Farc libertará reféns
As Farc anunciaram que pretendem libertar Clara Rojas, assessora da ex-candidata à presidência colombiana Ingrid Betancourt, seu filho Emmanuel, e a ex-deputada Consuelo Gonzalez. Emmanuel nasceu no cativeiro.
A condição é de que os reféns sejam entregues a Hugo Chávez ou a quem ele designar. As guerrilhas querem forçar a mão, desejam que ele seja o negociador a qualquer custo.
Em paralelo, o governo francês informou que aceita conceder asilo aos membros das Farc presos pelo governo colombiano que por ventura forem envolvidos numa troca de prisioneiros negociada.
As Farc estão demonstrando empenho na negociação que o presidente colombiano Álvaro Uribe não está sabendo conduzir. Politicamente, no entanto, é difícil imaginar que ele volte atrás.
Numa carta escrita para sua mãe agora em dezembro, Betancourt reclamou de um pescoço constantemente dolorido, cabelos caindo em quantidade, falta de apetite. Pelas redações brasileiras, circula a informação de que ela pode estar gravemente doente. Sua morte nas mãos da guerrilha seria um problema sério para as Farc. Talvez seja o motivador da pressa em negociar.
Ainda sobre o assunto:
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pelas redaçoes francesas tbm circula a info que ingrid esta gravemente doente…e duvidam que os farcs a liberem….:(
Ritmo alucinante hoje hein, PD?
Agora, independentemente de Uribe ser um cretino, tanto quanto seus antecessores que não souberam/quiseram resolver esse problema, é díficil entender quem defende as FARC.
Independente do motivo que leve as Farc a liberarem a moça, eu espero que eles realmente o façam. É desesperador imaginar o que ela e o filho passaram, e a dor dos que são próximos a eles.
A Colômbia não passa de um Brasil onde as coisas se radicalizaram pra valer.
Sobram fascistóides brasileiros que calam diante do Uribe, pior, até gostariam de ver alguém do naipe dele mandando por aqui.
A grande mídia cobre a Colômbia como se lá houvesse uma mera crise de delinquência extrmada, que o governo não tem nada a ver com os paramilitares nem com o tráfico e por aí vai.
A posição das FARC é indenfensável, mas a do establishment colombiano certamente é pior.
Aliás, se não fosse por ele as FARC não existiriam.
Há muita coisa mal-explicada nesse Plano-Colômbia.
A posição do Uribe no caso Betancourt é digna de desconfiança, será que ele não estaria emperrando propositalmente as coisas pra que acontecesse o pior e ele tive um álibi para “radicalizar”?
NAT….desesperador….sim….outro dia um menino( de 05 anos!) colombiano foi sequestrado….uma soldada das Farcs foi designada para cuidar do mesmo…..depois de uma convivencia de ,acho, tres meses ela desertou sorrateiramente e entregou o menino aos pais….uma história muito linda entre tantas tenebrosas!
Aí eu acredito mais e mais no livre arbítrio do ser humano…..e no amor entre as pessoas…ele resolve tudo….mas quando não existe resta a desolação….
As Farcs são o trafico!
O governo colombiano é um governo de direita…..um roto….o outro esfarrapado!
Bomba atomica neles!
Mas já não morreram outros em cativeiro das FARCs? A morte da senadora só seria um problema por ela ser quem é? E sabe-se lá o que eles vão querer em troca dessa libertação.
Nunca mais ouvi falar da história de dois jovens brasileiros que despediram-se de suas famílias dizendo que iriam se juntar às FARCs e desapareceram depois que um deles telefonou para sua família dizendo que ia deserdar.
Complicadas essas Farcs……melhor acabar com elas…..mas o Uribe cheira tão mal quanto!
Libertem todos os reféns……todos tens pais , filhos mulheres, maridos , irmãos….. sofrendo!
Só isso….sem dramas!
Libertem……
HRP, prá acabar com as Farc só fazendo mais ou menos o que o Fujimori fez, na porrada.
Ou, que assumam o poder e pronto.
Quem tá se laskando nessa é a população.
Pensando bem, se o povo não se mobilizar o troço continua indefinidamente.
É o que acontece aqui no Brasil em relação a escândalo político/propinas, acontece coisa do arco da velha e ninguém se meche.
Dá nisso.
:-/
é, se as farcs fossem as piores nessa história, a mãe de ingrid betancourt não declararia que não quer que a filha seja encontrada pelas forças armadas da colômbia…
o maior interessado na morte dela é uribe…
os motivos nem precisam ser ditos…
discordo andrea…o fato dela ter sido candidata à presidencia é passado ! se sair do cativeiro, ingrid vai precisar de anos pra se refazer psycologicamente…os analistas nao a veem candidata à nada, tao cedo….
Quer dizer que as FARCs não são as culpadas ai? Putz…
O Uribe pode não ser um santo, mas tentar livrar a cara das FARCs é demais.
Afinal, o que querem estas FARC? O poder, é isto?
Porque não fazer igual a tantas outras “esquerdas” da américa latina e chegam ao poder pelo voto.
É fácil eleger-se com o discurso de esquerda, são muitos os exemplos: chavez, evo, lula, cristina……..
confetti,
nem me passou pela cabeça essa história de eleição…
é cristalino o ganho político do governo contra as farcs no caso da morte de ingrid…
vc ta certa andrea ! viajei…mas é um buzz que circula tbm….:)
mas a liberaçao de ingrid pode ser interessante por uribe tbm…e pra chavez….saberao tirar partido ! e sarkozy nao pensa em outra coisa
não será isto um “déja vu”?…
http://www.pcp.pt/publica/militant/254/p54.html
confetti,
esse sarkozy parece que anda meio perdido, você não acha?…
perdido nao sei, mas a “V republique” ta explodida com seu jeito de governar ! ainda é cedo pra julgar as reformas, mas o frances lambda anda cético ( essa palavra existe?) …ele governa sozinho, seus ministros fazem “figuraçao”…olha a capa do libération de hj
http://liberation.newspaperdirect.com/epaper/viewer.aspx
zé,
a guerrilha já teve um candidato que foi assassinado…
http://colombia.indymedia.org/news/2005/04/24647.php
Que piada… As FARC “demonstram empenho na negociação”… Ou seja, em libertar civis que sequestraram em troca de centenas de prisioneiros e território. Já o Uribe, curiosamente, não demonstra o mesmo empenho em ceder território a essa guerrilha de narcotraficantes marxistas.
Em outras notícias, os seqüestradores do filho de Donald Trump demonstraram empenho em liberar seu refém em troca um bilhão de dólares.
Estou de saco cheio de idiotas criticando o Uribe. A culpa pelos seqüestros é DE QUEM SEQUESTROU! Simples assim, cacete.
A Ingrid foi uma idiota por se aventurar em um local perigoso, e a responsabilidade por sua vida é das FARC, não do Uribe.
Ou agora vamos culpar as mulheres pelos estupros que sofrem, os assaltados pelos assaltos que sofrem?
Ah, esqueci, a esquerda já faz isso…
manuel marulanda tbm nao foi visto ha anos…
É estranho, se dizem a favor de um mundo “mais justo”, mas ainda estou esperando aparecer algum esquerdista que não apoie ditadores, traficantes, terroristas ou criminosos… Sou como Diógenes com sua lanterna, à procura eterna de um homem bom. Quem sabe um dia aparece? Avisem-me.
mrx vou te morder ! obrigada pelos diams, mas disse la no open que ia dar a caixa pra albin e que tava aqui prontinha esperando vc me levar pra chapada diamantina ….:))
confetti,
presidente bling-bling?…
onde será que ele produz esse som?…(risos)
se você estava se referindo à palavra cético, ela existe sim e eu a cada dia fico mais cética com relação à grande mídia mundial…
para quem quer saber mais a respeito do conflito na colômbia fora do circuito conservador…
http://resistir.info/colombia/carta_aberta_set06.html
“bling-bling” expressao vinda direta do hip hop… pessoal que curte kilos de bijoux pendurados no corpo, adoram veuve clicquot, limousine branca, bitches no braço, tatuagens, prataria…nouveaux riches…kkk
Quanto ao Sarkozy, talvez seja melhor do que as alternativas, mas, como todo bom francês, é um oportunista… Até o Kadafi ele recebeu, depois de lamber suas botas e pagar vários milhões para que liberasse as reféns búlgaras, porque não as FARC? Afinal, a Colômbia não é problema dele, seu problema é só a Ingrid e a popularidade que sua liberação pode render.
confetti,
a direita está na torcida pela morte de marulanda e já chegaram até a anunciá-la…mas pelo jeito ele continua na ativa…
http://www.aporrea.org/internacionales/a39621.html
Andrea, depois de apoiar Hamas, Hezbollah, revela-se também fã das FARC… É, nada como a coerência. Mas puxa, como esses “pacifistas” gostam de metralhadora! (risos risos risos)
Confetti, Chapada Diamantina? Não tem FARC lá? Vamos!
sei que vão me chamar de racista, mas não dá para segurar…só falta o sarkozy virar um negão…(risos)
andrea, nao houve absolumente alguma foto de marulanda depois de 5 anos !
manda seu jatinho me buscar coiso…tou pronta, nem escova de dentes eu levo ! :)) posso convidar pax e josua ?
mr ex,
coerência não é para qualquer um,… implica em raciocínio e análise…
confetti,
desculpe o humor negro, mas ingrid betancourt tambem ficou anos sem aparecer em fotos…
andrea “presidente bling bling” é so uma imagem….aqui se usa muito essa expressao !
eu adoro ripiropi !! sarkozy nao chega aos pés do talento dos negoes….))
mas ingrid apareceu ! marulanda, nem com chavez e piedad cordoba ele dividiu a foto….
sujeito discreto…pena que nem todos sigam essa prática…(risos)
Andrea, me responde, se você é tão pela paz e pelos direitos humanos como finge ser, porque é que apóia terroristas e sequestradores que só fazem desrespeitar direitos humanos?
