Pedro Doria | Weblog

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Entre Hillary, Obama e Edwards;
Já os republicanos: decididos

December 19th, 2007 · · 35 Comentários

Os pré-candidatos estão nervosos – a data, 3 de janeiro, quando os cidadãos de Iowa sairão para discutir quem querem disputando as eleições presidenciais norte-americanas, está chegando.

Uns meses atrás, o cenário era de grande confusão no Partido Republicano e, no Democrata, uma aparente certeza de que Hillary Clinton sairia vitoriosa. Pois inverteu.

Nesta reta final, o governador do Arkansas, Mike Huckabee, começa a disparar em todas as pesquisas estaduais. É, evidentemente, cedo para garantir que será o candidato. Mas se há um nome forte nesta corrida é o dele.

No lado democrata, embolou. Em Iowa, Hillary Clinton, Barack Obama e John Edwards tem, de certa forma, iguais chances de vencerem. Edwards domina o interior, que apesar de menos eleitores, tem maior peso no coeficiente eleitoral. Obama e Hillary disputam os centros. Pode dar qualquer coisa – e o resultado influirá nas primárias de New Hampshire, poucos dias depois.

Obama tem conseguido ‘apoios’ curiosos, como chama atenção Jay Carney, um dos blogueiros políticos da revista Time. O ‘apoios’ vai entre aspas porque não se trata de declaração de voto. Mas dois jornalistas importantes decidiram entrar no debate sobre o que é mais importante, se a experiência de Hillary ou a maneira como Obama foi criado, com um pai queniano, um padrasto da Indonésia e alguma passagem pelo Havaí multicultural, que ele argumenta gera empatia para compreender como o resto do mundo pensa os EUA.

Um desses jornalistas é Fareed Zakaria, ex-diretor de redação da prestigiosa revista Foreign Affairs, atual diretor das edições internacionais da Newsweek. Zakaria, um homem refinado, globalizado e cético à beça, vem de família de origem indiana e muçulmana. Apesar de todos seus diplomas, acredita que sua compreensão de mundo se dá a partir do que aprendeu tendo contato com outros diferentes. Ele, que sempre valorizou experiência, sugere que o argumento de Obama faz mais sentido.

O segundo ‘apoio’ é surpreendente: David Brooks, o colunista conservador do New York Times. Brooks segue mais ou menos o mesmo argumento de Zakaria – mas ele, que em geral sequer cogitaria qualquer candidato democrata, é incrivelmente gentil e respeitoso com Barak Obama. Quase parece estar mesmo declarando seu voto.

Se algum dos dois tem como virar eleição? Dificilmente. A corrida segue. Mas, nas elites intelectuais, o principal argumento que sustenta a candidatura Hillary Clinton – sua experiência – acaba de rodar.

Tags: EUA

35 Comentários até agora ↓




  • 1 confetti na paz // 19/December/2007 às 5:09

    eu !
    nada de bacana nem de westerns….:)

  • 2 Darwinista // 19/December/2007 às 8:00

    Depois de oito anos sendo governado por um descerebrado que é clone do Alfred E. Neuman, agora uma parcela (grande) da população estadunidense quer colocar pra concorrer com os democratas um caipira fanático religioso. Algo como um Silas Malafaia saindo candidato a presidente pelo DEM.

    Obama, Clinton, Edwards, seja lá quem for o escolhido (torço por Hilary) terá a obrigação de lutar muito pra evitar que a “América” passe por, no mínimo, mais quatro anos de obscurantismo.

