O Saturday Night Live ofereceu 3.200 dólares para que os Beatles aparecessem ao vivo, juntos. Eu e Paul estávamos assistindo, ele tinha vindo aqui no apartamento do Dakota. A gente estava assistindo e quase fomos ao estúdio, só de brincadeira. Quase entramos no táxi, mas a gente estava cansado. Essa era uma época em que o Paul sempre aparecia à porta com um violão. Aí eu deixava ele entrar, mas um dia disse ‘Liga antes de aparecer. Não estamos em 1956, mais, e simplesmente aparecer às vezes atrapalha. Tipo: só dá uma ligada.’ Ele ficou chateado com isso, mas eu não queria que levasse a mal. Era só que eu estava cuidando do bebê o dia todo e aí um cara aparece à porta… mas, enfim, naquela noite ele e Linda chegaram e nós estávamos sentados lá, assistindo tevê, e ficamos nessa de ‘ha-ha, não ia ser engraçado se a gente aparecesse de repente no estúdio?’, mas aí não fomos. Foi a última vez que nos vimos.
Você poderia dizer que ele trazia uma certa leveza, um otimismo, enquanto eu sempre ia pra tristeza, pras discordâncias, uma coisa mais blues. Houve uma época em que eu achava que não fazia melodia, que era o Paul que as fazia, que o que eu fazia era só rock ‘n roll. Mas aí quando penso em algumas das minhas músicas – In my life – ou algumas das coisas mais antigas – This boy – eu tinha boas melodias ali. O Paul é muito educado musicalmente, ele tocava vários instrumentos. Ele dizia ‘Por que a gente não muda aqui? Você pôs essa nota 50 vezes nessa música.’ Por outro lado, era eu quem sacava por onde ir numa música – o Paul começava uma história, e eu levava essa história para algum lugar. Sempre tive mais facilidade com as letras, embora o Paul seja um letrista muito melhor do que ele acha. Ele não se arrisca.
John Lennon, 1980
166 Comentários até agora ↓
1 Nat // 22/December/2007 às 9:36
Confetti tá dormindo? ;- )
2 Dom Casmurro Patriarca // 22/December/2007 às 9:43
Engraçado que eu sempre tive essa exata impressão dos dois.
Paul músico e Lennon poeta.
Lennon mais introvertido e complexo.
Paul suave e alegre.
Vê-se que os dois eram bastante honestos e não tentavam aparentar o que não eram.
3 pedro direitoba // 22/December/2007 às 9:45
O Paul é um chato! Depois que fez carreira solo nunca emplacou um single que não fosse música de tocar em supermercado. Saber música e tocar um instrumento não faz de ninguém uma pessoa talentosa para a composição. As gravações de Paul de música clássica nem com a crítica paga decolaram. É lixo. Afinal, os Beatles eram uns chatos. Foram importantes para abrir as portas para uma música popular mais criativa do que o rockzinho ye-ye-ye. Tenho dito.
4 confetti na paz // 22/December/2007 às 9:47
john, nunca vou me consolar por você nao estar mais aqui….:-((
5 confetti na paz // 22/December/2007 às 9:51
http://www.stage6.com/user/lbeatle/video/1030696/Imagine
6 HRP Mané Reloaded // 22/December/2007 às 9:53
É imagine…..ele pode ser assim!
7 confetti na paz // 22/December/2007 às 9:58
outra entrevista, a ultima que ele deu com paul….1968
http://www.stage6.com/user/teclo64/video/1632122/Lennon/McCartney-Final-Interview-1968
8 pedro direitoba // 22/December/2007 às 10:02
Tinhas um caso com John? A Yoko Ono sabia disso? Dom Casmurro, o Paul tenta passar pelo que não é. É um chato e dizem que bate nas mulheres.
9 Dom Casmurro Patriarca // 22/December/2007 às 10:30
Pedro Direitoba,
ninguém é a mesma pessoa o tempo todo.
Todos temos momentos de cólera, momentos de poesia etc.
Uns conseguem ser mais estáveis, outros não.
Aí está toda a diferença.
10 Gwyn // 22/December/2007 às 10:39
Dom Casmrro,
..e ai que esta a beleza, na diferenca.
11 Pax // 22/December/2007 às 11:19
Os Beatles mudaram o mundo. Só isso. Chatos? Bem, há quem discorde. Ruins? Bem, há quem discorde. Deuses? Não, simples mortais muito diferenciados. Milagre? Não, um encontro maravilhoso. O acaso nos brinda com essas coisas volta e meia.
Fizeram a música do mundo inteiro mudar para melhor. Coisa pouca.
12 Pax // 22/December/2007 às 11:22
http://www.youtube.com/watch?v=1rOrp2u-rSc
13 aiaiai // 22/December/2007 às 11:46
Incrível mesmo é que naquele tempo (deve ser começo dos anos 70) 3.200 dólares era dinheirão…Imagina hoje o que o SLN paga para ter uma banda de sucesso por lá, ao vivo…
14 Zé Bush // 22/December/2007 às 11:47
well….os rapazes fizeram muita coisa boa sim. Quanto a John e Paul, eles se completavam musicalmente. Enquanto John fazia música por instinto , Paul era o cara que tinha uma base musical mais sólida, pois tinha estudado teoria musical e tinha disciplina. Ajuda muito.
John “perseguia” uma música até achar. Paul “construia” uma música pois tinha na bagagem muito mais que os célebres 3 acordes do rock.
Não há melhor nem pior. Deram a sorte de se cruzarem , serem amigos e fazer música juntos prá ganhar dinheiro e sair da merda. Conseguiram!
15 Fabio Negro // 22/December/2007 às 12:42
Os 3 acordes não são do PUNK-rock?
16 Zé Bush // 22/December/2007 às 12:45
well,Fabio…..esses famosos 3 acordes já vem desde o tempo do Bill Haley……
17 josef mario // 22/December/2007 às 13:13
Companheiros de esquerda, maoístas e bolivarianos
Eu, josef mario, devo dizer que beatles é o cacete. Aliás, tudo que nos é imposto pelo imperialismo ianque e vitoriano, direitão, reacionário, explorador é fascista deveria merecer de nossa parte um “não” rotundo, como diria o saudoso companheiro leonel de moura brizola. Vocês companheiros mais jovens que não conheceram companheiros notáveis de nossa música popular como sinhô, geraldo pereira, ismael silva, noel rosa, nelson cavaquinho, cartola, ataulfo alves e tantos outros, se deixam influenciar pela propaganda calhorda em favor de uma música da qual não entendemos uma única palavra e cujo ritmo nada tem a ver com as nossas origens e raizes africanas.
Muito obrigado
18 anrafel // 22/December/2007 às 14:22
Link não aberto. Essa foi a famosa última entrevista, publicada em livro pela Conrad?
(Acho que não. A da Conrad foi dada à Rolling Stone).
Bom, mas nessa a que eu me refiro o sujeito está pra lá de chato. Monotemático e obsessivo em relação à sua mulher (ela mesma), era “ninguém entende a dor de Yoko” pra lá, “um dia vão entender a sua arte” pra cá. Um saco. Música, política e bastidores beatlemaníacos, que é bom, nada.
Mas, chatice à parte, têm razão aqueles que registram a química, o encontro perfeitos. Não dá para comparar nada na música pop. Acho até que a falta de simancol, a carência de auto-crítica e a pouca exigência em relação a si mesmo (cara-de-pau) podem ser consideradas motores para meio mundo de carreiras.
Do contrário, como não se recolher à uma certa insignificância ao ouvir “Eleanor Rigby”, “For no one”, “Happiness is a…” , “I feel fine” e, entre tantas outras, aquele trecho do Abbey Road que começa depois de “Here Comes the Sun” e vai até “The End”, incluindo a absurdamente linda “Golden Slumbers”?
A coisa é tão do caralho que até nas mãos de bandas de pop-rock brasileiras e artistas da MPB dá para ouvir. Tenho em casa um DVD, “Submarino Verde e Amarelo”, que reúne Jota Quest, Ivan Lins, Lobão (claro, “Helter Skelter” é com ele), Zélia Duncan e etc. e não constatei nenhuma atrocidade.
Ou então eu estou no clima de Natal.
19 confetti // 22/December/2007 às 15:04
ah esse post ta abandonado….sera que nao curtem john lennon ? nao sentem saudades dele ? nao dividem seu peace and love ? ah que pena….