Ou manter pessoas por anos em cativeiro em condição desumana é um novo “direito humano” que eu não conhecia?
mr ex,
pergunte aos seus amigos que administram as prisões de abhu graib e guantânamo o que eles pensam sobre esse assunto…
A hipocrisia é assustadora… Reclamam de Guantánamo, mas manter civis inocentes presos no meio da selva, tudo bem…
Quanto ao Marulanda, quase com certeza já morreu, o líder atual é o Reyes. Bomba neles! :-P
que mêda…(risos)
Em “1984″, Orwell escreveu:
“Guerra é Paz
Liberdade é Escravidão
Ignorância é Força”
E atualizando:
Terrorismo é Justiça
Tráfico é Comércio
Crime é Lei
Seqüestro é Solidariedade
Assassinato é Negociação
Ditadura é Democracia
Morte é Vida
A turma de bota e baioneta não se cansa dos velhos discursos.
Quando convém, defendem os direitos humanos.
Para suas garantias, que se danem os direitos dos outros.
Quem quiser saber o histórico resumido do “Estado democrático colombiano” deve acessar o link oferecido por andrea no comentário 26.
Depois disso, continuem a mandar flores ao facínora Uribe e seus asseclas.
Paráfrase direitista de autor anarquista !
A direita, definitivamente, perdeu o rumo.
Crimes são erros
Preços artificialmente baixos à custa de trabalho escravo é economia de mercado
Caixa Dois é Recurso Não-Contabilizado
Tentar manter-se para sempre no poder alterando as regras do jogo no meio do caminho é ser democrata
Criticar o governo é fazer parte da mídia golpista
Não achar que Hugo Chávez é o maior democrata de todos os tempos é ser golpista, ianque ou neoliberal
“Democracia é quando eu mando em você. Ditadura é quando você manda em mim.” Millôr Fernandes.
Fabiano,
É direito seu admirar e recortar textos de quem quer que seja. Mas o senhor Millôr Fernandes há bastante tempo optou por um estilo de humor da linhagem do “dane-se”.
Nos áureos tempos d’O Pasquim (anos 60 e 70), esse senhor mantinha-se nitidamente à esquerda.
Pois bem, o tempo passou e MF , mais velho e rabugento, tenta fazer gracejos com o que está à mão, da maneira mais cômoda.
Tenta fazer graça sobre mulheres e o resultado é a exaltação do machismo.
Quando fala de gays, exala homofobia.
Quando seu alvo é o (atual) governo, torna claro seu preconceito e sua opção conservadora.
O antigo queridinho de Chateaubriand é mantido, não por acaso, na revista mais podre do hemisfério.
Nada,
Me explique com seqüestros, assassinatos, terrorismo, narcotráfico, “imposto revolucionário”, etc, apóiam os “direitos humanos”, a “paz” e a “justiça social”…
Eu defendo os direitos humanos, sempre. Você e seus asseclas, só quando quem os infringe é a tal “direita”. A “esquerda” não precisa ter tais pruridos, afinal, “luta por um mundo melhor” e “só responde ao Tribunal da História”.
Há esquerdistas ingênuos, como a Andrea. Você não. Você é um cínico.
Duplipensar = capacidade de manter dois pensamentos contraditórios ao mesmo tempo. Marca típica da esquerda.
Ainda estou esperando pra saber como é que Nada e Andrea são contra a “detenção ilegal” de Guantánamo mas acham legítimo o seqüestro de civis por guerrilhas. Como é que são “contra a violência” mas sempre que olho estão apoiando algum grupo de barbudos com fuzis AK-47 na mão…
E ainda vem me falar em “turma da bota e baioneta”…
Orwell, justamente por ser originalmente um socialista, entendeu muito bem a mentalidade revolucionária.
O Millôr é muito bom. E o Nada, pelo jeito, julga os artistas e escritores por se eles “são de esquerda” ou não… Mais ou menos como os avaliadores de projetos do Ministério da Cultura.
Mr X,
Para sua informação, George Orwell era anarquista, portanto é inusitado o senhor manter admiração por seus escritos e, inclusive, citar trechos.
Pelos comentários de andrea, não noto nenhuma ingenuidade.
De meu lado, não sou cínico. Sou e procuro manter coerência.
Não mantenho nem alimento pensamentos contraditórios. Meu raciocínio segue o método materialista dialético, que os ignorantes acreditam ser contraditório.
Quem usa métodos terroristas e fomenta o tráfico é o Estado colombiano, não os guerrilheiros.
Não vou lhe explicar mais nada, porque “água mole em pedra dura”……cria limo !
Mr X,
Não julgo artistas e escritores pelo viés ideológico.
Meu comentário # 46 deixa claro os critérios.
Toda a operação é de um cinismo atroz, por sinal.
As FARC entregam seus reféns ao seu aliado Chávez. Todos ganham: o Chavez colhe os louros de “grande mediador” (mediador do quê, cara pálida? O Chávez é aliado da guerrilha, a financia e lhe dá armas inclusive!), as FARC ganham fama de “boazinhas” (por libertar reféns que elas mesmas sequestraram), e o Uribe fica mal por não ceder território a um bando de traficantes ou libertar criminosos.
Mas o que me espanta é o seguinte: atividades criminosas que normalmente são condenadas, basta tiverem o “plus a mais” de uma ideologia marxista, viram automaticamente do bem, é preciso negociar com eles, etc. Seqüestro, tortura, assassinato, imposto mafioso, bombas, tráfico de drogas - se feito em nome da imposição de uma ditadura marxista, é tudo válido e legítimo.
Já pensou algum presidente sendo criticado por não “negociar” com o Comando Vermelho?
Bom, pensando bem… No mundo em que vivemos, tudo é possível.
Mr X,
Realmente ! “No mundo em que vivemos, tudo é possível”.
Inclusive alguém se meter a cronista político sem nenhum conhecimento de concordância verbo-nominal e de conjugação verbal.
Educação para todos !
nada x mrx………:(
http://www.youtube.com/watch?v=6jhDOPblXcA&feature=related
Nada,
Você é um cínico que defende:
a) uso de bombas de cilindros de gás matando civis:
http://www.hrw.org/spanish/press/2005/colombia_farc.html
b) seqüestros de inocentes (como o de Ingrid Betancourt, e centenas de camponeses) para serem usados como mera moeda de troca;
c) cobrança de proteção mafiosa (imposto revolucionário);
d) contrabando de armas e tráfico de drogas;
e) fuzilamento sumário de desertores;
E ainda tem a cara de pau de criticar o Estado colombiano pelos mesmos supostos crimes! Como se os do seu lado não contassem!
p.s. Eu cito quem eu quiser, até Marx e Engels se me der na telha. Aliás os cito aqui:
“Não temos compaixão e não pedimos compaixão. Quando chegar a nossa vez, não pediremos desculpas pelo terror. ”
Karl Marx and Friedrich Engels
- Neue Rheinische Zeitung, 19 de maio, 1849
confetti,
Não se aborreça. É histeria raivosa.
Até breve. Preciso sair. Compromissos políticos !
Ah, a velha tática. Não conseguindo explicar porque apóia o seqüestro e o fuzilamento de inocentes em nome dos “direitos humanos”, o Nada me acusa de supostos erros de português… Escrevo informalmente, não como um idiota pomposo que conheço. Vá plantar coca, seu malandro!
::: Noticias Internacionales ::: Miércoles, 19 de Diciembre de 2007
Las FARC fusilan, en público, a tres jóvenes que habían desertaron de sus filas
15 Enero 2003 04:19
BOGOTA, 15 (EUROPA PRESS)
Las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC) fusilaron ayer martes, en presencia de la población, a tres jóvenes que habían desertado del grupo guerrillero que opera en Sesquilé en Cundinamarca (norte).