  • 3 HRP Mané Reloaded // 19/December/2007 às 8:03

    É obscurantismo!……que o diga o ministro brasileiro que teve que tirar os sapatos no aeroporto JFK…..EEEEEEEEEEE…

  • 4 Hugo Albuquerque // 19/December/2007 às 8:25

    A democracia americana ficou estagnada em algum lugar dos primórdios do século 20º.
    É engraçado como um país que estava anos-luz à frente dos demais quando o assunto era o seu sistema político acabou ficando pra trás de um maneira hedionda.
    Isso, entre outras coisas, tem a ver com esse infâme sistema bipartidário e com a baita cláusula de barreira que existe por lá que praticamente impedem a oxigenação da política local.
    Sem contar, é claro, com a apolitização que foi plantada por lá a partir da era Reagan.
    Baixa participação nas urnas, desinteresse político etc.
    Ouso em dizer que hoje o debate político por lá é pior que por aqui.

  • 5 nada será como antes // 19/December/2007 às 9:23

    O truque é simples e conhecido.

    Republicanos travestidos em dóceis figuras enchem a bola do democrata mais frágil.

    O democrata mais frágil pode vencer as primárias.

    Na eleição, o candidato republicano tem mais chances de vencer o oponente.

  • 6 JB da Silva // 19/December/2007 às 10:58

    Po, assim fica parecendo que tá tudo embolado entre os democratas. Naverdade há , no momento, uma franca favorita pra ser canditada ano que vem.
    Hillary lidera as pesquisas nacionais com uma folga sobre Obama de 15 a 20%, que por sua vez está uns 8 pontos a frente de edwards. Nos estados, iowa é um dos únicos em que a sra clinton não lidera fora da margem de erro.
    Só o que pode impulsionar obama agora seria a percepção de que ele tem mais chance de fisgar os eleitores indecisos, que tradicionalmente decidem a eleição nesse pais. pode até ser. Os republicanos certamente acham hillary uma presa mais facil, um canditado que polariza mais, com altas taxas de rejeição. obama, ao contrario, agrega.
    http://www.nytimes.com/2007/12/02/opinion/02rich.html

    fonte:
    http://www.pollster.com/

  • 7 andrea // 19/December/2007 às 11:06

    obama deve mesmo ser o preferido dos republicanos,… para ele as torturas em guantânamo são apenas um “erro” que qualquer um poderia cometer…
    mais vaselina impossível…
    http://www.counterpunch.org/cockburn04242006.html

  • 8 Pedro Doria // 19/December/2007 às 11:34

    JB da Silva: o problema é que não é o voto nacional que escolhe o candidato ou o presidente. Se fosse depender do número de votos no país todo, Al Gore era presidente. Se Obama se sai muito bem nos primeiros estados com primárias e Hillary fica mal, ela roda tão rápido quanto rodou o Howard Dean, quatro anos atrás. Se vai acontecer? Sei lá… impossível fazer previsão.

  • 9 Rachel // 19/December/2007 às 12:01

    Como já disse antes, quero ver o EUA na mão de uma mulher. Já temos Angela, Michelle, Cristina… seria legal ver a Hillary mandando tb.

  • 10 Marcos Araújo // 19/December/2007 às 13:14

    Hillary ou Obama: Nenhum dos dois candidatos será presidente dos USA - um por seu mulher, o outro por ser negro.

    Um dos dois até poderá vir a ser o candidato oficial do partido democrata, mas nunca chegará à presidência - ganha o republicano messiânico e fundamentalista (e o general da banda Mr. Xixi terá um orgasmo). Os democratas ficarao de queixo caído, tal como aconteceu com a derrota do insôsso John Kerry para o ainda mais insôsso e cretiníssimo Jorginho Bush.

  • 11 Izabel // 19/December/2007 às 13:45

    Ter uma mulher governandoparece romântico, mas quantos homens da presidenta estarão governando atrás dela?

  • 12 Rachel // 19/December/2007 às 13:58

    E qto outros homens governam por trás daqueles que escolhemos para ocupar o posto?

    Não acho “romântica” a idéia e não acredito q porque há uma mulher como presidente tudo no país será melhor. Mas creio que quando uma mulher finalmente chegar à presidência, outras serão governadoras, prefeitas, deputadas e senadoras, muitas outras, e aí sim, TUDO SERÁ DIFERENTE.