20 confetti // 22/December/2007 às 15:12
aqui ele, yoko e chuck berry ! o vidéo é completamente idiota, descascam cenouras e tal…mas um prazer…kkk
http://www.stage6.com/user/gz23/video/1130717/John-Lennon-
21 confetti // 22/December/2007 às 15:19
collector pra quem curte eles….
http://www.stage6.com/user/adama1/video/1570993/(Live)-John-Lennon,-Eric-Clapton-&-Jimi-Hendrix-Ba
22 confetti // 22/December/2007 às 15:33
so pra fans….:-)
http://www.stage6.com/60s-and-70s-classic-rock/video/1549816/VH1-Legends—John-Lennon-Documentary
23 pedro direitoba // 22/December/2007 às 15:44
Acho engraçado essa gente que baba com os Beatles. Tá bem, os quatro besouros de aparência ridícula, com aqueles cabelos de cuia que o boi lambeu e seus terninhos, fizeram algumas boas músicas populares. Nada de tão rebuscado assim. No jazz, que o rock fez as vendas caírem num abismo sem fundo, a estrutura musical era mais profunda do que muita coisinha ye-ye-ye. Como 99% dos ouvintes do lixo musical não consegue ir além de rocks baladas, os 1%, no qual me incluo, se tornam incompreensíveis ao mercado. Seus beócios industriais da cultura de massa, vamos democratizar um pouco essa droga, pelo amor de Deus Pai, Cristo e seus apóstolos! Eu não agüento 40 anos escutando de forma obrigatória rockinho ye-ye-ye reformulado ou pós-modernizado ou seja lá como for no futuro logo ali! Ainda bem que inventaram o IPOD e dei todos os rádios da casa para a empregada, com a proibição de ligá-los em meu apartamento. Chega de rock balada, mela-cueca, axé-music, pagode chorumela, breganejo e outras pragas musicais!!!
24 pedro direitoba // 22/December/2007 às 15:45
não conseguem.
25 pedro direitoba // 22/December/2007 às 15:46
Jota Quest??? Vou ao banheiro, please!
26 pedro direitoba // 22/December/2007 às 15:47
Se músicos de verdade tivessem 10% do reconhecimento de um cara troncho como o Paul bate na Cartney, o mundo seria um pouco mais justo.
27 Luiz // 22/December/2007 às 15:55
Nesses dias, um outro blog (o do Rafael Galvão - http://www.rafael.galvao.org) perguntou aos internautas de qual dos Beatles eles gostavam mais, e por que.
Opiniões divididas, mas muito George e Paul.
Escolhi o gente fina Harrison, ótimo durante e ainda melhor depois da banda.
28 confetti // 22/December/2007 às 15:56
nao ha como negar que os beatles fazem parte da cultura ( contracultura ) pop ocidental…depois deles ( rolling stones nao desmereceram, mas pra mim é outro dpto ) nada mais foi como antes….
sou paquita de lennon sim ! nao vou à nyc sem ir penar na 72, passo na frente do dakota e sinto arrepio….e se for dezembro, faço o minuto de silencio no memorial…eu e mais umas centenas de pessoas que adoravam a atitude de john, seu engajamento pela non violence …
john lennon, nunca vou te esquecer !
29 anonimo // 22/December/2007 às 16:24
“Ex-anglicano, Tony Blair se converte ao catolicismo”
seja bem-vindo!
30 anrafel // 22/December/2007 às 16:34
Pedro Direitoba,
Com todo respeito a opiniões e iconoclastias, mas no tema em pauta parece que você ainda está no Help, se tanto.
31 Alba // 22/December/2007 às 16:53
Como muita gente, cresci gostando dos Beatles. Gosto muito até hoje.
Não sou especialista em música e também não quero parecer que estou tentando conciliar opiniões opostas, mas parece certo que o rock em geral, empobreceu o jazz, do ponto de vista musical.
Isso não impede que, a partir daí, muita gente de valor tenha produzido belas coisas, ainda que várias de apelo de massas, tão somente. O que também não é mérito ou demérito. É assim que as coisas evoluem, e não de forma linear. (dããããã - tá bom, aceito o prêmio sorvete na testa pelo enunciado óbvio).
32 confetti // 22/December/2007 às 16:57
“mas parece certo que o rock em geral, empobreceu o jazz, do ponto de vista musical”
er….albin, toma ai o sorvete na testa ….
33 confetti // 22/December/2007 às 16:59
” Isso não impede que, a partir daí, muita gente de valor tenha produzido belas coisas, ainda que várias de apelo de massas, tão somente. O que também não é mérito ou demérito. É assim que as coisas evoluem, e não de forma linear.”
ich….albin, ta bebendo o que ai ?!
34 Alba // 22/December/2007 às 17:05
Certo, confetti,
Aceito o sorvete, na boa, desde que você explique onde está o erro. O jazz é infinitamente mais sofisticado que o rock.
No mais, o que escrevi foi sobre dialética, sobre coisas se desenvolvendo de forma não linear , com obras- primas convivendo com porcarias.
Mas certamente já escrevi melhor, de forma a não deixar dúvidas.
Pelo texto ambíguo, peço desculpas, mas apenas pela ambiguidade.
35 confetti // 22/December/2007 às 17:09
relaxa albin….nao houve erro….nao tenho nada a explicar….continue ai, escreva mais “sobre dialética”…..:))
36 HRP Mané Reloaded // 22/December/2007 às 17:22
iiiii….nuvens negras na área…..calma meninas…..o sol é para todos!
37 HRP Mané Reloaded // 22/December/2007 às 17:27
Ah!…..prefiro ,apesar de amar os B…., a parceria quase impossível de P ixinguinha e Braguinha:
http://www.mpbnet.com.br/musicos/braguinha/letras/carinhoso.htm
38 confetti // 22/December/2007 às 17:29
nuvens negras em post de lennon ? ta brincando hrp….eu e albin estamos conversando ….. pixinguinha yes, braguinha nao conheço muito bem…
39 HRP Mané Reloaded // 22/December/2007 às 17:33
Legal!
Não conhece Braguinha?….não sabe o que tá perdendo……
Lindo por dentro e gentil, como um carinho de mãe, por fora…..boa tarde …..
40 confetti // 22/December/2007 às 17:36
pra vc também ! vou nessa, tenho convidados em casa….té +
41 pedro direitoba // 22/December/2007 às 18:13
Lefarna, o negócio é o seguinte, não estou sendo iconoclasta pois não tenho deuses para adorar. Rockinho balada é praga chatéssima na atualidade. Foi legal nos tempos de ye-ye-ye, mas deixou de ser rebelde ou seja lá o que te atraia nisso. Já ganhou até condecoração da família real. Mais tradicional do que isso, não sei o que pode ser. Acho que vc. é que não saiu da Help. Contracultura do que, confetinha chorosa? Lennon foi bacaninha. Foi o melhor deles, sem dúvida. Por isso não aguentou esse teatro ridículo da música de massa. Pelo menos usou essa rica indústria para passar mensagens sociais. Era um cara cabeça e sabia o que estava produzindo. Foi uma perda, mas é piegas demais esse derretimento. Albita, vc. foi precisa e sorvete na testa deve ser para essas pessoas que sacralizam o que a mídia empurra goela abaixo. Abraços.
42 anonimo // 22/December/2007 às 18:26
“um cara” aparece a porta?????
“um cara”??????
eh apenas um cara ou o parceiro de anos e anos e de tantas obras criativas?
ademais, esse John Lennon era um bundao militante esquerdista…mais um demagogo que queria paz no mundo, fim da pobreza e morava no Dakota, aonde o metro quadrado eh caro pra cacete…
Paul sempre foi quem deu vida aos Beatles…maestro que era - e eh -, a maioria absoluta dos arranjos fabulosos das musicas dos Beatles, eh dele…
Paul dava vida, cor e emocao aos acordes que John Lennon arranhava…sim, arranhava, porque era um musico mediocre…sem falar que alem de dar essa maozinha as musicas do Lennon, Paul compunha como poucos…
Paul eh mais um dos injusticados, mais um dos que por manter uma vida mais equilibrada, nao eh visto como deveria ser…
Sid Vicious, dos Sex Pistols, eh a prova irrefutavel que no rock, basta ser “doidao” pra aparecer mais do que quem produz….nunca fez uma musica, mal e mal tocava aquele baixo capenga dos Pistols, entrou quando a banda ja era formada e mesmo assim, por causa das suas estrepolias extra-musicais, ficou ai como lenda, como mito…tsc,tsc…
43 anonimo // 22/December/2007 às 18:28
jamais eu diria, em tempo algum, pra amigo meu telefonar antes de me visitar…
pra colegas ate poderia, mas pra amigos, jamais…
44 Gwyn // 22/December/2007 às 18:38
anonimo,
na Inglaterra voce nao “aparece” nem na casa de amigos e nem de famila. Aqui para ir na casa de alguem tem que ser convidado, e com antecedencia. e se quiser fazer uma visita, tambem tem que ser tudo acertado com antecedencia. Pode parecer estranho para nos brasileiros. Mas e o jeito deles aqui.
45 Alba // 22/December/2007 às 18:42
Salve, Gwyn!
46 Gwyn // 22/December/2007 às 18:45
Boa noite, Alba !!
47 Jåµë§ ßønd // 22/December/2007 às 18:55
“Jota Quest??? Vou ao banheiro, please!” [2]
48 Dr. Miranda // 22/December/2007 às 18:56
Obrigado por se redimir daquela heresia com a porcaria de Led Zepellin travestida de Beatles, PD.