Entre las víctimas se encontraba un menor de edad que junto a dos compañeros habían llegado a la ciudad de Sesquile para buscar refugio y evitar de este modo ser asesinados por la guerrilla.
Las FARC se camuflaron entre los campesinos de la región y, tras descubrir a los tres jóvenes, los acribillaron de varios impactos de bala, según informó la emisora local ‘Caracol’.
mrx, nao sabia que vc era tao compassionnel….
sem querer defender nada, que par ailleurs nao precisa, vc usa e abusa de cinismo….querendo defender seu territorio ? ah confessa….
Confetti: O território do general da banda Xixi é o teclado de seu computador , de onde regurgita asneiras e contradiçoes sem fim. O corajoso general de araque vive a largar bombas contra tudo e todos. Nao demora o Jorginho B., impressionado com sua coragem e fino tino estratégico, o manda pro Iraque por ordem na bagunça. Avante general!
MA, nao conte comigo pra falar mal de mrx…ele é cinico, é limite facho, mas curto ele ! ele nunca foi vulgar comigo, me oferece diamantes..
Mister 2 x 0 nada/andrea
Falar mal do Mr. Xixi?!?! Estou falando bem!
Comparar mesmo que de leve Uribe e as Farc é coisa de delinqüente.
Uribe é um presidente da República, eleito pelos colombianos e chefe de um Estado legitimamente constituído.
As FARC são uma organização sem legitimidade alguma, que não respeitam direitos humanos, que seqüestram, promovem atentados terroristas em seu país e financiam o tráfico de drogas internacional.
Qualquer sujeito que apóie estes vigaristas das FARC é um delinqüente, um desonesto, um crimonoso em potencial. Eles são os únicos responsáveis pelos reféns. Por suas vidas e integridade.Se estão preocupados que os libertem.
O resto é vigarice intelectual.
Astor, você comprou uma briga inglória…
Vivemos num mundo onde um palestino pode matar 200 civis judeus (mulheres, idosos e crianças) que isso é considerado resistência. Mas se o exército judeu matar um terrorista do quilate de um Mubarak el-Hassanat, é considerado assassinato seletivo. Mesmo que o infeliz tenha se notabilizado em destroçar casas, escolas e hospitais israelenses.
Você imagina então esse pessoal das FARC com essa aura “romântica” de resistência sabe-se lá D’us a quê!
Nada,
Desculpe, mas o Millor jamais se filiou a qualquer corrente política, de esquerda, centro, direita.
Nos anos 1960/1970 ele se opôs à ditadura militar. Esta, muitas vezes, o tratou como um “ativista de esquerda” e, eventualmente, o acusou de ser comunista. Foi até preso, etc e tal. Outros, como Flávio Rangel, também o foram.
Mas Millor e Rangel sempre deixaram claro que não tinham nenhuma ligação com nenhum grupo político.
Da mais antiga “turma do Pasquim”, salvo engano, os dois únicos que acabaram se vinculando a estruturas partidárias foram o Ziraldo (PMDB) e o Jaguar (PDT). Por causa disso, o Paulo Francis disse este último, numa entrevista: “Jaguar, você é um gênio. Mas é burro…”
Millor sempre foi crítico em relação à esquerda e à direita. Aliás é dele a frase famosa que diz que “jornalismo é oposição; o resto é armazém de secos & molhados…”.
Como humorista, ele não pode nem deve fazer concessões ideológicas. É engraçado? Dá pra ridicularizar? Então, sai de baixo…
Melhor que seja assim. Para quem, de algum modo, exerce alguma parcela de poder, as críticas sempre são mais úteis que os elogios. Ninguém proclama isso publicamente, mas é a mais pura verdade. Os elogios acabam turvando a visão, até porque, para quem está no poder, nunca falta um monte de puxa-saco pra elogiar.
E as melhores críticas são feitas pelos humoristas. Eventualmente podem incomodar mais. Exatamente por isto são mais úteis.
Pessoalmente, não respeito humorista que se deixa castrar por considerações de ordem partidária, ideológica ou religiosa.
Humorista de respeito perde o amigo, mas não perde a piada.
Quem não quiser ser exposto à metralhadora giratória dos humoristas que se afaste da política e, sobretudo, que se afaste do poder.
Essa FARC é um grupo de guerrilheiros torturadores e covardes. Além de matarem milhares, torturam.
Porque deixar uma pessoa visivelmente doente na selva sem possibilidade de assitência médica é TORTURA.
“As Farc estão demonstrando empenho na negociação que o presidente colombiano Álvaro Uribe não está sabendo conduzir.”
Por favor PD. O empenho das FARC possui apenas um motivo: ela está sendo derrotada militarmente.
A única coisa que as FARC quer é um território livre ao estilo Chiapas, coisa que Uribe, com toda a razão, nunca irá concordar.
O resto é balela de esquerdista que adora um duplipensar.
Parece que se esquecem que as FARC SEQUESTRA PESSOAS, para conseguir seus objetivos.
Isso é justo? Isso é válido? É isso que a esquerda quer? É assim que a esquerda quer ser representada? Por um grupo que SEQUESTRA PESSOAS, um grupo que trafica.
Uribe está certíssimo NÃO SE NEGOCIA COM TERRORISTAS. Principalmente os de esquerda, porque é certo que não cumprirão seus tratados.
E porque ninguém da esquerda fala que Uribe libertou unilateralmente prisioneiros das FARC? Esse gesto não é válido porque foi de URIBE.
Não existe meio termo nesse assunto. Ou está do lado da lei, da justiça, da humanidade ou está do lado de TRAFICANTES SEQUESTRADORE.
A esquerda deve decidir de que lado está.
Que o pessoal das FARC não têm caráter isso não me resta dúvida, mas o mesmo vale para os paramilitares e para dignos políticos colombianos que plantam coca atrás de alguns inocentes pezinhos de café.
Uribe, aliás, com a fidelidade absoluta a esse “Plano Colômbia” está transformando seu país num Cavalo de Tróia e é sim uma ameaça para o Brasil.
Diga-se de passagem, participar do tráfico não é privilégio somente de “esquerdistas” daquele país.
Levar esse debate para um fla x flu é sofismático, minimizar a situação colombiana como uma questão maniqueísta é fruto de desconhecimento ou desonestidade intelectual.
Não tem jeito. Já que não dá pra defender as FARC pelo menos se tenta atacar o Uribe. Admitem que elas são ruins, mas vem com um “mas” depois. Acho que é pra minimizar o prejuizo à imagem da esquerda.
Não “dá pra defender” nem Uribe, nem as FARC, se você duvida, atualize seus conceitos sobre a Colômbia .
O Pablo no #66, ao indagar se é por grupos terroristas/traficantes que a esquerda quer ser representada, me fez lembrar de quando estudante nos congressos e encontros vinha o momento da “conjuntura nacional”, que era um open thread na verdade, onde discutia-se desde o futuro da profissão até qual o melhor sucessor do Fidel, e Eu falei algo parecido e fui chamado de facista pra baixo-ou pra cima…
“Não “dá pra defender” nem Uribe, nem as FARC, se você duvida, atualize seus conceitos sobre a Colômbia .”
Hugo Albuquerque
E ainda continua tentando nivelar Uribe e as FARC. Se os dois são indefensáveis pelo menos se consegue um empate. Não vou cair nessa.
Eu não estou “tentando nivelar” Uribe e as FARC, eu nivelei.
Se você discorda esboce algum argumento menos infantilóide e menos sectário.
Sectário? Não sou eu que comparo um presidente eleito com um grupo terrorista aliado de traficantes.
E você só tentou nivelar. Uribe pode ser ruim mas não é como eles. Pode ser controlado pelas instituições, responde ao povo. E tem legitimidade. E daqui a certo tempo sairá. Até agora não sei dele tentando bancar o Hugo Chavez se eternizando.
Mas não entendi o “infantilóide’.
Hugo Chavez também é presidente eleito da Venezuela, nem por isso você está levando em conta a “legitimidade” dele.
Antes de escrever à respeito da Colômbia, estude um pouco esse país.
Os grupos pramilitares de lá também são terroristas, se sua mente maniqueísta é incapaz de compreender a complexidade do conflito aí é outro problema.
Ah, e quando eu falo em estudar não é ler a Veja.
Eu acho Hugo Chavez legitimo. Onde eu disse que não? O problema são as tentativas dele de se tornar um ditador.
E não vou cair no seu joguinho de nivelar os dois. É o mesmo que o PT faz, de nivelar por baixo, tentar igualar todo mundo.
Quanto à minha mente maniqueísta, eu votava no PT e na esquerda, fazia campanha, fui até fiscal pelo partido. Mas exatamente porque não sou maniqueista consigo aceitar coisas desagradaveis, como o fato de que não se trata de escolher entre bons e maus. Na nossa política temos que nos contentar com escolher entre o ruim e o péssimo. Aceito que errei, que FHC era ruim mas Lula é pior. E voto no que me parece menos ruim. É o que dá pra fazer por enquanto.
