Hoje à noite, em Iowa
Essa noite, acontecerão quase 1.800 encontros nos 99 condados de Iowa. Alguns serão em casas, outros em igrejas, em teatros, na sede de prefeituras. Os encontros dos republicanos começam às 22h30, hora de Brasília – 18h30, lá – e o dos democratas, às 23h. No total, uns 150.000 eleitores devem participar dos caucus. (Cada reunião dessas é chamada caucus.) Neste estado em específico, não é obrigatória a filiação partidária para participar da votação – embora não seja possível participar do caucus republicano e do democrata simultaneamente. Vota-se apenas num.
Na maioria dos casos, os eleitores se reúnem em grupos. Aqueles favoráveis a Hillary Clinton de um lado, os que desejam Barack Obama num segundo, os partidários de Edwards num terceiro e assim por diante. O mesmo acontece na banda republicana. Os eleitores que porventura escolherem um candidato que tenha menos de 15% do apoio se juntam a outros grupos. Dennis Kucinich, o incrível deputado à esquerda da esquerda do Partido Democrata, já recomendou que seus eleitores, se tiverem de partir para as segundas opções, que favoreçam Obama.
É o presidente de cada um destes encontros quem decide ao longo da reunião quais grupos têm tamanho suficiente para serem ‘viáveis’. Os eleitores interagem, tentam argumentar, convencem-se uns aos outros. Grupos favoráveis aos candidatos considerados inviáveis vão se desfazendo ao longo da noite até que apenas os candidatos com muito apoio estejam representados. O vencedor de cada caucus é informado à central eleitoral, em Des Moines, capital de Iowa.
Hoje à noite saberemos quem saiu à frente do processo.
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Eu ? Primeiro ?? puffff….
Por sinal, em um Newsweek de umas 3 semanas atras tinha um artigo a respeito do porque as eleicoes sao na “primeira 3a. feira depois da primeira 2a. feira de novembro”.
A explicacao (totalmente palusivel) e’ que nessa data a colheita de outono ja estava nos celeiros, as estradas ainda estavam transitaveis antes das neves do inverno, e o fato de ser 3a. feira e’ para dar tempo das pessoas irem a igreja no domingo, e viajar na 2a. para chegarem a tempo de votar na 3a… ;-)
O artigo esta em http://www.newsweek.com/id/78148
E la tb tem uma explicacao sobre a mecanica do caucus (se bem qu eo PD ja explicou abaixo).
Qual o percentual da população americana vota?
Alguém sabe? Meu amigo enófilo RW?
Pax, quando muito, 50% dos americanos adultos aptos ao voto. Mais comum que fique por volta dos 40%.
Neste eleição, espera-se mobilização sem precedentes.
hi rw ! happy everything !
arrete de faire ton blasé hein….:))
pd !! como foi longe de nos ? sentiu saudades ?
mobilizaçao sem precedente pq ninguém aguenta mais o w. fulano !
Bem, 40 a 50% do público apto é bem razoável. Achei que fosse menos.
O Proftel advoga a causa do voto livre aqui no Brasil. Pode ser uma boa mesmo.
Sou totalmente a favor do voto não obrigatório. Mas esse sistema de delegados dos gringos não dá pra engolir.
E eu ainda acho que ano que a partir do ano que vem o mundo vai ser liderado por uma senhora.
Por mim o voto sempre será obrigatório, a construção do direito e dever de votar. Dever de ir às urnas, uma obrigação para com sua comunidade e o direito de votar em quem quiser ou até mesmo anular. Assim, entendo, é democrático.
Confetti, shana tova pra vc tb ! L’hiver de Paris et arrive a Miami. Il fait 4 o. C ici !
Comentando o post: credo, e ainda dizem que o PT faz muitas reuniões! Eu não teria saco para ficar conversando fiado, dentro de um local tentando convencer a alguém a mudar de opinião.
rw, semana que vem tarei na bahia ! mazel tov !
Pois é Linda, mas a argumentação que o voto não obrigatório faria com que uma parte da sociedade mais interessada em política tivesse mais representatividade que os currais eleitorais do antigo coronelato e o atual, do assistencialismo paternalista.
É uma boa discussão, sem dúvida.