Para quem criticou o John aqui nos comentários, uma sonora vaia. Igualmente sonora vaia para quem criticou o Paul. E uma sonora vaia preventiva pra quem vier criticar George e/ou Ringo. Vocês batam na boca e rezem 15 aves-marias e 25 pais-nossos, devidamente ajoelhados no milho, antes de proferir blasfêmias, seus infiéis!
Quanto ao anônimo direitoba, o pecado é maior, pois incomensurável maior a ignomínia vomitada. Fazer a mínima alusão do tipo “John é de esquerda e Paul é de direita” é uma ofensa ao bom-senso.
Além disso, Paul, que o anônimo afirma ter procurado o “equilíbrio”, foi simplesmente o mais junkie dos Beatles. E de “coitado” não tem nada. Quem pode ser chamado de coitado tendo um patrimônio avaliado em mais de 1 bilhão de libras esterlinas? Get a life, dude!
Ass. Miranda
Beatlemaníaco fundamentalista
49 Dr. Miranda // 22/December/2007 às 18:57
incomensuravelmente maior, etc.
50 Dr. Miranda // 22/December/2007 às 18:59
E outra que passou batido: a maioria dos arranjos das músicas do Beatles é do George Martin, seu anônimo deturpador da realidade!
51 pedro direitoba // 22/December/2007 às 19:24
Lá vem a igrejinha. Não disse que o John é melhor porque é de esquerda. Disse que ele fez algumas músicas com letras bem construídas numa melodia, coisa além de das baladinhas de Paul. Paul é medíocre. Não me venham com essa coisa de que estudou música, muito cabeça de bagre também o fez. Chega de mistificação e fim do rockinho. queremos música para o século XXI e não esse eterno retorno pós-moderno. Adianto que nunca recebi amigos desse modo “estou chegando”. Isso não existe mais no Rio e nem sou inglês. O porteiro barra e fica uma situação constrangedora.
52 Dr. Miranda // 22/December/2007 às 20:15
pedro direitoba, meu comment não foi dirigido a você, mas ao anônimo (direitoba) do comentário #42.
Mas toma vaia também por chamar o Paul de medíocre e de compositor de baladinhas. Helter Skelter é do Paul.
E tem igrejinha nenhuma aqui. Tem é seita religiosa.
53 SergioSikeira // 22/December/2007 às 21:22
Esta história do SNL já foi contada em filme (não lembro o nome). No filme eles já estavam saindo quando a Yoko ligou. Aí o John encroou na conversa, esqueceu do programa e do Paul. Ou seja, a Japa virou de novo a vilã da história.
54 HRP Mané Reloaded // 22/December/2007 às 21:53
Ainda escolheria o Chico…mesma época e mesmo dilema…..ser moderno e realista….uns com alegria( B…) outros com racionalidade(CHICO!)….maravilhas do homem…..mas ainda prefiro os Braguinhas, Marios Lagos e Pixinguinhas!
Brasil!
Lupicinio!
Boa noite…acabaram, o dinheiro e os presentes….será?………iiiiiiiiiiiii
55 pedro direitoba // 22/December/2007 às 21:58
Minhas desculpas pelo erro e mantenho o que escrevi. O Paul nos Beatles fez coisinhas interessantes e legais para a época. Depois o que mais fez fora dos Beatles???? Tem gente que usa uma dialética chester perdigão est, que Beatles não ficou rico? Só o quinto, que destoava dos outros quatro por não ter cara de rapaz apresentável para as fanzocas e deve ter levado uma grana por fora. Já o John teve o mérito de achar seus seguidores religiosos uns imbecis e, no meio da grana, ajudou com sua música a campanha contra o Vietnan. O Paul nem isso. Mediocre sim. O que fez depois dos Beatles???? Sei que fundamentalista tem explicação para tudo, vai dizer que é uma maravilha as composições do Paul com a sua banda ridícula, cuja a herdeira Linda da fortuna Eastman tocava uns acordes em palco. Religião é cegueira, ou melhor, é surdez.
56 pedro direitoba // 22/December/2007 às 22:02
Romeu, vou fazer um brinde a vc. e tomar o meu uísque em paz. Boas festas, bom camarada Romeu. Sucesso em 2008 para vc.
57 HRP Mané Reloaded // 22/December/2007 às 22:06
iiiii…Caro Surf!….a noite tá super fresca aqui em casa!
Só eu e dona “encrenca”!
Os grilos e as estrelas….eeeeeeee….a moçada já desceu pra Santos….território livre…e os cachorros latindo na noite perdida!
MUITA PAZ , BOM SURF…E TUDO DE BOM A MEMENTO E A TURMA !
58 cj ballantyne // 23/December/2007 às 1:12
Direitoba is a total tosser.
59 cj ballantyne // 23/December/2007 às 1:17
Total Tosser = Babaca dos pés à cabeça.
Obrigado e boa noite.
60 Dr. Miranda // 23/December/2007 às 8:02
pedro direitoba, você vai ver que eu tenho uma explicação para tudo mesmo, e melhor que a sua. Por um motivo simples: vou explicar com a razão, e não com ataques histéricos, como você fez.
Uma coisa é você considerar o Paul um “chato” ou não gostar da música dele, ou dos Beatles em geral. Direito seu. Questão de gosto. Gosto é igual bunda, cada um tem o seu. Ou ainda, gosto é igual cabelo, uns têm mais, outros têm menos.
A outra coisa é a ilação idiota do tipo “eu não gosto, logo é ruim”. Silogismo categórico (torto) do invidualismo total, que não combina com alguém de esquerda. E foi o que você fez. Não se satisfez em dizer que não gostava, Teve que tentar desconstruir o objeto do seu ódio. Igual a um blogueiro da Veja faz diariamente com os “inimigos” dele…
Isso por si só seria triste. Mas é pior. Você tenta desconstruir o que não conhece. Usando argumentos (musicais) que você igualmente não conhece. Feio, muito feio. Senão, vejamos:
Para você, Paul é o compositor das baladinhas, e John o compositor dos Rocks. Se você conhecesse um pouquinho de Beatles, saberia que não é verdade, e talvez não odiasse tanto o Paul assim (ou odiasse o John em igual proporção, vai saber).
Depois, você malha o Paul porque ele teria mais conhecimentos musicais que o John. Nem entro no mérito dessa questão (questionável), mas logo em seguida você compara o rock com o jazz, dizendo que o primeiro é ruim e o segundo é bom porque “a estrutura musical [do jazz] era mais profunda do que muita coisinha ye-ye-ye”. Peraí: o jazz é melhor que o rock porque é mais elaborado e Paul é pior que John porque é melhor músico? Afora você ter repetido essa da estrutura do jazz porque ouviu falar, você foi meio contraditório, não?
Outra: chamar os Beatles de lixo musical é ignorância, musical e cultural. Saiba que vários músicos de jazz tocam temas dos Beatles (Norwegian Wood, por exemplo, está na edição que eu tenho do Real Book; não sabe o que é Real Book? Pergunte a algum amigo que toca jazz) regularmente.
Finalmente, se você acha o Paul medíocre, é de novo uma questão de gosto. E é contraditório, porque de músicos de rock/pop não se exige boa técnica. Ah, você reclamou do Paul porque ele teria boa técnica, né? Bom, o problema é seu. E, para concluir, seu conhecimento sobre o assunto é tanto, que você não poderia ter terminado seu último comentário de uma maneira melhor: “herdeira Linda da família Eastman”.
O Eastman da Linda nunca teve nada a ver com o Eastman da Kodak.
CQD
61 Dr. Miranda // 23/December/2007 às 8:42
Perdoai-os, John, eles não sabem o que dizem…
62 Dino // 23/December/2007 às 8:48
Cuidando do bebê o dia todo? Tadinho… Sujeito ocupado esse… A japa já tinha comido o cérebro do cara faz tempo… Viva o Rock and Roll !!! Com três acordes ou mais…
63 Dino // 23/December/2007 às 8:53
Feliz Natal a todos e que fo da familia inteira… Direitoba, chamar o velho e bom Rock and Roll, de ye ye ye é coisa de gente muito velha e militante do partidão… hahahaha
64 Dino // 23/December/2007 às 8:58
Dr. Miranda, Jonh não é o senhor… Nunca ouviu falar na igreja quadrangular? Ela cultua os 4 beatles… hahaha, É como a santíssima trindade, um não existe sem o outro, e um é resultado do outro…
65 confetti // 23/December/2007 às 9:01
ah gente com afinidades….:))
66 confetti // 23/December/2007 às 9:02
cher voisin, me voici comblée !!