Hugo - Você tem razão. Não é só a esquerda que trafica na Colômbia. Pelo menos os paramilitares não possuem apoio de uma “nação Amiga” como saiu no documento escrito pelas FARC.
A verdade inconteste é que as FARC negocia seres humanos. E isso é um fato.
Na verdade estão doidos para se livrarem dos reféns sem que isso soe como uma vitoria de Uribe. E se ele precisa da ajuda dos EUA, veja seus resultados. Compare Bogotá de antes com Bogotá de agora. E porque será que nenhum governo da região classifica as FARC como grupo terrorista?
O problema dos paramilitares foram a muito equacionados, ainda existem, é verdade, mas nem de longe possuem o poder que tinham no passado.
É inacreditável o que as pessoas de esquerda fazem para defender o indefensável. Resta perguntar ao Sr. Hugo quantas pessoas sequestradas estão em poder dos paramilitares.
Hugo, nivelar um presidente eleito com um grupo de traficantes é delinqüência, você é um delinqüente.
Uribe foi eleito pelo povo colombiano.
As FARC não possuem legitimidade.
- Traficam
- Sequestram
- Promovem atentados terroristas nas maiores cidades colombianas
Se Hugo me provar que Uribe faz a mesma coisa, beleza. Caso contrário , repito, é um deliqüente moral, um desonesto intelectual, um vigarista.
Astor,
Desculpe, mas não se trata de provar que Uribe tenha feito ou faça diretamente esse tipo de coisa.
Se é que entendi direito, a posição do Hugo, com a qual concordo, é a de que a Colômbia e seus presidentes, inclusive os anteriores a Uribe, tem uma longa história de associação com o tráfico, por conta da grana envolvida.
As FARC também.
E o fato é que as FARC detêm uma boa parcela do território colombiano há mais de trinta anos. Dificilmente o conseguiriam sem associação aos traficantes e mais, embora para alguns seja difícil admitir, se não dispusessem de algum grau de legitimidade entre os colombianos.
Não se trata, nem de longe, de um bang bang, com os mocinhos e bandidos claramente delineados.
Ter esse cenário em mente, na minha modesta, é essencial.
Alba, essa é a desculpa mais esfarrapada do mundo. Tire o lado do tráfico e as FARC continuarão a ser um grupo guerrilheiro que sequestra pessoas. Continuarão a ser um grupo que coloca bomba em carros, continuarão a ser um grupo que obriga a crianças a virar guerrilheiros, expulsa camponeses de suas terras. Continuarão a ser um grupo violento que quer implantar suas ideologias por meio das armas. Continuarão a ser um grupo que atenta contra a democracia.
Há sim mocinhos e bandidos muito bem delineados. A esquerda que insiste em não se posicionar por motivos ideológicos. Pior apoia as FARC.
Os lados estão claramente delineados. Não quer ficar do lado de Uribe? Não precisa.
Fique ao lado dos sequestrados.
Astor,
desonestidade intelectual é levar uma debate extremamente complexo como esse para o campo do maniqueísmo barato e de uma lógicazinha de guerra fria.
Gerson B,
Uribe também deu um jeito de aprovar a reeleição na Colômbia e se puder se perpetua no poder.
O desejo de se perpetuar no poder não é um monopólio da esquerda, a única diferença é que quando um direitista parte para esse sentido a grande mídia latino-americana faz vista grossa e ainda inventa alguma justificativa moral.
Pedro Villarnovo,
O papel dos paramilitares não é sequstrar pessoas, basicamente ele consiste em proteger os cartéis e plantações de coca de distintos figurões daquele país e fazer o trabalho sujo que as forças armadas convencionais não podem fazer, como chacinar vilas inteiras.
Relativizar o papel dos páras é o mesmo que dizer que as milícias dos morros cariocas são diferentes dos traficantes.
Outro ponto é querer criar esse clima de “ou está comigo, ou está contra mim” bem tipíca do Bush.
Quando há dois lados errados o melhor é ficar do lado da razão.
Hugo,
Obrigada por ter escrito ao Pablo o que eu gostaria de ter escrito. Permita que eu faça minhas as suas palavras.
Pablo,
Eu só acrescentaria que usar apenas o critério moral como guia para esse tipo de discussão não contribui para torná-la mais clara, ao contrário.
Hugo, tem links para essas informações?
Hugo,
Logicazinha de guerra fria o escambau! É a lógica das leis, do estado de direito, da dignidade, da responsabilidade!
Pelo que eu sei, o governo de Uribe e aliados estão diminuindo a violência e sufocando as Farcs. Li hoje que as Farcs querem a renúncia de Uribe. É sinal de que podem estar meio no desespero, sei lá. É apelação. Diminuir a violência e combatendo o crime é bom e acho que ninguém aqui discorda. Mas quem aí falou em guerra fria, tá certo. Acho que esse rififi todo contra o presidente da Colômbia só acontece porque o cara é aliado dos Estados Unidos.
nossa, nossa, nossa, saio para uma bebemoração e quando volto a guerra está instalada…(risos)
bom, aqui vão alguns links para ajudar nas discussões…
http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u24647.shtml
para facilitar porque sei que muitos têm preguiça de abrir os links…
Paramilitares da Colômbia divergem sobre paz e narcotráfico
VALQUÍRIA REY
da BBC, em Bogotá
A influência do narcotráfico e as negociações de paz com o governo da Colômbia têm levado grupos paramilitares de direita no país a lutarem entre si, em combates que deixaram cerca de 400 mortos nos quatro últimos meses.
A negociação com o governo promete desmobilizar 13 mil combatentes.
Há quatro meses, o bloco Metro, com influência no estado de Antióquia, onde fica a cidade de Medellín, vem passando por um processo de aniquilação por outros três grupos, integrantes das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), a maior organização de paramilitares do país.
A briga, cujo saldo está em mais de 400 mortos, começou quando o comandante do Metro, Carlos Mauricio García Fernández, apelidado de Rodrigo Doble Cero, se negou a participar das negociações e fez uma série de denúncias contra integrantes das AUC.
“Rodrigo tem afirmado que não participa dos diálogos porque se trata de uma negociação com narcotraficantes e não está em discussão nenhum tipo de reforma política ou distribuição de riquezas”, afirma o cientista político Mauricio Romero, que acaba de lançar um livro sobre o fenômeno paramilitar colombiano.
“Insatisfeitos, outros blocos tentam diminuir militarmente a força de Doble Cero para amenizar o impacto das suas denúncias”, declara.
Escobar
Romero explica que, dentro das AUC, está o principal inimigo de Doble Cero, Diego Fernando Murillo, conhecido como Don Berna, um antigo chefe de segurança de setores do narcotráfico e considerado o sucessor de Pablo Escobar.
Don Berna é acusado por Doble Cero de comandar 70% das AUC e 60% do narcotráfico no país.
Já o bloco Metro, de acordo com o seu comandante, é o único grupo ilegal armado colombiano que não depende do dinheiro das drogas.
“Não é uma briga entre anjos. Doble Cero e seu bloco utilizam a extorsão, o seqüestro, a cobrança de impostos nas zonas em que têm influência. Também são conhecidos violadores de direitos humanos e responsáveis por massacres de camponeses”, afirma Romero.
“Mas, agora é ele também quem critica os laços que têm setores da polícia e do Exército com as AUC de Carlos Castaño, chefe político, e Salvatore Mancuso, comandante militar.”
“De acordo com Doble Cero, alguns comandantes das Forças Armadas Colombianas (Farc) e da política de Antioquia protegem as AUC e têm interesse em acabar com seu grupo”.
Falta de autoridade
Na última semana, em uma entrevista em uma escola de Antioquia, Doble Cero afirmou que seus inimigos estão desesperados e criticou a ausência das autoridades militares para acabar com os combates.
“Estamos combatendo há vários dias e ninguém aparece. Parece que estão fazendo vistas grossas, esperando que eles acabem conosco”, disse Doble Cero, 38.
“As AUC e o bloco Central Bolívar lançaram uma ofensiva final, desesperada contra meus homens. Parece que o prazo dado por eles está se acabando, estão com o tempo contado”, declarou.
Álvaro Valéncia, ex-comandante do Exército, não acredita que as AUC contem com a colaboração de militares colombianos.
Na avaliação dele, as forças militares ainda não agiram porque a situação não está clara.
“É preciso esperar para que as coisas se esclareçam, para poder decidir qual a conduta mais apropriada”, diz Valéncia.
“No momento, acho que as autoridades militares devem intervir entre estes grupos hostis e evitar que ocorra uma confrontação armada total”, afirma.
Facções
Segundo Rodrigo, dentro das AUC há várias tendências: a tropa, os chefes que não se envolveram com o narcotráfico e os narcotraficantes que compraram o comando da organização.
