A Rússia vive na história – e a história vive na Rússia. Ao longo de boa parte do século 20, a União Soviética lançou uma sombra portentosa sobre o mundo. Era o gêmeo negro norte-americano. Mas, após a queda do Muro de Berlim, a Rússia definhou na consciência do público norte-americano enquanto o país e embrenhava em sua própria política interna polarizada. A Rússia perdeu seu espaço no grande jogo da geopolítica, sua significância diminuída não apenas pelos EUA mas também por gigantes emergentes como China e Índia. Esta visão sempre foi ingênua.
A Rússia é central em nosso mundo – e também no mundo que está nascendo. É o maior país da Terra; Divide uma fronteira de 4.200 quilômetros com a China; Tem uma população islâmica significante e resistente; É dona da maior quantidade de armas de destruição em massa e de um arsenal nuclear fatal; É o segundo maior produtor de petróleo do mundo, após a Arábia Saudita; E é um jogador indispensável em seja lá o que acontecer no Oriente Médio.
Por todas essas razões, se a Rússia fracassar, todas as apostas para o século 20 ficam automaticamente suspensas. Se a Rússia se sustentar enquanto Estado-Nação, ela deverá o sucesso a um único homem, Vladimir Vladimirovich Putin.
Porque Putin pôs a Rússia de volta no mapa geopolítico, a Time decidiu por ele para sua edição de Pessoa do Ano.