67 confetti // 23/December/2007 às 9:07
vamos começar levinho…..
http://www.youtube.com/watch?v=RuUhZxkr194
68 confetti // 23/December/2007 às 9:10
a baladinha pegajosa que ninguém aguenta mais ! kkk
http://www.youtube.com/watch?v=x8fNDfdjXd8&NR=1
69 confetti // 23/December/2007 às 9:14
gente, como viviamos antes do web ? tesouros assim, nunca veriamos….obrigada utub
http://www.youtube.com/watch?v=OM9KRpEkGfY
70 Dino // 23/December/2007 às 9:15
Amigo, que tem que avisar para vir em casa, na Inglaterra ou no raio que o parta, não é amigo, essas formalidades só existem para pequenos burgueses sebosos que querem ser nobres, daqueles que tinham um lacaio que batia um bastão no chão e avisava a chegada de um súdito. Minha casa está sempre aberta a meus amigos…Especialmente se eles conseguirem me achar nela…
71 confetti // 23/December/2007 às 9:17
video minimalistaaaaa
http://www.youtube.com/watch?v=poUoCggQZd0
72 confetti // 23/December/2007 às 9:18
alo dino, boas festas !! :-)
73 Dr. Miranda // 23/December/2007 às 9:19
Linda a balada do Paul do #69, Confetti.
Falar nisso (descobri outro dia), Gwyn, você poderia explicar para nós o que é um Helter Skelter?
Iul Túbi pra você, voisine:
http://www.youtube.com/watch?v=lArULuBkogw
74 Dino // 23/December/2007 às 9:29
Confetti, boas festas para você e quem fo da a familia toda…
75 confetti // 23/December/2007 às 9:31
curtindo pra caramba****
http://www.youtube.com/watch?v=ptoIJBjQV4o
76 Guilevy // 23/December/2007 às 9:49
Paul: diet
John: porra-lôca light
George: bom guitarrista
Ringo: virado prá lua
Os quatro juntos, guiados por Martin, são THE BEATLES, o centro do universo pop.
O resto é poeira em órbita no sistema beatlecêntrico, atraídos pela força de suas canções.
That’s all, folks.
77 confetti // 23/December/2007 às 9:54
( tem um bug aqui…nao consigo “postar”..)
78 confetti // 23/December/2007 às 11:29
um link pego no blog do alexandre soares da silva…tem tudo à ver com cultura pop….
http://brasscockroach.com/h4ll0w33n2007/manga/Amigara-Full/Amigara-0.html
79 Pedro Direitoba // 23/December/2007 às 11:31
Dino, que partidão nada. Gosto de rock também, mas não acho algo do outro mundo, da igreja beatles do sétimo dia. O tal do Dr. Miranda confundiu tudo. Gosto é gosto, tem gente que gosta de breganejo e outras drogas tipo éguinha pocotó. Teve um idiota acima que me insultou como babaca, para ver até onde vai o fanatismo. O Miranda não me respondeu, o que o Paul fez de interessante depois dos Beatles? Um músico de rock pode ter boa formação musical e aplicá-la, coisa que o Paul fez na sua fracassada e insistente aventura pela música clássica, como se quisesse mostrar que sabe alguma coisa de música. Os grupos de rock progressivo aplicaram algumas coisas e tiveram resultados muito mais interessantes dos que o dos Beatles. Na realidade, quis me referir as baladinhas rock que predominam no mercado que acho um saco. de tão pobres e maçantes. Três acordes podem ser bom para sacudir o esqueleto, mas não será nunca música para escutar com atenção. É isso, música tem várias finalidades. Na comparaçào com o jazz, quis me referir as baladinhas rock que arrasaram a linguagem do jazz que nunca mais se recuperou. Tem dinossauro que se contenta em meio século de mesma coisa na música, haja ortodoxia musical nisso! O rock é a linguagem do estabelecido, do mercado e vive dessa mística de ser jovem, ser rebelde… Rebelde como os encarquilhados Rollings Stones. Qualquer dia, morrem de enfarto no palco. Será que não é possível criar mais nada em música e a gente vai ficar condenado a ouvir Beatles por séculos? Todas as versões possíveis das mesmas músicas? Isso é que é pesadelo auditivo. Por mim, vcs. podem se empanturrar dessa chatice toda, só não quero ser condenado ao mesmo suplício. Espero que respeitem minha insatisfação. Não vejo essa indústria cultural como democrática. Tem que ser um ballantines para acreditar nisso! De resto, renovo os votos de Boas Festas. Prezado Dino, vc. mora na Casa de Mãe Joana ou Pai João?
80 Pedro Direitoba // 23/December/2007 às 11:47
Finalmente, ao Dr. Miranda, não disse que era da Kodak, disse que a Linda era rica herdeira, como pode ser conferido na sua biografia, ver google. Outra coisa, não odeio o Paul muito menos o John. São músicos e vivem/ram do trabalho deles. Estou falando de complexidade de criação musical. Refreie um pouco suas paixões besourais que vc. irá me entender um pouco.
81 confetti // 23/December/2007 às 11:48
e os coments no alexandre, imperdiveis !!
http://soaressilva.wunderblogs.com/archives/023432.html#comments
sorry pd,mas sei que vc tbm curte esse blog..))
82 Pedro Direitoba // 23/December/2007 às 14:02
E para me despedir, muita coisa feita pelos Beatles foi coisa datada, como os rockzinhos ye-ye-ye. Contribuíram para a melhoria do rock como linguagem musical popular, nunca neguei. Agora, o que tem isso haver com versões jazzísticas? No jazz pode-se transformar uma simples canção em variações bem mais criativas, como na música clássica. Falo do jazz mais cerebral, como o de Miles Davis, Coleman, Coltrane. Agora, quem já escutou as versões orquestrais de músicas dos Beatles sabe que fica uma pobreza lascada, pois são linguagem diferentes. É isso e podem me odiar à vontade por enunciar o óbvio ululante. Sei que incomodo a massa vaquinha de presépio.
83 Alba // 23/December/2007 às 14:04
Dr. Miranda,
Parabéns pelo humor!
Dino,
Bom te “ver”. Saudades.
Surf,
Concordo com quase tudo que escreveu e escreveu muito bem. Mas você, como eu, não terá esquecido de levar de forma mais leve? :((
confetti,
Sorry. Com visitas ,que adoro, mas mesmo assim quebram a rotina, não respondi a você com o bom humor devido. Mil desculpas.
84 Hugo Albuquerque // 23/December/2007 às 14:34
The Beatles?
Fundamentais não somente para a música em si, mas para toda a cultura global.
A banda?
Três gênios e o cara mais sortudo da história, o Ringo. Dois gênios egocêntricos (Paul e John) e um “na dele” (George).
O diferencial é que George segurava a onda dos egos de Paul e John até a Yoko, aí não deu mais e a banda se desfez, não fosse por ele isso teria acontecido antes.
85 Marcos Araujo // 23/December/2007 às 15:01
Sou admirador dos Beatles e tenhos todos os discos deles, dentre CDs e vinil. O meu preferido é o Abbey Road, um primor de criatividade. Tenho um CD (1998, Sony Music) com as 27 melhores cançoes dos Birds (alô Bitt!); minha preferida é ”So you want to be a rock’ n’ roll star”. Em matéria de rock da pesada, heavy-metal pra cacête mas também romantico, arrebatador e extraordinariamente criativo, nada bate o Led Zeppelin. É so’ dar uma olhada no DVD duplo de 3 shows deles (os melhores) pra conferir. Nao se consegue desgrudar os olhos do Jimmy Page (guitarra solo) e do Robert Plant, um andro’gino (naquela época) hipno’tico, nem homem nem mulher.
Agora, concordo absolutamente com o Pedro Direitoba quando afirma que, depois da dissoluçao dos Beattles, o McCartney nao fez mais nada que preste. Porquê? Simples: A alma gêmea musical do cara era o Lennon; os dois se fundiam num, se completavam.
Depois que a japa Yoko Ono - a quitessência do bagulho absoluto feito mulher - enfeitiçou o Lennon e implodiu os Beatles, nenhum deles fez nada, solo, que prestasse. A muié era, e ainda é, o proto’tipo da castradora universal, um black hole que suga e engole tudo em volta, tudo o que toca. Depois de se amarrar nela, o Lennon também secou, nao fez mais nada que prestasse. Aquela vagina, ao invés de ser ”a origem do mundo”, é um buraco negro devastador.
86 Pedro Direitoba // 23/December/2007 às 15:02
Albita, não peguei pesado. Acho que é preciso sair desse endeusamento, como se os Beatles tivessem feito tudo no rock, que mudou a cultura do mundo. Esse tipo de coisa é para os midiáticos de plantão. O mundo é que havia mudado para que os cabelos de cuia fizessem sucesso. Um pouquinho de história do pós-guerra e do rock não faz mal a ninguém.
87 HRP Mané Reloaded // 23/December/2007 às 16:12
O Ardoroso Surf!
Cuidado com o coração caRIOCA!
O ANO QUE VEM, TEU MENGO PROMETE FORTES EMOÇÕES!
SE SEGURE!
88 Dr. Miranda // 23/December/2007 às 18:09
Direitoba, direitoba, não fossem os Beatles, o rock progressivo não existia. E ia ser ótimo, porque rock progressivo é um saco (e nem é tão elaborado musicalmente assim).