De acordo com ele, as autodefesas se transformaram em um cartel armado do narcotráfico.
O comandante paramilitar diz que, na negociação com o governo, alguns querem retirar-se do conflito e desfrutar das suas propriedades, enquanto outros querem apenas institucionalizar a corrupção do narcotráfico.
“Os narcotraficantes tinham poder econômico. Através das autodefesas conseguiram um exército rural”, afirma Doble Cero. “Agora, com nossa ideologia como escudo, buscam poder político local e nacional”, diz.
Doble Cero, que se uniu às Autodefesas em 1989, é considerado um inimigo por seus antigos aliados de luta contra a guerrilha desde maio passado, quando Carlos Castaño exigiu que ele participasse das negociações com o governo e foi sentenciado de morte.
Desde então, perdeu o controle de 37 dos 45 municípios que comandava em Antioquia.
“No incio, Doble Cero criticou os diálogos de paz com o governo, afirmando que estavam contaminados pelos interesses do narcotráfico”, lembra o sociólogo e cientista político Ricardo García.
“Em seguida, mudou de posição e pediu para negociar em separado. O discurso dele é parecido com o da guerrilha, porque ele também diz que a negociação deveria incorporar elementos politicos”, diz.
Contra-reforma agrária
O paramilitar dissidente diz que o narcotráfico origina um processo de contra-reforma agrária.
Com o dinheiro recebido das drogas, os traficantes compram terras dos camponeses e isso gera mais refugiados internos.
Rodrigo denuncia que, do dinheiro que ganham as AUC com narcotráfico, apenas 5% vai para o conflito. O resto é usado para comprar terras.
Alfredo Rangel, considerado o melhor analista militar na Colômbia, diz que os grupos paramilitares são muito diferentes entre si e contam com fontes de financiamento distintas.
“Não há unidade nacional. Eles não têm um projeto paramiliar único”, salienta Rangel.
“O que está ocorrendo agora é uma disputa por controles territoriais entre grupos que têm expectativas distintas diante da possibilidade de desenvolver um processo de desmobilização com o governo nacional”, diz.
Na avaliação de Rangel, os grupos que querem se desmobilizar tentam antes ganhar o controle das áreas onde atuam blocos que eles consideram adversários.
Com as suas últimas ações militares, eles tentam acabar com eles, para consolidar uma presença nestas zonas e ter mais força na negociação com o governo, diz o analista.
Especial
lembrando que a matéria é de 2003…
Gerson,
Há muito material sobre a Colômbia neste link:
http://diplo.uol.com.br/+-Colombia-+
esse aqui tambem é interessante…
http://tordesilhas.net/?p=34
Na Colômbia, paramilitares estão no centro do jogo político
27 January, 2006
Posted by tordesilhas in : Geral , trackback
A revista “Semana”, a Veja da Colômbia (só que melhor – aliás, hoje em dia parece ser fácil ser melhor do que a Veja), publica uma interessante matéria sobre a infiltração sistemática dos paramilitares na vida política colombiana, un fenômeno ainda pouco discutido fora do país. Em minhas viagens à Colombia mais de uma vez ouvi o relato de pessoas cujas vidas foram destruídas pelo conflito armado e os “páras” são cada vez mais protagônicos neste xadrez perverso.
Não é segredo para ninguém que tanto os paramilitares como as FARC são financiados ou administram eles mesmos o rentável negócio da produção e tráfico de drogas na Colômbia. Se nos anos 80 e parte dos 90, os capos das famílias de narco-traficantes de Cali e Medellín, capitaneados pelo quase popstar Pablo Escobar, eram a referência quando se falava no tema, o século 21 viu uma significativa parte do controle do negócio mudar de mãos.
Com o fim do financiamento vindo da extinta União Soviética as FARC não tiveram outro remédio que o de financiar suas ações primeiro a partir da cobrança de “imposto revolucionário” dos traficantes, depois com o controle puro e simples da cadeia produtiva da coca. O mesmo caminho seguiu os paramilitares, cada qual em sua respectiva zona de influência no país. A diferença é que as FARC controlam áreas muito específicas da Colômbia e são caracterizadas –e caçadas - como um grupamento terrorista. Os “páras”, por sua vez, contam com o respaldo velado (e muitas vezes explícito) de amplos setores do governo. Não se pode esquecer que o mesmo presidente Álvaro Uribe tem sua origem em um grupo de paramilitares da região de Medellin. (viu mr. ex?…)
Os paramilitares são também beneficiados por um programa governamental de “justicia y paz”, que premia a delação dos “arrependidos”, promove a “desmobilização” das forças paramilitares e na prática lhes premia com o perdão de seus crimes e apoio estatal para “reintegrar-se” à vida civil. Concretamente isto tem significado que os líderes dos “páras” estão se tornando verdadeiros barões das comunidades onde atuam, vendendo serviços de “segurança”, controlando políticos, agências governamentais e ONGs locais, e abrindo outros rentáveis negócios apoiados por financiamento estatal. Ou seja, “limpando” seus passados criminosos e virando “respeitáveis” barões locais e regionais. Tudo isto entre muitas aspas, já que ameaças, assassinatos seletivos e eventuais massacres continuam sendoi o modus-operandi dos paramilitares.
Este processo de “higienização” e legitimização dos “páras” está chegando ao paroxismo nas vésperas do processo eleitoral que vai renovar o congresso colombiano e quase certamente reconduzir Álvaro Uribe à presidência. A todo momento pipocam denúncias na mídia sobre os acordos e esquemas que estão sendo montados pelos líderes paramilitares para eleger deputados e senadores alinhados com suas visões políticas. Dinheiro é o que não falta e praticamente não há um partido que não mantenha suas relações espúrias com estes novos caciques regionais.
Uma das denúncias mais recentes envolvem um grupo de políticos “uribistas” da região de Magdalena flagrados em uma reunião com o comandante pára-militar conhecido como “Jorge 40” para definir a estratégia eleitoral que os levaria ao poder. A grita foi tanta que ele tiveram de ser excluídos das chapas eleitorais pelos sues respectvos partidos (todos da base de Uribe). (viu mr. ex?…)
Esta é apenas uma dentre dezenas de denúncia de como o sistema político colombiano está sendo sistemanticamente contaminado e controlado pelos paramilitares e seus simpatizantes. Isto parece repetir um movimento tentado antes, em meados dos anos 80, pelos cartéis de narcotraficantes que chegaram a tentar alcançar a presidência por meio de um candidato comprometido com eles. Suas asas foram cortadas pela ação rápida das forças políticas, da justiça e da cidadania. O problema agora é que os “páras” de alguma maneira já estão no poder, apesar de Uribe negar a todo momento a vinculação de seu governo com eles.
E certamente o projeto político dos paramilitares não vem de hoje. Difícil de acreditar que o extermínio literal da principal força política de esquerda, a Unión Patriótica, já não fazia parte de uma visão de futuro. Seus principais líderes locais, regionais e nacionais foram sistematicamente assassinados, principalmente pelos “páras”, ao ponto em de o partido, antes muito importante, simplesmente ter deixado de existir.
Há uma força política mais à esquerda remanescente, a qual inclui até ex-guerrilheiros do M-19, mas diferentemente do restante da América Latina, esta não tem sido capaz de atrair aos colombianos, que siguem encantados pela retórica e carisma de Uribe, chamado de “presidente-teflon”, já que parece imune às constantes “metidas de pata”, como se diz aqui, que seu estilo autoritário produz.
O interessante artigo da revista Semanas está disponível aqui.
( esse uribe sem dúvida é “legitimíssimo”…)
massacre de indígenas…
Colombia: Paramilitares exterminaron a un pueblo wayúu
http://www.rebelion.org/plancolombia/040528wayuu.htm
isso em 2004…
uribe se apoiou nos para…
http://www.rebelion.org/plancolombia/sodepaz090902.htm
9 de septiembre del 2002
Colombia: Paramilitares legalizados
SODEPAZ
Son las “Convivir”, en teoría cooperativas de vigilancia privadas, en realidad milicias contra la guerrilla, las que ahora Uribe quiere revitalizar. Este es el primer artículo de un reportaje que la revista “Latinoamerica” dirigida por Gianni Minà, publica en el número 79/80 de agosto 02.
Un ojo inquisidor en un triángulo…. Este símbolo ha representado desde 1994 a 1997 a las Convivir, una especie de “Gran hermano” masónico a la colombiana.
Creadas por un decreto en febrero de 1994, y llamadas Convivir a partir de 1995, son definidas cooperativas de vigilancia y seguridad “privadas”, oficialmente destinadas a ayudar a la autoridad a luchar contra los grupos armados ilegales. En realidad son fuerzas auxiliares contrainsurgentes del ejército y de la policía, generalmente financiadas por los grandes propietarios de tierra, que en la época quisieron librarse del impuesto revolucionario y de la “agitación subversiva”.