  • 13 confetti na paz // 19/December/2007 às 14:02

    coment. 20… que bobagem ! raramente vi mulher misogina….:(

  • 14 confetti na paz // 19/December/2007 às 14:03

    alo rach !! vai passar natal com pavel ?

  • 15 nada será como antes // 19/December/2007 às 14:03

    Rachel.

    Realmente, acredito e defendo várias mulheres em várias presidências.

    Quando acontecer, “nada será como antes”.

  • 16 confetti na paz // 19/December/2007 às 14:04

    nada, se eu for candidata tu vota pra mim ? :))

  • 17 nada será como antes // 19/December/2007 às 14:07

    confetti,

    Se vc defender propostas razoáveis, votarei não “para” vc, mas “em” você !

  • 18 nada será como antes // 19/December/2007 às 14:11

    Porque se eu votar “para” vc, me acusarão de fraude.

  • 19 confetti na paz // 19/December/2007 às 14:11

    ui ! doeu essa… vc nao perdoa nada né nada…
    quero que vc vote PRA MIM, pq estarei ocupada pra ir votar pessoalmente ! kkk

  • 20 nada será como antes // 19/December/2007 às 14:14

    confetti,

    Enviamos juntos…….:)))

  • 21 Rachel // 19/December/2007 às 14:37

    Confetti!!

    Não, Pavel está lejos… perdido naquela fazendo em Kent. Em julho provavelmente visitá-lo-ei na Europa… mas ele terá de ir ao meu encontro na Itália.

    E vc, onde estará no Natal?

  • 22 Marcos Araújo // 19/December/2007 às 15:12

    Rachel no # 12 - E a Roseana Sarna no Maranhao? Melhorou o pedaço? E a nobre governadora do Pará (num é cumigo nao, gente!) e a juíza que enviou a menina de 15 anos para a jaula dos bugres, fizeram diferente? As presidentas da Filipinas, Índia e Bangladesh fizeram diferente e melhor? A Angela Merkel na Alemanha é tao diferente assim? A Timoshenko na Ucrânia fará diferente? Duvido, e muito.

    Esse papo que mulheres no poder (a grandíssima maioria oriunda da classe dominante, é só conferir) farao melhorar as coisas é furadíssimo!

    Que seja homem ou mulher no poder, nada de fato muda. Quem manda é a grana, o resto é conversa fiada.

  • 23 confetti na paz // 19/December/2007 às 15:32

    rach, nao festejo natal, acho um saco…se eu te disser que trabalho até meio dia na segunda, vc acredita ? pois é…mas à noite viajo prum mato aqui perto, lago e lareira com amigos e muntcha veuve clicquot !! e vc ? lhe desejo momentos de puro prazer, mazel tov ! :))

  • 24 confetti na paz // 19/December/2007 às 15:33

    conseguiu uns paninhos la perla ? :)))

  • 25 Leila // 19/December/2007 às 16:34

    Nunca tive duvidas de que o balao de Hillary ia esvaziar logo logo.

    Ja’ o Huckabee, duvido muito que seja escolhido. Ele ta’ muito fora do mainstream.

  • 26 confetti na paz // 19/December/2007 às 16:41

    hillary nao esvaziou nada ! esta na frente e chega la !! go go hillary !!

  • 27 Rachel // 19/December/2007 às 16:41

    Acabei de saber que mto provavelmente, no Natal, seremos minha irmã, eu e uma garrafa da Absolut Disco.

    Achei até bom, sabe? Um Natal bem frequentado, enfim.

    La Perla… tvz durante minha estadia na Bota… who knows?

  • 28 Rachel // 19/December/2007 às 16:42

    Aaaaah!

    Mto obrigada pela indicação daquele site! Estou babando nas fotos…

  • 29 Luiz // 19/December/2007 às 18:03

    Já pensaram se o doidão do Ron Paul e o endinheirado do Bloomberg resolverem se lançar como independentes ?
    Os democratas dançam ?