Falando sério agora, eu nunca falei que os Beatles foram importantes nisso ou naquilo. Eu o tempo todo disse que sou beatlemaníaco fanático, o que quer dizer que eu gosto muito deles.
Se você não gosta, azar o seu. O papo era para acabar nesse ponto.
Mas você insiste nessas besteiras de músicas “elaboradas”. Você não conhece nada de Beatles (além do iê-iê-iê) para falar que a música deles é ruim (gosto) ou mal-feita (objetico), e pelo que você falou de jazz, posso imaginar que você não entende nada tampouco. Tipo que Miles Davis e John Coltrane estão para o Jazz assim como John e Paul estão para o Rock, em termos de popularidade. Ficou na farofa igual.
De qual Coleman você tá falando? Do Steve Coleman, do Bill Coleman, do Ornette Coleman ou, mais provavelmente, do Coleman Hawkins? Ou de outro Coleman?
Quer escutar o que o Paul fez depois dos Beatles? Tenta os dois “McCartney” (o primeiro é mais legal), o “Ram” (mesmo nível que o Abbey Road) e o ao vivo “Wings Over America”. Satisfação garantida ou seu dinheiro de volta.
89 Dr. Miranda // 23/December/2007 às 18:10
objetico é óbvio que era pra ser objetivo
90 Dr. Miranda // 23/December/2007 às 18:16
E sobre a Linda, o máximo que eu encontrei sobre sua fortuna foi que ela morava no “wealthy” bairro de sei lá o quê. Wealthy agora virou milionário e eu não sabia?
91 Dino // 23/December/2007 às 18:18
Marujo parabéns você é dos meus, falou e disse…
92 Dino // 23/December/2007 às 18:24
Mamãe Joana está na praia e pai João jaz no cemitério aqui próximo, o filho acredita que amigo é coisa para se guardar, aqui é festa de confraternização da minha empresa, não tem frescura. Tá todo mundo pra lá de Bagdá…
93 Dino // 23/December/2007 às 18:30
A quitessência do bagulho absoluto feito mulher…Foi ótimo… Ou como diria meu amigo Mano Brown, espírito do mal, demônio de boceta e saia…
94 Dino // 23/December/2007 às 19:11
beijos Alba…
95 Pax // 23/December/2007 às 20:35
Engraçado Alba, achei que você entendesse um pouco mais de música.
96 Alba // 23/December/2007 às 20:42
Pax querido,
Não se trata de entender. É mais questão de gostar. E eu AMO jazz!
Mas também gosto muito, muito mesmo, dos Beatles!
97 Harpia // 23/December/2007 às 22:06
“O Paul é um chato! ”
“Tá bem, os quatro besouros de aparência ridícula, com aqueles cabelos de cuia que o boi lambeu e seus terninhos… ”
“Três acordes podem ser bom para sacudir o esqueleto, mas não será nunca música para escutar com atenção…”
“O mundo é que havia mudado para que os cabelos de cuia fizessem sucesso…”
Definitivamente, o Pedro Direitoba é o Pedro de Lara do júri aqui do blog …
98 Pax // 23/December/2007 às 22:44
Mas Alba, o direitoba escreveu só imbecilidades e você concordou. Não entendi.
99 proftel // 23/December/2007 às 23:57
Beatles, Elvis e mais uma baciada de cantores e bandas do tipo só estão em pauta por conta dos “enta” da turma aqui.
Queria uma bola de cristal prá sacar o blog do filho do Pedro Doria daqui uns 30 anos e os kras comentando se a Xuxa era melhor cantora que a Eliana ou qual banda era melhor que outra.
A patroa aqui falou que é heresia comparar Xuxa com Beatles, não é isso, estou falando de épocas, lembro meu pai falando com um tio sobre qual cantor era melhor, Carlos Galhardo ou outro lá.
São épocas, só isso.
:-)
De boa, prá mim música vai da hora, depende do momento e estado de espírito (menos esses “pitãozinho e cheira-um-pó” que tem por aí e os “axés” da vida, aí não tem estômago nem fígado que güente).
hehe
100 Dino // 24/December/2007 às 1:40
Proftel, os Beatles foram um pouco mais alem de ser uma banda de sucesso momentâneo e efêmero, eles marcaram uma época, inspiraram uma geração, embalaram sonhos, até hoje são influencia para bandas pop e tem grupos como o Oásis por exemplo que é uma copia do formato deixado por eles.
101 confetti // 24/December/2007 às 5:10
mirand, aqui o menino que inspirou “wonderful boy”….a baladinha nao tem nada de original, mas é facil de ouvir e sobretudo tem asia argento no papel da mocinha….esse menino vive socado no favela chic, bebe litros de caipirinha e visto de longe,na penumbra, parece o pai….:))
http://www.youtube.com/watch?v=hhG-UV4G-bg
102 confetti // 24/December/2007 às 5:24
menino cosmopolita….
http://www.youtube.com/watch?v=T5A57cf-9R0
103 Led Deep // 24/December/2007 às 5:32
I know, it’s only rock and roll but I like it …..
104 confetti // 24/December/2007 às 5:39
ele e dad…musica linda !!
http://www.youtube.com/watch?v=6JO_pz7y5Sc
105 confetti // 24/December/2007 às 5:39
led deep, right on !! :))
106 confetti // 24/December/2007 às 5:41
nenhum problema em dividir o post com os r.s…….
107 Dr. Miranda // 24/December/2007 às 6:00
Confeta, beautiful boy é realmente uma música (balada, ouviu, direitoba?) muito bacana, mas meu fundamentalismo beatlemaníaco não tem ramificações genéticas.
Acho o Sean e o Julian dois bundões oportunistas. Sorry.
108 confetti // 24/December/2007 às 6:04
miran, nao sou especialmente fan dos meninos, estou é puxando o post pra cima !! mas sean nao tem nada de bundao nem oportunista, é uma simpatia de pessoa…e ele tem tanto cash que nao precisa rentabilizar em cima do pai….
entao, 108 !! kkk
109 Dr. Miranda // 24/December/2007 às 6:13
Pois, confetti, pra quê que inventa de fazer música então? Posso estar enganado, mas pra mim é essa onda erradísima de showbiz e talz.
110 confetti // 24/December/2007 às 6:17
e pq nao faria ? so pq é fils de ? nao o acho completamente sem talento….
comunica mirand, façavor
confetta@gmail.com
111 pedro direitoba em pleno Natal num lugar qualquer desse mundo // 24/December/2007 às 20:28
Pois é! É só tocar na mitologia que vem pancadaria de tudo quanto é canto. Não retiro uma frase do que escrevi e acho que tem gente que vai ficar velhinho escutando ye-ye-ye, aquelas musiquinhas que encantaram a jovem guarda. Foi legal para quem viveu naqueles tempos de namoro no portão, terninho, cabelo cortado e outras coisitas mais que meus pais contavam. Para mim são três acordes e uma chatice fenomenal para meus ouvidos. Vc. diz que não entendo nada de jazz, mas já escrevi sobre o assunto em revista especializada e me saí muito bem para um economista. Dos três Coleman, pode escolher qualquer um, que será muito um músico muito mais criativo que o Paul sem os Beatles. Devo ser uma anta para gente tão fanática por Beatles. è uma falácia que o rock progressivo não existiria sem os Beatles, apesar de já ter afirmado que fizeram uma contribuição importante para a pesquisa de sons dentro da pobreza do rock. As coisas aconteceriam e teríamos o Woodstock, coisa bem além dos Beatles e uma época em que essa linguagem musical era inovadora. Quanto ao argumento do tricolorido sulista, vou respeitar o espírito natalino e deixar o mocorongo ficar se achando. Ó, ecologista dos pinus, diga o que é besteira e o que não é? Estou tentando argumentar com gente que está parada no tempo, nessa arte retrô de massa. Fica difícil. Tentem começar pela Gubaidulina, Ligeti, sei lá mais quem. Podem recorrer à música popular brasileira, tipo Nó em pingo dágua, Egberto, Hermeto. Aliás, quem chorou ou se rasgou em prantos pela morte do grande músico brasileiro Márcio Montarroyos? Não vi uma lágrima sequer. Nem uma nota neste treco de blog sobre o falecimento do Stockhausen . Então dedico a todos a musiquinha tão bem interpretada pela magnífica Elis:
Nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não se enganam, não
Você diz que depois deles não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer que tou por fora ou então que tou inventando
Mas é você que ama o passado é que não vê
É você que ama o passado é que não vê
Que o novo sempre vem
Hoje eu sei que quem deu me deu a idéia de uma nova consciência e juventude
Está em casa guardado por Deus contando vil metal
Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo tudo o que fizemos
Nós ainda somos os mesmos e vivemos
Ainda somos os mesmos e vivemos
Como os nossos pais!!!!!!!!!!!!!!!!
Feliz Natal, beatlemaníacos.