Superchivatos del Estado, los miembros de Convivir serían, en teoría, dotados con armas “defensivas”. En 1996, en cambio, la Administración colombiana había autorizado la adquisición de 422 metralletas, 373 pistolas de calibre 9 mm, 217 fusiles de asalto, 70 fusiles, un centenar de revólveres y algunos lanzagranadas, morteros y granadas de fragmentación. Nada que ver con la escopeta de caza de un “campesino indefenso” contra la guerrilla. Álvaro Uribe Vélez, gobernador de Antioquía y su jefe de gabinete, Pedro Juan Moreno Villa, han sido los fervientes defensores de las Convivir, según algunas versiones, Pedro Juan Moreno fue de los que inspiraron al gobierno Samper el decreto de su creación. Con el gobernador Uribe, fueron creadas en Antioquía setenta cooperativas Convivir, un unos sesenta según el departamento. Es difícil conocer la cifra exacta, la identidad de los chivatos no es registrada como tampoco el nombre de las Convivir. Estas organizaciones semiclandestinas, actúan a menudo en la sombra. En la mayoría de los casos, los alcaldes de la época no han sido informados de la creación de las cooperativas en su ayuntamiento.
(viu mr.ex?…)
Obrigado pelos links.
esse é recente…
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2007/12/14/colombia_18000_armas_de_paramilitares_sao_fundidas_para_homenagear_vitimas_1120740.html
Colômbia: 18.000 armas de paramilitares são fundidas para homenagear vítimas
14/12 - 19:13 - AFP
Mais de 18.000 armas entregues pelos paramilitares foram fundidas nesta sexta-feira na Colômbia e serão transformadas em placas em homenagem às vítimas dessas organizações, em uma cerimônia supervisionada pela Organização dos Estados Americanos (OEA), que advertiu sobre o rearmamento de grupos de ultradireita.
O material fundido será usado nas placas que recordarão as mais de 9.000 vítimas civis das paramilitares Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), grupo que por 20 anos lutou pelo controle de territórios do norte e do leste do país.
O ato foi realizado nos fornos da Siderúrgica Nacional, na cidade de Sogamoso, departamento de Boyacá (centro), na presença de alguns familiares das vítimas e do secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza.
O presidente colombiano, Alvaro Uribe, que havia anunciado que participaria do ato, desculpou-se no último minuto e, em seu lugar, enviou o comissário de paz, Luis Carlos Restrepo, e o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos.
As armas, de longo e curto alcance, foram entregues por 31.671 membros das AUC, dentro do processo que levou à sua desmobilização entre 2003 e 2006, segundo o governo.
O presidente da Comissão Nacional de Reparação e Reconciliação, Eduardo Pizarro, saudou a presença dos familiares no ato simbólico.
“As vítimas que hoje nos acompanham expressaram sua disposição para a reconciliação entre os colombianos. Sua mensagem, porém, é clara: a reconciliação não deve ser pretexto nem para a impunidade nem para o esquecimento”, declarou Pizarro. (alguem acredita nisso?…)
muito bom esse artigo no link que a alba disponibilizou…
http://diplo.uol.com.br/2007-10,a1991
A paz invade o coração da Colômbia
Num país golpeado pela violência política, a sociedade civil reage humilhando, em eleições regionais, os grupos pára-militares e o presidente associado a eles. Apoio a Uribe é cada vez mais precário, e sistema partidário tradicional está em frangalhos
Simone Bruno
A eleição de Samuel Moreno para a prefeitura de Bogotá, segundo posto eletivo em importância na Colômbia, demonstra que o Pólo Democrático fez um bom trabalho como partido. Pela segunda vez consecutiva, seu candidato triunfou numa capital que havia varrido do mapa as agremiações tradicionais, elegendo prefeitos independentes.
…
A vitória amplia também a força do atual prefeito da capital, Lucho Garzón, cujo bom trabalho no campo social permitiu-lhe acumular experiência e projetar-se no cenário nacional. Em contrapartida, quase todos os analistas destacam a derrota do presidente Alvaro Uribe. Sua derrota foi agravada por ter mantido, ao longo da campanha, postura abertamente contrária a Samuel, a quem acusou de “comprar votos” e receber respaldo das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
Muitos concordam que a derrota esmagadora sofrida por Enrique Peñalosa (candidato independente apoiado pelos partidos governistas) deveu-se, em parte, a uma reação contra esta tomada de posição do presidente. Além de inconstitucional, sua intervenção explícita na campanha é muito perigosa, num país como a Colômbia. Nos anos 80, mais de 2 mil militantes da organização de esquerda União Patriótica foram assassinadas, precisamente a partir de insinuações de que seriam o “braço desarmado das FARC”
Na lista de perdedores, a mídia de mercado e seus comentaristas
Também os meios de comunicação tentaram atingir Samuel Moreno, servindo-se de expedientes rasteiros. Para tentar vincular o então candidato com apoio à atividade subversiva, o canal RCN, por exemplo, levou ao ar, de forma descontextualizada, trecho de uma entrevista concedida por ele há quase 14 anos. A reação da sociedade foi cristalina: Samuel obteve mais de 900 mil votos, um recorde absoluto. Por isso, jornalistas como, María Isabel Rueda, da revista Semana, incluem na lista perdedores os meios de comunicação de massa e os comentaristas políticos que, em sua maioria, apoiavam o candidato Peñalosa.
…
Pela primeira vez, grupos da sociedade civil e meios de comunicação somaram forças para lutar contra a infiltração dos grupos pára-militares e mafiosos nas eleições locais, onde tais bandos encontram o combustível que lhes permite existir. Um sistema de alarmes precoces e de listas manteve os leitores constantemente informados sobre os candidatos que representam um risco.
“Vote bem”, chamava-se, por exemplo, uma lista que, com apoio da comentarista política Claudia López, classificava os candidatos com base em seu grau de risco: extremo, alto, médio e baixo. Os critérios incluíam o partido de filiação, as relações políticas, financiadores, inquéritos em curso e outros fatores (já imaginaram algo assim por aqui?…). Foi uma resposta relevante dos colombianos ao “escândalo da pára-política”, que já implica 50 parlamentares, quase todos ligados ao uribismo.
…
As urnas desmoralisam as “pesquisas” do Instituto Gallup
…
No rol dos perdedores, não se deve esquecer a “prestigiosa” empresa internacional de pesquisas Gallup. Até seu último boletim, ela enxergava, em Bogotá, um empate técnico entre Samuel Moreno e Peñalosa. O presidente da empresa na Colômbia, Jorge Londoño, já esteve no centro de uma polêmica há meses, quando eclodiu o escândalo da pára-política. Foi acusado de alterar os parâmetros de uma pesquisa que afere, entre outros dados, a popularidade do presidente Uribe – nunca, segundo o Gallup, abaixo de 70%. O instituto elevou o peso dos mais ricos e dos habitantes das grandes cidades, na metodologia que apura o apoio do chefe de governo. Diante do fracasso de suas sondagens sobre as eleições de Bogotá, o jornalista Julio Sánchez Cristo disparou, na Rádio W, uma pergunta muito interessante ao presidente do Gallup: “Vocês usam a mesma metodologia em todas as pesquisas”? “Sim”, respondeu Londoño…
Tradução: Antonio Martins
antonio@diplo.org.br
andrea,
Ótimos, exemplares e propícios links e textos que vc disponibilizou aqui.
Agora resta esperar que “certas pessoas” leiam e entendam.
Saudações
olha só essa carta ao sarkozy nada…
http://www.anncol.nu
A LUTA DE UM POVO, UM POVO EM LUTA!
Este material pode ser reproduzido livremente, desde que citada a fonte. Este material deve ser reproduzido amplamente, para que o sofrimento do povo colombiano termine o quanto antes, para que a mais sangrenta intromissão do imperialismo na América Latina tenha fim.
Terça-feira, 18 de Dezembro de 2007
Carta de James Petras ao presidente Sarkozy
O reconhecido sociólogo estadunidense James Petras publicou nesta segunda uma carta aberta ao presidente da França, Nicolas Sarkozy, sobre a intervenção deste no processo de Intercâmbio Humanitário na Colômbia.
“Li com grande interesse sua carta ao líder das FARC, Manuel Marulanda. Partilho consigo um impulso humanitário para dar fim ao encarceramento de prisioneiros políticos na Colômbia.
Contudo, vamos ser claros, com princípios e realistas acerca disto. A liberdade dos presos políticos das FARC está dependente de um qui pro quo – a libertação dos combatentes da resistência das FARC nas masmorras do Estado colombiano.
A sua intervenção dramática e altamente publicitada concentrou a opinião pública mundial nos prisioneiros mantidos pelas FARC, mas deixou de mencionar a situação dos presos políticos do governo colombiano, torturado e brutalizados por um Presidente cujos mais próximos associados no Congresso estão à espera de julgamento pelas suas ligações antigas aos esquadrões da morte paramilitares e aos narcotraficantes.
