exata do resultado pelos vencedores, em número de votos e percentuais, inclusive percentuais dos votos válidos, dando quais os candidatos majoritários e proporcionais seriam eleitos;
    Coincidências estatísticas nos resultados (proporções e quantidade de votos quase constantes;
    Percentual de votos nulos, brancos e de abstenções destoantes das médias das outras urnas de um mesmo município,com um alto índice de nulos,o que vem a reforçar que o não aparecimento das fotos nas urnas pode ter induzido o eleitor a anular o voto;
    Soma de votos atribuídos aos candidatos, votos brancos, nulos e abstenções, restou maior do que o número de eleitores;
    Antecipação dos preparativos de comemoração pelos vencedores;
    Campanha modesta e desmotivada dos vencedores;
    Apostas com certeza dos resultados, inclusive com acerto sobre a diferença que as urnas apresentariam e os candidatos proporcionais que seriam os eleitos, mesmo em disputas acirradas;
    Omissão por parte dos vencedores na Fiscalização de “Boca de Urna” e intensificação na fiscalização do comportamento da Urna nas Seções de Votação;
    Dos Comportamentos que demonstram que os vencedores tinham certeza que os resultados que as Urnas apresentariam lhes seriam favoráveis;
    Pane no serviço de telefonia celular das 16h às 19h em várias cidades no dia da eleição;
    Suspeita da presença de “hackers” hospedados em hotéis em várias cidades nos dias que antecederam as eleições;
    Carga efetuada, pelo que já se sabe, em uma Urna Eletrônica no dia 03/10/08, sem a devida convocação de fiscais dos Partidos, das Coligações ou da OAB, conforme estabelece a Resolução do TSE,fato este que poderá se repetir em outros municípios onde possam,vir a ser permitidos a verificação das urnas;
    Irregularidades no preenchimento das atas de votação, com identificação de Urna Eletrônica com numeração inexistente ou repetida para Urnas de Seções diferentes;
    Todos estes e outros indícios serão discutidos no âmbito da Justiça para se apurar fraudes nas eleições, em especial no que tange a manipulações irregulares nas Urnas Eletrônicas e nos resultados das eleições.

    Em suas reuniões os representantes de 32 municípios da Região deliberaram sobre a tomada das seguintes providências:

    Que cada Município participante do Movimento Peticione à Justiça Eleitoral requerendo os documentos e arquivos de registro seguintes:
    Atas Circunstanciadas das Sessões Públicas de carregamento e inseminação de dados nas Urnas Eletrônicas utilizadas, inclusive das Urnas de contingência;
    Tabela de correspondência entre as Urnas Eletrônicas e suas cargas respectivas;
    Atas de Votação e Atas de Apuração;
    Arquivos com registros dos eventos de Log de todas as Urnas Eletrônicas, inclusive das utilizadas em contingências;
    Última versão do software “LOGVIEW” para conversão dos arquivos de log de arquivo binário para arquivo texto;
    Arquivos de Registro Digital de Voto – RDV, das Urnas Eletrônicas;
    Assinaturas Digitais dos Softwares de funcionamento das Urnas Eletrônicas e que garantem sua autenticidade;
    Espelhos e Boletins de Urna com resultado de votação dos candidatos (Proporcionais e Majoritários), por Urna e por Candidato.
    Que os arquivos e registros acima, referentes a cada Município, sejam periciados por técnico especialista a ser contratado pelo Movimento para posterior ajuizamento de medida cabível.

    Pedimos a colaboração da Imprensa para a divulgação das ações deste Movimento pela Transparência e Segurança do Voto Eletrônico (MTSV), como forma de obtermos resultados na apuração dos fatos.

    Desta transparência virá a legitimidade do pleito, a legitimidade dos eleitos, o fundamento das relações políticas numa sociedade que se quer democrática e de direito.

    Acaiaca, Andradas, Andrelândia, Arantina, Boa Esperança, Bom Repouso, Borda da Mata, Camanducaia, Cambuquira, Campanha, Cássia, Conceição da Aparecida, Formiga, Gonçalves, Guapé, Guaxupé, Heliodora, Inconfidentes, Itajubá, Lambari, Machado, Monte Sião, Ouro Fino, Paraisópolis, Passos, Piranguinho, Pouso Alegre, Santa Rita do Sapucaí, São Gonçalo do Sapucaí, São Lourenço, Sapucaí Mirim e Varginha.

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