112 pedro direitoba em pleno Natal num lugar qualquer desse mundo // 24/December/2007 às 20:31
Outra coisa: dizer que o rock progressivo foi uma droga é coisa de quem não consegue escutar mais nada com atenção. Sua capacidade auditiva ficou restrita à mesmice que seu cérebro digere sem pensar. Por isso mesmo, as gravadoras adotaram os jingles de 5 minutos no máximo. Rock progressivo…nunca mais! Vai mané, vai pensando que vc. escolheu o que escuta. Vai se acostumando com sua regressão da sensibilidade musical. Se entupam de lixo, mas não me chamem!
113 Dr. Miranda // 25/December/2007 às 7:48
Feliz Natal, direitoba!
Duas coisinhas:
1 - Quem começou essa bobagem de dicotomia ye-ye-ye (Beatles) x jazz foi você. Eu sou beatlemaníaco e gosto de jazz. Para escutar e mais ainda para tocar (Duke Ellington e Thelonius Monk são dois excelentes autores para pianistas de jazz iniciantes como eu). E continuo achando que você não entende nada de jazz, mesmo tendo escrito para revista especializada (como se isso quisesse dizer alguma coisa).
2 - Você não entendeu ou não quis entender a ironia sobre o rock progressivo? Era piada. Eu não estava falando sério quando disse que sem os Beatles o progressivo não existiria. Tanto que na frase seguinte eu escrevi “agora falando sério”, etc. E eu não acho que rock progressivo “foi uma droga”. Eu acho que rock progressivo “é um saco”. Questão de gosto musical, não de importância histórica. Quanto a minha sensibilidade musical, obrigado por se preocupar, mas não tem motivo. Pelo que parece, eu tenho um leque de predileções musicais maior que o seu.
PS: O Belchior, que compôs a musiquinha tão bem interpretada pela magnífica Elis (há mais de trinta anos, você se esqueceu de dizer), é beatlemaníaco também (vide “Comentário a respeito de John”). Eu acho até bem plausível que, na época em que ele escreveu “Como nossos pais”, o novo que sempre vem eram os Beatles, o “ye-ye-ye” e a contracultura. Mais um exemplo seu que vai por água abaixo. Inclusive porque o Coltrane morreu em 67, e tocou muito com o Miles na década de 50. São ídolos muito mais antigos que os Beatles…
114 Dr. Miranda // 25/December/2007 às 8:02
Tava aqui pensando: tu é elitista pacas quando o assunto é música, hein, pedro direitoba?
115 pedro direitoba // 25/December/2007 às 15:21
Dr. Miranda,
Vejo que esse post ficou para acertarmos nossas contas. Não sou elitista, só acho que vc. está sofrendo uma regressão de sua concentração auditiva, atenção para coisas fáceis. Agora ler vc. me ensinando sobre a história do Jazz é muito engraçado, mas legal saber que vc. possui algumas informações básicas sobre o assunto. Acho que quem conhece pouco do assunto é vc. Não sou elitista, acho que a música pode ser várias coisas. Só não acho possível equivaler uma composição minuciosa de sons com uma composição que apenas constrói uma bela melodia. São coisas diferentes. Não escuto determinada música mais elaborada no arranjo dos sons quando não quero prestar atenção no que escuto e somente seguir o ritmo. Enfim, existe música para tudo, até para casamento, desfile militar etc. Só não acho interessante escutá-las do mesmo jeito e achar que é tudo igual. Antes que vc. me acuse de mais alguma coisa, escuto Beatles de vez enquando, tenho e conheço toda obra deles e gosto do mais do John do que do pouco criativo Paul, questão de gosto. Herdei, com livros mils, uma coleção de uns 6 mil cds de meus pais. Ainda bem que a revista especializada na qual publiquei não tiveram a mesma impressão sobre meu conhecimento de música. Prefiro ficar com avaliação do conselho editorial deles, que são estudiosos de música e sinto desprezar a sua opinião sobre o assunto. Minha intenção era incomodar mesmo essa gente que não pensa sobre o que escuta. Incrível, como se disse numa entrevista do maestro Daniel Barenboim ao Edward Said, a música já ocupou um lugar de destaque na discussão sobre a sociedade, como no século XIX. Acho que o século XXI precisa retomar essas questões ligadas ao controle cultural da indústria de massa. Quem tem olhos para ver, verá. Cuca aberta para as coisas novas, talvez possa ser uma mensagem beatles. Sinto considerar que a imposição da mesmice nos dias atuais é uma verdadeira avalanche.
Um bom ano de 2008, Dr. Miranda. Apure os ouvidos. E ficamos sem o Oscar Peterson. É a vida.
116 pedro direitoba // 25/December/2007 às 17:41
Para finalizar, não sei o que é ser elitista em música. Música é música, sr. Miranda.
117 confetti de ressaca** // 25/December/2007 às 18:29
pra dar um revival no post que ando meio mortinho, aqui uma raridade : john e bob dylan conversando dentro de um carro, completamente jovens e chapados…:)))
http://fr.youtube.com/watch?v=66gIBn3ul7U
118 Dr. Miranda // 25/December/2007 às 18:44
Pedro direitoba, se seu conhecimento de música vem exclusivamente dos 6 mil cds que você escutou, isso não significa que você conhece música. Você escutou vários músicos tocando. Mas não conhece música. Eu, por outro lado, se sou pianista iniciante de jazz, não comecei a escutar jazz semana passada, nem comecei a estudar música ano passado. Não se superestime, nem me subestime.
Você fala que jazz e Beatles são coisas diferentes. São mesmo, duas linguagens diferentes da mesma língua, a música. Mas quem trouxe o jazz para o post foi você. Para compará-los. Para dizer que um é muito mais música que o outro, por ser “mais elaborado no arranjo de sons”. E isso é besteira. Primeiro, porque os arranjos do Beatles pós-Revolver são geralmente bem resolvidos e bem elaborados, e se você disser o contrário, estará ou mentindo ou sendo ignorante. Depois, porque “arranjo de sons” não é expressão de quem conhece música.
E elitista, em música, é quem tira Ligeti e Stockhausen do limbo pra tirar onda de conhecedor (você esqueceu do Schoenberg e do Boulez). É quem detesta tudo o que fez ou faz sucesso, porque necessariamente é comercial e sem qualidade. É quem acha que boa música popular brasileira só pode ter sido feita por quem tem formação clássica (Montarroyos e Egberto, que eu adoro). Música é linguagem, e você não curte gírias nem erros de concordância. Você, em música, é de direita. E tenho dito.
Bom 2008 pra você também. Abra a cabeça. E que pena pelo Peterson. Dos últimos monstros sagrados. Perdi imperdoavelmente um show dele ano passado porque demorei a procurar ingresso. Nunca mais vou poder ver. É a vida.
119 confetti de ressaca** // 25/December/2007 às 18:50
entao… vamos homenagear….rip !
http://fr.youtube.com/watch?v=HHr6ZZxb3G4
120 confetti de ressaca** // 25/December/2007 às 18:52
doc, viu quem tava no théatre du chatelet essa tarde ?
121 confetti de ressaca** // 25/December/2007 às 18:53
procurei oscar e john, mas so achei oscar e ella…
http://fr.youtube.com/watch?v=TkGt3yS8ur4
122 confetti de ressaca** // 25/December/2007 às 19:05
tributo pra oscar…lindo !
http://fr.youtube.com/watch?v=-Ebo12xg4ws
123 confetti de ressaca* // 25/December/2007 às 19:07
(tirei uma estrelinha, muito pesada…dor de cabeça braba ) ))
124 pedro direitoba // 25/December/2007 às 19:23
Caracoles, Dr. Miranda. Aprendi algo de teoria musical. Não me sinto melhor do que os outros que entendem música. Não me interessei em ser músico, apesar de arranhar alguns instrumentos. Aqui vc. confunde teoria musical com filosofia da música, que prefiro. Acho-lhe ignorante e metido à besta sem razão. Direita em música é imbecilidade própria de quem não conhece música. Aliás, conservadorismo musical é o seu, se isso é ser de direita não sei. Talvez pelas idéias de Adorno. Dei exemplos de compositores atuais, recém-falecidos, não queria dar uma lista. Ora, conheço suficientemente a obra dos dois mencionados, mas me parece que seu acréscimo cheira aignorância. Tá bem, vai escutar seus Beatles em paz e um bom 2008. Difícil remover uma pessoa da sua mesmice. E para terminar, até em samba, onde não existe formação musical acadêmica em geral, pode-se distinguir entre samba que não presta, sem letra e melodia bem trabalhada e samba de gente como Monarco, falecido Candeia, Cartola, Nelson Cavaquinho, falecido Padeirinho, Dona Ivone etc. Etc não é para vc. completar com mais nomes para dizer que não entendo de samba. Vai treinando seu piano jaz que vc. rapidamente superará os arranjos do Paul na sua banda chatéssima. Aprenda com Errol Garner, admirado pelo Nelson Freire. Isso sim é ser músico. O mineiro é demais. Vida longa ao Nelson Freire e a sua amiga argentina Martha Argerich, ao Paulinho da Viola e etc (novamente, não é para preencher a lista).