  • 30 JB da Silva // 19/December/2007 às 22:43

    Pra mim, oque vai decidir os canditatos dessa eleição vai ser a Florida. Antes, nehum estado grande fazia previas antes do fatidico 5 de fevereiro. A Florida resolveu furar a fila, provoncando um efeito cascata e aumentando sua importancia na definição das candidaturas que já é grande (que o diga Gore).

    Agora mesmo que Hillary vá mal em Iowa, New Hampshire e mais dois ou tres estados perifericos, ela dificilmente perde na Florida, devido a grande quantidado de nova iorquinos aposentados que residem lá. E uma semana depois da Florida já é o super duper tuesday, quando os grandes estados decidem, e neles Hillary vai muito bem obrigado.

    Já a situção de giuliani é bem mais complicada. Pelas pesquisas de hoje o republicano perderia todas as previas pré-Florida. Lá, Giuliani ainda lidera mas vai perdendo pontos pra Huckabee. Uma derrota lá praticamente acabaria com o sonho presidencial do ex prefeito de NY.

  • 31 André Kenji // 19/December/2007 às 23:36

    1-) Curioso que ninguém fala em Kathleen Sebelius e Janet Napolitano, governadoras democratas que são ultrapopulares em estados bastante conservadores(Kansas e Arizona), e claro, que não dependeram do nome nem da reputação dos maridos para fazerem carreira política.

    2-) Huckabee é MUITO vulnerável, em especial pelas suas ocndicionais de estupradores e criminosos perigosos que matam em estados vizinhos. E acho que ainda vão achar algum vídeo de algum sermão dele em que ele diz alguma coisa idiota, mais do que querer prender aidéticos ou negar a evolução.

    3-) Hillary é MUITO vulnerável pelos seus altos números de rejeição e por muitos americanos a enxergarem como alguém que recebeu tudo de mão beijada do marido. Numa eleição geral eu acho que Richardson seria o menos vulnerável, mas o racíocinio dos eleitores das primárias do partido não é dos mais apurados…

  • 32 André Kenji // 19/December/2007 às 23:44

    Luiz

    Se Ron Paul se lançar como candidato independente, a candidatura de Cynthia McKinney pelo Partido Verde se confirmar e os democratas nomearem alguém com grandes vulnerabilidades numa eleição geral os democratas correm o sério risco de dançarem.

    Muitos não duvidam que os dois conseguissem uns 10% dos votos, o que seria suficiente para ter virado toda eleição desde de 1988.

  • 33 André Kenji // 19/December/2007 às 23:54

    JB

    Os democratas tiraram todos os delegados da Flórida, e se não me engano os republicanos tiraram metade.

    Então, não sei se o estado decide muita coisa. Acho que a vantagem de Hillary é mais pelo apoio de caciques de que qualquer coisa.

    Hugo

    O sistema eleitoral americano tem problemas, mas a participação eleitoral é bem maior que seria no Brasil sem o voto obrigatório.

    E muitos desses problemas existem em escalas bem maiores no Brasil. Por exemplo, nos EUA a diferença entre o estado menos populoso(Wyoming) para o mais(Califórnia), que tem o mesmo número de senadores é 70 vezes. No Brasil, dá umas 160 vezes, entre Roraima e São Paulo.

    Isso sem contar os problemas com a Câmara de Deputados. em que o sistema de lá é bem menos problemático.

  • 34 JB da Silva // 20/December/2007 às 1:17

    André

    A convenção democrata será só no final de agosto e no entretanto saberemos quem será o candidato muito antes. No atual momento do jogo, a questão dos delegados é secundária; um bom resultado na Florida é fundamental pra mostrar força num estado que sempre foi decisivo a uma semana do super tuesday.

  • 35 André Kenji // 20/December/2007 às 11:12

    JB

    Eu não sei se os moradores da Flórida irão querer votar em algo que na prática seria apenas uma straw poll.

    Até porque todo mundo ja está de saco cheio da campanha eleitoral de dois anos.

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