Linda, além da argumentação citada pelo Pax, há a questão da liberdade individual. Eu posso entender que esse sistema político, como é contruído, não administra bem o país, e portanto posso não querer compactuar com ele.
Quando o voto é obrigatório, você força a participação. Não consigo ver o que há de democrático nisso.
Yakirati confetti, neshikot al kol hapanim shelcha, batsavar vebaktefayim.
Pô, vou gastar meu hebraico também, vai que a confetti dá mole pro RW só por conta disso.
Mazel tov gadol RW !
Posso falar palavrão em hebraico aqui? É só bagacerice que eu sei mesmo…
px, nao entendo nada de hebraico ! mazel tov é giria parisiense pra dizer “é massa” …nao sei se é hebraico….ou yiddish ! kkk
Pax, I am a bad jew…. meu hebraico e’ quase inexistente. E pode deixar que meu interesse na confetti e’ meramente intelectual - se passar disso, a argentina me da um pe’ na bunda !
rw, meu interesse por vc é puro amor e amizade, prazer de te frequentar aqui !
Simplificando o argumento do Darwinista, com o qual concordo, não votar é um gesto político tão válido e democrático quanto qualquer outro numa eleição.
Mais que isso, acho eu Pedro Doria, fazer com que uma massa realmente interessada em política volte a se mobilizar. Parece-me muito bom.
O não voto pode ser político, mas o voto envolvido é muito mais, na minha opinião.
nao votar pode ser um ato politico….mas vazio ! nao-voto nao existe, nao é contabilizado
confetti: é um dizer não reconheço a legitimidade dos candidatos. Pode não ser como você vê, mas é uma opinião legítima no processo democrático.
Só pra exemplificar, PD. Eu sou parlamentarista. Então, posso preferir não votar por entender que o sistema presidencialista não é o mais adequado pra administrar o país.
pd, em maio passado no primeiro turno das presidenciais francesas, eu nao ia votar, pq nao apoiava nem sarkozy nem segolène royal ; meus amigos me quase assediaram, dizendo que se eu nao votasse ou em branco, estaria reduzindo “nossas” chances ! pois bem, votei pra segolène, com uma mao so, mas votei…
nao acho que se nao tivesse votado estaria tomando uma “atitude politica”….
Não aprecio essa história de um direito — o voto — ser uma obrigação. Por princípio, preferiria que ele fosse facultativo e que o sistema fosse o distrital. Mas do mesmo jeito que com o sistema atual se fale em “voto de cabresto”, por exemplo, caso o voto deixasse de ser obrigatório eu ficaria bastante temeroso em relação à abstenção, já que na maioria dos casos duvido que fosse em função de alguma posição política, como disseram o Darwinista e o PD, e sim por acomodação e alienação…
Mas Ricardo Cabral, se por acomodação ou alienação, pouco me importa, eu faria campanha por quem escolhesse. E quem não escolhesse, quem não votasse, que aceitasse então quem quer se envolver em política.
Acredito que mudaria. Aliás, quero mais a mudança que o status quo que me desagrada profundamente.
Pax, eu só apontei alguns dos meus senões. Mas apesar deles, continuo preferindo o voto facultativo, como você!
Então beleza Ricardo, já estamos em campanha.
Pelo fim do voto obrigatório e pelo fim do voto secreto!!!!!!!!!!
Sem voto secreto, se o sujeito eleito meter a mão e roubar, chama-se os eleitores dele e divide o “prejú”…
Caucuses
Republicanos
CNN - projeção:
HUCKABEE - primeiro
ROMNEY - segundo
Democratas
OBAMA - primeiro
CLYNTON _ EDWARDS - empatados em segundo
voto nao pode ser obrigatorio ! voto é atitude civica e direito de escolher…simples assim
Gente, enquanto eu leio revistas, jornais e consigo o mínimo de conhecimento político para poder escolher 9uma dificil escolha por sinal) um candidato para votar, existem milhares de brasileiros que votam no mais “bonitinho” ou o “mais legal”, ou pior ainda…no que estava no santinho que lhe entregaram. Por isso e por outras, nas últimas duas eleições eu voto nulo.
O dia que o voto for facultativo, eu me preocuparei novamente em entregar meu voto para algum candidato.
Abraços.
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