125 pedro direitoba // 25/December/2007 às 19:29
Aliás, música nada mais é do que arrumar notas (sons). Uns fazem disso algo sem grande criatividade, outros possuem talento. Não tive esse talento, mas entendo o que escuto. Pior é não entender nem o que se escuta.
126 Dr. Miranda // 25/December/2007 às 22:45
Direitoba, se você não sabe porque o Schoenberg e o Boulez completam a lista com Stockhausen e Ligeti, não sou eu quem vai fazer o desenho.
Quanto à lista em si, olha para seus comments anteriores e veja quanta gente você citou para tentar demonstrar instrução. Tirando esses lunáticos da música “pós-tonal”, todos os outros estão no meu tocador de mp3. Alguns deles fazem parte do meu repertório no piano (Gismonti, Hermeto). Samba e choro, então, nasci ouvindo. E vi o mesmo DVD do Nelson Freire que você viu pra soltar essa do Errol Garner. Mas não precisei hora nenhuma ficar vomitando nome pra provar que conheço (só na do Coleman, e foi para tirar onda da sua marra).
Ao contrário, você foi quem, desde o início, com empáfia, criou caso com quem gosta de Beatles. O gosto musical virou sinônimo de ignorância. Quando eu te peguei no pulo, você começou a listagem. Para justificar, pela “erudição”, que você tem bom gosto musical.
Aí eu te pergunto: o metido a besta sou eu? Tenha paciência, né?
127 Dr. Miranda // 25/December/2007 às 22:54
E a contradição é tanta, que você, há dois ou três comments, tascava um “é você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem“, e agora só citou sambistas nascidos em mil novecentos e guaraná com rolha.
128 pedro direitoba // 26/December/2007 às 0:25
Seu problema é esse. Samba de velhos? Ora, citei o que senti vontade conforme o que estava escrevendo. Que bom que vc. tem algum bom gosto e assistiu ao dvd do Nelson Freire. Menos mal. Qual o problema de citar isso? Dodecafonismo de Schoenberg, o bruitismo de Stravisnky em seu período mais experimental, Varèse, etc. E daí? Conheço isso provavelmente mais do que vc. Aliás, tenh0 quase certeza, caso contrário vc. não estaria fazendo tanto drama de cueca com os Beatles e a tal do elitismo musical. Sinto lhe dizer que Monarco, Ivone Lara, Paulinho estão vivos e fazendo música de qualidade, enquanto os seus Beatles desapareceram e restou o chato do Paul . Mas concordo contigo. Antes dos Beatles nada existia na música para vc. Para mim, é outra história. Vamos é parar com essa mitologia besoural. Coleman, que para vc. foi tirar uma comigo, não entendi. Me referia ao compositor do free jazz, pois estava falando em correntes de jazz e não em músicos. Claro que era o Ornette, mané. Nasci ouvindo choro também, inclusive conhecendo o pessoal do choro pessoalmente, como o Déo Rian. Então, meu amigo, fica com seu Beatlezinho ad eternum e não falamos mais nisso. Cada um feliz com o que escuta. Mas vc. está perdendo sua capacidade de audição. Sai dos 5 minutinhos, que vc. encontrará um mundo de belas construções e escondido da mídia. Tente outra vez! kkkkkkkkkkk
129 pedro direitoba // 26/December/2007 às 0:38
Por fim, but not least, o que é bom gosto? O que é música bonita? Depois o da antiga sou eu… O cara tá em Kant.
130 pedro direitoba // 26/December/2007 às 1:26
E como pacificação deixo um link do Zimbo trio, que dispensa comentários:
http://showlivre.uol.com.br/videos.php?video_id=26436&conteudo_id=987&eventoId=2812&video_aberto=S
131 Pax // 26/December/2007 às 8:38
Achei dois artigos bons sobre os Beatles. Pra quem não tem a vida rábica como tom maior, vale a pena dar uma lida. Vou colocar em dois posts pois o carioca surubeiro deve dormir… o primeiro da velha e boa revista Piauí escrito pelo Marcelo Dantas e o segundo no blog do Rafael Galvão, escrevendo sobre o artigo da Piauí.
Ah, Zimbo Trio, sim, é bom mesmo, mas tão antigo quanto o rábico comentarista que deve sofrer do fígado.
http://www.revistapiaui.com.br/2006/dez/dialetica.htm - são 3 páginas
132 Pax // 26/December/2007 às 8:39
http://www.rafael.galvao.org/2007/01/umas_duas_palavrinhas_sobre_os.php
133 confetti na paz // 26/December/2007 às 8:51
pax hallow mon pax ! :))
134 confetti // 26/December/2007 às 8:52
a main foto dos beatles na piaui veio direto de mme tussaud….)
135 confetti // 26/December/2007 às 8:53
otimo link 132….
136 Pax // 26/December/2007 às 9:06
ma puce? achei que tava de férias…
Agora vou pra praia, inaugurar uma pousada de um amigo do peito. Saio daqui 1 hora.
Mas tome conta daqui, pois senão as jararacas e cascavéis fazem ninho. E para de dar mole pra esse tal de Dr Miranda pois o cara parece bom.
137 confetti // 26/December/2007 às 9:08
so 2 dias pra respirar…:)
ja tou no trampo….até sexta !
138 confetti // 26/December/2007 às 9:10
dr miranda é meu vizinho pax….:)
139 Pax // 26/December/2007 às 9:19
Xi, ferrou de vez, perdi minha confetti. Pelo menos pra um alguém não idiota e rábico.
Então, deixo uma mensagem pra vocês, e que sejam felizes..
http://www.youtube.com/watch?v=NZPhvQVvjjA
140 confetti // 26/December/2007 às 9:23
pax, a artigo da piaui é excelente !
me perder ?? vc nao conseguiria….kk
ou quer se livrar de mim ? :(
141 confetti // 26/December/2007 às 9:25
eu tinha esquecido desse som…
http://www.youtube.com/watch?v=yPjXiBnAPSs
142 confetti // 26/December/2007 às 9:27
foi gravado aqui….;)
http://www.youtube.com/watch?v=eU0VbAf4e3o&feature=related
143 Elias // 26/December/2007 às 12:00
Chegando dos confins do judas, ainda imerso em álcool da melhor qualidade.
Li aí acima que o rock empobreceu o jazz?
Acuma?
Seria algo assim como o futsal empobrecer o futebol de campo.
Pelo que sei — e não é muito — jazz não é gênero musical. É mais um modo de interpretar. Na origem, um modo de interpreter spiritual, ragtime e blues — este último, sim, o pai do rock.
No início do rock havia até quem fizesse confusão, chamando pra blues rock & vece virsa. Depois os 2 foram se afastando… depois se aproximaram… depois…
Quando os Beatles surgiram, o rock já se tornara independente do blues. Acho que a grande novidade beatle foi a mistura que eles fizeram da música americana com um monte de influências escocesas e irlandesas.
Daí, talvez, os famosos “acordes inesperados” que, depois de tanta imitação posterior, só são hoje percebidos por quem já era vivo na época em que os Beatles começaram a fazer sucesso. Pra quem nasceu depois, e ouve agora, não há nenhuma novidade naquilo.
Interessante que, numa discussão sobre os Beatles, vários debatedores tenham argumentado com jazz.
É que eles empanturraram o rock inglês com influência irlandesa. E o ragtime, uma das “3 fontes” do jazz, deriva diretamente do cake wake irlandês. Foi do cake wake que Scott Joplin “tirou” o ragtime.
No fim de tudo, o que interessa é se a música é boa ou não. E, quando se trata de Beatles, o que não falta é música boa.
No início, não é que a música deles fosse ruim. Como disse o John, ela era só um pouquinho pior do que havia à época. Depois os caras foram melhorando, e melhorando… até dar no que deu.
144 confetti // 26/December/2007 às 12:28
ah elias, que bom ler isso e saber que vc é fan ! boas festas !!
145 pedro direitoba // 26/December/2007 às 13:24
Pelo que sei — e não é muito — jazz não é gênero musical.
Depois disso, o que comentar? Um jeito muito próprio de interpretar, né? Com compasso próprio, com notas e escala própria etc. O problema é exatamente o que é música boa ou ruim? Isso é um julgamento estético-filosófico, não só de teoria musical. Cada um sabe o que é música boa ou ruim para si, mas complexidade de composição é outra coisa. Simples, basta comparar as criações musicais de um rap, onde a música é somente um fundo rítmico para quem declama e uma quarteto de cortas de Beethoven em seu final de vida, quando alcançou uma qualidade de composição acima da compreensão de seu tempo. Podemos só gostar de uma ou outra dessas composições, mas a complexidade da segunda aflora à vista na comparação. Nenhuma é boa ou ruim, depende do gosto. Uma poesia de rima fácil perto de um soneto de Camões ou de uma poesia livre do Gullar irá produzir a mesma impressão.