Vamos começar de novo, Presidente Sarkozy. Se quiser ser um mediador honesto ou um líder humanitário consequente deve actuar imparcialmente com um espírito de reciprocidade. Até agora o senhor actuou de uma maneira injusta (one-sided), a qual não conduz a uma resolução positiva do intercâmbio de prisioneiros. Nos seus curtos e altamente publicitados apelos o senhor não actuou com boa fé e imparcialidade.
Por exemplo: no princípio de Dezembro apelou ’solenemente’ às FARC (especificamente ao seu secretário, Manuel Marulanda) para que libertasse unilateralmente os seus prisioneiros incluindo Ingrid Betancourt sem qualquer apelo paralelo ao Presidente Uribe para libertar os seus prisioneiros e aqueles mantidos nos Estados Unidos. O seu apelo assemelhou-se mais a um truque publicitário vazio de substância e de solenidade teatral. Pensa você que o mais sagaz e lendário líder guerrilheiro da América Latina seria intimidado pela sua retórica que coloca o ónus ‘da vida’ de Ingrid sobre os ombros de Marulanda? A sua dupla moralidade colonial não convenceu ninguém e certamente não avançou o processo de negociações. O seu posicionamento ético pode deliciar alguns ex-maoistas de meia idade transformados em filósofos de novela em Paris, mas não tem cabimento ao tratar com revolucionários sérios e consequentes.
Deixe-me sugerir que, uma vez formou tamanha relação carnal com o seu ‘bom amigo’ Presidente Bush, volte o seu encanto para ele e diga-lhe para devolver os dois líderes da FARC à Colômbia como parte da troca de prisioneiros pelos três operacionais estado-unidenses da contra-insurgência que estão numa cadeia da FARC. Reciprocidade, Sr, é o sine qua non de quaisquer negociações entre iguais.
Em segundo lugar, você fez um pronunciamento público de condenação aos ‘métodos’ e ‘objectivos’ das FARC, mas não de Uribe. Isto certamente não é um modo de começar negociações. Dá a impressão de que Uribe é um político democrático, o que vai em sentido contrário de relatórios das Nações Unidas, colombianos, Organização dos Estados Americanos, Organização Internacional do Trabalho, organizações de direitos humanos, os quais documentam que a Colômbia é o lugar mais perigoso do mundo para jornalistas, sindicalistas, advogados de direitos humanos e líderes camponeses por causa dos terrorismo patrocinado pelo Estado. É presunçoso da sua parte, Presidente Sarkozy, questionar as credenciais morais das FARC uma vez que você e o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Kouchner, deram o seu apoio incondicional ao Estado de Israel apesar do facto de eles manterem mais de 10 mil presos políticos, a maior parte dos quais foi brutalmente torturada e muitos nunca terem sido acusados oficialmente ou levados a tribunal. Um regime como o seu, cujo ministro dos N. Estrangeiros endossa o estrangulamento económico (corte de alimentos, remédios, água e electricidade) de um povo inteiro em Gaza e o banho de sangue americano no Iraque, não tem autoridade moral para dar lições quanto a ‘métodos’ e ‘objectivos’. Vamos ao ponto, Sr. Presidente. As FARC nem mantém 10 mil presos políticos como o seu aliado, o Estado judeu, nem invade e coloniza países independentes como o seu ‘bom amigo’ Presidente Bush. Assim, tendo levantado o véu da hipocrisia gaulesa, vamos voltar-nos para algumas das questões reais que confrontam a abertura das negociações.
Local das negociações
A insistência das FARC sobre uma localização específica não é uma escolha de paisagem, mas uma garantia da sua segurança face aos numerosos rompimentos de acordos com o regime Uribe. Presidente Sarkozy: a sua insistência, na verdade exigência, foi ‘prova fotográfica’ da sobrevivência de Ingrid Betancourt levou ao mais recente exemplo da deslealdade fundamental de Uribe. Os emissários que transportavam as ‘provas’ para si, via Venezuela, foram presos e encarcerados, violando grosseiramente um entendimento implícito de salvo conduto entre o senhor mesmo, o Presidente Uribe e o Presidente Chavez.
No período 1984-1990, a FARC alcançaram um entendimento com os Presidentes Betancourt e Gaviria no sentido de dar uma oportunidade ao processo eleitoral. Muitos antigos membros das FARC, com outras pessoas progressistas e grupos de esquerda, formaram a ‘União Patriótica’ (UP). No decorrer de 5 anos, mais de 5500 membros da UP foram assassinados, incluindo dois candidatos presidenciais, destruindo aqueles métodos eleitorais tão próximos do seu coração. Presidente Sarkozy, chamo a sua atenção para estes eventos, caso os seus conselheiros deixem de informá-lo dos perigos e ciladas enfrentados por quaisquer negociações das FARC com o governo colombiano. Mais especificamente, a insistência das FARC sobre a localização é para proteger os seus líderes e negociadores de qualquer movimento súbito de Uribe para romper negociações e capturar ou matar líderes das FARC.
Você deveria estar ciente de que Uribe acompanhou o seu apelo a uma reduzida zona territorial desmilitarizada com um prémio de US$100 milhões por membros das FARC assassinados ou a entrega de líderes seus ao Exército colombiano.
A imposição unilateral de condições de Uribe
Como sabe bem, Presidente Sarkozy, para entrar em quaisquer negociações um lado não pode unilateralmente e arbitrariamente impor condições que prejudicam o outro lado, como faz Uribe. O Presidente ‘paramilitar’ não só decidiu a localização como também o comprimento e a largura da zona desmilitarizada, o tempo de duração limitado para um ajuste, o comportamento subsequente dos combatentes da resistência libertados e uma visita da Cruz Vermelha à prisão clandestina das FARC, bem como insistindo sempre numa caracterização caluniadora dos seus parceiros de negociação.
A dimensão reduzida da região desmilitarizada (bem como a sua escolha e tempo de duração) levanta profundas suspeitas acerca dos motivos do governo. Uma zona desmilitarizada mais pequena torna mais fácil para o regime de Uribe invadir e capturar negociadores das FARC. Um zona mais amplas não afecta as questões substantivas a serem negociadas; facilita negociações ao aumentar a segurança dos negociadores.
Em segundo lugar, as negociações não podem ser decididas arbitrariamente no decorrer um só mês pois há numerosas questões de grande complexidade que precisam ser resolvidas. Em primeiro lugar a inclusão dos dois líderes das FARC encarcerados nos Estados Unidos graças à sua transferência arbitrária por Uribe.
Não há a mais mínima hipótese de as FARC concordarem em permitir uma delegação da Cruz Vermelha junto aos presos políticos das FARC, o que facilitaria os conselheiros americanos de Uribe, com alta tecnologia, detectarem e atacarem o local das FARC. A insana obsessão de Uribe de aniquilar fisicamente as FARC, como mostrou sua explosão mais recente, deveria enterrar o seu pedido por assistência humanitária da Cruz Vermelha.
É desnecessário dizer que o apelo de Uribe à Igreja ‘imparcial’ para assistir as negociações é uma brincadeira de mau gosto. A Igreja tem sido uma apologista não crítica de Uribe, da sua organização política e dos seus senadores e membros do Congresso presos por ligações aos esquadrões da morte (em número de 30). Há vários grupos colombianos de direitos humanos que tem sido reconhecidos internacionalmente pela sua coragem e imparcialidade, incluindo Justiça e Paz e Reiniciar, que podem servir melhor para qualquer papel de intermediário.
Presidente Sarkozy: apesar das limitações e do seu previsível posicionamento moral, o senhor desvendou com êxito as fracassadas e perigosas políticas de Uribe de ‘libertar’ os prisioneiros das FARC pela força. O senhor conseguiu, através de promessas e ameaças, que Uribe concordasse parcialmente ao razoável pedido das FARC de uma zona desmilitarizada para as negociações. As concessões extraídas de Uribe são contudo esquivas pois o que ele dá com uma mão toma de volta com a outra. Ele multiplica condições inaceitáveis precisamente para minar as negociações. Pois é nos pormenores que o processo progredirá.
Eis aqui o perigo, Presidente Sarkozy. O seu gesto de abertura, e mais a sua pressão com êxito para assegurar um terreno para negociações, ganharam-lhe o apoio de muitos cidadãos franceses profundamente comprometidos com a libertação da sua compatriota, Ingrid. O senhor tornou-se o querido dos media franceses e ocidentais. Não colocarei isso no seu passivo. O senhor interessou-se, falou, actuou, mas ainda não teve êxito.