Gauchinho de Pelotas, velho por velho, vc. é mais do que eu. Por isso será bem pior ou um pouco pior? Ao invés de dar fricote, escreva algo que preste. Discutir música contigo sinto que vai ser perda de tempo. O Dr. Miranda pelo menos argumenta na sua monomania beatles e tem algum conhecimento de causa. Vai cuidar dos pinus. Um bom 2008, com a recuperação da Mata Atlântica para seu desespero.
146 Elias // 26/December/2007 às 13:55
confetti,
Beatlemaníaco e jazzmaníaco também.
147 Dr. Miranda // 26/December/2007 às 14:28
Compasso próprio? Qual é o compasso próprio do jazz, Direitoba? 4/4, 3/4, 6/8, 6/5, 9/8, ou todos esses e alguns outros? E se são todos esses e alguns outros, como falar em compasso próprio? (Besteira n. 1)
Nota própria? Inventaram uma nota fora das doze da escala cromática e não me contaram? agora tem nota nova, tipo dó, ré, mi, fá, sol, lá, si e direitoba sustenido? Não, né? Ah, talvez você esteja falando da blue note. Sinto lhe informar mas ela não é própria do jazz, como o próprio nome indica. E que O George Harrison e seiscentos mil outros guitarristas a utilizam também em rock… (Besteira número 2)
Escala própria? Escala de jazz menor, jazz maior, modo jazz mixolídio… Nada disso existe. O jazz sempre utilizou as convenções musicais ocidentais, no que tange as escalas. Em tons e modos. Só a partir do free jazz que a coisa começou a sair disso. (Besteira n. 3).
Desde o início eu venho sustentando que seu problema com os Beatles é de gosto musical e não de qualidade musical dos mesmos. Você mudou sua argumentação a cada novo comment, sempre fugindo do cerne, e chegando ao ápice de citar os velhos sambistas como música melhor que as do fab-four. Só que os sambas dos citados são harmonicamente mais simples que as dos Beatles pós-Revolver. São pérolas da música mundial, mas mais simples harmonicamente que várias músicas dos Beatles.
Mas agora sua casa caiu. Você justificou o jazz com tudo o que o jazz não tem, e não justificou com o que ele tem de novidade: swing e harmonia funcional em tetracordes. Ou seja: você realmente não sabe do que está falando.
Minha discussão com você acaba aqui. Você blefou o tempo todo, e não curto desonestidade intelectual. Principalmente quando ela serve para mascarar uma pura e simples ignorância (nada contra a ignorância, bem entendido).
148 confetti // 26/December/2007 às 14:56
bem, ja que esse post é meu ( sem eu puxando, ele teria morrido nos 20 coments ) acho que vou fecha-lo ! voilà….c’est fini, rentrez chez vous ! kkk
imagine all the peeeeopleeee …..living life in peace..humrumrumhum
149 confetti // 26/December/2007 às 14:58
http://www.youtube.com/watch?v=6lLs2dC9NaE
150 Dr. Miranda // 26/December/2007 às 14:59
Pax,
excelente o comentário ao artigo da Piauí, que é excelente também. Valeu.
Elias,
assino embaixo do seu comment.
Confeta,
faça o favor de fazer parar de chover pra eu voltar pra casa!
151 confetti // 26/December/2007 às 15:13
intra muros il ne pleut pas…et il n’y a pas de crotte d’iench…:-)))
152 anrafel // 26/December/2007 às 16:17
Gostar dos Beatles e colocá-los nos píncaros, como eu faço, não impede o sujeito de gostar de outros artistas ou gêneros. Bach, Noel Rosa, Miles Davis (que foi ao enterro de Hendrix), Stones, Gil, Gismonti, Paulinho da viola e o primeiro Yes, entre muitos outros, estão na minha (e de muita gente) discoteca básica.
Essa é uma das vantagens de apreciar música do ponto de vista brasileiro: produzir música de ótima qualidade influenciada aos montes por elementos estrangeiros produz abertura e tolerância com o que vem de fora. E a demanda por prazer musical agradece.
Paul escreveu “Give Ireland Back to Irish”.
153 Elias // 26/December/2007 às 20:12
“O jazz sempre utilizou as convenções musicais ocidentais, no que tange às escalas. Em tons e modos. Só a partir do free jazz que a coisa começou a sair disso.” (Dr. Miranda)
Muitíssimo bem colocado.
Nunca é demais lembrar: a decolagem do jazz como música de altíssima qualidade se deu exatamente quando os músicos crioulos de Nova Orleans foram proibidos de tocar nas bandas brancas. Isso acabou aproximando-os das bandas negras (até então, negros e crioulos se viam com imensas reservas).
Foi então que se deu a junção da fome com a necessidade de comer: os músicos crioulos, insuperáveis nas madeiras, associados à revolução rítmica que as bandas negras já tinham posto em andamento.
Data dessa época — pouco mais de 100 anos — a aposentadoria dos baixos de sopro (tuba, bombardina e afins) nas bandas de jazz (que ainda não usavam esse nome), dando lugar ao baixo de cordas (tocado em pizzicato, claro, já que a bateria não deixava por menos…).
Acontece que os músicos crioulos tinham formação nitidamente européia. Francesa, pra ser mais específico. E foi essa a influência que eles levaram pra dentro do jazz, e que lá permanece, bem no fundo, no alicerce.
154 Elias // 26/December/2007 às 20:34
anrafel,
Exatamente.
A maior parte das pessoas normais que eu conheço — músicos, inclusive — tem suas preferências sem que isto implique a exclusão de todas as demais opções.
Nas minhas prateleiras cabem Beatles, Ernesto Nazareth, Stones (até 1970, mais ou menos), sambistas mil, chorões, um porrilhão de jazz, Mozart, Berlioz, Platters, bossa-nova, MPB, música nordestina, Beethoven, toada marajoara, etc, etc, etc.
Aliás, no quesito música erudita, cabem também, e com muito prazer, algumas feras de quem vocês nunca ouviram falar: Meneleu Campos, Paulino Chaves, Altino Pimenta, Wilson Fonseca e Serguei Firsanov, dentre outros (a turma do Pará, mesmo Firsanov sendo russo de nascimento). E Waldemar Henrique, claro, mas este vocês conhecem.
Quanto à música “boa” ou “ruim” ser questão exclusivamente de gosto, também acho que o Direitoba relativizou em excesso.
Há, sim, uma régua, que mede o paredão existente entre um Tom Jobin e um Tiririca.
155 pedro direitoba // 26/December/2007 às 20:49
Dr. Miranda, procure um médico para seu ouvido e se instrua. Quem parece ser ignorante do que fala é vc. Ora, a blue note não é do jazz…É marca do jazz e suas diferenciações posteriores, como o free jazz partem dela. Ignorante e blefador é o sr. Outra imbecilidade que vc. deslancha por aqui é a comparação de linguagem musicais (vou chamar assim mesmo e pode ter um faniquito, pois sua incompreensão sobre a história da música justifica seu fanatismo pelos Beatles, de quem gosto de algumas coisas e reconheço o papel no rock, como já escrevi outras vezes). Pode ter o chilique que quiser, pois não me convence seu ralo conhecimento musical. Bom vc. estudar e muito, e não só teoria musical, pois é quase analfabeto das discussões estéticas. Aqui ninguém blefa, só na tua paranóia. Está tudo aí escrito e documentado, inclusive sua ignorância sobre coisas básicas e sua argumentação sofista-xingatória.
Bom, para mim essa discussão chegou ao fim.
Elias, o que vc. narra é o básico, as origens nas bandas negras, marchinhas, blues e música afro-caribenha trazida pelos escravos se misturaram no jazz. Sim e evoluiu, como todos sabemos. Por isso, mesmo com todas as modificações e fusões, jazz é uma linguagem musical facilmente reconhecida e particular. Senão poderia ser qualquer coisa, até rock. Caraca, isso é óbvio ululante. Nunca quis dizer que o rock empobreceu o jazz. Disse que o rock ocupou o espaço de relevância do jazz na música popular. Basta lembrar da invasão do rock inglês nos EUA durante os anos 60, como todo mundo sabe. A partir daquela data, o jazz nunca mais ocupou os primeiros lugares em vendagem de discos. Até aquela triste declaração do Miles Davis de que o jazz era coisa do passado.
Bom, termino por aqui minha participação nessa discussão. Aliás, esse post me levou a proceder como os Beatles. Fui procurar meu guru, o Pai Angola, que me aconselhou a deixar de lado as discussões com gente de cabeça dura. Mais do que isso, a raiva e a animosidade, mesmo empregue com boas intenções, contra direitobas, atrai péssimos fluídos, o que não é bom para um início de ano. Portanto, abdico de meu nick e voltarei com outro, quando achar que alguma discussão valha à pena. Até 2008, cambada.
Obs: Dr. Miranda, se automedique num valium, que tu tá precisado.
156 pedro direitoba // 26/December/2007 às 20:58
Antes que desligue o computador, umas dicas de leitura ao Seu Miranda apoplético: comece por Kant, a questão do