Para começar mesmo as negociações o senhor deve mais uma vez convencer Uribe a ser razoável (pelo menos para o resto do mundo), esquecer as suas agendas ocultas e aceder a uma zona desmilitarizada segura de dimensão adequada e dar aos negociadores prazo adequado para resolverem as suas diferenças. Sob circunstâncias normais, Sr. Presidente, deve admitir que estes pedidos são razoáveis. Mas como deve saber agora, Uribe não é nem um negociador de bom grande nem está disposto a acerto justo. O sr. tem os projectores dos medias. O sr. tem um vasto apoio interno e internacional. O sr. tem toda a credibilidade (e poder) para persuadir, pressionar ou arrastar Uribe à mesa de negociação para libertar Ingrid e os outros bem como os 500 prisioneiros das FARC apodrecer nos buracos de tuberculose da Colômbia e dos EUA. O êxito ou fracasso está agora nas suas mãos, Presidente Sarkozy. O sr. assumiu o dever solene de libertar Ingrid. Tenhamos esperança de que esteja à altura da sua responsabilidade.
Fraternalmente,
James Petras”
enlace original: http://www.anncol.org/es/site/doc.php?id=3452
agora quanto a “certas pessoas” eu não espero nada, nada…(risos)
andrea,
Soube da existência dessa carta ontem, mas não havia lido seu conteúdo.
Você tem colocado textos interessantes aqui, indício de seu conhecimento maior sobre os problemas colombianos.
Parabéns! Ainda há pouco desejei votos a vc no open de natal.
Alba, Andrea e Nada,
Muito obrigado pelos links e por terem continuado o debate na minha ausência, melhor do que o que vcs fizeram só se encenassem uma peça para tornar as coisas mais claras pra esse pessoal entender!
Mais uma carta-nojo de um esquerdista que adora sequestradores.
“liberdade dos presos políticos das FARC está dependente de um qui pro quo – a libertação dos combatentes da resistência das FARC nas masmorras do Estado colombiano.”
Hein??? Presos políticos??? Sequestrados viraram presos políticos??? Que descaramento! Quanta hipocrisia!!
Combatentes da resistência??? Resistência a que?? A democracia Colombiana, só pode ser.
Começou muito bem a carta.
Em todo o momento a carta muda o foco. Recentemente Uribe realizou unilateralmente a soltura de vários guerrilheiros das FARC. Isso ele não fala.
“/(…)mas não tem cabimento ao tratar com revolucionários sérios e consequentes.”
Lembrem-se: estamos falando de sequestradores que utilizam seres humanos como moeda de barganha.
Na boa, não vou nem comentar o resto. É tão nojenta, tão asquerosa, tão mentirosa, tão manipuladora, principalmente tão desrespeitosa com as pessoas sequestradas.
Dois sentimentos: nojo e asco.
Olhei os links. Mas não estou convencido. Como eu pensava, o govêrno da Colômbia não é perfeito. Mas são coisas muito distintas.
Essa carta do Petras é ridícula. Ele tenta dar às FARCs uma representatividade que elas não tem, como se o govêrno tivesse que negociar com elas de igual para igual.
O govêrno da Colômbia tem legitimidade para fazer prisioneiros e julga-los. As FARCs não. Inclusive seus prisioneiros são acusados. Os das FARCs são simplesmente sequestrados. Vítimas, até crianças.
A ameaça à vida de Ingrid é da culpa do “mais sagaz líder guerrilheiro da America Latina”, não do presidente.
E há 30 caras do congresso, inclusive senadores, presos pela ligação com esquadrões da morte? Isso pra mim é um sinal de que a impunidade não é total. Um sinal positivo.
Ainda agora ouvi na TV que as FARC exigem a renúncia de Uribe pra libertar os prisioneiros. Uma exigência descabida como essa é um sinal claro de que não querem negociar a sério.
100
Seus direitobas doentes!
James Petras….James Petras…não é aquele que defendeu o governo de Cuba quando este executou três fugitivos sob a alegação de que eram terroristas?
Vamos até admitir que os três fugitivos eram mesmo terroristas, mas James Petras é mais um sociólogo/intelectual que usa do relativismo para justificar suas posições. As ditaduras da esquerda são menos ditaduras que as da direita. As matanças da esquerda são menos deploráveis que as da direita. E, no caso, os terroristas das FARC são menos terroristas que os de Cuba.
O que dizer da carta dele? Simplesmente um lixo!! É a apologia de um crime contra pessoas inocentes. Não há contexto / justificativa alguma que sirva de desculpa para tal.
para os que realmente quiserem saber mais sobre o petras ao invés de ficar simplesmente ruminando a própria ignorância…
http://www.rebelion.org/autores.php?id=11
Durante la década de 60, y antes de licenciarse, James Petras (1937) fue militante de los derechos humanos y líder estudiantil en la Universidad de Berkeley, Estados Unidos. Se doctoró en Filosofía en la Universidad de California. Desde 1960 a 1973 enseñó y dirigió investigaciones en algunos países latinoamericanos, especialmente en Chile, donde colaboró con el gobierno de Salvador Allende. Luego del golpe de Estado de Augusto Pinochet, Petras fue miembro del Tribunal Russel sobre la represión en América Latina, junto a Julio Cortázar y Gabriel García Márquez.
En las décadas del 70 y 80 participó activamente en el movimiento de derechos humanos que combatió las torturas y desapariciones provocadas por las dictaduras latinoamericanas, y escribió para renombrados periódicos de izquierda: Le Monde Diplomatique, New Left Review, Monthly Review. Entre 1982 y 1984 fue director del Instituto de Estudios Mediterráneos de Atenas. Petras también enseñó en la Universidad de Pennsylvania y fue director del Proyecto de Estudio del Desarrollo Latinoamericano en el Instituto de Administración Pública de la misma universidad. Actualmente es profesor en la Universidad del Estado de Nueva York en Binghamton.
Entre los temas de toda su producción intelectual, especializada en la problemática latinoamericana, se destacan sus reflexiones sobre el conflicto entre clases sociales, el imperialismo, el Estado, la revolución, la transición a la democracia, y otros. En la actualidad tres temas son los que ocupan su atención: las rivalidades entre las distintas potencias imperialistas (Estados Unidos, Japón y Europa), el repliegue de los intelectuales críticos durante la década del 80, y las contradicciones del socialismo de mercado.
Sin embargo, Petras vincula mucho estos temas al fenómeno del imperialismo. El autor define al “estado imperial” (identificado sobre todo con Estados Unidos) como el “que impone nuevas reglas que moldean el comportamiento de los demás Estados”. Ahora bien este “estado imperial” responde a las demandas y los intereses de sus capitalistas que tratan de desplazar el capital hacia el exterior a fin de realizar actividades lucrativas a nivel mundial. En su libro, Globaloney, afirma que “de las 500 empresas más grandes del mundo, vehículos de circulación de capitales como instrumento de la globalización, el 49% son norteamericanas, el 37% son europeas y el 10% son japonesas”. En este sentido, el término “globalización” vendría a ser un sustituto de “imperialismo”: “el concepto de globalización entró en la jerga periodística para describir el fenómeno de expansión de capitales y de empresas norteamericanas, europeas y japonesas conquistando espacios económicos”
Este análisis está profundamente vinculado con un problema muy actual para los países latinoamericanos: las políticas de ajuste estructural que se vienen aplicando por recomendación de los organismos de crédito internacional (FMI y Banco Mundial)
Según el autor, las políticas del FMI, aunque aparentaran tratar con problemas específicos, técnicos de la balanza de pagos de cada país, buscaban remodelar la economía global: se centraron en el cambio del papel del Estado en la economía y la expansión de las relaciones de mercado.
Petras es terminante a la hora de analizar las consecuencias de la aplicación de esas políticas: “Las elites locales e internacionales se han beneficiado mucho del ajuste estructural. Las deudas privadas las ha asumido el Estado, los bancos acreedores han recibido miles de millones, las organizaciones de las clases trabajadoras han sido aplastadas o dramáticamente debilitadas mediante la represión y las consecuencias económicas del ajuste. El ajuste estructural sería una forma de lucha de clases con otro nombre, organizando un cambio drástico en términos de poder de clases en beneficio de los ricos y privilegiados”.
sem querer sair do assunto do post, as idéias dele sobre a “globalização” são bem interesssantes…
nada,
vou já lá responder…beijim
Sei………se foi o Petras que escreveu a carta, então ele está correto, vulgo “argumentum ad verecundiam” (apelo à autoridade).
Andrea, o currículo desse Petras não importa. Se o cara considera uma criança de 5 anos um “preso político” tá na cara que ele não é sério. As palavras são escolhidas pra justificar a polítia de sequestros.
Você acha que uma criança de 5 anos é um preso político?
Na penúltima linha quis dizer polítiCa de sequestros.
gerson, como você chama uma criança que está perto da mãe e do pai?…
???
Kiku?
hã?!…
O que tem a mãe e o pai? Você não quer dizer que as FARC consideram a criança um preso porque os pais são, não?
você queria que largassem a criança na mata?…
Não poderiam liberta-la? Entrega-la às autoridades?